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Mercado

Plantio do milho de verão chega a 75% da área projetada no RS, diz Emater

Por Redação 24/10/2025
Escrito por Redação

Plantio do milho de verão chega a 75% da área projetada no RS, diz Emater

O plantio do milho de verão 2025/26 no Rio Grande do Sul avançou 1 ponto percentual na última semana, alcançando 75% da área projetada para a safra, apontam dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar coletados até esta quinta-feira (23).

Na mesma época da temporada passada, os trabalhos estavam em 69%; na média dos últimos cinco anos, em 68%. Das lavouras semeadas, 98% se encontram em desenvolvimento vegetativo e 2% em floração.

“A semeadura segue em ritmos distintos conforme as condições regionais de umidade e temperatura. Nas principais áreas produtoras, está praticamente concluída, e as lavouras estão em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo”, apontou a Emater/RS-Ascar.

Segundo a entidade, a boa disponibilidade hídrica e as temperaturas adequadas têm beneficiado a cultura, exceto em pontos isolados onde a falta de chuvas ou o excesso de umidade impuseram ajustes no calendário de plantio.

Para a safra 2025/26, o informativo estima o cultivo de 785.030 hectares, com produtividade média de 7.376 kg/ha.

Fonte: Datagro

24/10/2025 0 Comentários
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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
Mercado

Plantio da safra de soja 2025/26 avança sem dificuldades no oeste baiano

Por Redação 24/10/2025
Escrito por Redação

milho - Plantio da safra de soja 2025/26 avança sem dificuldades no oeste baiano

Segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o plantio da safra de soja 2025/26 no oeste do estado atingiu 17,4% da área total estimada, de 385 mil hectares.

O ritmo está à frente do registrado no mesmo período do ano passado (7,6%), impulsionado pela ampliação da janela de cultivo autorizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

De acordo com a Portaria nº 047, de 6 de junho de 2025, a semeadura foi antecipada, com a liberação de 150 mil hectares, um aumento de 35% em relação ao último ciclo. A Aiba destacou que os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério concentram a maior parte das áreas plantadas.

Nesta safra, a área total de soja na região deve crescer 3,9%, chegando a 2,218 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare – o equivalente a 4,08 mil kg/ha – e produção estimada em 9,049 milhões de toneladas.

Fonte: Datagro

24/10/2025 0 Comentários
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Mercado

La Niña pode alterar clima e produção agrícola no Brasil e no mundo

Por Redação 23/10/2025
Escrito por Redação

La Niña pode alterar clima e produção agrícola no Brasil e no mundo

As condições climáticas previstas para o último trimestre de 2025, divulgadas no Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, destacam a crescente probabilidade de formação do fenômeno La Niña. As informações são de Carolina Jaramillo Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da companhia.

Segundo os dados mais recentes, as anomalias de temperatura da superfície do mar indicam um resfriamento nas regiões centrais e leste do Pacífico (Niño 3.4 e Niño 3), acompanhado de aquecimento no Pacífico oeste, configuração típica de La Niña.

“Relatórios da Organização Meteorológica Mundial (OMM), do Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade (IRI) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) apontam para uma La Niña fraca, embora não se descarte a possibilidade de retorno à neutralidade durante o verão no Hemisfério Sul”, aponta a analista.

Duração e precedentes históricos

Historicamente, o fenômeno La Niña costuma durar entre três e quatro trimestres móveis, mas há registros de eventos mais prolongados. Em 1984 e 2017, por exemplo, o fenômeno teve início no trimestre SON (setembro–novembro) e se estendeu por 11 e 6 trimestres, respectivamente. Com base nesses precedentes, há possibilidade de que a La Niña atual se prolongue até os primeiros meses de 2026.

Impactos climáticos globais

A configuração atmosférica típica de La Niña, marcada por alta pressão no Pacífico central e oriental e baixa pressão no Pacífico oeste, tende a influenciar os padrões climáticos em diversas regiões do mundo. As projeções indicam chuvas abaixo da média no sul da Europa, Ásia Central e leste da África, além de anomalias secas pontuais no norte do México, sul do Brasil, Uruguai, sudoeste da Argentina e sul do Chile.

“Em contrapartida, há expectativa de chuvas acima da média em áreas como Índia, norte da Ásia, América Central, Canadá, norte dos Estados Unidos e oeste da Colômbia. No Sudeste do Brasil e na Bolívia, o sinal é mais fraco e menos consistente, enquanto no restante da América as condições tendem a oscilar em torno da normalidade”, pontua Carolina Giraldo.

Cenário climático no Brasil

O inverno de 2025 foi marcado por temperaturas abaixo da média, especialmente nas máximas. Para os próximos meses, os modelos climáticos indicam temperaturas próximas da normalidade, com variações regionais significativas. Em outubro, leste de Mato Grosso, oeste da Bahia e parte nordeste Goiás podem registrar até +1 °C acima da média, o que acelera a germinação da soja, mas também aumenta o risco de déficit hídrico caso as chuvas atrasem.

