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Exportações da agropecuária crescem 4,8% em setembro no comparativo anual
Mercado

Exportações da agropecuária crescem 4,8% em setembro no comparativo anual

Por Redação 07/10/2026
Escrito por Redação

Exportações da agropecuária crescem 4,8% em setembro no comparativo anual

Com a ajuda do petróleo, dos combustíveis, da soja e do cobre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que dobrou em relação a setembro de 2025 (US$ 3,14 bilhões). O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), diz nota da “Agência Brasil“.

O superávit foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para setembro de 2023 (US$ 9,18 bilhões).

Principais números
  • Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% ante setembro de 2025);
  • Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);
  • Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);
  • Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para todos os meses, só perdendo para junho deste ano (US$ 61,99 bilhões).

Exportações crescem

O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.

Exportações por setor:
  • Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8% ante setembro de 2025);
  • Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%);
  • Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%).
Produtos em destaque:
  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+77,3% ante setembro do ano passado), minério de cobre (+74,2%);
  • Indústria de transformação: farelos de soja (+47,7%), combustíveis (+39,1%);
  • Agropecuária: soja (+11,9%), café não torrado (+8,7%), centeio e aveia (de US$ 407 mil para US$ 127,8 milhões, alta percentual de 31,2 mil, por diferença de cronograma de embarque).

No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.

Destinos das vendas

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. No entanto, caíram para a Ásia e ficaram estáveis para a América do Sul.

As vendas para os Estados Unidos avançaram 31,9% em setembro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No entanto, caíram 6,5% no acumulado do ano.

Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.

Importações avançam

As compras brasileiras no exterior tiveram leve recuo em setembro (-2,4%), principalmente de bens de capital e bens intermediários.

Importações por categoria:
  • Bens de capital: US$ 4,1 bilhões (-29,8%)
  • Bens intermediários: US$ 14,9 bilhões (-2,4%)
  • Bens de consumo: US$ 4,3 bilhões (+11,5%)
  • Combustíveis: US$ 3,4 bilhões (+41,2%, impulsionada pela alta de 58,2% no preço)

No caso dos bens de capital, a desaceleração da economia provocada pelos juros altos está diminuindo os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.

No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 62,4 bilhões.

No período:
  • Exportações: US$ 264,65 bilhões (+10,4%)
  • Importações: US$ 222,26 bilhões (+5%)
  • Saldo comercial: US$ 62,4 bilhões (+34,8%)

Fonte: Datagro

 

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Conectividade fortalece a produção rural ao permitir uso de novas tecnologias 
Tecnologia

Conectividade fortalece a produção rural ao permitir uso de novas tecnologias 

Por Redação 07/10/2026
Escrito por Redação

Conectividade fortalece a produção rural ao permitir uso de novas tecnologias 

O que a conectividade tem a ver com o cafezinho que chega até a sua xícara? A resposta começa bem antes de a água quente encontrar o pó. No campo, uma conexão à internet pode ajudar o produtor rural a consultar a previsão do tempo, acompanhar os preços de mercado, pesquisar técnicas de cultivo, acessar serviços públicos, negociar a venda da produção e utilizar a Internet das Coisas para adotar novas tecnologias.

O café é um bom exemplo de como a tecnologia pode contribuir para aumentar a produtividade. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de que a safra brasileira do grão em 2026 atinja o recorde histórico de 67,6 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 19,6% em relação a 2025. Entre os fatores que contribuem para esse cenário está o avanço tecnológico no campo.

Levantamento realizado pela ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), mostra que 69% das áreas cultivadas com café no país contam com acesso à internet móvel. A tecnologia permite otimizar diferentes etapas do processo produtivo, da lavoura à comercialização.

Mas o café é apenas uma das culturas beneficiadas. No campo, a conectividade tem se tornado uma ferramenta estratégica para o produtor. Em um cenário de transformação digital do agronegócio, estar conectado pode fazer a diferença entre apenas produzir e produzir com mais eficiência.

Estar conectado também significa encontrar novas oportunidades de negócio. Por meio de plataformas digitais e sistemas de comercialização, os produtores conseguem acompanhar a variação dos preços dos produtos agrícolas, comparar ofertas e negociar de forma mais eficiente com compradores, cooperativas e empresas.

