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Chuvas favorecem desenvolvimento das lavouras de primeira safra, diz Conab
Notícias

Inmet: veja a previsão do tempo para a semana de 07 a 14 de abril

Por Redação 07/04/2025
Escrito por Redação

Veja a previsão do tempo para a semana de 07 a 14 de abril

A semana de 07 a 14 de abril apresenta previsão de chuva concentrada em grande parte da Região Norte, norte da Região Nordeste, oeste da Região Centro-Oeste e sul da Região Sul, de acordo com o Informativo Meteorológico nº 13/25 do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Durante esta semana, os acumulados nestas áreas podem ultrapassar 80 mm. Já no interior da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, além do norte de Minas Gerais, leste de Goiás e oeste de São Paulo a tendência é de ocorrência de chuvas com acumulados abaixo de 20 mm.

Na Região Norte, o destaque vai para o Amazonas, Pará, Amapá, Roraima e o norte de Rondônia, onde os acumulados de chuva poderão ultrapassar os 60 mm (tons em laranja e vermelho). Na Região Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) vai favorecer volumes significativos no norte do Maranhão e do Piauí, litoral do Ceará.

No Centro-Oeste, a previsão é de chuvas mais localizadas sobre o Mato Grosso e o oeste do Mato Grosso do Sul, com volumes que podem superar os 50 mm.

Nas Regiões Sudeste e Sul, as chuvas podem oscilar entre 20 mm e 30 mm no sul de Minas Gerais e acima dos 50 mm em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

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07/04/2025 0 Comentários
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Tecnoshow Comigo

Tecnoshow Comigo: projeção aponta mais de R$ 10 bilhões em negócios

Por Redação 07/04/2025
Escrito por Redação

Tecnoshow Comigo: projeção aponta mais de R$ 10 bilhões em negócios

A Tecnoshow Comigo começou nesta segunda-feira, 7 de abril, às 8h, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC) em Rio Verde (GO). A feira, que se estenderá até o dia 11 de abril, tem entrada e estacionamento gratuitos para os visitantes.

Durante cinco dias, a Tecnoshow Comigo  espera reunir 695 expositores e receber 150 mil visitantes, um crescimento de 10% em relação à edição passada. O volume de negócios também deve aumentar 5%, ultrapassando R$ 10 bilhões em comercializações.

O presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antônio Chavaglia, destacou, durante a cerimônia de abertura, que o evento tem um gosto especial: a edição deste ano também comemora os 50 anos da Comigo.

“Ao todo, são cinco décadas de muitas conquistas de uma equipe fantástica de colaboradores. Para nós, é uma honra muito grande contar com mais de 12 mil cooperados espalhados entre Rio Verde e as demais cidades do estado”, afirmou o presidente.

Entre as novidades desta edição, estão a ampliação dos espaços de convivência, melhorias na segurança e expansão da área gramada.

Entre as principais melhorias, destacam-se a ampliação dos banheiros femininos; a pavimentação asfáltica de 1.800 m²; a expansão de 2.000 m² na área gramada para locação; e a instalação de um transformador adicional de 150 KVA, totalizando 20 unidades.

 

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Mercado

Vendas de tratores sobem 14,2% no primeiro bimestre, diz Fenabrave

Por Redação 07/04/2025
Escrito por Redação

Vendas de tratores sobem 14,2% no primeiro bimestre, diz Fenabrave

As vendas de tratores no mercado doméstico alcançaram 3.247 unidades em fevereiro, alta anual de 15,88% e mensal de 0,68%, mostra balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado do primeiro bimestre, o aumento foi de 14,2% ante igual intervalo de 2024.

No caso das colheitadeiras, a comercializou em fevereiro somou 384 unidades, queda anual de 4,5% e mensal de 26,86%. Contudo, no acumulado do primeiro bimestre, houve alta de 0,56% ante igual período de 2024.