Em novembro, segundo a analista, a tendência é de temperaturas dentro da normalidade no Centro-Oeste, Cerrado e Sul. No Sudeste, especialmente no Espírito Santo e centro-leste de Minas Gerais, podem ocorrer anomalias de até +1 °C, elevando a evapotranspiração em lavouras e cafezais. Já entre dezembro e janeiro, o Centro-Sul deve registrar temperaturas médias, favorecendo o enchimento de grãos, desde que haja boa distribuição de chuvas. No Nordeste, alguns pontos podem ter até +1 °C acima da média, enquanto no Norte, janeiro tende a ser mais quente que dezembro, ampliando a pressão sobre as lavouras.

Teleconexões atmosféricas e riscos agrícolas

A interação entre La Niña e a Oscilação de Madden–Julian (MJO) — um pulso de tempestades tropicais que se move de oeste para leste em ciclos de 30 a 60 dias — pode intensificar os efeitos climáticos no Hemisfério Sul. Quando a MJO se posiciona sobre a Indonésia e o Pacífico ocidental durante anos de La Niña, a atmosfera extratropical tende a responder com um padrão de Oscilação Antártica (AAO) positiva.

Conforme explica a analista, esse fenômeno desloca os ventos de oeste para latitudes mais ao sul, reduzindo a entrada de frentes frias no sul da América do Sul e favorecendo bloqueios atmosféricos. “O resultado é um aumento de seca e calor em regiões como o Sul do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, justamente durante a primavera e o verão, períodos críticos para culturas como milho e soja de primeira safra”, detalha Carolina Giraldo.

Nos trópicos, o cenário é contrastante: a interação entre La Niña e a MJO intensifica a convecção no oeste do Pacífico, Indonésia, Sudeste Asiático e Filipinas, resultando em chuvas mais intensas, enquanto o Pacífico central e leste permanece mais seco. No Brasil Central e no Sudeste, são esperadas chuvas acima da média, o que pode beneficiar culturas como soja, milho e café, mas também prejudicar a cana-de-açúcar devido à alta nebulosidade e aumentar o risco de doenças fúngicas pela umidade recorrente.

Projeções para o Pacífico e implicações econômicas

As previsões de precipitação da OMM para o trimestre OND de 2025 no Pacífico estão alinhadas a um gradiente positivo leste-oeste da temperatura da superfície do mar, padrão semelhante ao observado em eventos de La Niña moderada, destaca a especialista. As maiores probabilidades de chuvas acima da média concentram-se no Sudeste Asiático, especialmente ao redor das Filipinas, com probabilidades próximas de 70%. Já na metade oriental da Austrália, o sinal é mais fraco.

“Entre o Pacífico central e o extremo leste, a tendência é de chuvas variando entre normalidade e ligeiramente abaixo da média. No norte do Equador, há indicação de seca, que se estende para o sudeste em direção às regiões costeiras ocidentais da América do Sul”, finaliza Carolina.

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23/10/2025 0 Comentários
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Mercado

Programa Pró-Trator transforma vida de produtores rurais em São Paulo

Por Redação 22/10/2025
Escrito por Redação

Programa Pró-Trator transforma vida de produtores rurais em São Paulo

No sítio de Lucas Fuini, em Itapira (SP), o cultivo de jiló, berinjela e pimentão garante o sustento da família. Filho e neto de produtores rurais, ele cresceu vendo o pai cuidar da terra e, aos 12 anos, já dividia o tempo entre a escola e o trabalho na lavoura. Com esforço e dedicação, manteve o negócio familiar e, neste ano, deu um passo importante: renovou a frota da propriedade por meio do Programa Pró-Trator e do Sicredi.

“Programas como esse ajudam muito, principalmente porque facilitam o acesso a máquinas novas. Um trator custa quase R$ 200 mil, um valor que seria impossível pagar à vista. O crédito permite seguir investindo sem comprometer tudo de uma vez. Hoje está difícil juntar dinheiro”, conta Lucas, que utiliza o veículo na pulverização para tornar o dia a dia na roça mais eficiente.

Em Divinolândia (SP), o produtor Marcos Riccetto também viu no programa uma oportunidade de modernizar a frota. Ele trabalha com gado de cria e café de montanha e conheceu o Pró-Trator por meio do Sindicato Rural e da Casa da Agricultura do município.

“O Sicredi me ajudou a agilizar toda a parte burocrática e de documentação. Essas iniciativas são essenciais, porque o setor primário é a base de tudo — se a agricultura não estiver estruturada, os outros setores também não avançam”, destaca Marcos, que adquiriu um trator de 85 cavalos, com super-redutor, para mecanizar parte da lavoura e otimizar os tratos culturais do café.

Histórias como as de Lucas e Marcos, ambos atendidos pela Sicredi Dexis, refletem a força de um programa que vem transformando a realidade do campo paulista. Parceiro dos produtores rurais há mais de um século e credenciado junto ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), o Sicredi foi a primeira instituição financeira do Brasil a operar o Pró-Trator, lançado em maio de 2024 pelo Governo do Estado de São Paulo.

A iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento tem como objetivo apoiar pequenos e médios produtores na modernização de suas propriedades, por meio do financiamento de tratores e implementos agrícolas.

Entre 2024 e 2025, o programa já movimentou R$ 61,1 milhões em financiamentos, beneficiando 343 associados e gerando uma economia de mais de R$ 9,3 milhões aos produtores participantes. Para o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Nogueira Farias, os resultados reforçam o papel do cooperativismo de crédito como parceiro estratégico do desenvolvimento regional.

