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Tratores para aplicações especiais serão a novidade da LS Tractor na Expodireto
Expodireto CotrijalTecnologia

Tratores para aplicações especiais serão a novidade da LS Tractor na Expodireto

Por Redação 05/03/2026
Escrito por Redação

Tratores para aplicações especiais serão a novidade da LS Tractor na Expodireto

A multinacional sul-coreana LS Tractor escolheu a Expodireto Cotrijal, que acontece de 9 a 13 de março, para destacar seus equipamentos de maneira estratégica. Entre as novidades da empresa está o trator R65, projetado para oferecer alto desempenho em propriedades que exigem precisão e versatilidade. O equipamento surge como uma solução versátil especialmente para os produtores de uvas e maça que buscam eficiência operacional.

Com potência de 65 cv e motor LS diesel turbo de quatro cilindros, a máquina entrega a força necessária para executar tarefas essenciais no vinhedo e no pomar. “Entre elas, destaque para a pulverização, roçada entre as linhas, transporte de insumos e condução de implementos específicos, mantendo excelente controle mesmo em terrenos irregulares ou com declividade”, explica, o consultor de marketing da LS Tractor, Astor Kilpp.

Precisão entre linhas

Uma das principais vantagens do modelo R65 tanto para a vitivinicultura como em pomares de macieiras é a transmissão LS Synchro Shuttle com 32 marchas à frente e 16 à ré, com reversor sincronizado aliado ao super-redutor (Creeper).

Essa combinação permite deslocamentos em velocidades extremamente baixas e controladas, fundamentais para operações delicadas entre as linhas das culturas, reduzindo riscos de danos aos frutos e às plantas, aumentando a qualidade do manejo.

“A tração 4×4 e com eixo dianteiro com sistema pivotado, garantem excelente manobrabilidade, em função do seu grau de esterçamento superior, facilitando o trabalho nessas áreas com espaço reduzido”, diz Kilpp.

O sistema de levante hidráulico moderno, permite o uso dos diversos implementos indispensáveis nestas atividades na vitivinicultura e nos pomares de maçã. Além disso, a tomada de força independente com 5 opções de rotação 540, 540E, 540SE, 750 e 1000 rpm amplia a compatibilidade com diferentes implementos, o sistema de acionamento eletro hidráulico com 2 opções (Manual ou Automático), aumenta a eficiência operacional com a máxima segurança.

A cabine original de fábrica é o diferencial mais importante, especialmente para este tipo de produção que necessita atividades com atomizadores com pulverizações frequentes para a proteção das plantas e dos frutos.

“O ambiente fechado e protegido proporciona maior segurança principalmente contra a ação da névoa dos defensivos e a poeira, menor exposição ao sol, contribuindo diretamente para o bem-estar do operador”, destaca o especialista.

Protagonismo nos aviários

Os tratores também passaram a ocupar papel estratégico dentro dos aviários, não somente nas lavouras. Cada vez mais presentes na rotina da avicultura moderna, essas máquinas se consolidam como verdadeiros coringas no manejo dos galpões, contribuindo para ganhos expressivos em produtividade, eficiência e segurança operacional.

Entre os modelos indicados para esse tipo de operação, o trator LS Tractor R50 e o R65 Rops, são modelos plataformados, com posto do operador aberto, se diferencia por sua combinação de potência, agilidade e segurança. Equipado com motor diesel LS de quatro cilindros e potência de 50 e 65cv respectivamente, estes modelos oferecem desempenho consistente e nas condições intensivas de uso se destacam pela segurança operacional.

Segundo Kilpp, o modelo otimiza etapas críticas do ciclo produtivo das aves. “Eles são fundamentais para o tratamento da cama com a utilização da rotativa, na retirada desta cama de frango ao final do ciclo, limpeza pesada dos galpões, transporte interno de insumos e movimentação de resíduos até áreas de compostagem ou aplicação agrícola”, explica.

Além disso, os tratores também desempenham papel relevante na manutenção da infraestrutura da granja, incluindo estradas internas, acessos e pátios. “O resultado é um processo mais ágil e eficiente, reduzindo o esforço manual e contribuindo diretamente para a redução dos custos operacionais”, completa o consultor.

Segurança operacional

Com a crescente utilização de tratores em ambientes confinados, como os aviários, a segurança operacional passa a ser prioridade, com um sistema de proteção eletrônica do motor que protege contra situações de alta temperatura que pode ocorrer em função de uma restrição do filtro de ar do motor, provocado pelo excesso de partículas em suspenção no ambiente interno do aviário, o sistema de proteção desliga o motor antes que algum dano possa comprometer seu funcionamento normal, evitando altos custos de manutenção. O mesmo acontece com o monitoramento da pressão de lubrificação, desta forma o trator trabalha o tempo todo com a máxima segurança operacional, reduzindo custos e agilizando as tarefas críticas, diz Kilpp.

