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Tecnologia

Mapa lança painel gerencial que consolida os resultados do Plano ABC+

Por Redação 04/11/2025
Escrito por Redação

Mapa lança painel gerencial que consolida os resultados do Plano ABC+

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Painel Gerencial de monitoramento, ferramenta que consolida os resultados alcançadas por cada uma das tecnologias fomentadas pelo Plano ABC+. O objetivo é monitorar o cumprimento das metas nacionalmente determinadas e a transparência dos resultados do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com vistas ao Desenvolvimento Sustentável (Plano ABC+),

Estas tecnologias são denominadas de SPSABC+, uma vez que visam estimular a adoção de sistemas, práticas, produtos e processos de produção sustentáveis cientificamente validados ao longo de décadas, no que tange ao aumento da produtividade, ao aumento da resiliência dos sistemas produtivos, à conservação dos recursos naturais e à mitigação de gases de efeito estufa – GEE. São elas: Práticas para Recuperação de Pastagens Degradadas; Sistema de Plantio Direto – de Grãos e de Hortaliças; Sistemas de Integração – Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Agroflorestais (SAF); Florestas Plantadas; Bioinsumos; Sistemas Irrigados; Manejo de Resíduos da Produção Animal; e Terminação Intensiva.

O Painel Gerencial representa a consolidação das métricas principais destas dez SPSABC+, permitindo a avaliação nacional e estaduais da performance de cada tecnologia, diante das metas de mitigação e adaptação assumidas pelo Brasil e por cada Unidade da Federação.

A ferramenta é fruto de parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) por meio de um acordo de cooperação técnica (ACT) e entre a SDR e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ainda, dentro do Painel é possível acessar as informações sobre as bases de dados, premissas, metodologias aplicadas e dicionários de termos utilizados na construção dos painéis. As informações constantes dos painéis são de grande importância no (re)direcionamento das ações de implementação no plano vigente como também na elaboração do plano subsequente.

O ACT firmado entre a SDR e o Serpro tem por objetivo a realização de atividades conjuntas que culminem no desenvolvimento de solução tecnológica, relativa aos SPSABC, abarcando o eixo conhecido como Plataforma ABC, componente do Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SINABC).

Em paralelo, o TED firmado entre a SDR e o CNPq tem por objetivo a promoção de práticas de manejos sustentáveis e mitigação dos efeitos das mudanças do clima.

 

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Moagem de cana no Norte e Nordeste segue em queda, mas produção de anidro está mantida
Mercado

Clima compromete produção de cana, estimada em 666,4 milhões de toneladas

Por Redação 04/11/2025
Escrito por Redação
Plano ABC+ - Clima compromete produção de cana, estimada em 666,4 milhões de toneladas

Principal região produtora de cana do país, o Sudeste deve registrar uma colheita de 420,2 milhões de toneladas // Foto: José Fernando Ogura/AEN

O clima adverso, com restrição hídrica, irregularidades de chuvas e excesso de calor, registrado em fase de desenvolvimento das lavouras, principalmente no Centro-Sul, ainda em 2024 e em parte deste ano, influenciaram na produção da safra de cana-de-açúcar na safra 2025/26. A área estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a cultura no atual ciclo é de 8,97 milhões de hectares, superior 2,4% em comparação com 2024/25. Mas este aumento não compensa as perdas de 3,8% na produtividade média nacional do ciclo 2025/26, projetada em 74.259 quilos por hectare, influenciada pelas condições climáticas menos favoráveis. Neste cenário, a produção esperada para a cana na atual temporada é de 666,4 milhões de toneladas, redução de 1,6% em relação à 2024/25, conforme indica o terceiro levantamento para a cultura divulgado nesta terça-feira (4) pela Companhia.

Principal região produtora de cana do país, o Sudeste deve registrar uma colheita de 420,2 milhões de toneladas, 4,4% inferior ao registrado em 2024/25. O maior recuo é observado em São Paulo, maior estado produtor da cultura, com 18,2 milhões de toneladas a menos a serem colhidas na atual safra. Essa redução se deve, principalmente, às condições climáticas como seca, altas temperaturas e incêndios em parte dos canaviais, observados no estado paulista, que comprometeram a rebrota e desenvolvimento das lavouras.

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Cenário semelhante foi registrado nas lavouras de cana no Norte do país. Mesmo com o aumento na área na safra 2025/26, as condições climáticas mais restritivas devem resultar em uma leve redução na produção, totalizando 4 milhões de toneladas a serem colhidas.

No Centro-Oeste, o clima também traz impactos na produtividade das lavouras, resultando em 77.024 quilos por hectares na média das lavouras na região, uma queda de 1,9% em relação à temporada passada. Mas com um aumento de 6% na área colhida, saindo de 1,85 milhão de hectares no ciclo anterior para 1,96 milhão de hectares em 2025/26, a produção deve registrar um crescimento de 3,9%, sendo estimada em 151 milhões de toneladas.

No Nordeste, a expectativa é de uma colheita de 55,1 milhões de toneladas de cana em 2025/26, incremento de 1,3% em relação à temporada passada. A produtividade média deve se manter dentro de uma estabilidade, estimada em 60.630 quilos por hectare, enquanto que a área deve crescer 1,2%, saindo de 897,5 mil hectares em 2024/25 para 908,2 mil hectares neste ciclo.

