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Notícias

Instituto AgriHub anuncia chamada para startups

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - Instituto AgriHub anuncia chamada para startups

Chamada é direcionada para soluções desenvolvidas para a cadeia de sementes, principalmente de soja

O Instituto AgriHub faz nesta quarta-feira, 29/07, às 19h de MT e 20h de BSB, live de lançamento da “Seed Innovation” – chamada para startups que têm soluções desenvolvidas para a cadeia de sementes. A live é direcionada para empreendedores, startups, empresas de tecnologia que podem desenvolver alguma solução e pessoas interessadas, como produtores rurais e sementeiros, que queiram entender mais sobre o Seed Innovation. Para participar, os interessados devem se inscrever para receber o link de acesso no e-mail no site https://agrihub.com.br/liveseed.

O AgriHub fará o lançamento da página na internet que irá conter informações sobre os principais desafios, vantagens e soluções demandadas pela cadeia de sementes. De acordo com o diretor-executivo do Instituto, Otávio Celidonio, na página o empreendedor poderá responder se ele tem alguma solução pronta ou em desenvolvimento que atenda algum dos desafios.

“A chamada é direcionada para soluções desenvolvidas para a cadeia de sementes, principalmente de soja, por isso leva o nome de Seed Innovation. Ela é baseada justamente nas necessidades e dores das empresas parceiras Amaggi, Agro Amazônia, Bayer e TMG. E aproveitará para trazer soluções que respondam às dores dos produtores rurais, que muitas das vezes são semelhantes às dos sementeiros. Na indústria a gente tem questões que envolvem o beneficiamento da semente, são bem específicas, mas todo sementeiro também tem a produção de camping, e essa sinergia é super importante. Nós teremos soluções que vão atender os produtores como um todo”, explicou o diretor-executivo do AgriHub, Otávio Celidonio.

Para o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat-MT), Jefferson André Aroni, o Seed Innovation é um investimento no setor de sementes, assim como nos produtores rurais. “A Aprosmat é parceira e está sempre junto nas inovações, principalmente no segmento de sementes. Nós acreditamos muito nesse setor, por isso estamos sempre apoiando tudo que envolve tecnologias e inovações para melhorar o nosso negócio e dos nossos clientes, os produtores rurais, que estão sempre nos apoiando e utilizando as nossas sementes”, disse Jefferson Aroni.

Informações e detalhes sobre o perfil das startups, concorrência, edital de chamamento, desafios e oportunidades serão divulgados durante a live.

SERVIÇO

  • O que: Live de abertura de chamada Seed Innovation
  • Quando: 29 de julho – quarta-feira
  • Horário: 19h de MT e 20h de BSB
  • Inscrição: https://agrihub.com.br/liveseed (o link de acesso será enviado para o e-mail cadastrado na inscrição).
Fonte: Ascom Famato
29/07/2021 0 Comentários
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Notícias

Escassez hídrica impacta pecuária, diz Embrapa

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - Escassez hídrica impacta pecuária, diz EmbrapaAlgumas medidas podem contribuir para minimizar os impactos das produções animais no consumo de água. Para especialista, o pecuarista deve agir para ser mais eficiente

Esse período de escassez hídrica, que muitos estados atravessam, tem impacto direto na pecuária, afetando a produção de carne e leite. O déficit hídrico tem reflexos na diminuição da qualidade e quantidade de pastagem, redução das condições de bem-estar dos animais, dificuldade na manutenção das condições sanitárias de manejos, etc.

Para o pesquisador Julio Palhares, especialista em recursos hídricos da Embrapa Pecuária Sudeste, algumas medidas podem contribuir para minimizar os impactos das produções animais no consumo de água. Para ele, o pecuarista deve agir para ser mais eficiente no uso da água. “O Brasil, em comparação com outros países e com os principais produtores de commodities agropecuárias, tem uma condição de conforto hídrico, mas que não é infinita e a manutenção depende das ações de hoje para garantir as produções de amanhã”, destacou.

Em junho, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou a Declaração de Situação Crítica de Escassez Quantitativa de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Paraná. De acordo com Palhares, essa bacia abastece vários estados produtores de alimentos no Brasil e grandes centros urbanos e industriais. “Ainda não há necessidade de restrições oficiais para consumo de água, como a irrigação e o abastecimento animal, mas em muitas fazendas essas restrições já estão presentes, e estamos no meio do período das secas. Esse panorama pode ficar mais grave”, alertou.

O manejo hídrico dos sistemas de produção animal é o primeiro passo para promover a eficiência do uso da água. Esse manejo é o uso cotidiano de práticas e tecnologias que conservem a água em quantidade e com qualidade.

Algumas medidas têm custo zero, pois envolvem apenas mudanças comportamentais, como, por exemplo, fazer a raspagem do piso da sala de ordenha. Outras, o investimento é baixo: substituição de mangueira de fluxo contínuo por modelo de fluxo controlado, manutenção do piso e programa de detecção de vazamentos. O pecuarista deve fazer o manejo nutricional de forma precisa para os animais. A instalação de hidrômetros na propriedade para medir o consumo de água e de cisternas para captação da água da chuva são práticas que auxiliam para se conhecer os fluxos hídricos do sistema de produção e ter uma fonte alternativa de água.

Segundo Palhares, o futuro será hidricamente mais desafiador para produção animal brasileira. “O quão grande será esse desafio, depende de nossas atitudes agora. Se internalizarmos o manejo hídrico em nossos sistemas de produção e promovermos a eficiência hídrica de nossos produtos, superaremos o desafio de forma tranquila”, conclui.

