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Safra paulista de trigo deve ultrapassar 400 mil toneladas em 2025
Mercado

Safra paulista de trigo deve ultrapassar 400 mil toneladas em 2025

Por Redação 20/10/2025
Escrito por Redação

Safra paulista de trigo deve ultrapassar 400 mil toneladas em 2025

A Câmara Setorial do Trigo do Estado de São Paulo realizou, na manhã da última quinta-feira (16), a terceira e última reunião do ano. O encontro ocorreu no Entreposto Itaberá I da Cooperativa Castrolanda, com transmissão on-line pelo canal do Sindustrigo no YouTube. O foco do evento foi a análise das perspectivas para a safra 2025, marcada por volume expressivo e qualidade superior do trigo colhido no estado.

Durante a reunião, o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Nelson Montagna, apresentou a projeção atualizada da colheita paulista.

“Com base nos dados que temos até o momento, a expectativa é de uma colheita muito próxima das 400 mil toneladas, acima das 350 mil indicadas nas estatísticas preliminares. A projeção é positiva não apenas em volume, mas também em qualidade, que está entre as melhores dos últimos anos”, detalhou, ao ressaltar o bom desempenho das áreas de sequeiro.

A mudança de cenário ao longo do ano foi atribuída às condições climáticas favoráveis. Para Montagna, o clima foi determinante para consolidar os bons resultados da atual temporada. “Nossa previsão inicial era de uma safra menor. Já havia mencionado, na última reunião da Câmara, que acreditava em uma das melhores safras dos últimos tempos, e isso está se confirmando. O clima foi excelente, o que contribuiu para uma qualidade superior em relação aos últimos anos e impactou positivamente a produtividade”, frisou.

O presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, que também marcou presença no encontro, reforçou a importância da combinação entre tecnologia e clima na performance da safra.

“Tivemos uma coincidência muito positiva: a evolução genética das cultivares coincidiu com condições climáticas extremamente favoráveis para a cultura do trigo. Como resultado, obtivemos produtividade elevada e qualidade muito acima da média nas lavouras paulistas”, explicou.

Piermartiri também destacou o papel estratégico de São Paulo na cadeia nacional do trigo: “O mais importante é destacar que São Paulo possui uma cadeia do trigo muito sólida, que envolve produção, suprimentos, moagem, transformação da farinha e produção de alimentos, com um nível de organização e profissionalização raro. Poucos lugares no mundo reúnem, de forma tão próxima, uma região de produção e de consumo como São Paulo. Isso é uma grande vantagem competitiva para o estado.”

Cenário global de recuperação e desafios internos

No cenário internacional, o mercado de trigo vive um momento de recuperação. A expectativa é de que a produção mundial atinja 816 milhões de toneladas em 2025, com destaque para o desempenho europeu. Apesar disso, o Brasil caminha em sentido oposto, com colheita menor e maior dependência de importações..

O representante da CJ Internacional, Douglas Araújo, explicou que a área plantada no país foi reduzida, o que impactou a produção nacional. “No Brasil, estamos produzindo menos trigo neste ano, principalmente porque a área semeada foi menor. Em termos de produtividade, o destaque fica para o Centro-Oeste, especialmente Minas Gerais”, contextualizou.

Embora o Rio Grande do Sul deva manter um volume expressivo de exportações, o país segue dependente do trigo importado para atender à demanda. “O Brasil é um gigante adormecido na produção de trigo. Pode produzir muito mais do que produz hoje, especialmente nas safras de inverno”, alertou Araújo, ao citar o avanço do país em inovação tecnológica, com destaque para o cultivo no Cerrado.

“Nessa região, podemos utilizar técnicas como o trigo por sobressemeadura em lavouras de milho, com semeadura a lanço (por máquina ou avião) e até sistemas de inundação. Após a colheita do milho, inicia-se rapidamente a safra do trigo, com um ciclo de aproximadamente 75 dias. O trigo pega carona na cultura anterior e pode gerar rendimentos muito elevados”, explicou.

Em São Paulo, apesar de ser referência em consumo e moagem, ainda há desequilíbrio entre produção e demanda. A necessidade regional gira em torno de 3 milhões de toneladas por ano, enquanto a moagem atinge cerca de 1,8 milhão de toneladas. A produção local é estimada em cerca de 400 mil toneladas.

Esse cenário reforça a dependência de importações e a importância da logística regional. “São Paulo tem um consumo expressivo e precisa recorrer ao mercado externo. O Porto de São Sebastião pode ser uma rota complementar importante para garantir o abastecimento do trigo no estado”, afirmou Araújo.