Com a ampliação da cobertura, também cresce o uso de tecnologias de agricultura de precisão. Sensores instalados nas lavouras, sistemas de irrigação inteligentes, monitoramento remoto de máquinas e ferramentas baseadas em inteligência artificial permitem acompanhar as condições da produção em tempo real. Na prática, isso pode significar maior produtividade com menor uso de recursos, contribuindo para ganhos econômicos e ambientais.

Acesso a recursos e serviços

Outro benefício importante é o acesso a serviços financeiros. Hoje, muitos procedimentos podem ser realizados pela internet, como solicitação de crédito rural, contratação de seguros agrícolas e acesso a programas de apoio ao setor.

O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) possui uma linha de atuação voltada ao agronegócio. A iniciativa permite financiar projetos de expansão da internet e da telefonia móvel em áreas rurais. Atualmente, estão em andamento 33 projetos de rede de transporte e oito projetos de banda larga móvel, por meio da instalação de Estações Rádio Base (ERBs).

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ManutençãoTecnologia

Custo invisível: 6 fatores que podem fazer o produtor perder dinheiro sem perceber

Por Redação 06/10/2026
Escrito por Redação

Custo invisível: 6 fatores que podem fazer o produtor perder dinheiro sem perceber

Em um momento de custos elevados e maior pressão sobre as margens, olhar para dentro da operação agrícola é tão importante quanto acompanhar os preços das commodities. Parte dos gastos do campo, no entanto, não aparece de forma evidente na planilha do produtor. Consumo excessivo de combustível, sobreposição de operações, regulagens inadequadas, manutenção fora do prazo e períodos de máquina parada que, somados, podem comprometer a eficiência e o resultado da safra.

Para ajudar o produtor a identificar esses custos e encontrar oportunidades de melhoria, Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos Massey Ferguson, destaca seis pontos que merecem atenção no planejamento e acompanhamento das operações agrícolas:

1. Consumo de combustível

O combustível está entre os principais custos relacionados à operação de máquinas, e seu consumo pode variar de acordo com fatores como velocidade de trabalho, condições do solo, dimensionamento dos implementos, carga do moto e manutenção.

Uma máquina trabalhando fora da faixa adequada ou com componentes desgastados pode demandar mais esforço para realizar a mesma atividade, aumentando o consumo.

Acompanhar o consumo por operação e, sempre que possível, por hectare pode ajudar a identificar desvios e oportunidades de ajuste. A comparação entre diferentes áreas, atividades e períodos também permite entender quais condições estão associadas a um desempenho mais eficiente. Para máquinas que possuem gerenciamento de frota, como telemetria, esses dados podem contribuir para identificar erros operacionais ou de logística que resultam em um consumo de combustível acima do ideal.

2. Sobreposição de operações

Quando a máquina percorre novamente uma área que já recebeu determinada atividade, o produtor pode estar gastando combustível, insumos, mão de obra e horas de equipamento sem gerar um ganho proporcional.

Tecnologias de agricultura de precisão, orientação e automação ajudam a reduzir sobreposições e a melhorar o aproveitamento da área trabalhada. Recursos de orientação permitem conduzir a máquina com maior precisão, enquanto o controle de seções pode evitar a aplicação de insumos em áreas que já receberam o tratamento.

Mais do que contabilizar os hectares trabalhados, acompanhar a eficiência de cada atividade permite identificar onde existem perdas e oportunidades para utilizar melhor os recursos disponíveis.

3. Regulagem dos equipamentos

Uma máquina corretamente regulada pode fazer diferença tanto na qualidade da operação quanto no aproveitamento dos recursos.

No plantio, por exemplo, profundidade, população e distribuição das sementes precisam estar de acordo com a cultura e as condições da área. Em outras operações, ajustes inadequados podem comprometer a aplicação de insumos, aumentar perdas ou exigir maior esforço do equipamento.

A regulagem deve ser realizada antes do início da operação e revisada sempre que houver mudança nas condições de trabalho, cultura ou implemento.

4. Tempo de máquina parada

Uma quebra durante a safra pode representar muito mais do que o valor do reparo. O produtor também pode perder horas de trabalho, mão de obra e, principalmente, uma janela adequada para realizar determinada operação.

A manutenção preventiva deve ser considerada parte do planejamento da produção, e não apenas uma despesa. Antes de períodos críticos, a revisão dos principais componentes, a verificação de itens de desgaste e o planejamento das intervenções necessárias podem reduzir o risco de uma parada justamente quando a máquina é mais necessária.