Fonte: Embrapa
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Notícias

New Holland lança contador digital da produção agrícola

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - New Holland lança contador digital da produção agrícolaCom o contador digital é possível acompanhar instantaneamente o volume da colheita de diversas culturas e quanto isso representa para a nossa economia

Em mais uma iniciativa inédita, a New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, faz uma homenagem aos agricultores e agricultoras de todo o país e lançou, neste 28 de julho, Dia do Agricultor, o primeiro contador digital da produção agrícola brasileira. O Colheitômetro é uma ferramenta que mostrará, em tempo real, os números da colheita das principais commodities agrícolas produzidas noPpaís, como soja, milho, arroz, cana e trigo. A tecnologia, que utiliza fontes seguras e oficiais de dados, também exibirá ao público as cifras geradas por essas culturas, que são pilares da economia brasileira.

Além de um site próprio (www.colheitometro.com.br), que pode ser consultado a qualquer momento, o primeiro painel físico do Colheitômetro também foi inaugurado  na fábrica da New Holland, em Curitiba (PR), exibindo em um mostrador eletrônico os dados das culturas na mesma hora em que são contabilizados em tempo real. A intenção é que, futuramente, novos painéis como este sejam instalados em outras cidades do país.

“Nossa intenção é mostrar para a população, especialmente a das cidades, a força e a importância da agricultura para o País. A New Holland é uma marca que celebra o agro em todo o lugar e o papel do Colheitômetro é expor a força e representatividade do campo para que o país todo conheça e tenha orgulho da sua agricultura”, afirma Rafael Miotto, vice-presidente da New Holland Agriculture para a América do Sul.

Por trás dos números revelados pelo Colheitômetro está o peso do agronegócio brasileiro, responsável hoje por 26,4% do PIB do país e um dos itens de peso da nossa balança comercial. Mesmo com toda a crise provocada pela pandemia do coronavírus, o agro foi responsável por quase metade (48%) das exportações totais do Brasil em 2020, conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, do Ministério da Agricultura. Na última década, enquanto o PIB brasileiro encolheu 5,5%, conforme apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o da agropecuária cresceu 2,7%.

O Colheitômetro utiliza informações oficiais, atualizadas em tempo real, com base no histórico e no cruzamento de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), IBGE e Cepea-Esalq/USP e de outras fontes. Através de algoritmos internos, esses dados são incrementados conforme as previsões de colheita.

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ZF reporta sucesso no primeiro semestre de 2021

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - ZF reporta sucesso no primeiro semestre de 2021Empresa de tecnologia atinge as metas de vendas e lucro, mesmo em ambiente difícil e espera gerar vendas entre 37 bilhões e 39 bilhões de euros este ano

A ZF concluiu o primeiro semestre de 2021 com números positivos de vendas e lucro. Em contraste com o primeiro semestre de 2020, que foi significativamente impactado pela pandemia da Covid-19, a empresa gerou vendas de 19,3 bilhões de euros (2020: 13,5 bilhões de euros) nos primeiros seis meses deste ano. Ano após ano, isso corresponde a um aumento nas vendas de 43%. O EBIT ajustado ficou em 1,0 bilhão de euros (2020: menos 177 milhões de euros). O desenvolvimento positivo dos negócios contrasta com um ambiente de mercado internacional geralmente difícil e volátil.

“Aproveitamos o impulso do segundo semestre de 2020 para este ano e nos beneficiamos da recuperação econômica da indústria automotiva,” disse Wolf-Henning Scheider, CEO da ZF, ao apresentar os números do semestre na quinta-feira. “Ao mesmo tempo, desenvolvemos continuamente nossa organização em termos de cooperação ágil e garantimos vários novos pedidos com tecnologias inovadoras para reduzir as emissões e aumentar a segurança dos veículos.”

Além da continuidade do trabalho em condições pandêmicas, o primeiro semestre do ano foi caracterizado por efeitos imediatos, como a escassez de semicondutores e a interrupção das cadeias de abastecimento, bem como aumento de preços de matérias-primas e serviços de logística. A ZF, portanto, reajustou parcialmente suas cadeias de suprimentos e as encurtou, envolvendo cada vez mais fornecedores locais. “Além disso, as tendências de longo prazo estão se acelerando, o que é evidente na Europa por meio de novos limites de emissões de CO2 altamente ambiciosos,” disse Scheider.

“Embora isso aumente a demanda por acionamentos totalmente elétricos, será muito difícil encontrar um equilíbrio entre a proteção climática, o emprego e as necessidades de mobilidade das pessoas. Um plano claro para o desenvolvimento de infraestrutura – desde a geração de energia e redes de energia até a infraestrutura de carregamento – é essencial para ajudar a determinar o caminho a seguir.”

A ZF avançou nos últimos meses com a “Transformação Tarifvertrag”, um acordo coletivo celebrado há um ano com o conselho de trabalhadores e os sindicatos. Neste contexto, discussões estão em andamento nas localidades alemãs para desenvolver objetivos para sua orientação futura. “Aqui, estamos aproveitando o tempo que o acordo coletivo nos dá até o final de 2022. Junto com os representantes dos colaboradores, estamos desenvolvendo planos sólidos para cada localidade. Já fomos capazes de desenvolver soluções promissoras para a maioria deles,” enfatiza Scheider.

Principais números melhorados; estratégia de financiamento adaptada

A ZF também se beneficiou da recuperação econômica geral da indústria automotiva no primeiro semestre do ano. De janeiro a junho, a empresa gerou vendas de 19,3 bilhões de euros (2020: 13,5 bilhões de euros). Isso representa um aumento de 43% ano após ano. Ajustado para efeitos de câmbio e Fusões e Aquisições – M&A, isso corresponde a um aumento orgânico nas vendas de 38% (2020: menos 27%). A empresa relatou um EBIT ajustado de 1,0 bilhão de euros. Isso corresponde a uma margem de EBIT ajustada de 5,2% (2020: menos 1,3%).

