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Notícias

Ministra defende inovação brasileira na agropecuária

Por redação 28/01/2021
Escrito por redação

- Ministra defende inovação brasileira na agropecuária

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou na última quarta-feira (27) do painel virtual Destravando a Inovação para transformar Sistemas Alimentares, promovido pelo Fórum Econômico Mundial de Davos. A ministra citou as ações adotadas pelo Brasil nos últimos anos para tornar a agricultura mais digital e destacou que a “inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global”.

“[Inovação] É o único vetor capaz de conciliar segurança alimentar com preservação ambiental”, ressaltou Tereza Cristina.

De acordo com a ministra, o Ministério da Agricultura trabalha com cinco eixos estratégicos: sustentabilidade, inovação aberta, bioeconomia, agregação de valor e agricultura digital. “O Brasil tem hoje um dos ecossistemas de inovação agropecuária mais vibrantes do mundo”.

- Ministra defende inovação brasileira na agropecuária

Em relação aos investimentos em startups ligadas ao agro, houve um salto exponencial nos últimos anos no país, passando de US$ 4 milhões, em 2013, para US$ 200 milhões, em 2019. “Contabilizamos, hoje, mais de 2 mil agtechs no Brasil, trabalhando, por exemplo, com protocolos de certificação, rastreabilidade, Blockchain e tecnologias para entregar um produto cada vez mais sustentável e seguro aos consumidores”.

Tereza Cristina ressaltou que uma das prioridades do Ministério é expandir a conectividade no campo, como forma de permitir a inclusão dos mais de 4,5 milhões de pequenos produtores, fixação dos jovens no meio rural e melhoria da renda das mulheres do campo, responsáveis pela gestão de cerca de 20% dos estabelecimentos rurais do país. “Dar a elas adequado acesso à tecnologia é essencial para o desenvolvimento da atividade agropecuária nacional”, afirmou, acrescentando o lançamento da 5ª edição da campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos” no segundo semestre de 2020, com apoio da FAO.

“A próxima década será marcada pela convergência entre digital e biológico, principalmente na agropecuária”, disse a ministra.

Participaram do painel o administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNPD), Achim Steiner; ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Índia, Narenda Singh Tomar; e o presidente e CEO da Yara International, Svein Tore Holsether. O debate foi mediado por Tjada McKenna, CEO da Mercy Crops.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
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Senar premia vídeos de formação rural

Por redação 28/01/2021
Escrito por redação

- Senar premia vídeos de formação rural

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promove amanhã transmissão ao vivo para anunciar o resultado do 1º Prêmio de Vídeos Educativos de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS) da instituição.O diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, participará da cerimônia de premiação, que será transmitida por este link .

O concurso de vídeos educativos teve o objetivo de incentivar os instrutores dos cursos presenciais de FPR e PS do Senar a mostrar as práticas pedagógicas por meio de videoaulas, especialmente em um momento de distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

A instituição irá reconhecer os 10 instrutores que se destacaram na produção de videoaulas como estímulo para compartilhar conhecimento ao público rural.

Os vídeos selecionados passaram por uma etapa classificatória na Administração Regional do Senar participante para concorrer ao prêmio nacional.

Na segunda e última etapa do prêmio, a comissão julgadora do Senar considerou como critérios de avaliação a postura didática e técnica do instrutor; o conteúdo educativo; a qualidade das imagens e áudio; criatividade, além de utilização de gráficos e ilustrações.

Fonte: Senar/CNA

28/01/2021 0 Comentários
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Notícias

Brasil se destaca em Indicação Geográfica de vinhos

Por redação 28/01/2021
Escrito por redação

- Brasil se destaca em Indicação Geográfica de vinhos

A parceria entre ciência e setor produtivo resultou no pedido de reconhecimento da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para vinhos finos tranquilos e espumantes. O trabalho conjunto permitiu o pioneirismo internacional na estruturação de uma Indicação Geográfica de vinhos tropicais. Em dezembro, foi depositada a Indicação de Procedência (IP) do Vale do São Francisco no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), baseada em requisitos equivalentes aos da União Europeia.

O trabalho para caracterização da região, necessária para o registro, foi coordenado pela Embrapa Uva e Vinho (RS), em articulação com a Embrapa Semiárido (PE) e parceiros, com uma equipe de mais de 40 pessoas de várias instituições (veja quadro), entre pesquisadores, professores, técnicos e estudantes para entender a vitivinicultura do Semiárido nordestino e aprimorar a qualidade dos vinhos da região. Essa iniciativa atende a uma demanda antiga do setor produtivo, representado pelo Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf), entidade privada que congrega os produtores vitivinícolas da região.

