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Notícias

Sistema AgroTag é customizado para o estado do Pará

Por redação 31/05/2021
Escrito por redação

- Sistema AgroTag é customizado para o estado do Pará

O desenvolvimento rural da região sul do estado do Pará tem um novo aliado: o aplicativo AgroTagPará. Com novas funcionalidades voltadas a essa região, a ferramenta apoia o trabalho de técnicos e gestores no planejamento e monitoramento de propriedades rurais na região. O novo módulo do AgroTag foi customizado por meio de uma parceria entre a Embrapa e o Governo do Estado do Pará, no âmbito da política pública Territórios Sustentáveis (TS).

O sistema AgroTag é uma iniciativa da Embrapa e da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agropecuária (Plataforma ABC) e tem como objetivo sistematizar dados de campo de uso e cobertura das terras e dos sistemas produtivos agropecuários e florestais para estruturar uma rede de monitoramento das áreas rurais do Brasil.

Por meio do AgroTagPará, os extensionistas e técnicos rurais podem monitorar as 828 propriedades rurais nos munícipios de São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia no Norte e Água Azul do Norte, região sul do Pará, já cadastradas no Territórios Sustentáveis (TS). O programa é promovido pelo Governo do Estado do Pará e tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável dessa região, que traz elementos da antiga e da nova fronteira de ocupação da Amazônia, caracterizada pelo uso inadequado do solo, queimadas e degradação ambiental.

Cobertura e uso da terra

De acordo com Francy Rosy Nava, coordenadora operacional do TS, da Secretaria  de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), as ações do programa visam a regularização dos imóveis rurais, a melhoria da condição produtiva dos agricultores e a geração de renda. “Nesse trabalho, a aplicabilidade da ferramenta Agrotag é enorme. Com a integração às bases de dados públicas, a ferramenta nos permite acessar informações prévias do imóvel e nos dá a possiblidade de registrar e atualizar novas informações coletadas em campo”, ressalta a coordenadora.

Além disso, o AgroTagPará permite o monitoramento do desenvolvimento produtivo e da recuperação das áreas degradadas nos imóveis. “Ele atua tanto na fase de diagnóstico quanto no planejamento e monitoramento das atividades para a recuperação dos passivos, das áreas degradadas e das atividades produtivas no imóvel”, completa Francy Nava.

A pesquisadora Luciana Spinelli, da Embrapa Meio Ambiente, explica que o módulo para o estado do Pará tem formulários utilizados pela equipe do governo para coleta de dados em campo e também o formulário nativo do AgroTag de uso e cobertura das terras. “O objetivo é monitorar as propriedades que aderiram ao programa Territórios Sustentáveis e acompanhar ações de implantação das tecnologias sustentáveis orientadas pela Embrapa Amazônia Oriental para o território”, explica.

O sistema, com base em dados geoespaciais, contempla o aplicativo (app) para coleta de dados em campo e o ambiente online WebGIS (sistema de informações geográficas), que é uma base de dados com imagens, mapas e dados alfanuméricos, disponível para consultas e análises. Atualmente, a série AgroTag contempla o AgroTag módulo público, voltado ao levantamento de dados sobre uso e cobertura das terras, AgroTagILPF, para sistemas integrados, AgroTagAQUA, para sistemas aquícolas, AgroTagVEG, para áreas de recomposição florestal e AgroTagPASTAGEM, para qualificação da pastagem.

Dinâmico e transparente

De acordo com Elizamar Pupio, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), atualmente 828 imóveis rurais já estão cadastrados no programa Territórios Sustentáveis e são acompanhados pelos técnicos. Esses imóveis estão localizados nos municípios de São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia no Norte e Água Azul do Norte, região onde a agropecuária é uma atividade importante, com destaque ao rebanho bovino nas propriedades familiares.

Ela explica que o trabalho da Emater nesse programa é levar tecnologias para melhorar a condição produtiva e recuperar áreas, além de apoiar a regularização ambiental dos imóveis. Ao substituir etapas, que envolvem, por exemplo, o preenchimento de formulários na fase de diagnóstico das propriedades, o AgroTagPará torna o trabalho de campo menos exaustivo e mais dinâmico.

“É um aplicativo de fácil entendimento que ‘conversa’ com o técnico. Ele pode criar mapas, identificar a situação inicial das propriedades a partir da conexão com outros bancos de dados. Possibilita de forma ágil e simples sistematizar dados sobre as propriedades para fazermos as intervenções junto aos agricultores”, acrescenta.

“A ferramenta possibilita também o acompanhamento da mudança de paisagem no ambiente. A nossa expectativa é ter uma base de dados mais robusta e transparente para as instituições que atuam no território”, completa Francy Nava, da Semas.

Capacitações on-line

A Embrapa Amazônia Oriental participa do programa Territórios Sustentáveis levando tecnologias sustentáveis para a região por meio da capacitação de técnicos, instalação de vitrines tecnológicas e de dias de campo. Em outra ponta de atuação, a Embrapa Meio Ambiente entra com a customização do aplicativo AgroTagPará para os técnicos acompanharem e monitorarem as propriedades que aderiram ao programa.

A etapa de capacitações iniciou em fevereiro deste ano com o primeiro módulo da restauração florestal. O treinamento sobre o AgroTagPará aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de maio. Participaram 75 de técnicos da Emater, Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Ideflor-Bio, Imaflora, TNC, além de secretarias de agricultura e de meio ambiente do estado e dos municípios de Água Azul do Norte, Tucumã, São Félix do Xingu e Ourilândia. A segunda parte do treinamento sobre o aplicativo será realizada em agosto deste ano.

