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Notícias

Produção de etanol abre porta para cultivos de inverno

Por Daniel Santos 04/07/2019
Escrito por Daniel Santos

A produção de etanol a partir de cereais pode se tornar mais uma alternativa para a liquidez dos cultivos de inverno no Rio Grande do Sul. É o que apontam os estudos da  Embrapa Trigo, que participa do Grupo de Trabalho Proetanol/RS, criado com o objetivo de expandir a produção de biocombustíveis no estado.

O consumo de álcool combustível, conhecido como etanol, ganhou força em 2003, com a chegada dos motores flex ao Brasil e os incentivos do governo para expandir o mercado de biocombustíveis. Com a base da produção na cana de açúcar, o Brasil ocupa o segundo lugar na produção mundial, ainda que o etanol represente apenas 30% do mercado brasileiro de combustíveis. A estagnação no consumo, segundo especialistas, está no preço do etanol, com valor pouco abaixo da gasolina na maioria das vezes, mas com consumo maior pelos veículos – o rendimento do etanol é cerca de 25 a 30% menor do que a gasolina. Várias regiões brasileiras ainda não se converteram em grandes consumidores de etanol por estarem distantes dos centros produtores e com grande variação na incidência de impostos. Este é o caso do Rio Grande do Sul, que apresenta o maior preço médio do litro de etanol entre os estados brasileiros (fonte ANP), principalmente em função do custo para trazer das regiões sudeste e centro-oeste etanol para atender a demanda de 1,5 bilhões de litros a cada ano.

A questão foi pauta das discussões do grupo de trabalho Proetanol/RS, que esteve reunido com o Secretário da Fazenda do RS, Marco Aurelio Cardoso, no dia 30 de maio. O projeto Proetanol começou a ser desenhado em 1997, reunindo lideranças políticas, empresariais, entidades de pesquisa, assistência técnica e extensão rural, cerealistas e sindicatos, entre outros. O objetivo era avaliar a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental para expandir a produção de etanol no estado. Após superadas as questões técnicas, o projeto entrou na esfera política, com a elaboração de um projeto de lei que está em tramitação na Assembleia Legislativa gaúcha. Um dos temas na reunião com a Secretaria da Fazenda foi a possibilidade de redução do ICMS sobre o etanol produzido no Estado, passando de 30% para a mesma alíquota do biodiesel que é de 12%, entre outras possibilidades de incentivo à cadeia produtiva.

Matéria-prima
Ao contrário das demais regiões produtoras de etanol no País, o ambiente do Rio Grande do Sul inviabiliza o abastecimento das usinas com cana de açúcar, pois a cultura está disponível apenas quatro meses no ano. Entretanto, a área disponível para cultivo no inverno pode ultrapassar os 6 milhões de hectares, espaço que fica muitas vezes ocioso nas propriedades gaúchas.

Sempre em busca de alternativas que assegurem os cultivos de inverno na região fria do Brasil, a Embrapa Trigo atua no Grupo de Trabalho Proetanol/RS visando prestar suporte técnico às iniciativas fomentadas pelos demais segmentos envolvidos no projeto. Neste sentido, estão sendo consideradas cultivares de triticale, centeio, cevada, trigo e aveia com potencial de atender as demandas na produção de etanol amiláceo – base na quebra de amido para geração de álcool.

Conforme o pesquisador da Embrapa Trigo, Alfredo do Nascimento Junior, entre os cereais de inverno aprovados para a produção de etanol se destaca a cultivar de triticale BRS Saturno, que pode apresentar até 60% de amido em seus grãos, podendo com isso produzir 350 litros de etanol por tonelada de grãos. O triticale também é uma cultura que suporta solos de baixa fertilidade com alto potencial de rendimento de grãos, que pode ultrapassar 6 toneladas por hectare.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS Regional de Erechim, Valdir Zonin, a diversificação da matriz produtiva na geração de etanol exige matéria prima o ano todo, fomentando as culturas de inverno (triticale, trigo, cevada, aveia e centeio), de verão (sorgo e arroz) e intermediária (batata). Eventualmente, ainda poderá ser utilizado o milho excedente que deixa o estado por falta de armazenagem no período da colheita. “Todas estas opções servem para produzir etanol amiláceo. Acredito que o agricultor irá optar pela mais produtiva. Independente da cultura ou cultivar, a qualidade do grão colhido influenciará no rendimento de etanol e coprodutos. O Proetanol prevê, pelo menos, três classificações qualitativas – muito bom, normal e abaixo, que deverão definir o preço pago ao produtor”, explica Zonin.

De fato, segundo diversos resultados de pesquisa, qualquer produto que contenha uma quantidade considerável de carboidratos (açúcares) constitui-se em matéria-prima para obtenção de álcool. Os materiais amiláceos podem ser divididos em grãos e feculentos (raízes e tubérculos). Entretanto, para que seja viável economicamente, é preciso que se considere o seu volume de produção, rendimento industrial e o custo de fabricação.

O conteúdo médio de amido conversível e açúcar em alguns grãos típicos é: cevada 50%; milho 66%; aveia 50%; centeio 59%; sorgo 67% e trigo 65%. A produtividade de álcool depende de quão completa é a conversão do amido, mas normalmente é de 260 a 380 litros por tonelada. Quanto às raízes e aos tubérculos, uma vantagem é que podem ser utilizados materiais de refugo, fora de tamanho, machucados e até mesmo com brotação desenvolvida.

