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Notícias

Valtra traz plantadora dobrável na Coopavel

Por Nadila Sousa 30/01/2020
Escrito por Nadila Sousa

A Valtra, referência global na fabricação de máquinas agrícolas, trará pela primeira vez ao Show Rural Coopavel, a plantadora dobrável Momentum, uma das máquinas mais admiradas pelos agricultores na atualidade. O evento será realizado em Cascavel (PR), entre os dias 3 e 7 de fevereiro. A marca também traz ao evento a inédita série de tratores A2R e a mais nova solução para a distribuição de defensivos e fertilizantes, o BS3350H Dry.

“Lançamos a Momentum na metade de 2019 e a máquina rodou o Brasil, encantando os agricultores presentes nas principais feiras do ano. Temos certeza que a receptividade do produtor rural da região de Cascavel será semelhante. A máquina é resultado de um projeto que muito nos orgulha, 100% brasileiro. A Coopavel 2020 vai dar o tom positivo para todo o calendário agrícola deste ano”, diz o gerente de vendas da Valtra, Júnior Rodrigues.

A Momentum fica com apenas 3,6 metros de largura quando fechada, o que facilita o transporte em estradas e faz dela a plantadora de melhor mobilidade do mercado. A Momentum possui tecnologia 100% Precision Planting®, que se integra com o sistema de telemetria dos equipamentos Valtra e está disponível nas versões de 24, 30 e 40 linhas no espaçamento de 45cm. O índice de singulação (percentual de sementes falhas e duplas) da nova plantadora chega a 99,6% no milho, mesmo em velocidades superiores a 10 km/h de plantio.

Saiba mais sobre os outros destaques

Tratores Série A2R – Outra série de máquinas inéditas da Valtra na Coopavel é a evolução da Série A Geração 2 de tratores, famosa por sua robustez e versatilidade: a Série A2R, agora com motor eletrônico AGCO Power de 3 cilindros, homologado pela lei de controle de emissões MAR-1. Os modelos da série A2R são 4×4, plataformados, têm baixo custo de manutenção e aceitam todos os tipos de implementos agrícolas, como grades aradoras, pequenas plantadeiras, perfuradores, enxadas rotativas, distribuidores e pulverizadores. A série A2R da Valtra é composta por quatro modelos: o A800R (80 cv), A850R (89 cv), A950R (99 cv) e o A990R (105 cv).

BS3350H Dry – O distribuidor de sólidos Valtra BS3350H Dry possui caixa de distribuição de 5 m³, feita 100% de aço inox, o que garante a durabilidade do equipamento. Equipada com motor AGCO Power de 200 cv, a máquina tem 40 metros de largura de trabalho, oferecendo mais produtividade até 50% de economia de combustível, em relação a outras marcas. O BSH3350H Dry tem o melhor desempenho nas mais variadas condições de terrenos, topografias e de uso.

Farm Solutions – Para garantir as soluções mais adequadas à realidade do produtor, a Valtra conta com parcerias estratégicas com as empresas InCeres, Tecgraf e Solinftec. Juntas, elas oferecem serviços como o planejamento preciso do tráfego de máquinas na lavoura, geração de recomendações agronômicas e de conectividade no campo, são as principais soluções que a iniciativa oferece, melhorando o desempenho das operações como um todo. As ofertas do Farm Solutions aumentam ainda mais o desempenho das tecnologias da AGCO, como o piloto-automático Auto-Guide™ 3000, o monitor de produtividade Fieldstar®II e o sistemas de controle de aplicação de sementes e fertilizantes à taxa variável.

Fonte: Assessoria de Imprensa Valtra

30/01/2020 0 Comentários
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Tecnologia

John Deere amplia vendas de kits para modernizar máquinas em meio ao crédito caro

Por Redação 16/10/2026
Escrito por Redação

John Deere amplia vendas de kits para modernizar máquinas em meio ao crédito caro

Clarisse Sousa – Em meio aos juros elevados e à pressão sobre a rentabilidade do produtor rural, a John Deere amplia a oferta de kits que permitem incorporar tecnologias de agricultura de precisão a máquinas usadas. As soluções incluem recursos para controlar a distribuição de sementes, reduzir desperdícios na pulverização e automatizar operações, sem exigir necessariamente a compra de um equipamento novo.

Segundo Jackson Schneider, executivo à frente da área de Precision Upgrades, a John Deere passou a vender cinco vezes mais kits de modernização do que vendia há cinco anos. A equipe responsável pelo negócio, criada há quatro anos, passou de duas pessoas para cerca de 80.

O executivo concedeu entrevista ao Portal MIA durante visita de jornalistas à fábrica da John Deere em Catalão (GO), nesta quinta-feira, 15. Na ocasião, a empresa apresentou soluções para diferentes tipos de máquinas e necessidades de operação.

O que são os kits de atualização

Os kits de atualização reúnem componentes, sensores, sistemas eletrônicos e recursos de software que permitem incorporar novas funcionalidades a máquinas que já estão no campo. As soluções variam conforme o equipamento e a tecnologia escolhida, desde recursos específicos até sistemas mais avançados de automação e agricultura de precisão.

Nas plantadeiras, as atualizações podem incluir a eletrificação da distribuição de sementes, ampliando o controle sobre o plantio. Nos pulverizadores, há soluções para controlar individualmente cada bico, reduzindo sobreposições na aplicação, e tecnologias como o See & Spray, que identificam plantas daninhas e direcionam a pulverização aos locais onde elas estão presentes, evitando a aplicação de herbicidas em toda a área.

Os equipamentos também podem ser conectados ao Operations Center, plataforma digital da John Deere que reúne dados das operações agrícolas e auxilia o produtor no acompanhamento das atividades e no planejamento da produção.

A compatibilidade depende do modelo, da configuração e da arquitetura tecnológica de cada máquina. De acordo com Schneider, a fabricante dispõe de kits para cerca de 95% do portfólio de máquinas da marca fabricadas a partir de 2015. O percentual, porém, não significa que todas as atualizações estejam disponíveis para qualquer equipamento desse período.

Conforme explicou Pedro Cervo, gerente de produto de Precision Upgrades, a adoção pode começar por recursos como antenas de posicionamento, monitores e softwares embarcados e avançar para tecnologias que automatizam etapas da operação. A escolha depende das necessidades do produtor, das características da máquina e do investimento previsto.

Investimento e retorno

A vantagem dos kits é o custo do investimento em relação à compra de uma máquina nova. As atualizações para plantadeiras podem representar de 15% a 20% do valor de um equipamento, calcula Schneider. A oferta também inclui soluções de menor investimento. Em algumas aplicações para colheitadeiras, o executivo citou kits cujo valor pode representar cerca de 1% do preço de uma máquina nova, dependendo da solução considerada.

