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Tecnologia

Tecnologia rastreia produtos agro e apoia acesso a mercados internacionais

Por Redação 03/11/2026
Escrito por Redação

Tecnologia rastreia produtos do agro e apoia acesso a mercados internacionais

Uma tecnologia digital para a rastreabilidade de produtos agropecuários permite conectar, desde a origem até o mercado, as cadeias de soja, café e carne bovina. Disponível no formato de API (Interface de Programação de Aplicações, em inglês), a Embrapa Trace é uma ferramenta tecnológica desenvolvida para comprovar a conformidade agroambiental e sanitária do agronegócio, o que garante o acesso de produtos brasileiros a mercados estratégicos e a competitividade das exportações.

A Embrapa Trace se integra a outras soluções estratégicas desenvolvidas pela pesquisa pública brasileira. A tecnologia utiliza as informações do TerraClass, projeto da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que fornece dados atualizados sobre a dinâmica da cobertura e o uso da terra na Amazônia e no Cerrado. Além disso, conecta-se ao ElegiAgro, sistema desenvolvido pela Empresa que automatiza a análise de elegibilidade agroambiental ao cruzar bases cadastrais, fundiárias e geoespaciais para comprovar a conformidade da produção.

“Trata-se de um conjunto de critérios de rastreabilidade por cadeia produtiva, que se conecta ao ElegiAgro e ao TerraClass, outras soluções da Embrapa, para garantir a conformidade agroambiental e a integridade das informações de uso e de cobertura da terra. A Embrapa Trace padroniza informações autodeclaradas, valida e integra certificações existentes, consolidando evidências de sustentabilidade e rastreabilidade em um parecer único de conformidade, como um passaporte digital do produto”, explica Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP).

Essa solução atende a exigências internacionais, como o Regulamento da União Europeia sobre Desmatamento (EUDR) e o controle de antimicrobianos na produção animal. Com a tecnologia, cada etapa da produção pode ser rastreada isoladamente, permitindo a incorporação de atividades ainda não certificadas e a construção de novos protocolos e modelos de controle, de modo a assegurar o cumprimento dos requisitos.

A crescente exigência dos mercados internacionais por produtos agrícolas associados a práticas sustentáveis impõe ao Brasil o desafio de aprimorar seus sistemas de monitoramento, avaliação e rastreabilidade da produção. A combinação de dados geoespaciais, inteligência artificial, critérios objetivos de elegibilidade e protocolos de rastreabilidade pode conferir transparência, verificabilidade e credibilidade à produção brasileira. Isso fortalece a imagem do País como fornecedor de alimentos e de produtos agropecuários sustentáveis e com preparo para atender às novas exigências do comércio internacional.

As regulamentações internacionais estabelecem novos padrões para a comercialização de commodities, exigindo que produtos como soja, café e carne sejam associados a informações confiáveis sobre sua origem e demonstrem conformidade com critérios ambientais e legais definidos pelo mercado consumidor.

“Nesse contexto, a adequação da agropecuária brasileira deve ser compreendida não apenas como uma exigência de acesso a mercados, mas como uma oportunidade estratégica para conferir maior transparência, credibilidade e valor à produção nacional”, aponta o pesquisador.

O potencial da tecnologia para fortalecer a rastreabilidade na agropecuária é destacado por Luiza Kreimeier, assessora técnica do Conselho Nacional do Café (CNC), “especialmente na cadeia do café, ao facilitar a integração de informações, reduzir o retrabalho e apoiar a demonstração da origem e das condições de produção”, afirma.

Ela explica que o CNC acompanha as exigências dos mercados e incentiva as cooperativas a testar diferentes soluções, identificar melhorias e avaliar sua adequação às rotinas das equipes e aos sistemas já utilizados, facilitando a operação interna. “A oferta de tecnologias gratuitas e validadas por instituições oficiais faz diferença, pois pode reduzir custos que hoje pesam sobre as cooperativas e acabam sendo repassados ao produtor”, avalia.

Plataforma AB+S

A tecnologia estará disponível como parte integrante da Plataforma AgroBrasil Mais Sustentável (AB+S) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a plataforma oficial do governo brasileiro para a Europa e outros mercados, e ainda pode ser acessada via plataforma AgroAPI. Os relatórios de conformidade gerados por etapa de produção são acessíveis via tokenização (QR Code) e oferecem fundamentação técnica para o País negociar a abertura de mercados ou contestar barreiras comerciais.

Para a coordenadora da AB+S, Lara Line de Souza, do Mapa, “a complementaridade entre as soluções possibilita maior integração, consistência e robustez das informações, considerando que a AB+S realiza a avaliação da qualificação socioambiental dos estabelecimentos rurais frente aos requisitos legais e de mercado, enquanto a Embrapa Trace disponibiliza informações relacionadas à rastreabilidade da produção”.

A ferramenta ainda permite ao Brasil manter o controle nacional sobre os dados da sua produção agropecuária, com o uso de tecnologia de ponta para criar trilhas de auditoria imutáveis por meio de tokens digitais, o que garante segurança da informação e certificação digital. Em breve novas cadeias serão incorporadas, como cacau, madeira, borracha, frango de corte, suínos e pescados da pesca industrial (atum) e da aquicultura (tilápia).

“Em um contexto de crescente demanda por transparência nas cadeias produtivas, ferramentas de rastreabilidade ganham protagonismo ao permitir que informações sobre origem, conformidade ambiental e critérios sociais acompanhem o produto ao longo de toda a cadeia. Nesse cenário, soluções tecnológicas de rastreabilidade, como a Embrapa Trace, surgem como instrumentos complementares aos esforços já conduzidos pelo governo brasileiro por meio da plataforma AB+S”, aponta Eduardo Chikusa, chefe da Divisão de Comércio Internacional do Itamaraty, do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O diplomata explica que, enquanto a AB+S reúne e integra informações sobre requisitos socioambientais oriundos de bases oficiais, a rastreabilidade contribui para conectar essas informações aos fluxos produtivos e logísticos. Isso amplia a capacidade de demonstrar, de forma transparente e verificável, o atendimento aos requisitos exigidos pelos compradores internacionais. Assim, é “a ponte que conecta a sustentabilidade praticada no campo à confiança exigida pelos mercados globais”, pondera Chikusa.

Os protocolos de rastreabilidade digital, que promovem adequação às exigências internacionais, padronização de dados e interoperabilidade, são a base da Embrapa Trace. Eles possibilitam o acompanhamento da origem, movimentação, consolidação e transformação dos lotes.

Os dados primários de produção são fornecidos pelos agricultores para os operadores (indústrias, frigoríficos, esmagadoras e cooperativas), que utilizam a Embrapa Trace para validar o processo. As empresas comercializadoras (traders) registram os dados de origem e destino para que organismos independentes, como certificadoras e verificadoras, atestem a conformidade dos produtos.

