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Tecnologia

El Niño: especialista dá 5 dicas para enfrentar o fenômeno climático na safra 2026/27

Por Redação 29/07/2026
Escrito por Redação

El Niño: especialista dá 5 dicas para enfrentar o fenômeno climático na safra 2026/27

A influência do El Niño sobre a safra 2026/27 deverá ir muito além das alterações no regime de chuvas. Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático, especialistas defendem que o produtor precisará adaptar sua estratégia de manejo para reduzir perdas e aumentar a capacidade de resposta das lavouras diante das adversidades.

A preocupação ganha força em um momento em que o ambiente econômico exige decisões cada vez mais precisas. O relatório Visão Agro 2026, do Itaú BBA, aponta que o agronegócio brasileiro inicia o novo ciclo convivendo com juros elevados, maior seletividade no crédito, preços pressionados para diversas commodities e custos de produção ainda elevados.

Ao mesmo tempo, o estudo destaca o El Niño como um dos principais fatores de risco para culturas como soja, milho, trigo, café e citros, reforçando que o comportamento climático continuará exercendo forte influência sobre a produtividade das lavouras.

Segundo o coordenador de Excelência Técnica da Vitalforce, Felipe Crepaldi, embora seja impossível controlar o clima, é possível aumentar a capacidade da lavoura de responder aos seus efeitos. “A forma como a planta reage ao estresse é construída muito antes dos primeiros sintomas aparecerem. Solo, raízes, microbiologia, cobertura vegetal e monitoramento fazem parte dessa preparação”, afirmou.

A seguir, Crepaldi destacou cinco pontos que merecem atenção especial no planejamento da safra.

1. O preparo da lavoura começa antes do plantio

A estrutura física do solo influencia diretamente a infiltração e o armazenamento de água, enquanto a atividade biológica contribui para a disponibilidade de nutrientes e para o desenvolvimento das raízes. Em anos de maior instabilidade climática, essas características passam a exercer papel ainda mais relevante.

2. A palhada também precisa entrar no planejamento

Depois da colheita, a atenção do produtor costuma se voltar rapidamente para a implantação da próxima cultura. Entretanto, os resíduos vegetais deixados sobre o solo podem concentrar parte importante dos desafios sanitários da safra seguinte.

Segundo Crepaldi, estudos de campo conduzidos pela equipe técnica do prof. Erich Reis , do Núcleo de BioSoluções de Bandeirantes – PR, Biocentro da Vitalforce, indicam que aproximadamente 93% das doenças presentes na área permanecem associadas ao solo e à palhada, tornando essa etapa uma oportunidade importante para reduzir riscos antes mesmo do novo plantio.

“Grande parte dos produtores olha para a próxima safra sem avaliar o que ficou da anterior. A palhada pode funcionar como reservatório de patógenos. Por isso, antes de definir qualquer estratégia de manejo, é importante conhecer a realidade daquela área.”

Esse conceito norteia a iniciativa Blitz do Patógeno da Vitalforce, que incentiva a coleta de amostras de palhada para análise laboratorial, permitindo identificar os principais patógenos presentes na área antes da definição das estratégias de manejo. O objetivo é tornar as decisões mais técnicas e reduzir intervenções baseadas somente na observação visual da lavoura.

3. O manejo deve considerar as diferenças entre as regiões

Embora o El Niño seja um único fenômeno climático, seus efeitos sobre as lavouras brasileiras serão bastante distintos. No Norte, Nordeste, Centro-Oeste e em parte do Sudeste, a tendência é de temperaturas mais elevadas, redução das chuvas em períodos importantes do desenvolvimento das culturas e maior pressão de pragas como o percevejo da soja e a cigarrinha-do-milho.

Já na região Sul, o excesso de chuvas deverá favorecer o encharcamento do solo e aumentar a incidência de doenças associadas à elevada umidade.

4. Raízes saudáveis aumentam a capacidade de resposta das plantas

Quando ocorre um período de estresse hídrico, a capacidade da planta de acessar água e nutrientes passa a depender diretamente do desenvolvimento do sistema radicular. Raízes mais profundas conseguem explorar um volume maior de solo, aumentando a disponibilidade de água durante períodos de estiagem e favorecendo maior estabilidade fisiológica.

