domingo, novembro 1, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
domingo, novembro 1, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Bucher
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Notícias

Brasil exporta volume recorde de café na safra 20/21

Por redação 13/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Brasil exporta volume recorde de café na safra 20/21Montante embarcado registra alta de 10% sobre o resultado da temporada anterior, com 45,6 milhões de sacas

Segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques nacionais do produto somaram 3,012 milhões de sacas de 60 kg em junho, gerando US$ 423,2 milhões. Com o desempenho, o país registrou novo recorde no fechamento das remessas cafeeiras no acumulado da safra 2020/21, que alcançaram 45,599 milhões de sacas, apresentando alta de 13,3% em relação à temporada 2019/20 e de 10,1% sobre as 41,426 milhões de sacas de 2018/19, até então o melhor desempenho.

Em receita cambial, as exportações do produto nacional ao exterior renderam US$ 5,842 bilhões na safra 2020/21, o melhor resultado nos últimos cinco anos, que representou crescimento de 13,4% na comparação com os US$ 5,154 bilhões do ciclo 2019/20.

O presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, revela que o novo recorde reflete a safra 2020/21 exemplar em volume, qualidade e sustentabilidade e que foi possível alcançar o maior patamar histórico das exportações nacionais do produto devido à eficiência comercial e logística dos exportadores brasileiros e ao profissionalismo dos cafeicultores do país.

“Os produtores mantêm seu constante ciclo de investimento em qualidade, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, colhendo um volume recorde de arábica e conilon na safra 2020. Dessa forma, possibilita que os cafés nacionais sejam aceitos em todo o mundo, sendo impulsionados pelos profissionais de logística dos nossos associados, os quais redobraram esforços durante a pandemia para honrar os compromissos diante dos entraves logísticos, potencializados pela expressiva alta nos custos dos fretes, consequentes e sucessivos cancelamentos de bookings e dificuldade de novos agendamentos”, explica Rueda.

Ano civil

No acumulado do primeiro semestre de 2021, o Brasil remeteu o também recorde de 20,866 milhões de sacas de café ao exterior, obtendo ingressos de US$ 2,794 bilhões – maior valor desde 2016 –, desempenho que implica alta de 4,5% em volume e de 7% em receita frente ao resultado dos seis primeiros meses de 2020. Na média mensal deste ano, o resultado corresponde a embarques de 3,5 milhões de sacas ao exterior, com receita equivalente a US$ 466 milhões ao mês.

Principais destinos

Entre julho do ano passado e o fim de junho deste ano, o Brasil exportou café a 115 países e os Estados Unidos permaneceram como principais parceiros comerciais. Os norte-americanos elevaram em 5,8% as aquisições do produto frente ao ciclo 2019/20, importando 8,337 milhões de sacas, as quais representaram 18,3% das exportações totais.

A Alemanha, com representatividade de 17,4%, adquiriu 7,948 milhões de sacas (+16,2%) e ocupou o segundo lugar no ranking. As exportações dos cafés nacionais para a Bélgica cresceram 40%, somando 3,833 milhões de sacas. Assim, os belgas saltaram ao terceiro lugar na tabela e responderam por 8,4% dos embarques. Fechando o top 5, vieram Itália, com 2,762 mi/scs (6,1% do total), e Japão, com 2,626 mi/scs (5,8%).

Também merece destaque a inserção de dois países produtores entre os 10 principais mercados compradores do produto nacional na safra 2020/21. A Colômbia ocupou a oitava posição na tabela, elevando suas importações em 150% – para 1,137 milhão de sacas – na comparação com o ciclo anterior e passando a representar 2,5% das exportações totais do Brasil. O México veio na sequência, ocupando a nona posição com a aquisição de 965 mil sacas, ou 2,1% do total.

De acordo com o presidente do Cecafé, esses mercados produtores e exportadores podem ser considerados “novos paradigmas” para os cafés do Brasil. “Eles importam para o consumo interno e para industrializar e comercializar com outros países, como no exemplo dos mexicanos, que vendem muito para os EUA. O México virou uma potência industrial do solúvel e tem demandado cada vez mais grãos brasileiros para isso”, revela.

No acumulado da temporada 2020/21, as exportações de café verde do Brasil para outros países produtores totalizaram 2,697 milhões de sacas, o que implicou incremento de 47,2% em relação às 1,833 milhão de sacas embarcadas na safra antecedente. Além de Colômbia e México, fecham a lista das cinco principais nações produtoras que mais importaram café in natura brasileiro o Equador (201 mil sacas / +124,6%), República Dominicana (139 mil sacas / +217,6%) e Vietnã, o segundo maior produtor global do produto (95 mil sacas / +27,2%).

Tipos de café

Com o embarque de 36,917 milhões de sacas na recém-encerrada temporada, a variedade arábica respondeu por 81% do total remetido ao exterior de julho de 2020 ao fim de junho deste ano e obteve o melhor desempenho de todos os tempos. Outro recorde foi registrado nas exportações de café canéfora (robusta e conilon), que envolveram 4,715 milhões de sacas exportadas, com representatividade de 10,3%. Na sequência, vieram solúvel, com 3,936 milhões de sacas (8,6%) e o produto torrado e moído, com 30.704 sacas (0,1%).

Cafés diferenciados

A exportação dos cafés com qualidade superior ou que possuem certificações de práticas sustentáveis responderam por 17,3% dos embarques brasileiros na safra 2020/21. Com o envio de 7,889 milhões de sacas ao exterior, os frutos diferenciados apresentaram crescimento de 16,4% ante as 6,775 milhões de sacas registradas no ciclo anterior e geraram uma receita da ordem de US$ 1,310 bilhão.

