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Notícias

Biotecnologia pode evitar a extinção da banana

Por Daniel Santos 28/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A produção de banana é distribuída por todo o território nacional, somando quase 7 milhões de toneladas em 2018. A principal região produtora é o Nordeste, com 38% da safra nacional, seguida pelo Sudeste, com 28%. Os dados são do relatório Cenário Hortifruti Brasil, lançado recentemente pelo programa Hortifruti Saber & Saúde, CNA e ABRAFRUTAS. No entanto, apesar da grande produção, cientistas acreditam que o alimento pode estar próximo de sua extinção e essa não é a primeira vez.

O motivo tem a ver com a forma de plantação da fruta, que é realizada por meio de clones de uma única planta mãe, que gera bananas geneticamente iguais e, portanto, suscetíveis às mesmas doenças. Uma, em especial, preocupa os produtores do alimento: a causada pelo o fungo fusarium oxysporum, que está presente no solo e age impedindo que o vegetal retire água e nutrientes da terra, levando-o à morte.

Na década de 1890, no Panamá, a doença causada pelo fungo foi identificada pela primeira vez e por isso ficou conhecida como “Mal do Panamá”. Em 1950, os produtores de bananas da variedade Gros Michel perderam a guerra contra o fungo, que não foi eliminado por nenhum fungicida ou defensivo químico, permanecendo no solo. Naquela época, ele já tinha se alastrado por todo o planeta e já não existia área viável para as plantações da fruta.

A variedade Cavendish (aqui chamada de banana nanica ou d’água), por sua vez, era cultivada na propriedade de um palácio na Inglaterra e, por ser geneticamente diferente da banana Gros Michel, foi capaz de resistir ao “Mal do Panamá”. Hoje, apesar de existirem algumas variedades diferentes, como a “maçã” e a “prata” (plantadas no Brasil e suscetíveis ao Mal do Panamá), a Cavendish é a mais produzida e comercializada pelo mundo.

No entanto, ela corre perigo, pois o fusarium oxysporum evoluiu ao longo dos anos e agora ameaça também as plantações dessa variedade. “Assim como aconteceu com a variedade Gros Michel no passado, as plantações de Cavendish não apresentam nenhuma resistência contra o novo fusarium oxysporum, pois a forma de produção de banana não mudou”, esclarece Adriana Brondani, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

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O novo fungo é ainda mais agressivo e foi descoberto na década 1990, no sul da Ásia. Hoje, ele já é encontrado na Austrália e países do norte da Ásia, como a China, um dos maiores produtores de banana no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações de banana Cavendish já foram destruídos no país.

Para que a extinção da banana não ocorra é necessário impedir o avanço da doença, através de medidas de controle de exportação/importação. Cientistas também trabalham com o objetivo de encontrar ou desenvolver uma nova variedade que seja resistente ao fungo e que agrade o paladar da população mundial. Entretanto, por conta da forma com que a banana sempre foi cultivada, encontrar variedades geneticamente diferentes é raro. Por isso, talvez seja necessário recorrer a genes de resistência em outras espécies.

Segundo Adriana, a biotecnologia pode ajudar a aumentar a variabilidade genética da banana por meio do desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas. “A transgenia é uma ferramenta poderosa para a preservação da biodiversidade. Por meio dela, podemos identificar e transferir genes que permitiriam a sobrevivência de espécies em condições antes inviáveis. Se essa espécie for a banana, estaria aí uma chance superar os riscos que rondam a cultura”, afirma.

Fonte: Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB)

28/03/2019 0 Comentários
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Notícias

Produzir biológicos na propriedade é econômico mas exige cuidado

Por Daniel Santos 25/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Após registrar um aumento de 77% em receita de vendas no ano passado, a indústria de biodefensivos tem expectativa mais moderada para 2019 e espera crescer em torno de 20%, em linha com a média histórica do setor. Em volume, o maior mercado para os biodefensivos é a soja, mostrando a importância desse novo manejo para a principal cultura do país.

A produção de biológicos na propriedade apresenta como principal trunfo ao produtor a possibilidade de redução de custos. No entanto, a iniciativa exige extremo cuidado. O ideal para quem está começando a usar os biológicos é seguir o caminho trilhado pelo produtor Nicolas Blender, de Cláudia (MT), que, antes de mais nada, procurou assistência qualificada. Começar sozinho, nem pensar.

“Quem quiser produzir fungos, vírus e bactérias (com essa finalidade) precisa ter a consciência de que, se isso for feito da maneira errada, o processo pode gerar sérios problemas para a saúde de quem consumir os alimentos depois”, alerta a pesquisador da Embrapa Rose Monnerat.

A pesquisadora ressalta que um material eventualmente contaminado não será eficaz para a produção. “Pode causar alguma doença grave. Então a gente tem que alertar o produtor que essa prática requer muito cuidado, porque ninguém vai querer ser responsabilizado por um dano ao meio ambiente, por um dano à saúde de outras pessoas”, diz.

A primeira dica para quem está pensado em produzir os biológicos na propriedade é ouvir um especialista. Na sequência, deve-se comprar os materiais corretos e montar um pequeno laboratório, para iniciar uma produção de qualidade.

