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Empresas

Baldan anuncia parceria com a Milwaukee para fortalecer a produtividade em campo

Por Redação 30/09/2025
Escrito por Redação

Baldan anuncia parceria com a Milwaukee para fortalecer a produtividade em campo

A Baldan firmou uma parceria estratégica com a Milwaukee, empresa globalmente reconhecida no setor de ferramentas, para reforçar a eficiência e a qualidade do suporte oferecido a revendas e produtores rurais em todo o país.

A partir deste acordo, a Milwaukee passa a ser a fornecedora oficial das ferramentas utilizadas pelo time de pós-vendas da Baldan e pelos Caminhões Oficina, que atuam diretamente no atendimento técnico em campo. O objetivo é elevar o padrão de agilidade e precisão nos reparos e montagens de equipamentos agrícolas.

“Essa parceria é um marco para a Baldan. Ao lado da Milwaukee, conseguimos agregar ainda mais valor ao nosso serviço de pós-venda, oferecendo soluções de ponta que realmente fazem diferença no dia a dia do produtor rural”, afirma Leandro Maria, gerente de pós-vendas da Baldan.

Para a Milwaukee, a parceria representa também uma oportunidade de ampliar sua presença no agronegócio brasileiro, levando ao campo ferramentas de alto desempenho, desenvolvidas com foco em ergonomia, durabilidade e tecnologia de ponta.

“Unir forças com uma empresa também centenária como a Baldan reforça o nosso propósito de entregar soluções que transformam a forma como o trabalho é realizado. Estamos entusiasmados em contribuir para que revendas e produtores tenham uma experiência ainda mais eficiente e produtiva em campo”, destaca Paula Cristina Dani, CEO da Milwaukee Brasil.

O lançamento oficial da parceria aconteceu em 12 de setembro, na sede da Baldan, onde a Milwaukee promoveu um workshop exclusivo para os colaboradores. O treinamento apresentou na prática as funcionalidades das ferramentas e destacou como elas poderão tornar o suporte em campo ainda mais ágil e eficiente.

 

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Mercado

População ocupada no agro cresce 0,9% no segundo trimestre

Por Redação 30/09/2025
Escrito por Redação

População ocupada no agro cresce 0,9% no segundo trimestre de 2025

O agronegócio brasileiro empregou 28,2 milhões de pessoas no segundo trimestre deste ano, com avanço de 0,9% (ou de aproximadamente 244 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2024, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Trata-se de um novo recorde da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em 2012.

No mercado de trabalho brasileiro, a mesma comparação indicou crescimento de 2,3%, equivalente a aproximadamente 2,43 milhões de trabalhadores. Diante disso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil atingiu 26% no segundo trimestre de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o avanço no número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro no segundo trimestre de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior se deve ao maior contingente ocupado no segmento de insumos, de 7,4%, na agroindústria, de 2,1%, e nos agrosserviços, de 3,2%. Já o número de pessoas atuando no segmento primário caiu 2,6%.

Ainda que o avanço em percentual registrado para insumos tenha sido mais intenso, pesquisadores do Cepea/CNA destacam a elevação verificada para agrosserviços, que correspondeu a pouco mais de 325 mil trabalhadores, levando o segmento a empregar 10,5 milhões de pessoas, um recorde.

Esse cenário reflete tanto o contexto econômico do País quanto a crescente importância do setor para a economia brasileira.

De maneira geral, a expansão das ocupações neste segmento está diretamente vinculada à recuperação das atividades agroindustriais, que vão desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos – um reflexo, em última instância, da transformação econômica observada no agronegócio.

Além disso, o bom desempenho da agropecuária, que prevê safras recordes e manutenção de altos volumes de abate, tem impulsionado a demanda por mão de obra nos agrosserviços que atendem essas atividades, contribuindo, assim, para a dinamização do mercado de trabalho.

