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Mercado

Mapa lança plataforma ConectaAgro para ampliar exportações do agro

Por Redação 10/04/2025
Escrito por Redação

Mapa lança plataforma ConectaAgro para ampliar exportações do agro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acaba de lançar o ConectaAgro, uma nova ferramenta interativa desenvolvida para fortalecer o fluxo de informações e ampliar as exportações e a presença internacional do agronegócio brasileiro.

A ferramenta reúne informações sobre intercâmbio comercial, eventos, feiras e a atuação dos 40 adidos agrícolas em países considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

“O ConectaAgro é uma ferramenta que se soma a outras iniciativas recentemente lançadas pelo Mapa, bem como a ações de outros ministérios e agências ligadas ao comércio exterior, com o objetivo de fortalecer a presença internacional do Brasil. Nosso propósito é abrir portas para mercados externos e garantir que o país continue sendo um dos principais fornecedores globais de alimentos”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

“Iniciativas como o AgroInsight, o Passaporte Agro, a Caravana do Agro Exportador e o Pool de Tradings ganham um reforço estratégico com o ConectaAgro, que funciona como um sistema interativo e integrado de apoio ao exportador brasileiro em diversas áreas”, ressaltou Fávaro.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, a proposta, com mais essa ferramenta, é ajudar o exportador a aproveitar as oportunidades geradas pelos 348 mercados abertos desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — um número recorde.

“Ter acesso rápido e preciso a informações de mercado é essencial tanto para o início quanto para a consolidação de negociações comerciais. A agilidade na obtenção desses dados permite tomadas de decisão mais estratégicas, alinhadas às necessidades e expectativas dos mercados internacionais, garantindo maior competitividade e assertividade nas negociações”, afirmou.

Com adidos agrícolas posicionados em 38 postos ao redor do mundo, o Brasil mantém uma presença ativa em mercados considerados prioritários, com destaque para o recente incremento de adidâncias especialmente em países da África. Esses profissionais desempenham um papel essencial ao facilitar negociações, abrir portas para novos produtos e atuar na resolução de questões técnicas que possam dificultar o acesso a determinados mercados.

Além de atuarem como ponte para as negociações, os adidos agrícolas representam o Brasil em fóruns globais importantes e também participam de eventos estratégicos de promoção comercial. Feiras, rodadas de negócios e missões empresariais são fundamentais para ampliar a visibilidade do agronegócio brasileiro, identificar novas demandas de mercado e fortalecer parcerias comerciais em diferentes regiões do mundo. Tudo isso sempre em coordenação com a ApexBrasil, as Embaixadas, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

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Mercado

Campo Futuro inicia levantamento de custos de produção no país

Por Redação 10/04/2025
Escrito por Redação

- Campo Futuro inicia levantamento de custos de produção no país

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou, na última terça (8), os levantamentos de custos de produção de mais de 40 culturas distintas, pelo projeto Campo Futuro 2025.

Os painéis serão realizados em 21 estados e 133 municípios, em parceria com as federações estaduais, universidades e centros de pesquisa, e participação de produtores rurais, sindicatos, cooperativas, técnicos e especialistas do setor.

Nos primeiros encontros, serão coletados os custos de produção da cana-de-açúcar nos municípios de Cianorte e Cambará, no Paraná, em Nova Alvorada do Sul, no estado do Mato Grosso do Sul, e Barretos, São Paulo, em painéis virtuais.

Nesta semana, o Campo futuro também levanta, presencialmente, os dados de café em Brejetuba, Cachoeiro do Itapemirim e Jaguaré, no Espírito Santo.

Campo Futuro

O objetivo do projeto, lançado em 2007, é aliar a capacitação do produtor à geração de informações estratégicas do setor rural, contribuindo para as tomadas de decisão no campo.

A partir do acompanhamento sistemático da evolução dos custos de produção regionais, e de análises sobre a rentabilidade das atividades agropecuárias, o projeto possibilita o gerenciamento de custos e do comportamento econômico da produção.

