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Tecnologia

Inteligência artificial impulsiona inovação tecnológica na agricultura paulista

Por Redação 25/03/2026
Escrito por Redação

Inteligência Artificial impulsiona inovação tecnológica na agricultura paulista

A inteligência artificial aplicada no agronegócio tornou-se uma realidade que vem contribuindo para uma eficiência comprovada nas atividades no campo. A tecnologia pode ser utilizada como estratégia para reduzir, por exemplo, perdas pós-colheita em até 30%. Segundo levantamento realizado pela 29ª Global CEO Survey, conduzida pela PwC com mais de 4,4 mil líderes, cerca de 33% das empresas do agro relataram um aumento significativo da receita atribuída, diretamente, por conta do uso de IA.

O estado de São Paulo se destaca como um dos líderes no país no uso da ferramenta, impulsionado pela alta concentração de startups (AgTechs). Dados da Radar Agtech Brasil registraram 845 empresas do segmento instaladas no estado, com uma participação de 43,2% do total existente no país.

“São Paulo tem colocado a tecnologia no centro do desenvolvimento produtivo do agro. A inteligência artificial já está sendo aplicada em escala nas mais variadas cadeias produtivas. No setor público, tem se mostrado efetiva para decisões mais rápidas e mais assertivas na elaboração de políticas públicas”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Com práticas que vão desde a instalação de ambientes de inovação para desenvolver as AgTechs até o processo de monitoramento agrícola, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), por meio dos Institutos da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), promove o desenvolvimento dos programas e ações da Pasta com o uso da tecnologia.

Projeto de ensino com metodologia interativa através da IA

O Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC-APTA) é uma unidade de referência em pesquisa focada na modernização da agricultura. O CEA possui em seu escopo diversos estudos com a prática de IA. Um projeto inovador de ensino que está em andamento tem o objetivo de tornar as aulas ainda mais dinâmicas.

“Nós estamos treinando um avatar com o uso de inteligência artificial, para que ele possa ser um instrutor do curso. A ideia é que ele possa se desenvolver, constantemente, e fazer as respostas de forma interativa com os alunos”, explicou o pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos.

Outros trabalhos realizados no CEA são o uso de drones em pulverização, equipamentos de proteção individual (EPI) para aplicadores de defensivos agrícolas. Este recurso estará disponível nos próximos módulos de treinamentos da Unidade de Referência em Produtos Químicos e Biológicos, que passará a atender também empregadores do agronegócio, além de aplicadores de produtos.

“Nosso modelo de IA está sendo treinado para atender a demandas de diferentes públicos frequentadores dos treinamentos, do agrônomo-instrutor até o trabalhador rural, com linguagem direcionada a cada um deles. A ideia é oferecer ao aluno um rendimento mais interativo”, destaca Hamilton Ramos.

Ambientes de inovação conectam

Outra frente estratégica para impulsionar a inovação tecnológica no agro paulista é o APTAHub, ambiente de inovação criado pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) para aproximar centros de pesquisa, startups, empresas e produtores rurais.

A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas ao campo, conectando ciência, empreendedorismo e demandas reais do setor produtivo, por meio de iniciativas como pitch days, programas de aceleração e conexões com institutos de pesquisa, o APTAHub permite que novas soluções tecnológicas sejam testadas e apresentadas ao ecossistema do agronegócio.

Para o líder de inovação da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios, Sérgio Tututi, a aproximação da secretaria de AgTechs com foco em IA é a estruturação de mais um pilar essencial ao produtor rural e às cadeias produtivas.

“Durante décadas, a vantagem no agronegócio veio de terra, máquinas e genética. A próxima fronteira é cognitiva. A IA deixará de ser uma ferramenta de diferenciação para se tornar a infraestrutura invisível que sustenta as decisões no campo”, acrescenta.