A transmissão Synchro Shuttle com reversor sincronizado, os modelos R50 & R65 contam com 32 marchas à frente e 16 à ré, além do super-redutor (creeper), que permite tarefas em baixíssima velocidade com alta precisão das operações. Além disso, o projeto compacto destes tratores facilita a movimentação e as manobras constantes dentro do aviário durante o trabalho, enquanto a robustez garante a confiabilidade para realizar todas as tarefas.

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05/03/2026 0 Comentários
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JCB apresenta sua nova linha de escavadeiras hidráulicas no Brasil
Tecnologia

JCB apresenta sua nova linha de escavadeiras hidráulicas no Brasil

Por Redação 05/03/2026
Escrito por Redação

JCB apresenta sua nova linha de escavadeiras hidráulicas no Brasil

A JCB anuncia nesta quinta-feira (5), o lançamento de sua nova linha de escavadeiras hidráulicas no Brasil. A grande protagonista é a escavadeira JCB 205NXT, projetada para atender às demandas de robustez e simplicidade do mercado nacional, sendo o equipamento ideal para aplicações de terraplenagem geral e locação. A nova linha de escavadeiras conta ainda com os modelos JCB 220NXT e JCB 130NXT.

O lançamento está atrelado à estratégia da empresa de dobrar de tamanho até 2030, como explica Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina. “A nova linha de escavadeiras faz parte da nossa estratégia de crescimento, que começou a ser implementada dois anos atrás, quando anunciamos investimento de R$ 500 milhões, dos quais cerca de R$ 360 milhões voltados à expansão das operações e à modernização da nossa planta de Sorocaba, em São Paulo, que abastece as Américas do Sul e Central. Todos os modelos são nela produzidos”.

Segundo a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), em 2025 foram comercializadas cerca de 8 mil unidades de escavadeiras hidráulicas no Brasil. “Esse cenário reafirma a importância estratégica do segmento para a infraestrutura e o agronegócio nacional e, nesse contexto, a nova linha de escavadeiras reforça nosso compromisso em entregar máquinas que unam altos índices de confiabilidade e de eficiência operacional”, complementa Etelson Hauck, Diretor de Engenharia e Estratégia de Produto da JCB para a América Latina.

Novo modelo: JCB 205NXT

A JCB 205NXT é o destaque da nova linha de escavadeiras da JCB, equipada com motor mecânico da Cummins, o F4.5M de 150 hp. Entre os diferenciais técnicos do modelo estão:

  • Ciclos mais rápidos – A tecnologia de regeneração hidráulica recicla o óleo pelos cilindros, reduzindo o consumo de combustível.
  • Estabilidade e produtividade – Equipada com carro inferior longo (LC), esteiras de 600 mm e caçamba de 1,02 m³.
  • Tecnologia inteligente – O sistema Intellicontrol monitora em tempo real o status de combustível, alertas de integridade e modos de operação.
  • Economia – Inclui funções de marcha lenta automática e o recurso ECO Hydraulic, que minimiza perdas hidráulicas e otimiza a eficiência do combustível.
Outros modelos da linha NXT
  1. JCB 220NXT: Com aproximadamente 22 toneladas, é equipada com motor Dieselmax de 173 hp e focada em clientes de construção;
  2. JCB 130NXT: Classificada na categoria de 13 a 14 toneladas, é voltada para pequenas empreitadas. Sua principal vantagem é a versatilidade logística;
  3. JCB 130NXT: para pequenas empreitadas, e ainda pode ser transportada em caminhões menores.
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05/03/2026 0 Comentários
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Agro paulista cresce 16,7% na China e fatura US$ 6,8 bilhões em 2025
Mercado

Agro paulista cresce 16,7% na China e fatura US$ 6,8 bilhões em 2025

Por Redação 04/03/2026
Escrito por Redação

Agro paulista cresce 16,7% na China e fatura US$ 6,8 bilhões em 2025

Principal destino comercial do agronegócio paulista, a China tem uma participação de 24% nas exportações, em geral. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), em 2025, foram mais de US$6,8 bilhões nas transações financeiras, com um crescimento no valor que chega a 16,7%, em comparativo ao ano anterior.

Na balança comercial, o mercado chinês ficou à frente de países da União Europeia (US$4,1 bilhões); os Estados Unidos (US$3,5 bilhões) e a Índia (US$904,4 milhões). Para o secretário da SAA, Geraldo Melo Filho, o país asiático lidera o ranking dos que mais importam os produtos agrícolas de São Paulo, porém, o setor vem diversificando cada vez mais os acordos bilaterais.

“Os dados reforçam não apenas o peso da China como parceira comercial, mas também a forte inserção do agro paulista no mercado internacional. Quando analisamos os principais produtos da nossa pauta de exportação, ela aparece como o principal destino em todos eles. O desafio agora é continuar abrindo novos mercados para consolidar relações comerciais e ampliar ainda mais a presença do agro paulista no cenário global”, ressaltou Geraldo Melo Filho.

