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Agritechnica

Precision Planting e PTx Trimble apresentam soluções para todas as estações 

Por Redação 11/11/2025
Escrito por Redação

Precision Planting e PTx Trimble apresentam soluções para todas as estações 

À medida que os agricultores optam cada vez mais por atualizar seus equipamentos existentes com melhorias de precisão, os visitantes do estande da PTx, marca de soluções agrícolas de alta precisão do Grupo AGCO, na Agritechnica deste ano conhecerão opções de retrofit e personalização desenvolvidas para maximizar a eficiência e a lucratividade.

Desde o plantio até a colheita, a marca PTx, formada pela Precision Planting e PTx Trimble, apresentarão soluções inovadoras para todas as estações.

“A Agritechnica é um palco ideal para os agricultores de toda a Europa experimentarem como nossas tecnologias podem ampliar a capacidade dos equipamentos existentes”, destaca Brian Sorbe, presidente da PTx. “Nosso objetivo é ajudar os agricultores a enfrentarem seus maiores desafios sem a necessidade de grandes investimentos em novos equipamentos.”

Durante a maior feira de tecnologia agrícola do mundo, a PTx apresentará todo o seu portfólio, incluindo novos produtos e atualizações:

  • vConnect | Drive: Atualize para motores elétricos vDrive e dosadores de sementes vSet para singulação, controle de taxa e controle linha a linha líderes do setor – tudo através de do protocolo de comunicação ISOBUS.
  • MiraSense: Sensor de tubo de sementes que utiliza uma potente fonte de luz LED para detectar com precisão sementes de todos os tamanhos, de pequenas a grandes – mesmo em condições de poeira.
  • RowPilot: Permite o manejo preciso de ervas daninhas na entre linhas, minimizando os danos à plantação com o uso de câmeras e orientação com inteligência artificial. Disponível em 2026.
  • TrueTracker: Sistema de direção ativa de implementos de última geração que mantém implementos acoplados ou rebocados na mesma linha de orientação repetível do trator. Equipado com a tecnologia Autopilot™ com compensação de terreno em 3 eixos e seu próprio receptor GNSS. Disponível em meados de 2026.
  • WM-FieldDrain: Controle automatizado de altura para projetos complexos de drenagem através do aplicativo de campo Precision‑IQ™, utilizando um monitor GFX, controlador de orientação NAV-960 e hardware de controle da máquina. Disponível no início de 2026.
  • Panorama: Aplicativo complementar para monitores 20|20, oferecendo informações agronômicas, monitoramento remoto.
  • NAV-860: O controlador de orientação NAV-860 oferece tempo de atividade excelente a um preço acessível, com alta precisão, posicionamento repetível e orientação para mais de 10.000 plataformas de veículos.

 

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Tecnologia

Parceria entre Embrapa e Baldan leva soluções para recuperação de pastagens degradadas a diversas regiões do país

Por Redação 10/11/2025
Escrito por Redação

Precision Planting - Parceria entre Embrapa e Baldan leva soluções para recuperação de pastagens degradadas a diversas regiões do país

A Embrapa e a Baldan Instrumentos Agrícolas firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o objetivo de levar conhecimento técnico e soluções práticas a dez regiões do país, com ações voltadas à conversão de áreas de pastagens degradadas em sistemas mais produtivos, integrados e sustentáveis. A iniciativa une pesquisa e tecnologia em “Dias de Campo” que contarão com a apresentação de experimentos, estações técnicas e demonstrações de equipamentos diretamente ao produtor.

A primeira edição aconteceu no dia 6 de novembro, no Campo Experimental Santa Mônica, em Valença, no interior do Rio de Janeiro. Durante o evento, os participantes, incluindo produtores rurais, técnicos e estudantes, circularam por quatro estações técnicas.

