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Notícias

Exportação de carne bovina cai no Mato Grosso

Por redação 15/06/2021
Escrito por redação

- Exportação de carne bovina cai no Mato GrossoÉ o segundo mês consecutivo de queda. Baixa das vendas à China e outras nações é o principal fator. Imac defende abertura de novos mercados à carne de Mato Grosso

As exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiram o segundo mês consecutivo de queda. Após o bom desempenho de março, houve redução das vendas nos meses de abril e maio de 2021.

Em maio/21, o Estado comercializou 25.788 toneladas do produto, uma redução de 17,9% em relação a maio/20 e 12,6% menor que abril/21. No acumulado, de janeiro a maio deste ano, as exportações estaduais totalizaram 140 mil toneladas de carne bovina, redução de 3% em relação ao mesmo período de 2020.

Alguns destinos influenciaram bastante na retração observada em maio/21. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Israel diminuíram, em média, suas compras em 40% quando comparadas a maio/20. Já a influência da China se deve ao fato de concentrar um grande volume das compras, que caíram 14% quando contrastadas com maio do ano passado.

No entanto, há aspectos de oferta que contribuem para o cenário atual. “O cenário é desafiador. A atratividade para exportar carne bovina em maio/21 foi baixa, 36% inferior aos patamares de maio/20 e 28% menor quando avaliamos os números de janeiro a maio deste ano com o ano anterior”, pontuou Bruno de Jesus Andrade, diretor de Operações do Imac.

“Essa combinação de exportações cambaleantes associadas ao baixo consumo de carne bovina no mercado interno traz preocupações para o setor industrial. Uma das saídas é continuarmos buscando novos compradores para a carne de Mato Grosso mundo afora”, completa o diretor. “Temos oferta, qualidade e preço”, finaliza.

Fonte: Ascom Imac
15/06/2021 0 Comentários
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Notícias

Qual impacto da reforma tributária no agronegócio brasileiro?

Por redação 15/06/2021
Escrito por redação

- Qual impacto da reforma tributária no agronegócio brasileiro?

O podcast desta semana discute o impacto da reforma tributária sobre o agronegócio.

O relatório final, que analisa o tema, elaborado pela Comissão Mista do Senado e da Câmara dos Deputados, começou a tramitar pelas comissões técnicas das duas casas e já preocupa entidades que representam o setor.

Isso porque, o agronegócio deve ser um dos mais atingidos, uma vez que as propostas de Emenda Constitucional preveem o fim de incentivos fiscais e de benefícios tributários nas compras de máquinas e implementos agrícolas, insumos e produtos agropecuários, bem como a desoneração de alimentos da cesta básica.

Para a diretora de operações da Roit Bank, empresa especializada em gestão contábil, fiscal e financeira de empresas no regime tributário Lucro Real, Caroline Souza, a carga tributária do setor deve subir consideravelmente, atingindo principalmente os pequenos produtores.

Acompanhe sua declaração no podcast abaixo.

Máquinas & Inovações Agri · #019 – Caroline Souza comenta “O AGRO PODE SER UM DOS SETORES MAIS ATINGIDOS PELA REFORMA TRIB.
15/06/2021 0 Comentários
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Notícias

DVA Group investe US$ 200 milhões na América Latina

Por redação 15/06/2021
Escrito por redação

- DVA Group investe US$ 200 milhões na América LatinaMultinacional alemã acaba de inaugurar dois novos laboratórios de pesquisa, desenvolvimento e Inovação na Argentina e no Brasil como parte do pacote para ampliação da atuação no agronegócio

Focada em sua expansão na América Latina e no mercado de produtos cada vez mais sustentáveis, a DVA Group, multinacional com sede em Hamburgo na Alemanha, acaba de inaugurar dois novos centros de pesquisa. Um deles fica no Parque Industrial Pilar, Provincia de Buenos Aires e a outra unidade no Brasil em Hortolândia, no interior paulista. As duas estruturas fazem parte do investimento de US$ 200 milhões previstos para até final de 2025. A ação faz parte de um projeto de expansão da atuação no agronegócio destes países envolvendo registros de produtos, contratação de pessoas, estrutura, lançamento de portfólio e outros.

Os investimentos planejados pela DVA Agro nos próximos 5 anos objetivam a companhia a levar soluções inovadoras para o mercado alinhadas com os “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”. “Conhecemos nossa responsabilidade como empresa dentro de um cenário global como foco nos 17 objetivos das Nações Unidas e estamos implementando uma estratégia de acordo, desenvolvendo soluções com foco em diminuição de emissão de CO2, aumento de eficiência e eficácia, etc. Enfim materializar as metas globais da ONU em soluções para quem nos alimenta”, afirma, João Aleixo, diretor Global para o Agro da DVA.

