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Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas
Mercado

Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas

Por Redação 19/03/2026
Escrito por Redação
Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas

Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas // Foto: Jaelson Lucas/AEN-PR

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as estatísticas do complexo soja, consolidando o fechamento do ciclo 2025 e elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.

As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 61,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,8% sobre a projeção de janeiro. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,4 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,35 milhões de toneladas.

Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira.

“O ajuste positivo nas projeções de esmagamento demonstra que o setor está preparado para absorver a safra recorde, transformar essa matéria-prima em proteína e bioenergia e fortalecer a segurança alimentar e energética brasileiras”, afirma.

No comércio exterior, o Brasil mantém sua liderança global com a exportação de soja em grão projetada em 111,5 milhões de toneladas. No segmento de subprodutos, as estimativas indicam vendas externas de 24,6 milhões de toneladas de farelo e um crescimento de 3,4% nas exportações de óleo de soja, que devem atingir 1,5 milhão de toneladas.

Os dados de janeiro de 2026 já confirmam o vigor operacional do setor, com o processamento no primeiro mês do ano somando 3,689 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 8,9% em comparação a janeiro de 2025, quando ajustado pelo percentual amostral.

Quanto ao fechamento de 2025, o setor consolidou um ano de expansão, com o esmagamento finalizando em 58,7 milhões de toneladas.

A produção de farelo encerrou o período em 44,85 milhões de toneladas e a de óleo em 11,93 milhões de toneladas, enquanto as exportações de grão atingiram 108,18 milhões de toneladas, conforme dados do MDIC/Secex.

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19/03/2026 0 Comentários
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Cooxupé realiza 11ª Feira do Cerrado em Minas Gerais
Feiras & EventosMercado

Exportações de café da Cooxupé devem cair em 2026

Por Redação 19/03/2026
Escrito por Redação

Exportações de café da Cooxupé devem cair em 2026

As exportações de café da Cooxupé devem alcançar 4,4 milhões de sacas de 60 kg em 2026, projetou o superintendente comercial da cooperativa, Luiz Fernando dos Reis, em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (18), durante a Femagri 2026.

Se confirmado, o volume ficará 500 mil sacas abaixo do registrado no ano passado, reflexo de uma safra menor colhida em 2025, o que impactará os embarques principalmente no primeiro semestre deste ano. Já na segunda metade de 2026, os envios devem se recuperar, já contando com o produto da safra nova.

Reis também comentou que as exportações para os Estados Unidos ainda não retornaram aos níveis normais, observados antes do período em que o café brasileiro foi taxado pelo presidente Donald Trump, entre agosto e novembro do ano passado.

Fonte: Datagro

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19/03/2026 0 Comentários
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Agrishow traça plano de mobilidade para melhorar o acesso à feira este ano
Agrishow

Agrishow traça plano de mobilidade para melhorar o acesso à feira este ano

Por Redação 19/03/2026
Escrito por Redação

Agrishow traça plano de mobilidade para melhorar o acesso à feira este ano

A organização da 31ª Agrishow, que será realizada de 27 de abril a 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, em Ribeirão Preto (SP), já traçou o plano de mobilidade para o acesso à feira neste ano. O planejamento deve seguir a otimização do modelo implementado em 2024 e continuado em 2025, que conseguiu reduzir o congestionamento e o tempo de entrada e saída no evento.

Para reduzir as filas de veículos e o tempo de locomoção, em 2024, a Agrishow passou a contar com uma entrada adicional no estacionamento para veículos que chegam pelo sentido de Ribeirão Preto, além de uma saída na Rodovia Geovana Aparecida Deliberto. A estratégia foi incorporada ao planejamento logístico e contribui para distribuir melhor o fluxo de veículos, reduzindo a concentração na Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira, principal via de acesso ao parque.

A operação envolve atuação conjunta da Entrevias, da Empresa de Mobilidade Urbana de Ribeirão Preto (RP Mobi) e da Polícia Militar Rodoviária, que acompanham o fluxo nas principais vias de acesso e realizam monitoramento contínuo durante o período da feira.. O acompanhamento por câmeras instaladas na rodovia e o uso de drones permitem a avaliação em tempo real das condições de tráfego e eventuais ajustes operacionais.

