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Reportagem especialTecnologia

Drones avançam como aliados na pulverização agrícola no Brasil

Por Redação 13/10/2025
Escrito por Redação
Drones avançam como aliados na pulverização agrícola no Brasil

Drones pulverizadores atuam especialmente em terrenos acidentados, encostas ou regiões inundadas // Foto: Jacto/Divulgação

Clarisse Sousa e Gabriel Antunes – Os drones conquistaram de vez o campo e estão revolucionando as práticas de pulverização de defensivos. Nos últimos anos, o uso crescente desses equipamentos tem otimizado a aplicação de insumos e contribuído para reduzir, em certa medida, o impacto ambiental dessa atividade. A adoção da tecnologia marca, assim, uma verdadeira virada histórica na agricultura.

Para se ter uma ideia, desde que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 298, de 22 de setembro de 2021 – que estabelece as regras para a operação de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins –, o mercado de drones agrícolas, usados principalmente para pulverização aérea, deu um salto significativo. Até 2021, estimava-se a venda de cerca de 3 mil equipamentos; hoje, calcula-se que existam aproximadamente 35 mil unidades em operação no país.

Esses dados foram apresentados pelo pesquisador Eugênio Schroder, durante um evento voltado para prestadores de serviços de drones agrícolas em São Paulo. Na ocasião, o Mapa anunciou que um novo decreto e uma nova portaria devem ser publicados em breve. “Os drones evoluíram e a legislação precisa acompanhar”, afirmou Uéllen Colatto, auditora fiscal federal agropecuária e chefe da Divisão de Aviação Agrícola do ministério.

Para o pesquisador da Embrapa Instrumentação (SP), Lucio Jorge – que estuda o uso de drones na agricultura –, a adoção da tecnologia trouxe, de fato, ganhos ambientais e operacionais. “A parte da pulverização veio como um grande boom na evolução, uma grande virada na agricultura, que foi poder ter unidades de pulverização por drone”, afirma.

“Os drones vieram para minimizar bastante o problema de contaminação, de uso, a própria gestão de resíduos – que podem acontecer a partir de derivas e tudo mais. A economia de água é fundamental, porque o drone tem uma otimização com os bicos, principalmente com os bicos rotativos, que é o tipo de gota que ele gera. Ele é bastante eficiente e chega no baixeiro da planta realmente com efetividade”, explica.

Inicialmente, os drones tinham capacidade limitada, com tanques de 10 a 20 litros, sendo usados principalmente em áreas de difícil acesso, como plantações em encostas. “No primeiro momento ele entrou mais nessas áreas, nas áreas de catação, onde precisava ser feito um ajuste na pulverização, então ele era complementar aos pulverizadores já usados na lavoura”, lembra Lucio Jorge.

Esse cenário mudou com o avanço da tecnologia e a pressão dos grandes produtores, que passaram a demandar aeronaves mais robustas. “Agora, estamos entrando numa outra fase, numa outra era: a era dos grandes pulverizadores. Houve uma demanda muito grande, produtores de algodão, de grandes áreas, solicitando aos fabricantes a possibilidade de ampliar ou de aumentar a capacidade de carga útil”, explica Lucio Jorge. Hoje, vale destacar, já existem equipamentos industriais e modelos de grande porte, alguns até movidos a combustível.

Outro avanço significativo, na avaliação do pesquisador da Embrapa, é a integração entre drones de pulverização e tecnologias de mapeamento. A primeira fase da tecnologia esteve voltada para a obtenção de imagens com drones pequenos, que identificavam manchas e zonas de manejo diferenciado. “O grande salto nos últimos dois anos foi unir exatamente esses drones, essas capacidades de mapeamento com o drone de pulverização.”

Atualmente, já existem drones equipados com câmeras inteligentes capazes de mapear e pulverizar em tempo real. “O mapeamento hoje, feito por drones de altíssima qualidade com câmeras multiespectrais, permite detectar não apenas manchas visíveis, mas também alterações sutis nas culturas. Ao analisar o infravermelho, por exemplo, é possível fazer detecções precoces de problemas.”

Este é o caso, por exemplo, dos drones comercializados pela Xmobots, equipados com câmeras multiespectrais e sensores capazes de captar informações além do espectro visível. Essas imagens registram, em diferentes níveis de radiação, diversos dados da vegetação.

Drones avançam como aliados na pulverização agrícola no BrasilRafael Fernandes, diretor de vendas Agro da Xmobots, explica que essas imagens são tratadas e transformadas em mapas, permitindo a identificação de padrões invisíveis a olho nu, como estresse hídrico, falhas de plantio, pragas e doenças. “As aeronaves têm capacidade de gerar até 1.000 hectares por dia, com precisão decimétrica e resolução suficiente para analisar planta por planta. Ou seja, trata-se de um monitoramento de alta precisão e em larga escala, com diagnósticos rápidos para tomadas de decisão assertivas.”

