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Notícias

Governo Federal institui sistema para monitorar Plano ABC

Por redação 26/01/2021
Escrito por redação

- Governo Federal institui sistema para monitorar Plano ABC

Sistema reforça compromissos para minimizar os efeitos das mudanças climáticas e avança no monitoramento e adoção das tecnologias para o novo Plano ABC

O governo federal publicou na última segunda-feira (25) o Decreto 10.606 que institui o Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SIN-ABC) e também o Comitê Técnico de Acompanhamento do Plano Setorial para consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (CTAB).

Os colegiados serão responsáveis por monitorar o novo Plano ABC, que irá incorporar novas tecnologias e orientações para o avanço da agricultura de baixa emissão de carbono no país.

“O monitoramento será integrado e permitirá ao Mapa identificar a adoção das diferentes tecnologias de produção preconizadas pelo Plano ABC e sua contribuição no combate e no enfrentamento às mudanças do clima. Reunindo os dados provenientes de estudos avançados e dados de execução direta do Plano ABC, permitirá o contínuo aperfeiçoamento da política pública”, afirma a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini.

Como parte importante do SIN-ABC, a Plataforma ABC, coordenada pela Embrapa, avança na adoção de mecanismos de MRV (monitoramento, registro e verificação) que podem fortalecer o mercado de finanças verdes no Brasil.

Caberá ao Mapa coordenar o SIN-ABC. O Comitê Técnico é composto por representantes do Mapa, Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações, Ministério do Meio Ambiente, Banco Central, Observatório ABC e do setor agropecuário privado. De acordo com o decreto, convidados de outros órgãos e instituições poderão participar das reuniões, sem direito a voto.

O decreto é parte da revisão da nova fase do Plano ABC 2021/2030, trazendo uma estrutura mais moderna e integrada de discussão dos avanços e adoção das tecnologias sustentáveis de produção. “O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a agricultura de baixa emissão de carbono e a transparência das informações do novo plano ABC”.

O decreto atende as diretrizes da Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que instituiu a Política Nacional de Mudanças sobre o Clima (PNMC) e criou os regramentos para implementação do Plano ABC.

“O sistema está mais participativo, vai reforçar a sustentabilidade do agronegócio e a promoção de uma agropecuária mais resiliente à mudança do clima”, destaca Mariane Crespolini.

Plano ABC

Em dez anos, o Plano ABC colheu resultados positivos. Quase 50 milhões de hectares em todo o país já adotam tecnologias preconizadas pelo plano, como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio, de acordo com pesquisa científica realizada pela Embrapa e pelo Lapig/UFG.

O volume de financiamento para a agricultura sustentável ultrapassa R$ 20,8 bilhões e já existem mais de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas recuperadas.

Outro destaque é o desenvolvimento da certificação “Carne Carbono Neutro”. Produtos com o certificado já estão disponíveis nas gôndolas dos supermercados e é garantia de que o gado é criado com manejo adequado das pastagens e em áreas com árvores plantadas (integração lavoura-pecuária-floresta), que neutralizam o metano exalado pelos animais, além de conferir maior bem-estar animal.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
26/01/2021 0 Comentários
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Notícias

Exportações do agro alcançaram US$ 100 bi em 2020

Por redação 26/01/2021
Escrito por redação

- Exportações do agro alcançaram US$ 100 bi em 2020

As exportações do agro em 2020 alcançaram US$ 100,8 bilhões, segundo maior valor em 10 anos e crescimento de 4,1% em relação a 2019, o que garantiu balança comercial positiva para o Brasil, com saldo recorde de US$ 87,8 bilhões. Os dados foram compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base nas informações do Ministério da Economia.

De acordo com o documento, soja em grãos foi o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro em 2020, com participação de 28,3% e receita de US$ 28,6 bilhões (9,6% a mais que em 2019).

Em seguida, completam a lista dos cinco produtos mais vendidos: carne bovina in natura (US$ 7,4 bilhões), açúcar de cana em bruto (US$ 7,4 bilhões), celulose (US$ 6 bilhões) e farelo de soja (US$ 5,9 bilhões).

Segundo o boletim da CNA, a China foi o principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por 33,7% do total das vendas externas no ano passado. Os itens mais embarcados para o país asiático foram soja em grãos, carne bovina in natura e celulose.