Portos

O complexo marítimo de Santos (SP) seguiu como o principal despachador dos cafés do Brasil na safra 2020/21, com 34,813 milhões de sacas partindo do litoral paulista, o que correspondeu a 76,3% do total. Na sequência, vieram os portos do Rio de Janeiro, que responderam por 16,6% do total ao embarcarem 7,565 milhões de sacas, e Vitória (ES), com a remessa de 1,550 milhão de sacas, respondendo por 3,4%.

De olho no futuro

Em função da retomada da economia em importantes potências mundiais, como os EUA e países da Ásia, especialmente a China, o transporte marítimo global enfrenta intensos desafios relacionados ao transporte de cargas, que passa por grave crise operacional. Com o avanço da vacinação nessas nações, a demanda deixou de ser reprimida e houve aquecimento na procura por produtos alimentares e eletrônicos, o que gerou congestionamentos nos portos norte-americanos e asiáticos.

Esse cenário gerou sucessivos cancelamentos de bookings, dificuldade para novos agendamentos de embarques e concorrência por contêineres e espaço nos navios. “Esses gargalos de infraestrutura e logística são preocupantes e impactam o desempenho das exportações brasileiras de café, pois os portos norte-americanos e asiáticos operam com capacidades máximas devido ao desbalanço do comércio global”, explica o presidente do Cecafé.

Segundo Rueda, agregando a excelente safra em volume e qualidade de 2020 com a menor colheita de 2021, por conta da bienalidade e das irregularidades climáticas, a oferta dos cafés do Brasil parece estar equilibrada com a demanda mundial. “Os exportadores continuam monitorando a colheita deste ano e as condições de desenvolvimento para o ciclo 2022, assim como seguem atentos ao panorama do consumo global, que parece animado para o cenário pós-Covid-19, com o avanço da vacinação, e para qual o produto brasileiro é essencial. Assim, a boa hora dos cafés do Brasil parece perdurar no cenário mundial”, conclui.

Fonte: Datagro
13/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Identificada nova praga em pastos brasileiros

Por redação 13/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Identificada nova praga em pastos brasileirosPesquisadores registraram a ocorrência da cochonilha Duplachionaspis divergens em pastos brasileiros. O inseto suga a seiva nas folhas das forrageiras causando o amarelecimento e secamento de partes das plantas atingidas

Pesquisadores da Embrapa em Campo Grande (MS) e parceiros acabam de registrar, oficialmente, a infestação de Duplachionaspis divergens (Hemiptera: Diaspididae) em pastos brasileiros. Trata-se de uma cochonilha detectada em pastagens do Mato Grosso do Sul com touceiras amareladas e secas, com danos visivelmente significativos. As perdas econômicas ainda não foram estimadas. O registro está publicado em periódico científico da área e a identificação ocorreu de acordo com as características morfológicas da fêmea adulta. Nos países onde ocorre, a praga chega a atingir 18 gêneros de gramíneas.

“Precisamos alertar o produtor rural quanto a essa praga, chamar sua atenção. Ainda não temos muitos estudos e nem recomendação de controle. Na Embrapa, as pesquisas são iniciais. Anteriormente, a espécie havia sido relatada no Brasil somente na cultura da cana-de-açúcar, em casa de vegetação. Agora, o cenário mudou”, afirma a entomologista da Empresa Fabricia Zimermann Torres. “Além da ocorrência em nossos campos experimentais, temos recebido algumas demandas de produtores preocupados, relatando sintomas e danos semelhantes em suas pastagens, o que pode ser devido a ataques dessa cochonilha”, completa.

volume recorde de café - Identificada nova praga em pastos brasileirosA primeira constatação da presença do inseto sugador nas folhas de braquiária nos campos experimentais da Embrapa em Campo Grande ocorreu em 2018, com reinfestações nos anos seguintes. Naquele ano, em campos formados pelo híbrido BRS Ipyporã (foto ao lado), resistente à principal praga da pastagem, as cigarrinhas. “A infestação foi detectada na época seca, em meados de agosto, quando foi realizada coleta de folhas do capim escolhendo-se aleatoriamente dez pontos na área infestada de 0.45 ha [4.500 metros quadrados]”, lembra Torres.

De acordo com ela, nesses pontos de coleta foram retiradas amostras de folhas do capim (cerca de 100 folhas por amostra) e separadas em “com” e “sem” infestação, chegando-se a um valor médio de 60% de folhas infestadas nessa área. Nos anos seguintes, segundo a pesquisadora, a infestação continuou avançando em outras áreas experimentais, e também em época chuvosa, sendo, desde então, acompanhada em outros estudos da Embrapa.

Os danos à planta decorrem da sucção de seiva nas folhas, levando ao amarelecimento e secamento das partes atingidas. Torres discorre que inicialmente, ao sair do ovo, a ninfa (fase jovem do inseto) locomove-se e fixa-se na parte abaxial das folhas. Porém em altas infestações conseguem chegar também aos caules e superfície adaxial (parte de cima das folhas). As fêmeas ficam fixas até mesmo depois de adultas. Já os machos possuem asas e voam em busca de acasalamento.

A entomologista é responsável pelo registro oficial ao lado dos pesquisadores José Raul Valério, da Embrapa Gado de Corte; Renata Santos, da Universidade Católica Dom Bosco; Vera Regina Wolff, da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul; e Bruno Amaral, pesquisador do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional no Estado de Mato Grosso do Sul.

volume recorde de café - Identificada nova praga em pastos brasileiros

Sobre o inseto-praga

Os primeiros relatos dessa espécie ocorreram em cana-de-açúcar, no Hemisfério Oriental, no Sri Lanka, na Argélia, no Egito, na Austrália e na Tailândia. No Ocidental, os registros ocorreram, na mesma cultura, na Venezuela e Colômbia, no início dos anos 1990. Em relação às pastagens, além do gênero braquiária, espécies dos gêneros Andropogon, Sorghum, Digitaria, Paspalum, Panicum, Pennisetum e Setaria também são fontes de alimento para o inseto.