Em 2024, a iniciativa levantou o custo de 53 atividades agropecuárias e realizou mais de 150 painéis em 20 estados e 124 municípios. O projeto abrange as cadeias de grãos, cereais, frutas, hortaliças, silvicultura, café, pecuária de leite, avicultura, suinocultura, aquicultura, pecuária de corte, entre outras.

 
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10/04/2025 0 Comentários
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Produção de café cresce no Brasil, enquanto preços continuam altos
Mercado

Exportações de café recuam 25% em março, segundo dados do Cecafé

Por Redação 10/04/2025
Escrito por Redação

- Exportações de café recuam 25% em março, segundo dados do Cecafé

O país exportou 3,3 milhões de sacas de 60 kg de café em março de 2025, de acordo com dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume indica queda de 24,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A receita cambial, por sua vez, apresentou um crescimento de 42% no mesmo intervalo comparativo e chegou a US$ 1,3 bilhão.

Com o desempenho no mês passado, o Brasil acumula embarques de 36,9 milhões de sacas nos nove meses da safra 2024/25, recebendo um recorde de US$ 11 bilhões em divisas para esse intervalo. Em relação ao período de julho de 2023 a março de 2024, há evolução de 5% em volume e 58,2% em receita.

Acumulado do ano

No primeiro trimestre de 2025, o Brasil exportou 10,7 milhões de sacas de café, montante 11,3% inferior ao apurado entre janeiro e março do ano passado. Já a receita cambial apresenta incremento de 54,3% no intervalo, saltando para US$ 3,9 bilhões.

“É compreensível a redução no volume de embarques após sairmos de um ano recorde em 2024 e de três safras que não alcançaram seu potencial produtivo total. Além disso, persistem os gargalos logísticos nos portos do país, que impactam o desempenho das remessas ao exterior e oneram ainda mais o processo aos exportadores”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

Por outro lado, conforme Ferreira, a evolução da receita cambial reflete as cotações elevadas no mercado internacional, cenário que, porém, pode apresentar certa alteração futura devido à sinalização de novas políticas comerciais e de conflitos econômicos entre as principais economias globais.

“As bolsas de futuros vêm registrando preços altos há meses em função da diminuição da oferta global, por conta de extremos climáticos, os quais afetaram a produtividade nos cafezais de importantes produtores nos últimos anos, como Brasil, Vietnã e Indonésia. Contudo, podemos observar um esfriamento do mercado devido às incertezas causadas pelo tarifaço apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impactou todas as economias e tem feito os mercados derreterem, inclusive o de café”, analisa.

Principais destinos

Os Estados Unidos foram o principal destino dos cafés do Brasil no primeiro trimestre de 2025, com a importação de 1,8 milhão de sacas, o que equivale a 16,9% do total, apesar de representar uma queda de 11,7% na comparação com o período entre janeiro e o fim de março de 2024.

A Alemanha, com 13,1% de representatividade, adquiriu 1,4 milhão de sacas (-19,3%) e ocupou o segundo lugar no ranking. Na sequência, vieram Itália, com a importação de 800.318 sacas (-15,8%); Japão, com 675.192 sacas (+10,1%); e Bélgica, com 500.300 sacas (-60,9%).

Tipos de café

No primeiro trimestre deste ano, o café arábica foi a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 9 milhões de sacas ao exterior. Esse montante equivale a 84,2% do total, mesmo implicando leve queda de 2,7% frente a idêntico intervalo em 2024.

Na sequência, com o equivalente a 977.605 sacas remetidas para fora do país, apareceu o segmento do café solúvel, que registrou uma alta de 7,9% na comparação com os três primeiros meses do ano passado. Esse tipo de produto respondeu por 9,1% das exportações totais no período atual.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 703.168 sacas – recuo de 62,8% e 6,6% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 13.894 sacas (+46,1% e 0,1% de representatividade), completaram a lista.