“É preciso ter um reator onde o material será esterilizado, para que a bactéria seja inoculada da forma correta, pura, e também todos os periféricos a esse reator. Precisa de um gerador de vapor, se for o caso, dependendo do tamanho do equipamento, e um laboratório ao lado para fazer um controle de qualidade. Precisa ter um compressor de ar também”, enumera a pesquisadora da Embrapa Rose Monnerat.

Nessa etapa, é preciso conferir se o material não está contaminado. Por isso, o laboratório é muito importante. Depois vem a hora de ajudar os outros produtores, repassando as informações aprendidas.

“O produtor tem o direito de produzir biológicos na propriedade dele, mas não pode vender os microrganismos. Para isso é necessário ter um registro no Ministério da Agricultura. O decreto não obriga a contratação de um responsável técnico, nem o cadastro de quem está usando o produto biológico”, diz a pesquisadora.

Na prática

Quando a plantadeira está no campo, vista de longe, parece tudo igual, mas ao se aproximar percebe-se que, junto com a semente, o produtor Nicolas Blender está colocando também um produto biológico. Na safra passada foi a primeira vez que ele usou bactérias para o tratamento do solo.

“Conversando com outros produtores, a gente viu que realmente fazia efeito, deu resultado. Então por que não começar a usar para ver se realmente vai surtir efeito?”, perguntava-se o produtor. Mas a decisão só veio depois das dúvidas esclarecidas por profissionais da área.

Antes da aplicação no plantio, o produtor multiplicou as bactérias em um espaço construído especialmente para isso. A instalação tem ar-condicionado para garantir que os microrganismo estejam sob temperatura controlada, entre 16ºC e 20ºC.

“Vamos ver agora no milho, né? Porque eu estou usando de novo no milho. Se der resultado, a intenção é de aumentar, melhorar a estrutura que eu comecei”, afirma Blender.

Na região de Cláudia, no médio norte de Mato Grosso, o solo é bem arenoso e facilita a reprodução de nematoides. Quanto mais nematoides no solo, menor é a produtividade da soja e do milho. Por isso o produtor está tão interessado no uso de biológicos.

“Sem o controle biológico, não conseguimos romper algumas barreiras. Colocamos uma soja que expressa alta produtividade, mas ela é sensível a um nematoide e sensível à fixação biológica de nitrogênio. Aí o material fica exposto, com alta carga produtiva e o material não expressa seu potencial de produtividade e o produtor desiste daquele material”, conta o consultor Igor Reinaldo Pontes.

Atualmente o produtor tem duas opções se optar por este manejo: comprar as bactérias prontas, diluir em água e aplicar; ou multiplicar esses microrganismos dentro da própria fazenda, ato conhecido como produção “on farm”.

“A produção dentro das propriedades hoje é de aproximadamente 30%. Se o produtor fosse comprar isso no mercado, teria um custo maior. A dose produzida fora da propriedade custa em torno de R$ 600 por hectare ou mais, e produzindo internamente, vai variar de R$ 20 a R$ 35 por hectare”, afirma o diretor da Aprosoja-MT, Zildo Donadello.

25/03/2019 0 Comentários
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Produção de Erva Mate no município de Ivaí no interior do Paraná. | Foto: Rodolfo BUHRER
Notícias

Pesquisa avalia adubação nitrogenada em plantas de cafeeiro

Por Daniel Santos 25/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Pesquisa realizada na Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico (IAC) abordou a nutrição nitrogenada em plantas jovens de cafeeiro. O objetivo é definir a relação ideal entre as formas de nitrogênio que favoreçam o crescimento da planta e elevem a eficiência de uso do nutriente para um manejo mais produtivo e rentável. O estudou mostrou que o crescimento da planta foi favorecido nos tratamentos com nitrogênio variando a relação deste nutriente na forma de amônio e nitrato, gerando aumento da biomassa. A pesquisa também revelou que o tratamento composto por 50% de nitrato de cálcio e nitrato de amônio elevou a taxa fotossintética da planta, fazendo-a crescer mais e, possivelmente, apresentar maior produtividade de grãos e qualidade de bebida.

A aluna Natalia Fernandes Carr, orientada por Dirceu de Mattos Junior, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, analisou quatro métodos de suprimento do nitrogênio. Todos os tratamentos aplicados continham a mesma proporção entre nitrogênio, potássio e cálcio, além dos demais elementos essenciais para o desenvolvimento da cultura. “A única diferença entre os quatro tratamentos determinados para essa pesquisa foi a relação entre as formas iônicas de nitrogênio, que podem ser assimiladas pelas plantas, como nitrato ou amônio”, explica.

O experimento foi realizado com plantas jovens de café, em período vegetativo. Como a pesquisa foi realizada por 90 dias, não foi possível obter respostas quanto à produtividade, pois o café tem um período vegetativo de aproximadamente três anos antes da primeira produção de grãos. “Entretanto, com base em nossos resultados, os tratamentos com iguais proporções de nitrato e amônio ou maior relação de nitrato, indicam que seria possível ter aumento significativo na produtividade de grãos, devido ao incremento fotossintético e da biomassa formada nesses tratamentos”, avalia.

Segundo Natalia, ainda são necessários outros estudos visando à produção de grãos para confirmar a melhor relação de nitrato e amônio suficiente para o desenvolvimento da cultura com o máximo aproveitamento. “Isso porque, nessa fase, a extração e exportação de nutrientes são importantes e provavelmente destacará ainda mais a importância da boa relação, favorecida por maior proporção de nitrato comparada ao amônio, como já verificada nesse primeiro estudo”, explica.

