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Notícias

Valtra traz plantadora dobrável na Coopavel

Por Nadila Sousa 30/01/2020
Escrito por Nadila Sousa

A Valtra, referência global na fabricação de máquinas agrícolas, trará pela primeira vez ao Show Rural Coopavel, a plantadora dobrável Momentum, uma das máquinas mais admiradas pelos agricultores na atualidade. O evento será realizado em Cascavel (PR), entre os dias 3 e 7 de fevereiro. A marca também traz ao evento a inédita série de tratores A2R e a mais nova solução para a distribuição de defensivos e fertilizantes, o BS3350H Dry.

“Lançamos a Momentum na metade de 2019 e a máquina rodou o Brasil, encantando os agricultores presentes nas principais feiras do ano. Temos certeza que a receptividade do produtor rural da região de Cascavel será semelhante. A máquina é resultado de um projeto que muito nos orgulha, 100% brasileiro. A Coopavel 2020 vai dar o tom positivo para todo o calendário agrícola deste ano”, diz o gerente de vendas da Valtra, Júnior Rodrigues.

A Momentum fica com apenas 3,6 metros de largura quando fechada, o que facilita o transporte em estradas e faz dela a plantadora de melhor mobilidade do mercado. A Momentum possui tecnologia 100% Precision Planting®, que se integra com o sistema de telemetria dos equipamentos Valtra e está disponível nas versões de 24, 30 e 40 linhas no espaçamento de 45cm. O índice de singulação (percentual de sementes falhas e duplas) da nova plantadora chega a 99,6% no milho, mesmo em velocidades superiores a 10 km/h de plantio.

Saiba mais sobre os outros destaques

Tratores Série A2R – Outra série de máquinas inéditas da Valtra na Coopavel é a evolução da Série A Geração 2 de tratores, famosa por sua robustez e versatilidade: a Série A2R, agora com motor eletrônico AGCO Power de 3 cilindros, homologado pela lei de controle de emissões MAR-1. Os modelos da série A2R são 4×4, plataformados, têm baixo custo de manutenção e aceitam todos os tipos de implementos agrícolas, como grades aradoras, pequenas plantadeiras, perfuradores, enxadas rotativas, distribuidores e pulverizadores. A série A2R da Valtra é composta por quatro modelos: o A800R (80 cv), A850R (89 cv), A950R (99 cv) e o A990R (105 cv).

BS3350H Dry – O distribuidor de sólidos Valtra BS3350H Dry possui caixa de distribuição de 5 m³, feita 100% de aço inox, o que garante a durabilidade do equipamento. Equipada com motor AGCO Power de 200 cv, a máquina tem 40 metros de largura de trabalho, oferecendo mais produtividade até 50% de economia de combustível, em relação a outras marcas. O BSH3350H Dry tem o melhor desempenho nas mais variadas condições de terrenos, topografias e de uso.

Farm Solutions – Para garantir as soluções mais adequadas à realidade do produtor, a Valtra conta com parcerias estratégicas com as empresas InCeres, Tecgraf e Solinftec. Juntas, elas oferecem serviços como o planejamento preciso do tráfego de máquinas na lavoura, geração de recomendações agronômicas e de conectividade no campo, são as principais soluções que a iniciativa oferece, melhorando o desempenho das operações como um todo. As ofertas do Farm Solutions aumentam ainda mais o desempenho das tecnologias da AGCO, como o piloto-automático Auto-Guide™ 3000, o monitor de produtividade Fieldstar®II e o sistemas de controle de aplicação de sementes e fertilizantes à taxa variável.

Fonte: Assessoria de Imprensa Valtra

30/01/2020 0 Comentários
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Tecnologia

Timber Forest apresenta plantadeira e cabeçote da Ponsse na Lignum 2026

Por Redação 16/09/2026
Escrito por Redação

Timber Forest apresenta plantadeira e cabeçote da Ponsse na Lignum 2026

A Timber Forest, divisão florestal do Grupo Timber e representante oficial da Ponsse no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, participa da Lignum Latin America 2026, de 15 a 17 de setembro, em Pinhais (PR), com duas soluções da fabricante finlandesa: a Ponsse Buffalo Planter, voltada ao plantio florestal mecanizado, e o cabeçote Ponsse DH7, desenvolvido para operações de colheita de eucalipto.

Com a Buffalo Planter, a Ponsse passa a atuar também no plantio florestal mecanizado. Desenvolvida sobre a plataforma do forwarder Ponsse Buffalo, a máquina reúne preparo localizado do solo, plantio, irrigação e compactação das mudas em um único processo. Segundo a empresa, a solução busca aumentar a produtividade e a padronização do plantio, além de reduzir a necessidade de replantio.

Já o Ponsse DH7 foi desenvolvido para operações de colheita de eucalipto. O cabeçote combina capacidade de descascamento e estrutura voltada a operações florestais, além de recursos como os sistemas Opti 5G e OptiFeedControl, que, de acordo com a fabricante, contribuem para o processamento da madeira e a produtividade da operação.

A participação na feira também marca a ampliação da atuação da Timber Forest para diferentes etapas da operação florestal. O portfólio passa a contemplar soluções para implantação da floresta, colheita e transporte de madeira.

