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Feiras & Eventos

Jacto apresenta lançamentos para poda e o novo pulverizador costal na Hortitec

Por Redação 25/06/2025
Escrito por Redação

Jacto apresenta lançamentos para poda e o novo pulverizador costal na Hortitec

A Jacto estará presente na 30ª edição da Hortitec 2025, entre os dias 25 e 27 de junho, em Holambra/SP. O evento é um dos maiores encontros com foco em horticultura da América Latina, reunindo produtores, profissionais do setor e representantes institucionais dedicados à produção de flores, frutas, hortaliças e florestais.

Durante o evento, a Jacto fará o lançamento do Jacto SB-20D, o pulverizador costal a bateria mais confortável da categoria. Com design inovador, possui o Conjunto ultra conforto, com cinta almofadada, base acolchoada e fivela de 3 pontos, reduzindo em até 30% a carga sobre os ombros e proporcionando uma ergonomia que faz toda a diferença na hora do trabalho.

Além disso, é equipado com a bateria exclusiva da Jacto, modelo JB-1680P, de lítio-íon, intercambiável e recarregável, conhecida por sua alta qualidade e durabilidade, são mais de 2.500 ciclos de recargas. Tanto o pulverizador quanto a bateria possuem garantia de 3 anos, um diferencial que entrega mais segurança e eficiência para o produtor.

Tecnologia e inovação 

Um outro destaque para o evento é o Jacto DJB-S. Com 3 anos de garantia, é o primeiro costal a bateria capaz de gerar mapa e relatório da aplicação, através do smartphone. Com dois modos de operação, dosador e pulverizador, esse equipamento é reconhecido por sua tecnologia que proporciona ao produtor economia, eficiência e assertividade comprovada, trazendo redução do custo da operação na propriedade.

Ainda na linha de pulverizadores, durante o evento o visitante conhecerá o Jacto SB-18P, o equipamento a bateria de maior pressão, em comparação às demais soluções a bateria do mercado. Possui reservatório de 18 litros, bomba de alta capacidade que atinge até 150 psi e vazão de 3,8 litros por minuto, garantido ao produtor mais agilidade na jornada de trabalho. Além de fácil usabilidade, tem um potenciômetro para ajustes finos de pressão e duas baterias de lítio-íon recarregáveis. Tanto equipamento quanto as duas baterias possuem 3 anos de garantia.

Equipamentos para poda

Os visitantes da Hortitec poderão conhecer os mais recentes lançamentos em equipamentos para poda da Jacto. Serão seis produtos que combinam qualidade, eficiência e durabilidade. Entre eles estão as tesouras de poda Jacto PM-23, Jacto PM-14 e Jacto PM-22, fabricadas em aço carbono cromado e com cabos emborrachados, desenvolvidas de forma ergonômica para garantir conforto, segurança e redução das dores durante o uso contínuo.

Além das tesouras, serão lançados o machado Jacto PM-16A, para uso profissional e a machadinha para trabalhos leves, a Jacto PM-6H. Essas ferramentas combinam resistência e durabilidade. Ambos possuem cabos de fibra de vidro com acabamento emborrachado, proporcionando maior conforto e segurança durante o uso.

Na linha de acessórios, conheça o Jacto AP-26H, um coldre de couro legítimo projetado especialmente para os usuários do Jacto TM-50, o amarrador manual profissional de alta resistência. Pensado para quem utiliza amarradores manuais no campo, esse acessório é uma solução prática e segura para proteção e transporte do equipamento.

 

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25/06/2025 0 Comentários
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Mercado

São Paulo amplia oferta de linhas de crédito para compra de tratores e implementos

Por Redação 25/06/2025
Escrito por Redação

São Paulo amplia oferta de linhas de crédito para compra de tratores e implementos

O governo de SP anunciou novos convênios com cooperativas de crédito para aumentar a oferta de linhas de crédito para compra de tratores e implementos agrícolas. Bancos como Cooperativo Sicredi, Cooperativo Sicoob e a Cooperativa Central de Crédito Cresol Baser passam a operar as linhas de crédito do programa Pró-Trator e a liberar recursos com aplicação de subsídio de 50% da taxa de juros sobre o saldo devedor do financiamento.

O Pró-Trator é uma linha de crédito rural criada para facilitar a aquisição de tratores e implementos por pequenos e médios produtores paulistas. A principal vantagem do programa é o subsídio de 50% da taxa de juros pelo Estado — ou seja, metade da taxa Selic em vigor é custeada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).