Existem diversos padrões de mapas multiespectrais que podem ser utilizados na agricultura de precisão. “Esses mapas são gerados por cálculos matemáticos que cruzam o retorno espectral da planta, permitindo a criação de novos índices a qualquer momento”, explica Moisés Pedrici, gerente de Novos Negócios da Xmobots. Ele destaca:

  • Índices de vegetação – mostram a saúde da planta e ajudam a detectar estresse hídrico ou doenças;
  • Mapas de biomassa e vigor – identificam áreas com crescimento desigual e auxiliam em cálculos de volume;
  • Mapas de cobertura – indicam falhas de plantio ou desuniformidades;
  • Mapas de pulverização – confirmam a homogeneidade da aplicação; e
  • Mapas de infestação – identificam regiões com presença de plantas invasoras.

O histórico de mapas e relatórios permite ao produtor identificar padrões recorrentes de estresse, pragas e falhas de cobertura ao longo das safras. Com essas informações, é possível planejar aplicações mais assertivas, ajustando dosagem e frequência de insumos apenas onde necessário.

“A tendência é que a aplicação localizada se torne cada vez mais comum, reduzindo custos operacionais e promovendo maior sustentabilidade no manejo da lavoura. O uso de mapas, relatórios e conhecimento agronômico garante tomadas de decisão voltadas à melhoria contínua e à sustentabilidade no campo”, ressalta Rafael Fernandes.

Ganhos ambientais

Além de mais eficiência, o impacto ambiental também é reduzido. Segundo Lucio Jorge, por voarem mais baixo e utilizarem sistemas de direcionamento de gotas e fluxo de ar, os drones diminuem o risco de deriva, comum na pulverização aérea com aviões.

“A gente percebe que o impacto ambiental é reduzido. Além disso, no caso do operador, ele tinha mais manuseio do produto no pulverizador convencional. Com o drone, esse contato é muito mais controlado”, reforça o pesquisador da Embrapa.

A economia de água é um ganho importante, de acordo com Moisés Pedrici, da Xmobots. “Os drones aplicam de 8 a 15 L/ha, contra 30 a 50 L/ha dos maquinários terrestres tradicionais, representando até seis vezes menos consumo de água”, diz.

Além da água, há uma redução de até 70% no consumo de defensivos, “quando se compara a aplicação em área total com a localizada. Em aplicações totais, a economia de insumos está relacionada à melhoria da qualidade da pulverização e à penetração das gotas em todos os terços da planta”, explica.

No estudo “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, os engenheiros-agrônomos Rafael Moreira Soares e Eugênio Passos Schröder, pesquisadores da Embrapa Soja, dizem que “o uso de drones agrícolas para pulverização é um exemplo de tecnologia rapidamente incorporada no país, apresentando benefícios que justificam seu crescimento, mas que ainda carece de muitas informações técnicas para ser corretamente utilizada nas diversas situações da agricultura brasileira, inclusive na cultura da soja”.

No estudo, os pesquisadores abordam diversos aspectos que envolvem a pulverização com drones agrícolas, entre eles, questões relacionadas à regulação e ao uso da tecnologia por agricultores e descrevem exemplos práticos de sua aplicação em diversas culturas.

Segundo Soares e Schröder, os modelos mais comuns são os multirrotores e os de asa fixa, com motorização elétrica por baterias. “Eles são classificados de acordo com o seu peso e altura máxima de voo permitida, possuindo inúmeros tipos de hardware, software, câmeras e sensores, que permitem a execução de diversos processos, como mapeamento georreferenciado, monitoramento, produção de imagens e, no caso dos drones agrícolas, a aplicação de produtos líquidos e sólidos de forma automatizada”, descrevem.

Os pesquisadores também elencam algumas vantagens no uso de drones na pulverização, que, segundo eles, “dispensam comprovação por pesquisas”. Entre essas vantagens, destacam:

  • Remoção do aplicador da área a ser pulverizada, diminuindo riscos à saúde;
  • Independência das condições de tráfego do solo;
  • Ausência de compactação do solo;
  • Baixo consumo de água;
  • Rastreabilidade (registro de dados e do mapa de aplicação) e
  • Não causa amassamento da cultura.

Para os pesquisadores, independentemente da tecnologia de aplicação utilizada, “é importante usar os diversos ajustes e tecnologias disponíveis para garantir a qualidade adequada da pulverização, tais como: análise do espectro de gotas e da sobreposição de faixas, escolha da ponta de pulverização, adição de óleos adjuvantes, adição dos produtos na ordem adequada para formação da calda, taxa de aplicação, altura e velocidade de voo adequadas, horário de aplicação de acordo com as condições climáticas mais favoráveis, entre outros aspectos”.