Principais produtos exportados

Dos produtos agrícolas de São Paulo enviados ao mercado chinês, o mais rentável, em 2025, ficou com o setor de carne (US$2 bilhões), com um aumento financeiro de 24,6%. Enquanto, os complexos de soja (US$1,6 bilhão), e sucroalcooleiro (US$1,2 bilhão), segundo e terceiro colocados, tiveram uma elevação, no período, de 12% e 24%, respectivamente.

“Os quatro principais produtos da nossa pauta de exportação, a China lidera o setor sucroalcooleiro, 18%, o setor de carnes, 29,8%, o complexo soja, 22,8% e nos produtos florestais 17%, ou seja, é um parceiro muito estratégico para o agro paulista”, reforçou o diretor da Diretoria de Pesquisa do Agronegócios (APTA) da SAA, Carlos Nabil.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, destaca o resultado positivo, perante as adversidades enfrentadas pela cadeia produtiva. “Mesmo com um cenário mais desafiador, marcado por questões geopolíticas e pela menor produção de carne em vários países. a carne bovina brasileira, hoje, chega a 177 países, o que ajuda a sustentar o ritmo dos embarques e a presença do produto nos principais mercados”, afirmou Roberto Perosa.

Enquanto, o pesquisador do IEA, Celso Vegro, reforça principalmente a entrada de café no mercado chinês (5,6 mil toneladas). “Apesar de ser uma nação consumidora de chá, as exportações da bebida brasileira já colocaram a China, em 2025, entre os 10 maiores clientes do produto. Em breve, o país se consolidará como um dos principais clientes nos próximos anos, devido ao aumento do consumo per capita que saiu de 4 a 5 xícaras em 2020 para 16 a 22 xícaras em 2025”, ressaltou o pesquisador, Celso Vegro.

Para o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, (Cecafé), Marcos Matos, o país asiático é um mercado estratégico, com expressivo potencial de crescimento no consumo de café. “A bebida vem conquistando cada vez mais espaço, inicialmente, entre os jovens, mas também, em outras faixas etárias atualmente, englobando chineses adeptos a um estilo de vida urbano e interessados em novidades, sendo associada a conveniência, socialização e status”, frisou o diretor do Cecafé.

Vale destacar que um dos principais motivos do crescimento do café paulista no mercado chinês, deve-se à expansão acelerada da cafeteria chinesa Luckin Coffee. Fundada em Pequim, em 2017, a empresa cresceu expressivamente no último ano, ao saltar de 8 mil lojas no início de 2023, para 20 mil, atualmente, em toda a China, conta Fernando Maximiliano, analista de mercado de café da StoneX.

E os exportadores brasileiros conseguiram aproveitar esta oportunidade de negócio. “Hoje, 50% de todo o café que a Luckin Coffee compra é só do Brasil. O resto é dividido com outros países”, diz o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos.

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Mercado

Conflito no Oriente Médio pode afetar até 40% das exportações brasileiras de carne bovina, alerta Abiec

Por Redação 04/03/2026
Escrito por Redação

Conflito no Oriente Médio pode afetar até 40% das exportações brasileiras de carne bovina, alerta Abiec

A escalada do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã pode impactar entre 30% e 40% das exportações brasileiras de carne bovina, segundo alerta divulgado nesta terça-feira (3) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) ao jornal Valor Econômico.

De acordo com a entidade, embora o Oriente Médio represente cerca de 10% do volume exportado — aproximadamente 250 mil toneladas — a região exerce papel estratégico na logística do comércio internacional da proteína.

Portos como os de Bahrein, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos funcionam como importantes pontos de parada e redistribuição de embarcações que seguem para mercados asiáticos.

Segundo levantamento realizado entre empresas associadas, o cenário é considerado “gravíssimo”, nas palavras do presidente da Abiec, Roberto Perosa.

De acordo com o dirigente, o impacto dependerá principalmente da duração do conflito e da capacidade de manter o fluxo logístico na região.

As exportações brasileiras de carne bovina estão estimadas em cerca de 3 milhões de toneladas em 2026. No limite, cerca de 1 milhão de toneladas poderiam ser afetadas caso haja interrupções relevantes no transporte marítimo.

Esse volume inclui embarques destinados à China, principal importadora da carne bovina brasileira, além de outros mercados do Sudeste Asiático.

Perosa ressaltou que não existem alternativas rápidas para redirecionar volumes dessa magnitude para outros destinos.

Segundo ele, também não há pedidos específicos ao governo brasileiro neste momento, já que a solução depende da evolução do cenário geopolítico e da normalização das rotas marítimas internacionais.

Fonte: Datagro 

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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026

Por Redação 03/03/2026
Escrito por Redação

IBGE prevê queda de 3% para a safra 2026, totalizando 335,7 milhões de toneladas

Clarisse Sousa – O início do ano foi mais fraco para a indústria de máquinas e equipamentos agrícolas, com retração na receita e queda nas vendas de tratores e colheitadeiras em janeiro, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abima) nesta terça-feira (3). Ao mesmo tempo, os números acumulados em 12 meses mostram desempenho positivo em parte dos indicadores, especialmente nas exportações e no nível de emprego.

