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Tecnologia

O impacto da agricultura de precisão na produtividade e sustentabilidade

Por Redação 12/05/2025
Escrito por Redação

O impacto da agricultura de precisão na produtividade e sustentabilidade

por Lucas Zanetti* – A agricultura de precisão tem se consolidado como uma das principais soluções para garantir uma produção sustentável e eficiente, capaz de suprir a crescente demanda global por alimentos. No Brasil, essa realidade está cada vez mais presente no campo, impulsionada pela adoção de tecnologias digitais que otimizam processos e aumentam a produtividade.

De acordo com um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 84% dos agricultores brasileiros utilizam pelo menos uma ferramenta tecnológica no manejo de suas culturas. Esse avanço tem permitido um crescimento significativo na produção de grãos, que aumentou mais de 300% nas últimas duas décadas, enquanto a área plantada cresceu cerca de 60%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A agricultura de precisão busca maximizar a produtividade utilizando menos recursos, como água, fertilizantes e defensivos agrícolas, além de reduzir o impacto ambiental. Máquinas agrícolas modernas são equipadas com sistemas inteligentes que coletam e analisam dados em tempo real, auxiliando o produtor a tomar decisões mais assertivas e eficientes. O uso de piloto automático permite um manejo mais preciso, diminuindo compactação, sobreposições e falhas. Sensores e sistemas de telemetria monitoram o desempenho das máquinas, enviando dados para centrais de controle que ajudam a identificar necessidades de manutenção e a otimizar as operações e frotas.

Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) tem desempenhado um papel importante na evolução da agricultura de precisão, proporcionando maior eficiência operacional, redução de custos e sustentabilidade. A integração entre sensores, algoritmos e sistemas autônomos permite que os tratores modernos operem de forma mais inteligente. A comunicação inteligente por exemplo entre controlador, transmissões e motor garantem ajustes dinâmicos que otimizam o consumo de combustível e prolongam a vida útil dos equipamentos.

Na etapa de pulverização, sistemas inteligentes utilizam câmeras e sensores para identificar a presença de plantas daninhas, pragas ou doenças, permitindo a aplicação direcionada de produtos apenas nas áreas afetadas. Alguns modelos de pulverizadores possuem estação meteorológica integrada ao controlador, coletando e analisando dados climáticos em tempo real, o que possibilita a aplicação de defensivos em condições ideais. Essa integração reduz desperdícios e custos para o produtor e minimiza o impacto ambiental, promovendo uma agricultura mais sustentável.

No plantio, a IA garante o paralelismo ideal entre as linhas de plantio, evitando sobreposições ou falhas na distribuição das sementes. O sistema de gerenciamento de frota monitora o desempenho da máquina em tempo real, enviando os dados para uma central de acompanhamento. Esse monitoramento permite a identificação de necessidades de manutenção, evitando paradas inesperadas. No controle de insumos, o sistema de fertilizantes opera com tecnologias que realizam um gerenciamento preciso do adubo, reduzindo significativamente o desperdício de fertilizantes.

As colheitadeiras também se beneficiam das tecnologias, utilizando piloto automático para otimizar a colheita e reduzir perdas de grãos. Sensores ajustam automaticamente a altura da plataforma, assegurando um corte uniforme e sem falhas. O monitor de produtividade coleta dados em tempo real, possibilitando a tomada de decisão imediata e gerando informações para o planejamento da próxima safra. A integração entre análise de solo e mapeamento de produtividade ajuda os agricultores a identificar áreas que demandam mais fertilização ou correção, otimizando recursos e maximizando o potencial produtivo.

Diante da crescente automação e da evolução das tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas, a capacitação para utilizar essas tecnologias tornou-se fundamental. A modernização do campo exige profissionais qualificados, capazes de interpretar e operar equipamentos sofisticados que aumentam a precisão das operações, otimizam o uso de recursos e impulsionam a produtividade. Nesse cenário, o setor tem atraído cada vez mais jovens talentos, que se destacam pela familiaridade com novas tecnologias e pela rápida adaptação às inovações do mercado.

A conectividade também é um fator relevante na agricultura digital. Embora nem todas as operações exijam conexão contínua, a transmissão de dados em tempo real é essencial para monitoramento remoto e manutenção preditiva. Em regiões mais distantes, soluções como fibra ótica, redes de rádio e internet via satélite têm ampliado o acesso à conectividade no campo. A Internet das Coisas (IoT) tem possibilitado a integração de máquinas, sensores e sistemas de gestão, criando um ecossistema inteligente que facilita a tomada de decisões. Colheitadeiras equipadas com sensores de produtividade, por exemplo, geram mapas detalhados da lavoura, indicando áreas que necessitam de correção de solo ou adubação específica, otimizando recursos e aumentando a produtividade.

Para ampliar o acesso à conectividade no campo, a Massey Ferguson faz parte da associação ConectarAGRO, que visa expandir o acesso à internet nas áreas remotas do Brasil, viabilizando a Internet das Coisas (IoT) na agricultura. Desde que foi criada, já levou conectividade 4G de 700 MHz para diversas áreas rurais do país, sendo que mais da metade das propriedades têm até 100 hectares.