5. Dados que não viram decisão

Saber quanto uma máquina trabalhou é apenas o primeiro passo. Informações sobre horas de operação, consumo, desempenho e produtividade podem ajudar o produtor a entender onde estão os principais custos e quais atividades apresentam maior ou menor eficiência.

Plataformas de gestão e conectividade permitem centralizar informações da operação e acompanhar dados da frota, apoiando o planejamento e a tomada de decisão.

O próximo passo é transformar esses dados em indicadores que possam ser acompanhados ao longo da safra. Saber quanto uma máquina consome, quanto tempo permanece efetivamente trabalhando e onde estão as principais paradas permite ao produtor enxergar custos que muitas vezes ficam diluídos na operação

6. Custo por hectare

A análise da eficiência também pode ir além do gasto imediato. Para entender o desempenho de uma máquina, o produtor pode considerar o custo total da operação, que envolve fatores como combustível, manutenção, disponibilidade, produtividade e vida útil do equipamento.

“Em uma operação agrícola, eficiência não significa apenas fazer mais em menos tempo. Significa aproveitar melhor cada litro de combustível, cada hora de máquina e cada hectare trabalhado. Quando o produtor consegue identificar onde estão as perdas, passa a ter mais informações para tomar decisões e melhorar o resultado da operação”, reforça o especialista.

 

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Tecnologia

Mapa lança página com orientações sobre os impactos do El Niño no agro

Por Redação 05/10/2026
Escrito por Redação

Mapa lança página com orientações sobre os impactos do El Niño no agro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou uma página oficial com informações e orientações sobre o El Niño e seus possíveis impactos na agricultura e na pecuária brasileira. Desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a iniciativa reúne dados, ferramentas e orientações para apoiar ações de prevenção, preparação e mitigação de riscos climáticos no campo.

A página reúne conteúdos sobre clima, crédito rural, seguro rural, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assistência técnica, Plano Safra e Caminho Verde. Também estão disponíveis avisos meteorológicos de eventos severos, previsão do tempo para as capitais brasileiras, notas técnicas, o Painel El Niño e informações técnicas voltadas à agricultura, incluindo tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O conteúdo apresenta ainda as ações do Grupo de Trabalho criado pelo Mapa para acompanhar a evolução do fenômeno e propor medidas de prevenção, preparação e mitigação dos possíveis impactos sobre a produção agropecuária. A iniciativa integra uma ação federal coordenada para o enfrentamento dos riscos associados ao El Niño.

“Recebi o relatório final do Grupo de Trabalho que criamos aqui no Mapa sobre os impactos do El Niño no agro. E a conclusão aponta uma direção muito clara: não vamos esperar para agir. Por isso, atendendo a uma proposta do GT, vamos criar um núcleo permanente de gestão de riscos climáticos no Mapa. Não estamos criando uma estrutura apenas para atravessar o próximo El Niño. Estamos construindo uma capacidade permanente do Estado brasileiro para antecipar cenários e reduzir riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

O trabalho desenvolvido pelo Mapa integra a iniciativa coordenada pela Casa Civil, que reúne diferentes ministérios em uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do fenômeno, planejar respostas e antecipar medidas destinadas a reduzir seus impactos sobre a população e os setores produtivos.

No âmbito do Mapa, as ações têm como foco fortalecer a gestão integrada dos riscos climáticos, combinando prevenção, boas práticas de manejo, assistência técnica e instrumentos de proteção ao produtor, como o seguro rural.

Seguro rural

Entre os instrumentos apresentados na página está o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), uma das ferramentas disponíveis para a gestão e transferência de riscos no campo. A legislação publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União estabelece que o seguro rural passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural.

De acordo com o ministro, a integração entre diferentes instrumentos de política agrícola é importante para ampliar a capacidade de gestão dos riscos climáticos. “Não podemos enfrentar os riscos climáticos do futuro com instrumentos do passado. Zoneamento agrícola, seguro, crédito, pesquisa, inovação e informação climática vão trabalhar juntos. A emergência climática passa, mas a capacidade de prevenir fica”, afirmou André de Paula.

Com a medida, operações de crédito amparadas por seguro poderão contar com condições favoráveis de juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito e possibilidade de financiamento do prêmio do seguro. A prioridade será obrigatória nos casos de prorrogação e renegociação de operações, conforme as regras estabelecidas pelo Poder Executivo.

