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Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo
Mercado

Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Consórcio agrícola ganha espaço no planejamento de investimentos no campo

A renovação de máquinas, a ampliação da estrutura produtiva e a adoção de novas tecnologias exigem planejamento financeiro do produtor rural. Como os investimentos podem envolver valores elevados e o fluxo de caixa acompanha o ciclo da produção, o consórcio agrícola pode ser utilizado para programar a aquisição de bens e equipamentos sem a cobrança de juros bancários.

A modalidade é voltada principalmente a investimentos que não precisam ser realizados de forma imediata. Ao definir o valor da carta de crédito e incorporar as parcelas ao orçamento da propriedade, o produtor pode distribuir o custo do investimento ao longo do tempo, preservando recursos para as despesas do ciclo produtivo.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram o avanço da modalidade entre os investimentos em máquinas agrícolas. Em 2025, foram comercializadas 100,94 mil cotas, enquanto os créditos comercializados chegaram a R$ 25,46 bilhões, alta de 14,2% em relação aos R$ 22,30 bilhões registrados em 2024. Em dezembro, havia 467,22 mil consorciados ativos, crescimento de 7,7% em um ano.

Para Marcelo Lucindo, fundador e CEO da Evoy Consórcios, o modelo se relaciona com o planejamento de longo prazo necessário na atividade rural.

“O produtor é, por natureza, um planejador. Ele precisa decidir com antecedência quando renovar uma máquina, ampliar uma área, investir em armazenagem ou incorporar tecnologia à operação. O consórcio cria uma rota organizada para esses investimentos, com parcelas previsíveis e sem juros bancários. É uma ferramenta que pode ajudar a preservar o fluxo de caixa e dar mais racionalidade às decisões de longo prazo”, afirma.

Como funciona o consórcio agrícola

Diferentemente do financiamento, em que o recurso é disponibilizado para a aquisição imediata do bem, o consórcio reúne participantes que contribuem mensalmente para um fundo comum. A contemplação ocorre por sorteio ou lance e, quando contemplado, o participante recebe uma carta de crédito para realizar a compra prevista no contrato.

Para o produtor rural, o crédito pode ser utilizado na aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, caminhões e outros equipamentos, além de imóveis rurais, estruturas e determinadas tecnologias, conforme as regras de cada grupo.

O modelo também permite distribuir investimentos de maior porte de acordo com o fluxo financeiro da propriedade. Preparação do solo, plantio, colheita, comercialização e compra de insumos concentram despesas em diferentes períodos do ano, o que torna o planejamento dos investimentos uma parte importante da gestão da propriedade.

“O planejamento não significa olhar apenas para o valor da parcela inicial. É preciso considerar o prazo, a taxa de administração, a existência de fundo de reserva, seguros eventualmente contratados e os critérios de reajuste. A contratação precisa estar alinhada à capacidade de pagamento do produtor e ao momento em que ele pretende realizar o investimento”, explica Marcelo.

Consórcio ou financiamento para comprar máquinas agrícolas?

Para investimentos que não precisam ser realizados imediatamente, o consórcio para máquinas agrícolas pode ter custo menor que um financiamento, principalmente pela ausência de juros bancários. A diferença, porém, depende das condições de cada operação.

Em um exemplo apresentado pela Evoy, um trator de R$ 500 mil seria adquirido com R$ 100 mil de entrada e R$ 400 mil financiados em 60 meses. Ao final do período, o desembolso chegaria a cerca de R$ 640 mil, dos quais aproximadamente R$ 240 mil corresponderiam aos juros.

No consórcio, o produtor poderia utilizar os R$ 100 mil disponíveis e contratar uma carta de crédito de R$ 400 mil. Considerando um plano de 60 meses, taxa de administração de 15% e fundo de reserva de 2%, as parcelas ficariam em torno de R$ 7.800, com custo total aproximado de R$ 468 mil.

A comparação, no entanto, não considera apenas os valores finais. O financiamento garante, em geral, acesso imediato ao recurso, enquanto o consórcio depende da contemplação por sorteio ou lance. Além disso, as parcelas e a carta de crédito podem sofrer reajustes previstos em contrato.