“No primeiro semestre de 2021, atingimos nossas metas e melhoramos a qualidade dos resultados,” disse Konstantin Sauer, CFO da ZF. “Para continuar esSe desenvolvimento positivo, a contenção de custos continua sendo um tópico vital para nós.”

Tendo em vista os desenvolvimentos recentes e as perspectivas para os próximos meses, que são caracterizados por incertezas devido à atual situação da cadeia de suprimentos, a ZF manterá sua projeção para o ano. A ZF espera gerar vendas entre 37 bilhões e 39 bilhões de euros este ano. Da perspectiva de hoje, espera-se que as vendas estejam na extremidade superior da faixa.

A empresa espera uma margem de EBIT ajustado na faixa de 4,5% a 5,5%; espera-se que o fluxo de caixa livre ajustado fique entre 0,8 bilhão de euros e 1,2 bilhão de euros. No segundo semestre do ano, a ZF espera um encargo sustentado devido aos custos mais elevados com matérias-primas e serviços de logística. Os riscos podem surgir da disponibilidade limitada contínua de semicondutores e do desenvolvimento da pandemia da Covid-19.

Para atingir o equilíbrio desejado entre os investimentos e a redução do passivo corporativo, a ZF adaptou sua estratégia de financiamento. Um dos elementos é o novo programa EMTN (Euro Medium Term Note) lançado no ano anterior. “O programa EMTN nos permite atuar com mais rapidez e flexibilidade no mercado de capitais,” explicou Sauer. “Também administramos ativamente o perfil de vencimento de nossos passivos.” Entre outras coisas, a ZF já reembolsou totalmente a linha de crédito de 1,35 bilhão de euros obtida durante a pandemia, bem como a tranche de 1,0 bilhão de euros do empréstimo usado para financiar a aquisição da WABCO com vencimento no próximo ano.

Título verde para energia limpa e tecnologia de transmissão sustentável

A estratégia de sustentabilidade da ZF também se reflete no setor financeiro. Pela primeira vez, a empresa emitiu um título verde em abril. A receita de 500 milhões de euros irá apoiar os empreendimentos futuros dos negócios de energia eólica e mobilidade elétrica. O título de seis anos com rendimento de 2,0%, direcionado a investidores institucionais, despertou grande interesse e superou seis vezes além da oferta.

Para cumprir as disposições da lei antitruste indiana, a ZF vendeu sua participação de 49% na joint venture Brakes India durante a aquisição da WABCO em junho. Depois que a participação na subsidiária WABCO Índia foi aumentada de 75% para 93% em 2020 como parte de uma oferta pública de aquisição obrigatória, a participação foi reduzida para 77% no primeiro semestre de 2021 (mais 2% serão vendidos no segundo semestre do ano, de forma que uma cota de 75% das ações seja finalmente restaurada).

Perspectivas para o segundo semestre

Com o slogan “Next Generation Mobility. Now!” A ZF apresentará suas soluções e ideias para a mobilidade de amanhã no IAA Mobility 2021 em Munique. De 7 a 12 de setembro, a empresa estará presente nos salões de feiras da capital bávara (estande A1.B80). O novo conceito vai muito além do automóvel, abrangendo todos os segmentos da mobilidade individual e pública e oferece a plataforma perfeita para mostrar o amplo portfólio de tecnologias da ZF. No centro da apresentação estão o “carro definido por software” e as tecnologias de sistema para veículos elétricos de longo alcance, como os usados na série de corridas de Fórmula E. No entanto, os componentes e sistemas apresentados pela ZF não são sonhos do futuro. De acordo com o mote da apresentação, todos já podem ser encomendados ou estão em fase de lançamento no mercado.

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Safra de trigo em SC deve atingir 290 mil toneladas

Por redação 29/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - Safra de trigo em SC deve atingir 290 mil toneladas

As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para um aumento de quase 70% na produção de trigo em Santa Catarina, chegando a 290 mil toneladas

Os agricultores catarinenses apostaram na produção de cereais de inverno e devem colher uma safra recorde de trigo no próximo ano. As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para um aumento de quase 70% na produção de trigo em Santa Catarina, chegando a 290 mil toneladas.

“Nós estamos provando que é possível produzir cereais de inverno em Santa Catarina e que essa é uma alternativa viável para o produtor e também para a cadeia produtiva de carnes e leite. Estamos muito felizes com os resultados do Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno. Já no primeiro ano, conseguimos superar nossas expectativas. Isso significa que teremos mais pastagens, silagem e opções para fabricação de ração, reduzindo nossa dependência de milho e os custos de produção”, afirmou o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

Na safra 2021/22, Santa Catarina deve colher 117,9 mil toneladas a mais do que no ano anterior. O crescimento na produção se dá pelo aumento na área plantada – que chega a 88,2 mil hectares – e na produtividade, que passa de 3 toneladas por hectare. A Secretaria de Estado da Agricultura foi uma das grandes incentivadoras desse processo, com o Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno.

Segundo o secretário Altair Silva, nesse primeiro ano foram R$ 5 milhões em investimentos e a meta era aumentar em 20 mil hectares a área plantada com trigo, triticale, centeio, aveia e cevada em Santa Catarina. “Conseguimos um crescimento de quase 30 mil hectares na área plantada com trigo no estado. Isso é muito significativo e demonstra a confiança dos produtores rurais e é resultado da união de esforços de toda cadeia produtiva. Estamos abrindo uma nova fronteira agrícola em Santa Catarina, que é a safra de inverno”, destacou.