Já no Sul do país, a Conab espera aumento tanto de área como de produtividade, favorecido pelas precipitações superiores às observadas no ciclo anterior. Com isso, a produção esperada para 2025/26 é de 36,2 milhões de toneladas, alta de 7,7%.

Subprodutos

A menor disponibilidade de cana na atual limita o aumento esperado para a produção de açúcar. Ainda assim, a produção do adoçante está estimada em 45 milhões de toneladas, uma elevação de 2% em relação à safra anterior. Caso o resultado se confirme, este será o segundo maior volume na série histórica, atrás apenas da temporada 2023/24 quando foram produzidos 45,68 milhões de toneladas de açúcar.

Já a produção total de etanol no ciclo 2025/26, somada às origens de cana-de-açúcar e de milho, deve atingir 36,2 bilhões de litros, o que corresponde a uma redução de 2,8% frente ao resultado obtido em 2024/25. Essa queda é influenciada pela diminuição de 9,5% do combustível oriundo da cana, podendo chegar a 26,55 bilhões de litros, uma vez que a fabricação do etanol de milho deve registrar um aumento de 22,6% quando comparada com a safra passada, estimada em 9,61 bilhões de litros. Do total de etanol produzido, 13,58 bilhões de litros serão de anidro, enquanto 22,16 bilhões de litros se referem ao etanol hidratado.

Mercado

O açúcar brasileiro registrou 17,7 milhões de toneladas exportadas de abril a setembro deste ano, queda de 9% em relação ao mesmo período da safra anterior. Mesmo com mix mais favorável ao açúcar, a menor qualidade da matéria-prima, influenciada pela menor qualidade do Açúcar Total Recuperável (ATR), limita os ganhos de produção por tonelada. Além disso, registra-se formação robusta de estoques de açúcar bruto de cor marrom clara e com alto teor de sacarose, em setembro, elevando a relação estoque/exportação.

Este cenário contribui para a pressão baixista observada na bolsa de Nova York no início de outubro, à medida que projeções externas incorporaram produção brasileira ligeiramente maior e demanda interna mais fraca, ampliando o excedente exportável. Ainda assim, o ajuste do USDA no consumo doméstico, revisto para aproximadamente 9 milhões de toneladas, pode favorecer a retomada gradual dos preços do açúcar cristal no mercado físico ao longo do quarto trimestre, com a sazonalidade do consumo.

Já para o etanol, as vendas no mercado interno seguem em bons patamares, sobretudo para o anidro, refletindo maior demanda pela mistura e reposição de estoques pelas distribuidoras. Já o hidratado segue sensível à paridade com a gasolina e ao câmbio. Com a safra avançando para a reta final, o ATR baixo, a oferta total ainda retraída e as vendas de anidro firmes, o etanol tende a operar em faixa estável à ligeiramente firme no quarto trimestre.

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Tecnologia

Trator compacto da LS Tractor dispensa a necessidade da troca de marchas

Por Redação 03/11/2025
Escrito por Redação

Trator compacto da LS Tractor dispensa a necessidade da troca de marchas

Embora as demandas do campo e da cidade sejam distintas, ambas compartilham um mesmo desafio: contar com equipamentos eficientes, práticos e versáteis para realizar tarefas com precisão e agilidade. No meio rural, o manejo de pequenas propriedades requer máquinas compactas, mas potentes. Pensando nessas múltiplas necessidades, a LS Tractor desenvolveu a o trator compacto modelo J25H. Com motor diesel de 3 cilindros, o equipamento entrega 25 cv de potência e 76,3 Nm de torque, oferecendo desempenho tanto para tarefas agrícolas quanto para serviços especiais em canteiros de obra e ambientes urbanos.

“O modelo é ideal para jardinagem, paisagismo, apoio em canteiros de obra principalmente para acesso em locais restritos, manutenção de condomínios, na horticultora e pequenas propriedades(Chácaras)”, afirma Astor Kipp, consultor de marketing da LS Tractor.

Diferenciais de um trator compacto 

Entre os destaques técnicos, a transmissão hidrostática do trator compacto J25H dispensa a necessidade da troca de marchas. O modelo conta também com tração dianteira auxiliar, TDP – tomada de força central(2000 rpm) e traseira(540rpm), com opções de acoplamento independente ou em conjunto e acionamento eletro-hidráulico que facilita o uso de implementos, e uma confortável estação de operação — ideal para operadores com pouca intimidade com máquinas agrícolas.

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A versatilidade é ampliada com uma variedade de acessórios que podem ser acoplados ao equipamento, permitindo personalização de acordo com a necessidade do usuário. Ele está disponível nas versões Garden, Construction e Agrícola (Hoby Farm), sendo opcionais um aparador de grama central, loader frontal e uma retroescavadeira traseira.

O sistema hidráulico do J25H tem capacidade de elevação de 650 kg e conta com opções de rodagens específicas para cada aplicação. Possui ainda dois anos de garantia, reafirmando o compromisso da LS Tractor com a qualidade e durabilidade de seus produtos.

“Está em nosso DNA entregar soluções modernas e eficazes para quem busca praticidade, facilidade operacional e produtividade, independentemente do tipo de atividade profissional — do trabalho ao lazer — este equipamento é a solução perfeita”, finaliza Kilpp.

