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Notícias

Programa vai conectar agricultor com cadeia do milho

Por redação 11/06/2021
Escrito por redação

- Programa vai conectar agricultor com cadeia do milho

Lançado nesta quinta-feira (10), o programa Prospera, que tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), visa fortalecer a cadeia produtiva do milho (grão e silagem) na Região Nordeste, principalmente por meio da qualificação e capacitação de pequenos agricultores, com foco no plantio e na comercialização.

A iniciativa ofertará treinamentos teóricos e práticos sobre o manejo correto da lavoura, assistência técnica presencial e digital para que os beneficiários possam produzir com técnicas modernas de cultivo, melhorando a produtividade. Serão realizadas oficinas de capacitação, palestras, encontros, ações de apoio técnico, entre outros. O objetivo do Prospera é impactar mais de 50 mil pequenos agricultores nos próximos cinco anos, ajudando-os a abastecer a cadeia local.

O Prospera será implementado inicialmente em Alagoas, no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. De acordo com estudo da equipe técnica do programa, utilizando dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Corteva Agriscience, esses estados produzem, juntos, aproximadamente 900 mil toneladas de grãos/ano, mas há uma demanda local estimada em mais de 6,6 milhões de toneladas impulsionada pelos setores aviário e pecuário.

O programa atuará na conexão do agricultor com a cadeia do valor do milho, fortalecendo a agricultura familiar e estimulando o desenvolvimento sustentável, promovendo o aumento da produtividade e renda.

Durante a cerimônia de lançamento do programa, um documento para a execução das atividades foi assinado pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), pelo presidente da Corteva Agriscience para o Brasil, Roberto Hun; pelo presidente institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Cesário Ramalho da Silva; pelo presidente da AGCO América do Sul e líder Global Massey Ferguson, Luís Felli; e pelo presidente da Yara Brasil, Olaf Hektoen.

“O Nordeste brasileiro precisa de milho, pois é importador de milho para o seu mercado interno. Tenho certeza que, com esse programa Prospera, que envolve genética, máquinas, fertilidade do solo de maneira correta e assistência técnica, junto com as políticas públicas do Ministério da Agricultura, será um sucesso”, destacou a ministra.

Pelo volume e versatilidade, a cultura do milho assume papel de destaque, uma vez que se trata de um produto estratégico para a segurança alimentar, utilizado tanto para a nutrição humana quanto para a alimentação animal. Além disso, é cultivado para a extração do bioetanol e utilizado como insumo em diversos segmentos industriais.

“Nós temos aqui no Brasil o maior e o mais diverso banco genético de milho e com isso podemos desenvolver híbridos materiais, sementes de milho que têm um maior potencial produtivo com essa questão do estresse hídrico, com índices pluviométricos de 300 e 400 milímetros por ano”, explicou o presidente da Corteva Agriscience para o Brasil, Roberto Hun.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, destaca que a parceria é mais uma das ações do Mapa para melhorar a vida dos agricultores familiares, proporcionando acesso ao conhecimento.

“Vamos para a região que tem o maior desafio e tem a metade da agricultura familiar do Brasil, para fomentar uma produção que é importante para esses agricultores, quebrando barreiras tecnológicas, por meio da tecnologia que a iniciativa privada traz, para desenvolver uma cultura que é extremamente importante e está enraizada na cultura do nordestino”.

Para o presidente da Yara Brasil, Olaf Hektoen, o Prospera “é um bom exemplo de, justamente, unir a capacidade do agricultor brasileiro e as parcerias público-privadas para ajudar a alimentar o mundo e, ao mesmo tempo, fazer isso de uma forma sustentável”. A empresa atua no ramo de nutrição de plantas.

Já o presidente da AGCO América do Sul e líder Global Massey Ferguson, Luís Felli, explicou que é possível levar a modernização que faz parte do dia a dia do produtor rural do Centro-Sul para os produtores do Nordeste. “A precisão no plantio, de colocação no momento exato, de não deixar aqui duas sementes que caiam no mesmo lugar, é uma tecnologia de ponta encontrada em máquinas de grande porte que hoje está embarcada também em máquinas de pequeno porte, que pode ser utilizada por um produtor pequeno, um produtor familiar, o qual pode ter a mesma competitividade que o grande produtor”.

O presidente institucional da Abramilho, Cesário Ramalho da Silva, ressaltou a importância de o programa valorizar a agricultura familiar. “A nossa mesa, os nossos alimentos durante todos os dias, as mesas simples ou as mesas mais sofisticadas, elas estão permeadas de alimentos que vêm da agricultura familiar. Eles são os nossos irmãos brasileiros que precisam do apoio e o Prospera chega numa região que tem demanda de milho”.

Piloto

Em 2017, foi realizada uma etapa piloto do programa, em Pernambuco, com 45 participantes. A Corteva observou que os agricultores praticavam agricultura de subsistência, por meio de um sistema produtivo ultrapassado.

Após adotarem técnicas modernas de cultivo, os produtores ampliaram a produtividade de 13 sacas por hectare de milho, indicador médio do estado, para 80 sacas.