O processo começa com o cadastramento da propriedade, dos produtores e das áreas de produção, seguido pelo monitoramento das práticas agrícolas e da conformidade agroambiental durante o ciclo produtivo. Engloba o registro da origem, volume e data da produção, assegurando a não contaminação por áreas não conformes. Na etapa de pós-produção e logística, há o controle do transporte e armazenamento, mantendo a segregação e a identidade do produto. No processo de transformação, inclui-se o rastreio em unidades de processamento, com controle de balanço de massa (produção vegetal) e lotes consolidados (produção animal). Tudo isso garante a rastreabilidade completa do campo ao destino.

A união das tecnologias Embrapa Trace com TerraClass e ElegiAgro permite a incorporação de monitoramento territorial, avaliação de elegibilidade e rastreabilidade a uma infraestrutura tecnológica essencial para a inserção competitiva da agropecuária brasileira nos mercados mais exigentes.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Stanley Oliveira, “em vez de responder individualmente às exigências de cada comprador ou regulamentação, essa abordagem permite estruturar uma base nacional de informações confiáveis sobre a produção sustentável, o que reduz custos de conformidade, evita duplicidade de esforços e proporciona mais segurança aos produtores, às empresas, ao governo e aos mercados consumidores”.

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03/11/2026 0 Comentários
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Exportações do agro brasileiro para União Europeia cresce 14,8% em seis meses
Mercado

Exportações do agro brasileiro para União Europeia cresce 14,8% em seis meses

Por Redação 03/11/2026
Escrito por Redação

O Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia completou seis meses de aplicação provisória no último domingo. Nos primeiros cinco meses de vigência, as exportações do agronegócio brasileiro para o bloco europeu cresceram 14,8% em valor, na comparação com o mesmo período de 2025, e alcançaram US$ 12,21 bilhões, segundo dados do sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Entre maio e setembro de 2026, o Brasil exportou 17,74 milhões de toneladas de produtos agropecuários e agroindustriais para os 27 países da União, volume 8,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando foram embarcadas 16,42 milhões de toneladas.

O resultado foi impulsionado pelo desempenho de diferentes segmentos, como o complexo soja, as carnes, os produtos apícolas e as frutas. O período também marca o início do aproveitamento das preferências tarifárias previstas no acordo comercial para determinados produtos brasileiros.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, os resultados refletem a competitividade e a capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências dos mercados internacionais. “O crescimento expressivo e a diversidade das exportações para a União Europeia demonstram a competitividade do agronegócio brasileiro, a nossa disposição ao diálogo e a presença cada vez mais forte do setor produtivo no mercado internacional. O Brasil demonstra, mais uma vez, que sua competitividade se sustenta não apenas no volume que produz, mas, sobretudo, na qualidade, na segurança e no atendimento aos mais rigorosos padrões exigidos pelos mercados consumidores”, afirmou o ministro.

Setores em destaque

Entre os segmentos que mais cresceram em valor, destacam-se os produtos apícolas, principalmente o mel, com alta de 367%, e os produtos oleaginosos, exceto soja, que avançaram 161%. As exportações de carnes cresceram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil para 272 mil toneladas.

Também registraram expansão o complexo soja, com aumento de 34,2% em valor; os produtos florestais, com 23%; as frutas, incluindo nozes e castanhas, com 15%; e os demais produtos de origem animal, com 55,5%.

O complexo soja, que reúne grãos, farelo e óleo, permaneceu como o principal segmento das exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia. As vendas passaram de US$ 3,12 bilhões, entre maio e setembro de 2025, para US$ 4,19 bilhões no mesmo período de 2026, crescimento de 34,2% em valor e de 20,5% em volume.

A soja em grãos registrou aumento de 49% em valor e de 35,1% em volume. Já as exportações de farelo de soja cresceram 22,5% em valor e 10,6% em volume.

Os produtos florestais também ampliaram a receita, de US$ 1,20 bilhão para US$ 1,48 bilhão, alta de 23%. O volume exportado aumentou 2,6%. No segmento de frutas, incluindo nozes e castanhas, as vendas passaram de US$ 274 milhões para US$ 315 milhões, crescimento de 15% em valor e 2% em volume.

Abacate, óleo de milho e cafés se destacam

Entre os produtos individuais, o abacate apresentou a maior expansão percentual em valor entre os itens selecionados. As exportações passaram de US$ 3,81 milhões para US$ 19,87 milhões, aumento de 421,2%. O volume embarcado cresceu 433,7%.

O óleo de milho bruto também registrou avanço expressivo. As vendas aumentaram de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões, alta de 266,3% em valor e de 205,8% em volume.

Outras frutas também ampliaram sua participação no mercado europeu. s exportações de manga cresceram 31,2% em valor e 23,6% em volume, enquanto as de maçã avançaram 28,8% em valor e 33,7% em volume.

No setor cafeeiro, as vendas de café torrado cresceram 91,6% em valor e 116,5% em volume. As exportações de café solúvel aumentaram 19% em valor e 38,2% em volume.

Preferências tarifárias

Desde 1º de maio de 2026, o acordo comercial prevê reduções tarifárias para produtos agropecuários brasileiros, conforme os cronogramas negociados entre as partes. Entre os itens que já contam com benefícios estão o café torrado, o café solúvel e o abacate.

Para o café torrado e o café solúvel, a redução tarifária será gradual, com eliminação prevista para 2030. No caso do abacate, o primeiro corte correspondeu a 20% da tarifa-base, com liberalização completa também prevista para 2030.

O acordo prevê ainda condições de acesso ao mercado europeu para outros produtos relevantes da pauta agropecuária brasileira, como carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Em alguns casos, os benefícios estão associados a cotas de importação, com volumes e condições específicos para cada produto.

A implementação das reduções tarifárias será gradual para diferentes setores. Por isso, os resultados dos primeiros meses representam uma etapa inicial do aproveitamento das condições comerciais negociadas.

Saldo comercial

As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais provenientes da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, alta de 3,3% em relação aos US$ 1,62 bilhão registrados no mesmo período de 2025. Em volume, as compras passaram de 578,6 mil para 617,9 mil toneladas, crescimento de 6,8%.

Entre os principais itens importados estão produtos oleaginosos, exceto soja, bebidas, produtos florestais, outros produtos de origem vegetal, hortícolas e cereais e farinhas. Os maiores crescimentos percentuais foram registrados nas importações de sucos (41,1%), pescados (33,8%), frutas (29,2%), chá, mate e especiarias (28,1%) e produtos florestais (14,3%).