Regulamentação no uso de drones agrícolas

A legislação também tem avançado para acompanhar a adoção da tecnologia. “Saíram algumas determinações novas da Anac e do Ministério da Agricultura para o uso de drones na agricultura. Houve um ‘relaxamento’, de certa forma. Antes havia várias restrições de uso e agora o governo permite que a aplicação seja mais facilitada”, afirma Lucio Jorge. Ainda assim, há exigências: treinamentos, pilotos certificados, responsáveis legais cadastrados e cursos autorizados pelo Mapa.

Os drones são classificados como Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) e são regulados e fiscalizados pela Anac; homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), porque transmitem radiofrequência; e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) é o órgão responsável pelo controle das atividades relacionadas ao espaço aéreo.

Apesar dos avanços trazidos pela regulamentação, o pesquisador alerta que ainda há um grande número de drones operando sem as devidas autorizações. “O mercado está cada vez mais facilitado, haja vista a quantidade de drones de pulverização que estão sendo importados e legalizados. A gente vê números crescentes na Anac, mas ainda observa operações de drones que não estão devidamente cadastrados e autorizados a operar. Porém, isso está mudando.”

Desafios para a ampliação do uso

Um dos grandes desafios desse mercado é justamente o combate à clandestinidade. A Portaria 298, de 2021, exige que os profissionais que utilizam drones de pulverização façam um curso preparatório e que os operadores se cadastrem no Mapa. No entanto, até junho deste ano, apenas 2.618 aeronaves remotamente pilotadas estavam cadastradas para pulverização.

Outro desafio é o custo, que ainda representa uma barreira para muitos produtores. A maior parte dos drones de pulverização comercializados no Brasil é importada, principalmente da China, o que eleva o valor de aquisição. Enquanto os grandes produtores costumam comprar os equipamentos, os produtores menores recorrem à prestação de serviços, uma prática que vem se expandindo. “O produtor não precisa mais necessariamente adquirir o seu drone. Basta procurar um agente que ofereça esse serviço”, diz Lucio Jorge.

A conectividade é outro ponto que merece atenção, sobretudo no uso de drones para mapeamento em tempo real. Em regiões remotas, como o Mato Grosso, a transmissão de dados ainda é difícil. A pulverização, no entanto, não depende de conexão contínua. “Você simplesmente pré-programa a ação, o drone vai lá, faz o mapeamento, depois carrega offline mesmo a missão no drone de pulverização e aí consegue utilizar”, explica o pesquisador. Em paralelo, soluções via satélite, como o Starlink, já têm sido adotadas por algumas propriedades.

Para o futuro, o especialista prevê duas tendências. A primeira é a substituição dos pulverizadores costais por drones menores, viabilizando o uso em propriedades de todos os portes. A segunda é a expansão dos grandes drones, voltados para extensas áreas agrícolas. “Acho que vamos ver grandes aeronaves operando de forma autônoma… e, mais ainda, um único operador tomando conta de cinco, dez drones ao mesmo tempo: o chamado ‘swarming’, em que vários drones têm uma única controladora”, projeta.

As cooperativas também devem desempenhar papel importante na disseminação da tecnologia, democratizando o acesso entre os produtores. “Vai acabar tendo, no lugar do seu pulverizador costal, pulverizador por drone”, conclui.

Complemento estratégico
Como a integração com equipamentos terrestres contribui com o desenvolvimento dos drones

Drones avançam como aliados na pulverização agrícola no Brasil

Os drones não substituem completamente os pulverizadores autopropelidos, mas funcionam como um complemento, especialmente em terrenos acidentados, encostas ou regiões inundadas, onde os pulverizadores de arrasto e autopropelidos enfrentam limitações. A afirmação é do coordenador de treinamentos da Jacto, Jairo Moro.

“Dificilmente uma grande propriedade vai fazer toda a pulverização da lavoura somente com drones. Não tem como substituir o pulverizador autopropelido, mas há bastante oportunidade”, observa.

A empresa está no primeiro ano de vendas de drones pulverizadores, mas já tem integrados aos pulverizadores automotrizes e tratorizados drones de captura de imagem, que coletam dados precisos da lavoura, identificando plantas daninhas e áreas específicas que necessitam de aplicação.

Esses dados são processados por inteligência artificial e transformados em mapas que direcionam a aplicação pontual dos defensivos, gerando eficiência e economia — em alguns casos, reduzindo em até 95% o uso de agroquímicos nas áreas tratadas, dependendo do nível de infestação.

Espaço para crescer – Ainda que os números demonstrem o crescimento do uso desses equipamentos – calcula-se que existam aproximadamente 35 mil unidades em operação no Brasil – Moro vê o mercado brasileiro em um momento embrionário e acredita que há muito espaço para crescer.