Consórcio agrícola também tem custos

A ausência de juros bancários não significa que o consórcio seja isento de custos. O produtor deve considerar a taxa de administração, o fundo de reserva, eventuais seguros e os critérios de atualização das parcelas e da carta de crédito.

Por isso, a decisão deve levar em conta o custo total do consórcio, o prazo de pagamento, a capacidade financeira da propriedade e o momento previsto para a realização do investimento.

Outro ponto importante é a contemplação. Como ela ocorre por sorteio ou lance, não há garantia de recebimento imediato da carta de crédito.

“Não existe contemplação imediata garantida em um consórcio regular. Quando o investimento pode ser planejado, porém, o consórcio pode se tornar uma ferramenta interessante para organizar a renovação de ativos e preservar recursos para outras necessidades da atividade rural”, finaliza Marcelo.

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Mercado

Tecnologia agrícola ajuda produtores a enfrentar impactos do Super El Niño

Por Redação 09/09/2026
Escrito por Redação

Tecnologia agrícola ajuda produtores a enfrentar impactos do Super El Niño

O excesso de chuva no Sul e a irregularidade das precipitações no Centro-Oeste estão reduzindo as janelas de operação das máquinas agrícolas nesta safra. Diante dos efeitos do Super El Niño, a tecnologia agrícola, especialmente ferramentas de agricultura de precisão e gestão de dados, ganha espaço na tomada de decisões no campo.

Na região Sul, o excesso de precipitação reduz os dias disponíveis para entrar na lavoura. Já no Centro-Oeste e em áreas ao norte da região, a irregularidade e a escassez de chuvas podem encurtar a janela para aproveitar a umidade do solo.

“Não dá para controlar o clima, mas dá para controlar uma série de fatores que também influenciam na produtividade. A tecnologia entrega ao produtor a régua para medir, ajustar e decidir mais rápido, e isso pesa justamente nos anos em que o tempo não coopera”, afirma Rosiéli Mika Bonette, gerente de Marketing de Produto da PTx Trimble na América Latina.

Dados ajudam a tomar decisões no campo

Em anos de maior instabilidade climática, dados agrícolas ganham importância na tomada de decisão. Mapas de produtividade, análises de solo, monitoramento de operações e sensores embarcados podem deixar de ser apenas registros históricos e passar a orientar decisões em tempo real.

Essas informações podem apoiar desde a definição da população de sementes até a priorização de aplicações e o direcionamento de investimentos para áreas com maior potencial de retorno. A integração dos dados em plataformas de gestão agrícola também permite acompanhar a evolução da safra e antecipar ajustes conforme mudam as condições do tempo.

Entre as tecnologias utilizadas na rotina de parte dos produtores brasileiros estão o piloto automático, para direcionamento de alta precisão, e os sistemas vSet e vDrive, da PTx, voltados à distribuição e ao acionamento individual das linhas da plantadeira.

Tecnologia no plantio e na aplicação

No plantio, o sistema Delta Force mede a resistência do solo e ajusta individualmente a força (downforce) exercida em cada linha. Segundo análise da PTx, o manejo incorreto pode resultar em perdas de até 17 sacas por hectare. Em condições climáticas adversas, a uniformidade da germinação é um dos fatores que podem influenciar o resultado da lavoura.

Nas aplicações, o avanço do El Niño pode aumentar a pressão de pragas e reduzir as janelas disponíveis para a operação. Nesse cenário, o sistema de recirculação ReClaim agiliza a limpeza, o enxágue e o preenchimento da barra do pulverizador, reduzindo o tempo de parada da máquina.

Combinado ao Symphony Nozzle, que realiza o controle individual dos bicos por meio do sistema PWM (Pulse Width Modulation), o conjunto permite padronizar o tamanho das gotas, desligar bicos individualmente e compensar a aplicação em curvas.