O retorno financeiro varia conforme a tecnologia adotada e as condições de uso. Schneider afirma que há kits cujo investimento pode ser recuperado em 12 a 18 meses. A avaliação deve considerar os ganhos efetivamente obtidos na operação, como a redução de insumos, o aumento da capacidade operacional e a diminuição de desperdícios.

Para o executivo, o cenário econômico tem reforçado a procura por alternativas à compra de máquinas novas.

“Se pensarmos no financiamento escasso, nos juros altos e também na pressão sobre a rentabilidade do produtor, ele está tomando decisões entre comprar outro equipamento ou atualizar o que já tem. E o nosso negócio cresceu. É uma oportunidade imensa para a John Deere, para o concessionário e também para o cliente”, afirmou.

Precisão para reduzir desperdícios

Além de ampliar o acesso à tecnologia, os kits buscam otimizar o uso de insumos e o desempenho das operações. No caso da pulverização, as soluções podem reduzir o consumo de herbicidas em média 60%, chegando a 90% em determinadas condições, conforme o nível de infestação da área, avalia Schneider. Os resultados variam de acordo com a tecnologia utilizada e as condições de operação.

O executivo também cita potencial de redução de até 7% no consumo de sementes e ganhos de até 20% na eficiência operacional. Os percentuais dependem das soluções adotadas e das condições de uso, não representando resultados garantidos para todas as operações.

Na pulverização, o controle individual dos bicos pode contribuir para evitar aplicações sobrepostas, enquanto sistemas de circulação e recuperação de calda podem ajudar a reduzir sobras de produto. Já nas plantadeiras, as atualizações podem incorporar recursos de controle da distribuição de semente e melhorar a precisão do plantio.

Kits e venda de máquinas novas

A John Deere não vê a ampliação das vendas de kits como uma ameaça ao negócio de máquinas novas. Schneider afirma que a proposta ajuda a ampliar as possibilidades de acesso às tecnologias da marca, inclusive para produtores que ainda não pretendem investir na renovação da frota. Nesse sentido, “os kits também podem funcionar como uma porta de entrada para a agricultura de precisão, aproximando novos clientes dessas soluções”.

“Não entendemos isso como uma ‘canibalização’ de vendas. A estratégia é acompanhar o produtor ao longo de sua jornada, oferecendo soluções compatíveis com suas necessidades e seu momento de investimento. Assim, quem opta por atualizar uma máquina existente pode incorporar tecnologias da John Deere sem precisar adquirir um equipamento novo naquele momento, enquanto a compra de uma máquina nova continua sendo uma opção quando fizer sentido para a operação.”

A conectividade é outra frente da estratégia da fabricante. Ao integrar máquinas novas e atualizadas ao Operations Center, a empresa busca ampliar o uso dos dados gerados no campo e preparar os equipamentos para acompanhar a evolução das ferramentas digitais.

“O mais importante é trazer esses equipamentos, novos ou atualizados, para o centro de operações da John Deere, para que o produtor possa se beneficiar da escalada da inteligência artificial”, concluiu Schneider.

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Conab estima produção superior a 367 milhões de toneladas para a safra de grãos 2026/27
Mercado

Conab estima produção superior a 367 milhões de toneladas para a safra de grãos 2026/27

Por Redação 15/10/2026
Escrito por Redação

Conab estima produção superior a 367 milhões de toneladas para a safra de grãos 2026/27

A produção brasileira de grãos para a safra 2026/27 está estimada em 367,1 milhões de toneladas. O valor aponta para um crescimento de 1,4% no volume a ser colhido em relação ao ciclo 2025/26, além do crescimento de 2,3% na área a ser semeada, que pode alcançar 85,4 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (15) e estão reunidos no 1º Levantamento da Safra de Grãos 2026/27.

De acordo com a pesquisa da Companhia, a produção de soja pode chegar a 181,6 milhões de toneladas, superando em 0,7% o resultado obtido na última safra. O volume é influenciado pelo crescimento de 1,4% na área a ser semeada, prevista em 49,3 milhões de hectares. Com 15,6% da semeadura concluída no início de outubro, a cultura da oleaginosa apresenta 57% desse percentual em desenvolvimento vegetativo. Em Mato Grosso e no Paraná, maiores produtores do grão no país, os percentuais registrados para a área semeada são de 25,2% e 36%, respectivamente.

A projeção para a área plantada de milho também é de aumento, com estimativa de 23,7 milhões de hectares, valor 4,9% superior ao do ciclo 2025/26, considerando-se as três safras do cereal. O volume total da produção do grão pode chegar a 148 milhões de toneladas, ficando 2,4% acima do verificado na safra anterior. A primeira safra deve registrar o maior crescimento em área, totalizando 4,54 milhões de hectares, com incremento de 10,7% em comparação ao período antecedente. Na região Sul, a área semeada até o dia 9 de outubro já havia se aproximado de 80% nos três estados, atingindo o maior avanço em Santa Catarina, correspondente a 79,9%.

Já para o arroz, a Conab prevê queda de 2,9% no volume a ser colhido, estimado em 10,8 milhões de toneladas. Para a área total cultivada, a previsão é de 1,53 milhão de hectares. Apesar do crescimento em área de sequeiro, que deve ficar 7,1% acima do ciclo 2025/26, a área irrigada, que representa a maior parcela da produção nacional, deve decrescer 0,4%. Até a primeira semana deste mês, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam registrado 44% e 27% de área semeada, respectivamente.

Para a produção total de feijão, os valores devem permanecer estáveis, com volume estimado em 2,9 milhões de toneladas. No conjunto das variedades do grão consideradas na pesquisa, a projeção para a área semeada na primeira safra é de 808,2 mil hectares, com incremento de 1,9% em relação ao último ciclo. A perspectiva de 963,1 mil toneladas para o volume a ser colhido, entretanto, é 1,1% inferior em relação à safra passada, mantendo-se a faixa de estabilidade. No contexto nacional, a semeadura já atingiu o percentual de 18,1%. Em São Paulo, 100% da área já foi semeada; na sequência, o Paraná alcançou 52% de superfície plantada e o Rio Grande do Sul, 42%.

Culturas de inverno

O trigo, que apresenta 40,3% de área colhida, tem produção prevista de 5,7 milhões de toneladas em 2026. O volume equivale a uma redução aproximada de 27,2% em comparação à safra anterior. Esse decréscimo está associado à diminuição verificada para a área plantada e para a produtividade do cereal.

Mercado

As exportações de soja em grãos estão estimadas em 117,97 milhões de toneladas, com crescimento de aproximadamente 1,51% em relação à safra anterior, o equivalente a um incremento de 1,76 milhão de toneladas. Para os embarques de farelo de soja, a Conab prevê alta de 3,06%, resultando em uma estimativa de 27,1 milhões de toneladas enviadas ao exterior. No mercado doméstico, a demanda deve permanecer aquecida, impulsionada pelo biodiesel e pelo aumento do consumo de proteína vegetal.

