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Tecnologia

GSI Brasil marca presença na Expodireto 2019

Por Daniel Santos 14/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Depois de lançar sua linha de crédito no Show Rural, agora é a vez dos visitantes da Expodireto 2019 conhecerem a novidade que vai agilizar o financiamento de equipamentos para produção de proteína animal. No evento, que acontece entre 11 e 15 de março em Não-Me-Toque, RS, a GSI estará com dois estandes e apresenta outras novidades.

Crédito – Produtores de aves e suínos podem contar com mais uma alternativa para financiar seus projetos junto à GSI Agromarau. O AGCO Finance, banco da GSI, estendeu a parceria que já existia com o segmento de armazenagem de grãos para o setor de produção de proteína animal. A nova linha é pioneira no segmento de bancos de fábrica. “Somos o único banco de fábrica a oferecer o Inovagro, linha do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para o segmento de proteína animal”, afirma Renan Borges, coordenador Comercial do AGCO Finance. Essa linha oferecida pela própria GSI é novidade no mercado e vai agilizar o processo de obtenção de crédito pelo produtor. Glauber Marafon, gerente nacional de Vendas da GSI, destaca outro ponto significativo: a possibilidade de o financiamento contemplar não apenas os equipamentos, mas também o projeto completo do produtor, incluindo a infraestrutura, mão de obra e frete. E mais: taxa de juros de 6% ao ano, prazo de até 10 anos para pagar e flexibilidade de garantias.

Equipamentos – Para avicultura, o produtor vai poder conferir os equipamentos em funcionamento em um mini aviário instalado no estande. Os Sistemas Construtivos para Avicultura, atendendo a demanda integral do produtor, com projetos completos, da fundação aos equipamentos, adequados à realidade de cada produtor é outro destaque que a empresa apresenta. Na suinocultura, o Comedouro TF Plus, desenvolvido para ter maior robustez e durabilidade, é a solução apresentada para suínos em terminação.

Outros lançamentos recentes da GSI Agromarau: exaustor Butterfly 58”, que oferece elevada estabilidade com mínima obstrução do fluxo de ar, permitindo a redução do número de exautores instalados e contribuindo na redução do consumo de energia. O Aquecedor Radiante ACS é outro destaque, uma campânula que fornece uma fonte de calor constante, limpa e eficiente no consumo de combustível.

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Para armazenagem, na Expodireto, a GSI vai fazer o pré-lançamento do Hi-Flight Pro, um transportador de grãos indicado para descarga de silos e moegas. O equipamento apresenta alta resistência, versatilidade e flexibilidade em seu layout. O principal benefício do Hi-Flight Pro é que os elevadores e transportadores ficam no nível zero da construção, facilitando a manutenção dos mesmos e dando mais segurança ao operador.

A equipe técnica e comercial da empresa vai acompanhar todo o evento, atendendo clientes e detalhando as características e benefícios dos equipamentos GSI.

Encontre a  GSI no evento:
– Armazenagem: área de Máquinas e Equipamentos, Av. D, lote 188.
– Proteína Animal: área de Produção Animal, em frente ao pavilhão da Agricultura Familiar, na Av. D, lote 718.

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Tecnologia

Landini Brasil anuncia ampliação da capacidade produtiva na Expodireto Cotrijal

Por Daniel Santos 14/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A Landini Brasil, fábrica de tratores italiana que está no Brasil há quase cinco anos, estreia sua participação na Expodireto Cotrijal anunciando a ampliação de 60% da sua capacidade produtiva. As obras já começaram na unidade fabril de Contagem (MG) e integram parte dos US$ 30 milhões previstos pela fábrica para investimentos no Brasil no período 2015-2020.