A Epagri/Cepa espera um aumento de 51% na área de cultivo de trigo e todas as regiões produtoras ampliaram a área semeada – principalmente em Xanxerê, Campos Novos, Chapecó e Canoinhas. Merece destaque, ainda, o aumento significativo da área de trigo em regiões pouco tradicionais no cultivo do cereal, como Rio do Sul e Ituporanga. A produção de cereais de inverno surge como alternativa para aumentar a renda na propriedade rural e a competitividade das cadeias produtivas de carne e leite no estado.

Como funciona o Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno

A Secretaria da Agricultura dá uma subvenção de R$ 250,00 por hectare efetivamente plantado com cereais de inverno, num limite de 10 hectares por produtor. Os produtores rurais procuram as cooperativas agropecuárias participantes do Projeto para manifestar o interesse em fazer a semeadura de cereais de inverno. As cooperativas fornecem as sementes e insumos para o plantio e o produtor realiza o pagamento ao final da safra, quando entrega os grãos e recebem o subsídio por hectare cultivado.

Os grãos entregues pelos produtores às cooperativas são destinados às agroindústrias e fábricas de ração instaladas no Estado. O projeto segue o modelo do Programa Terra Boa, bastante conhecido pelos produtores rurais de Santa Catarina. O incentivo para produção de cereais de inverno vem complementar outras ações desenvolvidas pelo Governo do Estado para aumentar o fornecimento de insumos.

Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural
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Notícias

Congresso ABAG discute Carbono Verde no agro

Por redação 28/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - Congresso ABAG discute Carbono Verde no agroMinistros Tereza Cristina e Tarcísio Gomes de Freitas participam da abertura do 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas estão confirmados e devem participar da solenidade de abertura 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, A Bolsa do Brasil, que acontece na próxima semana, segunda-feira, dia 2 de agosto.

Com o tema “Nosso Carbono é Verde”, o Congresso reunirá renomados especialistas em três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, O Futuro do Agro no Comércio Mundial e homenageará três personalidades: o ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021, com apresentação do ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do FGVAgro; a ministra Tereza Cristina, com o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, e Celso Moretti, presidente da Embrapa, com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade.

Confira na sequência um pequeno perfil dos participantes dos painéis do evento:

Painel 1 – Energia Limpa e Sustentável

Instituto AgriHub - Congresso ABAG discute Carbono Verde no agro

Painel 2 – BRASIL VERDE E COMPETITIVO

Instituto AgriHub - Congresso ABAG discute Carbono Verde no agro

Painel 3 – O FUTURO DO AGRO NO COMÉRCIO MUNDIAL

Instituto AgriHub - Congresso ABAG discute Carbono Verde no agro

Serviço:

  • Congresso Brasileiro do Agronegócio
  • Tema: Nosso Carbono é Verde
  • Data: 2 de agosto de 2021
  • Horário: das 9h00 às 13h30
  • Inscrições e informações: https://congressoabag.com.br/
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SP vai investir R$ 52 milhões em pesquisa agropecuária

Por redação 28/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - SP vai investir R$ 52 milhões em pesquisa agropecuáriaEstado confirma liberação de R$ 52 milhões para modernizar sedes e laboratórios de institutos na capital e interior

O vice-governador, Rodrigo Garcia, e o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges, anunciaram nesta terça-feira (27), em Campinas, investimento estadual recorde de R$ 52 milhões nos institutos de pesquisa ligados à Secretaria de Agricultura. O valor será usado na modernização das unidades para aprimorar o atendimento a demandas de inovação e pesquisa do agronegócio de São Paulo e do Brasil.

Durante o evento, foram entregues um produto natural para controle de nematoides na cultura da soja, duas novas cultivares de feijão carioca e uma cultivar de uva. Também foram entregues 31 drones com a finalidade de acompanhamento dos Planos de Regularização Ambiental (PRA) elaborados pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS/CATI).

“O investimento em pesquisa é fundamental para que a gente continue mantendo o agro de São Paulo e do Brasil como referências para o mundo. Foi em São Paulo, nos nossos institutos, que os grandes desenvolvimentos do agronegócio ocorreram. Foi daqui que saiu a iniciativa da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e tantas outras que tornaram o Brasil uma potência do agronegócio”, afirmou Garcia.

A cerimônia foi realizada na fazenda Santa Elisa do IAC (Instituto Agronômico), um dos mais tradicionais polos de pesquisa do agro na América Latina. Segundo a Secretaria de Agricultura, o investimento atual configura o triplo do maior repasse estadual para pesquisa agropecuária. Em 2009, o Governo de São Paulo repassou R$ 17 milhões a seis institutos e 11 polos regionais da pasta.

“Este é um recurso complementar que vem fazer a diferença para esse momento. Mostra o quanto o Governador João Doria e o Vice-Governador Rodrigo Garcia são sensíveis, apostam e acreditam na ciência. Se estamos onde estamos com o agro, se chegamos onde chegamos é por causa da pesquisa. Se temos condições de avançar, é também através da pesquisa e dos nossos Institutos. Seja para enfrentar os desafios do mundo, como o aumento da produtividade e a redução de áreas, até para enfrentar desafios como os climáticos”, afirmou Borges. O Secretário também lembrou o apoio dos deputados federais Arnaldo Jardim e Baleia Rossi para a conquista dos novos recursos.

O coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Sergio Tutui, disse que o investimento em pesquisa traz resultados financeiros em pouco tempo. “Um estudo da APTA de 2017 demonstra que a cada um real investido nas nossas unidades, R$ 12,20 retorna para o setor produtivo. Nos próximos anos vamos gerar em novos produtos, processos e negócios mais de meio bilhão de reais”, explicou.