Entre as startups que vêm participando desse ambiente está a Agscore, plataforma de inteligência artificial voltada à análise preditiva de produtividade e risco agrícola. A solução integra dados de clima, solo, genótipos, manejo e variáveis financeiras para gerar previsões com até 12 meses de antecedência, auxiliando produtores na tomada de decisão e instituições financeiras na análise de crédito e risco no setor agropecuário.

Segundo Kallil Sobhi, sócio administrador da Agscore, a iniciativa nasceu da necessidade de oferecer ao produtor uma visão mais precisa e antecipada dos riscos da produção. “A Agscore nasceu da convicção de que o agronegócio brasileiro merecia previsão de risco real, por talhão, com antecedência e com explicação técnica de cada resultado”, afirma.

A plataforma já foi validada em mais de 20 mil hectares, com até 92% de acurácia na previsão de produtividade de culturas como soja e milho, contribuindo para tornar a produção agrícola mais previsível e eficiente. Ao todo, mais de 6 mil áreas agrícolas já foram analisadas pela ferramenta.

Para Sobhi, o ambiente promovido pela APTA fortalece a conexão entre inovação tecnológica e o setor produtivo. “O AptaHub nos deu um espaço valioso. O pitch day foi uma oportunidade importante para apresentar a solução. Em uma jornada onde cada conversa conta, esse tipo de exposição faz diferença”, destaca.

Inteligência artificial para identificação e geolocalização

O programa Rotas Rurais do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da SAA utiliza-se de recursos de Inteligência Artificial para identificação e geolocalização mais precisa. Esta tecnologia por trás do mapeamento digital (georreferenciamento) avalia e identifica entradas de propriedades que antes não tinham numeração, facilitando a logística, o acesso a serviços de segurança (Polícia Rural) e a entrega de produtos.

“O uso da ferramenta tecnológica contribuiu, significativamente, para o desenvolvimento constante do programa. Através do recurso, nós otimizamos os trabalhos de nossa equipe e expandimos ainda mais os resultados obtidos do projeto”, detalhou a coordenadora do IEA, Priscilla Fagundes.

O Instituto de Economia Agrícola também desenvolve o programa Brotar, que realiza um censo rural com um levantamento de campo em 371 municípios do Estado de São Paulo, abrangendo mais de 820 mil domicílios. A iniciativa usa o Chat GPT avançado para a geração de relatórios e análise de dados.

Uso de IA para a regularização ambiental

O Estado de São Paulo alcançou, ao final de 2025, a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, consolidando-se como líder nacional na regularização ambiental das propriedades rurais. O avanço é resultado de investimentos do Governo de São Paulo em tecnologia, com destaque para o uso de Inteligência Artificial (IA) para acelerar e aprimorar a análise dos cadastros.

Atualmente, o estado possui cerca de 432 mil CARs ativos, e a adoção de ferramentas tecnológicas tem permitido ampliar significativamente a capacidade de validação, tornando o processo mais ágil e eficiente. A análise dinamizada por inteligência artificial, aliada ao trabalho técnico das equipes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, tem impulsionado os resultados.

“Com análise dinamizada por inteligência artificial e o trabalho técnico das nossas equipes, São Paulo avança na regularização ambiental e se consolida como referência nacional na implementação do Código Florestal”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

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25/03/2026 0 Comentários
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Tecnoshow Comigo

Com o tema “Agro Conecta”, Tecnoshow Comigo acontece de 6 a 10 de abril

Por Redação 25/03/2026
Escrito por Redação

inteligência artificial - Com o tema "Agro Conecta", Tecnoshow Comigo acontece de 6 a 10 de abril
A Tecnoshow Comigo acontece de 6 a 10 de abril, no Centro Tecnológico Comigo (CTC), em Rio Verde (GO). Alinhada ao tema deste ano, “O Agro Conecta”, a feira foi estruturada com uma proposta de conectar negócios, conhecimento e experiência em um mesmo espaço.

“Começamos a montagem com antecedência justamente para integrar todas as frentes e garantir que o visitante encontre um ambiente preparado em todos os detalhes”, afirma o coordenador de Infraestrutura da feira, Edimilson de Carvalho Alves. Segundo ele, a Tecnoshow mobiliza cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos, considerando as etapas de montagem, realização e desmontagem.

