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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024
Mercado

Valor Bruto da Produção do agro alcançou R$ 1,4 trilhão em agosto

Por Redação 25/09/2025
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção do agro alcançou R$ 1,4 trilhão em agosto

O Valor Bruto da Produção Agropecuária, com base em agosto de 2025, alcançou R$ 1,4 trilhão, de acordo com publicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Este valor é 11,3% maior em relação à safra de 2024.

Com o bom desempenho das culturas de amendoim (43%), soja (8,8%), milho (32,4%), café (47,2%), mamona (38%) e algodão (8,4%), a lavoura teve um crescimento de 10,8%, com um total de R$ 928,07 bi este ano, frente a R$ 837,52 bi em 2024. As variações negativas mais significativas foram da batata-inglesa (-53,9%), laranja (-17,9%), feijão (-15,9%), arroz (-10,2%), banana (-3,5%) e cana-de-açúcar (-1,3%).

Já para a atividade pecuária, o ranking com os cinco primeiros produtos que obtiveram crescente desempenho, comparado à safra de 2024, foi: bovinos (20,5%), frango (4,7%), leite (5,2%), suínos (9,6%) e ovos (14,1%). A pecuária totalizou 12,3% de aumento, passando de R$ 425,77 bi no ano passado para R$ 478,08 bi em 2025.

Quanto aos valores da produção, a soja segue tendo a maior participação, respondendo com R$ 322,1 bilhões, seguida do milho com R$ 164,0 bilhões, cana-de-açúcar com R$ 117,9 bilhões, café com R$ 115,2 bilhões e algodão com R$ 36,6 bilhões. Esses cinco produtos somados representaram 53,8% do total do VBP apurado.

Na pecuária, a bovinocultura responde por R$ 204,1 bilhões, a avicultura por R$ 111,0 bilhões e o leite por R$ 71,5 bilhões, sendo que a bovinocultura representou 14,5% do total do VBP.

Este estudo mostra a dinâmica do setor agropecuário nacional, visto o importante crescimento da ordem de 11,3% em relação à safra passada, o que esclarece o montante de recursos apropriado pelos produtores neste ano.

Com relação à dinâmica regional, o estado de Mato Grosso representa 15,7% do total, com R$ 221,3 bilhões, seguido de Minas Gerais com 12% e R$ 168,3 bi, São Paulo com 11,3% e R$ 159,0 bi, e Paraná com 11,2% e R$ 157,4 bi.

Uma análise sobre os produtos mostra que, em Mato Grosso, a soja, o milho, o algodão e os bovinos representam 93% do total do VBP estadual, de R$ 221,3 bi. Já em Minas Gerais, o café, a soja e o leite têm destaque, com participação de 57% de R$ 168,3 bi. Em São Paulo, a cana-de-açúcar, o café e a laranja puxam 63,6% do total de R$ 159,0 bi. Finalmente, no Paraná, milho, soja e frango representam 63,5% do total de R$ 157,4 bi.

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa, considerando a produção e os preços de mercado no mês vigente. Portanto, representa o faturamento bruto na propriedade rural.

 

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25/09/2025 0 Comentários
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Brasil bate recorde na exportação de algodão na safra 2025/2026
Mercado

Três microrregiões do Brasil concentram metade da produção nacional de algodão

Por Redação 24/09/2025
Escrito por Redação

Três microrregiões concentram metade da produção nacional de algodão

Metade da produção brasileira de algodão veio de apenas três microrregiões em 2023: Parecis e Alto Teles Pires, no Mato Grosso, e Barreiras, na Bahia. O Brasil ocupa as primeiras posições na produção e exportação de algodão e laranja, além de soja, milho e carnes.

Contudo, os cultivos e criações não estão distribuídos uniformemente por todo o território nacional, com boa parte deles concentrada em algumas áreas. A plataforma on-line de dados sobre logística SITE-MLog (Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária), desenvolvida pela Embrapa Territorial (SP), mostra como os dez principais produtos agropecuários para exportação estão distribuídos no Brasil.

A laranja, por exemplo, está tradicionalmente centralizada em São Paulo. Mesmo dentro do estado, a concentração é grande: as microrregiões de Avaré, Bauru, Botucatu e São João da Boa Vista respondem por um quarto da colheita da fruta.

Nas cadeias de produção animal, a concentração é menor. A de bovinos é a que está menos concentrada: para chegar à metade da produção é preciso somar 56 microrregiões, nas cinco grandes regiões do País. É também a atividade agropecuária com maior participação do Norte: Pará, Rondônia e Tocantins têm áreas de destaque no efetivo de rebanho de bovinos. As granjas de frangos e suínos estão na direção oposta, com ocorrência predominante na região Sul.