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocando alterações na circulação atmosférica e mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país.

Os efeitos do fenômeno variam de acordo com cada região e podem afetar de maneira distinta culturas, pastagens e áreas agrícolas. No Sul, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, há previsão de excesso de chuvas. No Centro-Sul, o cenário indica possibilidade de seca moderada e temperaturas elevadas. No norte do Sudeste, há risco de seca, enquanto no Nordeste e no Norte, incluindo a Amazônia, aumenta o risco de períodos de estiagem.

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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Safra de café em São Paulo deve crescer 30,6% em 2026, atingindo 6,2 milhões de sacas

Por Redação 05/10/2026
Escrito por Redação

Safra de café em São Paulo deve crescer 30,6% em 2026, atingindo 6,2 milhões de sacas

São Paulo deve produzir 6,2 milhões de sacas de café beneficiado em 2026, volume 30,6% maior que o colhido na safra 2025. A estimativa é resultado do terceiro levantamento da Conab para a safra brasileira de café, acompanhado pelo Departamento Econômico da Faesp.

Em relação à projeção apresentada no levantamento anterior, realizado em maio deste ano, a expectativa de produção paulista aumentou 4,9%. A área total destinada à cafeicultura atinge 204,1 mil hectares, alta de 2,9% em relação ao ano passado.

A produtividade estimada passou de 24,18 para 30,87 sacas por hectare. Com isso, o rendimento dos cafezais paulistas em 2026 supera em 27,7% o registrado na safra anterior.

De acordo com a Conab, de maneira geral, o clima foi favorável às lavouras no estado, com chuvas regulares e bem distribuídas e temperaturas amenas, condições que contribuíram para os bons resultados observados no campo.

Entre as regiões produtoras, porém, houve diferenças. Em Franca, o clima predominantemente seco e quente favoreceu a maturação e a colheita dos grãos, garantindo ótima qualidade. Já na Alta Mogiana, as chuvas registradas entre junho e agosto comprometeram a maturação e provocaram perdas de qualidade e rendimento em alguns lotes. Na média, os resultados da região foram considerados satisfatórios.

Produção brasileira

A terceira estimativa para a safra brasileira aponta uma produção de 67,6 milhões de sacas de café beneficiado, crescimento de 19,6% em relação a 2025. O volume também representa alta de 5,3% na comparação com o levantamento anterior.

Segundo a análise, a melhora nas expectativas está relacionada à expansão da área em produção, à maior adoção de tecnologia e uso de insumos e ao clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras. A área destinada à cafeicultura no país chega a 2,35 milhões de hectares, enquanto a produtividade média está estimada em 34,62 sacas por hectare, 13,8% acima da registrada em 2025.

Para o café arábica, a previsão é de 48,2 milhões de sacas, aumento de 34,8% em relação à safra anterior. A produtividade estimada é de 30,79 sacas por hectare, alta de 28%.

Já o conilon deve somar 19,4 milhões de sacas, redução de 6,6% na comparação com 2025. Apesar do aumento de 6,8% na área total, a produtividade projetada caiu 10,2%, para 50,16 sacas por hectare.

Entre os estados, Minas Gerais tem a maior produção estimada, com 35,6 milhões de sacas, aumento de 38,2% em relação a 2025. O relatório aponta que, além do ciclo de bienalidade positiva, a melhor distribuição das chuvas e o clima favorável para a granação contribuíram para o ganho de produtividade no estado.

Para saber mais sobre esses e outros resultados, clique aqui e acesse o relatório detalhado sobre a safra de café. Confira também o Painel de Dados da Faesp para consultar outras estatísticas importantes do setor.

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Esmagamento de soja deve bater recorde em 2026, com 61,5 milhões de toneladas
Mercado

Produção de soja na safra 2026/27 está estimada em 183,36 milhões de toneladas, diz Stonex

Por Redação 02/10/2026
Escrito por Redação

Produção de soja na safra 2026/27 está estimada em 183,36 milhões de toneladas, diz Stonex

A StoneX revisão sua estimativa para a produção brasileira de soja na safra 2026/27, agora projetada em 183,36 milhões de toneladas. A nova projeção foi motivada principalmente por um ajuste na área cultivada no Tocantins e representa uma mudança marginal em relação à previsão divulgada no mês anterior.