“A Lignum reúne os principais profissionais e empresas da cadeia florestal e representa uma excelente oportunidade para apresentarmos ao mercado essa nova fase da Timber Forest. Os lançamentos ampliam significativamente nosso portfólio e demonstram nosso compromisso de oferecer soluções cada vez mais completas para os clientes da região”, afirma Patrick Chiabotto, gerente comercial da Timber Forest.

Além dos lançamentos, a empresa apresenta equipamentos destinados ao corte, processamento e transporte de madeira, além da estrutura regional de atendimento, pós-venda e suporte técnico.

Lignum Latin America

A Lignum Latin America 2026 acontece de 15 a 17 de setembro, em Pinhais (PR), e integra a SIM – Semana Internacional da Madeira. A edição deste ano marca os 10 anos da feira, que reúne empresas e profissionais dos segmentos de manejo florestal, processamento da madeira, biomassa, energia, preservação e transformação da madeira.

Na edição de 2024, o evento recebeu mais de 12 mil visitantes de 21 estados brasileiros e 22 países, além de 165 expositores.

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ManutençãoTecnologia

IA e agricultura de precisão impulsionam novas profissões no campo

Por Redação 15/09/2026
Escrito por Redação

IA e agricultura de precisão impulsionam novas profissões no campo

O agro brasileiro vive uma transformação impulsionada pela digitalização das operações e pela evolução das máquinas agrícolas. A incorporação de recursos de agricultura de precisão, soluções de telemetria, conectividade, automação e inteligência artificial (IA) está criando novas oportunidades de carreira e exigindo um perfil profissional cada vez mais multidisciplinar, que reúne conhecimentos do campo e competências em tecnologia, análise de dados e eletrônica.

Esse movimento acontece em um momento de expansão do mercado de trabalho no setor. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o agronegócio registrou 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o equivalente a 26,3% dos empregos do país. Em comparação com o ano anterior, foram criados mais de 600 mil novos postos de trabalho, enquanto o número de profissionais com ensino superior cresceu 8,3% e o de trabalhadores com ensino médio, 4,2%.

“A transformação tecnológica está mudando o perfil das profissões no campo. O operador de máquinas deixou de ser apenas alguém que conduz o equipamento para se tornar um gestor das informações geradas durante a operação. Da mesma forma, o mecânico passou a trabalhar com softwares, sensores, módulos eletrônicos e sistemas conectados, além dos componentes mecânicos tradicionais. São profissionais que precisam unir conhecimento técnico e competências digitais”, afirma Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, detentora da Massey Ferguson.

Máquinas inteligentes exigem novas competências

As máquinas agrícolas evoluíram significativamente nos últimos anos e passaram a reunir recursos que auxiliam o produtor na tomada de decisões. Tecnologias como piloto automático, controle de seções, aplicação em taxa variável, telemetria e plataformas digitais de gestão permitem acompanhar, em tempo real, indicadores relacionados ao desempenho operacional, consumo de combustível, qualidade das operações e utilização dos equipamentos.

Mais recentemente, a IA passou a apoiar a análise de grandes volumes de dados para gerar recomendações que contribuem para aumentar a eficiência operacional e otimizar o uso dos recursos disponíveis na propriedade.

“Hoje, as máquinas são plataformas tecnológicas. Elas geram dados, se comunicam com outros sistemas e oferecem informações que ajudam o produtor a tomar decisões mais rápidas e assertivas. Para aproveitar todo esse potencial, é fundamental contar com profissionais preparados para interpretar essas informações, configurar os equipamentos e realizar a manutenção no menor tempo possível, garantindo alta disponibilidade das máquinas no campo”, destaca Kaminski.

Novas carreiras para um agro mais tecnológico

A digitalização do campo impulsiona o surgimento de profissões que, há poucos anos, praticamente não existiam no setor agropecuário. Segundo o estudo Profissões Emergentes na Era Digital, publicado pelo SENAI em parceria com a GIZ, entre os exemplos estão o cientista de dados agrícolas, responsável por analisar informações que apoiam a tomada de decisões; o engenheiro agrônomo digital, que alia conhecimentos agronômicos às tecnologias aplicadas ao campo; e o engenheiro de automação agrícola, que atua na integração de sistemas inteligentes ao longo das diferentes etapas da produção.

Também ganham espaço profissionais como o técnico em agricultura digital, que aplica ferramentas tecnológicas para otimizar as operações agrícolas e o técnico em agronegócio digital, voltado à utilização de soluções digitais na gestão da produção.

É o caso de Marlon Ferreira, engenheiro mecânico e especialista em máquinas agrícolas e agricultura de precisão da Massey Ferguson. Sua atuação integra tecnologia, operação e engenharia aplicada ao campo para transformar os dados gerados pelas máquinas em informações estratégicas que contribuem para o aumento da produtividade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da eficiência das operações agrícolas. Seu trabalho envolve a calibração e otimização de equipamentos, análise do desempenho operacional, interpretação de dados de telemetria e treinamento de operadores e equipes técnicas.