O que explica

O analista André Rodrigo Farias, da Embrapa Territorial (SP), explica que os diferentes níveis de concentração das atividades agropecuárias podem resultar de fatores como as características dos produtos e dos sistemas de produção.

“A cultura do algodão, por exemplo, exige maquinário e estruturas de processamento e beneficiamento bastante específicas, o que demanda importantes investimentos a longo prazo. Isso restringe a ampliação da área de produção e favorece a concentração nos locais mais competitivos”, avalia.

Em alguns casos, aspectos culturais e históricos têm papel relevante na especialização dos territórios. “A produção de frangos e suínos, concentrada principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, está bastante relacionada à própria história de colonização desses estados e à estrutura fundiária marcada pela agricultura familiar. O conhecimento acumulado nessas cadeias produtivas, associado ao sucesso do modelo de integração das propriedades familiares por meio de cooperativas, impulsiona a atividade na região”, pontua Farias.

A bovinocultura, por outro lado, foi uma das primeiras atividades agropecuárias do País, utilizada em diferentes regiões. “É uma atividade que pode ter diferentes níveis tecnológicos e, inclusive, ocorrer com baixa incorporação de maquinário e implementos. Isso favorece a desconcentração no território nacional, ainda que permaneçam existindo regiões de destaque, com vantagens competitivas frente às outras”, compara o analista.

Café e eucalipto

Culturas perenes como café e eucalipto também formam polos de produção, pois exigem condições específicas de solo e clima, além de investimentos financeiros significativos. As florestas plantadas para produção de celulose e papel estão em polos espalhados em dez estados. Mas apenas três microrregiões somam um quarto da produção: Três Lagoas (MS), Bauru (SP) e Porto Seguro (BA). Algo parecido ocorre com o café: Minas Gerais é o estado com maior destaque. Mas o mapa com as microrregiões onde está 50% das safras exibe também pequenos polos de produção na Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Rondônia.

“As duas culturas, café e eucalipto, têm a característica comum de serem perenes e exigentes de condições edafoclimáticas específicas, ou seja, necessitam de tipos de solos favoráveis, disponibilidade hídrica, temperaturas e precipitação adequadas nos ciclos produtivos, entre outros fatores físicos”, analisa Farias.

Por serem culturas perenes, também demandam investimentos financeiros significativos para a formação das áreas de produção, o que geralmente é realizado em locais onde as condições ambientais, sociais e econômicas são mais favoráveis.

“Esses fatores contribuem para a formação de polos de produção de café e eucalipto. Nesse sentido, as culturas se diferem, por exemplo, de soja e milho, que são inseridas nos sistemas de produção, permanecem por três a quatro meses no campo e são cultivadas em janelas de tempo específicas ao longo do ano, o que amplia as possibilidades de cultivo em diferentes regiões do Brasil”.

Cana-de-açúcar e grãos

A produção de cana-de-açúcar vem crescendo para além do estado de São Paulo. O mapa com as localidades que respondem por metade da produção do País abrange também outros três estados, mas nas proximidades do território paulista: Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. São 20 microrregiões, de onde se colheu quase 400 milhões de toneladas da matéria-prima para açúcar e etanol em 2023.

Compartilhando áreas e estruturas de transportes e armazenagem, a soja e o milho distribuem-se de forma parecida pelo território nacional. Mesmo presentes em quase todos os estados, o volume de produção desses grãos é bastante concentrado na área central do País. Em 2023, um quarto de todo o milho nacional saiu de apenas quatro microrregiões: Alto Teles Pires (MT), Dourados (MS), Sinop (MT) e Sudoeste de Goiás (GO). No caso da soja, seis microrregiões responderam por um quarto da produção.

A concentração das cadeias produtivas no território influencia fortemente a logística e, por isso, a análise desse fator integra o SITE-MLog. “Em produções bastante concentradas, o foco está em aumentar a eficiência das rotas já estabelecidas para exportação. No caso do café e da laranja, o escoamento se dá majoritariamente por meio do porto de Santos (SP). Em casos de produções menos concentradas, como o caso da bovinocultura e, principalmente, das culturas da soja e milho, há uma disputa constante entre as diferentes opções logísticas para a exportação”, explica Farias.

Essa disputa inclui as escolhas de modal de transporte (rodoviário, ferroviário ou hidroviário), o porto marítimo para exportação e possíveis infraestruturas para armazenamento e transbordo das cargas. O analista complementa: “A análise de concentração também é relevante para estratégias de incremento de produtividade e o incentivo à adoção de novas tecnologias, cujas ações podem ser direcionadas para aquelas regiões que mais concentram os volumes de produção, potencializando a eficácia das medidas”.