“O público da Agrishow tem crescido ao longo dos anos e é necessário garantirmos ainda mais conforto e segurança nos acessos à feira e também dentro do parque. Para isso, nós estruturamos um plano específico, com intervenções viárias, ampliação de entradas e saídas e integração com os órgãos responsáveis pelo trânsito. Há também um trabalho de monitoramento e inteligência para tomadas de decisões a fim de manter a circulação organizada ao longo dos dias de evento. Esse é um compromisso nosso com a cidade e com o público”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da Informa Markets, organizadora da Agrishow.

Ingressos antecipados

Para agilizar a entrada, os visitantes podem adquirir antecipadamente os tickets de estacionamento pelo site oficial (www.agrishow.com.br) e utilizar sistemas automáticos como Sem Parar, ConectCar e Taggy. A feira também contará com áreas de apoio em outros pontos da cidade com transporte até o evento, além da recomendação de uso do transporte público como alternativa para facilitar o deslocamento.

“A melhor distribuição de público por dia, a venda antecipada de estacionamento e o incentivo ao uso de meios eletrônicos de pagamento reduzem o tempo de espera e contribuem para uma operação mais previsível. Nosso objetivo é oferecer uma experiência organizada desde o momento da chegada”, completa Liliane.

Os ingressos para a Agrishow 2026 estão no segundo lote e podem ser adquiridos pelo site oficial do evento, agrishow.com.br. Nesta fase, o valor é de R$ 85,00 por dia, com opção de meia-entrada conforme a legislação vigente. No momento da compra, o visitante deve selecionar previamente o dia da visitação.

Também é possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75,00 por dia, além de pacotes para o estacionamento VIP, disponíveis por R$ 580,00 para os cinco dias de evento.

Durante a realização da feira, entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, a entrada na bilheteria terá valor de R$ 150,00 por dia.

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Tecnologia

Trator 8S Xtra Dyna da Massey Ferguson é o melhor da categoria, aponta DLG

Por Redação 19/03/2026
Escrito por Redação

Trator 8S Xtra Dyna da Massey Ferguson é o melhor da categoria, aponta DLG

Os tratores 8S Xtra Dyna E-Power e Dyna-VT da Massey Ferguson passaram por testes independentes e padronizados, promovidos pela DLG PowerMix, referência mundial na avaliação da eficiência energética de tratores. O resultado do estudo revelou que os modelos da Massey Ferguson tiveram desempenho superior nos quesitos motores e transmissões, quando comparados com seus principais concorrentes no segmento.

Os testes PowerMix avaliam o desempenho dos tratores em uma série de ambientes controlados, que simulam operações agrícolas reais, incluindo 14 aplicações de transporte e de campo, em diferentes velocidades e cargas de trabalho, além do uso de implementos e sistemas hidráulicos.

O modelo MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power apresentou resultados excepcionais em operações de campo, superando seis concorrentes na categoria de 209 kW +/- 20 kW (até 330 cv), conquistando o primeiro lugar geral com economia de combustível variando entre 4 e 22 g/kWh. Já o MF 8S.265 Xtra Dyna-VT também demonstrou alta eficiência, alcançando a segunda colocação entre os modelos com transmissão CVT, à frente de importantes concorrentes.

“Esses testes da DLG mostram que, em condições de trabalho semelhantes, os tratores da série MF 8S Xtra consomem menos energia (g/kWh) do que outros modelos do mesmo segmento, em todas as aplicações”, afirmam Jérôme Aubrion, diretor de Marketing da Massey Ferguson para Europa e Oriente Médio.

Os resultados indicam que esses tratores podem proporcionar economia de até 3,74 litros por hora, ou 18.727 litros ao longo de 5.000 horas de uso, consolidando-se como referência em potência e eficiência energética. Na prática, isso permite ao produtor trabalhar mais hectares com o mesmo volume de combustível, reduzindo custos operacionais.

“Nosso objetivo é oferecer soluções práticas, confiáveis e eficientes, que permitam ao agricultor operar de forma sustentável e rentável — e os resultados da DLG confirmam que o MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power é o trator mais eficiente energeticamente da sua categoria”, explica o diretor da Massey Ferguson.

DLG PowerMix

Os testes incluem 14 simulações que permitem medir com precisão o consumo de combustível e de AdBlue, além da potência e eficiência. Os ciclos de trabalho reproduzem atividades típicas do campo, tanto em carga total quanto parcial.