Além da agricultura de precisão, Marlon desenvolve projetos de eficiência energética baseados em engenharia, diagnóstico técnico e análise de dados para reduzir o consumo de combustível e otimizar o aproveitamento energético dos equipamentos. A partir da avaliação das condições reais de operação das máquinas, são definidas estratégias que permitem utilizar melhor a energia disponível, mantendo a produtividade, a segurança mecânica e a confiabilidade dos equipamentos.

“Vejo que o futuro do agronegócio está na integração entre conhecimento técnico, tecnologia embarcada e tomada de decisão baseada em dados. Quando esses pilares trabalham em conjunto, é possível alcançar resultados expressivos em eficiência, sustentabilidade, produtividade e rentabilidade para o produtor”, afirma Marlon Ferreira.

A crescente demanda por profissionais especializados também tem aproximado fabricantes, instituições de ensino e entidades de capacitação para desenvolver programas voltados às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio.

“O futuro do agronegócio será orientado por dados. As tecnologias continuarão evoluindo, mas o fator humano seguirá sendo decisivo. São as pessoas que transformam dados em decisões e fazem com que todo o potencial das máquinas seja convertido em produtividade, eficiência e sustentabilidade”, conclui Vitor Kaminski.

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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas

Por Redação 15/09/2026
Escrito por Redação

Produção de grãos safra 2026/27 está estimada em 366,6 milhões de toneladas

A produção de grãos na safra 2026/27 pode chegar a 366,6 milhões de toneladas. O resultado positivo projetado reflete uma maior área semeada, prevista em 85,3 milhões de hectares, o que compensa a ligeira perda esperada na produtividade média nacional das lavouras, que deve sair de 4.335 quilos por hectares em 2025/26 para 4.296 kg/ha no ciclo 2026/27.

Os dados fazem parte da 14ª edição das Perspectivas para a Agropecuária, publicada nesta terça-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Banco do Brasil (BB). O documento também traz a contribuição da agricultura e da pecuária brasileira para a regularidade do abastecimento interno e para a oferta de alimentos em quantidade, qualidade e diversidade adequadas.

A área de milho apresenta tendência de crescimento, enquanto que o potencial produtivo dependerá do calendário das condições climáticas a serem registradas durante o desenvolvimento da cultura. De acordo com a projeção da Conab, agricultores brasileiros deverão elevar pela segunda vez consecutiva a área semeada no primeiro ciclo do cereal, sendo destinados 4,54 milhões de hectares para a semeadura em 2026/27, incremento de 10,7% em relação à temporada 2025/26.

Com essa alta, a produção pode chegar a 32,1 milhões de toneladas, maior volume registrado nos últimos 13 anos. A área da segunda safra destinada ao grão também deve crescer em 3,7%, podendo chegar a 18,48 milhões de hectares, resultando em uma estimativa de produção de 113,2 milhões de toneladas. Já na terceira safra do cereal, a projeção de colheita é de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas, o que resulta em uma projeção da produção total de milho no ciclo 2026/27 em torno de 148 milhões de toneladas, aumento de 2,8% em comparação ao ciclo 2025/26.

O maior interesse pelo grão é verificado em todas as regiões e acompanha o aumento na demanda interna pelo cereal, que se mantém aquecida impulsionada pela produção de rações, diante da expectativa de aumento da produção de aves e suínos, tanto neste ano como em 2027, e, principalmente, pelo crescimento da demanda da indústria de etanol de cereais. Além da alta no consumo doméstico, também é esperado uma maior procura do mercado internacional pelo grão brasileiro, com as exportações podendo chegar a 46 milhões de toneladas no ciclo 2026/27.

Soja

No caso da soja, a perspectiva para a safra de 2026/27 é de crescimento moderado da produção, combinado com um balanço de oferta e demanda mais ajustado. A área cultivada é estimada em 49,3 milhões de hectares, com ligeira expansão de 1,4% em relação à safra anterior, configurando o menor crescimento percentual dos últimos 20 anos.

A produtividade média nacional das lavouras da oleaginosa deverá apresentar ligeira redução, em função da elevada base de comparação da safra 2025/26, além dos riscos climáticos associados ao próximo ciclo. Neste cenário, a projeção é que sejam colhidas 181,64 milhões de toneladas.

Arroz e feijão

Já para o arroz, a definição da área do grão para o ciclo 2026/27 ocorre após um ciclo de forte redução da rentabilidade. O excedente formado na safra 2024/25 elevou a disponibilidade interna, pressionou as cotações ao longo da safra 2025/26 e reduziu o retorno econômico da cultura, criando um viés relevante de retração do plantio.

Houve recuperação dos preços a partir do fim de julho de 2026, contudo, a melhora não recompõe integralmente as margens, mas traz um novo ânimo para o plantio do grão, principalmente para algumas áreas de cultivo de arroz de segunda safra no centro do país.

Diante deste cenário, a área semeada para a cultura é projetada em 1,53 milhão de hectares em 2026/27, ligeiro aumento de 0,9% em relação à safra passada. Já a perspectiva de produção é de 10,76 milhões de toneladas, redução de 2,9% em relação à safra 2025/26, explicada sobretudo pela produtividade média nacional de 7.032 kg/ha, desempenho 3,7% menor que a safra anterior.