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Economia de São Paulo da FGV, participou do ato e comemorou os novos recursos. “Nenhum país, nenhum estado, nenhuma cidade têm futuro sem investimento em ciência. Eu fico muito feliz com essa solenidade, porque o Governo de SP demonstra confiança na ciência e mostra isso de fato”, afirmou.

O prefeito de Campinas, Dario Saad, lembrou que Campinas é a única cidade não capital a ser considerada como uma metrópole pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Um dos fatores que os pesquisadores colocam para que a gente tenha esse feito, é a presença histórica na cidade os Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo”, disse.
Recursos serão usados para modernização e ampliação de estruturas de pesquisa

De acordo com informações da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), parte do investimento vai permitir a implementação de mais de 50 soluções tecnológicas que os institutos estaduais vão entregar até o fim deste ano. O aporte também vai assegurar modernização e ampliação de imóveis, além da criação de hubs de inovação e suporte para startups com perfil para o agronegócio.

“A ideia é criar um sistema em rede inicialmente nos ambientes de São Paulo, Campinas, Nova Odessa e Ribeirão Preto, aplicando isso para outras regiões no futuro e formando uma Rede de Inovação do Agro. Também vamos acelerar a transferência de tecnologia para os diferentes setores do agronegócio, colaborando para a geração de empregos, segurança alimentar, alimento seguro e de menor impacto ambiental”, explicou o Coordenador da APTA, Sergio Tutui.

No Instituto Biológico (IB-APTA), com Sede na Capital paulista, os recursos serão empregados para ampliação da capacidade de produção de antígenos para teste de brucelose e tuberculose em bovinos, com vistas a atender toda a demanda nacional. O Laboratório de Resíduos de Pesticidas em Alimentos do Instituto será modernizado para qualificá-lo para realização de análise em qualquer alimento e com todas as moléculas de defensivos agrícolas contaminantes, atendendo assim, programas governamentais e da iniciativa privada relacionados à alimentos seguros. O Instituto também possui unidades de pesquisa espalhadas em Campinas, Descalvado, Pindamonhangaba, Sorocaba, Araçatuba, Votuporanga, Ribeirão Preto e Bastos.

No Instituto Agronômico (IAC-APTA), sediado em Campinas, o investimento será fundamental para continuar e intensificar os programas de melhoramento genético vegetal, a fim de fornecer aos agricultores materiais mais resistentes a pragas e doenças e aos efeitos climáticos extremos. Também serão aprimorados laboratórios de pesquisa e de prestação de serviços ao setor e desenvolvidos estudos relacionados à agregação de valor na produção agrícola, promoção da inovação e da sustentabilidade ambiental. O IAC também possuiu Centros de pesquisa em Jundiaí, Cordeirópolis, Ribeirão Preto, Capão Bonito, Mococa, Jaú, Itararé, Votuporanga e Tatuí.

Com sede em Campinas, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) investirá os recursos para implantar novas linhas de pesquisa e análises que avaliem a segurança, inocuidade e saudabilidade dos alimentos produzidos e consumidos pela população. Também será ampliada a capacidade de oferta de serviços tecnológicos às pequenas e médias indústrias de alimento paulista, aumentando a competitividade das empresas e agregando valor aos produtos do agro por meio da inovação em ingredientes, formulação de produtos e embalagens.

No Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) os investimentos serão utilizados para acelerar a definição de parâmetros para pecuária sustentável em sistemas de produção com redução da emissão de GEE, permitindo ao IZ ser certificador de empresas de pecuária e de seus produtos. O recurso possibilitará também o Instituto ser certificador de produtos de origem animal, garantindo origem. A ideia é oferecer o Selo IZ de pureza genética em produtos lácteos. O IZ possui sede em Nova Odessa e unidades de pesquisa em Sertãozinho, Ribeirão Preto, Registro, Piracicaba e São José do Rio Preto.

Os investimentos previstos para o Instituto de Pesca (IP-APTA), sediado na capital paulista, vão garantir ações de apoio à gestão dos recursos naturais aquáticos, atendendo as necessidades de sustentabilidade da qualidade da água em projetos de aquicultura e oferecendo serviços aos aquicultores paulistas para suporte aos procedimentos para licenciamento ambiental e de monitoramento dos empreendimentos aquícolas. As unidades do IP em Santos, Campos do Jordão, Pirassununga, São José do Rio Preto, Cananeia e Ubatuba também poderão receber recursos.

Nova biotecnologia para cultura da soja

Durante o anúncio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo fez lançamento e entregas. Um deles foi o lançamento de uma nova biotecnologia desenvolvida pelo Instituto Biológico e a multinacional canadense Lallemand Plant Care para controle de nematoides de galhas e cisto da soja, organismos que podem causar prejuízos de até R$ 16,2 bilhões para a cadeia produtiva, segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia.

O bionematicida LALNIX RESIST, com lançamento previsto para esse segundo semestre, será uma ferramenta para o manejo de nematoides endossando a importância dos biológicos para uma agricultura responsável. Além disso, a biotecnologia configura o primeiro contrato de licenciamento realizado pelo IB de forma exclusiva, com o amparo legal da Lei de Inovação e de Decreto Paulista. O contrato teve interveniência da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag). O licenciamento garantirá ganho de royalties para a Instituição que será revertido para novas pesquisas.

Feijão carioca para atender demandas da cadeia produtiva e consumidores

O Instituto Agronômico entregou duas novas cultivares de feijão do tipo carioca, a IAC 1849 Polaco e a IAC 2051. A IAC 1849 Polaco foi desenvolvida para atender às demandas da cadeia produtiva do feijão e oferecer produto de alta qualidade, com tolerância ao escurecimento do grão e baixo tempo de cozimento, além de ciclo precoce na lavoura. Essas características são as mais desejadas nesse segmento e agregam valor ao produto final.