As aplicações de tração incluem operações como aração e cultivo. Já os testes de eficiência de transmissão, TDP e sistema hidráulico envolvem implementos como grades rotativas, roçadeiras, distribuidores de esterco e enfardadoras. O desempenho em transporte é avaliado com carga total de 40 toneladas, em terrenos planos e inclinados.

Entre oito tratores testados, todos na classe de até 330 cv, o MF 8S.265 Xtra Dyna E-Power se destacou como vencedor geral tanto em aplicações de campo quanto de transporte.

Equipado com transmissão mecânica de dupla embreagem altamente eficiente, o modelo apresentou desempenho superior em operações de tração, com consumo médio de 243 g/kWh em atividades como aração e cultivo a 9 km/h e 12 km/h, com cargas de motor de 100% e 60%.

Esse desempenho representa um consumo médio de 56,88 litros por hora, enquanto concorrentes superaram os 62 l/h na potência ISO — o que pode resultar em economia de até 5.150 litros de combustível em 1.000 horas de trabalho. Considerando todas as aplicações de campo, o modelo registrou média geral de 241 g/kWh, liderando o ranking entre tratores com transmissões mecânicas e CVT.

MF 8S Xtra Dyna-VT

Com transmissão continuamente variável, desenvolvida para máxima precisão e flexibilidade, o MF 8S Xtra Dyna-VT também apresentou desempenho expressivo, com média de 247 g/kWh em operações de campo.
Assim como o Dyna E-Power, o modelo possui longa distância entre eixos e registrou consumo de 361 g/kWh em transporte a 40 km/h e 365 g/kWh a 50 km/h, demonstrando que é possível aliar conforto operacional a baixos custos de operação.

Lançada em julho de 2025, a série MF 8S Xtra conta com seis modelos, com potências entre 205 e 305 cv. Os tratores são equipados com motores AGCO Power de seis cilindros e 7,4 litros, que entregam alto torque e desempenho em baixas rotações, contribuindo para a redução do consumo de combustível.

A linha oferece diferentes opções de transmissão, permitindo ao produtor escolher a solução mais adequada à sua operação. O exclusivo design Protect-U, com espaço de 24 cm entre o motor encapsulado e o para-brisa, reduz a transferência de ruído, calor e vibração para a cabine.

Outro destaque é o novo sistema de gerenciamento do ventilador, que otimiza seu funcionamento e reduz o consumo — benefício evidenciado nos testes da DLG.

A cabine espaçosa, com portas amplas e área envidraçada de 6,6 m², garante visibilidade de 360 graus, enquanto a ampla gama de configurações permite adaptar o trator a diferentes perfis de propriedade rural.

Os testes DLG PowerMix confirmam a posição da série MF 8S Xtra como uma das mais potentes e eficientes em consumo de combustível da categoria, utilizando até 23 g/kWh a menos de diesel em comparação a alguns concorrentes.

\Os resultados também permitem que produtores comparem com precisão o consumo entre diferentes marcas e modelos, além de evidenciar as diferenças entre transmissões como a Dyna E-Power, de dupla embreagem, e a Dyna-VT, continuamente variável.

Enquanto a Dyna E-Power oferece até 8% mais eficiência em operações de tração, com excelente custo-benefício e facilidade de uso, a Dyna-VT proporciona variação contínua de velocidade e operação ainda mais suave — ideal para atividades especializadas, como plantio e colheita de culturas de raiz e operações em pátios.

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Mercado

Seguro rural recua 8,8% em 2025 e reforça debate sobre financiamento e proteção ao produtor

Por Redação 19/03/2026
Escrito por Redação

Seguro rural recua 8,8% em 2025 e reforça debate sobre financiamento e proteção ao produtor

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo um ciclo de expansão observado nos anos anteriores e acendendo um alerta sobre os mecanismos de proteção financeira disponíveis para o agro brasileiro.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano, passando de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025. A queda ocorre em um contexto de redução de recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural e de maior cautela por parte dos produtores diante do aumento do custo das apólices.

Esse cenário ajuda a explicar por que a proteção financeira no campo ganhou importância nas discussões do setor. O tema estará no centro do “Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio. Proteção rural e novos instrumentos de financiamento”, que será realizado no dia 8 de abril, em Brasília.

