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Notícias

Governo regulamenta o Selo Arte, lei que trata de alimentos artesanais

Por Daniel Santos 19/07/2019
Escrito por Daniel Santos

 Lei do Selo Arte, que permite a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel e embutidos, foi regulamentada nesta quinta-feira (18). A certificação é um sonho antigo de produtores artesanais, que poderão acessar mais mercados e aumentar sua renda. Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, assinar o decreto, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) comemorou e afirmou que os produtores não vai mais ficar “confinados” à sua cidade, à sua comunidade.

“Acabou a clandestinidade. Ele vai poder andar pelo Brasil de cabeça erguida e ser conhecido. E teremos, como o Selo Arte, mais identidades geográficas e isso certamente será um incentivo para que surjam mais produtos genuínos de qualidade”, disse a ministra. 

A primeira etapa de aplicação do Selo Arte será para produtos lácteos, especialmente queijos. As próximas etapas vão abranger produtos cárneos (embutidos, linguiças, defumados), produtos de origem de pescados (defumados, linguiças) e produtos oriundos de abelhas (mel, própolis e cera).

Além do decreto que regulamenta a Lei do Selo Arte, foram assinadas a normativa do logotipo do Selo e duas instruções normativas que tratam da aplicabilidade do decreto. Uma delas traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação do Selo Arte. As instruções normativas devem ficar em consulta pública por 30 dias.

“Com essas mudanças legais, fica permitida, portanto, a comercialização interestadual de alimentos produzidos de forma artesanal. As mercadorias serão fiscalizadas pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias”, explicou a Tereza Cristina. 

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também exaltou a regulamentação do Selo Arte. “A partir do Selo Arte, o pequeno produtor artesanal vai poder levar seus produtos aos melhores mercados, e o limite dessa participação é onde ele for capaz de chegar com a qualidade do seu produto”, disse. 

Outro a discursar no evento, foi  o presidente da Associação de Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), João Carlos Leite. Ele considerou que a assinatura do decreto é um reconhecimento que é possível produzir alimentos agro artesanais com segurança e de alto valor agregado. Leite também afirmou que os produtores querem “usar esse momento para olhar o futuro, para superar as dificuldades diárias e vencer aquele sentimento de vergonha e miudeza, que só as 180 mil famílias que atualmente vivem da produção do agro artesanato sabem o que é”. 

A lei
A Lei do Selo Arte (13.680/2018), publicada em junho do ano passado, modifica uma legislação de 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Com a mudança, fica permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. A lei éde autoria do Deputado Federal Evair de Melo (PP-ES) e a elaboração do modelo do Selo contou com a parceria do Sebrae.

- Governo regulamenta o Selo Arte, lei que trata de alimentos artesanais
Selo para produtos lácteos é comemorado pela ministra, presidente e produtor de Minas Gerais | Foto:

Atualmente, a comercialização de produtos artesanais é limitada ao município ou estado em que o alimento é feito e inspecionado. Com a regulamentação, os produtos poderão ser vendidos em diferentes estados, desde que tenham o Selo Arte. A mudança irá beneficiar milhares de produtores artesanais, garantindo acesso ao mercado formal e a agregação de valor dos produtos agropecuários.

A estimativa é que 170 mil produtores de queijos artesanais no Brasil sejam beneficiários diretos da regulamentação neste primeiro momento.

Para a ministra, este é um anseio de toda cadeia de produtos artesanais brasileiros. “É uma iniciativa muito esperada e que está sendo comemorada em todos os recantos desse país. Não só pelos produtores, mas pelos consumidores também, que passam a ter acesso facilitado a essas iguarias, com a segurança de que está comprando um produto de qualidade, fiscalizado pelos órgãos estaduais”, disse a ministra Tereza Cristina.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, destaca que o Selo Arte vai representar a emancipação do pequeno produtor e do produtor artesanal. “Com isso, agora ele terá todo o território nacional para poder vender o seu produto. E o consumidor terá uma ampla variedade de produtos para escolher a partir de agora, ou seja o produtor ganha e o consumidor ganha”, diz.

Consumidores
Com o Selo Arte, o consumidor terá a segurança de que a produção é artesanal, e respeita as características e métodos tradicionais. Os produtos serão fiscalizados pelos órgãos estaduais e deverão seguir as boas práticas agropecuárias e sanitárias.

O diretor do departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas do Ministério da Agricultura, Orlando Melo de Castro, explica que o Selo Arte vai beneficiar os produtores, que terão acesso a mais mercados, e também os consumidores.

“Antes, não havia uma regulamentação que previa o comércio fora do estado. Tendo o selo arte, ele poderá comercializar em todo o território nacional. Isso é um ganho para o produtor e para o consumidor, que vai comprar um produto sabidamente fiscalizado, que tem controles na legislação, tanto na questão da produção do leite como no processo de fabricação. Isso é uma garantia e uma segurança para o consumidor, que vai encontrar esses produtos em diferentes praças do país”, diz Castro.

Ele lembra também que essa certificação já é uma prática comum em países na Europa, como Itália, França e Espanha, com alta valorização dos produtos. “O ganho é muito significativo para o produtor em termos de preço e também de legalização do seu produto no mercado. Passa a ser uma possibilidade para pequenas famílias de produtores terem alta renda oriundo da sua produção de leite, o que hoje é muito difícil”, explica.

O secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Fernando Mendes, também destaca que o Selo Arte abre novas oportunidades para os trabalhadores rurais e garante a qualidade dos produtos, que serão fiscalizados segundo as normas vigentes de vigilância.

“O Selo Arte representa enorme avanço ao permitir o acesso ao mercado de produtos alimentícios artesanais diferenciados e com atributos próprios de qualidade, gerando inúmeras oportunidades de emprego e renda no campo. Ao consumidor, o selo representa a segurança do produto, uma vez que atesta que o processo de fabricação foi submetido ao controle do serviço de inspeção oficial”, disse Mendes.

Características
Os produtos alimentícios identificados com o Selo Arte deverão ser feitos com matérias-primas de origem animal produzidas na propriedade ou com origem determinada e os procedimentos de fabricação devem ser predominantemente manuais. Além disso, deverão ser adotadas boas práticas de fabricação, para garantir a produção de alimento seguro ao consumidor, e boas práticas agropecuárias, contemplando sistemas de produção sustentáveis.

Por ser caracterizado pela fabricação individualizada e genuína, o produto artesanal poderá ter variabilidade sensorial entre os lotes. Na produção artesanal, a composição e o processamento seguem receitas e técnicas tradicionais de domínio dos manipuladores e o uso de ingredientes industrializados deve ser restrito ao mínimo indispensável por razão de segurança, não sendo permitida a adição de corantes e aromatizantes artificiais.

Além da comercialização interestadual de produtos, a regulamentação do Selo Arte vai diminuir a burocracia para o registro e comercialização de produtos artesanais e facilitar a identificação e o reconhecimento dos produtos através do selo.

Inspeção
O Ministério da Agricultura vai estabelecer os critérios para a comercialização interestadual desses produtos, garantindo o cumprimento das exigências sanitárias e dos requisitos de excelência de produção artesanal, que evidenciam o vínculo cultural e territorial.