Mesmo com o aumento das importações, o saldo comercial do agronegócio brasileiro com a União Europeia permaneceu superavitário. O superávit passou de US$ 9,01 bilhões, entre maio e setembro de 2025, para US$ 10,54 bilhões no mesmo período de 2026, crescimento de 17%.

Além das condições tarifárias, o acesso ao mercado europeu exige atenção às normas sanitárias, ambientais e de rastreabilidade. A adequação a esses requisitos é especialmente relevante para cadeias como soja, carnes, café e madeira.

Nesse contexto, a certificação e a rastreabilidade são instrumentos importantes para demonstrar a conformidade dos produtos com as exigências dos compradores e da legislação europeia. O acompanhamento das regras ambientais do bloco, incluindo o Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), também integra os desafios para a manutenção e a ampliação das exportações.

A Plataforma Agro Brasil + Sustentável (AB+S), por sua vez, passou, em 2026, a apoiar a inserção da produção brasileira em mercados que adotam requisitos socioambientais. Em setembro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a Resolução CEC nº 17, que estabelece o Relatório de Análise Socioambiental para Operações de Exportação (RASOE), emitido pela plataforma. O documento reúne informações oficiais sobre aspectos ambientais, sociais e de regularidade das propriedades rurais e permite ao produtor ou exportador demonstrar o cumprimento da legislação brasileira, contribuindo para atender às exigências dos mercados internacionais.

O Mapa atua em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o setor privado e a rede de adidos agrícolas brasileiros no exterior para ampliar o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais. O trabalho envolve a negociação de requisitos sanitários e fitossanitários, a identificação de oportunidades comerciais e a promoção dos produtos brasileiros, contribuindo para fortalecer a competitividade do agronegócio.

Perspectivas 

Os resultados de maio a setembro de 2026 indicam crescimento das exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia tanto em valor quanto em volume, além da ampliação do superávit comercial. O desempenho positivo de diferentes segmentos evidencia oportunidades para diversificar a pauta exportadora e ampliar a presença dos produtos nacionais no mercado europeu.

O aproveitamento das condições negociadas dependerá da implementação gradual dos compromissos comerciais, da utilização das preferências tarifárias e do atendimento às exigências sanitárias e ambientais do bloco. O acompanhamento dos fluxos comerciais permitirá avaliar os efeitos do acordo e identificar novas oportunidades para o agronegócio brasileiro.

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03/11/2026 0 Comentários
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Governo reforça que etanol deve ficar fora das negociações entre Brasil e EUA
Mercado

Plano de energia prevê R$ 142 bilhões em investimentos para biocombustíveis até 2036

Por Redação 30/10/2026
Escrito por Redação

Estudo prevê R$ 142 bilhões em investimentos para biocombustíveis até 2036

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram, nesta quinta-feira (29/10), o Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036. O estudo estima investimentos de R$ 142 bilhões no setor entre 2027 e 2036. Segundo as projeções, a oferta brasileira de etanol deve crescer 2,5% ao ano na próxima década, saltando de 41,6 bilhões para 53,1 bilhões de litros, impulsionada pelo etanol de milho, que responderá por 40% desse volume ao final do período. Já a demanda por biodiesel deve alcançar 14,7 bilhões de litros em 2036.

O caderno aprofunda os dados do Relatório Síntese divulgado no início de outubro, detalhando políticas públicas, mercado e acordos internacionais. O documento traz ainda perspectivas para biometano, combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), diesel verde, bioeletricidade da cana, transporte aquaviário e novas tecnologias, como a captura e armazenamento de carbono biogênico (BECCS), hidrogênio de baixo carbono e combustíveis sintéticos.

Etanol hidratado ganha competitividade e etanol de milho avança

O etanol de cana-de-açúcar manterá participação relevante no fim do horizonte, de cerca de 60% da oferta, enquanto o etanol de milho seguirá em expansão, com ampliações e novas unidades que acrescentam, ao todo, 9,6 bilhões de litros de capacidade. Por sua vez, a produção de etanol de segunda geração (E2G) deverá alcançar 600 milhões de litros em 2036.

A demanda total de etanol deverá atingir 50,7 bilhões de litros em 2036, considerando a mistura obrigatória de 30% de etanol anidro na gasolina C. O etanol hidratado ganhará competitividade frente à gasolina, impulsionado pelos sinais do RenovaBio e pelos ganhos de produtividade do setor. O estudo também prevê demanda de cerca de 3 bilhões de litros de etanol para a produção de SAF e para os usos aquaviário e na aviação agropecuária, além de exportações líquidas de 2,4 bilhões de litros.

Expansão do biodiesel e do biometano

A demanda mandatória de biodiesel deverá chegar a 12,7 bilhões de litros em 2036, com o teor obrigatório de 15% no diesel B. Somados os usos voluntários, a demanda total deverá alcançar 14,7 bilhões de litros no fim do horizonte decenal. O caderno inclui ainda uma análise de sensibilidade para misturas entre 13% e 25%, limites mínimo e máximo previstos na Lei do Combustível do Futuro.

No biometano, a meta de descarbonização do setor de gás natural, fixada em 0,5% para 2026, poderá chegar a 10% em 2036, limite previsto na lei. O estudo indica que a capacidade autorizada e em autorização pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) garante o atendimento da demanda mandatória até 2029 e que o alcance da meta em 2036 exigirá cerca de 8,5 milhões de metros cúbicos diários de capacidade adicional.

Combustíveis sustentáveis de aviação e transporte aquaviário

Com o início da fase obrigatória do Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional (CORSIA, sigla em inglês) e das metas do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) em 2027, os projetos de SAF anunciados no País deverão produzir 1,7 bilhão de litros por ano a partir de 2030 e 3,6 bilhões de litros em 2036.

Entre 2027 e 2036, esses projetos atendem, em média, 76% das metas de redução de emissões definidas pelo CORSIA e pelo ProBioQAV. O caderno estima ainda uma produção de 850 milhões de litros de diesel verde em 2036.

No transporte aquaviário, as metas da Organização Marítima Internacional (IMO) e o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Navegação (PNCSN), lançado em abril de 2026, abrem espaço para o biodiesel no curto prazo, e para o etanol, o metanol, a amônia e o hidrogênio no médio e longo prazos.

Inovações e investimentos em biocombustíveis

O estudo destaca o potencial do BECCS no Brasil: a fermentação alcoólica gerou 26,5 milhões de toneladas de CO₂ biogênico de alta pureza em 2025, volume que pode chegar a 38,4 milhões de toneladas em 2036. O caderno também analisa as oportunidades abertas pelo marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono para rotas baseadas em biomassa, biogás e biometano, além das perspectivas para os combustíveis sintéticos.