“Nos campos experimentais da Embrapa encontramos danos semelhantes em pastagens de capim-elefante(Pennisetum purpureum cvs) Napier, Cameroon, Pioneiro, BRS Canará, BRS Kurumi e BRS Capiaçu; e Panicum maximum cv. Aruana. Presumimos que tais gramíneas também sejam plantas hospedeiras para D. divergens”, afirma a entomologista.

Pesquisas anteriores sobre a biologia dessa cochonilha relatam que as fêmeas adultas põem em média 130 pequenos ovos, com período embrionário médio de oito dias. E, ainda, que ocorrem nove gerações/ano com um ciclo completo, em média, de 39 dias, evidenciando o potencial dessa praga como uma séria ameaça aos sistemas de produção.

Não confunda

A nova praga não deve ser confundida com a já conhecida cochonilha-dos-capins (Antonina graminis), que causa a “geada dos pastos”. A cochonilha-dos capins foi detectada no Brasil, pela primeira vez, em 1944, na Bahia; em 1964, no Pará; e em 1966, no estado de São Paulo.

Torres explica que “além de as cochonilhas serem diferentes morfologicamente, a cochonilha-dos-capins ataca a haste da planta, a partir do coleto e, quando na parte aérea, fica junto aos nós, sob a bainha das folhas. Em decorrência da sucção de seiva nesses locais, a planta perde sua capacidade de rebrota, podendo até morrer, o que é conhecido como ‘geada dos pastos’”.

A pesquisadora enfatiza ainda que desde 1967, após a introdução do parasitoide Neodusmetia sangwani, a cochonilha-dos-capins teve seu controle estabelecido no Brasil.

Outras pragas

volume recorde de café - Identificada nova praga em pastos brasileirosAs cigarrinhas-das-pastagens (foto ao lado) continuam sendo a principal praga dos pastos brasileiros. Entretanto, com a diversificação do sistema produtivo, outras pragas passaram a preocupar cientistas e produtores rurais. Uma delas é o percevejo castanho, com registro de ataques principalmente em pastagens do Brasil Central. Áreas mal manejadas e solos predominantemente arenosos favorecem a propagação do inseto e o aparecimento dos danos decorrentes de sua ação.

Estudos com percevejo castanho conduzidos pela Embrapa Gado de Corte apontaram que, aparentemente, em áreas bem manejadas e onde a correção e a adubação do solo são realizadas de forma frequente, as plantas estão mais bem nutridas e sentem menos os efeitos do ataque.

Fonte: Embrapa Gado de Corte
13/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Os desafios e as oportunidades da irrigação no campo

Por redação 13/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Os desafios e as oportunidades da irrigação no campoEntre os maiores desafios estão a preservação de água, energia elétrica, reuso de água na agropecuária, desburocratizar o licenciamento ambiental e a outorga, o Plano Nacional de Recursos Hídricos e o Plano Nacional de Irrigação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de uma audiência pública sobre o tema “Política Nacional de Irrigação: fixação do homem no campo e desenvolvimento regional”, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, nesta segunda-feira (12).

A assessora técnica da Comissão Nacional de Irrigação da CNA, Jordana Girardello, fez uma apresentação sobre os desafios e oportunidades da irrigação no campo. Ela falou sobre a tecnologia no Brasil e o uso da irrigação em culturas como trigo, café, arroz, feijão, hortaliças, olericultura, fruticultura, cevada, algodão, cana-de-açúcar e pecuária.

De acordo com a Agência Nacional de Águas (Ana), atualmente, no Brasil, 8,2 milhões de hectares estão equipados para irrigação. O País tem potencial efetivo para irrigação de mais 13,7 milhões de hectares, com projeção de crescimento de 250 mil/ha/ano até 2040. Entre as principais atividades irrigadas estão o arroz (15,9%), a cana-de-açúcar (9,1%), café (5,5%) e as culturas irrigadas por pivô central (17,6%).

“O uso da irrigação ainda é pequeno frente ao potencial estimado do País. Não temos dúvida de que a tecnologia é um apoio e uma política de inclusão para melhorar a qualidade de vida e a renda das populações”, afirmou.

Jordana também falou sobre as demandas do setor e a relação entre irrigação e meio ambiente. Segundo ela, a tecnologia é estratégica para promover a segurança alimentar, pois otimiza a produção agropecuária e aumenta a produtividade sem expandir sobre novas áreas, além de garantir alimentos com preços mais acessíveis – aumentando a oferta e a regularidade dos produtos.

Entre os maiores desafios estão a preservação de água, energia elétrica, reuso de água na agropecuária, desburocratizar o licenciamento ambiental e a outorga, o Plano Nacional de Recursos Hídricos e o Plano Nacional de Irrigação. Outro ponto fundamental é fortalecer a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

“Precisamos traçar políticas públicas, principalmente as estruturantes. Tendo uma gestão eficiente da disponibilidade e da demanda de água, poderemos ser um país referência e sem enfrentamento de crise hídrica”, disse a assessora técnica da CNA.

O debate contou com a participação do secretário Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Tiago Pontes; do coordenador geral de Irrigação e Drenagem do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Frederico Cintra Belém; do diretor de Planejamento e Articulação de Políticas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Raimundo Gomes de Matos; e do prefeito do município de Pão de Açúcar (AL), Jorge Dantas. O moderador foi o presidente da CDR, senador Fernando Collor (PROS/AL).