O pacote de recursos investidos na Latam, em especial os novos espaços para P&D&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), apontam para uma vertente dentro da multinacional, que é a de se tornar um player em pesquisa e inovação. “No passado éramos uma empresa focada em commodities, com produtos iguais aos que já havia no mercado. Agora queremos ir mais longe e sermos referência em inovação, especialmente em produtos mais amigáveis à saúde e ao meio ambiente”, aponta Marina Martin Flesia, responsável pelo laboratório na Argentina.

Os dois novos laboratórios vão proporcionar mais robustez aos projetos de desenvolvimento de produtos. Eles se somam aos do México com foco em nutrição humana, além de centro de pesquisa e controle de qualidade em Shanghai na China e, mais recentemente um outro na Espanha com trabalhos em nutrição de plantas e defensivos biológicos. “A DVA está buscando se desenvolver de maneira global, com integração entre os Países, porém com as particularidades de cada região produtora. Todos os laboratórios devem trabalhar de forma sinérgica para que seja desenvolvida uma melhor solução que contemple nutrição de planta, proteção, aplicação, além de saúde e a preocupação com o meio ambiente”, destaca Marina.

O que muda?

O centro de pesquisa da Argentina está totalmente voltado para o desenvolvimento de formulações diferenciadas, com combinações exclusivas de ingredientes ativos. “Nosso foco é desenvolver diferentes protótipos de produtos, alterando tipos de formulações e componentes nas fórmulas desenvolvidas. Verificamos se haverá qualidade físico-química ao longo do tempo, garantindo produtos estáveis por todo tempo de vida de prateleira. Depois do desenvolvimento dos melhores protótipos de formulações, entra a equipe no Brasil”, pontua a profissional argentina.

Após isso, o processo chega até a Natália Gonçalves, líder global de P&D&I e Especialidades Químicas na DVA Group. “Esses protótipos desenvolvidos na Argentina chegam ao laboratório de aplicações em Hortolândia. Realizamos, então, testes comparativos entre estes protótipos, escolhemos a partir dos resultados qual que a melhor fórmula e melhor atende cada região”, explica.

Antes, os desenvolvimentos de formulações eram terceirizados em instituições de pesquisa, empresas e parceiros. “Com certeza ganhamos flexibilidade e agilidade para entregar a melhor solução ao campo. Em média, poderemos desenvolver entre 12 e 15 novos produtos muito inovadores para proteção de cultivos por ano. Além de avaliar inúmeras combinações destes produtos com os adjuvantes, fertilizantes e produtos biológicos da linha DVA, garantindo a melhor aplicação a campo”, detalha Natália.

Locais estratégicos

O laboratório em Pilar- Argentina foi implementado junto à planta de formulação da DVA Argentina. O local foi escolhido para que o desenvolvimento das novas formulações seja realizado em conformidade com a tecnologia fabril. “Durante o processo de desenvolvimento, uma etapa fundamental é entender e adaptar a planta de produção para estas novas tecnologias que estão por vir. É primordial que toda inovação desenvolvida em escala laboratorial seja reproduzida em escala industrial, o que garante a qualidade e robustez de nossos produtos”, destaca a líder global.

No Brasil, a região de Hortolândia é estratégica. “Esta região é reconhecida por abrigar um grande polo agroindustrial, além de Universidades e Centros de Pesquisas importante para o mercado. Com nossos dois laboratórios finalizados em Abril de 2021, a ideia agora é iniciarmos programas de estágios para trabalhar em ambos os locais”, confidencia Natália.

Fonte: DVA Group/Rural Press
15/06/2021 0 Comentários
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Desempenho do PIB da agropecuária pode impulsionar novo Plano Safra
Notícias

VBP de 2021 deve registrar aumento real de 11,8%

Por redação 15/06/2021
Escrito por redação

- VBP de 2021 deve registrar aumento real de 11,8%

As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de maio deste ano atingiu o valor de R$ 1,11 trilhão. A cifra é 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. As maiores contribuições para o crescimento são observadas em arroz, milho, soja e carne bovina, que tiveram dois anos consecutivos de forte aumento de preços reais. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos.

Os produtos que tiveram os maiores acréscimos do VBP foram arroz (5,7%), milho (20,3%), soja (31,9%) e trigo (35,1%). Com crescimento mais modesto, encontram-se cacau e cana de açúcar.

- VBP de 2021 deve registrar aumento real de 11,8%

De acordo com o coordenador de Avaliação de Políticas e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, alguns grupos vêm trazendo contribuições negativas ao crescimento da agropecuária, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Isso ocorre, segundo ele, devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.

Apesar de terem existido períodos de seca que afetaram lavouras, como milho e feijão, os preços têm contribuído para reduzir esse impacto. Esses efeitos foram sentidos, principalmente, no Paraná e em Mato Grosso. O milho foi particularmente prejudicado. A segunda safra, que é a mais importante, teve uma redução em relação a 2020, de 5 milhões de toneladas, e menor produtividade de grãos.