Os investimentos estimados para o setor somam R$ 142 bilhões entre 2027 e 2036, com destaque para os projetos de SAF e diesel verde (R$ 39,0 bilhões), biometano (R$ 31,1 bilhões), etanol de milho e outros cereais (R$ 25,3 bilhões) e formação de canaviais (R$ 24,1 bilhões).

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30/10/2026 0 Comentários
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Taxa de desemprego cai e atinge menor patamar desde 2012
Mercado

Taxa de desemprego cai e atinge menor patamar desde 2012

Por Redação 30/10/2026
Escrito por Redação

A taxa de desocupação para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada hoje (30), pelo IBGE. O desemprego era de 5,4% no segundo trimestre deste ano e de 5,6% no terceiro trimestre de 2025.

Com esse resultado, são 5,6 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre, queda de 4,0% (menos 234 mil pessoas) em relação ao segundo trimestre. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 6,9% (menos 417 mil pessoas).

A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série iniciada em 2012, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e aumento de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão de pessoas). “Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas”, diz o analista da pesquisa, William Kratochwill.

O contingente de empregadores atingiu o recorde de 4,5 milhões de pessoas ao crescer 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas).

“Empregadores são multiplicadores de trabalho, visto que o fruto do seu empreendimento gera novas oportunidades. Esses, que por muitas vezes foram trabalhadores por conta-própria, conseguiram crescer e ampliar o número de pessoas ocupadas, logo contribuindo também para a redução da desocupação”, analisa William.

Recorde também no número de empregados no setor público (13,2 milhões), que ficou estável no trimestre e cresceu 2,5% no ano (mais 317 mil pessoas).

“O contingente de pessoas trabalhando no setor público com carteira foi consequência do aumento de ocupados na educação como professores, de ensino pré-escolar, fundamental e médio, acrescentando cerca de 45 mil pessoas”, analisa William. Ele diz ainda que a atividade da administração pública e regulação da política econômica e social municipal também contribuiu ao contratar cerca de 30 mil pessoas como escriturários gerais, analistas de sistemas e recepcionistas em geral, entre outros. “Ou seja, a atividade municipal apresentou a maior contribuição do setor público”, sintetiza

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (sem considerar trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, com estabilidade no trimestre e no ano. Empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões), trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) e trabalhadores domésticos (5,4 milhões) também ficaram estáveis no trimestre e no ano.

“Essas estabilidades podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças do pleito eleitoral. Logo, seu rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações”, diz o analista da pesquisa.

Subutilização fica estável em 13%

A taxa composta de subutilização (13,0%) ficou estável frente ao trimestre anterior (12,9%) e teve queda de 0,9 p.p. no ano (13,9%). A população subutilizada (14,8 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,1% no ano (menos 957 mil pessoas). O grupo de subutilizados contempla desocupados e subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, além da população na força de trabalho potencial, formada por quem buscou trabalho, mas não estava disponível; e quem que não buscou trabalho, mas estava disponível (desalentado ou não).

A população subocupada por insuficiência de horas (4,3 milhões) cresceu 5,2% no trimestre (mais 214 mil pessoas) e recuou 5,4% no ano (menos 247 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 0,8% no ano (mais 530 mil pessoas).

Já os desalentados, que desistiram de procurar trabalho, foi de 2,5 milhões de pessoa, aumento 7,5% no trimestre (mais 171 mil pessoas) e queda 6,8% no ano (menos 178 mil pessoas). A proporção de desalentados (2,2%) variou 0,1 p.p. no trimestre (2,1%) e -0,2 p.p. no ano (2,4%).

“Sobre o desalento, a redução em relação ao ano anterior é reflexo da melhoria quantitativa das contratações que temos verificado nos últimos trimestres. Todavia, verificamos aumento em relação ao trimestre encerrado em junho. A pesquisa aponta a dificuldade de as pessoas encontrarem trabalho que entendam ser adequado a ela, e isso se deu principalmente entre aqueles com 40 anos ou mais”, explica William.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).

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30/10/2026 0 Comentários
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Mercado

Venda de máquinas agrícolas cai 15,7% em setembro, aponta Abimaq

Por Redação 29/10/2026
Escrito por Redação

Venda de máquinas agrícolas cai 15,7% em setembro, aponta Abimaq

Clarisse Sousa – A venda de máquinas e implementos agrícolas somou R$ 5,18 bilhões em setembro, uma queda de 15,7% em relação ao mesmo mês de 2025, mas alta de 8,2% na comparação com agosto, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados nesta quarta-feira (28).

No acumulado de janeiro a setembro, a receita líquida do setor chegou a R$ 41,47 bilhões, uma queda de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas no mercado interno totalizaram R$ 4,34 bilhões em setembro, alta de 6% ante agosto e queda de 18,4% na comparação anual. De janeiro a setembro, o faturamento interno somou R$ 34,71 bilhões, retração de 24,8% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Exportações e importações

As exportações de máquinas e implementos agrícolas movimentaram US$ 161,69 milhões em setembro, crescimento de 21,2% em relação a agosto e de 8,4% na comparação com setembro do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, os embarques somaram US$ 1,31 bilhão, alta de 12,1% ante igual período de 2025.

Já as importações totalizaram US$ 91,71 milhões, avanço de 1,6% na comparação mensal e queda de 4,2% em relação a setembro de 2025. De janeiro a setembro, as compras externas somaram US$ 902,60 milhões, recuo de 4% na comparação anual.

Tratores

Segundo os dados da Abimaq, as vendas de tratores ao usuário final chegaram a 3.577 unidades em setembro, alta de 7,6% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2025, porém, o volume recuou 32,5%. No acumulado do ano, as vendas registraram queda de 26% ante o mesmo período do ano passado.

As vendas de fábrica somaram 3.140 tratores, queda de 8,7% em relação a agosto e de 48,4% na comparação anual. Entre janeiro e setembro, o volume recuou 32,5%.

Nas exportações, foram embarcadas 442 unidades em setembro, redução de 9,4% ante agosto e de 12,6% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os embarques caíram 17,7%.

Colheitadeiras

As vendas de colheitadeiras ao usuário final totalizaram 213 unidades em setembro, aumento de 90,2% em relação a agosto. Apesar da recuperação mensal, o volume ficou 24,2% abaixo do registrado em setembro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas recuaram 55,7%.

As vendas de fábrica chegaram a 255 unidades, alta de 80,9% na comparação com agosto e queda de 29,6% em relação a setembro do ano passado. No acumulado do ano, o volume caiu 38%.

