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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
Mercado

Superávit do agro paulista registra US$ 2,79 bilhões no 1º bimestre de 2026

Por Redação 10/03/2026
Escrito por Redação

Agro exporta US$ 10,8 bilhões e registra superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

Nos dois primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista registrou um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 2,79 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 3,76 bilhões e de importações que totalizaram US$ 0,97 bilhão. A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro bimestre de 2026 foi de 40,2%, enquanto as importações do setor corresponderam a 7,5% do total no estado.

“São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter um desempenho sólido nas exportações mesmo em um cenário global desafiador. Carnes, produtos florestais e o complexo sucroenergético seguem mostrando a competitividade do nosso setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Principais produtos

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 28% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,05 bilhão. Deste total, o açúcar representou 94,7% e o álcool etílico, etanol, 5,3%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,6% das vendas externas do setor, totalizando US$623 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,1%.

Produtos florestais representaram 15,3% do volume exportado, com US$576,34 milhões, com 67,8% de celulose e 26,9% de papel. Sucos responderam por 9% de participação, somando US$337,70 milhões, dos quais 96,8% são referentes ao suco de laranja, e o café, com 7,4% de participação na pauta de exportações, somando US$279,17 milhões, 72,9% referentes ao café verde e 24,0% de café solúvel.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 76,3% das exportações do agronegócio paulista. E na oitava posição, o complexo soja, que teve participação de 3,2% do total exportado, registrando US$120,48 milhões, 57,9% referentes à soja em grão e 24,1% de farelo de soja.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+16,5%), carnes (+9,8%) e quedas nos grupos de sucos (-44,3%), complexo soja (-39,4%), sucroalcooleiro (-8%), café (-5,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Principais destinos 

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 20,5% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja. A União Europeia vem em seguida com 16,9% de participação, e os Estados Unidos somaram 9,7% de participação.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 16,6% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,5%).

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10/03/2026 0 Comentários
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Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e Plano Safra 2025/26 e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro
Mercado

Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro

Por Redação 10/03/2026
Escrito por Redação

Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e Plano Safra 2025/26 e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro

A contratação de crédito rural empresarial registrou desempenho positivo nos primeiros oito meses do Plano Safra 2025/2026. Os recursos totais contratados entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 somaram R$ 354,4 bilhões, um crescimento de 7% em relação aos R$ 330,8 bilhões do mesmo período da safra 2024/2025. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

Os recursos efetivamente concedidos, ou seja, aqueles cujas operações já contratadas também tiveram liberação na conta do produtor, totalizaram R$ 342,9 bilhões, com crescimento de 4%. O saldo positivo foi impulsionado principalmente pela expansão expressiva das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo avanço da industrialização, que compensaram retrações nas linhas tradicionais de custeio e investimento.

O grande destaque positivo do período foi o desempenho das Cédulas de Produto Rural (CPR) emitidas por produtores rurais em favor de instituições financeiras. As contratações via CPR chegaram a R$ 163,4 bilhões, com crescimento de 39% em relação à safra anterior.

 

Como os recursos captados por esse instrumento se destinam majoritariamente ao custeio da safra, ao somar CPR e custeio tradicional o volume total destinado a essa finalidade alcança R$ 269,8 bilhões, alta de 12% em relação à safra 2024/2025.

A industrialização também se destacou, com expansão de 56% nas contratações, que atingiram R$ 22,2 bilhões, o maior crescimento entre todas as finalidades. Nas concessões, o segmento avançou 51%, chegando a R$ 21,5 bilhões.

Custeio e investimento

Na contramão, as linhas tradicionais registraram queda. O custeio contratado recuou 13%, para R$ 106,4 bilhões, enquanto os recursos concedidos caíram 16%, totalizando R$ 103,4 bilhões.

O investimento apresentou retração ainda mais acentuada: queda de 20% nas contratações, que somaram R$ 39,5 bilhões, e de 33% nas concessões, que chegaram a R$ 33,0 bilhões. A comercialização também recuou, com queda de 15% nas contratações (R$ 22,9 bilhões) e de 19% nas concessões (R$ 21,8 bilhões).