 De acordo com o diretor da Landini Brasil, Ricardo Vianna, a expansão vem ao encontro da atuação da multinacional, que carrega 135 anos de história e disponibiliza para o mercado brasileiro, maquinário com potência de 45 cavalos a 230 cv. Neste cenário, o Rio Grande do Sul ocupa lugar de destaque. Com atuação consolidada na fruticultura, especialmente na região da Serra, o objetivo da fábrica é ampliar atuação junto aos produtores de grãos. “A Expodireto é uma feira muito profissional e o mercado do Rio Grande do Sul é o mais avançado e mais maduro do Brasil, do qual a Landini participa desde que iniciou suas atividades no Brasil”, destaca o dirigente. 

Por isso, as estrelas da Landini Brasil, nesta primeira participação na Expodireto Cotrijal, são os tratores das séries Landforce 120 e Landpower 175, ambos produzidos no Brasil, e os da Série 7-230, importada da Itália. “Lá, já produzimos tratores de até 320 cv, que também poderão, em breve, ser disponibilizados ao mercado brasileiro”, adianta Vianna. Para ele, a grande atração da marca em Não-me-Toque são os tratores da linha Landpower, cujo sistema de injeção do motor é mecânico.  “O sistema mecânico apresenta uma manutenção mais simples e de baixo custo. Landpower é o trator de maior potência no mercado brasileiro com sistema de injeção mecânico”, detalha. Além desses modelos, a Landini possui os tratores especializados Série 2 e Rex, voltados à fruticultura. Disponibiliza ainda a linha Brutus, já nacionalizada com código FINAME e MDA, potência de 75 cv a 95 cv e destinados às mais diversas operações da agricultura e pecuária.

LANDINI BRASIL 1

Além de participar de feiras no Estado, a Landini Brasil também aposta no crescimento no número de revendas.  “O ano mal começou e já estamos com três novos concessionários em fase de cadastramento nos RS”, adianta Vianna, lembrando que, a meta para o ano, em nível Brasil, é aumentar o número de revendas em 30% com relação ao ano passado.

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Notícias

Valtra promove debate sobre ‘Empreendedorismo Feminino’

Por Daniel Santos 14/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Habituada a acompanhar o dia a dia na lavoura da família, Mariana criou a Agrosmart a partir da crise hídrica ocorrida no estado de São Paulo, em 2013, com o objetivo de melhor aproveitar a água utilizada no plantio da propriedade de sua família. Hoje o negócio engloba muitos outros recursos utilizados na lavoura e é referência em agricultura digital, sendo reconhecido por instituições renomadas como a Singularity University (Vale do Silício, EUA) e a NASA. Logo no início do bate-papo, Mariana tratou de desmistificar a adoção da tecnologia nas lavouras brasileiras.

“As pessoas dizem que o agro é tradicional, é conservador, não usa tecnologia. Eu acho que isso não é verdade. Nosso produtor rural é muito tecnológico e busca tecnologia. A Agrosmart atende cerca de 2 mil produtores por mês, querendo saber mais sobre a solução. O fato de sermos um país de agricultura tropical, fez com que, desde sempre, fôssemos obrigados a desenvolver tecnologias próprias, já que não adiantaria importar soluções criadas para lavouras com as características das existentes nos EUA e na Europa”, analisou Mariana.

Natália Ceragioli é a responsável por trazer para a Valtra as mais recentes tecnologias presentes no mundo do agro, tanto do Brasil, quanto do exterior. Ela também participa de iniciativas como o Farm Solutions, um pacote de serviços agronômicos desenvolvido pela AGCO em parceria com a AgroCad e a Inceres, que visa melhorar a disponibilidade de dados sobre fertilidade e linhas de plantio para os clientes da Valtra. Agrônoma de formação, Natália prevê que os desafios de conectividade existentes na lavoura estão próximos de serem superados.

“Nós temos iniciativas relacionadas ao aumento de torres para a disponibilidade de internet no campo que estão avançando rapidamente. Logo a conectividade vai deixar de ser um fator limitador para o produtor rural brasileiro. Isso vai facilitar ainda mais o fluxo de dados coletados pelas máquinas para serem analisados no escritório, permitindo uma melhor tomada de decisão pelos agricultores e gerando mais produtividade na lavoura e mais economia de recursos utilizados no plantio”, disse Natália.