Em 2019, o programa firmou acordo de cooperação com universidades e escolas técnicas locais para capacitar estudantes.

Nesta nova etapa, por meio de diversos parceiros, o programa espera encontrar formas de dar escala a estas ações, conectando um maior número de pequenos agricultores de milho com a cadeia de valor para produção e comercialização.

A expectativa é que a combinação das tecnologias e soluções agrícolas leve a um novo recorde produtivo dentro do Prospera, que hoje é de 125 sacas por hectare.

Cadeia do milho             

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, de acordo com levantamento do Banco de Nordeste de 2018. A produção é voltada essencialmente para o abastecimento interno, principalmente para alimentação de animais.

A avicultura (25,8%) e a suinocultura (13,6%) respondem pela maior parte do consumo nacional. Uma parcela pequena, 2%, é direcionada para o consumo in natura pela população. No Nordeste, o milho é ingrediente básico da culinária e um cereal relevante para a população de baixa renda.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
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Notícias

CNA, Mapa e setor produtivo debatem fruticultura

Por redação 11/06/2021
Escrito por redação

- CNA, Mapa e setor produtivo debatem fruticultura

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Ministério da Agricultura e entidades representativas do setor de frutas se reuniram, na quinta (10), para discutir a retomada das ações do Plano Nacional de Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF), lançado em 2018.

O tema foi tratado em reunião conjunta da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Fruticultura do Mapa. O documento foi desenvolvido para ser utilizado como ferramenta de apoio para o governo na construção de políticas públicas, a partir da indicação de objetivos estratégicos para o desenvolvimento do setor.

No plano, foram definidos dez temas prioritários, como defesa vegetal, governança da cadeia produtiva, marketing e comercialização, infraestrutura e logística, marco regulatório e pesquisa e desenvolvimento e inovação.

O presidente dos dois colegiados, Luiz Roberto Barcelos, afirmou que a iniciativa foi traçada também com intuito de estimular o consumo de frutas no mercado interno e aumentar as exportações do setor.

“A fruticultura brasileira viverá um novo momento com a retomada da discussão do PNDF. Com ele, esperamos resolver os gargalos do dia a dia do produtor e ampliar a competitividade da cadeia produtiva de frutas frescas e derivados”, disse.

- CNA, Mapa e setor produtivo debatem fruticultura

O assessor da Secretaria Executiva do Mapa, Luiz Eduardo Rangel, explicou que o PNDF não é um plano de governo, mas do setor privado, construído em sinergia com o governo, e que inclui metas de médio e longo prazo da fruticultura brasileira até 2028. “O Plano foi lançado em 2018 e neste momento precisamos fazer uma releitura do texto e do setor e readequar à nova realidade”.

Rangel apresentou alguns resultados dos temas prioritários até o momento, que indicam a alteração de cenário. De 2017 a 2021, por exemplo, foram abertos nove mercados para as frutas brasileiras, com destaque para manga (Peru), melão (China) e maçã (Colômbia).

Outro assunto discutido na reunião foi a criação de um Fundo para o Desenvolvimento da Fruticultura. Segundo Luiz Roberto Barcelos, o objetivo de desenvolver um fundo é dar segurança financeira ao setor e estimular o consumo de frutas no país, que ainda é considerado baixo.

“A nossa preocupação é com o orçamento disponível do governo. Precisamos garantir recursos para a fruticultura, principalmente para combater pragas e doenças e estimular o consumo no mercado interno. Mas para isso precisamos de um arcabouço jurídico e criar um grupo de trabalho para construção do fundo, com participação ativa do setor privado”, destacou.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Notícias

Case IH amplia portfólio com plantadeira dobrável e pulverizador

Por redação 11/06/2021
Escrito por redação

- Case IH amplia portfólio com plantadeira dobrável e pulverizador

A Case IH, marca da CNH Industrial, apresenta a extensão do portfólio de produtos voltados ao cultivo de grãos. Lançada no ano passado, a plantadeira Fast Riser 6100 ganha novas versões de 27, 36 e 40 linhas. Já o pulverizador Patriot 250 passa a contar com novos tamanhos de barras: 30 e 32m.

“Com essas novidades, produtores de todos os perfis e tamanhos podem contar com as soluções da Case IH. A Fast Riser 6100 de 3 seções conta com as mesmas tecnologias da versão de 5 seções, mas em um tamanho mais compacto. Já o Patriot 250 oferece tamanhos de barras maiores, ampliando a área a ser pulverizada e proporcionando ganhos de autonomia, eficiência e produtividade, com a mesma precisão”, comenta Silvio Campos, diretor de Marketing de Produto da Case IH.

Fast Riser 6100

Sucesso nas versões de 48 a 61 linhas de 5 seções, a plantadeira dobrável da Case IH está disponível também nas versões de 27, 36 e 40 linhas. Os novos modelos contam com a melhor transportabilidade do mercado e proporcionam emergência das plantas realmente uniforme, da primeira à última linha, devido ao sistema patenteado de distribuição de peso nas asas.