Existem diversas opções avaliadas pela pesquisa agropecuária para produção de etanol amiláceo nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Uma variedade de arroz gigante, desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado, pode produzir 12 toneladas de grãos/ha, gerando cerca de 5 mil litros de etanol/ha. Uma tonelada de batatas de cultivares Embrapa pode atingir uma produção de 85 litros a 95 litros de etanol/ha, e de batata-doce, até 150 litros de etanol/ha. O uso do triticale desenvolvido pela Embrapa Trigo pode chegar a produzir 4 toneladas de grãos/ha, gerando cerca de 1,4 mil litros de etanol/ha. Uma lavoura de sorgo sacarino, segundo estudos da Embrapa Milho e Sorgo, apresenta rendimento de 50 toneladas de matéria verde capaz de produzir entre 2 mil a 2,5 mil litros de etanol/ha.

A aposta do produtor Ivonei Librelotto, de Boa Vista das Missões, RS, representante da Farsul no grupo Proetanol, é no trigo de duplo propósito: “A primeira renda do produtor já veio através do pasto e com a posterior colheita do grão é possível avaliar o melhor mercado para o trigo, seja a indústria de alimentação humana, como o pão, a alimentação animal, na ração, e agora na produção de energia, como o etanol”, avalia Librelotto, lembrando que “o produtor precisa assegurar a rentabilidade, não basta defender a importância da cobertura de inverno ou o combustível mais limpo. Precisamos garantir um projeto que assegure tanto o aspecto econômico, quanto o ambiental e o social, por isso o grande número de pessoas envolvidas no Proetanol”.

“Em qualquer mercado visado, a melhor opção sempre é o planejamento da área agrícola, intensificando o sistema de produção para o melhor aproveitamento de cada janela que possa diversificar as alternativas de geração de renda. O cultivo de inverno garante proteção do solo, estabilidade financeira e movimentação dos recursos disponíveis na propriedade”, destaca o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski.

Coprodutos do etanol
A produção de etanol amiláceo gera uma série de subprodutos que podem agregar valor à cadeia produtiva:
– DDG: sigla em inglês para grãos secos por destilação, um subproduto da indústria que consiste nos resíduos de grãos após a extração do amido, utilizado na alimentação animal como alto proteico e fonte de vitamina B;
– Dióxido de Carbono (CO2): destinado a diversos usos industriais, entre eles bebidas carbonatadas, extintores, soldas, entre outros;
– óleo fúsel: utilizado na produção de cosméticos, aguardente, aromatizantes e agroquímicos;

A extração do amido dos grãos agrega nutrientes aos resíduos (DDG) através do processo fermentativo, que pode resultar em farelos para dieta animal com teor de proteína acima de 30%. A qualidade do DDG é um dos focos de interesse da cooperativa Cotricampo no projeto de instalação de uma usina de etanol em Campo Novo, RS. A fábrica de rações da cooperativa busca alternativas de proteínas para a formulação de concentrados que tem na soja o maior custo.

De acordo com o Presidente da Cotricampo, Gelson Bridi, o cultivo de triticale está sendo avaliado na estação experimental da cooperativa há três anos. Caso a instalação da indústria de etanol se concretize, a cooperativa poderia fomentar uma área de 50 mil hectares de triticale no inverno, e avaliar a possibilidade de utilizar sorgo ou milho safrinha no verão, além da utilização dos coprodutos de etanol na produção animal. “A organização da cadeia está pronta, mas o projeto de etanol no Rio Grande do Sul só vai evoluir com o incentivo político e, principalmente, fiscal. Não vamos apostar num projeto que não assegure retorno ao associado da cooperativa”, conclui Bridi.

Atualmente, cinco projetos de usinas de etanol amiláceo estão em andamento no Rio Grande do Sul nos municípios de Camaquã, Campo Novo, Viadutos, Palmeira das Missões e Carazinho. A estimativa da Emater/RS é que o programa Proetanol possa beneficiar mais de 130 mil famílias rurais no estado.

Fonte: Embrapa
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Notícias

E se gear, como fica o café?

Por Daniel Santos 04/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Há previsão para que no sábado (6) ou no domingo (7) ocorra um geada em regiões brasileiras de café. Esse fenômeno climático, toda vez que previsto, deixa os produtores tensos. Não há como não lembrar os anos de 1975, de 1979 e de 1994. Eles foram dramáticos para a cafeicultura nacional e para os produtores de café.

Fernando Maximiliano e Alexis Rubinstein, da consultoria INTL-FCStone, fizeram um estudo para mostrar quais seriam os efeitos de uma forte geada nas lavouras brasileiras.

Em meio a fatores baixistas da bebida, as condições climáticas terão um papel decisivo no mercado global, influenciando os preços em Nova York e no mundo, segundo eles.

É muito improvável que haja uma geada tão intensa como a dos anos citados anteriormente, mas, se ocorrer, afetaria 26% das áreas de lavouras de café do país, provocando uma perda de produção de 17,8 milhões de sacas no ano seguinte.