“Essa será a primeira Indicação de Procedência (IG) de vinhos de regiões tropicais do mundo, utilizando o modelo estrutural similar às Indicações Geográficas adotadas por renomados produtores da União Europeia,” comemora o pesquisador da Embrapa Giuliano Pereira, que coordenou o processo. “O Brasil é um destaque no cenário internacional nas pesquisas na viticultura tropical, produção que também ocorre em países como a Tailândia, Índia, Myanmar (antiga Birmânia) e Venezuela. Receber e compartilhar em cada garrafa que ostentará o selo da Indicação Geográfica significa a garantia da origem e da qualidade dos produtos elaborados”, destaca o cientista.

Pereira liderou o time multidisciplinar que teve como missão entender a vitivinicultura do Semiárido nordestino, em especial a estabelecida no Vale do Submédio São Francisco, que envolve com destaque os municípios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, além de Juazeiro, Casa Nova e Curaça, no lado baiano. Os trabalhos do projeto, desenvolvido entre 2013 e 2018, possibilitaram elaborar o material técnico que embasou o pedido de registro da Indicação de Procedência entregue ao INPI em dezembro.

As ações de pesquisa ocorreram no âmbito do projeto “Desenvolvimento de tecnologias e uso da agricultura de precisão para colaborar com a certificação dos vinhos e com a sustentabilidade do setor vitivinícola do Vale do Submédio São Francisco”, que contou com um aporte superior a um milhão de reais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

- Brasil se destaca em Indicação Geográfica de vinhosvi

Mais visibilidade mundial e estímulo ao enoturismo

“O crescimento das indicações geográficas de vinhos brasileiros, que hoje já são onze, entre as registradas e em estruturação, está redesenhando a cartografia dos territórios vitivinícolas do país. Esse trabalho está colocando o Brasil no radar das origens qualificadas, dando suporte para o fortalecimento da imagem mundial do Brasil como produtor de vinhos de qualidade,” declara Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa que desenvolve projetos de estruturação de Indicações Geográficas (IGs) de vinhos brasileiros desde os anos 1990.

De acordo com ele, a obtenção do registro da Indicação de Procedência Vale do São Francisco, além de estimular melhorias na organização do setor, irá aprimorar a qualidade dos vinhos que chegarão aos consumidores, pois todos os produtos com IG deverão atender aos requisitos de produção, além de passar por avaliações químicas e análises sensoriais às cegas, garantindo produtos de origem qualificados. A conquista, a exemplo de outras regiões, também deverá promover a comercialização dos produtos, ampliar a visibilidade e o renome da região produtora, além de estimular o enoturismo, com potencial de atração de novos investimentos e fortalecimento da vitivinicultura do Vale do São Francisco.

Para o presidente do Vinhovasf, José Gualberto de Freitas Almeida, os resultados são a concretização de um sonho. Ele é o pioneiro na produção de vinhos no Semiárido, com o início de suas atividades em 1985. Almeida declara que, desde o reconhecimento da IG gaúcha Vale dos Vinhedos, em 2002, queria realizar esse trabalho no Vale do São Francisco. “Participei do lançamento em Bento Gonçalves (RS) e lá mesmo já havia manifestado o interesse para que os nossos vinhos fossem estudados e reconhecidos. Demorou um pouco, mas estamos chegando lá,” celebra.

Para Francisco Macedo de Amorim, professor de enologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano e um dos pesquisadores atuantes no projeto, o momento é de festejar. “Desde 2002 estou envolvido com a vitivinicultura na região. Foi durante essa longa caminhada que surgiram mais empresas, muitos personagens e mais produtos, fortalecendo cada vez mais a ideia de que um dia o Vale do São Francisco seria mais valorizado e reconhecido, também pelos seus vinhos”, lembra.

Ciência fortaleceu o vinho do Semiárido

- Brasil se destaca em Indicação Geográfica de vinhos

A projeção do Brasil na área vem sendo construída ao longo dos anos com o desenvolvimento de tecnologias para elaboração de vinhos tropicais. Entre 2003 e 2007, um projeto pioneiro desenvolvido no Vale do São Francisco  avaliou 28 cultivares viníferas na região. Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Embrapa, o trabalho selecionou a Tempranillo e a Barbera que foram adotadas pelo setor produtivo e mostraram excelente desempenho na produção de vinhos tintos e espumantes.

Com relação ao processo de elaboração de vinhos, a Embrapa conduziu pesquisas e estabeleceu parâmetros importantes para a definição do período ideal de colheita a fim de garantir a qualidade dos vinhos de guarda, que ocorre sobretudo de março a setembro, conforme publicado na revista Territoires du Vin.