A IAC 2051 foi desenvolvida com o objetivo de atender às exigências do consumidor, que busca por grãos claros e de rápido cozimento, com qualidade de caldo e sabor. A IAC 2051 cozinha em cerca de 30 minutos e seu teor de proteína é de 20%. Para a cadeia de produção, a mais recente cultivar de feijão carioca do IAC oferece elevado potencial produtivo, tolerância ao escurecimento dos grãos, tolerância para o patógeno da antracnose e para os patógenos da murcha de fusarium e crestamento bacteriano.

Cultivar de uva indicada para a produção de vinho

A cultivar de uva IAC Ribas também foi entregue ao setor produtivo no evento. O material, fruto do cruzamento entre as cultivares Syrah e Seibel, se destaca por ter cachos com boa conformação, de tamanho médio, forma de baga redonda, sabor neutro bom e coloração levemente âmbar, além de alto teor de sólidos solúveis, ótima fertilidade de gema e facilidade de manejo de cachos. Outra característica interessante é sua boa estrutura e características químicas para elaboração de vinhos. Produtores de Jundiaí, Jarinu, Bragança Paulista e Indaiatuba já estão comercializando vinhos produzidos com a cultivar.

31 drones para Planos de Regularização Ambiental

A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS/CATI) recebeu no evento 31 drones, que serão distribuídos para suas Regionais e para o seu Departamento Ambiental. Outros dez drones já foram entregues durante atos realizados no interior do estado de São Paulo na semana passada. O objetivo é o acompanhamento dos Planos de Regularização Ambiental (PRA), elaborados a partir dos Cadastros Ambientais Rurais preenchidos via Sicar.

Os drones serão usados nas etapas de análise, acompanhamento e monitoramento das áreas de restauração florestal dos imóveis inscritos no CAR, com Planos de Regularização Ambiental (PRA) aprovados, possibilitando uma maior e melhor dinâmica na execução das análises e no acompanhamento e monitoramento das áreas que serão objeto de restauração florestal no âmbito do Estado de São Paulo.

Exposição

A CDRS/CATI também fez a exposição dos resultados do projeto PAA – kit Cesta Verde, que distribui alimentos comprados de agricultores familiares às famílias em vulnerabilidade social em 149 municípios paulistas, uma parceria que envolve os governos federal, estadual e municipal. De abril a junho deste ano mais de 100 mil cestas foram entregues.

O evento contou ainda com estandes de exposição dos Institutos, CDRS/CATI, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), Prefeitura de Campinas, Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

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CNA e especialistas debatem preços de commodities

Por redação 28/07/2021
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Instituto AgriHub - CNA e especialistas debatem preços de commoditiesSeminário virtual abordou cenário atual e como ele impactará na renda de produtores brasileiros

Especialistas do agro e do setor econômico participaram, na segunda (26), do seminário “Novo Ciclo das Commodities”, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para discutir sobre esse cenário e como ele refletirá na renda dos produtores rurais brasileiros.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, afirmou que o objetivo do evento foi debater se as recentes altas dos preços das commodities indicam um novo super ciclo no mercado internacional ou não.

“Nós queremos ajudar o produtor rural a melhorar a gestão e buscar ferramentas para otimizar o processo produtivo. A agropecuária é muito dinâmica, muda muito rápido, e se o produtor não tiver uma visão de mercado a longo prazo, a busca por bons resultados na atividade será mais difícil”, disse Bruno.

O seminário foi dividido em dois painéis. O primeiro, com o tema “Macroeconomia: o mundo está em um novo super ciclo de commodities?” foi conduzido pelo coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon. No início do debate, ele explicou que nas últimas décadas houve quatro super ciclos de commodities, causados por eventos socioeconômicos que transformaram a economia mundial.

“O primeiro foi a industrialização dos Estados Unidos. O segundo foi o rearmamento da economia na década de 30, depois a reconstrução da Europa e do Japão após a Segunda Guerra Mundial e por fim a industrialização da China. Todos esses acontecimentos provocaram o aumento dos preços das commodities”.

O membro sênior do Policy Center for the New South, Otaviano Canuto, foi o primeiro palestrante do dia. O especialista destacou que os preços das commodities subiram mais de 25% nos últimos meses. Os preços dos metais, por exemplo, cresceram mais do que as outras commodities.

“Alguns fatores explicam esse cenário: os metais são mais fáceis de armazenar do que o petróleo bruto ou até mesmo alguns produtos agrícolas e isso torna os preços mais prospectivos e sensíveis às mudanças de taxas de juros. Taxas menores reduzem o custo com transporte, armazenamento, seguro, entre outros”.

Com relação às commodities agrícolas, Otaviano Canuto disse que a expectativa é que os preços estabilizem em 2022 após o aumento de 13% nesse ano. Os preços dos fertilizantes também devem permanecer altos ao longo de 2021, uma média de 25% acima do registrado em 2020.

O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, falou sobre a importância entre a relação dos preços das commodities e o desempenho macroeconômico brasileiro. “Quando os preços internacionais sobem, o Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação sobem juntos. Além de ocorrer a valorização da taxa de câmbio nominal”.

Segundo Bráulio, em uma discussão sobre o novo super ciclo, do ponto de vista do produtor rural, é preciso olhar primeiro o debate internacional, por mais que o Brasil seja um importante player na produção de várias commodities.

“O fato é que os preços são determinados globalmente, então toda discussão é focada na questão do dólar. Os preços em real podem ter evolução bem distinta daqueles em dólar, já que o BRL está excessivamente fraco”, disse Borges.