As ocorrências do passado fizeram boa parte da cafeicultura mudar de região, mas uma geada severa provocaria a quebra de produção de 742 mil sacas no Paraná; de 3,3 milhões em São Paulo, e de 13,7 milhões em Minas Gerais.

Os analistas fizeram os cálculos considerando os municípios que seriam afetados e tomaram como base a produtividade de 2018 definida pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Para avaliar uma possível ocorrência de geada altamente prejudicial foram analisadas as mínimas solares —menor atividade solar no ciclo de 11 anos—, a corrente de jato e as temperaturas oceânicas.

A queda intensa nos preços atuais do café ocorre devido à grande oferta de produto no mercado global.
O contrato C, negociado em Nova York, recuou de US$ 1,33 por libra-peso, em outubro de 2018, para US$ 0,87, em maio último. Em junho, esteve em US$ 0,94.

A oferta mundial deve continuar elevada devido ao aumento de produção no Vietnã e na Colômbia na safra 2019/20. O Brasil, maior produtor mundial, voltará a elevar a produção em 2020/21, segundo os analistas.

Exemplo desse aumento de café no mundo são as exportações brasileiras, que deverão atingir 40 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2018/19, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). É um volume nunca visto antes.

Preços
Na safra 2018/19 (de julho/18 a junho/19), o café arábica tipo 6 foi negociado no Brasil, em média, a R$ 422,62 por saca de 60 kg, uma queda de 15% em relação aos valores da anterior.

Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A pesquisa do órgão indicou também que essa média foi a mais baixa desde a temporada 2001/02, em termos reais.

Robusta 
O acompanhamento de preços do Cepea apontou que a média do robusta ficou em R$ 317,28 por saca, em 2018/19, com queda de 20,1% em relação ao período anterior

04/07/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Fertirrigação mudou o cenário da produção no semi-árido baiano

Por Daniel Santos 04/07/2019
Escrito por Daniel Santos

O ano de 2017 foi o que menos choveu na região de Irecê, na Bahia e, mesmo assim, a produção de cebola, tomate, cenoura e beterraba, só cresceu. Assim como no deserto israelense, onde tudo é produzido pelo uso da irrigação por gotejamento, esta área do semi-árido baiano ao contrário de muitas regiões onde a terra rachou de seca, se transformou num grande mar verde. E tudo isto por causa da fertirrigação. “Nossa disponibilidade de água é limitada, por isto precisamos fazer gestão e, ao mesmo tempo produzir cada vez mais, o que felizmente estamos conseguindo”, afirma o agrônomo Franklin Freitas. Segundo ele, a fertirrigação garantiu maior produtividade, padronização nos produtos e melhoria da sanidade.

Ao todo, são plantados 6,9 mil hectares irrigados e no tomate, têm alcançado entre 70 a 120 toneladas por hectare. “A irrigação em geral, permite manter a produção independente do clima e a microirrigação + fertirrigação potencializa a produtividade trazendo ganhos que o produtor não tinha antes de adotá-la” ressalta o gerente comercial da Rivulis Irrigation, Guilherme Souza.

O Filtro de Disco Automático F7250 foi projetado para oferecer o melhor dos dois mundos, combinando os benefícios dos filtros de tela e uma filtragem 3D com alta eficiência, cujos diferenciais são: O sistema de filtragem F7250 é um conjunto de filtragem de discos que realiza a limpeza ou retrolavagem do sistema de forma automática e dinâmica.

Sem a intervenção do homem, o filtro após a definição de parâmetros como tempo e diferencial de pressão realiza sua limpeza sem a necessidade da paralisação do processo de irrigação. Evita acionamentos desnecessários do sistema de bombeamento gerando economia de até 7% de energia.
Outra redução de custo na operação de filtragem é por ser feita toda automaticamente. São 4 horas de mão de obra a menos por dia.

Inteligência no monitoramento
Outra solução destacada é o monitoramento por satélite. A Rivulis percebeu que o produtor precisava mais que a gestão do seu sistema de irrigação. Em 2018, depois de anos de pesquisa, a empresa israelense lançou no Brasil o Manna Irrigation, um sistema de monitoramento de lavouras via satélite, que permite ao agricultor saber qual área da propriedade necessita de água e a quantidade exata.
O programa faz uma varredura via satélite de toda a área plantada, indicando ao produtor qual parte da plantação precisa de mais ou menos irrigação. A instalação é fácil, é só definir seus campos, culturas e data de plantio. Em 24 horas, o sistema está pronto para fornecer recomendações de irrigação para cada zona de irrigação. A tecnologia é exclusiva Rivulis e possui interface aberta que permite integração com outros tipos de irrigação e pode ser operado de qualquer lugar onde o produtor esteja. “O sistema é acessado nas nuvens, dispensando sensores de solo, o custo de investimentos extras e até mesmo o risco de furtos ou degradação. Sua utilização se dá por assinatura anual, de US$ 10 por hectare”, explica Souza.

Fonte: Rivulis

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Manutenção

Conhecimento técnico-operacional favorece o uso eficiente do maquinário agrícola

Por Daniel Santos 04/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Joel S. Alves *

A presença cada vez maior de máquinas e implementos nas atividades agrícolas no Brasil é uma realidade que salta aos olhos de todos que acompanham o setor – e até mesmo daqueles que esporadicamente observam o campo durante viagens pelas estradas e rodovias do País. Desde o preparo do solo até a colheita, passando pelo plantio e crescimento das culturas, em todas as etapas do processo, lá estão os equipamentos em ação. Como consequência, há a necessidade crescente de pessoas aptas a operá-los.