Com o contínuo avanço das tecnologias digitais e a expansão da conectividade rural, o campo estará cada vez mais preparado para enfrentar os desafios do futuro, garantindo uma produção agrícola sustentável e resiliente. A tendência é que a automação e a IA se tornem cada vez mais presentes em todas as etapas da produção agrícola, com a conectividade em tempo real sendo essencial para garantir a eficiência e a segurança dessas operações.

Inovação para enfrentar mudanças climáticas

As mudanças climáticas e seus impactos na agricultura também trazem novos desafios aos produtores rurais, que precisam adaptar seus sistemas de cultivo em um cenário cada vez mais imprevisível. Para responder a essa necessidade, a indústria de máquinas agrícolas tem investido em tecnologias avançadas que melhoram a eficiência e a produtividade no campo e asseguram a resistência dos equipamentos em condições extremas.

Entre os principais avanços, destaca-se o esforço para garantir a simplicidade operacional das máquinas, o que facilita a regulagem, o diagnóstico e a manutenção, especialmente em momentos críticos, como intempéries climáticas. A facilidade de manutenção é fundamental, visto que permite uma rápida retomada das operações, minimizando os impactos causados por eventos climáticos extremos, como chuvas intensas ou secas prolongadas.

Além disso, as máquinas vêm sendo projetadas para resistir a ambientes cada vez mais desafiadores. A incorporação de sistemas eletrônicos protegidos, com cabos e conectores blindados, garante maior durabilidade dos equipamentos, mesmo em condições extremas. A tecnologia embarcada também oferece um diagnóstico mais eficiente, permitindo a detecção precoce de falhas elétricas, mecânicas ou hidráulicas. Com o uso de telemetria, é possível verificar e resolver problemas antes mesmo de iniciar as operações, evitando danos maiores e aumentando a vida útil dos equipamentos.

Outro aspecto importante é o suporte técnico oferecido aos produtores, que, além das orientações em campo sobre as melhores práticas de manutenção, têm à disposição materiais informativos que auxiliam no uso adequado das máquinas. Esse acompanhamento contribui para a prevenção de riscos e melhora a durabilidade dos equipamentos, assegurando que o produtor consiga extrair o melhor desempenho de suas máquinas, independentemente das condições climáticas.

Essas inovações refletem uma adaptação necessária para enfrentar os desafios impostos pelo clima, garantindo uma produção agrícola mais eficiente e sustentável. Com máquinas mais robustas e tecnologia de ponta, a agricultura se torna mais preparada para lidar com os imprevistos climáticos, permitindo que o agricultor mantenha sua produtividade e sustentabilidade no longo prazo.

*Lucas Zanetti é gerente de Marketing de Produto Massey Ferguson

 

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12/05/2025 0 Comentários
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Plano Safra injeta R$ 51 bilhões no campo nos primeiros nove meses
Mercado

Plano Safra injeta R$ 51 bilhões no campo nos primeiros nove meses

Por Redação 09/05/2025
Escrito por Redação

Plano Safra injeta R$ 51 bilhões no campo nos primeiros nove meses

O Plano Safra da Agricultura Familiar segue impulsionando a agricultura familiar em todo o Brasil, com um conjunto de políticas e programas que oferecem crédito com condições favoráveis, incentivo para a transição agroecológica, além de apoio ao enfrentamento de eventos climáticos e Assistência Técnica e Extensão Rural. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) movimentou, apenas em 2024, R$ 64,9 bilhões em crédito rural, um crescimento de mais de 30% em relação a 2022, quando o valor contratado foi de R$ 49,7 bilhões. O número de contratos também manteve alta, com 1,8 milhão de operações formalizadas ano passado, em comparação com 1,45 milhão em 2022 — um crescimento de 26,2% em dois anos.

As regiões Sul, Nordeste e Sudeste lideram o volume de crédito, com maior crescimento proporcional da região Nordeste, que saiu de R$ 6,14 bilhões em 2022 para R$ 12,61 bilhões em 2024 — mais do que o dobro de aumento (106%).

“Os números mostram que quando investimos na agricultura familiar com políticas públicas consistentes, como o Pronaf, colhemos mais do que alimentos: colhemos desenvolvimento, inclusão social e sustentabilidade no campo”, acrescenta Vanderley Ziger, Secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia.

Crescimento em linhas estratégicas

Entre as principais linhas do Pronaf, o recurso destinado para aquisição de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas registrou alta de cerca de 60% tanto no valor contratado quanto nas operações, se olharmos para os resultados de 2022 e 2024, totalizando R$ 12,9 bilhões contratados apenas no ano passado.

Já o Microcrédito Produtivo Rural (Grupo B) teve um aumento significativo de 123% no valor contratado no mesmo período (de R$ 3,2 bilhões para R$ 7,2 bilhões), indicando uma maior demanda por financiamentos acessíveis voltados ao fortalecimento da base produtiva da agricultura familiar.