A União Europeia foi o segundo principal mercado, com participação de 16,2% dos embarques. Destaque para farelo de soja, soja em grãos e café verde. Os Estados Unidos tiveram a terceira colocação, com parcela de 6,9%. Celulose, café verde e álcool etílico foram os produtos mais embarcados para o território norte-americano.

Participação

Em relação aos setores que participam do projeto de internacionalização direcionado para pequenos e médios empresários rurais brasileiro, o Agro.BR, destacaram-se chá, mate e especiarias, com receita de US$ 356,1 milhões, alta de 14,1% frente ao ano de 2019.

Os lácteos somaram US$ 75,7 milhões em 2020 e, após sucessivas quedas entre 2017 e 2019, apresentaram elevação de 32,8% frente ao ano anterior. Os principais produtos exportados foram queijos (US$ 18,9 milhões), leite condensado (US$ 18,1 milhões), creme de leite (US$ 16,5 milhões), leite modificado (US$ 11,5 milhões) e leite em pó (US$ 3,8 milhões). Somados, eles representaram 91% das vendas externas do setor.

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

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Notícias

TerraClass Amazônia terá dados de reflorestamento atualizados

Por redação 26/01/2021
Escrito por redação

- TerraClass Amazônia terá dados de reflorestamento atualizados

Uma parceria entre a Embrapa e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) vai possibilitar a retomada do projeto TerraClass Amazônia, com a atualização dos mapeamentos de uso e cobertura da terra nas áreas desflorestadas da região. Pelo acordo, firmado em novembro passado, o Censipam deve apoiar a geração de novos mapeamentos e a evolução tecnológica da plataforma digital para disponibilização e análise pública dos resultados.

Executado em conjunto pela Embrapa Informática Agropecuária, Embrapa Amazônia Oriental e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o projeto foi estruturado em 2010 para qualificar os desmatamentos ocorridos na região a partir da produção de mapas sobre o uso e cobertura da terra em todas as áreas desflorestadas identificadas pelo Programa de Monitoramento do Desflorestamento da Amazônia por Satélite (Prodes). Os resultados ajudam a melhorar o entendimento sobre os fatores condicionantes e determinantes dos processos de desflorestamento.

Segundo o diretor-geral do Censipam, Rafael Costa, o acordo dará continuidade ao processo de monitoramento sistemático da Amazônia, visando apoiar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e subsidiar ações de preservação da biodiversidade nacional. “O conhecimento qualificado sobre o uso e cobertura da terra representa uma ferramenta primordial para a compreensão das dinâmicas sociais envolvidas na questão amazônica e permite planejar ações de forma mais efetiva para promover a proteção ambiental”, afirma.

Mapeamentos

Um dos coordenadores do projeto, o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Júlio Esquerdo explica que os mapas são produzidos a partir de um conjunto de metodologias baseadas em classificação e interpretação de imagens de satélites e trazem a identificação de diversas classes de uso e cobertura da terra estabelecidas nas áreas desflorestadas, entre vegetação secundária, culturas agrícolas, pastagens, áreas urbanas, entre outras. “A partir da série histórica de mapeamentos, é possível analisar as transições ocorridas ao longo do tempo, bem como identificar as principais modalidades de uso da terra estabelecidas após o desflorestamento”, completa.

Atualmente, estão disponíveis os mapas dos anos de 2004, 2008, 2010, 2012 e 2014. Com o novo acordo, serão gerados quatro novos mapeamentos, referentes aos anos-base 2018, 2020, 2021 e 2022. O primeiro mapa a ser produzido será do ano de 2020, com previsão de entrega até dezembro deste ano. De acordo com o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e demais Biomas do Inpe, Cláudio Almeida, o aporte de recursos pelo Censipam vai permitir a continuidade deste trabalho ampliando a série histórica, possibilitando novas análises e também análises de uma série mais longa, o que traz ainda mais segurança aos resultados. “A entrada do Censipam como um novo parceiro do projeto consolida ainda mais a vocação do TerraClass de ser o dado oficial do Estado Brasileiro sobre informações de Uso e Cobertura da Terra na Amazônia, garantindo que a sociedade terá a sua disposição informações de alta confiabilidade”, afirma.

