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Mercado

Plano Safra empresarial 2025/26 terá R$ 516,2 bilhões e juros mais altos

Por Redação 01/07/2025
Escrito por Redação

Plano Safra 2025/26 disponibilizará R$ 516,2 bilhões a médios e grandes produtores

O governo federal lançou nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2025/26, com recursos na ordem de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial, formada por médios e grandes produtores. O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior. 

Do total anunciado, R$ 415 bilhões serão destinados a operações de custeio e comercialização, R$ 13 bilhões a mais que na safra passada. Outros R$ 102 bilhões vão para investimentos em infraestrutura produtiva, o que representa um crescimento de 51% em relação ao volume executado no último ciclo. Cerca de R$ 114 bilhões serão contratados com juros controlados e equalizados, com aumento de 23% em relação ao ano anterior.

Taxas de juros

No caso do custeio e comercialização de grandes produtores, a taxa de juros passou de 12% para 14%. Nos programas Inovagro, Proirriga e para o crédito de investimento empresarial, os juros subiram de 10,5% para 12,5%.

Houve aumento também na taxa de juros do Moderfrota – Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras. Para grandes produtores, a taxa passou de 11,5% para 13,5%; para os produtores médios (Pronamp), a taxa aumentou de 10,5% para 12,5%.

- Plano Safra empresarial 2025/26 terá R$ 516,2 bilhões e juros mais altos

Segurança e sustentabilidade no campo

A partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Anteriormente restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido.

O objetivo da medida é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Outra novidade é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, valorizando iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar seus passivos e retomar o fluxo produtivo.

Acesso ampliado ao Funcafé

Um dos destaques desta edição é a ampliação do acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A partir de agora, beneficiários do Pronaf e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderão acessar o fundo mesmo que já tenham contratos ativos pelo Plano Safra, aumentando as opções de crédito e a capacidade de investimento e produção no setor cafeeiro.

Incentivo à produção sustentável 

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O Plano Safra 2025/26 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Além disso, o governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e também para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, com recursos equalizados e respeitados os limites definidos por cada instituição financeira para o ano agrícola.

Programas voltados à modernização e inovação seguem fortalecidos. Moderagro e Inovagro foram unificados para simplificar o acesso ao crédito e, com isso, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar também ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de financiamento de ações de prevenção e combate ao fogo no imóvel rural; uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa; e entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

Armazenagem

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, o que contribui para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Outra novidade é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

 

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01/07/2025 0 Comentários
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A estratégia da Cummins para reduzir máquinas paradas no campo
ManutençãoTecnologia

Por que a escolha do motor é decisiva para reduzir custos e aumentar a produtividade

Por Redação 30/06/2025
Escrito por Redação

Por que a escolha do motor é decisiva para reduzir custos e aumentar a produtividade

Cada vez que um produtor sobe na cabine e gira a chave do trator, ele precisa ter certeza de que aquela máquina cumprirá o serviço dentro da janela apertada da safra. O motor — verdadeiro coração do equipamento — tem de entregar força, consumir o mínimo de combustível possível e, acima de tudo, permanecer disponível quando o relógio da lavoura exige.

Somente em 2023, foram emplacados 53.793 tratores de rodas no Brasil, segundo dados da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, evidenciando que a mecanização segue essencial para a rentabilidade do campo. Mas, diante de margens estreitas, não basta comprar potência bruta: o produtor busca motores que também reduzam custos de manutenção, simplifiquem reparos e atendam às normas ambientais.

É essa combinação que a Cummins oferece no motor F4.5 com cárter estrutural mecânico MAR-I — um 4 cilindros de 149 hp que está disponível no segmento agrícola com o diferencial do cárter estrutural.

Monobloco que trabalha por você

No projeto com cárter estrutural, o bloco do motor se fixa diretamente à transmissão e ao eixo dianteiro, formando um chassi monobloco. Validado em análises virtuais e testes de bancada, esse conceito traz benefícios concretos:

  • Menos componentes estruturais – ao dispensar suportes e travessas extras, o conjunto reduz massa e libera capacidade de carga.
  • Distribuição uniforme de tensões – a rigidez adicional ajuda a manter alinhada a transmissão em terrenos irregulares, o que pode reduzir esforços sobre rolamentos e juntas.
  • Vida útil do conjunto – menos pontos de fixação significam menos folgas ao longo dos anos, diminuindo a necessidade de reparos estruturais.

O resultado é um trator estável, pronto para jornadas extensas, com menor propensão a desalinhamentos e trincas.