 

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EmpresasTecnologia

Startup catarinense revoluciona logística com sistemas de carga automatizada

Por Redação 24/09/2025
Escrito por Redação

Startup catarinense revoluciona logística com sistemas de carga automatizada

A trajetória da Capo Tecnologia tem origem em uma virada de vida de seu fundador, o engenheiro mecânico Carlos Pericas, pioneiro no desenvolvimento de máquinas de corte a laser no Brasil. Isso aconteceu em 2012, quando ele vendeu sua primeira empresa para um grupo italiano e, por ter contratos de não concorrência, precisou buscar um novo caminho.

O ponto de partida foi sua própria operação florestal em São Bento do Sul, interior de Santa Catarina, que revelou gargalos na logística de descarga de biomassa. Da necessidade prática nasceu a primeira solução automatizada da startup. Pouco depois, a empresa voltou-se ao carregamento de produtos paletizados e de linha branca.

Hoje, a principal aposta da Capo é o ATL – Automatic Truck Loading, tecnologia que realiza a carga e descarga de caminhões de forma totalmente automatizada. O sistema reduz drasticamente a dependência de frotas: em projetos já implantados, foi possível diminuir em até 75% o número de veículos necessários para transportar o mesmo volume de mercadorias.

“Além disso, elimina a necessidade de grande parte das empilhadeiras e transpaleteiras, diminuindo custos operacionais e tempo de movimentação”, explica o fundador.

Em uma das fábricas atendidas, o sistema consegue carregar até 120 caminhões por dia, sem intervenção manual. A tecnologia é capaz de movimentar mais de 30 toneladas em menos de dois minutos, com uma patente que garante exclusividade no uso de um mecanismo de “unha pneumática”, que entra e sai do caminhão levando toda a carga.

Mercado e diferenciais

A empresa já conquistou clientes de peso, como Unilever, PepsiCo, Ambev, Nestlé, DHL, Panasonic, Suzano, Mars e Electrolux.

“Um diferencial competitivo é a possibilidade de operar com diferentes padrões de pallets (PBR, UK e americanos) sem exigir adaptações nos veículos”, explica Pericas. Segundo ele, não há concorrentes no Brasil com essa capacidade, e poucas empresas no mundo oferecem soluções equivalentes.

A jornada incluiu obstáculos além da engenharia. Convencer grandes corporações exigiu superar barreiras burocráticas, certificações e normas de segurança que, em muitos casos, variam conforme a interpretação de cada cliente. Apesar disso, a startup manteve uma cultura voltada ao aprendizado e à evolução constante, investindo na formação de uma equipe altamente especializada.

Nos últimos anos, a Capo ampliou sua presença internacional. Com o lançamento do sistema ONE, passou a atrair interesse de empresas de diversos países. Uma grande fabricante de veículos elétricos visitou suas instalações, e a companhia abriu uma filial na Espanha, além de participar de feiras internacionais, como uma recente em Dubai.

Nova fase com a Cyklo

Agora, a Capo Tecnologia dá início a uma etapa estratégica. A empresa será a primeira startup do Sul do Brasil e a primeira fora do agronegócio a receber mentoria da Cyklo, uma aceleradora situada em Luís Eduardo Magalhães (BA), que acaba de abrir uma unidade em Joinville (SC). O programa deve apoiar principalmente a expansão comercial e a gestão industrial, auxiliando a empresa a enfrentar o desafio de crescer em um mercado global competitivo, ao mesmo tempo em que lida com a escassez de mão de obra especializada.

Para Pericas, a parceria com a aceleradora, com a qual mantém relação de longa data, chega em um momento decisivo. “Precisamos entender até que ponto conseguiremos atender à demanda apenas com nossa fábrica em Santa Catarina e como crescer em um país cheio de surpresas”, ressalta.

O CEO da Cyklo, Pompeu Scola, reforça a importância do movimento: “A Capo representa exatamente o tipo de inovação que queremos apoiar. É uma empresa que nasceu de um problema real, desenvolveu tecnologia inédita e já comprovou capacidade de execução em escala. Nosso papel será acelerar esse crescimento e abrir portas para que a solução alcance mercados cada vez maiores”, completa.

 

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Opinião

Pequenas propriedades rurais podem ser saudáveis, lucrativas e sustentáveis

Por Redação 24/09/2025
Escrito por Redação

Pequenas propriedades rurais podem ser saudáveis, lucrativas e sustentáveis

Ana Rita Scozzafave* – A agricultura familiar é um dos pilares do desenvolvimento sustentável, contribuindo de forma decisiva para a segurança alimentar, a inclusão social e a economia do campo. No Brasil, aproximadamente 77% dos estabelecimentos agrícolas pertencem a famílias, desempenhando papel estratégico no abastecimento interno e na diversificação da produção.