Já para o milho, no ciclo 2025/26 as exportações devem alcançar 43,9 milhões de toneladas, com estoques devendo ser ajustados para 16 milhões de toneladas em fevereiro de 2027. A ampliação do uso do cereal para a produção de etanol deve levar ao incremento de 6,6% no consumo interno do grão no ciclo 2026/27. A conjuntura comercial também é de exportações em patamares elevados, devido ao desempenho produtivo. Para os estoques de passagem, o ciclo deve ser encerrado com volume correspondente a 14,9 milhões de toneladas.

Em relação ao arroz, a perspectiva de menor disponibilidade interna deve levar à redução de 17,4% nas exportações, inicialmente previstas em 1,66 milhão de toneladas para o ciclo 2026/27. As importações e o consumo interno devem se manter estáveis, com projeção inicial de 1,3 milhão de toneladas para aquisições externas e de 10,8 milhões de toneladas para o abastecimento do mercado interno. A Conab também prevê redução nos estoques de passagem, que devem se estabilizar em 1,4 milhão de toneladas ao final de fevereiro de 2028, volume 22,7% inferior ao esperado para fevereiro de 2027.

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Classificado como arroz de grão nobre, ou premium, o produto apresenta, se bem manejado, altas taxas de grãos inteiros após o beneficiamento, cerca de 64%, característica relacionada ao valor do produto do mercado | Foto: Ariano Magalhães
Mercado

Semeadura do arroz irrigado alcança 32,82% da área prevista no RS

Por Redação 14/10/2026
Escrito por Redação

Semeadura do arroz irrigado alcança 32,82% da área prevista no RS

A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento atualizado em 9 de outubro, 282.871,71 hectares já foram semeados, o equivalente a 32,82% da intenção de semeadura prevista para o ciclo, de 861.778,96 hectares.

Entre as regiões produtoras, a Fronteira Oeste apresenta o maior volume de área semeada, com 162.947 hectares, correspondentes a 65,81% da intenção regional. Na sequência, a Zona Sul registra 75.768,60 hectares semeados, atingindo 52,11% da área prevista.

Nas demais regiões, a Planície Costeira Externa contabiliza 14.905 hectares semeados, o equivalente a 14,59% da intenção; a Planície Costeira Interna soma 13.248 hectares (10,29%); a Campanha registra 10.155,11 hectares (8,34%); e a Região Central, 5.848 hectares, correspondentes a 5,09% da área prevista.

O acompanhamento da evolução da semeadura é realizado por meio de levantamentos periódicos das equipes regionais, com consolidação dos dados pela Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As informações permitem monitorar o andamento das operações de campo nas principais regiões produtoras do Estado ao longo da safra.

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Tecnologia

Estudo mapeia áreas no Brasil mais vulneráveis à poluição difusa gerada pela agropecuária

Por Redação 14/10/2026
Escrito por Redação
- Estudo mapeia áreas no Brasil mais vulneráveis à poluição difusa gerada pela agropecuária

Fertirrigação da cana-de-açúcar com vinhaça

Um estudo realizado por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Embrapa Solos (RJ) mapeou e classificou os municípios brasileiros mais suscetíveis à poluição difusa proveniente das atividades agropecuárias. O objetivo foi identificar as áreas rurais que demandam maior atenção quanto ao monitoramento da qualidade da água. As análises também levaram em consideração a vulnerabilidade de fontes hídricas em relação às mudanças climáticas.

O trabalho, conduzido por Rachel Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, compila indicadores relacionados às principais fontes de poluição difusa da agropecuária, com ênfase na contaminação por nitrogênio (N) e fósforo (P).

O pesquisador da Embrapa Solos Alexandre Ortega explica que a poluição dos cursos d’água ocorre por duas principais vias: fontes pontuais e fontes difusas. As fontes pontuais, como esgotos urbanos e efluentes industriais, são relativamente fáceis de identificar e controlar. “Já as fontes difusas apresentam comportamento muito mais complexo. Elas resultam do escoamento superficial das águas da chuva, que transportam resíduos provenientes das áreas rurais, como fertilizantes, defensivos agrícolas, sedimentos e nutrientes, até rios, córregos e reservatórios”, esclarece Ortega.

O trabalho tem como base cinco indicadores de fontes de poluição difusa da agropecuária: entrega de fertilizantes por cultura (nitrogênio, potássio e fósforo), número de cabeças animais, área com fertirrigação da cana-de-açúcar, balanço hídrico quantitativo por microbacias e erodibilidade do solo à erosão hídrica.

O monitoramento da qualidade da água no Brasil concentra-se historicamente nas áreas urbanas; assim, prioriza o controle da poluição pontual oriunda de esgotos, considerando seus impactos sobre a saúde pública. Ampliar esse monitoramento para as áreas rurais é fundamental para garantir a segurança hídrica e preservar os ecossistemas aquáticos. Nesse sentido, o mapeamento resultante do estudo pode orientar políticas públicas de controle de fontes difusas de poluição.

- Estudo mapeia áreas no Brasil mais vulneráveis à poluição difusa gerada pela agropecuária

Regiões mais críticas

Os resultados do trabalho mostram que as áreas mais críticas se concentram principalmente em municípios dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além da região conhecida como Matopiba — considerada a principal fronteira agrícola em expansão no País, abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Também foram identificados, de forma mais localizada, municípios dos estados do Paraná e de São Paulo com elevada prioridade para ações de monitoramento.

Segundo o estudo, essas regiões apresentam combinação de intensa atividade agropecuária, elevado uso de insumos agrícolas e condições ambientais que favorecem o transporte de nutrientes e sedimentos para os cursos d’água, cenário que pode ser agravado por eventos climáticos extremos.

Cruzamento de indicadores

Rachel Prado explica que, para identificar as áreas prioritárias, a equipe reuniu e analisou grandes bases de dados nacionais já existentes, utilizando Sistemas de Informação Geográfica (SIGs). Entre os indicadores considerados estão a quantidade de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos aplicada por cultura e município (entrega de fertilizantes); a área plantada das principais culturas agrícolas; o efetivo de rebanhos; a área de cana-de-açúcar submetida à fertirrigação; o balanço hídrico quantitativo das microbacias e a erodibilidade dos solos à erosão hídrica.

Cada variável recebeu uma classificação de um a cinco em relação à necessidade de monitoramento, sendo 1 = muito baixa prioridade e 5 = muito alta prioridade. Posteriormente, os mapas temáticos foram integrados em um ambiente de geoprocessamento para a elaboração dos dois mapas síntese.

O primeiro identifica os municípios prioritários para o monitoramento da qualidade da água em função da presença de fontes difusas de poluição relacionadas à agropecuária. O segundo (abaixo) incorpora, além desses fatores, indicadores de vulnerabilidade às mudanças climáticas, considerando o balanço hídrico quantitativo e a erodibilidade do solo à erosão hídrica por município.