De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o boletim indica que o panorama relativo dos investimentos se manteve inalterado, com retração de 20%, refletindo a cautela do setor diante das atuais taxas de juros, dentro de uma perspectiva de redução da taxa Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Programas de investimentos: todos em queda

Os principais programas de investimento acumularam recuos em relação à safra 2024/2025. O Moderfrota liderou as quedas, com retração de 49%, passando de R$ 6,85 bilhões para R$ 3,48 bilhões.

O Proirriga registrou redução de 48%, enquanto o Inovagro recuou 33%. O Pronamp, voltado ao médio produtor, teve queda de 34%, passando de R$ 5,49 bilhões para R$ 3,65 bilhões. O Prodecoop foi o programa com menor variação negativa, com redução de 3%.

Fontes de recursos

As fontes controladas totalizaram R$ 98,8 bilhões, com incremento de R$ 6,5 bilhões em relação a janeiro de 2026. O dado mais expressivo foi o crescimento das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada, que avançaram 4.038% e atingiram R$ 25,7 bilhões, reflexo de mudanças regulatórias que ampliaram o uso desse instrumento.

Os recursos obrigatórios avançaram 5%, alcançando R$ 36,0 bilhões. Em sentido contrário, a poupança rural controlada caiu 26%, totalizando R$ 10,6 bilhões, enquanto os fundos constitucionais recuaram 7%, chegando a R$ 13,1 bilhões.

Nas fontes não controladas, o total alcançou R$ 80,7 bilhões, com redução de 24%. A LCA livre recuou 36%, para R$ 41,1 bilhões, enquanto a poupança rural livre cresceu 28%, alcançando R$ 35,2 bilhões. O BNDES Livre registrou queda de 18%, somando R$ 3,8 bilhões.

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New Holland apresenta nova geração de colheitadeiras CR na Expodireto
Expodireto Cotrijal

New Holland apresenta nova geração de colheitadeiras CR na Expodireto

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

New Holland apresenta nova geração de colheitadeiras CR na Expodireto

A New Holland apresenta na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), a nova geração de colheitadeiras da linha CR, que incorpora sistemas de automação e inteligência artificial para otimizar as operações de colheita.

Entre os modelos exibidos estão a CR7+ e a CR11. Esta última é considerada a maior colheitadeira de grãos de duplo rotor já produzida pela marca. Equipada com motor FPT Cursor 16 de 15,9 litros e 775 cv de potência, a máquina possui tanque graneleiro de 20 mil litros, plataforma de até 61 pés e capacidade de descarga de 210 litros por segundo.

A nova geração da linha CR inclui ainda os modelos CR6, CR7, CR8, CR9 e CR10. As máquinas contam com o sistema de automação IntelliSense, que utiliza sensores e câmeras para monitorar a qualidade dos grãos e ajustar automaticamente os parâmetros de operação durante a colheita. O sistema realiza leituras contínuas da máquina e pode fazer ajustes a cada 20 segundos para reduzir perdas e melhorar o desempenho.

Entre as tecnologias disponíveis na linha estão também o IntelliTurn, para manobras automáticas em cabeceiras; o IntelliField, que permite o compartilhamento de dados entre colheitadeiras; e o IntelliCruise, que ajusta automaticamente a velocidade de operação conforme as condições da cultura. Os modelos CR9, CR10 e CR11 contam com o sistema IntelliSense de série.

Outra tecnologia disponível é o NutriSense, que utiliza sensor NIR (espectroscopia no infravermelho próximo) para medir, em tempo real, parâmetros como umidade, proteína, gordura, amido e fibras dos grãos durante a colheita. As informações podem ser integradas ao monitor IntelliView 12 e enviadas para a plataforma FieldOps para análise agronômica.

Além das colheitadeiras, a empresa apresenta na feira o trator T5.110, da nova família T5. A linha inclui também o modelo T5.100 e é equipada com motor FPT S8000, com potências de 100 cv e 110 cv.