Outro diferencial é o limite de financiamento de até R$ 50 mil por produtor, o que garante maior capilaridade e permite atender um número maior de beneficiários em todas as regiões do estado. Os recursos podem ser utilizados para a compra de tratores novos, de fabricação nacional, com potência de até 125 cavalos.

 

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25/06/2025 0 Comentários
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Seguro rural é essencial para a sustentabilidade no campo, defende especialista
Mercado

Seguro rural é essencial para a sustentabilidade no campo, defende especialista

Por Redação 25/06/2025
Escrito por Redação

Seguro rural é essencial para a sustentabilidade no campo, defende especialista

Na contramão do crescimento da preocupação com eventos climáticos extremos no campo, o governo federal confirmou nesta terça-feira (24) o contingenciamento de R$ 445,1 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). A medida, segundo o Ministério da Agricultura, visa cumprir as metas fiscais, mas acende o sinal de alerta entre produtores e empresas ligadas ao agronegócio.

Para Romário Alves, CEO da Sonhagro, empresa que atua com soluções financeiras personalizadas para o campo, o corte chega num momento delicado.

“Estamos em uma fase em que os riscos climáticos são cada vez mais frequentes e severos. O seguro rural é o que permite ao produtor seguir em frente mesmo após perdas. Sem esse suporte, o prejuízo pode se espalhar por toda a cadeia”.

Apesar da restrição, a pasta anunciou a liberação de R$ 368,5 milhões para as culturas de inverno e outras atividades. Os recursos devem cobrir parte das demandas imediatas, com foco em grãos, frutas, pecuária, florestas e projetos-piloto.

Entre as inovações previstas está um novo modelo de seguro rural vinculado ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), agora com classificação baseada nos níveis de manejo do solo. Na prática, produtores que adotarem boas práticas agrícolas terão acesso a percentuais maiores de subvenção.

A proposta é estimular o cuidado com o solo como forma de reduzir perdas por déficit hídrico. O modelo será testado inicialmente na soja, no Paraná. O agente operador (produtor, cooperativa ou uma empresa) deverá enviar um conjunto de dados à Embrapa, incluindo o histórico da área, análises de solo e imagens de satélite. Esses dados formarão uma espécie de “radiografia” da propriedade.

“É uma forma inteligente de reconhecer quem investe em manejo de qualidade”, destaca Romário. “Essa diferenciação é importante. Não se trata apenas de proteger uma lavoura, mas de incentivar uma cultura de responsabilidade e sustentabilidade no campo”.

Os níveis de manejo vão do NM1, que indica degradação do solo, ao NM4, que reflete excelência no cuidado com fertilidade e estrutura. Quanto melhor o manejo, maior a subvenção oferecida ao produtor. A lógica é clara: reduzir os riscos, aumentar a produtividade e recompensar quem faz a lição de casa.

Apesar do esforço para manter o programa em funcionamento, o cenário de instabilidade orçamentária gera incerteza. O próprio Ministério reconhece que, por se tratar de despesa discricionária, o PSR sempre corre risco de sofrer cortes.

Para Romário Alves, a solução passa por encarar o seguro rural como ferramenta essencial à política agrícola. “Não é um custo, é um investimento. Com previsibilidade e apoio técnico, o produtor planeja melhor, investe com mais segurança e responde com eficiência ao mercado. Todos ganham com isso”.

Faep critica corte

Em nota, o Sistema Faep afirma que vê com preocupação o corte de R$ 445,1 milhões do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2025 por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 

“Essas medidas são um absurdo. Os recursos já eram abaixo do que o setor agropecuário precisa. Agora, a situação ficou ainda mais complicada, deixando os produtores rurais descobertos em meio à safra”, afirmou Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

A entidade solicitava R$ 4 bilhões para o PSR. “Mais uma vez, o governo federal virou as costas para o setor que segura a economia e para os produtores rurais que geram renda e emprego”, disse.

 

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Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul
Mercado

População ocupada no agro bate recorde no primeiro trimestre de 2025

Por Redação 25/06/2025
Escrito por Redação

População ocupada no agro bate recorde no primeiro trimestre de 2025

A população ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,5 milhões de pessoas no 1º trimestre de 2025, o que representa um recorde desde o início da série histórica em 2012. É o que aponta o boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo a publicação, o setor teve participação de 26,2% no total de ocupações no País nos primeiros três meses deste ano. Em relação ao mesmo período de 2024, a população cresceu 0,6% (171,1 mil pessoas). Este aumento, de acordo com o boletim, reflete o crescimento da mão de obra nos segmentos de insumos (10,2%), agroindústria (4,8%) e agrosserviços (2,4%).