 

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Artigo Técnico

Consórcios se destacam no agro para manter a produtividade em meio aos juros elevados

Por Redação 03/11/2025
Escrito por Redação

Consórcios se destacam no agro para manter a produtividade em meio aos juros elevados

por Márcio Massani * – Em dezembro de 2024, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) já alertava que o consórcio se consolidaria como uma alternativa cada vez mais viável para o agronegócio. O alerta fazia sentido: diante das taxas de juros elevadas e do crédito rural restrito, os produtores buscavam alternativas para manter a renovação de máquinas e equipamentos. Agora, em 2025, os números confirmam a tendência. Segundo a ABAC, o agronegócio já representa cerca de 20% de todo o volume de crédito movimentado pelos consórcios no país, ultrapassando R$ 50 bilhões anuais. No segmento de máquinas e equipamentos agrícolas, a modalidade responde por 25% do mercado, consolidando-se como uma das principais ferramentas financeiras do setor.

No agronegócio, inovar vai muito além de adotar softwares ou ferramentas digitais. A inovação também envolve a atualização de tratores, colheitadeiras e pulverizadores, máquinas que determinam diretamente a eficiência da safra. Afinal, cada hora de parada para manutenção de um equipamento antigo representa perda de produtividade e aumento de custos. Renovar a frota, portanto, é investir na continuidade e competitividade do negócio.

Os produtores rurais sabem que adiar a renovação da frota é arriscado. Máquinas pesadas perdem valor rapidamente, ficam mais suscetíveis a falhas e podem comprometer a capacidade de entrega. Em contrapartida, os novos modelos elétricos, híbridos e de alta performance oferecem ganhos diretos de produtividade, eficiência energética e redução de custos operacionais.

O consórcio, neste cenário, se torna um aliado estratégico: ao oferecer previsibilidade de parcelas, taxas de administração reduzidas e flexibilidade de prazos, garante que o produtor modernize seu parque de máquinas sem comprometer o capital de custeio nem ficar refém das incertezas do Plano Safra.

Desafio para o futuro

Se, de um lado, o consórcio se apresenta como resposta imediata às necessidades do produtor, de outro, surge o desafio de assegurar sua relevância e competitividade no longo prazo. Para isso, as administradoras precisam consolidar a confiança no setor rural, inovar com soluções financeiras sob medida para o campo e reforçar que a modalidade vai além de uma alternativa emergencial diante dos juros altos, é de fato, uma estratégia consistente de investimento e crescimento sustentável.

O agro brasileiro é protagonista na economia e não pode ver sua produtividade comprometida pela escassez de crédito. Se o financiamento tradicional trava, o consórcio abre novas possibilidades: viabiliza a renovação das frotas e veículos, aumenta a eficiência no uso do tempo e contribui para a redução de custos, permitindo ao produtor fazer o que o país mais precisa: continuar crescendo, mesmo em tempos adversos.

*Márcio Massani é Diretor Executivo-Comercial na Âncora Consórcios

 

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Mercado

Chuvas irregulares atrasaram semeadura dos cultivos de verão em algumas regiões do país

Por Redação 03/11/2025
Escrito por Redação

Chuvas irregulares atrasaram semeadura dos cultivos de verão em algumas regiões do país

As chuvas registradas no período de 1º a 30 de outubro foram irregulares e mal distribuídas em importantes regiões produtoras, ficando abaixo da média e atrasando a semeadura dos cultivos de verão em algumas áreas.

No Centro-Oeste, por exemplo, as chuvas foram irregulares. Os maiores volumes ocorreram em áreas de Mato Grosso e no sudoeste de Mato Grosso do Sul. Menores acumulados foram observados nas outras áreas, no entanto, ainda sem a estabilização do período chuvoso.

A média diária do armazenamento hídrico no solo no último decêndio do mês mostra que houve uma recuperação nos níveis de umidade em algumas áreas, favorecendo a semeadura e o início do desenvolvimento da soja. No entanto, ainda há áreas com restrição hídrica, principalmente, no norte de Mato Grosso do Sul e em Goiás. É o que revela o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O cenário de irregularidade das precipitações também foi verificado na região Sudeste. De acordo com o boletim, as chuvas só ocorreram com intensidade no segundo decêndio do mês, ainda de forma irregular e mal distribuída.

Já na região Nordeste, a Companhia observou, predominantemente, pouca ou nenhuma precipitação. No Matopiba (região produtora que abrange áreas do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste da Bahia e Tocantins) as poucas chuvas ocorridas foram insuficientes para a recuperação do armazenamento hídrico no solo e um maior avanço na semeadura dos cultivos de primeira safra sem irrigação.

Por outro lado, os maiores volumes de chuva ocorreram no centro-leste do Maranhão e em parte do Sealba (região produtora que abrange áreas de Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia, além do sul baiano) sem impactar a colheita do milho 3ª safra em andamento na nova fronteira agrícola.

No Norte, regiões como Rondônia, o sudeste do Pará e a região ocidental do Tocantins registraram chuvas irregulares e em menor volume. Já no Amazonas e no oeste do Pará, favorecendo a semeadura da soja, no sudoeste paraense, e a melhora nas condições de umidade no solo no noroeste do estado.