Potência na medida certa, sem desperdício

Entregando 149 hp a 2.200 rpm, o motor F4.5 com cárter estrutural possui potência calibrada para operar nas faixas de rotação mais usadas no campo, oferecendo:

  • Flexibilidade de aplicação – o mesmo trator pode tracionar implementos de preparo de solo, carretas de transporte e pulverizadores de barras largas.
  • Reserva de força – em picos de carga, como subsolagem ou rampas com graneleiras cheias, o motor mantém desempenho sem exigir modelos de cilindrada maior.
  • Adequação às normas – o atendimento ao MAR-I garante conformidade ambiental e valor de revenda.

Na prática, o produtor pode optar por tratores mais leves ou usar a folga de potência para ampliar o leque de implementos que a máquina atende ao longo do ciclo agrícola.

Intervalos de manutenção que cabem no calendário da safra

O motor F4.5 com cárter estrutural estabelece trocas de óleo a cada 500 horas, intervalo planejado para coincidir com períodos de menor demanda. Três fatores sustentam essa meta: 

  • Componentes de alta durabilidade – materiais e folgas dimensionados para longas jornadas.
  • Sistema mecânico de combustível – bomba e injetores mecânicos simplificam a eletrônica, reduzindo custos de reparo.
  • Rede nacional Cummins – distribuidores e oficinas autorizadas presentes nas principais regiões agropecuárias do País.

Menos intervenções não planejadas significam tempo de máquina disponível na fase crítica da safra e custo/hora diluído ao longo do ano.

Design compacto e manutenção facilitada

Com desenho modular e dimensões enxutas, o motor F4.5 com cárter estrutural otimiza espaço no cofre do trator:

  • Possibilidade de tanques maiores – ampliar a autonomia é vantagem em propriedades de grande extensão.
  • Liberdade de projeto para o OEM – o fabricante pode adicionar reforços ou sistemas adicionais sem comprometer o balanceamento.
  • Acesso rápido a consumíveis – filtros, correias e pontos de inspeção estão posicionados externamente, permitindo trocas em poucos minutos.

Para o produtor, isso se converte em linhas de serviço mais curtas, menor demanda de ferramentas especiais e alta disponibilidade do trator.

Para onde olhar daqui em diante

Custos crescentes, busca por menores emissões e disponibilidade limitada de mão de obra exigem motores que entreguem produtividade sem complicar a manutenção. Ao combinar cárter estrutural, arquitetura mecânica simplificada e suporte nacional de peças, o motor F4.5 oferece ao produtor rural uma solução robusta e alinhada às exigências do campo brasileiro.

Quando chegar a hora de investir no próximo trator, avalie além dos cavalos de potência: considere tempo de máquina disponível, facilidade de manutenção e integração estrutural. O trator certo começa — e termina — pelo coração que o move.

Checklist antes de escolher o próximo motor

Avaliar Motivo
Potência útil × peso Densidade alta permite tratores mais leves e eficientes.
Troca de óleo em 500 h Menos paradas no pico da safra e custo diluído.
Cárter estrutural Aumenta rigidez e reduz componentes extras.
Conformidade MAR-I Mantém o trator dentro da legislação atual.
Rede de suporte Cummins Peças genuínas e assistência técnica agilizam qualquer reparo.

Economia que aparece no extrato

  • Paradas de manutenção concentradas graças ao intervalo de 500 h.
  • Potência calibrada reduz consumo específico em faixas de rotação usuais.
  • Um único trator cobre do plantio à colheita, simplificando a frota.
  • Conjunto motor-transmissão protegido pela rigidez do chassi monobloco.

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas informações técnicas fornecidas pela Cummins e em análises editoriais da redação do Portal Máquinas & Inovações Agrícolas.

30/06/2025 0 Comentários
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Saiba como escolher o trator ideal para a agricultura familiar
Mercado

Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 terá R$ 89 bilhões

Por Redação 30/06/2025
Escrito por Redação

Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26 terá R$ 89 bilhões

Clarisse Sousa – O Governo Federal apresenta nesta segunda-feira, 30 de junho, as medidas do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26. Ao todo, serão R$ 89 bilhões destinados a políticas de crédito rural, compras públicas, seguro agrícola, assistência técnica, garantia de preço mínimo, entre outras.  Do total, R$ 78,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

“Conseguimos manter taxas de juros acessíveis, especialmente para a produção de alimentos essenciais, mesmo em um cenário econômico desafiador, garantindo que o agricultor familiar tenha condições justas de financiamento”, afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

Está mantida a taxa de 3% para financiar a produção de alimentos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – caindo para 2% quando o cultivo for orgânico ou agroecológico. 

Aquisição de máquinas

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26 traz mais incentivos para a mecanização, no contexto do Programa Mais Alimentos. O limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de apenas 2.5%.

Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros é de 5%, com subsídio do Governo Federal para incentivar mais tecnologia no campo.

Outro destaque é a assinatura do aguardado decreto do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, o Pronara, que tem como objetivo fomentar práticas agrícolas mais seguras e saudáveis. O programa prevê ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos e no ambiente, fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e ampliação do uso de bioinsumos.

Destaques do
Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26:

● Manutenção das taxas de juros para a produção de alimentos no Pronaf Custeio (3% para produtos de alimentos da cesta básica e 2% para produtos da sociobiodiversidade, agroecologia e orgânicos)

● Manutenção da taxa de juros de 3% para o Pronaf Investimento nas linhas de crédito Pronaf Floresta, Pronaf Jovem, Pronaf Agroecologia, Pronaf Bioeconomia, Pronaf Convivência com o Semiárido, Pronaf Produtivo Orientado e inclusão de avicultura, ovinocultura e caprinocultura, conectividade no campo e equipamentos para acessibilidade nos investimentos incentivados

● Mais Alimentos: agora máquinas e equipamentos no valor de até R$100 mil passam a ter taxas de juros de até 2,5% para famílias com renda anual de até R$150 mil. Tratores e demais equipamentos até R$250 mil seguem com taxas reduzidas, de 5%.

Números do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26 

Pronaf: R$ 78,2 bilhões

Garantia-Safra: R$ 1,1 bilhão

ProgAgro Mais: R$ 5,7 bilhões

Compras públicas: R$ 3,7 bilhões

Ater:  R$ 240 milhões

PGPM-Bio: R$ 42,2 milhões

 

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30/06/2025 0 Comentários
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Empresas

Case IH inaugura maior concessionária da marca na América Latina, em Mato Grosso

Por Redação 30/06/2025
Escrito por Redação

Case IH inaugura maior concessionária da marca na América Latina, em Mato Grosso

A Case IH, marca da CNH, inaugurou na quinta-feira, 26, a maior concessionária da marca em toda a América Latina. Com uma área total de 57.569 m², sendo 8.391,62 m² de área construída, a loja da Suprema Máquinas na cidade de Alta Floresta (MT) contou com investimento de R$ 40 milhões e tem previsão de gerar mais de 100 postos de trabalho na região.

Segundo Alex Sierra, presidente da Suprema Máquinas, a nova loja trará um impacto direto no fortalecimento do agronegócio local e regional, garantindo mais agilidade no atendimento, disponibilidade de máquinas, peças e serviços, além de gerar empregos e movimentar a economia.

“Nossa expectativa é a de aproximar ainda mais os produtores, oferecendo tecnologia, suporte técnico especializado e reafirmando o nosso compromisso com o desenvolvimento do setor agrícola na região norte de Mato Grosso”, destacou.

O novo espaço conta com 3.422 m², de área de serviços, 793 m² de área coberta para demonstração de máquinas novas, 433 m² de showroom e 4.000 m² de área aberta para demonstração de máquinas. A estrutura é equipada com placas solares para garantir a sustentabilidade no consumo de energia.

A nova loja da Suprema Máquinas ainda segue o conceito de New Gen Dealers da Case IH que propõe uma nova experiência para o produtor rural. O projeto prevê que, até 2028, todas as lojas passem por uma atualização contando com novos espaços de atendimento para vendas e serviços.

Há ainda o espaço Connect Room, uma sala de operações de gestão e monitoramento de máquinas e soluções que recebe e envia informações em tempo real, auxiliando a operação agrícola dos clientes. A gestão dos dados é feita pelo aplicativo FieldOps de onde o produtor estiver.

Para trazer ainda mais eficiência e produtividade para o campo, há ainda o Case IH Smart Services, pacote de serviços recém-lançado pela marca. Com ele é possível que o cliente monte o seu pacote de acordo com a necessidade do momento, e conta com planos de manutenção preventiva, suporte remoto, consultorias de performance, treinamentos, entre outros.

“O conceito que estamos trabalhando agora traz uma melhor experiência para os nossos clientes, com foco na funcionalidade do espaço e em práticas sustentáveis”, comenta Denny Perez, diretor Comercial da Case IH Brasil. Ele também celebra a inauguração como um marco para a região, “a partir de agora, a Suprema Máquinas além de oferecer todo o nosso portfólio de máquinas e soluções pode se orgulhar de ter a maior concessionária da marca na América Latina”, enfatiza.

Até então a maior concessionária da Case IH estava localizada na Argentina, na cidade de Tucumán, com mais de 3 mil m² de área construída em um terreno total de 55 mil m².