Cafés especiais

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 26,4% das exportações totais brasileiras no primeiro trimestre de 2025, com a remessa de 2,8 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 31% superior ao registrado no acumulado de janeiro a março do ano passado.

A um preço médio de US$ 415,09 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,2 bilhão, o que correspondeu a 30,2% do total obtido com os embarques de café no primeiro trimestre do ano. No comparativo anual, o valor é 134,3% maior do que o registrado nos três primeiros meses de 2024.

Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 524.654 sacas, o equivalente a 18,6% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, apareceram Alemanha, com 367.702 sacas e representatividade de 13%; Bélgica, com 275.937 sacas (9,8%); Holanda (Países Baixos), com 194.508 sacas (6,9%); e Japão, com 189.543 sacas (6,7%).

 

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Tecnoshow Comigo

Bancos oferecem R$ 4 bilhões em crédito na Tecnoshow Comigo 2025

Por Redação 09/04/2025
Escrito por Redação

Bancos oferecem R$ 4 bilhões em crédito na Tecnoshow Comigo 2025

Seis bancos públicos e privados concedem condições diferenciadas de crédito para o público da Tecnoshow Comigo. Com estandes próprios, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Sicredi Cerrado e Sicoob Credi-Rural recebem o público da feira até a sexta-feira (11).

Taxas atrativas, linhas de crédito voltadas a diversos segmentos e outras soluções financeiras, como consórcios e seguros, estão entre as propostas das instituições para os produtores. Juntas, as instituições oferecem mais de R$ 4 bi em negócios ao longo do evento.

“Trouxemos mais de R$ 100 milhões em volume de recursos repassados e mais de R$ 1 bilhão em crédito pré-aprovado para movimentar a feira e apoiar o produtor rural”, afirma o gerente de Captação e Investimentos do Sicredi Cerrado, Vilson Dias.

A cartela de soluções do Sicredi Cerrado inclui consórcios com taxas reduzidas para aquisição de veículos, máquinas, equipamentos e imóveis, além de linhas de crédito operadas com recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), BNDES e crédito próprio. Além dos produtos financeiros, a instituição oferece condições diferenciadas para seguros contratados diretamente no evento e participa da programação técnica com uma palestra sobre o cenário econômico do agronegócio.

Com expectativa de receber até R$ 2 bilhões em propostas, o Banco do Brasil está com um foco especialmente para agricultores familiares com o objetivo de inspirar a nova geração a dar continuidade ao legado de suas famílias no campo.

“Estamos preparados para fazer bons negócios e apoiar os produtores em todos os ciclos de produção e na realização de novos investimentos, impulsionando o desenvolvimento sustentável do setor e a segurança alimentar de todo o país”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage.

Com uma equipe especializada no atendimento ao produtor rural, o Santander está na feira com um portfólio completo de soluções para o setor, incluindo seguros para máquinas e equipamentos, financiamento para sistemas de energia solar e consórcios personalizados — com possibilidade de simulação durante o evento; além da Cédula de Produto Rural (CPR), voltada à antecipação de recursos para atividades agrícolas; e o Multiagro, linha de crédito para investimentos em tecnologia e modernização da produção.

“A feira atrai a atenção de produtores, empresas e visitantes do Brasil e de outros países.. Ao participar da feira, reafirmamos o papel estratégico da produção de grãos em Goiás para o fortalecimento do agronegócio no Brasil”, ressalta o diretor de Agronegócio do Santander, Carlos Aguiar.

Com atuação em 26 cidades e 36 agências, o Sicoob Credi Rural participa da Tecnoshow COMIGO desde a primeira edição com suas principais soluções financeiras, como linhas de crédito e consórcio, além de serviços complementares como seguros, cartões e a maquininha Sipag. A expectativa é movimentar mais de R$ 120 milhões em negócios ao longo da feira.