 

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EmpresasTecnologia

AGCO investe 54 milhões de euros na fábrica da AGCO Power na Finlândia

Por Redação 29/09/2025
Escrito por Redação

AGCO investe 54 milhões de euros na fábrica da AGCO Power na Finlândia

A AGCO anunciou que está abrindo novas instalações de produção em Linnavuori, na Finlândia, com o intuito de fortalecer a competitividade da fabricação de máquinas agrícolas, destacando a importância da economia circular na geração de energia moderna. O investimento, pela divisão AGCO Power, é avaliado em 54 milhões de euros e faz parte do compromisso anterior de 70 milhões de euros da empresa com a fábrica de motores de Linnavuori.

As novas instalações incluem uma sala de usinagem de última geração para a fabricação de componentes de Transmissão Continuamente Variável (CVT) e cabeçotes para o mais recente motor CORE da marca AGCO Power. A área de remanufatura ampliada deve aumentar a capacidade da fábrica de produzir motores remanufaturados.

A fábrica de Linnavuori produz motores para as marcas de tratores Fendt, Massey Ferguson e Valtra.

“Este investimento em usinagem fortalece o papel de Linnavuori como o centro global de especialização em motores da AGCO. Estamos investindo em tecnologia de produção de ponta e soluções sustentáveis que dão suporte aos agricultores no mundo todo”, diz Kelvin Bennett, vice-presidente sênior de Engenharia da empresa.

Linnavuori, que já é o maior local de fabricação de engrenagens de transmissão da Finlândia em volume, expandiu sua capacidade com a adição de 5.600 metros quadrados de novo espaço de produção.

Stefan Caspari, vice-presidente sênior de Experiência do Cliente e Eficácia Comercial da AGCO, enfatiza que a expansão da remanufatura sustenta a estratégia de longo prazo da empresa e a abordagem Farmer First.

“Os agricultores valorizam o custo total de propriedade. Essa expansão permite que a AGCO proporcione a eles um suporte melhor não apenas com investimentos em novos equipamentos, mas também com a manutenção de máquinas existentes por meio de soluções de remanufatura mais econômicas”, diz Caspari.

Atualmente, mais de 1.000 motores são remanufaturados anualmente e, com as novas instalações, a capacidade máxima chegará a 2.500 motores por ano. “Os motores remanufaturados prolongam a vida útil das máquinas e permitem que até 80% da massa do motor seja reutilizada, incluindo todos os componentes de ferro fundido. Isso resulta em uma emissão de carbono muito menor em comparação com a fabricação de um novo motor”, explica Jussi Rinne, diretor de Qualidade e Pós-Venda.

Além de motores remanufaturados, a Linnavuori também produz blocos de motores a gás e motores marítimos.

Em 2024, a AGCO Power também abriu um laboratório de energia limpa em Linnavuori, onde futuras tecnologias de motores com baixo teor de carbono são pesquisadas e testadas. A sala de usinagem concluída recentemente e a expansão de remanufatura complementam a unidade de Linnavuori, fortalecendo a posição da AGCO Power em soluções de geração de energia sustentável.

 

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Exportações de arroz crescem 13% em 2025, com receita de US$ 457 milhões
Mercado

Plantio do arroz no RS atinge 1,9% da área prevista, diz Irga

Por Redação 29/09/2025
Escrito por Redação

Plantio do arroz no RS atinge 1,9% da área prevista, diz Irga

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), por meio dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates), divulgou o primeiro balanço do avanço da semeadura da safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul. Até o momento, foram implantados 17.521 hectares, o que corresponde a 1,9% da intenção total de semeadura, estimada em 920.071 hectares para o ciclo.

O levantamento regional apresenta o seguinte cenário:

Região Central (RC): 1.424 hectares semeados no sistema pré-germinado.

Região Fronteira Oeste (FO): 145 hectares em linha, representando 0,05% da intenção de área.

Região Planície Costeira Interna (PCI): 5.180 hectares em pré-germinado, correspondendo a 3,69% da previsão regional.

Região Planície Costeira Externa (PCE): 1.582 hectares em pré-germinado, o equivalente a 1,67% da área esperada.

Região Zona Sul (ZS): 9.190 hectares em linha, correspondendo a 5,87% da intenção de semeadura.

Região da Campanha (CA): ainda não registra áreas semeadas, em função das chuvas recorrentes que têm limitado as operações de campo.