Importância da região

O estado de Mato Grosso é uma localização estratégica para o agronegócio brasileiro e importante para a Case IH. Recentemente, a CNH inaugurou um novo Centro de Distribuição (CD) no estado como parte de sua estratégia para melhorar a disponibilidade de peças e otimizar o tempo de entrega para a região. É também em Mato Grosso que está a Fazenda Conectada Case IH, um laboratório conectado, inteligente e sustentável em uma fazenda real na cidade de Água Boa.

“O cliente é o centro do nosso negócio. Todo esse movimento mostra nosso esforço para entregar um serviço de qualidade de ponta a ponta em uma região que representa mais de 20% das nossas vendas”, complementa Perez.

A nova concessionária da Case IH Suprema Máquinas está localizada na Rodovia MT-208, n 5.470, CxP 389, no Bairro Rural (CEP 78.580-000), em Alta Floresta/MT.

 

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30/06/2025 0 Comentários
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BNB contrata 52% a mais na agricultura familiar e supera R$ 8,6 bi em financiamentos
Mercado

Parceria destina R$ 299 milhões para agricultura familiar na Bahia

Por Redação 30/06/2025
Escrito por Redação

Parceria destina R$ 299 milhões para agricultura familiar na Bahia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado da Bahia assinaram um contrato de R$ 299 milhões que serão destinados à agricultura familiar, segundo informações da Agência Brasil. O contrato faz parte da iniciativa Sertão Vivo, e os recursos deverão beneficiar 75 mil famílias, o que corresponde a cerca de 300 mil pessoas, em 49 municípios.

De acordo com o BNDES, o objetivo é apoiar a adoção de práticas agrícolas resilientes às mudanças climáticas por agricultores familiares do semiárido baiano.

Do total de recursos contratados, R$ 252 milhões serão disponibilizados em forma de empréstimo ao governo estadual, e os R$ 47 milhões restantes serão repassados pelo BNDES, de forma não reembolsável. Para o agricultor familiar, o apoio será 100% não reembolsável.

A assinatura do contrato ocorreu neste sábado (28), em cerimônia em Itiúba (BA), que contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e da representante do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Alessandra di Giacomo.

O monitor da Escola Família Agrícola (EFA) de Monte Santo, Lucas da Silva Santos, foi um dos que discursou na cerimônia. Ele disse que graças aos projetos que chegam na região, ele conseguiu realizar o sonho de estudar e de ter a própria terra.

“É, sim, possível viver no semiárido. Na verdade, viver, não, conviver com ele. A gente tem a ideia que o semiárido é um lugar seco, com solo rachado e com carcaça de animais. Mas, eu mostro para vocês que o semiárido é vivo, verde e cheio de abundância”, disse.

A estudante do curso técnico de agropecuária da EFA de Itiúba Anita Andrade da Silva acredita que os recursos poderão ser também uma oportunidade para os jovens. “Ouvimos muito dizer que jovens não querem nada, mas nós queremos. Nós queremos o futuro, queremos transformar, queremos sonhar”, discursou.

Sertão Vivo

A iniciativa Sertão Vivo é uma parceria do BNDES com o FIDA, da Organização das Nações Unidas (ONU), que conta também com recursos do Green Climate Fund. A previsão é que sejam destinados mais de R$ 1,3 bilhão a projetos no semiárido de seis Estados do Nordeste: Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Sergipe. Parte dos recursos são empréstimos e deverão ser reembolsados, e parte é doação.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o programa vai contribuir para transformar a realidade do semiárido da Bahia.

“É uma das prioridades do governo Lula, dar condições para que as famílias que vivem no sertão possam melhorar de vida de forma sustentável e, ao mesmo tempo, estejam preparadas para as mudanças climáticas. O programa atua de forma integrada: combate à pobreza, aumenta a produção de alimentos com tecnologias que se adaptam ao semiárido, recupera sistemas degradados da caatinga e gera resiliência climática. O resultado é mais renda, qualidade de vida e comida na mesa”.

A estimativa, de acordo com o BNDES é beneficiar, no total, cerca de 326 mil famílias (aproximadamente 1,3 milhão de pessoas) em situação de vulnerabilidade.

 

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30/06/2025 0 Comentários
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Mercado

São Paulo deve colher 2,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra, um aumento de 21,2%

Por Redação 27/06/2025
Escrito por Redação

São Paulo deve colher 2,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra, um aumento de 21,2%

O milho é um dos principais destaques do “Relatório de Acompanhamento Mensal da Safra de Grãos” da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) deste mês. Segundo a publicação, a primeira safra foi concluída com aumento de 9,3% na produtividade, alcançando 6.010 kg/ha, devido a condições climáticas mais favoráveis, o que resultou em uma produção de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas.