Graças à pesquisa agropecuária brasileira, o Brasil está entre os líderes mundiais da viticultura tropical. É o que afirma o pesquisador Giuliano Pereira. “Esse posicionamento também é reconhecido pela organização das cinco edições do Simpósio Internacional de Vinhos Tropicais realizadas até 2020: em 2004 (Petrolina-PE), 2010 (Petrolina), 2011 (Chiang Mai-Tailândia), 2014 (Brisbane-Austrália) e 2016 (Petrolina),” relata Pereira frisando que o evento é um dos principais fóruns da categoria e reúne lideranças científicas do Brasil, Venezuela, Estados Unidos, Portugal, França, Espanha, Tailândia, Myanmar, Indonésia e Austrália, contando com a parceria da Cátedra Unesco “Cultura e Tradições do Vinho” (da Universidade da Bourgogne-França) e do Giesco (Group of International Experts of vitivinicultural Systems for CoOperation).

Vinhos tropicais: sabor diferenciado e produção o ano inteiro

As regiões de clima quente ao longo do ano permitem a produção de uvas e vinhos de janeiro a dezembro, com duas podas e duas safras anuais, com possibilidades de colheitas escalonadas ao longo do ano nas diferentes parcelas de vinhedos. Os vinhos tropicais estão conquistando um novo mercado, com características diferenciadas em relação à produção das tradicionais regiões de clima temperado.

Os tipos de produtos autorizados na IP são os vinhos tranquilos brancos, tintos e rosés e vinhos espumantes brancos e rosés (bruts, demi-secs e moscatéis), elaborados com 100 % de uvas produzidas na área geográfica delimitada. Foram autorizadas, para fins de elaboração dos vinhos, 23 cultivares de uvas Vitis vinifera L., indicadas pelos próprios produtores, pela adaptação e desempenho na região.

“Os vinhos tropicais do Vale do São Francisco são na sua maioria jovens, frescos, aromáticos, e estão disponíveis ao consumidor em qualquer época do ano,” ressalta Pereira.

Em geral os vinhos são frutados, de baixo teor alcoólico, de acidez moderada, podendo ser leves a encorpados, com predominância para vinhos jovens. O carro-chefe da produção são os espumantes, com aproximadamente três milhões de litros por ano, seguidos dos vinhos tranquilos, com produção de cerca 1,5 milhão de litros anuais.

Segundo dados da professora Ivanira Falcade, da UCS, a área delimitada da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para os vinhos finos contempla os municípios de Juazeiro, Casa Nova, Sobradinho e Curaçá, na Bahia, e Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó, em Pernambuco, todos integrantes da Rede Integrada de Desenvolvimento (Ride) Petrolina-Juazeiro.

Todas as atividades relacionadas à Indicação de Procedência do Vale do São Francisco serão acompanhadas e controladas pelo Conselho Regulador do Vinhovasf, que é formado por um grupo de sete profissionais ligados ao setor, com representantes dos produtores vitivinícolas e membros externos de instituições de apoio.

Fonte: Embrapa Uva e Vinho
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Notícias

Empresa alemã DVA Agro retorna ao Brasil

Por redação 28/01/2021
Escrito por redação

- Empresa alemã DVA Agro retorna ao Brasil

A multinacional alemã DVA Agro (Parte do Grupo Alemão DVA GmbH), sediada em Hamburgo, especialista na proteção de cultivos, nutrição vegetal e adjuvantes especiais para a agricultura sustentável, acaba de anunciar o retorno de suas atividades no Brasil. A empresa com mais de 50 anos de experiência presente na Europa, América Latina, Ásia e África, e que há cinco não operava no território brasileiro, está investindo mais de US$ 100 milhões na retomada. Na estratégia, além da construção de um laboratório próprio de pesquisa e a contratação de novos profissionais, a companhia lançará um portfólio completo e ainda planeja a instalação de fábrica própria até 2023.

A expectativa do grupo no mercado brasileiro é grande, e a projeção é que o País até 2026 seja responsável sozinho por 50% do faturamento global da companhia. “O Brasil é um dos pilares da estratégia global da marca além de ter grande potencial. Estamos retornando de maneira estruturada e tecnificada. Além disso, aprendemos como fazer negócio aqui, entendemos quais são as necessidades do agro em todos os níveis da cadeia e definimos nossa estratégia de acesso de acordo com cada particularidade do mercado. A DVA tem um nome e credibilidade forte em todo o mundo e é uma questão de tempo para termos o nosso Mindshare do produtor rural brasileiro”, diz João Aleixo, diretor executivo global de agro da companhia.