Origem do trigo e percepção de qualidade

Durante o encontro, também foram apresentados os resultados da pesquisa “Tracking – Origem do Trigo de Associados”, que chega ao seu terceiro ano consecutivo. O levantamento teve como objetivo mapear o volume total de trigo adquirido dentro do estado pelos associados do Sindustrigo e comparar a percepção de qualidade entre os trigos paulista e argentino.

 

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20/10/2025 0 Comentários
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Consultoria reduz projeção para a safra 2025/26 de milho do Brasil
Mercado

Safra e exportações de soja se encaminham para atingir novos recordes

Por Redação 20/10/2025
Escrito por Redação
soja - Safra e exportações de soja se encaminham para atingir novos recordes

a projeção é de produção de 178,7 milhões de toneladas no ciclo 2025/26 // Foto: Gilson Abreu AEN/PR

O final de 2025 vem com cenário de safra e exportações recordes de soja para o Brasil, segundo Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, empresa global de serviços financeiros. O último trimestre do ano será decisivo, marcado por incertezas geopolíticas, clima na América do Sul e decisões políticas que podem moldar os rumos do mercado global da soja.

Em sua análise no Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities, Ana destaca que, no Brasil, a projeção é de produção de 178,7 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, impulsionada por crescimento da área plantada para 48,3 milhões de hectares e recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, que alterna com o Paraná como segundo maior produtor nacional.

“O plantio está mais adiantado que no ano passado, com retorno das chuvas sendo monitorado de perto. Eventuais atrasos iniciais não representam necessariamente prejuízos para a soja, mas podem afetar culturas de segunda safra, como milho e algodão”, apontou.

As exportações brasileiras seguem aquecidas e devem atingir um recorde de 107 milhões de toneladas em 2025, segundo a especialista. Esse desempenho tem mantido os basis fortalecidos no país, refletindo a forte demanda externa, especialmente da China. Internamente, o mercado de biocombustíveis também contribui para a demanda, com aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, reforçando o consumo de óleo de soja.

De olho no clima

O clima é o principal fator de risco para a safra sul-americana. As condições para ocorrência do fenômeno La Niña estão presentes, com possibilidade de persistência até o início de 2026. O esfriamento das águas do Pacífico equatorial tende a provocar clima mais seco no sul do continente, afetando especialmente Argentina, Uruguai, Paraguai e regiões do Sul do Brasil.

No entanto, as previsões indicam que o La Niña deve ser de curta duração e fraca intensidade, o que pode mitigar os impactos negativos. Além disso, temperaturas mais amenas podem reduzir os efeitos da menor umidade, e outras regiões brasileiras podem registrar chuvas acima da média.

A safra do Rio Grande do Sul, que começa mais tarde, será acompanhada de perto após anos consecutivos de perdas por questões meteorológicas. O desempenho das lavouras no Sul do Brasil será crucial para confirmar ou não o recorde de produção nacional. Caso o clima colabore, o Brasil deverá consolidar sua posição como maior produtor e exportador mundial de soja, influenciando diretamente o balanço global de oferta e demanda.

Safra de soja nos países vizinhos

Na América do Sul, o Paraguai projeta recuperação da produtividade, com produção total — incluindo safra principal e safrinha — superando 10 milhões de toneladas. A Argentina, por sua vez, deve reduzir a área de soja no ciclo 2025/26, com o milho ganhando espaço após condições climáticas mais favoráveis no início do ciclo do cereal. O plantio da soja argentina começa na segunda quinzena de outubro, e o resultado dependerá das chuvas nos próximos meses.

Apesar do crescimento contínuo da demanda, não há atualmente nenhum país puxando o consumo global com a mesma força que a China fez nas décadas anteriores. Os biocombustíveis representam um segmento em expansão, mas dependem fortemente de políticas públicas, que podem ser alteradas por fatores como inflação, mudanças de governo e alinhamento político. Por ora, os EUA devem ampliar os mandatos de diesel renovável, e o Brasil deve continuar elevando a mistura obrigatória de biodiesel.

Estados Unidos e o novo “xadrez” geopolítico

Nos Estados Unidos, a colheita da safra 2025/26 avança com produtividade recorde, embora a produção total tenha sido limitada pela redução da área plantada, redirecionada em parte para o milho. O consumo interno segue firme, sustentando o equilíbrio entre oferta e demanda, enquanto o esmagamento da soja se mantém aquecido, graças às boas margens e à demanda por farelo e óleo. As perspectivas para o uso do óleo de soja em biocombustíveis são positivas, mas ainda dependem de definições políticas.