Os tratores contam com novas transmissões 24×24 ePower Shuttle HiLo e 40×40 com super redutor, além de telemetria embarcada. O modelo pode receber diferentes configurações de eixo traseiro para atender operações como preparo do solo, plantio, pulverização e colheita.

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Expodireto Cotrijal

John Deere lança colheitadeira voltada a pequenos e médios agricultores

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

John Deere lança colheitadeira voltada a pequenos e médios agricultores

A John Deere apresenta na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), a nova colheitadeira S4, desenvolvida para atender principalmente pequenos e médios produtores, perfil predominante na região Sul. A empresa participa da feira por meio dos concessionários SLC Máquinas e Alvorada.

Disponível nos modelos S4 300 e S4 400, a máquina foi projetada para operar em áreas menores e terrenos acidentados, com culturas como milho, soja, arroz, trigo, aveia, cevada e feijão. O equipamento busca facilitar a operação em locais com menor espaço de manobra e melhorar o desempenho em diferentes condições de solo, além de contribuir para a redução de perdas na colheita.

“Queremos auxiliar o produtor rural gaúcho a ser resiliente e rentável diante das adversidades climáticas que o Estado enfrenta. Por isso, desenvolvemos soluções que, por meio da inovação e das tecnologias embarcadas em nossos equipamentos, ajudam no cumprimento das janelas de cultivo, reduzem as perdas e custos de produção e garantem maior produtividade e sustentabilidade”, reforça Horacio Meza, diretor de Vendas da John Deere Brasil.

Entre os recursos da colheitadeira estão sistema de sincronização entre máquinas e conexão com o transbordo (Machine Sync), piloto automático, ajuste automático ao terreno (ATA) e câmera de ré. A cabine traz melhorias de visibilidade, iluminação interna e redução de ruídos, além de botões digitais para controle das operações. O tanque graneleiro conta com janelas de visualização, sensor de preenchimento de três quartos e cobertura redesenhada para proteção dos grãos.

Outro lançamento apresentado pela empresa na feira é o pulverizador 1025E. O equipamento tem motor de 202 cv, tanque de 2.500 litros e opções de barras de 24, 27 ou 30 metros. A máquina pode operar a até 23 km/h na pulverização e atingir 48 km/h em deslocamento.

O modelo também vem equipado com tecnologias de agricultura de precisão, como o receptor StarFire 7500, o monitor G5 e piloto automático de série. O pulverizador possui vão livre de 1,60 metro, permitindo aplicação em culturas mais altas ou em estágios avançados de desenvolvimento.

Segundo a empresa, o equipamento foi projetado para trabalhar em terrenos irregulares e curvas de nível, mantendo as quatro rodas em contato com o solo. A bitola hidráulica permite ajuste entre 2,68 metros e 3,2 metros.

 

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Expodireto Cotrijal

 Valtra apresenta 5ª geração de tratores da Série A na Expodireto Cotrijal

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

 Valtra apresenta 5ª geração de tratores da Série A na Expodireto Cotrijal

A Valtra participa da Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), com a apresentação de máquinas voltadas a diferentes etapas da produção agrícola. Entre os destaques está o lançamento da Série A5 e A5 HiTech, nova geração de tratores de média potência da marca.

Segundo a empresa, a série representa uma evolução da linha A4 e passa a utilizar motores AGCO Power de nova geração, com foco em eficiência térmica e consumo de combustível. Os modelos também incorporam recursos de agricultura de precisão, como o piloto automático Valtra Guide by Trimble, o sistema de gestão de dados TaskDoc e o Wayline Assist, que auxilia na criação de linhas de orientação em áreas de formatos irregulares. A versão A5 HiTech conta ainda com transmissão PowerShift HiTech4, que permite trocas de marcha sem uso da embreagem.

Além do lançamento, a fabricante apresenta outros equipamentos de seu portfólio, como o trator da Série S6, voltado a operações de alta potência. A linha conta com três modelos – S346, S376 e S416 – com potência máxima entre 345 e 425 cavalos e torque de até 1.750 Nm. Os tratores utilizam motor AGCO Power de 8,4 litros e transmissão CVT.