“O grande objetivo da Jacto agora é treinar a rede para multiplicar o conhecimento. Existe muita procura por isso no Brasil”, diz o coordenador, que destaca ainda que há muita falta de entendimento sobre o uso de drones pulverizadores no país.

“Os tradicionais, terrestres, ainda são mais eficientes. E a Jacto é muito cuidadosa nessas recomendações. É inegável que o drone veio para ficar e o nosso desenvolvimento de tecnologias é feito a partir da necessidade do agricultor. É identificando a dor do produtor que as empresas buscam inovações, como no caso das máquinas autônomas diante das questões envolvendo mão de obra”, conclui.

 
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Mercado

Agronegócio registra recorde de exportações em setembro

Por Redação 10/10/2025
Escrito por Redação

Agronegócio registra recorde de exportações em setembro

O Brasil registrou, em setembro de 2025, o maior valor de exportações do agronegócio para meses de setembro desde o início da série histórica. Foram exportados US$ 14,95 bilhões, alta de 6,1% na comparação com setembro de 2024. O setor respondeu por 49,0% de todas as exportações brasileiras no mês.

O avanço foi sustentado, sobretudo, pelo aumento dos volumes embarcados (+7,4%), em um cenário de leve recuo dos preços médios internacionais (-1,1%), de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta sexta-feira, 10.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras do agronegócio registraram incremento de 0,7%, tendo sido exportados, de janeiro a setembro, US$ 126,6 bilhões. Por sua vez, as importações de produtos do setor registraram aumento de 7,3% no mês de setembro e de 5,4% no acumulado do ano. O agro tem trazido ao país mais de US$ 111 bilhões no acumulado do ano de superávit comercial, contribuindo para o equilíbrio das contas externas do Brasil.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o desempenho confirma a resiliência do setor na economia. “Os resultados de setembro mostram, mesmo diante de um cenário externo desafiador, a competitividade do agronegócio brasileiro e o acerto na estratégia reforçada a partir de 2023 de abertura, ampliação e diversificação de mercados e produtos. Até o momento, foram abertas 444 novas oportunidades para os produtores e exportadores brasileiros.”

Destacaram-se, em setembro, itens como a carne bovina in natura, com US$ 1,77 bilhão (+55,6%); a carne suína in natura, que alcançou marca histórica de US$ 346,1 milhões (+28,6%) e quase dobrou o volume embarcado (+78,2%); e o milho, com US$ 1,52 bilhão (+23,5%).

Já entre os produtos potencialmente mais afetados pelo tarifaço, destaque para o café, com US$ 1,3 bilhão (+9,3%), e os pescados, cujas exportações somaram US$ 38,7 milhões, com aumento de 6,1% em volume.

Além dos itens mais tradicionais da pauta exportadora, o governo brasileiro tem trabalhado na diversificação da pauta e no acesso a nichos com maior valor agregado. A estratégia reúne abertura e ampliação de mercados, promoção comercial e suporte às cadeias produtivas, para ganhar presença especialmente em destinos da Ásia, Europa e América do Norte.

Entre os itens menos tradicionais da pauta, setembro também registrou recordes históricos em volume na série, reforçando a diversificação das vendas externas: sementes de oleaginosas (exceto soja) (+92,3%), melancias frescas (+65%), feijões (+50,8%) e lácteos (+13,7%). No geral, os produtos menos tradicionais incrementaram 9,2% em setembro e 19,1% no acumulado do ano.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou a importância das missões internacionais para sustentar o ritmo das vendas.

“Setembro demonstra o esforço da presença internacional do agro brasileiro em um contexto global desafiador. A combinação de sanidade, qualidade e competitividade, somada ao diálogo com o setor privado e às ações de promoção comercial, consolida o país como parceiro confiável para a segurança alimentar do mundo. Apenas em 2025, foram mais de 60 missões internacionais promovidas, além de feiras internacionais e ações, como a Caravana do Agro Exportador, que apoiam a inserção do nosso agro no cenário internacional, sempre em conjunto com a ApexBrasil e o MRE”, afirmou.

 

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Tecnologia

Silos de grãos podem se modernizar com a nova linha de R$ 12 bi do BNDES

Por Redação 10/10/2025
Escrito por Redação

Silos de grãos podem se modernizar com a nova linha de R$ 12 bi do BNDES

O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, articulada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pretende impulsionar o uso de máquinas e equipamentos que integrem robótica, inteligência artificial, computação em nuvem, sensoriamento e comunicação máquina a máquina (IoT).

O objetivo central é elevar a produtividade e atualizar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de maquinário antigo — com idade média de 14 anos, segundo estudos do setor. A linha Crédito Indústria 4.0, do BNDES, responde por R$ 10 bilhões do total. Com taxas que combinam TR e juros de mercado, o financiamento permitirá acesso a crédito com custo máximo de 8,5% ao ano, redução média de 6% em relação às linhas tradicionais.