As exportações somaram 20 colheitadeiras em setembro, crescimento de 17,6% ante agosto, mas queda de 25,9% na comparação anual. De janeiro a setembro, os embarques registraram alta de 9,6% em relação ao mesmo período de 2025.

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29/10/2026 0 Comentários
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Guia atualizado: 10 dos melhores tratores agrícolas disponíveis no Brasil
Tecnologia

Guia atualizado: 10 dos melhores tratores agrícolas disponíveis no Brasil

Por Redação 28/10/2026
Escrito por Redação

Escolher um trator agrícola exige mais do que comparar potência ou preço. O equipamento precisa atender às condições de trabalho da propriedade, operar com os implementos utilizados na lavoura e oferecer produtividade, conforto, disponibilidade mecânica e custos de manutenção compatíveis com o negócio.

O mercado brasileiro reúne opções para diferentes perfis de produtores, desde tratores estreitos para cafezais e pomares até máquinas de alta potência destinadas a grandes áreas de grãos. Fabricantes como John Deere, Case IH, New Holland, Massey Ferguson, Valtra e Fendt oferecem modelos com diferentes combinações de motores, transmissões, sistemas hidráulicos e tecnologias de agricultura de precisão.

Neste guia, reunimos dez modelos relevantes para diferentes aplicações agrícolas. A seleção considera especificações técnicas divulgadas pelas fabricantes, recursos disponíveis e adequação às necessidades de diferentes perfis de propriedade.

A lista não representa um ranking oficial nem uma classificação definitiva de satisfação dos proprietários. O objetivo é ajudar o produtor a comparar características técnicas e identificar quais máquinas podem atender melhor às suas operações.

10 tratores agrícolas que merecem atenção no mercado brasileiro
1. John Deere 8250R – para operações de alta potência

O John Deere 8250R é uma opção para produtores que precisam de força de tração e recursos de agricultura de precisão em operações de maior escala. O modelo tem potência nominal de 250 cv e reserva de torque de 40%, segundo as informações da fabricante.

John Deere 8250R – para operações de alta potência

A série 8R incorpora soluções voltadas ao monitoramento do desempenho da máquina, à conectividade e ao controle das operações agrícolas. Esses recursos podem contribuir para o gerenciamento de atividades que exigem precisão e longas jornadas de trabalho.

O modelo também permite considerar diferentes configurações de rodados e lastreamento, de acordo com as necessidades de tração e as condições de operação.

Indicação: grandes propriedades, operações de tração pesada e atividades que demandam recursos avançados de agricultura de precisão.

2. Case IH Puma 230 – potência e transmissão automatizada

O Case IH Puma 230 reúne potência nominal de 234 cv, motor de 6,7 litros e transmissão Full-Powershift de 18 marchas à frente e seis à ré, conforme a ficha técnica da fabricante.

Case IH Puma 230 – potência e transmissão automatizada

O modelo foi projetado para operações que exigem força e versatilidade. A transmissão permite realizar mudanças de marcha sem interromper a transmissão de potência da mesma forma que ocorreria em uma transmissão manual convencional, favorecendo a continuidade do trabalho.

A linha Puma também oferece recursos de gerenciamento eletrônico do motor e da transmissão, além de soluções de conectividade e monitoramento das operações, conforme a configuração.

Indicação: produtores de médio e grande porte que buscam um trator para operações de tração, preparo do solo e outras atividades compatíveis com sua configuração.

3. New Holland T8 PLM Intelligence – conectividade e agricultura de precisão

A linha T8 PLM Intelligence, da New Holland, reúne tratores de alta potência voltados a operações agrícolas de grande escala. A gama inclui versões com potências nominais de 265 cv a 411 cv, de acordo com a ficha técnica da fabricante.

New Holland T8 PLM Intelligence

Entre os recursos estão a plataforma de agricultura de precisão PLM Intelligence, o monitor IntelliView 12 e soluções de conectividade e telemetria. A linha também oferece recursos para controle e monitoramento das operações, com foco na integração entre máquina e gestão da propriedade.

A transmissão e as especificações variam conforme a versão escolhida. Por isso, é importante comparar os modelos da linha de acordo com a potência necessária, os implementos utilizados e as características da operação.

Indicação: grandes propriedades que precisam de elevada capacidade operacional, conectividade e controle de operações agrícolas complexas.

4. Fendt 726 Vario Gen7 – transmissão continuamente variável

O Fendt 726 Vario Gen7 é uma alternativa para produtores que priorizam controle de velocidade, tecnologia embarcada e conforto operacional. O modelo tem potência nominal de 260 cv e potência máxima de 271 cv, conforme a ficha técnica da fabricante.

Fendt 726 Vario Gen7 – transmissão continuamente variável

Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável Vario, que permite ajustar a velocidade de deslocamento sem mudanças escalonadas de marcha. A máquina também oferece recursos de agricultura de precisão e soluções voltadas à gestão das operações.

Na avaliação de um trator desse segmento, é importante considerar o custo de aquisição, a compatibilidade com os implementos, a estrutura de assistência técnica disponível e o retorno esperado para a propriedade.

Indicação: produtores que buscam uma máquina de alta tecnologia para operações que exigem controle preciso de velocidade e gerenciamento eletrônico.

5. Valtra T250 CVT – controle de velocidade e capacidade hidráulica

O Valtra T250 CVT é um trator de 250 cv que se destaca pela transmissão continuamente variável e pela capacidade do sistema hidráulico. Segundo a ficha técnica da fabricante, o modelo conta com vazão hidráulica de 190 litros por minuto e capacidade máxima de levante de até 9.950 kg.

Valtra T250 CVT – controle de velocidade e capacidade hidráulica

Essas características são relevantes para propriedades que utilizam implementos de maior demanda hidráulica e precisam combinar força de tração com controle preciso de velocidade.

A transmissão CVT permite ajustar a velocidade de forma contínua, recurso que pode ser útil em operações nas quais a manutenção de um ritmo constante de trabalho é importante.

Indicação: operações que exigem alto desempenho hidráulico, uso de implementos e controle contínuo de velocidade.

6. Massey Ferguson MF 5M.145 – versatilidade para pequenas e médias propriedades

O MF 5M.145 integra a série MF 5M, da Massey Ferguson, destinada a diferentes atividades agrícolas. O modelo entrega potência máxima de 145 cv e torque máximo de 560 Nm a 1.500 rpm, segundo a ficha técnica da fabricante.

Massey Ferguson MF 5M.145 – versatilidade para pequenas e médias propriedades

O motor AGCO Power de quatro cilindros e 4,4 litros trabalha com injeção eletrônica Common Rail. A transmissão pode ser configurada com 12 marchas à frente e 12 à ré ou, opcionalmente, 24 marchas à frente e 24 à ré.