Na comparação com o 4º trimestre de 2024, a quantidade de pessoas ocupadas no agronegócio cresceu 1,1%, apontam CNA e Cepea, o equivalente a 312,5 mil trabalhadores a mais no setor, especialmente no setor de agrosserviços.

Os rendimentos monetários dos empregados do agronegócio também tiveram alta, segundo o boletim. Na comparação com o 4° trimestre do ano passado, os trabalhadores ganharam 0,4% a mais. Já em relação ao 1º trimestre de 2024, os rendimentos subiram 2,2%.

 

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Tecnologia

Cinco tecnologias que economizam tempo e dinheiro no campo

Por Redação 24/06/2025
Escrito por Redação

Cinco tecnologias que economizam tempo e dinheiro no campo

Na busca por aumentar a produtividade e reduzir custos, os avanços tecnológicos têm se mostrado grandes aliados dos agricultores e são essenciais para a produção de alimentos e garantia de segurança alimentar global. Lucas Zanetti, Gerente de Marketing Produto Massey Ferguson, destaca cinco tecnologias presentes nas máquinas agrícolas que auxiliam na eficiência da produção e reduzem custos para os agricultores.

1. Piloto Automático: eficiência operacional

A utilização do piloto automático é fundamental para otimização das operações agrícolas. Além de reduzir o tempo dedicado às tarefas, minimiza falhas humanas e a fadiga do operador, economiza combustível e proporciona uma distribuição mais uniforme, permitindo que os operadores se concentrem no monitoramento da qualidade da operação ou falhas.

2. Taxa Variável: precisão na aplicação de insumos

A tecnologia de taxa variável evita desperdícios ao aplicar insumos na quantidade exata e no local adequado. Baseada em análises detalhadas do solo, essa ferramenta permite uma correção personalizada, garantindo uma utilização mais precisa e eficiente dos insumos.

3. Corte de seção: otimização no plantio e pulverização

O corte de seção contribui para a redução de custos no plantio, evitando sobreposições e otimizando o uso de sementes. A tecnologia promove o desligamento da seção no local onde já houve o depósito da semente, evitando o replantio principalmente nas cabeceiras e arremate.

Na pulverização, além de economizar produtos, minimiza o risco de contaminação fitossanitária, garantindo uma aplicação mais eficaz e segura. A tecnologia permite que ocorra o desligamento automático do bico pulverizador quando a máquina passa por um ponto onde o produto já foi aplicado.

4. Telemetria: decisões embasadas em dados precisos

A solução de telemetria, como o MF Connect da Massey Ferguson, oferece acesso remoto a dados importantes das máquinas. Informações sobre consumo de combustível, localização geográfica e manutenção são disponibilizadas em tempo real, permitindo tomadas de decisão embasadas em dados precisos, tanto para operadores quanto para gerentes, em qualquer local.

5. Automação: autonomia progressiva

Existem diferentes níveis de automação nas máquinas agrícolas, piloto automático e ajustes de velocidades do percurso a operações em que a máquina é capaz de seguir a trajetória e velocidade definida e executar manobras sem a necessidade de intervenção humana. Essas diferentes etapas mostram não apenas a evolução tecnológica, mas também a diversidade de cenários em que as máquinas agrícolas podem operar de forma mais eficiente e autônoma, reduzindo custos.

Segundo o especialista, a perspectiva de máquinas agrícolas utilizando inteligência artificial e respondendo a comandos por voz não está distante.

“Assim como vemos a automação nas residências, a inteligência artificial pode ser amplamente adotada na agricultura. O desafio é a conectividade, visto que apenas 40% das áreas rurais tendo acesso à internet. A expansão da internet no campo é fundamental para impulsionar a automação das operações e otimizar ainda mais os recursos, impulsionando a produtividade de forma sustentável”, conclui.

 

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Tecnologia

Agro fornece 29% de toda a energia renovável do país, revela estudo da FGV

Por Redação 24/06/2025
Escrito por Redação

 

Agro fornece 29% de toda a energia renovável do país, revela estudo da FGV

O agronegócio não é apenas um consumidor de energia, mas, sim, um dos principais fornecedores de energia renovável do país. O setor responde por cerca de 29% de toda a energia usada no Brasil – e, dentro do grupo das fontes renováveis, sua contribuição chega a impressionantes 60%. É o que revela o estudo inédito “Dinâmicas de Demanda e Oferta de Energia pelo Agronegócio”, do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com o coordenador do núcleo de bioenergia do Observatório da FGV, Luciano Rodrigues, o agronegócio brasileiro sempre foi sinônimo de produtividade, exportações recordes e segurança alimentar. O estudo evidencia que uma nova dimensão se impõe desse setor: sua relevância estratégica na transição energética do Brasil.