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
13/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Exportações do agro têm novo recorde e passam de US$ 12 bilhões

Por redação 13/07/2021
Escrito por redação
volume recorde de café - Exportações do agro têm novo recorde e passam de US$ 12 bilhões

Movimentação Porto de Paranaguá – Paranaguá (2019)/Foto: Cláudio Neves/APPA

O aumento dos preços internacionais dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil foi a principal variável responsável por este valor recorde no mês de junho

As exportações do agronegócio em junho deste ano atingiram a cifra recorde para o mês, de US$ 12,11 bilhões, o que representa uma alta de 25% comparado aos US$ 9,69 bilhões embarcados em junho de 2020. O aumento dos preços internacionais dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil foi a principal variável responsável por este valor recorde.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esse incremento nos preços, em virtude da recuperação econômica global, foi decisivo para o recorde do mês, já que houve queda de 4,1% no índice de quantum das exportações brasileiras.

As importações do agronegócio tiveram aumento de 54,2%, chegando a US$ 1,28 bilhão. Desta forma, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 10,8 bilhões.

Em virtude da elevação das exportações de produtos não-agrícolas em 105,3%, influenciados por exportações de minério de ferro e petróleo, a participação dos produtos do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou 43,1%, mesmo com o recorde observado para os meses de junho. Em junho de 2020, a participação foi de 55,5%.

Soja e carnes

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja. Um pouco mais da metade do valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio se deveu as vendas externas desse setor, que teve a soja em grão como principal produto exportado. As vendas externas de soja em grão alcançaram valor recorde de US$ 5,30 bilhões, mesmo com redução de 12,9% do volume exportado, 11,1 milhões de toneladas.

As exportações de carnes foram de US$ 1,78 bilhões (+26,6%) em junho. O incremento do valor ocorreu em função da elevação da quantidade exportada (+9,4%) como ao aumento médio do preço de exportação (+15,7%).

A principal carne exportada foi a carne bovina, com registros de US$ 834,24 milhões (+12,7%). Em relação à carne de frango, as exportações subiram 45,8% para atingirem US$ 636,26 milhões em junho de 2021. Já na carne suína houve registro recorde de exportações, com vendas externas de US$ 268,31 milhões (+36,4%). A quantidade exportada também foi recorde, com 107,2 mil toneladas (+12,9%).

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
13/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Estudo mostra atuação de mulheres na cafeicultura

Por redação 13/07/2021
Escrito por redação
volume recorde de café - Estudo mostra atuação de mulheres na cafeicultura

Produtora rural Isabel Vilela, de Campo Belo (MG)

Em relação à área dos estabelecimentos, as mulheres estão responsáveis por 815 mil hectares (ha), o que corresponde a apenas 9,1% do total. Análise foi realizada por pesquisadoras da Embrapa e da Epamig a partir de dados do IBGE

Mais de 40 mil estabelecimentos agrícolas brasileiros com produção de café são dirigidos por mulheres. Esse número equivale a apenas 13,2% dos 304,5 mil existentes. Além das dirigentes, há também aquelas que estão na condição de cônjuge em codireção, sendo 32.400 mulheres em estabelecimentos com café arábica e 15.700 mulheres em estabelecimentos com café canephora. Dessa forma, pode-se afirmar que há um público feminino de 88.700 mulheres dirigindo e codirigindo estabelecimentos com café em todo o Brasil.

Essas informações foram extraídas da análise dos dados levantados em 2017, no último Censo Agropecuário realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que pela primeira vez trouxe dados sobre gênero na produção do café. O trabalho foi elaborado pelas pesquisadoras Helena Alves, da Embrapa Café; Cristina Arzabe, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa; e Margarete Volpato, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com apoio de Marcelo Oliveira, do IBGE. As informações foram organizadas de forma didática, em infográficos no folder Mulheres Cafeiculturas. O trabalho foi apresentado na Expocafé Mulheres, um quadro especial da Expocafé 2021.

De acordo com Alves, até recentemente, a ausência de mulheres nas mesas de abertura de eventos sobre café ou nas diretorias das cooperativas, sindicatos rurais ou entidades representativas do setor levou a uma percepção equivocada de que, no Brasil, as mulheres não desempenham um papel relevante na cafeicultura. Mas é justamente o contrário. “A contribuição das mulheres ao longo da história tem sido fundamental tanto na produção quanto na pesquisa, na gestão, comercialização e em todos os outros setores desse sistema agroindustrial”, afirma.

Em relação à área dos estabelecimentos, as mulheres estão responsáveis por 815 mil hectares (ha), o que corresponde a apenas 9,1% do total. A maior parte das propriedades (72%) encontra-se na Região Sudeste, com pouco mais de 29 mil estabelecimentos rurais, seguida pelo Nordeste, que conta com 5.860, ou 14% das propriedades dirigidas por mulheres. O Norte conta com 3.119 propriedades (8%), o Sul com 1.586 (4%) e o Centro-Oeste com 663, o que equivale a 2% do total.

Menos acesso a tecnologias

Os resultados também evidenciam que essas mulheres têm menos acesso à internet ou a outras formas de veiculação de informações, como reuniões técnicas ou seminários, participam menos de atividades associativas e têm menos acesso a tecnologias, como irrigação, implementos, máquinas e tratores. “Contudo, mulheres dirigentes contratam mais mulheres e oferecem mais oportunidades para outras mulheres. Nos estabelecimentos dirigidos por mulheres há uma maior equidade de gênero quando se trata do pessoal ocupado, sendo que 43% desse contingente é do sexo feminino, enquanto nos estabelecimentos dirigidos por homens, a porcentagem de mulheres ocupadas é bem inferior, igual a apenas 24% do total”, relata Alves.

“Tive de vencer preconceitos dentro de casa”

Com apenas 26 anos e já com importantes experiências relacionadas ao café, inclusive internacionais, a produtora rural Isabel Vilela, de Campo Belo (MG), conta como ainda é forte o preconceito em relação à atuação das mulheres no campo, em particular na cafeicultura. Ela é filha de produtor rural, mas nunca era inserida nas questões da propriedade. “Soube da importância da cafeicultura quando fui fazer intercâmbio durante o ensino médio na Finlândia, país que mais consome a bebida per capta. Não conhecia sequer um pé de café”, relembra sorrindo.