A retração contrasta com a trajetória de crescimento observada entre 2021 e 2024. Nesse período, a arrecadação passou de R$ 9,6 bi em 2021 para R$ 13,4 bi em 2022, R$ 14 bi em 2023 e R$ 14,2 bi em 2024. A queda registrada em 2025 interrompe esse ciclo e sugere desaceleração na demanda por cobertura securitária rural.

A combinação entre a perda na arrecadação e a estabilidade das indenizações reforça a percepção de que parte dos produtores pode estar ficando mais exposta aos riscos climáticos e de produtividade, justamente em um cenário de maior frequência de eventos extremos. Especialistas apontam que a redução da contratação de seguros pode ampliar a vulnerabilidade financeira das cadeias produtivas.

O primeiro painel do evento, intitulado “Novos instrumentos de financiamento como mecanismos que impulsionam o crescimento e a sustentabilidade do agronegócio”, discutirá alternativas para ampliar e diversificar as fontes de recursos destinadas ao setor. O objetivo é avaliar soluções capazes de estimular investimentos em tecnologia, modernização da infraestrutura e práticas produtivas mais sustentáveis.

Na sequência, o segundo painel “Destravando o seguro rural no Brasil: inovação e resiliência climática” abordará os desafios estruturais do seguro rural no país e as possibilidades abertas pela transformação digital e pelo uso de novas tecnologias no monitoramento e gestão de riscos.

Promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), o encontro reunirá autoridades públicas, especialistas e representantes do mercado financeiro para discutir caminhos que ampliem o acesso a recursos e reforcem a proteção do produtor rural diante de novos riscos econômicos e climáticos.

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Mercado

Projeto do Seguro Rural avança e pode ser votado na próxima semana

Por Redação 18/03/2026
Escrito por Redação

Projeto do Seguro Rural avança e pode ser votado na próxima semana

O Projeto de Lei 2.951 de 2024 que moderniza o Seguro Rural no Brasil deve entrar na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados na próxima semana. A intenção, de acordo com o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), é que a proposta seja analisada na terça-feira, 24.

“Eu hoje, propriamente, em nome do presidente [da FPA] Lupion, vou comunicar ao presidente [da Câmara dos Deputados] Hugo Motta, primeiro, o agradecimento por ter designado o nosso presidente Lupion como relator. Segundo, que nós estamos prontos para apresentar o parecer na semana que vem e que nós queríamos que, mesmo não sendo [uma sessão] presencial, na semana que vem nós já pudéssemos votá-lo”, afirmou a jornalistas ao final da reunião-almoço, nesta terça-feira, 17.

A matéria de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS) traz alterações em três legislações já vigentes e que envolvem o Seguro Rural. O substitutivo com alterações do texto que veio do Senado receberá sugestões de entidades do setor durante esta semana, mas já há consenso em algumas modificações.

De acordo com Jardim, ao menos três pontos de mudança são centrais:

  1. A utilização do Seguro Rural como garantia nas operações de crédito, mas não tornando o item uma obrigatoriedade, ou seja, vinculante na hora de tomar financiamento rural;
  2. Passar a gestão do Fundo de Catástrofe para o Ministério da Fazenda e não mais para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa);
  3. Garantir o tratamento diferencial de benefícios fiscais para cooperativas de produção que optarem por fazer aportes ao Fundo de Catástrofes.

A intenção é que sejam feitas alterações pontuais na redação do texto para evitar mudanças de mérito, o que acarretaria no retorno da pauta ao Senado Federal. Há também uma precaução para resguardar o projeto de questionamentos e interpretações após uma aprovação no Congresso Nacional.

Seguro como despesa obrigatória

Há ainda outros pontos como o de tornar as despesas relacionadas ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) como obrigatórias. Uma análise preliminar da consultoria legislativa da Câmara apontou que esse aspecto pode ser questionado com a justificativa de que a matéria traria aumento de despesas e seria de natureza orçamentária.

Por isso, um ajuste redacional também está sendo proposto. A ideia é retomar a uma redação original, em que colocaria essa despesa na rubrica de operações oficiais de crédito do Ministério da Fazenda. Nessa mesma classificação estão outras despesas de política agrícola, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), facilitando o entendimento de que não se trata de uma ampliação de despesa.

