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Notícias

Congresso discutirá práticas que agregam valor à produção

Por redação 26/05/2021
Escrito por redação
- Congresso discutirá práticas que agregam valor à produção

Carmen Perez foi convidada pelo CNMA para liderar e representar o tema na edição deste ano do evento

Desafios desse processo será tema do 6º CNMA, nos dias 25, 26 e 27 de outubro

O agronegócio brasileiro tem ganhado, a cada dia, mais destaque no cenário nacional, seja com foco econômico, sustentável ou até mesmo no campo das tecnologias. As mudanças de hábitos e de consumo do mercado sinalizam uma necessidade de adequação e de fazer o novo agro.

Com essa visão, a 6ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio – CNMA reúne novamente o setor para entender os desafios, as oportunidades e as práticas que devem ser adotadas para acrescentar valor à produção do campo. O evento será realizado nos dias 25, 26 e 27 de outubro, em formato Digital Experience, com o tema “Digital & Agregação de Valor. A nova liderança no Agro”.

“Hoje, a originação de alimentos e matérias-primas agropecuárias está totalmente vinculada ao valor real e percebido das mercadorias. Tudo precisa agregar resultado e impactar positivamente em valor percebido. Esse movimento exige aperfeiçoamento e uma atenção redobrada por parte dos produtores e de toda a cadeia”, ressalta a Show Manager do evento, Carolina Gama.

Buscando trazer para o debate ações e exemplos reais do processo de agregação de valor à produção do campo, o CNMA convidou para liderar e representar o tema na edição deste ano do evento a pecuarista Carmen Perez, que há 14 anos atua na atividade com pesquisa, tornando-se referência nacional em bem-estar animal.

“Na minha visão, esse processo faz com que o agro ganhe em todos os sentidos, pois estamos em uma era na qual as pessoas estão mais conectadas com aquilo que consomem e também com as preocupações ambientais. As pessoas hoje estão muito atentas a isso, o que impacta tanto no produto quanto na imagem de um setor inteiro”, afirma Carmen.

Segundo ela, tendo em vista o dinamismo do mercado e a tendência cada vez maior por parte do consumidor em buscar transparência, saber a origem, de que forma foi produzido e de onde veio o alimento que irá consumir é, sem dúvida, uma oportunidade de crescimento para o agro brasileiro.

“Todo o processo de produção é muito dinâmico e vivemos num mundo em que a demanda tem mudado muito. Considero que essa abertura da porteira e dos produtores, sejam eles agricultores ou pecuaristas, conta muito, pois hoje as pessoas querem saber a origem do que elas estão ingerindo. É um processo que agrega muito valor e que precisa ser claro. Acredito que o setor tem essa flexibilidade e já compreendeu que isso é importante”, ressalta a pecuarista.

Ela ainda acrescenta que esse processo apresenta muitos desafios, que se caracterizam de acordo com o segmento de cada produtor, como o das boas práticas de produção, transformação, comunicação e mudança do sistema de produção, sendo esse o que mais tem impacto em custo.

Neste cenário, o CNMA se tornará, por meio da sua programação, um ambiente para debater e entender como passar por esse processo, oferecendo a oportunidade de crescimento da produção e do lucro, por meio da agregação de valor aos produtos do campo.

“Entendemos que o cenário atual demanda da produção agrícola e pecuária uma atenção maior para os hábitos e demandas vindas do mercado. Temos um consumidor mais exigente e que avalia os produtos de uma forma diferente, olhando para o caminho que foi percorrido e como essa atividade impactou no mundo em que vivemos”, acrescenta Gama.

“É fundamental falarmos das direções que a produção está seguindo, pois ela acompanha muito os rumos atuais de uma demanda ética e humana, acima de tudo. É a demanda por boas práticas de produção e com o nosso planeta. O CNMA, nesse sentido, é um porta-voz muito atual para as questões que ocorrem dentro e fora da cadeia produtiva, que são essas demandas”, finaliza Carmen.

Mais informações acesso o site do evento clicando aqui.

Fonte: Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio – CNMA
26/05/2021 0 Comentários
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Notícias

Fundos do agro são oportunidade para investidor

Por redação 26/05/2021
Escrito por redação

- Fundos do agro são oportunidade para investidor

O agronegócio representa uma atividade em crescente expansão no país. Investir na cadeia produtiva traz inúmeras oportunidades para a população e para os investidores. Mas o que é importante saber na hora de aplicar os recursos em atividades agrícolas?

Conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em 2020, o PIB relativo ao setor teve crescimento de 9% quando comparado ao ano de 2019, somando R$1,7 trilhão. Dados levantados pelo censo do IBGE em 2017 já apontavam a potência do agronegócio brasileiro. Mais de 20% do PIB vêm da terra e mais de 90 milhões de empregos estão associados direta ou indiretamente à atividade agropecuária.