“Nosso compromisso é oferecer aos associados o suporte necessário para aprimorar suas operações e aumentar a produtividade. Ao facilitar o acesso a recursos, capacitamos pequenos e médios produtores a enfrentar os desafios com mais confiança e inovação”, ressalta.

 

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22/10/2025 0 Comentários
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Feiras & Eventos

Sistema ILPF será destaque em painel sobre o clima no Congresso das Mulheres do Agro

Por Redação 22/10/2025
Escrito por Redação

Sistema ILPF será destaque em painel sobre o clima no Congresso das Mulheres do Agro

Com a COP30 marcada para novembro, em Belém (PA), o Brasil se prepara para mostrar ao mundo o seu compromisso com o multilateralismo e a agenda ambiental. O tema ganha espaço de destaque no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que realiza a mesa-redonda “Mudança Climática e Mulheres COP30 – dos fatos à comunicação!”.

O painel, que ocorre nesta quinta-feira (23), às 16h10, no evento na capital paulista, propõe alternativas para comunicar de forma eficaz as ações ambientais e sociais do agro brasileiro, trazendo exemplos concretos e desafiando o setor a evoluir ainda mais.

Para o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, a participação do CNMA nesse debate é fundamental. “Estamos vivendo extremos climáticos. Recentemente, o Rio Grande do Sul, por exemplo, sofreu tanto com enchentes devastadoras quanto com secas severas. São eventos que exigem uma resposta científica, mas também política e social”, analisa.

Matturro destaca que o CNMA representa um espaço privilegiado para promover soluções inovadoras, especialmente pelo protagonismo das mulheres: “as mulheres são fundamentais — mais sensíveis às questões ambientais e decisivas na adoção de práticas como o sequestro de carbono, bem-estar animal e preservação das áreas naturais. A presença feminina é um diferencial no avanço dessas pautas”.

O dirigente aponta que a preservação ambiental deixou de ser vista meramente como exigência legal para tornar-se uma necessidade genuína, tanto para o campo quanto para a cidade. No painel do CNMA, Matturro promete uma abordagem objetiva e didática acerca dos benefícios socioeconômicos e ambientais do Sistema Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

O Sistema ILPF

A ILPF é uma estratégia de produção que combina diferentes sistemas produtivos: agrícolas, pecuários e florestais em uma mesma área, seja em consórcio, sucessão ou em rotação de culturas, gerando benefícios para todas as atividades. A prática intensifica de modo sustentável o uso da terra, protege e fertiliza o solo, promove a economia de insumos e consequente redução de custos, e simultaneamente eleva a produtividade em uma mesma área, diversificando produção e fontes de receita.

Ao mesmo tempo, o Sistema é ambientalmente correto, com baixa emissão de gases de efeito estufa e permite o sequestro de carbono, tornando a atividade mais resiliente às mudanças climáticas. Culturas agrícolas como grãos (soja e milho) e produção de fibras (algodão) podem ser utilizadas na ILPF.

A modalidade pecuária contempla, sobretudo a bovinocultura de corte ou leite e a parte florestal envolve a silvicultura, com destaque, por exemplo, para o plantio de eucaliptos. Diferentemente do senso comum, a ILPF pode ser adaptada para pequenas, médias e grandes propriedades, em todos os biomas brasileiros.\

“O Brasil tem 159 milhões de hectares de pastagens que podem ser convertidos em áreas de ILPF, ampliando ainda mais a área de produção agropecuária no País sem qualquer necessidade de novas aberturas”, assinala Matturro. Atualmente, a ILPF chega nacionalmente a cerca de 17,4 milhões de hectares, indicam números da Rede.

“A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta significa a emancipação do produtor. De que forma? Porque tem uma renda de curto prazo, que são as lavouras de grãos e cereais. Tem o gado no médio prazo e o componente florestal no longo prazo”, ressalta.

“O CNMA é vital para essa virada de chave, pois as mulheres têm o poder — e a coragem — de liderar decisões pela preservação. Na COP30, elas devem apontar os caminhos, e nós, como sociedade, precisamos ouvir e avançar juntos”, conclui Matturro.

 

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22/10/2025 0 Comentários
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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Produção de soja em 2026 está estimada em 178,5 milhões de toneladas, diz Abiove

Por Redação 22/10/2025
Escrito por Redação

Produção de soja em 2026 está estimada em 178,5 milhões de toneladas, diz Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou sua nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2026, apresentando números recordes. A produção de soja está estimada em 178,5 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 60,5 milhões de toneladas. Já o farelo de soja, deve alcançar 46,6 milhões de toneladas, e o óleo de soja chegar a 12,1 milhões de toneladas.

Agritechnica foca em tecnologia digital e inovações aplicadas ao campo

No campo das exportações, as projeções apontam para novos patamares históricos, com a expectativa de 111 milhões de toneladas de grãos exportados. O farelo de soja deve registrar exportações de 24,6 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja cerca de 1 milhão de toneladas, recuo de 25,9%. Além disso, espera-se um leve aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 125 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.