Enquanto grandes monoculturas mecanizadas estão majoritariamente voltadas à exportação, as pequenas propriedades se destacam pela capacidade de conciliar produtividade e sustentabilidade ambiental, com sistemas mais diversificados. O setor responde por 23% do valor bruto da produção agropecuária nacional, assegurando grande parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros, como arroz, feijão, frutas e hortaliças.

O desafio central da agricultura familiar não está no tamanho da propriedade, mas na falta de gestão estratégica. Rentabilidade e sustentabilidade não dependem de centenas de hectares, mas de eficiência operacional. Isso exige foco em planejamento, controle de custos, acesso a mercados e uso inteligente de tecnologias acessíveis.

Na prática, o pequeno produtor precisa gerir sua área como uma empresa rural moderna, eliminando improvisos e priorizando decisões baseadas em dados. Planejar a safra com pelo menos seis meses de antecedência é essencial, contemplando aquisição de insumos, correção de solo, contratação de mão de obra e análise de cenários de mercado.

Estudos da FAO mostram que propriedades com planejamento estruturado podem alcançar até 25% mais eficiência operacional, mesmo sem grandes investimentos adicionais. O planejamento, portanto, é hoje a “tecnologia” mais democrática e acessível ao campo.

Inteligência digital a favor do produtor

A expansão da conectividade rural, sobretudo pelo uso de smartphones, abriu espaço para ferramentas digitais que apoiam a gestão. Aplicativos gratuitos oferecem previsões meteorológicas, cotações de mercado e análises em tempo real, ampliando a capacidade de tomada de decisão.

Além disso, instituições públicas e cooperativas disponibilizam conteúdos técnicos e cursos gratuitos que fortalecem a profissionalização do produtor. O diferencial está em transformar informação em estratégia prática de gestão.

Sustentabilidade como ativo de mercado

A competitividade do agronegócio moderno está atrelada também à sustentabilidade. Isso envolve práticas como o uso de bioinsumos, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), manejo racional do solo, reaproveitamento de resíduos e rastreabilidade da produção. Mais do que reduzir impactos, tais iniciativas geram valor agregado e posicionam o produtor dentro de agendas globais, como ESG e mercado de créditos de carbono, já em expansão no Brasil.

Outro ponto que sempre é importante reforçar é o aprendizado diário. O agricultor familiar precisa adotar uma mentalidade de aprendizagem contínua. Cursos, workshops, parcerias estratégicas e análise de mercado são instrumentos que elevam a competitividade. Com esse conhecimento certamente ele estará à frente do mercado e consequentemente mais preparado diante das adversidades que podem ocorrer da porteira para fora e mesmo em áreas menores, pode ser eficiente, saudável, sustentável e rentável.

5 passos para uma gestão estratégica na pequena propriedade
  • Planejamento antecipado: defina metas, insumos e mão de obra com pelo menos seis meses de antecedência.
  • Uso de ferramentas digitais: aplicativos gratuitos e plataformas online facilitam o aprendizado.
  • Monitoramento de mercado: acompanhe cotações, tendências e volatilidade.
  • Capacitação contínua: participe de cursos, treinamentos e programas de extensão rural.
  • Práticas sustentáveis: adote bioinsumos, faça o mapeamento do solo e considere sistemas integrados.

*Médica-veterinária, mestre e consultora com mais de 30 anos de experiência no agronegócio e CEO Grupo SCZ AGRO& Agrointeligência.

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Moagem de cana no Centro-Sul deve crescer 3,6% em 2026/27
Mercado

Moagem de cana no Centro-Sul deve crescer 3,6% em 2026/27

Por Redação 23/09/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana no Centro-Sul deve crescer 3,6% em 2026/27

A primeira estimativa para a safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul projeta moagem de 620,5 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao ciclo 2025/26. O resultado colocaria a região diante da terceira maior safra já registrada, de acordo com dados da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

A recuperação prevista decorre de três fatores principais, que incluem o rejuvenescimento do canavial em 2026/27 após o aumento das renovações em 2024/25 e em 2025/26; a expectativa de chuvas mais próximas da normalidade entre outubro e março e a expansão da área colhida, que deve atingir 8 milhões de hectares, 1,8% acima do ciclo atual.