- Estudo mapeia áreas no Brasil mais vulneráveis à poluição difusa gerada pela agropecuária

Mapa síntese 2: vulnerabilidade às mudanças climáticas, considerando o balanço hídrico quantitativo e a erodibilidade do solo à erosão hídrica por município.

Recomendações para a redução de fontes difusas de poluição no meio rural

Grande parte dos nutrientes aplicados na lavoura que não são aproveitados pelas plantas acaba se perdendo. Esse excedente é carregado pelo escoamento superficial durante as chuvas ou se infiltra no solo até atingir o lençol freático.

Pesquisas apontam que cerca de metade do nitrogênio utilizado é perdida para o ambiente, gerando prejuízos econômicos e impactos ecológicos. Em eventos de chuvas intensas, o transporte desses elementos para os corpos d’água compromete drasticamente a qualidade dos recursos hídricos, especialmente em bacias com solo exposto, manejo inadequado e processos erosivos acelerados.

O trabalho dá ênfase à contaminação das fontes de água por nitrogênio (N) e fósforo (P), dois elementos que compõem a grande maioria dos insumos agrícolas. Alerta também para o crescimento do consumo de fertilizantes no País: segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o volume entregue aos produtores aumentou de 14,7 milhões de toneladas em 1998 para 40,6 milhões de toneladas em 2020. Em 2024, esse total chegou a 45,6 milhões de toneladas, enquanto projeções indicam que a demanda poderá atingir cerca de 65 milhões de toneladas até 2050.

- Estudo mapeia áreas no Brasil mais vulneráveis à poluição difusa gerada pela agropecuária

Para mitigar os riscos de contaminação da água, o estudo reforça a importância de técnicas de conservação do solo; uso e manejo adequado de fertilizantes; e manutenção de áreas com vegetação nativa em zonas ripárias. A adoção das medidas recomendadas ajuda a evitar o desperdício de insumos valiosos na lavoura, promove a proteção dos cursos d’água no meio rural e reforça a segurança hídrica do país.

 

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Parceria lança desafio para desenvolver soluções de prevenção de incêndios em máquinas agrícolas
Tecnologia

Parceria lança desafio para desenvolver soluções de prevenção de incêndios em máquinas agrícolas

Por Redação 14/10/2026
Escrito por Redação

A Sompo, subsidiária da empresa responsável pelas operações de seguro e resseguro do Grupo Sompo Holdings fora do Japão, e a HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), acabam de lançar o Desafio de Inovação Aberta para Prevenção Inteligente de Incêndios em Máquinas Agrícolas, programa de inovação aberta que visa identificar e desenvolver soluções tecnológicas voltadas à prevenção inteligente de incêndios em máquinas agrícolas, com foco inicial em colhedoras de cana-de-açúcar.

A iniciativa busca conectar startups, scale-ups, empresas de tecnologia e especialistas em inovação capazes de desenvolver soluções integradas que utilizem sensores, telemetria, inteligência artificial, análise preditiva e monitoramento em tempo real para reduzir a ocorrência e a severidade dos incêndios em equipamentos agrícolas.

O desafio nasce da necessidade de enfrentar um dos principais riscos operacionais do setor. Além dos prejuízos materiais, incêndios em máquinas agrícolas podem provocar interrupções na colheita, impactar a produtividade, comprometer a continuidade operacional e gerar perdas financeiras relevantes para produtores rurais e cooperativas segurados, além dos demais agentes da cadeia produtiva do agronegócio.

Embora existam diversas tecnologias disponíveis para monitoramento de equipamentos, a Sompo busca uma solução capaz de consolidar diferentes fontes de informação, interpretar sinais de risco de forma antecipada e gerar alertas preventivos que apoiem a tomada de decisão antes da ocorrência de um sinistro.

A solução deverá ser capaz de monitorar continuamente fatores críticos da operação, identificar sinais de superaquecimento, falhas elétricas e outras condições de risco, correlacionar dados provenientes de diferentes sensores e equipamentos e apoiar ações preventivas para evitar a evolução de incidentes para incêndios de grandes proporções.

A proposta é expandir o portfólio de soluções voltadas ao gerenciamento de riscos, agregando ainda mais valor aos serviços oferecidos aos segurados. A companhia já é reconhecida no mercado de seguros pela excelência na área de consultoria e suporte em gerenciamento de riscos nos ramos de seguros de Transporte, Propriedades e de Máquinas e Equipamentos Agrícolas.

“A transformação digital tem ampliado nossa capacidade de compreender riscos e criar soluções cada vez mais aderentes às necessidades dos clientes. Com este desafio, queremos aproximar o ecossistema de inovação de uma demanda concreta do agronegócio brasileiro, estimulando o desenvolvimento de tecnologias capazes de gerar mais previsibilidade, eficiência operacional e proteção para toda a cadeia produtiva”, afirma José Ricardo Paulino, Diretor de Estratégia, Inovação e Transformação da Sompo.

Entre as tecnologias de interesse estão sensores de temperatura, dispositivos de Internet das Coisas (IoT), câmeras térmicas, sistemas de telemetria, algoritmos de inteligência artificial preditiva, plataformas de gestão operacional, alertas em tempo real e soluções voltadas para máquinas agrícolas conectadas.

As propostas deverão apresentar potencial para monitorar continuamente condições críticas de operação, identificar anomalias, cruzar informações provenientes de diferentes sensores, gerar alertas acionáveis em tempo hábil e disponibilizar histórico de dados para análises e aprimoramento contínuo dos mecanismos de prevenção.

“A prevenção é um dos pilares da gestão de riscos e o uso inteligente de tecnologia representa uma oportunidade importante para ampliar a proteção de equipamentos e operações. Buscamos soluções que nos ajudem a antecipar eventos, minimizar impactos e contribuir para que produtores rurais tenham mais segurança e continuidade em suas atividades”, destaca Adailton Dias, Diretor Executivo de Subscrição, Gerenciamento de Riscos e Resseguros da Sompo.

“A inovação aberta ganha força quando empresas apresentam desafios reais e o ecossistema consegue mobilizar diferentes competências para encontrar respostas. Neste desafio, nosso papel é conectar a Sompo a soluções, tecnologias e empreendedores capazes de atuar de forma prática na prevenção de incêndios em máquinas agrícolas, transformando uma demanda concreta do agronegócio em oportunidade de inovação e geração de valor”, afirma Marcelo Moura, diretor da HOTMILK.

O programa prevê etapas de inscrição, triagem das soluções, avaliação técnica, seleção de finalistas, apresentações em formato pitch e desenvolvimento de Prova de Conceito (PoC). As iniciativas selecionadas poderão validar suas tecnologias em condições reais de operação, permitindo avaliar indicadores como capacidade preditiva, assertividade dos alertas, estabilidade da solução e potencial de geração de resultados para o negócio.