Os pesquisadores das unidades Embrapa Gado de Leite e Embrapa Solos abordaram temas cruciais para a realidade do campo, como diagnóstico da degradação de pastagens, manejo sustentável do solo e sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Em paralelo às estações, a Baldan realizou demonstrações dinâmicas de suas máquinas, ilustrando como a tecnologia aplicada à gradagem, subsolagem e preparo do solo podem ser aplicadas para implementar as técnicas discutidas pelos pesquisadores.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Ricardo Andrade, a colaboração entre as unidades descentralizadas e a empresa privada foi essencial para o sucesso deste primeiro Dia de Campo: “a Embrapa Gado de Leite e a Embrapa Solos já tem uma parceria de longa data em experimentos de ILPF e neste evento temos o objetivo em comum de recuperação do nosso bioma, Mata Atlântica. Juntos, demonstramos as técnicas mais adaptadas para as condições de relevo e clima nesta região. Já a Baldan pôde divulgar qual maquinário ideal para ser utilizado na conservação do bioma”.

O objetivo central do ACT é disseminar técnicas e boas práticas que resultem em um aumento real da produtividade e da sustentabilidade nas propriedades rurais. Dessa forma, o coordenador do projeto pela Embrapa e supervisor na área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos, Fernando Teixeira, destaca a importância da presença dos produtores no evento: “o setor público e o setor privado podem propor tecnologias, mas essas precisam atender de fato ao que os produtores precisam no dia a dia. São eles que vão nos falar quais as dificuldades e necessidades, para que nós possamos pensar em soluções mais apropriadas”.

O evento contou com 104 participantes entre estudantes, técnicos e produtores. Também estiveram presentes o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Rui Verneque, a chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos, Gizelle Cristina Bedendo, o deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro Luiz Antônio Corrêa, o presidente da Câmara Municipal de Valença/RJ, Eduardo Ávila, o gerente de Planejamento de Produtos e Inteligência da Baldan Implementos Agrícolas, Márcio Barion e o coordenador de operações da Emater-Rio, Paulo Márcio Mundim.

Próximos passos

O encontro em Valença foi apenas o primeiro de uma série de dez etapas regionais que compõem o projeto. A iniciativa itinerante percorrerá diferentes estados brasileiros até 2026, adaptando o conteúdo às necessidades de cada bioma. As próximas edições acontecerão em São Carlos (SP), Sinop (MT), Cordisburgo (MG), Coronel Pacheco (MG), Paragominas (PA), Uberaba (MG) e Campo Grande (MS). Outros dois municípios ainda estão em estudo.

 

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AgritechnicaTecnologia

Fendt apresenta o robô agrícola autônomo Xaver GT na Agritechnica

Por Redação 10/11/2025
Escrito por Redação

Precision Planting - Fendt apresenta o robô agrícola autônomo Xaver GT na Agritechnica

A Fendt apresenta, na Agritechnica 2025, o Fendt Xaver GT, sua mais recente inovação em tecnologia autônoma para o campo. Evolução do conceito Xaver, o novo robô agrícola foi desenvolvido para executar tarefas leves com alta precisão, especialmente em propriedades que demandam intenso controle de plantas daninhas, como as de hortaliças e culturas em linha.

Com peso total de 3 toneladas, o Fendt Xaver GT distribui a carga de forma uniforme sobre os eixos, minimizando a compactação do solo mesmo após diversas passagens. O design, que posiciona o implemento no centro da estrutura, garante equilíbrio e estabilidade, permitindo o uso prolongado em diferentes condições, inclusive em terrenos úmidos.

Inspirado no lendário transportador de implementos Fendt GT, lançado em 1957, o novo modelo presta homenagem ao chamado “sistema de um homem só”, que revolucionou a agricultura na época. Agora, a marca dá um passo além, transformando esse conceito no “sistema sem operador”, totalmente autônomo.

O Fendt Xaver GT é equipado com interfaces padronizadas, como engate de três pontos e conexões hidráulicas, o que permite o uso de implementos agrícolas já existentes. A máquina pode realizar tarefas como semeadura, capina e gradagem de forma independente, enquanto os operadores se dedicam a trabalhos mais complexos.

Projetado para flexibilidade, o robô tem bitola ajustável (de 1,5 m a 2,25 m) e altura livre do solo de 50 cm, o que o torna adequado para diferentes tipos de cultivo, inclusive em estágios mais avançados de crescimento das plantas. O entre-eixos de 3,4 metros garante condução estável, e a capacidade de elevação de até 2 toneladas em cada engate amplia o leque de implementos compatíveis.

Durante o transporte, o Fendt Xaver GT se converte em um reboque, podendo ser facilmente levado até o campo por um trator. No local, basta uma pessoa para posicionar o robô e ativar o modo de trabalho por controle remoto.