Impacto no agronegócio e nas cooperativas

No setor agroindustrial, a nova linha abre espaço para modernizar estruturas de armazenagem e processamento de grãos, incorporando tecnologias digitais e sistemas de automação que aumentam a eficiência e reduzem perdas.

Empresas como a PCE Engenharia, que desenvolve soluções de automação para silos e armazéns, já oferecem equipamentos que atendem aos requisitos técnicos exigidos pelo programa BNDES Finame Máquinas 4.0. Entre as inovações disponíveis estão sistemas de conectividade em tempo real, sensoriamento e monitoramento automático e integração com plataformas digitais — recursos que permitem retrofit de unidades existentes e transformam estruturas tradicionais em ambientes inteligentes.

Segundo o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato, a nova linha chega em um momento estratégico: “O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma.

Com o início das aprovações previsto para 15 de setembro, a expectativa é de que a medida estimule uma nova onda de modernização, conectando o setor produtivo às práticas da Indústria 4.0 e ampliando a competitividade da economia brasileira.

 

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Vendas de máquinas agrícolas crescem 18,3% em 2025, aponta Abimaq
Mercado

Isenção de IPI pode baratear máquinas agrícolas e veículos elétricos no país

Por Redação 09/10/2025
Escrito por Redação

Isenção de IPI pode baratear máquinas agrícolas e veículos elétricos no país

A proposta que zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para máquinas agrícolas e veículos elétricos promete reduzir custos, modernizar o campo e incentivar o uso de tecnologias sustentáveis no país. O parecer favorável do deputado Maurício do Vôlei (PL-MG) ao Projeto de Lei 1853/24, de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT), foi aprovado nesta quarta-feira (8) na Comissão de Agricultura (CAPADR) da Câmara dos Deputados.

O texto prevê que a perda de arrecadação decorrente da isenção será compensada pela redução dos gastos do Poder Executivo com propaganda institucional, com restrição da veiculação de campanhas a temas considerados indispensáveis à saúde pública.

Relator da matéria e coordenador de Alimentação e Saúde da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Maurício do Vôlei afirmou que a medida é um passo importante para incentivar práticas sustentáveis no setor agropecuário.

“A Comissão de Agricultura não pode se furtar à responsabilidade de debater e apontar caminhos que potencializem a produção sustentável por meio de incentivos fiscais, como o proposto neste projeto”, disse o parlamentar.

Segundo ele, a redução do IPI para veículos elétricos e máquinas agrícolas movidas a energia limpa traz “benefícios econômicos, ambientais e sociais” e pode facilitar o acesso de pequenos e médios produtores a tecnologias mais modernas. “A medida tem o potencial de tornar esse tipo de tecnologia mais acessível, incentivando a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis no campo”, completou.

Durante o debate, o autor do projeto, que também integra a FPA, deputado José Medeiros, defendeu que cabe ao Estado incentivar a adoção de tecnologias menos poluentes.

“O governo tem a obrigação de estimular a utilização de máquinas agrícolas e veículos elétricos, por se tratar de modos de transporte e produção sem emissão de gases poluentes e prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente”, afirmou.

A tramitação do projeto é conclusiva nas comissões e segue agora para análise nas Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

 

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Tecnologia

Senar e MDA assinam Acordo para atender pequenos produtores

Por Redação 09/10/2025
Escrito por Redação

Senar e MDA assinam Acordo para atender pequenos produtores

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) assinaram, na quarta (8), um acordo para oferecer Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) a pequenos produtores rurais em todo o país.

O Acordo de Cooperação Técnica prevê que o Senar leve assistência gratuita, durante 24 meses, a cerca de 100 mil famílias. Um técnico da entidade acompanhará a propriedade durante dois anos.

O objetivo do Acordo é aumentar a produção de alimentos e a renda de pequenos produtores rurais, promovendo uma produtividade maior e a melhoria da gestão nas propriedades rurais.

Pelo Acordo, o Senar vai selecionar e capacitar técnicos de campo; desenvolver cursos e capacitar com a Assistência Técnica e Gerencial os pequenos produtores.

Plano

Na assinatura do acordo, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, destacou a importância do Senar para a evolução da agropecuária brasileira e como a entidade oferece serviços de excelência para os produtores rurais.

João Martins afirmou que o Senar constrói, junto com o produtor rural, um plano de negócios que permite à propriedade evoluir.

“O que ele quer para sua propriedade? A partir daí é feito um plano de negócio para acompanhar se aquilo que foi projetado está sendo cumprido rigorosamente.”

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou a relevância da iniciativa e a qualidade reconhecida da assistência oferecida pelo Senar.