Outro importante grão para o consumo dos brasileiros, o feijão deve manter a produção em torno de 2,9 milhões de toneladas. De acordo com as análises da Conab, para a temporada projeta-se um leve aumento na área cultivada que tende a ser contrabalanceado pela expectativa de uma menor produtividade, decorrente principalmente do risco climático associado ao El Niño.

Para o algodão, a projeção da Conab é que a área semeada da fibra retome os patamares registrados no ano safra 2024/25, podendo chegar a 2,09 milhões de hectares, refletindo em uma produção de 4,2 milhões de toneladas apenas da pluma. A demanda externa seguirá como principal sustentação, enquanto o câmbio, a evolução do consumo mundial e as condições climáticas determinarão o comportamento dos preços e da rentabilidade.

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Mercado

Plantio de milho da safra 2026/27 avança no RS e atinge 54% da área cultivada

Por Redação 14/09/2026
Escrito por Redação

Plantio de milho da safra 2026/27 avança no RS e atinge 54% da área cultivada

O plantio de milho da safra 2026/2027 alcançou 54% da área cultivada no Rio Grande do Sul até a última quinta-feira (10). De acordo com estimativas da Emater/RS-Ascar, as condições climáticas foram favoráveis ao avanço da semeadura, embora o frio intenso e as geadas possam ter causado danos em algumas lavouras e atrasado a germinação das áreas semeadas mais recentemente no Estado.

O levantamento aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, com produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção aproximada de 6,91 milhões de toneladas. 

Na região de Ijuí, a semeadura do milho chega a 88% da área projetada para a Safra 2026/2027, que é de 112.855 hectares. A geada registrada no início da semana ocasionou queimadura nas folhas das plantas cultivadas em relevo mais baixo, causando danos variáveis, desde queimadura na parte superior das folhas até morte de plantas. Nas armadilhas para monitoramento de cigarrinha, houve maior captura de insetos nos municípios próximos a Ibirubá.

Na região de Santa Rosa, a semeadura do milho alcançou 87% da área prevista, de 174.288 hectares. As condições climáticas e de solos foram boas para a continuidade do plantio, restando algumas áreas baixas e mais úmidas. Como a chuva ocorrida no início da semana foi irregular na região, e em algumas localidades já é observada a redução da umidade do solo, os produtores iniciam as atividades de irrigação, principalmente em lavouras na fase de germinação e emergência, a fim de garantir o bom estande de plantas.

Milho silagem

Na Fronteira Oeste do RS, os produtores de Alegrete, Uruguaiana, Itacurubi e Manoel Viana estão em plena semeadura das lavouras de milho para a produção de silagem. Em Santa Margarida do Sul e São Gabriel, o plantio com essa finalidade está concentrado nas propriedades de bovinocultura leiteira. Também ocorrem plantios voltados à comercialização da silagem ensacada. Na Campanha, áreas expressivas devem ser implantadas a partir do final de outubro. Na região de Soledade, 35% dos 24.695 hectares da área prevista para milho silagem estão implantados, chegando à fase de germinação e de desenvolvimento vegetativo inicial.

Arroz

Na região de Bagé, há intenção de plantio de 361.027 hectares, representando redução de 6% na comparação com a safra passada. Com a abertura da janela do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) em 01/09, e devido à não ocorrência de precipitações significativas, os produtores da Fronteira Oeste iniciaram a semeadura.

Em Uruguaiana, mesmo com redução estimada de 5% na comparação com a safra anterior, deve ser cultivada a maior área de arroz do Estado, com 67.625 hectares. A janela de tempo adequado, associada à expressiva capacidade operacional nas grandes propriedades do município, várias com mais de dez plantadoras simultâneas e em turnos prolongados, garante o início da semeadura com grande rendimento, alcançando em torno de 6.000 hectares de área plantada.

Feijão 1ª safra

Na região de Ijuí, a semeadura de feijão atingiu 35% da área projetada. No entanto, foi observado enrugamento e queima de folhas devido ao frio e às geadas. O preço é de R$ 195,00/sc. de 60 kg. Na de Pelotas, alguns produtores que possuem áreas mais altas e protegidas do frio intenso e extemporâneo iniciaram os preparativos do solo e aquisição de sementes, de fertilizantes e demais insumos para o plantio.

A semeadura deverá iniciar quando a umidade estiver favorável ao trabalho, estendendo-se até outubro. Já na região de Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura para autoconsumo está sendo finalizada, assim como para fins comerciais, com área pouco expressiva. Na região Centro-Serra e Alto da Serra do Botucaraí, as áreas estão prontas; algumas já foram semeadas com fins comerciais. O preço está em R$ 150,00/sc.

Safra de inverno
Trigo

As lavouras de trigo se encontram em floração (39%) e em enchimento de grãos (33%). Apenas 2% das áreas estão em maturação. A boa disponibilidade de radiação solar e as temperaturas mais amenas permitiram a realização de adubação nitrogenada e de tratamentos fitossanitários, principalmente para controle de doenças fúngicas.

As geadas no final do período podem ter causado algum dano às lavouras em período reprodutivo, que ainda será avaliado. Já nas áreas em desenvolvimento vegetativo, como nos Campos de Cima da Serra, não há perspectiva de danos. De maneira geral, o potencial produtivo continua satisfatório. A área projetada para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.