Com o lançamento do Xaver GT, a Fendt reforça sua aposta em automação, robótica e inteligência artificial. O novo sistema promete otimizar o tempo de trabalho e reduzir custos, marcando mais um avanço rumo ao futuro autônomo no campo.

 

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AgritechnicaTecnologia

New Holland apresenta novo trator movido a biometano, o T7.270 Methane Power

Por Redação 10/11/2025
Escrito por Redação

New Holland apresenta novo trator movido a biometano, o T7.270 Methane Power

A New Holland apresenta na feira Agritechnica 2025, que ocorre de 9 a 15 de novembro em Hanover, na Alemanha, a evolução da linha de tratores T7. Com a edição de lançamento trazendo o acabamento Blue Power, o novo T7.270 Methane Power GNV (Gás Natural Veicular) – revelado inicialmente na Agritechnica 2023 – passa agora a integrar oficialmente a linha de tratores da marca.

O modelo amplia o alcance da tecnologia de combustíveis alternativos da marca, oferecendo mais potência e eficiência a um público ainda maior de produtores. O trator será comercializado na Europa em 2026, com perspectivas de expansão para outros mercados estratégicos posteriormente.

“Ele atende às demandas de grandes propriedades agrícolas e prestadores de serviços que operam o ano todo em diversas aplicações com implementos de alta performance. A combinação da tecnologia do motor a metano com os consagrados recursos da linha T7 oferece um equilíbrio entre baixo custo operacional, autonomia, confiabilidade e conforto ao operador”, afirma Darragh Mullin, gerente global de Produto da linha T7 da New Holland.

O trator T7 Methane Power pode operar com biometano obtido a partir de dejetos de animais, promovendo a sustentabilidade nas próprias fazendas. Em parceria com a Bennamann, a New Holland possibilita que as propriedades capturem, processem e purifiquem o metano para utilizá-lo como combustível. Esse sistema de ciclo fechado reduz emissões, diminui o uso de fertilizantes e pode até mesmo alcançar uma pegada de carbono negativa.

Sob o novo capô, o modelo traz o consagrado motor NEF de 6,7 litros e seis cilindros, aprimorado com turbo de alto desempenho, novo mapeamento eletrônico, sistema de combustível específico e layout de pós-tratamento atualizado. O motor entrega torque máximo de 1.160 Nm e potência de até 270 cv, mantendo o desempenho sob todas as condições. Com o novo mapeamento, o T7.270 Methane Power atinge o nível de performance esperado pelos clientes dessa faixa de potência, com intervalos de manutenção ampliados para 750 horas.

O time de design da New Holland otimizou o armazenamento de gás a bordo, aproveitando o chassi maior do novo T7. A capacidade padrão é de 657 litros (117,9 kg), podendo receber um tanque adicional de 480 litros (86,2 kg), totalizando 1.106 litros (204,1 kg).

Com o tanque adicional, o trator oferece até 11 horas de autonomia em operações de transporte. Já a válvula de abastecimento NGV2, amplamente utilizada em veículos rodoviários, suporta pressões de até 260 bar, garantindo reabastecimento rápido, comparável ao de um trator a diesel. O modelo conta ainda com a transmissão continuamente variável Auto Command™, que proporciona condução suave e alta eficiência de consumo.

Baseado na plataforma T7 com PLM Intelligence, o T7.270 Methane Power traz a premiada cabine Horizon™ Ultra – reconhecida como a mais silenciosa do setor, com apenas 66 decibéis. O conforto do operador é ampliado pelo maior espaço interno e pelo avançado sistema de suspensão. A gestão do trator é facilitada pela interface IntelliView™ 12, integrada ao apoio de braço SideWinder™, permitindo a integração perfeita na operação de implementos dianteiros e traseiros.

O T7.270 Methane Power também se beneficia das soluções New Holland Intelligence, que integram tecnologias digitais para transferência bidirecional de dados entre o trator e o portal FieldOps. As informações de campo são registradas automaticamente, permitindo que proprietários e gerentes monitorem as máquinas, e que concessionários — mediante autorização — ofereçam suporte remoto.