O mês de outubro é considerado tecnicamente o período preferencial para a semeadura do arroz irrigado no Estado, garantindo melhor aproveitamento das condições edafoclimáticas. A tendência é que, com maior estabilização do clima, as janelas de plantio se ampliem e o ritmo de implantação da cultura avance de forma mais consistente em todas as regiões.

Fonte: Datagro

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Mercado

São Paulo inaugura planta 100% de biometano da Cocal em Paraguaçu Paulista

Por Redação 29/09/2025
Escrito por Redação

São Paulo inaugura planta 100% de biometano da Cocal em Paraguaçu Paulista

O estado de São Paulo ganhou uma nova planta 100% de biometano no município de Paraguaçu Paulista. A inauguração das operações da usina Cocal ocorreu no sábado (27). A nova estrutura terá capacidade para produzir até 60 mil metros cúbicos de biocombustível, por dia. A inauguração contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A unidade da Cocal de Paraguaçu Paulista utiliza a vinhaça e a torta de filtro, resíduos nobres da cana-de-açúcar, na produção do biogás, além de esterco animal de uma granja da região.

A transição energética no estado foi reforçada pela parceria com a SEMIL e CETESB, que em 2024, estabeleceu o procedimento de licenciamento ambiental para as plantas de produção de biocombustíveis do setor sucroenergético.

De acordo com o membro do conselho de acionistas da Cocal, Carlos Ubiratan Garms, a nova planta de biogás representa o desenvolvimento do oeste paulista.

“Esse projeto significa a geração de empregos e a expansão do biometano na matriz energética das empresas e indústrias da região, ou seja, uma diminuição no consumo de combustíveis fósseis em São Paulo. Com nossas duas plantas em atividade, nossa região se torna uma das principais produtoras de biometano do mundo”, ressaltou Ubiratan.

A distribuição do biometano produzido na planta será feita via GNC (gás comprimido em cilindros transportados por meio de caminhões). Dessa forma, qualquer cliente industrial ou comercial, independente da região, que esteja interessado no gás renovável será atendido.

O objetivo da empresa, a longo prazo, é utilizar somente o biometano como combustível nesses caminhões em substituição ao diesel. Um ciclo completo que garante, praticamente, zero emissões de gases poluentes desde a produção do biometano até a entrega final ao cliente.

 

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Mercado

Bons volumes de chuva favorecem cultivos de inverno, diz Conab

Por Redação 29/09/2025
Escrito por Redação

Bons volumes de chuva favorecem cultivos de inverno, diz Conab

Os bons volumes de chuva registrados na região Sul nos 20 primeiros dias de setembro favoreceram os cultivos de inverno na maioria das áreas produtoras. Os maiores volumes de chuva foram observados no Rio Grande do Sul, principalmente, na primeira semana do mês.

Os dados espectrais mostram que as condições têm sido favoráveis nas principais regiões produtoras de trigo, grão com a maior área semeada nas culturas de inverno, mesmo com o registro de geadas e tempestades em algumas áreas. Os dados estão no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Ainda de acordo com o Boletim, os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de trigo, onde as lavouras encontram-se, majoritariamente, em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, mostram que as condições, no geral, têm sido favoráveis.

Nas regiões monitoradas, observa-se que o índice evoluiu acima da média histórica, durante a maior parte do período de desenvolvimento das lavouras, encontrando-se, neste momento, próximo ou acima da safra anterior.

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor de trigo, a condição geral das lavouras é considerada boa. No Paraná, outro importante produtor, o clima favoreceu o avanço da colheita e a maior parte das lavouras encontram-se em maturação, enquanto que em Santa Catarina a cultura apresenta bom potencial produtivo.

A maior parte das lavouras catarinenses apresentam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto algumas avançam para o enchimento de grãos. A alternância entre períodos de sol e alta umidade tem favorecido o crescimento das plantas.

Culturas de verão da safra 2025/26

Segundo o Boletim publicado pela Companhia, a semeadura da nova safra de verão está avançando, principalmente, sob o cultivo irrigado ou em áreas com disponibilidade de água no solo.

O plantio de arroz irrigado está no início, no Rio Grande do Sul, concentrada nas áreas de cultivo pré-germinado, e em Santa Catarina, a semeadura do grão está mais avançada no litoral Norte.