Outro modelo exibido é o trator da Série Q, com potência entre 265 e 305 cv, equipado com motor AGCO Power de 7,4 litros e transmissão CVT. Entre os recursos disponíveis está o sistema SmartTurn, que automatiza manobras de cabeceira durante as operações no campo.

A empresa também leva a plantadeira Momentum, com modelos a partir de 18 linhas de plantio e sistema de transferência de peso do chassi, e o pulverizador BS2225H HiTech, equipado com motor de quatro cilindros e sistema de pulverização com controle por válvula PWM.

Entre os equipamentos expostos está ainda a linha de tratores BM, voltada a diferentes operações agrícolas. Os modelos BM115 e BM135, com potência de até 135 cv, utilizam motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão sincronizada.

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Expodireto Cotrijal

Expodireto Cotrijal começa nesta segunda (9) com mais de 600 expositores no RS

Por Redação 09/03/2026
Escrito por Redação

Expodireto Cotrijal começa nesta segunda (9) com mais de 600 expositores no RS

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal começa nesta segunda-feira (9), em Não-Me-Toque (RS), reunindo mais de 600 expositores e expectativa de público entre 250 mil e 300 mil visitantes ao longo da semana. A programação segue até sexta-feira (13).

Os portões do parque estarão abertos diariamente das 8h às 18h para visitação. Entre os destaques do primeiro dia estão a homenagem ao deputado federal Pedro Westphalen na Calçada da Fama do Agro, na área central do parque, e a entrega do Troféu Semente de Ouro ao senador Luiz Carlos Heinze, prevista para a tarde no Auditório Central.

Durante os cinco dias de evento, a programação inclui fóruns e debates sobre cadeias produtivas como soja, milho, trigo, leite, carnes e florestas. Entre as novidades desta edição estão o 1º Fórum de Seguros da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA), na terça-feira (10), e a Abertura Nacional da Semeadura da Canola, na quarta-feira (11).

A feira também reúne espaços voltados à inovação e tecnologia, como a Arena Agrodigital, que conta com cerca de 1,6 mil metros quadrados e participação de mais de 30 empresas apresentando soluções em agricultura de precisão, inteligência artificial e automação no campo.

Outro destaque é o Pavilhão da Agricultura Familiar, com 224 expositores de 119 municípios, sendo 48 participantes estreantes nesta edição.

A Expodireto Cotrijal é organizada pela cooperativa Cotrijal e é considerada um dos principais eventos do agronegócio no Brasil.

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Mercado

Conflito no Oriente Médio: efeitos para o agro vão dos custos de insumos à instabilidade em mercados relevantes

Por Redação 06/03/2026
Escrito por Redação

Conflito no Oriente Médio: efeitos para o agro vão dos custos de insumos à instabilidade em mercados relevantes

O avanço do conflito no Oriente Médio levanta dúvidas sobre o ambiente econômico mundial nos próximos meses. Ainda que a duração e a intensidade das tensões sejam incertas, a instabilidade em rotas logísticas estratégicas e em mercados energéticos tende a repercutir rapidamente sobre cadeias globais de produção e comércio. Para o agro brasileiro, a tendência não é diferente, uma vez que o Brasil mantém relações comerciais com diversos países do eixo potencialmente afetado pela guerra.

Apenas em 2025, o Brasil exportou US$ 12,4 bilhões em produtos agrícolas para países do Oriente Médio na região em conflito, com crescimento médio anual de 49% desde 2000. O Irã respondeu por 23,6% desse total exportado, sendo o principal destino brasileiro na região neste ano, com US$ 2,9 bilhões, seguido por Arábia Saudita (23,3%) e Emirados Árabes Unidos (20,4%). No agregado, a região representou 7,4% das exportações brasileiras em 2025, com pauta concentrada em carne de frango, milho, açúcar, carne bovina e soja.

Além disso, o Oriente Médio absorveu 29% das exportações brasileiras de carne de frango, equivalentes a 1,5 milhão de toneladas. Nesse mercado, vale destacar que o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de carne halal, atendendo a rígidos padrões islâmicos de produção e tendo a região como principal destino.