No ano passado, dos R$ 1,06 bilhão aprovados para o PSR, cerca de R$ 565 milhões foram executados. O restante ficou contingenciado. O setor e a bancada têm um pleito antigo: tornar os recursos da subvenção ao Seguro Rural uma despesa obrigatória, o que evitaria o congelamento dessa verba e o descumprimento do orçamento destinado à iniciativa.

Em 2025, o Seguro Rural teve o pior desempenho em termos de área segurada desde 2015. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), o Brasil registrou 3,2 milhões de hectares segurados — 3,27% da área plantada. Em 2015, foram 2,6 milhões de hectares — 3,32% da área plantada na época.

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EmpresasTecnologia

John Deere firma parceria com a Makita para revender produtos elétricos e a bateria

Por Redação 18/03/2026
Escrito por Redação

John Deere firma parceria com a Makita para revender produtos elétricos e a bateria

A John Deere firmou uma parceria com a Makita, fabricante de ferramentas, para revender produtos elétricos e a bateria da marca japonesa na sua Rede de Concessionários e Distribuidores. O intuito da companhia é ampliar o portfólio de soluções de Pós-Vendas, com produtos que garantem mais produtividade e eficiência nas operações de seus clientes.

Inicialmente, os clientes podem encontrar nas lojas da Rede John Deere um showroom com mais de 50 modelos de máquinas e acessórios expostos, selecionados para atender às diversas demandas de trabalho nos setores agrícola, de construção e florestal. Entre os produtos disponíveis estão, chaves de impacto, lixadeiras, roçadeiras, motosserras, sopradores, parafusadeiras, entre outros.

“A John Deere e a Makita compartilham uma visão de longo prazo, construída com foco real no cliente. Para nós, a tecnologia só faz sentido quando gera eficiência na prática. Nosso trabalho diário é para que seu equipamento sempre esteja atualizado e disponível com o suporte da maior rede de concessionários do Brasil.”, afirma Rodrigo Iglesias, diretor de pós-vendas e suporte ao cliente da John Deere para América Latina.

A Makita é uma multinacional japonesa com mais de 110 anos de história, com uma fábrica instalada no Brasil desde 1981 e expertise na fabricação de ferramentas elétricas, a bateria e pneumáticas para as mais variadas aplicações. A empresa dispõe de diversas soluções voltadas para trabalhos de agricultura, jardinagem, floresta, movimentação de cargas, limpeza profissional, indústrias e serviços, além de uma linha outdoor composta por produtos que proporcionam facilidade e comodidade principalmente em atividades ao ar livre.

O serviço de pós-vendas das duas marcas é reconhecido pela sua agilidade e abrangência. A John Deere conta com a maior Rede de Concessionários (para soluções agrícolas) e Distribuidores (para Construção) do Brasil. São mais de 300 pontos de venda que, além das soluções da companhia, oferecem serviços de manutenção e otimização capazes de manter o rendimento operacional e aumentar a vida útil dos equipamentos.

Já a Makita disponibiliza mais de 1.700 assistências técnicas autorizadas com ampla capilaridade nacional. A agilidade na prestação de atendimento e a eficiência na logística de peças permitem manter o funcionamento dos produtos e reduzir o tempo de máquina parada.

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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Exportações de soja em grãos e carne bovina in natura crescem em 2026

Por Redação 17/03/2026
Escrito por Redação

Exportações de soja em grãos e carne bovina in natura crescem em 2026

Em fevereiro de 2026, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,2 bilhões. O resultado decorre do aumento interanual de 15,6% nas exportações, que totalizaram US$ 26,3 bilhões, recorde histórico para o mês, e da queda de 4,8% nas importações, que somaram US$ 22,1 bilhões. No recorte setorial, o agronegócio apresentou saldo comercial positivo de US$ 10,5 bilhões, enquanto os demais setores registraram déficit de US$ 6,3 bilhões.

Os números apresentados fazem parte do Relatório de acompanhamento mensal do comércio exterior, do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados de fevereiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ainda segundo o documento, no agronegócio, as exportações alcançaram US$ 12,1 bilhões, registrando crescimento interanual de 7,4%, também configurando recorde para fevereiro. Entre os principais produtos, a soja em grãos se destacou com aumento de 15,5%, mantendo-se como o principal item da pauta exportadora.