Atualmente, as principais fontes de adubação do cafeeiro são as nitrogenadas utilizadas em produção comercial com ureia e sulfato de amônio. Devido à alta concentração de nitrogênio e ao baixo custo, a ureia é a fonte nitrogenada mais usada pelos agricultores. “Entretanto, essas fontes promovem a acidificação do solo, além de causar desequilíbrio nutricional na cultura, como vimos nessa pesquisa”, afirma.

Por esse motivo, a pesquisa no IAC buscou determinar essa relação ideal entre nitrato e amônio, favorecendo um equilíbrio para o desenvolvimento da cultura e a redução da acidificação do solo, além de aumentar a eficiência do uso do nutriente, possibilitando um manejo sustentável da produção. “As pesquisas com plantas em períodos reprodutivos se tornam importantes para confirmar a viabilidade fisiológica e econômica da alteração na adubação utilizada comumente pelos produtores”, diz a pesquisadora.

A expectativa é que os resultados desse estudo venham a ser adotados por viveiristas e produtores. Há experimentos no IAC com café e citros supervisionados por Dirceu de Mattos Junior, Rodrigo M. Boaretto e José Antonio Quaggio, pesquisadores do IAC.

Fonte: IAC/Assessoria de Imprensa

25/03/2019 0 Comentários
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Notícias

Recuperando capital de maneira sustentável através da desmobilização

Por redação 25/03/2019
Escrito por redação

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Para tomar decisões assertivas de desinvestimento, o papel do líder no processo de recuperação de capital (Investment Recovery ou IR, no inglês) é essencial para otimizar os ganhos da empresa, tanto sob a ótica da lucratividade sustentável ecologicamente quanto às regras claras de compliance da companhia.

Isso porque, ao longo dos anos, as empresas precisam renovar e/ou ampliar um grande número de bens em seu parque fabril, maquinário e, acessoriamente, itens de sua infraestrutura.

À medida que alguns desses bens deixam de ser utilizados, é normal que gestores e empresários se perguntem qual a melhor maneira de se desfazer deles sem encerrar antecipadamente o ciclo de vida produtivo. A desmobilização possibilita a continuidade da vida útil dos bens e, através de sua venda, a recuperação de capital pela companhia.

Como funciona um plano de desinvestimento?

De maneira simples, desmobilizar ativos significa destiná-los à outra empresa ou dono, ou seja, vendê-los. Essa é uma solução que, por um lado, gera oportunidades de negócio e de lucro para a empresa que se desfaz dos seus ativos e, por outro, garante a oportunidade econômica a outras empresas que procuram os ativos que estão sendo vendidos.

A forma mais democrática e, consequentemente, transparente para um gestor de IR em um plano de desmobilização é utilizar uma plataforma eletrônica que conecte cada vez mais compradores aos diversos vendedores em um ambiente que propicie segurança na transação e praticidade na operação.

A crescente importância da sustentabilidade como fator de decisão de compra para o consumidor deve impulsionar as empresas a pensar em soluções ecologicamente mais sustentáveis para lidar com seus bens.

Oportunidade para investir de maneira sustentável

O tabelamento de frete nas rodovias do Brasil tem levado empresas do agronegócio a investirem em suas próprias frotas para transporte e escoamento de produção.

Apesar do maior custo inicial, as empresas veem o investimento como uma decisão estratégica para gerenciar seu transporte e uma oportunidade de fugir dos custos elevados do frete de caminhões.

O problema no aumento do volume de aquisições de frotas é a capacidade de produção das montadoras, segundo entrevista da Folha de S. Paulo com Nelson Costa, superintendente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná).

Adquirir uma frota de caminhão desmobilizada de maneira sustentável por outras empresas é uma possibilidade para escapar da sobrecarga das montadoras e, de maneira mais sustentável e barata, investir no próprio transporte.

25/03/2019 0 Comentários
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Case IH entrega ao Grupo São Martinho a colhedora John Pearce Signature | Foto: Divulgacão
Tecnologia

75 anos de Austoft: Case IH celebra início da mecanização da colheita de cana

Por Daniel Santos 21/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Pioneira e referência no desenvolvimento de colhedoras de cana-de-açúcar, a Case IH, marca da CNH Industrial, comemora globalmente os 75 anos do início da colheita mecanizada, com a criação da tecnologia Austoft. Esse processo trouxe diversos benefícios sociais, ambientais e também econômicos para a sociedade e para o setor canavieiro.

Para celebrar essa trajetória histórica e também o marco de 7.500 máquinas produzidas na fábrica de Piracicaba (SP), a montadora de equipamentos agrícolas produziu a linha John Pearce Signature, em homenagem ao australiano que fez o trabalho de introduzir as primeiras máquinas no País e desenvolver o mercado sucroalcooleiro brasileiro.

No campo ambiental, o vice-presidente da Case IH para o Brasil e para a América do Sul, Christian Gonzalez, lembra que a mecanização permite a colheita da cana crua e elimina a prática da queima. “Isso reduz a emissão de gases do efeito estufa, o que gera benefícios ambientais e torna a atividade mais sustentável”, comenta.