Fonte: Embrapa
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Notícias

Inoculante biológico eleva a produtividade das lavouras de arroz

Por redação 31/05/2021
Escrito por redação

- Inoculante biológico eleva a produtividade das lavouras de arroz

Em parceria com a Embrapa Clima Temperado, a Biotrop é a primeira empresa no Brasil a obter o registro do Mapa para utilização de composto na cultura, com o bioinsumo Azototal

Os produtores de arroz que buscam um cultivo mais sustentável e eficiente acabam de ganhar um novo e importante aliado: o Azospirillum brasilense. A bactéria diazotrófica associativa, que tem alta capacidade de promoção do crescimento de plantas em função da sua produção de fito-hormônios e fixação biológica de nitrogênio, é disponibilizada pela Total Bio, uma marca da Biotrop. A empresa, que desenvolve soluções biológicas e naturais, em parceria com a Embrapa Clima Temperado, é a primeira no Brasil a obter o registro junto ao Mapa da utilização da bactéria como inoculante, nesse caso o Azototal, para a rizicultura.

Segundo a Engenheira agrônoma Josiane Fukami, doutora em biotecnologia e supervisora de pesquisa e inovação da Biotrop, o Azototal, por ser um inoculante que ajuda no desenvolvimento da raiz, auxilia na absorção de água e nutrientes e consequente na manutenção da planta por mais tempo. “Se pegarmos, por exemplo, um período longo de estiagem, a planta terá mais tolerância a este período de estresse. Uma lavoura mais nutrida vai conseguir se estabelecer respondendo melhor aos estresses bióticos e abióticos, e essa questão nutricional é fundamental para a cultura do arroz”, destaca.

Outro diferencial do inoculante é que ele melhora os índices de clorofila nas folhas, aporta maior produção de biomassa e altura de plantas, resultando em uma lavoura mais sadia e produtiva. No arroz, a fixação biológica do Nitrogênio (N) proporcionada pelo Azospirillum supre parte da necessidade da planta, reduzindo o volume necessário de adubação de N mineral para atender as necessidades totais da mesma.

De acordo com a doutora em ciência do solo, Engenheira Agrônoma Maria Laura Turino Mattos, pesquisadora da Embrapa Clima Temperado, que realizou as pesquisas, o Azospirillum é uma bactéria benéfica para a planta e não patogênica ao homem. “Esta apresenta vida livre e se associa aos vegetais em diferentes graus de especificidade e com multifuncionalidade. Em função disso, interage com muitas espécies de gramíneas e leguminosas, estabelecendo alta colonização de raízes e partes internas de plantas, como colmos do arroz”, explica.

Testes e comprovação de eficiência

A Embrapa realizou a avaliação da eficiência agronômica de Azospirillum brasilense em arroz irrigado por inundação em cinco safras agrícolas (2013/14, 2014/15, 2015/16, 2016/17 e 2017/18), por meio de um contrato de cooperação entre a instituição e a Biotrop. Os experimentos foram conduzidos na Estação Experimental Terras Baixas em Capão do Leão, e as validações realizadas em propriedades orizícolas nos municípios de Camaquã, Jaguarão, Mostardas, Rio Grande e São Gabriel, todas no Estado do Rio Grande do Sul.

Em uma das pesquisas, utilizando a cultivar BRS Pampa CL com uma dose reduzida de fertilização nitrogenada, o Azototal apresentou efeito positivo sobre a produção de matéria seca da parte aérea das plantas. Além disso, ampliou o volume e comprimento de raízes, aumentando o número de perfilhos, número e massa de panículas, acúmulo de N nos colmos e folhas.  A inoculação dessas sementes com Azospirillum permitiu reduzir 30 kg de N ha-1, além de proporcionar 67,8% de grãos inteiros e renda média do benefício de 70,5%.

Em outro experimento realizado em uma propriedade no município de Camaquã, foi observada maior produção da cultivar BRS Pampeira (12.180 kg ha-1) com o uso do inoculante Azototal, além da redução de 20% da adubação nitrogenada de cobertura (119 kg de N ha-1). Isso proporcionou um incremento de aproximadamente nove sacas por hectare quando comparado ao tratamento testemunha (sem redução da adubação nitrogenada de cobertura). “Este cenário elevou o lucro líquido do produtor por hectare e proporcionou maior desempenho produtivo da cultivar BRS Pampeira”, concluiu Maria Laura.

Força da produção gaúcha

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o estado responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz com 944.841 hectares semeados na safra 2020/2021. Por isso, com esse novo registro, a equipe de campo da Biotrop está trabalhando forte para levar essa solução a todos os rizicultores gaúchos. “Nossos profissionais de desenvolvimento de mercado estão focados em apresentar a tecnologia para demonstrar ao produtor que ele terá um grande ganho de eficiência com o Azototal”, finaliza a supervisora de pesquisa e inovação da Biotrop.

Fonte: Biotrop

 

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Notícias

Exportações do agro paulista avançam 11,6% em 2021

Por redação 31/05/2021
Escrito por redação

- Exportações do agro paulista avançam 11,6% em 2021

Principal produto da pauta de exportações setoriais do Estado de São Paulo, Complexo Sucroalcooleiro mantém a trajetória de alta nas vendas observada nos primeiros meses do ano

Nos quatro primeiros meses de 2021, as exportações do agronegócio paulista apresentaram aumento de 11,6%, alcançando US$ 5,66 bilhões, enquanto as importações sofreram redução de 4,3%, totalizando US$ 1,55 bilhão; com esses resultados, obteve-se superávit de US$ 4,11 bilhões, montante 19,1% superior ao mesmo período de 2020, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).

As exportações totais do Estado de São Paulo, no período analisado, também apresentaram alta (+17,3%), somando US$ 15,31 bilhões. Ocorre que as importações registram US$ 21 bilhões, valor 12,4% superior ao verificado em 2020; essa conjunção de desempenhos resultou em um aumento de 0,9% no déficit comercial, que atingiu US$ 5,69 bilhões. Com participação de 37% nas vendas externas, o agronegócio paulista continua sendo fundamental para o equilíbrio das contas paulistas, afirmam José Alberto Angelo, Marli Dias Mascarenhas Oliveira e Carlos Nabil Ghobril, pesquisadores do IEA.