Entre as novidades desta edição, a feira passa a contar com um ambulatório médico em alvenaria, com atendimento permanente de médico e enfermeira, além de três pontos de apoio para aferição de pressão e medição de glicemia. Em casos que demandem maior atenção, ambulâncias estarão disponíveis para encaminhamento até unidades de saúde.

O conforto do público também foi ampliado com a climatização dos 12 banheiros distribuídos pelo recinto e com uma estrutura de alimentação preparada para atender até 12 mil pessoas por dia. O espaço reúne três restaurantes, lanchonetes, food trucks e pamonharia, conectando praticidade e variedade ao longo da visita.

Para garantir o funcionamento pleno da feira, a Comigo realizou uma reestruturação completa da rede elétrica, com reforço nas linhas de alta e baixa tensão e a instalação de novos transformadores. Parte do sistema será monitorada em tempo real, permitindo ações preventivas e maior estabilidade no fornecimento de energia.

Em parceria com a Equatorial, o evento também passa a contar com uma linha de alimentação dedicada. Já na conectividade, o CTC dispõe de torre fixa da Vivo e operação da Claro com Estação Rádio Base (ERB), assegurando cobertura de sinal para visitantes e expositores.

A chegada e a circulação no evento também foram pensadas para garantir fluidez. O estacionamento gratuito tem capacidade para mais de 21 mil veículos, e o número de saídas foi ampliado para otimizar a dispersão do público. A feira conta ainda com heliponto homologado, com capacidade para até 12 aeronaves simultaneamente.

“A estrutura foi planejada para que o visitante se sinta seguro e confortável durante toda a permanência na feira”, destaca Alves.

Serviço:
  • Tecnoshow COMIGO 2026
  • Data: 6 a 10 de abril de 2026
  • Horário: 8h às 18h
  • Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde (GO)
  • Entrada gratuita
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Mercado

Governo federal anuncia novas linhas de crédito para empresas exportadoras

Por Redação 25/03/2026
Escrito por Redação
Governo federal anuncia novas linhas de crédito para empresas exportadoras

Movimentação Porto de Paranaguá // Foto: Cláudio Neves/APPA

Nesta quarta-feira (25), o Governo Federal anunciou R$ 15 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras, por meio do Plano Brasil Soberano. A iniciativa é coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O presidente Lula editou a Medida Provisória (MP) nº 1.345/2026 que define as linhas de crédito sob a gestão do BNDES, voltadas para exportadoras e outras companhias relevantes para a balança comercial brasileira.

Os recursos financeiros também serão provenientes do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). As novas linhas de crédito serão direcionadas a empresas do setor industrial e serão contempladas companhias que foram afetadas pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos e pelo atual conflito militar no Oriente Médio.

Maiores detalhes das condições para obter essas linhas de crédito ainda serão divulgadas. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda irá determinar os prazos, encargos financeiros e demais normas a serem seguidas pelas empresas beneficiadas.

Fonte: Datagro

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Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026

Por Redação 24/03/2026
Escrito por Redação

inteligência artificial - Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.

Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).

Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).

Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).

Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.

Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.

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Tecnologia

Estudo mostra que startups agropecuárias estão mais espalhadas pelo País

Por Redação 24/03/2026
Escrito por Redação
Estudo mostra que startups agropecuárias estão mais espalhadas pelo País

Levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores // Foto: Freepik

O crescimento no número de empresas emergentes de base tecnológica no setor agropecuário desacelera e a concentração geográfica começa a diminuir com o avanço em regiões importantes da produção. Essas são algumas das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil. O levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores.

Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação. Dos 390 ambientes mapeados no País, 37,18% estão no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e 32,82% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O destaque é o Rio Grande do Sul, com um aumento expressivo no número de incubadoras. De acordo com o coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa Aurélio Favarin, os dados mostram uma clara atuação do governo estadual em incentivo à inovação. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras. A maior parte está vinculada às universidades estaduais. Há um planejamento para isso, para criar condições para que as startups iniciem”, analisa Favarin.