Entre os benefícios esperados estão a redução da ocorrência e da severidade dos incêndios, a diminuição das perdas financeiras associadas aos sinistros, o aumento da disponibilidade das máquinas agrícolas, a melhoria da previsibilidade operacional e o fortalecimento das estratégias de gestão de riscos.

Serviço: 

Desafio de Inovação Aberta para Prevenção Inteligente de Incêndios em Máquinas Agrícolas
Objetivo: desenvolver soluções inovadoras para prevenção de incêndios em máquinas agrícolas
Quem pode participar: startups, scale-ups, empresas de tecnologia, pesquisadores e especialistas em inovação com soluções aderentes ao desafio.

Etapas do programa:

  • Recebimento e triagem das inscrições;
  • Avaliação de aderência ao desafio;
  • Avaliação técnica, econômica e operacional;
  • Seleção das soluções finalistas;
  • Pitch e demonstração das propostas;
  • Definição do escopo da Prova de Conceito (PoC);
  • Execução e validação da PoC;
  • Avaliação dos resultados e potencial continuidade da parceria.

Prazo final para inscrições: 06 de novembro de 2026
Material recomendado para inscrição: pitch deck em PDF
Link de inscrição: https://hotmilk.pucpr.br/lista-desafios/

 

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Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%
Mercado

Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%

Por Redação 13/10/2026
Escrito por Redação

Brasil exporta 3,89 milhões de sacas de café em setembro, alta de 3,1%

O Brasil exportou 3,894 milhões de sacas de café de 60 kg em setembro de 2026, volume 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 3,778 milhões de sacas. Apesar do aumento no volume, a receita cambial recuou 7,1%, para US$ 1,282 bilhão, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

De acordo com o presidente da entidade, Márcio Ferreira, o crescimento das exportações reflete a retomada das remessas aos Estados Unidos após a redução das incertezas relacionadas às tarifas impostas ao café brasileiro.

“Em novembro de 2025, os EUA retiraram a taxação sobre a maior parte do produto brasileiro, mas, até julho deste ano, o café solúvel seguia tarifado. Com a continuidade do trabalho realizado pelo Cecafé, em conjunto com as demais entidades do setor, a americana National Coffee Association (NCA) e o governo, conseguimos reafirmar a isenção dos cafés verdes nas novas investigações ocorridas, obtendo, ainda, a inclusão do café solúvel nas listas de exceção. Isso possibilitou que o cenário comercial bilateral ficasse mais nítido, mitigando incertezas e possibilitando a retomada dos negócios”, afirma.

Em setembro, os Estados Unidos importaram 625.192 sacas de todos os tipos de café do Brasil, alta de 86,4% em relação às 335.339 sacas adquiridas no mesmo mês de 2025.

Exportações no ano-safra 2026/27

Nos três primeiros meses do ano-safra 2026/27, entre julho e setembro, as exportações brasileiras de café totalizaram 11,210 milhões de sacas, crescimento de 15,5% em comparação com as 9,707 milhões de sacas embarcadas no mesmo período do ciclo anterior. A receita cambial avançou 0,8%, para US$ 3,561 bilhões.

Exportações de janeiro a setembro

De janeiro a setembro de 2026, o Brasil exportou 29,095 milhões de sacas de café, volume praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, com recuo de 0,2%. A receita cambial caiu 8,6%, passando de US$ 11,065 bilhões para US$ 10,113 bilhões.

Ferreira atribui a estabilidade no volume exportado à retomada recente dos embarques aos Estados Unidos e à entrada da nova safra brasileira no mercado internacional. Segundo ele, atrasos na colheita provocados pelas chuvas, principalmente em julho, retardaram a disponibilidade de café para exportação.

“Observamos, desde agosto, o aparecimento dos novos cafés para exportação e o ritmo dos negócios internacionais vem se normalizando, com tendência a crescer e superar o que registramos no ano passado até o fim de 2026”, projeta.

A redução da receita, por sua vez, está relacionada às cotações internacionais, à qualidade dos primeiros lotes exportados, especialmente de arábica, e ao aumento da participação dos cafés canéforas nos embarques, segundo o presidente do Cecafé.

“Além do cenário mercadológico, o fato de termos uma safra de arábica mais prejudicada em qualidade resulta em menores preços para esses cafés afetados, principalmente pela chuva. O aumento significativo da participação dos canéforas – naturalmente possuem cotações menores às do arábica – nas exportações também gera diminuição no faturamento e na média por saca exportada”, analisa.

Estados Unidos lideram destinos do café brasileiro

Com a retomada das compras em agosto e setembro, os Estados Unidos voltaram à liderança entre os principais destinos do café brasileiro no acumulado de janeiro a setembro de 2026, ultrapassando a Alemanha.

Os norte-americanos importaram 3,805 milhões de sacas no período, queda de 12,8% em relação aos nove primeiros meses de 2025. O volume correspondeu a 13,1% das exportações brasileiras de café.

A Alemanha ficou em segundo lugar, com 3,307 milhões de sacas, recuo de 11,4% ante as 3,732 milhões de sacas registradas no mesmo intervalo do ano anterior.

Entre os cinco principais destinos também estão a Itália, com 2,597 milhões de sacas, alta de 11,6%; a Bélgica, com 2,463 milhões, avanço de 44,5%; e o Japão, com 1,451 milhão, queda de 23,3%.

Exportações por tipo de café

O café arábica permaneceu como o tipo mais exportado pelo Brasil entre janeiro e setembro, com 20,739 milhões de sacas, equivalentes a 71,3% do total. O volume, porém, foi 10,7% inferior ao registrado nos mesmos meses de 2025.

Os cafés canéforas, que incluem conilon e robusta, somaram 5,162 milhões de sacas, ou 17,7% das exportações, crescimento de 68,3% na comparação anual.

O café solúvel respondeu por 3,141 milhões de sacas, o equivalente a 10,8% do total. Já os embarques de café torrado e torrado e moído somaram 53.412 sacas, representando 0,2%.

Cafés diferenciados

Os cafés de qualidade superior, certificados por práticas sustentáveis e/ou classificados como especiais representaram 17% das exportações brasileiras entre janeiro e setembro de 2026. Os embarques totalizaram 4,950 milhões de sacas, queda de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita cambial desse segmento chegou a US$ 2,020 bilhões, com preço médio de US$ 408,07 por saca. O resultado correspondeu a 20% da receita obtida com as exportações totais de café no período, mas ficou 19,6% abaixo do registrado nos nove primeiros meses de 2025.

Os Estados Unidos foram o principal destino dos cafés diferenciados, com 813.829 sacas, equivalentes a 16,4% do total exportado nessa categoria.

Na sequência aparecem Alemanha, com 548.961 sacas (11,1%); Bélgica, com 531.215 sacas (10,7%); Itália, com 460.012 sacas (9,3%); e Países Baixos, com 285.897 sacas (5,8%).