Governo confirma corte de R$ 445 milhões no seguro rural em 2025

“Esse protagonismo não se restringe à quantidade de energia limpa ofertada no País ou a presença dos biocombustíveis no setor de transporte – ele também se reflete nos destinos da bioenergia do agro, que se coloca como principal origem da matriz energética de vários setores industriais”, concluiu Rodrigues.

Sob a ótica da demanda, apesar de não figurar entre os países com maior intensidade energética, o consumo de energia pelo agro brasileiro requer alguma atenção, sobretudo pelo uso do diesel.

“O agronegócio no Brasil possui diversas características favoráveis para a utilização de energia limpa em toda sua cadeia produtiva: o clima tropical, a produção extensiva com menos irrigação, a elevada produtividade por hectare, mais de uma safra por ano, tecnologia e manejo adaptados às condições edafoclimáticas do país. No entanto, essa vantagem convive com uma vulnerabilidade: a dependência do diesel. Em 2022, 73% da energia usada diretamente na agropecuária brasileira veio de combustíveis fósseis, em especial o diesel. Isso torna o setor sensível a choques externos, como variações no preço do petróleo ou crises geopolíticas”, explica o pesquisador.

1 – Uso de energia por valor da produção agropecuária

O consumo de energia por valor da produção agropecuária é um indicador consolidado mundialmente para mensurar a eficiência energética e econômica do setor agropecuário, permitindo avaliar quanto de energia é requerido para gerar cada mil dólares (USD) de valor bruto da produção agropecuária.

Em 2022, o Brasil apresentou uma intensidade de uso de energia na agropecuária de 1,9 GJ por mil dólares de valor bruto da produção, patamar próximo à média mundial, estimada em 1,7 GJ/USD1000.

No caso brasileiro, os resultados evidenciam uma vantagem competitiva moderada em termos de eficiência energética econômica, reforçando que o país consegue gerar valor agrícola com consumo energético relativamente eficiente ante países desenvolvidos. Contudo, permanecem desafios associados à melhoria da eficiência dos sistemas produtivos, especialmente em segmentos agroindustriais de menor valor agregado por tonelada produzida.

2 – Brasil fornecedor global de alimentos

Outro indicador analisado foi o de consumo de energia por valor da produção de alimentos, que mede a intensidade energética associada exclusivamente às cadeias agropecuárias voltadas à produção de alimentos.

Essa métrica é particularmente relevante no contexto das discussões internacionais sobre segurança alimentar e sustentabilidade, pois permite aferir a eficiência energética relativa ao fornecimento de alimentos para a sociedade.

Em 2022, o Brasil apresentou um consumo de 2,0 GJ de energia por mil dólares de valor da produção de alimentos, valor ligeiramente superior à média global (1,7 GJ/USD1000), mas inferior a diversos países produtores relevantes, como: Argentina (8,2 GJ/USD1000); Canadá (4,3 GJ/USD1000); Espanha (2,4 GJ/USD1000); e França (2,2 GJ/USD1000).

Esse resultado reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor global de alimentos com eficiência energética relativamente competitiva, especialmente frente a países com sistemas produtivos altamente intensivos em insumos energéticos, como os países europeus.

O papel da Bioenergia na transição energética

A pesquisa revela ainda que o agronegócio é responsável por mais da metade da energia renovável usada no Brasil. Isso inclui o etanol da cana, o biodiesel da soja, o biogás de resíduos agropecuários, a lenha de florestas plantadas, a lixívia e outros subprodutos.

Sem essa contribuição, a matriz brasileira de energia renovável cairia de 49% para cerca de 20% – muito mais próxima da média global, que hoje gira em torno de 15%. A presença do agro diferencia o país das demais potências agroindustriais no quesito sustentabilidade energética.

No início dos anos 1970, a contribuição agropecuária à oferta energética apresentava elevada participação da lenha e carvão vegetal, que respondiam por mais de 40% da bioenergia do setor. Essa configuração começou a se alterar a partir dos anos 1980, quando a produção de derivados da biomassa da cana-de-açúcar se intensificou, impulsionada pela implementação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool).

Entre 1988 e 2003, a participação da bioenergia do agronegócio na matriz nacional permaneceu relativamente estagnada, oscilando em torno de 20%. Houve, entretanto, crescimento expressivo da oferta de lixívia, que passou de 1,2 milhão para 3,7 milhões de TEP. Por outro lado, o desempenho da cana-de-açúcar foi impactado negativamente pela crise do etanol no final dos anos 1980 e pela oscilação da produção no período de desregulamentação do setor.