“Apesar dos resultados positivos, tanto para colheitadeiras como para tratores, os produtores rurais estão na expectativa da liberação dos recursos do Plano Safra, que só devem retornar no segundo semestre”, afirma o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Fonte: Datagro

 

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07/04/2025 0 Comentários
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Tecnologia

Trator RX9 é destaque no maior evento de lançamentos da John Deere

Por Redação 04/04/2025
Escrito por Redação

Trator RX9 é destaque no maior evento de lançamentos da John Deere

Clarisse Sousa – A John Deere realizou, nesta sexta-feira (4), em Campinas (SP), o maior evento de lançamentos de sua história no Brasil, com 15 novas máquinas e equipamentos. A companhia apresentou novidades como colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, tratores e outras tecnologias voltadas à alta performance no campo.

Entre os destaques está o trator 9RX, disponível nas versões de 710, 770 e 830 cv de potência e equipado com quatro esteiras. Apresentado pela primeira vez ao público brasileiro na Agrishow do ano passado, o 9RX já está em produção e pronto para chegar ao mercado.

Venda de máquinas agrícolas cresce 24% em fevereiro, aponta Abimaq

De acordo com o diretor de Vendas da John Deere Brasil, Horácio Meza, o novo trator, assim como os demais lançamentos apresentados no evento, estará exposto na Agrishow deste ano, que acontece de 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Segundo ele, o equipamento “é o maior trator produzido em série do mundo, com mais de 800 cv, e é capaz de entregar até 40 hectares a mais de eficiência operacional por dia”.

Um dos diferenciais do 9RX é o motor JD18, da John Deere Power Systems. Com 18 litros de capacidade, o motor utiliza tecnologia de recirculação dos gases de escape, eliminando a necessidade do fluido de exaustão de diesel (DEF), o que pode representar uma redução nos custos operacionais para o agricultor.

O trator 9RX também está equipado com um sistema que ajusta automaticamente a rotação do motor de acordo com a velocidade selecionada e realiza as trocas de marcha de forma automática, contribuindo para a economia de combustível.

Além disso, a nova cabine CommandView 4 Plus, oferece um aumento de 15% no espaço e uma melhoria de 20% na visibilidade, incrementando o conforto ao operador durante a operação. A cabine também conta com sistema de amortecimento, que reduz a vibração e torna mais confortáveis os trabalhos de longa duração nos mais diferentes terrenos.

Conheça outros lançamentos

Também chegam ao Brasil as colheitadeiras S5 e S7, prometendo mais eficiência na operação de colheita. Com atualizações na cabine e no design exterior. As duas séries de colheitadeiras se destacam por sua tecnologia, proporcionando melhorias significativas de desempenho.

A colheitadeira S5 500 possui um Sistema de Ajuste Automático ao Terreno (ATA), para uma redução de perdas de até 50% em situações de subida com inclinação de 25 graus de terreno. A cabine foi renovada e as escadas de acesso também receberam melhorias. 

O modelo S7 está equipada com tecnologia capaz de proporcionar uma conectividade mais avançada, segundo a fabricante. O grande diferencial da Série S7 é a Automação de Colheita, que conta com duas principais tecnologias. Uma delas é chamada de Automação Preditiva de Velocidade, que conta com duas câmeras frontais instaladas na cabine para mapear o terreno até oito metros e meio à frente da plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura.

A segunda tecnologia da S7 é chamada de Automação das Configurações da Colheita, que utiliza a localização geográfica e o tipo de cultura para as configurações iniciais e depois se baseia nas preferências do usuário para proporcionar até 10% a mais de qualidade de grãos e 10% de redução de perdas.

Colhedora de algodão CP770

A colhedora de algodão CP770 recebeu atualizações para preservar a qualidade do grão e reduzir perdas. O destaque é a documentação linha por linha, que possibilita a criação de mapas de rendimento mais detalhados. Outra novidade é a alavanca multifuncional, que permite controles reprogramáveis.

Plantadeira 1200

A plantadeira 1200, apresentada recentemente nas feiras Show Rural Coopavel e Expodireto Cotrijal, oferece 15% mais desempenho operacional, segundo a fabricante. A caixa central de sementes é um dos diferenciais do equipamento. Com capacidade de 900 litros, a caixa está equipada com sensor de nível de sementes. Outro destaque são as molas pneumáticas, que passam a contar com o ajuste de pressão facilitado.