No segundo painel do seminário, moderado por Bruno Lucchi, o chefe do setor de Grãos da Datagro, Flávio Roberto França Junior, afirmou que, a cada cinco anos, ocorre um movimento de alta de preços de diversos grãos, como soja, milho e trigo, que se comportam de forma relativamente parecida.

“Em 2008, tivemos um ciclo de preços da soja, que foi provocado pela evolução da demanda chinesa, pelas perdas de safra de diversos países produtores e, consequentemente, a escassez dos estoques norte-americanos. Os super ciclos estão relacionados a problemas de oferta. A demanda não faz o preço explodir. Então para haver um novo ciclo de alta, a oferta teria de passar por problemas.”.

De acordo com França, a demanda por produtos agrícolas se manteve elevada mesmo durante a pandemia do covid-19. “Nós estamos vivendo um momento de alta de preços dos grãos e outras commodities. Mas não podemos confirmar que esse e outros fatores podem gerar um super ciclo”, explicou o representante da Datagro.

Por fim, a fundadora e diretora executiva da Arifatto, Lygia Pimental, fez uma apresentação sobre o cenário econômico chinês e os impactos no mercado brasileiro. Segundo ela, nos últimos 40 anos o país asiático tem crescido em ritmo mais acelerado do que os EUA. “Se isso continuar, a China será a próxima economia mais rica do mundo. Até 2025 serão mais de 200 milhões de habitantes entrando no mercado consumidor”.

Lygia também falou sobre o surto da Peste Suína Africana (PSA) na China, que liquidou quase metade do plantel de suínos, provocando um déficit no estoque global de proteínas. “Esse “buraco” aqueceu o consumo das demais proteínas no mundo todo. A China habilitou diversas plantas frigoríficas e o Brasil, com seu maior rebanho de bovinos comercial do mundo, foi um grande parceiro para suprir a demanda”.

Durante sua exposição, a diretora executiva da Arifatto falou ainda sobre o mercado do boi gordo. “Os custos de produção da atividade subiram 76% e o boi gordo subiu 61%, de janeiro de 2020 a junho de 2021. Isso significa que o pecuarista está perdendo renda. Toda cadeia está esticada, passando por um arrocho, e perdendo margem nos últimos anos”.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Moagem de cana atinge 45 milhões de toneladas

Por redação 28/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - Moagem de cana atinge 45 milhões de toneladasMontante se refere à primeira quinzena de julho. Desde o início do ciclo 2021/2022 até a primeira metade do mês, a moagem acumula queda de 7,36%

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançou 45,65 milhões de toneladas na 1ª metade de julho, com retração de 2,37% sobre o valor apurado na mesma quinzena da safra 2020/2021 – 45,76 milhões de toneladas. O estado de São Paulo registrou uma moagem de 26,38 milhões de toneladas (-4,54%) e nos demais estados da região centro-sul a quantidade processada alcançou 19,26 milhões de toneladas (+0,76%).

Desde o início do ciclo 2021/2022 até a primeira metade de julho, a moagem acumula queda de 7,36%. Nesse período, a quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas atingiu 256,75 milhões de toneladas, ante 277,15 milhões de toneladas mesmo período do último ciclo agrícola.

Em relação ao número de usinas em operação, 254 empresas registraram produção até dia 16 de julho, contra 264 unidades industriais em igual data do último ano. Na última quinzena, não houve novas unidades iniciando a safra.

Produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima

Dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para a primeira quinzena de julho, considerando uma amostra comum de 24 unidades, registraram produtividade de 68,2 toneladas por hectare colhido no mês ante 79,0 toneladas observadas no mesmo período na safra 2020/2021 – queda de 14% no rendimento agrícola.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNICA, comenta que “a amostra ainda é preliminar, mas indica que a queda na produtividade segue a tendência já observada nas últimas quinzenas. As baixas temperaturas observadas no início do mês também devem ter exigido alterações no cronograma de colheita em algumas regiões, impactando o rendimento da lavoura colhida”.

A qualidade da matéria-prima processada na primeira quinzena de julho, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), aumentou 1,13% e atingiu 143,63 kg por tonelada de cana-de-açúcar em 2021 contra 142,02 kg verificados na mesma quinzena do último ano. No acumulado desde o início da safra até 16 de julho, o indicador de concentração de açúcares assinala 134,83 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, com aumento de 1,43% em relação ao valor da safra 2020/2021.

“Os dados de produtividade e qualidade da matéria-prima da primeira quinzena de julho ainda não incorporam todo o efeito esperado das geadas observadas nas regiões produtoras nos últimos dias. A influência desse evento deve ficar mais evidente na segunda quinzena de julho e no mês de agosto”, completa o executivo da UNICA.

Produção de açúcar e de etanol

Na primeira metade do julho, 47,13% da cana-de-açúcar foi destinada à produção de açúcar, ante 47,89% registrados na mesma data de 2020. A produção do adoçante retraiu 2,84% na última quinzena e atingiu 2,94 milhões de toneladas fabricadas, ante 3,03 milhões de toneladas verificadas em igual período do ano anterior.

O volume fabricado de etanol alcançou 2,16 bilhões de litros na primeira quinzena de julho. Seguindo o padrão observado desde o início da safra, observa-se um aumento substancial na fabricação de etanol anidro, com 889 milhões de litros produzidos, alta de 32% em relação a mesma quinzena do último ciclo agrícola. A produção de etanol hidratado registrou 1,27 bilhão de litros fabricados (-13,03%). Do total produzido de biocombustível, 129,95 milhões de litros foram fabricados a partir do milho.