Na região Sul, houve chuvas intensas, intercaladas por períodos de tempo estável. Os maiores volumes ocorreram no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e no Paraná, contribuindo para a recuperação e a manutenção da umidade no solo e favorecendo os cultivos de inverno, ainda em estádios reprodutivos, além da semeadura e do desenvolvimento dos cultivos de verão. Os períodos de tempo estável, sobretudo, no último decêndio do mês, beneficiaram os cultivos de inverno em maturação e colheita, além do avanço na semeadura dos cultivos de verão.

 

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Trigo tem queda de 2% no valor de produção, enquanto arroz recua 12%
Mercado

Avanço da colheita do trigo aponta safra com recorde de produtividade no Paraná

Por Redação 03/11/2025
Escrito por Redação
Avanço da colheita do trigo aponta safra com recorde de produtividade no Paraná

Avanço da colheita do trigo aponta para safra com recorde de produtividade no Paraná // Foto: Gilson Abreu/AEN

A colheita do trigo segue em ritmo acelerado no Paraná e deve confirmar um recorde histórico de produtividade, mesmo diante das dificuldades impostas pelas chuvas durante o ciclo. A soja, com 5,77 milhões de hectares plantados, se consolida como a principal cultura do Estado, e o milho teve um ganho significativo de área de cerca de 20%. Esses são os destaques do Boletim de Safra do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) divulgado na quinta-feira (30). Os dados são da atualização de outubro da previsão da safra.

Até o momento, 83% dos 819 mil hectares semeados com trigo em 2025 já foram colhidos, e os rendimentos médios ultrapassam 3.300 kg por hectare. Hugo Godinho, coordenador da Divisão de Conjunturado Deral, ressaltou que nas áreas ainda em fase final de colheita — concentradas principalmente no Sul do Estado — a expectativa é de resultados ainda melhores, o que deve consolidar a maior produtividade já registrada no Paraná, superando os 3.173 kg/ha alcançados em 2016.

O desempenho é considerado excepcional, sobretudo porque parte das lavouras enfrentou déficit hídrico, geadas e menor investimento em insumos. Mesmo assim, as condições climáticas favoráveis nas últimas semanas, com mais dias de sol, favoreceram a secagem dos grãos e impulsionaram a colheita.

Apesar do rendimento recorde, o volume total produzido será menor do que em outras safras, reflexo da redução de 25% na área plantada em relação ao ano anterior, que foi de 1,11 milhão de hectares. “A produção estimada é de 2,75 milhões de toneladas, cerca de 18% superior em relação a 2024 (2,32 milhões), mas ainda abaixo das 3,66 milhões de toneladas de 2023, quando o Paraná atingiu volume próximo à sua capacidade de moagem”, explica Godinho.

Portanto, mesmo com esse bom resultado, o volume colhido não será suficiente para atender à demanda da indústria paranaense, sendo necessário trazer trigo de outros estados e até mesmo de outros países para atender o setor moageiro. Com isso, o Paraná deve, novamente, colher menos trigo que o Rio Grande do Sul, que reassumiu a liderança nacional nos últimos anos.

Com relação aos preços de venda, o produtor está recebendo R$ 64,00 por saca, preço que fica abaixo do custo variável de produção que é de R$ 73,00. Vale destacar que, há um ano, a expectativa era de que a saca fosse vendida a R$ 76,00.

Soja

Com 5,77 milhões de hectares de área plantada, a soja se consolida como a principal cultura do Estado. De acordo com Edmar Gervásio, analista de mercado do Deral, os 71% de área plantada até agora estão dentro do calendário, com as chuvas dos últimos dias ajudando no desenvolvimento das plantas.

“O que falta plantar está concentrado nas áreas mais frias do Estado, com uma perspectiva de que o plantio seja finalizado na primeira quinzena do próximo mês, com previsão de clima favorável tanto para o plantio quanto para a colheita. Espera-se uma boa safra, próxima do recorde”, diz Gervásio. Com relação ao preço, não aconteceram grandes oscilações nos últimos três meses, permanecendo entre R$ 115,00 e R$ 122,00.

Conforme o técnico do Deral, no cenário nacional, a Conab divulgou neste mês de outubro sua primeira estimativa de produção. “Em condições climáticas normais, o Brasil deverá colher cerca de 177,64 milhões de toneladas de soja, volume 3,6% superior ao ciclo anterior”, explica.

Milho

Com expectativa de plantio em 337,8 mil hectares, o milho da 1ª safra teve um ganho significativo de área, de cerca de 20%, devido ao recuo de área plantada da cultura de feijão. A produção do milho pode chegar a 3,5 milhões de toneladas e até mesmo a quase 4 milhões de toneladas. Segundo Hugo Godinho, se o comportamento for parecido com o observado na safra passada, levando-se em conta que a Conab projetou uma boa safra nacional, deve acontecer um ganho significativo de área, que pode inclusive superar a área de soja.

O preço vem se mantendo estável pelos últimos três meses, apesar de estar num patamar 8% menor que o registrado no ciclo anterior, na casa dos R$ 52,00, cobrindo o custo variável que está abaixo dos R$ 40,00. “Em questão de preço, a cultura do milho vive um bom momento. Como o produtor está definindo agora o que vai plantar, a escolha óbvia, por causa do preço, é que ele faça a opção pelo plantio do milho”, finaliza Godinho.