A segunda safra também tem sido beneficiada pelo clima, com uma estimativa de produção de 2,5 milhões de toneladas, 21,2% a mais do que no ano passado. Somadas, as duas safras devem totalizar 4,1 milhões de toneladas, um crescimento de 12,7% sobre o ciclo anterior. Em contrapartida, algodão, feijão e trigo apresentaram leves quedas nas previsões.

O relatório, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp com base em dados da Conab, também aponta que a produção total de grãos no estado de São Paulo deverá atingir 11,5 milhões de toneladas, um aumento de 29,2% em relação à safra passada, muito em função da recuperação de 27,8% na produtividade média do estado.

Brasil

Os dados mais recentes mantêm a expectativa de safra recorde de grãos, estimada em 336,1 milhões de toneladas, um aumento de 13% em relação à safra anterior. As boas previsões para milho, soja e sorgo são responsáveis pelo novo crescimento, enquanto amendoim e feijão apresentaram leves retrações.

 

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27/06/2025 0 Comentários
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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Mercado

Mesmo com geadas, lavouras do Paraná mantêm ritmo produtivo

Por Redação 27/06/2025
Escrito por Redação

Mesmo com geadas, lavouras do Paraná mantêm ritmo produtivo

O frio trouxe consigo dois dias com geadas intensas em uma área de maior amplitude que o comum, que incluiu regiões que não passam tão frequentemente por este fenômeno. Apesar da geada causar perdas para algumas culturas, o frio, em geral, também pode apresentar benefícios para as culturas de inverno. A Previsão Subjetiva de Safra (PSS), elabora pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgada nesta quinta-feira (26), mostra as previsões para as safras atuais referente à última segunda-feira (23), ou seja, ainda não mensura o impacto das geadas dos últimos dias, mas os técnicos do departamento anteciparam qual cenário esperar.

No geral, o clima mais frio colabora para o controle de pragas de todas as culturas, diminuindo custos para o produtor. Para o trigo, cultura de inverno, o frio pode favorecer novas brotações quando acontece durante desenvolvimento vegetativo, resultando em mais espigas e maior potencial produtivo.

Ou seja, o trigo não teve tantos prejuízos pela geada, como explica o agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho. “Na maior parte das lavouras, a geada aconteceu em um momento em que o trigo ainda não chegou em uma fase que pode ser tão prejudicada, já que cerca de 81% encontram-se em desenvolvimento vegetativo”, explicou.

No entanto, quando ocorrem durante o período reprodutivo podem causar perdas para o trigo. Assim, o problema pode estar nos 11% que se encontram em floração, fase em que a planta fica mais suscetível a danos pela geada, e 1% em frutificação, quando também pode ser prejudicial.

O documento aponta uma produção de 2,6 milhões de toneladas de trigo, 16% a mais que o ano anterior, que era de 2,3 milhões de toneladas em uma área 27% menor que 2024, de 1,13 milhão hectares para 833,4 mil.

A segunda safra do milho, que é uma cultura de verão, em maior parte já passou pelas etapas que podem causar grandes prejuízos, já que 63% já se estão em maturação. Porém, 36% ainda estão em frutificação e 1% em floração, fases suscetíveis. Ou seja, 1 milhão de hectares estavam suscetíveis a perdas por geada, principalmente no Oeste e na região de Campo Mourão. Por outro lado, o Deral explica que mesmo que hajam perdas de 20% nesta área, ainda sim seria uma safra histórica, superando o recorde anterior da safra 2021/22.

Antes das geadas, a previsão era de que fossem colhidas 16,5 milhões de toneladas (27% a mais que as 13 milhões colhidas no ano anterior) em uma área de 2,76 milhões de hectares (9% a mais que os 2,5 milhões de hectares no ciclo de 2023/24).

O Deral informa que o cálculo efetivo das perdas ocorridas pelas geadas deve ser feito de 7 a 10 dias após o ocorrido, com as primeiras informações podendo ser observadas na próxima terça-feira (1º de julho), através do Boletim de Condições de Tempo e Cultivo.

Café

O café também pode apresentar reflexos do frio, com problemas de qualidade em alguns grãos, já que 21% estão em frutificação e 79% em maturação. A previsão até então é de que sejam colhidas 43,1 mil toneladas, 7% a mais que o ano anterior (40,4 mil toneladas), da área de 25,4 mil hectares, 2% maior que a anterior de 25,4 mil hectares.

Cevada

A cevada, que está 73% plantada, ainda está em maior parte em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. O Deral prevê que a safra deve produzir 423 mil toneladas, 43% a mais que o ano passado, em uma área de 96,9 mil hectares, também maior que a anterior em 20% (de 80,5 mil para 96,9 mil hectares.