Somente em São Paulo, as emissões geradas pela colheita da cana foram reduzidas em 44%, de 1990 a 2015, segundo estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP). Por fim, as colhedoras resultam em benefícios sociais, uma vez que levam a uma qualificação da mão de obra e melhoria nas condições de trabalho na colheita da cana.

No aspecto social, Gonzalez destaca o Centro de Treinamento da Case IH que capacitou centenas de cortadores de cana a operarem máquinas. “A colheita mecanizada deu a essas pessoas a possibilidade de uma nova profissão, fato que as tirou das difíceis condições de trabalho que enfrentavam nas lavouras”, afirma.

Case IH entrega ao Grupo São Martinho a colhedora John Pearce Signature | Foto: Divulgacão

Case IH entrega ao Grupo São Martinho a colhedora John Pearce Signature | Foto: Divulgacão

Além dos benefícios sociais e ambientais, as vantagens da mecanização da lavoura também proporcionam ganhos econômicos, já que as máquinas reduzem custos e aumentam a eficiência do processo. “Também há o chamado ganho agronômico, uma vez que a palha permanece no solo e a cobertura vegetal reduz a possibilidade de erosão, além de criar uma condição melhor para a fertilização”, comenta Silvio Campos, diretor de Marketing de Produto da Case IH.

Pioneirismo
A criação da primeira colhedora Austoft, que revolucionou o negócio ao redor do mundo e é a base para o desenvolvimento das máquinas atuais da Case IH, ocorreu em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Austrália sofreu com a escassez de mão de obra em suas lavouras de cana-de-açúcar. A necessidade levou a família Toft a buscar soluções inovadoras que permitissem realizar a colheita mecanizada.

Desde 1890, existem registros de outros protótipos fabricados por produtores, sobretudo australianos. A própria Austoft foi feita a partir de um projeto criado dois anos antes por Joseph Toft Junior. A tecnologia desenvolvida pelos irmãos Harold e Collin, no entanto, foi a única que seguiu evoluindo e se consolidou comercialmente ao longo do tempo, tornando-se referência e líder de um mercado que ajudou a criar.

Linha do tempo
1944 – Após a Segunda Guerra Mundial, a escassez de mão de obra estimulou a necessidade de invenções para alavancar a indústria açucareira. Até então, quase toda cana-de-açúcar era cortada à mão e um homem podia colher até 9 toneladas por dia. Neste ano, a família Toft fez uma colhedora para agricultores de cana, com base em um modelo construído por Joseph Toft Jr., atendendo as demandas de campo dos produtores locais. Nasce, então, a Austoft.

1947 – Os irmãos Toft, Harold e Collin, passam a fabricar colhedoras de cana-de-açúcar mecânicas e tornam-se líderes mundiais na mecanização de cana.

1955 – Acontece a primeira exportação de colhedoras da Austrália para a África do Sul.

1956 – Harold Toft desenvolve a primeira carregadeira hidráulica.

1960 – A colhedora Toft Whole Stalk podia colher 10 toneladas de cana por hora.

1965 – A colhedora Chopper possibilita a colheita de cana picada, torna o manuseio muito mais eficiente e reduz a quantidade de terra que entra no processamento.

1977 – John Pearce chega ao Brasil como representante da Austoft para desenvolver o mercado da colheita mecanizada de cana no país.

1978 – A Dedini, tradicional fabricante de bens de capital para o setor sucroalcooleiro, associa-se à operação brasileira da Austoft e inicia a produção das primeiras colhedoras nacionais, em Campinas (SP). As máquinas eram montadas sobre trator e colhiam cana queimada e inteira.

1979 – A fábrica da Dedini é transferida de Campinas para Piracicaba. Neste período, as máquinas já eram automotrizes e também colhiam cana picada e queimada. As máquinas eram verde e amarela.

1980 – A Dedini compra a operação brasileira da Austoft e passa a ser denominada Dedini Máquinas e Sistemas.

1989 – O Grupo Ometto adquire a linha de colhedoras da Dedini e passa a ser denominada EngeAgro, um importante marco para continuidade do desenvolvimento da colheita mecanizada de cana no Brasil que era, neste momento, um dos maiores potenciais de mercado do mundo. As máquinas passam a ser vermelhas.

1996 – A EngeAgro une-se à Austoft Austrália e nasce a Brastoft, neste momento, com uma solução para colheita de cana crua. Máquinas têm a cores verde e amarela.

1997 – A Case Corp global adquire a Brastoft, no Brasil, e a Austoft Austrália, e passa a ser o primeiro grande fabricante de máquinas a operar no mercado mundial de colhedoras de cana.

A nova fábrica de Piracicaba é inaugurada com a produção das colhedoras da série 7000 e as máquinas mudam para a pintura institucional vermelha icônica da marca Case IH.

2004 – A produção das colhedoras da Case IH foi transferida da Austrália para o Brasil (Piracicaba), devido à rápida mecanização em larga escala da indústria açucareira brasileira, tornando Piracicaba o centro global de desenvolvimento de colhedoras de cana da marca.

2005 – 2007 – A Case IH introduz duas importantes tecnologias para colheita mecanizada de cana: o controle automático de altura do corte de base (Auto Tracker) e do extrator primário com design Anti Vortex.