 

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Tecnologia

Pesquisa busca impulsionar o cultivo sustentável de açaí irrigado no Cerrado

Por Redação 07/11/2025
Escrito por Redação

Pesquisa busca impulsionar o cultivo sustentável de açaí irrigado no Cerrado

Com o objetivo de capacitar técnicos e formar multiplicadores envolvidos com a cultura do açaizeiro irrigado no Cerrado, foi realizado, nos dias 30 e 31 de outubro, um workshop na Embrapa Cerrados (Planaltina-DF) com o tema “Sistema de produção sustentável de açaizeiro irrigado no Cerrado: capacitação e experiências”. O evento reuniu cerca de 50 técnicos extensionistas do Distrito Federal e de municípios de Goiás, Minas Gerais e Bahia.

A programação incluiu palestras técnicas e visitas tanto à área experimental da Embrapa Cerrados quanto a propriedades rurais do DF que receberam mudas de açaí desenvolvidas pela Embrapa para cultivo em suas áreas. O workshop foi coordenado pelos pesquisadores da Embrapa Cerrados Wanderlei de Lima e Fábio Faleiro. A abertura do evento contou com a presença de representantes das instituições parceiras da iniciativa.

O cultivo do açaí, antes restrito à região Norte, hoje desperta crescente interesse nacional e internacional, impulsionado pelo aumento das exportações e pela valorização de suas propriedades nutricionais. A troca de experiências entre pesquisa, transferência de tecnologia e extensão visa dar suporte técnico para o desenvolvimento sustentável do cultivo no Cerrado, iniciado em 2022 no âmbito da Rota da Fruticultura na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF).

Na abertura do workshop, o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, destacou a relevância do evento e da cultura do açaí para a região. Ele lembrou que a Embrapa Cerrados completa, neste ano, 50 anos de atuação — período em que teve papel fundamental no desenvolvimento agrícola do bioma. Segundo ele, inicia-se agora uma nova fase, voltada à diversificação e à introdução de culturas tropicais de alto valor, como o açaí, que considera “a cultura do momento”.

Sebastião enfatizou o potencial extraordinário do açaí (econômico, agronômico e nutricional) e afirmou que o Cerrado pode se tornar uma nova fronteira produtiva para essa espécie tipicamente amazônica. Ressaltou, contudo, que o cultivo na região apresenta desafios climáticos, pois adaptar uma planta de ambiente úmido às condições locais exige pesquisa, inovação e manejo cuidadoso, mesmo com irrigação.

O gestor e pesquisador destacou ainda o caráter colaborativo do projeto, lembrando que, diferentemente do modelo tradicional de pesquisa, em que se estuda antes de plantar, o trabalho com o açaí no Cerrado ocorre de forma simultânea. “Por ser uma planta perene, precisamos pesquisar e produzir ao mesmo tempo. Essa iniciativa foi muito ousada, mas topamos o desafio”, afirmou.

Pesquisas em andamento

O pesquisador Wanderlei Lima também ressaltou a importância do evento, destacando que os plantios de açaizeiro no DF e região já são uma realidade, ao mesmo tempo em que se desenvolvem os trabalhos de pesquisa com a cultura. O plantio mais velho voltado à pesquisa na Embrapa Cerrados vai completar dois anos. “Então, toda informação que chega é importante. Essa interação entre os diversos atores envolvidos é fundamental, especialmente neste caso”, destacou.

Os estudos buscam estabelecer recomendações técnicas que viabilizem a produção sustentável de açaí na região. O trabalho inclui experimentos voltados à definição de sistemas de produção de mudas, manejo de irrigação e monitoramento de doenças e nutrição. Também visa à formação de uma população base para o melhoramento genético, com o objetivo de desenvolver cultivares adaptadas às condições do Cerrado.

O pesquisador foi um dos palestrantes do workshop e tratou em sua palestra do “Sistema de produção do açaizeiro: da germinação ao plantio definitivo”. Atualmente, a Embrapa Cerrados conduz dois experimentos de campo em uma área de 2,3 hectares: um voltado ao manejo de irrigação e outro à avaliação agronômica e adaptativa de progênies geneticamente superiores de açaí provenientes do campo de produção de sementes da Embrapa Amazônia Oriental, localizado em Tomé-Açu (PA).