 

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Mercado

Chuvas prejudicam lavouras e atrasam plantio da safra de inverno no RS

Por Redação 27/06/2025
Escrito por Redação

Chuvas prejudicam lavouras e atrasam plantio da safra de inverno no RS

O plantio do trigo avançou apenas 2% e atinge 39% da área prevista para o Rio Grande do Sul nesta safra, que é de 1.198.276 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (26/06), o atraso do plantio das culturas de inverno se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados (próximos a 300mm em grande extensão da região produtora do Estado).

Nas lavouras de trigo semeadas recentemente houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência. A maioria dos danos corresponde à erosão laminar, concentrada em pontos de convergência do escoamento superficial, o que não exigirá replantio, apesar da redução no estande de plantas.

O replantio será necessário apenas em algumas lavouras, situadas em solo mais arenoso, onde não foram adotadas práticas adequadas de conservação, ou em regiões de relevo inferior, em que houve acúmulo de água e transbordamento de cursos d’água.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras de trigo foram severamente afetadas pelas precipitações excessivas. Em Manoel Viana, 65% da área estava semeada. Estima-se necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes.

O potencial produtivo das lavouras da região está menor. Apenas lavouras com cobertura de solo adequada apresentam melhores condições, pois os processos erosivos não foram tão intensos. Na região de Ijuí, as chuvas intensas provocaram erosão, sobretudo em áreas com baixa cobertura de palha. Onde foi adotada a semeadura de culturas outonais (nabo ou ervilhaca) imediatamente após a colheita da soja, os danos erosivos foram reduzidos.

Aveia-branca 

As precipitações prejudicaram o avanço da semeadura e a execução de tratos culturais. A cultura apresenta desenvolvimento adequado, com plantas vigorosas, mas a coloração das folhas está verde-pálida em decorrência da baixa luminosidade.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a semeadura foi finalizada. Registra-se acamamento em lavouras nos estádios de emissão de panícula e floração. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares. A estimativa de produtividade está em 2.254 kg/ha.

Culturas de verão 
Soja

A colheita foi encerrada. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada na Safra 2024/2025 em 6.770.405 hectares e a produtividade em 1.957 kg/ha, totalizando produção de 13.252.227 toneladas.

Milho

Os trabalhos de colheita do milho, inclusive manuais, foram interrompidos devido à ocorrência contínua de chuvas, que também comprometem a qualidade dos grãos, aumentando a incidência de fungos e de grãos ardidos. Restam áreas em regiões de minifúndios, onde a operação ocorre de forma manual, conforme sua utilização na propriedade.

Feijão 2ª safra

As lavouras de feijão não colhidas (cerca de 2%) foram severamente afetadas pelas chuvas intensas. Em muitas áreas, a colheita tornou-se inviável devido à deterioração dos grãos. Observa-se germinação pré-colheita em vagens de plantas maduras, o que comprometerá a qualidade comercial do produto.

A elevada umidade relativa, associada à permanência dos grãos nas vagens sob condições saturadas de água, favoreceu a proliferação de microrganismos e acelerou os processos de degradação fisiológica e sanitária.

Pastagens e criações

As chuvas e as temperaturas mais baixas favoreceram o crescimento das forrageiras cultivadas, porém a falta de sol dificultou o pastejo e provocou o apodrecimento das folhas baixeiras. Avança a semeadura de cereais de inverno para silagem como estratégia de redução de custos e garantia de alimentação do rebanho. Em razão do frio mais intenso e do solo encharcado, o crescimento das pastagens nativas se reduziu. Mesmo assim, os animais foram transferidos para essas áreas, visando preservar as pastagens cultivadas do pisoteio excessivo.

Bovinocultura de corte

O tempo frio e chuvoso reduziu o conforto animal e o ganho de peso. Em função da chegada do frio e das geadas, que prejudicaram as pastagens, foi necessário suplementação alimentar e uso de pastagens de inverno já estabelecidas. O manejo sanitário segue intenso, mas houve redução na incidência de carrapatos, apesar da resistência aos produtos.

A comercialização permanece aquecida, especialmente para animais de reposição e prenhes. O mercado está em estabilidade, e há expectativa de valorização para animais de melhor qualidade.

Bovinocultura de leite

O excesso de chuvas e o frio intenso, nas últimas semanas, reduziram a produção de leite e dificultaram o manejo das pastagens. Apesar do bom desenvolvimento das forrageiras cultivadas, a falta de sol prejudicou o pastejo e causou o apodrecimento das folhas baixeiras, afetando a alimentação do rebanho.