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Outro ponto abordado é o custo da tecnologia de forma geral no campo. Mesmo existindo soluções com custo acessível, o valor para a adoção de tecnologias mais robustas ainda assusta. Para Mariana Vasconcelos, a união entre os produtores rurais, especialmente das mulheres, pode ser, nesse momento, a melhor saída.

“Nós temos atualmente algo maravilhoso, que é a desmaterialização das coisas, ou a chamada economia compartilhada. Nós somos muito mais poderosos quando atuamos em grupo. Eu costumo recomendar aos produtores que encontrem uma cooperativa, ou que se unam a um grupo de vizinhos para negociarem juntos. Isso reduz o preço, sem limitar a inteligência da tecnologia, que é individual. É a maneira mais simples e moderna de otimizarmos nossos recursos”, finalizou Mariana.

Fonte: Valtra/Assessoria

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Tecnologia

Veja alguns destaques da Show Rural Coopavel 2019

Por Daniel Santos 12/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A 31ª edição do Show Rural Coopavel, realizada entre 4 e 8 de fevereiro em Cascavel (PR), superou as expectativas, segundo a organização. Foram R$ 2,2 bilhões em faturamento, 288.802 visitantes (somados os quatro dias) e 520 expositores. Abaixo, veja algumas das novidades apresentadas e que antecipam boa parte do que as indústrias têm a mostrar aos produtores. 

Case IH- Os tratores articulados com esteiras da linha Quadtrac foram as principais atrações. Dois modelos foram exibidos: o Quadtrac 500 e o Quadtrac 620, com potência de 507 e 629 cavalos, respectivamente. A máquina é equipada com motor FPT Cursor 13. A motorização já faz parte da resolução MAR-I (Tier 4b), que determina redução de poluentes com baixo consumo de Arla (agente redutor líquido de óxido de nitrogênio automotivo). A reserva de torque é de 40%, com 12,9 litros, 24 válvulas e seis cilindros.

 

 

Esteira Quadtrac 500

Esteira Quadtrac 500 | Foto: Divulgação


Baldan –
A nova versão do arado escarificador Garra 300 centralizou as atenções, especialmente porque a novidade inclui caixa distribuidora de sementes ou adubo. O produto soluciona problemas causados pelo revolvimento do solo por aração e gradagem ou, no caso do plantio direto, pelo tráfego de máquinas pesadas que compactam o solo. Isso obriga agricultores a fazer a escarificação do solo. A penetração das hastes mecânicas pelo escarificador rompe as camadas mais adensadas do solo, promovendo uma redução dos níveis de compactação, deixando o solo em condições para penetrar água, absorver nutrientes e haver melhor desenvolvimento do sistema radicular das culturas nele semeadas.

Arado escarificador Garra 300 | Foto: Divulgação

Arado escarificador Garra 300 | Foto: Divulgação

JCB – A linha de Loadall Agricola foi um dos destaques da JCB. O Loadall JCB 531-70, por exemplo, é extremamente manobrável graças a três modos de direção e suas dimensões. A distância compacta entre eixos e os ótimos ângulos de esterçamento da direção economizam tempo na fazenda, especialmente onde o espaço é limitado. A configuração 4×4 é padrão. Para aumentar o desempenho em terrenos difíceis, conta com o sistema LSD, um diferencial com limitador de patinagem, que atua automaticamente e ajuda a evitar desgaste de pneus e usos incorretos.

Loadall JCB 531-70 |Foto: Divulgação

Loadall JCB 531-70 |Foto: Divulgação


LS Tractor –
O trator U80 foi preparado para ser lançado no Show Rural. “Estamos muito felizes com o resultado do U80. Ele possui características específicas como o motor, de 80 cv com tecnologia MAR-1, e excelente reserva de torque. É um trator que entrega alta performance e possui tecnologias embarcadas que melhoram a produtividade e rentabilidade”, afirmou o gerente de Marketing e Produto, Astor Kilpp. 