O pai preparou o irmão de Isabel para a sucessão na administração da fazenda que também produz grãos e leite. Ela conta que tudo mudou para ela quando soube que, ao lado da universidade em que fazia graduação em Relações Internacionais, iria acontecer a Semana Internacional do Café. “Me inscrevi para trabalhar como intérprete no evento e soube que estava acontecendo um encontro da Aliança Internacional das Mulheres do Café – IWCA Brasil. Fui de curiosa e fiquei assustada quando vi um auditório lotado de mulheres debatendo sobre o assunto. Eu pensei: Nossa!! Tem lugar para mulher no café.”

A partir daí ela se apaixonou pelo café, passou a fazer vários cursos na área, atuou como voluntária e depois como gestora executiva da IWCA Brasil. Mas apesar de algumas pessoas a incentivarem, Vilela conta que teve que vencer barreiras, inclusive em relação ao seu pai, que lhe disse: ”Isabel, café não é para mulher”. “Na IWCA conheci histórias de cortar o coração, de mulheres que passam situações muito difíceis por conta de sucessão. Tem famílias que chegam a vender a propriedade porque só tiveram filhas”, conta. Atualmente Isabel é responsável pela área financeira da fazenda e pela qualidade na produção de café.

volume recorde de café - Estudo mostra atuação de mulheres na cafeiculturaA pesquisadora Helena Alves diz que até pouco tempo era difícil caracterizar as mulheres do café brasileiro, que é um grupo muito diversificado, pois não existiam dados estatísticos ou informações sistematizadas. “Isso desencadeou um movimento instigado pela jornalista e mulher do café Josiane Cotrim, que culminou com a publicação, em 2018, do livro Mulheres dos Cafés no Brasil”, ressalta. O livro foi elaborado por uma rede multidisciplinar de 41 autores e diversos colaboradores que, por um esforço conjunto, ofereceram o primeiro perfil sobre as mulheres dos cafés no Brasil, com ênfase na mulher rural.

Para Cristina Arzabe é importante levantar e divulgar dados para que se tenha um quadro objetivo da realidade e seja possível justificar políticas públicas que alavanquem a equidade de gênero e o fortalecimento de mulheres e meninas do campo. Ela indica também o e-book ODS 5 – Igualdade de gênero: contribuições da Embrapa, no qual as desigualdades entre mulheres e homens na área rural são discutidas. “São desigualdades estruturantes, em que mulheres e população negra apresentam os piores indicadores socioeconômicos. Dados dos censos realizados pelo IBGE permitem visualizar objetivamente essas desigualdades, em termos quantitativos, e assim justificam os esforços para alcançar a equidade de gênero, considerada fundamental para o desenvolvimento e a paz no mundo”, afirma.

Helena Alves complementa dizendo que, com base nessas informações, políticas públicas e esforços institucionais devem ser realizados para aumentar o acesso das mulheres rurais a bens e serviços para o alcance de uma sociedade mais justa e equilibrada. “Em especial, é necessário focar na meta 5 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5), que preconiza realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso à propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais”, ressalta.

Ela acredita que o empoderamento de meninas e mulheres rurais, bem como de todos os segmentos do sistema agroindustrial do café, é crucial para a erradicação da pobreza em todas as suas formas, para o fim da fome e o atingimento da segurança alimentar e nutrição, para a promoção da boa saúde, bem-estar e educação e para a promoção do desenvolvimento e de uma cafeicultura inclusiva e sustentável.

As pesquisadoras contam que estudos como esse são contribuições importantes para que o Brasil atinja as metas em relação à igualdade de gênero na agricultura. “Aos poucos, a Embrapa tem oferecido oportunidades e reconhecimento a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) voltados ao público feminino ou com ações específicas para as mulheres rurais, com ações ou Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) pensadas para alavancar o acesso das mulheres rurais ao conhecimento, à informação ou ao mercado, por exemplo”, explica Arzabe.

Fonte: Embrapa
13/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Consumo de algodão deve avançar 25,8 mi de toneladas

Por redação 12/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Consumo de algodão deve avançar 25,8 mi de toneladasProdução menor aliada à alta demanda causará queda nos estoques finais, destaca o Comitê Internacional do Algodão

A produção mundial de algodão no ciclo 2021/22 está estimada em 24 milhões de toneladas pelo Comitê Internacional do Algodão (Icac). É o menor patamar das últimas quatro safras. A retomada nos volumes produzidos é prevista somente para a próxima temporada.

Por outro lado, o consumo global está em alta: 25,59 milhões de toneladas previstos em 2020/21, com projeção de atingir mais de 25,8 milhões de toneladas na temporada 2021/22. Produção menor aliada à alta demanda causará queda nos estoques finais, já que o consumo pela indústria irá exceder o volume produzido.

Fonte: Datagro

12/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Valor de Produção deve crescer 10,5% em 2021

Por redação 12/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Valor de Produção deve crescer 10,5% em 2021A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021 é de R$ 1,099 trilhão, 10,5% acima do valor de 2020, que foi de R$ 995 bilhões. As lavouras representam R$ 753,2 bilhões e a pecuária, R$ 346,2 bilhões

O faturamento das lavouras, em valores reais, cresceu 13,8%, e a pecuária, 3,8%, ambos em relação ao ano passado. Os produtos que mais se destacaram foram arroz, com aumento do VBP de 3,8%, cana-de-açúcar 2,3%, milho 15,7%, soja 30,2% e trigo 34,6%. Estes cinco produtos representam 55,4% do VBP total.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio tardio do milho de segunda safra e o clima adverso em algumas regiões como geadas, afetaram a produção e a produtividade, que tiveram quedas de 10,8%, e 17,5% respectivamente. Apesar desses eventos, o milho tem tido fortes aumentos de preços, que resultam em acréscimos no valor da produção.