Gestão de dados amplia controle sobre a operação

A gestão de dados também ganha relevância em períodos com janelas mais curtas de plantio e colheita. A plataforma FarmENGAGE, da PTx Trimble, permite reunir informações de máquinas de diferentes marcas e modelos.

Já o Panorama, da Precision Planting, leva para o celular ou computador do produtor informações que antes ficavam disponíveis apenas na cabine da máquina, por meio do monitor 2020.

Tecnologias podem ganhar espaço em anos de clima adverso

A maior instabilidade climática também pode acelerar a adoção de tecnologias ainda pouco utilizadas em determinadas regiões e culturas. Um exemplo é o manejo de águas, já empregado na cultura do arroz no Sul, que pode ser ampliado para outros cultivos em áreas historicamente afetadas pelo excesso de chuvas.

Também ganham espaço decisões agronômicas baseadas em mapas de taxa variável, tanto para sementes quanto para insumos, além da escolha de variedades e populações de plantas mais adequadas às características de cada ambiente.

Em um cenário de necessidade de tecnologia e restrição de recursos, o retrofit de máquinas agrícolas aparece como alternativa à renovação do parque. A solução permite incorporar tecnologia embarcada a equipamentos usados sem a necessidade de substituí-los integralmente.

Agricultura de precisão ajuda a reduzir impactos do clima

Embora o produtor não possa interferir em fenômenos climáticos como o El Niño, ferramentas de agricultura de precisão permitem atuar sobre fatores que estão sob seu controle. O monitoramento das operações e o ajuste de máquinas e insumos podem contribuir para reduzir variabilidades e melhorar a eficiência da lavoura em condições adversas.

“O produtor não decide se vai chover mais ou menos. Mas decide como vai plantar, quanto vai aplicar e onde vai investir. É nesse espaço que a tecnologia entra — transformando dado bruto em decisão, e decisão em resultado no fim da safra”, finaliza Rosiéli.

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El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27
Mercado

El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27

Por Redação 08/09/2026
Escrito por Redação

El Niño aumenta atenção sobre manejo do café para a safra 2026/27

Depois de uma safra marcada por oscilações no mercado e por chuvas que dificultaram a colheita e a secagem dos grãos, a cafeicultura brasileira volta as atenções para a safra 2026/27. A possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade aumenta a preocupação com as condições climáticas, principalmente nas áreas de sequeiro, mais vulneráveis à irregularidade das precipitações e às temperaturas elevadas. Em um cenário de preços ainda atrativos, preservar o potencial produtivo e a qualidade do café ganha importância para o produtor.

Segundo o pesquisador Ricardo Teixeira, os preços do café vêm apresentando volatilidade, alternando períodos de alta e baixa, mas permanecem em níveis considerados atrativos ao cafeicultor. Para a atual temporada, a expectativa é de uma safra superior a 66 milhões de sacas de 60 kg, o que desloca parte da atenção para a capacidade de manter a qualidade do produto diante das condições climáticas que vêm se apresentando.

É o caso, por exemplo, das chuvas registradas em junho e julho, que já prejudicaram a colheita e a secagem, especialmente do café arábica produzido em Minas Gerais e São Paulo, com reflexos também sobre a qualidade da bebida.

“Os preços ainda são considerados bons, mas com uma safra que aponta maiores preocupações relacionadas à qualidade do café do que propriamente à quantidade produzida. Para o mercado futuro de longo prazo, no entanto, ainda existem muitas incertezas”, avalia Teixeira.

O especialista reforça ainda que o clima está entre os fatores que mais ameaçam a produtividade do cafeeiro justamente por ser aquele sobre o qual o produtor tem menor capacidade de intervenção. Diferentemente da genética, dos tratos culturais e da nutrição, que podem ser planejados e manejados ao longo do ciclo, as condições climáticas exigem que a planta esteja preparada para enfrentar períodos de estresse durante todo o ano.