A empresa por questões estratégicas, em 2015 resolveu pausar as atividades no Brasil onde atuou por 15 anos, mas, segundo Aleixo, a DVA nunca deixou a agricultura brasileira fora da estratégia global da CIA. Afinal, o País é um dos maiores mercados do mundo de agroquímicos e somando com outras linhas de produtos como Crop Nutrition, adjuvantes e biológicos, passa a ser mais importante dentro da marca de forma mundial. “A decisão sempre existiu. O ponto era: quando seria o melhor momento para iniciar de novo as operações no Brasil? E em 2017 começamos a estruturar esse retorno com os primeiros registros de produtos de proteção de cultivos”, afirma.

Ainda segundo Aleixo, um ponto importante é que a DVA resolveu voltar ao Brasil um pouco diferente. “Tomamos a decisão de ter a nossa própria linha de Crop Nutrition, chamada INCENTIA®, para isso, montamos uma operação do zero, incluindo profissionais, técnicos, marketing, fábrica, plant piloto e laboratório de R&D, no Sul da Espanha, região conhecida como o “Vale do Silício” da nutrição vegetal”, aponta. Lembrando que a companhia acessa mais de 50 países com mais de 70 produtos desenvolvidos ao longo dos anos.

Ao retornar ao Brasil, a DVA buscou uma equipe com alto nível técnico focada na entrega de valor para o agricultor, com novas tecnologias de proteção como por exemplo, nanotecnologia, misturas únicas, sinergia entre biológicos, nutrição vegetal e proteção de cultivo num só produto, etc.

O foco inicial destas soluções será primeiramente culturas intensivas como frutas e vegetais na região de Petrolina, Mossoró, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e região do Triângulo e Sul de Minas e depois entrará fortemente nas mais extensivas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

Investimento no Brasil

Para o projeto Brasil, a DVA, destinou nos últimos 4 anos o investimento de US$ 20 milhões somente em registro. Além disso, o plano conta com mais US$ 65 milhões de capital de giro. Somado a esse aporte, tem também a quantia de US$ 15 milhões de dólares referente a estrutura. “No total estamos falando de uma inversão de um investimento da ordem de US$ 100 milhões de dólares em 5 anos”, ressalta o diretor.

Um dos pilares dessa sólida retomada é a construção de um novo laboratório no interior de São Paulo, que será anunciado em breve. A empresa, que já conta com laboratórios na Argentina, Espanha e China, aposta que a estrutura no Brasil vai dar maior velocidade, para que as soluções cheguem ao campo muito mais rápido para o agricultor.

Segundo o diretor, a ideia neste primeiro momento é focar pesquisa, inovação e prova de conceito no Brasil. Já a etapa de desenvolvimento ficará concentrada na Argentina. “Temos uma fábrica relativamente grande lá, com planta piloto. Conseguimos levar a pesquisa para o laboratório fazer uma transferência de tecnologia para a planta piloto e aí também para a manufatura”, ressalta.

Mas, tudo andando bem conforme o planejado, a empresa já planeja a construção de uma fábrica de nutrição em solo brasileiro. “Já estamos conversando com algumas prefeituras no Estado de São Paulo, verificando o melhor lugar para termos a fábrica em termos de logística, em breve haverá mais novidades sobre as próximas etapas”, finaliza Aleixo.

Fonte: DVA Agro
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Notícias

Tecnoshow e Bahia Farm são canceladas

Por redação 28/01/2021
Escrito por redação

- Tecnoshow e Bahia Farm são canceladas

As feiras agrícolas Tecnoshow Comigo e a Bahia Farm Show anunciaram, por meio de nota, que não irão realizar eventos presenciais em 2021.

A diretoria da Comigo e o conselho de administração disseram que, pelo segundo ano consecutivo, “foi preciso tomar esta decisão tão difícil (de cancelar a Tecnoshow), mas necessária, face ao cenário de incertezas que envolve a pandemia causada pela Covid-19”.

Mesmo com o protocolo sanitário para a realização da feira já em discussão junto às autoridades de saúde, o momento, conforme a nota, ainda é de muita cautela e não seria prudente promover o evento.

“O mais importante é manter a união de forças, combater a pandemia, dar atenção especial à saúde das pessoas e continuar a produção de alimentos, como assim tem feito o setor do agronegócio”, destacou ainda. A feira foi reagendada para abril de 2022.

Já a organização da Bahia Farm Show comunicou o cancelamento da feira, que é a maior do segmento nas regiões Norte e Nordeste do País. Prevista para acontecer entre os dias 25 e 29 de maio deste ano, no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, o evento foi remarcado para junho de 2022.