A Região Sudeste possui maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança, o que mostra uma fase mais avançada de maturidade em relação à Região Sul. Enquanto uma está focada na aceleração e no desenvolvimento de negócios, a outra enfoca as etapas iniciais da formação das startups.

Desaceleração e maturidade

Em relação ao número, o levantamento contabilizou 2.075 agtechs em 2025 no Brasil, 5% a mais do que no ano anterior. O número indica uma desaceleração no crescimento quando comparada com a série histórica iniciada em 2019. De acordo com os autores do levantamento, o crescimento moderado indica maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio.

“Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimento, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs. Com o tempo essas iniciativas vão se acomodando, com permanência daquelas mais bem estruturadas. O ecossistema continua relevante, mas com um crescimento menos expressivo. É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, analisa o pesquisador da Embrapa Vitor Mondo.

As regiões Sudeste e Sul concentram 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Porém, os dados mostram que, apesar da concentração histórica, há crescimento proporcional das agtechs nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em uma gradual expansão geográfica do ecossistema, aproximando-se de áreas importantes para a produção agropecuária. Em 2019, as Regiões Norte e Nordeste juntas tinham apenas 5% das agtechs. Atualmente a Região Norte tem 7,6% e a Nordeste 6,5%. A Região Centro-Oeste tem 7,1%.

De acordo com os dados, em 2025 o estado do Amazonas conta com 17 agtechs, Goiás com 15 e Mato Grosso com 14. Minas Gerais e Rondônia, que respectivamente dispõem de 13, foram os estados que mais ganharam agtechs. Registraram redução no número de agtechs Rio Grande do Sul (menos 27), Tocantins e Distrito Federal (menos 7) e São Paulo (menos 6).

“Essa tendência ocorre ao mesmo tempo em que cresce a proporção das agtechs atuando dentro das fazendas. Isso é um sinal positivo, de que as empresas estão em um nível de maturidade no qual já conseguem acessar diretamente o produtor rural”, avalia Mondo.

Áreas de atuação

As agtechs brasileiras estão predominantemente nos segmentos dentro da fazenda (41,1%) e depois da fazenda (40,5%). A categoria “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” lidera o ranking das áreas de atuação, com 15% das agtechs. “Sistemas de gestão da propriedade rural” vem em segundo lugar com 8%, e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” aparece em terceiro com 7,5% das startups analisadas.

A inteligência artificial é amplamente disseminada entre as agtechs — 83% das empresas utilizam IA em seus processos ou produtos, e 35% delas têm a IA como núcleo da proposta de valor. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a constituir camada estrutural do modelo de negócio”, afirma Aurélio Favarin.

 

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24/03/2026 0 Comentários
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Feiras & Eventos

Ministro Carlos Fávaro participa da abertura do Show Safra 2026 em Mato Grosso

Por Redação 24/03/2026
Escrito por Redação
Ministro Carlos Fávaro participa da abertura do Show Safra 2026 em Mato Grosso

Fávaro destacou a importância do fortalecimento do setor agropecuário brasileiro por meio de políticas públicas, inovação tecnológica e ampliação de mercados internacionais // Foto: Caroline de Vita

Em Mato Grosso, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da cerimônia oficial de abertura do Show Safra 2026, nesta segunda-feira (23), em Lucas do Rio Verde. Considerado um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, o Show Safra consolida o município como um dos principais polos de inovação, tecnologia e geração de negócios no agro mato-grossense.

Durante a abertura, o ministro Fávaro destacou a importância do fortalecimento do setor agropecuário brasileiro por meio de políticas públicas, inovação tecnológica e ampliação de mercados internacionais, ressaltando o papel estratégico de eventos como o Show Safra para aproximar produtores, empresas e investidores, além de difundir conhecimento e novas soluções para o campo.