Para o pesquisador Adriano Venturieri, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, com a parceria do Censipam, o TerraClass deixa de ser um projeto da Embrapa e do Inpe e passa a ser da sociedade brasileira. “O TerraClass foi o primeiro projeto no mundo que gerou dados regionais sobre a vegetação secundária na Amazônia, mostrando que essa vegetação ocupa 20% das áreas de floresta da região. É o tipo de informação fundamental para estudos de mudanças climáticas”, exemplifica. Os resultados, segundo o cientista, são utilizados em diversos níveis para o planejamento do desenvolvimento sustentável da Amazônia e também para responder a questões internacionais sobre a ocupação na região.

Plataforma digital

- TerraClass Amazônia terá dados de reflorestamento atualizados

O acordo com o Censipam também vai possibilitar o investimento na melhoria da infraestrutura computacional necessária para a organização, o processamento e a disponibilização dos dados gerados pelo projeto. “A rápida transformação na área de tecnologia da informação e comunicação, com novas ferramentas e funcionalidades, impõe a necessidade de atualização dessas plataformas digitais que são fundamentais para a disponibilização da informação e a gestão estratégica. A parceria com o Censipam será importante também para nos prepararmos para essa evolução tecnológica”, destaca a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá.

Hoje, os mapas produzidos pelo projeto podem ser acessados por meio do GeoPortal TerraClass, uma plataforma digital na Internet que oferece ainda um WebGIS com ferramentas para análises interativas. A partir do acordo, a plataforma será atualizada e modernizada, visando o desenvolvimento de um sistema de gestão territorial para o bioma Amazônia. A parceria prevê ainda a realização de treinamentos para técnicos do Censipam sobre o uso e desenvolvimento de ferramentas de monitoramento, sobre tecnologias em sistemas e governança de dados.

Fonte: Embrapa
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AgroBrasília é cancelada

Por redação 26/01/2021
Escrito por redação

- AgroBrasília é cancelada

O Comitê Gestor da feira agropecuária AgroBrasília comunicou, em nota, o cancelamento da edição física e digital do evento em 2021, que aconteceria de 11 a 15 de maio. O motivo foi o avanço da Covid-19 e das restrições que se impõem no momento, em todo o País.

Segundo a nota divulgada, a medida é imprescindível. “Foi uma decisão difícil, porém necessária, visando o objetivo maior que é a preservação da vida e da saúde de todos os expositores, colaboradores e visitantes”, diz o texto.

Diante do cancelamento definitivo neste ano, os organizadores informaram que a próxima edição só ocorrerá em 2022. A data já foi anunciada: entre 17 e 21 de maio.

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Embrapa avalia impactos das mudanças climáticas no campo

Por redação 22/01/2021
Escrito por redação

- Embrapa avalia impactos das mudanças climáticas no campo

A agricultura é uma atividade dependente de fatores climáticos e a mudança no clima pode afetar a produção agrícola de várias formas. Seja por alterar a frequência de eventos extremos, relacionados com os regimes térmico e hídrico, ou pelo aumento dos problemas causados por pragas e doenças, entre outros. O assunto é importante para toda a sociedade, pois a agricultura brasileira é responsável por participação relevante na economia nacional.

Os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) demonstraram que o clima do planeta está mudando e que a elevação da concentração dos gases de efeito estufa é a principal causadora. Por exemplo, a concentração de CO2 na atmosfera, que em 1960 era de 315 ppm, hoje está acima de 412 ppm, além da velocidade de aumento dessa concentração estar cada dia sendo acelerada.

A partir dos relatórios do IPCC, começaram a ser desenvolvidos estudos relacionados às mudanças climáticas em diversos locais do mundo e seus potenciais impactos na agricultura. No Brasil, a Embrapa tem trabalhado em alguns projetos de pesquisa envolvendo a questão do aquecimento global e a adaptação de culturas às novas condições ambientais esperadas.

Com o passar dos anos, o clima foi mudando e causando impactos, tanto positivos quanto negativos, na produção de alimentos. Anderson Santi, pesquisador em mudanças do clima da Embrapa Trigo, destaca os trabalhos realizados sobre emissão e sequestro de gases de efeito estufa e quais os sistemas que melhor se adaptam à realidade brasileira: “O sistema plantio direto trabalha toda a questão de solo e de planta e, automaticamente, envolve o clima porque esse sistema absorve bastante carbono, por meio de um dos principais gases de efeito estufa que é o CO2”, diz.