Em contrapartida, no estado de São Paulo, o saldo da balança comercial total foi deficitário em US$ 1,6 bilhão em fevereiro de 2026. Apesar de negativo, o resultado representa uma redução de 61,1% no déficit em relação ao registrado no mesmo mês de 2025.

Esse desempenho decorre do fato de que as exportações totais somaram US$ 4,6 bilhões, apresentando retração interanual de 6,9%, enquanto as importações registraram queda mais acentuada, de 31,1%, totalizando US$ 6,2 bilhões. Entre os setores, o agronegócio apresentou superávit de US$ 1,4 bilhão, já os demais setores da economia registraram déficit de US$ 3 bilhões.

No que se refere ao agronegócio, as exportações alcançaram US$ 1,9 bilhão em fevereiro, queda interanual de 3%. Entre os produtos que registraram retração nos embarques pelo estado, destacam-se os sucos de laranja, cujas exportações recuaram 41,5% em valor. O resultado foi influenciado, entre outros fatores, pelo aumento dos estoques no mercado internacional.

Por outro lado, entre os produtos que apresentaram expansão nas vendas externas, destacam-se os itens do complexo sucroenergético, como açúcar de cana em bruto, que registrou alta de 13,7% em valor, consolidando-se como principal item da pauta exportadora do agronegócio paulista no mês, e o álcool etílico (+66,5%). Também houve avanço nos embarques de carnes in natura, com elevação de 8,7% na carne bovina e de 21,1% na carne de frango.

Quanto as importações do agronegócio, o setor adquiriu US$ 437,2 milhões em mercadorias em fevereiro, queda interanual de 13,8%. Entre os itens mais relevantes, destacam-se reduções nas aquisições de peixes, como salmão (-10,7% em valor) e bacalhau (-26,8%), além de quedas nas compras de cereais, como trigo (-57,6%) e arroz (-39,6%). Em contrapartida, observou-se aumento nas importações de papel (+14,7%), que se configurou como o principal item adquirido pelo estado no mês.

Diante desse cenário, São Paulo respondeu por 15,6% das exportações e 28,9% das importações do agronegócio brasileiro em fevereiro. Isso evidencia a relevância do estado no comércio exterior do setor.

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Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter
Mercado

Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter

Por Redação 17/03/2026
Escrito por Redação

Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter

Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (16), a Agritech firmou um convênio com a Cooxupé para viabilizar a comercialização de tratores por meio de operações de barter, permitindo que produtores paguem pelos equipamentos com café.

A iniciativa amplia as alternativas de negociação para os cooperados, que passam a contar com mais flexibilidade na aquisição de máquinas agrícolas.

O anúncio oficial do acordo será realizado durante a Femagri, que acontece entre os dias 18 e 20 de março, em Guaxupé. Promovida pela Cooxupé, a feira reúne produtores, empresas e instituições ligadas à cafeicultura, com foco na comercialização de máquinas, insumos e tecnologias para o setor.

Pelo modelo definido, os cooperados poderão adquirir tratores da Agritech utilizando sacas de café como forma de pagamento.

A cooperativa ficará responsável por intermediar a operação, recebendo o produto, enquanto a rede de concessionárias da fabricante realizará a entrega dos equipamentos.

Fonte: Datagro

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Inteligência artificial e satélites mapeiam terras agrícolas abandonadas no Cerrado
Tecnologia

Inteligência artificial e satélites mapeiam terras agrícolas abandonadas no Cerrado

Por Redação 17/03/2026
Escrito por Redação
Inteligência artificial e satélites mapeiam terras agrícolas abandonadas no Cerrado

A maior parte das áreas abandonadas (87%) analisadas no estudo corresponde a antigas plantações de eucalipto destinadas à produção de carvão vegetal // Foto: Edson Sano

Estudo pioneiro desenvolvido pela Embrapa e pela Universidade de Brasília (UnB) utilizou imagens de satélite e inteligência artificial (IA) para mapear o abandono de áreas agrícolas no Cerrado brasileiro. Resultados obtidos no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, apontam mais de 13 mil hectares de terras agrícolas abandonadas entre 2018 e 2022, o equivalente a quase 5% da área agrícola existente no início do período. Esse mapeamento detalhado representa a primeira avaliação desse tipo no bioma e pode orientar políticas públicas voltadas à restauração ecológica, à contabilização de carbono e ao planejamento territorial sustentável.