Santos concentra 70,7% dos embarques

O Porto de Santos (SP) foi responsável por 20,573 milhões de sacas de café exportadas entre janeiro e setembro de 2026, o equivalente a 70,7% do total brasileiro.

O complexo portuário do Rio de Janeiro ocupou a segunda posição, com 7,335 milhões de sacas e participação de 25,2%. Já o Porto de Paranaguá (PR) respondeu pelo embarque de 312.128 sacas, correspondentes a 1,1% das exportações no período.

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13/10/2026 0 Comentários
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Mercado

Crédito rural empresarial soma R$ 107,1 bilhões no início da safra 2026/2027

Por Redação 13/10/2026
Escrito por Redação

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 107,1 bilhões em três meses da safra 2026/2027

O crédito rural destinado à agricultura empresarial somou R$ 107,1 bilhões nos três primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a setembro de 2026. O montante considera as operações de crédito rural contratadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais e os recursos captados por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR).

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de CPR – B3, CERC e CRDC.

As CPRs responderam por R$ 50,3 bilhões do total, o equivalente a 46,9% dos recursos contabilizados no período. Os títulos permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários. Já o custeio convencional somou R$ 36,4 bilhões, correspondentes a 34% do total.

Custeio e comercialização

Do total destinado ao custeio da produção, os produtores classificados na categoria Demais Empresarial contrataram R$ 20 bilhões, o equivalente a 54,8% do total dessa modalidade. O Pronamp, linha voltada a produtores de médio porte, registrou R$ 16,5 bilhões, correspondentes a 45,2%.

As operações de crédito para comercialização da produção agropecuária somaram R$ 8 bilhões no período. Já as destinadas à industrialização, que financiam o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, alcançaram R$ 5 bilhões.

Os programas de investimento, voltados à aquisição de máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 7,4 bilhões em contratações no trimestre. Entre os programas específicos, destacam-se o Pronamp Investimento R$ 1,019 bilhão e o RenovAgro, com R$ 845 milhões.

Por se tratar dos primeiros meses da safra, o volume contratado nos programas de investimento ainda é inicial em relação à programação orçamentária anual, com avanço esperado à medida que as instituições financeiras realizem novas contratações.

Segmentação por porte do produtor

Na análise por segmento, o grupo de Demais Produtores Rurais (fora do Pronamp) registrou R$ 39,3 bilhões, equivalentes a 36,7% do total concedido no período. O Pronamp contabilizou R$ 17,6 bilhões, ou 16,4% do total.

Ao todo, foram registrados 116.274 contratos de crédito rural na agricultura empresarial, dos quais 36.638 operações de CPR, evidenciando a participação desse instrumento na estrutura de financiamento do setor nos primeiros meses da safra.

A região Sul concentrou o maior volume de crédito rural entre as regiões brasileiras, com R$ 18,6 bilhões e 36.089 contratos. Em seguida, aparecem o Sudeste, com R$ 17,8 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 12,7 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 4,9 bilhões e R$ 2,8 bilhões.

O levantamento também aponta diferenças no valor médio das operações de crédito entre as regiões. O Centro-Oeste apresentou o maior tíquete médio, de R$ 1,07 milhão por contrato. Na sequência, aparece o Nordeste, com R$ 960 mil, resultado que reflete, em parte, contratações na Bahia, no Maranhão e no Piauí, estados que integram a região conhecida como Matopiba, importante fronteira agrícola de produção de grãos. Já o Sul, apesar de liderar em número de contratos e em volume de crédito, apresentou o menor tíquete médio, de R$ 515,1 mil, indicando maior pulverização das operações.

Entre as fontes controladas de financiamento, os Recursos Obrigatórios – parcela dos depósitos à vista que os bancos são obrigados a destinar ao crédito rural – somaram R$ 13,5 bilhões, correspondentes a 32% do total dessas fontes. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada resgitrou R$ 12,4 bilhões, ou 30%.

Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 12,2 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

A programação de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.922/2026. Essas linhas de crédito contam com taxas de juros equalizadas pelo governo federal, com cobertura diferencial em relação às taxas de mercado por recursos do Tesouro Nacional.

Nos três primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 20,4 bilhões em recursos equalizáveis. O volume corresponde a parte da programação prevista para o cliclo e pode avançar ao longo da safra, conforme as instituições financeiras realizem novas contratações.

Entre os programas de investimento equalizáveis, o Pronamp concentrou o maior volume concedido no período, com R$ 942,3 milhões, seguido pelo RenovAgro, com R$ 841,4 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 639,9 milhões.

Nas operações de investimento equalizáveis, o BNDES e o Banco do Brasil concentraram, juntos, cerca de 73% das concessões do período, com participações de 39,4% e 33,9%, respectivamente. Nas linhas de custeio equalizáveis, o Banco do Brasil liderou, com 43,7% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 15,8%, e pela Cresol. com 10,5%.

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13/10/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Embrapa desenha aplicativo para se adaptar à realidade do agricultor orgânico

Por Redação 09/10/2026
Escrito por Redação

Embrapa desenha aplicativo para se adaptar à realidade do agricultor orgânico

A Embrapa está desenvolvendo um aplicativo para auxiliar produtores de alimentos orgânicos no processo de certificação participativa. Além de economizar tempo, a substituição de páginas e mais páginas em papel por um sistema digital gera um banco de dados para gerenciar a produção e comercialização, especialmente por meio das associações e cooperativas. Mas o desafio é maior do que entregar um aplicativo para smartphone; é chegar a uma ferramenta amigável para agricultores com baixíssima familiaridade com esse tipo de produto.

“Nosso objetivo é entregar uma ferramenta simples, eficiente e totalmente alinhada às necessidades reais dos usuários, fortalecendo a gestão da informação na produção orgânica”, resumiu a pesquisadora Gisele Freitas Vilela, da Embrapa Territorial, líder do projeto. A analista Vanessa Maia Aguiar Magalhães, da Embrapa Gado Leite (MG), complementa: “Não queremos que a pessoa se adapte ao sistema, mas que o sistema se adapte à realidade dela”.

Vanessa é especialista em letramento digital e conta que boa parte do público-alvo do projeto não reconhece sinais intuitivos para quem acompanhou a evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Por exemplo, o ícone do disquete não é associado a um botão para salvar o arquivo; caixas de preenchimento não são reconhecidas como espaço para inserir informações; botões podem não ser entendidos como tal.

Oficinas com produtores

Para compreender de perto quais são as dificuldades e como minimizá-las, a Embrapa está realizando oficinas com produtores. Em setembro, uma equipe esteve em Três Cachoeiras (RS), Garopaba (SC) e Ribeirão Claro (PR), com uma primeira versão do aplicativo. Os agricultores o instalaram juntamente com uma ferramenta para gravar a interação. Assim, a equipe de desenvolvimento poderá avaliar o que funciona e as dificuldades, para reconfigurar o aplicativo.