Parte desse crescimento vem da recomposição de áreas afetadas pelas queimadas no período de julho a setembro de 2024, quando 420 mil hectares de áreas estavam sujeitas a incêndios, tanto em ponto de colheita quanto em áreas já colhidas.

“A recuperação das áreas reformadas após as queimadas e o retorno esperado das chuvas criam um ambiente mais favorável para o setor. Esses fatores, somados ao rejuvenescimento do canavial, explicam a projeção de uma safra entre as maiores da história do Centro-Sul”, destaca o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Marcelo Di Bonifácio Filho.

A produtividade deve ter leve avanço, alcançando 77,5 toneladas por hectare, apesar da persistência de déficits hídricos em regiões como Triângulo Mineiro, Sul de Goiás e Noroeste Paulista, que ainda registram níveis de umidade do solo próximos às mínimas em 10 anos desde 2024.

No campo dos derivados, a produção de açúcar é estimada em 42,1 milhões de toneladas, aumento de 5,7% e o segundo maior volume da série histórica. O crescimento será impulsionado pela maior moagem e pela normalização do Açúcar Total Recuperável (ATR), previsto em 138,8 kg/ton, alta de 2,4% em relação ao ciclo atual. A expectativa é de exportações próximas ao recorde de 2024, com excedente em torno de 34 milhões de toneladas.

O etanol também terá destaque com uma estimativa de produção total ampliada pelo avanço do milho, cuja oferta pode alcançar 11,4 bilhões de litros, crescimento de 17,5% frente ao ciclo 2025/26, respondendo por quase um terço do volume da região. Já o etanol de cana deve atingir 14,6 bilhões de litros, aumento de 6,6%.

Etanol de milho ganha protagonismo no Nordeste

No Norte-Nordeste, a moagem de cana em 2025/26 deve se manter praticamente estável, em 57,3 milhões de toneladas, leve queda de 0,5% sobre o ciclo anterior. A produção de açúcar, no entanto, tende a recuar 1,9%, para 3,65 milhões de toneladas, refletindo a normalização do ATR após resultados recordes em 2024/25.

O grande destaque da região está no etanol de milho, cuja produção deve se aproximar de 1 bilhão de litros já em 2025/26, com 962 mil m³. O avanço é impulsionado pela entrada em operação de novas plantas, como a usina da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães (BA), com capacidade superior a 500 mil m³ anuais, além de mais uma iniciativa na Bahia e projetos em Tocantins, Piauí e Rondônia.

“O etanol de milho ganha relevância estratégica no Nordeste por diversificar a matriz de produção, garantir maior segurança no abastecimento de biocombustíveis e ampliar a competitividade da região no mercado nacional”, avalia Di Bonifácio.

Frente a esse cenário, o etanol de cana tende a perder espaço relativo, diante da crescente oferta do milho. A mudança, porém, deve se intensificar a partir de 2026/27, quando novos projetos entrarão em operação. A expectativa é de um mix açucareiro em torno de 51% para o ciclo 2025/26.

 

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Tecnologia

A Plataforma Saúde do Solo BR será lançada durante a COP30, em Belém (PA)

Por Redação 23/09/2025
Escrito por Redação
A Plataforma Saúde do Solo BR será lançada durante a COP30, em Belém (PA)

A Plataforma Saúde do Solo reúne os dados de todas as bioanálises realizadas pelos laboratórios da Rede BioAS no território nacional // Foto: Fabiano Bastos

A Plataforma Saúde do Solo BR: Big Data para Solos Resilientes e Sistemas Alimentares será lançada na AgriZone, durante a COP30, que acontece de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). O evento de lançamento está marcado para o dia 17 de novembro, às 11h. A plataforma é uma ferramenta inédita que transforma dados em conhecimento, apoiando agricultores, pesquisadores e gestores na construção de uma agricultura sustentável, resiliente e de baixo carbono.

A iniciativa democratiza o acesso da sociedade brasileira ao maior banco de dados de saúde do solo do mundo, criado cinco anos depois do lançamento da tecnologia de Bioanálise de Solo (BioAS). “Hoje o Brasil detém um banco de dados de saúde do solo sem precedentes, baseado na atividade enzimática e nos teores de matéria orgânica. Esse banco é dinâmico e cresce a cada dia. Nesse primeiro momento, vamos disponibilizar os resultados das primeiras 52 mil amostras”, destaca a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Ieda Mendes.

O banco de dados está sendo construído por meio de uma parceria inovadora com os 33 laboratórios comerciais de análises de solo, membros da Rede Embrapa que utilizam a tecnologia BioAS. O Brasil foi pioneiro ao incluir parâmetros biológicos nas análises de rotina, mostrando que avaliar a saúde do solo em larga escala pode ser um processo simples e acessível. Segundo a pesquisadora Ieda, a escolha da plataforma para lançamento durante a COP30 foi recebida com entusiasmo. “Foi com grande alegria que recebemos essa notícia”, comemora.