A partir de 2003, essa tendência foi amplamente revertida. As duas décadas seguintes foram marcadas por forte expansão e diversificação da agroenergia. A oferta de energia proveniente da cana quase triplicou, impulsionada pela popularização dos veículos flex-fuel e pela expansão da bioeletricidade gerada com bagaço de cana-de-açúcar. A produção de lenha e carvão vegetal também duplicou no período, refletindo o fortalecimento da silvicultura energética como atividade comercial. A lixívia, por sua vez, teve crescimento próximo a 300%, acompanhando a expansão da indústria de papel e celulose.

Em síntese, a trajetória da bioenergia agropecuária foi um dos pilares da transição energética brasileira. Esse protagonismo também se reflete nos destinos da utilização dessa energia limpa. Setores como alimentos e bebidas, papel e celulose, cerâmica e ferroligas já usam majoritariamente energia derivada da biomassa agropecuária. Em alguns casos, ela supera 70% da matriz energética industrial.

Consumo de bioenergia do agro por setores

O estudo também analisou, no período de 1970 a 2023, quais setores econômicos utilizam a bioenergia do agronegócio.

Historicamente, o setor industrial se consolidou como o principal consumidor da bioenergia vinculada ao agronegócio. No início da série, esse setor absorvia mais de 70% da oferta total dessas fontes, tendência que se estabilizou em cerca de 50% nas últimas décadas. Essa dominância reflete a intensa utilização de biomassa sólida (como lenha e carvão vegetal) e de subprodutos industriais (como lixívia) nos processos industriais térmicos, particularmente nos subsetores de alimentos e bebidas, papel e celulose, cerâmica e ferroligas.

O setor de transportes desponta como o segundo maior consumidor da bioenergia do agro, com expansão significativa a partir da década de 1980, impulsionada pela introdução do etanol hidratado no contexto do Proálcool. Posteriormente, na década de 2000, observa-se uma nova inflexão ascendente com a institucionalização do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) e o crescimento da frota flex-fuel. Esses movimentos estruturais consolidaram o etanol e o biodiesel como pilares da matriz energética do setor de transportes brasileiro.

Já o setor energético, responsável por autoprodução e cogeração de energia elétrica e térmica, apresentou um aumento importante na participação relativa da bioenergia do agro entre os anos 1980 e início dos anos 2000. Essa trajetória reflete a ampliação da geração elétrica a partir da queima de bagaço de cana nas usinas sucroenergéticas e da lixívia nas plantas de celulose.

A conclusão é que a bioenergia vinculada ao agronegócio não apenas contribui significativamente para a diversificação da matriz energética brasileira, mas está estrategicamente posicionada nos setores com maior consumo e impacto econômico. A centralidade da indústria, pautada especialmente pela presença das agroindústrias, e dos transportes como destinos principais dessas fontes evidencia que políticas públicas voltadas à expansão e à eficiência dessas rotas bioenergéticas podem ter impactos multiplicadores relevantes.

 

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Tecnologia

São Paulo esperar ter 15% de suas áreas irrigadas até 2030 com programa Irriga+SP

Por Redação 24/06/2025
Escrito por Redação

Com o programa Irriga+SP, estado esperar ter 15% de suas áreas irrigadas até 203

São Paulo é um dos principais estados com a maior concentração de pivôs centrais do País. Um levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), por meio do Mapeamento Atualizado da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais, estimou a existência de aproximadamente 4.703 mil equipamentos de irrigação agrícola no estado. Esse número representa um crescimento de 7% em relação ao último censo, que registrou 4.388 equipamentos em 2019.

O uso de pivô central pode alcançar áreas grandes comparadas a outros métodos. Em relação à precisão da aplicação, o sistema apresenta alta eficiência e assertividade.

“A flexibilidade dos equipamentos atende desde pequenas a grandes áreas e culturas, além de possuir tecnologia de ponta, trazendo todo o controle ao alcance dos dedos, além de permitir a prática da quimigação, à valores de investimento com boa aceitabilidade”, destacou o professor de irrigação da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Irrigação, Dr. Fernando Tangerino.

Para a pecuarista e produtora de grãos, Fernanda Sleutjes, da fazenda Santa Cecília, no município de Angatuba, interior paulista, o uso do equipamento garante a correlação de produtividade e planejamento estratégico para o plantio.