“Neste momento, agimos com responsabilidade e transparência que a situação exige, prezando pela segurança e pelo bem-estar dos nossos expositores, colaboradores, apoiadores, compradores e do público em geral”, destacou em nota.

 

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Notícias

Nova lei do agro facilita acesso ao crédito

Por redação 27/01/2021
Escrito por redação

- Nova lei do agro facilita acesso ao crédito

Mudança pode liberar recursos da ordem de R$ 5 bilhões por ano para o agronegócio, ampliando o acesso de produtores e agroindústrias ao crédito principalmente do exterior

Se por um lado 2020 foi um ano marcado por muitos desafios para diversos setores, para o agro certamente será um ano de muitos recordes que ficará para a história. Produtores, agroindústrias, startups e AgTechs que nos últimos anos investiram fortemente em inovação, conseguiram superar os imprevistos e foi um dos poucos segmentos que absorveu os impactos da crise financeira e avançou. E se tudo andou bem até agora, com a sanção da Lei 13.986/2020, que trata sobre as medidas para crédito e financiamento de dívidas de produtores rurais, 2021 pode ser um ano ainda mais próspero para o setor. Essa é a opinião da economista, doutora em agronegócios e sócia-fundadora da boutique financeira Pinheiro Machado, Claudine Saldanha Cesar Pinheiro Machado.

Para a executiva, a Nova Lei do Agro é um grande passo para desburocratização do crédito agrícola, um marco para o setor rural brasileiro, modernizando e ampliando o acesso ao financiamento e ainda expandindo os recursos e reduzindo taxas de juros. Com as mudanças, o mercado de crédito agrícola ficou ainda mais aquecido com as alterações principalmente sobre as Cédulas de Produto Rural (CPR).

“A CPR é o principal título de financiamento dentro do sistema de crédito agrícola oficial. A sua popularidade e versatilidade – agora aumentada com as medidas de desburocratização nova lei – permitem que elas continuem a ser o título mais popular, também para o financiamento em mercado de capitais privado. Isso porque se adequa muito bem para servir de lastro para emissão de outros títulos dela derivados, como a CRA ou a CIR, por exemplo, que, agora, teriam mais atratividade para o investidor estrangeiro pela possibilidade de emissão com variação cambial e registro no exterior”, aponta.

Segundo a economista, a mudança trouxe uma série de alterações na CPR, com o objetivo de desburocratizar o instrumento, aumentando, assim, a sua utilização como título de base para a estruturação do mercado financeiro agrícola no Brasil.

Ao mesmo tempo, a Nova Lei admite que a CPR possa ter qualquer garantia prevista na legislação – não apenas as garantias reais -, além de permitir que o produtor informe quais dos bens móveis e imóveis dados em garantia são considerados essenciais para a sua atividade, de forma a preservá-los. Tudo isso leva a crer que a Nova Lei do Agro poderá desestimular o mercado a ofertar garantias reais em favor de outras formas menos onerosas para o produtor, como seguros, fianças, avais e as duas novas formas de garantias introduzidas pela lei: o Fundo Garantidor Solidário e o Patrimônio Rural em Afetação.

Ainda segundo Pinheiro Machado, tudo isso é muito bom para o produtor e para o mercado de capitais, dado que há uma tendência de se exigir sobre garantias reais nas CPRs, o que amarra o produtor e engessa o mercado. “Essa revolução das garantias pode, sem sombra de dúvida, liberar muito valor no agronegócio brasileiro, que antes estava preso em sobre garantias. Estima-se que ela possa liberar recursos da ordem de R$ 5 bilhões por ano para o agronegócio”, diz.

A especialista também destaca que já há notícias de que o governo estuda lançar um título mais abrangente do que a CPR, a Cédula de Crédito do Agronegócio (CCA). A principal diferença seria a de que, enquanto a emissão da CPR é restrita aos produtores e aos agentes de primeira industrialização, como frigoríficos, por exemplo, a CCA poderia ser emitida por toda a cadeia produtiva do agronegócio, incluindo indústrias, revendas, transportadoras, traders, entre outros.

Segundo ela, isso tornaria a CCA extremamente atraente não só para financiar investimentos diretos, mas, também, para lastrear a estruturação de derivativos, que teriam, certamente, grande apelo no mercado financeiro internacional. “Esse título teria um potencial enorme de captação em todos os elos da cadeia do agronegócio. Acreditamos que poderia bater na casa do trilhão, inclusive porque a expectativa do mercado é a de que esse novo título seja mais adequado à classificação como “título verde”, que possui um mercado cativo de mais de US$ 1 trilhão”, destaca a especialista da Pinheiro Machado.