“Hoje, entre os grandes fatores, as alterações climáticas representam aquele no qual temos a possibilidade de sofrer as maiores perdas e, ao mesmo tempo, temos menor capacidade de intervenção. Dessa forma, é necessário preparar as lavouras não apenas durante a florada, formação dos frutos ou enchimento dos grãos, mas ao longo dos 12 meses do ano”, explica.

El Niño coloca próxima safra no radar

Para a safra 2026/27, o comportamento climático passa a ser um dos principais pontos de atenção. A cafeicultura de sequeiro permanece especialmente vulnerável à má distribuição das chuvas. A irrigação reduz essa exposição, mas não elimina completamente os efeitos de condições climáticas adversas.

Caso se confirme um El Niño de forte intensidade, semelhante ao fenômeno observado entre 2023 e 2024, a expectativa é de maior pressão sobre a produção de café. Atualmente, a produtividade média brasileira está próxima de 30 sacas beneficiadas por hectare. “Se isso realmente acontecer de maneira mais intensa, podemos observar uma queda considerável de produtividade dos grãos em comparação à última safra”, afirma Teixeira.

O risco não está restrito à disponibilidade de água. Déficit hídrico, chuvas irregulares, temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar podem interferir em diferentes etapas do ciclo do cafeeiro, desde a florada e o pegamento das flores até a formação e o enchimento dos grãos. Segundo o especialista, a falta de água compromete a absorção e o transporte de nutrientes e reduz a capacidade da planta de produzir energia por meio da fotossíntese.

Já temperaturas muito elevadas podem levar ao fechamento dos estômatos por períodos mais prolongados, impactando a transpiração e dificultando a termorregulação do cafeeiro.

“O fechamento desses estômatos reduz a capacidade da planta de transpirar. A diminuição da transpiração eleva a temperatura interna do cafeeiro, dificultando a formação de diversas substâncias diretamente relacionadas não apenas à produtividade, mas também às características que determinam a qualidade da bebida”, explica.

Diante desse cenário, a preparação da lavoura precisa ocorrer durante todo o ano, e não apenas quando uma condição de estresse já está instalada. Para Teixeira, além da irrigação, quando tecnicamente e economicamente viável, a manutenção da saúde do solo e uma estratégia nutricional adequada são fundamentais para ampliar a capacidade de resposta da planta.

“Entre os principais investimentos que podem ser recomendados aos produtores estão, quando possível, a irrigação e a adoção de um manejo voltado ao fortalecimento da planta diante das adversidades climáticas”, destaca.

É nesse contexto que a Agroallianz posiciona seu portfólio para a cafeicultura, com soluções voltadas ao manejo e à preparação das plantas para enfrentar condições de estresse ao longo do ciclo.

“ O melhor entendimento dos fatores ambientais que podem ser limitantes de produtividade, atesta a necessidade de adoção do uso de tecnologias que permitem as plantas suportar estas influências negativa, durante o ciclo produtivo, preservando parte do seu potencial produtivo e rentabilidade ao produtor” destaca Renato Menezes, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Técnico da Agroallianz.

 

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ExpointerMercado

Expointer registra R$ 6,2 bi em negócios, com crescimento de 40%

Por Redação 08/09/2026
Escrito por Redação
Expointer registra R$ 6,2 bi em negócios, com crescimento de 40%

Somente neste domingo (6/9), último dia de feira, foram 144.516 visitantes – Foto: Mauro Nasscimento/Secom

A 49ª Expointer, que terminou neste domingo (6/9) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, registrou R$ 6,2 bilhões em negócios e recebeu mais de 900 mil visitantes ao longo dos nove dias de feira. Um dos destaques de vendas foi do setor de máquinas e implementos agrícolas, que faturou R$ 5,46 bilhões. A feira também registrou R$ 14,4 milhões de comercialização do Pavilhão da Agricultura Familiar.

O balanço geral do evento foi apresentado em coletiva de imprensa realizada no auditório do governo do Estado, no Pavilhão Internacional, com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, e do secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, além de outras autoridades e dos copromotores da feira.

Agricultura familiar

O Pavilhão da Agricultura Familiar continua sendo um dos queridinhos da feira, registrando R$ 14.4010.946,85 em vendas. O espaço contou com a presença de 509 empreendimentos expositores, com maior participação das agroindústrias.