Os investimentos no setor vão de fundos de investimentos até a busca por produção própria, como é o caso da agricultura familiar, praticada em pequenas propriedades. Mas quais são as implicações jurídicas para investir ou não e qual é a melhor opção para o momento de pandemia, por exemplo.

Segundo o advogado Jean Gustavo Moisés, do escritório MVB Advogados e membro da Comissão do Agronegócio da OAB/SP, um investimento em cadeia produtiva em agronegócio requer uma análise detalhada.

“Estamos falando de um player amplo. No Brasil, por exemplo, alguém que pretende investir em produção própria, precisa ter em mente as leis trabalhistas diante de uma realidade difusa entre trabalho rural e trabalho urbano. Temos também a questão tributária, que é o ponto para as trade companies, que são empresas que compram a produção interna e vendem para o mercado externo, por isso são muitas questões a detalhar,” explica.

Cadeias Produtivas Agroindustriais

Investir nos fundos de investimentos é uma proposta positiva para quem quer entrar no ramo do agronegócio. Os benefícios vão desde a tributação diferenciada e equivalente ao de fundos imobiliários, que é isento de IOF e Impostos de Renda, a possibilidade de investidores comprarem ativos do agronegócio na bolsa, que além de valorizar, pode gerar rendimentos mensais.

“O investidor tem a segurança de um setor resiliente e pode aplicar em imóveis, títulos e empresas da cadeia produtiva do agronegócio.”, explica Jean Gustavo Moisés.

Para quem quer investir no segmento, o ideal para escolher a melhor opção é conversar com um especialista para buscar a melhor liquidez e efetividade nos negócios.

Fonte: MVB Advogados
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Inteligência artificial ajudará a colher na hora certa

Por redação 26/05/2021
Escrito por redação

- Inteligência artificial ajudará a colher na hora certa

Os cafeicultores brasileiros devem ganhar em breve mais um importante aliado na hora de saber qual o momento exato de colher grãos de qualidade. A startup de inteligência artificial Adroit Robotics está iniciando um novo projeto financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para a aplicação da tecnologia Leafsense na cultura do café.

Segundo o diretor de pesquisa da empresa, Plinio Thomaz Aquino Jr., a expectativa é que ao término deste projeto se obtenha resultados consistentes. “Queremos possibilitar a detecção do ponto de maturação dos frutos e presença de pragas utilizando sensores, visão computacional e softwares inteligentes, permitindo a total automatização e aplicação em escala comercial nos cafezais”, destaca.

Como será o projeto

A pesquisa possui duração de 24 meses e tem como objetivo desenvolver tecnologias para o monitoramento contínuo e automático da evolução de lavouras da cultura. Assim, disponibilizará informações que permitam aos cafeicultores tomar decisões de manejo mais rápidas e assertivas.

De acordo com o diretor de pesquisa, serão utilizados sensores capazes de coletar imagens de alta resolução, montados nos tratores e máquinas agrícolas durante suas operações normais de manejo, de forma a garantir periodicidade e automatização no monitoramento. “Os dados coletados são enviados serão processados e disponibilizados para o cafeicultor de maneira muito rápido, alguns dias ou menos”, acrescenta.

O acompanhamento contínuo das características das folhas das plantas, outra funcionalidade pesquisada, permite a detecção de anomalias de crescimento e produtividade, que podem ser indícios de deficiência de nutrientes ou pragas como a ferrugem, cercosporiose, bicho mineiro, ácaro vermelho e outras, comuns à cultura. “Conhecendo-se o foco de tais anomalias, os cafeicultores podem tomar ações mais precisas e em fases ainda precoces, permitindo maior eficiência no uso de insumos e melhor controle no alastramento de pragas”, salienta Aquino Jr.

Momento certo de colher

O projeto conta com o apoio e consultoria de Samuel Giordano, doutor em engenharia agrônomica, Senior Lecturer do Pensa Agribusiness Knowledge Center – FIA-USP e professor coordenador da Universidade do Café. Para ele, um dos pontos altos da pesquisa será a mudança de como o cafeicultor se programa para colher. Isso diz respeito ao estágio de maturação dos frutos, importante parâmetro na qualidade do café. Conhecendo-se o grau é possível determinar o melhor período para a colheita, bem como configurar o maquinário de modo que eles extraiam apenas os grãos maduros. “Quanto mais vermelhos, completamente desenvolvidos e maduros, melhor será o café, mais qualidade ele vai obter após as técnicas de secagem e pós-colheita”, afirma o professor doutor.

Ainda segundo o especialista, a tecnologia da Adroit será de grande relevância, pois dará o “start” de colheita. “Hoje o produtor colhe com informações subjetivas. A avaliação é feita visualmente por amostragem. Um funcionário ou ele próprio verifica os talhões e como estão os frutos. O risco é alto para erros. Com a tecnologia Leafsense ele será preciso, mais assertivo”, explica Giordano.