Pulverizador 230M

Para completar, o pulverizador 230M, equipamento com capacidade de tanque de 3 mil litros, iluminação de LED na barra e vão livre de 1,7 metros. O modelo foi desenvolvido para atender a todos os tipos de culturas com baixo consumo de combustível, auxiliando na rentabilidade dos produtores rurais.

 
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04/04/2025 0 Comentários
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Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro
Mercado

Mão de obra no agro bate recorde, com 28,2 milhões de pessoas ocupadas

Por Redação 03/04/2025
Escrito por Redação

Mão de obra no agro bate recorde, com 28,2 milhões de pessoas ocupadas

O agronegócio brasileiro bateu recorde de mão de obra, com 28,2 milhões de pessoas ocupadas em 2024, segundo o boletim trimestral “Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro”. A publicação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o documento, esse é o maior número registrado desde o início da série histórica, em 2012. Dessa forma, o setor respondeu por 26,02% das ocupações totais do país. Este resultado representa um crescimento da população ocupada no agronegócio de 1,0% em relação a 2023, impulsionado pelos segmentos de insumos, agroindústria e, principalmente, agrosserviços.

Venda de máquinas agrícolas cresce 24% em fevereiro, aponta Abimaq

De acordo com o boletim, em 2024 os rendimentos mensais dos empregados no agronegócio cresceram 4,5% na comparação com 2023, superando o comportamento registrado no mercado de trabalho geral (4,0%).

A publicação mostrou, ainda, crescimento do número de empregados com ou sem carteira assinada em 2024, além de maior participação de trabalhadores com nível educacional mais elevado e aumento da presença feminina nos cargos ocupados.

Empregos na agropecuária em fevereiro de 2025

Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que a economia brasileira criou 431.995 novos postos de trabalho formais em fevereiro de 2025. O saldo é resultado de 2.579.192 admissões e de 2.147.197 demissões no mês.

Todos os setores de atividade econômica tiveram saldo líquido positivo de empregos no mês de fevereiro. O setor de Serviços foi o que mais contribuiu com a geração de empregos, totalizando 254.812 vagas, seguido da Indústria, com 69.884 vagas, do Comércio e da Construção Civil com 46.587 e 40.871 vagas, respectivamente.

A agropecuária contribuiu com a geração de 19.842 novos postos de trabalho, resultado superior ao observado em fevereiro de 2024, quando a criação de novas vagas havia sido de 3.686, o que representa uma variação de 438%.

O saldo líquido de empregos no setor em fevereiro é também superior à média histórica dos últimos 20 anos (8.798 vagas) e ao número de vagas criadas para o mês de fevereiro desde 2022.

 

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03/04/2025 0 Comentários
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Redução de áreas de trigo no Sudeste e Sul pode impactar a produção nacional
Mercado

Venda de máquinas agrícolas cresce 24% em fevereiro, aponta Abimaq

Por Redação 02/04/2025
Escrito por Redação
Venda de máquinas agrícolas cresce 24% em fevereiro, aponta Abimaq

O clima mais favorável, aliado ao aumento da safra de soja e milho, impulsionou a produtividade e a rentabilidade dos produtores // Foto: Jaelson Lucas / AEN

Clarisse Sousa – A venda de máquinas e equipamentos agrícolas cresceu 24% em fevereiro em relação a janeiro, totalizando R$ 5,2 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento foi de 17%.

O clima mais favorável, aliado ao aumento da safra de soja e milho, impulsionou a produtividade e a rentabilidade dos produtores, contribuindo para os bons resultados no ano. Nos dois primeiros meses, o setor acumulou um crescimento de 19,8%, somando R$ 9,4 bilhões.

Agrishow projeta R$ 15 bi em intenções de negócios, com alta de 10%

Após uma queda de quase 20% no ano passado, as perspectivas para o setor em 2025 são mais otimistas. As condições climáticas favoráveis e a expansão de 2,1% na área cultivada devem levar a uma safra recorde de grãos. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção na safra 2024/25 deve crescer 10,3% em relação à temporada anterior, atingindo 328,3 milhões de toneladas.