“A criação da Plataforma Saúde do Solo é um desdobramento natural da ampla adoção da Tecnologia de Bioanálise de Solo (BioAS) no Brasil”, avalia o pesquisador Guilherme Chaer, da Embrapa Agrobiologia. Segundo ele, a análise integrada dos dados possibilita classificar cada amostra dentro de padrões de saúde do solo. O sistema de classificação considera os resultados das análises químicas e biológicas, e organiza os solos em cinco padrões: saudável, em processo de degradação (adoecendo), degradado (doente), em recuperação e intermediário.

Outro diferencial da Plataforma é o mapa de tendência do carbono do solo (TCS), que se baseia no Índice de Tendência do Carbono do Solo (ITCS), calculado a partir dos bioindicadores da BioAS em conjunto com os teores de matéria orgânica do solo (MOS).

“O ITCS parte do princípio de equilíbrio entre MOS e atividade biológica: em sistemas naturais ou manejados de forma estável por longos períodos, observa-se um balanço bioquímico entre ambos. Alterações nas práticas de manejo rompem esse equilíbrio temporariamente e os bioindicadores permitem detectar a direção e a intensidade das mudanças, sinalizando tendências futuras da MOS”, explicou.

A ferramenta

A Plataforma Saúde do Solo reúne os dados de todas as bioanálises realizadas pelos laboratórios da Rede BioAS no território nacional. As informações são coletadas e armazenadas de forma anônima pela Embrapa. O grande volume de informações permite gerar mapas e estatísticas sobre a saúde dos solos em escalas municipal, estadual e nacional — o principal objetivo da Plataforma.

A plataforma disponibiliza índices de ciclagem, armazenamento e suprimento de nutrientes, além da classificação da saúde do solo e do Mapa de Tendência do Carbono do Solo (TCS), que estima se o solo tende a ganhar ou perder carbono. Os usuários poderão explorar os dados por meio de filtros que permitem consultas em diferentes escalas espaciais e temporais, seleção por culturas agrícolas e classes texturais de solo. A plataforma ainda possibilitará a visualização simultânea de dois mapas comparativos, favorecendo análises paralelas.

COP30

A AgriZone integra a Jornada pelo Clima, iniciativa da Embrapa que busca ampliar o conhecimento da sociedade sobre a questão climática e divulgar tecnologias, pesquisas e soluções desenvolvidas pela ciência brasileira nessa área. O projeto conta com patrocínio máster do Senar; patrocínio Diamante+Ouro da Nestlé; patrocínio Diamante da Bayer e do IICA; patrocínio Ouro+Bioma Local da Caixa; e parceria institucional do Sebrae.

 

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EmpresasTecnologia

Máquinas inteligentes exigem novas habilidades dos mecânicos agrícolas

Por Redação 23/09/2025
Escrito por Redação

Máquinas inteligentes exigem novas habilidades dos mecânicos agrícolas

Com a chegada de máquinas agrícolas cada vez mais conectadas, inteligentes e automatizadas, o perfil do mecânico agrícola está mudando. Se antes o foco era exclusivamente em reparos e substituição de peças, hoje, esses profissionais precisam dominar também sistemas eletrônicos, sensores, softwares e comandos digitais de alta tecnologia.

Para demonstrar situações reais de campo e a importância da capacitação contínua desses profissionais, a Massey Ferguson realiza a terceira temporada do Master Mechanic, o primeiro reality show brasileiro focado no agronegócio.

Com três episódios, exibidos nos dias 16, 23 e 30 de outubro no YouTube da Massey Ferguson Brasil, o reality mostrará a complexidade técnica por trás do bom funcionamento das máquinas que movem o agro brasileiro. Nesta temporada, o protagonista será o pulverizador MF 500R, um dos equipamentos mais tecnológicos da marca, fundamental para garantir aplicações precisas e sustentáveis no campo.

Seis mecânicos foram selecionados entre profissionais da rede de concessionárias da marca em todo País. Nesta edição, os selecionados são vindos dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso e serão avaliados em provas práticas que envolvem diagnóstico técnico, ajustes mecânicos e uso de ferramentas digitais. A competição destacará a capacidade de interpretação técnica e resolução de problemas, competências cada vez mais presentes na rotina de quem trabalha com mecanização agrícola.