Segundo Santi, se o sistema plantio direto for trabalhado de forma adequada, conforme as recomendações técnicas, quando é mantida cobertura vegetal, com palhada no sistema o ano todo, o agricultor estará retirando CO² da atmosfera e, indiretamente, colocando-o no solo. “Essa cobertura orgânica, com plantas vivas e restos culturais, visa a proteger o solo contra o impacto direto da chuva e do vento, que causam erosão. Além disso, a cobertura do solo auxilia na regulação da temperatura, que fica menor, e pode favorecer as plantas e também contribuir para menor evaporação da água e assim manter o solo úmido por mais tempo. Ou seja, trabalhar corretamente o manejo, protegendo e favorecendo a reciclagem de nutrientes e não somente fazendo o uso de uma única cultura o ano todo, é uma alternativa viável e eficaz no combate dos impactos relacionados com extremos climáticos” afirma.

Impactos no trigo

Alguns estudos trabalharam com simulações de cenários, com um possível aumento das temperaturas. “Os cereais de inverno poderiam, julgando por hoje, ter a sua área tradicional de cultivo no sul do Brasil afetada, caso a temperatura fosse aumentar de 1 a 3ºC nos próximos 100 anos”, afirma Santi.

As projeções para a região norte do Rio Grande do Sul, por exemplo, indicam que a umidade na primavera tende a aumentar e, com isso, a incidência de doenças fúngicas na cultura do trigo seria mais frequente com maior potencial de danos, considerando a atual base genética e a tecnologia de proteção de plantas disponíveis. “Aqui no Rio Grande do Sul uma das principais doenças no trigo é a giberela, causada por um fungo que ataca a espiga desse cereal, que se agravaria ainda mais com o aumento projetado de chuva e de temperatura”, aponta o pesquisador Anderson Santi.

Alguns estudos, que avaliaram os impactos da mudança do clima no trigo, mostram que, pelas características fisiológicas desse cereal, o aumento das temperaturas e, em consequência, o aumento do CO2 na atmosfera, poderia também trazer efeitos benéficos na produção em termos de qualidade de grão. Em contrapartida, com o aumento do calor, o desenvolvimento da planta poderia ser comprometido, pela falta de frio que é necessário para a cultura do trigo, o que poderia implicar, potencialmente, em menor produtividade.

Dados observados no laboratório de meteorologia da Embrapa Trigo registram que nos últimos 100 anos houve um aumento de 4 mm de chuva por ano. “Em Passo Fundo, RS, a temperatura média aumentou quase 1ºC nos últimos anos. Esse é um indicador de que o clima do sul do Brasil está em mudança, a exemplo do que tem sido diagnosticado em outros locais do mundo”, relata Santi.

A partir da comprovação científica do aumento gradativo das temperaturas nos anos 2000, a Embrapa passou a contratar pesquisadores para atuar em mudanças climáticas. Foi executado um projeto abrangendo todo o País simulando alterações no clima que poderiam ocorrer no futuro. “Com certeza teremos alguns problemas relacionados ao aumento de temperatura, principalmente na questão de déficit hídrico nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. Nesses estudos buscamos encontrar soluções como a adaptação das culturas para suportar esses extremos que poderão ocorrer ainda antes do final desse século”, finaliza Anderson Santi.

Oportunidades

Gilberto Cunha, agrometeorologista da Embrapa Trigo, reforça que a mudança do clima global não necessariamente traz só inconvenientes para a agricultura brasileira. “Em muitos aspectos, essa mudança, se usada com inteligência estratégica, pode trazer benefícios. Como exemplo bem conhecido, a inovação e a criação de novos negócios, como foi o caso da indústria de biocombustíveis, que se estabeleceu no rastro da onda da economia verde associada à mudança do clima”, afirma.

O pesquisador também faz menção ao selo de sustentabilidade que a agricultura brasileira pode alcançar com a adoção predominante do sistema plantio direto. “Nas nossas áreas que estão em cultivo, da nossa produção pecuária ser baseada em pastejo direto pelos animais e da possiblidade de intensificação do uso da terra, sem a necessidade de abertura de novas fronteiras agrícolas em áreas intocadas, a partir da integração de sistemas de produção, a exemplo da Integração entre Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Além das inúmeras possibilidades abertas pela nova bioeconomia, em que os nossos recursos naturais, pela diversidade de espécies, podem nos conferir um diferencial competitivo relevante”, diz.