As novas versões se destacam por proporcionarem mais flexibilidade e facilidade na hora do transporte. Com 45cm de vão livre e fechamento total de cerca de 1 minuto, todas as plantadeiras dobráveis ficam com 3,2 m, tamanho ideal para o deslocamento na propriedade e nas rodovias.  A versão de 27 linhas fecha sempre em 3,2m, já a de 36 linhas fica em 3,5m e a de 40, em 3,8m – podendo chegar também a 3,2m com uma desmontagem de 10 minutos.

“O fácil transporte é um dos principais diferenciais dessa plantadeira. Dobrável, ficando em apenas 3,2m, é fácil transportá-la seja dentro da própria fazenda ou em uma rodovia”, comenta André Peres, especialista de Marketing de Produto da Case IH.

Agronomic Design

“Assim como a versão com 5 seções, os novos modelos da Fast Riser também contam com o conceito do agronomic design, sistema que proporciona precisão absoluta em todas as linhas. Ou seja, é um equipamento que revoluciona o plantio de escala, com produtividade de ponta a ponta”, afirma.

Essa precisão de ponta a ponta é possível devido ao sistema de distribuição de peso nas asas. A região central das plantadeiras dobráveis concentra cerca de 70% do peso do equipamento.Por isso, o sistema hidráulico de distribuição de peso automático garante que todas as linhas da plantadeira tenham o mesmo peso de contato com o solo. O resultado é: total uniformidade de profundidade de sementes e, consequentemente, emergência de 98% das plantas em apenas 3 dias.

“O sistema opcional de taxa variável e corte de linha permite que a máquina tenha diferentes taxas de aplicação de sementes, dependendo da variabilidade do solo, com desligamento de linhas, podendo otimizar o consumo de sementes em até 20%”, comenda Peres.

Disponibilidade

Com a Fast Riser, o produtor poderá plantar por mais tempo, devido a seus dois reservatórios de sementes com capacidade de 4000 kg, que garantem muito menos paradas para abastecimento, proporcionando o melhor rendimento operacional da categoria.

Além disso, há redução de pontos de engraxamento. Enquanto a máquina da Case IH conta com apenas 2, distribuídos ao longo do chassi, a concorrente tem mais de 650. Ou seja, quem utiliza a plantadeira de 3 seções ganha 2 dias a mais de plantio por safra ou 17 horas a menos de manutenção por safra.

Os sistemas: cobridor de semente e limitador de profundidade, além dos dosadores de semente Precision Planting Vset 2® também garantem eficiência e qualidade no plantio.

Com opção de discos de corte estriados ou corrugados, a Fast Riser 6100 possui adaptabilidade às mais diversas condições de solo, garantindo alto desempenho em terrenos arenosos, argilosos, úmidos e de alta palhada.

Patriot 250

Com a mais alta tecnologia de pulverização, o Patriot 250 é ideal para todos os níveis de produtores, do pequeno ao grande. Entre os diferenciais, destacam-se: adaptação a diversos tipos de cultura, com agilidade e simplicidade operacional, excelente autonomia, grande estabilidade de suas barras de pulverização e maior uniformidade na aplicação.

Além da versão com barras de 27cm (24 opicional), o Patriot agora está disponível com barras de 30cm e 32cm.o. Com isso, é possível pulverizar áreas maiores, sem perder a precisão gota a gota, marca registrada do equipamento.

O pulverizador é ideal para condições extremas e foi projetado para terrenos de topografia com mais irregularidades, em que o produtor necessita de potência, tração e alta performance. Equipado com um motor Case IH FPT de 177 cv, 6 cilindros, sistema Common Rail de injeção e Turbo Intercooler, o Patriot 250 veio para conquistar as áreas com desníveis.

Além disso, como item opcional, a Case IH oferece o AIM Command Flex, um sistema de controle de pulverização com alta precisão, que controla vazão, faz taxa variável e compensação de curvas.

Com o novo opcional AIM Command a pulverização é feita de forma mais controlada e precisa. A principal vantagem deste sistema é proporcionar a melhor qualidade de aplicação do produto, mantendo a pressão e a vazão constantes, independente da velocidade de deslocamento.

Mais visibilidade noturna

Como item de série, a linha de pulverizadores Patriot 250 ganha luzes adicionais de LED e câmera de ré, ampliando a visibilidade noturna, facilitando o trabalho do operador e garantindo a melhor aplicação de defensivos independente da luminosidade.

“As luzes de trabalho melhoram a performance do operador, principalmente durante aplicações noturnas. As câmeras também melhoram a visibilidade, contribuindo para um aumento considerável de produtividade”, destaca Campos.

Fonte: Case IH
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Notícias

Oportunidades do agro brasileiro é tema de palestra

Por redação 11/06/2021
Escrito por redação

- Oportunidades do agro brasileiro é tema de palestra

O Brasil é o único entre os grandes exportadores do agronegócio que importa pouco. É ofensivo na exportação e defensivo na importação, o que atrapalha acordos, segundo o professor e pesquisador Marcos Jank, coordenador do Centro Global de Agronegócios do Insper, em palestra para membros da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

“Em uma mesa de negociações, a primeira coisa que os países pedem são contrapartidas, mas temos muitas restrições para entrada de produtos. Acho que isso é um problema que a gente precisa resolver. O Brasil deveria importar mais bens de capital, tecnologia e insumos, por exemplo. Poderíamos exportar mais frutas, lácteos e outros itens de valor agregado se fôssemos menos protecionista”, afirmou Jank.