Trator U80 LS Tractor | Foto: Divulgacão

Trator U80 LS Tractor | Foto: Divulgacão

 

Landini – A Landini lançou os tratores Brutus (75cv e 95 cv), fabricados no Brasil, com código Finame e MDA. A marca também mostrou outros itens do portfólio, como Landforce e Landpower, de médio e grande portes, fabricados no Brasil; o trator modelo Série 7 – 230, de alta potência; e as linhas Rex (80 cv) e Série 2 (45 cv e 60 cv), indicadas para fruticultura. Os produtos seguem o padrão dos vendidos na Itália, segundo o diretor-geral, Ricardo Vianna.

Trator Brutus | Foto: Divulgação

Trator Brutus | Foto: Divulgação

Khor – A Khor apresentou a sua nova carreta graneleira, a. O equipamento está disponível nos tamanhos CG 19.000, CG 24.000, CG 29.000, CG 32.000 e CG 40.000. A Carreta Graneleira 29.000 Grain Max possui depósito em aço carbono e tubo de descarga 470 milímetros, que atende às suas necessidades de transferência e transporte de grãos. A Grain Max conta com o sistema Equalizer, que copia o terreno com variação lateral de até 10 graus. Graças ao sistema, a máquina reduz em até 60% a compactação do solo. O equipamento possui capacidade de carga de 25.000 quilos e capacidade volumétrica 29.000 litros, além de comportar cerca de 385 sacas de soja.

Carreta Graneleira Grain Esteira Max | Foto: Divulgação

Carreta Graneleira Grain Esteira Max | Foto: Divulgação

Confira essas e outras novidades apresentadas no Show Rural Coopavel 2019 na reportagem completa sobre o evento, publicada na edição nº 50 da revista Máquinas e Inovações Agrícolas.

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Notícias

Otimismo com safra garante aumento das vendas de máquinas

Por Daniel Santos 11/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A confiança dos produtores de grãos em relação à comercialização de suas colheitas nesta safra 2018/19 garantiu o aumento das vendas de máquinas agrícolas no país em fevereiro. Foi o que afirmou na manhã de hoje Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), na tradicional entrevista coletiva da entidade sobre os resultados mensais dessa indústria.

Segundo a Anfavea, foram comercializadas 2.874 unidades no mês passado, 7,9% mais que em janeiro e resultado 19,8% superior que o de fevereiro de 2018. Os números incluem tratores, colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e também retroescavadeiras, que representam menos de 10% do total.

Os preços das commodities estão bem e a produção [de grãos] no Paraná e em Mato Grosso não foi tão impactada como achávamos que seria”, afirmou Miguel Neto. Ainda assim, os produtores têm três preocupações que podem afetar o ritmo das vendas neste e nos próximos meses: a falta de recursos nas linhas de crédito que financiam a aquisição de máquinas agrícolas nesta temporada 2018/19, as incertezas sobre a oferta de crédito em geral para médios e grandes produtores no Plano Safra 2019/20 e os rumos da política econômica no país.

“Até o momento a gente não sabe como será a transição [entre o atual Plano Safra e o próximo no que diz respeito ao cédito subsidiado concedido aos grandes produtores] nem se haverá alteração na política voltada ao setor agrícola. O que esperamos é que o produtor possa continuar recebendo o suporte necessário para continuar fazendo investimentos”, disse Miguel Neto.

Ele avaliou como preocupante essa indefinição em meio às principais feiras agrícolas do país, importantes canais de negociação de tratores colheitadeiras de grãos e colhedoras de cana, entre outros equipamentos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, começou hoje a Expoditeto Cotrijal, em Não-Me-Toque, e em abril acontecerá a Feira Internacional de Tecnologia em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto (SP), entre outros eventos espalhados pelo país.
“É preocupante e não sabemos como os produtores vão reagir à medida que não há um crédito barato no mercado para que ele possa fazer esses investimentos. No entanto, há uma boa oportunidade de remuneração para a soja, por exemplo, e o produtor deve aproveitar”, disse Miguel Neto.