No mercado externo, as exportações americanas enfrentam dificuldades com a ausência da China, que tem priorizado a soja brasileira e ampliado compras na Argentina, Paraguai e Uruguai. A relação comercial entre os dois países continua tensa, e o mercado aguarda com cautela um encontro entre seus líderes previsto para outubro.

 

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20/10/2025 0 Comentários
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Apex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações
Mercado

Brasil anuncia abertura de quatro novos mercados para o agronegócio

Por Redação 17/10/2025
Escrito por Redação

Brasil anuncia abertura de quatro novos mercados para o agronegócio

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com quatro países, que resultaram em nove novas aberturas de mercado para o agronegócio brasileiro.

Nos Estados Unidos, as autoridades locais aprovaram as exportações brasileiras de alimentos para cães com origem vegetal. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 9 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos.

No Irã, as autoridades locais autorizaram o Brasil a exportar sementes de abobrinha e sementes de melancia. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações agrícolas do Brasil para o Irã superaram US$ 1,8 bilhão, com destaque para milho, produtos do complexo soja e do complexo sucroalcooleiro.

Em Santa Lúcia, as autoridades locais aprovaram as exportações brasileiras de carne de aves e seus produtos, carne suína e seus produtos, bem como carne bovina e seus produtos. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 216 milhões em produtos agropecuários para a Comunidade do Caribe (CARICOM), de que Santa Lúcia faz parte.

No Uruguai, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de mudas de eucalipto, mudas de oliveira e plantas ora-pro-nóbis. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou mais de US$ 719 milhões em produtos agropecuários para o Uruguai, com destaque para proteína animal, produtos florestais, mate, fibras e produtos têxteis.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 453 novas aberturas de mercado desde o início de 2023.

 

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17/10/2025 0 Comentários
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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

Colheita de trigo no RS atinge 2% da área projetada, aponta Emater

Por Redação 17/10/2025
Escrito por Redação

Colheita de trigo no RS atinge 2% da área projetada, aponta Emater

A colheita de trigo no Rio Grande do Sul alcançou 2% da área cultivada, mostra o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (16). Das lavouras que ainda restam em campo, 30% se apresentam em fase de maturação; 50% em enchimento de grãos; 15% em floração; e 3% em desenvolvimento vegetativo.

As condições climáticas observadas na última semana – redução das chuvas, temperaturas amenas e boa luminosidade – favoreceram o desenvolvimento e a sanidade das lavouras.

Apesar de alguns danos pontuais causados por ventos fortes no Centro-Oeste do Estado, o cenário é considerado positivo. A giberela (Fusarium graminearum) ainda exige atenção, especialmente em regiões de maior altitude.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a área cultivada totalizou 1.141.224 hectares, redução de 14,26% em relação à safra anterior. No entanto, a produtividade média esperada é de 3.261 kg/ha, aumento de17,26% sobre o ciclo passado. Com isso, a produção deve atingir 3,72 milhões de toneladas, superando levemente o volume colhido em 2024.

Fonte: Datagro

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Mercado

Moagem de cana mantém retração de 3% no acumulado da safra 2025/26

Por Redação 16/10/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana mantém retração de 3% no acumulado da safra 2025/26

Na segunda quinzena de setembro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 40,85 milhões de toneladas ante a 38,84 milhões da safra 2024/2025. No acumulado desde o início da safra 2025/2026 até primeiro de outubro, a moagem atingiu 490,93 milhões de toneladas e continua apresentando retração de 2,99% na comparação com as 506,04 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) nesta quinta-feira (16).

No final de setembro, 259 unidades produtoras estavam operando na região Centro-Sul, sendo 238 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e onze usinas flex. Durante o mês, quatro unidades encerraram a moagem de cana-de-açúcar, sendo três durante a segunda metade do mês.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de setembro totalizou 3,14 milhões de toneladas. No acumulado desde o início da safra até 1º de outubro, a fabricação do adoçante totalizou 33,52 milhões de toneladas, contra 33,24 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Segundo o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, “pela terceira quinzena consecutiva o mix de produção voltado para o açúcar apresentou recuo. Nos últimos quinze dias de setembro, o indicador atingiu 51,2% ante 53,5% registrado na quinzena anterior.”