Terceiro maior exportador global, o agro brasileiro alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em 200 países – números que o colocam no topo do ranking dos mais diversificados em destino das exportações.

“Poucos países conseguem esse tipo de diversificação, os Estados Unidos são um deles. E isso ocorre mesmo com uma concentração na China. Aqui vale registrar que, nesse caso, a dependência é recíproca, os chineses também dependem do Brasil”, observou Jank.

Por outro lado, na diversificação por produtos, o Brasil está entre os piores do mundo, segundo o especialista. São poucos produtos, basicamente uma dezena de commodities puxada pela soja. Jank defendeu a diversificação para outras cadeias produtivas, como frutas, pescados, lácteos e produtos de maior valor adicionado.

“De maneira geral, o que puxa as exportações brasileiras é o aumento dos volumes e essa demanda asiática incrível! Estamos no século da Ásia para o agronegócio, grande região destino do agro brasileiro, que é deficitária em comida”, atestou.

Ao fim da palestra, Jank se mostrou otimista quanto ao futuro do agronegócio por dois fatores: a transformação logística e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Ao todo, 66% do território nacional é composto por vegetação nativa, 21% por pasto e 9% por áreas de plantio. A agricultura, segundo o professor, tende a crescer utilizando as terras de criação de gado.

“Temos uma imensa reserva de pasto, a produtividade na pecuária vem crescendo, e é nesse pasto que a lavoura vai ser ampliada. Existe muito potencial para a agricultura sem desmatar a floresta, esse processo já é uma realidade. Obviamente, é preciso que os governos e a sociedade como um todo controlem a ilegalidade”, alertou o pesquisador.

Quanto à logística, Jank lembrou que apesar do setor de agronegócios ter migrado para a Região Centro-Oeste, a logística continuou costeira, restando ao meio do país apenas estradas de baixa qualidade. Para o professor, porém, com o surgimento de novas ferrovias, como Ferrogrão e Ferronorte, ligando o Mato Grosso e arredores aos portos e outros modais, o panorama do agro deverá mudar bastante em uma ou duas décadas.

Fonte: Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB)
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Opinião

Como a política internacional pode afetar o agronegócio?

Por redação 10/06/2021
Escrito por redação
- Como a política internacional pode afetar o agronegócio?
Por Jayme Petra de Melo Neto

As relações internacionais – estremecidas durante a pandemia – estão gerando importantes alertas econômicos mundiais. Um dos maiores exemplos está na recente decisão de suspensão do acordo econômico entre a China e a Austrália em todas as atividades relacionadas ao Diálogo Econômico Estratégico Sino-Australiano. Esse fato pode gerar grandes impactos, principalmente no agronegócio, podendo inclusive chegar rapidamente ao Brasil.

Uma tensão econômica que aparentemente envolve apenas dois países pode facilmente influenciar a economia de outros. Apesar de um dos maiores impactos da decisão chinesa estar no aumento do preço do minério de ferro – que, segundo analistas, pode chegar a US$ 200 a tonelada, superando o recorde de US$ 194 atingido há mais de uma década – a saída da Austrália como fornecedora da China dessa mercadoria pode criar um novo direcionamento por parte do governo brasileiro, reduzindo os investimentos para o setor agrícola e direcionando para o mercado minerário.

Além das questões de política internacional, estão incluídas na natureza do agronegócio uma série de questões financeiro-temporais, como o mercado futuro, o tempo do ciclo produtivo e o tempo da concorrência internacional, diversificado em razão da posição geográfica de cada país. Em boa parte dos setores, as compras são negociadas no chamado negócio a termo, onde o pagamento da compra de um produto ou serviço há de ser realizado até determinada data – ou seja, o tempo é curto, com marcos previsíveis e delineados.

Já o negócio futuro, por sua vez, além do diferimento do pagamento, passa por um mecanismo financeiro de arbitramento que pode gerar perdas ou ganhos não correspondentes ao valor da mercadoria em si mesma. Ele sai do âmbito da mercadoria e vai para um mercado derivado, onde se negociam os direitos creditórios, uma vez que o contrato é arbitrado (liquidado em tese) a cada dia, com a variação da cotação do produto, conforme as relações e decisões mercadológicas internacionais. Como o tempo nos contratos futuro é muito grande, o mercado financeiro, com negociações diárias, cria um mecanismo artificial para que a incerteza seja dirimida em valores. O tempo do mercado financeiro é o principal regulador e influenciador das relações comerciais de futuro e do agronegócio.

Somado a isso, existe ainda o tempo de produção, onde cada produto possui um determinado período para ser plantado, colhido e vendido. Esse período pode ainda sofrer impactos adversos, como eventos climáticos, desastres naturais ou pragas. Por fim, o agricultor precisa lidar ainda com o tempo concorrencial, que é a detecção de novos entrantes, por vezes de outras regiões geográficas, com safras especiais, visando atuações mais nichadas, com menos volume e maior valor agregado. Em todo esse jogo comercial, há um descompasso enorme. O fluxo monetário é desencontrado do fluxo produtivo, que é desencontrado do fluxo da concorrência. E, em contrapartida, as despesas vêm muito antes das receitas.