Da mesma forma, em ambientes sujeitos ao excesso de umidade, solos bem estruturados favorecem a drenagem e reduzem o tempo de permanência da água junto às raízes.

5. Monitorar a lavoura deixa de ser rotina e passa a ser gestão de risco

Em anos de maior instabilidade climática, alterações relativamente pequenas no ambiente podem acelerar a multiplicação de pragas ou favorecer o desenvolvimento de doenças. Por isso, é necessário intensificar o monitoramento desde as fases iniciais da cultura. A identificação precoce permite decisões mais assertivas e reduz o risco de perdas econômicas decorrentes da evolução dos problemas ao longo do ciclo.

O aumento da complexidade da agricultura faz com que decisões baseadas somente na experiência ou na observação visual sejam cada vez menos suficientes.

Análises de solo, avaliação das condições físicas da área, identificação de patógenos presentes na palhada e acompanhamento das condições climáticas ajudam a direcionar estratégias mais eficientes e racionalizam o uso de tecnologias ao longo da safra.

“O clima continuará sendo uma variável impossível de controlar. O que está ao alcance do produtor é preparar o sistema produtivo para responder melhor aos desafios que surgirão ao longo da safra. Em um ano de maior risco, essa preparação poderá fazer toda a diferença”, conclui Crepaldi.

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Mercado

Colheita de café arábica na área da Expocacer avança a 60% do previsto

Por Redação 28/07/2026
Escrito por Redação

Colheita de café arábica na área da Expocacer avança a 60% do previsto

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avança em ritmo satisfatório, tendo alcançado 60% do previsto na safra 2026/27, conforme recente boletim semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), datado de 24 de julho.

Do volume colhido, 40% do produto se encontra beneficiado, apresentando rendimento médio de 515 litros por saca de 60 kg beneficiada. Na mesma época da safra anterior, que teve volume inferior ao atual, os trabalhos se encontravam em 63%.

Os técnicos de campo da entidade apontam que a safra continua caracterizada pela desuniformidade na maturação dos frutos, com predominância de grãos passa e seco, além de um percentual de cafés verdes acima da média histórica.

De acordo com eles, a baixa participação de frutos na fase cereja, no período atual, reduziu a disponibilidade para o processamento via cereja descascado.

A Expocacer informa que, no ciclo de sete dias encerrado em 24 de julho, observou-se nova melhora na qualidade de bebida dos cafés recebidos, mas o percentual de catação permanece acima de 15%. Ademais, teve início o aumento no recebimento de grãos de chão, um comportamento esperado nessa fase mais avançada da colheita.

Os técnicos da cooperativa anotam que, apesar dos desafios observados ao longo da safra, as condições climáticas previstas para as próximas semanas são favoráveis à conclusão das operações em campo, com o tempo seco, aliado à elevação das temperaturas, acelerando a colheita do café remanescente nas plantas e proporcionando melhores condições operacionais para o recolhimento dos frutos de chão.

Esse cenário contribui para o aumento da eficiência das operações e à recuperação do atraso registrado no início da safra. Dessa forma, eles acreditam que a colheita seja concluída ainda dentro da janela ideal de tempo, *até o início de setembro*.

Condições climáticas

Na sexta-feira e no sábado, dias 24 e 25 de julho, foram registradas chuvas significativas em algumas áreas do Cerrado Mineiro, o que interferiu no andamento da colheita e na secagem dos cafés.

Para os próximos dias, contudo, os modelos meteorológicos não preveem novas precipitações intensas, com previsão média de apenas 0,1 milímetro de chuva na região, e elevação das temperaturas máximas.

Além de possibilitar o avanço da colheita, essa conjuntura favorece o secamento dos cafés, proporciona melhores condições às operações mecanizadas e reduz interrupções causadas pela umidade.

Esse cenário também contribui para uma maior eficiência operacional e à preservação da qualidade dos grãos durante a pós-colheita.