Canola

A canola evolui para as fases reprodutivas e de maturação, em especial no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas. As temperaturas mais altas e a radiação solar direta foram favoráveis aos cultivos, que continuam com bom potencial produtivo.

No entanto, as geadas ocorridas no final do período podem ter causado danos, a serem avaliados, nas lavouras em floração. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média, em 1.619 kg/ha.

Carinata

As lavouras estão em fase de reprodução, predominando a formação de síliquas e o enchimento de grãos. A melhoria das condições de luminosidade favoreceu a evolução do ciclo, mantendo a cultura dentro do padrão esperado. O quadro fitossanitário está estável, e há incidência pontual de pragas e doenças.

Na região de Ijuí, estão 20% dos cultivos em floração e 80% em granação. Na de Santa Rosa, a maior parte das áreas de carinata está na fase reprodutiva, em enchimento de grãos. O tempo firme e a boa radiação solar têm favorecido a evolução da cultura e contribuído para o adequado enchimento dos grãos.

Cevada –

Com área de cultivo estimada em 20.320 hectares no Estado, e produtividade média de 3.020 kg/ha, a cultura apresenta desenvolvimento satisfatório. Na região de Ijuí, 17% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 54% em floração e 29% em enchimento de grãos. Na de Erechim, 30% dos cultivos estão em estado vegetativo e 70% em início da floração. Os produtores realizam tratamentos fitossanitários.

Na região de Soledade, o estado geral dos cultivos continua satisfatório, com 20% dos cultivos em elongação do colmo, 50% em espigamento e 30% em enchimento de grãos.

Aveia-branca

As lavouras apresentam evolução satisfatória entre as regiões, com 10% da área total em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 46% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 1% colhida. De modo geral, as plantas se desenvolvem bem, e as condições sanitárias estão favoráveis, devido ao tempo mais seco e ensolarado, que reduziu a pressão de ferrugem da folha em algumas regiões.

O manejo fitossanitário ocorre de forma pontual, concentrado nas lavouras com maior interesse comercial. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

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Acidentes com máquinas agrícolas na rede elétrica quase dobram em um ano
Manutenção

Acidentes com máquinas agrícolas na rede elétrica quase dobram em um ano

Por Redação 14/09/2026
Escrito por Redação

Acidentes com máquinas agrícolas na rede elétrica quase dobram em um ano

Dados do levantamento nacional de acidentes da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) mostram que os acidentes envolvendo a operação de máquinas, equipamentos agrícolas e guindastes próximos à rede elétrica cresceram significativamente em 2025. Foram registrados 66 acidentes co máquinas agrícolas ante 36 ocorrências em 2024, um aumento de aproximadamente 83% em apenas um ano.

O avanço também foi observado na gravidade das ocorrências. Em 2025, os registros resultaram em 14 mortes, 27 feridos graves e 25 feridos leves, reforçando a preocupação do setor com a segurança das operações realizadas próximas à rede elétrica.

O crescimento preocupa especialistas porque reflete uma realidade cada vez mais comum no campo brasileiro: máquinas mais altas, operações mais complexas e atividades realizadas em áreas onde a rede elétrica divide espaço com plantações, estradas rurais e estruturas de apoio à produção.

Entre as situações mais frequentes estão deslocamentos de colheitadeiras, pulverizadores autopropelidos, tratores com implementos elevados, caminhões basculantes, guindastes e equipamentos utilizados em atividades agrícolas. Em muitos casos, o contato ou a aproximação excessiva dos equipamentos com a rede elétrica pode provocar choques, incêndios e acidentes fatais.

“Em áreas rurais os cabos podem atravessar lavouras, áreas de circulação de máquinas e propriedades extensas, o que aumenta o potencial de risco durante manobras e deslocamentos. Por isso a importância de uma análise criteriosa do ambiente antes de conduzir grandes equipamentos.”, explica a Patricia Audi, presidente da Abradee.

Além das consequências para trabalhadores e produtores, acidentes com máquinas agrícolas envolvendo a rede elétrica podem provocar interrupções no fornecimento de energia para comunidades rurais, sistemas de irrigação, armazenagem e outras atividades essenciais para a produção.

A Abradee orienta que produtores rurais e operadores a sempre realizarem avaliação prévia das áreas de trabalho, identificando a localização da rede elétrica e respeitando as distâncias de segurança recomendadas.

Campanha nacional de prevenção

O alerta faz parte das ações da 20ª Campanha Nacional de Segurança com a Rede Elétrica, promovida pela Abradee e pelas 42 distribuidoras associadas.

A iniciativa busca conscientizar diferentes públicos sobre situações de risco envolvendo a rede elétrica e reforçar a cultura da prevenção. Em 2025, o Brasil registrou 703 acidentes envolvendo a rede elétrica, evidenciando que muitos desses episódios continuam acontecendo durante atividades rotineiras e poderiam ser evitados com informação e planejamento.

 

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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
Mercado

Exportações de café batem recorde para agosto e somam 4,15 milhões de sacas

Por Redação 11/09/2026
Escrito por Redação

Exportações de café batem recorde para agosto e somam 4,15 milhões de sacas

As exportações de café alcançaram 4,15 milhões de sacas de 60 kg em agosto, alta de 31% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume é o maior já registrado para o mês. A receita cambial também foi recorde para agosto, com US$ 1,3 bilhão, crescimento de 19,8% na comparação anual, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento dos embarques de cafés arábica, conilon e robusta. Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a entrada dos cafés da nova safra no mercado ocorreu após atrasos na colheita provocados pelas chuvas.