Para minimizar esses impactos, cada um desses fatores influenciadores precisa de medidas específicas. No tempo financeiro, é necessária uma excelente estrutura de gestão, capaz de preservar a segurança econômica da transação. No tempo de produção, a tecnologia tem sido uma das estratégias mais importantes e, inclusive, feito milagres em termos de minimizar o tempo de produção e melhorar a qualidade do produto. Contudo, isso demanda dinheiro que, muitas vezes, se torna uma barreira para pequenos produtores.

O tempo de concorrência demanda ainda maior grau de atuação de política governamental de caráter internacional. Como não há como barrar a entrada de um país em um determinado mercado. É necessária uma política eficiente de governo em termos de concorrência internacional, de forma a regularizar e proteger produtos nacionais.

Infelizmente, os instrumentos tradicionais de negociação jurídica são limitados a uma forte pressão financeira. Ainda não encontraram um meio de reparar danos no direito que não seja pelo pagamento de indenizações, que costumam ser tardias. Com as interferências políticas externas, agrícolas ou em outras commodities, o setor fica ainda mais vulnerável. Se o Brasil não tomar cuidado, podemos acabar sendo atingidos pelas sanções que foram impostas à Austrália.

*Jayme Petra de Mello Neto é advogado do escritório Marcos Martins Advogados e especialista em Direito cível e societário.
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Notícias

Quebra da safrinha já é certa em polos produtores

Por redação 10/06/2021
Escrito por redação

- Quebra da safrinha já é certa em polos produtores

Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais devem registrar as piores produtividades desta safra

Com início de plantio conturbado, por causa do alongamento da safra de soja, poucas áreas de milho segunda safra conseguiram iniciar a colheita nesses primeiros dias de junho, caso de algumas regiões do Mato Grosso e Paraná. Boa parte do plantio foi realizado em março, período considerado fora da janela ideal para boa parte das regiões produtoras. Além disso, o clima mais seco nos últimos meses impactou o desenvolvimento das lavouras de milho. Por isso, importantes polos produtores de milho segunda safra como Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais devem registrar baixos índices de produtividade e, consequentemente, quebra de safra em diversas áreas.

De acordo com o trabalho de sensoriamento remoto realizado diariamente pela Geosys Brasil com uso de dados de satélites, mesmo que haja boa precipitação nos próximos dias, o baixo volume de chuvas nos últimos meses já impactou negativamente as lavouras de milho. No momento, a estimativa da Geosys Brasil é de que a produção nacional atinja 94,15 milhões de toneladas nesta safra, volume 7,8% inferior ao estimado pela empresa no início do ano.

A situação de alerta, e a que mais preocupa, se encontra no Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, onde as quebras devem ser maiores. Em Goiás e no Mato Grosso, por exemplo, a baixa produtividade deverá ocorrer em determinadas regiões, por causa da falta de chuva.

“No Paraná, o índice de vegetação ficou em patamar baixo durante todo o ciclo do milho safrinha, devido à forte seca dos últimos meses que manteve a umidade do solo em um nível extremamente reduzido por um longo tempo. Com isso, a dúvida não é “se” haverá, mas sim de quanto será a perda da produtividade no estado. Mesmo as boas chuvas dos últimos dias em algumas regiões do estado não devem ser suficientes para recuperar as lavouras.”, aponta Felippe Reis, analista de cultura da Geosys.

Além da forte seca no estado, a cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná, registrou a ocorrência de geada no fim de maio com temperatura mínima de 6,5°C. Logo na sequência, as plantas apresentaram deterioração, o que pode ser explicado não apenas pela seca, como também pela geada. A estimativa da Geosys Brasil é de que a produção do Paraná seja de 8,55 milhões de toneladas de milho segunda safra, com a menor produtividade dos últimos onze anos.

No Mato Grosso do Sul, a situação de baixa produtividade também preocupa. Na região sul do Estado, onde se localizam os municípios de Dourados e Maracaju, por exemplo, o índice de vegetação teve deterioração nos últimos dias, mesmo com a maior precipitação nas últimas semanas. “A umidade do solo tem aumentado desde os últimos dez dias de maio, porém, parece ter sido tarde demais para que houvesse uma recuperação das lavouras, fortemente afetadas pela seca nas semanas anteriores”, explica Felippe.

Considerando os meses de abril e maio, o balanço hídrico teve o maior déficit dos últimos anos, fato que explica a baixa umidade do solo e, consequentemente, o desenvolvimento ruim das lavouras. No estado é possível que a produtividade seja a menor da década. Atualmente, a estimativa da Geosys é de que a produção no Mato Grosso do Sul seja de 6,96 milhões de toneladas.