Protagonismo dos povos e comunidades tradicionais e das mulheres

O Plano Safra também refletiu políticas de inclusão. O volume de crédito contratado por mulheres agricultoras no conjunto das linhas saltou de R$ 9 bilhões em 2022 para R$13,7 bilhões em 2024 — alta de 52,5%. O número de contratos assinados por elas também cresceu: passou de 485.214 mil para 658.415 mil – alta de 35,7%.

Povos e comunidades tradicionais também estão ganhando cada vez mais espaço na agricultura familiar, com ampliação de 153% para o volume de recursos contratados por indígenas e 464% por quilombolas entre os anos de 2022 e 2024, totalizando cerca de R$ 63,6 milhões de crédito.

O Plano também contemplou a juventude rural, que ampliou acesso ao crédito no conjunto das linhas do PRONAF de 2022 a 2024 de R$ 6,3 bilhões para R$ 8,3 bilhões, além das mudanças no PRONAF Jovem, que reduziu as taxas de juros para 3% ao ano e aumentou o limite de crédito.

Agricultura mais sustentável

As linhas sustentáveis também avançaram. O crédito voltado para a produção agroecológica e orgânicos, ou ainda com produtos da sociobiodiversidade, também teve destaque: o recurso investido saltou 84% de 2022 para 2024, destinando R$ 454 milhões para a produção de alimentos saudáveis.

Alimentos da cesta básica, como batata, feijão, arroz, leite, cenoura e banana, tiveram aumento na produção. Isso porque linhas sustentáveis voltadas para agroecologia, bioeconomia, semiárido e florestas Produtivas tiveram redução na taxa de juros para 3% ao ano em crédito para investimento e 2% ao ano para crédito de custeio.

Uma nova medida, com ativadores de crédito para a sociobiodiversidade e agroecologia no âmbito das linhas sustentáveis do Pronaf também impactaram nos resultados. Produtos da sociobiodiversidade e agroecologia passaram a contar com juros de apenas 2% ao ano no custeio e 3% ao ano no investimento, com novas linhas para regularização fundiária e incentivo à produção agroecológica e orgânica.

Tantos números são dados para impactos reais, como o da agricultor Gislene Soares da Silva, de Minas Gerais, que buscou o PRONAF B para fortalecer sua produção de milho, feijão, olericultura, além do gado de corte. Segundo ele, em conjunto com o acesso ao Garantia Safra, o Programa impactou sua vida. “Tive a oportunidade de concretizar as minhas demandas na propriedade, e com o PRONAF consegui sustentabilidade para permanecer no campo, melhoria da infraestrutura e aumento do rebanho do gado de corte”, acrescentou.

O Plano Safra entra agora em outra etapa, com a construção que ocorre de forma inédita com envolvimento tanto de movimentos sociais quanto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF), da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e do Conselho Nacional para a Economia Social (CNES). A previsão é que o próximo Plano Safra seja lançado no início do segundo semestre deste ano.

 

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Agrishow

Netafim supera metas e busca fortalecer presença na irrigação de culturas estratégicas

Por Redação 09/05/2025
Escrito por Redação

Netafim supera metas na Agrishow e reforça protagonismo na irrigação de culturas estratégicas

A Netafim, empresa de irrigação por gotejamento, encerrou sua participação na 30ª edição da Agrishow superando em 35% em relação ao ano anterior. A empresa oferece soluções que reduzem a dependência das chuvas e ampliam a eficiência no uso da água, entregando-a diretamente à raiz da planta, na medida e no momento certos, o que se traduz em maior produtividade e estabilidade nas safras.

A alta procura no estande evidenciou que a irrigação se tornou indispensável para o sucesso das lavouras. Diante de um cenário de instabilidade climática, ela é uma aliada essencial do agro para garantir previsibilidade e eficiência produtiva.

“Foi uma Agrishow histórica. Superamos todas as expectativas e mostramos que a irrigação está no centro da pauta do agro. Nossa tecnologia atende do pequeno ao grande produtor, independentemente da cultura. O Brasil ainda tem um enorme potencial: pode ampliar em mais de 20 milhões de hectares as áreas irrigadas nos próximos 20 anos. A irrigação de precisão será cada vez mais essencial, tanto pela escassez de água quanto pelas exigências do mercado por alimentos com mais qualidade e regularidade”, afirma Ricardo Almeida, CEO da Netafim Brasil e Mercosul.

A Netafim apresentou sistemas que fornecem água com precisão, algo crucial frente às estiagens prolongadas, cada vez mais frequentes. E a versatilidade das soluções também chamou atenção. A empresa atende culturas como cana-de-açúcar, café, milho, fruticultura, grãos e cacau — este último com crescente protagonismo em regiões brasileiras com potencial de liderança global.

“A irrigação por gotejamento tem sido um divisor de águas na retomada produtiva do cacau em áreas estratégicas, elevando qualidade e regularidade das safras”, explica Michele Silva, diretora de Marketing da Netafim.

“A presença global da Netafim permite um constante intercâmbio de soluções inovadoras. Na Agrishow, isso foi reforçado, mostrando como essa rede internacional fortalece a agricultura brasileira ao trazer experiências e tecnologias adaptadas a diferentes realidades, como a israelense, referência em produzir com eficiência mesmo em cenários de escassez hídrica”, destaca Michele.