O ministro Fávaro destacou em seu discurso a necessidade de ampliar o acesso a oportunidades e afirma que é possível superar o momento difícil com união entre produtores e governo, ressaltando ainda a abertura de mais de 550 mercados como estratégia para garantir renda e oportunidades ao agro brasileiro. “Vamos ampliar o acesso ao crédito e seguir abrindo mercados, porque é assim que garantimos renda e superamos os desafios do campo”, disse.

Durante agenda na Show Safra Mato Grosso 2026, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com cooperativas para discutir o avanço de projetos estruturantes voltados ao fortalecimento da agricultura familiar. O encontro contou também com a participação do prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), Miguel Vaz Ribeiro, e do vice-prefeito Joci Piccini.

Entre as iniciativas debatidas, estão ações de verticalização da produção, como a implantação de uma indústria de polpa de frutas, o processamento de extrato de tomate e o fortalecimento da apicultura. O objetivo é viabilizar condições para a execução dos projetos, ampliando oportunidades, promovendo organização produtiva e impulsionando o desenvolvimento no campo.

Show Safra

A edição de 2026, realizada entre os dias 23 e 27 de março, apresenta uma programação ampliada e diversificada, com iniciativas que refletem a evolução do agronegócio brasileiro. Entre os destaques estão o Show Safra Aero, com estrutura voltada a demonstrações e negócios aeronáuticos agrícolas; o Show Safra Pecuária, com leilões, demonstrações práticas e debates sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta; além do Show Safra Mulher, Show Safra Connect, Show Safra Negócios e o inédito Show Safra Educação, dedicado à formação profissional e capacitação no setor.

O evento também incorpora iniciativas como o CIDESA, que promove a integração de 16 municípios da região, e o Conecta Hub, voltado ao fomento de inovação, acesso a financiamento e fortalecimento de redes de relacionamento no agro.

Reconhecido por seu impacto econômico, o Show Safra movimenta significativamente a economia local e regional, com expectativa de atrair dezenas de milhares de visitantes e centenas de expositores. Na edição anterior, o evento superou 170 mil visitantes e contou com a participação de mais de 1.500 marcas, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio nacional.

 

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Tecnologia

Tratores 8R e pulverizadores Série 400R são destaques da Casa John Deere 2026

Por Redação 24/03/2026
Escrito por Redação

Tratores 8R e pulverizadores Série 400R são destaques da Casa John Deere 2026

A John Deere traz para a Casa John Deere 2026 mais de 20 novidades que marcam o seu maior evento de lançamentos no Brasil. O destaque está na evolução das etapas de plantio e tratos culturais, com o lançamento da nova geração de tratores 8R e da linha de pulverizadores Série 400R.

Os tratores 8R (modelos 440, 490 e 540) chegam ao Brasil com até 634 cv e foco em operações de larga escala. Entre os diferenciais, estão o motor de 13,6 litros mais eficiente, a liberação automática de potência em atividades pesadas e a transmissão elétrica (EVT), que permite fornecer energia diretamente à plantadeira, eliminando a necessidade de geradores externos. A cabine também foi redesenhada para oferecer mais conforto e conectividade ao operador.

Na pulverização, a Série 400R marca uma renovação completa da linha, com modelos 430R, 440R e 400R ND. Os equipamentos contam com motores de até 300 hp, barras de até 40 metros e capacidade de operação de até 40 km/h. Entre os avanços, destacam-se a redução de até 10% no tempo de abastecimento e até 50% no tempo de configuração, além da nova arquitetura eletrônica e sistemas inteligentes como o CommandDrive™ e o See & Spray™, que permite aplicar defensivos apenas onde necessário, com economia média de até 50%.