Benefícios na prática

De modo geral, a principal mudança da Nova Lei do Agro para os produtores, no aspecto de crédito, foi a criação de mecanismos de financiamento privado, via mercado de capitais, com incentivo ao investimento estrangeiro no agronegócio brasileiro. Esses mecanismos e instrumentos gerarão competitividade no mercado de crédito agrícola e darão maior poder de negociação aos produtores.

De modo particular, então, podemos elencar cinco principais mudanças: 1) a possibilidade de emissão de CPR também para subprodutos e derivados (antes era só para produtos), 2) A possibilidade de emissão de títulos do agronegócio com variação cambial e registrá-los no exterior, 3) a possibilidade de liquidação de garantia real por investidor estrangeiro, 4) o Patrimônio Rural em Afetação e 5) o Fundo Garantidor Solidário.

Mais mudanças

A Nova do Lei do Agro traz uma série de outras mudanças visando a desburocratização do setor, especialmente no que se refere à emissão de títulos do agronegócio. Dentre as inúmeras inovações nesse sentido, destacam-se a possibilidade de emissão de CPR eletrônica, com assinatura digital ou biométrica, a eliminação da necessidade de seu registro no Cartório de Imóveis, além da criação da figura das registradoras, autorizadas pelo Banco Central, para depósito das CPRs. “Tudo isso facilitará, e muito, a emissão e circulação dos títulos. Alguns entraves ainda permanecem no tocante a estruturação das garantias, mas como dito acima, a expectativa do mercado é a de as CPRs, de agora em diante, venham a receber outras formas de lastro que não necessariamente os imobiliários, que são os mais burocráticos de se registrar, pela necessidade de averbação em registro de imóveis”, salienta a economista.

A Nova Lei do Agro permite ainda a emissão de títulos em dólar em bolsas estrangeiras. Isso torna os investimentos acessíveis principalmente aos pequenos e médios produtores. A especialista destaca que essa alteração, verdadeiramente revolucionária, beneficia-os em dois pontos fundamentais: reduz o risco cambial e reduz os custos administrativos de emissão.

Com relação ao risco cambial, normalmente, o produtor emitia um título e tinha que fazer uma operação de hedge paralela para se proteger do risco de oscilação cambial, porque raramente existe um seguro disponível para esse tipo de operação. Essas operações de hedge, via de regra, são caras e complexas de serem estruturadas. Com a emissão em dólares, no caso de o produtor comprar insumos em dólares e/ou exportar sua produção, esse risco fica praticamente eliminado, diminuindo em muito os custos da operação.

Em segundo lugar, normalmente há um custo administrativo grande para os investidores estrangeiros entrarem no mercado brasileiro. Há uma série de regras a serem cumpridas e a legislação brasileira é bastante rígida em casos de descumprimento, podendo mesmo configurar crime a atuação irregular de fundos e investidores no mercado nacional. “Assim, a novidade permite que os títulos sejam emitidos em dólar e circulados no exterior, eliminando quase totalmente os custos e entraves associados à entrada do investidor estrangeiro no mercado brasileiro”, destaca a especialista.

É de suma importância ter em mente, contudo, que essa redução dos custos da operação de emissão de títulos, trazidos pela nova lei, não se traduzirá em maior crédito automaticamente. Isso porque o volume de recursos disponível internacionalmente é imenso, mas os projetos individuais são muito pequenos, muitas vezes não justificando os custos de operação para os grandes intermediários financeiros, como os bancos de varejo, por exemplo.

“O grande desafio do mercado financeiro agro é justamente desenvolver engenharia financeira capaz de agrupar pequenos e médios produtores de forma a dar escala para os projetos e, assim, conseguir atrair o interesse dos financiadores. E esse é, precisamente, o trabalho das boutiques financeiras especializadas no agronegócio”, finaliza Claudine.

Fonte: Pinheiro Machado

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Podcast: pandemia afeta produção de máquinas

Por redação 27/01/2021
Escrito por redação

- Podcast: pandemia afeta produção de máquinas

A pandemia já afetou a produção de máquinas agrícolas, com a falta de peças e componentes. Em 2020, foram produzidas quase 10% menos unidades do que no ano anterior.

Mas o pior já passou, de acordo com Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq.

Em entrevista à Máquinas & Inovações Agrícolas, o executivo apontou que, mesmo com a Covid-19, as vendas do setor avançaram 20% no ano passado e prevê que a oferta de produtos será normalizada ainda neste primeiro trimestre. Acompanhe!