Os estudos foram conduzidos por equipes da Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Agricultura Digital (SP) e Embrapa Meio Ambiente (SP), além da UnB. A pesquisa utilizou imagens do satélite Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA), combinadas a técnicas de aprendizado profundo (deep learning), para mapear mudanças no uso e cobertura da terra.

Por meio da Rede Neural Totalmente Conectada (FCNN, sigla em inglês), modelo computacional capaz de reconhecer padrões nas imagens, os pesquisadores conseguiram classificar diferentes categorias: vegetação nativa, pastagens cultivadas, lavouras anuais, plantações de eucalipto e, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas. A acurácia do mapeamento foi de 94,7%, considerada excelente para classificações de uso da terra com sensoriamento remoto.

Segundo o levantamento, a maior parte das áreas abandonadas (87%) corresponde a antigas plantações de eucalipto destinadas à produção de carvão vegetal. O município de Buritizeiro destaca-se pela extensa área plantada com eucalipto, além da criação de gado bovino.

“A região caracteriza-se por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes, fatores que contribuem para o abandono de áreas agrícolas”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados Edson Sano.

De acordo com ele, a partir das imagens analisadas, os cientistas identificaram que a maior parte das áreas abandonadas correspondia a plantios de eucalipto, tanto mal-mantidos como que transicionaram para vegetação campestre ou arbustiva depois da extração da madeira.

“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal em função de fatores como o aumento nos custos logísticos e de produção. O principal destino do carvão vegetal era o polo siderúrgico do estado de Minas Gerais em Sete Lagoas”, explica Sano.

Segundo o pesquisador, além disso, o aumento dos preços de fertilizantes e de insumos agrícolas tem incentivado a descontinuação de atividades produtivas. “Embora a maioria das terras abandonadas tenha sido identificada em áreas de silvicultura, nenhum abandono significativo de lavouras anuais (como soja ou milho) foi observado no período analisado. Isso sugere que os sistemas agrícolas mais intensivos mantiveram sua produtividade ao longo dos cinco anos analisados”, complementa.

Implicações para políticas públicas

De acordo com Gustavo Bayma, analista da Embrapa Meio Ambiente, os mapas gerados por essa metodologia trazem informações espaciais detalhadas sobre o abandono de terras. Esses dados podem ser usados para incluir áreas subutilizadas em estratégias nacionais de restauração ambiental e de mitigação das mudanças climáticas. Tais estratégias podem consistir, por exemplo, na estimativa do potencial de sequestro de carbono ou na criação de corredores de restauração ecológica no Cerrado.

“O estudo também ressalta a importância de políticas que reduzam a volatilidade dos preços de insumos agrícolas e incentivem alternativas econômicas sustentáveis para pequenas e médias propriedades, uma vez que fatores econômicos foram identificados como motor importante do abandono das áreas de pastagem na região”, afirma Bayma.

Ele observa que a pesquisa mostra, contudo, que o monitoramento ainda enfrenta limitações, como a necessidade de séries históricas mais longas para separar abandono permanente de períodos temporários de pousio (descanso da terra por um ano ou menos).

Mesmo assim, os resultados demonstram o potencial das tecnologias de inteligência artificial para apoiar políticas públicas de restauração ambiental, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas no Cerrado. “A análise se baseou em apenas duas datas de aquisição de imagens durante um período de quatro anos, o que impede distinguir com precisão entre abandono permanente e práticas temporárias de pousio. Embora o uso de imagens de alta resolução e de visualizações auxiliares tenha ajudado na validação, a confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, acrescenta o pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Édson Bolfe.

Outro desafio destacado por ele é a dificuldade de diferenciar pastagens degradadas de vegetação nativa (como gramíneas e arbustos) apenas por sensoriamento remoto, uma vez que suas assinaturas espectrais podem ser muito semelhantes.

Segundo os especialistas, o estudo comprovou que métodos de aprendizado profundo, aliados a imagens de satélite, podem mapear terras agrícolas abandonadas no Cerrado de forma robusta e precisa, um avanço metodológico importante para a avaliação de transições de uso da terra em savanas tropicais.

“Os resultados fortalecem a necessidade de incorporar áreas abandonadas em políticas ambientais e agrícolas, com vistas à restauração ecológica, à mitigação climática e à sustentabilidade rural”, afirma Bolfe.

 

17/03/2026 0 Comentários
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