O operador de máquinas agrícolas tornou-se “figurinha carimbada” em qualquer localidade rural, de modo que a qualificação técnico-operacional é uma necessidade urgente na realidade atual. Operar uma máquina veicular (trator, colheitadeira ou pulverizador, por exemplo) requer conhecimento para manuseio de comandos, o que pressupõe coordenação motora, rapidez para tomadas de decisão e capacidade intelectual para assimilar os recursos oferecidos pela máquina. Não é decorar procedimentos ou copiar as atitudes repassadas por quem prestou orientação durante a entrega técnica ou treinamentos. É indispensável conhecer para saber fazer. Há uma permanente reciprocidade entre fazer, aprender, fazer melhor, reaprender, para render mais, produzir com resultados melhores e mais eficientes, pois as máquinas evoluem e aperfeiçoam-se. E o operador?    

A versatilidade e diversidade de recursos que as máquinas veiculares oferecem exigem operadores com capacidade técnica melhores do que em outras épocas. O que venho observando em treinamentos que vivencio é o quanto há de recursos disponíveis nos equipamentos e que não são utilizados por pura falta de conhecimento. Com isso, perdemos rendimento e eficiência e, consequentemente, desperdício de recursos financeiros, recaindo tais custos sobre toda sociedade. Mas o que há de tão diferente? E que técnicas são essas?

Elucidamos algumas, dentro do possível na linguagem escrita. Tratores e colheitadeiras são máquinas que se deslocam com o objetivo de realizar os serviços para os quais foram projetadas, portanto, são máquinas veiculares. Como tal, devem possuir comandos básicos de veículos automotores, que são cinco: três pedais (freio, embreagem e acelerador), mais o comando de direção e o de mudança de marcha ou velocidade. Por meio deles já seria possível colocar o equipamento em movimento, mas a máquina foi projetada para executar serviços – e todos eles requerem comandos e dispositivos de acionamento. Aí é que começa a função do operador.

Os comandos são, cada vez mais, em maior número e com mais opções de variabilidade. Mesmo os comandos básicos estão diversificados, como é o caso do comando de marchas; hoje há tratores com escalonamento de 51 opções. Claro que há o conforto da opção automática, mas sempre requer o acompanhamento atento do operador. Outro item que sofreu mudança significativa é o acelerador, pois deixou de ser um comando mecânico para ser um atuador eletrônico, mais sensível e também mais preciso.

Quem operava alavanca ou pedal com haste, agora dispõe de botão de potenciômetro ou manete. Melhor? É evidente, mas é muito diferente, e aí está um quesito: há necessidade de mudança comportamental. Só no item acelerador, presenciamos o quanto não estão sendo observadas as recomendações operacionais, pois vivenciamos ainda o velho hábito do “pé no bucho” ou “cano cheio” – no caso da manete, é toda acionada “no batente”. Para cada tipo de serviço ou realidade há uma aceleração recomendada, dentro da faixa de torque do motor, obviamente.

Comandos básicos
E os comandos para acionamentos dos dispositivos? Aí reside a essência das Técnicas Operacionais dos Tratores e Máquinas. Nos tratores, tais comandos são para o acionamento do sistema de três pontos de acoplamento de implementos e os comandos do sistema hidráulico adicional, conhecido como sistema remoto. Esses comandos são bastante conhecidos dos operadores de tratores, principalmente o de três pontos. Embora, muitas vezes, não sejam usados com todo potencial disponível, por exemplo: o acionamento de três pontos, além de levantar e baixar, também possibilita regular a sensibilidade, tanto para manter o hidráulico forçando quanto para o retorno, além da regulagem da profundidade.

Nem sempre os operadores aplicam todas essas opções disponibilizadas pela máquina. A técnica operacional correta aponta para uso de todos os recursos disponíveis de forma eficiente e dentro dos parâmetros recomendados – são muitas informações que exigem conhecimento. O comando remoto oferece uma gama variada de opções, que vão desde subir, baixar, abrir, fechar, girar, guinchar ou suspender, deslocar para os lados, controlar rotação, enfim, múltiplas opções, que requerem operador preparado. Muito conhecimento e treinamento.

Recapitulamos as etapas ao operar o trator: acelerar, controlar a embreagem, iniciar o deslocamento, visualizar o local, manter a dirigibilidade, frear, manobrar, trocar de marcha, alinhar para as tarefas, acionar e regular os comandos, monitorar o painel, verificar como está o serviço, corrigir se necessário, continuar a manobrar, e assim prosseguir. Ah! E, ainda, se houver o monitor de gerenciamento, ficar de olho nele. De fato, muita capacidade técnica, concentração e coordenação motora. Reforçamos a importância de conhecer como funcionam os conjuntos mecânicos básicos da máquina, pois assim o operador terá melhores condições técnicas para tomar decisões em diversas situações e conseguir mais rendimento dentro dos limites recomendados, bem como contribuir para uma vida útil prolongada para a máquina (assunto que já abordamos em outra oportunidade).