Máquinas & Inovações Agri · #002 – Pedro Estevão comenta “Produção de máquinas agrícolas sente os efeitos da Covid-19”
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CNTTL confirma apoio à greve dos caminhoneiros

Por redação 27/01/2021
Escrito por redação

- CNTTL confirma apoio à greve dos caminhoneiros

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) decidiu apoiar a Greve Nacional dos Caminhoneiros, programada para o dia 1º de fevereiro, e orienta todos os 800 mil motoristas autônomos e celetistas da sua base a aderirem ao movimento paredista.

Para o porta-voz da CNTTL, o caminhoneiro autônomo, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS, e vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), a categoria não suporta mais tanta exploração e a insensibilidade do Governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) referente à agenda de reivindicações do setor que está parada há três anos (2018 a 2021).

“Lamentável o reajuste da Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Tivemos um reajuste de 2,51% que é ínfimo. Só para se ter ideia o preço do pneu teve aumento nos últimos três meses de mais de 60%, seja nacional ou importado. Até hoje não tivemos o julgamento do Piso pelo STF. Não podemos suportar essa situação. Hoje temos um piso mínimo da fome. Para nós inconstitucional é a fome e a exploração. Vamos dar um basta nisso. Vamos cruzar os braços no dia 1º de fevereiro”, destaca Litti.

O julgamento sobre a constitucionalidade da Lei 13.703 que criou o Piso Mínimo do Frete está “congelado” no STF desde fevereiro do ano passado. Os caminhoneiros cobram um posicionamento do Supremo para que aprove a constitucionalidade.

Estão na pauta do Tribunal duas ações Diretas de Inconstitucionalidade (números 5.956, 5.959 e 5.964), ajuizadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pela Associação do Transporte Rodoviário de Carga do Brasil (ATR Brasil) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Litti rebate o discurso das entidades patronais de que a Lei do Piso Mínimo de Frete é inconstitucional e que segundo as entidades interfere na livre iniciativa e no mercado.

“É falácia dos empresários. O Piso Mínimo de Frete é apenas o custo da operação de transporte, ou seja, é quanto o caminhoneiro tem de despesa operacional para levar um produto do ponto a para o ponto b. Não está colocado nesse custo a sua lucratividade, que deverá ainda ser negociada frete a frete no mercado”, explica.

Reivindicações sem avanço

A CNTTL em conjunto com lideranças de sindicatos, federações e cooperativas de caminhoneiros autônomos do Rio Grande do Sul, Goiás e do Paraná protocolaram documentos, nos dias 29 de setembro e 7 de dezembro, ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido); para três ministérios; aos presidentes da Câmara e Senado; além da ANTT; ao STF e para Frente Parlamentar Mista do Caminhoneiro Autônomo e Celetista.

Na ocasião, os caminhoneiros autônomos cobraram agilidade no Senado Federal da aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, batizado pelo Projeto de Lei Complementar (PLC 75/2018) — um dos pleitos da categoria da histórica greve de 11 dias realizada em 2018, que parou o Brasil.

A Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) foi o primeiro órgão que recebeu os caminhoneiros autônomos, em dezembro do ano passado. Eles denunciaram como as plataformas comerciais digitais Frete-Brás, CargoX e a TruckPad precarizam o trabalho da categoria pelo país. Mas até o momento, os encaminhamentos desse encontro não avançaram.

Fonte:  Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL)
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Notícias

Conab aponta queda no preço do tomate

Por redação 27/01/2021
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- Conab aponta queda no preço do tomate

O clima de festas de Natal e Ano Novo no último mês alterou o consumo de hortaliças, mas os preços das Centrais de Abastecimento (Ceasas) revelam que o tomate foi o que apresentou maior redução de preços para os consumidores. Em Goiânia/GO chegou a cair mais de 20%, com preço médio mensal de R$ 2,95/kg, enquanto em Fortaleza/CE a queda na cotação foi de 18,3%, vendido em média a R$ 2,58/kg. Os dados são do 1º Boletim Prohort, divulgado nesta terça-feira, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O motivo do movimento de baixa na hortaliça, segundo o estudo, deve-se ao grande volume do produto recebido nos mercados, onde foi registrado um fluxo de cerca de 10% a mais em dezembro. No Ceará, por exemplo, a comercialização foi 30% superior ao que foi recebido no mês anterior. Somente em São Paulo (Ceagesp) e em Recife (Ceasa/PE) ocorreu a alta de preços do tomate, ainda assim, em pequenos percentuais.