“Atualmente, temos em torno de 85% da área irrigada por pivô central. O que nos permite ter melhores produtividades, mais segurança na produção, maior valor agregado, em relação às áreas não irrigadas. A utilização da irrigação possibilita também planejar e escalonar as culturas, otimizando mão de obra, máquinas e insumos, aprimorar técnicas de aplicação de produtos via irrigação, além de fazermos cinco culturas em duas safras”, frisou Fernanda Sleutjes.

O Sudoeste Paulista é reconhecido como um dos principais polos de irrigação tanto no estado quanto no país. De acordo com a Associação Sudoeste Paulista de Irrigação e Plantio na Palha (ASPIPP), atualmente, a região conta com mais de 2.000 pivôs instalados.

“A característica cooperativista dos nossos produtores permite, por meio dessa organização, superar adversidades como o desenvolvimento da cadeia de fornecedores, da infraestrutura energética e da gestão de recursos hídricos”, ressaltou o diretor executivo da ASPIPP, Vitor Pereira.

O diretor da associação relaciona que a escolha pelo método de irrigação pode variar conforme a topografia da região, culturas agrícolas, condições ambientais, valor da terra e a disponibilidade de mão de obra local. Após a análise desses fatores, o produtor rural opta por um dos métodos, sendo que o pivô central tem demonstrado maior viabilidade técnica e financeira.

Área irrigada e escassez de água

Em 2024, o estado de São Paulo enfrentou sua pior seca desde 1982, avalia o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). “Os efeitos das mudanças climáticas estão cada vez mais fortes e São Paulo passou por uma seca muito forte. Mas quem tem sua lavoura irrigada, tem sua produção garantida. Irrigação é prosperidade, é segurança de produção. Com o plano, SP terá 15% de suas áreas irrigadas até 2030. Nós vamos armazenar água em SP para o agronegócio”, destacou o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

A área irrigada do Brasil representa apenas 2,6%, ou seja 9,2 milhões de hectares, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo a ANA, São Paulo possui uma área total irrigada de 2,4 milhões de hectares, cerca de 29,5% do cenário nacional.

Para expandir ainda mais a zona agrícola irrigante, o governo de SP, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista – O Banco do Agronegócio Familiar – FEAP/BANAGRO, lançou o FEAP SP – Projeto Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista, o Irriga+SP, promovendo a produtividade das áreas agrícolas e combatendo as mudanças climáticas, transformando os atuais 6% de áreas irrigáveis em 15% até 2030.

O programa estadual disponibiliza R$200 milhões em crédito com subvenção para os pequenos e médios produtores rurais por meio da Desenvolve SP. O projeto abrange o financiamento de sistemas de irrigação, energia fotovoltaica e tecnologias de agricultura de precisão, incluindo a aquisição de drones, estufas automatizadas e a contratação de serviços especializados, entre outros.

 

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https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-aprova-credito-extraordinario-de-r-60-milhoes-para-o-mapa
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Governo confirma corte de R$ 445 milhões no seguro rural em 2025

Por Redação 24/06/2025
Escrito por Redação

Governo confirma corte de R$ 445 milhões no seguro rural em 2025

Clarisse Sousa – O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o bloqueio de R$ 445 milhões previstos para o seguro rural em 2025, para cumprir as metas fiscais do governo federal. A medida foi publicada nesta terça-feira (24) pelo Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que aprovou a distribuição do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até o mês de agosto de 2025. 

De acordo com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, esse cenário deve ser temporário. “Vamos trabalhar para reverter esse bloqueio o mais rápido possível, para não prejudicar as contratações da safra de verão. Por se tratar de uma despesa discricionária, o orçamento do PSR está sempre sujeito a esse tipo de situação”.

O governo também anunciou a liberação de mais recursos para a contratação do seguro rural. O novo cronograma contempla os valores mensais que serão disponibilizados para subvencionar a contratação pelos produtores até o mês de agosto de 2025.

A partir de junho serão disponibilizados aos produtores mais R$ 280 milhões para a continuidade das contratações de apólices para as culturas de inverno; R$ 36 milhões para frutas; R$ 7,5 milhões para a modalidade de pecuário; R$ 1,5 milhão para florestas; e R$ 35,5 milhões para as demais culturas.

“Com esses recursos, estimamos que conseguiremos atender praticamente toda a demanda dos produtores para as culturas de inverno e sinalizamos mais valores para as demais atividades”, ressaltou o secretário.

Projeto-piloto para seguro rural 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Resolução nº 107, que estabelece as regras do projeto-piloto do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) com Níveis de Manejo (NMs), dentro do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Desenvolvida pela Embrapa, a nova metodologia avalia a qualidade do manejo do solo e sua influência na mitigação de riscos climáticos, classificando as lavouras em quatro níveis, de NM1 (pior manejo) a NM4 (melhor manejo). O objetivo é incentivar boas práticas agrícolas e viabilizar seguros mais aderentes à realidade das lavouras.