O plantio da oleaginosa avança com relativa normalidade na maior parte das regiões produtoras, reduzindo, até o momento, as preocupações relacionadas à janela da segunda safra. No entanto, o comportamento das chuvas e das temperaturas deverá permanecer como principal ponto de atenção durante o último trimestre do ano.

“O desenvolvimento inicial da safra ocorre de maneira relativamente adequada, mas ainda há um longo caminho pela frente. As condições de precipitação e temperatura serão determinantes para a consolidação do potencial produtivo, especialmente diante das preocupações relacionadas ao El Niño nas regiões mais ao norte do país”, afirma Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil.

Para o milho de primeira safra, a StoneX manteve sua projeção para o ciclo 2026/27. A expectativa continua favorável, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde é esperada expansão da área plantada em relação à temporada anterior, além de bons níveis de produtividade diante da perspectiva climática para o estado.

Rio Grande do Sul lidera crescimento

A produção brasileira da primeira safra está estimada em 29,3 milhões de toneladas, crescimento de 2,4% na comparação com 2025/26. O plantio evolui de maneira adequada, mas as condições climáticas em novembro serão decisivas, período em que as lavouras devem entrar em uma etapa mais crítica de desenvolvimento vegetativo.

“No milho, o cenário permanece positivo, sobretudo no Rio Grande do Sul. Ainda assim, o comportamento do clima em novembro precisará ser acompanhado de perto, já que a cultura estará em uma fase importante para a definição da produtividade”, explica Raphael Bulascoschi.

No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve suas projeções para a soja em 2026/27. Com a expectativa de produção recorde, a avaliação é de que haverá oferta suficiente para atender tanto o consumo doméstico quanto as exportações no próximo ano.

A ausência de novidades nas relações entre Estados Unidos e China no mercado da oleaginosa, após a cúpula de Washington realizada no final de setembro, mantém o Brasil economicamente atrativo para o maior importador mundial. A relação política entre os países, porém, continuará sendo um fator relevante de monitoramento nos próximos meses.

“A perspectiva de uma produção recorde fortalece a capacidade brasileira de atender simultaneamente à demanda interna e ao mercado internacional. Além dos fundamentos da safra, a evolução das relações entre Estados Unidos e China seguirá influenciando a competitividade da soja brasileira”, destaca Raphael Bulascoschi.

Exportações de milho são revisadas para baixo

Diante do ritmo mais lento dos embarques observado nos últimos meses, a StoneX reduziu sua estimativa para as exportações brasileiras de milho no ano-safra 2025/26 para 40 milhões de toneladas.

A revisão da demanda exportadora deve resultar em estoques finais mais elevados, levando a relação estoque/uso para 20,85%. O movimento também deverá ampliar os estoques iniciais de 2026/27 e contribuir para o abastecimento do mercado doméstico durante o primeiro semestre do próximo ano.

Para a soja, a produção prevista cresce de 168,75 para 183,36 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais aumentam de 2,99 para 8,55 milhões de toneladas. Para o milho, a produção avança de 139,79 para 142,07 milhões de toneladas e os estoques finais sobem de 22,87 para 28,94 milhões de toneladas. A tabela apresenta estoques iniciais, produção, importações, oferta total, demanda doméstica, exportações, uso total, estoques finais e relação estoques/uso.

A estimativa para a produção brasileira de milho segunda safra em 2025/26 recebeu uma nova revisão positiva. O ajuste na produtividade de Mato Grosso do Sul acrescentou aproximadamente 150 mil toneladas à produção estadual, elevando a projeção nacional para 111 milhões de toneladas.

Primeiras projeções para a safrinha 2026/27

Com a colheita encerrada, as atenções do mercado se concentram no ritmo dos embarques e nas perspectivas para o ciclo 2026/27. A primeira estimativa da StoneX para a próxima safrinha está prevista para novembro.

“O encerramento da colheita desloca o foco para o escoamento da produção e para os fundamentos da nova temporada. A primeira projeção para a safrinha 2026/27 permitirá uma avaliação mais precisa do balanço de oferta e demanda do próximo ano”, diz Raphael Bulascoschi.

Para a terceira safra de milho nos estados do Norte e Nordeste, a StoneX manteve sua projeção em 1,78 milhão de toneladas. A estimativa considera a expectativa de baixos rendimentos nas regiões produtoras.