Hortifruti

O Boletim de Safra do Deral destaca, ainda, o comportamento das culturas da batata, do tomate e da cebola. Depois de ter crescimento na safra 2024/2025, a batata apresenta sinais de retração para a safra 25/26. Na 1ª safra, a área cultivada registra queda de 5%, passando de 17,5 mil para 16,7 mil hectares. A produção acompanha a queda, com redução de 10%: de 584,2 mil toneladas para 527,7 mil toneladas. O rendimento médio também recua, de 33,3 mil kg/ha para 31,6 mil kg/ha, o que indica perda de produtividade — possivelmente associada a fatores climáticos.

Já a batata 2ª safra mostra estabilidade e leve avanço: a área aumentou de 10,1 mil para 10,5 mil hectares em relação a 2023/24, e a produção subiu de 268,1 mil para 309,2 mil toneladas, mantendo rendimento elevado, próximo de 29,4 mil kg/ha.

O tomate da 1ª safra mantém estabilidade entre as safras 2024/25 e 2025/26, tanto na área (2,5 mil hectares) quanto na produção (174,5 mil t para 171,7 mil t, variação de -2%). O rendimento médio sobe levemente, de 68,4 mil kg/ha para 68,9 mil kg/ha, sinalizando eficiência produtiva e manejo mais ajustado, mesmo com estabilidade na área plantada.

Já o tomate de 2ª safra apresentou pequena retração na área plantada (-4%), passando de 1,8 mil hectare (2023/2024) para 1,7 mil hectares na safra 24/25. A produção caiu de 125,4 mil toneladas para 92,2 mil toneladas, correspondendo a uma retração de -26%. O rendimento reduziu de 70,1 kg/ha para 58,0 kg/ha.

Segundo Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral, apesar de representar uma pequena área, a importância de se destacar o cultivo da cebola está na relação que existe em seu consumo no dia a dia. “A cebola é a cultura que mostra a maior variação negativa entre as duas safras”, diz. A área plantada caiu 15%, de 3,2 mil para 2,8 mil hectares, enquanto a produção recua 17%, de 129,1 mil toneladas para 107,6 mil toneladas. O rendimento médio cai de 39,8 mil kg/ha para 39,0 mil kg/ha, pequena redução percentual, mas significativa em termos de eficiência.

Também na quinta-feira (30), o Deral divulgou o Boletim Conjuntural Semanal, que traz informações sobre a suinocultura do Paraná, que encerra outubro de 2025 em alta, com o melhor resultado do ano. O preço médio pago ao produtor pelo suíno vivo chegou a R$ 7,16 por quilo em setembro, o maior valor registrado no período. O desempenho representa um alívio após anos de dificuldades, com margem positiva de R$ 1,39/kg sobre os custos de produção estimados pela Embrapa Suínos e Aves — a mais alta de 2025.

O documento aponta melhora em outros segmentos do agronegócio paranaense. O setor lácteo mostrou sinais de recuperação, com importações estabilizadas em relação a 2024 e exportações em crescimento, especialmente de soro de leite, cujo volume já superou o total do ano anterior. Os números indicam que 2025 terá volume de importações próximo do observado em 2024.

 

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Mercado

Moagem da 1ª quinzena de outubro indica nova queda na cana destinada à produção de açúca

Por Redação 31/10/2025
Escrito por Redação

Moagem da 1ª quinzena de outubro indica nova queda na cana destinada à produção de açúca

Na primeira quinzena de outubro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 34,04 milhões de toneladas, ante 33,9 milhões na safra 2024/2025. No acumulado desde o início da safra 2025/2026 até 16 de outubro, a moagem atingiu 524,9 milhões de toneladas, registrando retração de 2,78% na comparação com as 539,98 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior.

Na primeira quinzena de outubro, operaram 255 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 234 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir de milho e onze usinas flex. No mesmo período da safra anterior, 258 unidades produtoras estavam em operação.

Nos primeiros quinze dias de outubro, 12 unidades encerraram a moagem. No acumulado desde o início da safra, 18 unidades já concluíram o processamento da cana, ante 12 usinas no mesmo período do ciclo anterior.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de outubro atingiu 158,78 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 160,32 kg por tonelada na safra 2024/2025 – queda de 0,96%. No acumulado desde o início da safra 2025/2026, o indicador marca 137,53 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 3,40% na comparação com o valor observado na mesma posição do ciclo anterior.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de outubro totalizou 2,48 milhões de toneladas. No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, a fabricação do adoçante totalizou 36,02 milhões de toneladas, contra 35,70 milhões de toneladas do ciclo anterior (+0,89%).

Na primeira quinzena de outubro, a proporção da matéria-prima direcionada para a fabricação do adoçante recuou três pontos percentuais, passando de 51,3% para 48,2%. O resultado é ainda mais expressivo nos Estados de São Paulo e Paraná, cujos índices recuaram 3,4 e 9,1 pontos percentuais, respectivamente.