Em Minas Gerais, a seca teve um forte impacto nas lavouras da região do Triângulo Mineiro, onde estão os municípios de Uberlândia, Uberaba e Campina Verde. A evolução do índice de vigor das plantas (NDVI) evidencia uma temporada com produtividade ruim, resultando em quebra de safra. Após o início tardio do ciclo do milho safrinha, a baixa precipitação limitou o desenvolvimento das lavouras. A estimativa da Geosys Brasil é de que em Minas Gerais, a produção de milho na safra de inverno seja de 1,96 milhão de toneladas.

Já o sul de Goiás registrou a seca mais severa, apesar do índice de vegetação ter apresentado boa dinâmica nos últimos dias, em linha com o aumento da umidade do solo. No entanto, a recuperação veio tarde e é provável que este movimento tenha apenas amenizado a situação ruim das lavouras que sofreram com a forte seca nos últimos meses. Com o milho safrinha no terço final de seu ciclo, a quebra da safra já é dada como certa.

Nas demais regiões do estado, o índice de vegetação está em patamar inferior ao das últimas quatro temporadas, o que indica que a produtividade deve ser pior – porém, em nível bem superior do que a safra 2015/16, ano de quebra de safra. A estimativa de milho safrinha da Geosys Brasil para Goiás está em 8,83 milhões de toneladas.

No Mato Grosso, em algumas regiões do nordeste do estado, entre as cidades de Barra do Garças e Água Boa, por exemplo, o índice de vegetação está no menor patamar das últimas temporadas. Apenas em 2016 (ano em que houve forte seca) o NDVI teve desempenho pior. A umidade do solo registrou baixo índice durante boa parte do desenvolvimento das lavouras, o que explica a queda no índice de vegetação. Mesmo com a melhora da umidade do solo nas últimas semanas, o NDVI continua em patamar mais baixo em relação aos últimos quatro anos. A seca nessa região deve resultar em quebra de safra, uma vez que o ciclo do milho safrinha encontra-se em seu terço final e dificilmente haverá tempo para recuperação das lavouras.

Já no coração da produção de milho safrinha do Mato Grosso, entre as cidades de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Nova Mutum (região da BR-163, norte do estado), o índice de vegetação está em patamar satisfatório e, embora tenha tido um início desfavorável, devido ao atraso do plantio, o atual nível do NDVI sugere que a produção não deverá ser tão decepcionante. A umidade do solo ficou dentro da média durante boa parte de abril e maio, o que sustentou o desenvolvimento das lavouras na região. Atualmente, a estimativa da Geosys Brasil para a produção de milho safrinha no Mato Grosso está em 33,51 milhões de toneladas.

Fonte: Geosys Brasil
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Notícias

Consumo mundial de café aumenta 1,9% na safra 20/21

Por redação 10/06/2021
Escrito por redação

- Consumo mundial de café aumenta 1,9% na safra 20/21

Europa deverá consumir 32,5% desse volume, Ásia & Oceania 21,9%, América do Norte 18,9%, América do Sul 16,2%, África 7,3% e México & América Central 3,2%, no ano-cafeeiro 2020-2021

O consumo mundial de café no ano-cafeeiro 2020-2021, deverá atingir o volume físico equivalente a 167,58 milhões de sacas de 60kg, o que representa um acréscimo de 1,9%, em comparação com o consumo registrado no ano-cafeeiro anterior, que foi de 164,43 milhões de sacas. Neste ano-cafeeiro em curso, a Europa será responsável 32,5% do consumo mundial de café, Ásia & Oceania 21,9%, América do Norte 18,9%, América do Sul 16,2%, África 7,3% e México & América Central 3,2%.

No ano-cafeeiro em curso 2020-2021, um ranking dos seis blocos econômicos, em termos de volume e respectivo crescimento percentual, em relação ao período anterior, demonstra a seguinte performance: a Europa, em primeiro lugar, com 54,25 milhões de sacas a serem consumidas, apresentará um crescimento de 1,8%; na segunda posição, vem a Ásia e Oceania, com 36,70 milhões de sacas (1,3% de crescimento); e, na sequência, destaca-se a América do Norte, com 31,77 milhões de sacas (3,7%). Em quarto colocado, figura a América do Sul, com 27,23 milhões de sacas (1,2%); em quinta posição, o continente Africano, com 12,27 milhões de sacas (2,1%); e, por fim, a região que contempla o México e a América Central, o consumo atingirá 5,36 milhões de sacas, o que representará aumento de 0,7%.

Os números e dados estatísticos, ora em análise, da performance do consumo da cafeicultura global, foram obtidos do Relatório sobre o mercado de Café – maio 2021, da Organização Internacional do Café – OIC, instituição representativa da cafeicultura mundial, da qual o Brasil é país-membro. Tal Relatório encontra-se disponível na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, rede integrada de pesquisa coordenada pela Embrapa Café.

Fonte: Embrapa Café

 

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Logística de cana é tema de encontro do EsalqShow

Por redação 10/06/2021
Escrito por redação

- Logística de cana é tema de encontro do EsalqShow

Atividade gratuita e on-line ocorrerá às 10h no próximo dia 22 de junho

No próximo dia 22 de junho, das 10 às 12h, ocorrerá o 2º Encontro Preparatório da 4ª edição do EsalqShow. A atividade será on-line, gratuita e reunirá representantes da academia e do setor produtivo que debaterão o tema “Oportunidades de otimização na logística de cana no Brasil”.