A cada safra utilizando a inteligência artificial da startup, o cafeicultor além de conseguir precisar a hora correta de colher cada ponto do cafezal, formará um rico banco de dados, fornecendo datas e confirmando os períodos mais críticos de colheita. O professor acredita que a ferramenta deve proporcionar de 30% a 40% mais qualidade no café colhido.

Expectativas

A cafeicultura possui demandas latentes por soluções que permitam melhor acompanhamento da saúde, evolução e produtividade das lavouras. O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial, detendo cerca de 36% da produção mundial, com área plantada que soma em torno de 2,16 milhões de hectares, dos quais 85% concentram-se nos estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo este último, responsável por de 75% deste total. O monitoramento contínuo e automático beneficiaria principalmente aos produtores de café, contudo a tecnologia não se limita apenas a eles.

As cooperativas poderiam estimular melhor a produção dos cooperados, além de garantir uniformidade na qualidade do café recebido. Já as seguradoras e bancos avaliariam melhor os riscos associados à cultura. Também possibilitaria maior precisão e alcance dos serviços oferecidos por consultorias agrícolas. Além de disponibilizar para Órgãos de Pesquisa Estatística, dados padronizados e coletados continuamente, aumentando a precisão e reduzindo tempo entre censos agrícolas. Ou ainda, poderia ser utilizada por Órgãos Certificadores como ferramenta de qualificação e acompanhamento dos produtores que possuem seus selos.

Expansão na atuação

A Adroit Robotics tem em seu histórico recente a atuação na citricultura. Mas a startup alça voos mais altos como este iniciado agora. “O projeto com a Fapesp é importante por financiar a pesquisa envolvida no desenvolvimento da nova tecnologia aplicada ao café. Possuímos experiência na citricultura e o projeto de pesquisa permitirá avançar na criação de novos produtos, a evolução dos sensores e softwares para atendimentos dos cafezais, que possuem características próprias”, projeta Aquino Jr.

Fonte: Adroit Robotics
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Notícias

Portal reúne mais de 200 bases de dados do agro

Por redação 26/05/2021
Escrito por redação

- Portal reúne mais de 200 bases de dados do agro

Um único local reúne dados de mais de 200 bases mapeadas acerca da safra agrícola, da previsão climática, do crédito rural, além de informações sobre o setor pesqueiro e imagens georreferenciadas da área rural brasileira. É o portal do Observatório da Agropecuária Brasileira, disponibilizado ao público a partir da última terça-feira pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Estamos entregando para a sociedade esse instrumento fantástico. Temos um marco de informações atualizadas, dados consistentes para a tomada de decisões. Isso vai fazer com que o Brasil consiga, neste momento difícil que vivemos hoje, mudar sua imagem. Não haverá mais desconhecimento em relação à agropecuária brasileira. Aqui está o que é preciso conhecer do Brasil. O setor merece esta plataforma”, anunciou a ministra Tereza Cristina, idealizadora do projeto do Observatório.

O objetivo desse serviço é fortalecer e aprimorar a integração, a gestão, o acesso e o monitoramento dos dados e informações de interesse estratégico para o setor agropecuário e para o Brasil. O acesso ao sistema informatizado é aberto ao público, sendo algumas informações disponíveis de acordo com os perfis de acesso.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, explica que o Observatório disponibiliza soluções inovadoras de tecnologia da informação e comunicação, de modo a subsidiar processos de tomada de decisão do Ministério e dos demais usuários do setor público, privado, terceiro setor e da sociedade.

Dados disponíveis

Os dados reunidos no Portal do Observatório estão disponíveis a partir de dois principais ambientes. Na “Plataforma Estatística”, encontram-se dados numéricos, tabulares e representações gráficas acerca dos diversos temas da agropecuária. Essa plataforma pode ser consultada utilizando filtros por período e estratificação em nível nacional, estadual e municipal, além de dados quantitativos e qualitativos.

O formato Geoespacial é dedicado à integração de dados e informações territoriais, que podem ser visualizados e construídos de acordo com a necessidade e interpretação dos usuários. A “Plataforma Geoespacial” está organizada por ambiente de visualização de camadas, relatórios quantitativos e painéis temáticos que detenham qualquer tipo de atributo e representação cartográfica dos dados.

Nos painéis temáticos, é possível consultar as áreas de agropecuária sustentável e meio ambiente; aquicultura e pesca; crédito rural; produtos agrícolas; Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc); e solos brasileiros.

Para a consulta de informações sobre o crédito rural público, o usuário encontra dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro, do Banco Central do Brasil. É possível selecionar a quantidade e valor dos contratos em quatro finalidades: custeio, investimento, comercialização e industrialização a partir de filtros que oferecem visualização por período, fonte de recurso, programa, subprograma, atividade, região do país, estado e município.