“Os números refletem a força e a eficiência da cadeia da soja brasileira, que segue ampliando sua competitividade e agregando valor no mercado interno. O avanço do processamento nacional e o bom desempenho das exportações reforçam a importância do setor para a balança comercial e para o desenvolvimento do país, bem como para a produção de proteínas e de biocombustíveis”, destaca Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE.

Complexo da Soja em 2025

Os dados consolidados até agosto de 2025 indicam resultados positivos para o setor. A produção de soja no ciclo foi de 171,8 milhões de toneladas.

O esmagamento projetado foi revisado positivamente para 58,5 milhões de toneladas. A produção de farelo de soja deve acompanhar o esmagamento e apresentar estabilidade, totalizando 45,1 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja alcançar 11,7 milhões de toneladas.

Processamento mensal e exportações

Em agosto de 2025, o volume processado foi de 4,5 milhões de toneladas, uma redução de 3,3% em relação a julho, mas um aumento de 4,2% na comparação com agosto de 2024, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, o processamento cresceu 5,8% frente ao mesmo período de 2024, considerando os ajustes, atingindo o montante de 35,1 milhões de toneladas.

De acordo com os registros da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações também avançaram em 2025, com volume de soja atingindo 109,5 milhões de toneladas. O farelo de soja registrou 23,6 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo de soja alcançou 1,3 milhão de toneladas. As importações de soja somaram 900 mil toneladas, refletindo o esforço para atender à demanda crescente.

 

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Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave
Tecnologia

Tratores ganham protagonismo na mecanização das lavouras de laranja

Por Redação 22/10/2025
Escrito por Redação

Tratores ganham protagonismo na mecanização das lavouras de laranja

O Brasil é o maior produtor e exportador de laranja do mundo, responsável por cerca de 70% do suco exportado globalmente. No cinturão citrícola de São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal polo da atividade no país, a citricultura ocupa cerca de 358 mil hectares, reunindo quase 7,5 mil produtores, segundo a COGO Inteligência em Agronegócio. Para a safra 2025/26, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) estima a colheita em 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg, aumento de 36% em relação ao ciclo anterior.

Agritechnica foca em tecnologia digital e inovações aplicadas ao campo

O crescimento é explicado por fatores como clima mais favorável, melhor manejo dos pomares e pela adoção crescente da mecanização, que tem contribuído para elevar a produtividade e reduzir perdas.

De acordo com estudo da Boschi Inteligência de Mercado (BIM), o Brasil já conta com 1,35 milhão de tratores em operação. Na citricultura, o trator é utilizado desde o preparo do solo e pulverização até o transporte de insumos e colheita.

Os tratores incorporaram tecnologia embarcada que auxilia o produtor a reduzir custos, economizar combustível e aumentar a precisão das operações. Um exemplo é o MF 4700, da Massey Ferguson, modelo desenvolvido para atender às necessidades específicas da citricultura. Eleito duas vezes Trator do Ano no Brasil, ele é equipado com motor AGCO Power de gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler, que garante uma queima de combustível mais eficiente, possibilitando economia de até 10% por hectare.

A transmissão 12×12, única na categoria, conta com o reversor Power Shuttle que facilita as manobras entre linhas estreitas ao permitir a troca de frente para ré sem o uso da embreagem, além da opção de reverso mecânico para clientes que buscam melhor custo benefício e simplicidade.

Com capacidade de levante de 3.000 kg e vazão de 65 lpm, o trator MF 4700 se adapta a diferentes implementos, ampliando sua versatilidade no campo. Já a cabine com visibilidade de 360º proporciona maior segurança e conforto ao operador, fatores essenciais em jornadas longas de trabalho.

“O trator MF 4700 é um trator versátil, projetado para tornar o trabalho no campo mais ágil e eficiente. O modelo combina força e tecnologia, contribuindo para aumentar a produtividade e a sustentabilidade da citricultura. Temos dados de campo mostrando vários benefícios agronômicos como maior qualidade na pulverização através do melhor gerenciamento da rotação do motor, refletindo na produtividade da lavoura ”, destaca Lucas Zanetti, gerente de marketing produto da Massey Ferguson.

 

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22/10/2025 0 Comentários
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Tecnologia

Cana-de-açúcar pode garantir energia elétrica em época de seca, diz estudo

Por Redação 21/10/2025
Escrito por Redação
Cana-de-açúcar pode garantir energia elétrica em época de seca, diz estudo

A bioeletricidade do bagaço se mostra uma fonte renovável de baixíssimo impacto em emissões, ao mesmo tempo em que fortalece a diversificação e a resiliência da matriz elétrica brasileira // Foto: Foto: Leandro dos Santos Morais/Embrapa

A bioeletricidade gerada a partir do bagaço de cana-de-açúcar vem se consolidando como uma das principais alternativas para diversificar a matriz elétrica brasileira. Isso ajuda a reduzir a dependência das hidrelétricas, altamente vulneráveis às variações climáticas.

Durante a estação seca, quando os reservatórios atingem níveis críticos e a produção hidrelétrica diminui, a energia da cana supre o sistema elétrico nacional, assegurando fornecimento estável e seguro. Outro diferencial é a possibilidade de priorizar sua geração no período noturno, complementando a energia solar fotovoltaica, cujo pico ocorre durante o dia e que, em alguns casos, enfrenta restrições de injeção na rede (curtailment).