“O estudo busca compreender o comportamento das plantas desde a germinação até o plantio definitivo, avaliando aspectos como substrato para mudas, irrigação e avaliações do crescimento e desenvolvimento, tanto na fase vegetativa quanto na fase reprodutiva”, explicou o pesquisador. No país, são conhecidas três espécies principais (Euterpe edulis, E. precatoria e E. oleracea). “Compreender a adaptação dessas plantas às diferentes condições ambientais é essencial para o sucesso da cultura no Cerrado”, avaliou.

Segundo ele, o trabalho é desafiador, inédito e gratificante, pois representa um legado para a agricultura tropical e um passo importante na consolidação de uma nova fronteira para a cultura do açaí no Brasil.

Presença de peso

O workshop contou com a participação do pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental João Tomé de Farias Neto, melhorista e especialista em açaizeiro, que ministrou a palestra “Sistema de Produção do Açaizeiro em Terra Firme”, apresentando um panorama técnico e econômico da cultura, além de recomendações práticas de manejo.

Com experiência como pesquisador e produtor, Tomé destacou que o açaí é uma das culturas mais promissoras e rentáveis da atualidade, com demanda crescente no Brasil e no exterior. Segundo ele, “quem quer ganhar dinheiro deve plantar açaí”, ressaltando que o mercado mundial ainda está longe de conhecer plenamente o potencial do fruto.

Do ponto de vista econômico, o açaí é o segundo produto agrícola mais importante do Pará, ficando atrás apenas da mandioca. O estado responde por cerca de 1,6 milhão de toneladas anuais. Entretanto, o setor enfrenta desequilíbrio entre oferta e demanda: o comércio do fruto cresce cerca de 15% ao ano, enquanto a produção aumenta apenas 5%, o que tem elevado o preço do produto, chegando a R$ 80,00 por lata (14kg) em períodos de entressafra.

O pesquisador explicou que 70% a 80% da produção do Pará ocorre no segundo semestre, o que provoca escassez e encarece o produto no início do ano. A solução, segundo ele, é o cultivo em terra firme com irrigação, que permite escalonar a produção e garantir oferta constante. Ele enfatizou, no entanto, que a irrigação é fator essencial para o sucesso da cultura fora das várzeas. “Se não tem como irrigar, não deve plantar açaí”, alertou.

Tomé apresentou os avanços do programa de melhoramento genético da Embrapa, que já lançou as cultivares BRS Pará (2005) — primeira cultivar de açaí para cultivo em terra firme e também a primeira cultivar de açaí do Brasil — e BRS Pai d’Água (2019), que se destaca por duas características principais: produção na entressafra e frutos menores. “O tamanho do fruto passou a ser um critério de seleção importante, pois frutos menores produzem maior rendimento de polpa e melhor qualidade sensorial”, explicou.

Em sua palestra, o especialista abordou os aspectos técnicos de manejo, de produção de mudas, deficiências nutricionais e suas respectivas recomendações, além de destacar aspectos como a importância das abelhas nativas na polinização do açaizeiro. “A presença desses insetos aumenta a produtividade e a qualidade dos frutos, o que torna a apicultura uma atividade complementar estratégica para os produtores”, afirmou.

Por fim, o pesquisador afirmou que a migração do açaí das várzeas para a terra firme irrigada é inevitável, tanto na Amazônia quanto em novas regiões produtoras, como o Cerrado e o Nordeste, onde já há registros de produtividades superiores às do Pará. Para ele, o futuro da cultura está no cultivo tecnificado, irrigado e geneticamente melhorado, capaz de garantir produção contínua, sustentabilidade econômica e ampliação do acesso do açaí ao mercado mundial.

Experiências e conhecimentos compartilhados

No primeiro dia do evento, a programação técnica do workshop contou ainda com as palestras: “Manejo de irrigação com a cultura do açaizeiro nas condições edafoclimáticas do Cerrado”, com o pesquisador Jorge Antonini. No período da tarde, os participantes do evento visitaram as duas áreas experimentais do açaí na Embrapa Cerrados, uma para estudos sobre manejo da irrigação e a outra para estudos de melhoramento genético do açaí para as condições do Cerrado.