Quando observado o mix de produção apenas das anexas (plantas com capacidade de produzir açúcar e etanol), a queda atingiu 2,5 pontos percentuais em São Paulo e chegou a 3,5 pontos percentuais nos estados do Centro-Oeste. “Essa tendência de retração mais intensa nos estados do Centro-Oeste reflete a menor atratividade relativa do adoçante naquela região e o maior estímulo para a produção de etanol nesses estados”, explicou Rodrigues.

Na segunda quinzena de setembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,21 bilhões de litros, sendo 1,36 bilhão de litros de etanol hidratado (-6,33%) e 851,78 milhões de litros de etanol anidro (+7,34%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 23,02 bilhões de litros (-8,80%), sendo 14,38 bilhões de etanol hidratado (-10,93%) e 8,64 bilhões de anidro (-5,02%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de setembro, 16,70% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 369,61 milhões de litros neste ano, contra 334,45 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 10,51%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 4,48 bilhões de litros – avanço de 18,38% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de setembro, as vendas de etanol totalizaram 3,09 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,21 bilhão de litros – avanço de 16,45% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,88 bilhão de litros – recuo de 2,12%.

No mercado doméstico, o volume de etanol anidro vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,18 bilhão de litros, o que representa um aumento de 15,34% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol hidratado, por sua vez, atingiu a marca de 1,75 bilhão de litros, avanço de 0,45%.

No acumulado desde o início da safra até 1º de outubro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 17,51 bilhões de litros, registrando retração de 2,03%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 10,98 bilhões de litros (-5,50%), enquanto o de anidro alcançou 6,53 bilhões de litros (+4,40%).

 

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Mercado

Após dois meses de tarifaço, setor de frutas mostra fôlego e capacidade de adaptação

Por Redação 16/10/2025
Escrito por Redação

Após dois meses de tarifaço, setor de frutas mostra fôlego e capacidade de adaptação

Dois meses após o início do tarifaço norte-americano, o agronegócio exportador de frutas mostrou fôlego e capacidade de adaptação. Mesmo com sobretaxas de até 50%, as exportações brasileiras de manga, uva e suco de laranja mantiveram ritmo firme, embora com margens menores. Segundo a equipe de pesquisadores da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o saldo é de resiliência no volume, porém de rentabilidade pressionada e novos desafios à frente.

Na matéria de capa deste mês, a revista Hortifruti Brasil indica que a manga foi o destaque positivo. Favorecida pela saída antecipada da safra mexicana e pela qualidade da fruta, o Brasil ampliou embarques aos Estados Unidos e à Europa. Grandes exportadoras, como a Special Fruit, mantiveram contratos e parcerias estratégicas, garantindo estabilidade e reforçando o protagonismo do Vale do São Francisco no fornecimento global.

Uva

Já a uva enfrentou um dos momentos mais difíceis da década, indicam pesquisadores da equipe de Hortifrúti do Cepea. O mercado norte-americano – destino das variedades candies – praticamente se fechou, e o setor reagiu redirecionando volumes para a Europa, Argentina e mercado interno. O esforço evitou queda significativa de preços, mas não compensou as perdas. As exportadoras agora focam em 2026, com diversificação e estímulo ao consumo doméstico.

Suco de laranja

Quanto ao suco de laranja, o cenário foi inverso: a isenção da sobretaxa de 40% manteve os embarques aos Estados Unidos, enquanto os derivados – óleos e farelo – seguem penalizados pela alíquota de 50%. A equipe do Cepea relata que o contraste reforça a importância de acordos bilaterais que garantam competitividade.

Entre resiliência e prudência, o setor exportador entra em nova fase: menos euforia, mais estratégia. O futuro dependerá da inovação e da conquista de mercados em um ambiente de margens estreitas.

 

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Tecnologia

Robô usa luz para diagnóstico precoce de doença em algodão e soja

Por Redação 15/10/2025
Escrito por Redação

 

soja - Robô usa luz para diagnóstico precoce de doença em algodão e soja

O robô é um protótipo, mas já registra resultados promissores no diagnóstico de infecção por nematoides em experimentos realizados em casa de vegetação // Foto: Wilson Aiello

Um sistema robótico autônomo, que opera à noite, batizado de LumiBot, é capaz de gerar dados que permitem a construção de modelos para fazer o diagnóstico precoce de nematoides em plantas de algodão e soja antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Desenvolvido pela Embrapa Instrumentação (SP) em parceria com a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro), de Mato Grosso, o LumiBot emite luz ultravioleta-visível sobre as plantas e analisa a fluorescência capturada nas imagens das folhas, com câmeras científicas.