Já a semeadura do milho primeira safra ocorre em ritmo acelerado na região Sul, favorecida pelo aumento das temperaturas e pelas precipitações regulares.

Quanto à soja, o plantio é incipiente no Centro-Oeste e está concentrada, especialmente, em áreas irrigadas. No Paraná, o plantio foi iniciado em algumas áreas das regiões oeste e sudoeste, onde a umidade no solo tem permitido às operações de campo e propiciado um bom desenvolvimento inicial das lavouras.

 

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Mercado

Banco Central prevê crescimento de 1,5% para o PIB em 2026

Por Redação 26/09/2025
Escrito por Redação
Banco Central prevê crescimento de 1,5% para o PIB em 2026

Por conta de fatores como prognósticos mais favoráveis para a agropecuária, o BC revisou a projeção de crescimento de 2,1% do PIB apresentada no último relatório, de junho, para 2% em 2025 // Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Banco Central (BC) divulgou, nesta quinta-feira (25), a projeção de crescimento de 1,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A instituição também revisou a projeção para 2025, passando de um crescimento de 2,1% para 2% ao final deste ano. Os dados fazem parte do Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre de 2025, conforme informações da Agência Brasil.

O relatório apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação.

O BC afirma que mantém a expectativa de continuidade da moderada atividade econômica ao longo do segundo semestre de 2025 e que essa tendência deve se estender para 2026. Por conta de fatores como os efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos, mas também de prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, o BC revisou a projeção de crescimento de 2,1% do PIB apresentada no último relatório, de junho, para 2% em 2025.

Já para 2026, a expectativa é de manutenção da política monetária em campo restritivo e baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, de desaceleração da economia global e ausência do impulso agropecuário observado em 2025. Por conta desses fatores, o crescimento deverá ser inferior ao deste ano, chegando a 1,5%.

Inflação

O BC ressalta que a inflação no Brasil segue acima da meta e que esse cenário deverá se manter, conforme a pesquisa Focus, tanto em 2025 quanto em 2026, quando deverá chegar, respectivamente, a 4,8% e 4,3%.

A projeção divulgada no Relatório de Política Monetária é que apenas no primeiro trimestre de 2027, ela se aproxime do centro da meta, chegando a 3,4%. A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de menos 1,5 ponto percentual e mais 1,5 ponto percentual, isto é, de 1,5% a 4,5%.

Crédito

A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2025 aumentou, de acordo com o relatório, de 8,5% para 8,8%. Esse aumento é puxado principalmente pelo desempenho acima do esperado do crédito direcionado às empresas. Já para 2026, o crescimento desse saldo deverá ser menor, de 8%, apresentando uma redução no crescimento tanto do crédito a pessoas físicas como no de pessoas jurídicas.

Emprego

Outro destaque do relatório é o emprego. A análise mostra que o mercado de trabalho continua aquecido e a taxa de desocupação nos últimos meses foi menor do que a esperada pela instituição. A taxa de desemprego em agosto foi 4,3%. Na análise do BC, ainda historicamente baixa e próxima da faixa de oscilação dos últimos doze meses e do nível de equilíbrio estimado.

De acordo com o relatório, a geração de empregos com carteira desacelerou, mas continua forte. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), dessazonalizados pelo BC, foram gerados em média 113 mil empregos por mês no trimestre maio-julho, abaixo da média de 165 mil verificada no trimestre anterior. A desaceleração foi mais significativa na construção civil e na indústria de transformação.

O BC afirma, no entanto, que apesar do arrefecimento no último trimestre, a geração líquida de empregos permanece em patamar historicamente elevado: no acumulado do ano até julho atingiu 1,34 milhão, apenas 148 mil postos abaixo do verificado no mesmo período de 2024.

O rendimento médio do trabalho medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua mantém crescimento alto em termos reais. No trimestre encerrado em julho, a variação acelerou para 1%, ante 0,6% no trimestre anterior, impulsionada pelos ganhos entre trabalhadores informais.

Atuação do Banco Central

Diante dos indicadores apresentados, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avalia que a política monetária conduzida pela instituição está no caminho “que deve ser feito”, como afirmou em coletiva de imprensa após a divulgação do relatório, no final da manhã desta quinta.