2008 – Ocorre o lançamento da Série A8000, com um pacote tecnológico para maior capacidade de colheita, e tem início a produção da série A4000, para atender áreas com espaçamento reduzido.

2018 – A Case IH lança as colhedoras de cana-de-açúcar A8810 e A8010, culminando em mais de cem melhorias de produto.

2019 – A Case IH comemora 75 anos de evolução em colheita de cana-de-açúcar.

Fonte: Case IH

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Notícias

Método de controle da ferrugem da soja recebe patente no Brasil

Por Daniel Santos 21/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Ainda considerada a doença foliar mais destrutiva da sojicultora, a ferrugem asiática da soja, desde que entrou no Brasil, por volta dos anos 2003/2004, causou prejuízos quase que incalculáveis à agricultura nacional. De forma pioneira, pesquisadores da Tropical Melhoramento & Genética (TMG) desenvolveram um método de identificação e seleção de plantas de soja com resistência à ferrugem da soja. Com patente concedida nos Estados Unidos desde 2014, agora foi a vez da aprovação da patente do método no Brasil, garantindo a propriedade intelectual à TMG e os direitos previstos na legislação brasileira.

Concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a patente outorga a propriedade do método de identificação e seleção de plantas de soja contendo o gene de resistência Rpp5, através do uso de marcadores moleculares.

Para Francisco Soares Neto, diretor-presidente da TMG, a patente no Brasil é mais uma conquista da empresa e de todos que trabalham nela. “É especialmente uma forma de reconhecimento ao trabalho competente dos pesquisadores da TMG, ao forte investimento da empresa na pesquisa em genética para solucionar problemas que os agricultores enfrentam todos os dias. Além disso, essa patente vem agregar valor ao agronegócio brasileiro, na demonstração de respeito à propriedade intelectual”, destaca.

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A partir de trabalhos como este, a TMG passou a ofertar ao mercado cultivares de soja com a Tecnologia Inox®, aliada do produtor para enfrentar no campo a ferrugem da soja. As plantas de soja Inox®, quando atacadas pelo fungo da ferrugem (Phakopsora pachyrhizi), têm uma reação de hipersensibilidade (criando uma lesão escura) que necrosa o tecido foliar ao redor do ponto de infecção. Isso restringe a progressão do fungo, evitando a sua multiplicação e esporulação. Onde há a doença, portanto, a ferramenta oferece maior facilidade de controle, aliado ao bom desenvolvimento da lavoura e altas produtividades. “A patente é ainda um incentivo à inovação, o que mantém a pesquisa de novos genes que permitirão a manutenção de Tecnologia Inox® ao longo do tempo, com a combinação de inúmeros genes para ampliar e auxiliar o controle da ferrugem”, pontua Francisco Soares Neto.

Alexandre Garcia, gestor de Pesquisa da TMG e um dos responsáveis pela patente, explica que o uso de marcadores moleculares virou rotina nos programas de melhoramento e uma ferramenta essencial para manter a competitividade no desenvolvimento de cultivares. “A seleção de plantas com resistência à ferrugem é desafiadora, pois existe uma complexa interação entre biótipos do patógeno e os genes de resistência da planta. Nesse cenário é imprescindível monitorar a introgressão e presença dos genes através do DNA. A TMG mostrou sua competência ao descobrir o gene Rpp5 e identificar formas de selecioná-lo por marcadores moleculares e estamos muito contentes com o reconhecimento do investimento e da propriedade intelectual na forma de patente. Isso mostra a seriedade e competência da pesquisa de empresas brasileiras”, afirma.

Alexandre acrescenta que quando se trata de ferrugem, a genética é uma ótima ferramenta para atingir bons resultados de produtividade, mas o manejo adequado também é determinante para o sucesso da lavoura. “É imprescindível fazer as aplicações de fungicidas normalmente e seguir as recomendações de manejo. A vantagem é que o controle genético da Inox®, associado ao uso de fungicidas, trazem segurança ao produtor e resultam em um controle muito mais efetivo e maiores produtividades, quando comparado com variedades suscetíveis, além de aumentar a longevidade das formas de controle da doença ”, explica Alexandre.

Fonte: TMG

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Notícias

Governo libera R$ 73 milhões de seguro rural para março e abril

Por Daniel Santos 19/03/2019
Escrito por Daniel Santos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou a liberação de R$ 73 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) nos meses de março e abril. Do total, R$ 52,8 milhões serão destinados às culturas de inverno, como o milho safrinha, trigo e demais cereais. O restante do recurso será disponibilizado para as frutas, pecuária e demais culturas.

“Conseguimos liberar uma parte dos recursos previstos para o primeiro semestre deste ano. Com isso, o produtor poderá contratar sua apólice de seguro com apoio do governo federal e, desta forma, proteger sua lavoura”, afirmou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio.

De acordo com o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, no final de abril, deverá ser publicado um novo cronograma mensal de liberação do orçamento para PSR até o fim do ano. Loyola ressaltou também que o valor total aprovado na Lei Orçamentária Anual deste ano é de R$ 440 milhões e que o ministério se empenhará para disponibilizar integralmente este valor aos produtores, mesmo diante da restrição fiscal.

A medida foi tomada durante reunião do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR) na última segunda-feira, dia 11, e publicada no Diário Oficial da União, por meio de Resolução do Comitê.