Campeões de Vendas

Os principais grupos nas exportações do agronegócio paulista foram: Complexo Sucroalcooleiro (US$ 1,78 bilhão, sendo que, desse total, o açúcar representou 86,4%, e o álcool, 13,6%), Complexo Soja (US$ 907,13 milhões), Carnes (US$ 719,27 milhões, com a carne bovina respondendo por 87,3%), Sucos (US$ 515,39 milhões, dos quais 97% referentes a sucos de laranja) e Produtos Florestais (US$ 496,13 milhões, com participações de 48,3% de papel e 36,6% de celulose). O agregado destes cinco grupos representou 78,1% das vendas externas setoriais paulistas. O Café, grupo tradicional nas exportações paulistas, aparece na sexta colocação (US$ 239,88 milhões, dos quais 75,6% referentes ao café verde).

Na comparação entre o primeiro quadrimestre de 2021 e o mesmo período do ano anterior, observam-se importantes variações nos valores exportados dos cinco grupos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de Complexo Sucroalcooleiro (+37,4%), Carnes (+8%) e Sucos (18,2%), e quedas para Complexo Soja (-9,4%) e Produtos Florestais (-9,7%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Balança Comercial Do Brasil

A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 18,24 bilhões no acumulado de janeiro a abril de 2021, com exportações de US$ 82,12 bilhões e importações de US$ 63,88 bilhões. Esse resultado indica aumento de 103,8% no saldo comercial em relação ao mesmo período de 2020. Na análise setorial, as exportações do agronegócio apresentaram aumento (+19,8%), alcançando US$ 36,87 bilhões. Já as importações cresceram 9,4%, registrando US$ 5,01 bilhões. O superávit foi de US$ 31,86 bilhões, sendo 21,6% superior na comparação com o primeiro quadrimestre de 2020.

Os principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro foram: Complexo Soja (US$ 16,02 bilhões, sendo 83,8% de participação da soja em grãos), Carnes (US$ 5,61 bilhões, com as carnes bovina, frango e suína representando desse total, respectivamente, 44,9%, 37,9% e 14,6%), Produtos Florestais (US$ 3,93 bilhões, com participações de 49,5% de celulose e 37,4% de madeira), Complexo Sucroalcooleiro (US$ 2,75 bilhões, dos quais 88,9% de açúcar) e Café (US$ 2,05 bilhões, sendo o café verde com participação de 91,5%). Esses cinco agregados representaram 82,4% das vendas externas setoriais brasileiras.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta)
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Geração de empregos na produção de alimentos é a melhor desde 2011

Por redação 28/05/2021
Escrito por redação

- Geração de empregos na produção de alimentos é a melhor desde 2011

A produção de alimentos gerou de janeiro a abril de 2021 um saldo positivo de 70.721 postos de trabalho com carteira assinada, o melhor resultado para o setor desde 2011.

É o que mostra o Comunicado Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia.

Em abril, a produção de alimentos criou 11.145 novas vagas, superando março deste ano (3.535) e abril de 2020 (-4.999).

Segundo o Comunicado Técnico da CNA, as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais criaram vagas em abril, com destaque expressivo para o Sudeste: 9.751 novos postos. O Norte e o Sul, por outro lado, registraram perda líquida de 26 e 973 vagas, respectivamente.

São Paulo foi o estado que liderou a geração de novos postos de trabalho na produção de alimentos, com 5.043 vagas. Em seguida, aparecem Minas Gerais (3.542), Goiás (1.846) e Bahia (1.568).

As atividades da produção de alimentos que mais contribuíram para o bom resultado de abril, com saldo positivo de empregos foram: Cultivo de Café (4.616), Cultivo de Cana-De-Açúcar (4.456), Criação de Bovinos para Corte (2.302), Atividades de Apoio à Agricultura não Especificadas Anteriormente (1.814) e Produção de Sementes Certificadas, Exceto de Forrageiras para Pasto (1.645).

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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Notícias

Fungo aplicado na pastagem controla carrapato bovino

Por redação 28/05/2021
Escrito por redação

 

- Fungo aplicado na pastagem controla carrapato bovino

Uma abordagem inédita obteve sucesso no controle do carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), importante parasito de bovinos de corte e de leite. Em vez de somente aplicar produtos sobre os animais, cientistas testaram formulações granulares secas com o fungo Metarhizium robertsii que também podem ser aplicadas sobre as pastagens. A abordagem inovadora foi feita por pesquisadores da Embrapa, da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da empresa norte-americana Jaronski Mycological Consulting.

Os experimentos foram bem-sucedidos no controle do aracnídeo, uma vez que 95% da população de carrapatos em um sistema de produção encontra-se no pasto e não nos animais. As fêmeas botam seus ovos no solo, dos quais eclodem as larvas que em poucos dias estão aptas a parasitar os animais. É a primeira vez que essa estratégia é utilizada. Os resultados foram publicados recentemente na revista Scientific Reports do grupo Nature.

Conforme destaca Éverton Kort Kamp Fernandes, da UFG, o controle biológico por fungos entomopatogênicos é muito explorado na agricultura para o controle de artrópodes-praga e a estratégia do estudo foi aproveitar a ampla literatura e aplicar a técnica no controle do carrapato. Ele lembra que o agente de biocontrole não é uma toxina ou proteína capaz de causar a morte imediata do carrapato, mas um fungo, utilizado vivo para causar uma infecção letal na praga. “Nesse sentido, a aplicação do bioproduto pode ser planejada de duas formas distintas e complementares: diretamente no animal infestado ou na pastagem, ou em ambos, para o efetivo controle de carrapatos em diferentes estágio de desenvolvimento”, explica.- Fungo aplicado na pastagem controla carrapato bovinoAs aplicações reduziram significativamente o número de larvas de carrapatos sobre a pastagem durante estação mais úmida, atingindo pelo menos 64,8% de eficácia relativa, porcentagem expressiva e promissora levando em consideração o emprego de um inimigo natural. “A utilização dessas formulações, combinada a outras estratégias de controle, ajudará o produtor a obter animais menos infestados e a diminuir a pressão de resistência do carrapato aos acaricidas químicos, viabilizando a produção de leite e carne de qualidade com animais mais saudáveis e livres de infestações descontroladas”, comenta Alan Marciano, da UFRRJ.