Racionalidade na operação
Outro aspecto técnico importante nas operações com tratores agrícolas está relacionado ao tipo de manuseio que o operador executa para proceder ao acionamento dos controles e comandos. Tais procedimentos devem ser suaves e constantes e não truncados ou bruscos. Os tratores modernos possuem comandos bastante leves, bem diferentes dos modelos antigos de alavancas pesadas. Essa diferença é fundamental para que o operador se adapte a novas técnicas operacionais. Cabe aqui reforçar a importância de conhecer como funcionam os diversos conjuntos mecânicos, elétrico-eletrônico e hidráulico das máquinas, pois somente assim o operador tem uma noção exata do que está acontecendo no momento em que executa os comandos, e não apenas decorando procedimentos. Como instrutor sempre destaco perante os participantes a importância dessa abordagem, para que haja mais racionalidade na operação. Essa é uma diferença gritante que se percebe entre saber o que está fazendo e apenas copiar.

E com relação às colheitadeiras? O assunto é inesgotável e as técnicas muito diversificadas. Vamos sintetizar. Essas máquinas possuem várias funções operacionais, que podem ser agrupadas, e há critérios diversos para elaborar esse agrupamento, conforme o foco. Nos treinamentos costumamos adotar o seguinte: colher (corte e alimentação), trilhar (separação e limpeza) e, por último, transportar, armazenar e descarregar.  Além, é claro, de autopropelir. Então: comandos para deslocar a máquina, comandos para colher, comandos para trilhar e, finalmente, comandos para armazenar e descarregar os grãos.

Comandos para deslocar: é a manete de controle da RPM do motor e a de deslocamento, que hoje se encontra no joystick multifuncional ou na alavanca multifunção. Mais uma vez, destacamos a importância de manter o giro (RPM) do motor dentro da faixa de torque e o recomendado para o tipo de serviço. A alavanca de deslocamento deve ser posicionada de tal maneira que mantenha a velocidade adequada para execução da tarefa. Tudo feito sempre com comandos suaves e contínuos.
Comandos para colher: controle do molinete (altura, deslocamento para frente, e rotação), controle da altura e inclinação da plataforma de corte, controle  do alimentador. São comandos que variam conforme a configuração da máquina, sendo que os do molinete e da plataforma em geral se encontram na manete joystick. Esses comandos requerem uma atenção permanente do operador, pois qualquer descuido acarreta perdas significativas na colheita.
Comandos para trilhar: Comando de acionamento do sistema de trilha e comando de controle de rotação do rotor, comando das peneiras separadoras, comando dos ventiladores, e comando do picador de palha.
Comandos para transportar, armazenar e descarregar: o sistema de transporte e elevação de grãos até a armazenagem é acionado simultaneamente com a trilha, requerendo apenas que o operador observe constantemente o enchimento do tanque graneleiro. A descarga possui comando próprio, que são para levantar e posicionar o tubo de descarga, e o acionamento do helicóide (sem-fim) do tubo para efetuar o descarregamento dos grãos colhidos. Tais comandos, em geral, encontram-se junto a manete multifuncional. Concluindo, assim, a etapa do serviço, para reiniciar novamente.

Eis uma rápida síntese dos comandos e controles: são pequenas manetes, joystick, botões (com duas ou mais posições) e variadores tipo potenciômetro. Nas máquinas atuais as opções de comandos e controles operacionais estão bastante diversificados, variando conforme marca e modelo, mas o que se verifica é a centralização do painel de comando junto ao console direito do operador e ao alcance da mão, mantendo o braço apoiado. Dessa maneira, a máquina atende os preceitos da ergonomia e melhora o desempenho e a eficiência do operador.

O operador deve se manter atento a todos esses procedimentos operacionais, com pleno domínio da máquina e do local onde se encontra, de forma a manter a sua segurança, a dos equipamentos e a de outras pessoas. A responsabilidade é do operador!

Não é à toa que profissionais capacitados para a operação de máquinas agrícolas são cada vez mais procurados no mercado de trabalho. Há uma carência nessa área, pois se requer eficiência técnica e operacional. Como vimos, o maquinário evoluiu bastante, possibilitando uma gama de recursos muito vasta, porém não houve o necessário acompanhamento na formação de profissionais.

Joel S. Alves é instrutor nas áreas de Operação e Manutenção de Máquinas e Implementos Agrícolas e Rodoviários *

04/07/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Elimine a lubrificação para máquinas pesadas com a iglidur Q2E

Por Daniel Santos 03/07/2019
Escrito por Daniel Santos

Em máquinas de construção, máquinas agrícolas, veículos utilitários e instalações offshore, buchas autolubrificantes muitas vezes precisam lidar com condições extremas, como cargas pesadas. Pensando nisso, a igus desenvolveu ainda mais a sua bucha bicomponente livre de lubrificação iglidur Q2E. O material iglidur Q2 garante um alto grau de resistência ao desgaste testado e um invólucro de polímero rígido protege a bucha resistente.

Sujeira, impactos e cargas elevadas nas extremidades: as buchas em equipamentos de construção, máquinas agrícolas e instalações offshore geralmente sofrem com aplicações exigentes e precisam suportar condições extremas. Materiais duráveis e componentes resistentes à sujeira são, portanto, necessários. Exatamente para esses cenários de uso, a igus atualizou agora a sua bucha para serviços pesados iglidur Q2E e está expandindo a linha de buchas para aplicações pesadas, fechando a lacuna entre buchas existentes e soluções metálicas e de outros compostos. A bucha consiste em plásticos de alto desempenho e, portanto, é completamente livre de lubrificação e resistente à corrosão.