Fonte: Canal Rural

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Notícias

Pesquisadores vão usar drones para detecção e contagem de gado

Por Daniel Santos 19/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Pesquisa coordenada pela Embrapa para detecção e contagem de gado usando veículos aéreos não tripulados, conhecidos como vants ou drones, acaba de ser aprovada para financiamento pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto colaborativo é liderado pelo pesquisador Jayme Garcia Arnal Barbedo, da Embrapa Informática Agropecuária (SP), e foi aprovado na terceira chamada de propostas do Programa Fapesp de Pesquisa em eScience e Data Science.

A atividade de monitorar a população de gado é essencial na gestão das fazendas pecuárias. Entretanto, nas grandes propriedades que adotam a pecuária extensiva, muito comuns no Brasil, essa contagem requer tecnologia e métodos avançados. No caso das imagens de satélites, além de não apresentar resolução espacial suficiente para identificar os animais individualmente, a presença de nuvens também compromete o monitoramento.

“Os levantamentos aéreos aparecem como uma solução potencial”, explica Barbedo. Já existem algumas iniciativas sendo aplicadas em fazendas, mas ainda com várias desvantagens, como alto custo de operação, níveis de ruído elevados e risco de acidentes. Por isso, os pesquisadores querem empregar técnicas de processamento de imagens e aprendizado de máquina, aliadas ao desenvolvimento de softwares e uso de drones, buscando gerar soluções mais adequadas para o monitoramento dos animais no pasto.

Coordenada pela Embrapa Informática Agropecuária, a pesquisa tem participação da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC/Unicamp) e das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). O projeto tem vigência de dois anos, com início em fevereiro de 2019, e recebeu recursos de cerca de R$ 175 mil que serão investidos, principalmente, na aquisição de drones e equipamentos para processamento de imagens.

Testes com câmeras 360 graus
Entre os objetivos estão o desenvolvimento de uma metodologia para agrimensura pecuária usando drones equipados com câmeras de espectro visível e a criação de um algoritmo para reconhecer e contar automaticamente o gado nas imagens capturadas. Serão investigadas duas abordagens distintas: a primeira é com o uso de uma câmera convencional e a outra com uma câmera 360 graus.

A principal diferença entre as duas metodologias é que a primeira geralmente requer múltiplos voos para cobrir grandes áreas, enquanto a segunda pode ser capaz de visualizar regiões muito maiores com um único voo, embora perdendo resolução, já que os animais estão mais distantes da câmera, de acordo com o pesquisador.

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Em breve, drones estimarão saúde e peso do rebanho
O projeto busca avançar na área de ciência da computação, produzindo novos algoritmos baseados em imagens para detecção de animais e para seu manejo, com abordagem inovadora para contagem de gado. “Essa metodologia também pode ser usada no futuro para trabalhar outros aspectos do monitoramento de gado como saúde animal, medidas corporais, entre outros”, conta Barbedo.

Caberá à Embrapa Informática Agropecuária, principalmente, coletar as imagens no campo e processá-las, criando e aplicando, em conjunto com a FEEC/Unicamp, algoritmos baseados em princípios de aprendizado de máquina para detecção e contagem dos animais. Os testes de campo serão feitos com o apoio de especialistas em manejo animal na fazenda Canchim, da Embrapa Pecuária Sudeste. A pesquisadora Andrea Roberto Bueno Ribeiro, da FMU, também vai apoiar os trabalhos de manejo e estudos de comportamento animal relacionados às simulações de movimentação do gado no pasto.

Contagem do gado sem precisar reunir os animais
Conhecer o número de animais é essencial para o pecuarista fazer a gestão adequada da fazenda, contribuindo para o controle interno e a quantificação dos resultados.

Na pecuária as variações no rebanho são constantes: nascimento de animais, mortes, vendas, e até roubos. Tudo isso se reflete na hora do planejamento e na rentabilidade da atividade.

Para a contagem, o pecuarista precisa reunir os animais no pasto ou levá-los até o curral. Esse processo é complexo e exige um grande esforço. As dificuldades aumentam proporcionalmente ao tamanho da fazenda e do rebanho.

O deslocamento do gado sempre é estressante e pode afetar a produtividade. No percurso, há chances de acidentes. Além disso, o bovino passa mais tempo caminhando e deixa de se alimentar, ruminar e descansar, causando prejuízos econômicos ao produtor. O estresse reduz o ganho de peso e afeta a imunidade, deixando-o mais vulnerável a doenças.

“A ideia do projeto é tentar fazer essa contagem sem reunir os animais, reduzindo o estresse. No entanto, há algumas dificuldades. É preciso treinar a máquina para enxergar o boi e contar um por um. A primeira dificuldade é que ele se movimenta. A segunda, é que o drone precisa identificar o boi lá embaixo e saber que é um bovino, não é uma pedra ou, ainda, se tiver dois animais juntos, tem que conseguir contar dois e não apenas um. A máquina precisa aprender a analisar a imagem”, explica a pesquisadora Patrícia Menezes Santos, da Embrapa Pecuária Sudeste.