Outro aspecto destacado por Cunha é que, efetivamente, está chovendo mais no sul do Brasil. “Isso, especialmente para os cultivos de verão, no caso da soja, tem sido benéfico, inclusive para a incorporação de novas áreas cultivadas com essa oleaginosa na metade sul do Rio Grande do Sul, onde, historicamente, chovia menos”, conclui.

O grande desafio para as instituições que lidam com ciência, tecnologia e inovação para agricultura, finaliza Cunha, “é criar a capacidade de adaptação das plantas cultivadas, seja pela via da mudança genética, com biologia avançada, ou por meio de novas práticas de manejo que confiram maior resiliência aos nossos sistemas agrícolas para lidar com um clima em evolução permanente. O caminho é o da ciência!”

Fonte: Embrapa
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Notícias

Caminhoneiros entram para o grupo prioritário de vacinação

Por redação 22/01/2021
Escrito por redação

- Caminhoneiros entram para o grupo prioritário de vacinação

Trabalhadores dos modais rodoviário, ferroviário, portuário, aquaviário e aéreo serão incluídos pelo Ministério da Saúde na campanha nacional

Depois de intensa articulação junto ao Ministério da Saúde, a CNT (Confederação Nacional de Transporte) conseguiu a inclusão segmentos dos profissionais do transporte no grupo prioritário da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. Essa era uma das reivindicações da categoria, que ameaça parar a partir do dia 1º de fevereiro.

- Caminhoneiros entram para o grupo prioritário de vacinação

Estão no grupo prioritário de vacinação os caminhoneiros; portuários, incluindo trabalhadores da área administrativa; funcionários das companhias aéreas nacionais (aeronautas e aeroviários); funcionários de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas; funcionários de empresas brasileiras de navegação; e motoristas e cobradores de transporte coletivo rodoviário de passageiros, incluídos os motoristas do longo curso.

“Por serem considerados essenciais para o desenvolvimento do Brasil, o Ministério da Saúde atendeu a reinvindicação da CNT. Esse é um reconhecimento da importância do trabalho que vem sendo desempenhado pelo setor, essencial para a manutenção das atividades de todo o país”, afirma o presidente da CNT, Vander Costa. A CNT aguarda agora a definição do cronograma de vacinação desse público pelo Ministério da Saúde.

Atenta ao movimento que daria início à vacinação neste mês de janeiro, a mobilização da CNT começou em dezembro do ano passado. O presidente Vander Costa, além de encaminhar o pedido de priorização dos trabalhadores, colocou à disposição do governo federal as 157 unidades operacionais do SEST SENAT como pontos de vacinação.

Fonte: CNT

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PIB do agro avançou 16,81% em 10 meses

Por redação 21/01/2021
Escrito por redação

- PIB do agro avançou 16,81% em 10 meses

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 2,78% em outubro passado em relação ao mesmo mês de 2019, e acumulou alta de 16,81% nos primeiros dez meses de 2020 na comparação com igual período do ano anterior, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o levantamento, “o PIB do agro cresceu lentamente em abril e em maio do ano passado, em razão dos impactos negativos da pandemia da covid-19 sobre diferentes atividades do setor. Entretanto, de junho em diante, o cenário foi marcado por recuperação e aceleração do crescimento”.

O principal destaque foi o segmento primário (dentro da porteira), com alta mensal de 5,98% em relação a outubro de 2019, e avanço de 40,08% de janeiro a outubro do ano passado frente ao mesmo período de 2019.

A CNA e o Cepea explicam que o crescimento reflete a alta de preços, puxada pelo aumento de demanda doméstica e externa e alta do câmbio, safra recorde de grãos e a expansão da produção de suínos, aves, ovos e leite.

No ramo agrícola, o PIB registrou alta de 3,17% no mês e de 14,55% de janeiro a outubro. O segmento primário foi o que apresentou melhor resultado, com altas de 7,49% em outubro e 51,63% no acumulado anual, refletindo alta dos preços, expectativa de maior produção na safra atual com recorde de grãos e crescimento importante para o café.