Segundo o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, “desde o início de setembro, nota-se uma tendência de recuo na proporção de cana direcionada à fabricação de açúcar. Inicialmente esse movimento esteve concentrado nas unidades produtoras dos Estados da região Centro-Oeste, mas agora também se intensificou em importantes polos de produção do adoçante, como São Paulo e Paraná.”

Na primeira metade de outubro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,01 bilhões de litros, sendo 1,24 bilhão de litros de etanol hidratado (-5,61%) e 771,72 milhões de litros de etanol anidro (+6,93%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 25,04 bilhões de litros (-8,23%), sendo 15,62 bilhões de litros de etanol hidratado (-10,53%) e 9,41 bilhões de anidro (-4,15%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de outubro, 18,41% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 370,56 milhões de litros neste ano, contra 353,13 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 4,94%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 4,85 bilhões de litros – avanço de 17,23% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de outubro, as vendas de etanol totalizaram 1,45 bilhão de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 559,48 milhões de litros – avanço de 5,03% –, enquanto o etanol hidratado registrou venda de 889,11 milhões de litros – recuo de 6,74%.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 869,90 milhões de litros, o que representa recuo de 5,80% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu 559,48 milhões de litros, avançando 5,11%.

No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 18,97 bilhões de litros, registrando queda de 2,05%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 11,87 bilhões de litros (-5,56%), enquanto o de anidro alcançou 7,09 bilhões de litros (+4,45%).

 

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Agro atinge 28,6 milhões de trabalhadores no 3º trimestre de 2025
Mercado

Reforma tributária no agro: o que muda para o produtor a partir de 2026?

Por Redação 31/10/2025
Escrito por Redação

Reforma tributária no agro: o que muda para o produtor a partir de 2026?

A Reforma Tributária entra em transição a partir de janeiro de 2026 e os produtores rurais precisam estar preparados para as mudanças que vão impactar diretamente a atividade agropecuária.

Diante da importância do tema, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na quinta (30), o fórum virtual “Reforma Tributária e os impactos aos produtores rurais” para explicar o que muda com o novo modelo tributário.

Agritechnica foca em tecnologia digital e inovações aplicadas ao campo

O debate foi dividido em três painéis, que abordaram as mudanças no cadastro dos produtores e a substituição da Inscrição Estadual pelo CNPJ alfanumérico; as alterações nos Sistemas de Emissão de Nota Fiscal e como vai funcionar o provedor de assinatura para emissão de Documento Fiscal.

Na abertura do fórum, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, afirmou que o objetivo da iniciativa foi orientar o produtor sobre os principais pontos de atenção para a transição. Ele também destacou a atuação da entidade desde o início das discussões da reforma, regulamentação, até a aprovação.

“Buscamos uma proposta que não aumentasse a carga tributária do produtor e que reduzisse a burocracia do sistema atual. Conseguimos avançar em vários pontos, como o desconto de 60% para o setor, a inclusão das carnes na cesta básica e outras medidas que garantissem a essencialidade do agro para o abastecimento e a segurança alimentar do país”, disse.

O auditor fiscal da Secretaria da Fazenda (Sefaz) do Estado da Bahia, Álvaro Antônio Bahia, também participou da abertura. Para ele, o evento foi uma oportunidade de debater os aspectos que envolvem a reforma sobre o consumo e o produtor rural, além de esclarecer dúvidas e apresentar as ferramentas que a Sefaz já disponibiliza para auxiliar os produtores.

“Estamos iniciando uma grande jornada conjunta. A proposta é fomentar o diálogo para que, juntos, possamos cumprir o objetivo de implementar a Reforma Tributária no país e transformar ainda mais essa potente economia brasileira”.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, conduziu as apresentações. “É um tema complexo, mas estamos tentando levar as informações aos produtores de maneira simples. Temos conversado com sindicatos e federações, porque o produtor precisa estar atento às ações de curto, médio e longo prazo. A reforma vai trazer uma mudança de paradigma do ponto de vista de gestão e cidadania fiscal dos produtores”.

No primeiro painel, o diretor na Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG), Renato Deluca, explicou sobre o artigo 59 da lei complementar 214/2025, que estabeleceu identificação única por meio de CNPJ para as pessoas com atividade econômica e trouxe o fim da Inscrição Estadual até o 31/12/2032. “A principal premissa dessa mudança é assegurar aos produtores a condição de pessoa física para todos os efeitos fiscais e tributários”.

O diretor informou que, nos estados em que os produtores não tiverem Inscrição Estadual, estes podem solicitar inscrição no CNPJ por meio do portal de negócios da Redesim: www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/redesim e logar via gov.br.

Renato ressaltou que o produtor terá prazo para se adequar à emissão do Documento Fiscal Eletrônico, podendo optar por continuar emitindo o DFe com sua inscrição estadual vinculada ao CPF até o início da obrigatoriedade da adoção do CNPJ, que está sendo prevista a partir de 1º de janeiro de 2027.

O gerente de Cadastro Tributário da Sefin/Belo Horizonte, Flávio Luiz Andrade, afirmou que o processo está mais simplificado e pode ser feito totalmente pela internet. Segundo ele, apesar de se tratar de um CNPJ, em razão da natureza jurídica do produtor rural, ele é equiparado a uma pessoa física.