De acordo com os dados apresentados, a receita líquida do setor somou R$ 3,6 bilhões em janeiro, uma queda de 13,8% em relação a dezembro e de 15,6% frente ao mesmo mês de 2025. No mercado interno, o faturamento foi de R$ 3 bilhões, com retração de 10% na comparação mensal e de 18,2% na interanual. Apesar do recuo no início do ano, o acumulado em 12 meses é positivo: alta de 4,9% na receita total e de 3,8% nas vendas internas.

A Abimaq também apresentou os dados de exportações, que atingiram US$ 117,6 milhões em janeiro, queda de 26,4% frente a dezembro, mas avanço de 14,7% na comparação com janeiro do ano passado. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 15,2%.

As importações somaram US$ 69,8 milhões, com retração de 21% em relação ao mês anterior e de 18,3% na comparação anual.

Setor revê expectativa para 2026

Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, o setor iniciou 2026 com desempenho abaixo do esperado. “Começamos o ano com um resultado bem ruim: queda de 15,6%”, afirmou.

Ele destacou que 2025 foi marcado por dois momentos distintos. “Fechamos o ano passado com alta de 7,4%, mas tivemos um primeiro semestre muito bom, com crescimento que chegou perto de 20%. Já o segundo semestre foi bastante fraco. A partir de agosto começou uma retração nas vendas.”

Apesar da desaceleração, a entidade optou por não revisar imediatamente as projeções. “Não fazia sentido rever a previsão sem entender primeiro o comportamento da safra. E a safra vem muito bem.”

Segundo Bastos, a colheita da soja já se aproxima de 70%, com produtividade superior à do ano passado tanto para soja quanto para milho. “É uma safra muito boa, com produto no campo. Esse é o nosso principal mercado.”

Ainda assim, os números recentes frustraram as expectativas. “Dezembro fechou com queda de 7,5%, janeiro com retração de 15,6% e, embora fevereiro ainda não tenha sido divulgado oficialmente, pelas conversas com as empresas o desempenho foi semelhante ao de janeiro.”

Diante desse cenário, a expectativa anterior de estabilidade foi revista. “Falávamos em crescimento próximo de 3%. Mas houve uma mudança importante a partir de agosto: o câmbio.” Segundo ele, a valorização do real reduziu a rentabilidade do produtor. “O câmbio caiu cerca de 13% e agora já chega perto de 15%. Como nossos principais produtos são commodities negociadas em dólar, quando o dólar se desvaloriza o produtor recebe menos. Isso impacta diretamente a decisão de investir em máquinas.”

A avaliação preliminar é de retração no mercado em 2026. “Ainda é cedo para falar em número fechado, mas algo em torno de 5% de queda parece razoável neste momento.”

Bastos ponderou que o ambiente internacional adiciona novas incertezas. “A possível escalada de conflitos internacionais pode impactar o câmbio e elevar custos, especialmente de fertilizantes e outros insumos. Se for uma Guerra [Estados Unidos, Israel e Irã] de curta duração, o efeito pode ser neutro. Mas, se for prolongada, pode alterar novamente o cenário.”

Ou seja, por ora, a projeção da Abimaq é de que 2026 registre vendas inferiores às de 2025, com os números sendo reavaliados conforme o comportamento do mercado ao longo dos próximos meses.

Abimaq passa a divulgar vendas de fábrica e ao usuário final

Pela primeira vez, a Abimaq detalhou os números de vendas de fábrica e de vendas ao usuário final para tratores e colheitadeiras.

No segmento de tratores, as vendas de fábrica totalizaram 1.897 unidades em janeiro, queda de 40,1% frente a dezembro e de 37,4% na comparação com janeiro de 2025. Já as vendas ao usuário final somaram 2.778 unidades, com retração de 15,2% em relação a dezembro e de 11,2% na comparação interanual.

As exportações de tratores alcançaram 217 unidades em janeiro, recuo de 43,6% frente a dezembro e estabilidade na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Colheitadeiras

No segmento de colheitadeiras, as vendas de fábrica somaram 171 unidades em janeiro, queda de 66% na comparação mensal e de 34,2% frente a janeiro de 2025. As vendas ao usuário final totalizaram 334 unidades, com retração de 6,7% ante dezembro e de 36,4% na comparação anual.

As exportações chegaram a 32 unidades em janeiro, queda de 25,6% frente ao mês anterior e avanço de 6,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O detalhamento dos dados reforça o início de ano mais fraco para a indústria, que agora trabalha com a perspectiva de retração nas vendas em 2026, em um cenário ainda marcado por pressão cambial e incertezas no ambiente internacional.