“A gente vem renovando a mínima sobre desemprego, de maneira sucessiva. O mercado trabalho vem mostrando bastante resiliência, com desemprego na mínima histórica e renda na máxima histórica”, diz o presidente.

E acrescenta: “Para a gente, o pior cenário que existe para o trabalhador, aquele com a maior queda de renda do trabalho, é quando a gente tem uma inflação elevada. Então, é importante que essa boa performance que se viu nos últimos anos da atividade econômica e do mercado de trabalho seja preservada, preservando a renda do trabalhador. Como é que você preserva a renda do trabalhador? Colocando a inflação na meta, permitindo que ele tenha uma inflação baixa, uma inflação não seja um tema na vida das pessoas.”

Com o argumento, Galípolo defendeu a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. A taxa é considerada alta pelo governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, espera que o cenário seja melhor em 2026 e que possa haver uma queda na taxa.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter o impulso que a demanda aquecida provoca no aumento de preços. Os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, freando a atividade econômica. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

“O papel do, do banqueiro central é um pouco mais difícil do que de outras autarquias e secretarias, porque às vezes ele tem que desagradar um pouquinho, né?”, comentou Galípolo, que reforçou que os indicadores de emprego e salário reforçam que a atuação do BC tem sido acertada: “Dá mais convicção de que o caminho é esse mesmo e é o que deve ser feito”.

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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
Mercado

Consultoria calcula redução de 7% na safra de algodão em 2025/26

Por Redação 26/09/2025
Escrito por Redação

Consultoria calcula redução de 7% na safra de algodão em 2025/26

A produção brasileira de algodão deve somar 3,72 milhões de toneladas na safra 2025/26, queda de 7% em relação ao ciclo anterior que registrou 4 milhões de toneladas. Segundo o relatório da StoneX, empresa global de serviços financeiros, a redução reflete, principalmente, o recuo de cerca de 75 mil hectares, chegando a 1,44 milhão de hectares de área plantada.

O Mato Grosso segue como o maior produtor do país, com expectativa de produção de 2,6 milhões de toneladas de pluma, apesar da diminuição da área. Na Bahia, segunda principal região produtora, a produção estimada é de 777 mil toneladas. Juntos, os dois estados responderão por mais de 90% da oferta nacional.

De acordo com o levantamento, a perspectiva para o plantio é favorecida pelo avanço das chuvas no Mato Grosso, que deve garantir uma janela adequada para a soja e, consequentemente, para o algodão de segunda safra.

Para o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi, o cenário reforça o peso do clima e das margens na definição da próxima safra.

“Embora a perspectiva de chuvas no Centro-Oeste seja positiva para o plantio, a redução de área sinaliza a necessidade de maior racionalização por parte do produtor. O algodão continua competitivo no mercado internacional, mas o setor deve enfrentar margens mais apertadas, o que torna essencial uma gestão eficiente de custos e comercialização”, avalia.

A StoneX também revisou sua projeção para as exportações neste ano atual, estimadas agora em 2,95 milhões de toneladas.

“Por mais que tenhamos visto um ritmo mais lento nos últimos meses, temos a expectativa de uma atividade maior no quarto trimestre do ano” disse Bulascoschi. O consumo doméstico na safra 2024/25 também foi revisado positivamente para 700 mil toneladas, com fiações aproveitando o momento de preços mais baixos para intensificar suas aquisições de algodão no mercado local.

 

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Mercado

Alguns setores do agro já sentem os impactos do tarifaço dos EUA, avalia CNA

Por Redação 26/09/2025
Escrito por Redação

Alguns setores do agro já sentem os impactos do tarifaço dos EUA, avalia CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), participou, na quarta (24), de audiência pública no Senado, na Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre as Relações Econômicas Bilaterais com os Estados Unidos (CTEUA).

A comissão discutiu os desdobramentos da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) contra o Brasil. A audiência foi solicitada pela relatora da comissão, senadora Tereza Cristina (PP-MS), e reuniu economistas, diplomatas, consultores e representantes do governo, da indústria e da agricultura.