“A partir de hoje, 100 mil novos agricultores terão acesso à assistência técnica do Senar, com o que há de mais moderno em gestão e produção”, afirmou.

Acordo de Cooperação

Além da Assistência Técnica, o Acordo prevê ações de acesso do produtor a mercado e políticas públicas como Pronaf e Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

Também participaram da assinatura o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, o diretor de ATeG do Senar, Eduardo Oliveira, e o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.

 

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Agritech e Cooxupé firmam convênio para venda de tratores via barter
Mercado

Consórcio de máquinas agrícolas ultrapassa caminhões e movimenta bilhões no país

Por Redação 09/10/2025
Escrito por Redação

Consórcio de máquinas agrícolas ultrapassa caminhões e movimenta bilhões no país

O segmento de consórcio de máquinas agrícolas assumiu, pela primeira vez, a liderança entre os veículos pesados no Brasil, ultrapassando os caminhões na preferência dos produtores rurais. O resultado reflete o fortalecimento do agronegócio e o aumento do interesse por alternativas de investimento mais acessíveis e planejadas.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), referentes a julho de 2025, o consórcio de máquinas agrícolas passou a representar 51% das cotas ativas, superando os caminhões, com 41%, e outros equipamentos, com 8%.

Entre janeiro e julho deste ano, o segmento movimentou R$ 14,03 bilhões em créditos, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024. O volume de créditos disponibilizados avançou 43,3%, totalizando R$ 6,38 bilhões. Também houve crescimento nas contemplações, que chegaram a 27,9 mil consorciados — um aumento de 15,2%.

Entre as empresas que acompanham esse movimento está a Agritech, com um portfólio que inclui tratores, microtratores e implementos agrícolas. Segundo o coordenador-geral do Consórcio Nacional Agritech, Elcio Guelere, entre janeiro e setembro deste ano a modalidade registrou crescimento de 42% nos créditos comercializados e de 38% nos créditos disponibilizados, além de um aumento de 51% no número de contemplações.

Para Guelere, o avanço está diretamente ligado à percepção do pequeno e médio produtor da importância da mecanização do campo com equipamentos modernos e que atendam sua demanda.

“O consórcio se tornou um instrumento eficiente para garantir acesso à inovação no campo, oferecendo uma alternativa robusta frente aos custos elevados do crédito tradicional”, afirma.

A série de tratores 1155 Plus foi desenvolvida para atender às demandas do produtor familiar e é a mais adquirida pelos consorciados do Consórcio Nacional Agritech. Os modelos se destacam pela versatilidade no uso em diferentes culturas, pela compatibilidade com Biodiesel B8 e pela leveza que reduz a compactação do solo.

Equipados com motores Yanmar, oferecem potência e baixo nível de ruído. O raio de giro de 2.250 mm, o menor da categoria, facilita manobras em áreas reduzidas. A linha está disponível nas versões standard, cabinado, cafeeiro estreito, cafeeiro super estreito, super tração, parreira, parreira super estreito, arrozeiro e cultivo.

O gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, ressalta que o Consórcio Nacional Agritech tem ganhado relevância entre pequenos e médios produtores.

Segundo ele, o consórcio amplia o acesso aos equipamentos da marca e se firma como uma ótima alternativa em meio a um cenário de pressões sobre os custos e imprevisibilidade do mercado. “O mecanismo oferece previsibilidade e flexibilidade ao agricultor familiar, fatores decisivos para manter a produtividade e a sustentabilidade do negócio”, avalia.

 

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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
Mercado

Brasil exportou 3,26 milhões de sacas de café em setembro

Por Redação 08/10/2025
Escrito por Redação

Brasil exportou 3,26 milhões de sacas de café em setembro

O Brasil exportou 3,26 milhões de sacas de café em setembro, volume que representa uma queda de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgdos ontem (6).

Apesar da queda na comparação anual, o montante está em linha com a média dos últimos cinco anos para setembro, além de avançar 36,9% frente ao exportado em agosto.

A receita total alcançou US$ 1,19 bilhão, avanço de 11% em relação a agosto, e uma alta de 84,5% frente à média histórica para o mês (US$ 644,15 mi). O valor médio da saca foi de US$ 364,34, crescimento de 37,8% comparado ao mesmo mês do ano anterior.

Reflexo das tarifas dos EUA

No mês de setembro, as exportações de café para os Estados Unidos recuaram 1,80% em relação a agosto, atingindo o menor volume para o período desde 2005.