Plantio

No segmento de plantio, o destaque é a plantadeira DB Transportável, que promete reduzir em mais de 90% o tempo de preparo para deslocamento entre áreas, garantindo maior agilidade operacional, fator decisivo para o cumprimento da janela ideal de plantio. A linha de plantadeiras também inclui a 3100FT, voltada a operações de grande porte com opções de até 31 linhas, além da nova família 1200FT, desenvolvida para pequenos e médios produtores, com foco em flexibilidade, precisão e adaptação a terrenos irregulares.

inteligência artificial - Tratores 8R e pulverizadores Série 400R são destaques da Casa John Deere 2026

Outro avanço é o ExactStand™, sistema de visão computacional voltado ao plantio de cana-de-açúcar, capaz de identificar falhas e variações em tempo real durante a operação, permitindo correções imediatas e maior uniformidade da lavoura. Já a plantadeira 2100 MaxEmerge™ 5e reforça a estratégia de atualização tecnológica, com sistema pneumático ativo que assegura maior precisão na deposição de sementes e pode gerar economia de até 7% em sementes e 6% em fertilizantes.

Tratos culturais

Na etapa de tratos culturais, o portfólio ganha reforço com a nova geração de pulverizadores e distribuidores. Além da Série 400R, a companhia apresenta o sistema See & Spray™, tecnologia de aplicação seletiva que identifica plantas daninhas e aplica defensivos apenas onde necessário, podendo gerar economia média de 50%, com potencial de chegar a 93%. A linha também inclui o distribuidor 400R DN, com maior precisão na distribuição de nutrientes, e o pulverizador 230M, agora com barra de 30 metros, ampliando a capacidade operacional.

Para atender diferentes perfis de produtores, a marca também apresenta o pulverizador 1025E, voltado a propriedades menores, com foco em estabilidade e eficiência no uso de insumos. Já a linha GreenSystem, com modelos como PV1002, PV1003 e PV1004, traz soluções específicas para hortifrutigranjeiros e pecuária. Complementando o portfólio, a Licença Essencial Pomares permite o controle inteligente da aplicação de insumos, com ajuste automático de doses em tempo real e maior rastreabilidade das operações.

Colheita

Na colheita, os destaques ficam por conta da nova plataforma de milho CR, que automatiza ajustes durante a operação, garantindo maior eficiência e redução de perdas, e da colheitadeira S4, disponível nos modelos S4 300 e S4 400. O equipamento foi desenvolvido para atuar em diferentes culturas e condições de terreno, oferecendo maior produtividade, qualidade de grãos e facilidade de operação, além de contar com tecnologias embarcadas de conectividade e automação.

inteligência artificial - Tratores 8R e pulverizadores Série 400R são destaques da Casa John Deere 2026

O portfólio também avança em soluções mais versáteis com o lançamento da série de tratores 5M, com modelos entre 85 e 120 cv, equipados com motor eletrônico e conectividade nativa, atendendo a diversas aplicações no campo. Já o trator 3041E surge como uma alternativa compacta e eficiente, com baixo custo operacional e alta versatilidade para atividades em propriedades menores.

A companhia também apresenta novidades para o setor de construção, como a pá-carregadeira 544G, que traz melhorias em desempenho e eficiência operacional, e a escavadeira DEX 210 P, nova geração de equipamentos conectados, com foco em precisão, segurança e monitoramento remoto das operações.

 

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Tecnologia

John Deere lança “cidade tecnológica” para maior evento da marca no Brasil

Por Redação 24/03/2026
Escrito por Redação
John Deere lança “cidade tecnológica” para maior evento da marca no Brasil

A Casa John Deere concentra mais de 20 inovações, com destaque para a nova linha de tratores 8R e os pulverizadores da Série 400, além de soluções digitais e de conectividade // Foto: Clarisse Sousa

Clarisse Sousa – A John Deere apresentou à imprensa, nesta segunda-feira (23), a Casa John Deere, seu maior evento de lançamentos já realizado no Brasil. A iniciativa ocorre em Campinas (SP), ao lado do Centro de Distribuição de Peças para a América do Sul, em uma área de 40 mil m², que foi estruturada como uma verdadeira “cidade tecnológica”, reunindo experiências imersivas, demonstrações práticas e conteúdo técnico voltado ao agro e ao setor de construção.