Apesar dos resultados justificados principalmente pela valorização das cotações, o boletim ressalta alguns pontos. “O PIB desse segmento apresentou quedas sucessivas de 2017 a 2019, resultando numa redução acumulada de 20% nesses 3 anos. Nesse período, de 2017 a 2019, a queda na renda ocorreu mesmo com a produção agrícola tendo crescido quase 20%, refletindo um movimento desfavorável de preços”.

O estudo explica também que, no caso de alguns grãos, o uso de modalidades de comercialização que envolve venda antecipada tem sido intenso. “Por isso, a maior parte dos produtores não se beneficiou com a forte alta dos preços ao longo de 2020”. Outro fator foi que os custos de produção também tiveram alta expressiva.

Já o PIB pecuário cresceu 1,98% em outubro, acumulando alta de 21,95% de janeiro a outubro, com maiores preços das proteínas animais. Entretanto, o forte aumento nos custos de produção tem afetado negativamente as margens dentro da porteira e dificultado os investimentos na produção. Os insumos de alimentação também ficaram mais caros, uma vez que os grãos alcançaram patamares recordes de preços e, no caso da bovinocultura de corte, houve fortes elevações dos preços do bezerro e do boi magro.

Fonte: CNA Brasil
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MP Agro lança linha de transformação de autopropelido

Por redação 21/01/2021
Escrito por redação

- MP Agro lança linha de transformação de autopropelido

MP Agro oferece solução para o produtor transformar o equipamento que está parado na fazenda tendo uma economia superior a 80%

Com o constante aumento nos preços de maquinário, devido ao disparo nos custos de matéria prima, os produtores mais antenados estão em busca de investimentos inteligentes para amenizar os custos de produção durante a pandemia. Pensando nesta necessidade, a MP Agro, empresa do interior de São Paulo, mantendo o compromisso de sempre levar ao campo as melhores soluções, deu uma nova função aos pulverizadores autopropelidos parados na fazenda.

Com a linha de distribuidores de fertilizantes em aço inox, batizada de “Z”, é possível optar pela revitalização do autopropelido que não estava sendo utilizado, gerando grande economia ao produtor. “A Linha Z é um projeto que nasceu para atender um dos maiores grupos do Brasil, o grupo Bom Futuro, e hoje é um produto consolidado no mercado como uma solução inteligente para o produtor devido à sua alta qualidade, baixo investimento e excelente aplicabilidade em campo”, conta o CEO, Douglas Peccin.

A Linha Z, além de ser fabricada com estrutura 100% em inox, tem soluções desenvolvidas para cada modelo de autopropelido do mercado, ou seja, oferece configurações específicas para o equipamento que o produtor tem, seja de qual marca for. “Vale destacar que além de ser fabricada em material de alta durabilidade, tem fácil instalação, sistema de esteira removível, agricultura de precisão embarcada de fábrica e sua instalação é realizada pela equipe técnica da MP Agro diretamente na propriedade do cliente”, aponta a profissional.

Economia

Optando por fazer a transformação oferecida pela MP Agro, é possível gerar uma grande economia. Isso por que ao invés de ter que se desfazer da máquina e perder dinheiro, o produtor tem o equipamento transformado, economizando até 80% do valor em relação à um autopropelido novo, que custa em média entre R$ 600 mil e R$ 900 mil.

Outra importante vantagem é a de poder fazer aplicações em culturas mais altas ou mais avançadas. “Por possibilitar o fracionamento da aplicação de fertilizantes em estágios mais avançados da cultura, o aumento de produtividade e qualidade se torna muito significativo, como é o caso da aplicação de nitrogênio no milho e algodão, possibilitando que o investimento feito no equipamento seja pago logo na primeira safra ou safrinha apenas com o que foi produzido a mais devido a aplicação fracionada”. Além disso, permite utilizar o mesmo rastro do pulverizador, diminuindo as perdas por amassamento, com uma produtividade de até 600ha/dia”, completa o CEO da MP Agro.