A ausência de lubrificação permite uma operação livre de manutenção dos pontos da bucha e evita falhas das máquinas devido à falta de lubrificação. Sistemas dispendiosos de lubrificação central já não são necessários. Sujeira e impurezas já não podem aderir aos pontos da bucha, minimizando, assim, o desgaste. Além disso, menos graxa e óleo deixam de ser depositados no meio ambiente, reduzindo o consumo anual de mais de 35 milhões de toneladas de lubrificante, como medido pela Universidade de Aachen, Alemanha. Outra vantagem: o método de moldagem por injeção usado na fabricação das buchas autolubrificantes é especialmente econômico.

- Elimine a lubrificação para máquinas pesadas com a iglidur Q2E

Suportando cargas extremas: o iglidur Q2E, a nova bucha autolubrificante bicomponente feita de plástico de alto desempenho da igus | Fonte: igus GmbH

A combinação é o segredo
Dois materiais em um design encapsulado garantem que a bucha possa suportar até mesmo as cargas mais extremas nos bordos. Isso porque o iglidur Q2E tem como material um invólucro de polímero rígido e um núcleo tribologicamente otimizado composto de iglidur Q2. Usado para uma bucha autolubrificante com um diâmetro de 20 milímetros, este material também é dimensionalmente muito estável e resistente ao desgaste, mesmo sob cargas altas de até 7 toneladas métricas. Funcionando como uma bainha protetora, o invólucro torna a bucha muito resistente, garantindo uma vida útil mais longa. A igus provou isso no seu próprio laboratório interno de testes. No teste de rotação, o material resistiu a uma carga radial de 130 MPa. O iglidur Q2E está inicialmente disponível para diâmetros de eixo de 20, 25, 30 e 40 mm.

Fonte: igus

03/07/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Como reduzir custos na manutenção de pneus

Por redação 27/06/2019
Escrito por redação

DESMONTADORA DE PNEUS AGRÍCOLAS

TROCAS MAIS RÁPIDAS , MAIS EFICIENTES, SEM DANOS

COMPATÍVEL COM TODOS OS TIPOS DE PNEUS E AROS COM OU SEM CÂMARA

Geralmente, nas fazendas e usinas a despesa com a manutenção de pneus pode chegar até segundo ou terceiro lugar nas despesas de frota, ficando atrás apenas do combustível e da manutenção. Isso sem falar no impacto produtivo ocasionado por um pneu “furado” quando os equipamentos se encontram parados em momentos críticos da safra. Porém, muitas são as causas que levam um pneu a “furar”. Na realidade, boa parte dessas causas podem ser eliminadas.

Se visitar a borracharia de uma empresa, você verá que a relação entre o homem e o pneu é uma luta! Frequentemente os técnicos de borracharia se encontram equipados com ferramentas do tipo marreta ou alavanca, as quais são utilizadas pelo técnico para montar e desmontar os pneus basicamente à base de golpes e esforços absurdos. No final das contas, não fica claro se o mais torturado foi o pneu ou o técnico. Esse tipo de trabalho ineficiente é o principal responsável pelo elevado índice de acidentes e a baixa produtividade nas borracharias. 

Além disso, o procedimento de desmontagem de pneus manual aumenta o risco de danos tanto ao aro quanto ao próprio pneu. Com o passar do tempo as rodas desmontadas desse modo ficam amassadas pelos golpes de marreta ao redor da borda crítica à montagem do pneu e estes sofrem danos no talão, sua parte mais crítica, cuja função é prender o pneu ao aro. Mas, devido ao custo alto dos pneus, é muito comum que ele seja montado mesmo com o corte no talão, o que invariavelmente gera mais um caso de “pneu furado” no campo.

  • - Como reduzir custos na manutenção de pneus

Vale ressaltar que esse tipo de situação é indiferente ao tamanho do pneu, ou seja, o risco de acidente é o mesmo tanto para pneus grandes do tipo 850/60-38 quanto para pequenos de alta flutuação tipo 400/60-15.5 com borda especial.

Entretanto, 100% destes problemas já podem ser eliminados! Hoje é possível montar e desmontar pneus sem danos ao aro, ao pneu ou ao próprio técnico. Para se chegar a esse resultado, mais e mais fazendas e usinas estão se equipando com máquinas especializadas em realizar montagem e desmontagem com total segurança, atendendo aos pneus da mais complexa desmontagem, além de diminuir ao máximo o esforço por parte dos funcionários.

São máquinas de grande versatilidade, desenhadas para se adaptar às milhares de configurações de conjunto aro/pneus encontradas no mercado. De fácil manuseio, operadores experientes ou sem qualquer experiência em borracharia conseguem, com o devido treinamento, desmontar e montar qualquer conjunto de forma simples, com segurança e sem risco de danos para aros e pneus.

Os benefícios do uso da máquina de desmontar pneus são impressionantes, diminuindo absurdamente o tempo de cada operação, o número de técnicos de borracharia e o número de conjuntos danificados praticamente para zero. Dependendo do volume de serviços, o valor investido pode retornar em semanas.