O Irã, principal foco do conflito, foi também o principal comprador de milho do Brasil em 2025, com 9 milhões de toneladas. O volume registrado em 2025 ficou significativamente acima da média histórica de cerca de 5 milhões de toneladas observada na última década. Nesse contexto, um eventual comprometimento prolongado dos fluxos comerciais para a região pode gerar riscos relevantes. No caso de outras commodities, a exposição é menor: soja, com 1,3 milhão de toneladas, e açúcar, com 499 mil toneladas, representaram apenas 1,3% e 1,5% das exportações totais desses produtos, respectivamente.

Gargalos logísticos

Há ainda outra preocupação, relacionada à logística e ao consequente aumento de custos. Isso porque dois gargalos logísticos centrais para o comércio internacional tornam-se mais incertos: o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural; e Bab el-Mandeb, eixo de acesso ao Canal de Suez e rota essencial para o transporte de contêineres e bens de consumo entre Ásia e Europa. A instabilidade nesses locais, somada às incertezas sobre fornecedores da região, eleva o risco de um choque de oferta com alcance global, com potenciais repercussões relevantes para as cadeias do agro brasileiro.

Além disso, os custos logísticos tendem a ser afetados por desvios de rota e pela elevação da percepção de risco, com aumento dos prêmios de seguro no transporte marítimo e impactos diretos sobre o comércio. O resultado é a ampliação das despesas operacionais ao longo da cadeia. Com todos esses fatores combinados, a tendência é de redução da competitividade do setor produtivo brasileiro, em um contexto no qual produtores e empresas já enfrentam custos e juros elevados, além de restrições de financiamento.

Em suma, o agro brasileiro já tem demonstrado resiliência e capacidade de diversificação de mercados. Ainda assim, a escalada do conflito coloca em jogo não apenas mercados relevantes, mas também rotas estratégicas de transporte marítimo e o fluxo global de petróleo. Nesse cenário, a capacidade de adaptação do setor a eventuais rupturas logísticas será fundamental para, ao menos, mitigar riscos e preservar a competitividade do pujante agro brasileiro.

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EmpresasTecnologia

Cummins Brasil reforça presença no setor de tratores com cárter estrutural para motores de 4.5 litros

Por Redação 06/03/2026
Escrito por Redação

Cummins Brasil reforça presença no setor de tratores com cárter estrutural para motores de 4.5 litros

A Cummins Brasil segue ampliando sua participação no mercado agrícola ao destacar o cárter estrutural integrado à plataforma de motores off-highway de 4.5 litros. A solução compõe uma das linhas mais modernas, robustas e versáteis da companhia, formada pelo QSF 4.5, em sua versão eletrônica, e pelo F4.5, motor mecânico MAR-I já consolidado no setor.

O cárter estrutural da Cummins foi desenvolvido para atender às exigências específicas do segmento de tratores, entregando resistência, confiabilidade e desempenho aprimorado em aplicações severas. O componente integra-se diretamente ao motor de 4.5 litros e aos sistemas de transmissão e eixo dianteiro, formando a estrutura monobloco típica de tratores, que garante durabilidade e maior eficiência operacional.

Projetado com análises virtuais avançadas e testes de bancada, o cárter estrutural suporta condições extremas de trabalho, acompanhando o ritmo de um equipamento multifuncional essencial para as diversas etapas do ciclo agrícola — do arraste de implementos a atividades de maior complexidade no campo.

Plataforma F4.5 e QSF 4.5: desempenho, versatilidade e eficiência

A linha de motores off-highway de 4.5 litros da Cummins se destaca pela combinação de potência, alta densidade energética, baixo consumo de combustível e elevada disponibilidade do equipamento. O intervalo de manutenção de 500 horas é um diferencial que contribui para a produtividade e redução de custos nas operações agrícolas.

O modelo F4.5 mecânico oferece 149 hp a 2.200 rpm, mantendo sua posição como referência entre motores 4 cilindros da categoria MAR-I. Sua concepção contempla componentes mecânicos simplificados, garantindo excelente custo-benefício, durabilidade e facilidade de manutenção.