“Estamos muito otimistas, principalmente pelos relatos positivos que temos recebido dos produtores sobre o andamento da safra. Isso reforça nossas expectativas e nos motiva a oferecer condições ainda mais atrativas. Por exemplo, trouxemos uma taxa a partir de 0,99% para financiamento de veículos e taxas excelentes para custeio”, destaca a gerente de Desenvolvimento de Negócios do Sicoob Credi Rural, Mariana Moreira Marques.

Presente desde a primeira edição, o Bradesco definiu como meta para a feira em 2025 uma alta de 30% sobre os negócios do ano passado, chegando a cerca de R$ 2 bilhões. “Estamos atuando com linhas em dólar no BNDES Crédito Rural e na CPR-F (Cédula de Produto Rural Financeira) sem IOF, além de opções pré-fixado, CDI, CDC equalizado e outras do nosso portfólio”, salienta o diretor de Agronegócios do banco, Roberto França.

Produtor de soja, bovinos e de suínos em Rio Verde (GO), Renato Gouveia Guimarães Júnior classifica a feira como uma boa oportunidade para conferir as novidades e avaliar as oportunidades financeiras. “É o ambiente perfeito para conhecer e se atualizar sobre o que existe de mais atual nas áreas de tecnologia, maquinário, químicos, biológicos e genética, tanto no mercado em geral quanto na nossa região”, avalia.

A edição de 2025 da Tecnoshow traz uma diversidade de lançamentos que visam impulsionar a produtividade e a sustentabilidade no campo, com destaque para tecnologias de última geração e estratégias personalizadas para diferentes culturas e regiões.

 

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Mercado

PIB do agronegócio fecha 2024 com crescimento de 1,81%

Por Redação 09/04/2025
Escrito por Redação

PIB do agronegócio fecha 2024 com crescimento de 1,81%

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 4,48% no quarto trimestre de 2024 e fechou o ano passado com alta de 1,81% na comparação com 2023, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com esse resultado, o PIB do setor atingiu R$ 2,72 trilhões em 2024, dos quais R$ 1,9 trilhão correspondem ao ramo agrícola e R$ 819,26 bilhões ao ramo pecuário (com base preços do quarto trimestre de 2024). A participação do agronegócio na economia brasileira no período foi de 23,2%.

Os principais destaques do PIB do agronegócio em 2024 foram os segmentos de agrosserviços e agroindústria, que tiveram expansão de 3,25% e 2,94%, respectivamente, em relação a 2023. O setor primário (dentro da porteira) fechou o ano com queda de 0,16%, enquanto o segmento de insumos caiu 4,65%.

Segundo a análise CNA/Cepea, o resultado positivo no fechamento do ano foi puxado pelo PIB do ramo pecuário, que terminou 2024 com alta de 12,48%. Os destaques no ramo pecuário foram para agrosserviços (16,79%) e agroindústria (16,78%), seguidos por setor primário (6,55%) e insumos (1,23%).

O ramo agrícola teve queda de 2,19%. Diferentemente da pecuária, a agricultura teve retração de todos os segmentos, principalmente nos insumos (6,97%) e setor primário (3,54%). Os agrosserviços caíram 1,86%, e a agroindústria, 0,44%.

Comportamento

O resultado do último trimestre de 2024 ajudou a reverter o comportamento negativo do PIB no acumulado de janeiro a setembro do ano passado, contribuindo para que o PIB terminasse o ano com variação positiva. Com isso, o resultado se aproximou da previsão anual para o PIB divulgada em dezembro de 2024 pela CNA, que indicava um crescimento de até 2%

No quarto trimestre, o PIB do agronegócio cresceu 4,48%. “Ao analisar os diferentes segmentos do setor e comparando o quarto trimestre com o terceiro trimestre de 2024, observam-se aumentos nos PIBs dos insumos (3,17%), do segmento primário (4,33%), das agroindústrias (3,72%) e dos agrosserviços (5,16%)”.

O ramo pecuário teve alta de 10,71%, com destaque para agrosserviços (12,15%), setor primário (11,07%) e agroindústria (10,18%). Já o ramo agrícola registrou expansão de 2,02%, com todos os elos da cadeia tendo crescimento no período.