Os estados e o Distrito Federal ficarão responsáveis pela concessão do Selo Arte e pela fiscalização desses produtos, cabendo ao Ministério da Agricultura coordenar a implementação da política e realizar a gestão do sistema de concessão e controle do Selo. Cada selo terá um número de rastreabilidade que permitirá ao consumidor identificar o nome do produtor, data e local de fabricação do produto.

“O Mapa vai orquestrar toda a engrenagem, realizando o fomento de boas práticas, incentivando a produção artesanal. Também vai aconselhar e dar capacitação por meio da Embrapa e de parceiros como o Sistema S e as escolas. O Mapa tem todo o interesse de favorecer a produção artesanal no Brasil”, diz Fernando Camargo.

Fonte: Ministério da Agricultura

19/07/2019 0 Comentários
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Notícias

Energia elétrica ainda se impõe como gargalo no campo

Por Daniel Santos 19/07/2019
Escrito por Daniel Santos

O fornecimento de energia elétrica à propriedade do pecuarista leiteiro Cristian José Nodari, de Palotina, Oeste do Paraná, estava oscilando muito naquela quarta-feira, 4 de fevereiro de 2019. A cada uma das quedas recorrentes de energia, desligavam-se todos os equipamentos que automatizam a produção, inclusive os aparelhos de refrigeração. A sucessão de desligamentos danificou componentes do tanque de expansão da propriedade, fazendo com que se azedassem 5,4 mil litros de leite.

Os prejuízos em decorrência da oscilação no fornecimento de energia à fazenda de Nodari estão longe de ser pontuais. Ao contrário, transcorrem de forma quase habitual.  Todos os equipamentos da propriedade – como frízeres, tanques, ventiladores e ordenhadeiras – funcionam em 220 volts. Entretanto, segundo o pecuarista, não é essa a tensão que chega à linha. Com a rede fraca, as quedas de energia são constantes e já fazem com que o produtor rural acumule prejuízos.

“Só neste ano, meu prejuízo por causa dessas quedas já passa de R$ 20 mil, em menos de seis meses”, afirma Nodari. “A energia era para chegar aqui em 220 [volts], mas chega em 160, 170. É difícil você achar um ponto em que chegue 200”, acrescenta.

Os infortúnios provocados pelas oscilações ou quedas frequentes de energia elétrica se repetem em propriedades rurais de rigorosamente todas as regiões do Paraná. Isso ocorre porque a rede do Paraná é considerada antiga – em algumas regiões, tem mais de três décadas – e o modelo de geração, transmissão e distribuição adotado no Brasil – calcado em cabeamento aéreo – faz com que a energia chegue “fraca” e de forma instável nas pontas, notadamente no campo.

Ocorre que, ao longo das últimas décadas, o setor agropecuário decolou de forma profissionalizada, principalmente em algumas regiões do Estado. Em 20 anos, por exemplo, o Valor Bruto da Produção (VBP) saltou de R$ 1 bilhão para R$ 15,5 bilhões na avicultura paranaense, de R$ 412 milhões para R$ 5,7 bilhões na pecuária leiteira e de R$ 60,5  milhões para R$ 615,2 milhões na piscicultura. No mesmo período, a produção de leite do Paraná triplicou e o Estado conquistou a liderança na produção de aves e peixes.

Todos esses resultados foram obtidos às custas de muitos investimentos e profissionalização constantes dos respectivos setores. Com isso, aumentou acentuadamente a demanda por energia. Em contrapartida, os investimentos na atualização da rede elétrica não ocorreram na mesma proporção. Em muitas regiões, os sistemas não têm sido capazes de dar conta da necessidade energética crescente, puxada principalmente por agropecuaristas e agroindústrias, o que acaba por se impor como um gargalo.

“O produtor rural está fazendo a parte dele. Está se atualizando e investindo de forma maciça em tecnologia. Agora, nós precisamos que a infraestrutura acompanhe, com investimentos na mesma medida”, diz o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

- Energia elétrica ainda se impõe como gargalo no campo

Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), os aportes na modernização da rede têm sido feitos de forma constante, mas essa decolagem acentuada do agronegócio pode dar a falsa sensação de que o sistema elétrico ficou estagnado. Até por isso, a empresa anunciou o que chama de “o maior investimento de sua história”.

“O produtor rural deixou de demandar só seu ponto de energia. Hoje, ele é uma pequena indústria rural, com maquinário, tecnologia e a demanda por energia se tornou muito maior. Por isso, às vezes, mesmo a gente melhorando a qualidade do fornecimento na área rural, o produtor pode ter a sensação de que piorou”, avalia o gerente de  distribuição da Copel, Maximiliano Orfali.

Na ponta do lápis
Há mais de dez anos, a FAEP vem detalhando à Secretaria da Agricultura do Paraná e à Copel a urgência de se modernizar as linhas de transmissão e os sistemas de  distribuição, principalmente nas áreas rurais, onde se concentram as reclamações de oscilações e quedas. Uma avaliação de impacto elaborada recentemente pelo Departamento Técnico Econômico (DTE) da Federação aponta o tamanho do prejuízo diário que essa deficiência pode gerar.

No caso da avicultura, em razão do grande número de animais alojados em um único aviário, as cifras são mais significativas. Um produtor que mantenha 50 mil aves alojadas e que receberia da integradora R$ 0,78 por cabeça, por exemplo, amargaria perdas de R$ 39 mil. Isso se deve ao fato de que, em quedas de energia por períodos prolongados, todo o plantel corre risco de morte, principalmente pela falta de climatização.

Na pecuária leiteira, um pecuarista que produza 1,5 mil litros por dia e que faça a captação a cada 48 horas, arcaria com um prejuízo médio de R$ 3,5 mil, em caso de interrupções de energia. “Tudo isso, em apenas um dia. Bastaria que os equipamentos essenciais à atividade ficassem fora de operação por determinado período, de acordo com o caso”, diz o economista Luiz Eliezer Ferreira, do DTE da FAEP.

Exemplos concretos comprovam o levantamento da Federação. Em 2013, a oscilação de energia danificou o gerador da propriedade de Edmilson Zabott, em Palotina, na região Oeste, provocando uma série de mortes de frangos, alojados em seus cinco aviários. “Eu alojava 110 mil unidades por lote. Em cada um dos cinco barracões, perdi 33 mil aves. O prejuízo total foi de quase R$ 150 mil. O estrago só não foi maior, porque me dirigi ao responsável da Copel, que agilizou o religamento”, conta.

Zabott também já acumula perdas nas outras atividades a que se dedica: pecuária leiteira e piscicultura. O produtor rural até “coleciona” fotos e vídeos de cardumes de tilápia mortos em sua propriedade, em decorrência da oscilação de energia. “A produção de proteína animal dobrou na região Oeste do Paraná, a ponto de sermos uma potência do agronegócio, mas o sistema elétrico não acompanhou essa evolução”, aponta Zabott. “Vai ver que a culpa de tudo isso é do produtor rural, que investiu pesado em tecnologia e automação. Se tivéssemos ficado no século passado, a Copel não teria esses problemas”, ironiza.

Quedas em números
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 95,3% das reclamações de consumidores da Copel decorrem de interrupção do fornecimento de energia. A empresa informa que, em média, os consumidores paranaenses (campo e cidade) tiveram seis interrupções de fornecimento em 2018, o que totalizou 10 horas sem luz. Considerando só as unidades consumidoras localizadas em áreas rurais, a média é mais que o dobro: 15 quedas de energia, atingindo 30 horas sem fornecimento elétrico.