A participação na feira também marcou o início das comemorações pelos 60 anos da Netafim no mundo e 30 anos no Brasil. Novas ações, parcerias e soluções devem ser anunciadas nos próximos meses, consolidando a empresa como uma das principais impulsionadoras da agricultura irrigada no país.

 

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Mercado

Agro movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano em consórcios no Brasil

Por Redação 09/05/2025
Escrito por Redação

Agro movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano em consórcios no Brasil

Com a alta dos juros no Brasil e a taxa Selic na casa dos 14,75%, número recorde desde 2006, empresários do campo estão procurando e investindo mais em cotas de consórcios, seja para uma nova aquisição, seja para renovação, seja para ampliação da frota já existente. Um dos maiores eventos do setor no Brasil, a Agrishow, vem comprovando esta estatística com os números.

Recorde de público desde 2025, mais de 197 mil pessoas circularam pelos espaços da feira e estima-se uma intenção de negócio na casa dos R$ 14,6 bilhões, o maior volume já registrado no evento. Este aumento tem um grande aliado neste ano, devido à procura por consórcios no período da feira que subiu de 10,5% para 14,5%, comparado com o ano anterior. Isso porque a modalidade cobra apenas uma taxa administrativa e permite contemplação por lances ou sorteios.

Diante desse cenário positivo, beneficiado pela expectativa de recorde de safra de grãos que promete ultrapassar a casa dos 330 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), fabricantes de maquinários e instituições financeiras ampliaram as condições especiais em determinadas categorias de produtos. Algumas empresas aumentaram o prazo de parcelas, chegando a 150 meses (o que antes era no máximo 120) e maior número de contemplações.

Empresas destacam vendas e otimismo com negócios gerados na Agrishow

Para Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio executivo da Multimarcas Consórcios, o maquinário agrícola representa um investimento significativo tanto para as empresas do setor quanto para os produtores rurais, o que torna o consórcio uma alternativa atraente para a aquisição dessas ferramentas.

“Embora existam opções de financiamento, os altos juros tornam-nas muitas vezes inviáveis. Já o consórcio se ajusta perfeitamente às necessidades do setor, conquistando uma crescente credibilidade. Por isso, cada vez mais, os consumidores, ao planejar suas compras, optam por essa modalidade como uma solução econômica para alcançar seus objetivos”, afirma o especialista.

Para os empresários é importante que as empresas ampliem as formas de compras, facilitando assim a aquisição dos produtos dentro de um planejamento real e sem surpresas. Simulando a compra de máquina agrícola, por exemplo, se o produtor fosse financiar o equipamento em cinco anos, poderia pagar 60% de juros. No consórcio paga apenas a taxa administrativa. Uma excelente oportunidade para quem quer renovar uma frota sem se endividar.

O consórcio, além de ser uma opção viável em tempos de incerteza econômica, reforça seu papel como aliado indispensável para a modernização do agronegócio e para o fortalecimento de um setor vital à economia brasileira”, finaliza o especialista.

 

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09/05/2025 0 Comentários
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Agrishow

XCMG Brasil lança tratores agrícolas de 60, 86 e 100 hp na Agrishow 2025

Por Redação 08/05/2025
Escrito por Redação

A multinacional chinesa XCMG Brasil lançou sua linha de tratores agrícolas de 60, 86 e 100 hp na Agrishow 2025. A versão brasileira da linha XT804 de tratores conta com design que potencializa os atributos já conhecidos pelos agricultores brasileiros, com a nova entrada de ar e 100CV de potência.

XCMG Brasil lança tratores agrícolas de 60, 86 e 100 hp na Agrishow 2025

Os novos equipamentos da XT804, segundo a fabricante, conferem melhor espaço interno e ergonomia, conferindo segurança ao condutor, que, mesmo na versão com cabine, pode contar com visibilidade de 360° durante toda operação.

O modelo XT864-5EBR promete bom desempenho, combinando robustez e eficiência em um único equipamento. Com peso mínimo de 3.800 kg e potência de motor de 86 hp, é ideal para enfrentar os exigentes desafios rurais. Possui tração 4×4 e força de tração superior a 33 kN, garantindo máxima capacidade de operação em terrenos difíceis, facilidade de manobra e conforto ao operador.

“A nossa expectativa para a Agrishow 2025 deste ano é faturar de 8% a 10% a mais que na edição de 2024, que foi um ano muito bom para a empresa. Inclusive, trouxemos para esta feira alguns equipamentos como minicarregadeiras e miniescavadeiras, específicos para o segmento do agronegócio, e lançamos os tratores agrícolas de 60, 86 e 100 hp. Justamente por isso, estamos muito otimistas com o pós-evento até porque o Banco XCMG está aplicando taxas de juros a partir de 0,92% a 1,53% ao mês, com parcelas de 12 a 60 meses, condições que serão aplicadas durante todo o mês de maio”, assegurou Renato Torres, diretor Comercial da XCMG Brasil, no encerramento da Agrishow.