Os técnicos da Expocacer ponderem, entretanto, que, apesar do predomínio do tempo seco, os produtores devem continuar acompanhando as condições meteorológicas em seus municípios e propriedades, já que as chuvas previstas apresentam distribuição irregular e podem ocorrer de forma mais intensa em alguns locais.

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Curso em parceria vai formar especialistas em colheitadeiras no RS
Tecnologia

Curso em parceria vai formar especialistas em colheitadeiras no RS

Por Redação 28/07/2026
Escrito por Redação

Curso em parceria vai formar especialistas em colheitadeiras no RS

A AGCO firmou uma parceria com o Instituto Federal Farroupilha (IFFAR) – Campus Santo Augusto (RS), para oferecer um curso técnico de operação e assistência de colheitadeiras. Com caráter social, a iniciativa é voltada a estudantes dos cursos de Ciências Agrárias e busca contribuir para a formação de profissionais preparados para atender à crescente demanda por mão de obra especializada no setor de máquinas agrícolas.

O curso é resultado da primeira iniciativa conjunta entre um Instituto Federal e uma fabricante de máquinas agrícolas para oferecer uma capacitação teórica e prática nessa área. A primeira turma será formada por 20 estudantes de Agronomia do IFFAR – Campus Santo Augusto, que atende alunos de 21 municípios da região noroeste do Rio Grande do Sul.

A capacitação terá carga horária de 60 horas, divididas em duas etapas: 20 horas de conteúdo on-line, por meio da AGCO Academy, e 40 horas de atividades presenciais na fábrica da AGCO, em Santa Rosa (RS). Durante a etapa prática, os participantes terão contato com tecnologias, processos de operação, manutenção e assistência de colheitadeiras.

“Nosso objetivo é aproximar os estudantes da realidade do setor de máquinas agrícolas, oferecendo uma formação que une conhecimento técnico e experiência prática. Essa conexão entre a academia e a indústria contribui para preparar profissionais mais qualificados para atender às demandas do agronegócio, que hoje conta com tecnologias de ponta no campo”, afirma Vitor Kaminski, gerente de Treinamento Técnico da AGCO.

Além de complementar a formação acadêmica, o curso foi estruturado para atender a uma necessidade identificada na região de abrangência do IFFAR por profissionais capacitados para atuar com colheitadeiras agrícolas. A iniciativa amplia o acesso dos estudantes a conteúdos sobre funcionamento das máquinas, cadeia produtiva, demandas operacionais e assistência técnica, temas que nem sempre podem ser aprofundados na carga horária regular dos cursos de graduação.

“Esta parceria inédita com a AGCO representa um marco para o IFFAR – Campus Santo Augusto, pois conecta diretamente o conhecimento acadêmico às tecnologias de ponta do agronegócio. Além de enriquecer a formação prática dos nossos acadêmicos de Agronomia com experiências reais de operação e assistência técnica em colheitadeiras, a iniciativa cumpre nosso papel social ao fortalecer o perfil profissional dos estudantes e qualificar o capital humano regional voltado à agricultura e áreas afins”, destaca Marcia Fink, diretora geral do IFFar – Campus Santo Augusto.

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Tecnologia

Simpósio da SAE BRASIL debate IA, descarbonização e o futuro das máquinas

Por Redação 28/07/2026
Escrito por Redação

A transformação digital, a inteligência artificial e a descarbonização estarão no centro dos debates do 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas, que reunirá especialistas, empresas e lideranças do setor para discutir as principais tendências que estão moldando o futuro da mecanização agrícola.

Realizado em formato híbrido, com programação presencial em Porto Alegre e transmissão online, o simpósio terá como foco os desafios e as oportunidades gerados pela evolução tecnológica das máquinas agrícolas, cada vez mais conectadas e integradas às estratégias de gestão das propriedades rurais.

A programação será aberta com um painel sobre os cenários e perspectivas para o agronegócio, abordando fatores que influenciam a competitividade da cadeia produtiva e os desafios para os próximos anos.

Na sequência, especialistas discutirão a descarbonização do powertrain agrícola, avaliando os impactos da transição energética para fabricantes, produtores e fornecedores, além das oportunidades relacionadas ao desenvolvimento de novas tecnologias.