Ao todo, foram registrados 7.926 exemplares de animais inscritos nas competições e exposições — entre rústicos e de argola. As vendas alcançaram R$ 21.985.745,00 entre as diferentes raças.

O setor automobilístico fechou com um volume de R$ 668.757.000,00 em negócios. Já o setor de Máquinas e Implementos Agrícolas registrou R$ 5.461.320.583,60 em vendas. E o do artesanato contabilizou R$ 2.111.374,50 em itens comercializados.

Expointer 2027 já tem data marcada

A próxima edição da feira será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Intenções de compras caíram 25% na Expointer em relação ao ano passado

Por Redação 08/09/2026
Escrito por Redação

Intenções de compras caíram 25% na Expointer em relação ao ano passado

A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMIA/Abimaq) divulgou nota, nesta terça-feira (8), com um balanço dos resultados de seus associados que participaram da da Expointer.

De acordo com o levantamento realizado pela entidade, as intenções de compras caíram em relação à edição do ano passado em 25%. Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da CSMIA, o resultado é semelhante ao atual momento do mercado. O boletim estatístico da entidade aponta queda do faturamento no mercado interno de 26% no período Janeiro a Julho de 2026 quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo a nota, “o mercado atual está bastante desafiador e a Expointer reforçou a tendência atual”.

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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027

Por Redação 04/09/2026
Escrito por Redação

Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027

Produtores rurais e empresários do agronegócio já podem consultar o Guia de Financiamentos ao Setor Agrícola, elaborado pelo Departamento de Financiamentos da Abimaq. O material reúne as principais informações sobre as linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027, além de apresentar condições oferecidas por instituições financeiras parceiras para a aquisição de máquinas, equipamentos e tecnologias.

O guia foi desenvolvido para facilitar o acesso às opções de financiamento disponíveis, auxiliando produtores e empresas na identificação das alternativas de crédito mais adequadas para investir em modernização, ampliação da capacidade produtiva e renovação do parque de máquinas.

Com linguagem objetiva e conteúdo prático, a publicação apresenta um panorama das principais linhas de financiamento disponíveis para o setor agrícola e pode ser acessada clicando aqui. 

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Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho
Mercado

Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho

Por Redação 04/09/2026
Escrito por Redação

Agropecuária gera 12,5 mil empregos formais em julho

A economia brasileira criou 58.568 empregos formais em julho de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram 2,26 milhões de admissões e 2,20 milhões de desligamentos no mês.

O estoque de empregos formais chegou a 48,1 milhões de trabalhadores, alta de 0,12% em relação a junho. Apesar do resultado positivo em julho, o ritmo de geração de vagas desacelerou no acumulado de 12 meses. De agosto de 2025 a julho de 2026, foram criados 880,7 mil postos, 42,7% menos que os 1,5 milhão registrados nos 12 meses anteriores.

Serviços liderou a geração de empregos em julho, com 24.098 novas vagas. Na sequência aparecem Construção, com 12.691 postos, Agropecuária, com 12.523, e Indústria, com 11.315. O Comércio foi o único setor a registrar fechamento de vagas, com saldo negativo de 2.056 empregos no mês.

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Pavilhão da Agricultura Familiar movimenta R$ 5,8 milhões nos cinco primeiros dias da Expointer
Expointer

Pavilhão da Agricultura Familiar movimenta já R$ 5,8 milhões na Expointer

Por Redação 04/09/2026
Escrito por Redação

Pavilhão da Agricultura Familiar movimenta R$ 5,8 milhões nos cinco primeiros dias da Expointer

O Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer já movimentou R$ 5,8 milhões nos cinco primeiros dias da feira, considerando as vendas de produtos das agroindústrias familiares, artesanato, plantas, mudas, flores e cozinhas. O valor foi divulgado durante a abertura oficial do espaço, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Nesta edição, o pavilhão reúne 509 expositores de 216 municípios gaúchos, sendo 400 agroindústrias familiares, 74 empreendimentos de artesanato, 28 de plantas, mudas e flores e sete cozinhas.