Um estudo publicado na revista Renewable Energy mostra que a bioeletricidade proveniente do bagaço apresenta uma pegada de carbono de cerca de 0,227 kg de CO₂ equivalente por kWh. Esse valor é significativamente menor do que o de termelétricas a diesel, que pode chegar a 1,06 kg de CO₂ equivalente por kWh.

É importante destacar que, mesmo mensuráveis, essas emissões da bioeletricidade do bagaço da cana não adicionam carbono novo à atmosfera. O ciclo começa com a cana, que atua como um “filtro natural” ao absorver CO₂ durante a fotossíntese e transformá-lo em biomassa.

Após a colheita e o processamento, parte desse carbono se concentra no bagaço, que, ao ser queimado nas caldeiras para geração de energia, libera de volta apenas uma pequena fração do CO₂ previamente capturado. Enquanto isso, novas plantações de cana já estão em crescimento, reiniciando o processo de absorção.

Dessa forma, a bioeletricidade do bagaço se mostra uma fonte renovável de baixíssimo impacto em emissões, ao mesmo tempo em que fortalece a diversificação e a resiliência da matriz elétrica brasileira. Além disso, ela tem como base um resíduo já disponível da produção de alimento (açúcar) e de biocombustível renovável (etanol) “Tudo isso lhe dá um seu papel estratégico para a segurança energética e para a transição rumo a um sistema mais sustentável e equilibrado”, afirma Vinicius Bufon, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP).

No entanto, estudo internacional liderado pela Embrapa, em parceria com instituições como a Universidade das Nações Unidas e a Universidade de Bonn, na Alemanha, alerta que essa fonte estratégica também enfrenta riscos importantes. A pesquisa analisa como as secas severas afetam a geração de bioeletricidade no Brasil, revelando que a produção depende da interação complexa entre fatores agrícolas, industriais e climáticos.

Riscos de “apagões hídricos-energéticos”

O estudo demonstra que, embora a bioeletricidade da cana seja uma alternativa renovável de grande potencial, ela é vulnerável a gargalos estruturais que podem comprometer sua contribuição em períodos críticos. Entre os principais desafios identificados estão:

  • A escassez de barragens para armazenamento de água da chuva, resultado da falta de linhas de crédito e das dificuldades de licenciamento ambiental, o que limita a capacidade de enfrentar longas estiagens.
  • O baixo investimento em irrigação nos canaviais, o que aumenta a dependência das chuvas em regiões cada vez mais sujeitas a variações climáticas.
  • A fragilidade dos seguros agrícolas contra a seca, que não refletem os riscos reais enfrentados pelos produtores, deixando-os expostos a prejuízos severos.
  • A ausência de sistemas robustos de alerta precoce, que poderiam antecipar cenários de risco e permitir respostas mais rápidas e eficazes.

Essas vulnerabilidades reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas e ampliar investimentos que integrem de forma articulada as dimensões social, ecológica e tecnológica do setor, segundo explica Bufon.

“A bioeletricidade da cana tem um papel único porque a sua produção coincide exatamente com o período de estiagem, quando a geração hidrelétrica cai. Mas, para mantermos essa contribuição estável, precisamos enfrentar as fragilidades estruturais e institucionais que ainda limitam o setor”, defende o especialista.

A pesquisa também aponta soluções para reduzir os riscos e aumentar a resiliência do setor sucroenergético, como expandir a irrigação em áreas estratégicas; modernizar e digitalizar os sistemas de irrigação existentes, minimizando perdas; aprimorar estratégias de manejo hídrico integradas e fomentar políticas públicas de incentivo, garantindo instrumentos de apoio a produtores e indústrias na adoção dessas medidas, além de estimular a inovação e difusão tecnológica no setor.

Bufon ressalta que muitas dessas soluções já estão em desenvolvimento ou aplicação em pesquisas conduzidas pela Embrapa. “Nosso foco é contribuir para uma agricultura climaticamente inteligente, que não apenas aumente a produtividade, mas também fortaleça a capacidade de adaptação às mudanças climáticas e contribua para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, conta.

Sinergia com outras matrizes energéticas

Um dos pontos centrais da análise é mostrar como a bioeletricidade da cana se integra de forma sinérgica e complementar a outras fontes renováveis, fortalecendo a matriz energética. Enquanto a geração solar fotovoltaica é mais limitada durante o inverno e nos meses secos do Centro-Sul, além de só poder ser produzida durante o dia, e a geração hidrelétrica sofre com a redução dos reservatórios na estiagem, a bioeletricidade da cana pode ser gerada também à noite e atinge o seu auge justamente no período da seca, quando ocorre a colheita da safra.

Com isso, os pesquisadores consideram o setor sucroenergético um aliado fundamental na busca por maior segurança energética. “Quando as hidrelétricas reduzem a sua geração, as termelétricas a biomassa de cana (bagaço e palha) assumem papel decisivo para garantir a estabilidade do sistema elétrico. É um recurso firme, capaz de oferecer suporte confiável justamente nos períodos mais críticos do ano”, reforça Bufon.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Environmental Advances. O artigo destaca que, em países altamente dependentes da hidreletricidade, como o Brasil, é fundamental investir em fontes complementares capazes de reduzir a vulnerabilidade climática e operacional do sistema.