A cotonicultura e a sojicultura têm enorme relevância econômica para o País, com previsão de recorde de safra no período 2025/26, com 4,09 milhões de toneladas de pluma e 177,67 milhões de toneladas de grãos de soja, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, as duas culturas enfrentam a ameaça do parasita microscópico de 0,3 a 3 milímetros de comprimento.

Taxas de acerto acima de 80%

O robô é um protótipo, mas já registra resultados promissores no diagnóstico de infecção por nematoides em experimentos realizados em casa de vegetação, com cerca de sete mil imagens coletadas em três anos de pesquisa.

“Conseguimos gerar dados e modelos com taxas de acerto acima de 80%, além de diferenciar as doenças do estresse hídrico”, conta a pesquisadora Débora Milori, coordenadora do estudo e do Laboratório Nacional de Agrofotônica (Lanaf).

A próxima etapa do estudo será o desenvolvimento de um equipamento para operação em campo, como, por exemplo, adaptar o aparato óptico em um veículo agrícola do tipo pulverizador gafanhoto ou veículo rover.

Menos químicos na lavoura

De acordo com a pesquisadora, o método convencional de controle de nematoides baseia-se na aplicação de nenematicidas aplicados no solo ou nas sementes, antes do plantio. Esses produtos agem reduzindo a população de nematoides próximos às raízes. Entretanto, essa aplicação tem custo elevado, pode causar impacto ambiental e a eficácia é variável dependendo das condições do solo. Outras estratégias de controle são através do controle biológico, rotação de culturas e o desenvolvimento de cultivares resistentes.

“Uma alternativa mais eficiente e econômica seria o monitoramento da área plantada, com a aplicação de estratégias de controle apenas nas regiões efetivamente infestadas. No entanto, ainda não existem equipamentos comerciais capazes de detectar precocemente a presença da doença nas plantas. Nesse contexto, o uso de técnicas fotônicas surge como uma solução promissora”, declara a coordenadora do estudo.

Para o consultor Comdeagro, Sérgio Dutra, o diagnóstico precoce de doenças é fundamental para que os agricultores possam agir rapidamente e de forma localizada. “Com isso, evita-se o uso excessivo de defensivos químicos e a redução do impacto ambiental, um avanço importante para a agricultura de precisão no Brasil. É possível ainda melhorar a qualidade da fibra e garantir maior rentabilidade para o produtor”, garante o especialista.

Como funciona a tecnologia para detecção de doenças

O LumiBot leva embarcado a técnica fotônica de Imagem de Fluorescência Induzida por LED (diodo emissor de luz). A LIFI, na sigla em inglês, é uma técnica não destrutiva que permite uma aquisição rápida de dados de processos fisiológicos da planta por meio de uma imagem. “A imagem obtida resulta da excitação das folhas com luz ultravioleta-visível, que induz compostos moleculares, como a clorofila e alguns metabólitos secundários, a emitirem luz por meio do processo de fluorescência”, explica Milori.

O robô coleta os dados, que são processados por algoritmos treinados para reconhecer padrões em imagens, a partir dos quais são construídos modelos associados a doenças específicas.

A captura das imagens, realizada em apenas sete segundos e de forma simultânea à iluminação, ocorre em ambiente escuro para evitar a atividade fotossintética da planta e eliminar interferências de outras fontes de luz no sinal de fluorescência registrado pelas câmeras.

O robô se desloca por meio de trilhos presos no piso entre as fileiras dos pés de algodão, avaliando as folhas com um feixe de luz de alta intensidade. De acordo com Débora Milori, a técnica indica diferentes tipos de estresse bióticos (fungos, bactérias e vírus) ou abióticos, como deficiências nutricionais e falta de água, por exemplo.

“As imagens captadas pela câmera em cada posição da amostra são gravadas em um dispositivo externo (SSD) portátil, onde ficam armazenadas e disponíveis para análise. Cada amostra recebe uma identificação única”, explica o pós-doutorando Tiago Santiago.

Ele é responsável pela análise de dados, das imagens e pelo treinamento de modelos de aprendizado de máquina. A equipe é composta por estudantes de diferentes áreas do conhecimento e por atuações distintas dentro do projeto.

Engenheira agrônoma de formação, Bianca Barreto iniciou as pesquisas e os experimentos durante o seu pós-doutorado, supervisionado por Débora Milori.

Vinícius Rufino é graduando em engenharia física e atua na instrumentação e análise de dados; Julieth Onofre, doutora em Física, cuida da área da instrumentação óptica; Gabriel Lupetti, graduando em biotecnologia, é responsável pelo acompanhamento do desenvolvimento dos nematoides, a inoculação e processamento das espécies vegetais; Kaique Pereira, biólogo, é responsável pela manutenção das plantas, a inoculação e contagem de nematoides.