“Normalmente, um tempo razoável médio gira em torno de quatro horas para que o religamento seja feito, dependendo do defeito. Claro, pode ser bem mais rápido se o efeito for simples de corrigir e pode ser bem mais demorado se for severo”, explica Orfali.

Copel vai investir R$ 1,7 bilhão em três anos
A Copel anunciou que, até 2021, irá investir R$ 1,7 bilhão no fortalecimento do sistema elétrico, como forma de garantir suporte à produção agropecuária. Deste montante, R$ 474 milhões serão aplicados na rede da região Oeste. Segundo a companhia, R$ 836 milhões serão aportados em todo o Estado já em 2019. Trata-se do maior investimento da história da empresa.

Segundo o diretor de distribuição da Copel, Maximiliano Orfali, o aporte ocorrerá em obras estruturantes, que vão dar mais robustez ao sistema. Também estão previstas intervenções na média tensão, as que mais se aproximam do consumidor final. “E estas obras, inclusive, serão as mais sentidas pelo nosso cliente final, pois vão diminuir o número de vezes que ele fica sem energia e, também, a redução do tempo que vai ficar sem energia quando houver falta”, aponta.

Estão previstos investimentos em todas as regiões do Paraná, com base em critérios técnicos, de acordo com a demanda de cada uma – principalmente em áreas do Oeste, Sudoeste e Noroeste. “São regiões que, nos últimos anos, tiveram um aumento da demanda superior à média do Paraná e muito superior à média do Brasil, em função do desenvolvimento econômico. São regiões que, por esse crescimento, acabaram demandando mais de nossa rede”, diz Orfali.

Fonte: Sistema FAEP

19/07/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Fábrica da Beckhauser, em Maringá, deve ficar pronta até o final do ano

Por Daniel Santos 19/07/2019
Escrito por Daniel Santos

A nova fábrica da Beckhauser, empresa pioneira no desenvolvimento de soluções para contenção na pecuária, em Maringá deve ficar pronta até o final do ano. Localizada no Parque Industrial Bandeirantes, a nova planta fabril conta com uma área construída de 4 mil m² e as obras devem ser finalizadas até o mês de outubro, quando terá início a transferência de maquinários provenientes da atual planta em Paranavaí, a instalação de novos equipamentos e contratações de colaboradores. A operação deve gerar entre 40 e 50 novos postos de trabalho na região.

“A Beckhauser é reconhecida no mercado pecuário pelo pioneirismo em desenvolver soluções que são referência em tecnologia e levam produtividade ao manejo, com respeito ao bem-estar animal e cuidando da segurança das pessoas. A decisão de investir em uma nova fábrica foi tomada para que possamos nos desenvolver em níveis tecnológicos mais altos, aprimorando ainda mais o que oferecemos no campo, expandindo a atuação para crescer de forma constante e organizada”, destaca a presidente da empresa, Mariana Beckheuser.

Mais moderna e tecnológica, a nova fábrica da Beckhauser em Maringá foi concebida levando em conta princípios de sustentabilidade, com o uso de energia solar e captação de água de chuva para uso nas operações. A previsão é que esteja em pleno funcionamento no início de 2020.

A escolha da cidade de Maringá para a instalação do novo empreendimento foi embasada em um criterioso estudo de viabilidade, comparando dados de diversas regiões do Brasil e, inclusive, do Paraguai, com apoio de consultoria especializada. Critérios como cadeia de suprimentos especializada, facilidades logísticas e disponibilidade de centros de formação e de desenvolvimento tecnológico compuseram a análise ao lado de outros como IDH e o potencial impacto da mudança sobre a equipe.

“Maringá vem se estabelecendo como um núcleo de excelência, preparado ao longo dos anos para ser vetor dos avanços das indústrias de transformação, notadamente no setor metalmecânico”, salienta o presidente do Conselho da empresa, José Carlos Beckheuser.

Fonte: Beckhauser/Assessoria

19/07/2019 0 Comentários
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Sistema de plantio direto na lavoura de mandioca é mais sustentável e rentável
Notícias

Sistema de plantio direto na lavoura de mandioca é mais sustentável e rentável

Por redação 17/07/2019
Escrito por redação

Pesquisa mostra que o plantio direto, feito sobre a palhada da cultura anterior, é capaz de aumentar produtividade da mandioca em até 50%, além de elevar a qualidade do solo. Também chamado de plantio mínimo ou plantio reduzido, o sistema de plantio direto (SPD) é utilizado em grandes culturas de grãos, como milho, soja e trigo.

No Centro-Sul do Brasil, região de grande importância na produção brasileira de mandioca e que concentra 80% das indústrias brasileiras produtoras de fécula, o SPD tem sido testado com sucesso na cultura. Conhecida pela sua versatilidade e rusticidade, a mandioca também tem como característica esgotar rapidamente o solo quando não bem manejado, por isso, o SPD foi testado como alternativa para resolver o problema.

O trabalho foi desenvolvido por equipes da Embrapa, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que observaram que a adoção de sistemas conservacionistas de produção poderia trazer vários benefícios para toda a cadeia produtiva, desde a redução de cerca de 90% das perdas de solo, diminuição de custos de preparo da área até a melhoria da qualidade do solo e da produtividade.

Entre os resultados alcançados, foi lançada uma variedade adequada ao plantio direto, a BRS CS01, que está em franca expansão na região, e outra cultivar está prestes a ser introduzida no mercado.

O plantio direto com mandioca
Basicamente, o plantio direto é um sistema que envolve o não revolvimento do solo, como acontece no sistema convencional. Ou seja, a implantação da cultura é realizada diretamente sobre uma palhada dessecada. “Não revolvendo o solo, existe maior preservação da matéria orgânica, diminui-se o risco de erosão, têm-se custos menores e a cultura fica em um ambiente melhor, com temperatura mais amena e maior manutenção da umidade”, explica o pesquisador Marco Rangel, lotado no campo avançado da Embrapa Mandioca e Fruticultura na Embrapa Soja, em Londrina (PR). O cientista frisa que essas vantagens têm potencial para agregar valor aos produtos processados, uma vez que os consumidores estão cada vez mais exigentes em relação à sustentabilidade do meio ambiente.

O desafio da adaptação
A ideia de adaptar o SPD à cultura surgiu porque a maior parte da mandioca do Centro-Sul está plantada sobre um solo de arenito, bastante suscetível à erosão. “O que se faz comumente aqui é ‘tombar’ a pastagem e fazer várias operações de preparação do solo, de modo que ele fica muito mais sujeito à erosão, o que não podemos aceitar mais. A mandioca entrou na região para promover a reforma da pastagem”, destaca Rangel.

O solo chamado Arenito do Oeste é ainda mais suscetível à erosão por causa da falta de estrutura e da chuva comum na região, salienta o engenheiro-agrônomo Emerson Fey, professor da Unioeste no campus de Marechal Cândido Rondon e parceiro de das pesquisas da Embrapa no Centro-Sul. “A grande vantagem do plantio direto é a proteção do solo. O impacto da gota de chuva é menor e não se perde água”, explica.