O pesquisador Jorge Antonini apresentou os resultados preliminares do experimento e salientou a importância do adequado manejo da irrigação que leva ao melhor desenvolvimento da cultura, ao uso racional da água e à economia no custo de produção. Os pesquisadores Wanderlei Lima e Fábio Faleiro apresentaram a área de avaliação das progênies de açaí na busca de cultivares geneticamente superiores melhor adaptadas às condições tropicais de cultivo na região do Cerrado.

No segundo dia do evento, a programação técnica contou com as palestras “Nutrição e adubação de plantas no Cerrado”, com o pesquisador Thomaz Rein; e “Principais doenças do açaizeiro”, com o pesquisador José de Ribamar Nazareno da Embrapa Cerrados. O extensionista da Emater DF, Felipe Camargo, falou sobre as experiências com a cultura no Distrito Federal e os técnicos Geraldo Pacheco da Embrapa Cerrados e Ramom Alves da Rota da Fruticultura falaram sobre as experiências com a cultura em toda região de atuação do projeto envolvendo o DF e municípios de Goiás e Minas Gerais.

No período da tarde, os participantes visitaram duas propriedades rurais que implantaram o açaí há aproximadamente três anos, no início do projeto, onde os produtores compartilharam as experiências de sucesso relacionadas à implantação e ao acompanhamento da cultura do açaizeiro. De acordo com o extensionista Felipe Camargo, por se tratar de uma cultura nova, ainda há certa desconfiança por parte dos produtores.

“Mas, depois que apresentamos todas as questões, especialmente as relacionadas à possibilidade de receita e aos ganhos com a venda do açaí, muitos produtores têm se interessado. No campo, observamos uma migração da produção de hortaliças para a de frutas, e o açaí surge hoje como uma alternativa viável para a nossa região”, destacou.

Para o pesquisador Fábio Faleiro, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, o workshop foi um momento histórico de apresentação dos primeiros resultados das pesquisas com o açaí no Cerrado e da continuidade das ações de transferência de tecnologia e capacitação de agentes multiplicadores. “A realização do workshop foi importante para compartilhar as experiências de sucesso na pesquisa, transferência de tecnologia, extensão rural e políticas públicas, promovendo a inovação no campo e mostrando também a força, a determinação e a esperança dos primeiros produtores de açaí na região do Cerrado”, afirmou Faleiro.

 

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07/11/2025 0 Comentários
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PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE
Mercado

Colheita de trigo no RS alcança 42% da área projetada, aponta Emater/RS-Ascar

Por Redação 07/11/2025
Escrito por Redação

PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE

A colheita de trigo no Rio Grande do Sul alcançou 42% da área cultivada, após avançar 15 pontos percentuais em uma semana, mostra o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (6).

Das lavouras que ainda restam em campo, 36% se apresentam em fase de maturação; 20% em enchimento de grãos; 2% em floração. Todas já encerraram o desenvolvimento vegetativo.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a colheita apesar dos avanços está mas o índice está inferior à média das últimas cinco safras (64%) para o mesmo período. Essa diferença reflete a maturação mais lenta das lavouras, influenciada pela alternância de períodos chuvosos e temperaturas amenas ao longo de setembro e outubro, que estenderam as fases vegetativa e de formação de grãos.

“O quadro climático das últimas semanas, caracterizado por umidade do solo elevada e boa luminosidade entre os intervalos de chuva, tem favorecido as lavouras, contribuindo para o adequado peso de grãos e para a uniformidade das espigas. A qualidade industrial do grão se mantém dentro dos padrões de panificação e de moagem observados nas melhores safras”, diz o documento.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares.A produtividade está em 3.261 kg/ha.

Fonte: Datagro

 

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Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas
Mercado

Exportações de soja em grão devem atingir 3,7 milhões de toneladas em novembro

Por Redação 06/11/2025
Escrito por Redação
Exportações de soja em grão devem atingir 3,7 milhões de toneladas em novembro

Exportações de soja em grão devem atingir 3,7 milhões de toneladas em novembro // Foto: Jaelson Lucas/AEN-PR

Os embarques de soja em grão têm potencial para atingir 3,77 milhões de toneladas em novembro, contra 2,339 milhões de igual mês do ano passado, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

As exportações de farelo devem alcançar 2,227 milhões de toneladas em novembro, contra 1,728 milhão do mesmo mês de 2024. Já os embarques de milho devem chegar a 5,572 milhões de toneladas em novembro, contra 4,920 milhões de igual mês do ano passado.