No segundo painel, o coordenador de Documentos Fiscais da Sefaz Goiás, Antônio Godoi, trouxe esclarecimentos sobre as mudanças nos sistemas de emissão de Nota Fiscal e apresentou a nova ferramenta Nota Fiscal Fácil (NFF), criada pelo Fisco, para promover a inclusão fiscal, aumento da formalidade, simplificação e conformidade tributária.

Em sua apresentação, Antônio mostrou um passo a passo de como o produtor pode acessar o aplicativo pelo celular e as funcionalidades. No app, é possível um CPF ou CNPJ ter vários dispositivos associados simultaneamente. Ele também permite consulta aos documentos emitidos.

O especialista alertou que a ferramenta ainda não está disponível no Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amazonas, Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas e destacou que as próximas etapas previstas incluem ações como o controle de pagamento, emissão por entidades em nome do Programa de Participação nos Resultados (PPR), geração do IBS/CBS, PPR versão 3 e novas hipóteses de emissão.

Já o terceiro debate abordou o funcionamento do Provedor de Assinatura e Autorização (PAA) de documento fiscal. De acordo com o analista de sistema do Procergs, Fabio Capela, a iniciativa surgiu para simplificar e trazer conformidade e facilidade para os contribuintes. “O objetivo é facilitar o processo de emissão de DFe, reduzir o custo de infraestrutura de pequenos empreendedores e aumentar a conformidade”.

Em sua fala, Fabio destacou que o interessado em se credenciar como PAA tem que solicitar avaliação do Confaz/Encat, para atuar como provedor. Dessa forma, ele ficará habilitado a operar.

Segundo o analista, o provedor deve ter alguns cuidados, como possuir controle de acesso de usuários que emitirão os documentos fiscais, obter as chaves das empresas vinculadas, notificar a administração tributária de suspeitas de mau uso e vazamento de chaves, entre outros pontos.

Ao final do fórum virtual, o auditor fiscal da Sefaz do Rio Grande do Sul, Josué Neves, disse que as alterações no dia a dia do produtor, até o momento, foram definidas em lei, como o cadastro por CNPJ e obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica. No entanto, caso surja alguma nova alteração legislativa, o grupo trabalhará para operacionalizar em tempo hábil, garantindo que o contribuinte tenha condições de se adequar.

Lhugo Tanak Junior, auditor fiscal da Sefaz do Paraná, reiterou que os profissionais vão trabalhar ao longo de 2026 para tentar padronizar as operações dos produtores a nível nacional, harmonizando as operações de IBS e CBS com as ICMS, por exemplo.

 

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EmpresasManutenção

Mecânicos de Jataí (GO) e Itaú de Minas (MG) vencem o Master Mechanic Brasil

Por Redação 31/10/2025
Escrito por Redação

Mecânicos de Jataí (GO) e Itaú de Minas (MG) vencem o Master Mechanic Brasil

Gerciandro Borges, de Jataí (GO), e Paulo Ricardo, de Itaú de Minas (MG), conhecido como Laranjinha, conquistaram o título de melhores mecânicos agrícolas do Brasil na terceira temporada do Master Mechanic, reality show da Massey Ferguson. Eles disputaram provas práticas que exigiram conhecimento técnico avançado, agilidade e capacidade de diagnóstico em situações reais de campo. A dupla vencedora recebeu o prêmio de R$ 50 mil e troféu exclusivo.

Para Laranjinha, a conquista representa o reconhecimento de uma trajetória construída com muita dedicação. “Ganhar o Master Mechanic é algo indescritível e muito importante para minha carreira. Foi uma disputa acirrada e a vitória mostra que ninguém faz nada sozinho. Fiquei muito contente com a dupla que formamos, trabalhamos juntos, e a importância desse prêmio é o reconhecimento de conseguir mostrar a nossa capacidade, nosso conhecimento.”

Gerciandro reforça o quanto o Master Mechanic foi uma experiência transformadora: “A sensação é incrível. Foram dias intensos, de muito aprendizado, superação e trabalho em equipe. Ser o campeão do Master Mechanic Brasil é a prova de que, quando a gente acredita, se dedica e nunca desiste, tudo é possível. Esse prêmio é para todos que acreditaram em mim.”

Realizado pela Massey Ferguson, o reality reuniu seis mecânicos da rede de concessionárias da marca, vindos dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Nesta temporada, o destaque foi o pulverizador MF 500R, um dos equipamentos mais tecnológicos da marca, fundamental para garantir aplicações precisas e sustentáveis no campo.

A avaliação ficou a cargo de um júri técnico formado por José Fernando Schlosser, professor da Universidade Federal de Santa Maria; Sandra Nalli, CEO e fundadora da Escola do Mecânico; e Adriano Sontag, especialista do time de serviços AGCO. A apresentação foi conduzida pela jornalista Marcela Rafael, ao lado do produtor rural e influenciador digital Fernando Viana, que trouxe a visão prática de quem lida diariamente com máquinas no campo.

Os mecânicos Paulo Luiz, de Tangará da Serra (MT), e Marcos Souza, de Cruz Alta (RS), conquistaram o segundo lugar e a dupla formada por Vagner Hofstetter, Toledo (PR), e Odair Olson, Lucas do Rio Verde (MT), ficou na terceira posição. A temporada completa pode ser assistida no canal da Massey Ferguson Brasil no YouTube.