Para captar as imagens, é preciso entender o comportamento dos bovinos. Dessa forma, o plano de voo e as estratégias usadas para a captação precisam levar em consideração a rotina animal, o tipo de área da fazenda, o modelo de sistema de produção, entre outras especificidades da criação e da propriedade. A interação entre os especialistas dos dois centros de pesquisa da Embrapa vai contribuir para encontrar a melhor forma para ensinar a máquina nas avaliações.

Na fazenda Canchim, base física para os testes e captação de imagens, há vários modelos diferentes de produção, como animais nos sistemas integrados, em pastos extensivos, áreas intensivas e outras. De acordo com a pesquisadora da Embrapa, essa diversidade de condições vai ajudar a treinar a máquina. “O drone precisa de muita imagem com informações reais do que ocorre na fazenda. Tudo pode se transformar em obstáculo na hora da avaliação das imagens. Então, vamos ajudar como especialistas em produção animal”, explica Santos.

O desenvolvimento de soluções tecnológicas baseadas na aplicação de sistemas inteligentes e automatizadas às pastagens pode contribuir para moldar a pecuária do futuro, já que o processo de decisão nos sistemas de produção depende cada vez mais da análise e interpretação de dados e informações, de acordo com Patrícia. “A integração de informações sobre o clima, o solo, os animais e a pastagem cria oportunidades para o uso mais eficiente dos recursos naturais e dos fatores de produção”, afirma a pesquisadora.

Decisões sobre compra e venda de animais, uso de fertilizantes e de alimentação suplementar, além de outras práticas de manejo, podem ser orientadas a partir dessas informações, reduzindo o risco associado à atividade e aumentando a sustentabilidade dos sistemas de produção animal em pastagens. Com o avanço no campo da internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), caracterizada pela conexão entre diversos dispositivos que coletam e transmitem dados de forma automática, abre-se a perspectiva para uma pecuária cada vez mais baseada em tecnologia digital.

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

19/03/2019 0 Comentários
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Tecnologia

STIHL apresenta nova lavadora de alta pressão na Expodireto

Por Daniel Santos 15/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A STIHL Ferramentas apresenta seu mais recente lançamento na Expodireto Cotrijal 2019: a lavadora de alta pressão STIHL RE 90. O equipamento foi desenvolvido com foco nos usuários domésticos, que buscam produtos de alta qualidade para facilitarem as atividades de limpeza. Todos os produtos STIHL estarão com condição de parcelamento exclusiva em 10 vezes sem juros, com bônus para a linha a bateria: 12 vezes sem juros.

Para recepcionar os clientes com qualidade e conforto, a STIHL estará alocada em um ambiente planejado para expor o mix de produtos. No local haverá uma área de experimentação de produtos da linha a bateria, além da distribuição de brindes e os novos iten da linha promocional. O visitante também poderá conferir a nova campanha de jardinagem da STIHL, que está em vigor até o dia 31 de março de 2019, e conta com diversas vantagens e benefícios como o sorteio de uma caminhonete Fiat Toro, condições de parcelamento sem juros e a promoção Compre e Ganhe.

Sthil-2

Mais recente lançamento da STIHL, a lavadora de alta pressão STIHL RE 90 traz um novo bico turbo que reúne o poder de limpeza do jato reto com a abrangência do jato leque, ideal para limpar sujeiras incrustadas em mobiliário de jardim, escadas, trilhos e calçadas. Com rodas largas que facilitam o transporte em terrenos irregulares, possui ainda mangueira de alta pressão de 6 metros de comprimento para maior alcance e mobilidade do operador.

Outros destaques da STIHL na feira serão o cortador de grama a bateria STIHL RMA 460 e a lavadora elétrica de alta pressão STIHL RE 110. O cortador possui um design moderno e oferece ao usuário a praticidade e a mobilidade. Como possui baixo ruído, pode ser usado a qualquer hora sem causar desconforto. Possui sete níveis diferentes de altura e três funções: recolher a grama para o cesto coletor; moer a grama ou simplesmente cortar e descartá-la lateralmente sobre o gramado. Já a lavadora elétrica têm diversos atributos de conforto, tais como: pistola com cabo emborrachado; local de armazenagem dos acessórios e cabo elétrico; rodas maiores para facilitar o deslocamento e trava no gatilho da pistola para evitar o acionamento involuntário.

15/03/2019 0 Comentários
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Tecnologia

Valtra apresenta novo trator fruteiro com motor MAR-1

Por Daniel Santos 14/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A Valtra apresentou pela primeira vez a nova linha de tratores da série A Geração 3 Fruteiro (A3F). A novidade pode ser vista na Expodireto Cotrijal 2019, entre os dias 11 e 15 de março, em Não-Me-Toque (RS), na versão plataformada. Com novo design, mais moderno e arrojado, a série A3F chega para complementar o portfólio de tratores da Valtra no segmento estreito. Além da nova série, a marca também traz à feira de agronegócios as suas linhas de tratores A4s e a BH HiTech.

A linha A3F conta com motor AGCO Power Eletrônico, homologado de acordo com lei de controle de emissões (MAR-1), e quatros modelos com diferentes faixas de potência: o A63F (69cv), A73F (79cv), A83F (89cv) e o mais potente trator do segmento, o A93F de 99cv. Todos os modelos da série possuem coluna de direção regulável com ajustes de altura, que proporciona mais conforto e melhor ergonomia ao operador.