Ainda de acordo com análise das duas entidades, “esse desempenho positivo ao longo do trimestre foi impulsionado pela elevação do valor bruto da produção, fator que esteve relacionado ao aumento dos preços reais no período”.

 

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Mercado

Fávaro defende mudanças para tornar o seguro rural mais eficiente

Por Redação 09/04/2025
Escrito por Redação

Ministro da Agricultura defende mudanças para um seguro rural mais eficiente

Para discutir o tema “Protegendo o futuro do agro: assegurando o amanhã”, teve início nesta terça-feira (8) o 18º Congresso Internacional ALASA. Realizado pela Associação Latino-Americana para o Desenvolvimento do Seguro Agropecuário (ALASA) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o evento segue até a quinta-feira (10), em Brasília, reunindo representantes dos setores público e privado em torno dos desafios e inovações do seguro rural na América Latina.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da abertura oficial e destacou que o tema é desafiador, mas o congresso da ALASA representa uma oportunidade para aprofundar discussões e construir soluções.

“O modelo que nos trouxe até aqui certamente não será o modelo que vai nos levar a um futuro sustentável. Diante das mudanças climáticas, é essencial termos um seguro rural eficiente, que ofereça tranquilidade aos produtores e segurança para o setor. Isso exige a presença ativa do governo, não apenas na subvenção ao prêmio do seguro, mas também na estruturação de políticas públicas robustas. O congresso ALASA é o espaço ideal para esse debate, onde buscamos não só trocar experiências, mas construir soluções viáveis para tornar o seguro rural mais atrativo, sustentável e acessível”, afirmou Fávaro.

O presidente da ALASA, Juan Carlos Cortés, destacou o papel estratégico do Brasil no cenário agropecuário internacional e agradeceu ao Mapa pelo apoio na coorganização do evento.

“A colaboração e o apoio do Mapa foram fundamentais para o sucesso deste congresso. Agradeço ao ministro Carlos Fávaro e a toda a equipe do Ministério, especialmente a Cleber Soares e Guilherme Campos, que estiveram conosco intensamente na construção deste encontro”, afirmou.

Ao se referir ao Brasil como “uma potência alimentar”, Cortés ressaltou a liderança do país em áreas como pesquisa, inovação, capacitação técnica e, sobretudo, na força de seus agricultores, que servem de exemplo para toda a América Latina.

O presidente da ALASA também enfatizou que o futuro do seguro agropecuário está diretamente ligado ao futuro do setor rural. “Nosso destino, como seguradoras, resseguradoras, instituições financeiras e fornecedores de insumos, está intimamente ligado ao sucesso dos produtores. Todos dependemos de que a agricultura vá bem”, completou.

O congresso reúne profissionais e instituições ligadas ao seguro rural, como seguradoras, cooperativas agropecuárias, bancos, produtores, especialistas e autoridades públicas, consolidando-se como o principal espaço de debate sobre gestão de riscos no campo na América Latina.

Programação

A programação do congresso conta com conferências magnas, painéis técnicos e mesas-redondas que abordam temas como gestão de riscos climáticos, seguros paramétricos, tecnologias aplicadas ao campo e estratégias de resiliência produtiva.

A agenda inclui ainda apresentações de experiências internacionais, especialmente de países como México, Colômbia, China e Estados Unidos, além de um painel dedicado ao futuro do resseguro na América Latina e ao papel do parlamento no fortalecimento do setor.

O evento se encerra com uma jornada de campo, oferecendo aos participantes uma experiência prática e a oportunidade de conhecer iniciativas aplicadas ao seguro rural e à inovação no agronegócio.

 

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Tecnoshow Comigo

Case IH chega na Tecnoshow com lançamentos para os produtores goianos

Por Redação 08/04/2025
Escrito por Redação

Case IH chega na Tecnoshow com lançamentos para os produtores goianos

A Case IH, marca da CNH, participa da 22ª Tecnoshow Comigo, realizada de 7 a 11 de abril, em Rio Verde (GO), com lançamentos para os produtores goianos. Um dos destaques é a nova colheitadeira de grãos Axial-Flow Série 260 Automation.