A aplicação da inteligência artificial no campo também será tema de um painel internacional, que abordará a evolução da telemetria, do uso de dados e do machine learning para ampliar a eficiência das operações e viabilizar sistemas cada vez mais autônomos.

Outro destaque da programação será o debate sobre o papel das máquinas agrícolas como plataformas de dados. A proposta é discutir como a conectividade vem transformando os equipamentos em ferramentas capazes de gerar inteligência, novos serviços e modelos de negócios para o agronegócio.

Além do conteúdo técnico, o evento contará com espaço para networking e uma área de exposição com 14 empresas, que apresentarão soluções voltadas à inovação, conectividade, automação e sustentabilidade no setor agrícola.

Em sua 18ª edição, o Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas busca promover o intercâmbio entre indústria, academia e produtores, reunindo discussões sobre tecnologias que devem influenciar o desenvolvimento da mecanização agrícola nos próximos anos.

A transformação digital, a inteligência artificial e a descarbonização estarão no centro dos debates do 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas, que reunirá especialistas, empresas e lideranças do setor para discutir as principais tendências que estão moldando o futuro da mecanização agrícola.

Realizado em formato híbrido, com programação presencial em Porto Alegre e transmissão online, o simpósio terá como foco os desafios e as oportunidades gerados pela evolução tecnológica das máquinas agrícolas, cada vez mais conectadas e integradas às estratégias de gestão das propriedades rurais.

A programação será aberta com um painel sobre os cenários e perspectivas para o agronegócio, abordando fatores que influenciam a competitividade da cadeia produtiva e os desafios para os próximos anos.

Na sequência, especialistas discutirão a descarbonização do powertrain agrícola, avaliando os impactos da transição energética para fabricantes, produtores e fornecedores, além das oportunidades relacionadas ao desenvolvimento de novas tecnologias.

A aplicação da inteligência artificial no campo também será tema de um painel internacional, que abordará a evolução da telemetria, do uso de dados e do machine learning para ampliar a eficiência das operações e viabilizar sistemas cada vez mais autônomos.

Outro destaque da programação será o debate sobre o papel das máquinas agrícolas como plataformas de dados. A proposta é discutir como a conectividade vem transformando os equipamentos em ferramentas capazes de gerar inteligência, novos serviços e modelos de negócios para o agronegócio.

Além do conteúdo técnico, o evento contará com espaço para networking e uma área de exposição com 14 empresas, que apresentarão soluções voltadas à inovação, conectividade, automação e sustentabilidade no setor agrícola.

Em sua 18ª edição, o Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas busca promover o intercâmbio entre indústria, academia e produtores, reunindo discussões sobre tecnologias que devem influenciar o desenvolvimento da mecanização agrícola nos próximos anos

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Mercado

Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em 2026

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação
Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em 2026

No caso do Produto Interno Bruto (PIB), as projeções do mercado financeiro permanecem em 1,99% em 2026 // Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Pela quarta semana consecutiva, o mercado financeiro reduz as expectativas de inflação para 2026 no Brasil. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve fechar o ano em 5,12%, conforme informações da “Agência Brasil”.

Na semana passada, a inflação projetada para o ano estava em 5,15%. Há quatro semanas, as projeções para este índice estava em 5,33%.

Para os anos subsequentes (2027 e 2028), as expectativas inflacionárias do mercado financeiro são, respectivamente, de 4,22% e 3,80%.

Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as projeções do mercado se mantêm estáveis há, pelo menos, quatro semanas.

PIB e dólar

No caso do Produto Interno Bruto (PIB), as projeções do mercado financeiro permanecem em 1,99% em 2026. Para 2027 e 2028, o mercado projeta, para a economia, crescimentos de 1,60% e 2%, respectivamente

Segundo o Boletim Focus, as projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há seis semanas, com cotação de R$ 5,20 para o dólar ao final do ano. Para os anos subsequentes, são esperadas cotações de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.

Taxa Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quinta semana consecutiva.

A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final de 2026.

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.

Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa.

Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas – ajudando a conter pressões inflacionárias.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

 

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ManutençãoTecnologia

Armazenamento adequado de máquinas agrícolas reduz custos de manutenção

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação

Armazenamento adequado de máquinas agrícolas reduz custos de manutenção

Os tratores estão presentes em praticamente todas as etapas da produção agrícola e exigem atenção mesmo durante períodos de menor utilização. O armazenamento correto durante a entressafra ou em momentos de inatividade é fundamental para preservar componentes, evitar desgastes prematuros e reduzir custos com manutenção.

Embora muitos produtores estejam atentos às revisões e inspeções periódicas, os cuidados adotados quando a máquina permanece parada por semanas ou meses também têm impacto direto em seu desempenho e vida útil. Exposição prolongada ao sol, chuva e umidade, por exemplo, podem acelerar processos de corrosão, comprometer sistemas elétricos e reduzir a durabilidade de peças e componentes.

Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Trator da Massey Ferguson, algumas medidas simples ajudam a preservar o equipamento e garantir que ele esteja pronto para operar quando necessário, reduzindo riscos de falhas e despesas inesperadas. Entre as principais recomendações está a limpeza completa da máquina antes do período de inatividade. “A remoção de resíduos de terra, palha, fertilizantes e defensivos evita o acúmulo de umidade e reduz o risco de corrosão em partes metálicas”, detalha.

Outro cuidado importante é escolher um local adequado para o armazenamento. “Ambientes cobertos, ventilados e protegidos das intempéries ajudam a preservar a pintura, os componentes eletrônicos e os elementos de borracha. Quando possível, a máquina deve permanecer protegida da incidência direta do sol e da chuva”, afirma o especialista.

A conservação da máquina durante a entressafra também passa por cuidados com pneus e fluidos. A calibragem correta ajuda a evitar deformações causadas pelo peso do equipamento durante períodos prolongados de parada, enquanto a inspeção do óleo do motor, do fluido hidráulico e do líquido de arrefecimento permite identificar eventuais necessidades de manutenção antes que elas se transformem em problemas operacionais.

Outra medida sugerida é ligar o trator a cada 15 dias por aproximadamente 20 minutos. Esse procedimento favorece a circulação do lubrificante pelos componentes internos, ajudando a manter a proteção das peças e a preservar as condições de funcionamento do equipamento.

Inspeções periódicas em períodos de armazenamento também são recomendadas. Verificar possíveis vazamentos, sinais de corrosão ou a presença de animais em componentes da máquina pode evitar problemas que muitas vezes só seriam identificados no momento de retomar as operações. “Pequenos cuidados podem gerar ganhos significativos ao produtor. Além de contribuir para a disponibilidade operacional da máquina, eles ajudam a reduzir custos de manutenção e preservam o valor do equipamento ao longo dos anos”, destaca Pinheiro.

 

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Feiras & Eventos

Casale apresenta soluções de maquinário para a pecuária na Coopercitrus Expo

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação

Casale apresenta soluções de maquinário para a pecuária na Coopercitrus Expo

A Casale estará entre as empresas expositoras da Coopercitrus Expo 2026, realizada de 27 a 31 de julho, em Bebedouro (SP). A fabricanten apresenta seu portfólio de equipamentos voltados à alimentação animal e à mecanização da pecuária, com tecnologias desenvolvidas para aumentar a eficiência operacional, otimizar o manejo nutricional dos rebanhos e contribuir para uma produção mais sustentável.

Segundo o Supervisor Regional de Vendas, Guilherme Sundfeld, a participação da Casale na Coopercitrus Expo é estratégica. “Esse trabalho conjunto tem fortalecido tanto a marca Casale quanto a Coopercitrus em todas as regiões onde a cooperativa atua. Mais uma vez, estaremos presentes no evento para prestigiar nossos parceiros, fortalecer esse relacionamento e atender de perto os clientes que passarem pela feira. Aproveito também para convidar todos os participantes a visitarem o estande da Casale, conhecerem nossos lançamentos e entenderem melhor como nossos equipamentos podem contribuir para o desenvolvimento de suas operações”, reforça.