Informações sobre as principais culturas agrícolas (arroz, café, feijão, milho, soja e trigo) podem ser encontradas conforme cultivo, crédito, disponibilidades e mercado interno e externo no painel “Produtos Agrícolas”.

As bases de dados espaciais de solos, atualmente disponíveis no Brasil, podem ser vistas em escala 1:250.000, permitindo a visualização estatística do percentual de área ocupada no Brasil e em cada Unidade da Federação, conforme o Programa Nacional de Solos do Brasil (PronaSolos).

O painel temático do Zarc reúne informações consolidadas de todas as portarias do zoneamento para cada cultura, grupo, período do ano e tipo de solo. Também oferece ferramentas integradas com o intuito de promover maior usabilidade e intuitividade na interpretação da informação, centralizando a tábua de risco, a relação de cultivares e mapas de visualização dos dados por município, estado e região.

Uma biblioteca ainda reúne publicações dos diversos temas e setores como relatórios, informativos, revistas, planejamentos, boletins e cartilhas.

Até julho, outros temas estarão disponíveis: assistência técnica, assuntos fundiários, agricultura familiar, pecuária de corte e comércio exterior.

Tecnologia a favor do agro

A implantação do Observatório é considerada ferramenta de business intelligence (BI). Assim, permite a análise das bases de dados, bem como proporciona consolidar resultados imprescindíveis para tomada de decisão de produtores rurais, gestores públicos, empresários, e público em geral.

Segundo o coordenador-Geral de Informações Estratégicas do Mapa, Raimundo Deusdará Filho, a infraestrutura física do Observatório conta com recursos tecnológicos de última geração como base para a construção, acesso e gestão de painéis dinâmicos de dados e informações da agropecuária brasileira. “O Observatório prevê a disponibilização de soluções inovadoras de tecnologia da informação e comunicação, permitindo a disponibilização e a visualização simultânea de um robusto conjunto de fontes de dados e informações atualizadas e consolidadas, que complementam o entendimento das cadeias produtivas do setor”.

A partir do lançamento da ferramenta, a expectativa é de que cerca de 1 milhão de consultas sejam realizadas no período de uma semana. A ferramenta suporta 500 acessos simultâneos a suas bases de dados.

As informações do Observatório são oriundas do Mapa e suas vinculadas como Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Ainda compõem o banco de dados registros do Banco Central do Brasil (Bacen), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Também participaram da live de lançamento do portal o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes; o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Sérgio de Almeida; o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade; secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTI, Paulo Alvim; o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Sérgio Souza; o presidente da CNA, João Martins, e o reitor da UFLA, João Chrysóstomo de Resende Júnior.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
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Notícias

Manejo sustentável aumenta produção de cana

Por redação 25/05/2021
Escrito por redação

- Manejo sustentável aumenta produção de cana

A produção teve um incremento de cinco toneladas de cana por hectare, em Goiás, após inovações sustentáveis no cultivo. Isso garante um volume maior de açúcar e etanol no mercado consumidor

Um grupo de produtores rurais em Goiás, que tinha uma produção média de 80 a 100 toneladas de cana-de-açúcar por hectare, viu o negócio prosperar após mudanças na forma do cultivo. O grupo de Itumbiara apostou nos insumos sustentáveis e aumentou em 5% seu lucro final. “Com esse novo manejo, eles passaram a usar menos defensivos químicos, reduziram o custo de produção e tiveram um incremento na produtividade e no ATR (Açúcar Total Recuperável)”, como explica o agrônomo e doutor em sistema de produção, Joaquim Júlio de Almeida Júnior.

Para se ter ideia, quando um produtor de cana-de-açúcar tem esse aumento do Açúcar Total Recuperável significa que ele conseguiu aumentar a qualidade da cultura e consequentemente a capacidade de ser convertida em açúcar ou álcool. “No nosso caso, nós tivemos um aumento de cinco toneladas de cana por hectare”, conta Joaquim Júlio que foi responsável pelo processo produtivo e análise dos dados.

Na contramão 

Esses resultados deixam os produtores da região otimistas, já que o cenário atual da produção brasileira de etanol estima queda, como aponta o economista e CEO com experiência em agronegócios Daniel Antunes. De acordo com o especialista, o último levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) apontou que o início da safra da cana 2021/2022 começou em ritmo lento e os motivos seriam o recuo na moagem e na qualidade da matéria-prima.

Segundo os dados da Unica, o nível de ATR na primeira quinzena de abril atingiu 108,73 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 112,81 kg por tonelada na safra 2020/2021 (-3,62%). “Analisando os dados gerais da cultura da cana e os resultados obtidos pelo produtor de Goiás, é possível afirmar que ele conseguiu uma produtividade superior à demonstrada pela agricultura da cana na última década”, destaca o economista.

Ele afirma ainda que quando se fala em 5% de lucro final ou líquido, o mercado se refere a uma soma substancial, já que o setor sucroalcooleiro movimenta milhões e tem seu valor alinhado ao dólar. “Mas, é fundamental observar outros três pontos importantes em qualquer agricultura e que foi alcançado por este produtor: a melhor produtividade por hectare, a elevação da qualidade via incremento de ATR e a diminuição do custo de produção”, enfatiza o especialista em agronegócios.

Mudanças no manejo

Para conseguir se destacar na produção do açúcar e do etanol, a propriedade de Itumbiara mudou o manejo há dois anos. Segundo Joaquim Júlio, as mudanças feitas no manejo foram simples, mas de grande impacto para o solo e para a planta.

O especialista conta que foi usado o Fino de Micaxisto – um remineralizador e condicionador que auxilia na regeneração do solo e nutrição das plantas – aliado aos organominerais (produzidos na própria fazenda). “Com esse manejo, foi possível também produzir uma lavoura de cana com mais sanidade e maior resistência ao estresse hídrico, pontos fundamentais para essa alta da produtividade”, destaca Joaquim Júlio.

O doutor acrescenta ainda que com o uso do Fino de Micaxisto e o fertilizante orgânico foi possível obter uma maior produtividade em comparação com os outros tratamentos padrão já utilizados. “O uso de insumos naturais, apesar de estar retornando ao mercado produtor, é muito antigo, mas ficou esquecido há muitos anos. Com o apelo pela sustentabilidade e a busca de alimentos mais saudáveis, a prática está voltando com força total no meio produtivo”, avalia Joaquim Júlio.

O doutor acrescenta que os benefícios da produção sustentável são inúmeros, pois diminui o custo para o produtor, aumenta o lucro, possibilita alimentos com maior qualidade nutricional e garante a sustentabilidade do solo.

Fonte: União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

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Notícias

Novo presidente da Conab promete gestão transparente

Por redação 25/05/2021
Escrito por redação

- Novo presidente da Conab promete gestão transparente

Guilherme Augusto Sanches Ribeiro tomou posse como presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (25), em cerimônia realizada com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e do secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes. O evento foi acompanhado pelos diretores-executivos da Companhia, Sergio De Zen, José Trabulo Júnior e Bruno Cordeiro, além de José Ferreira da Costa Neto, que deixa a função de diretor-presidente substituto para dedicar-se integralmente à Diretoria Administrativa, Financeira e de Fiscalização da estatal.

O termo de posse foi assinado por Guilherme Ribeiro e pela ministra Tereza Cristina. No ato, o presidente empossado destacou como missão colocar em prática seu conhecimento para desenvolver ainda mais a empresa e assumiu o compromisso de uma gestão transparente e eficiente. A ministra, por sua vez, destacou o protagonismo da Conab no setor da inteligência agropecuária e a responsabilidade do novo presidente em alavancar o progresso que a Companhia fez no setor nos últimos anos.

A cerimônia incluiu a presença dos deputados federais João Campos (Rep./GO), Aline Sleutjes (PSL/PR), Hugo Motta (Rep./PB), Júlio César Ribeiro (Rep./DF), Silas Câmara (Rep. AM) e Aline Gurgel (Rep./AP), além do presidente do Conselho da Administração (Consad) da Conab, Maximiliano Tamer, e representantes de estados da Federação.

Em seu currículo, o presidente Guilherme Ribeiro reúne o título de mestre em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e graduação em Relações Internacionais com ênfase em economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e cursa atualmente um MBA em Transformação Digital e Futuros Negócios na PUC/RS. Sua trajetória profissional inclui experiência na área da administração pública-privada e ainda papéis de gestão e assessorias em estatais paulistas, como a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab-SP), a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU-SP), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

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Aplicativo AgroBee conecta produtor a apicultores

Por redação 25/05/2021
Escrito por redação

- Aplicativo AgroBee conecta produtor a apicultores

Hub de inovação da Koppert é o primeiro do Brasil especializado em controle biológico

A AgroBee é uma startup que conecta produtores rurais que precisam polinizar suas plantações e apicultores, por meio de um aplicativo. Conhecido como “uber das abelhas”, o app tem como principal objetivo proteger as abelhas e beneficiar a produção agrícola sustentável. A sinergia entre polinização e controle biológico fez com que a startup fosse a segunda a figurar como residente do Gazebo, hub de inovação da Koppert.

De acordo com o CEO da AgroBee, Guilherme Sousa, a união entre o controle biológico Koppert e as tecnologias de polinização assistida e inteligente da empresa podem gerar um enorme impacto no campo, trazendo produtividade e sustentabilidade para as lavouras brasileiras. Os clientes de da AgroBee, somente com a polinização, tiveram, na safra 2019/2020 de café, um aumento médio de produtividade de 17%, enquanto na soja o crescimento foi de 21%, na safra 2020/2021. “Com a entrada no Gazebo, esperamos acelerar a implementação de práticas sustentáveis na agricultura brasileira”, explica.