Durante a apresentação, os executivos da companhia ressaltaram o papel estratégico do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para o agro. “O Brasil é um laboratório a céu aberto em sustentabilidade para o mundo”, afirmou Alfredo Miguel Neto, diretor de Assuntos Corporativos & Comunicações para a América Latina. Segundo ele, o avanço do setor está diretamente ligado à inovação. “Sem pesquisa, desenvolvimento e tecnologia, não teríamos chegado onde chegamos”, completou.

Ainda nesse contexto, a companhia ressaltou a importância de manter investimentos contínuos no país. “Os investimentos precisam continuar, independentemente dos ciclos, porque enxergamos o Brasil no longo prazo”, disse o diretor. Ele também apontou o potencial do país na agenda energética. “O Brasil pode liderar a trajetória dos biocombustíveis de forma muito positiva”.

A proposta da Casa John Deere também foi destacada como um espaço de proximidade com o produtor. “A Casa John Deere foi criada para receber os clientes e mostrar que a casa também é deles”, afirmou Rodrigo Bonato, vice-presidente de Vendas e Marketing para a América Latina. “É um espaço para trocar ideias e aprender juntos como melhorar o agro no Brasil”, acrescentou.

Segundo o executivo, o evento traduz a estratégia da companhia de longo prazo. “Esse investimento traduz o que desejamos oferecer.” Ele também reforçou o impacto das tecnologias no campo. “Os dados gerados pelas tecnologias se transformam em produtividade, escala e rentabilidade”. Bonato ainda destacou que, mesmo diante de variáveis externas, há espaço para ganhos operacionais. “Não controlamos os preços das commodities, mas podemos controlar o que acontece dentro da porteira”.

Para Cristiano Correia, vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina, “a John Deere deixou de ser apenas uma empresa de máquinas para se tornar uma empresa de inteligência conectada. Hoje, máquinas, sistemas e dados trabalham de forma integrada para gerar produtividade”, disse.

De acordo com o Correia, o Brasil ocupa uma posição estratégica nesse avanço. “O Brasil reúne escala, capacidade tecnológica e recursos naturais, fatores decisivos para o avanço da agricultura. As tecnologias desenvolvidas aqui se tornam referência global”, acrescentou.

“A inovação precisa entregar resultado, e isso define nossas estratégias”, afirmou. Para exemplificar, ele falou sobre as novas fontes de energia. “Estamos testando motores a etanol no Brasil, com milhares de horas de validação, mas ainda sem previsão de comercialização.”

O evento concentra mais de 20 inovações, com destaque para a nova linha de tratores 8R e os pulverizadores da Série 400, além de soluções digitais e de conectividade. A proposta vai além da exposição de máquinas, apostando em uma jornada integrada que conecta o produtor rural às tecnologias que impactam diretamente a produtividade no campo.

A estrutura chama atenção pelos números: são 21,5 km de cabeamento elétrico, 26 geradores com capacidade de 12 mil kVA e 485 m² de painéis de LED, incluindo um telão 3D em formato “esquina”, que cria efeito de profundidade nas apresentações. Ao todo, cerca de 800 pessoas estão envolvidas na operação, que demandou aproximadamente 150 dias de planejamento.

A programação inclui mais de 65 classes e cerca de 500 horas de conteúdo, com sessões técnicas, demonstrações de máquinas, visitas externas e encontros com especialistas. A expectativa é receber mais de 7 mil participantes, sendo mais de 2 mil clientes, ao longo do evento.

Entre os destaques tecnológicos está o lançamento do Pacote Essencial para Culturas Especiais, voltado à ampliação do acesso à agricultura de precisão. A solução permite incorporar recursos digitais a máquinas já em operação, com itens como receptor, monitor e modem de conectividade, reduzindo o investimento inicial e facilitando a adoção de tecnologias como o piloto automático.

Outro avanço apresentado é o JDLink™ Boost, nova solução de conectividade via satélite desenvolvida para levar internet a regiões rurais com pouca cobertura. Integrado às máquinas, o sistema permite a transmissão contínua de dados para o Operations Center™, ampliando o monitoramento e a gestão das operações no campo.