Ainda conforme a Anfavea, as exportações continuaram fracas em fevereiro, em boa medida graças à crise cambial argentina. Alcançaram 834 unidades em fevereiro, 12,7% mais que em janeiro mas quantidade 10,6% inferior à de fevereiro do ano passado. E a produção brasileira de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 3.507 unidades, 20,7%  mais que em janeiro mas 10,2% abaixo de fevereiro de 2018.

Fonte: Marcela Caetano/Jornal Valor Ecnomômico

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Produção de Erva Mate no município de Ivaí no interior do Paraná. | Foto: Rodolfo BUHRER
Coluna

Conjunto de boas práticas pode aumentar eficiência de plantações de erva-mate

Por Daniel Santos 11/03/2019
Escrito por Daniel Santos

A Embrapa Florestas (PR) acaba de lançar o Sistema Erva 20, um conjunto de práticas em ervais plantados que visam ao aumento da eficiência e sustentabilidade do cultivo de erva-mate. Sua adoção é capaz de incrementar a produtividade e aumentar a qualidade dos plantios por meio da melhoria em práticas do dia a dia de produção, como plantio, poda, adubação, controle de plantas daninhas, renovação do erval entre outras. Neste primeiro momento, o Sistema está disponível em formato de manual e pode ser acessado gratuitamente em no site da Embrapa.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produtividade média de um erval comercial, em 2015, foi de oito toneladas por hectare por colheita. Com a adoção de práticas eficientes de manejo e ajustes na condução do erval indicados pelo Erva 20, a produtividade pode chegar a 20 t/ha por colheita, dependendo do potencial produtivo do erval, e até mesmo ultrapassar essa quantia em situações excepcionais.

Melhoria também da qualidade
O empresário e produtor rural Marcio Pizzatto, de General Carneiro (PR), interessado em plantar erva-mate em uma área onde antes havia cultivo de pinus, adotou as tecnologias do Erva 20 já na implantação do erval e sua área serviu também para validação de algumas tecnologias que compõem o sistema.
“Resolvemos adotar o Erva 20 desde o início por causa da facilidade em aplicar as recomendações e com todo o estudo da Embrapa embasando as práticas. Já é possível notar os benefícios visualmente: são ervais homogêneos, com desenvolvimento muito acima da média de um plantio normal. O resultado é muito significativo já nos estágios iniciais do cultivo”, atesta Pizzatto.

O sistema não trata só de produtividade, mas também da qualidade da erva-mate, que tem potencial de crescimento como matéria-prima em novos produtos e também para inserção no mercado internacional. “O cultivo da erva-mate no Brasil conta com relativa baixa adoção de tecnologia quando comparado a outras culturas”, afirma Joel Penteado Júnior, analista da Embrapa Florestas e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Erva 20. “Nosso trabalho foi o de reunir resultados de pesquisas, atestar a validação de alguns, validar efetivamente outros e consolidar a informação para o produtor rural”, conta.

Produção de Erva Mate no município de Ivaí no interior do Paraná. | Foto: Rodolfo BUHRER

Produção de Erva Mate no município de Ivaí no interior do Paraná. | Foto: Rodolfo Buhrer

Pode ser adotado em qualquer fase
“Vale ressaltar que não é necessário começar um erval do zero para implantar o Erva 20”, frisa Ives Goulart, analista da Embrapa Florestas responsável pelo projeto “Disponibilização e inserção de tecnologias do Sistema Erva 20”. “O produtor pode aplicar as recomendações em qualquer fase do erval.” Pizzatto atesta a efetividade do sistema: “São técnicas e metodologias para utilizar desde o início até o fim. Se você seguir todas as indicações técnicas, com certeza vai ter sucesso”.