Essas condições climáticas têm demandado maior atenção a problemas de casco, mastite e doenças respiratórias, além de reforço no manejo sanitário e nutricional, especialmente em sistemas menos estruturados ou com déficit de forragem.

Ovinocultura

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os rebanhos ovinos enfrentam forte estresse devido às chuvas contínuas, como perdas de escore corporal, mortes de animais por enchentes e frio, aumento de problemas de casco e necessidade de manejo em áreas mais drenadas para reduzir os impactos sanitários e nutricionais. Na de Soledade, os ovinos permanecem majoritariamente no campo nativo, já que as pastagens cultivadas foram ocupadas por bovinos. Os rebanhos estão em adequado estado corporal. Inicia a parição de cordeiros. O cenário é de baixa oferta de animais para o abate e de pouca comercialização de lã.

 

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27/06/2025 0 Comentários
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Agritechnica 2023 deve ser vitrine para empresas brasileiras
Agritechnica

Brasil deve marcar presença na Agritechnica com mais de 400 visitantes

Por Redação 26/06/2025
Escrito por Redação
Brasil deve marcar presença na Agritechnica com mais de 400 visitantes

Agritechnica costuma ser palco para os principais lançamentos da indústria de máquinas agrícolas e discussão de tendências

Com mais de 2.700 expositores – 65% vindos do exterior – a Agritechnica 2025 está com lotação completa, ocupando todos os 23 pavilhões. Com expectativa de receber 430.000 visitantes internacionais, o evento será realizado de 9 a 15 de novembro em Hanover, Alemanha, e estreará o formato “7 Dias, 7 Temas”, com cada dia voltado para um público específico. Essa grande adesão de expositores reflete a importância central do evento para fabricantes de equipamentos agrícolas apresentarem suas inovações.

Todos os principais fabricantes globais de equipamentos agrícolas já confirmaram presença no evento, ao lado de uma ampla gama de empresas especializadas, fornecedores e uma forte presença de startups. Juntos, esses expositores de mais de 50 países apresentarão soluções para todas as etapas do processo agrícola – desde tratores, preparo do solo e distribuidores até pulverizadores e colheitadeiras. Sistemas autônomos, robôs de campo e tecnologias digitais avançadas – principais motores da inovação na agricultura de grãos – também estarão em destaque. 65% dos expositores vêm de fora da Alemanha. Ainda assim, o país representa o maior grupo nacional de expositores, seguido por Itália, China, Turquia, Holanda, França e Índia.

O Brasil, como um dos líderes na produção de alimentos no mundo, também estará no evento com uma delegação de mais de 400 visitantes profissionais. O País ainda terá dois pavilhões nacionais com apoio da Apex-Brasil – do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) – com aproximadamente 30 empresas exportadoras participantes.

“Os números falam por si, e o retorno confirma isso. A indústria continua alinhando o lançamento de suas inovações com a Agritechnica. Diversas empresas manifestaram forte apoio ao nosso novo conceito ‘7 dias, 7 temas’, que alinha tecnologias e temas específicos a públicos-alvo definidos em cada dia. Isso garante um engajamento mais focado e maior eficiência para todos os envolvidos”, afirma Timo Zipf, gerente de projeto da Agritechnica.

Agritechnica premia as principais novidades mundiais do setor

A tecnologia e a inovação apresentadas na feira também são premiadas. A Agritechnica 2025 apresenta três prêmios com o objetivo de destacar as inovações pioneiras na tecnologia agrícola internacional: o Prêmio de Inovação Agritechnica em ouro e prata; o Troféu Systems & Components – Engineers’ Choice; e o prêmio DLG Agrifuture Concept Winner.

“Os Prêmios de Inovação da DLG ressaltam o potencial de visões técnicas e inovações para conciliar produtividade com conservação dos recursos. Todos os anos a competição é bastante acirrada e estar entre os vencedores é realmente um reconhecimento enorme”, ressalta Brena Bäumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG para o Brasil.

Quem deseja concorrer pode se inscrever até o dia 18 de julho pelo site da Agritechnica. Todos os vencedores são escolhidos por um júri independente, divulgados no final de setembro e homenageados durante a Agritechnica 2025.

De ideias e novos processos: conheça o que pode ser premiado na Agritechnica

O “Prêmio de Inovação Agritechnica” da DLG é um dos principais da indústria internacional de máquinas agrícolas. Ele reconhece inovações que transformam fundamentalmente a função de um produto, possibilitam processos totalmente novos ou melhoram significativamente os processos existentes. Assim, o prêmio destaca a importância das máquinas agrícolas modernas para a agricultura e premia um inscrito com a medalha de ouro e outros com medalhas de prata.