A Iniciativa é organizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e este 2º Encontro tem como coordenador o professor José Vicente Caixeta Filho, do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq.

“A logística de abastecimento de cana nas usinas tem passado por uma série de mudanças e desafios nos últimos tempos. Recentemente, por exemplo, com o avanço da colheita mecanizada no país, o setor vivenciou a mudança no acrônimo que designava o conjunto de atividades logísticas do setor denominado “Corte, Carregamento e Transporte” (CCT) para “Corte, Transbordo e Transporte” (CTT). A mudança do “C” pelo “T” altera todo o sistema e gera mais eficiência produtividade, ganhos ambientais e energéticos e da mesma forma, pressiona profissionais para novos desafios e melhores práticas de gestão da logística da cana”, explica Caixeta.

Segundo o professor Caixeta, em uma época em que a redução de custos é substancial para o setor sucroenergético, a gestão logística ganha o protagonismo como a fronteira para aumentar a lucratividade. “Para isso é fundamental buscar novas ideias e soluções para se fazer uma boa logística e reduzir custos”, aponta.

O encontro acontecerá das 10 h às 12h e terá transmissão pelo YouTube da Esalq. A dinâmica do evento será dividida em dois blocos, o primeiro expositivo, com acesso direto e interação via chat pelo YouTube e o segundo de debates, também gratuito, mas com necessidade de inscrições (clique aqui para inscrever-se ao bloco 2 da atividade).

Todos os Encontros Preparatórios debaterão pontos estratégicos sobre “A cadeia produtiva da cana-de-acúcar”, tema geral da 4ª edição do EsalqShow, que está programada para ocorrer de 5 a 7 de outubro de 2022, no campus Luiz de Queiroz, da USP em Piracicaba. Para acessar o programa completo dos Encontros Preparatórios de 2021 clique aqui.

Confira a programação

1) Ferramentas de otimização para logística da cana e o modelo ferroviário da Austrália para corte transbordo e transporte (CTT)

Thiago Guilherme Péra, coordenador técnico do Esalq-LOG

2) Colheita de alta performance

Douglas Rocha, coordenador comercial AGCO – América do Sul

3) Uso de drones e sensores no planejamento da cana

Marcos Fogagnoli, sócio fundador da Cromai

Serviço
2º Encontro Preparatório da 4ª edição do EsalqShow
Tema: Oportunidades de otimização na logística de cana no Brasil de produção
Data: 22/06/2021
Horário: 10h as 12h
Assista em: @esalqmidias (YouTube)
Bloco 1 (expositivo): acesso direto e interação via chat pelo YouTube
Bloco 2 (debate): Gratuito, mas necessário inscrever-se em https://forms.gle/appapF3i1sfhfot4A
Outras informações sobre a 4ª edição do EsalqShow acesse aqui.
Fonte: Esalq

 

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Notícias

Mapa discutirá seguro rural para pecuária em evento

Por redação 10/06/2021
Escrito por redação

- Mapa discutirá seguro rural para pecuária em evento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizará no dia 25 de junho, às 15h, uma videoconferência do projeto Monitor do Seguro Rural, dedicada a apresentar os produtos disponíveis para a pecuária de corte, além dos produtos de seguro para pastagem e milho silagem. O objetivo é avaliar e propor aperfeiçoamentos nos produtos e serviços ofertados pelas seguradoras, que estudam a criação de seguros para essas atividades com coberturas mais aderentes às necessidades dos produtores.

Para participar da videoconferência basta acessar o link da plataforma Teams na data e horário agendados (acesse aqui).

O evento é virtual e limitado a 350 participantes, permitindo interação do público com perguntas e propostas aos produtos de seguros apresentados. O trabalho é coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Mapa e terá a participação de produtores com o apoio das entidades representativas do setor, cooperativas, associações, revendas de insumos, companhias seguradoras, empresas resseguradoras, corretores, peritos e instituições financeiras.

O seguro rural de pecuária conta com subvenção ao prêmio de 40% e, em 2020, registrou 1.722 apólices contratadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). “Os seguros rurais de pecuária em geral precisam ser mais conhecidos pelos produtores. O monitor é uma oportunidade de dialogarem com as seguradoras para compreender as coberturas e propor melhorias ou até novos seguros”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

Seguro de pecuária

No caso da pecuária de corte, quatro companhias de seguros (BrasilSeg, Fairfax, Mapfre, Swiss Re) estão habilitadas no PSR e, dependendo da seguradora e do produto, destina-se a animais registrados em associação de raça ou não registrados, podendo ser contratados nas modalidades seguro pecuário bovino ou rebanho vida em grupo, de acordo com a característica dos animais.

O seguro tem como objetivo garantir indenização ao segurado em caso de morte do animal, sendo os principais riscos cobertos: acidente, doenças infecto contagiosas endêmicas e epidêmicas preveníveis, (desde que comprovadas por exames laboratoriais), raio, eletrocussão, intoxicação, ingestão de corpos estranhos, picada de cobra, entre outras. 