Outro dado importante é a capacidade máxima de levante traseiro, de 5.200 kg. O tanque de combustível tem capacidade para 198 litros. A série também oferece opções de piloto automático e telemetria, conforme a configuração.

Indicação: produtores que precisam de um trator multifuncional para preparo do solo, transporte, plantio e outras operações compatíveis com sua potência e seus implementos.

7. John Deere 7M 230 – desempenho em operações de maior exigência

O John Deere 7M 230 oferece potência nominal de 230 cv e reserva de torque de 33%, de acordo com a fabricante. A linha foi desenvolvida para operações agrícolas que exigem robustez e desempenho em jornadas prolongadas.

produtos agro - Guia atualizado: 10 dos melhores tratores agrícolas disponíveis no Brasil

A família 7M atende produtores que buscam máquinas para atividades de maior porte sem necessariamente avançar para as categorias de potência mais elevadas. Recursos de monitoramento e agricultura de precisão também podem ser considerados na configuração do equipamento.

Na escolha, é importante avaliar a compatibilidade entre a potência do motor, a transmissão, o sistema hidráulico e os implementos que serão utilizados. O dimensionamento correto ajuda a evitar tanto a falta de capacidade quanto o investimento em potência que não será aproveitada.

Indicação: propriedades de médio e grande porte que realizam operações com maior demanda de tração e precisam de um trator versátil.

8. Massey Ferguson MF 4709 – opção para diferentes atividades rurais

O MF 4709 integra a série MF 4700, da Massey Ferguson, voltada a atividades agrícolas que exigem versatilidade e facilidade operacional. O modelo tem potência máxima de 99 cv, motor AGCO Power de três cilindros e capacidade máxima de levante de 3.000 kg, conforme as especificações divulgadas para essa versão.

Massey Ferguson MF 4709 – opção para diferentes atividades rurais

A série oferece opções de transmissão sincronizada e reversor Power Shuttle, conforme a configuração. Esse sistema permite mudar o sentido de deslocamento sem acionar a embreagem, facilitando determinadas operações que exigem manobras frequentes.

Na avaliação do equipamento, vale verificar a versão comercializada na região, os opcionais disponíveis e a compatibilidade com os implementos utilizados na propriedade.

Indicação: pequenas e médias propriedades que precisam de um trator para atividades variadas, como preparo do solo, transporte e trabalhos com implementos compatíveis.

9. Valtra A93F – trator estreito para cafezais e pomares

Nem toda propriedade precisa de um trator de alta potência. Em cultivos organizados em ruas estreitas, como café, uva e citros, a largura do equipamento e o raio de giro podem ser tão importantes quanto a potência do motor.

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O Valtra A93F, da série A3F, entrega 99 cv e foi desenvolvido para operações em espaços reduzidos. A fabricante informa capacidade de levante de 3.135 kg para o modelo.

A linha oferece opções de configuração, incluindo versões com plataforma ou cabine, conforme a disponibilidade. Essas características devem ser avaliadas em conjunto com o espaçamento entre linhas, a topografia da área e os implementos utilizados.

Indicação: cafeicultura, fruticultura e outras atividades que exigem máquinas estreitas e ágeis.

10. New Holland T6.180 Methane Power – alternativa com biometano

O New Holland T6.180 Methane Power se diferencia por utilizar combustível gasoso em vez do diesel convencional. A fabricante apresenta o modelo como um trator comercial movido a metano, desenvolvido para explorar alternativas energéticas na agricultura.

New Holland T6.180 Methane Power – alternativa com biometano

Em sistemas integrados de produção, o aproveitamento de resíduos orgânicos pode fazer parte da estratégia de geração de biometano. Essa possibilidade interessa especialmente a propriedades que avaliam a produção própria de combustível e a integração entre agricultura, pecuária e geração de energia.

A viabilidade, no entanto, depende da estrutura disponível para abastecimento, do custo do combustível, da logística e das condições de operação. Por isso, a comparação com um trator a diesel deve considerar o custo total de uso, e não apenas as emissões ou o preço de aquisição.

Indicação: produtores interessados em soluções de energia alternativa e que tenham condições de abastecimento compatíveis com o uso do equipamento.

Como escolher o melhor trator para sua propriedade?

A lista reúne máquinas com perfis bastante diferentes. Por isso, o modelo mais indicado depende da atividade, da área cultivada, dos implementos utilizados e do orçamento disponível.

Antes de comprar, vale observar os seguintes pontos:
  • Potência e torque: devem ser compatíveis com a demanda dos implementos e com as condições de solo.
  • Transmissão: o tipo de transmissão interfere no controle de velocidade, no conforto e na eficiência de determinadas operações.
  • Sistema hidráulico: vazão e capacidade de levante precisam atender aos implementos que serão acoplados ao trator.
  • Consumo de combustível: compare o consumo em condições de trabalho semelhantes, e não apenas os dados de catálogo.
  • Conforto e segurança: visibilidade, ergonomia, suspensão e facilidade de acesso aos comandos influenciam a rotina do operador.
  • Agricultura de precisão: piloto automático, telemetria e conectividade podem ajudar a reduzir sobreposições, monitorar o desempenho e organizar as operações.
  • Pós-venda e disponibilidade de peças: a distância até a concessionária, o prazo de atendimento e a oferta de peças podem afetar o tempo de máquina parada.
  • Custo total de propriedade: inclua preço, financiamento, combustível, manutenção, seguro, depreciação e valor de revenda.
O que considerar nas avaliações de produtores rurais?

Relatos de proprietários e operadores podem complementar a análise das fichas técnicas, principalmente quando abordam consumo real, confiabilidade, facilidade de manutenção, conforto e qualidade da assistência técnica.

Entretanto, uma experiência individual não é suficiente para classificar um modelo como o melhor do mercado. Os resultados dependem das condições de uso, do tipo de solo, dos implementos, da manutenção e da intensidade das operações.

Para comparar avaliações de usuários, procure relatos de produtores que trabalhem em condições semelhantes às da sua propriedade. Também vale conversar com mais de um proprietário do mesmo modelo e consultar a concessionária sobre disponibilidade de peças, revisões e atendimento na região.

Não há, nesta seleção, uma pesquisa nacional independente e representativa que permita classificar os dez modelos por satisfação dos proprietários. Por isso, não seria adequado atribuir a qualquer um deles o título de mais bem avaliado pelos produtores sem dados que sustentem essa afirmação.

Os dez modelos apresentados mostram como o mercado brasileiro oferece soluções para diferentes necessidades, desde tratores estreitos para cultivos especializados até máquinas de alta potência e equipamentos que utilizam combustíveis alternativos.