Em 2023, a New Holland foi a vencedora da medalha de ouro com a inovadora colheitadeira CR de rotor axial duplo, que promete inaugurar uma era de desempenho superior em colheitadeiras com sistema de fluxo longitudinal.

Já na medalha de prata, em 2023, tivemos algumas inovações como: o trator Hybrid CVT, da STEYR, que com uma propulsão diesel-elétrica conseguiu incorporar uma série de funções adicionais à tecnologia de tratores; os novos carregadores frontais da Stoll que com a extensão da função telescópica trouxe grandes benefícios para o uso prático; e ainda o sistema 3A da AgXeed que representa um avanço importante na digitalização da agricultura rumo à utilização de robôs de campo autônomos..

Outro prêmio da Agritechnica é o “DLG-Agrifuture Concept Winner”, que traz destaque para conceitos pioneiros e visões para o futuro da tecnologia agrícola. “A tecnologia agrícola visionária desempenha um papel fundamental para garantir o futuro da produção agrícola no mundo todo. No entanto, nem todas as ideias e conceitos se transformam em um produto finalizado. Condições técnicas ou legais podem limitar seu desenvolvimento até a maturidade de mercado. Mesmo assim, muitos desses conceitos têm potencial para inspirar e incentivar agricultores, engenheiros e pesquisadores a pensar de novas formas. O prêmio ressalta a relevância desse trabalho pioneiro na engenharia agrícola para o futuro da agricultura em cinco a dez anos”, explica Brena.

Por fim, com o Troféu Systems & Components – Engineers’ Choice, engenheiros de desenvolvimento do setor fornecedor de máquinas agrícolas e tecnologia premiam sistemas e componentes inovadores com conceitos novos ou significativamente melhorados, que podem contribuir de forma relevante para o desenvolvimento e a realização de produtos ou processos novos ou aprimorados.

 

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26/06/2025 0 Comentários
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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
Mercado

Safra de algodão 2024/25 cai para 3,85 mi toneladas após perdas na Bahia

Por Redação 26/06/2025
Escrito por Redação

Safra de algodão 2024/25 cai para 3,85 mi toneladas após perdas na Bahia

A safra brasileira de algodão 2024/25 foi reestimada para uma produção de 3,85 milhões de toneladas de pluma, segundo informações da StoneX, empresa global de serviços financeiros. Na comparação da estimativa de maio com esta mais recente, há uma queda de 0,7%.

Segundo o relatório, a redução foi consequência de uma deterioração das expectativas com relação ao estado da Bahia, que já vinha sendo acompanhada pela consultoria. Na estimativa de abril, foi relatado um clima mais seco na região ao longo do mês de março, o que se somou a chuvas mais próximas da colheita, piorando as condições na reta final da safra.

“O clima mais úmido nas vésperas da colheita trouxe uma sensibilidade maior no terço inferior dos algodoeiros de algumas regiões, gerando queda de capulhos em alguns casos. Com esse cenário adverso, a produtividade média no estado baiano será de 1,77 ton/ha, um dos menores valores dos últimos anos”, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi.

No Mato Grosso, o desenvolvimento vegetativo foi, no geral, bastante favorável. As chuvas se estenderam por períodos normalmente mais secos, beneficiando o desenvolvimento das culturas de segunda safra. Porém, a continuidade do período chuvoso ao longo do mês de junho pode prejudicar tanto o ritmo da colheita quanto a qualidade da fibra.

“Por esse motivo, as estimativas de produtividade não foram revisadas, conforme se espera o avanço da colheita para que se possa avaliar com mais precisão os níveis produtivos”, pontua Bulascoschi.

Consumo interno é revisado para baixo

O recente balanço de oferta e demanda aponta que, apesar do ritmo mais lento das exportações nas últimas semanas, a estimativa para os embarques brasileiros de algodão em 2024 permanece em 2,9 milhões de toneladas. A expectativa é que o volume exportado volte a crescer no segundo semestre, com a entrada da nova safra no mercado.

No entanto, o cenário externo segue desafiador. A demanda global ainda mostra sinais de fraqueza, e, além disso, o real tem se valorizado frente ao dólar nos últimos meses, penalizando a competitividade da pluma brasileira frente a importadores. Este é um fator que deve continuar sendo monitorado ao longo do ano.

“No mercado interno, a consultoria revisou para baixo a estimativa de consumo de algodão, que agora é de 700 mil toneladas. O mercado tem tido dificuldade de absorver a pluma e a demanda segue lenta no mercado doméstico”, destaca Bulascoschi.

Sendo assim, com a combinação de queda na produção e recuo no consumo, os estoques finais devem se manter relativamente estáveis, estimados em 2,7 milhões de toneladas.

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