Para os pesquisadores, a bioeletricidade da cana é um dos caminhos mais promissores, desde que sejam superados os gargalos que hoje limitam a sua expansão e estabilidade.

Agricultura climaticamente inteligente

As medidas propostas se alinham ao conceito de Agricultura Climaticamente Inteligente, que busca conciliar três objetivos principais: elevar de forma sustentável a produtividade agrícola, fortalecer a resiliência dos sistemas produtivos e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a bioeletricidade da cana se apresenta como uma solução que vai além do setor energético, conectando-se a uma agenda mais ampla de sustentabilidade e segurança alimentar. Ao utilizar resíduos agrícolas — como o bagaço da cana — para gerar energia, o setor contribui para a economia circular e fortalece a bioeconomia, reduzindo a dependência de fontes fósseis e otimizando o aproveitamento dos subprodutos da lavoura.

A pesquisa mostra que, embora os desafios sejam significativos, as oportunidades são ainda maiores. O Brasil, por ser um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, possui vantagens comparativas únicas para consolidar a bioeletricidade como parte central da matriz elétrica. O avanço dependerá, no entanto, de investimentos contínuos em infraestrutura, inovação tecnológica e políticas públicas integradas de longo prazo.

Para Bufon, o setor sucroenergético pode desempenhar papel decisivo não apenas no fornecimento de energia, mas também na transição para uma economia de baixo carbono. “Se conseguirmos fortalecer a resiliência da bioeletricidade, estaremos dando um passo importante para garantir a segurança energética do País e para cumprir os compromissos internacionais de mitigação climática”, conclui o pesquisador.

 

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Tecnologia

Treinamentos do Mapa para fiscalização com drones chega a 850 participantes

Por Redação 21/10/2025
Escrito por Redação

Treinamentos do Mapa para fiscalização com drones chega a 850 participantes

O treinamento em operação de drones para fiscalização no âmbito da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deve atingir até o final deste ano mais de mil alunos capacitados. Lançado em 2023 pela Divisão de Aviação Agrícola do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, com apoio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP), o curso teve continuidade em 2024 e 2025 e já capacitou cerca de 850 pessoas. Hoje o treinamento não é restrito a servidores.

Drones avançam como aliados na pulverização agrícola no Brasil

A iniciativa foi uma das finalistas do Prêmio Ceres 2025, do Mapa, que busca reconhecer projetos inovadores, eficientes e de alto impacto no Ministério, valorizando o mérito, a criatividade e o comprometimento dos agentes públicos que contribuem de forma significativa para a excelência na gestão pública.

O treinamento abriu as portas acerca do conhecimento e potencial de uso destes equipamentos. Os servidores se sentem mais confiantes para utilizar esta e novas tecnologias, como é o exemplo de softwares de georreferenciamento, que a cada dia surgem no mercado. Além disso, o conteúdo do curso foi disseminado para a sociedade, que dá feedbacks positivos sobre a qualidade e importância do conteúdo na atualidade.

Além de formar servidores qualificados no uso de drones na fiscalização, a iniciativa forma multiplicadores de conteúdo. O material está disponível para servidores de outros órgãos públicos e população em geral na Escola Nacional do Agronegócio (Enagro).

Na área da Defesa Agropecuária, o uso desta tecnologia auxilia os fiscais do ministério nas ações envolvendo fertilizantes (inspeção de plantas industriais, amostragem de fertilizantes a granel); agrotóxicos (auxílio nas buscas por agrotóxicos ilegais em grandes propriedades ou empresas); sementes e mudas (fiscalização em campos de sementes, localização de áreas de plantios e de viveiros); área animal (levantamentos de rebanhos, identificação de locais com rebanhos ou áreas com criatórios de animais, como, por exemplo, criadores de frangos); orgânicos (inspeção em propriedades, levantamento de insumos proibidos, auditoria em propriedades certificadas); aviação agrícola (inspeção em pátios de descontaminação, verificação de ação da deriva em denúncias); sanidade vegetal (utilização em levantamentos e monitoramentos de pragas dos vegetais), entre outras.

Quando foi lançado, em 2023, as primeiras aulas presenciais ocorreram em Campinas (SP) e Botucatu (SP). Na ocasião foram selecionados 102 servidores, divididos em quatro turmas diferentes. Os participantes também tiveram aulas teóricas remotas e receberam certificado emitido pela Enagro.

“É importante destacar o princípio inovador do projeto, pois no Mapa ainda não havia conhecimento voltado para o uso de drones na fiscalização”, disse o superintendente de Agricultura e Pecuária em São Paulo, Estanislau Steck. O treinamento impulsionou o uso nas áreas da defesa agropecuária e nas superintendências estaduais, tornando-se mais uma ferramenta de trabalho, apoiando atividades de fiscalização, garantindo precisão, segurança, registro e transparência. As imagens e vídeos capturados pelo drone servem como provas materiais, inclusive, para os processos administrativos de fiscalização.