Segundo Rangel, nas regiões onde existe rotação de culturas anuais foi mais fácil adaptar o plantio direto. “Isso aconteceu porque já existia um preparo anterior do solo. Porém, nas regiões de pastagem, com o solo já empobrecido, tivemos de ajustar o sistema para que a mandioca viesse a produzir da mesma forma que no convencional. Com os parceiros, desenvolvemos as variedades e uma máquina plantadora e chegamos a um conjunto de fatores que tornou possível o uso do plantio direto”, informa o pesquisador da Embrapa.

Nos preparos conservacionistas mantém-se pelo menos 30% do solo coberto com palha após o plantio utilizando equipamentos como escarificadores ou subsoladores que rompem o solo sem inverter as camadas, como ocorre com os arados de aivecas, de discos e grades.

“Normalmente, o produtor já usa a plantadora específica para mandioca, que deposita as manivas no sulco de plantio em condições adequadas para a brotação e o desenvolvimento das plantas. Com algumas adaptações nessa plantadora, com o sulcador e o disco para cortar a palhada, o plantio direto já fica viabilizado. Conforme a escala, o produtor também pode fazer manualmente”, assegura o pesquisador.

Cuidados e adaptações do plantio direto
A depender do tipo de palha, da região e do clima, fazem-se alguns ajustes. “Logicamente, é preciso um certo tempo para se ganhar estabilidade, verificar a dinâmica de nutrientes, a resposta das raízes etc. A produtividade não vai aumentar no primeiro ano e o produtor tem de estar ciente que podem ser necessárias adaptações. O excesso de palhada de braquiária na linha de plantio, por exemplo, pode atrapalhar o início da produção. A solução seria, então, remover um pouco dessa palhada”, detalha.

Em áreas em que já é feita rotação de culturas, pode-se usar palhada de qualquer cultura: milho, soja, aveia preta ou trigo. “Já está praticamente concluído o desenvolvimento do plantio direto sobre pastagens, que também são bastante extensas na região noroeste do Paraná”, informa Rangel. A apropriação do SPD na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é considerada uma boa oportunidade pelo pesquisador.

O cientista alerta para alguns cuidados prévios antes de aderir ao SPD. “O produtor tem de estar preparado para enfrentar esse ambiente diferente, principalmente com relação ao solo. As partes física e química desse solo devem estar bem adequadas”, recomenda Rangel alertando para a importância do uso de uma plantadora adaptada e de variedades adequadas, uma vez que nem todas se adaptam bem ao plantio direto.  “O programa de melhoramento genético da mandioca da Embrapa trabalha fortemente para identificar genótipos que tenham comportamento superior e, ao mesmo tempo, estável dentro desse sistema.  “Acreditamos que esse sistema possa trazer benefícios a toda a mandiocultura”, aposta o cientista.

Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura

 

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17/07/2019 0 Comentários
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Coluna

Drones devem revolucionar auditoria no agronegócio

Por Daniel Santos 11/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Marcos Bassi e André Monaretti*


Nesse ambiente, a utilização de tecnologia, já aplicada intensamente, está diretamente relacionada com a geração de emprego e renda. Com recursos tecnológicos, os níveis de produtividade do agronegócio brasileiro tem desempenho muitas vezes superior ao dos principais competidores mundiais. No caso da soja, por exemplo, a produtividade média mundial da safra de 2017/18 foi de 2,74 ton/hectare, enquanto, no Brasil, foi de 3,47 ton/hectare. Os Estados Unidos (principal concorrente) tiveram produtividade 5% inferior à do Brasil.O agronegócio brasileiro tem contribuído significativamente para os índices econômicos do Brasil, atingindo cada vez mais profissionalização, governança, gestão, eficiência e produtividade. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) revelam que esse setor responde por 42% das exportações brasileiras, atingindo US$ 102 bilhões em 2018, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior e saldo positivo na balança comercial brasileira de quase US$ 90 bilhões. Esses números, alinhados com o fato do agronegócio representar 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, provam que o Brasil País é uma potência global no setor.

As perspectivas são otimistas e o Brasil já reúne mais de 135 empresas de desenvolvimento tecnológico direcionadas para o aprimoramento do agronegócio. Entre as soluções mais atuais, estão as que envolvem agricultura de precisão, drones, satélites, análise de dados, Internet das Coisas, inteligência artificial e gestão em nuvem.

Um dos recursos que vem ganhando espaço está associado à utilização de drones para diversas finalidades. Considerando a versatilidade desses equipamentos e o baixo custo de operação, muitas fazendas empregam drones para realizar análise da plantação, demarcação de plantio, acompanhamento de safra e pastagem, pulverização, monitoramento de desmatamento e vigilância.

Além de todas essas possibilidades, a convergência com o trabalho de auditoria está na utilização dos drones para a contagem de rebanhos, garantindo um inventário mais preciso e eficiente com a localização de animais em menos tempo, envolvendo menos pessoas e reduzindo custos.

O inventário de cabeças de gado é essencial para a proteção do patrimônio e o controle das movimentações, contribuindo também para melhorar eficiência da produção, rentabilidade dos negócios e sustentabilidade da operação. Com os drones, a expectativa de contagens de 30 mil cabeças, que demandaria o envolvimento de várias pessoas e aproximadamente 40 dias de trabalho, pode ser feita em até cinco dias. Para que isso ocorra, os drones sobrevoam as propriedades rurais e, por meio do registro de imagens e integração com recursos de computação, fazem a contagem dos animais.

Como a transformação digital está impactando todos os setores, o agronegócio também deve sofrer mudanças. Produtores rurais e grandes investidores já perceberam a necessidade de se reinventarem, estão atentos às tendências e têm destinado recursos financeiros que deverão ampliar ainda mais este mercado. Aproveitar o potencial de crescimento do agronegócio brasileiro é, nesse sentido, apostar em um produto determinante para o sucesso econômico do Brasil em termos de desenvolvimento econômico com geração de emprego e renda.

Em um mundo cada vez mais globalizado, a resiliência das organizações e a capacidade de se manterem competitivas está diretamente relacionada com a implementação de tecnologias inovadoras em escala internacional. Tendo em vista a qualidade do agronegócio brasileiro, há ainda um potencial a ser explorado para que a produção aumente ainda mais, gerando resultados positivos à economia e contribuindo para a melhoria dos índices nacionais de desenvolvimento.

 

Marcos Bassi é sócio da KPMG no Brasil; André Monaretti é sócio-líder de Agronegócio da KPMG no Brasil

 

11/07/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Com tecnologia da Jacto, TIM e Nokia levam conectividade para fazenda da Amaggi

Por Daniel Santos 10/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Com o objetivo de levar conectividade 4G para a fazenda Água Quente (MT), propriedade da AMAGGI, a Jacto, fornecedora da solução OtmisNET, TIM, e a Nokia, responsáveis por a levar solução 4G TIM no Campo para a fazenda, estão realizando o projeto-piloto “Telemeclima”.  O intuito da iniciativa é evidenciar como as tecnologias embarcadas nas máquinas colaboram para uma gestão mais racional no agronegócio, fornecendo informações em tempo real, possibilitando redução de custos e permitindo que o trabalho seja feito de forma preventiva, mitigando desperdícios e falhas.