Ives Goulart explica que a produtividade é o resultado do sistema de produção como um todo, em que cada prática de manejo tem sua importância relativa, de forma que, se qualquer uma for negligenciada, o potencial produtivo não é alcançado. “Assim, a adoção de tecnologias de forma isolada não é suficiente para o alcance de maiores produtividades”, ressalta o analista. Por isso, as práticas mais eficientes foram sistematizadas no Erva 20, disponíveis em forma de manual, que será utilizado em capacitações de agentes da extensão rural e também estará disponível aos produtores rurais.

Boas práticas que fazem a diferença
Com fotos e esquemas ilustrativos, o manual traz informações a respeito de todas as fases de um sistema produtivo de erva-mate:

– produção de mudas por sementes e por propagação vegetativa;
– qualidade das mudas;
– cultivares comerciais;
– implantação;
– adubação do erval;
– controle de plantas daninhas;
– cobertura do solo;
– sistemas de podas;
– renovação do erval via decepa e rebaixamento;
– sistemas de cultivo de erva-mate plantada;
– doenças;
– pragas;
– cronograma das práticas de manejo.


“A intenção é ampliar o alcance das informações”, revela Goulart ao contar que a organização do sistema começou há cinco anos, a partir da constatação que os problemas da cadeia produtiva da erva-mate eram os mesmos relatados em eventos ocorridos 20 anos atrás. “Ou seja, muitas respostas até existiam, mas não estavam disponíveis aos produtores. Outras, precisavam ser atualizadas e testadas no campo”, lembra o analista. O resultado é um conjunto de informações fruto de trabalhos da Embrapa Florestas com parceiros dos setores público e privado durante os últimos 35 anos.

Antes mesmo de ser lançado oficialmente, o Erva 20 já chama atenção de produtores rurais, como a Associação Biturunense da Erva-mate (ABEM). A entidade já está em contato com a Embrapa Florestas para implantação do sistema de produção com seus associados. “O que despertou nosso interesse pelo Erva 20 foi a possibilidade de aumento de produtividade sem impacto ambiental e também a questão da qualidade do erval. Esse foi o início para nosso interesse”, conta Naldo Vaz, presidente da ABEM. “A erva-mate é altamente lucrativa, desde que haja uma boa gestão da propriedade e um ótimo manejo do erval, e esse é um aspecto que nós da sssociação prezamos”, pondera.

Com a procura crescente por tecnologias, o caminho será a capacitação de multiplicadores e a disponibilização de ferramentas em apoio ao produtor rural. “Em breve, disponibilizaremos aplicativos para auxiliar os produtores no gerenciamento e manejo dos plantios de erva-mate”, revela Goulart.

Fonte: Katia Pichelli/Embrapa Florestas

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A produção do Brasil, maior produtor mundial, com aproximadamente 35% da safra mundial, que bateu um recorde histórico, somou 60,1 milhões de sacas.
Notícias

Brasil, Colômbia e Peru produzem 48% do café mundial

Por Daniel Santos 11/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Os países produtores de café da América do Sul, principal região fornecedora em nível mundial, , exportaram 4,76 milhões de sacas em janeiro de 2019. O volume representa acréscimo de 16,4%, se comparado com o mesmo mês do ano anterior. Se forem consideradas as exportações acumuladas em quatro meses seguidos (outubro de 2018 a janeiro de 2019), o total exportado soma 21,6 milhões de sacas, com percentual de crescimento de 17,9%, na comparação com o mesmo período anterior.

No caso dos Cafés do Brasil, com relação a exportações no mesmo quadrimestre analisado, as vendas aumentaram 26,8%, com 14,73 milhões de sacas. Na Colômbia, as exportações atingiram 4,79 milhões, volume que denotou crescimento de 5% em relação ao mesmo período anterior. E as exportações do Peru somaram 1,92 milhão de sacas, as quais registraram aumento de 1,3%.

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Os três países – Brasil, Colômbia e Peru – foram responsáveis por 47% de toda produção global no ano cafeeiro 2018-19. Os números indicam que a safra aumentou 4,3%, ao atingir 79,94 milhões de sacas. Somente a produção do Brasil, maior produtor mundial, com aproximadamente 35% da safra, que bateu um recorde histórico, somou 60,1 milhões de sacas.