Diante desse cenário, a Abimaq prevê uma alta de 8,2% nas vendas de máquinas agrícolas em 2025. Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, “no início do ano passado, a seca foi bastante desafiadora. O produtor não sabia quanto iria colher e, por isso, não investiu na compra de máquinas. Agora, vemos com bons olhos esse aumento nas vendas em janeiro e fevereiro. Já são quatro meses consecutivos de crescimento, o que reforça essa previsão de um faturamento 8% maior neste ano”.

“Ainda não consideramos esse crescimento um número ideal, mas, dentro do cenário atual, é um resultado bastante factível”, avalia Estevão.

Do ponto de vista do agricultor, segundo Estevão, este tem sido um ano “normal”. “As safras de soja e milho não serão exuberantes, mas ainda garantem lucro. O mercado está aquecido e outros setores importantes também apresentam bom desempenho, como cana, café e algodão. Ou seja, dentro da porteira, temos um ano normal.”

De acordo com o presidente da CSMIA, o principal desafio para o produtor que deseja investir na compra de equipamentos é a taxa de juros. Ele comenta que o Plano Safra atual praticamente se esgotou e que a taxa fora do Plano é muito alta.

“Nos próximos meses, especialmente em abril, maio e junho, o mercado deve ficar mais retraído, aguardando o Plano Safra 2025/26, a partir de julho”, explica. “Estamos preocupados com o impacto das taxas de juros no próximo Plano Safra e nas vendas de máquinas”, completa.

Exportações e importações

As exportações de máquinas agrícolas registraram crescimento de 14,5% em fevereiro em relação a janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o incremento foi de 17,6%.

As importações também cresceram em fevereiro, alcançando 13,3% em relação ao mês anterior, e 70,6% na comparação com o mesmo período de 2024.

Tratores e colheitadeiras

De acordo com os dados apresentados pela Abimaq, as vendas totais de tratores e colheitadeiras registraram um crescimento de 41,6% em fevereiro quando comparado ao mesmo mês de 2024, somando 4.082 unidades frente às 3.069 comercializadas no ano passado.

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras tiveram uma redução de 29,9%, somando 388 unidades, em comparação com as 403 registradas no mesmo período do ano passado.

 

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Agrishow

Agrishow projeta R$ 15 bi em intenções de negócios, um aumento de 10%

Por Redação 02/04/2025
Escrito por Redação

Agrishow projeta recorde de R$ 15 bilhões em intenções de negócios, com alta de 10%

Clarisse Sousa – A 30ª edição da Agrishow pode registrar mais um recorde na movimentação de negócios. É o que esperam os organizadores do maior evento de tecnologia agrícola da América Latina, que acontece de 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP). A expectativa é que a feira alcance R$ 15 bilhões em intenções de negócios, um aumento de 10,2% em relação à edição passada, quando o evento bateu recorde com R$ 13,6 bilhões. 

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (1º/4), o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, afirmou que o setor se baseia em quatro balizadores, que ele chamou de “quatro ‘C’: clima, campo, crédito e commodities”. Ele lembrou que, no ano passado, o clima influenciou negativamente os negócios. “Neste ano, essa questão se regularizou, e o agricultor está colhendo uma boa safra, com altíssima produtividade”, avaliou.

A maior preocupação neste momento está relacionada à escassez de crédito para novos investimentos. O Moderfrota, por exemplo, que financia a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, praticamente se esgotou no Plano Safra atual. A expectativa, segundo Marchesan, é que o programa, entre outros, tenha recursos “mais abundantes” no novo Plano Safra, que se inicia em julho.

Ele também comentou sobre a taxa Selic, atualmente em 14,25%, que gera preocupação, e reconheceu o “máximo esforço do governo para fazer uma equalização dos juros”. Quanto ao câmbio e aos preços das commodities, ele os considera bons balizadores. “O produtor não está perdendo dinheiro, embora também não esteja ganhando muito”, afirmou Marchesan.