Robô usa luz para diagnóstico precoce de doença em algodão e soja

Como funciona a tecnologia para detecção de doenças

O LumiBot leva embarcado a técnica fotônica de Imagem de Fluorescência Induzida por LED (diodo emissor de luz). A LIFI, na sigla em inglês, é uma técnica não destrutiva que permite uma aquisição rápida de dados de processos fisiológicos da planta por meio de uma imagem. “A imagem obtida resulta da excitação das folhas com luz ultravioleta-visível, que induz compostos moleculares, como a clorofila e alguns metabólitos secundários, a emitirem luz por meio do processo de fluorescência”, explica Milori.

O robô coleta os dados, que são processados por algoritmos treinados para reconhecer padrões em imagens, a partir dos quais são construídos modelos associados a doenças específicas.

A captura das imagens, realizada em apenas sete segundos e de forma simultânea à iluminação, ocorre em ambiente escuro para evitar a atividade fotossintética da planta e eliminar interferências de outras fontes de luz no sinal de fluorescência registrado pelas câmeras.

O robô se desloca por meio de trilhos presos no piso entre as fileiras dos pés de algodão, avaliando as folhas com um feixe de luz de alta intensidade. De acordo com Débora Milori, a técnica indica diferentes tipos de estresse bióticos (fungos, bactérias e vírus) ou abióticos, como deficiências nutricionais e falta de água, por exemplo.

“As imagens captadas pela câmera em cada posição da amostra são gravadas em um dispositivo externo (SSD) portátil, onde ficam armazenadas e disponíveis para análise. Cada amostra recebe uma identificação única”, explica o pós-doutorando Tiago Santiago.

Ele é responsável pela análise de dados, das imagens e pelo treinamento de modelos de aprendizado de máquina. A equipe é composta por estudantes de diferentes áreas do conhecimento e por atuações distintas dentro do projeto.

Engenheira agrônoma de formação, Bianca Barreto iniciou as pesquisas e os experimentos durante o seu pós-doutorado, supervisionado por Débora Milori.

Vinícius Rufino é graduando em engenharia física e atua na instrumentação e análise de dados, Julieth Onofre, doutora em Física, cuida da área da instrumentação óptica, Gabriel Lupetti, graduando em biotecnologia e responsável pelo acompanhamento do desenvolvimento dos nematoides, a inoculação e processamento das espécies vegetais, Kaique Pereira, biólogo responsável pela manutenção das plantas, a inoculação e contagem de nematoides.

Prova de conceito

O LumiBot tem o suporte da Embrapii Itech-Agro (Integração de Tecnologias Habilitadoras no Agronegócio) da Embrapa Instrumentação, que busca desenvolver o protótipo do equipamento para minimizar custos e alavancar a cadeia produtiva da soja e do algodão. A Embrapii é uma organização social que conecta empresas e instituições de pesquisa para desenvolver inovações, como o LumiBot.

O projeto envolveu o desenvolvimento de uma prova de conceito para diagnóstico precoce de doenças com técnicas fotônicas em sistemas produtivos de algodão, em parceria com a Comdeagro.

O projeto físico e de automação foi desenhado em parceria entre a Embrapa Instrumentação e a empresa Equitron Automação, de São Carlos (SP), sob medida para o funcionamento na casa de vegetação.

A fotônica é um ramo da física que estuda aplicações da luz, sua geração, manipulação e detecção. As técnicas são largamente aplicadas em várias áreas por sua sensibilidade, precisão e alto potencial de portabilidade.

15/10/2025 0 Comentários
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Mercado

Agro paulista registra superávit de US$ 16,8 bilhões nas exportações

Por Redação 15/10/2025
Escrito por Redação

 Agro paulista registra superávit de US$ 16,8 bilhões nas exportações

Nos nove primeiros meses de 2025, o agro paulista manteve um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 16,81 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$21,15 bilhões e de importações que totalizaram US$ 4,34 bilhões.

A análise elaborada pela Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, mostra que a participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado de janeiro a setembro foi de 2025 foi de 40,3%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,6% do total no estado.

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 29,9% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$6,32 bilhões. O açúcar representou 92,1% e o álcool etílico – etanol, 7,9%. O setor de carnes veio logo em seguida com 14,9% das vendas externas do setor, totalizando US$3,15 bilhões, com a carne bovina respondendo por 84,9%.