A produção do Brasil, maior produtor mundial, com aproximadamente 35% da safra mundial, que bateu um recorde histórico, somou 60,1 milhões de sacas.

A produção do Brasil, maior produtor mundial, com aproximadamente 35% da safra mundial, que bateu um recorde histórico, somou 60,1 milhões de sacas.

A Colômbia, segundo maior produtor de café do continente, de acordo com estimativas, obteve uma safra 14,2 milhões de sacas, volume 2,7% maior que o ano passado. E o Peru, com safra de 4,36 milhões de sacas de 60kg, registrou 1,7% de crescimento, tendo como base a safra anterior. A produção da Colômbia corresponde a 8,6%, e a do Peru a 2,6%, respectivamente, da produção mundial em 2018.

Os dados e números que permitiram realizar esta análise constam do Relatório sobre o mercado de Café fevereiro 2019, da Organização Internacional do Café (OIC), o qual está disponível para consulta na íntegra no Observatório do café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Para a OIC, o ano-cafeeiro global compreende o período que abrange os meses de outubro a setembro.

Conforme os dados do Relatório, com relação às exportações dos demais países produtores, especificamente na América Central e México, segundo a OIC, as vendas ao exterior registraram queda de 23,7%, com a venda de 1,18 milhão de sacas no mês de janeiro de 2019. E, ainda, que houve queda de 13,7%, com 3,15 milhões de sacas, nos quatro primeiros meses do ano-cafeeiro de 2018-2019.

Leia a ítegra do Relatório sobre o mercado de café aqui.

Fonte: Embrapa Café

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Notícias

Edição n° 50

Por redação 07/03/2019
Escrito por redação

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Coluna

A força do produtor de leite paulista

Por Daniel Santos 01/03/2019
Escrito por Daniel Santos

Por Marcelo Avelar *

Sabe-se que a pecuária leiteira é uma das mais antigas atividades agrícolas, sendo que a criação do gado destinado a este fim remonta há aproximadamente 5000 anos. Dados da Embrapa, mostram que o Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo e a tendência é crescer cada vez mais porque a partir desta matéria prima derivam-se inúmeros produtos que obtêm preços variados no mercado e são base da alimentação dos brasileiros.

Para chegar à mesa das casas, das escolas e outros estabelecimentos, o leite passa por um processo de produção e industrialização que requer alto grau de controle para manter a qualidade do produto até o seu destino final.  A eficiência de uma cadeia produtiva leiteira é atribuída a uma relação de produtividade com menor custo possível e também a comercialização a parceiros de confiança e que tenham uma política clara de remuneração ao produtor. Neste sentido, as cooperativas são importante elo deste setor pois possibilitam, ao pequeno produtor, ter condições de competitividade e ganho em escala e, ao consumidor, a certeza de estar adquirindo um produto de qualidade comprovada.

Isso porque, todo o processo de industrialização é feito na cooperativa, que também é a encarregada pela venda e distribuição do produto para clientes de vários portes. Assim, garante renda, recolhe impostos no Estado de origem e fortalece a agricultura familiar, possibilitando até que alguns cooperados possam se manter residindo no campo, evitando o êxodo rural.

Também é preciso levar em conta que o leite pasteurizado barriga mole, como é mais popularmente conhecido, traz inúmeros benefícios aos consumidores. O processo de pasteurização deste tipo de leite requer um tratamento térmico a cerca de 74 graus Celsius, depois é rapidamente resfriado. Esse choque térmico mata os micro-organismos nocivos, mas preserva quase todas suas propriedades e principalmente os micro-organismos benéficos, como os lactobacilos vivos, as vitaminas do complexo B; as proteínas e açúcares.

Sendo assim, a pecuária leiteira com o fim de produzir o leite pasteurizado no interior do Estado de São Paulo, além de fortalecer o produtor local, gerar emprego e renda, deixa os impostos dentro do Estado e também é responsável por fabricar um produto altamente nutritivo, sem conservantes e acessível. Tanto que há muitos anos é este tipo de leite que é distribuído pelo governo paulista nos programas sociais de atendimento a crianças e idosos carentes (Vivaleite) nas merendas das creches e escolas públicas estaduais.