O espaço também reúne 265 jovens e 179 mulheres à frente dos empreendimentos. Entre os expositores de artesanato, há oito empreendimentos indígenas e três quilombolas. Ao todo, 69 participantes possuem certificação orgânica.

A estrutura deve gerar mais de 1,5 mil empregos durante os nove dias da Expointer. Para o governador Eduardo Leite, o pavilhão amplia a visibilidade dos produtos da agricultura familiar e abre oportunidades de mercado para produtores de diferentes regiões do Estado.

A Expointer segue até o fim da semana no Parque de Exposições Assis Brasil.

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EmpresasTecnologia

Inteligência artificial acelera desenvolvimento de máquinas agrícolas

Por Redação 03/09/2026
Escrito por Redação

Inteligência artificial acelera desenvolvimento de máquinas agrícolas

A inteligência artificial está mudando uma etapa pouco conhecida da agricultura: o desenvolvimento das máquinas que chegam às lavouras. Utilizada por equipes de engenharia para analisar dados, realizar simulações e avaliar diferentes alternativas de projeto, a tecnologia vem ajudando fabricantes a acelerar a criação de tratores, pulverizadores, colheitadeiras e plantadeiras.

Na AGCO, responsável por marcas como Massey Ferguson, Valtra e Fendt, a inteligência artificial passou a fazer parte do processo de desenvolvimento de novos produtos, ao lado de ferramentas digitais já utilizadas pela engenharia. O objetivo é tornar mais ágil a avaliação de soluções e ampliar a capacidade de testar cenários antes mesmo da construção dos primeiros protótipos.

Segundo Paulo Vilela, diretor de Engenharia da AGCO, estudos recentes realizados em ambientes de engenharia e desenvolvimento de software indicam ganhos de produtividade entre 20% e 40% em atividades de análise, simulação e desenvolvimento assistidas por inteligência artificial. Na engenharia de máquinas agrícolas, a tecnologia permite avaliar mais alternativas de projeto, acelerar simulações e antecipar a identificação de potenciais problemas ainda nas fases virtuais do desenvolvimento, reduzindo o tempo necessário para transformar conceitos em soluções para o campo.

Embora a tecnologia esteja ganhando espaço, desenvolver uma nova máquina agrícola continua sendo um trabalho complexo. Um projeto pode levar de três a quatro anos até chegar ao mercado e mobilizar mais de 300 engenheiros, além de especialistas de áreas como manufatura, qualidade, validação, compras, marketing e atendimento ao cliente.

“O desenvolvimento de uma máquina começa muito antes da fase de produção. Ouvimos produtores, estudamos as necessidades das diferentes operações agrícolas e avaliamos diversas possibilidades técnicas até chegar à solução final”, afirma Paulo Vilela.

Grande parte desse trabalho acontece atualmente em ambientes virtuais. Antes que qualquer componente seja fabricado, engenheiros utilizam modelos digitais para avaliar o comportamento de estruturas, sistemas e componentes em diferentes condições de operação. A inteligência artificial complementa esse processo ao permitir análises mais rápidas de grandes volumes de informações, apoiando decisões ao longo do desenvolvimento.

A participação dos produtores rurais também é fundamental. As equipes coletam informações diretamente no campo para entender desafios enfrentados pelos operadores e identificar oportunidades de melhoria. Essas contribuições ajudam a transformar necessidades práticas em características que serão incorporadas aos novos equipamentos.

Depois das etapas virtuais, começam os testes físicos. Os protótipos passam por avaliações em laboratório e em condições reais de trabalho para verificar desempenho, durabilidade e confiabilidade. Os ensaios reproduzem situações encontradas em diferentes regiões agrícolas do Brasil, considerando fatores como clima, relevo, tipos de solo, poeira, umidade e intensidade de uso.