Fonte: Datagro 

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EmpresasTecnologia

Fendt anuncia chegada à Argentina e amplia presença na América do Sul

Por Redação 06/11/2025
Escrito por Redação

Fendt anuncia chegada à Argentina e amplia presença na América do Sul

A Fendt, fabricante alemã de máquinas e implementos agrícolas do grupo AGCO, chegou oficialmente à Argentina. A marca inicia suas operações no país com três novas lojas na região de Buenos Aires, com um portfólio que inclui tratores, pulverizadores e colheitadeiras. A ação faz parte da estratégia de expansão da fabricante na América do Sul, que já conta com 36 lojas no Brasil e duas no Paraguai.

“O agronegócio representa uma parcela importante do PIB argentino, o que torna o país um mercado-chave na estratégia de crescimento da Fendt na América do Sul. Estruturamos a rede de concessionárias na região, que vai oferecer um serviço abrangente e de classe mundial, além de um pós-vendas de excelência”, destaca Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra América Latina.

A Argentina representa uma das principais potências agrícolas do mundo, com uma indústria que contribui com cerca de 23% do PIB, segundo a Fundación Agropecuaria para el Desarrollo de Argentina (FADA). A chegada da Fendt ocorre em um contexto de recuperação macroeconômica e abertura do mercado agroindustrial, com crescimento projetado para 2025 e um ambiente favorável ao investimento em máquinas agrícolas, que poderá atingir US$ 2,3 bilhões até 2030, de acordo com a Mordor Intelligence.

“Mais do que máquinas, entregamos uma experiência completa de alta performance, sustentada por inovação, conectividade e suporte técnico especializado. A Fendt acredita que o produtor argentino está preparado para dar o próximo passo em modernização no agro e a marca chega para trilhar esse caminho juntos, com soluções inteligentes e integradas que realmente façam diferença no campo, desde o preparo do solo até a colheita”, reforça Fabio Dotto, diretor de Produtos da Fendt e Valtra América Latina.

A entrada da fabricante no país destaca o início de uma nova era para o setor. “A Fendt chega à Argentina para impulsionar o desenvolvimento do agro na região. Nosso objetivo é contribuir para a evolução rumo a uma agricultura mais tecnológica, sustentável e eficiente, à altura dos desafios e oportunidades, com uma proposta simples: mais inovação, mais precisão, mais lucratividade”, completa Emiliano Ferraz, diretor Comercial da Fendt e Valtra Hispanoamérica.

A Fendt inicia suas operações na Argentina em 2026 por meio dos concessionários Balcarce Maquinarias, que atenderá a região de Balcarce e Tres Arroyos, ambas em Buenos Aires; Natural Argentina, na região de de Villa Mercedes, província de San Luis e DeltaAgro, na região de Armstrong, Santa Fe.

 

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Mercado

Vendas de tratores registram alta de 19,6% de janeiro a setembro

Por Redação 05/11/2025
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Precision Planting - Vendas de tratores registram alta de 19,6% de janeiro a setembro

Clarisse Sousa – Os resultados de vendas de máquinas agrícolas (tratores e colheitadeiras) no atacado – ou seja, das fábricas para as concessionárias – indicam uma recuperação significativa entre janeiro e setembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

Segundo a Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave), o desempenho positivo reflete o bom momento do campo.

“Temos a expectativa de uma ótima safra, o que pode estar levando os concessionários a recompor seus estoques. Contudo, as altas taxas de juros praticadas no mercado, o atual nível de endividamento dos produtores rurais e a baixa rentabilidade podem ser fatores impeditivos para que estes mesmos resultados sejam observados no varejo até o fim deste ano”, avalia Arcelio Junior, presidente da entidade.

O dirigente diz ainda que os negócios realizados até o momento estão próximos aos níveis de 2024 e que a federação segue acompanhando os movimentos do mercado. “Estamos observando o contexto geral deste setor, que é totalmente dependente do agronegócio”, completa.

Tratores

As vendas de tratores registraram alta acumulada de 19,6% entre janeiro e setembro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com mês de agosto, o crescimento foi de 15,7%, enquanto o resultado de setembro superou em 27,5% o desempenho de igual mês de 2024.