De acordo com os experimentos, a aplicação direcionada à pastagem atinge mais efetivamente a população de carrapatos do que as realizadas em bovinos infestados, além de prevenir ou minimizar os níveis iniciais de infestação no gado.

O estudo também detectou persistência do fungo no solo e a colonização fúngica das raízes das gramíneas cultivadas nas pastagens. Isso garante resultados prolongados com redução da necessidade de novas aplicações. Os pesquisadores preveem que o fungo possa ser incorporado na manutenção e formação de pastagens, algo que dependerá de futuros estudos.

Carrapato causa mais de US$ 3 bi em prejuízos

O Brasil possui o maior rebanho comercial de bovinos do mundo, com mais de 200 milhões de cabeças, e o carrapato é o principal vetor de patógenos a esses animais. Segundo um estudo divulgado na Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, que trouxe dados estimados com base no número total de animais em situação de risco parasitário no País, o carrapato dos bovinos é responsável por perdas econômicas da ordem de US$ 3,2 bilhões por ano.

Ao logo do tempo, tem-se observado o aumento da resistência da praga aos acaricidas químicos utilizados.

O carrapato é um vetor de patógenos e seu parasitismo causa anemia, pois o artrópode se alimenta de sangue. Além disso, lesiona o couro predispondo os animais a infecções secundárias e miíases. Tudo isso causa estresse, reduzindo a produção dos animais.

Fungo também ajuda no desenvolvimento de forrageira

- Fungo aplicado na pastagem controla carrapato bovino

As formulações granulares de agentes microbianos estão ganhando atenção especial como tecnologia de baixo custo para uso como biopesticidas ou bioinoculantes na agricultura. Visando atingir as pragas de artrópodes que vivem no solo, pequenos grânulos levam propágulos de fungos a locais ocupados pelas pragas-alvo.

Por se tratar de uma nova formulação, nunca testada em condições naturais, foi necessário que os cientistas investigassem a persistência do fungo no solo e a colonização das raízes da forrageira Urochloa decumbens. Sabe-se que esse fungo, além de controlar pragas, pode também ser um forte aliado no desenvolvimento da planta, e essa variedade é bastante utilizada para alimentar o “gado a pasto” no Brasil.

O experimento ao ar livre revelou que, apesar do controle do carrapato e do envolvimento com a planta forrageira, houve um declínio significativo na persistência do fungo no solo ao longo do tempo. Esse fenômeno é esperado e influenciado por fatores intrínsecos ao microrganismo, edáficos, bióticos, culturais e climáticos. “Variáveis climáticas desafiadoras ao microrganismo foram registradas durante o experimento, e observamos que as duas estações em que ocorreram as aplicações divergiram em termos de persistência e eficácia do fungo contra o carrapato. Essa informação é valiosa para futuros protocolos de aplicação”, relata Alan Marciano.

O cientista explica que altas temperaturas combinadas com alta incidência de chuva marcaram o período após a primeira aplicação, na qual foi registrada a melhor eficácia de controle do carrapato. Isso evidenciou que o período chuvoso foi benéfico ao fungo, pois propiciou uma umidade do solo adequada ao seu desenvolvimento, mesmo sob alta radiação solar.

Contudo, durante a segunda aplicação, com temperaturas mais amenas e com menores precipitações, a eficácia relativa do controle de carrapatos foi menor, apesar de a persistência fúngica ter sido menos afetada durante os sete dias iniciais após a aplicação.

Os pesquisadores explicam que a falta de chuva e o solo mais seco impediram a germinação de propágulos, esporulação e, consequentemente, afetaram o desempenho do fungo em se disseminar e causar a morte dos estágios não parasitários do carrapato (fêmeas em período de postura, ovos e larvas recém-eclodidas).

O estudo também indica que há uma tendência de o fungo migrar das partes mais superficiais para as camadas mais profundas, acompanhando o sistema radicular após aplicação no solo, corroborando com outras pesquisas no tema, que sugerem que o fungo M. robertsii muda o estilo de vida de patógeno de artrópode para simbiotes de plantas na tentativa de sobreviver e persistir no habitat edáfico. O pesquisador conta que o trabalho permitiu conhecer mais sobre a interação de fungo, carrapato e o ambiente de pastagem, além de identificar pontos que podem influenciar nos resultados de campo.

A equipe de pesquisa já trabalha em melhorias da formulação para mitigar os efeitos deletérios identificados no estudo. Os pesquisadores acreditam que o trabalho é capaz de gerar um futuro produto no mercado, útil tanto para a pecuária quanto para a agricultura. O analista da Embrapa Gabriel Mascarin enfatiza a necessidade de novos estudos visando a persistência prolongada do fungo após a aplicação, em uma gama de condições além da situação brasileira, para otimizar as concentrações de grânulos aplicadas ao solo com o objetivo de incrementar as atuais taxas de eficácia no controle de carrapatos.

Biocontrole: opção para o manejo integrado

“O mercado brasileiro não conta com nenhum registro de produto biológico para o controle de carrapatos de bovinos.” A constatação é do pesquisador Éverton Fernandes, da UFG, que ressalta que o Brasil possui um dos maiores rebanhos comerciais de bovinos do mundo, com mais de 200 milhões de cabeças, e a infestação de carrapatos sempre foi um desafio para os produtores.