Nesta fase, serão conectados cerca de 700 equipamentos agrícolas, além de outras ‘coisas’ que possam utilizar a infraestrutura nesse ecossistema, que se beneficiarão da rede 4G da TIM para melhorar a atuação na fazenda da AMAGGI, uma das principais empresas agrícolas do Brasil com atuação nas áreas de produção agrícola, logística e operações, commodities e energia.

“A tecnologia OtmisNET tem o diferencial de ser multimarcas, podendo ser usada para plantio, pulverização, adubação, colheita e preparo do solo, independente do fabricante da máquina. Assim, o produtor rural ou o gestor agrícola acompanha em tempo real todo o processo produtivo, facilitando as tomadas de decisão. Só conseguimos fazer gestão quando medimos as variáveis do processo. E a solução, com o suporte da conectividade da parceria, permite essa agilidade, essa identificação e intervenção no momento em que as falhas estão acontecendo”, explica Cristiano Pontelli, gerente de negócios da Otmis, marca da Jacto para agricultura de precisão.

 “Queremos contribuir com a nossa expertise para facilitar a vida do produtor, aumentando sua produtividade. A TIM é líder no 4G e no processo de digitalização do campo utilizando a faixa de 700 MHz, o que garante ampla cobertura em áreas internas e externas da fazenda, conectando não só as máquinas, mas também as pessoas. A parceria com a AMAGGI reforça nossa meta que é conectar cinco milhões de hectares com o 4G até o fim do ano”, afirma Alexandre Dal Forno, Head de Produtos B2B & IoT da TIM Brasil.

 A eficiência operacional do projeto depende também do fornecimento de equipamentos de ponta nesse ecossistema conectado. “A Nokia está comprometida com a digitalização do Agronegócio, fornecendo soluções de ponta em conectividade, IoT (Internet das Coisas) e redes de alta performance para impulsionar o desenvolvimento do setor. O projeto em parceria com a AMAGGI, TIM e Jacto trará ganhos de competitividade e eficiência operacional por meio de inovações tecnológicas fundamentais, como 4G sobre satélite para conectar pessoas e coisas nas fazendas, tudo preparado para evoluir, no futuro, para o 5G. ”, conta Leonardo Finizola, Diretor de Novos Negócios da Nokia no Brasil.

Entre outros ganhos destacados está a comunicação entre máquinas (Machine to machine), que só é possível graças à conectividade; com a sincronização automática das áreas trabalhadas entre os equipamentos, há a troca de dados em tempo real, reduzindo erros operacionais, como falhas e sobreposições, e aumentando a eficiência operacional.

“Esperamos que esse trabalho traga um ganho maior de performance operacional, além da facilidade de comunicação entre os nossos colaboradores, que agora podem realizar chamadas de videoconferência para uma tomada de decisão ou intervenção mecânica remota, caso necessário”, explica Pedro Valente, diretor da AMAGGI Agro.

Fonte: Jacto

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Coluna

Reduzir espaçamento entre bananeiras pode dobrar a produção da fruta no Amazonas

Por Daniel Santos 10/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Estudos conduzidos pela Embrapa Amazônia Ocidental no município de Iranduba (AM) comprovaram que a técnica de adensamento, que reduz o espaçamento no plantio de bananeira, é capaz de dobrar a produtividade de frutas por hectare no estado do Amazonas. A conclusão é resultado de pesquisas que testaram diferentes adensamentos no cultivo do plátano Pacovan, conhecido como banana-da-terra, um produto de grande importância socioeconômica para o Norte e o Nordeste do Brasil. A produção da fruta nessas regiões, estimada em cerca de seis mil toneladas, corresponde a aproximadamente 9% do volume total de banana no País e é insuficiente para atender às demandas dos mercados interno e externo.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Luadir Gasparotto, a bananeira é tradicionalmente cultivada no Amazonas no espaçamento de três metros entre as fileiras por três metros entre as plantas, o que representa cerca de 1,1 mil plantas por hectare. Porém, os experimentos realizados na Fazenda Amazonas demonstraram que um menor espaçamento pode representar ganhos significativos em produção e produtividade. Entre os espaçamentos avaliados, o de 2 m x 2 m foi o que mostrou maior viabilidade produtiva e econômica. “Essas avaliações demonstram que, desde que se utilizem as tecnologias recomendadas pela Embrapa, ou seja, um manejo adequado, é possível aumentar significativamente a produtividade”, analisa Gasparotto.

Os resultados mostraram que o plantio no espaçamento de 2 m x 2 m, com 2.500 plantas por hectare, a produtividade aumentou por volta de 130% em relação à densidade de plantio mais comum no estado, de 3 m x 3 m. Segundo o pesquisador da Embrapa José Olenilson Pinheiro, da área de socioeconomia, a produtividade média com o plantio mais adensado foi de 23,3 toneladas de banana por hectare. Mais do que o dobro do volume médio obtido no estado, de cerca de dez toneladas por hectare, de acordo com registros de 2017 do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável no Amazonas (Idam).

Os estudos nasceram da necessidade de aumentar a produção da banana-da-terra e, consequentemente, a renda dos produtores da região. Também conhecida como D’angola, Comprida, Ringideira ou Farta Velhaco em outros mercados do País, é uma das cultivares mais apreciadas no estado do Amazonas, onde participa de vários pratos da culinária local, seja frita, assada, cozida ou na forma de chip. Entretanto, a produtividade ainda é muito baixa e insuficiente para atender à demanda interna, levando à necessidade de comprar de outros estados.

O experimento
O adensamento foi a alternativa selecionada pela equipe de pesquisadores da Embrapa para incrementar a produtividade das plantações na região. O manejo cultural das plantas, assim como o cronograma de adubação na instalação e condução do experimento, foi realizado de acordo com as orientações técnicas já disponibilizadas pela Embrapa Amazônia Ocidental. Nesse ensaio experimental, foram avaliadas as densidades de plantio com 5.000 plantas ha (2 m x 1 m), 3.300 plantas ha (2 m x 1,5 m), 2.500 plantas ha (2 m x 2 m), 1.667 plantas ha (3 m x 2 m e 4 m x 2 m x 2 m) e 1.111 plantas ha  (3 m x 3 m).

O estudo mostrou ainda que o espaçamento em que houve maior produtividade foi o de 2 m x 1,5 m. Porém, como o custo de produção foi muito maior, a melhor receita líquida obtida foi na configuração de 2 m x 2 m. De acordo com as avaliações econômicas, a receita líquida nesse modelo chegou a R$ 9,3 mil.

Para a realização desse cálculo foram avaliados todos os custos necessários para a implantação e a condução da área plantada. Foram considerados os desembolsos nas fases de despesa com o preparo da área e plantio (calagem, gradagem, marcação das covas, abertura e adubação das covas e plantio); insumos (mudas, calcário, adubos químicos, esterco de galinha, herbicida, fungicida e irrigação); tratos culturais (mão-de-obra para o desperfilhamento, desfolha, controle químico das plantas daninhas, adubação de cobertura e controle da sigatoka-negra) e colheita (mão-de-obra para a coleta dos cachos, despalma, sanitização e embalagem).