 

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24/03/2026 0 Comentários
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EmpresasTecnologia

Cummins fortalece o pós-venda com programa voltado à experiência do cliente

Por Redação 20/03/2026
Escrito por Redação

Cummins fortalece o pós-venda com programa voltado à experiência do cliente

Conteúdo patrocinado – A qualidade do pós-venda tem se consolidado como um dos principais diferenciais no setor de máquinas e equipamentos. Atenta a esse cenário, a Cummins lançou um programa interno voltado ao fortalecimento da rede de distribuidores, com foco na melhoria contínua do atendimento e na experiência do cliente.

O programa foi estruturado para estimular o desenvolvimento das equipes de pós-venda e reconhecer as melhores práticas de relacionamento com os clientes. A iniciativa estabelece metas claras de desempenho e acompanhamento mensal dos resultados, incentivando os distribuidores a aprimorar processos e elevar os padrões de serviço.

Segundo Marcos Schierzari, idealizador do programa, o objetivo central foi estimular a rede a aprimorar continuamente a qualidade do suporte oferecido aos clientes.

“O foco foi estabelecer metas para a rede em métricas fundamentais de pós-venda, como disponibilidade de peças, qualificação técnica e tempo de resposta. Ao mesmo tempo, buscamos fortalecer a cultura de colocar o cliente no centro das decisões”, explica.

Dentro do programa, os distribuidores que alcançam os melhores resultados são reconhecidos com premiações que incluem viagens, ferramentas e troféus, reforçando o caráter motivacional da iniciativa e incentivando a busca por excelência no atendimento.

O desempenho dos distribuidores participantes é medido por meio de um sistema de pontuação que considera alguns pilares, entre eles: a estrutura de suporte, como disponibilidade de peças, acesso à informação técnica, treinamento e ferramentas adequadas; a agilidade no atendimento e na solução de demandas dos clientes; e o nível de satisfação dos clientes com os serviços prestados.

Entre outras regras para elegibilidade no programa estão requisitos relacionados à qualidade do atendimento e à capacidade de resposta ao cliente. Um dos critérios, por exemplo, estabelece metas para a realização da primeira visita técnica em até dois dias úteis.

Disponibilidade e experiência do cliente

Para a Cummins, iniciativas desse tipo contribuem diretamente para aumentar a confiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos utilizados pelos clientes, reduzindo paradas e ampliando a eficiência das operações.

Ao estruturar um modelo de avaliação baseado em desempenho, satisfação e capacidade técnica da rede, a empresa reforça a estratégia de colocar o cliente no centro das decisões e fortalecer o pós-venda como um dos pilares da experiência com a marca.

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20/03/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Fendt lança no mercado brasileiro motor para maquinário agrícola compatível com biocombustíveis

Por Redação 20/03/2026
Escrito por Redação


Fendt lança no mercado brasileiro motor para maquinário agrícola compatível com biocombustíveis

A Fendt, fabricante alemã de máquinas e implementos agrícolas do grupo AGCO, lança no mercado brasileiro o novo motor AGCO Power CORE 80.

Desenvolvido e fabricado em Linnavuori, na Finlândia, o motor, presente na nova série de tratores Fendt 800 Vario Gen5, é homologado para operar com o diesel HVO100 (Óleo Vegetal Hidrohidratado), conhecido como “diesel verde” e originado de óleos vegetais e gordura animal.

“Atuar com combustíveis alternativos, hoje em dia, é de extrema importância para o agronegócio. Além de mais sustentável, é uma solução eficiente para a transição energética no campo. Projetada para permitir o uso desses combustíveis, a plataforma dos motores CORE promove versatilidade na potência dos equipamentos e um sistema avançado de controle de emissões de gases de efeito estufa”, destaca Fernando Silva, coordenador comercial da AGCO Power.

Fonte: Datagro

20/03/2026 0 Comentários
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