Outros equipamentos com tecnologia avançada, projetados para garantir segurança, confiabilidade e eficiência no campo também estavam em exibição no estande da empresa, como a escavadeira XE150BR, as miniescavadeiras XE35U e XE27U, as pás carregadeiras LW 300KV e XC968EV, a fresadora XM1005H, o rolo compactador XS123PDBR, a minicarregadeira XC7-SR07, a plataforma XGA20E, a empilhadeira XCB25-L5, o caminhão elétrico E7-49T, o guindaste XCT70BR, e a perfuratriz XZ150E. Além desses equipamentos, a empresa fez o lançamento do caminhão pipa 100% elétrico.

 

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08/05/2025 0 Comentários
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LiuGong celebra sucesso na Agrishow com equipamentos da linha elétrica
Agrishow

LiuGong celebra sucesso na Agrishow com equipamentos da linha elétrica

Por Redação 08/05/2025
Escrito por Redação

LiuGong celebra sucesso na Agrishow com equipamentos da linha elétrica

A participação da LiuGong na 30ª edição da Agrishow consolidou‑se como a mais bem‑sucedida da história da companhia no Brasil. Pela terceira vez na principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, a fabricante de equipamentos pesados apresentou quatorze lançamentos – com destaque para a pá carregadeira elétrica 856H‑E Sugar Cane – e encerrou o evento com crescimento de 90% nas vendas em relação a 2024, superando em mais do que o dobro a meta inicial de 40%.

“Esta Agrishow ficará marcada em nossa trajetória”, afirma o vice‑presidente da LiuGong Brasil, Hebert Francisco. “O público abraçou nossas soluções elétricas para o agro: carregadeira 856H‑E Sugar Cane, série T de carregadeiras, miniescavadeiras elétricas, plataformas elevatórias e empilhadeiras de emissão zero, além das escavadeiras de pneu e outros equipamentos a diesel. Recebemos clientes das edições anteriores, que voltaram para compartilhar resultados positivos e ampliar frotas, e abrimos portas com novos parceiros dispostos a cocriar tecnologia conosco. Foi um salto não apenas em vendas, mas na aceitação definitiva de nossos produtos pelo mercado”, celebra o vice-presidente.

A estratégia de eletrificação da LiuGong está alinhada ao posicionamento global da companhia, que prevê expandir soluções sustentáveis e equipamentos autônomos até 2030, apoiada por suporte técnico especializado.

Empresas destacam vendas e otimismo com negócios gerados na Agrishow

“O agro brasileiro carece de inovação e de parceiros comprometidos. Estamos prontos para esse desafio e vamos intensificar investimentos em pesquisa e desenvolvimento para entregar, lado a lado com nossos clientes, máquinas ajustadas às exigências do campo”, reforça Hebert.

Destaque para a cana‑de‑açúcar

Projetada para usinas sucroalcooleiras, a pá carregadeira elétrica 856H‑E Sugar Cane incorpora bateria CATL de 350 kWh, recarregada em uma hora e vinte minutos, mantém capacidade de carga de 5.800 kg e adiciona caçamba ampliada para nove metros cúbicos, garantindo menor custo de operação e zero emissão de carbono, sem sacrificar produtividade.

Portfólio ampliado para biomassa e logística interna

A LiuGong também levou à feira a nova carregadeira 848T Sugar Cane, otimizada para materiais leves como bagaço de cana, cavaco de madeira e biomassa, além de miniescavadeiras – a elétrica 9027FE e a 906F a diesel –, a escavadeira hidráulica 918F, a escavadeira de rodas W915E, empilhadeiras de 2,5 t a 3,5 t em versões elétricas e a combustão, e plataformas elevatórias articuladas e tipo tesoura com baterias de íons de lítio.

Sistema de telemetria iLink

A tecnologia embarcada esteve na pauta da LiuGong, durante a Agrishow 2025. Conhecido como iLink, o sistema de telemetria está plenamente integrado às operações de gestão de equipamentos e frotas, proporcionando um salto significativo no suporte ao cliente.

Quem esteve no estenda da LiuGong pôde conhecer o potencial do sistema no gerenciamento dos equipamentos em campo. Esse processo agregou uma melhoria significativa no agendamento de manutenções e na redução do tempo médio para reparo (MTTR), com alertas proativos sobre a proximidade das revisões necessárias. A integração com a rede de 12 distribuidores no país permite um acompanhamento em tempo real das máquinas que necessitam de assistência, tornando o fluxo de serviço mais ágil.

Durante os cinco dias de feira, a LiuGong recebeu um fluxo constante de visitantes no estande H15A, que buscavam conhecer as inovações elétricas e compartilhar experiências de campo. Clientes que adquiriram máquinas em 2023 e 2024 voltaram para relatar desempenho positivo e fechar novos negócios, indicando maturidade do mercado para soluções de baixo impacto ambiental.

Com o êxito da Agrishow 2025, a LiuGong reforça o compromisso de acelerar a transição energética no agronegócio e de ampliar o suporte pós‑venda, incluindo manutenção especializada e treinamento técnico. “Ficou claro que inovação, sustentabilidade e parceria caminham juntas. A resposta da feira nos motiva a investir ainda mais para a conquista – novos patamares de eficiência e rentabilidade para nossos clientes”, conclui Hebert Francisco.