O crescimento do VBP pode ser atribuído, como destacado em relatórios anteriores, ao excepcional desempenho das exportações de soja em grãos e carnes, preços favoráveis e a safra de grãos, que apesar de problemas de falta de chuvas ocorridos, mesmo assim as projeções da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) e do IBGE são de uma safra expressiva.

Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.

- VBP de 2021 deve registrar aumento real de 11,8%

O que é VBP

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
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Notícias

Técnica aumenta produtividade de grãos em 26 sacas/h

Por redação 15/06/2021
Escrito por redação

- Técnica aumenta produtividade de grãos em 26 sacas/hPesquisa procurou adaptar culturas de grãos em terras baixas gaúchas e obteve aumento considerável da produtividade

Uma técnica de plantio aplicada nas terras baixas gaúchas foi capaz de garantir uma ótima produtividade da soja na região, caracterizada por solos com deficiência em drenagem natural. Bons resultados foram registrados em estudo de viabilidade do uso do sistema sulco-camalhão, em que a cultura é plantada no trecho mais elevado (camalhão) e os sulcos laterais servem para escoamento da água de drenagem e irrigação e por onde passam os rodados das máquinas. O trabalho foi feito em seis propriedades com lavouras de soja e milho com o objetivo de adaptar culturas de terras altas às terras baixas gaúchas. Os dados obtidos serão divulgados em uma transmissão ao vivo, no dia 16 de junho.

Com a irrigação por sulcos houve aumento, na primeira safra do experimento, de mais de 20 sacas por hectare (sc/ha) em comparação à média de produção da área ao lado, que não usou essa tecnologia. Já na segunda safra o aumento foi de 26 sc/ha. O custo médio pela aplicação da tecnologia de sulco-camalhão ficou em R$ 637,00 sc/ha.  Em dois anos de trabalho, a equipe de pesquisadores, técnicos e produtores envolvidos no Projeto Sulco considerou os dados animadores. 

“Os resultados têm sido muito bons, gerando estabilidade de produção. No sistema convencional, em anos secos ou de muita chuva, a produção de soja e milho é baixa. Já em anos em que está tudo bem com o clima, produz bem. E no sistema sulco-camalhão do Projeto Sulco temos tido boas produções com estabilidade”, destaca o pesquisador da Embrapa Clima Temperado José Maria Parfitt. O projeto é realizado em parceria público-privada.

Conforme os resultados desse trabalho, ao adubar bem a cultura da soja, é possível alcançar cerca de cinco mil quilos por hectare, com boa estabilidade e usando boas cultivares. Com a cultura do milho não é diferente, é possível chegar à produção de 12 toneladas do grão ano a ano, independentemente das condições climáticas.

“A primeira safra do Projeto (2019/2020) foi extremamente seca, com perdas de produtividade nas lavouras do estado, mas as áreas-piloto de soja irrigada produziram, em média, 20 sc/ha a mais do que as áreas não irrigadas na mesma propriedade, com produtividade média de 66,3 sc/ha. Essa produtividade corresponde ao peso da produção total obtida na colheita, ajustada para a umidade de 13% e descontadas as impurezas”, avalia Parfitt.

Quanto à viabilidade econômica, foi preciso considerar as cotações da época, os custos adicionais para a realização da irrigação e da drenagem por sulco-camalhão, resultando uma média de 3,5 sc/ha, indicando excelente viabilidade econômica do sistema. “Os custos adicionais incluem a suavização, a construção dos sulcos-camalhões, a aquisição dos politubos e o custo da água e energia para irrigação”, ressalta Centeno. Ele enfatiza que a suavização é um investimento, sendo adicionado aos custos na forma de depreciação em cinco anos.

Há pouco tempo foram colhidas as áreas da safra 2020/2021 nas propriedades-piloto do projeto, que apresentaram produtividade mais alta que a da safra anterior. “Um dos produtores parceiros é Geovani Weber, do município de Formigueiro (RS). Ele alcançou 105,8 sc/ha, muito próximo do potencial produtivo da soja em terras baixas do RS, estimado em 107 scs/ha (6,4 ton/ha) pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)”, diz Parfitt.

Apesar de o regime de chuvas da safra 2020/2021 ter corrido normalmente, as áreas irrigadas pelo sistema sulco-camalhão produziram, em média, 23 sacas a mais por hectare do que as áreas de sequeiro do mesmo produtor. “Os custos adicionais para a implantação e execução da irrigação por sulco-camalhão foram um pouco maiores do que na safra anterior e, mesmo com os preços da saca de soja a R $170,00, foram equivalentes a R$683,00 sc/ha. De qualquer forma, o retorno financeiro para o produtor foi excelente”, observa Centeno.