 
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03/03/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Ferramenta digital orienta produtores no controle da ferrugem asiática da soja

Por Redação 03/03/2026
Escrito por Redação
Ferramenta digital orienta produtores no controle da ferrugem asiática da soja

A ferrugem asiática é uma das doenças severas da cultura da soja // Foto: Pedro Singer

Cientistas brasileiros desenvolveram uma plataforma para o diagnóstico da ferrugem asiática da soja, uma das doenças mais severas da cultura. A tecnologia integra inteligência artificial à análise combinada de dados climáticos, agronômicos e de imagens digitais. Hospedado em nuvem, o sistema avalia o risco de ocorrência da doença e gera relatórios com recomendações técnicas de manejo, contribuindo para decisões mais precisas no campo. Agora, os pesquisadores buscam parceiros privados para viabilizar a transferência da solução ao setor produtivo.

O modelo reúne dados de sensores ambientais, imagens digitais das folhas e parâmetros agronômicos, como cultivar, espaçamento e calendário de plantio. Os resultados são apresentados em um painel on-line, que permite aos agricultores acompanhar séries temporais de dados climáticos e imagens das plantas.

O sistema foi desenvolvido no âmbito do projeto Ferramenta Digital Avançada para o Gerenciamento de Riscos Agrícolas, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A iniciativa integrou parte do doutorado do cientista da computação Ricardo Alexandre Neves na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob a orientação do pesquisador da Embrapa Instrumentação (SP) Paulo Cruvinel.

O estudo A Cloud-Based Intelligence System for Asian Rust Risk Analysis in Soybean Crops foi publicado em julho de 2025 pelo periódico AgriEngineering.

Severidade da doença gera prejuízos

A soja tem importância econômica global, devido a sua versatilidade. No Brasil, a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2025/26 é de cerca de 177,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,6% na área cultivada, totalizando 49,1 milhões de hectares.

O grão é matéria-prima para alimentos, ração animal e biocombustíveis. Mas dados da Embrapa apontam que a ferrugem asiática, provocada pelo patógeno Phakopsora pachyrhizi, pode causar até 80% de perdas na lavoura e gerar custos com o controle, que podem ultrapassar US$ 2 bilhões por safra.

A disseminação da doença é feita pelo vento, que pode espalhar o fungo na própria lavoura, em áreas vizinhas ou distantes. Portanto, dificulta seu controle.

O controle utiliza fungicidas químicos, mas a ferrugem asiática está cada vez mais resistente às diversas classes desses defensivos. “Para obter uma lavoura livre da ferrugem asiática, pode haver excesso de aplicações. Isso implica em prejuízos ao meio ambiente e aos produtores, uma vez que impacta nos custos de produção”, afirma Cruvinel.

A doença se manifesta inicialmente com manchas amareladas ou alaranjadas. No estágio intermediário, essas manchas se expandem e formam áreas avermelhadas maiores. Na fase avançada, as áreas afetadas tornam-se castanhas e cobrem grandes porções da folha, que perece.

Fusão de dados facilita diagnóstico

Os cientistas desenvolveram o sistema por on-farm research – pesquisa a campo diretamente no ambiente de produção -, em um modelo que utiliza variáveis climáticas, dados relacionados às plantas de soja, e informações obtidas a partir de imagens digitais de folhas da soja. As variáveis climatológicas foram observadas no período de monitoramento na área da cultura.

“A tecnologia classifica a favorabilidade da doença em três níveis, baixo, médio e alto, a depender da combinação do conjunto das variáveis relacionadas ao estágio de infestação. Com isso, é possível realizar diagnósticos e prognósticos de controle da doença, com maior eficácia e precisão”, complementa Neves.

Segundo ele, o nível de favorabilidade é definido por inferência estatística em função do comportamento do conjunto das variáveis consideradas e relacionadas à ocorrência da doença.

Os pesquisadores explicam que o sistema funciona a partir da junção de dados. Os principais viabilizam a análise de fatores essenciais ao desenvolvimento do fungo, como o período de molhamento foliar – umidade relativa acima de 90%, na faixa de temperatura entre 15°C e 28°C – ou o ponto de orvalho.

O trabalho utiliza técnicas avançadas e específicas de processamento para extrair informações das imagens digitais de folhas da soja. Padrões de cor, como verde, amarelo e marrom, estão associados aos estágios de evolução da doença.

Cruvinel conta que, para a fusão desses dados, o estudo avaliou dois métodos. O sistema, por fim, utiliza o modelo de Cadeias Ocultas de Markov, que oferece robustez, eficácia e eficiência ao processo de suporte à decisão. Essa metodologia se mostrou superior à de lógica Fuzzy (difusa), alcançando 100% de acerto na correspondência dos cenários avaliados sobre riscos de ocorrência da ferrugem asiática em áreas de cultura de soja.

“O modelo desenvolvido para a fusão de dados de diferentes variáveis oportunizou estruturar uma base de regras completa, que considera sistematicamente diferentes situações em que seja provável a doença ocorrer”, diz o pesquisador.

Durante o estudo de quatro anos com a cultivar convencional BRS 536 da Embrapa Soja (PR), os pesquisadores utilizaram mais de 2 gigabytes de dados por ciclo de cultura, considerando informações coletadas em lavoura real durante o cultivo, em parcelas georreferenciadas na região de Poxoréu (MT) e fotografadas sob índices de iluminação conhecidos.