“As principais habilidades para o mecânico agrícola hoje envolvem a capacidade de navegar pelas tecnologias presentes, tendo facilidade de acessar um computador, fazer leitura e interpretação de sistemas eletrônicos. Ainda assim, o conhecimento mecânico dos produtos continua sendo essencial, já que, para um diagnóstico preciso, esses dois “mundos” precisam caminhar juntos”, explica Bruno Pianca, gerente de serviços da Massey Ferguson.

Segundo ele, o mesmo se aplica aos operadores, que, embora não sejam responsáveis pelos diagnósticos, têm a função de regular corretamente os equipamentos. “No pulverizador, por exemplo, uma regulagem de barra mais mecânica é fundamental para uma boa performance, enquanto os ajustes tecnológicos feitos no monitor também são decisivos para uma aplicação eficiente do produto”, detalha Bruno Pianca.

O especialista destaca que o setor vive um momento de transição. “Há muitos profissionais experientes, com perfil mais tradicional, buscando se adaptar às novas demandas do campo. Ao mesmo tempo, cresce a presença de jovens talentos com formação técnica e familiaridade com o mundo digital, o que facilita a assimilação das tecnologias embarcadas nos equipamentos”, diz.

“O Master Mechanic reforça o nosso compromisso com a formação técnica no campo e com a valorização dos profissionais que garantem a eficiência das máquinas agrícolas. Acreditamos que reconhecer essas competências é essencial para impulsionar a produtividade e preparar o agro para os desafios de um cenário cada vez mais tecnológico”, afirma Rodrigo Junqueira, gerente-geral da AGCO e vice-presidente da Massey Ferguson América do Sul.

 

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Mercado

Contratação do Plano Safra 2025/26 alcança R$ 63,7 bilhões nos dois primeiros meses

Por Redação 22/09/2025
Escrito por Redação

Contratação do Plano Safra 2025/26 alcança R$ 63,7 bilhões nos dois primeiros meses

No acumulado dos dois meses de operação do Plano Safra 2025/2026 – julho e agosto de 2025 – foram contratados R$ 63,73 bilhões, valor 24% inferior ao registrado no mesmo período da temporada passada, ou seja, R$ 83,8 bilhões.

Para o ciclo atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões em crédito rural. No Plano Safra 2023/24, o montante contratado foi de R$ 415,46 bilhões, e, no período seguinte (2024/25), o total repassado alcançou R$ 377,99 bilhões. As informações constam no Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), com base nos dados do Banco Central do Brasil (BC).

“A evolução do crédito rural nos últimos anos revela uma tendência de redução no volume contratado, reflexo, em grande parte, do aumento das taxas de juros em decorrência da elevação da taxa Selic”, ressalta o analista da Getec, Salatiel Turra.

Em relação às fontes de recursos, a principal utilizada no início da safra 2025/2026 tem sido os Recursos Obrigatórios, que respondem por 29% do total. Na sequência, destacam-se os Recursos Livres (25%), LCA (22%), Poupança Rural (14%), BNDES (5%) e Fundos Constitucionais (4%). “Os dados, divulgados pelo BC, evidenciam a diversificação das fontes de financiamento disponíveis para o setor rural”, frisa Turra.

Cooperativas

Ainda de acordo com o boletim, as cooperativas brasileiras contrataram, neste período inicial da safra 2025/26, R$ 9,2 bilhões em financiamentos rurais. Desse total, as cooperativas paranaenses responderam por, aproximadamente, 32% (R$ 2,91 bilhão), reforçando a relevância do Paraná no cenário nacional do crédito rural.

Fonte: Datagro

 

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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
Mercado

Capacidade de processamento de oleaginosas cresce 5,7% em 2025

Por Redação 22/09/2025
Escrito por Redação

Capacidade de processamento de oleaginosas cresce 5,7% e supera 76 milhões de toneladas em 2025

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) concluiu a edição 2025 da Pesquisa de Capacidade Instalada das Indústrias de Óleos Vegetais. O levantamento mostra que a capacidade total de processamento de oleaginosas no Brasil atingiu 76,4 milhões de toneladas neste ano, um crescimento de 5,7% em relação a 2024, quando o volume foi de 72,3 milhões de toneladas.

“O aumento da capacidade instalada mostra o dinamismo da indústria e a importância estratégica do setor para a economia brasileira. Estamos falando de uma expansão que acompanha o crescimento da produção agrícola e reforça a posição do Brasil como líder global em óleos vegetais”, afirma Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove.

Ainda em comparação ao ano anterior, o número de empresas de processamento subiu de 67 para 75, o que representa crescimento de 11,9%, e as unidades industriais passaram de 132 para 144. O total de plantas ativas cresceu de 113 para 127, avanço de 12,4%, enquanto as unidades paradas caíram de 19 para 17.