O produtor Weber conta que a sua produtividade girava em torno de 50 sc/ha de soja. “Tinha ano que produzíamos mais e em outros menos, dependíamos muito do volume de chuva, pois o solo encharcava, e dependendo também da seca, não tínhamos condições de fazer irrigação”, conta. Conforme relata, o sistema melhorou a drenagem e a irrigação e, neste ano, o desempenho e produtividade da lavoura-piloto foi surpreendente, com 105,8 sc/ha. Em contrapartida, a área de sequeiro atingiu 70 sc/ha. “Esse sistema implementado pelo projeto trouxe ótima experiência de plantio com o uso do sulco-camalhão, mostrando que funciona perfeitamente. Pretendo fazer esse manejo de plantio em toda minha lavoura de várzea”, confirma.

A tecnologia do sulco-camalhão

Trata-se da construção do camalhão, que provoca a abertura de um sulco no solo. O camalhão constitui a zona de cultivo com solo mais profundo e sem compactação, ideal para o desenvolvimento radicular das culturas, e o sulco, além de ser utilizado para a irrigação e drenagem da lavoura, também é utilizado como zona de tráfego para o rodado das máquinas. Conforme Parfitt, essa técnica, chamada Tráfego Controlado, traz melhorias para outro problema nas lavouras gaúchas: a compactação das áreas de cultivo.

Parfitt conta que o sulco-camalhão tem a forma de um ”telhado”, com ondulações pelas quais corre a água. Na parte alta, o camalhão, é feito o plantio da cultura; e na parte baixa, o sulco, a água corre e passam os rodados do trator ou arado puxado por tração animal.

Como construir

O produtor pode usar as ferramentas disponíveis na propriedade. Essa tecnologia serve tanto para pequenos, como para médios e grandes produtores. “No caso do pequeno produtor, por exemplo, ele pode tentar reproduzir o ‘telhado’, fazer o preparo de toda a terra, passar uma grade e então fazer os camalhões, de modo que os sulcos fiquem no sentido da declividade da área, a fim de que a água excessiva corra por ali e vá embora”, explica Parfitt.

Depois o produtor pode pegar uma aiveca (tipo de arado), puxado por um trator ou por tração animal, como um cavalo, o qual fará dois camalhões por vez. “É uma forma mais simples de fazer o sulco-camalhão, mas fica bem-feito”, comenta o cientista. Para produtores médios e grandes já existem implementos específicos para a construção dos camalhões.

Feito isso, são plantadas com a semeadeira as plantas da cultura desejada, fazendo uma ou duas linhas em cima do camalhão, com espaçamento entre 30 cm e 35 cm. Essa técnica é feita na cultura da soja, milho ou sorgo.

Aplicação no arroz

Recentemente entrou em execução o projeto “Tecnologias para o cultivo de arroz irrigado por sulco em terras baixas do Rio Grande do Sul”, sob a coordenação da pesquisadora da Embrapa Walkyria Scivittaro, o qual está fortemente associado ao Projeto Sulco. O projeto fundamenta-se no aproveitamento da crescente infraestrutura de sulcos e camalhões estabelecida para a produção de soja ou milho nas terras baixas do Rio Grande do Sul para o cultivo subsequente de arroz, caracterizando o sistema irrigado por sulco.

“A adoção desse sistema permite o cultivo de arroz em plantio direto sobre a resteva da soja ou milho, dispensado, portanto, a movimentação do solo para operações de preparo, o que é favorável sob os aspectos técnico, econômico e ambiental”, destaca a pesquisadora. A tecnologia de irrigação do arroz por sulco dispensa a construção de taipas, necessárias para a irrigação por inundação do solo, resultando em economia de combustível, tempo e, principalmente, mão de obra.

O problema

As terras baixas do Rio Grande do Sul abarcam a maior parte de cultivo de arroz irrigado em rotação com pastagens para pecuária extensiva (cerca de 4,5 milhões de hectares). Essas áreas podem dar espaço a outras culturas, como a soja, que tem aumentado sua área de plantio nesse ambiente em torno de 64% em dez anos.

Acontece que a soja tem alcançado médias menores de produtividade, com muita variação por causa das características dos solos de terras baixas dos gaúchos, que apresentam pouca profundidade e baixa capacidade de armazenamento de água. O solo seca de forma rápida durante o período sem chuvas e quando há chuvas intensas, geralmente na época da safra, apresenta deficiência de drenagem. As perdas causadas pelo estresse hídrico são de cerca de 47% do potencial produtivo da soja na região, o que equivale a uma redução de até 3,0 t/ha, segundo estudos feitos pela UFSM.