Vanessa, que integrou a equipe das oficinas, explica que também é preciso considerar os tipos de equipamentos e conexão de que os agricultores dispõem. No caso do público do projeto, formado principalmente por pequenos produtores de orgânicos, são smartphones com tela pequena, imagens de baixa definição e capacidade de memória e processamento limitados. “Também enfrentamos uma resistência ao digital. A pessoa tem medo, tem vergonha de não saber usar, tem receio de que seus dados sejam roubados. Então, há algo a ser construído com eles”, pontua a analista.

Antes das oficinas na região Sul, a equipe do projeto realizou encontros semelhantes com produtores de São Paulo e Minas Gerais. Além de registrar a navegação, também coletou informações sobre hábitos de uso de tecnologias digitais, sempre com esclarecimento e autorização dos participantes, seguindo princípios éticos da pesquisa com humanos. Agora, todo o material está sendo analisado, para adaptação de linguagem, ícones, interface e navegabilidade. Outros eventos, para avaliar a nova versão, estão previstos.

Autonomia

Para Vanessa, o objetivo principal é que o usuário não apenas consiga usar o aplicativo, mas que ele interprete, compreenda e se aproprie da interface e do conhecimento. A meta é desenvolver uma metodologia e uma ferramenta que permitam ao produtor operar de forma verdadeiramente autônoma, entendendo o significado de cada campo e de cada ação realizada.

Ela diz que, mesmo que cheguem ao aplicativo mais amigável, muitos produtores ainda precisarão de treinamento e ajuda por um tempo. Mas esse tempo pode ser minimizado. E, mais do que conseguir usar o aplicativo, espera-se que os agricultores o operarem de forma verdadeiramente autônoma, entendendo o significado de cada campo e de cada ação realizada.

Vantagens da digitalização

O aplicativo está sendo criado especialmente para as organizações de certificação geridas pelos próprios agricultores, as OPACs e as OCSs, às quais estão vinculados 65% dos produtores de orgânicos no País. Reduzir o tempo gasto no preenchimento de documentos é uma das principais vantagens para os produtores. O volume de informações a serem registradas para comprovar o caráter orgânico da produção é muito grande e precisa ser refeito periodicamente.

Se há plantio de alface, por exemplo, é preciso informar a quantidade de sementes plantadas, como foram adquiridas, quanto se espera colher, cada produto utilizado como fertilizante ou para o combate de doenças e pragas, para quem foram vendidas, entre muitas outras informações. Há também que se reportar dados gerais sobre a propriedade, como medidas de conservação de solo, proteção de fontes de água e destinação de resíduos.

A expectativa é que a ferramenta reduza o tempo gasto no registro dessas informações, ao manter gravado o histórico, evitando ter que preencher todas as vezes campos em que as informações se repetem. Mas a maior vantagem pode estar na formação do banco de dados. Os formulários contêm informações como estimativa de produção e insumos mais usados, que podem ser utilizadas para melhorar a comercialização e organizar compras coletivas, por exemplo.

Espera-se também que os bancos de dados supram a demanda de órgãos públicos por informações que orientem políticas públicas voltadas ao segmento orgânico. Por isso, o Ministério da Agricultura e Pecuária é parceiro do projeto. Pela Embrapa, além da Embrapa Territorial e da Gado de Leite, a Embrapa Clima Temperado (RS) integra a iniciativa.

 

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09/10/2026 0 Comentários
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manutenção de filtros de máquinas agrícolas
Manutenção

Manutenção de filtros de máquinas agrícolas: quando trocar e como cuidar

Por Redação 09/10/2026
Escrito por Redação

manutenção de filtros de máquinas agrícolas durante a revisão de um trator

A manutenção de filtros de máquinas agrícolas é uma das etapas importantes da manutenção preventiva de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos utilizados no campo. Responsáveis por reter impurezas que podem comprometer o funcionamento dos sistemas, os filtros precisam ser inspecionados e substituídos conforme as recomendações do fabricante.

Quando a filtragem não funciona adequadamente, partículas de poeira, resíduos e outros contaminantes podem atingir componentes do motor e dos sistemas hidráulicos, de lubrificação e de alimentação de combustível. As consequências incluem perda de desempenho, aumento do consumo de combustível, desgaste prematuro de peças e paradas não programadas durante as operações agrícolas.

A manutenção dos filtros também ajuda a evitar reparos mais caros. Por isso, além de respeitar os intervalos de substituição, é importante observar os indicadores de saturação, utilizar peças compatíveis com a máquina e realizar a instalação corretamente.

Quais são os principais filtros das máquinas agrícolas?

Os tratores e as colheitadeiras utilizam diferentes filtros, cada um com a função de proteger um sistema específico da máquina.

Filtro de ar do motor: retém poeira e partículas presentes no ar que entra no motor. Sua obstrução pode prejudicar a admissão de ar e comprometer o desempenho do equipamento.

Filtro de combustível: retém impurezas presentes no diesel, ajudando a proteger os componentes do sistema de alimentação.

Filtro de óleo lubrificante: remove contaminantes do óleo que circula pelo motor, contribuindo para reduzir o desgaste das peças.

Filtro hidráulico: retém partículas que podem comprometer bombas, válvulas, cilindros e outros componentes do sistema hidráulico.

Filtro do ar-condicionado: retém partículas e impurezas do ar que circula na cabine, contribuindo para a qualidade do ar e o funcionamento do sistema.

Cada componente tem características e exigências próprias de manutenção. Por isso, o cronograma de troca deve considerar o manual da máquina, as horas trabalhadas e as condições em que o equipamento opera.

Quando trocar os filtros das máquinas agrícolas?

O intervalo de substituição varia conforme o tipo de filtro, as especificações do fabricante e o ambiente de trabalho. Máquinas que operam em condições de muita poeira, por exemplo, podem exigir inspeções mais frequentes.

O horímetro é uma das principais referências para programar a manutenção preventiva. O operador deve acompanhar as horas de trabalho e verificar o histórico de serviços para evitar que os filtros ultrapassem o período recomendado.

O material técnico consultado apresenta os seguintes intervalos como referências para determinados sistemas:

Filtro de combustível: troca a cada 250 horas de operação.

Filtro de óleo lubrificante: substituição junto com a troca do óleo do motor.

Filtro hidráulico: o intervalo de 750 horas é citado como referência para determinadas aplicações, devendo ser confirmado no manual do equipamento.

Esses períodos não são universais e não devem substituir as orientações específicas de cada máquina. O fabricante pode determinar intervalos diferentes conforme o modelo, o tipo de filtro, o fluido utilizado e as condições de trabalho.

Também é importante observar as recomendações sobre a substituição do filtro de ar, que pode ter um procedimento próprio de inspeção e troca.

Como identificar um filtro de ar saturado?