Na pecuária, os melhores resultados estão sendo observados em carne bovina, que teve acréscimo de 7,5 % no VBP, e em carne de frango, acréscimo de 6,1%. Outros componentes da pecuária como suínos e leite, estão com pior desempenho.

Uma relação de produtos apresenta redução de valor da produção em relação a 2020. São estes: algodão, amendoim, banana, batata-inglesa, cacau, café, feijão, laranja, mandioca, tomate e uva. Entretanto, as reduções não são elevadas. Isso tem ocorrido principalmente devido às quedas de quantidades produzidas e de preço.

volume recorde de café - Valor de Produção deve crescer 10,5% em 2021

Recordes de VBP podem ser observados em arroz, soja, milho e trigo, pois obtiveram valores não observados numa série desde 1989. Chama atenção o trigo, que além do recorde de valor neste ano, a produção estimada também não havia ainda sido observada. Neste ano, a previsão é de uma safra de 8,48 milhões de toneladas. Até este ano, o maior valor foi observado em 2015-2016 quando a safra foi de 6,73 milhões de toneladas.

O agronegócio continua obtendo bons resultados das exportações. As exportações totais do agronegócio nos cinco primeiros meses de 2021, resultaram em U$ 61,49 bilhões. As exportações de carne resultaram em receitas de US$ 9,0 bilhões, e de soja grão, U$ 24,81 bilhões. O agronegócio representa neste ano 46,2% das exportações totais do país. Esses resultados contribuem adicionalmente para o crescimento do VBP.

Os dados regionais mostram que neste ano quase todos os estados apresentam maior nível de faturamento que no ano passado. Isso vem ocorrendo devido aos resultados favoráveis de produtos como, arroz, milho, soja, trigo, cana de açúcar, carne bovina, carne de frango e outros. Um ranking dos estados indica que os cinco primeiros em termos de VBP são Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Esses têm sua economia baseada em forte ênfase em milho e soja, e também na produção pecuária.

volume recorde de café - Valor de Produção deve crescer 10,5% em 2021VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Fonte: Ministério da Agricultura
12/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Moagem de cana totaliza 45 milhões de toneladas

Por redação 12/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Moagem de cana totaliza 45 milhões de toneladasMontante se refere à moagem processada na 2ª metade de junho pelas unidades produtoras do Centro-Sul, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA)

A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançou 45,01 milhões de toneladas na 2ª metade de junho, com aumento de 4,39% sobre o valor apurado na mesma quinzena da safra 2020/2021 – 43,12 milhões de toneladas. O estado de São Paulo registrou uma moagem de 26,46 milhões de toneladas (+5,37%), o que contribuiu para a recuperação parcial do atraso na produção observado nos meses iniciais da atual safra.

No acumulado desde o início do ciclo 2021/2022 até o final de junho, a moagem acumula queda de 8,45%. No período, a quantidade de cana-de-açúcar processada pelas usinas atingiu 210,93 milhões de toneladas, ante 230,39 milhões de toneladas no último ciclo agrícola.

Em relação ao número de usinas em operação, 254 empresas registraram produção até 1º de julho, contra 264 unidades em igual data do ano passado. Na última quinzena, 5 unidades iniciaram a safra 2021/2022.

Produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima

Dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) para junho, considerando uma amostra comum de 60 unidades, registraram produtividade de 80,9 toneladas por hectare colhido no mês, ante 90,9 toneladas observadas no mesmo período na safra 2020/2021 – queda de 11% no rendimento agrícola.

“Estimamos que a área colhida até o momento supera em 2,5% aquela registrada no mesmo período da safra passada. Portanto, a despeito da retração de 8,45% observada na moagem, a safra 2021/2022 está avançada no Centro-Sul. A quebra acumulada na produtividade até junho (-10,5%) tem se traduzido em recuo de oferta de alguns produtos”, comenta Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

A qualidade da matéria-prima processada na segunda quinzena de junho, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), aumentou 0,83%, atingindo 141,81 kg por tonelada de cana-de-açúcar em 2021, contra 140,64 kg verificados na mesma quinzena do último ano. No acumulado desde o início da safra até 1º de julho, o indicador de concentração de açúcares assinala 132,91 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, aumento de 1,39% em relação ao valor da safra 2020/2021.

“O clima seco tem prejudicado severamente a produtividade da cana-de-açúcar colhida, mas por outro lado essa condição estimulou a concentração de açúcares na planta”, analisa o diretor técnico da UNICA.

Produção de açúcar e de etanol

Na segunda metade do junho, 47,56% da cana-de-açúcar foi destinada à produção de açúcar, ante 47,39% registrado na mesma data de 2020. Como reflexo da maior proporção de matéria-prima direcionada à fabricação de açúcar, a produção do adoçante aumentou 5,63% nos últimos quinze dias de junho deste ano e atingiu 2,89 milhões de toneladas, contra 2,74 milhões de toneladas verificadas em idêntica quinzena do ano anterior.

Nesse contexto, o volume fabricado de etanol alcançou 2,08 bilhões de litros na segunda quinzena de junho, sendo 858 milhões de litros de etanol anidro, alta 43,88% em relação a mesma quinzena da última safra, e 1,22 bilhão de litros de etanol hidratado. Do total fabricado de biocombustível, 118,56 milhões de litros foram provenientes do milho.

No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 1º de julho, a produção de açúcar alcançou 12,26 milhões de toneladas, contra 13,35 milhões de toneladas verificadas na mesma data do ciclo 2020/2021. A fabricação acumulada de etanol, por sua vez, totalizou 9,63 bilhões de litros, sendo 3,42 bilhões de litros de etanol anidro e 6,21 bilhões de litros de etanol hidratado. Do total fabricado, 714,99 milhões de litros do biocombustível foram produzidos a partir do milho.