Até o momento, a BrasilSeg (seguradora que atende os clientes do Banco do Brasil) disponibiliza o seguro pecuário de faturamento ao produtor, que garante a indenização sempre que o faturamento obtido com o rebanho segurado for inferior ao faturamento garantido em apólice.

Seguro de pastagens e milho silagem

Apenas uma companhia de seguro habilitada no PSR, a Essor Seguros, começou a ofertar seguro de índices (paramétrico) de pastagens (subvenção de 20%) e o seguro de milho silagem na modalidade agrícola, que tem subvenção de 20% a 40%. Outras seguradoras estudam esses riscos para verificar a viabilidade de ofertar essas coberturas nos próximos anos.

Monitor do Seguro Rural

O projeto já avaliou diversas modalidades de seguros rurais desde julho de 2020 atingindo mais de 1.600 participantes.

O cronograma de eventos por videoconferência do Monitor, que começou em julho de 2020 e se estende até final de 2022, tem a finalidade de identificar e propor melhorias nos serviços de seguro para mais de 60 atividades de grãos, frutas, olerícolas, pecuária, florestas, aquícola, café e outras. O monitor é uma oportunidade para os produtores e as cooperativas, com as entidades representativas, construírem soluções em conjunto com as seguradoras e o apoio do Mapa.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
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Notícias

Clima afeta culturas de segunda safra e reduz estimativa de produção

Por redação 10/06/2021
Escrito por redação

- Clima afeta culturas de segunda safra e reduz estimativa de produção

As condições climáticas adversas registradas durante o cultivo da segunda safra afetaram as estimativas de produtividade nas lavouras. Com isso, a expectativa é que a produção atinja 262,13 milhões de toneladas no período 2020/2021, segundo o 9º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (10), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da queda de 9,57 milhões de toneladas comparada à estimativa do mês anterior, o volume total a ser colhido ainda é superior à safra passada.

Principal cultura cultivada na segunda safra, o milho deve apresentar uma redução na produtividade impactado pela baixa ocorrência de chuvas entre os meses de abril e maio. Com isso, a estimativa é que a produção total do cereal chegue a 96,4 milhões de toneladas, sendo 24,7 milhões de toneladas na primeira safra, 69,9 milhões na segunda e 1,7 milhão na terceira, uma redução de 6% sobre a produção de 2019/20. A queda esperada se deve, sobretudo, ao retardamento da colheita da soja e, em consequência, o plantio de uma grande parte da área do milho segunda safra fora da janela indicada.

A soja é outro produto de destaque na produção nacional. Com a colheita da oleaginosa encerrada, a produção é um novo recorde estimado em 135,86 milhões de toneladas, 8,8% superior à produção da safra 2019/20, o que representa um acréscimo de 11 milhões de toneladas. O resultado garante o Brasil na posição de maior produtor mundial da leguminosa.

Para o feijão, a Conab espera que a colheita se mantenha próxima a 3 milhões de toneladas. Com a produção de 3 safras ao longo do período analisado, apenas a primeira foi encerrada. A segunda ainda está sendo colhida e a terceira está em fase de semeadura. Outro importante produto para os brasileiros, o arroz tem produção estimada em 11,6 milhões de toneladas, aumento de 4% frente ao volume produzido na safra anterior.

No caso das culturas de inverno, o plantio foi iniciado em abril e intensificado em maio. Destaque para o trigo, produto no qual as estimativas preliminares indicam uma área plantada de 2,5 milhões de hectares e uma produção de 6,94 milhões de toneladas.

Área

De acordo com o levantamento da Conab, a área plantada deve apresentar um crescimento de 4,2% em comparação com a safra anterior, chegando a 68,7 milhões de hectares. Destaque para a soja, com aumento de 1,6 milhão de hectares, e para o milho segunda safra com ganho de 8,4%, o que corresponde a 1,15 milhão de ha.

Mercado

O balanço mensal do levantamento da Conab indica uma nova redução dos estoques finais de algodão, feijão e milho em relação à última estimativa de maio de 2021, enquanto que há a previsão de estabilidade nos estoques finais de trigo para o ano safra que se encerra em julho.

No âmbito externo, o algodão em pluma segue com cenário positivo no mercado internacional. As exportações no acumulado de janeiro a maio de 2021 aumentaram 65% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já para o milho a expectativa de exportações foi reduzida de 35 milhões de toneladas para 29 milhões de toneladas na safra atual, queda de 15% em relação à última estimativa. Diante deste cenário, a estimativa é que o estoque de passagem do cereal fique próximo a 7,6 milhões de toneladas. Quanto à soja, a Conab estima a venda de 86,6 milhões de toneladas para o mercado externo. Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. Por fim, para o arroz, as exportações em abril estão em ritmo 20% menor quando comparado com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até maio também observa-se a queda de 68% no volume exportado, o que corrobora com a previsão de redução de 28% das exportações de arroz este ano estimadas pela Companhia.  Acesse a íntegra do Boletim do 9º Levantamento – Safra 2020/21.

Fonte: Conab
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