No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 16 de julho, a produção de açúcar alcançou 15,20 milhões de toneladas, contra 16,38 milhões de toneladas verificadas na mesma data do ciclo 2020/2021. A fabricação acumulada de etanol, por sua vez, totalizou 11,81 bilhões de litros, sendo 4,31 bilhões de litros de etanol anidro e 7,50 bilhões de litros de etanol hidratado. Do total fabricado, 815,61 milhões de litros do biocombustível foram produzidos a partir do milho.

“As unidades produtoras permanecem priorizando a produção do etanol utilizado como aditivo à gasolina, registrando sucessivos aumentos ao longo das quinzenas”, explicou Rodrigues.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de julho, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram um total de 1,19 bilhão de litros de etanol, registrando, pela primeira vez na safra, uma retração de 1,2% em relação ao mesmo período da safra 2020/2021. Do total comercializado em junho, 18,42 milhões de litros foram destinados para o mercado externo e 1,17 bilhão de litros vendidos domesticamente.

No mercado interno, as vendas de etanol hidratado alcançaram 701,17 milhões de litros na primeira meta de julho, com redução de 6,79% sobre o montante apurado no mesmo período da última safra (752,23 milhões de litros). A quantidade comercializada de etanol anidro, por sua vez, registrou aumento de 26,95%, com 468,31 milhões de litros vendidos em 2021 contra 368,89 milhões de litros em 2020. No mercado interno, observou-se, ainda, um aumento das saídas por cabotagem que se elevou em cerca de 10 mil metros cúbicos (de 28 mil em junho para 38 mil em julho).

As vendas de etanol outros fins no mercado interno registraram queda 4,71% na quinzena, totalizando 58,11 milhões de litros comercializados.

No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 16 de julho, o volume de etanol comercializado pelas empresas do Centro-Sul acumula crescimento de 8,53%, somando 8,29 bilhões de litros. Desse total, 433,52 milhões de litros foram destinados à exportação (queda de 17,42%) e 7,86 bilhões ao mercado interno (aumento de 11,19%).

Fonte: UNICA

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Opinião

Dia do Agricultor: parabéns aos agricultores brasileiros

Por redação 28/07/2021
Escrito por redação

Instituto AgriHub - Dia do Agricultor: parabéns aos agricultores brasileirosEnrico Milani*

Anualmente, o Dia do Agricultor é celebrado em 28 de julho, data que homenageia os profissionais envolvidos em uma imensa cadeia que vai desde a concepção e o cultivo de produtos da terra até a participação na sustentação econômica de um país.

Coincidentemente, o número 28 é quase a porcentagem que o agronegócio representou para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. De modo preciso, a participação do setor foi de 26,6% de toda a soma de bens e serviços produzidos na economia do país no ano passado. Em comparação com 2019, o agronegócio avançou 24,31% e chegou a quase dois trilhões de reais (enquanto o valor total nacional foi de R$7,45 trilhões). Os dados foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Além da macroeconomia, é preciso salientar a importância individual de cada agricultor, ou seja, aquele que independentemente do tamanho é um braço forte em todas as instâncias econômicas, até mesmo dentro do próprio lar. Nesse tópico, trago a Lei 11.326/2006, que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais.

A legislação considera que um agricultor familiar é aquele que pratica atividades no meio rural atendendo a alguns requisitos como: “utilizar predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento e ter renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento”.

Ou seja, agricultura familiar é aquela que envolve membros de uma mesma família na atividade econômica que gera emprego e renda a todos. O Censo Agropecuário, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017 e divulgado em 2018, destaca que 73% das pessoas que trabalham na produção agropecuária têm parentesco com o produtor, ou seja, se enquadram à Lei 11.326/2006. Ainda de acordo com estimativa do IBGE, 70% da produção de alimentos consumidos no país vem da agricultura familiar.

É com essas afirmações que volto ao primeiro parágrafo para reforçar a importância do agricultor para toda uma cadeia. Da economia micro à macro e do menor ao maior produtor, é graças a esse profissional e ao trabalho que presta que é inegável sua relevância não só econômica, mas para a alimentação do brasileiro e todo o escopo social. Não há dúvida, portanto, sobre o quanto a agricultura precisa ser valorizada, atitude que é praticamente um pilar da Vapza Alimentos.

A empresa, que está há mais de 25 anos no mercado, trabalha com alimentos embalados a vácuo e cozidos a vapor. Esses itens são fornecidos por mais de 20 agricultores ou produtores locais, que ao fornecerem toneladas de alimentos por mês, sendo grande parte orgânicos, favorecem toda uma economia circular, que inclui a geração de emprego e renda para a comunidade em que vivem. Esses alimentos são comercializados para mais de cinco mil estabelecimentos em todo o Brasil e exportados para o exterior, enriquecendo ainda mais a cadeia produtiva e trabalhista direta e indireta.

Instituto AgriHub - Dia do Agricultor: parabéns aos agricultores brasileirosÉ por toda essa relevância que a valorização da atividade é um compromisso social em que empresas, como a Vapza, ajudam a reforçar ao darem oportunidade para que agricultores, de todos os portes, exerçam seu trabalho. E é por isso que no dia 28 de julho, eu não só desejo feliz dia ao agricultor, mas também sucesso e condições melhores para esse profissional e para o segmento, progredindo na qualidade do alimento e alcançando resultados econômicos e sociais ainda mais promissores.

*Enrico Milani é CEO da Vapza Alimentos, formado em Engenharia de Produção pela PUC-PR, tem MBA em Finanças e Controladoria pelo Centro Universitário Positivo e fez Programa de Gerenciamento Avançado pela Esade, instituição de ensino espanhola.
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