“Essa é uma situação contraditória, pois ao mesmo tempo em que o produtor tem que lidar com esse regime de excesso ou falta de água, a soja está plantada em uma área que dispõe de uma rede de drenos e canais de irrigação. Não é raro encontrar situações em que a soja está sofrendo por deficiência hídrica, enquanto a água passa ao lado em um canal de irrigação do arroz. Em outros momentos, a soja está afogada em áreas alagadas, a poucos metros de um dreno”, comenta o engenheiro-agrícola Amilcar Silva Centeno, sócio-diretor da Centeno Agro Inteligência Ltda., uma das instituições parceiras do projeto.

Segundo Centeno, vários produtores da metade sul do Rio Grande do Sul vêm tentando encontrar solução para esse dilema. “O que eles têm usado é irrigação por aspersão, que tem alto custo e não resolve a questão da drenagem. Outros estão tentando o uso de irrigação e drenagem superficiais, com a abertura de sulcos e drenos ou mesmo pelo alagamento da área. Muitas têm sido as dificuldades e poucas têm sido as avaliações criteriosas de viabilidade econômica dessas alternativas”, comenta.

Em busca de uma solução, foi feita uma cooperação técnica e financeira entre a Embrapa Clima Temperado (RS), a AGCO do Brasil Soluções Agrícolas Ltda., a Trimble Brasil, a PipeBR, a KLR Implementos e a Centeno Agro Inteligência para implementar o Projeto Sulco.

Fonte: Embrapa/Cristiane Betemps
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Safra paulista de trigo deve ultrapassar 400 mil toneladas em 2025
Notícias

Custo do trigo tem alta de 31%, mas relação de troca é favorável

Por redação 14/06/2021
Escrito por redação

- Custo do trigo tem alta de 31%, mas relação de troca é favorável

Segundo estimativas da FecoAgro/RS, apesar da elevação no custo, preços trazem melhor vantagem na cultura desde 2013

O segundo levantamento de custo de trigo safra 2021, apurado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), aponta que os custos totais, incluindo gastos com insumos, manutenção de máquinas e equipamentos entre outros, para plantar um hectare de trigo nesta safra é de R$ 4.305,01, considerando a produtividade de 60 sacas por hectare. Com isso, o custo por saca ficou em R$ 71,75. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 14 de junho, em encontro virtual com a imprensa.

Isso representa um aumento de 31,74% frente aos R$ 3.267,78 gastos por hectare na safra passada. Considerando somente o desembolso, o produtor vai ter um custo de R$ 3.187,02 por hectare, elevação de 32,48% em um ano. O produtor vai precisar colher 37,94 sacas de trigo para cobrir o desembolso e de 51,25 sacas por hectare para cobrir o custo total. Entretanto, o estudo aponta uma melhora substancial na relação de troca desde a safra 2013, reduzindo em 16,88% o número de sacas de trigo para cobrir os custos de produção, levando em conta o preço do trigo de R$ 84,00 a saca em primeiro de junho de 2021.

Na avaliação do economista da FecoAgro/RS, Tarcisio Minetto, os produtos que têm custos em dólar foram os que sofreram maior impacto. “Esses custos dolarizados tiveram impacto forte trazendo reflexo direto no custo. A cada safra o produtor vem antecipando a compra dos insumos e, com isso, conseguem preços inferiores aqueles que deixam para adquirir mais próximo ao período de plantio do trigo”, salienta, acrescentando ainda que os insumos, combustíveis e máquinas e equipamentos estão entre os ítens que mais subiram em 12 meses.

Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, os produtores estão sendo incentivados a aumentar o plantio em função dos preços atrativos e também por estarem mais capitalizados devido aos bons preços e a boa safra de verão, assim como pela expectativa de demanda forte tanto no mercado de panificação bem como no setor de proteína animal, que está vendo nos cereais de inverno, incluindo o trigo, uma  alternativa de matéria-prima no uso da ração, o que é tradicional na Europa.

Pires pontua ainda que é preciso baixar os custos do seguro agrícola para a produção de grãos devido ao alto risco, como medida protetiva ao produtor de possíveis frustrações diante dos recursos gastos por hectare cultivado de trigo, que não é pouco, conforme indica o estudo da federação. “Outro fator que o produtor precisa levar em conta é o aproveitamento da estrutura existente na propriedade, otimizando a utilização da mesma com cultivos de inverno, gerando renda, protegendo o solo e diluindo custos fixos das culturas de verão”, observa.

Na avaliação da FecoAgro/RS, ainda, o Rio Grande do Sul poderá colher uma safra superior a 3,5 milhões de toneladas de trigo, com aumento de área de mais de 15%, acima de um milhão de hectares, o que há seis safras não acontece no Estado. Caso se confirmem as estimativas e as condições normais de lavoura até a colheita, os gaúchos poderão ter a maior safra de trigo da história.