No total, foram embarcadas 295,11 mil sacas para o país, uma queda de 47% frente ao mesmo mês de 2024, e de 45% na comparação com a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Datagro

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Mercado

Cotonicultura está entre as cinco principais lavouras do Brasil

Por Redação 08/10/2025
Escrito por Redação

Cotonicultura está entre as cinco principais lavouras do Brasil

A cotonicultura possui grande importância para o agronegócio brasileiro, tanto na produção para exportação quanto na alimentação de animais. Além disso, o caroço do algodão é rico em celulose, que pode ser utilizada para a produção de biodiesel.

Segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP), elaborados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a lavoura da cotonicultura está entre as cinco principais do país, com valor estimado em R$ 36,6 bilhões até agosto de 2025.

“O algodão é um exemplo do quanto o agro brasileiro pode crescer com tecnologia, sustentabilidade e agregação de valor. Cada hectare cultivado representa emprego, renda e inovação. Conquistamos novos mercados e aumentamos a credibilidade do algodão brasileiro mundo afora. Celebrar o Dia Mundial do Algodão é reconhecer o papel dos nossos produtores e da pesquisa nacional, que colocam o Brasil entre os maiores produtores e exportadores globais”, destaca o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

A área da cotonicultura mais que dobrou, conforme o relatório Perspectivas para a Agropecuária, referente à safra 2025/2026, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançando mais de 2 milhões de hectares. Há ainda a expectativa de um crescimento de 3,5% na área e de 0,7% na produção, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas, impulsionado por estados que possuem grande potencial para o cultivo nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Para as regiões do Centro-Oeste e do MATOPIBA, a safra do algodão alcança a segunda posição, abaixo apenas da soja.

A boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção têm levado os produtores a optarem pela cultura ou a ampliarem suas áreas. Para a safra 2025/2026, a expectativa é de um crescimento de 3,5% na área, impulsionado por estados com grande potencial para o cultivo, como Bahia, Piauí, Minas Gerais e Tocantins. Destaca-se que, mesmo diante da projeção de produtividade do algodão em pluma de 1,89 tonelada por hectare (redução amena de 2,7%), a produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

O Brasil é o maior exportador de algodão do mundo, com 30,7% de participação nas importações globais e US$ 5,2 bilhões exportados em 2024. Até agosto deste ano, as exportações alcançaram quase R$ 3 bilhões, tendo como principais destinos Vietnã, Turquia, China, Índia, Indonésia e Egito, de acordo com dados do Sistema Agrostat do Mapa.

 

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Mercado

Exportações de carne bovina registram novos recordes em setembro, diz Abrafrigo

Por Redação 08/10/2025
Escrito por Redação

Exportações de carne bovina registram novos recordes em setembro, diz Abrafrigo

Com registro de novos recordes históricos mensais, as exportações da indústria de carne bovina (incluindo carne in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo, entre outros subprodutos) alcançaram, em setembro, receitas de US$ 1,920 bilhão e embarques de 373.867 toneladas, resultados que representam aumento de 49% em faturamento e 17% em volume frente ao mesmo mês de 2024.

Esse forte desempenho ocorreu no segundo mês de vigência das taxas adicionais impostas a produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, mostrando que o setor vem conseguindo superar com sucesso as adversidades e aproveitar novas oportunidades comerciais, compensando a queda nas vendas para o país norte-americano.

Com a sobretaxa, as vendas de carne bovina in natura para os Estados Unidos recuaram 58% em setembro, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 42,2 milhões. As vendas de carne bovina industrializada registraram queda de 20% no mesmo período comparativo, para US$ 30 milhões, enquanto as vendas de sebo e gorduras bovinas caíram 7%, para US$ 30,5 milhões.

No total, as exportações de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos somaram US$ 102,9 milhões em setembro (queda de 41% em relação a setembro de 2024), mantendo o país norte-americano na segunda posição entre os maiores importadores, apesar do tarifaço.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo a Abrafrigo, os números do acumulado do ano até setembro também são recordes históricos: o Brasil já faturou US$ 12,759 bilhões (+35,84%) e movimentou 2.349.077 toneladas (+18,7%) com as vendas do setor.

A China, que respondeu por 47,2% das exportações do setor, até setembro, continua sendo o motor deste crescimento, mantendo a primeira posição entre os maiores importadores.

No acumulado do ano, as aquisições do país asiático somaram US$ 6,021 bilhões (+46,2%), com volumes de 1.135.786 toneladas embarcadas (+21,8%). Quando se consideram apenas exportações de carne bovina in natura, o gigante asiático representou 53%, até setembro.

Outro mercado que vem se destacando em 2025 é a União Europeia, cujos países membros compartilham os mesmos regulamentos de importação. Impulsionado principalmente por compras de países como Itália, Países Baixos e Espanha, o bloco europeu foi o segundo maior destino das exportações de carnes e derivados no mês de setembro de 2025, proporcionando receitas de US$ 131,7 milhões (+106% em relação a setembro de 2024), e embarques de 15.322 toneladas (+83%).