Se a agricultura de pequeno e médio porte consegue sobreviver em determinado mercado, esta condição já pode ser um indicador de que o ambiente cooperativo está gerando melhor distribuição de renda e divisas no Estado. Portanto, o cooperativismo, se devidamente apoiado por parceiros públicos ou privados, transforma-se em facilitador para a melhoria das condições sociais dos pequenos produtores. Por meio das cooperativas, é possível realizar ações de educação básica ou cursos de capacitação profissional, estratégias coletivas de compras ou comercialização e discussão de iniciativas relacionadas às demais carências sociais e econômicas.

A busca pela sustentação da pecuária leiteira de pequeno e médio porte no Estado de São Paulo é complexa e desafiadora, por envolver diversas dimensões e variáveis que não dependem somente do produtor. Mas é certo que o cooperativismo é a melhor forma de atender aos requisitos de sustentabilidade desta atividade nas áreas econômica, social e ambiental.

 

* Marcelo Avelar é engenheiro agrônomo especializado em cooperativismo com ênfase em Administração e Finanças. É também presidente da Cooperativa Nacional Agroindustrial (Coonai) e membro do Conselho Diretor da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (OCESP).

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Tecnologia

Derriçador SP 20 foi destaque da STIHL na Femagri

Por Daniel Santos 26/02/2019
Escrito por Daniel Santos

A STIHL participará da 18ª edição da Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas (Femagri), uma das maiores mostras do setor cafeeiro do país e uma das principais difusoras de tecnologias no segmento. O evento acontece de 20 a 22 de fevereiro, em Guaxupé, Minas Gerais. A expectativa da organização é de mais de 35 mil visitantes durante os três dias. Com o objetivo de levar as melhores soluções aos produtores de café, a STIHL apresentará o derriçador SP 20, destaque da marca para o setor. Além disto, estará disponível um espaço exclusivo para demonstração e experimentação de toda a linha de equipamentos.

O derriçador SP 20 foi desenvolvido especialmente para o setor cafeeiro e possui uma performance 75% superior ao modelo anterior. Justifica-se este dado por meio do design inovador e prático do produto e por dispensar pausas para lubrificação durante o período da colheita, características que mescladas aumentam significativamente a produtividade do equipamento. Com três opções de tubos para regulagem de altura e espaçamento entre as ruas do cafeeiro, o derriçador SP 20 conta também com três opções de garras altamente resistentes:

Garra WR6
– Garra com seis dedos alinhados;
– É o modelo universal. Indicada para plantas com ramos de tamanho e espaçamento normais;

Garra WR6-2
– Garra com seis dedos desalinhados;
– Ideal para as situações onde as plantas são densas,  próximas e  com galhos entrelaçados que dificultam o acesso aos frutos;

Garra WR9
– Garra com nove dedos;
– Altíssima produtividade para ramos longos, adensados e com muitos frutos por planta.

“O derriçador SP 20 da STIHL e suas três opções de garra foram desenvolvidos com tecnologia de ponta para que a qualidade seja proporcional ao empenho e ao esforço dos produtores no cafezal ao realizar a colheita. A STIHL considera diferentes necessidades de aplicação e se abastece disto para buscar sempre aprimorar a inovação nas soluções aos clientes”, explica o gerente de Marketing da STIHL, Rafael Zanoni.

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Para interagir com os participantes da Feira, a organização realizará no estande uma competição de troca das garras do derriçador SP 20, para demonstrar a praticidade e a facilidade do produto. Os clientes que trocarem no menor tempo ganharão brindes exclusivos da marca. Além disto, a STIHL colocará à disposição dos clientes toda linha promocional, com vestuário, calçados, objetos, utensílios, entre outros.

Fonte: STIHL/Assessoria

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