Produtos florestais representaram 10,5% do volume exportado, com US$2,21 bilhões, com 54,5% de celulose e 36,4% de papel, sucos responderam por 10,2% de participação, somando US$2,15 bilhões, dos quais 97,7% são referentes ao suco de laranja, e complexo soja fechou os cinco primeiros grupos com participação de 9,9% do total exportado, registrando US$2,10 bilhões, 80,8% referentes à soja em grãos e 14,0% de farelo. Esses cinco grupos representaram 75,4% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,4% de participação na pauta de exportações, somando US$1,35 bilhão.

Vale destacar que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+43,4%), carnes (+26,3%), sucos (+4,6%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-33,6%), produtos florestais (-5,6%) e complexo soja (-0,8%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

A China segue sendo o principal destino com 24,2% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais, a União Europeia vem em seguida com 14,4% de participação, e os Estados Unidos somam 12,7% de participação, comprando sucos, carnes, demais produtos de origem animal, florestais, café, sucroalcooleiro e demais produtos de origem vegetal.

Os embarques do agro paulista para os Estados Unidos no acumulado de janeiro a setembro de 2025, registraram US$2,69 bilhões, crescimento de 13% em relação a igual período de 2024. Esse aumento se deu nos primeiros sete meses de 2025, antes do tarifaço de 50%, iniciado em 06 de agosto pelo governo americano. Já nos meses de agosto e setembro de 2025, as exportações do agro paulista caíram 14,2% e 32,7%, respectivamente, na comparação mensal com os mesmos meses de 2024.

O grupo de sucos que ficou fora do tarifaço, é o principal grupo na pauta das exportações para os Estados Unidos com 34% de participação. Já os grupos de carnes (15%), café (8,5%) e de produtos florestais (9,4%), foram afetados pelo tarifaço de 50%, e registraram queda em set/25 na comparação com set/24.

As exportações dirigidas aos Estados Unidos tiveram outros destinos, é o que aponta o diretor da Apta, Dr. Carlos Nabil Ghobril. “O volume foi reduzido menos do que o esperado inicialmente, mas acabou sendo redirecionado para outros países: China, México e Argentina”, diz.

Participação no agro nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 16,7% das exportações do setor no Brasil, ocupando a 2ª posição no ranking, logo atrás do estado de Mato Grosso (17,4%). Na sequência aparece Minas Gerais (11,5%).

 

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15/10/2025 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Safra 2025/26 deve atingir 354,7 milhões de toneladas de grãos

Por Redação 14/10/2025
Escrito por Redação

Conab projeta novo recorde na produção de grãos para a safra 2025/2026

O primeiro levantamento para a safra de grãos 2025/26 indica mais um ciclo de crescimento na agricultura brasileira. De acordo com a pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a primeira estimativa indica uma produção total de 354,7 milhões de toneladas de grãos para a nova safra, volume 0,8% superior ao obtido em 2024/25, e um crescimento na área a ser semeada de 3,3% em relação ao ciclo anterior, sendo estimada em 84,4 milhões de hectares na temporada 2025/26. Os dados estão no 1º Levantamento de safra do novo ano agrícola, divulgado nesta terça-feira (14) pela estatal.

Neste novo ciclo, há uma expectativa de crescimento de 3,6% na área semeada para soja se comparada com 2024/25, estimada em 49,1 milhões de hectares. Com isso, a Conab estima uma colheita de 177,6 milhões de toneladas na safra 2025/26 frente à colheita de 171,5 milhões de toneladas da temporada anterior. As precipitações ocorridas em setembro nos estados do Centro-Sul do país permitiram o início do plantio com 11,1% da área já semeada, índice ligeiramente superior ao ocorrido até o mesmo momento do ciclo passado, Nos maiores estados produtores de soja do país, Mato Grosso e Paraná, nos primeiros 10 dias de outubro, registravam 18,9% e 31%, respectivamente, da área semeada.

Assim como a soja, é esperada uma maior área plantada para o milho em 2025/26, podendo chegar a 22,7 milhões de hectares, com uma expectativa de produção de 138,6 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão. Apenas na primeira safra do cereal, a Companhia prevê um incremento na área semeada em torno de 6,1%, com estimativa de colher 25,6 milhões de toneladas, crescimento de 2,8% em relação à safra passada.

No Rio Grande do Sul, onde a semeadura tem início a partir do final de agosto, em 11 de outubro, já havia 83% da área semeada, 84% no Paraná e 72% em Santa Catarina. Já no Centro-Oeste e nos demais estados, o plantio ainda não foi iniciado.