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02/10/2026 0 Comentários
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Agropecuária é destaque no PIB do Ceará no segundo trimestre
Mercado

Agropecuária é destaque no PIB do Ceará no segundo trimestre

Por Redação 01/10/2026
Escrito por Redação

Agropecuária é destaque no PIB do Ceará no segundo trimestre

A agropecuária cearense cresceu 13,88% no segundo trimestre de 2026, em relação ao mesmo período de 2025, e apresentou desempenho superior ao registrado pelo setor no Brasil, que avançou 6,8%. Este foi o quinto trimestre consecutivo de crescimento do setor no Ceará.

O resultado colocou a agropecuária como o principal destaque do período entre os três grandes setores que compõem o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, superando os setores da indústria (0,39%) e de serviços (1,81%).

No acumulado de 2026 (de janeiro a junho), a agropecuária apresentou crescimento de 7,91%, contra 0,30% da indústria e 2,45% do setor de serviços.

O desempenho do setor agropecuário contribuiu para o crescimento de 2,21% da economia cearense no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2025, taxa também superior à expansão de 2% registrada pelo Brasil.

No primeiro semestre, as exportações de frutas somaram US$ 86,6 milhões, com crescimento das exportações de melão, melancia, mamão, banana, manga e pitaia. Na pecuária, a produção de leite continua registrando crescimento, mas em ritmo mais moderado, enquanto a produção de ovos continua em queda.

Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) nesta quarta-feira (30). Para 2026, o Instituto projeta crescimento de 2,48% para a economia cearense.

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Abimaq lança guia com as principais linhas de crédito do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Vendas de máquinas agrícolas caem 22,8% em agosto, aponta Abimaq

Por Redação 01/10/2026
Escrito por Redação

Vendas de máquinas agrícolas caem 22,8% em agosto, aponta Abimaq

Clarisse Sousa – As vendas de máquinas agrícolas somaram R$ 4,79 bilhões em agosto, uma queda de 22,8% na comparação com agosto de 2025 e de 1,7% em relação a julho, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados nesta quarta-feira (30). 

Entre janeiro e agosto, a receita líquida total da indústria de máquinas agrícolas chegou a R$ 36,30 bilhões, um recuo de 22,4% em relação ao mesmo período de 2025. 

Exportações e importações

As exportações caíram 1,1% ante agosto do ano passado e 5,5% na comparação com julho, movimentando US$ 133,44 milhões no mês. No acumulado do ano, no entanto, as exportações somaram US$ 1,15 bilhão, alta de 12,7% sobre igual período de 2025. 

Já as importações tiveram alta de 4,9% na comparação anual e queda de 4,6% sobre o mês anterior, somando US$ 90,25 milhões. De janeiro a agosto, as importações somaram US$ 810,89 milhões, queda de 4%.

Tratores e colheitadeiras

As vendas de tratores ao usuário final chegaram a 3.324 unidades em agosto, alta de 19,1% sobre julho, mas queda de 25,5% na comparação com agosto de 2025. No acumulado do ano, as vendas somam retração de 15%.

As vendas de fábrica totalizaram 3.440 tratores, 2,6% abaixo do volume de julho e 34,1% inferior ao registrado em agosto do ano passado. De janeiro a agosto, a queda acumulada é de 22%.

Nas exportações, foram 488 tratores em agosto, queda de 26,1% sobre julho, mas alta de 6,6% na comparação anual. No acumulado do ano, os embarques cresceram 30%.

Entre as colheitadeiras, foram 112 unidades vendidas ao usuário final em agosto, queda de 43,1% na comparação com o mesmo do ano passado e de 13,6% em relação a julho. De janeiro a agosto, as vendas para usuários finais recuaram 39,6%. As vendas para fábricas somaram 141 unidades no mês, 43,1% abaixo do registrado um ano antes, enquanto as exportações chegaram a 17 máquinas.

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Tecnologia

Branco lança primeiro trator agrícola em celebração aos 90 anos da marca

Por Redação 30/09/2026
Escrito por Redação

custos elevados - Branco lança primeiro trator agrícola em celebração aos 90 anos da marca

A Branco apresenta ao mercado o Trator Agrícola BTD 25.0, primeiro modelo do segmento desenvolvido pela companhia em seus 90 anos de história. O lançamento reforça a estratégia da empresa de ampliar sua atuação no agro, setor considerado prioritário para a marca.