Apesar desse cenário, o setor está bastante otimista com a Agrishow, conforme apontou Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq. Ele destacou que, devido à maior produtividade e a melhores ofertas de preços, o agricultor tem mais recursos para investir e se planejar.

“Outro indício importante é o aumento previsto [pela Abimaq] de 8,2% nas vendas de máquinas neste ano. Além disso, nos últimos quatro meses, as vendas cresceram em comparação com o mesmo período do ano passado. Por isso, esperamos que as vendas aumentem em 2025, especialmente devido às condições climáticas mais favoráveis e à boa safra”, acredita Estevão. 

No ano passado, a Agrishow recebeu aproximadamente 195 mil pessoas. 

 

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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Notícias

Produtores se unem para retomar plantio de algodão no Paraná

Por Redação 01/04/2025
Escrito por Redação

Produtores se unem para retomar plantio de algodão no Paraná

Em maio, o produtor José Antonio Borghi inicia a colheita de sua segunda safra de algodão no município de Santa Cruz de Monte Castelo, na região Noroeste do Paraná. A expectativa é alcançar 150 toneladas, com produtividade estimada em 200 arrobas de algodão em caroço por hectare.

Borghi faz parte de um grupo de agricultores que busca retomar a cotonicultura paranaense. Há quase 35 anos, na safra 1991/92, o Paraná era o maior produtor de algodão do Brasil, com 709 mil hectares cultivados, o equivalente a 36% da área nacional. No entanto, a infestação do bicudo-do-algodoeiro, a expansão da soja e as dificuldades econômicas na década de 1990 levaram ao declínio da cultura no Estado. Agora, com avanços em tecnologia e manejo, os cotonicultores tentam reconquistar esse espaço.

Para isso, desde 2001, a Associação dos Cotonicultores do Paraná (Acopar) tem atuado para fortalecer a retomada da cotonicultura, mobilizando produtores e oferecendo suporte técnico. A entidade disponibiliza assistência especializada, maquinário para colheita e transporte, além de auxiliar na comercialização da produção.

Borghi, que recebe assistência técnica da Acopar, acredita no potencial econômico da cultura. “Ainda há resistência entre os produtores, porque o algodão exige mais manejo e a soja é uma cultura consolidada e de condução mais simples. Mas, diante da atual queda nos preços da soja, o algodão surge como uma alternativa interessante”, avalia.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) , a área atual plantada no Brasil atingiu 1,8 milhão de hectares, aumento de 12,5% em relação à temporada anterior. Para a safra 2024/25, a previsão é colher 5,4 milhões de toneladas de algodão em caroço, com produtividade média de 200 arrobas por hectare.

Para o presidente da Acopar, Almir Montecelli, o Paraná tem um mercado interno promissor, especialmente nas regiões Norte e Noroeste. Isso porque o parque têxtil estadual consome cerca de 60 mil toneladas de pluma de algodão por ano, a maior parte vinda do Cerrado, principal região produtora do país. Para suprir essa demanda com produção local, seria necessário ampliar a área cultivada no Estado de 1,5 mil para pelo menos 60 mil hectares. A meta da Acopar é atingir 60 mil hectares nos próximos cinco anos.

“A cotonicultura tem um enorme potencial de expansão no Paraná, especialmente no Arenito, onde se adapta bem e pode alcançar produtividade ainda maior com irrigação”, destaca Montecelli. “Os desafios do passado foram superados. O algodão suporta melhor períodos de estiagem, o bicudo está controlado, as novas variedades são mais resistentes e, hoje, a colheita é totalmente mecanizada”, elenca.

Vantagens competitivas

O Paraná reúne condições favoráveis para a retomada do algodão, com destaque para o menor custo de produção. No Estado, o investimento por hectare varia entre R$ 12 mil e R$ 14 mil, enquanto em outras regiões do Brasil pode chegar a R$ 25 mil.

O uso reduzido de insumos é outro diferencial. No Cerrado, por exemplo, são realizadas mais de 24 aplicações de inseticidas por safra, enquanto no Paraná a média é de 11,7. A economia se estende à adubação: enquanto no Cerrado são aplicadas cerca de 1,2 tonelada de fertilizante por hectare, no Paraná esse volume cai para 620 quilos. Além disso, a resistência das variedades cultivadas no Estado dispensa fungicidas.