Oriente Médio - Ferramenta digital orienta produtores no controle da ferrugem asiática da soja

Dados estão à disposição dos produtores na web

Os relatórios analíticos disponibilizados no painel de controle foram constituídos com base em um histórico de vinte anos e possibilitam avaliar períodos de ciclos da cultura. O sistema possui interface amigável para navegação, organizada, com informações básicas e de interesse para produtores e potenciais usuários.

De acordo com Cruvinel e Neves, os relatórios gerenciais buscam apoiar as tomadas de decisão do produtor quanto à gestão das áreas de plantio, possibilitando avaliar a ocorrência ou não da ferrugem asiática e o estágio de severidade da doença. Além disso, apresentam recomendações agronômicas baseadas no diagnóstico para o controle da doença.

Cruvinel acrescenta que esses relatórios se encontram na aba “Recomendações Agrícolas” do painel de controle, onde há também um link para o site AGROFIT, banco de informações sobre os produtos agroquímicos e afins registrados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para consultas e seleção de fungicidas recomendados para o controle da ferrugem asiática.

Solução reduz uso de fungicidas

Os pesquisadores afirmam que o sistema viabiliza o monitoramento da presença ou não da ferrugem asiática da soja, bem como a avaliação da dinâmica de ocorrência da doença, em seus diferentes estágios de severidade e risco no processo agrícola produtivo.

“O ponto-chave da pesquisa foi criar um método que integra dados heterogêneos para oferecer um diagnóstico mais confiável. Depender apenas de imagens ou apenas de dados climáticos isolados não é suficiente para uma avaliação precisa, o que pode levar a diagnósticos falso-positivos. Além disso, a solução oferece prevenção e uso racional de fungicidas”, afirma Neves, que é atualmente professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus de São João da Boa Vista.

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Agropecuária avança 11,7% em 2025 e puxa PIB brasileiro para 2,3%
Mercado

Agropecuária avança 11,7% em 2025 e puxa PIB brasileiro para 2,3%

Por Redação 03/03/2026
Escrito por Redação

Agropecuária avança 11,7% em 2025 e puxa PIB brasileiro para 2,3%

O Valor Adicionado da Agropecuária ao Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,7% em 2025, somando 775,3 bilhões, de acordo com informações do Instituto Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas nesta terça-feira (3). 

De acordo com o IBGE, o crescimento na Agropecuária decorreu, principalmente, de aumentos na produção e ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram produções recordes na série histórica. Cabe ressaltar que a Pecuária também teve contribuição positiva em 2025.

No último trimestre de 2025, em relação ao mesmo período de 2024, houve um aumento de 12,1% na Agropecuária, nessa comparação, devido à contribuição positiva da Pecuária e ao bom desempenho de alguns produtos com safra relevante no trimestre, com destaque para fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%).

PIB nacional 

O PIB do país totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025 e cresceu 2,3% frente a 2024. Com isso, o PIB per capita alcançou R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior.

O PIB resultou do aumento de 2,4% do Valor Adicionado a preços básicos e de 1,7% no volume dos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado nesta comparação refletiu os desempenhos da Agropecuária (11,7%), da Indústria (1,4%) e dos Serviços (1,8%).

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Queda nos preços deve reduzir faturamento da agropecuária em 2026
Mercado

Queda nos preços deve reduzir faturamento da agropecuária em 2026

Por Redação 02/03/2026
Escrito por Redação

Queda nos preços deve reduzir faturamento da agropecuária em 2026

Clarisse Sousa – O Valor Bruto da Produção (VBP), indicador que mede o faturamento das propriedades rurais a partir das atividades agrícolas e pecuárias, deve alcançar R$ 1,40 trilhão em 2026, conforme a CNA. O resultado representa uma queda de 4,6% em relação ao registrado em 2025, segundo estimativas baseadas nos preços reais recebidos pelos produtores, corrigidos pelo IGP-DI.

A retração ocorre mesmo diante da expectativa de aumento na produção pecuária e em parte das principais culturas agrícolas. De acordo com a CNA, o principal fator para a redução do VBP é a projeção de preços médios mais baixos neste ano em comparação com 2025, o que impacta diretamente o faturamento do setor.

Na agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 926,9 bilhões, recuo de 4,5% frente ao ano anterior. A maioria dos produtos deve registrar queda nos preços, com exceção do caroço de algodão, do feijão e da maçã.

A soja, principal cultura do país, deve apresentar leve alta de 0,6% no VBP. Apesar do aumento da produção estimado em 3,79%, a redução de 3,0% nos preços limita o crescimento do faturamento. Já o milho deve enfrentar um cenário mais desafiador, com queda tanto nos preços (-5,3%) quanto na produção (-1,92%), resultando em retração de 7,1% no VBP.