Aqui os carrapatos encontram condições para a proliferação da espécie, com condições de tempo e temperatura ideais e uma grande oferta de alimento.  Para Fernandes, essas características reforçam a importância da inclusão do controle biológico no manejo sanitário dos rebanhos no País, uma vez que o controle químico é, na maioria das vezes, realizado de forma inadequada e com assistência técnica deficiente ou inexistente, o que contribui para causar resistência química a alguns compostos.

Segundo ele, por essas razões, o controle biológico deve ser encarado como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência do manejo sanitário dos rebanhos. “Deve ser visto como uma opção a mais para que, dentro de um sistema integrado de diferentes técnicas, possa ajudar a controlar, de forma mais eficaz, a população e as infestações de carrapatos. Essa é a proposta.”

- Fungo aplicado na pastagem controla carrapato bovino

Fonte: Embrapa
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Notícias

Londrina vai ganhar antena de telefonia 5G em julho

Por redação 28/05/2021
Escrito por redação

- Londrina vai ganhar antena de telefonia 5G em julho

Londrina vai receber uma antena de telefonia 5G em julho. A instalação do equipamento foi confirmada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante reunião  realizada no ministério, em Brasília, articulada pela deputada federal Luísa Canziani (PTB-PR) e que contou com a participação do chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno. Dessa forma, Londrina será a única cidade da Região Sul a receber uma antena de tecnologia 5G neste ano e a segunda do País. A primeira antena foi instalada neste mês em Sorocaba (SP).

O município já havia sido escolhido pelo Ministério das Comunicações para receber o projeto-piloto para utilização da tecnologia em áreas rurais. Essa definição ocorreu porque Londrina abriga o primeiro Polo Tecnológico do Agro instalado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) há um ano e meio, projeto que também contou com a articulação da deputada Luísa. “O ministro Fábio Faria nos confirmou que Londrina vai ganhar a segunda antena de telefonia 5G do País. É o resultado de um árduo trabalho que confirma a vocação de Londrina como uma cidade inovadora e preparada para o futuro”, salienta.

A antena a ser instalada terá abrangência em um raio de 5 quilômetros, podendo atingir picos de até 10 quilômetros, incluindo a parte urbanizada do distrito de Warta (Zona Norte). O foco do projeto é levar a conectividade no campo e assim contribuir para o aumento da produtividade das lavouras e, consequentemente, o aumento da renda do produtor. No entanto, o sinal 5G ficará aberto a todos os usuários da telefonia móvel que tenham um aparelho com essa tecnologia. Naquela região, além da Embrapa estão instaladas várias empresas do agronegócio, como a Bela Agrícola, Grupo Don Mario e as cooperativas Integrada e Cocamar e o Aeroporto 14 Bis, utilizado por empresas de aviação agrícola.

“A instalação da antena 5G vai beneficiar todo o ecossistema de inovação de Londrina. A Embrapa faz parte da governança e certamente essa antena nos colocará na vanguarda dos testes da tecnologia 5G da agricultura no Brasil”, salienta o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno. Segundo ele, o projeto prevê a instalação de uma “fazenda inteligente” no local, o que trará benefícios para os produtores rurais, além de contribuir para os processos de pesquisas e soluções para o agronegócio. Com tecnologia 5G, será possível aprimorar ferramentas e desenvolver softwares para melhorar e ampliar a conectividade nas áreas rurais

Agricultura Digital

Além de Londrina, participam do projeto-piloto os seguintes municípios: Rondonópolis (MT), Padef (DF), Uberaba (MG), Ponta Porã (MS), Rio Verde (GO), Petrolina (PE) e Bebedouro (SP). Esses municípios devem receber uma antena até o final do ano. Em locais onde a agricultura digital já é realidade, o uso da internet das coisas demanda um sinal de internet 5G para conexão entre coisas (principalmente objetos) e organismos biológicos como é o caso de plantas e animais.

Dessa forma, sensores permitem, assim, a captação de informações de componentes de solo, de componentes de plantas e de desempenho animal. Os dados capturados são processados em plataformas e sistemas, subsidiando o produtor na tomada de decisão dentro da porteira, no sistema produtivo; e fora dela, quando a produção vai para o varejo, processamento, indústria, distribuição, até a mesa do consumidor. Para começar a ser utilizada no Brasil, a tecnologia 5G aguarda leilão da nova geração de internet, previsto para o segundo semestre deste ano.

A conectividade via fibra óptica também pode atender regiões rurais desde que próximas ao perímetro urbano, já que depende de cabeamento para a conexão de internet. O modelo é considerado de alta performance sendo imune a interferências e falhas de sinal.

Para a implantação de algumas infraestruturas de conectividade, o Mapa atuará em parceria com os entes de governo para disponibilização de linhas de crédito com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), do qual participará do comitê gestor, ainda pendente de regulamentação via decreto.

A conectividade é apenas a infraestrutura para a chegada da internet às comunidades rurais. A partir desse caminho pavimentado outras camadas como aplicações e serviços digitais serão a alavanca para o agro digital. Assim, o desenvolvimento de plataformas e programas de internet das coisas no campo; a integração de bancos e plataformas de dados para prover painéis estratégicos; o desenvolvimento de marketplaces digitais dentre outras aplicações se tornam fundamentais para o segmento.

Polo Tecnológico 

Londrina foi a primeira cidade do País a receber a chancela do Mapa como “Polo Tecnológico do Agro”, em solenidade realizada em novembro de 2019 no Parque de Exposições Ney Braga, sede da Sociedade Rural do Paraná, e que contou com a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Para ser considerado “Polo Tecnológico”, foi reconhecido um conjunto de características formalmente instituídas na cidade como instituições de ensino, pesquisa, governança, entidades, empresas e produtores rurais que conferiam à cidade essa titulação. É um projeto importante porque pode atrair parceiros interessados em firmar acordos de cooperação em iniciativas comerciais, de ensino e pesquisa para o desenvolvimento de estratégias e novas soluções para o setor.