Em alguns projetos, a validação acumula milhares de horas de operação. Durante os testes, sensores instalados nos equipamentos registram continuamente informações sobre o funcionamento das máquinas. Os dados coletados retornam para as equipes de engenharia, que utilizam essas informações para aperfeiçoar componentes, sistemas eletrônicos e softwares embarcados.

Vale destacar que a inteligência artificial também está presente nas próprias máquinas. Recursos de conectividade, sensores, processamento de imagens e automação permitem que os equipamentos interpretem informações em tempo real e executem operações com maior precisão. O desenvolvimento dessas tecnologias faz parte de uma série de pesquisas voltadas para aumentar a eficiência das atividades agrícolas.

O Brasil ocupa posição estratégica nesse processo. A AGCO mantém centros de pesquisa e desenvolvimento em Mogi das Cruzes (SP), Canoas (RS) e Ibirubá (RS), responsáveis pela criação e validação de tecnologias para tratores, pulverizadores, colheitadeiras, plantadeiras e motores. Alguns projetos concebidos por equipes brasileiras são produzidos e comercializados globalmente.

“A adoção da inteligência artificial no desenvolvimento de máquinas agrícolas acompanha um movimento observado em diversos setores da indústria. No agronegócio, a tecnologia vem contribuindo para acelerar análises, ampliar a capacidade de testes e apoiar a criação de equipamentos preparados para os desafios de uma agricultura que exige produtividade, precisão e eficiência operacional”, finaliza Vilela.

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Expointer

Armac leva locação de curto prazo à Expointer e reforça oferta de máquinas no RS

Por Redação 03/09/2026
Escrito por Redação

Armac leva locação de curto prazo à Expointer e  reforça oferta de máquinas no RS

A Armac, empresa nacional de locação, participa da Expointer com uma estratégia voltada à ampliação das locações de curto prazo no Rio Grande do Sul. A companhia mantém mais de 100 máquinas disponíveis em sua unidade de Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre, que podem ser contratadas por períodos a partir de três diárias.

Além dos contratos mensais, a Armac passa a oferecer períodos curtos de locação de 3, 7, 14 ou 21 diárias, buscando ampliar o acesso entre públicos que precisam de máquinas para demandas específicas, mas não necessariamente durante todo o ano. Entre os principais públicos estão pequenos e médios produtores rurais, prestadores de serviços e empresas envolvidas em obras de menor porte.

“Há uma série de atividades dentro de uma propriedade rural que exige uma máquina por poucos dias, seja para manutenção de acessos, movimentação de terra, drenagem ou uma intervenção específica. Queremos mostrar que a locação também pode fazer sentido para esse tipo de demanda e para operações de menor porte”, afirma Leandro Pereira, gerente regional de Locação da Armac.

Na Expointer, a Armac terá um estande de 150 m² e levará quatro equipamentos para exposição: uma escavadeira XCMG XE150BR, uma miniescavadeira CAT, uma minicarregadeira CAT 226B3 e uma retroescavadeira JCB 3CX. A seleção reforça o foco em máquinas compactas e de menor porte, que podem ser empregadas tanto em propriedades rurais quanto em serviços de construção e infraestrutura.

Operação no estado

A participação na Expointer também faz parte da estratégia da Armac de ampliar sua presença comercial no Rio Grande do Sul e tornar mais conhecida a estrutura que a companhia mantém em Nova Santa Rita. A unidade funciona como ponto de atendimento no Estado, reunindo estoque, equipe comercial e suporte para locação e comercialização de máquinas seminovas.

“Para o produtor que precisa de uma máquina para uma atividade pontual, a locação por períodos mais curtos é uma alternativa para acessar o equipamento pelo período da demanda, sem ter de mobilizar capital na compra de uma máquina que não será utilizada continuamente”, acrescenta Pereira.

Além da locação, a venda de máquinas seminovas será outro foco da Armac durante a feira. Os equipamentos comercializados são provenientes da própria operação da companhia e contam com histórico conhecido de uso e manutenção. A oferta atende produtores, prestadores de serviços e empresas que pretendem incorporar máquinas à própria frota.

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