 

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21/10/2025 0 Comentários
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AgritechnicaEntrevista

Agritechnica foca em tecnologia digital e inovações aplicadas ao campo

Por Redação 21/10/2025
Escrito por Redação

Agritechnica 2025 foca em tecnologia digital e inovações aplicadas ao campo

Clarisse Sousa – A próxima edição da Agritechnica, a maior feira de máquinas agrícolas do mundo, será palco de uma profunda imersão na agricultura digital e sustentável. Em entrevista ao Portal Máquinas Agrícolas, Timo Zipf, gerente de Projeto da Agritechnica, detalhou as inovações que prometem redefinir a produtividade no campo, destacando o lançamento do Digital Farm Center.

“Trata-se de um espaço dedicado com quase 200 expositores, onde os agricultores vão poder explorar as tecnologias inteligentes que estão transformando a agricultura”, afirmou Zipf. Este novo centro será o epicentro de sistemas de direção por GPS, robótica, drones e softwares de gestão, demonstrando o fluxo de dados que torna a agricultura “mais eficiente e conectada”, segundo o executivo.

Além da digitalização, a feira deve mostrar o impacto imediato de novas tecnologias práticas. Zipf ressalta que os agricultores verão o futuro da mecanização nos vencedores dos Prêmios de Inovação, que incluem desde a enfardadeira quadrada de alta capacidade da CLAAS até sistemas inteligentes de corte e pulverização.

Entre os lançamentos globais com potencial de impacto imediato, estão soluções como o distribuidor de fertilizantes autoajustável AutoSpread da Amazone, que usa radar e inteligência artificial para aplicação precisa, e o sistema de gerenciamento preditivo de transmissão da CLAAS, que melhora a eficiência de combustível em tratores.

O executivo ainda destaca o crescimento da participação brasileira na feira, com dois pavilhões nacionais e mais de 20 empresas expositoras. Para ele, o Brasil tem papel estratégico na inovação agrícola mundial, especialmente em áreas como mecanização em larga escala e agricultura tropical. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, a Agritechnica 2025 promete unir eficiência, sustentabilidade e digitalização no mesmo palco. Confira a entrevista a seguir.

Portal MIA – Quais são as principais tendências e inovações tecnológicas que os agricultores podem esperar encontrar na Agritechnica deste ano?

Timo Zipf – As tecnologias digitais são uma das principais áreas de foco da Agritechnica deste ano. Um dos destaques mais empolgantes é o lançamento do Digital Farm Center, no Pavilhão 21. É um espaço dedicado com quase 200 expositores, onde os agricultores podem explorar as tecnologias inteligentes que estão transformando a agricultura — desde sistemas de direção por GPS e automação baseada em sensores até robótica, drones e softwares de gestão agrícola. Haverá demonstrações ao vivo, palestras de especialistas e visitas guiadas mostrando como os dados fluem entre máquinas e computadores agrícolas, tornando o trabalho no campo mais eficiente e conectado.

Também observamos um forte foco em inovações práticas por meio dos Prêmios de Inovação Agritechnica. Os vencedores da medalha de ouro deste ano incluem a enfardadeira quadrada de alta capacidade da CLAAS, que aumenta a produtividade e a densidade dos fardos, e o sistema Line Traction da Müller Landmaschinen, que melhora a segurança e a tração em terrenos inclinados — ambas tecnologias que os agricultores poderão aplicar nos próximos meses. Entre os vencedores da medalha de prata, há sistemas inteligentes para corte, pulverização e monitoramento da qualidade de forragem, todos projetados para otimizar o desempenho e reduzir custos de insumos.

O prêmio Agrifuture Concept Winner destaca ideias visionárias que podem remodelar a agricultura na próxima década. Um destaque é o conceito FieldDataSync, que permite comunicação perfeita entre máquinas de diferentes fabricantes — um passo em direção a operações totalmente autônomas e de frota mista, oferecendo um vislumbre do futuro da agricultura verdadeiramente conectada.

Portal MIA – Como a feira ajuda a aproximar os agricultores das soluções mais modernas em mecanização, agricultura digital e sustentabilidade no campo?

Timo Zipf – A Agritechnica é organizada pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã), uma organização de agricultores com forte base prática. Essa proximidade com o campo garante que a exposição seja moldada de acordo com as necessidades reais de quem trabalha na agricultura — seja para melhorar a produtividade, se adaptar aos desafios climáticos ou navegar pela transformação digital.

A feira aproxima os agricultores das soluções mais modernas em mecanização, agricultura digital e sustentabilidade por meio de uma combinação de demonstrações práticas, fóruns de especialistas e áreas temáticas. No novo Digital Farm Center, por exemplo, os visitantes podem ver como essas ferramentas funcionam na prática e entender seu potencial para melhorar a eficiência e o uso de recursos.

Os DLG Spotlights abordam temas-chave como saúde do solo, eficiência energética e sistemas agrícolas do futuro, com exposições interativas e palestras especializadas.

As 231 estreias mundiais apresentam tecnologias inovadoras com relevância prática, incluindo maquinário autônomo, sistemas inteligentes de fertilização e ferramentas de manutenção preditiva — todas projetadas para tornar o trabalho agrícola mais eficiente e sustentável.

Há também um novo conceito para visitantes chamado “7 Dias, 7 Temas”. Cada dia é dedicado a um tema e público específico — como os Dias do Agronegócio (10 e 11 de novembro), voltados para grandes produtores, prestadores de serviços e revendedores. Com dias temáticos como Dia da Fazenda Digital e Dia Internacional do Agricultor, a Agritechnica garante que cada visitante encontre conteúdos relevantes para seu perfil e interesses.