A cana-de-açúcar também deve registrar recuo, estimado em 6,5%, influenciado principalmente pela redução de 7,0% nos preços, mesmo com leve avanço produtivo. Entre os destaques positivos está o café arábica, que deve crescer 18,4% no VBP. O aumento expressivo da produção, projetado em 23,29%, tende a compensar a queda de 3,9% nos preços.

Na pecuária, o faturamento previsto é de R$ 476,3 bilhões, queda de 4,7% em relação a 2025. A expectativa é de redução do VBP na maior parte das atividades, refletindo a projeção de preços mais baixos ao longo do ano.

A carne bovina é a única exceção, com previsão de aumento de 3,7% nos preços. Ainda assim, a queda estimada de 5,73% na produção deve resultar em recuo de 2,3% no faturamento da atividade. Nos demais segmentos, o crescimento da produção não deve ultrapassar 3%, enquanto as quedas de preços superam 4%.

Nesse cenário, o VBP deve recuar 1,6% na carne de frango, 11,0% no leite, 1,8% na carne suína e 22,8% na produção de ovos, reforçando a tendência de menor faturamento da pecuária em 2026.

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02/03/2026 0 Comentários
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Notícias

Riscos climáticos desafiam a agricultura e ampliam espaço para ciência de dados no Brasil

Por Redação 02/03/2026
Escrito por Redação

Riscos climáticos desafiam a agricultura e ampliam espaço para ciência de dados no Brasil

A agricultura brasileira opera sob risco permanente — e cada vez mais complexo. Da volatilidade dos preços às secas prolongadas, passando por pragas, geadas e ondas de calor, o produtor toma decisões em um ambiente onde clima, mercado e tecnologia se entrelaçam. Para o pesquisador Alfredo José Barreto Luiz, da Embrapa Meio Ambiente, compreender e medir esses riscos é um dos grandes desafios contemporâneos — e uma oportunidade para a Estatística.

“O risco é parte da engrenagem. O problema maior é a incerteza”, resume o pesquisador, citando o livro O Sinal e o Ruído, de Nate Silver. A diferença é fundamental: risco é aquilo que pode ser estimado, que permite associar uma probabilidade a um evento. Incerteza é o que escapa à medição, o imprevisível que pode multiplicar erros por cem ou mil vezes. Essa distinção, aparentemente teórica, tem impacto direto no campo.

Risco: do cotidiano à lavoura

No cotidiano, o conceito de risco está associado a comportamentos como fumar, dirigir em alta velocidade ou praticar esportes radicais. Na economia, aparece no risco-país, nas aplicações financeiras voláteis, nas oscilações de juros e câmbio, no risco de crédito ou de liquidez.

Na agricultura, o cenário é ainda mais multifacetado. O produtor enfrenta volatilidade de preços de insumos e produtos, agravada pela distância no tempo entre plantio e colheita; pragas e doenças, cuja ocorrência depende do clima e do custo de controle; disponibilidade sazonal de mão de obra e condições de financiamento e acesso ao seguro rural. A esses fatores somam-se os riscos climáticos, que se intensificam com as mudanças globais.

Chuvas excessivas na colheita, granizo, geadas, ondas de altas temperaturas, secas prolongadas e, sobretudo, a desuniformidade climática dentro de uma mesma região são hoje ameaças recorrentes.

“O problema não é apenas a média do clima, mas sua variabilidade”, afirma Alfredo Luiz. Uma safra pode ser comprometida não por falta total de chuva, mas pela má distribuição ao longo do ciclo da cultura. Diante desse cenário, ferramentas baseadas em dados tornaram-se estratégicas.

ZARC: política pública baseada em risco

Aplicado pela primeira vez na safra do trigo de 1996, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) reúne o trabalho de mais de 60 pesquisadores e resulta de um consórcio entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Embrapa, universidades e instituições estaduais de pesquisa.

O ZARC é uma ferramenta de apoio à política agrícola que analisa o risco derivado da variabilidade climática, considerando características da cultura e do solo. Na prática, ele quantifica o risco climático para cada época de semeadura e localidade; indica janelas de plantio mais seguras; contribui para reduzir perdas e racionalizar o crédito agrícola; apoia programas de seguro rural e funciona como instrumento indireto de transferência de tecnologia.

Ao definir períodos de menor risco, o ZARC condiciona o acesso a crédito e seguro, estimulando o produtor a adotar práticas mais seguras.

Por trás dessas recomendações estão métodos estatísticos robustos. Conceitos como risco absoluto, risco relativo, razão de chances (odds ratio) e funções de risco fazem parte do arsenal analítico utilizado para interpretar dados climáticos e agrícolas.

Além disso, a análise moderna de riscos incorpora ferramentas como inteligência artificial; simulação de Monte Carlo; aprendizagem de máquina; modelos computacionais complexos; modelos de sobrevivência, como o modelo de Cox e, segundo o pesquisador, “bom senso e boa estatística”.