Fonte: FecoAgro/RS

 

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Opinião

Mercado de máquinas agrícolas cada vez mais aquecido

Por redação 14/06/2021
Escrito por redação
*João Carlos Marchesan

- Mercado de máquinas agrícolas cada vez mais aquecido

A indústria de máquinas e implementos agrícolas iniciou o ano de 2021 aquecida. No primeiro trimestre deste ano registrou alta na sua produção física de 40,3% em relação ao valor registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados publicados pelo IBGE na sua pesquisa industrial mensal (PIM-PF). As altas nos preços das commodities, a nova safra recorde, o real desvalorizado, entre outros fatores têm estimulado os investimentos no campo na busca por ganho de produtividade.

- Mercado de máquinas agrícolas cada vez mais aquecido

Podemos afirmar que o quadro de recuperação iniciou no final do segundo trimestre de 2020 e manteve-se pelos trimestres seguintes o que permitiu ao setor, ainda em 2020, registrar crescimento de 6,3%. Mantido o atual volume de produção, devemos registrar aumento de mais 20% em 2021. Crescer quase 30% em apenas dois anos é um número muito positivo para indústria de máquinas e implementos agrícolas.

A mecanização do campo não se traduziu em aumento do desemprego, ao contrário, o forte aumento da demanda por máquinas elevou a contratação de mão de obra em mais de 18% nas indústrias fabricantes de máquinas e implementos. O quadro pessoal que em março de 2020 era de 45.160 pessoas em março de 2021 já estava em 53.715 pessoas.

Um indicativo de que o cenário deve manter-se aquecido é o número semanas para atender os pedidos em carteira que se elevou em 30% nos últimos 12 meses. O nível de utilização da capacidade instalada também se elevou, em março de 2021 chegou a 75,3% contra 71,34% em 2020. Aumento médio anual de 5,6%. Isso é um bom sinal, porque a melhora deste segmento tende agora a se espalhar por outros setores da economia na medida em que ele mesmo tende a expandir ou modernizar suas operações para atender ao aumento de demanda.

Pesquisa realizada no início deste ano, com fabricantes de máquinas e equipamentos já previa forte expansão nos investimentos, não só reposição de bens depreciados, mas, principalmente, para modernização tecnológica e ampliação da capacidade industrial.

As importações brasileiras de máquinas agrícolas também registraram alta no primeiro trimestre do ano na comparação com mesmo período de 2020 (12,9%), mas tratam-se, na sua maioria, de aquisição de bens não produzidos localmente. O setor de máquinas agrícolas nacional se destaca internacionalmente pela inovação tecnológica. É um dos setores da indústria de máquinas que mais contribuem com superávit na balança comercial brasileira.

O cenário de crescimento na produção e emprego do setor deve-se à colheita recorde de grãos na safra 2020/21, às boas expectativas para a temporada 2021/22, à elevação do preço de commodities como soja e milho no mercado internacional, aliados à alta do câmbio. Fatores que promoveram o incremento

da rentabilidade dos agricultores. Mais capitalizado, o agronegócio está investindo na atualização das máquinas. Enquanto esses fundamentos se mantêm favoráveis, a produção e vendas devem continuar fortes. Inclusive durante todo o ano de 2022.

Esses resultados mostram que a pandemia pouco afetou o setor de máquinas agrícolas. Os pontos de atenção estão relacionados à falta de matéria-prima e componentes no geral e no aumento excessivo do preço de insumos, como o aço, alumínio, plástico entre outros. Ainda que o desabastecimento de matéria prima e insumo não tenha provocado paralisação de fábricas, tem obrigado fabricantes a renegociar com os clientes.

O mercado de máquinas agrícolas está aquecido como poucas vezes na história. O Brasil se tornou um grande fornecedor de alimentos para o mundo. Temos ótimas perspectivas para o médio e longo prazo. Vamos trabalhar com atitude, positividade, protagonismo e otimistas para atender as demandas que virão nos próximos meses.

 

*João Marchesan – Administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

 

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Notícias

Lindsay defende gerenciamento remoto na irrigação

Por redação 14/06/2021
Escrito por redação

- Lindsay defende gerenciamento remoto na irrigação

Com a utilização correta dos pivôs centrais ou laterais e um assertivo manejo na lavoura, produtor pode ter alta produtividade aliada ao consumo eficiente de energia e redução média de 20% de água

Hoje no Brasil quando falamos em irrigação, os projetos que utilizam pivôs já estão muito bem estruturados. Isso porque os produtores contam com a mais alta tecnologia disponível no mundo. O próximo grande desafio para as empresas e produtores é o manejo correto da irrigação. Mesmo com tantas opções no mercado, muitos agricultores ainda não realizam de maneira correta este manejo, e apenas “molham” as culturas não utilizando todo o potencial das ferramentas e tecnologias disponíveis.