Programa SBC

Outro ponto importante da agenda da chefia da Embrapa Soja em Brasília, foi a reunião com a deputada federal Aline Sleutjes (PSL), presidente da comissão de agricultura na Câmara dos Deputados. Nepomuceno conversou sobre o cronograma para estruturação da emenda parlamentar que está apoiando o programa Soja Baixo Carbono (SBC). A deputada reforçou a importância de se valorizar o potencial da Embrapa com iniciativas estratégicas para garantir a competividade do agronegócio brasileiro. “Tenho um orgulho enorme da Embrapa e vou batalhar sempre para que as agendas aconteçam. Contem comigo” reforçou a deputada.

Além disso, a deputada apresentou temáticas que estão preocupando o legislativo como os custos da cadeia de carnes em função da alta dos preços das commoditties e a necessidade de visão de longo prazo dos investimentos em pesquisa. “Fizemos muitas articulações importantes para a Embrapa, o que irá refletir positivamente para todo setor agrícola. A Embrapa estando fortalecida, tem condições de apoiar tecnicamente as iniciativas do setor produtivo. Isso traz resultados positivos a toda sociedade. Por isso, temos a intenção de estar presente nas grandes agendas do legislativo, mostrando que nossa missão é favorecer o agronegócio brasileiro, trazendo sempre respaldo científico às ações no campo”.

Durante a visita à Praça dos Três Poderes, em 26 de maio, a chefia da Embrapa Soja também teve oportunidade de conversar com o senador Davi Alcolumbre (AP) sobre recomposição do orçamento da Embrapa e a construção da usina fotovoltaica da Unidade. A agenda teve ainda um rápido encontro com o presidente Jair Bolsonaro, que está acompanhando como a agenda de conectividade 5G avança a passos largos nas áreas rurais brasileiras.

Fonte: Embrapa Soja
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Participação feminina no agro cresce com ajuda de coletivos

Por redação 28/05/2021
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- Participação feminina no agro cresce com ajuda de coletivos

Mentora do movimento Todos a Uma Só Voz, Mariselma Sabbag, analisa cenários de grandes transformações no campo

Os números do agronegócio nem sempre revelam as histórias de quem faz o setor responder por mais de 23% do PIB brasileiro. A intensa transformação pela qual as propriedades rurais passaram nos últimos anos aumentou a complexidade dos negócios e colocou o agro em uma rota inevitável de profissionalização. Já existem dados que apontam para uma mudança de paradigma no comando destas empresas, o que representa uma guinada na forma de se fazer negócios agrícolas e pecuários no Brasil. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, as mulheres respondem por 34% dos cargos de lideranças em fazendas, um patamar inédito que não deve desacelerar nas próximas safras. Em paralelo, a digitalização dos negócios, a pauta sustentável e a maior conexão com o consumidor ajudam a criar um novo mosaico do campo.

A produtora de café e mentora do movimento Todos a Uma Só Voz, Mariselma Sabbag, identifica os últimos dez anos como os mais intensos das mudanças recentes. “Quando penso na minha mãe, por exemplo, sei que tinha um papel fundamental nos negócios, mas ela não era vista como uma protagonista. Devemos comemorar a mudança de cenário porque é uma evolução. Hoje uma mulher pode comandar um negócio do agro sem muitas das barreiras que ela teria dez ou vinte anos atrás”, comenta.

A presença feminina no campo está cada vez mais forte, particularmente em postos de gestão e em determinadas atividades produtivas, e foi reforçada pela 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, divulgada no fim de maio, desse ano. Segundo os dados, a força feminina representa, hoje, 26% dos cargos de decisão e comando das propriedades rurais. Para 94% dos produtores consultados, a mulher é vital ou muito importante no negócio rural.

A força do coletivo

Mariselma precisou de um tempo para entender que o campo seria uma terra fértil para empreender. Formada em Tecnologia da Informação, ela começou a se encantar com a possibilidade que a cafeicultura trazia há cerca de dez anos, quando fez um curso de classificação do café. Neste treinamento, ela descobriu que existia uma Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA) ao mesmo tempo em que aprendeu sobre diferentes mercados nos quais um produto de alta qualidade poderia se destacar. “Coletivos de mulheres, como este do café, têm muito a oferecer para as novas gerações de empreendedoras. O setor abriu de vez as portas e os programas de educação começaram a acolher e preparar essas novas mulheres do agro”, explica Mariselma, que também é líder do Comitê de Agronegócio do Grupo Mulheres do Brasil.

A participação em eventos e seminários, direcionados às mulheres do agronegócio, também é uma forma que elas encontraram para fortalecer a presença feminina no campo e promover a troca de experiências. Entre esses encontros destaca-se o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio –CNMA, que há seis anos proporciona um espaço de debate e união para produtoras de todo o país.

O evento, que tem como missão evidenciar a força da mulher do agronegócio, desde o ano passado passou a ser realizado de forma on-line, em virtude da pandemia. Em 2020, o CNMA contou com a participação de cerca de 2.300 pessoas, que acompanharam uma série de ações que destacou a contribuição das mulheres como aceleradoras das inovações que conduzem o agronegócio no Brasil e no mundo. Neste ano, a 6ª edição terá como tema “Digital & Agregação de Valor. A nova liderança no Agro”, que será promovida nos dias 25, 26 e 27 de outubro, em formato Digital Experience.