Além disso, os países da União Europeia também remuneram melhor o produto brasileiro, com preço médio que alcançou US$ 8.739 por tonelada de carne bovina in natura em setembro de 2025. No acumulado do ano, até setembro, as vendas para o bloco europeu somaram US$ 676 milhões (+63,5%), com embarques de 83.679 toneladas (+44,4%), o que coloca este mercado como o terceiro maior comprador da carne bovina brasileira.

Os Estados Unidos continuam sendo o segundo maior importador, com aquisições totais no valor de US$ 1,708 bilhão (+55,1%) e volume de 593.118 toneladas (+50,7%) no acumulado de janeiro a setembro de 2025. O terceiro colocado na exportação total de janeiro a setembro de 2025 foi o México, que praticamente triplicou suas aquisições, com 94.266 toneladas embarcadas (+195%) e receitas de US$ 513,31 milhões (+251%).

O Chile ficou com a quarta posição adquirindo, de janeiro a setembro de 2025, 90.910 toneladas (+17,5%), com receita de US$ 497 milhões (+37%). A Rússia foi o quinto maior cliente com aquisições de 85.082 toneladas (+31%) e receita de US$ 364,93 milhões (+59%) em 2025. No total, 130 países elevaram as suas compras enquanto 48 reduziram.

Fonte: Datagro

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Mercado

Setor de máquinas agrícolas deve crescer 3,4% em 2026, projeta Abimaq

Por Redação 07/10/2025
Escrito por Redação

Setor de máquinas agrícolas deve crescer 3,4% em 2026, projeta Abimaq

Uma pesquisa de mercado realizada pela Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq com fabricantes de máquinas e equipamentos aponta um crescimento de 3,4% para o setor em 2026. O resultado da pesquisa foi revelado pelo presidente da CSMIA, Pedro Estevão Bastos de Oliveira, durante o Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial, na última quinta-feira (3), em São Paulo. 

Pedro Estevão destacou o impacto dos juros elevados e das instabilidades externas sobre as perspectivas do próximo ano. “Um crescimento bastante modesto, reflexo do que os fabricantes estão observando no mercado, especialmente com o tarifaço e os juros altos”, afirmou o dirigente.

Além das projeções de mercado, o seminário abordou temas estratégicos para a indústria, como inteligência artificial, novos modelos de financiamento e cenários macroeconômicos que afetam o agronegócio e a cadeia de máquinas e implementos.

Inovação e inteligência artificial

A palestra de abertura foi conduzida por Gustavo Melles, sócio da StartWE Inovação e Comunicação, com o tema “Pense com a IA e acelere seus processos e lucros”. O especialista destacou que a inteligência artificial deve ser vista como inteligência ampliada, uma aliada que potencializa a performance dos profissionais e acelera a inovação dentro das empresas.

Mercado e financiamento do setor

No painel seguinte, Pedro Estevão apresentou dados atualizados do desempenho da indústria. O faturamento em 2024 atingiu R$ 62 bilhões, com previsão de crescimento de 10% em 2025, chegando a R$ 68 bilhões. Ele alertou, porém, para a baixa reposição de máquinas nos últimos dois anos, o que pode gerar uma forte demanda futura.

Na área de crédito, o presidente da CSMIA destacou que metade das vendas de máquinas na safra 2024/25 contou com financiamento, mas apenas 36% tiveram juros equalizados, índice bem inferior aos 60% registrados em anos anteriores.

O advogado Marcelo Winter, da VBSO Advogados, reforçou o papel crescente do mercado de capitais no financiamento do agronegócio. Ele apontou que instrumentos como CPR, CRA, LCA e FIAGRO cresceram 315% entre 2022 e 2024, tornando-se alternativas viáveis para reduzir a dependência de crédito subsidiado.

“Transparência, governança e profissionalização são fundamentais para que as empresas tenham acesso a esses recursos”, afirmou.

Cenário macroeconômico e desafios globais

O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, analisou os impactos da instabilidade nos Estados Unidos, a relação comercial com a China e os riscos climáticos do fenômeno La Niña. Segundo ele, o agronegócio deve continuar sendo motor de renda no Brasil em 2026, com geração estimada em R$ 1,6 trilhão.

O painel contou ainda com as participações de José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, e João Carlos Marchesan, primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da entidade, que destacaram a preocupação do setor com o custo de financiamento e os impactos das tarifas norte-americanas sobre as exportações brasileiras.

Perspectivas da agropecuária

No encerramento, o analista Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, destacou as tendências que devem moldar o futuro do setor, como a expansão dos biocombustíveis, a recuperação de pastagens degradadas e os gargalos logísticos que ainda limitam a competitividade brasileira. Ele também alertou para a dependência de fertilizantes importados, que atinge 90% do consumo nacional.

 

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