Mais do que escolher uma marca ou buscar o maior número de cavalos, o produtor deve identificar as exigências da operação, comparar as fichas técnicas e avaliar o custo total de propriedade. Sempre que possível, vale solicitar uma demonstração em campo, consultar outros agricultores que utilizam o modelo e verificar a capacidade de atendimento da rede de assistência técnica na região.

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28/10/2026 0 Comentários
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Tecnologia

El Niño pode representar um impacto de quase 10% sobre produção de soja em safra 2026/27

Por Redação 28/10/2026
Escrito por Redação

El Niño pode representar um impacto de quase 10% sobre produção de soja em safra 2026/27

Estudo inédito da Serasa Experian estima que a produção brasileira de soja na safra 2026/27 pode ser 9,7% menor em um cenário de produtividade baseado nas condições observadas durante o El Niño de 2023/24, na comparação com um cenário de clima neutro. A diferença equivale a cerca de 17,6 milhões de toneladas, ou aproximadamente 293 milhões de sacas de soja.

A preços de outubro deste ano, essa diferença de produção entre os dois cenários representaria um impacto de cerca de R$ 33 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP) da soja brasileira.

Para chegar às estimativas, o levantamento compara dois cenários de produtividade aplicados à área projetada para a safra 2026/27: um baseado nas condições observadas em 2023/24, safra influenciada por um El Niño forte, e outro que utiliza como referência 2024/25, sob condição climática neutra.

A partir dessas referências, a produção brasileira de soja é estimada em 163,6 milhões de toneladas no cenário baseado no El Niño de 2023/24, ante 181,2 milhões de toneladas no cenário neutro. Ou seja, para a mesma área projetada em 2026/27, condições de produtividade semelhantes às observadas naquele episódio de El Niño poderiam resultar em uma produção 9,7% menor.

“Buscamos dimensionar o risco produtivo associado a um cenário climático adverso, e não antecipar o que necessariamente acontecerá na próxima safra. Ao traduzirmos esse possível impacto também para uma dimensão econômica, conseguimos mostrar a relevância que uma mudança de produtividade pode assumir para o produtor e para toda a cadeia ligada à soja”, afirma Sabrina Muñoz, gerente de inteligência de dados agro da Serasa Experian.

Com base no VBP da soja estimado pelo MAPA em R$ 340,6 bilhões, o estudo calculou um valor médio implícito de aproximadamente R$ 1,88 mil por tonelada, considerando a produção de 181,5 milhões de toneladas da safra 2025/26. Aplicado à redução estimada de 17,6 milhões de toneladas entre os cenários Neutro e El Niño em 2026/27, esse valor corresponde a cerca de R$ 33 bilhões em VBP potencialmente impactado.

O cálculo é indicativo e mantêm constantes os preços de referência, não representando uma projeção de perda financeira efetiva, já que alterações na oferta podem influenciar os preços da soja e outras condições de comercialização.

Área pode crescer e, ainda assim, produção recuar

O levantamento estima que a soja ocupe 49,9 milhões de hectares na safra 2026/27, avanço de 1,8%, ou quase 1 milhão de hectares, em relação à temporada anterior. Ainda assim, no cenário de El Niño analisado pela datatech, a produção pode chegar a 163,6 milhões de toneladas, volume 9,9% inferior às 181,5 milhões de toneladas da safra anterior.

O resultado evidencia que a expansão da área cultivada pode não ser suficiente para compensar uma eventual queda da produtividade em condições climáticas adversas.

“A área plantada é apenas uma das variáveis que determinam o tamanho da safra. Então, em um cenário de maior adversidade climática, o desempenho por hectare ganha peso decisivo. É possível ampliar a área cultivada e, ainda assim, colher menos”, explica Sabrina Muñoz.

Impacto pode seguir direções opostas entre os estados

Além dos resultados nacionais, o estudo da datatech cruzou a sensibilidade de cada unidade da federação ao El Niño e sua relevância para a produção brasileira de soja. A análise permite identificar onde a diferença entre os cenários climáticos é mais expressiva e qual o peso dessas regiões para o resultado do país.

Nesse recorte, Mato Grosso e Rio Grande do Sul se destacam pela combinação de alta sensibilidade ao fenômeno e alta relevância produtiva, mas apresentam comportamentos opostos quando analisados de perto.

No Mato Grosso, a área plantada para 2026/27 é estimada em 12,7 milhões de hectares, alta de 2,2%. A produtividade considerada passaria de 4.028 kg/ha no cenário neutro para 3.266 kg/ha no cenário de El Niño. Com isso, a produção projetada recua de 51,2 milhões para 41,5 milhões de toneladas.

Já no Rio Grande do Sul, a área estimada é de 7,1 milhões de hectares, crescimento de 2,9%. O comportamento é inverso: a produtividade considerada passaria. de 2.342 kg/ha no cenário neutro para 3.117 kg/ha no cenário de El Niño, e a produção projetada aumenta de 16,7 milhões para 22,3 milhões de toneladas.

As diferenças reforçam que os efeitos de um fenômeno climático de grande escala não são homogêneos no território brasileiro. No resultado nacional, ganhos e perdas regionais podem se compensar e suavizar parte dos impactos observados localmente.

“Observamos que no Mato Grosso, por exemplo, a maior irregularidade das chuvas e o risco de veranicos podem comprometer o estabelecimento das lavouras, atrasar o plantio e, em situações mais severas, gerar falhas de emergência e necessidade de replantio, reduzindo o potencial produtivo. Já no Rio Grande do Sul, por outro lado, a maior disponibilidade hídrica típica de anos de El Niño é capaz de reduzir o risco de estiagem durante fases críticas da cultura e favorecer a produtividade. No entanto, esse benefício depende da distribuição das chuvas, já que volumes excessivos também podem atrasar a semeadura e aumentar a incidência de doenças”, acrescenta a gerente de inteligência de dados agro da datatech.

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Tecnologia

Uso do etanol avança em maquinários agrícolas e veículos pesados

Por Redação 27/10/2026
Escrito por Redação

Uso do etanol avança em maquinários agrícolas e veículos pesados

A expansão do uso de biocombustíveis, em particular o etanol, na motorização de veículos pesados, como, por exemplo, máquinas agrícolas – tratores, colheitadeiras de grãos, colhedoras de cana e caminhões de transbordo – foi tema de painel nesta segunda-feira (26), na 26ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, que ocorre na capital paulista.

Na oportunidade, o vice-presidente de desenvolvimento de novos negócios da Bosch Brasil, Paulo Rocca Vieira, disse que a empresa, em parceria com fabricantes de máquinas agrícolas, já oferta tecnologia que permite o uso de etanol nos equipamentos pesados. “Não se trata de uma solução flex fuel similar à dos veículos de passeio, da qual, aliás, a Bosch é uma das companhias especializadas, mas sim de uma tecnologia que possibilita o uso do etanol em motores originais diesel.”