Fonte: MP Agro

 

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Em carta enviada a Biden, Bolsonaro cita compromisso ambiental

Por redação 21/01/2021
Escrito por redação

- Em carta enviada a Biden, Bolsonaro cita compromisso ambiental

O presidente Jair Bolsonaro publicou, ontem à noite, carta enviada ao novo presidente dos EUA, Joe Biden, na qual o líder brasileiro fala em aprofundar as relações entre os países. Joe Biden tomou posse nesta quarta em Washington

“É minha convicção que, juntos, temos todas as condições para seguir aprofundando nossos vínculos e agenda de trabalho, em favor da prosperidade e do bem-estar de nossas nações”, diz Bolsonaro em um trecho da carta. “Ao desejar a vossa excelência pleno êxito no exercício de seu mandato, pelo que aceite, senhor presidente, os votos de minha mais alta estima e admiração”, acrescentou.

Na carta a Biden, Bolsonaro cita sua admiração pelos Estados Unidos e enumera temas que ele considera prioritários na atual agenda bilateral.

“No campo econômico, o Brasil, assim como empresários de nossos países, tem interesse em um abrangente acordo de livre comércio, que gere mais empregos e investimentos e aumente a competitividade global de nossas empresas. Já temos como base os recentes protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção, que certamente contribuirão para a recuperação de nossas economias no contexto pós-pandemia”.

Sobre a questão ambiental, Bolsonaro mencionou, na carta, a renovação das metas do país no Acordo de Paris e pediu diálogo, especialmente na questão energética.

“Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais. Para o êxito do combate à mudança do clima, será fundamental aprofundar o diálogo na área energética”.

Outro ponto tratado por Bolsonaro no documento enviado a Biden foi sobre segurança e combate ao crime organizado.

“Brasil e Estados Unidos coincidem na defesa da democracia e da segurança em nosso hemisfério, atuando juntos contra ameaças que ponham em risco conquistas democráticas em nossa região. Adicionalmente, temos cooperado para impedir a expansão das redes criminosas e do terrorismo, que tantos males causam a nossos países e aos demais países da América Latina e do Caribe”.

Fonte: Agência Brasil
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New Holland fornece motoniveladoras para exército

Por redação 21/01/2021
Escrito por redação

- New Holland fornece motoniveladoras para exército

Quatro unidades da RG170.B serão utilizadas pelo Exército Brasileiro na abertura e manutenção de estradas na Bahia e em Minas Gerais

Por meio da concessionária Bamaq Máquinas, a New Holland Construction, marca da CNH Industrial, forneceu ao Exército Brasileiro quatro motoniveladoras RG170.B. As máquinas, que se destacam pelo desempenho e robustez, têm como destino os municípios de Barreiras, na Bahia, e Araguari, em Minas Gerais. Duas unidades foram entregues em dezembro de 2020 e outras duas em janeiro.

As motoniveladoras serão aplicadas na abertura, manutenção e conclusão de obras de estradas executadas pelo Ministério do Desenvolvimento, por meio dos batalhões de engenharia do Exército Brasileiro. “As máquinas New Holland Construction serão utilizadas em obras de infraestrutura e contribuirão para o desenvolvimento e a melhoria da segurança das estradas na região”, afirma o gerente de Key Account da New Holland Construction, Marcos Rocha.

Máquinas foram caracterizadas

Reconhecida pela alta tecnologia e produzida no Brasil, a motoniveladora RG170.B possui comandos hidráulicos de elevada precisão, articulação do chassi à frente da cabine, lâmina central Roll Away com perfil envolvente e transmissão de controle eletrônico inteligente.

“As atividades de movimentação de terra exigem máquinas robustas de alta produtividade, grande potência e elevada capacidade de tração. Foi pensando nisso que projetamos o trem de força da RG170.B, para superar os mais severos esforços nas jornadas de trabalho”, explica o gerente de Marketing da New Holland Construction para a América do Sul, Giovanni Borgonovo. “Este conjunto perfeitamente integrado oferece grande resistência e maior durabilidade”, completa Borgonovo.

Presente em 16 estados do Brasil, a Bamaq fornece equipamentos para órgãos públicos desde sua fundação, em 1974. “Sempre participamos de licitações públicas zelando por todas as exigências e o pleno cumprimento dos contratos. O fornecimento de máquinas para o Exército Brasileiro é uma forma de contribuir ainda mais para o desenvolvimento do nosso país”, afirma o gerente de Vendas de Máquinas do Grupo Bamaq, Guilherme Nogueira.

Fonte: New Holland Construction
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