As exportações de conilon e robusta cresceram 53,6% em agosto, para 953.592 sacas. Os embarques de arábica avançaram 25,7%, para 2,8 milhões de sacas. O café solúvel teve alta de 24,3%, com 332.192 sacas exportadas.

Com o resultado de agosto, os embarques no primeiro bimestre da safra 2026/27, iniciado em julho, chegaram a 7,2 milhões de sacas, alta de 21,5% sobre o mesmo período da safra anterior. A receita somou US$ 2,2 bilhões, avanço de 4,1%.

Exportações de café no ano

Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil exportou 25,1 milhões de sacas para 119 países, queda de 1,2% em relação ao mesmo período de 2025. A receita recuou 9,3%, para US$ 8,8 bilhões.

De acordo com Ferreira, o resultado acumulado no ano reflete a menor disponibilidade de café no primeiro semestre, após um período anterior de embarques elevados, além do atraso na chegada dos cafés da nova safra.

As chuvas durante a colheita, especialmente em julho, retardaram a entrada dos cafés arábica no mercado. O Cecafé também aponta dificuldades na infraestrutura portuária brasileira e os impactos da política tarifária dos Estados Unidos sobre as exportações.

Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro entre janeiro e agosto, com 3,1 milhões de sacas, 21,6% menos que no mesmo período de 2025.

A Alemanha ficou em segundo lugar, com 2,8 milhões de sacas, seguida por Itália, com 2,2 milhões, Bélgica, com 2,1 milhões, e Japão, com 1,3 milhão.

Conilon e robusta avançam nas exportações

O café arábica continua como o tipo mais exportado pelo Brasil, com 17,8 milhões de sacas entre janeiro e agosto, 11,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Já os embarques de conilon e robusta cresceram 68,6%, para 4,3 milhões de sacas. O volume representa 17,3% das exportações brasileiras no período.

O café solúvel respondeu por 2,8 milhões de sacas, enquanto o torrado e torrado e moído somou 43.124 sacas.

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Mercado

Expansão do etanol de milho pode demandar até R$ 14,3 bilhões em novas florestas energéticas em MT, aponta Itaú BBA

Por Redação 11/09/2026
Escrito por Redação

Expansão do etanol de milho pode demandar até R$ 14,3 bilhões em novas florestas energéticas em MT, aponta Itaú BBA

A rápida expansão da indústria brasileira de etanol de milho está criando uma nova demanda estratégica para o agronegócio: ampliar a oferta de biomassa utilizada para abastecer energeticamente as usinas. De acordo com o relatório “O desafio da biomassa para o etanol de milho”, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, somente em Mato Grosso, os investimentos necessários para a expansão das florestas energéticas podem variar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões nos próximos anos, dependendo da evolução da eficiência operacional das plantas industriais.

A demanda acompanha o forte crescimento do setor. Segundo o estudo, a capacidade instalada de produção de etanol de milho no Brasil deverá passar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões em 2030. Em Mato Grosso, principal polo nacional da atividade, o volume deverá avançar de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.

Em um cenário de eficiência média, a capacidade projetada de 13 bilhões de litros de etanol de milho no Brasil até o final de 2026 exigiria cerca de 35 milhões de m³ de biomassa de eucalipto, caso esta fosse a única fonte. Para sustentar esse consumo de maneira contínua, seria necessário atualmente um estoque florestal próximo de 440 mil hectares de eucalipto plantado.

O desafio é particularmente relevante, considerando uma capacidade instalada próxima de 12 bilhões de litros até 2030, o estado demandaria aproximadamente 383 mil hectares de eucalipto para atender às necessidades energéticas da indústria. Atualmente, a área estimada é de cerca de 165 mil hectares, o que indica a necessidade potencial de adicionar 218 mil hectares de novas florestas energéticas.

Para o Itaú BBA, a disponibilidade de biomassa passa a integrar a agenda de competitividade da cadeia de biocombustíveis. Atualmente, a matriz de suprimento de biomassa da indústria é composta por diferentes fontes, incluindo biomassa proveniente de supressão vegetal legalmente autorizada, enquanto mudanças regulatórias e exigências ambientais ampliam a necessidade de fontes renováveis e florestas plantadas.

Em junho deste ano, Mato Grosso avançou na regulamentação do tema ao estabelecer regras para a redução gradual e posterior eliminação do uso de biomassa proveniente de supressão de vegetação nativa por grandes consumidores. O acordo firmado entre o Governo do Estado e o Ministério Público prevê que novos empreendimentos comprovem fontes sustentáveis de abastecimento, priorizando florestas plantadas, manejo florestal sustentável e outras alternativas renováveis. Para as indústrias já instaladas, a regulamentação estabelece limite de até 40% para o uso de biomassa nativa até 2034 e eliminação a partir de 2035.