“O algodão é mais uma opção interessante para os nossos produtores rurais, permitindo vantagens financeiras e também ganhos com a conservação do solo, pois contribui para a rotação de cultura. Dentro do Sistema FAEP, estamos dando todo o apoio necessário para que a cultura possa se desenvolver e crescer no Paraná”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Além do custo reduzido, o Paraná tem uma vantagem estratégica na comercialização: as lavouras são colhidas antes do restante do país, permitindo o abastecimento do mercado interno durante a entressafra nacional. “Essa janela favorece a venda e torna o algodão paranaense mais competitivo”, complementa Montecelli.

Em termos financeiros, o algodão pode superar a soja em retorno por hectare. Montecelli exemplifica: um produtor associado da Acopar investiu R$ 8,4 mil por hectare na lavoura de soja, colheu 54 sacas e obteve um lucro de R$ 3 mil por hectare. Já no algodão, o investimento foi de R$ 15 mil, resultando em uma colheita de 248 arrobas e um lucro de R$ 7,6 mil por hectare.

Além da rentabilidade, o algodão traz benefícios quando utilizado na rotação de culturas, ajudando a quebrar o ciclo de pragas e doenças e melhorando a absorção de nutrientes pelo solo. Segundo a Acopar, as lavouras semeadas após o algodão podem apresentar um incremento de até 20% na produtividade.

Há seis anos, o produtor Aristeu Sakamoto voltou a plantar algodão em 30 hectares de sua propriedade em Cambará, no Norte Pioneiro. A decisão foi motivada pela paixão pela cultura, que, plantada por seu pai, sustentou a família por décadas.

O incentivo que faltava veio com o apoio da Acopar, que auxilia na comercialização, garantindo mais segurança ao produtor e melhores condições de negociação. Para a safra 2024/25, sua expectativa é superar 250 arrobas de algodão em caroço por hectare.

Desafios à vista

Apesar das vantagens, a ausência de uma algodoeira no Paraná ainda encarece a produção, já que o beneficiamento ocorre em Martinópolis, no interior de São Paulo. Para resolver essa questão, a Acopar trabalha na instalação de uma unidade em Ibiporã, na região Norte, com previsão de operação nos próximos anos.

O setor também busca incentivos governamentais para reduzir custos e ampliar a produção. “O governo do Paraná já tem o programa Irriga Paraná, que pode ser utilizado para o algodão, ajudando a elevar a produtividade”, afirma Edson Dornellas, presidente do Sindicato Rural de Londrina. O programa busca ampliar em 20% a área irrigada do Estado, com investimentos de R$ 200 milhões em crédito subsidiado e pesquisa científica.

Outra estratégia para reduzir custos, segundo Dornellas, é a aquisição de maquinários usados de outras regiões produtoras, facilitando a entrada de novos agricultores na atividade.

“Muitos Estados têm máquinas antigas paradas, que podem ser adquiridas a um custo baixo e trazidas para cá. É uma forma de incentivar o produtor, mostrar que dá para começar de forma mais acessível, e, com o tempo, investir em melhorias”, menciona.

Além disso, a implantação e condução da lavoura de algodão podem ser feitas com o mesmo maquinário utilizado para soja ou milho, exigindo apenas pequenas adaptações.

Para Sakamoto, o maior desafio é o ceticismo dos produtores, que ainda não enxergam no algodão uma cadeia estruturada como a da soja, do milho, da cana-de-açúcar e do café. “Essa percepção vai além do produtor e atinge cooperativas, empresas do agronegócio, entidades de pesquisa e até profissionais da área”, observa.

Ele destaca, no entanto, que o cenário mudou para melhor. “Nos últimos anos, a produtividade dobrou, e a condução da lavoura se tornou menos dependente de mão de obra, que antes era onerosa e pouco eficiente na qualidade da colheita. Além disso, as tecnologias desenvolvidas em outras regiões do Brasil podem e devem ser adaptadas ao Paraná, algo que já está sendo trabalhado pela Acopar”, acrescenta.