De acordo com Gasparaotto, os dados de produtividade coletados nos estudos de avaliação de diferentes estandes de banana Pacovan podem não ser suficientes para assegurar uma recomendação de plantio aos diferentes perfis de agricultores no estado. Dessa forma, associar aos dados de produtividade uma análise econômico-financeira da viabilidade e da rentabilidade dos adensamentos torna a ferramenta mais segura para o processo de tomada de decisão e adoção da tecnologia pelos agricultores do Amazonas. Para a análise econômica, foram determinados os seguintes parâmetros: produção de quilos de pencas, custo de produção, receita bruta (considerando o preço de R$ 2,00 por kg), receita líquida, considerando esses parâmetros por hectare, taxa de retorno em percentual do investimento em 12 meses e em um mês.

Benefícios também para o meio ambiente
A pesquisadora da Embrapa Mirza Carla Normando Pereira, que também participou dos experimentos e das análises, ressalta que, além dos ganhos de renda e produtividade, o maior adensamento também traz vantagens para o meio ambiente. Segundo ela, ao aumentar a produção em uma mesma área, diminui a necessidade de abertura de novas frentes para a produção, contribuindo para a redução da pressão sobre o desmatamento de novas áreas de floresta e capoeira no estado do Amazonas.

Como a Pacovan é suscetível à sigatoka-negra, e não há cultivar similar resistente e produtiva para substituí-la, a única alternativa para a produção comercial é a aplicação de fungicidas. O controle químico foi efetuado com o auxílio de uma seringa dosadora e as aplicações iniciaram em plantas a partir dos quatro meses de idade, quando o pseudocaule apresentou pelo menos 40 cm de circunferência medida à distância de 1,5 m do solo. As aplicações foram repetidas em intervalos de 60 dias e cessadas quando as plantas emitiram o cacho. Quando a planta-mãe floresceu, o fungicida passou a ser aplicado na planta-filha, e assim sucessivamente.

Segundo Luadir Gasparotto, atualmente está sendo conduzida a avaliação do segundo ciclo de produção, o que vai proporcionar mais subsídios para repassar aos produtores. O pesquisador ressalta ainda que na região, os plantios de Pacovan são explorados normalmente até o terceiro ou quarto ciclo devido ao afloramento do rizoma. Por isso, é imprescindível a adoção de todas as tecnologias recomendadas, como a adubação e a condução correta do sistema de desperfilhamento. Com isso, se proporciona condições ideais de luminosidade, o que mantém a eficiência fotossintética das plantas, a produtividade e a viabilidade econômica da atividade ao longo de todo o período de exploração comercial do bananal. “O plantio da cultivar Pacovan, associado a técnicas adequadas de manejo, como cultivos mais adensados, são alternativas sustentáveis e viáveis economicamente para o aumento da produtividade e da longevidade dos cultivos no estado”, afirma Gasparotto.

Técnica proporciona maior eficiência no controle da sigatoka-negra
Identificada há cerca de 20 anos em plantações no estado do Amazonas, a sigatoka-negra se espalhou por diferentes regiões do País trazendo enormes perdas para produtores de banana. Causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, a doença caracteriza-se por manchas escuras nas folhas da planta, que parecem estrias, o que dificulta a realização de fotossíntese, prejudicando a formação de frutos e assim causando prejuízos que chegam à perda total da produção. Em 1998, a sikatoga-negra foi registrada pela primeira vez no Brasil, identificada pelos pesquisadores da Embrapa Luadir Gasparotto e José Clério Rezende Pereira em plantios nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant (AM), na fronteira com a Colômbia e Peru.

De acordo com Gasparotto, há duas formas de reduzir as perdas com a doença: o plantio de cultivares resistentes ou o controle por meio da utilização de fungicidas. No caso da banana Pacovan, que é suscetível ao fungo, o controle deve ser feito por meio da utilização de fungicidas. Estudos realizados pela Embrapa indicaram que, nas condições do estado do Amazonas, onde o clima é quente e úmido, seriam necessárias 52 pulverizações por ano com fungicidas protetores, ou 26 com fungicidas sistêmicos, para controlar a sigatoka-negra. “Esse tipo de controle por pulverização não seria viável na região amazônica, em razão do alto custo econômico e impacto ambiental”, explica o pesquisador Gasparotto.

Em busca de alternativas para viabilizar a produção de cultivares suscetíveis ao fungo, uma equipe da Embrapa Amazônia Ocidental, coordenada pelos pesquisadores Gasparotto e Rezende Pereira, desenvolveu uma técnica que usa de forma eficiente menor quantidade de fungicida, reduz riscos na aplicação e oferece maior controle na aplicação em locais específicos da planta. Depois de inúmeros testes, verificou-se que com a aplicação do fungicida em um local específico de cada bananeira, chamada de axila da segunda folha, é possível obter maior eficiência do produto e diminuir consideravelmente o número necessário de aplicações.

Para uso dessa técnica, foi elaborado um equipamento adaptado a partir de uma seringa veterinária, mangueira de silicone ou látex e um cano com uma das pontas curvadas. O equipamento permite colocar gotas do fungicida no local específico, com uma dose recomendada, dependendo do fungicida utilizado de um a dois mililitros por planta. “Isso evita a dispersão do produto no ambiente e torna possível controlar a doença com apenas três aplicações por ciclo produtivo, que seria em torno de dez a 12 meses”, ressalta Gasparotto.

Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental

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Notícias

Distribuição de híbridos de cacau mobiliza produtores no Pará

Por Daniel Santos 10/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Um dos principais resultados das sementes desenvolvidas pela equipe de melhoramento genético da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) é o aumento da produtividade de cacau no estado do Pará. É na Amazônia, especificamente no Pará, que está hoje a maior produtividade de cacau do país e até do mundo.

“A produtividade do cacaueiro aqui na Amazônia, atualmente, é o triplo da produtividade da Bahia, em termos de rendimento médio por hectare. Aqui na Amazônia, a colheita nunca é menor do que 900 quilos por hectare. Tem regiões aqui na transamazônica que a produtividade média ultrapassa 1,5 mil quilos por hectare”, informou Fernando Mendes, chefe do Serviço de Pesquisa na Superintendência da Ceplac no Pará.

As novas lavouras estão se estabelecendo nos chamados pólos cacaueiros, em áreas que foram objeto de estudos científicos e levantamentos sistemáticos sobre condições de clima e solo por estudiosos da Ceplac e outras instituições. Atualmente, a produção de cacau se concentra em cinco regiões do estado: desde o sudoeste, por onde passa a transamazônica, o oeste, o sudeste, nordeste, até o chamado baixo Tocantins.

“O Pará se coloca como um estado altamente estratégico para garantir uma expansão forte da produção de cacau no país. Nós plantamos todo ano cerca de 8 a 10 mil hectares de cacau. O nosso rendimento por unidade de área é superior à Costa do Marfim e Gana, que são países do continente africano, maior produtor de cacau do mundo”, disse Raul Guimarães, engenheiro agrônomo da Ceplac, especialista em desenvolvimento agroambiental.

Segundo a Ceplac, o estado do Pará tem incorporado uma média de mil a 1,5 mil novos agricultores por ano na cadeia produtiva de cacau. O pesquisador explica que um dos principais insumos que garante o sucesso da lavoura de cacau no Pará é a semente híbrida produzida na Ceplac há mais de 30 anos.