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Tecnologia

4 tendências em máquinas agrícolas com maior potencial para o Brasil

Por Redação 30/10/2025
Escrito por Redação

Conheça 4 tendências em máquinas agrícolas com maior potencial para o Brasil

Com clima tropical, ampla diversidade de solos, grandes extensões produtivas e foco crescente em sustentabilidade, o Brasil é terreno fértil para tecnologias que aumentem a eficiência e, com isso reduzam custos na agricultura. Esse tema, e muitos outros que abordam o setor do agronegócio, será abordado na Agritechnica 2025, a maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, que será realizada em novembro, em Hannover, na Alemanha.

Já estão confirmados para o evento mais de 2.700 expositores de 52 países, ocupando 23 pavilhões totalmente lotados, e ainda 37 estandes coletivos oficiais de 23 países trazendo empresas de pequeno e médio porte para a feira. A previsão é do evento receber 430 mil visitantes profissionais. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da Agritechnica, a feira se caracteriza por ser um amplo espaço de demonstração de novas tecnologias e tendências.

“A edição 2025 da feira mostra que o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”, exemplifica ele.

Agritechnica foca em tecnologia digital e inovações aplicadas ao campo

Mas e de todas as inovações e tendências que serão apresentadas, quais delas são diretamente aplicáveis no Brasil? Confira abaixo a seleção de quatro destaques por sua aplicabilidade direta às condições do agronegócio brasileiro:

1 – Aplicação de fertilizantes e chorume com precisão

O uso de adubação líquida (chorume) está evoluindo para aplicações mais precisas e com menor perda, por meio de máquinas mais leves e eficientes, distribuidores aprimorados e sistemas automatizados. A aplicação de taxa variável, aliada ao controle por seções, garante que os nutrientes sejam aplicados apenas onde e na quantidade necessária, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

“No Brasil, o fertilizante representa um dos maiores custos da produção. A automação na aplicação é um avanço fundamental para melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir despesas”, explica Brena Baumle, representante da DLG – organizadora do evento – no Brasil.

2 – Semeadura e plantio com apoio de IA e sensores

A Agritechnica irá mostrar as novas máquinas de plantio que combinam diversas etapas de trabalho em uma única passada, como semear e capinar simultaneamente, e incluem guiamento preciso e adubação localizada.

Sensores e sistemas baseados em inteligência artificial (IA) ajustam em tempo real a profundidade, o espaçamento e a densidade das sementes conforme a textura, umidade e fertilidade do solo. O resultado é maior uniformidade, produtividade e economia.

“O agricultor brasileiro já está habituado à agricultura de precisão. O próximo passo é a integração de dados e inteligência artificial, que traz ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade”, afirma Brena Baumle.

3 – Irrigação automatizada e de precisão

A irrigação de precisão também é uma tendência que está ganhando força com sensores de umidade do solo e modelos climáticos que calculam automaticamente o momento e o volume ideais para irrigar. A automação permite economizar água, energia e tempo, garantindo maior resiliência das lavouras diante de períodos de seca.

A irrigação por gotejamento inteligente segue como tendência mundial, impulsionando práticas mais sustentáveis e produtivas, e isso será mostrado na Agritechnica.

“Com o déficit hídrico em várias regiões do país, irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias tornam esse processo previsível e sob controle do produtor”, reforça Brena Baumle.

4 – Sistemas autônomos de capina e controle de ervas

A automação no controle de plantas daninhas é uma das áreas mais promissoras da mecanização agrícola e será destaque na Agritechnica. Os fabricantes estão apresentando robôs de capina autônomos, pulverização seletiva e sistemas de controle a laser, capazes de substituir o uso intensivo de herbicidas. A tecnologia de bicos inteligentes e a aplicação pontual (spot spraying) também ganharam destaque.

“A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos químicos tornam a automação uma aliada estratégica. Além de reduzir custos, ela atende às exigências ambientais dos mercados mais exigentes”, comenta Brena Baumle.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade em um só lugar

Reconhecida como a maior feira de máquinas agrícolas do mundo, a Agritechnica tem como tema central “Touch Smart Efficiency”, e ressalta o papel das tecnologias digitais na construção de uma agricultura mais inteligente, sustentável e competitiva.

A programação inclui o Digital Farm Center, área dedicada à agricultura inteligente, além de cinco palcos técnicos da DLG Expert Stages, três DLG Spotlights, mais de 400 palestrantes e uma vitrine exclusiva para startups do agronegócio.

A área dedicada a startups do agronegócio atua como incubadora e impulsionadora de inovação para o setor de máquinas agrícolas. Para os distribuidores internacionais, a Agritechnica oferece agora uma plataforma de matchmaking para promover conexões comerciais. O Dia Internacional do Agricultor destacará Canadá, República Tcheca e França, enquanto o Dia dos Jovens Profissionais busca atrair a nova geração de agricultores.

A feira conta ainda com o Systems & Components, um mercado B2B voltado à indústria global de fornecedores agrícolas e off-road. Segundo Timo Zipf, gerente do projeto, a Agritechnica “estimula o pensamento integrado e impulsiona uma agricultura mais sustentável e produtiva.”

“A Agritechnica é mais do que uma feira — é um espaço de conexão entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”, conclui Zipf.

 

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