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Agricultura digital é tema de encontro durante evento de Internet das Coisas

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por Clarisse Sousa

Durante o encontro IoT na Agricultura, promovido pela revista Máquinas & Inovações Agrícolas, em parceria com a Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), nesta terça-feira (13), na feira IoT Latin America, os especialistas que ministraram palestras foram unânimes ao abordarem a necessidade de os produtores rurais se manterem atualizados com relação às novas tecnologias. Isso porque, segundo eles, é preciso se adequar a novos hábitos gerenciais para produzir mais e reduzir custos.

O encontro no Transamerica Expo Center reuniu 98 participantes, que puderam conhecer um pouco mais sobre o advento da Internet das Coisas (IoT) na agricultura.

O conceito de uma Fazenda Conectada foi apresentado pelo vice-presidente da Abinc e CEO da AgrusData, Herlon Oliveira. Segundo ele, “com a nova agricultura digital, auxiliada pelo crescimento do Big Data, a tomada de decisão deixará de ser por talhão, por quadra ou por hectare, e começará a ser realizada considerando metro quadrado por metro quadrado”, explicou.

Na sequência, os serviços digitais que já se encontram disponíveis no mercado e que podem auxiliar o produtor em toda a cadeia produtiva foram apresentados por Roberson Marckzak, gerente de Inovação da Adama Brasil. Ele mostrou funcionalidades de aplicativos que oferecem, por exemplo, condições metereológicas precisas, monitoramento para a identificação de pragas no plantio através de imagens processadas por algoritmos e ferramentas que orientam a pulverização, a adubação, o transplante e a irrigação.

Pedro Magalhães, produtor e engenheiro agrônomo da Associação Brasileira de Prestadores de serviço de Agricultura de Precisão (ABPSAP), abordou a visão dos agrônomos com relação à agricultura digital. “Nós, que atuamos no campo, não devemos ter medo de toda essa evolução tecnológica. É importante manter-se atualizado. O agricultor que não aprender a utilizar essas novas ferramentas vai sair do mercado”, disse. “As plataformas digitais, além de não dispensar o suporte do agente de campo, ainda estão criando novas ofertas e necessidades de trabalho”, complementou.

Para Magalhães, “a difusão e a adoção de novas tecnologias no campo depende de uma união da cadeia, ou seja, necessita que desenvolvedores, provedores, revendas, agentes de campo, consultores, entre outros, trabalhem de forma sincronizada e em parceria”, para que as demandas dos produtores, e da agricultura como um todo, sejam supridas da melhor forma.

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Herlon Oliveira, vice-presidente da Abinc e CEO da AgrusData, Roberson Marckzak, gerente de Inovação da Adama Brasil, Pedro Magalhães, presidente da ABPSAP, Daniel Latorraca, superintendente do IMEA e coordenador do Agrihub, e Marcos Pinello, diretor de Tecnologia da Agrusdata

“O agro ama tecnologia”

O “Ambiente de inovação” existente no Brasil foi destaque da palestra de Daniel Latorraca, superintendente do Instituto Matogrossense de Economia (IMEA) e coordenador do Agrihub. Para o especialista, o País tem tudo para avançar quando o assunto é desenvolver novas tecnologias. “No Brasil há pesquisadores renomados, como os da Embrapa e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz [Esalq], trabalhando em pesquisas importantes. O grande problema é transformar essas pesquisas em inovação de fato”, afirmou. Para ele, é essencial que o País passe a criar soluções de forma estratégicas.

Daniel Latorraca também apresentou a evolução do agro brasileiro e destacou que a quarta revolução, a que vivenciamos hoje, é a chamada “Era da Agrointeligência”, que envolve Big Data, Internet das Coisas, nanotecnologia, entre outras. Ele ressaltou ainda que “o agro ama tecnologia, e o desafio é criar novos hábitos gerenciais”.

O diretor técnico da Agrustada, Marcos Pinello, fechou o encontro ao discutir sobre “O papel da Agritech Provider na agricultura digital”. Ele falou sobre as diversas maneiras de se coletar dados e as transformarem em soluções práticas no campo. “O grande problema do agro é reduzir custos e produzir mais. Com a utilização de sensores de coleta de dados em uma lavoura, por exemplo, é possível identificar quando é o melhor momento para irrigar ou quando é a hora certa de aplicar herbicidas. Ao saber isso e aplicar com precisão, evita-se os desperdícios”, disse. Ele também comentou sobre o grande desafio que as empresas têm para guardar esses dados com segurança e ainda convencer o produtor de que suas informações estão protegidas.

O evento IoT na Agricultura integrou a programação da feira IoT Latin America, organizada pelo grupo BMComm | Real Alliance.

 

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