Sementes da esperança
“Abençoado dinheiro que fornece uma bebida doce e proveitosa para a humanidade”, disse o historiador italiano Pedro Martyr da Algeria, em 1530, sobre o uso do cacau como moeda para comprar, vender mercadorias e pagar tributos na América Central.

Naquela época, as amêndoas de cacau também eram usadas pelos povos Maias em cerimônias de nascimento, como presente de casamento, e eram associadas ao poder divino, conforme relato do livro “A cacauicultura na Amazônia”, escrito por pesquisadores da Ceplac.

Alguns séculos depois, o cacau ainda está associado à riqueza e prosperidade. No interior do Pará, a procura por semente do cacaueiro aumentou muito nos últimos anos e promoveu o avanço da cultura do cacau na região. No bioma considerado berço do cacau, o plantio com sementes híbridas tem gerado transformação social.

Em diferentes regiões do estado, principalmente nas pequenas cidades do entorno da Transamazônica, os técnicos da Ceplac que atuam na extensão rural relatam que é possível ver a mudança no padrão de vida dos habitantes depois do crescimento das lavouras de cacau.

“Quem plantou cacau teve sucesso, prosperou, melhorou a vida. Os outros municípios que veem onde tem cacau, onde tem Ceplac, querem também pegar essa semente da esperança que mudou a vida de muita gente. Os cacauicultores não chegam na porta da prefeitura pedindo auxílio. O que eles pedem é melhoria na estrada para escoar a produção”, comenta Nilson Rossy, coordenador do Serviço de Extensão Rural da Ceplac no Pará e Amazonas.

Assim como eu outras regiões amazônicas da América, onde a cacauicultura influenciou no processo civilizatório desde o século 16, o plantio do cacau foi incentivado no interior do Pará, já no século 20, com o objetivo de preencher o vazio demográfico e ser uma fonte de renda viável para as áreas de assentamento.

“Inicialmente, o foco foi ocupar estes vazios e se observava a cultura do cacau como uma alternativa, porque é uma cultura permanente”, relata Rossy.  “A conclusão que chegamos é plantar com sementes híbridas, porque nós cruzamos plantas produtivas com plantas resistentes e hoje temos 20 materiais nas estações para distribuir para os produtores. Dessa mistura, tem cacau de todo tamanho, rugoso, liso, roxo, amarelo, de todo tipo”, acrescenta Rossy.

Capacitação
É o trabalho da extensão rural que garante a distribuição das sementes híbridas entre os cacauicultores do Pará e do Amazonas. Hoje, a Superintendência da Ceplac no Pará atende cerca de 26 mil famílias cacauicultoras, situadas em diferentes áreas do estado. É por meio de acordos de cooperação técnica firmados com as prefeituras que a Ceplac distribui as sementes híbridas de cacau para os produtores.

“Por exemplo, o município do Xingu solicitou para a Ceplac dois milhões de sementes e a nossa representante lá criou um grupo para ajudar na mobilização dos produtores. Eles preenchem uma ficha com dados pessoais e assinam um recibo”, explica Rossy.

A técnica responsável pela distribuição das sementes no município de São Félix do Xingu, Katiuscia Guimarães, relata que o perfil de solicitantes de sementes é variada, desde cacauicultores iniciantes até aqueles mais experientes que já estão plantando cacau de qualidade e querem expandir a área de produção.

“A demanda por semente aumentou do ano passado pra cá mais ou menos uns 30%, porque hoje eles estão buscando alternativas de recuperação de áreas degradadas para não fazer novas aberturas. E a vida deles mudou com o cacau, porque é uma renda que eles podem contar”, disse Katiuscia.

Cerca de 80% dos produtores que recebem as sementes híbridas são pequenos e estão em áreas de difícil acesso. Muitos deles nunca plantaram cacau ou ainda têm pouca experiência com o manejo da planta, por isso demandam muita atenção da assistência, cada vez mais escassa na região.

- Distribuição de híbridos de cacau mobiliza produtores no Pará

A planta que dá origem à matéria prima do chocolate está servindo como fonte de renda e transformação social na Amazônia | Foto: Divulgação

Segundo os pesquisadores da Ceplac, se o produtor receber assistência técnica com regularidade, esse material genético tem potencial para produzir até três toneladas de cacau por hectare, o que equivale ao triplo da produtividade atual.

A entrega das sementes é gratuita. Como a Ceplac está com número reduzido de técnicos, os produtores inscritos recorrem às associações, sindicatos ou cooperativas para buscar as sementes produzidas nas estações experimentais.

No ano passado, foram entregues, 13,1 milhões de sementes. Este ano, os produtores que se inscreveram no primeiro semestre pediram 11,5 milhões de sementes, mas, a distribuição pode atingir a marca de 14 milhões até o fim do ano. “Eles plantam todas as sementes que recebem. Nós temos a semente da esperança, que tem mudado a vida dos agricultores. Melhorou a nossa qualidade de vida,  por isso continuamos aqui, precisando passar adiante esse conhecimento para a cacauicultura”, comenta Rossy.

Além das sementes híbridas, o estado tem várias características ambientais e institucionais que o colocam em condição de vantagem em relação a outras regiões produtoras.

“Temos o maior banco de germoplasma de cacau do mundo, clima e solo altamente propícios para cultivo do cacau em sistemas agroflorestais, temos o produtor muito interessado em plantar cacau, dadas as vantagens técnicas, econômicas e ambientais que a cultura oferece ao produtor”, ressaltou Guimarães.

O servidor acrescenta que o Pará tem uma quantidade expressiva de áreas degradadas ou alteradas que podem servir para expansão da cacauicultura, além de apresentar um dos programas de incentivo à mais exitosos para agricultura tropical e perene.

“Hoje, as discussões sobre desenvolvimento agroambiental no mundo sempre tratam da conservação dos recursos naturais e a cacauicultura se encaixa muito bem neste cenário, porque possibilita a recuperação de áreas alteradas e a sua reincorporação ao sistema produtivo”, comentou Guimarães.

Os pesquisadores ressaltam que, desde 1996, a Ceplac não distribui sementes híbridas para plantios de cacau que tenham origem no desmatamento e assiste somente cacauicultores que cultivam em áreas alteradas que estão em recuperação. Os especialistas calculam que só na Amazônia, as lavouras de cacau são responsáveis pelo armazenamento de 124 toneladas de carbono.

“O estado do Pará, de 1996 para cá, recuperou 142 mil hectares de áreas que estavam alteradas, porque é uma política do órgão não dar assistência nem distribuir semente para plantios que suprimem a mata original. É uma contribuição do Ministério da Agricultura, a partir da Ceplac, para recuperar o meio ambiente. Quem faz na essência é o produtor, mas se não fosse uma diretriz, alguns produtores ainda estariam derrubando área”, destacou Fernando Mendes.

Cacau amazônico
A Transamazônica se transformou em uma espécie de rota da prosperidade e foi lá que emergiu a chamada capital do cacau: Medicilândia. O município recebeu este título depois de atingir a produtividade média superior a de muitos países produtores de cacau.

O cacau produzido na Amazônia está se destacando além das fronteiras da região Norte. Segundo a Ceplac, das sete amostras que foram selecionadas pelo Brasil para concorrer à premiação que selecionará a melhor amêndoa de chocolate no mundo, durante o Salão de Chocolate de Paris, duas são do município paraense de Uruará, situado na transamazônica.