“A despeito da queda na moagem de cana-de-açúcar, a produção de etanol anidro segue com crescimento significativo, oferecendo amplo conforto para o atendimento da demanda interna”, explicou Rodrigues.

Vendas de etanol

Em junho, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 2,45 bilhões de litros de etanol, registrando avanço de 1,1% em relação ao mesmo período da safra 2020/2021. Do total comercializado em junho, 199,52 milhões de litros foram destinados para o mercado externo e 2,25 bilhões de litros vendidos domesticamente.

No mercado interno, as vendas de etanol hidratado alcançaram 1,40 bilhão de litros em junho, com redução de 6,15% sobre o montante apurado no mesmo período da última safra (1,49 bilhão de litros). A quantidade comercializada de etanol anidro, por sua vez, registrou aumento de 27,86%, com 849,93 milhões de litros vendidos em 2021 contra 664,74 milhões de litros em 2020.

As vendas de etanol outros fins no mercado interno registraram queda 10,16% em junho, totalizando 106,30 milhões de litros comercializados.

No acumulado desde o início da safra 2021/2022 até 1 de julho, o volume de etanol comercializado pelas empresas do Centro-Sul soma crescimento de 9,94%, com 7,08 bilhões de litros. Do total, 415,10 milhões de litros foram destinados à exportação (queda de 15,63%) e 6,66 bilhões ao mercado interno (aumento de 12,05%).

Fonte: UNICA
12/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Personalidades serão homenageadas em congresso

Por redação 12/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Personalidades serão homenageadas em congressoUm dos mais importantes eventos do universo agro fará um tributo especial ao engenheiro agrônomo e ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021

No dia 2 de agosto, grandes nomes do agronegócio nacional serão homenageados pela cadeia produtiva do setor durante o 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, A Bolsa do Brasil. As inscrições para participar estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas no site oficial.

Um dos mais importantes eventos do universo agro fará um tributo especial ao engenheiro agrônomo e ex-ministro Alysson Paolinelli, indicado ao Nobel da Paz 2021. Com talento para revolucionar setores econômicos, em 1971, como Secretário da Agricultura de Minas Gerais, criou incentivos e inovações tecnológicas que transformaram o estado no maior produtor de café do Brasil. Já em 1974, como ministro da Agricultura realizou a modernização da Embrapa e promoveu a ocupação econômica do Cerrado brasileiro. Foi nesse período que implantou um ousado programa de bolsas de estudos para estudantes brasileiros nos maiores centros de pesquisa em agricultura do mundo. Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e de um novo equacionamento da ocupação do bioma amazônico.

O prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio 2021 será concedido à Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, pelo trabalho dedicado e valoroso para o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva. Tereza Cristina foi presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e secretária de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo do Governo do Estado Mato Grosso do Sul (Seprotur) e já foi premiada na categoria “Melhores deputados” na 11ª edição do Prêmio Congresso em Foco, veículo especializado na cobertura do Congresso Nacional; ficou entre os 10 mais bem avaliados parlamentares da Câmara dos Deputados e foi reconhecida como a maior defensora do agronegócio brasileiro ao receber o prêmio na categoria “Defesa Agropecuária” na mesma edição.

Já o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade 2021 será entregue ao engenheiro agrônomo Celso Moretti, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa . Mestre e doutor em produção vegetal e especialista em engenharia de produção com ênfase em gestão empresarial, está na instituição desde 1994, passando por funções como diversas funções, incluindo diretor executivo de Pesquisa e Desenvolvimento. É professor convidado da University of Florida (EUA) desde 2006 e autor de capítulos de livros, editor de livros técnicos e autor e coautor de trabalhos técnico-científicos em periódicos nacionais e internacionais.

O 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio reunirá milhares de profissionais para debater o tema central Nosso Carbono é Verde. Em três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, e O Futuro do Agro no Comércio Mundial, os participantes terão a oportunidade de assistir às avaliações de especialistas, colaborando para ampliar o entendimento e a compreensão de cada temática.

Serviço:

Congresso Brasileiro do Agronegócio

Tema: Nosso Carbono é Verde

Data: 2 de agosto de 2021

Horário: das 9h00 às 13h30

Inscrições e informações: https://congressoabag.com.br/

12/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Notícias

Irrigação transforma solos arenosos em paisagens verdes

Por redação 12/07/2021
Escrito por redação

volume recorde de café - Irrigação transforma solos arenosos em paisagens verdesA Agro Passion inicia um projeto de irrigação inédito em parceria com a Unesp, Irrigaterra e a Lindsay, viabilizando a mudança de áreas de baixa fertilidade na região do Bolsão sul-mato-grossense por meio do conceito de agropecuária integral

Um grande projeto de irrigação acaba de ser inaugurado e promete mudar a paisagem dos solos arenosos, característico na região de Cassilândia, localizada no Bolsão sul-mato-grossense. É no município que também é conhecido como a “cidade sorriso”, que fica a Fazenda Cantinho do Céu, da Agro Passion, local escolhido pelo produtor Antônio Ricardo Sechis, para instalação dessa iniciativa pioneira na região. Em parceria com a Lindsay, Irrigaterra, Netafim e a UNESP, o produtor inaugurou um projeto de irrigação integrada, que compõe o conceito de agropecuária integral.

Na propriedade, em uma área de 147 hectares, foi instalado o pivô central 9500P, o mais robusto da família Zimmatic. Projetado com a tubulação mais espessa e o design mais inteligente do setor, é flexível e forte o suficiente para enfrentar os ambientes e terrenos mais difíceis. O projeto foi orientado pelo Professor Dr. Fernando Tangerino, da Unesp, especialista em agricultura irrigada, que acompanhará juntamente com sua equipe através de duas pesquisas ligadas a utilização da água e aos ganhos ambientais da mudança no uso e ocupação dos solos.