A startup vai participar dos programas de mentoria oferecidos pelo hub, melhorando suas ferramentas de governança interna. “Vamos também utilizar as conexões disponíveis para alavancar o crescimento ao mesmo tempo em que desenvolveremos novos projetos de pesquisa com foco em produtividade agrícola, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social, ampliando substancialmente o pipeline de inovação da empresa”, afirma Andresa Berretta, uma das sócias da AgroBee.”

Gustavo Herrmann, diretor comercial da Koppert, esclarece que as abelhas são um dos maiores indicadores de sustentabilidade no campo, pois elas só sobrevivem em um sistema agrícola equilibrado e em harmonia. “Os insumos biológicos permitem que as abelhas façam seu papel de polinização, pois só combatem as pragas-alvo, diferente dos defensivos químicos.”

Gazebo

O Gazebo é o primeiro hub de inovação especializado em tecnologias voltadas para o controle biológico do país. Tem como objetivo agregar ideias, startups, empresas e instituições de pesquisa que desenvolvam soluções aplicadas ao manejo integrado de pragas e doenças em agricultura tropical, com foco em inovação e sustentabilidade.

Sua primeira startup residente é a e-Trap que está desenvolvendo uma solução digital de monitoramento remoto de pragas, que permitirá maior eficiência nas tomadas de decisão, facilitando a integração das soluções biológicas ao manejo integrado de pragas e doenças para diversas culturas.

Fonte: AgroBee
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Produtor rural mantém investimentos, mesmo com pandemia

Por redação 25/05/2021
Escrito por redação

- Produtor rural mantém investimentos, mesmo com pandemia

64% dos produtores rurais sentiram baixo impacto da pandemia nos seus negócios. Por conta disso, 86% deles não fizeram qualquer mudança na administração de suas propriedades e 78% mantêm os planos de investimentos durante a crise sanitária. Esta é uma das conclusões da 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, o mais amplo levantamento do perfil dos produtores, incluindo seus hábitos de mídia, compra e conectividade, entre outros. A pandemia tem impacto médio no campo para 11% dos produtores rurais e alto para 25% deles.

A pesquisa ocorreu presencialmente, seguindo todos os protocolos de saúde e segurança, e foi realizada entre outubro de 2020 e janeiro de 2021 com 3.048 produtores rurais (homens e mulheres com poder de decisão, de propriedades de pequeno, médio e grande portes) de 16 estados de todas as regiões do país, abrangendo 14 culturas agrícolas e 4 atividades animais.

“A 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural mostra, com exatidão, o que está na mente dos agricultores e criadores neste exato momento em que o Brasil e o mundo ainda são impactados pela pandemia do novo coronavírus. O levantamento é essencial para todos os agentes da cadeia da produção, incluindo empresas das mais diferentes áreas de atuação, entidades de classe, órgãos governamentais, formadores de opinião e meios, para entender os hábitos dos produtores e a relevância ou mesmo a baixa relevância dos novos agentes de comunicação, como as mídias sociais, a tecnologia de forma geral e os  influenciadores digitais do agro”, destaca Ricardo Nicodemos, vice-presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio e coordenador da pesquisa, que foi encomendada pela entidade à IHS Markit.

Conectividade e comunicação

A pesquisa também constata o avanço das ferramentas de comunicação no campo: 94% dos produtores têm smartphone, contra 61% na pesquisa anterior, realizada em 2017. Outro ponto importante é a maior oferta de internet no meio rural, disponível para 91% dos produtores de animais e 88% para os agricultores. 57% dos entrevistados usam a rede 15 ou mais vezes por dia. Previsão do tempo e informação são os principais conteúdos buscados por agricultores e criadores.

“Nunca o conteúdo foi tão importante nas mídias digitais”, aponta a pesquisa. “74% dos produtores usam a internet para se atualizar. O levantamento comprova a relevância do Whatsapp como meio de comunicação digital. Nada menos do que 76% dos produtores usam a plataforma para realizar negócios, o que é uma novidade. O Facebook continua sendo importante como rede social, porém não para fazer negócios, e o YouTube quase triplicou de importância em relação à pesquisa de 2017”, detalha Jorge Espanha, presidente da ABMRA.

Entre os meios de comunicação tradicionais, os produtores preferem a tv aberta, seguida por rádio, tv especializada, jornal e revista. “Destaco a resiliência do meio rádio, que permanece muito importante no meio rural e também a confiança dos agricultores e criadores nas revistas e jornais. Um em cada quatro produtores participantes da pesquisa (26%) disse que “a revista é muito importante para me manter informado sobre o setor rural” e 30% destacaram que “jornais e revistas do agronegócio ajudam os profissionais do campo a inovar e aumentar os seus ganhos”. “O que vemos é a convergência de vários meios de comunicação com a necessidade de agilidade na tomada de decisão e interação, fator já previsto na 7ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, de 2017”, ressalta Jorge Espanha.