O QSF 4.5, por sua vez, entrega alta performance com gerenciamento eletrônico avançado, ideal para aplicações que demandam maior controle e precisão.

Ambas as versões compartilham um design modular que facilita o acesso aos principais componentes, agilizando intervenções técnicas. A compactação da plataforma permite ainda maior flexibilidade aos fabricantes, possibilitando otimizações no projeto — como tanques de combustível maiores, ampliando a autonomia, ou aumento de capacidade de carga.

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Paraná propõe ao governo federal R$ 670 bilhões para Plano Safra 2026/2027
Notícias

Paraná propõe ao governo R$ 670 bilhões para Plano Safra 2026/2027

Por Redação 06/03/2026
Escrito por Redação

O Paraná encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) uma proposta para que governo federal disponibilize R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/2027. O valor total reivindicado é 13% superior ao que o Governo Federal disponibilizou para a safra 2025/2026 (R$ 516,2 bilhões) e propõem que R$ 486,3 bilhões sejam destinados ao crédito de custeio e comercialização e R$ 183,7 bilhões para investimentos, além de redução de três pontos percentuais nas taxas de juros em relação às praticadas no último ciclo.

A proposta foi elaborada de forma conjunta pelo setor agropecuário paranaense, a partir de um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep) e pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Do volume total de R$ 670 bilhões, R$ 95 bilhões seriam recursos destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 85 bilhões ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e o restante, R$ 490 bilhões, aos demais produtores. Além do MAPA, o documento também será encaminhado ao líder da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion, e à presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, salientou que o setor trabalha de forma integrada no Estado, que é um dos maiores produtores do País, para desenvolver ainda mais a agropecuária paranaense. “Neste período, foi possível estreitar o relacionamento com todas as entidades que representam a agricultura do Paraná”, declarou.

“Já é tradição, todos os anos nos reunimos e elaboramos uma proposta conjunta para o Plano Safra”, explicou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Ele salientou que as margens hoje na agricultura são mínimas, destacando a importância de um bom Plano Safra para o desenvolvimento do setor e o retorno financeiro aos produtores rurais.

Taxa de juros

A proposta das lideranças paranaenses para baixar as taxas de juros leva em conta o comportamento da taxa Selic, que deve encerrar 2026 em torno de 12,25% ao ano, com recuo para aproximadamente 10% em 2027.

Enquanto na safra passada o juro do Pronaf variou entre 0,5% e 8% ao ano, esse ano a reivindicação é que fique entre 0,5% e 5%. Para o Pronamp, a proposta é a taxa de juro variar entre 7% e 9,5% ao ano. No ano passado, foi de 10%. E para os demais produtores e cooperativas, o pedido é que varie de 7,5% a 10%. No ciclo anterior foi de 14% ao ano.

O documento também traz contribuições específicas para as linhas de investimentos, propondo valores, limites e taxas de juros para programas como o Moderfrota, o Proirriga, o Renovagro e o Programa de Construção de Armazéns (PCA). E, também, propõe montante de recursos e limites para o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) e para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.

A proposta do Paraná inclui, ainda, um pedido específico sobre a renegociação de dívidas dos produtores afetados por adversidades climáticas. “É fundamental que o governo implemente mecanismos de apoio aos produtores impactados por adversidades climáticas, com foco na readequação das dívidas e recomposição do capital de giro”, sinaliza o documento.

As medidas propostas são: prorrogar os financiamentos de custeio por 12 meses, mantendo integralmente as condições originalmente contratadas; renegociar as operações de investimento que não puderam ser liquidadas em função das perdas climáticas, postergando o vencimento para 12 meses após o prazo originalmente previsto; e instituir uma linha emergencial de recomposição de capital de giro para produtores afetados por eventos climáticos, vinculada ao crédito rural oficial, com condições favorecidas e prazo compatível com o ciclo produtivo.