O filtro de ar exige atenção especial em máquinas agrícolas que trabalham em ambientes com elevada concentração de poeira, como durante o preparo do solo, o plantio e a colheita.

Muitos tratores contam com indicadores de restrição que alertam quando a passagem de ar está comprometida. O aviso pode aparecer em um indicador instalado próximo ao filtro ou por meio de uma luz no painel da máquina.

A inspeção periódica desses sinais ajuda a identificar a necessidade de manutenção de filtros de máquinas agrícolas. A perda de desempenho também pode indicar um problema de filtragem, mas não deve ser considerada, isoladamente, confirmação de que o filtro está saturado.

A limpeza com ar comprimido exige cuidado. A pressão inadequada pode danificar o elemento filtrante e permitir a passagem de partículas para o motor. Por isso, a limpeza só deve ser realizada quando autorizada pelo fabricante e conforme o procedimento indicado no manual. Quando a recomendação for substituir o componente, a limpeza não deve ser usada como alternativa para prolongar sua utilização.

Como fazer a manutenção de filtros de máquinas agrícolas?

A troca dos filtros exige atenção à compatibilidade da peça, à limpeza da área de trabalho e à montagem. Um componente inadequado ou instalado incorretamente pode comprometer a vedação e permitir a entrada de contaminantes no sistema.

Antes de iniciar o serviço, siga as orientações de segurança do fabricante e mantenha a área ao redor do alojamento limpa. Durante a substituição, observe os seguintes cuidados:

Utilize filtros compatíveis com a máquina: confira o modelo e as especificações exigidas pelo fabricante. Peças de baixa qualidade ou inadequadas podem comprometer a eficiência da filtragem.

Respeite o intervalo de troca: não espere que o filtro apresente sinais evidentes de falha para realizar a manutenção programada.

Verifique as vedações: confira o estado dos anéis e das borrachas de vedação e faça a montagem conforme as instruções do fabricante.

Evite a entrada de sujeira: mantenha limpos o alojamento, as conexões e as áreas próximas ao sistema durante o serviço.

Siga o procedimento correto de instalação: respeite as orientações sobre posicionamento, aperto e, quando aplicável, preenchimento do filtro.

Registre a manutenção: anote a data, as horas de operação e os componentes substituídos para facilitar o acompanhamento das próximas intervenções.

Por que não reutilizar filtros saturados?

A reutilização de filtros descartáveis ou a tentativa de prolongar sua vida útil além do período recomendado pode comprometer a proteção dos sistemas da máquina. Mesmo quando a parte externa parece limpa, o elemento filtrante pode continuar saturado ou ter sofrido danos que não são facilmente identificados.

Além disso, filtros de baixa qualidade podem liberar partículas do próprio elemento filtrante, em vez de reter adequadamente os contaminantes.

A substituição no intervalo correto ajuda a reduzir o risco de obstruções, desgaste prematuro e falhas. O custo do filtro deve ser considerado dentro do planejamento de manutenção, em comparação com as despesas que podem surgir de danos a componentes e de paradas inesperadas.

Quais sinais podem indicar problemas nos filtros?

Alguns sintomas podem estar associados à saturação, à instalação incorreta ou a falhas no sistema de filtragem. Entre eles estão:

  • perda de potência ou de desempenho do motor;
  • aumento do consumo de combustível;
  • alertas de restrição no sistema de admissão de ar;
  • elevação anormal da temperatura do motor;
  • vazamentos após a substituição de um filtro;
  • alterações no funcionamento do sistema hidráulico.

Esses sinais não indicam necessariamente que o filtro é a única causa do problema. Se houver perda de desempenho, superaquecimento, vazamentos ou alertas no painel, é importante verificar o equipamento de acordo com os procedimentos de diagnóstico do fabricante.

Manutenção preventiva reduz o risco de paradas no campo

A inspeção e a troca dos filtros devem fazer parte do plano de manutenção de filtros de máquinas agrícolas. O acompanhamento das horas de operação, a observação dos indicadores e o uso de componentes compatíveis ajudam a preservar os sistemas e a reduzir a ocorrência de falhas durante o plantio, os tratos culturais e a colheita.

Em períodos de maior demanda operacional, manter o cronograma de manutenção de filtros de máquinas agrícolas em dia também contribui para o planejamento das atividades e para a disponibilidade dos equipamentos. A principal orientação é seguir o manual de cada máquina e não adiar a substituição de filtros quando o prazo ou as condições de uso indicarem a necessidade de troca.

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09/10/2026 0 Comentários
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Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre
Mercado

Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre

Por Redação 08/10/2026
Escrito por Redação

Exportações de algodão crescem 18% no terceiro trimestre

As exportações brasileiras de algodão somaram aproximadamente 453 mil toneladas entre julho e setembro de 2026, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ganha força com a recuperação dos embarques em setembro, quando o país vendeu ao exterior 191,5 mil toneladas, 7,1% acima do registrado no mesmo mês de 2025. A receita das exportações alcançou US$ 332,4 milhões em setembro, alta de 14,4% na comparação anual. O valor médio da fibra exportada ficou em US$ 1,70 por quilo, avanço de 6,8%.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, o desempenho do trimestre oferece uma leitura mais consistente do fluxo das exportações brasileiras.

“Os embarques oscilaram ao longo dos últimos meses, mas o crescimento de 18% no trimestre mostra uma trajetória positiva. É importante olhar para períodos mais amplos, porque a programação e a sazonalidade têm peso importante nesse mercado”, afirma.

Destinos

A Índia foi novamente o principal destino do algodão brasileiro em setembro, com 25,3% dos embarques. Em seguida aparecem Bangladesh, com 16,4%; Turquia, 14,1%; Vietnã, 10,1%; China, 8,7%; Indonésia, 7,7%; Paquistão, 7,2%; Malásia, 6,3%; e Egito, 2,2%.

Para Wajs, a distribuição das vendas entre diferentes mercados é um dos pontos relevantes do resultado de setembro. “A diversificação dos destinos é estratégica para o Brasil, especialmente em um cenário em que os fluxos comerciais podem mudar rapidamente. A presença em diferentes polos da indústria têxtil amplia a segurança e a competitividade das exportações brasileiras”, diz.

Peso na pauta

Em setembro, o algodão respondeu por 0,97% das exportações totais brasileiras e ocupou a 17ª posição no ranking nacional. No setor agropecuário, representou 4,75% das vendas externas e ficou em quarto lugar entre os produtos exportados. Na avaliação do presidente da Anea, a continuidade do crescimento exigirá atenção também à capacidade de escoamento da produção.

“O Brasil vem ampliando sua presença no mercado internacional e o desafio agora é garantir que esse avanço seja acompanhado por infraestrutura e eficiência logística. Ao mesmo tempo, precisamos continuar fortalecendo a confiança no país como origem, com qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e segurança no cumprimento dos contratos”, conclui.

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