 

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08/05/2025 0 Comentários
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Mercado

Governo libera R$ 179 milhões para a contratação de seguro rural em maio

Por Redação 07/05/2025
Escrito por Redação

Governo libera R$ 179 milhões para a contratação de seguro rural em maio

Nesta segunda-feira (05), foi publicada a Resolução nº 105, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, que aprova o valor inicial para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2025. Do valor total de R$ 1 bilhão, previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso Nacional, serão liberados, já no mês de maio, R$ 179 milhões. O restante do orçamento deverá ser liberado a partir do mês de junho.

Serão disponibilizados aos produtores R$ 170 milhões para a contratação de apólices para as culturas de inverno, como o milho 2ª safra e o trigo; R$ 5 milhões para as frutas; R$ 1 milhão para a modalidade de pecuária; R$ 500 mil para a modalidade de florestas; e R$ 2,7 milhões para as demais culturas.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

“O seguro rural é um instrumento de proteção fundamental para o produtor, ainda mais diante desse cenário de aumento da frequência e da severidade dos eventos climáticos adversos. Apenas nos últimos cinco anos, as seguradoras pagaram cerca de R$ 19 bilhões em indenizações aos produtores. Essas indenizações permitiram que milhares de produtores fossem ressarcidos das suas perdas na produção, mantendo a estabilidade financeira do seu negócio”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

Contratação

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólices de seguro rural. Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR.

O seguro rural é destinado aos produtores, pessoa física ou jurídica, independentemente de acesso ao crédito rural, que cultivem ou produzam espécies contempladas pelo Programa.

O percentual de subvenção ao prêmio está fixado em 40% para todas as culturas/atividades, exceto para a soja, cujo percentual é de 20%. Essa regra vale para qualquer tipo de produto e cobertura, conforme as normas do PSR.

 

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07/05/2025 0 Comentários
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Guia para a manutenção adequada dos filtros das máquinas agrícolas
ManutençãoReportagem especial

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

Por Redação 07/05/2025
Escrito por Redação

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

A eficiência dos sistemas de filtragem em máquinas agrícolas tem papel fundamental para o bom desempenho das operações no campo. Reduzir o desgaste dos componentes, otimizar o consumo de insumos e evitar paradas não programadas são metas que vêm sendo alcançadas por meio de inovações aplicadas em filtros hidráulicos, de combustível e de ar.

De acordo com Celso Ramos, técnico e gerente de vendas da Newtec, alguns avanços vêm transformando a experiência do produtor rural com suas máquinas. Entre as inovações, a ele chama atenção para o filtro hidráulico de retorno, que utiliza um sistema de filtragem de dentro para fora. Essa estrutura facilita a dissipação de calor – já que o fluido é expelido por toda a volta do tubo – e evita a formação de aeração no óleo, o que contribui diretamente para a eficiência da sucção da bomba. “Na manutenção, os contaminantes sólidos permanecem retidos no próprio elemento, o que impede que escorram para dentro do tanque”, afirma Ramos.

Outra evolução significativa na opinião dele está no uso de meios filtrantes de nova geração. Sua disposição na construção dos filtros permite reduzir perdas de carga e aumentar a capacidade de retenção de contaminantes. Isso se reflete diretamente na durabilidade dos componentes das máquinas agrícolas e na redução das paradas não programadas, proporcionando maior produtividade no campo.

Conforme Ramos, os filtros modernos também se destacam pela alta eficiência operacional e por possibilitar maior intervalo entre trocas, sem comprometer o desempenho do equipamento. “A qualidade na montagem e o desenvolvimento dos meios filtrantes permitem maior captação de contaminantes, prolongando a vida útil do filtro e reduzindo a frequência de substituições”, explica o técnico.

A Newtec apresentou na Agrishow 2025 um filtro de ar com prolongador, uma solução que evita o transbordamento de fluido com o movimento do equipamento. O produto é indicado para sistemas hidráulicos Mobil, que usam fluidos para gerar força de elevação para grandes cargas. Entre seus destaques está o recurso de ‘haste’, que faz com que o filtro de ar fique mais distante do tanque, o que impede intercorrências.

A sustentabilidade também faz parte dos avanços no setor. A indústria de filtros tem investido no uso de materiais recicláveis e de baixo custo para reciclagem, como o nylon, que pode ser derretido e moldado novamente.

Para garantir a máxima eficiência dos sistemas de filtragem, no entanto, Ramos recomenda atenção às particularidades de cada equipamento. “É importante identificar os componentes mais críticos e utilizá-los como referência para o uso e substituição dos filtros. Sempre que possível, trabalhar com dispositivos que monitorem a qualidade do fluido e manter a troca dos elementos em dia”, orienta. 

BOAS PRÁTICAS

Indicadores

Verifique regularmente os indicadores de sujeira nos filtros, que sinalizam o acúmulo de sujeira e a necessidade de troca ou limpeza.

Substituição

Substitua filtros sujos conforme as recomendações do fabricante. O correto atendimento a intervalos de troca é crítico para a melhor performance e durabilidade.