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Yanmar apresenta máquinas e equipamentos de força com condições especiais na Expodireto
Expodireto Cotrijal

Yanmar apresenta máquinas e equipamentos de força com condições especiais na Expodireto

Por Redação 05/03/2026
Escrito por Redação

Yanmar apresenta máquinas e equipamentos de força com condições especiais na Expodireto

A Yanmar, multinacional japonesa fabricante de máquinas e soluções compactas para diversos setores da indústria brasileira, entre eles, o agrícola e de construção civil, estará presente em mais uma edição da Expodireto Cotrijal, que acontece de 09 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS). 

Nesta edição, a marca apresenta uma seleção de tratores, colheitadeira, miniescavadeiras e soluções em motores e geração de energia voltadas às demandas do campo, reforçando sua atuação na agricultura familiar.

“A Expodireto é uma feira estratégica para a Yanmar, especialmente pela força da agricultura familiar no Sul do país. É uma região com produtores atentos à eficiência operacional. Em um momento de crédito mais escasso e juros elevados, estaremos presentes com condições especiais de financiamento e alternativas por meio do nosso consórcio nacional, fundamentais para que o produtor continue investindo em mecanização”, destaca Anderson Oliveira, gerente Comercial da Yanmar South America.

Tratores

O grande destaque da feira é o Solis 105 Cabinado, trator de maior potência da linha exposta pela marca no evento. Equipado com motor 4 cilindros turbo com intercooler e 107 cv, o modelo entrega força e eficiência para operações mais exigentes.

A transmissão ITAT 12×12, aliada ao levante hidráulico Mita com capacidade de 3.500 kg e dois cilindros auxiliares, proporciona versatilidade no uso de implementos agrícolas. O conforto do operador também é um diferencial, com ajuste de altura do volante, iluminação em LED e sistema de engate rápido nos braços inferiores, reguladores e estabilizadores.

Outro modelo em evidência é o YM 347 Cabinado, fabricado 100% pela Yanmar. O trator oferece 47,6 cv de potência com motor 4TNV88 e se destaca pela transmissão exclusiva 12×12 com reversor de série, além da baixa compactação do solo. Projetado para atender principalmente culturas como café e frutas, além de atividades ligadas à avicultura, alia economia, eficiência e conforto operacional.

O Solis 60, com 60 cv de potência, apresenta forte desempenho na preparação de solo. A grande distância entre eixos favorece a tração e reduz a possibilidade de empinamento. Conta ainda com embreagem dupla de dois estágios, permitindo interromper o deslocamento sem desligar a tomada de potência, característica importante em operações com roçadeiras e ensiladeiras.

Já o Solis 26 XL 9×9 combina design moderno e alta versatilidade operacional. Com transmissão 9F + 9R, torque máximo de 75,2 Nm e opções variadas de rodados, amplia sua aplicação em diferentes tipos de terreno e segmentos.

Complementando a linha, o Solis 75 Plataformado, voltado para culturas perenes e adensadas, reúne largura reduzida, motor turbo de elevado torque em baixas rotações, TDP Econômica e Proporcional, tração dianteira auxiliar e sistema hidráulico com capacidade de levante de até 2.500 kg, além de duas válvulas de controle remoto.

Miniescavadeiras

No segmento de máquinas de construção civil, a Yanmar apresenta equipamentos que são aliados do produtor rural em atividades de infraestrutura, manutenção e preparo de áreas.

A ViO17, com peso operacional de 1.740 kg, motor de 10,1 kW e profundidade de escavação de 2.200 mm, se destaca pela versatilidade e pelo sistema que facilita a manutenção das esteiras. A ViO38 amplia o desempenho com peso operacional de até 3,7 toneladas, mantendo o conceito de giro zero traseiro para atuação em espaços reduzidos.

Voltada a operadores profissionais, a ViO55 oferece potência de 36,1 kW, baixo consumo de combustível e capacidade de concha de 0,16 m³. Já a SV100C combina potência de 54,7 kW e peso operacional de 9.825 kg, entregando rendimento comparável ao de escavadeiras de maior porte, com diferenciais como deslocamento lateral da lança, lâmina frontal e sistema de inversão mecânica de comandos.

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