O projeto será testado inicialmente em lavouras de soja no Paraná, com incentivo financeiro variando entre 20% e 35% conforme o nível de manejo. Um orçamento de R$ 8 milhões será destinado exclusivamente à iniciativa. A classificação das áreas será feita pela Embrapa, com base em dados técnicos enviados por produtores ou agentes operadores.

“Estamos dando o pontapé inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir traçar o perfil de cada área agrícola e identificar o histórico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poderão ofertar coberturas mais aderentes à realidade de cada lavoura e cobrar preços mais justos pelas apólices”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

 

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Mercado

Indústria moageira aposta no Cerrado para ampliar a produção de trigo

Por Redação 23/06/2025
Escrito por Redação

Indústria moageira aposta no Cerrado para ampliar a produção de trigo

De olho na produção e na qualidade do trigo do Centro-Oeste, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) promoveu, nos dias 16 e 17 de junho, a primeira edição do Giro Abitrigo – Cerrado. O evento levou cerca de 45 representantes de moinhos de trigo de todo o Brasil para conhecer a produção do grão na região. Realizado na região de Cristalina (GO), o encontro incluiu visitas a seis propriedades rurais, permitindo aos participantes observar de perto a qualidade, a produtividade e o potencial do trigo cultivado no Cerrado.

Para o superintendente da Abitrigo, Eduardo Assêncio, a iniciativa representou um marco para o setor, proporcionando aos participantes uma visão muito clara das lavouras na região e das possibilidades de negócios. “Isso vai ajudar bastante os moinhos da Abitrigo a se posicionarem estrategicamente em relação aos seus negócios futuros, entendendo melhor como conduzir suas operações diante dessa nova movimentação e expansão da oferta de trigo. Além disso, conhecer os campos de trigo do Cerrado nos mostra a possibilidade de expansão na produção do grão no Brasil, fator que contribuirá com a autossuficiência do Brasil”.

O evento ocorre em um momento de crescente relevância do trigo no Cerrado. Com aproximadamente 3 milhões de hectares aptos para o cultivo de trigo de sequeiro e 500 mil hectares para trigo irrigado, a região apresenta um potencial significativo para ampliar a produção nacional e contribuir para a autossuficiência brasileira no cereal. Em 2024, a produção no estado de Goiás foi de 350 mil toneladas, com expectativa de superar as 400 mil toneladas este ano.

Victor Oliveira, diretor de Suprimentos da Nita Alimentos, ressaltou a importância do evento. “O Giro foi uma oportunidade incrível e uma iniciativa muito positiva da Abitrigo. Trazer os moinhos e outros elos da cadeia para conhecer o trigo no Cerrado é uma experiência única. Décadas atrás, o trigo não era uma cultura expressiva por aqui, mas, atualmente, cresce ano após ano”, comentou.

Arnei Antônio Fraçon, sócio do moinho Infasa, também destacou a relevância estratégica da região. “O Cerrado cultiva trigo há algum tempo, mas só nos últimos anos essa cultura ganhou força. A região oferece uma colheita antecipada em relação a outras áreas e uma qualidade comparável à de trigos importados. Conhecer essa realidade foi muito enriquecedor, assim como observar o enorme potencial de crescimento do cultivo de trigo no Cerrado”, afirmou.

Ruy Zanardi, diretor de Operações da Ocrim, elogiou o avanço acelerado do trigo no Cerrado. “Estive aqui há quatro anos, quando o trigo começava a se firmar na região. Agora, fiquei impressionado com o rápido desenvolvimento, tanto em área cultivada quanto em tecnologia. O Cerrado está se consolidando como uma nova fronteira agrícola para o trigo, e essa produção será essencial para abastecer os moinhos do Brasil”, concluiu.

Expansão acelerada e perspectivas promissoras

Durante as visitas, o trigo irrigado foi um dos destaques. Com produtividade entre 6,5 e 7 toneladas por hectare, esse sistema permite colheitas escalonadas de junho a outubro e melhora a qualidade do solo para outras culturas, como a soja. Jorge Luiz Kolling, produtor rural da região, apontou a vantagem agronômica e econômica do trigo integrado ao milho safrinha. “Estamos aprendendo a lidar com o trigo, que exige dedicação e coragem. Mudamos muitas práticas e seguimos em constante aprendizado”, relatou.