Em resumo, a Agritechnica oferece uma experiência abrangente e voltada para o futuro, ajudando os agricultores a tomar decisões informadas e adotar tecnologias prontas para aplicação real.

Portal MIA – Entre os lançamentos globais, quais tecnologias você acredita que terão o impacto mais imediato na produtividade e no trabalho diário dos agricultores?

Timo Zipf – Várias tecnologias se destacam por seu impacto imediato na produtividade e no dia a dia dos agricultores. São inovações práticas, prontas para uso e projetadas para resolver desafios reais no campo. Além dos vencedores das medalhas de ouro já mencionados, um dos lançamentos mais impactantes é o AutoSpread, da Amazone — o primeiro distribuidor de fertilizantes autoajustável do mercado. Ele usa radar e inteligência artificial para monitorar e adaptar continuamente o padrão de espalhamento em tempo real, eliminando a necessidade de testes manuais. Isso garante aplicação precisa, reduz desperdícios, protege o meio ambiente e economiza tempo e dinheiro para o agricultor.

O sistema de gerenciamento preditivo de transmissão da CLAAS, para tratores com transmissões continuamente variáveis, também é destaque. Ele usa um algoritmo de aprendizado para antecipar mudanças de carga e ajustar a rotação do motor de forma proativa, melhorando a eficiência de combustível e garantindo operação mais suave em trabalhos exigentes.

O TAGS (Tractor Assisted Guidance System) da DEUTZ-FAHR introduz recursos avançados de assistência ao motorista — como manutenção de faixa, reconhecimento de objetos e controle de cruzeiro adaptativo — em tratores. Essas funções aumentam a segurança e a facilidade de uso, especialmente durante longas horas de trabalho ou manobras complexas, e pavimentam o caminho para futuras capacidades autônomas.

A LEMKEN apresenta o iQblue Fan Automation, que resolve um problema comum em semeadoras pneumáticas ajustando automaticamente a velocidade do ventilador conforme o tipo de semente e a taxa de entrega. Isso melhora a precisão da semeadura, reduz entupimentos e economiza tempo na configuração e operação.

Essas são apenas algumas das 24 tecnologias premiadas em exibição, todas projetadas para serem imediatamente úteis — economizando tempo, reduzindo insumos e melhorando a qualidade do trabalho. Elas refletem o papel da Agritechnica como plataforma de lançamento para inovações que fazem diferença real no cotidiano dos agricultores.

Portal MIA – O Brasil vem ampliando sua presença na Agritechnica. Como você vê o papel das empresas brasileiras nesse contexto global de inovação agrícola?

Timo Zipf – O papel do Brasil no contexto global da inovação agrícola é cada vez mais estratégico. Para a Agritechnica 2025, o país será representado por dois pavilhões nacionais — o do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e o da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) — que reunirão cerca de 22 empresas expositoras, ambos com apoio da Apex-Brasil.

Estão previstas também várias delegações de visitantes brasileiros, totalizando cerca de 400 profissionais, incluindo agricultores, especialistas em agronegócio e desenvolvedores de tecnologia.

O acordo Mercosul também será destaque no programa técnico da feira, ressaltando seu potencial para abrir novas portas nas relações comerciais internacionais.

Essa participação reflete o crescente interesse dos agricultores brasileiros por soluções agrícolas inovadoras e conectadas — em total alinhamento com o tema principal da feira deste ano: “Touch Smart Efficiency” (“Toque a Eficiência Inteligente”). O tema destaca tecnologias que promovem eficiência, sustentabilidade e produtividade por meio da integração digital.

As empresas brasileiras participam não apenas para acompanhar as tendências globais, mas também para trocar conhecimento e mostrar sua própria expertise — especialmente em áreas como agricultura tropical, mecanização em larga escala e agricultura digital adaptada a diferentes ambientes.

Nesse contexto, o Brasil não é apenas um participante, mas um contribuinte ativo na construção do futuro da agricultura.

Portal MIA – De que maneiras a Agritechnica também serve como espaço para troca de conhecimento, permitindo que agricultores de diferentes países aprendam uns com os outros sobre práticas e tecnologias?

Timo Zipf –  Um ponto de encontro importante é o ‘International Visitors’ Lounge, no Pavilhão 24, onde os agricultores podem se conectar informalmente e receber apoio da equipe da DLG, que ajuda a orientar conversas, fazer conexões e indicar expositores ou eventos relevantes.

A feira também abriga uma ampla variedade de eventos e fóruns especializados, incluindo o Dia Internacional do Agricultor (12 de novembro), projetado para incentivar a interação entre diferentes países. Esses dias temáticos oferecem programas personalizados, visitas guiadas e oportunidades de networking que ajudam os agricultores a se engajarem com inovações e trocarem experiências práticas.

Além disso, o programa técnico da Agritechnica proporciona oportunidades de interação direta com pesquisas recentes, estudos de caso e conselhos práticos de profissionais experientes.

Ao combinar eventos estruturados com espaços informais de networking, a Agritechnica cria um ambiente onde os agricultores podem aprender uns com os outros — e levar para o Brasil ideias e práticas relevantes para suas próprias operações.

 

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