Qualidade

Evite utilizar filtros de baixa qualidade, eles podem soltar partículas do elemento filtrante, contaminando o sistema ao invés do filtro realizar o que precisa: que é limpar o sistema.

“Em alguns tratores o indicador fica ao lado do filtro de ar, já outros têm uma luz no painel. O recomendado é substituir o filtro, pois a limpeza com ar comprimido pode danificar o elemento filtrante e comprometer a vida útil do motor”, assinala o pesquisador científico do Centro de Engenharia/IAC, professor Roberto da Cunha Mello.

O pesquisador afirma que é fundamental verificar regularmente os indicadores de sujeira do filtro de ar. Ele ressalta a importância de evitar danos ao elemento filtrante durante a limpeza e garantir uma montagem correta para manter a eficiência do motor.

Para filtros de óleo diesel, recomenda-se trocar a cada 250 horas, enquanto filtros de óleo lubrificante devem ser substituídos sempre que o óleo for trocado.

“Não é bom colocar um óleo novo em um filtro sujo. Deve-se ter a ferramenta adequada e cuidado na montagem para não danificar a borracha de vedação evitando vazamento. Também quando se troca o filtro, deve-se tomar cuidado com a quantidade de óleo para preencher o filtro”, explica o pesquisador. Para filtros do óleo hidráulico, o recomendado é a troca ao mesmo tempo do óleo, com 750 horas.

No sistema hidráulico, filtros de pressão, retorno e sucção são essenciais para filtrar o óleo e manter o sistema limpo. A incompatibilidade de fluidos, pressões inadequadas e filtros de baixa qualidade podem causar danos sérios ao sistema.

Durante a manutenção, é essencial realizar a montagem com componentes limpos e, antes de retomar as operações, fazer o fluido circular no sistema sem carga – ou seja, sem que a máquina execute trabalho – para eliminar possíveis impurezas remanescentes e garantir que todo o sistema esteja limpo.

Tais práticas reforçam a importância da atenção contínua à manutenção dos sistemas de filtragem, fator importante para garantir o desempenho, a durabilidade e a segurança das máquinas agrícolas no dia a dia do campo.

 

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07/05/2025 0 Comentários
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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Produção de café deve ter alta 2,7% em 2025, estimada em 55,7 milhões de sacas

Por Redação 06/05/2025
Escrito por Redação

Produção de café deve ter alta 2,7% em 2025, estimada em 55,7 milhões de sacas

Mesmo em ano de bienalidade negativa, a produção de café deve apresentar um crescimento de 2,7% na safra 2025 frente ao volume colhido na temporada passada, sendo estimada em 55,7 milhões de sacas. Caso o volume estimado se confirme ao final do ciclo, este será o maior já registrado para um ano de baixa bienalidade, superando em 1,1% a colheita registrada em 2023. Já a área total destinada à cafeicultura deverá registrar um aumento de 0,8%, chegando a 2,25 milhões de hectares.

A área em produção deve registrar uma queda de 1,4%, estimada em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação tende a apresentar um incremento de 12,3%, movimento esperado para anos de bienalidade negativa. Os dados estão no 2º Levantamento da Safra de Café 2025, divulgado nesta terça-feira (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O bom resultado estimado na safra total de café é influenciado, principalmente, pela recuperação de 28,3% nas produtividades médias das lavouras de conilon. Com isso, a expectativa de produção para esta espécie está estimada em 18,7 milhões de sacas, um novo recorde para a série histórica da Conab. Este resultado se deve, sobretudo, à regularidade climática durante as fases mais críticas das lavouras, que beneficiaram floradas positivas, e a boa quantidade de frutos por rosetas.

Setor de máquinas agrícolas vê sinais de recuperação, mas falta de recursos preocupa

Apenas no Espírito Santo, maior produtor de conilon do país, é esperada uma produção de 13,1 milhões de sacas, crescimento justificado pelas boas precipitações verificadas no norte do estado, região que corresponde a 69% da área da espécie no país. Na Bahia, a Conab também espera uma recuperação na colheita de conilon de 28,2%, estimada em 2,5 milhões de sacas. Neste cenário, o estado baiano recupera a posição de 2º maior produtor da espécie, ultrapassando Rondônia onde a expectativa é de uma colheita de 2,28 milhões de sacas.

Já para o café arábica, espécie mais afetada pela bienalidade, a Conab prevê uma redução de 6,6% na colheita, com previsão de uma safra em torno de 37 milhões de sacas. Em Minas Gerais, estado com maior área destinada para a produção de arábica, é esperada uma colheita de 25,65 milhões de sacas. De acordo com o levantamento, além do reflexo já esperado pelo ciclo de bienalidade da planta, entre abril e setembro do ano passado foi registrado um longo período seco e as lavouras enfrentaram instabilidade, apresentando menor vigor vegetativo, influenciando na queda de potencial produtivo dos cafezais.

Em São Paulo, a produtividade média também foi impactada pelos efeitos fisiológicos de baixa bienalidade, acompanhados pelas condições climáticas adversas registradas nas regiões produtoras. Com isso é esperada uma queda de 3,8% no desempenho das lavouras. Por outro lado, a área destinada para a produção cresceu em 5,3%, chegando a 196 mil hectares, o que compensa a perda esperada nas produtividades resultando em um aumento na produção de 1,3%, estimada em 5,5 milhões de sacas.

Mercado

Após o recorde de exportação de café em 2024, quando o Brasil exportou 50,5 milhões de sacas de 60 quilos, os embarques para o exterior apresentaram uma ligeira redução no primeiro trimestre de 2025. No acumulado de janeiro a março de 2025, o Brasil exportou 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa uma baixa de 1% na comparação com igual período do ano anterior, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Essa redução na exportação em volume já era esperada devido à restrição dos estoques internos nos meses iniciais de 2025, influenciados pela limitação da produção nos últimos anos e exportação elevada no ano anterior.

Mesmo com a queda no volume comercializado, o valor com as vendas internacionais apresentou aumento no primeiro trimestre de 2025, movimento favorecido pelo cenário de alta dos preços do café neste início de ano. No acumulado de janeiro a março de 2025, o Brasil exportou US$ 4,1 bilhões, o que representa um aumento de 68,9% na comparação com igual período de 2024.

As cotações do produto no mercado internacional devem continuar pressionadas ao longo do ano, mesmo com a expectativa de aumento na produção mundial pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), visto que os estoques do grão seguem em níveis baixos possibilitando preços em patamares mais elevados.

 

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06/05/2025 0 Comentários
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Agrishow

Empresas destacam vendas e otimismo com negócios gerados na Agrishow

Por Redação 06/05/2025
Escrito por Redação

Agrishow impulsiona negócios e anima empresas com números positivos

Clarisse Sousa – A 30ª edição da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, movimentou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, segundo levantamento dos organizadores. O valor é recorde e representa um crescimento de 7% em relação à edição anterior. Diante desse resultado, empresas expositoras celebram as vendas realizadas durante o evento e demonstram otimismo quanto às perspectivas de novos negócios.

Na Valtra, o lançamento do novo trator da Série S6 superou as expectativas e se destacou como um dos grandes sucessos no estande da marca. O modelo atraiu a atenção dos visitantes, que disputavam a oportunidade de conhecê-lo de perto.“O sino não parou de tocar, principalmente pelas vendas do consórcio e pelos financiamentos, que facilitam, tanto na primeira aquisição quanto na renovação de frota dos produtores rurais”, afirma Claudio Esteves, diretor comercial da Valtra.

Setor de máquinas agrícolas vê sinais de recuperação, mas falta de recursos preocupa

A multinacional brasileira Indústrias Colombo também encerrou sua participação na feira com negócios fechados e um crescimento de 7% nas vendas em comparação ao ano passado, em sintonia com o desempenho positivo geral da Agrishow.

“A Agrishow 2025 foi uma edição muito positiva para a Colombo, tanto em volume de negócios quanto na ampliação de nossas conexões internacionais. Mais do que apresentar máquinas e componentes, conseguimos mostrar a força da nossa tecnologia e do agro brasileiro para o mundo”, disse Neto Colombo, diretor de Operações da Indústrias Colombo.

A feira também superou as expectativas da Coopercitrus. Segundo Fernando Degobbi, CEO da cooperativa, a participação na Agrishow 2025 foi marcada pela forte adesão dos cooperados, por lançamentos estratégicos e por um desempenho acima das metas. “Vivemos uma Agrishow histórica. A participação dos cooperados foi intensa, o estande esteve entre os mais movimentados da feira e os resultados comerciais demonstram a confiança no modelo de negócios da Coopercitrus”, afirma.

A campanha comercial da Coopercitrus — que se estende por mais uma semana após o encerramento da feira — deve ultrapassar R$ 2 bilhões em negócios, superando os R$ 1,6 bilhão registrados na edição anterior. Degobbi também destacou o crescimento de 22% no faturamento acumulado do primeiro trimestre, indicando um início de ano bastante positivo para a cooperativa.

Na Valley, marca da Valmont, o resultado foi uma taxa de conversão histórica. A feira representou um marco importante para a empresa, tanto na conversão de vendas quanto na ampliação do mercado de irrigação. Segundo Vinicius Melo, diretor comercial da Valley, a empresa alcançou a maior taxa de conversão de sua história na Agrishow.

“Tivemos um incremento muito grande nas vendas. O grande destaque é que conseguimos uma bela porcentagem de negócios com recursos próprios. A taxa de conversão dos negócios fechados na feira já é a melhor da nossa história. Estamos falando em mais de 60% de taxa de conversão, ou seja, um pedido que entrou na feira já foi direto para fabricação”, afirma o diretor comercial.

Além da taxa de conversão recorde, outro dado relevante desta edição foi o perfil dos compradores. “A procura por irrigação por pivô central foi muito grande. Cerca de 40% dos agricultores que atendemos na Agrishow são novos na irrigação. Normalmente, as compras são recorrentes, de produtores já irrigantes em busca de expansão. Isso mostra o quanto a irrigação vem ganhando força como prioridade dentro da porteira”, ressalta Vinicius Melo.

 

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