Força da mulher 

A mulher ganha cada vez mais espaço no campo, particularmente em postos de gestão e em determinadas atividades produtivas, representando 26% dos cargos de decisão e comando. Para 94% dos produtores rurais consultados, a mulher é vital ou muito importante no negócio rural.

O Brasil é muito grande e tem características regionais próprias, inclusive em termos de perfil da produção, o que se reflete no resultado da pesquisa. Um exemplo é a mulher no campo, especificamente quanto à sua maior ou menor presença em postos de gestão ou liderança. No leite, por exemplo, ela participa com 88%; em contrapartida, na soja, com apenas 2%.

A pandemia mudou a realidade dos eventos. Dias de campo, feiras, exposições, congressos e outros se tornaram virtuais. “O produtor rural continua preferindo os eventos técnicos e comerciais, porém aguardam com expectativa as edições presenciais. A 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural identificou que 39% dos agricultores e criadores foram a eventos presenciais antes da pandemia e que 58% deles pretendem ir no futuro. Essa resposta foi praticamente unânime: os produtores rurais desejam a volta dos eventos presenciais”, aponta Ricardo Nicodemos.

Software exclusivo

O cérebro da 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é um software exclusivo, que possibilita dezenas de milhares de combinações de dados. Com essa ferramenta, os usuários podem filtrar por atividade, localidade, meio de comunicação, perfil regional e vários outros indicadores.

“A pesquisa completa está disponível somente às empresas cotistas. O que informamos aqui é apenas um pequeno extrato do que é possível fazer em termos de mineração de dados. Os cotistas têm um produto único à disposição para aumentar, e muito, o êxito das suas estratégias de comunicação e marketing e para conhecer profundamente o mercado agropecuário, sob a ótica dos agricultores e dos criadores de animais. A ABMRA está à disposição das empresas interessadas em se juntar às dezenas de companhias que já adquiriram a pesquisa e, assim, têm grande vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes”, explica Ricardo Nicodemos.

“O software exclusivo da pesquisa possibilita determinar, com extrema confiabilidade, as preferências dos produtores em comunicação e em formas de interação, chegando ao detalhe de mostrar quando, onde e a que hora da semana ocorrem os acessos”, complementa Jorge Espanha.

Pesquisa

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) desde 1985. A 8ª edição é a maior da história, incluindo 14 culturas agrícolas (grãos, perenes e hortifrúti) e 4 animais (pecuária de corte e de leite, avicultura e suinocultura). As entrevistas foram realizadas em 16 estados – participação de todas as regiões do país.

Foram ouvidos 3.048 produtores rurais, sendo 2.310 agricultores e 738 criadores, de pequeno, médio e grande portes. A equipe da IHS Markit, liderada pelo diretor Marcelo Claudino, fez 273 perguntas para cada produtor. No total, foram 4.500 horas de entrevistas.

“A ABMRA sente-se orgulhosa em prestar esse serviço indispensável para o agronegócio brasileiro, colocando à disposição do mercado uma pesquisa ampla, atual e detalhada, como se fosse o ‘censo do IBGE’ dos produtores rurais em termos de hábitos de mídia e de compra, envolvimento com tecnologia, mídias preferenciais, principais horários de conexão, perfil por atividade rural e muito mais. Reforço o convite para as empresas se tornarem cotistas da pesquisa e terem acesso a um conteúdo exclusivo e riquíssimo, além do software, ferramenta fundamental para análises de investimentos em comunicação e marketing”, reforça o presidente da ABMRA.

Fonte: Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA)
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Vale a pena implantar energia solar nas fazendas?

Por redação 25/05/2021
Escrito por redação

- Vale a pena implantar energia solar nas fazendas?

No dia 29 de maio é celebrado o Dia Mundial de Energia. A data surgiu com o intuito de ensinar a população sobre a importância de racionar o seu uso, além de motivar e estimular a todos a respeito das energias renováveis, aquelas que não agridem o meio ambiente. A data foi instituída pela Direção Geral de Energia de Portugal, em 1981.

O podcast desta semana mostra como a energia solar pode ser implantada nas fazendas e como é possível baixar o consumo, além de ajudar o meio ambiente, a curto e médio prazos.

Segundo informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o setor vive um momento de crescimento exponencial. O país deve atingir mais de 12 gigawatts de capacidade instalada em projetos de geração de energia solar neste ano, um crescimento de 68% em relação à potência atual.

Ainda de acordo com as informações divulgadas pela associação, os investimentos privados, destinados ao segmento, poderão ultrapassar a cifra de R$ 22 bilhões em 2021.