A Série 260, composta pelas classes 7, 8 e 9, apresenta o já consagrado sistema Automation, recurso de machine learning e inteligência artificial, disponível por meio de 16 sensores que coletam dados do sistema industrial para então se autorregular. Além disso, traz diversas mudanças significativas em relação à série anterior, apresentando até 30% a mais de produtividade, oferecendo maior capacidade operacional, mais robustez e disponibilidade do equipamento, ao mesmo tempo que garante maior facilidade operacional.

A Série 260 ganhou ainda mais tecnologia e recursos autônomos embarcados, como a manobra de cabeceira automática e o compartilhamento de mapa entre as máquinas. Além de piloto automático orientado por GPS, novo monitor e ferramenta de acesso remoto para suporte do operador.

Para proporcionar maior conforto ao operador que passa por longas jornadas de trabalho durante o período de colheita, a cabine também recebeu melhorias. O novo assento traz inúmeras funções adicionais, como ajuste anatômico, encosto com massageador e refrigeração, além de maior giro para ajudar durante a operação de descarga. Há ainda refrigerador, ar-condicionado multi-zonas, retrovisor elétrico e iluminação 100% em LED.

Além da Axial-Flow Série 260 Automation, outro destaque no estande da Case IH é o Quadtrac 715. O maior e mais potente trator já produzido pela marca usa esteiras ao invés de pneus e possui motor FPT Cursor 16, com 715 cv, podendo chegar a até 778 cv.

Além da potência, a máquina se destaca pelo sistema hidráulico aprimorado e o novo material rodante para serviço pesado, que oferece maior tração para acompanhar a potência do motor. Uma transmissão mais robusta transfere, com eficiência, o aumento de potência para o solo, além disso, o trator conta com novo design do capô, iluminação em LED de maior potência e um tanque de combustível de 1.968 litros.

Drone de pulverização

Esse pré-lançamento foi apresentado, durante a Agrishow de 2024, e possui importação e distribuição no Brasil pela marca. Como uma solução para complementar o portfólio de pulverização da Case IH, o drone será oferecido em dois modelos, de 30 litros e 70 litros – esse último o de maior capacidade disponível atualmente do mercado.

Outras máquinas estarão expostas durante a feira, como os tratores Farmall Max, Puma, Magnum e Steiger; a colhedora de cana Austoft 9000; e a colheitadeira Axial-Flow Série 160 Automation. Além das máquinas agrícolas, algumas da marca-irmã CASE Construction Equipment também poderão ser visitadas como a retroescavadeira 580N S2 HD e o rolo compactador 1107-EX.

O espaço dedicado para a Agricultura Digital também deve atrair a atenção dos visitantes, com demonstrações de soluções digitais da marca e serviços de pós-venda, além de atrações de experiência virtual e imersiva. Destaque para a demonstração do Case IH FieldOps, novo aplicativo para gestão agrícola para que os produtores se conectem, visualizem e gerenciem suas operações na palma da mão; além do  Case IH Connect Room, sala de operações de gestão e monitoramento de dados em tempo real nas concessionárias e fábricas da marca.

 

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Notícias

CNA defende ampliação do acesso ao Funcafé para pequenos e médios produtores

Por Redação 08/04/2025
Escrito por Redação

CNA defende ampliação do acesso ao Funcafé para pequenos e médios produtores

A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quarta (2), uma série de encontros em Brasília para discutir temas estratégicos para a cafeicultura nacional, como o acesso aos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para pequenos e médios produtores e a modernização do fundo.

Um dos compromissos foi a reunião com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, que teve como pauta principal a abertura dos recursos do Funcafé para cafeicultores familiares. O vice-presidente da Comissão, Ademar Pereira, e o assessor técnico Carlos Eduardo Meirelles, reforçaram a necessidade de revisão das regras atuais e a importância do crédito como ferramenta essencial para a garantia da competitividade do setor.