“A Estatística transforma dados em informação útil para o planejamento rural”, destaca Alfredo Luiz. Segundo ele, a Ciência de Dados amplia essa capacidade ao integrar grandes volumes de informações históricas, meteorológicas e produtivas.

Entre as frentes prioritárias estão análise de séries temporais climáticas; estimativa de probabilidades de eventos extremos; modelagem estatística da produtividade; validação e calibração de modelos agrometeorológicos; avaliação de incertezas e construção de cenários e apoio à formulação de políticas públicas e comunicação de risco.

Desafio técnico e cultural

Apesar dos avanços, o pesquisador alerta que nenhuma técnica substitui o entendimento profundo do problema. “É fundamental conhecer a realidade agrícola, não apenas aplicar métodos sofisticados”, afirma.

A recomendação é clara: estatísticos e cientistas de dados devem se envolver com o campo, dialogar com agrônomos, meteorologistas e produtores. Só assim será possível transformar números em decisões eficazes.

Num cenário de mudanças climáticas globais e crescente pressão por produtividade, a agricultura brasileira dependerá cada vez mais da capacidade de medir, modelar e comunicar riscos. Se o risco “lubrifica a engrenagem”, como diz Nate Silver, cabe à Estatística garantir que a máquina continue funcionando — mesmo sob tempestades.

 

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Expodireto CotrijalTecnologia

Massey Ferguson apresenta novas versões de tratores na Expodireto 2026

Por Redação 02/03/2026
Escrito por Redação

Massey Ferguson apresenta novas versões de tratores na Expodireto 2026

A Massey Ferguson anunciou a ampliação do seu portfólio com novas configurações de tratores, reforçando sua estratégia de oferecer soluções alinhadas às necessidades de cada operação no campo e aos diferentes perfis de produtores. Os tratores estarão expostos na Expodireto Cotrijal, que acontece de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque (RS).

As novas versões do MF 4700 e do MF 7718 foram desenvolvidas para atender às demandas de diferentes segmentos do agronegócio brasileiro. “São tratores já reconhecidos no mercado, com vários importantes prêmios, preparados para atender diferentes níveis de operação e com possibilidade de evolução tecnológica, conforme a necessidade do cliente”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto Massey Ferguson.

As novas versões do MF 4700 foram desenvolvidas para produtores que demandam um trator versátil, robusto e eficiente, por exemplo, em operações de citros, pecuária ou mesmo arroz. A configuração mantém os principais atributos da linha MF 4700, com foco em facilidade de operação e alta disponibilidade no campo.

O modelo é equipado com motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, proporcionando eficiência no consumo de combustível por hectare e desempenho adequado às aplicações do dia a dia. A transmissão 12×12, com reversão mecânica, oferece excelente escalonamento de marchas, favorecendo operações que exigem trocas frequentes de direção e controle preciso de velocidade.

Com capacidade de levante de 3 toneladas e vazão hidráulica de 65 litros por minuto, o MF 4700 atende uma ampla gama de implementos. A cabine com visibilidade 360° contribui para maior conforto, segurança e controle operacional, mesmo em jornadas prolongadas. “O MF 4700 é um trator extremamente equilibrado. Ele entrega desempenho, simplicidade operacional e robustez, características muito valorizadas por produtores de citros e pecuária, que precisam de máquinas confiáveis para o uso diário”, complementa Zanetti.

MF 7718: seis cilindros e 180 cv

O trator MF 7718 chega ao mercado como um novo modelo da renomada série MF7700 Dyna 6, desenvolvida para atender produtores que demandam um trator robusto, simples na operação e altamente confiável, especialmente em aplicações que exigem força contínua e eficiência operacional. O modelo passa a contar com motor de 180 cavalos e seis cilindros, desenvolvido para oferecer desempenho adequado às necessidades das operações no campo.

Equipado com transmissão Dyna-6 (24×24), o MF 7718 oferece versatilidade e performance, com trocas automáticas de marcha que garantem maior rendimento em diferentes tipos de aplicação. O trator mantém um conceito de simplicidade, posicionando-se como uma solução de alto custo-benefício dentro da faixa de potência de 180 cv.

O modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático, com válvulas e pré-disposição hidráulica, permitindo que o produtor adicione futuramente terminal e antena de forma simples e viável, caso deseje evoluir em tecnologia. O sistema hidráulico com vazão de 150 litros por minuto foi dimensionado para atender implementos exigentes, como plantadeiras pneumáticas.

O MF 7718 estará disponível em três versões, desenvolvidas para atender diferentes realidades regionais e produtivas:

  • Grãos, com rodado duplo;
  • Cana-de-açúcar, com rodado simples e eixo de 3 metros;
  • Arrozeiro, com pneus R2, voltado especialmente para produtores da Região Sul.

“Nosso objetivo é oferecer soluções ajustadas à realidade do produtor, ampliando o acesso a tratores robustos e consagrados, agora em versões mais simples, competitivas e alinhadas às necessidades específicas de cada segmento do agronegócio”, finaliza o especialista.

 

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