Ao aplicar água a mais que o necessário, por exemplo, ou no momento em que a planta não necessita, além de poder causar um estresse por excesso hídrico na cultura, comprometendo sua produtividade, o agricultor aumentará os seus custos e consequentemente terá maior desperdício dos recursos. “Durante o crescimento da cultura ela terá demandas hídricas diferentes de acordo com seu estádio fenológico. Ou seja, manter a mesma quantidade de lâminas e o mesmo intervalo de aplicações, pode resultar em um maior consumo e desperdício de água, principalmente quando não levamos em consideração a água presente no solo ou ainda as chuvas previstas”, destaca Gabriel Guarda, engenheiro agrônomo e especialista FieldNET da Lindsay América do Sul, empresa de tecnologias para sistema de irrigação por pivôs.

A maior economia de água consiste em acertar o momento correto que a planta precisa e na quantidade exata, sempre aproveitando o recurso que já está disponível no solo. Uma das ferramentas eficientes hoje nesse sentido é o FieldNET Advisor. Com gerenciamento remoto, a solução foi desenvolvida pela Lindsay e é totalmente integrada a já reconhecida plataforma FieldNET, também da marca.

A solução fornece informações precisas e objetivas de irrigação ao produtor e ainda mostra se os pivôs estão operando como o programado, auxiliando-o nas tomadas de decisões. Com o FieldNET Advisor a ideia é aplicar realmente o necessário, permitindo que as plantas se desenvolvam sem entrar em estresse hídrico. Mas, isso tudo, com foco em reduzir os custos com energia o uso da água, além de deslocamentos ao campo para gerenciar os pivôs.

Clientes que já utilizam a ferramenta e seguem as recomendações, conseguiram aumentar a produção e reduziram o consumo de água. Em alguns casos houve economia de 40%. “Depende da forma com que o produtor irriga, mas, na média, a economia tem sido de 20%, isso significa redução de água, energia e maior retorno financeiro”, diz o profissional.

Facilidade na programação

O FieldNET Advisor fornece dados precisos e simplificados para o manejo do irrigante com grande assertividade. “Esta é uma ferramenta agronômica, que agrega no manejo do nosso cliente. Assim como o próprio FieldNET que há mais de 10 anos é reconhecido mundialmente por sua eficiência e simplicidade de operação integrada, onde os produtores na mesma plataforma, realizam o gerenciamento dos seus equipamentos e o manejo da área irrigada”, destaca Guarda.

A ferramenta funciona de forma muito simples: basta o produtor inserir a cultura e suas características, o tipo de solo e as datas de plantio e o FieldNET Advisor combinará automaticamente esses dados com informações meteorológicas precisas e dados históricos de irrigação do campo. Em seguida, por meio de modelagem ele monitorará o crescimento da cultura e a profundidade das raízes para verificar a quantidade de água disponível no solo para a cultura e prever assim as necessidades futuras de água da lavoura, a quantidade e o momento ideal para a irrigação visando atingir a máxima produtividade.

Com ele, de um smartphone, tablet ou computador, em um único mapa ou exibição em lista, é possível visualizar as informações mais importantes de todas as áreas irrigadas, incluindo o esgotamento de água, recomendação da próxima data de início da irrigação e lâmina grau-a-grau do pivô a aplicar para evitar o estresse hídrico da cultura e o desperdício.

De acordo com o especialista da Lindsay, a proposta do FieldNET Advisor é manter sempre a quantidade de água no solo ideal para cada cultura. “O principal ponto é: o produtor utilizando a ferramenta vai irrigar de maneira mais eficiente e com maior precisão. Ele saberá quantos milímetros de água utilizou por saca produzida e obterá a máxima lucratividade potencializando seu investimento. No final das contas utilizará a água e energia de maneira mais sustentável e terá maior rentabilidade por milímetro aplicado”, destaca Guarda.

Fonte: Lindsay América do Sul
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CNH Industrial Capital inicia operação no Chile

Por redação 14/06/2021
Escrito por redação

- CNH Industrial Capital inicia operação no Chile

Com uma experiência de mais de duas décadas no Brasil e oito anos na Argentina, a CNH Industrial Capital, braço financeiro da multinacional CNH Industrial, começa a operar no Chile para oferecer soluções financeiras diretamente aos clientes das marcas New Holland Agriculture, Case IH, New Holland Construction, CASE Construction Equipment, IVECO e FPT Industrial.

Trata-se de uma ação estratégica na região, onde a instituição já conta com uma trajetória de financiamentos internacionais para os importadores dos produtos das marcas da CNH Industrial no país.

Nessa primeira etapa, a CNH Industrial Capital South America atenderá exclusivamente o mercado chileno, e, em um segundo momento, planeja expadir sua atuação a outros países latino-americanos, tendo como base de negócios o Chile.