O sistema de acionamento hidráulico da embreagem da TDP traz para os agricultores suavidade na liberação, evitando trancos e, consequentemente, aumentando a vida útil do disco da embreagem. As quatro opções de transmissão, três opções de velocidade de TDP e as duas opções de vazão de bombas, fazem da A3F a série de tratores leves mais versátil do mercado. Além disso, o novo painel de instrumentos do A3F mostra informações instantâneas para o operador, como consumo de combustível, área trabalhada, distancia percorrida e diagnostico do motor.

As 4 opções de transmissão, 3 opções de velocidade de TDP e 2 opções de vazão de bombas fazem da Série A3F da Valtra os tratores leves mais versátil do mercado |Foto: Divulgação Valtra

As 4 opções de transmissão, 3 opções de velocidade de TDP e 2 opções de vazão de
bombas fazem da Série A3F da Valtra os tratores leves mais versátil do mercado |Foto: Divulgação Valtra

 

“Esses tratores oferecem plataforma totalmente plana e alavancas laterais, que aumentam o conforto e facilidade na operação”, comenta Winston Quintas, supervisor de Marketing do Produto Tratores da AGCO. “Além disso, a nova série chega com 4 opções de transmissão totalmente sincronizadas, 3 opções de velocidades de TDP, válvula de fluxo constante de até 55 litros por minuto, única no segmento e a maior capacidade de levante do segmento”, completa Quintas.

Tratores BH HiTech – A linha de tratores BH HiTech também está presente na Expodireto Cotrijal 2019, com modelos de 145 cv a 195 cv e transmissão automática PowerShift. O grande destaque da linha BH HiTech é a transmissão HiTech3 (HiTech “three”) PowerShift, com troca automática dentro dos grupos. São 18 velocidades para frente e 18 para trás. Os produtos se somam à quarta geração da Linha BH, lançada em 2017 e que hoje conta com duas opções de motorização.

A transmissão Powershift pode ser operada manualmente com trocas de velocidade por botões ou por um dos dois modos de programação automática, que altera a velocidade conforme a rotação pré-definida. Outro atributo de destaque da máquina é o reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, que permite que as direções de condução sejam alteradas usando uma alavanca, sem necessidade de acionamento da embreagem. A transição é feita sempre de forma suave, rápida e com proteção, permitindo que o sentido da máquina seja revertido somente em velocidade abaixo de 2 km/h.

A Linha BH HiTech é composta pelos modelos BH144 HiTech (145 cv), BH154 HiTech (159 cv) e BH184 HiTech (180 cv) com motores de 4 cilindros e os modelos BH174 HiTech (179 cv) e BH194 HiTech (195 cv) com motores de 6 cilindros. Os modelos da linha contam ainda com o recurso do N Auto, que desacopla o PowerShift todas as vezes que o pedal do freio é acionado, ou caso a rotação do motor fique menor que 1.020 rpm, acoplando novamente em velocidades a partir de 1.020 rpm, ou quando o operador tirar o pé do freio.

Família A4 – A Valtra também traz à Expodireto Cotrijal 2019 os modelos da premiada família A Geração 4. Os tratores da série A4s variam entre 75 cv e 95 cv, e possuem chassi compacto, ideal para pequenas e médias propriedades ou operações que demandam potências menores. Já os modelos A94 e A104, da Série A4, são indicados para a média potência, oferecendo 95 cv e 105 cv, respectivamente.

Disponíveis nas versões cabinado e plataformado, os tratores desta família possuem uma robusta transmissão mecânica 12+12 ou 24+24 com super redutor, que oferece o melhor escalonamento de marchas do mercado, e reversor eletro-hidráulico PowerShuttle, que proporciona ganhos de agilidade durante as manobras, além do ajuste de sensibilidade de arrancada,’ conforme o tipo de operação.

Trator BH194 HiTech, mais um dos destaques da Valtra Foto: Divulgação Valtra

Trator BH194 HiTech, mais um dos destaques da Valtra | Foto: Divulgação Valtra

A família A4 também possui o sistema HiShift, que permite ao operador trocar de marcha pelo simples acionamento de um botão na alavanca de câmbio, sem a necessidade de usar o pedal da embreagem, proporcionando mais suavidade no acoplamento e facilidade na operação. Outra novidade que aumenta a versatilidade das máquinas é o redutor Super Creeper, que possibilita operações em velocidade m ínima de 0,15 km/h.
A melhor ergonomia da classe, aliada a um baixo nível de ruído (75 dB), garante que a família A4 ofereça uma experiência confortável em quaisquer situações. A estrutura da cabine é estreita na parte da frente para facilitar a direção em áreas de galpões e permitir uma excelente visibilidade nas operações. Como opcionais, o produtor tem duas vazões hidráulicas, de 57 ou 98 l/min, além de várias opções de configuração das válvulas de controle remoto.

Além do diferencial com a transmissão automática HiTech4, os modelos A4 HiTech estão preparados para receber as facilidades do Fuse Technologies, como o piloto-automático Auto-Guide® 3000 e controle de telemetria por meio do AgCommand™.

A série A4 foi eleita “Máquina do Ano” por uma comissão de jornalistas independentes no SIMA Show 2017, feira agrícola realizada em Paris (França) – a série A4 HiTech conquistou o mesmo prêmio na edição 2019 do mesmo evento, apontado como o maior do mundo.

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