Já para o arroz, a primeira estimativa para o ciclo 2025/26 indica uma redução de 5,6% na área a ser semeada, projetada em 1,66 milhão de hectares, sendo que na área irrigada a queda está prevista em 3,7% e na de sequeiro a diminuição pode chegar a 12,5%. Com a menor área destinada à cultura, a produção de arroz pode chegar a 11,5 milhões de toneladas. Na região Sul, principal produtora do grão, os produtores intensificam os trabalhos de preparo do solo e do plantio.

No caso do feijão, por ser uma cultura de ciclo curto, a tendência é que a safra 2025/26 mantenha-se próxima da estabilidade. Somada as três safras da leguminosa, a produção está estimada em 3 milhões de toneladas. A área da primeira safra do grão deverá ter redução de 7,5% em comparação com o primeiro ciclo da temporada 2024/25, totalizando uma previsão de plantio em 840,4 mil hectares.

A semeadura foi iniciada na região Sudeste do país, com 100% da área semeada em São Paulo, e em andamento nos demais estados da região. Na Bahia, terceiro maior produtor da leguminosa, e nos demais estados, o plantio ainda não foi iniciado.

Culturas de inverno

Com cerca de 40% das lavouras de trigo colhidas, a previsão aponta para uma produção em 2025 de 7,7 milhões de toneladas, 2,4% abaixo da safra 2024. Principal produto dentre as culturas de inverno, a redução prevista para a colheita decorre, principalmente, da retração de 19,9% na área cultivada, motivada por condições menos favoráveis ao cultivo no momento de decisão da implantação da atual safra.

Mercado

As primeiras projeções da Conab para a safra 2025/26 apontam um incremento nas exportações de milho. Enquanto os embarques do grão do ciclo 2024/25 estão estimados em 40 milhões de toneladas, para a nova temporada a Conab prevê uma comercialização de 46,5 milhões de toneladas. Também é esperado um incremento no consumo interno, que passa de 90,5 milhões para 94,5 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela maior demanda de milho para produção de etanol. Ainda assim, a estimativa é que os estoques de passagem ao final da safra 2025/26 permaneçam próximos da estabilidade.

Para a soja, a previsão de redução nas exportações dos Estados Unidos e o aumento da procura global, aliados à expansão da produção brasileira, permitem prever um crescimento nas exportações brasileiras. Assim, o país deve manter-se, mais uma vez, como o maior exportador mundial da oleaginosa, podendo ultrapassar as 112,11 milhões de toneladas exportadas. Além disso, a previsão de aumento na mistura de biodiesel ao diesel e a crescente procura por proteína vegetal indicam que o volume de esmagamento de soja poderá atingir 59,56 milhões de toneladas em 2026.

No caso do arroz, mesmo com a redução na área semeada, há expectativa de manutenção de boa oferta do grão no mercado interno. Diante deste cenário, o país deverá ampliar o volume exportado do grão, alcançando 2,1 milhões de toneladas na safra 2025/26 frente a uma estimativa de embarque de 1,6 milhão de toneladas na safra 2024/25.

Já as importações e o consumo no mercado doméstico deverão permanecer estáveis, em torno de 1,4 milhão de toneladas e 11 milhões de toneladas respectivamente. Com isso, para a safra 2025/26, a expectativa é de leve redução de 11,4% nos estoques de passagem, estimados em 1,82 milhão de toneladas em fevereiro de 2027, embora ainda em patamar elevado.

 

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14/10/2025 0 Comentários
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Mercado

Produtividade da cana é 6,5% inferior à da safra passada, aponta CTC

Por Redação 14/10/2025
Escrito por Redação

Produtividade da cana é 6,5% inferior à da safra passada, aponta CTC

Dados da Plataforma de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), registram uma queda de 6,5% na produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul nesta safra em relação à safra anterior.

No acumulado desta safra (abril a setembro), a média alcançou 77,7 toneladas por hectare, 5,5 toneladas por hectare a menos que as 83,2 t/ha da safra passada.

A produtividade média em setembro foi similar à registrada no mesmo mês da safra anterior (71,9 t/ha contra 70,4 t/ha).

A qualidade da cana (ATR) apresentou retração de 0,8%, de 154 kg/tonelada (setembro de 2024) para 152,7 kg/tonelada (setembro deste ano).

Já o ATR acumulado está em 134 kg ATR/t, contra 136,8 kg ATR/t no ciclo anterior.

 

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