Segundo ele, a irrigação vai proporcionar a recuperação de pastagens degradadas dos solos arenosos alcançando excelentes resultados para a produção de carnes e grãos. “Aquela região tem solos de 85% de areia em que o manejo da irrigação tem que ser especial, com a necessidade de construir esse solo, para mudar esse ambiente do seco para o verde”, destacou o professor.

Produção sustentável

A Agro Passion tem a filosofia de produção focada na equação e harmonização entre homem-boi-meio ambiente. Segundo Sechis, esse conceito da agricultura irrigada, vai ao encontro da filosofia da produção sustentável e ao mesmo tempo em função de um déficit hídrico, que há na região. “Agricultura irrigada da segurança de fazer três produções tranquilo com possibilidade de colheita muito grande. Ela é transformadora e é a segurança de que podemos produzir aquilo que pretendemos”, destacou.

Ainda segundo ele, irrigação não é apenas jogar água no solo, é aplicar a quantidade do recurso necessária, para o melhor desenvolvimento da sua produção. Para isso, o projeto foi desenvolvido com ferramentas eficientes, como o pivô Zimmatic, e também a tecnologia do FieldNet Advisor, by Lindsay. “Esse sistema que estamos implantando é inteligente, faz a regulagem automática de acordo com a necessidade. Usar o recurso de maneira sustentável”, diz o produtor.

O FieldNET Advisor fornece dados precisos e simplificados para o manejo do irrigante e funciona de forma muito simples. Basta o produtor, por meio de um smartphone, tablet ou computador inserir a cultura e suas características, o tipo de solo, e as datas de plantio, a solução combinará automaticamente esses dados com informações meteorológicas precisas e dados históricos de irrigação do campo.

Em seguida, por meio de modelagem, ele vai monitorar o crescimento da cultura e a profundidade das raízes. Assim verificará a quantidade de água disponível no solo para a planta e prever as necessidades futuras da lavoura, a quantidade e o momento ideal para a irrigação, visando atingir o máximo do rendimento.

Menos água e mais produtividade

De acordo com Gabriel Guarda, engenheiro agrônomo e especialista FieldNET da Lindsay, a proposta do FieldNET Advisor é manter sempre a quantidade de água no solo ideal para cada cultura. “O principal ponto é: o produtor utilizando a ferramenta vai irrigar de maneira mais eficiente e com maior precisão. Ele saberá quantos milímetros de água utilizou por saca produzida e obterá a máxima lucratividade potencializando seu investimento. No final das contas utilizará a água e energia de maneira mais sustentável e terá maior rentabilidade por milímetro aplicado. Nossa proposta é junto com a Irrigaterra levar essa iniciativa a todos os produtores que utilizam a irrigação”, destaca Guarda.

Animados com os resultados, a Fazenda Cantinho do Céu já planeja ampliar a área irrigada. A ideia é manter a essência da propriedade, que é ter o projeto totalmente integrado com a natureza, com o bem-estar social, proporcionando rentabilidade sustentável. “Antes tínhamos a pastagem e o solo degradados e com a implantação da irrigação integrada mudamos completamente o cenário da fazenda. Agora estamos assinando outro contrato para instalação de mais um sistema de pivô central na fazenda”, destacou o titular da Agro Passion. A fazenda tem a outorga para colocar até 4 pivôs dentro da área mapeada. O segundo equipamento deve ser instalado ainda este ano e os outros dois até 2023.

O produtor acredita que com esse investimento irá melhorar ainda mais a qualidade da carne produzida. Isso porque a partir do momento, que há a garantia do fornecimento daquela necessidade que o animal possui o ano todo, sem causar estresse, sem mudar a rotina de manejo deles, faz toda a diferença no resultado final. “Temos um conceito de produção de carne integral, que passa por sustentabilidade, carne carbono neutro no primeiro momento e crédito de carbono em um segundo momento. Tem o conceito de biodiversidade, aqui, por exemplo, onde implementamos o pivô, foram plantadas 4 mil árvores nativas para a biodiversidade. Não estamos preocupados somente com a produção daquilo que comercializamos, nossa visão é harmonizar da melhor forma possível nosso ecossistema”, conta.

Paisagem transformada

Para Marcelo Akira Suzuk – Gerente geral Irrigaterra, distribuidor dos pivôs Zimmatic by Lindsay e tecnologia FieldNET by Lindsay responsável pela execução do projeto na Cantinho do Céu, esse empreendimento representa a transformação da atividade agropecuária no sentido de buscar a intensificação, dando uma nova expectativa a região do Bolsão sul-mato-grossense com a introdução de novas tecnologias para melhoria e qualidade da produção.

Ele também destaca que a irrigação é muito conhecida com relação a produção de grão, porém a área de cultivo de forragem ou pastagem, foco da Cantinho do Céu, também vem crescendo muito forte no intuído de suprimento para alimentação dos bovinos. “Tanto para a produção de grãos quanto de carne a irrigação é muito eficiente, porém é bom destacar os benefícios da integração Lavoura-Pecuária (ILP) que traz a melhor sustentabilidade para a área produtiva”, destaca.

Nesse projeto, a Irrigaterra, em especial, desenvolveu soluções personalizadas e inteligentes para que pudessem com os produtos existentes no mercado gerar a melhor solução técnica para esse empreendimento. “Para a Irrigaterra é uma grande satisfação poder participar da transformação de uma região e da sociedade como um todo”, diz Suzuk. “Agro Passion, na fazenda Cantinho do Céu, mostra como fazer uma produção sustentável na pecuária e agregar valor à carne. A Unesp mostrou as pesquisas que começa a desenvolver acreditando nessa região, e as empresas mostram o que podem fazer para contribuir com essa transformação”, finaliza Tangerino.

Fonte: Lindsay
12/07/2021 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui