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Mercado

Agro brasileiro exportou US$ 15,03 bilhões em abril, um aumento de 0,4%

Por Redação 14/05/2025
Escrito por Redação

Agro brasileiro exportou US$ 15,03 bilhões em abril, um aumento de 0,4%

O Brasil exportou US$ 15,03 bilhões em produtos do agronegócio em abril. O resultado representa um crescimento de 0,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado e reflete a combinação entre preços internacionais mais altos e leve retração no volume embarcado.

Na prática, o desempenho do mês foi impulsionado pela valorização de produtos como café e celulose, enquanto a soja em grãos, principal item da pauta, teve forte volume exportado, mas ainda sentiu a pressão dos preços internacionais em queda. Foram 15,27 milhões de toneladas embarcadas, o segundo maior volume da série histórica para abril.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

Ainda assim, a receita ficou em US$ 5,9 bilhões, influenciada pela queda de 9,7% no preço médio da tonelada. Mesmo com o recuo da soja em valor, outros produtos se destacaram, como o café verde, que alcançou US$ 1,25 bilhão, maior valor já registrado para o mês, graças à valorização do grão no mercado internacional.

A China manteve-se como principal destino do agro brasileiro, com US$ 5,5 bilhões em compras em abril. Mais de 75% desse valor foi gerado pelas exportações de soja em grãos. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 2,2 bilhões, mantendo crescimento estável e ampliando as compras de itens com maior valor agregado, como café solúvel, óleo essencial de laranja e carne de frango.

Outros produtos

Além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens alcançaram o melhor desempenho da série histórica, resultado direto da estratégia de diversificação de mercados adotada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). É o caso do óleo de milho, que atingiu US$ 55,3 milhões em exportações, maior valor já registrado.

A madeira compensada (ou contraplacada) teve o maior volume embarcado em abril: 145,5 mil toneladas. Já as miudezas de carne bovina, exportada para mercados na Ásia e recentemente habilitada para o Marrocos, somou 21,3 mil toneladas.

Outro destaque foi o sebo bovino, com 35,6 mil toneladas exportadas, e os bovinos vivos destinados principalmente à reprodução, que registraram valor recorde de US$ 61,8 milhões e têm como principal destino a Turquia, o que evidencia o alto valor genético do gado brasileiro. Esses dados mostram que o Brasil vem ganhando espaço não apenas em volume, mas em produtos com maior valor agregado e potencial de diferenciação nos mercados internacionais.

 

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Tecnologia

Parceria entre Brasil e China deve impulsionar a mecanização da agricultura familiar

Por Redação 14/05/2025
Escrito por Redação

Parceria entre Brasil e China deve impulsionar a mecanização da agricultura familiar

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais da República Popular da China (MARA) assinaram um Memorando de Entendimento para impulsionar a mecanização e a tecnificação da agricultura familiar no Brasil. A parceria foi firmada durante a viagem oficial do ministro do MDA, Paulo Teixeira, à China.

O documento prevê o fortalecimento das relações institucionais, de investimento e de pesquisa entre China e Brasil no âmbito do setor agrícola de pequena escala, com foco no avanço de tecnologias, maquinário especializado e a aplicação de energia renovável, especialmente voltada para a agricultura familiar e pequenos agricultores.

A iniciativa busca promover a inovação e a sustentabilidade, impulsionando a modernização e o desenvolvimento da agricultura nos dois países com máquinas e equipamentos financeiramente acessíveis à agricultura familiar. Além disso, a parceria vem ao encontro do Programa Mais Alimentos, que impulsiona a indústria nacional para produção e o acesso à máquinas, equipamentos e implementos agrícolas.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

O ministro Paulo Teixeira adianta que o acordo vem para ampliar a parceria entre os dois países para avançar a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) de tecnologias aplicadas à mecanização e tecnificação, inclusive digital, da agricultura familiar, bem como incentivar investimentos chineses em parceria com empresas brasileiras para a produção local de máquinas, equipamentos e bioinsumos adequados e acessíveis à agricultura familiar do Brasil.

“Os acordos assinados pelo presidente Lula prevêem R$ 27 bilhões de investimentos chineses no Brasil, além dos que dizem respeito ao uso de moedas nacionais nas transações comerciais. É uma data para escrever história, dada a amplitude e a profundidade da parceria Brasil-China”, declara.

Responsabilidades

Segundo o Memorando, a China fornecerá máquinas agrícolas, plataformas digitais de gestão e especialistas técnicos. O Brasil fornecerá disponibilização de espaços, instalações, mobilização e pessoal de gestão, além de apoiar a entrada de produtos e peças de máquinas agrícolas chinesas que contribuam para a P&D, testagem e o desenvolvimento da produção local de equipamentos e máquinas, visitas de campo, atividades promocionais e treinamentos de delegações chinesas no país.

Mecanização da agricultura familiar

O Memorando foi assinado no âmbito do Plano de Cooperação entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da China e tem como objetivo fortalecer a indústria nacional e o acesso a máquinas e implementos agrícolas para a agricultura familiar.

Ele contribui para objetivos do PLANAPO e do PLANAAB (aumentar a produção sustentável de alimentos saudáveis) e para o Programa Nova Indústria Brasil, em sua Missão 1 – Cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética.

 

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Tecnologia

Empresas anunciam parceria para ampliar ferramentas de agricultura de precisão

Por Redação 14/05/2025
Escrito por Redação

Empresas anunciam parceria para ampliar ferramentas de agricultura de precisão

A Sima anunciou um acordo de colaboração com a argentina Auravant, uma empresa que possui uma plataforma SaaS dotada de Big Data com informações agrícolas, com o intuito de expandir a oferta de ferramentas de agricultura de precisão ao agricultor brasileiro.

A partir de agora, haverá a incorporação de ferramentas como receituário agronômico, recomendações e modelos de análise de cultivos, ampliando ainda mais a capacidade da agtech em apoiar os produtores em todo o ciclo produtivo.

A Sima começou como uma ferramenta de coleta de dados de campo e hoje possui mais de oito milhões de hectares monitorados em quase 10 países. “Centralizamos toda a gestão da produção com recursos inteligentes, integração e suporte personalizado”, destaca Agustin Rocha, co-fundador da agtech.

Com a nova parceria, que vale para toda a atuação das duas marcas, o produtor passa a ter grandes benefícios. “Agora possível gerar prescrições agronômicas mais precisas, otimizando o uso de insumos e reduzindo custos. Além disso, eles terão acesso a tecnologias avançadas de monitoramento via satélite e modelos preditivos, melhorando a tomada de decisões no campo. A presença local das duas empresas também garante suporte técnico mais próximo e personalizado”, destaca o executivo.

Além disso, o acordo reforça o foco da Sima em oferecer uma solução simples e abrangente. “Lideramos a gestão agrícola porque entendemos os desafios do campo. E porque queremos resolver o máximo de problemas possível para nossos usuários, optamos por fazer parceria com os melhores”, enfatiza, Gerónimo Oliva, co-fundador da Sima.

União estratégica

A parceria com a Auravant não é coincidência: ambas as empresas cresceram paralelamente dentro de um ecossistema AgTech na Argentina e hoje se complementam para potencializar a agricultura inteligente, combinando tecnologia de satélite, modelos preditivos e uma interface simples e pensada para o trabalho diário no campo.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

A plataforma Sima funciona off-line em sua versão mobile e se integra a um ambiente web intuitivo. Além disso, oferece ferramentas da agricultura de precisão, como controle de plantão e de severidade por meio de fotos, ordens de serviço, imagens de satélite, monitoramento de adversidades com geolocalização, comparador de campanhas, entre muitas outras.

Somam-se a isso os desenvolvimentos de inteligência colaborativa, como Alertas Zonais e SIMA Harvest, um modelo de rendimento preditivo desenvolvido em conjunto com a NASA e a Universidade de Maryland.

 

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Mercado

Moagem de cana acumula queda de 32,3% na safra 2025/2026

Por Redação 13/05/2025
Escrito por Redação

Moagem de cana acumula queda de 32,3% na safra 2025/2026

A segunda quinzena de abril foi marcada por um ritmo mais lento da moagem de cana na safra 2025/26. Nesse período, foram processadas 17,7 milhões de toneladas frente a 35 milhões da safra 2024/25 – o que representa uma retração de 49,3%. No acumulado desde o início da safra 2025/26 até o final de abril, a moagem atingiu 34,2 milhões de toneladas, ante 51,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2024/2025 – retração de 32,3%.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, explica que “em razão das condições climáticas desfavoráveis à operacionalização da colheita, principalmente devido as chuvas no oeste de São Paulo e nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, o ritmo da moagem na segunda metade de abril ficou aquém do processamento histórico de cana-de-açúcar para o período”.

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Nos últimos 15 dias de abril, 44 unidades produtoras de cana-de-açúcar reiniciaram as atividades, totalizando 222 unidades produtoras operando na região Centro-Sul. Desse total, 205 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricando etanol a partir do milho e sete usinas flex.

No mesmo período, na safra 24/25, operaram 221 unidades produtoras, sendo 204 unidades com processamento de cana, nove empresas produzindo etanol a partir do milho e oito usinas flex.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de abril atingiu 110,64 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 115,22 kg por tonelada na safra 2024/2025 – variação negativa de 3,97%. No acumulado da safra, o indicador marca 106,94 kg de ATR por tonelada, índice levemente inferior (4,95%) ao do último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda parte de abril totalizou 856,1 mil toneladas, registrando queda de 53,8% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (1,8 milhão de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1º de maio, a fabricação do adoçante totalizou 1,6 milhão de toneladas, contra 2,6 milhões de toneladas do ciclo anterior (-38,62%).

Com efeito, na última quinzena, 45,82% da matéria-prima disponível foi direcionada para a produção de açúcar, ante 48,2% observados no mesmo período da safra 2024/2025.

Na segunda metade de abril, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 985,1 milhões de litros, sendo 699,1 milhões de litros de etanol hidratado (-36,8%) e 286 milhões de litros de etanol anidro (-31,5%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 1,9 bilhão de litros (-19%), sendo 1,4 bilhão de etanol hidratado (-19,58%) e 465 milhões de anidro (-17,3%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de abril, 36,4% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 358,9 milhões de litros neste ano, contra 292,8 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 22,6%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 716,9 milhões de litros – avanço de 31,3% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de abril, as vendas de etanol totalizaram 2,8 bilhões de litros, o que representa uma variação negativa de 3,5% em relação ao mesmo período da safra 2024/2025. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 946,7 milhões de litros – aumento de 2,8% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,8 bilhão de litros – queda de 6,43%.

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado em abril totalizaram 1,8 bilhão de litros – variação de -4,09% em relação ao ano passado. A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 904,9 milhões de litros – aumento de 1,04%. Com esse resultado, o volume comercializado no mercado interno totalizou 2,7 bilhões de litros, queda de -2,44% ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

“O patamar mais elevado de etanol hidratado vendido no mercado interno se manteve no mês de abril e reflete a elevada competitividade do biocombustível nas bombas. O diferencial relativo de preços do etanol hidratado e da gasolina nos postos revendedores está em 68,3% na média do País, oferecendo uma alternativa viável para o consumidor brasileiro economizar e descarbonizar”, conclui Rodrigues.

Na última semana (04/05 a 10/05/25), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apurou preços de bomba de combustíveis em 372 municípios, registrando preço do etanol abaixo da paridade técnica com a gasolina em 184 dessas cidades. “Os dados da ANP indicam que todos os municípios amostrados nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná registraram preço do etanol economicamente vantajoso em relação a gasolina, reforçando a expectativa de manutenção do consumo do biocombustível”, acrescentou Rodrigues.

Com relação ao volume de etanol exportado pelas unidades da região Centro-Sul, o mês de abril registrou 59,05 milhões de litros, uma queda de 34,83% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, sendo 17,19 milhões de litros (-73,75%) de etanol hidratado e 41,86 milhões de etanol anidro (+66,70%).

 

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Mercado

Agro paulista registra superávit de US$ 6,72 bi com bom desempenho da carne bovina, suco de laranja e café

Por Redação 13/05/2025
Escrito por Redação

Agro paulista registra superávit de US$ 6,72 bi com bom desempenho da carne bovina, suco de laranja e café

De janeiro a abril de 2025, o agro paulista apresentou retração nas exportações e elevação nas importações em comparação com o mesmo período de 2024. As exportações totalizaram US$ 8,70 bilhões, representando uma queda de 11,6%, enquanto as importações cresceram 6,5%, somando US$ 1,98 bilhão. Como consequência, o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 6,72 bilhões, valor 15,3% inferior ao registrado nos quatro primeiros meses do ano anterior.

“Mesmo diante de novos cenários no mercado mundial o agro paulista conseguiu manter um superávit expressivo na balança comercial. Esse desempenho reafirma a força e a resiliência do setor, que encontrou na alta das exportações de café, carnes e suco de laranja um equilíbrio importante. Mais do que números, esse resultado mostra a diversificação dos nossos produtos e a capacidade de São Paulo de responder com inteligência e competitividade às demandas do mercado mundial”, salienta o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

As exportações do agro paulista representaram 40,7% do total exportado pelo Estado de São Paulo no período analisado, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,9% do total estadual. Em comparação com o mesmo período de 2024, observou-se uma retração de 3,4 pontos percentuais na participação das exportações e de 0,9 ponto percentual nas importações.

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Essas informações constam na análise conduzida por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), juntamente com o pesquisador José Alberto Ângelo e a pesquisadora colaboradora Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Vale observar o movimento de ampliação de compras do agro paulista pela China e Estados Unidos. A China registrou aumento de 7% no volume do grupo soja e 1% do grupo de carnes, enquanto os Estados Unidos elevaram as aquisições do grupo carnes em 93%, do grupo produtos florestais em 59% e do grupo cafés em 9%.

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:
  •  Complexo sucroalcooleiro: responsável por 24,6% do total exportado pelo agro paulista, US$ 2,136 bilhões, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.
  • Setor de carnes: equivalente a 14% das vendas externas do setor, totalizando US$1,213 bilhão, com a carne bovina respondendo por 82,5%.
  • Grupo de sucos: responde por 12,1% de participação, somando US$ 1,054 bilhão, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.
  • Produtos florestais: representam 11,1% do volume exportado, com US$ 962,48 milhões, com celulose representando 52,3% e papel 37,9%.
  • Complexo soja: participa com 10,9% do total exportado, registrando US$ 947,36 milhões, sendo 83,7% soja em grãos.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,7% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,5% de participação na pauta de exportações, com US$ 653,58 milhões, sendo 73,8% café verde e 22,9% de café solúvel.

Vale destacar que no período observado as variações de valores apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+63,7%), sucos (+35,0%) e carnes (+23,1%), e queda acentuada nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-46,2%), complexo soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).

Principais destinos do agro paulista:
  • China: representa 20,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (37%), carnes (26%) e florestais (19%);
  • União Europeia: tem 15,6% de participação, sendo os principais itens sucos (34%), café (19%) e demais produtos de origem vegetal (11,8%);
  • Estados Unidos: somam 15,3% de participação, comprando sucos (37%), carnes (15%) e café (10,4%).

No cenário nacional, as exportações do agro paulista lideraram o ranking entre os estados, correspondendo a 16,5% do total exportado pelo setor no Brasil no primeiro quadrimestre de 2025, seguidas por Mato Grosso (16,3%) e Minas Gerais (12,2%), este último o maior exportador de café do país.

 

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Redução de áreas de trigo no Sudeste e Sul pode impactar a produção nacional
Mercado

Moagem de trigo no Brasil cresceu 3% em 2024, aponta Abitrigo

Por Redação 13/05/2025
Escrito por Redação
Moagem de trigo no Brasil cresceu 3% em 2024, aponta Abitrigo

Colheita de trigo. Pitanga,11/10/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) divulgou os resultados da Pesquisa de Moagem de Trigo referente a 2024, que apontam um crescimento de 3% no volume do grão moído no Brasil em relação a 2023. Ao todo, foram processadas mais de 13,19 milhões de toneladas do cereal em 150 plantas industriais distribuídas pelo país, consolidando um aumento de 380.432 toneladas no período.

“O crescimento observado reforça a importância da cadeia moageira para a segurança alimentar do Brasil e demonstra a resiliência do setor em face de desafios econômicos e climáticos”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. O crescimento superior ao crescimento populacional aponta para a adoção dos produtos a base de trigo como fonte prioritária de alimentação dos brasileiros.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

A destinação das farinhas produzidas seguiu a tendência de anos anteriores. Os principais destinos da farinha de trigo foram: panificação e pré-misturas (30%), indústria de massas (15,4%) e indústria de biscoitos (11,9%).

O presidente-executivo enfatiza que os dados levantados na pesquisa são fundamentais para guiar estratégias de atuação do setor. “Este levantamento é um referencial indispensável para a indústria moageira nacional. Com base nele, a Abitrigo continuará a trabalhar junto aos seus associados para fortalecer a cadeia produtiva e atender às necessidades do mercado com excelência.”

Uso de trigo importado e armazenagem

Um dado relevante do levantamento foi a análise da dependência do trigo importado na produção brasileira, que representa cerca de 50% do grão consumido. Em 2024, segundo a pesquisa, as regiões Norte e Nordeste apresentaram a maior proporção de uso de trigo importado, com quase todo o volume do cereal processado vindo de outros países.

“Essa dependência reflete a falta de autossuficiência na produção local e a necessidade de estratégias logísticas eficientes para garantir o abastecimento”, destaca Barbosa.

Ele ainda reforça que esse cenário ressalta a importância do comércio internacional para a cadeia de trigo no Brasil e sugere oportunidades para o desenvolvimento de políticas voltadas à ampliação da produção nacional, especialmente em regiões com grande demanda e menor acesso ao trigo nacional.

Outro aspecto relevante foi a análise da infraestrutura de armazenagem estática nas plantas industriais, que revelou adaptações estratégicas de acordo com as especificidades regionais.

“Esta é uma grande demanda de melhoria do setor: a necessidade de linhas de financiamento para expansão de silos para garantia dos estoques de trigo nacional, evitando que se exporte na safra, a despeito da insuficiência brasileira de produção de trigo, e se tenha que importar durante o ano”, evidencia Barbosa.

 

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Mercado

Exportação de café cai 28% em abril, mas segue recorde na safra 2024/25

Por Redação 13/05/2025
Escrito por Redação

Exportação de café cai 28% em abril, mas segue recorde na safra 2024/25

As exportações de café apresentaram queda de 27,7% em abril deste ano na comparação com o quarto mês de 2024, recuando para 3,093 milhões de sacas de 60 kg. A receita cambial, contudo, saltou 41,8% no mesmo intervalo comparativo, de US$ 946 milhões para US$ 1,341 bilhão. Os dados constam no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

No acumulado dos 10 meses do ano safra 2024/25, apesar das quedas registradas nos meses recentes de entressafra no Brasil, os embarques ainda apresentam desempenho recorde ao totalizarem 39,994 milhões de sacas e gerarem US$ 12,443 bilhões, montantes que implicam crescimentos de 1,5% em volume e 56,3% em receita ante as performances aferidas entre julho de 2023 e abril do ano passado.

Acumulado do ano

De janeiro ao fim de abril deste ano, as exportações de café somaram 13,816 milhões de sacas, o que representa declínio de 15,5% em relação ao volume remetido nos quatro primeiros meses de 2024. Por outro lado, a receita cambial disparou 51% no período, chegando a US$ 5,235 bilhões, o maior valor para esse intervalo de quatro meses na história.

Inovação em filtragem melhora o desempenho das máquinas do campo

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a queda em volume é compreensível nesse período de entressafra, principalmente após o Brasil ter exportado montante recorde em 2024.

“Até a entrada da safra de arábica, esperamos queda nas exportações nos próximos dois meses. Como viemos de embarques históricos no ano passado, é natural que 2025 apresente menores volumes, mas ainda mantendo receita cambial significativa como reflexo dos preços no mercado internacional. Tanto que os valores médios e a receita apurados de janeiro a abril são significativamente maiores no comparativo anual, inclusive quebrando recordes”, comenta.

Ele lembra que, para este ano, há a possibilidade de o Brasil colher a maior safra na história de cafés canéforas (conilon + robusta) e uma produção melhor no Vietnã e Indonésia, os três principais produtores dessa variedade. “No momento, o conilon brasileiro ainda não é tão competitivo contra essas duas origens, o que favorece a indústria nacional no que se refere a preços”, explica.

Já para o café arábica, cuja colheita se aproxima, Ferreira informa que as condições climáticas, anteriormente não favoráveis, com estiagem e altas temperaturas no Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Mogiana, apresentaram sensível melhora nos últimos meses, o que leva o mercado, no geral, a revisar suas estimativas para cima.

“Seguiremos com um ano apertado, porém com uma safra não tão distante da anterior. Com o advento da alta dos preços verificada no mercado desde o ano passado e, agora, em função da possibilidade de safra recorde no conilon, espera-se um arrefecimento nos preços desta variedade, o que já vem ocorrendo e pode ser determinante para estancar a alta de preços ao consumidor, uma vez que já se observa aumento substancial dos canéforas nos blends das principais indústrias na comparação com o ano passado”, revela.

O presidente do Cecafé completa que, a permanecerem as condições climáticas adequadas após a colheita, durante os períodos de florada, fixação dos chumbinhos e posterior crescimento dos grãos, o parque cafeeiro do Brasil tem um potencial para uma safra significativa, tanto de arábica, quanto dos canéforas em 2026.

“É importante estar atento a esses fatores, pois, ainda que tenhamos uma produção apertada para atender o consumo em nível mundial, os agentes financeiros (fundos de investimentos) podem limitar novas compras ou até mesmo reduzir substancialmente as posições compradas atuais, puxando preços para baixo”, projeta.

Ferreira explica que, ainda assim, de forma geral, as cotações devem seguir favoráveis e remuneradoras aos produtores. “O Brasil caminha para um aumento de produção a partir de 2026, o que seria muito saudável para todos os elos da cadeia, permitindo que o país mantenha ou amplie market share a preços mais justos a todos os players e, consequentemente, mais competitivos para a indústria brasileira, salvo em caso de algum acidente climático”, conclui.

Tipos de café

O café arábica foi o mais exportado nos quatro primeiros meses de 2025, com as remessas ao exterior somando 11,709 milhões de sacas. O segmento do café solúvel aparece na sequência, com embarques equivalentes a 1,282 milhão de sacas, seguido pela espécie canéfora (conilon + robusta), com 807.165 sacas, e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 18.386 sacas.

Os Estados Unidos foram os principais parceiros comerciais dos cafés do Brasil entre janeiro e o fim de abril deste ano, com a aquisição de 2,373 milhões de sacas, o que implicou queda de 11,2% em relação ao mesmo período de 2024. A Alemanha ocupou o segundo lugar no ranking, com a importação de 1,785 milhão de sacas, ou 24,4% a menos do que no primeiro quadrimestre do ano passado.

A Itália aparece na sequência, registrando a compra de 1,146 milhão de sacas, com declínio de 13% no intervalo, seguida por Japão, que apresentou crescimento de 6,1% no período ao adquirir 865.929 sacas, e Bélgica, que importou 618.305 sacas, aferindo queda de 63,1%.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 23,6% das exportações totais brasileiras no primeiro quadrimestre de 2025, com a remessa de 3,259 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 6,7% superior ao registrado no acumulado de janeiro a abril do ano passado.

A um preço médio de US$ 433,73 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,413 bilhão, o que correspondeu a 27% do total obtido com os embarques de café nos quatro primeiros meses do ano. No comparativo anual, o valor é 98% maior do que o registrado no primeiro quadrimestre de 2024.

Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 633.550 sacas, o equivalente a 19,4% do total desse tipo de produto remetido ao exterior pelo Brasil. Fechando o top 5, apareceram Alemanha, com 447.563 sacas e representatividade de 13,7%; Bélgica, com 293.180 sacas (9%); Itália, com 236.695 sacas (7,3%); e Holanda (Países Baixos), com 226.216 sacas (6,9%).

 

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13/05/2025 0 Comentários
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Opinião

Como a IA está democratizando o crédito agronegócio

Por Redação 12/05/2025
Escrito por Redação

 

Como a Inteligência Artificial está democratizando o crédito agro

por Leonardo Rodovalho* – Com mercados globais cada vez mais voláteis e particularidades únicas do agronegócio, as instituições financeiras enfrentam o desafio de revisar suas políticas de crédito para equilibrar risco e oportunidade. Neste cenário, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do setor.

A análise de crédito tradicional, que pode ser burocrática e baseada em processos manuais, mostra-se inadequada para a velocidade que o agronegócio moderno demanda. Enquanto isso, a digitalização acelerada do setor, que vai de maquinário conectado a marketplaces digitais, cria um paradoxo com dados abundantes, mas subutilizados na tomada de decisão. É aqui que a IA redefine as regras do jogo.

Imagine ter que ler um livro inteiro de 50 páginas só para encontrar informações necessárias para a avaliação de crédito, como a titularidade de um imóvel. Com a tecnologia, isso pode ser feito em minutos de maneira mais eficiente e segura, identificando riscos e oportunidades que poderiam passar despercebidas.

Plataformas avançadas já automatizam a extração de indicadores financeiros e cruzam dados de balanços patrimoniais com registros ambientais, por exemplo, garantindo conformidade com práticas ESG. A tecnologia tem capacidade para reduzir em até 60% o tempo de análise de documentos complexos como matrículas rurais. Mais que velocidade, a tecnologia traz precisão: algoritmos especializados identificam padrões em balanços patrimoniais, calculam indicadores de liquidez e alavancagem em minutos, e sinalizam riscos que escapariam à análise humana convencional.

O maior diferencial, porém, está na personalização. Sistemas inteligentes permitem criar políticas de crédito dinâmicas, adaptadas a cada tipo de cultura, região e porte de produtor. Enquanto um pequeno agricultor familiar precisa de análise simplificada e rápida, uma trading global demanda avaliações cruzadas com dados de mercado internacionais.

Na prática, a IA torna o crédito mais democrático. O Banco Mundial estima que tecnologias digitais podem incluir 1,2 milhão de pequenos produtores no sistema financeiro até 2026. Com o avanço da tecnologia, pequenos e médios produtores, que antes poderiam ser excluídos por falta de histórico financeiro, podem comprovar capacidade de pagamento por meio de dados operacionais em tempo real.

Como a Inteligência Artificial está democratizando o crédito agroAs cooperativas, por sua vez, ganham agilidade para decidir na janela estreita do plantio. E todo o ecossistema se beneficia da redução da inadimplência. Dados do Banco Central revelam que a inadimplência média no crédito rural atingiu 5,1% em 2023, enquanto as operações que utilizam análise preditiva com IA registraram índices de apenas 2,3%, segundo a Febraban.

O Ministério da Agricultura projeta que 70% das operações de crédito rural utilizarão algum tipo de IA até 2027, o que nos coloca diante de uma mudança de paradigma. O crédito rural deixa de ser obstáculo para se tornar alavanca – capaz de impulsionar a safra brasileira sem descuidar da sustentabilidade financeira. O futuro já chegou ao campo, e ele deve ser ágil, preciso e, acima de tudo, acessível até para os menores produtores.

*Leonardo Rodovalho é COO e cofundador da Nagro

12/05/2025 0 Comentários
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Mercado

Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos e consolida nova matriz energética no agro

Por Redação 12/05/2025
Escrito por Redação

O milho deixou de ser apenas insumo para ração animal ou produto de exportação. Agora, também é combustível. O etanol de milho vem se consolidando como uma alternativa sustentável, rentável e estratégica para o abastecimento energético do Brasil. Com crescimento exponencial — 18 vezes (1.700%) em sete anos —, o setor já consome mais de 17 milhões de toneladas do grão, e a projeção é que esse volume ultrapasse 22 milhões até 2026.

A expansão desse mercado representa uma reconfiguração estrutural no destino do milho no Brasil. Mais do que fornecer energia limpa, o modelo industrial do etanol de milho permite operação contínua durante a entressafra da cana, gera co-produtos de alto valor nutricional (como DDG e óleo de milho), e apresenta margens operacionais de até 30%, mesmo em cenários de oscilação do preço do cereal. O retorno sobre o investimento (TIR) de projetos maduros gira em torno de 15% ao ano.

“A indústria do etanol de milho oferece um equilíbrio raro entre sustentabilidade e retorno financeiro. Estamos falando de um modelo que transforma excedente agrícola em energia limpa, gera co produtos de alto valor e movimenta cadeias produtivas inteiras com eficiência e larga escala”, afirma Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos e consolida nova matriz energética no agro
Diversificação da matriz nacional

O uso do milho como fonte energética contribui diretamente para a segurança energética nacional. Ao atender a demanda crescente por combustíveis renováveis, o etanol de milho reduz a dependência de fontes fósseis e complementa a produção de cana-de-açúcar, principalmente durante a entressafra.

“O milho passa a ser protagonista na nova matriz energética brasileira. Essa versatilidade aumenta a resiliência das usinas e fortalece o suprimento doméstico, reduzindo impactos ambientais e permitindo ao agro participar ativamente da transição energética que o mundo exige”, reforça Jordy.

Embora o Mato Grosso ainda concentre a maior parte da produção — com mais de 16 milhões de toneladas de capacidade previstas para 2026 —, o setor avança para novas regiões. Estados como Paraná, Bahia e Santa Catarina estão entrando no radar, promovendo a interiorização e diversificação da produção de etanol de milho no país.

“Estamos diante de uma grande transformação, que posiciona o Brasil como protagonista da bioenergia no mundo. O etanol de milho não é apenas uma tendência – é um caminho sólido para integrar competitividade, sustentabilidade e independência energética no agronegócio brasileiro”, conclui Jordy.

Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos e consolida nova matriz energética no agro

 
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Notícias

Fávaro: “vamos fazer com que Brasil e China fortaleçam suas relações comerciais”

Por Redação 12/05/2025
Escrito por Redação

Fávaro: "vamos fazer com que Brasil e China fortaleçam suas relações comerciais"

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com representantes de 13 entidades do agronegócio brasileiro em Pequim, na China, na manhã desta segunda-feira (12). O ministro estava acompanhado do embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, dos secretários de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, e de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

O encontro integrou a agenda da missão oficial ao país para reforçar o diálogo com o setor produtivo, identificar oportunidades de negócios e alinhar estratégias para ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado chinês.

“Esta é a maior missão governamental que realizamos na China, e vocês, empresários, são fundamentais para estreitarmos as relações e ampliarmos os negócios do agro brasileiro”, afirmou Fávaro. “Vamos fazer com que Brasil e China, com respeito mútuo, fortaleçam suas relações comerciais, para o benefício do povo chinês e, principalmente, para que o povo brasileiro possa aproveitar essas oportunidades”, concluiu.

O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, destacou o crescimento das exportações brasileiras para o país asiático nos últimos dois anos. “O Brasil foi, no ano passado, o mercado para o qual as exportações da China mais cresceram: 22%. Somos, cada vez mais, um parceiro comercial estratégico para os chineses”, afirmou.

 

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