Lideranças femininas

Outro caminho para equilibrar a participação entre mulheres e homens nas empresas do agro é a educação formal de sucessoras. Muitas filhas de produtores não têm a visão completa do negócio por motivos culturais e acabam por escolher uma profissão desconectada com o campo. “Por sorte, este cenário também está mudando porque podemos conversar mais sobre sucessão familiar, além dos novos cursos que alinham o agro com a cidade. Isto é ótimo, porque abre portas a uma nova geração engajada, conectada e que troca expertise com os mais velhos, uma novidade muito enriquecedora”, complementa Mariselma. Ela lembra, ainda, que, no movimento Todos a Uma Só Voz, a pauta educacional está entre as prioridades das discussões levantadas, especialmente porque cresceu o interesse pelo agronegócio demonstrado em outros ramos do conhecimento, como Tecnologia, Administração e Comunicação. “Ainda existe muita estrada para se percorrer até atingirmos o equilíbrio entre homens e mulheres no campo, mas já podemos comemorar estas primeiras conquistas”, finaliza.

Sobre o Todos a Uma Só Voz

Lançado oficialmente em fevereiro de 2021, o movimento Todos a Uma Só Voz surgiu para conectar o agronegócio e o consumidor final. Ele reúne as principais lideranças do setor e tem uma atuação diversificada que trazem maior empatia por quem atua no campo.

O Movimento conta com o apoio da ABAG, ABCC, ABIA, ABIARROZ, ABIEC, ABISOLO, ABITRIGO, ABMRA, ABPA, ABRALEITE, AGROLIGADAS, AGROLINE, AIPC, AMA BRASIL, ANDAV, ASBRAM, CECAFÉ, CICARNE, CLIMATEMPO, CNMA, FENEP, IBÁ, LIGA DO AGRO, INDAN e SNA, além de diversos veículos de comunicação e o patrocínio da CropLife.

Fonte: Movimento Todos a Uma Só Voz
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Governo divulga Alerta de Emergência Hídrica

Por redação 28/05/2021
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- Governo divulga Alerta de Emergência Hídrica

O Sistema Nacional de Meteorologia emitiu o primeiro Alerta de Emergência Hídrica. O alerta trata da escassez de chuvas, de junho a setembro deste ano, na região da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Criado em maio, o Sistema é coordenado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), com a participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). As instituições federais atuam de forma conjunta para aprimorar o monitoramento e a elaboração de previsões de eventos meteorológicos extremos, pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor.

“Estudos realizados pelo SNM de acompanhamento meteorológico para o Setor Elétrico Brasileiro alertam que as perspectivas climáticas para 2021/2022 indicam que a maior parte da região central do país, a partir de maio até final de setembro, entra em seu período com menor volume de chuvas (estação seca). A previsão climática elaborada conjuntamente pelo INPE, INMET e FUNCEME indica para o período Junho-Julho-Agosto/2021 a mesma tendência, ou seja, pouco volume de chuva na maior parte da Bacia do Rio Paraná. Essa previsão é consistente com a de outros centros internacionais de previsão climática”, diz nota conjunta.

Total de chuva acumulada

A análise das chuvas entre outubro de 2019 a abril de 2021 para a Bacia do Rio Paraná indica que, com exceção de alguns meses quando as precipitações ficaram acima da média climatológica (dezembro/2019, agosto/2020 e janeiro/2021), durante a maior parte do período houve predomínio de déficit de precipitação, principalmente a partir de fevereiro/2021.

- Governo divulga Alerta de Emergência Hídrica

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Plataforma realiza cotação de fertilizantes

Por redação 28/05/2021
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- Plataforma realiza cotação de fertilizantes

No primeiro mês de atuação, plataforma realizou R$ 52 milhões em cotações 

A agtech e fintech LeveAgro, lançada no mês passado, já realizou pouco mais de R$ 52 milhões em cotações em sua plataforma de comercialização de fertilizantes em tempo real, a primeira do gênero no Brasil. No mesmo período, houve o registro de 150 usuários e muitos deles já fizeram várias cotações em dias diferentes, como uma ferramenta para acompanhar o mercado.

Os números surpreenderam os fundadores da startup, que já estão com negociações avançadas de investidores para as próximas etapas do negócio. “No início, é esperado esse grande volume de cotações sem a efetivação das compras. Os usuários estão conhecendo a plataforma, que pode virar referência no mercado. Além disso, o período de maior entrega de fertilizantes se inicia em junho e quem não comprou antecipado, vai ter que começar a realizar os negócios nesse período”, explica o CEO da LeveAgro, Eduardo Nunes.

O processo de cotação, compra e venda é simples e rápido, com serviço de suporte para o usuário. O comprador faz um cadastro no site (acesse aqui)  e efetua a cotação instantânea de fertilizantes sólidos (matérias-primas ou formulados NPK). As cotações são gratuitas e ilimitadas. Na sequência, ele tem 30 minutos para efetivar a compra e assinar o contrato via e-CPF. A plataforma vende tanto para produtores pessoa física quanto jurídica e consegue um prazo de pagamento de até 180 dias. “Fazemos todo o processo burocrático e de cartório assim como análise de crédito e emissão de CPR (cédula de produto rural) online”, orienta Nunes.

As cotações podem ser feitas até um ano à frente, dando mais transparência para os clientes e tornando a plataforma como um dos principais benchmark de preços de fertilizantes no país. A LeveAgro tem mais de 180 fornecedores de fertilizantes no mercado nacional e internacional.

Mercado

As importações de fertilizantes pelo Brasil deverão aumentar 7,5% em 2021, enquanto as vendas no país podem crescer 4,5%, na esteira da disparada da renda agrícola, segundo dados da consultoria MacroSector.

O Brasil, que importa a maior parte de seu consumo de fertilizantes, deve fechar o ano de 2021 com compras no exterior de 35,3 milhões de toneladas, versus 32,85 milhões de toneladas em 2020. Já as vendas internas devem crescer para um recorde de 41,65 milhões de toneladas.

O crescimento no uso de fertilizantes no Brasil está associado ao bom desempenho do setor agrícola, cuja receita deve crescer R$ 719 bilhões em 2021, aumento de mais de 200 bilhões ante 2020, impulsionado pelo volume da safra de soja, além de preços melhores, apontou a MacroSector.