“Nossa expertise no mercado financeiro nos permite estar presentes há mais de quatro décadas nos maiores pólos mundiais de negócios. A operação financeira no Chile confirma cada vez mais a expansão da abrangência geográfica do segmento de serviços financeiros da CNH Industrial, que, atualmente, gerencia aproximadamente 26 bilhões de dólares de portfolio somando todas as regiões em que atua”, destaca Heberson Góes, presidente do Banco CNH Industrial e responsável por Serviços Financeiros da CNH Industrial para América América do Sul.

No país, a empresa pretende ampliar a carteira de captação de recursos no mercado local, permitindo à instituição acessar alternativas inovadoras para aumentar sua oferta de serviços e soluções financeiras aos clientes, tudo isso somado ao profundo conhecimento em negócios nos setores em que opera.

Para Heberson, a presença no Chile permitirá negociações mais personalizadas e agilidade no atendimento. “Já atuamos no mercado chileno por meio da parceria com a rede de distribuidores, acompanhando as importações. A consolidação da nova estrutura regional fortalecerá ainda mais o nosso vínculo com os clientes das marcas CNH Industrial”, afirma.

Fonte: CNH Industrial

 

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Fertilizante orgânico como aliado da produtividade

Por redação 14/06/2021
Escrito por redação

- Fertilizante orgânico como aliado da produtividade

Através do processo de compostagem, a Terra Nascente Fertilizantes, uma das empresas do Grupo Katayama, transforma o esterco das galinhas poedeiras no produto TN Organic Multi, rico em matéria orgânica humificada, macro e micronutrientes. O seu uso aumenta a produtividade das culturas e garante maior retorno econômico ao produtor rural, pois pode reduzir de 20 a 30% a necessidade de fertilização mineral. A aplicação correta para cada tipo de cultura é importante para garantir os melhores resultados.

De acordo com Rafael de Melo Sousa, Gestor de Operações Fertilizantes, o TN Organic Multi pode ser aplicado tanto no plantio como na cobertura/manutenção das culturas, com o objetivo de melhorar as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, além do fornecimento dos nutrientes para suprir a demanda das plantas. Para haver a máxima eficiência, a empresa oferece acompanhamento técnico especializado, que avalia o manejo realizado pelo produtor, o perfil das culturas e os equipamentos adequados para aplicação.

“Atualmente, no mercado temos equipamentos específicos para aplicação de fertilizante orgânico, que proporcionam um melhor posicionamento do produto aplicado. A calcareadeira, por exemplo, uma máquina bem comum nas propriedades rurais, pode ser utilizada para realizar a aplicação, mas exige adaptações para alcançar o melhor posicionamento”, cita Rafael. “Considerando culturas perenes, como café e citrus, o mais recomendado é realizar a aplicação na cova ou sulco do plantio. Nesse tipo de cultura, o TN Organic Multi também pode ser usado na cobertura, abaixo da copa das plantas. Já nas culturas anuais, como algodão, soja e milho, o ideal é realizar a aplicação na área total antes da semeadura. E nas pastagens para pecuária, indicamos a sobreposição na área total, seja na aplicação para implantação da pastagem como na sua manutenção.”

Resultados e diferenciais

O resultado do fertilizante orgânico, quando comparado ao do fertilizante mineral, é mais lento, pois a liberação dos nutrientes no solo é gradual. Portanto, os resultados serão obtidos durante o primeiro ano após a sua aplicação e, principalmente, nos anos seguintes.

O grande diferencial do fertilizante TN Organic Multi, é a qualidade de sua matéria-prima, ou seja, o esterco de galinhas poedeiras da indústria avícola do mesmo Grupo, a Katayama Alimentos, considerado nobre, com alta concentração de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, além de micronutrientes como boro, cobre e zinco, e altos teores de matéria orgânica. Tudo isso resulta em um fertilizante orgânico composto de alta qualidade, um produto com substâncias húmicas, livre de microrganismos patogênicos e propágulos de plantas daninhas.

Aplicação assistida

O acompanhamento técnico da Terra Nascente Fertilizantes ocorre no pré e pós-venda. O trabalho tem início com as visitas dos profissionais às propriedades rurais, para entender a necessidade do cliente e analisar a cultura na qual será realizado o manejo. Feito esse diagnóstico, recomenda-se a dose do TN Organic Multi a ser aplicado em cada situação.

“O acompanhamento técnico e o pós-venda são de suma importância, pois a fertilização orgânica vai além do fornecimento de macro e micronutrientes para a planta ou cultura. Os benefícios da fertilização estão nas melhorias das condições físicas, químicas e biológicas dos solos, assim como no aumento dos teores de matéria orgânica, da capacidade de troca catiônica (CTC), capacidade de retenção de água (CRA), entre outros”, finaliza Rafael de Melo Sousa.

Fonte: Terra Nascente Fertilizantes
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