As outras amêndoas são da Bahia e do Espírito Santo. O festival será realizado no final de outubro.

“Isso é fruto do banco de germoplasma, das coletas que foram feitas, do experimento de competição de híbridos, de onde nós tiramos aqueles 20, 22 mil genótipos que, hoje, estão nas mãos dos produtores que foram capazes de fazer uma amêndoa de cacau que concorreu no Brasil e vão concorrer em Paris”, comemorou Mendes.

Em Medicilândia, também foi criada uma das primeiras fábricas de chocolate fino produzido a partir das amêndoas cultivadas na Amazônia e com apoio do Funcacau (Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará).

A produção é da Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), que seleciona o cacau de seus cooperados, todos da agricultura familiar.  A marca produzida com o cacau da transamazônica é vendida em lojas próprias no Pará e em franquias de outros estados do país.

Mudança de cultura
Um dos produtores de cacau da região que estendeu o negócio para a produção de chocolate e comercializa por meio da cooperativa é Ivan Dantas. Depois de desistir do plantio de arroz e feijão, o produtor começou a cultivar cacau no início da década de 80, incentivado por técnicos da Ceplac e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

“A Ceplac chegando aqui falou o que o cacau significaria pra gente em termos de produção. Aí, resolvemos plantar cacau. Graças a Deus, foi a saída pra gente né, essa esperança, porque não tinha opção. A gente abandonou o arroz e a economia de Medicilândia hoje está voltada para o cacau”, relatou Dantas.

Dantas relata que os produtores da região têm mantido uma boa produtividade e garantido o sustento das famílias. “Quando se fala em agricultura, não tem nada melhor que o cacau. É uma planta que trabalha na sombra e te dá uma renda todo mês”, destaca Dantas.

O produtor acrescenta ainda os benefícios da produção de cacau tanto para o meio ambiente quanto para os trabalhadores e consumidores. “A gente mora na Amazônia e o que o pessoal mais cobra aqui é em relação ao desmatamento. E quando você planta cacau, você protege o meio ambiente, porque o cacau necessita da sombra. Se você ver uma lavoura de cacau aqui, não é uma lavoura, é uma selva. É uma lavoura abençoada em todos os sentidos”, conclui.

O cacauicultor lamenta que ainda falta mão-de-obra para trabalhar na lavoura. Ele quer investir mais esforços na produção de amêndoas de qualidade para agregar valor no produto final. O produtor espera que o estado ofereça mais oportunidades de qualificação sobre a produção de cacau de qualidade. “Quando isso for incentivado, vai aumentar demais o consumo de cacau e as pessoas vão consumir o verdadeiro chocolate, que é sem misturas, excesso de leite e açúcar”.

- Distribuição de híbridos de cacau mobiliza produtores no Pará

Dantas conta que depois que decidiu produzir cacau fino, “começou a andar pelo mundo”, se dedicou a melhorar o nível
de acidez do produto e os chocolates feitos a partir de suas amêndoas já ganharam prêmios de qualidade, inclusive internacionais.

“A gente fica feliz da vida. Somos muito gratos ao pessoal da Ceplac que sempre nos orientou em relação a isso aí. É muito gratificante”, disse.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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Notícias

AgRural: colheita do milho de segunda safra atinge 44% da área

Por Daniel Santos 10/07/2019
Escrito por Daniel Santos

A consultoria paranaense AgRural calcula que a colheita da safrinha de milho 2019 até a última quinta-feira (04) atingiu 44% da área cultivada com o cereal no Centro-Sul do Brasil.

O percentual representa um avanço de 12 pontos sobre os 32% de uma semana antes e é bem superior aos 16% do ano passado. Mato Grosso lidera os trabalhos no país, com 60% de sua área já colhida.

Segundo os analistas da AgRural, os produtores já não se queixam de problemas de qualidade em nenhum estado da região. “Mesmo a frente fria do fim de semana, que causou geadas no Paraná, não resultou em perdas, uma vez que praticamente toda a área ainda por colher já atingiu a maturação fisiológica.”

- AgRural: colheita do milho de segunda safra atinge 44% da área

A queda de temperatura dos últimos dias pode dificultar perda de umidade dos grãos nas lavouras e desacelerar o ritmo dos trabalhos | Foto: Marcelo Min / Ed.Globo

Eles ressaltam que a queda das temperaturas em todo o Centro-Sul tende a dificultar a perda de umidade dos grãos, o que pode desacelerar o bom ritmo atual de colheita.

No mês passado, a AgRural estimou a produção de milho na segunda safra 2019 do Brasil em recorde de 75,7 milhões de toneladas. O número será revisado nesta primeira quinzena de julho.

Fonte: Globo Rural

10/07/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Guarany desenvolve pulverizador costal mais ergonômico

Por Daniel Santos 04/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Focada em oferecer conforto, segurança e qualidade aos trabalhadores do campo, a Guarany, investiu em pesquisas e testes para desenvolver um novo modelo de pulverizador costal de alavanca, o PCA Balance.

O novo produto, que possui em seu DNA a tradicional qualidade da marca Guarany, foi desenvolvido em conjunto com uma empresa de design de produto e universidades, a fim de oferecer mais ergonomia e praticidade, respeitando o corpo do trabalhador.

“O equipamento segue a tendência de garantir conforto ao usuário, principalmente em casos de uso contínuo no campo. O tanque do pulverizador foi totalmente remodelado visando oferecer mais ergonomia do equipamento às costas do homem e da mulher, mão de obra esta que tem crescido no campo”, explica o diretor comercial da Guarany, Pedro Augusto Lopes.

Projetado para aplicação de defensivos agrícolas e adubos foliares, o Balance tem uma estrutura com base maior e centro de gravidade mais baixo, o que proporciona mais estabilidade e equilíbrio durante o manuseio, além de apoio durante o abastecimento.

- Guarany desenvolve pulverizador costal mais ergonômico

O tanque do Balance também tem como diferencial os cantos arredondados e sem arestas, que facilitam o trabalho em áreas com vegetação densa. A bomba anticorrosão fixada dentro do tanque químico sem o uso de parafusos elimina a possibilidade de vazamentos, além de facilitar a manutenção.

Disponível com tanque químico de 16 e 20 litros, o equipamento conta ainda com outros diferenciais, tais como: alavanca em L com regulagem de comprimento e manopla ergonômica, copo dosador acoplado à tampa de abastecimento, sistema de agitação da calda, correias almofadadas com formato que reduz a transpiração pelo contato com o corpo e mangueira reforçada com trama de nylon.

Foco para mulheres
A crescente presença de mulheres no meio agrícola também foi um aspecto importante e considerado em seu desenvolvimento. “A maior parte dos pulverizadores costais disponíveis no mercado foi projetado para atender as necessidades do público masculino e, consequentemente, não oferece muito conforto às mulheres. No caso do Balance, o tanque foi projetado respeitando as particularidades de cada gênero, garantindo uma usabilidade mais cômoda durante o trabalho”, ressalta o diretor da Guarany.

“Apresentamos ao mercado um produto inovador, que garante melhor ergonomia e resultados ao operador, sem perder as características da linha Guarany, que são sinônimos de qualidade e confiança há mais de 96 anos”, finaliza Lopes. 

Fonte: Guarany

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