Projetado para atender diferentes demandas do campo, o BTD 25.0 combina robustez operacional e facilidade de uso, com foco em aumentar a produtividade e otimizar a rotina do produtor rural. O equipamento foi desenvolvido para tracionar máquinas e implementos voltados ao preparo do solo, semeadura, colheita e controle de vegetação, além de atuar no transporte de cargas.

Trator Agrícola BTD 25.0

Entre os diferenciais do modelo estão as duas saídas para controle hidráulico remoto, transmissão com reversão de 8+8 marchas, motor diesel de três cilindros, pneus maiores, tração 4×4 com auxiliar bloqueável e contrapesos frontais e traseiros inclusos de fábrica. O conjunto também se destaca pela versatilidade e pelo baixo custo de manutenção, características alinhadas ao padrão de qualidade consolidado da Branco ao longo de sua trajetória.

“Este ano é especialmente importante para a Branco, já que estamos celebrando 90 anos de história com lançamentos inéditos para a marca. O Trator Agrícola BTD 25.0 representa um novo passo da empresa no setor e chega como um dos produtos mais robustos já desenvolvidos pela companhia, reunindo potência, tecnologia e diferenciais capazes de atender às necessidades do agricultor brasileiro”, afirma Rodrigo Deneka, Gerente de Produtos da Branco.

Com uma capacidade do tanque de combustível de 28L, o motor do BTD 25.0 tem uma potência máxima de 24cv, 1532 cilindradas, 9,3,kgf.m de torque máximo, filtro de ar banhado a óleo, sistema de partida elétrica e 3 cilindros. Além disso, possui uma transmissão 8F+8R, sistema hidráulico com sistema de 2 vias independentes, direção hidráulica e levante hidráulico com capacidade de 700kg e com 3º ponto, além de um sistema HOPS com capota.

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Mercado

Seguro rural: novas regras ampliam cobertura e proteção ao produtor

Por Redação 30/09/2026
Escrito por Redação

Seguro rural: novas regras ampliam cobertura e proteção ao produtor

O setor agrícola brasileiro tem a partir desta quarta-feira (30) novas regras que ampliam a proteção de produtores rurais e fortalecem mecanismos de cobertura de risco, segundo informações da Agência Brasil.

A Lei n.° 15.526 consolida o seguro rural como instrumento da política agrícola e atualiza normas para a contratação, regulação e pagamento de indenizações.

O texto está publicado na edição desta quarta-feira (30) do Diário Oficial da União.

Indenizações

 nova legislação determina que os contratos de seguro rural informemde forma clara os documentos exigidos para a análise dos sinistros e prevê prazos para conclusão dos processos.

regulação de sinistros sem necessidade de vistoria presencial: até 15 dias após o aviso do produtor;
pagamento de indenizações: até 30 dias após a entrega dos documentos exigidos ou realização da vistoria técnica.

Crédito

Outra novidade é a integração do seguro rural ao conjunto de garantias das operações de crédito rural.

A legislação autoriza instituições financeiras a exigir cláusulas que permitam a cessão dos direitos da apólice como garantia da operação. As indenizações também poderão ser destinadas prioritariamente ao agente financeiro em caso de sinistro.

O governo federal deverá ainda estabelecer condições para estimular a contratação do seguro rural pelos produtores.

Acesso

A lei amplia os incentivos para operações de crédito rural protegidas por seguro rural. Entre os benefícios previstos estão condições mais favoráveis de financiamento, prioridade na obtenção de crédito e acesso preferencial à prorrogação ou renegociação de dívidas rurais.

O texto também torna obrigatórias as despesas da União destinadas à subvenção econômica ao prêmio do seguro rural, observados os limites previstos no Orçamento Federal.

Além disso, produtores que desejarem acessar a subvenção federal deverão fornecer informações sobre suas atividades agropecuárias, em formato que será definido pelo Poder Executivo.

Transparência

A nova legislação pretende ainda aumentar a transparência no setor, de acordo com as seguintes medidas:

criação de bancos de dados públicos na internet com informações sobre operações de seguro rural;
disponibilização de manual com regras da subvenção ao prêmio do seguro rural.

Fonte: Agência Brasil 

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