A Comissão também esteve com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos, para discutir a conjuntura de preços do café e apresentar os avanços dos Grupos de Trabalho do CDPC sobre o mapeamento do parque cafeeiro do Brasil, o levantamento de safras e o reposicionamento da marca Cafés do Brasil. No encontro, a CNA reforçou a necessidade de modernização do Funcafé.

Também participaram da reunião no Mapa representantes do setor privado do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) e do governo federal. Segundo a CNA, algumas regras do Manual de Crédito Rural impossibilitam que cafeicultores que acessam recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) possam também acessar os recursos do Funcafé.

“Essa limitação compromete o financiamento da atividade e restringe as opções de crédito para esses produtores, que representam mais de 80% do setor cafeeiro”, explicou Pereira. A CNA tem atuado para reverter essa situação por meio de uma articulação técnica e política junto ao Mapa e ao MDA para garantir esse acesso, o que ampliaria as oportunidades de financiamento, fortalecendo a competitividade da cafeicultura brasileira.

“O acesso ao Funcafé é essencial para a sustentabilidade do setor. Os cafeicultores familiares e médios produtores precisam de mais opções de crédito para investir em tecnologia, qualidade e eficiência produtiva. Trabalhamos em parceria com o governo para eliminar essas barreiras e garantir que os recursos do Funcafé sejam acessíveis a todos os produtores que necessitam”, disse o vice-presidente da Comissão.

 

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Baldan marca presença na Tecnoshow Comigo com implementos agrícolas
Tecnoshow Comigo

Baldan marca presença na Tecnoshow Comigo com implementos agrícolas

Por Redação 08/04/2025
Escrito por Redação

A Baldan participa da Tecnoshow Comigo 2025, que acontece de 7 a 11 de abril em Rio Verde (GO) e atrai produtores, expositores e especialistas do setor para apresentar as mais recentes inovações em tecnologia e máquinas agrícolas.

Neste ano, a Baldan chega com uma nova identidade visual para feiras e eventos. O novo conceito do estande foi projetado para proporcionar uma experiência imersiva, destacando os valores de inovação, sustentabilidade e tradição que fazem parte da essência da marca. Inspirada no conceito “Brasil: Celeiro do Mundo”, a proposta da Baldan para 2025 busca reforçar a importância do setor agrícola nacional no cenário global. 

“A Tecnoshow é um evento estratégico para a Baldan, pois nos permite estreitar relações com os produtores e apresentar soluções que contribuem para o aumento da produtividade no campo. Nosso estande foi planejado para oferecer uma vivência diferenciada, onde os visitantes poderão conferir de perto nossas inovações e tecnologias”, afirma Robson Zofoli, Diretor Comercial e Marketing da Baldan.

Além da nova identidade visual, a Baldan levará um portfólio de implementos para preparo de solo, plantio e pulverização. Os visitantes poderão interagir com especialistas da marca para conhecer detalhes sobre os produtos e as tendências do setor agrícola.

Com uma programação que abrange desde exposições de maquinário e tecnologia até debates sobre o futuro do setor, a Tecnoshow Comigo se firma como um ambiente ideal para quem busca otimizar processos e maximizar resultados no campo.

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Mercado

Paraná vendeu US$ 14,2 bilhões em alimentos e bebidas para 176 países em 2024

Por Redação 08/04/2025
Escrito por Redação
Paraná vendeu US$ 14,2 bilhões em alimentos e bebidas para 176 países em 2024

Rota do Café – Fazenda Palmeira – Distrito de Santa Mariana – Londrina/PR. Foto: José Fernando Ogura/ANPr

O Paraná exportou US$ 14,2 bilhões em alimentos e bebidas para 176 países diferentes de janeiro a dezembro de 2024 , de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços organizados e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O número de países interessados nos produtos paranaenses e a variedade comercializada reforçam a vocação do Estado de ser um dos principais e mais completos fornecedores de alimentos do planeta.