Já a capacidade diária total de processamento alcançou 231.566 toneladas, alta de 5,7%. A capacidade em plantas ativas foi de 219.842 toneladas por dia, crescimento de 7,3%, enquanto em plantas paradas ficou em 11.724 toneladas por dia, queda de 17,9%.

Recorte regional

O Centro-Oeste segue como destaque, sendo responsável por 44,4% da capacidade nacional de processamento. A região aumentou de 92.790 toneladas por dia em 2023 para 95.964 em 2024, chegando a 102.705 t/dia neste ano. Mato Grosso lidera entre os estados, com 53.767 t/dia, respondendo por 23% da capacidade de processamento do país.

“O crescimento no Centro-Oeste reflete a proximidade das indústrias com a produção agrícola e o investimento contínuo em infraestrutura. Essa concentração em Mato Grosso é estratégica, pois o estado responde por quase um quarto da capacidade nacional”, destaca Amaral.

Refino e envase

O número de empresas de refino cresceu para 38, aumento de 15,2%, com avanço de unidades industriais de 57 para 63, crescimento de 10,5%. O total de plantas ativas passou para 57, um salto de 21,3%, enquanto as paradas caíram para 6. A capacidade de refino em plantas ativas subiu 16,7%, chegando a 24.396 t/dia, enquanto a capacidade total alcançou 25.769 t/dia, alta de 10,4%.

Já o envase apresentou crescimento de 8,3%, atingindo 14.814 t/dia. A capacidade em plantas ativas aumentou 8,5%, alcançando 13.864 t/dia, e em plantas paradas avançou 5,6%, chegando a 950 t/dia.

Investimentos

Os investimentos projetados para os próximos 12 meses somam R$5,9 bilhões, o que deve gerar uma expansão estimada de 18.850 t/dia na capacidade instalada. Considerando a média dos aportes, a ampliação de 15.049 t/dia em plantas ativas em 2025 representa um investimento próximo de R$4,5 bilhões.

“O volume de investimentos sinaliza confiança no setor e garante ganhos de competitividade para toda a cadeia. Com quase R$6 bilhões previstos, a indústria reforça sua capacidade de atender à crescente demanda global por farelo e óleo de soja, além de impulsionar empregos e desenvolvimento regional”, concluiu Amaral.

 

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Notícias

Primavera chega ao Brasil com ondas de calor e baixa umidade

Por Redação 22/09/2025
Escrito por Redação

Primavera chega ao Brasil com ondas de calor e baixa umidade

A previsão para a primavera, que começa no Brasil nesta segunda-feira e segue até 21 de dezembro, é de possibilidade de chuvas acima da média em pontos do Centro-Oeste, Sudeste e litoral do Nordeste, e abaixo da média em áreas do sul da Região Norte e interior do Nordeste. A informação é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Para os próximos trimestres, a previsão mais recente da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa), é de possibilidade da formação de um episódio de La Niña. Caso ocorra esse fenômeno, deve ser de curta duração e fraca intensidade.

Segundo o meteorologista operacional do CPTEC, Diogo Arsego, no momento, há neutralidade em relação aos fenômenos El Niño e La Niña. No entanto, há um resfriamento nas águas do Pacífico Equatorial que ainda não é suficiente para caracterizar um episódio de La Niña.

“No Brasil, a maior parte dos episódios está associada a precipitações acima da média nas regiões Norte e Nordeste do País e também a períodos de estiagem e chuvas abaixo da média na região Sul”, explica.

O especialista alerta sobre a necessidade de acompanhamento das previsões e o monitoramento de áreas de risco de alagamentos e deslizamentos, para que sejam providenciadas ações de prevenção.

Caracterizada pelo clima agradável e pela floração em diversas regiões do País, a primavera é a estação do ano entre o inverno e o verão. Ela marca a transição entre a estação seca e a chuvosa na faixa central do País. A estação tem um papel importante para o equilíbrio ambiental: além de colorir a natureza com a sua beleza natural, as chuvas que ocorrem nesse período favorecem a agricultura e colaboram para a recuperação de rios e reservatórios.

O Inpe é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e faz o acompanhamento do cenário climático por meio de dados recebidos em redes meteorológicas nacionais e internacionais. Já as previsões são feitas por modelos numéricos desenvolvidos pelo Instituto.

As previsões de clima podem ser feitas em várias escalas espaciais e temporais. O Inpe disponibiliza as previsões na escala subsazonal, onde são apresentados os resultados para as próximas quatro semanas, e as previsões sazonais, que são estimativas para os próximos trimestres.

 

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