Como a tendência para o futuro é o uso de pneus cada vez maiores com maiores índices de flutuação e menor pressão de trabalho devido à possibilidade de preservar mais o solo, bem como o próprio equipamento, uma vez que se reduz o nível de penetração do pneu ao solo, devemos nos atentar ao fato de que estes pneus requerem um trabalho de desmontagem e montagem com maior precisão, pois, ao menor defeito encontrado no talão, o pneu solta-se do aro em situação de esforço, podendo causar sérios acidentes e grandes estragos. Por isso, esse é o melhor momento para se ter certeza que os pneus estão sendo montados da forma certa.

Quer baixar seus gastos em pneus? Use uma desmontadora de pneus agrícolas!

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Notícias

Edição n° 52

Por redação 26/06/2019
Escrito por redação
- Edição n° 52
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Maquinário agrícola entra na lista de produtos tarifados em 25% pelos EUA
Notícias

Setor de máquinas e equipamentos cresce 15,1% em maio, diz Abimaq

Por Daniel Santos 26/06/2019
Escrito por Daniel Santos

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 15,1% em maio em relação ao ano anterior e 4,7% na comparação com abril, totalizando R$ 7,2 bilhões de receita líquida total. O dado foi divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a Abimaq, o crescimento em maio é influenciado principalmente pelo mercado doméstico, que cresceu 12%. No acumulado entre janeiro e maio, o setor cresceu 7,5%. “É um crescimento robusto, mas estamos olhando para maio do ano passado, quando teve a greve dos caminhoneiros. Estamos também trabalhando com uma base muito ruim. Para se ter ideia, de 2012 para 2015 o mercado caiu 50%. Estamos falando de 7,5% sobre 50% menos”, falou o presidente da entidade, João Carlos Marchesan.

O balanço comercial do setor teve um saldo negativo de US$ 812,3 milhões em maio, o que representou recuo de 38% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Mas as exportações cresceram, atingindo US$ 740,92 milhões, incremento de 43,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, embora tenha ocorrido uma queda de 6,1% em relação a abril. As importações também cresceram em maio, 26,8% em relação a abril e 40,5% em relação a maio do ano passado. Segundo a Abimaq, a comparação com maio do ano passado demonstra um crescimento acima do padrão porque é uma comparação com um mês baixo no ano passado, quando o setor foi afetado pela greve dos caminhoneiros.

Para a Abimaq, os números do setor estão acima dos observados no primeiro semestre de 2018, período muito afetado pela greve dos caminhoneiros. Mas o setor tem dúvidas de que esta melhora será mantida ao longo dos próximos meses.

Segundo o presidente da entidade, João Carlos Marchesan, a expectativa de crescimento para este ano é 5%. “O setor de máquinas agrícolas está trabalhando com crescimento de 10%, com expectativa de crescimento em torno de 5% este ano. É um crescimento sobre uma base ruim, mas já começa a crescer. As máquinas hoje como um todo tem idade média de 10 ou 15 anos. É muito antiga e precisa ser renovada. E muitas empresas não estão tendo condições de trabalhar. Então precisa, de uma maneira ou de outra, de trocar essas máquinas. E isso já começou a acontecer”.

Fonte: EBC

26/06/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Agritech lança tratores fruteiros com nova motorização

Por Daniel Santos 25/06/2019
Escrito por Daniel Santos

A Agritech, fabricante de máquinas voltadas especialmente para a agricultura familiar, apresenta durante a 26ª Hortitec, em Holambra (SP), dois novos modelos de tratores para fruticultura. O evento ocorre entre os dias 26 e 28 de junho.

São as versões 1155 Fruteiro e 1160 Fruteiro, equipados com motores ultramodernos que atentem às exigências das normas internacionais de emissões de poluentes e baixo ruído. A tecnologia adotada pela empresa antecipa o futuro do conceito em eficiência e está adequada ao programa MAR-1 (Máquinas Agrícolas e Rodoviárias – Fase 1).

“O mercado de culturas adensadas exige cada vez mais produtos com características específicas para a atividade. Por isso, os nossos lançamentos vêm ao encontro com essas exigências tais como variação de potência, dimensões adequadas, baixa compactação de solo, considerado fator muito importante em culturas perenes. Tudo isso aliado ao baixo consumo de combustível”, aponta o coordenador de Negócios, César Roberto Guimarães de Oliveira.

Especificações técnicas
O modelo 1155 Fruteiro possui potência de 42 cv, pneus radiais que proporcionam baixa compactação de sol, largura mínima de 1,350 mm e altura medida até o volante de 1,275 mm. 

- Agritech lança tratores fruteiros com nova motorização
Modelo 1155 | Foto: Divulgação

Já a versão 1160 Fruteiro tem potência de 51,6 cv, transmissão sincronizada de 48 velocidades (24F e 24R), pneus radiais que proporcionam baixa compactação de solo, com largura mínima de 1,400 mm e altura medida até o volante de 1,375mm. 