Juarez Guse Schadeck, outro produtor que recebeu o grupo, ressaltou o valor estratégico do Cerrado. “O clima favorável e o solo responsivo tornam o Cerrado uma alternativa viável para o trigo. Eventos como esse mostram que o mercado reconhece nosso trabalho e nos motivam a ampliar a produção”, afirmou.

Alan Cesar Garcia Guimarães, proprietário da Sitari Agronegócio, destacou o impacto positivo do evento para os produtores. “Sempre houve dúvidas sobre a capacidade do mercado de absorver o aumento da produção. A presença de moinhos de diversas regiões traz confiança e estimula a expansão da área plantada”, afirmou.

“Essa ação da Abitrigo, ao trazer os moinhos e compradores do cereal para conhecerem as lavouras do Cerrado, é marcante. Ela beneficia ambos os lados da cadeia: os produtores, que passam a entender que há mercado e recebem informações sobre os tipos de trigo demandados; e os moinhos, que têm a oportunidade de visualizar o crescimento e a consistência da produção do grão no Brasil, bem como sua direção futura”, destacou o Eduardo Assêncio.

 

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Mercado

Inadimplência redefine crédito rural e aumenta demanda por CPR registrada

Por Redação 23/06/2025
Escrito por Redação

Inadimplência redefine crédito rural e aumenta demanda por CPR registrada

O aumento da inadimplência entre empresas do setor agropecuário está mudando o perfil do crédito rural no Brasil. Prazos mais longos para pagamento, maior aversão ao risco por parte de financiadores e o uso cada vez mais consolidado da Cédula de Produto Rural (CPR) formam um novo cenário para o financiamento do agronegócio. A análise é da Vertrau, empresa de tecnologia especializada na infraestrutura do mercado financeiro e criadora da plataforma digital AgroTrust, voltada à gestão e registro de CPRs.

“As operações com recursos direcionados e taxas de mercado foram as mais impactadas pela deterioração da capacidade de pagamento”, afirma Israel Malheiros, Head de operações da Vertrau. Segundo dados da CNDL/SPC Brasil (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e Serviço de Proteção ao Crédito), a inadimplência de pessoas jurídicas subiu de 0,60% para 0,76% em março último, um aumento de 26,7% comparado ao mesmo período do ano passado.

“Esse aumento reflete um ambiente macroeconômico ainda adverso, com juros elevados, queda na renda agrícola e pressão para recomposição de margens.”

Outro efeito direto do cenário é o alongamento dos prazos médios de concessão de crédito rural. Dados do Banco Central indicam que, de abril de 2024 a abril de 2025, o prazo médio total subiu de 19,4 para 31,9 meses (alta de 64%). Nas operações com taxas reguladas, o avanço foi ainda mais expressivo: de 25,1 para 48,1 meses, crescimento de 92%.

Nesse novo ciclo de financiamento, a CPR se consolida como principal instrumento de crédito privado no agro. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o estoque de CPRs registradas cresceu 1.323% desde 2021 — saltando de R$ 34 bilhões para R$ 484 bilhões em março deste ano. Já o volume movimentado via CPR no período de doze meses até março foi de R$ 325 bilhões, alta de 43%. “Essa transformação do crédito rural exige mais do que recursos: exige infraestrutura de confiança. Por isso a CPR digital, registrada e com rastreabilidade, deixou de ser apenas um título. Ela se tornou uma base estruturante para o crédito rural moderno”, afirma Malheiros.

Um importante impulsionador das CPRs tem sido o desenvolvimento de plataformas que operam como uma infraestrutura fundamental para o crédito rural. Para apoiar esse novo modelo de crédito, a Vertrau desenvolveu o AgroTrust, plataforma que oferece segurança, rastreabilidade e integração com sistemas de custódia e registradoras.

“Desenvolvemos o Agrotrust para oferecer aos bancos, fundos estruturados, cooperativas e originadores uma plataforma que confere segurança e transparência às operações de crédito, mesmo em um ambiente de risco elevado e prazos mais longos”, destaca o representante da Vertrau. Segundo ele, a plataforma permite a rastreabilidade das garantias, a integração com registradoras e sistemas de custódia e tem contribuído com a governança das obrigações.

O protagonismo da CPR ocorre em um contexto de expansão do crédito privado no agronegócio. Ainda segundo o MAPA, o estoque total de instrumentos como CPR, LCA, CRA, CDCA e Fiagro ultrapassou R$ 1,2 trilhão em novembro do ano passado, com crescimento de 31,5% em relação ao ano anterior. “A retração orçamentária do Plano Safra tem acelerado o uso dessas estruturas privadas, mais flexíveis e eficientes e a CPR é a peça-chave dessa engrenagem”, conclui Malheiros.

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