“A disponibilidade de biomassa deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a ser um fator relevante para a viabilidade econômica e ambiental dos projetos de etanol de milho. Empresas que estruturarem com antecedência sua estratégia de suprimento energético poderão ter maior previsibilidade de custos, menor exposição a riscos regulatórios e melhores condições para capturar oportunidades associadas à agenda de sustentabilidade”, afirma Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA.

A pressão sobre a oferta não virá apenas do etanol. A biomassa também é utilizada por unidades armazenadoras, secadores de grãos, frigoríficos e outros segmentos agroindustriais.

Nesse cenário, a expansão da base florestal pode contribuir não apenas para garantir o abastecimento energético das usinas, mas também para fortalecer as credenciais de sustentabilidade do etanol de milho brasileiro. A combinação entre milho de segunda safra e biomassa renovável no processo industrial tende a ampliar a competitividade do produto em mercados que valorizam combustíveis de menor intensidade de carbono.

Oportunidade para produtores rurais

A necessidade de expansão das florestas plantadas também pode abrir uma alternativa de diversificação de renda para produtores rurais. Segundo estimativas do Itaú BBA, um projeto de eucalipto voltado à produção de biomassa pode apresentar Taxa Interna de Retorno (TIR) próxima de 17% ao ano e Valor Presente Líquido (VPL) positivo de aproximadamente R$ 4,3 mil por hectare, considerando uma taxa mínima de atratividade de 14% ao ano.

Em um ciclo de dois cortes ao longo de 13 anos, o projeto analisado pelo banco acumula receita de cerca de R$ 104 mil e lucro total próximo de R$ 54 mil. Nas premissas adotadas, isso representa geração média de aproximadamente R$ 4,2 mil por hectare ao ano.

Convertido para uma métrica mais familiar ao produtor, o retorno corresponde a cerca de 30 sacas de soja por hectare ao ano, o que pode tornar o eucalipto uma alternativa para áreas de menor aptidão agrícola ou para propriedades interessadas em diversificar suas fontes de receita.

“Mato Grosso reúne condições favoráveis para essa expansão, combinando disponibilidade de terras, regime adequado de chuvas e proximidade dos principais polos consumidores de biomassa. O cultivo de eucalipto pode representar uma alternativa competitiva para áreas com limitações para culturas anuais e, ao mesmo tempo, contribuir para a formação de uma cadeia regional de suprimento que tende a se tornar cada vez mais estratégica para o próximo ciclo de expansão do etanol de milho no Brasil”, conclui Alves.

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Mercado

MP abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões para Agricultura Familiar

Por Redação 10/09/2026
Escrito por Redação

MP abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões para Agricultura Familiar

O governo federal publicou duas medidas provisórias que autorizam a abertura de créditos extraordinários que somam R$ 6,98 bilhões. Os recursos serão destinados ao financiamento de subsídios para combustíveis e ao fortalecimento da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), segundo informações da Agência Brasil.

A maior parte dos recursos, R$ 6,6 bilhões, foi autorizada pela Medida Provisória nº 1.389 e será destinada ao Ministério de Minas e Energia, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Do total, R$ 5,6 bilhões serão aplicados na subvenção econômica à produção e à importação de óleo diesel de uso rodoviário, de acordo com a Medida Provisória nº 1.363. Outros R$ 998 milhões serão direcionados à subvenção econômica para produção e importação de combustíveis derivados de petróleo.

Agricultura familiar

Também foi publicada a Medida Provisória nº 1.390, que abre crédito extraordinário de R$ 375 milhões ao Pronaf, sob supervisão da Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda.

Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de crédito no âmbito do principal programa federal de apoio à agricultura familiar, para a produção de alimentos.

As duas medidas provisórias foram editadas com base nos artigos 62 e 167 da Constituição Federal, que permitem a abertura de créditos extraordinários por ato do Executivo em situações consideradas urgentes e relevantes.

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Mercado

Crédito rural para agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões no início da safra 2026/27

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Crédito rural para agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões no início da safra 2026/27

Clarisse Sousa – Os produtores da agricultura empresarial contrataram R$ 65,7 bilhões em crédito rural nos dois primeiros meses da safra 2026/27, entre julho e agosto de 2026. Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam pela maior parcela das contratações, com R$ 32,4 bilhões, ou 49,2% do total. O volume superou os R$ 23 bilhões contratados em operações de custeio convencional, que representaram 34,9% do crédito concedido no período.

No custeio, os demais produtores empresariais contrataram R$ 12 bilhões, enquanto os produtores enquadrados no Pronamp somaram R$ 11 bilhões.

Investimentos em máquinas e equipamentos

As operações de investimento, que incluem a aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização das estruturas produtivas, movimentaram R$ 3,5 bilhões no bimestre.

Entre os programas de investimento, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações e o RenovAgro, R$ 413 milhões.

Também foram contratados R$ 4 bilhões para comercialização da produção agropecuária e R$ 2,9 bilhões para industrialização.

Crédito rural por região

A agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural nos dois primeiros meses da safra. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentraram os maiores volumes contratados.

O Sul liderou, com R$ 11,7 bilhões e 22.631 contratos, seguido pelo Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e pelo Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. Nordeste e Norte registraram R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente.

Entre os contratos realizados no período, 23.478 foram operações de CPRs.