Fonte: LeveAgro
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Brasil tem mais seis estados livres de febre aftosa

Por redação 27/05/2021
Escrito por redação

- Brasil tem mais seis estados livres de febre aftosa

Os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso agora são reconhecidos internacionalmente como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Ao todo, são mais de 40 milhões de cabeças que deixam de ser vacinadas, o que corresponde a cerca de 20% do rebanho bovino brasileiro, e 60 milhões de doses anuais da vacina que deixam de ser utilizadas, gerando uma economia de aproximadamente R$ 90 milhões ao produtor rural.

O reconhecimento foi concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) durante a manhã desta quinta-feira (27) na 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE. O Paraná também recebeu o reconhecimento como zona livre de peste suína clássica independente. Após a assembleia da OIE, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou em live a conquista do setor, ao lado de governadores dos estados beneficiados.

Ela ressaltou o empenho dos pecuaristas brasileiros e de toda a cadeia produtiva das carnes bovina e suína, em cumprir as normas sanitárias, e dos estados, no fortalecimento dos serviços veterinários. “O reconhecimento da OIE significa confirmar o elevado padrão sanitário da nossa pecuária e abre diversas possibilidades para que o Ministério da Agricultura trabalhe pelo alcance de novos mercados para a carne bovina e carne suína do Brasil, assim como pela ampliação dos tipos de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”, disse a ministra, também agradecendo o empenho dos servidores do Mapa.

Para realizar a transição de status sanitário, os estados e regiões atenderam requisitos básicos, como aprimoramento dos serviços veterinários oficiais e implantação de programa estruturado para manter a condição de livre da doença, entre outros, alinhados com as diretrizes do Código Terrestre da OIE.

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O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE PNEFA), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A meta para que o Brasil se torne totalmente livre de febre aftosa sem vacinação é até 2026.
“Esse reconhecimento internacional é muito importante para o país e impacta positivamente toda cadeia produtiva do agronegócio. A parceria entre o serviço veterinário oficial e o setor produtivo tem sido a base fundamental para os avanços conquistados. Agora, o Ministério segue, junto ao setor privado, com o desafio de manter a condição do país de livre da febre aftosa e de caminhar rumo ao objetivo de ampliar as áreas com reconhecimento de livre sem vacinação”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária Mapa, José Guilherme Leal.

Atualmente, existem em torno de 70 países reconhecidos livres de febre aftosa sem vacinação, que são potenciais mercados para a produção de carne bovina e suína, com melhor preço e sem restrições sanitárias como, no caso da carne bovina, desossa e maturação. Entre esses países estão Japão, EUA, México e países da UE. Em 2021, nos quatro primeiros meses do ano, o volume exportado de carne bovina e suína aumentou 27% na Região Sul do país, representando valores de R$ 4,3 bilhões, contra R$ 3,4 bilhões no mesmo período em 2020.

Repercussões

Os governadores que participaram do evento comemoraram a conquista e destacaram os ganhos que os mercados terão a partir de agora.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, disse que este é o maior anúncio do agronegócio para o Paraná nos últimos 50 anos. “Essa chancela coloca o nosso estado em outro patamar e nos abre um mercado fantástico, gerando emprego e renda para a nossa gente”, também comemorando o reconhecimento do estado como área livre independente da peste suína clássica.

Para o governador do Amazonas, Wilson Lima, o reconhecimento mostra ao mercado e a investidores a credibilidade dos governos federal, estaduais e dos produtores rurais brasileiros. “Isso agrega valor ao que é produzido na nossa região. Nos abre uma perspectiva muito grande de avançar”.

Segundo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além da comemoração, o momento é de entendimento da responsabilidade que os estados passam a ter. “Esse passo só foi possível de ser dado porque houve muito esforço de toda uma equipe técnica fortemente dedicada para fazer os investimentos necessários. O dia de hoje reforça minha crença na cooperação e na colaboração”.

O vice-governador de Rondônia, José Atílio, destacou que o reconhecimento fortalece a Região Norte e valoriza a carne produzida no estado. “Precisamos, a partir de agora, continuarmos vigilantes”, disse.

O diretor do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), Ottorino Cosivi, destacou a honra de participar deste momento histórico. “Nos sentimos orgulhosos pelo significativo avanço alcançado nesta data como esforço das autoridades nacionais, dos produtores, do serviço veterinário, indústria animal e organismos de cooperação. Essa conquista significa um ponto de inflexão extremamente positivo para todo o continente americano”.

Participaram também do evento o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário de Produção e Agronegócio do Acre, José Aristides Junqueira; o diretor de Saúde Animal do Mapa, Geraldo Moraes; presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado federal Sérgio Souza; o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, representando a CNA; além de parlamentares e representantes de secretarias dos estados.

Febre Aftosa no Brasil
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A febre aftosa é uma doença que afeta bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos. Os prejuízos diretos e indiretos ocasionados pela doença, bem como as limitações à comercialização de produtos pecuários, exigem dos produtores rurais e das autoridades sanitárias um constante esforço para prevenir a doença e proporcionar condições para sua erradicação.
No Brasil, o último foco da doença ocorreu em 2006 e todo o território do país é reconhecido internacionalmente como livre da febre aftosa (zonas com e sem vacinação) desde 2018. Até este momento, apenas Santa Catarina possuía a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
 

Resultados das etapas de vacinação

 
Na semana passada, a Secretária de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou um painel dinâmico para consulta dos dados de vacinação das 26 unidades da federação desde 2001 até hoje. Santa Catarina não entra no histórico, pois parou de vacinar desde 2000.
No painel é possível fazer análises dinâmicas e observar os dados de cobertura vacinal de animais e de propriedades em todas as etapas de vacinação realizadas no país nos últimos 20 anos.
“Espera-se que esse painel seja fonte de consulta por parte de produtores rurais, instituições ligadas ao agronegócio e universidades, servindo para a realização de análises históricas e estudos relacionados à febre aftosa”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

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