De acordo com Arcelio Junior, “a maior parte dos tratores comercializados é de 100 hp, destinados a produtores rurais de pequeno porte”.

Colheitadeiras

O segmento de colheitadeiras também apresentou avanço expressivo no período. Em setembro, as vendas cresceram 69,2% em relação a agosto, com 362 unidades comercializadas no atacado. No acumulado do ano, até setembro, o aumento foi de 13,7%, enquanto na comparação com o mesmo mês de 2024, houve expansão de 18,3%.

“Estamos em um ano de ótima safra, o que deveria estimular a renovação dos maquinários agrícolas como as colheitadeiras. Mas, mesmo com esse bom desempenho no atacado, as vendas no varejo ainda não alcançaram os mesmos patamares”, observa o presidente da Fenabrave.

A Fenabrave observa que, por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

 

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Feiras & EventosTecnologia

Solinftec leva robô Solix à COP 30 e destaca o papel da robótica na regeneração do solo

Por Redação 04/11/2025
Escrito por Redação

Solinftec leva robô Solix à COP 30 e destaca o papel da robótica na regeneração do solo

A Solinftec, empresa de soluções de inteligência artificial, participará da COP 30 com o robô Solix, tecnologia 100% brasileira movida a energia solar que está transformando a agricultura em um modelo mais sustentável, produtivo e regenerativo.

Durante o evento, o Solix estará exposto na AgriZone, grande vitrine internacional de tecnologias e cooperação científica voltada à agricultura sustentável e ao combate à fome em um contexto de mudança climática, promovido pela Embrapa.

Com apoio da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) e da CNA/Senar, o robô estará na Vitrine Tecnológica, Área 10, estande 01. O espaço funcionará de 10 a 21 de novembro, das 10h às 18h, com entrada gratuita mediante inscrição, e fica a menos de 2 km da Blue Zone, onde ocorrem as negociações oficiais da conferência.

Equilíbrio do solo

Recente estudo conduzido pela Solinftec, em parceria com a B4A, demonstrou que o uso do Solix pode aumentar em até 40% a presença de microrganismos benéficos ao solo e às plantas.

A pulverização seletiva e o manejo preciso do robô reduzem a exposição desnecessária de áreas saudáveis a herbicidas, preservando fungos e bactérias essenciais ao ciclo produtivo e à regeneração natural da terra. Entre os resultados comprovados:

  • 40% mais microrganismos benéficos que fortalecem a resistência das plantas a pragas e estresses climáticos;
  • Até 48% mais organismos que promovem maior assimilação de nutrientes e produtividade;
  • 12% mais microrganismos que participam da degradação de moléculas químicas e formação de matéria orgânica.

“Esses dados comprovam que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. O uso do Solix não apenas reduz em até 90% o uso de herbicidas, como também protege a vida no solo e melhora sua capacidade de regeneração”, afirma Léo Carvalho, CGSO – Chief Global Strategy Officer.

“Estamos muito satisfeitos em poder apresentar o Solix em um evento tão importante como esse. A Solinftec já esteve presente ativamente, participando de painéis e debates, nas últimas duas COPs, e essa no Brasil será ainda mais especial para nós”, complementa.

Robótica regenerativa

Com mais de 150 robôs já em operação em fazendas de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar no Brasil e no exterior, o Solix atua em diferentes frentes: monitoramento agronômico, pulverização seletiva e caça-insetos por meio de eletrochoques; ajudando produtores a tomar decisões com base em dados e a reduzir o impacto ambiental das operações. A redução no uso de herbicida alcança até 90%, com um aumento de produtividade de até 10 sacas por hectare em grãos.

Além dos ganhos ambientais, o uso da robótica vem contribuindo para a formação de novas competências no campo, realocando profissionais de atividades operacionais para funções analíticas, voltadas à gestão e à inovação agrícola.

“A COP 30 é o cenário ideal para mostrar ao mundo como o Brasil está liderando a agricultura de baixo carbono com inovação real em campo ”, afirma Denis Arroyo, vice-presidente da Solifntec. “O Solix é a prova de que podemos produzir mais alimentos com menos recursos e maior respeito ao meio ambiente.”

 

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