Recursos equalizáveis

A programação de recursos equalizáveis para a safra 2026/27 soma R$ 97,6 bilhões. Nos dois primeiros meses do ciclo, foram concedidos R$ 10,9 bilhões nessa modalidade.

Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro concentrou R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.

Banco do Brasil e BNDES responderam juntos por cerca de 77% das concessões de investimento com recursos equalizáveis.

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Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo
Mercado

Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo

A renovação de máquinas, a ampliação da estrutura produtiva e a adoção de novas tecnologias exigem planejamento financeiro do produtor rural. Como os investimentos podem envolver valores elevados e o fluxo de caixa acompanha o ciclo da produção, o consórcio agrícola pode ser utilizado para programar a aquisição de bens e equipamentos sem a cobrança de juros bancários.

A modalidade é voltada principalmente a investimentos que não precisam ser realizados de forma imediata. Ao definir o valor da carta de crédito e incorporar as parcelas ao orçamento da propriedade, o produtor pode distribuir o custo do investimento ao longo do tempo, preservando recursos para as despesas do ciclo produtivo.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram o avanço da modalidade entre os investimentos em máquinas agrícolas. Em 2025, foram comercializadas 100,94 mil cotas, enquanto os créditos comercializados chegaram a R$ 25,46 bilhões, alta de 14,2% em relação aos R$ 22,30 bilhões registrados em 2024. Em dezembro, havia 467,22 mil consorciados ativos, crescimento de 7,7% em um ano.

Para Marcelo Lucindo, fundador e CEO da Evoy Consórcios, o modelo se relaciona com o planejamento de longo prazo necessário na atividade rural.

“O produtor é, por natureza, um planejador. Ele precisa decidir com antecedência quando renovar uma máquina, ampliar uma área, investir em armazenagem ou incorporar tecnologia à operação. O consórcio cria uma rota organizada para esses investimentos, com parcelas previsíveis e sem juros bancários. É uma ferramenta que pode ajudar a preservar o fluxo de caixa e dar mais racionalidade às decisões de longo prazo”, afirma.

Como funciona o consórcio agrícola

Diferentemente do financiamento, em que o recurso é disponibilizado para a aquisição imediata do bem, o consórcio reúne participantes que contribuem mensalmente para um fundo comum. A contemplação ocorre por sorteio ou lance e, quando contemplado, o participante recebe uma carta de crédito para realizar a compra prevista no contrato.

Para o produtor rural, o crédito pode ser utilizado na aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, caminhões e outros equipamentos, além de imóveis rurais, estruturas e determinadas tecnologias, conforme as regras de cada grupo.

O modelo também permite distribuir investimentos de maior porte de acordo com o fluxo financeiro da propriedade. Preparação do solo, plantio, colheita, comercialização e compra de insumos concentram despesas em diferentes períodos do ano, o que torna o planejamento dos investimentos uma parte importante da gestão da propriedade.

“O planejamento não significa olhar apenas para o valor da parcela inicial. É preciso considerar o prazo, a taxa de administração, a existência de fundo de reserva, seguros eventualmente contratados e os critérios de reajuste. A contratação precisa estar alinhada à capacidade de pagamento do produtor e ao momento em que ele pretende realizar o investimento”, explica Marcelo.

Consórcio ou financiamento para comprar máquinas agrícolas?

Para investimentos que não precisam ser realizados imediatamente, o consórcio para máquinas agrícolas pode ter custo menor que um financiamento, principalmente pela ausência de juros bancários. A diferença, porém, depende das condições de cada operação.

Em um exemplo apresentado pela Evoy, um trator de R$ 500 mil seria adquirido com R$ 100 mil de entrada e R$ 400 mil financiados em 60 meses. Ao final do período, o desembolso chegaria a cerca de R$ 640 mil, dos quais aproximadamente R$ 240 mil corresponderiam aos juros.

No consórcio, o produtor poderia utilizar os R$ 100 mil disponíveis e contratar uma carta de crédito de R$ 400 mil. Considerando um plano de 60 meses, taxa de administração de 15% e fundo de reserva de 2%, as parcelas ficariam em torno de R$ 7.800, com custo total aproximado de R$ 468 mil.

A comparação, no entanto, não considera apenas os valores finais. O financiamento garante, em geral, acesso imediato ao recurso, enquanto o consórcio depende da contemplação por sorteio ou lance. Além disso, as parcelas e a carta de crédito podem sofrer reajustes previstos em contrato.

Consórcio agrícola também tem custos

A ausência de juros bancários não significa que o consórcio seja isento de custos. O produtor deve considerar a taxa de administração, o fundo de reserva, eventuais seguros e os critérios de atualização das parcelas e da carta de crédito.

Por isso, a decisão deve levar em conta o custo total do consórcio, o prazo de pagamento, a capacidade financeira da propriedade e o momento previsto para a realização do investimento.

Outro ponto importante é a contemplação. Como ela ocorre por sorteio ou lance, não há garantia de recebimento imediato da carta de crédito.

“Não existe contemplação imediata garantida em um consórcio regular. Quando o investimento pode ser planejado, porém, o consórcio pode se tornar uma ferramenta interessante para organizar a renovação de ativos e preservar recursos para outras necessidades da atividade rural”, finaliza Marcelo.

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