 

 

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Tecnologia

Embrapa e Unesp criam cultivo de fungo que controla o ‘mofo branco’

Por Redação 01/04/2025
Escrito por Redação

Embrapa e Unesp criam cultivo de fungo que controla o 'mofo branco'

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um método inovador para a produção e formulação do fungo Trichoderma asperelloides, considerado uma ferramenta-chave no controle biológico de doenças que afetam plantas cultivadas. A nova técnica é capaz de controlar a praga conhecida como “mofo branco”.

Esse avanço, fruto de esforços conjuntos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Embrapa Meio Ambiente (SP), utiliza um sistema baseado na aplicação de farinha de arroz como substrato para o chamado “biorreator em grânulo”.

A farinha de arroz é um subproduto agroindustrial de baixo custo e amplamente disponível. Essa abordagem alia eficiência, sustentabilidade e economia. Desse modo, ela representa uma alternativa prática e acessível que não apenas reduz custos, mas também prolonga a vida útil do produto final.

“Nosso método não só amplia a produção de conídios, mas também aumenta a estabilidade do produto, tornando-o mais acessível e eficaz para o agricultor”, detalha Lucas Guedes, pesquisador da Unesp, que desenvolveu a sua tese de doutorado no tema.

O grande diferencial da pesquisa está no uso de grânulos secos contendo conídios do fungo, que funcionam como “sementes” biológicas. Quando armazenados sob refrigeração, esses grânulos mantêm sua viabilidade por mais de 24 meses, garantindo estabilidade mesmo em períodos prolongados. Essa durabilidade é essencial para aplicações em larga escala na agricultura.

Quando incorporados ao solo, o Trichoderma contido nos grânulos mostra-se eficaz no controle de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum, patógeno causador de uma doença severa conhecida como mofo branco. Essa doença afeta diversas culturas de alto valor econômico, como soja, feijão, algodão e tomate, causando perdas significativas de produção.

Fontes de nitrogênio aumentaram a eficiência

A investigação focou em cinco fatores críticos no processo de fermentação do fungo utilizando a farinha de arroz como base. Os pesquisadores descobriram que a adição de 0,1% de nitrogênio ao substrato resultou em um aumento significativo na produção de Trichoderma, avaliada pelo número de unidades formadoras de colônias (UFCs), parâmetro usado para medir a viabilidade do fungo.

Adicionalmente, o estudo apontou que fontes complexas de nitrogênio, como levedura hidrolisada e licor de milho, superaram fontes inorgânicas tradicionais, como o sulfato de amônio, na eficiência do processo. “Essa descoberta reforça a importância de explorar alternativas menos convencionais e mais sustentáveis na agricultura”, complementa Guedes.

Outro ponto crucial foi a adoção de embalagens especiais com controle de umidade e oxigênio. Segundo os pesquisadores, esses materiais ajudam a manter a viabilidade dos conídios, estruturas produzidas por Trichoderma, mesmo em condições de armazenamento à temperatura ambiente, ampliando a aplicabilidade do produto no campo e reduzindo perdas.

Impacto econômico e ambiental

Gabriel Mascarin , da Embrapa, destaca que o uso de farinha de arroz como substrato se torna ainda mais relevante no atual cenário de aumento nos preços do arroz no Brasil. “A substituição pelos subprodutos agrícolas, como o arroz quebrado, não apenas reduz custos, mas também promove a sustentabilidade ao valorizar materiais que seriam descartados”, observa. Ele relata que esse modelo é inovador e está alinhado com o conceito de economia circular, promovendo o uso integral de resíduos agroindustriais.

Wagner Bettiol , também da Embrapa, reforça o potencial dos grânulos para atuar como pequenos biorreatores no solo. “Eles liberam o fungo de forma gradual e eficiente, otimizando o controle de patógenos sem gerar resíduos adicionais no ambiente, pois tanto na produção do fungo quanto na da formulação não ocorre a geração de resíduos.”