- Agritech lança tratores fruteiros com nova motorização
Modelo 1160 | Foto: Divulgação

Fonte: Agritech/Assessoria

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Tecnologia

Tecnologia auxilia usina canavieira no gerenciamento dos pivôs de irrigação

Por Daniel Santos 25/06/2019
Escrito por Daniel Santos

O setor canavieiro é um dos segmentos mais competitivos e que exige extrema precisão nos processos, por isso, para obter sucesso e lucro no fim da safra é necessário ser altamente eficiente. A tarefa não é fácil, mas algumas usinas têm apostado em ferramentas disponíveis no mercado para ajudar nesse desafio, como é o caso da mineira Bevap, sediada no noroeste do Estado de Minas Gerais, no município de João Pinheiro, na região do Vale do Rio do Paracatu.

A usina é uma das mais avançadas tecnologicamente no Brasil na produção de etanol, açúcar e co-geração de energia elétrica. Segundo Wanderson Bruno de Almeida, engenheiro agrônomo e gestor de irrigação, na última safra foram processadas 2.84 milhões de toneladas, que resultaram em 1.42 milhões de sacos de açúcar, 195.48 milhões de litros de etanol e 398.025,0 MWh de energia produzida. “Este ano com a adoção de ferramentes tecnológicas, a meta é ultrapassar três milhões de toneladas”, diz o gestor.

Força na irrigação
No total a Bevap possui mais de 31 mil hectares de área plantada de cana, sendo ela 100% irrigada. Atualmente a usina tem em operação 123 pivôs, entre lineares, centrais e rebocáveis. Destes, 24 pivôs já operam com o FieldNET. A tecnologia de gerenciamento sem fio totalmente integrada, e exclusiva da Lindsay, possibilita ao produtor monitorar a irrigação em qualquer marca de pivô, aumentando a produtividade e utilizando melhor os recursos naturais.    

A ferramenta permite a visualização e controle dos sistemas praticamente de qualquer lugar. A partir de um acesso remoto, seja por smartphone ou tablet, a ferramenta possibilita a criação de planos de irrigação de taxa variável, que define paradas e movimentos, cria relatórios de uso, monitora o desempenho e os ganhos em toda a operação e ainda passa atualizações e alertas em tempo real.

Segundo o profissional, a usina optou em iniciar a utilização do FieldNET nos 24 equipamentos, por estes serem mais novos da marca Lindsay, mas a meta é automatizar 100% dos equipamentos até 2020. Para isso, a empresa instalou nos pivôs o Pivot Control, tecnologia com o selo de qualidade da Lindsay que possibilitou usar o FieldNET também em pivôs de outras marcas. “Para nós da Bevap, a solução do Pivot Control foi extraordinária, pois temos pivôs de várias marcas e modelos, antigos e novos, e com esta solução não precisamos investir na troca dos painéis centrais dos pivôs, o que seria um grande investimento. O FieldNET possui um custo menor de implementação em relação à concorrência”, destaca Almeida.

Ganhos produtivos
Utilizando a pouco mais de um ano a tecnologia do FieldNET, a Bevap já apresentou melhoras gigantescas na operação da irrigação. Segundo o gestor da usina, houve redução da quilometragem rodada pelas motocicletas, já que os operadores dos pivôs utilizam estes veículos para cuidar e operá-los. Reduzindo assim gastos com combustível e manutenção de motos.

Também houve ganho de eficiência operacional da irrigação.“Como temos os horários de ponta (das 17h às 20h), período onde a energia é mais cara e não irrigamos, iniciamos os desligamentos dos pivôs às 16h20 e só religamos às 20h40. Ou seja, ganhamos mais de uma hora de irrigação por dia, isto em pivôs de lâmina baixa”, destaca o engenheiro agrônomo.

Outro fator importante apontado pelo profissional, foi que a usina irrigou 50mm a mais na safra. “Este é um dado importantíssimo, pois na nossa região, a cada 10mm de água ganhamos uma tonelada de cana, aproximadamente. Só este ganho já pagou o FieldNET no primeiro ano”, disse.

Antes da tecnologia da Lindsay, os funcionários da usina não sabiam o momento que o pivô entrava em segurança, e nem havia controle, e com isso se perdia eficiência de irrigação, pois um operador poderia demorar horas até identificar que o pivô parou a operação. Segundo o gestor, à noite, era o período mais crítico, pois se um pivô parava devido a algum problema, e a segurança dele com a bomba não atuasse, este equipamento poderia ficar horas parado aplicando água no mesmo local, ocorrendo desperdício dele e de energia elétrica, podendo até ocasionar erosão.

- Tecnologia auxilia usina canavieira no gerenciamento dos pivôs de irrigação
Com o FieldNET, a mineira Bevap reduziu custos operacionais e já prepara automatização com PIVOT CONTROL de 100% dos equipamentos até 2020 | Foto: Divulgação

Com a implantação da ferramenta de monitoramento remoto, a usina passou a obter dados em tempo real de quando um pivô apresenta alguma anomalia, e assim a solução é feita rapidamente, sem ocorrer estes desperdícios. “Passamos a ter controle real das lâminas aplicadas, relatórios e dados reais, pois antes do FieldNET era realizado o apontamento pelo operador do pivô, que inseria as informações no tablet, com apontamento digital, porém era o que o operador visualizava e quando visualizava. Agora a próprio pivô realiza os apontamentos, com informações precisas”, pontua Almeida.

Fonte: Lindsay América do Sul

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