Também a cebola experimentou uma tendência de queda na maioria dos mercados, com menor variação no Rio de Janeiro (-1,75%) e maior em Brasília (-27,66%). Batata e cenoura apresentaram comportamento distintos entre os mercados. A batata, por exemplo, subiu 7,37% em Curitiba e 14,22% em Belo Horizonte, enquanto em Fortaleza e Recife houve redução de 11,53% e 4,11%, respectivamente. A variação deve-se ao aumento da demanda por ocasião das festas de fim de ano, mesmo com a maior oferta da safra das águas.

Para a cenoura, as variações estavam acima em dezembro, entre 1% na Ceagesp e 12,86% na CeasaMinas. As reduções ocorreram em mercados de Fortaleza (-8,76%), Recife (-3,56%) e Goiânia (-12,9%). Mas esta hortaliça tende a estender a queda de preços já a partir deste mês, como reflexo da colheita da safra de verão, principalmente em Minas Gerais, principal estado abastecedor.

Frutas

As frutas, incluindo as que têm mais representatividade comercial nas Ceasas como laranja, maçã, melancia, banana e mamão, obtiveram ganho nas exportações no ano passado, remunerando melhor os produtores. O volume exportado chegou em dezembro com mais de 1 milhão de toneladas, cerca de 6% acima do ano anterior. Destaque do crescimento do volume das exportações são também para limões, limas, mangas, conservas e preparações de frutas.

A maioria dos mercados atacadistas teve alta de preços das frutas no último mês, impulsionada principalmente pelo aumento dos insumos. A melancia de Goiânia aumentou em 50%, elevando o preço médio do quilo para R$ 1,83, enquanto que, em Belo Horizonte, a banana subiu 37,9%, atingindo a média mensal de R$ 3,00/kg. A laranja e o mamão formosa foram os poucos que apresentaram preços mais baixos, em parte pela grande oferta dessas frutas e da concorrência com as frutas de caroço, típicas de final de ano.

A Conab acompanha os preços praticados nas Ceasas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife e Fortaleza.

Fonte: Conab
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Notícias

Ex-ministro da agricultura é indicado ao Nobel da Paz

Por redação 26/01/2021
Escrito por redação

- Ex-ministro da agricultura é indicado ao Nobel da Paz

O ex-Ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação foi protocolada no Conselho Norueguês do Nobel (The Norwegian Nobel Committee), pelo Diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq), Prof. Durval Dourado Neto. Paolinelli forrmou-se em Engenharia Agrônoma na Universidade de Lavras (MG) e dedicou-se à busca de soluções para a produção de alimentos. Aos 84 anos, ele é considerado um dos homens responsáveis pela segurança alimentar no mundo.

O nome de Paolinelli foi aceito pelo comitê do prêmio na sexta-feira (22/1). O trabalho de indicação de Paolinelli começou um ano atrás, após a publicação de um artigo de Rodrigues, no qual ele reforçava a necessidade do agronegócio brasileiro ter um nome como Nobel da Paz. A partir daí um movimento coordenado pela Esalq/USP deu início aos trabalhos com a montagem de um dossiê agora enviado à Noruega. Os organizadores do prêmio recebem cerca de 300 nomes por indicação. Além do Nobel da Paz, há os prêmios para Química, Física, Medicina e Literatura.

O documento de apresentação de Paolinelli foi subscrito com 119 cartas de recomendação de 24 países, entre eles Estados Unidos, Argentina, Costa Rica, entre outros, incluindo o Brasil. A maior parte das cartas veio da academia (51), além da indústria, agências, entre outros. O dossiê faz um levantamento abrangente da vida de Paolinelli e as consequências de suas ações, levando ao aumento da produção e da produtividade nas lavouras do Brasil e do mundo.

O comitê norueguês receberá indicações de nomes até o próximo dia 31 de janeiro. A partir daí, até meados de abril/maio, cinco membros indicados pelo comitê têm a tarefa de uma pré-seleção de nomes, que se encerra no mês de setembro. Em outubro, o nome é indicado e a premiação pública ocorre em 10 de dezembro, data da fundação da academia norueguesa que concede o prêmio. Brasileiros como Carlos Chagas, Cesar Lattes, Orlando Villas Boas e Herbert de Souza (Betinho) já concorreram até a etapa final do prêmio, mas o País ainda não tem nenhum nome na lista de Nobel. No ano passado, o ganhador do Nobel da Paz foi concedido ao Programa Mundial de Alimentos, da ONU. A atitude do comitê representa uma exceção, já que o prêmio é destinado a pessoas. “Quando começamos o processo de indicação do Paolinelli a premiação de 2020 ainda não era conhecida. O nome de Paolinelli reforça a importância da produção de alimentos para o mundo e é isso que o movimento pelo seu nome está fazendo”, afirma Rodrigues.

 

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