Diante deste cenário, perguntamos a José Renato Colaferro, sócio-fundador e diretor de operações da Blue Sol Energia Solar, quais as vantagens para quem adota a energia solar em fazendas? Que impacto seu uso tem sobre o meio ambiente? E de quanto o produtor agrícola precisa para implantar o sistema e em quanto tempo ele conseguirá recuperar este investimento?

Acompanhe no podcast abaixo.

Máquinas & Inovações Agri · #016 – José Renato Colaferro comenta “BENEFÍCIOS DA ENERGIA SOLAR PARA O AGRO”

 

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Grupo Zasso conquista certificação internacional

Por redação 25/05/2021
Escrito por redação

- Grupo Zasso conquista certificação internacional

Certificado da AEF foi concedido ao sistema Kratos, garantindo transparência sobre questões de compatibilidade entre os componentes eletrônicos e elétricos nos equipamentos da companhia

O Grupo Zasso deu mais um importante passo na sua consolidação nacional e no exterior com a conquista de mais uma certificação. Trata-se do certificado de compatibilidade internacional Agricultural Industry Electronics Foundation (AEF) ao sistema wireless de controle e monitoramento, o Kratos. Este está presente nas plataformas de capina elétrica da Zasso (Dionysus, Thor, Tupã e Zeus). A conquista é atribuída por uma organização independente fundada por oito fabricantes internacionais de equipamentos agrícolas e três associações, juntamente com outros 200 membros.

Na prática a entidade trabalha para estabelecer transparência sobre questões de compatibilidade entre fabricantes de componentes eletrônicos e elétricos em equipamentos agrícolas padronizando a comunicação entre eles, independente do fabricante. “Com essa certificação, temos a credibilidade e a confiança necessárias de que nosso sistema Kratos e toda tecnologia envolvida estão dentro dos padrões mais rigorosos para sistemas de controle”, diz, Sérgio Coutinho, Co-CEO da companhia.

O objetivo da AEF é ter uma descrição mais clara da eficiência de um sistema ISOBUS independente de quem é o fabricante e ter assim um aumento da confiabilidade operacional para o agricultor.

Para entender a importância dessa mudança, antes da ISOBUS, os agricultores limitavam-se a usar um display de precisão específico e um sistema de controle para operar uma máquina. “Se algo mudasse (por exemplo, o cliente comprasse um novo pulverizador, trator,etc.) o display/controlador poderia se tornar obsoleto devido à incompatibilidade. A ISOBUS resolve este problema através do uso de conectores padronizados, protocolos de comunicação e diretrizes operacionais’, destaca o executivo da Zasso.

O Kratos é a primeira plataforma do gênero no Brasil a fazer uso de tecnologia wireless, o que permitiu reduzir o custo drasticamente.

Kratos

O sistema Kratos foi criado para que houvesse essa integração dos módulos de potência com qualquer trator existente no mercado que cumpra com os requisitos mínimos para a operação. Através dele é possível ligar e desligar a máquina manualmente através da IHM (Interface Homem-Máquina), fazer leituras elétricas e ainda a coleta de dados dos módulos. Tudo enviado para um banco de dados na nuvem, informações como localização, temperatura e magnitudes elétricas dos módulos. “Desta forma estes dados podem ser utilizados, por exemplo, para a realização de manutenção preventiva do implemento, melhoria na qualidade do plantio, identificação de problemas e mapeamento”, explica Coutinho.

Garantia ao agricultor

Até recentemente a conexão de diferentes implementos ao trator poderia ser problemática porque exigia tantos dispositivos de controle quanto ferramentas a serem colocadas na cabine, sem mencionar todos os vários cabos. Com a introdução de novas tecnologias, o número de dispositivos de controle na cabine também poderia se tornar elevado, tornando ainda mais difícil o gerenciamento. A introdução da AEF ISOBUS é, portanto, uma verdadeira revolução neste campo.

Graças à AEF e ISOBUS, a cabine se torna um autêntico computador de bordo que pode controlar as ferramentas e implementos, garantindo assim a troca de informações mais precisas, menos trabalhosas e menor quantidade de equipamentos ligados em diversos lugares na cabine do trator. “Quando o agricultor compra algo certificado pela AEF, isso se traduz em mais segurança e com isso maior garantia”, diz Coutinho.

O executivo acrescenta ainda que a certificação do sistema Kratos é um grande marco para a Zasso. “Podemos ter a certeza de oferecer para o mercado produtos compatíveis com a plataforma ISOBUS, como este sistema que acompanhará a terceira geração dos nossos equipamentos. Quer dizer que tudo pode ser ligado em uma única tela, com um único conector, sem emaranhado de fios, sem dores de cabeça para quem opera a máquina”, finaliza.

Fonte: Zasso Group AG
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