Rocca explica que a solução passa por um kit para uso de etanol, que é acoplado ao motor diesel, e que alguns maquinários já estão operando no Brasil – no caso colhedoras de cana. “Nossos primeiros números indicam uma substituição média de 40% de diesel por etanol, considerando o intervalo de um ano, em que se estima que uma colhedora de cana consome cerca de 100 mil litros do combustível fóssil.” O executivo sublinhou que o braço brasileiro da Bosch tem autonomia para avançar no desenvolvimento de novas tecnologias nesta agenda.

O gerente global de sistema de produção de cana-de-açúcar da John Deere, Felipe Dias, registrou que a fabricante já vem promovendo testes de campo com maquinários agrícolas – colheitadeiras de grãos e colhedoras de cana – movidos a etanol. “O ponto-chave, claro, é que a tecnologia assegure o mesmo desempenho e eficiência dos equipamentos com motores diesel. A solução tem que provar seu custo-benefício.”

Ademais, o gerente de vendas e marketing da Grunner, André Luiz Torquetti, discorreu sobre a operação – já em escala comercial – que a montadora de máquinas e implementos agrícolas de São José do Rio Preto (SP) vem desenvolvendo com parceiros para oferta de veículos – no caso caminhões para o transbordo de cana – com motores movidos a etanol e biometano. “A MWM é nossa parceira de motorização e a Mercedes-Benz participa com uma nova plataforma [carroceria] para aplicações em atividades agrícolas.

Fonte: Datagro

 

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Mercado

Safra de grãos 2026/27 projeta recordes em São Paulo e no Brasil, aponta Faesp

Por Redação 26/10/2026
Escrito por Redação

Safra de grãos 2026/27 projeta recordes em São Paulo e no Brasil, aponta Faesp

A safra de grãos 2026/27 caminha para novos recordes de produção tanto no cenário paulista quanto no brasileiro. De acordo com análise do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), fundamentada no 1º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o avanço da área cultivada justifica o crescimento das projeções para o novo ciclo.

Em São Paulo, a produção total de grãos deve atingir a marca inédita de 12,43 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 1,2% (+146,9 mil toneladas) frente ao ciclo 2025/26. Esse resultado é sustentado pela ampliação de 3,5% na área plantada, estimada em 2,84 milhões de hectares, compensando a retração prevista de 2,2% na produtividade média estadual.

Carros-chefes da agricultura paulista, a soja e o milho concentram os maiores volumes do estado, previstos em 5,4 milhões e 5,0 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja tem previsão de avanço de 0,3% na colheita (+15,1 mil toneladas) e de 1,9% na área, embora a produtividade aponte recuo de 1,6% diante da postura cautelosa dos produtores em relação a possíveis efeitos do El Niño, fator que atrasou o início da semeadura em relação ao padrão histórico.

Já o milho paulista projeta salto de 4,9% na produção (+229,6 mil toneladas), puxado pela expansão de 7,8% da área, com perspectivas positivas para todas as safras, especialmente a primeira.

No panorama de outras culturas em território paulista, o algodão (+6,7%) e o sorgo (+6,1%) destacam-se com estimativas de crescimento. Por outro lado, há projeções de recuo para o feijão (-2,4%), pressionado por perdas em área e produtividade e pelo receio de alterações no regime de chuvas no sudoeste do estado, e para o amendoim (-12,4%), afetado por desestímulo decorrente de altos custos operacionais e cotações desfavoráveis.

Brasil

No âmbito nacional, o 1º levantamento da Conab estima uma safra brasileira de grãos de 367,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% (+4,9 milhões de toneladas) sobre o período anterior. A área plantada no país deve avançar 2,3% (alcançando 1,9 milhão de hectares adicionais), enquanto a produtividade média registra ligeira queda de 0,9%.

O milho desponta como a principal alavanca do recorde nacional, com colheita prevista de mais de 148 milhões de toneladas (+2,4%), respondendo isoladamente por 71,7% do incremento total de grãos do país. O quadro reflete o fortalecimento do consumo doméstico para a produção de etanol do cereal, o ritmo consistente das exportações e preços mais vantajosos no mercado em relação a outras culturas. Crescimentos também são esperados para o sorgo (+9,0%), a soja (+0,7%) e o algodão (+0,3%).

Em contrapartida, as lavouras nacionais de arroz (-2,9%) e feijão (-0,7%) apontam retração de volume no país. A leguminosa tem sido desestimulada por ocorrências de mosca-branca em regiões produtoras, enquanto a cadeia orizícola projeta impactos na produtividade em razão de previsões de chuvas excessivas sobre a Região Sul ao longo do ciclo.

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Tecnologia

Senar oferece mais de 4,3 mil vagas em cursos técnicos gratuitos

Por Redação 26/10/2026
Escrito por Redação

produtos agro - Senar oferece mais de 4,3 mil vagas em cursos técnicos gratuitos

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) está com inscrições abertas para o processo seletivo de cursos técnicos gratuitos de nível médio, com ingresso no primeiro semestre de 2027.

Ao todo, são 4.338 vagas em diferentes regiões do país, nas modalidades presencial e a distância (EaD). Os interessados podem se inscrever até 24 de novembro, pelo site do Senar e-tec.

As vagas são para os cursos técnicos em Agricultura, Agronegócio, Agropecuária, Cafeicultura, Florestas, Fruticultura, Segurança do Trabalho no Agro, Zootecnia e Zootecnia com ênfase em Equinos.

Para participar, é necessário ter concluído o ensino médio. O processo seletivo prioriza produtores rurais, familiares e colaboradores de produtores rurais. As vagas não preenchidas por esse público serão destinadas aos demais candidatos que atendam aos requisitos do edital.

Inscrições

O cadastro é gratuito e deve ser feito exclusivamente pela internet, até o dia 24 de novembro. Durante a inscrição, o candidato preenche um formulário eletrônico que exige certificado de conclusão e o histórico escolar do ensino médio.

Os cursos a distância incluem atividades presenciais obrigatórias, que correspondem a pelo menos 20% da carga horária total. A programação pode envolver aulas teóricas, práticas de campo e avaliações.

Cronograma

A divulgação da lista de classificados antes do período de recursos está prevista para 10 de dezembro. Os candidatos poderão apresentar recursos nos dias 10 e 11 de dezembro, e o resultado será divulgado em 17 de dezembro.

As matrículas dos aprovados serão realizadas presencialmente, de 18 a 30 de janeiro de 2027. O início das aulas está previsto para 15 de fevereiro.

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