Redução de fungicidas químicos

O uso do Trichoderma asperelloides é amplamente reconhecido como alternativa ao uso de fungicidas químicos, que frequentemente geram resistência dos patógenos e têm impactos negativos no meio ambiente. A nova metodologia, por sua vez, apresenta um avanço significativo.

“Esse tipo de formulação poderá ser utilizado no controle de ampla variedade de fitopatógenos do solo, como Fusarium, Rhizoctonia e Pythium, além de nematoides, caso o isolado seja específico para esse propósito”, explica Bettiol. “Isso expande as possibilidades de uso para diversas culturas agrícolas, desde hortaliças até grandes lavouras como soja e algodão.”

MDA e Caixa assinam acordo para recuperar áreas degradadas por meio da agricultura familiar

Além disso, a maioria dos produtos à base de Trichoderma disponíveis no mercado brasileiro utiliza uma única metodologia, baseada na produção de esporos em grãos de arroz. A nova abordagem diversifica os métodos e reduz os custos de produção, tornando o controle biológico ainda mais competitivo.

Um futuro promissor 

Os pesquisadores contam que a agricultura brasileira, caracterizada por sua diversidade de culturas e desafios fitossanitários, pode se beneficiar amplamente dessa inovação. Especialmente por causa de uma demanda crescente por soluções agrícolas sustentáveis.

Ao integrar sustentabilidade, economia e eficácia, a técnica reafirma o Brasil como um dos principais líderes em inovações agrícolas. Produtos derivados dessa pesquisa têm potencial para atender tanto ao mercado interno quanto às exportações, ampliando as fronteiras da agricultura sustentável.

Mais detalhes sobre os produtos biológicos, à base de Trichoderma, registrados no Brasil podem ser consultados na base Agrofit do Ministério da Agricultura ( Mapa ), uma ferramenta fundamental para profissionais do setor agrícola. Esse avanço reforça a relevância de pesquisas nacionais no desenvolvimento de soluções acessíveis e de impacto global.

Principais usos do Trichoderma no controle biológico
  • 1 – Controle de mofo branco ( Sclerotinia sclerotiorum)

Previne e combate o patógeno que causa perdas severas em culturas como soja, feijão e algodão ( foto acima ).

  • 2 – Controle de outros fitopatógenos do solo

Eficaz contra doenças causadas por Fusarium , Rhizoctonia , Sclerotium e Pythium , comuns em diversas culturas agrícolas.

  • 3 – Proteção de hortaliças e plantas ornamentais

Atua na prevenção de doenças que afetam o tomate, alface, ornamentasis e outras plantas de valor comercial.

  • 4 – Controle de nematoides

Alguns isolados de Trichoderma são recomendados para reduzir populações de nematoides, organismos que afetam raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.

  • 5 – Substituição de fungicidas químicos

Reduz a dependência de produtos químicos, oferecendo uma solução sustentável e ambientalmente responsável.

  • 6 – Melhoria do solo agrícola

Promove um ambiente mais saudável no solo, aumentando a resistência natural das plantas a patógenos e melhorando a produtividade.

Além de ser uma alternativa sustentável e econômica, o Trichoderma apresenta eficácia comprovada em diversas culturas e contribui para práticas agrícolas mais seguras e ambientalmente corretas.

Fonte: Agência Gov

 

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Notícias

MDA e Caixa assinam acordo para recuperar áreas degradadas por meio da agricultura familiar

Por Redação 01/04/2025
Escrito por Redação

MDA e Caixa assinam acordo para recuperar áreas degradadas por meio da agricultura familiar

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Caixa Econômica Federal (CAIXA) firmam, nesta terça-feira (1/4), parceria para promover a agricultura familiar como mecanismo de recuperação de áreas degradadas e ampliar a produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade no âmbito do Programa Nacional de Florestas Produtivas.

A parceria se dará por meio de assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que resultará na elaboração conjunta de uma chamada pública via Fundo Socioambiental Caixa (FSA Caixa) focada em ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). O recurso disponibilizado pelo FSA Caixa para o Edital será de R$ 50 milhões.

 

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