Ao longo do período, a China foi o principal importador de alimentos e bebidas do Paraná, com US$ 5,4 bilhões de produtos deste segmento comercializados, representando 37,9% da pauta de vendas para o Exterior. Na sequência estão o Irã (US$ 473 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 471 milhões), Coreia do Sul (US$ 441 milhões), Holanda (US$ 385 milhões), Indonésia (US$ 376 milhões), Japão (US$ 353 milhões), Índia (US$ 330 milhões), México (US$ 306 milhões) e Arábia Saudita (US$ 288 milhões).

O Paraná também exportou muitos produtos para a União Europeia ao longo do ano passado, com França (US$ 208,4 milhões), Alemanha (US$ 208 milhões), Turquia (US$ 200 milhões), Reino Unido (US$ 142 milhões), Espanha (US$ 127 milhões) e Eslovênia (US$ 101 milhões) liderando o comércio. Para os Estados Unidos foram vendidos US$ 117 milhões. Países sul-americanos também estão bem representados na pauta do comércio exterior: Chile (US$ 152 milhões), Uruguai (US$ 95 milhões) e Peru (US$ 71 milhões).

Ao longo dos últimos seis anos, a estratégia do governador Carlos Massa Ratinho Junior de consolidar o Paraná como um grande fornecedor de alimentos para todas as regiões do mundo tem surtido efeito. Em valores totais, as exportações de alimentos e bebidas do Paraná cresceram muito em relação a 2019. Naquele ano, 22 países importavam US$ 50 milhões ou mais em alimentos do Paraná. No mesmo período de 2024, 40 países superaram a marca de US$ 69 milhões.

O principal produto alimentício exportado pelo Paraná entre janeiro e dezembro foi a soja, com US$ 5,3 bilhões, seguida pela carne de frango in natura (US$ 3,8 bilhões), farelo de soja (US$ 1,4 bilhão), açúcar bruto (US$ 1,2 bilhão), cereais (US$ 551 milhões), carne suína (US$ 404 milhões), óleo de soja bruto (US$ 358 milhões), café solúvel (US$ 326 milhões) e carne de frango industrializada (US$ 146 milhões).

Produção em alta

Os dados de exportação e comércio internacional são reflexo do aumento da produção das principais cadeias do Estado. A produção de ovos para consumo, por exemplo, era de 191,866 milhões de dúzias em 2023 (ou 2,302 bilhões de unidades) e aumentou para 202,874 milhões de dúzias produzidas (ou 2,434 bilhões de unidades) em 2024.

O Paraná também liderou o crescimento nacional da produção de frangos e suínos no ano passado, de acordo com as Estatísticas da Produção Pecuária de 2024, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado produziu 53,3 milhões de frangos e 281,4 mil cabeças de suínos a mais em 2024 em relação a 2023, além de acumular altas também na produção bovina, de ovos e de leite.

Na avicultura, o Estado se mantém como líder absoluto, sendo responsável por 34,2% da produção de frango no País. O setor teve um crescimento de 2,47% no abate em relação ao ano anterior, somando mais de 2,2 bilhões de aves produzidas no ano passado no Paraná, superando o recorde de 2023, quando esse número chegou 2,15 bilhões de unidades.

Já na suinocultura, o Paraná diminuiu a diferença com Santa Catarina e se manteve com a segunda maior produção. Enquanto o Paraná teve um aumento de 2,32% em relação ao ano anterior, totalizando 12,4 milhões de porcos abatidos em 2024, o estado vizinho teve queda de 0,08% nos abates, com 16,6 milhões de cabeças de suínos abatidas.

O Paraná também é o maior produtor de feijão e recentemente tem se caracterizado também como um exportador importante. Em 1997, a exportação paranaense somou apenas 277 toneladas. Em 2024, a as exportações somaram 71 mil toneladas, superando em mais de cinco vezes o número registrado em 2023.

 

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