Durante sua participação, a diretora-adjunta de Relações Internacionais da CNA, Fernanda Maciel, destacou a relevância dos Estados Unidos como parceiro comercial do agronegócio brasileiro. Segundo ela, o país é o terceiro principal destino das exportações do setor, e absorve 7,4% de tudo o que o Brasil vende ao exterior, o que correspondeu a US$ 12 bilhões em 2024.

Do total do comércio bilateral, cerca de 30% envolvem produtos agropecuários. Entre os principais itens exportados estão celulose, suco de laranja, carne bovina in natura e açúcar de cana.

Fernanda também chamou a atenção para os setores mais sensíveis às medidas norte-americanas, como carne bovina industrializada e in natura, café verde, etanol, suco de laranja e celulose.

“Produtos de menor volume, mas altamente dependentes do mercado norte-americano, como mel, manga e pescados, também podem sofrer grandes impactos”, disse.

A diretora-adjunta também afirmou que os efeitos da nova ordem executiva dos EUA, publicada em setembro, já são sentidos pelo setor.

“Entre janeiro e julho de 2025, as exportações brasileiras chegaram a US$8 bilhões e superaram os volumes registrados nos últimos três anos. No entanto, após a entrada em vigor das tarifas em agosto, o desempenho caiu para níveis inferiores à média do período anterior”, ressaltou.

Em sua apresentação, ela apontou que o açúcar registrou queda de 60% nas exportações e os óleos vegetais, queda de 25%.

“Em muitos casos, importadores precisaram renegociar contratos ou reduzir margens de lucro para manter compromissos, enquanto setores como a carne bovina buscaram diversificar mercados, especialmente no Chile e no Oriente Médio”.

Fernanda ainda reforçou a defesa da CNA no processo e a relevância da competitividade do agro brasileiro baseada em recursos naturais, inovação e conformidade regulatória, além de seu compromisso com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e com um marco ambiental robusto.

“É fundamental garantir tratamento comercial justo com os Estados Unidos. O Brasil tem mostrado que é um parceiro confiável, que cumpre regras internacionais e oferece produtos de qualidade. O setor agropecuário brasileiro não busca privilégios, mas condições de concorrência equilibradas”.

 

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Mercado

Cooperalfa investe R$ 230 milhões em nova usina de biodiesel em Chapecó (SC)

Por Redação 25/09/2025
Escrito por Redação

Cooperalfa investe R$ 230 milhões em nova usina de biodiesel em Chapecó (SC)

A Cooperalfa anunciou nesta semana um investimento de R$ 230 milhões na implantação de uma usina de biodiesel em Chapecó (SC). O empreendimento será o segundo maior projeto industrial da história da cooperativa e a segunda maior indústria de biodiesel do estado catarinense.

“Esse investimento reforça o compromisso da Alfa com a sustentabilidade, inovação e agregação de valor à produção dos associados”, declarou o presidente da Cooperalfa, Romeo Bet.

A usina terá capacidade para produzir 1.150 m³ de biodiesel por dia — o equivalente a 414 mil m³ por ano — a partir do processamento de soja, que já é realizado por uma unidade da Alfa, a qual atualmente esmaga 2,4 mil toneladas por dia.

A expectativa é de que o empreendimento gere, já na primeira fase de operação, R$ 115,5 milhões ao ano em ICMS para o estado, mesmo operando com 50% da capacidade instalada.

Além de criar 110 empregos diretos e mobilizar cerca de 300 trabalhadores terceirizados durante a instalação, a nova planta impactará positivamente toda a cadeia de insumos, transporte e logística da região.

“É um projeto que beneficia não só a Cooperalfa e seus associados, mas toda a sociedade. O biodiesel é um combustível renovável que contribui significativamente para a redução das emissões de carbono, promovendo crescimento responsável no agronegócio”, destaca o engenheiro mecânico e coordenador do projeto, Victor Luis Bohm Kühn.

O novo complexo industrial Cooperalfa também irá produzir subprodutos como borra, oleína e glicerina, esta última amplamente utilizada na indústria de cosméticos.

Fonte: Datagro

 

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Tel. + 55 (11) 5042-5260

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