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Tecnologia

Famato orienta produtores sobre procedimentos em caso de incêndio

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação
Famato orienta produtores sobre procedimentos em caso de incêndio

Registrar a ocorrência é importante porque pode fazer diferença caso o produtor precise comprovar que foi vítima do incêndio e que adotou as medidas cabíveis // Ana Frutuoso / Fonte: Sistema Famato

Um incêndio em uma propriedade rural causa prejuízos incalculáveis. Além de comprometer lavouras, pastagens, maquinários, cercas e estruturas, o fogo destrói a palhada utilizada para cobertura do solo, afeta a produtividade das áreas e, principalmente, coloca vidas em risco durante o combate às chamas. Diante desse cenário, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais sobre as medidas que devem ser adotadas para preservar a segurança das pessoas e reunir documentos que podem ser fundamentais para o respaldo legal da ocorrência.

Assim que identificar um incêndio, o produtor deve acionar o Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT). Além de comunicar os órgãos competentes quando necessário. O atendimento gera registros oficiais da ocorrência, que podem ser utilizados em eventuais processos administrativos ou judiciais.

Outra orientação importante é documentar os danos causados pelo fogo. Fotografias, vídeos, imagens de drone, registros com data e localização, além de relatórios técnicos e documentos emitidos pelos órgãos competentes, ajudam a comprovar a extensão da área atingida e as providências adotadas pelo produtor.

Embora a legislação não estabeleça a obrigatoriedade de apresentar imagens do combate ao incêndio, esse tipo de registro pode demonstrar que o produtor adotou todas as medidas possíveis para conter as chamas, colaborou com o trabalho das equipes de combate e não permaneceu omisso diante da situação. Da mesma forma, registros da utilização de tratores, caminhões-pipa, aceiros, brigadas particulares e demais equipamentos também podem servir como elementos de comprovação.

O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Famato e presidente do Sindicato Rural de Cláudia, Zilto Donadello, destaca que reunir essas evidências é uma medida importante para resguardar o produtor, mas reforça que nenhuma documentação deve ser obtida colocando vidas em risco.

“Registrar a ocorrência é importante porque pode fazer diferença caso o produtor precise comprovar que foi vítima do incêndio e que adotou as medidas cabíveis. Mas nenhuma foto ou vídeo vale mais do que uma vida. A prioridade deve ser sempre a segurança das pessoas envolvidas no combate e o acionamento dos órgãos competentes”, reforça Zilto.

Além da documentação da ocorrência, o produtor também deve estar atento às normas estaduais de prevenção aos incêndios. A analista de Meio Ambiente da Famato, Tânia Arévalo, explica que a Resolução COMIF nº 3/2025 estabelece parâmetros mínimos obrigatórios para todos os imóveis rurais, reforçando a necessidade de planejamento e de adoção de medidas preventivas antes mesmo do período crítico de incêndios.

“Essa resolução define requisitos mínimos que devem ser observados pelos produtores rurais para reduzir os riscos de incêndios. Entre eles estão medidas de prevenção, manutenção de estruturas como aceiros e organização da propriedade para que ela esteja mais preparada para enfrentar situações de emergência, protegendo tanto a produção quanto o meio ambiente”, alerta a engenheira florestal.

O produtor rural já adota uma série de medidas para proteger sua propriedade e evitar a propagação do fogo. Quando, ainda assim, a propriedade é atingida por um incêndio, a elaboração de laudos técnicos pode complementar a documentação da ocorrência, contribuindo para o levantamento dos prejuízos e para eventuais procedimentos administrativos ou judiciais, explica Tânia.

Além de saber como agir durante uma emergência, a principal recomendação é investir continuamente na prevenção. Ela faz parte da rotina da propriedade rural e é a medida mais eficaz para proteger vidas, preservar o patrimônio e minimizar os impactos ambientais.

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27/07/2026 0 Comentários
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Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027

Por Redação 24/07/2026
Escrito por Redação

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

24/07/2026 0 Comentários
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John Deere anuncia produção de componentes eletrônicos no Brasil
Tecnologia

John Deere anuncia produção de componentes eletrônicos no Brasil

Por Redação 24/07/2026
Escrito por Redação

 John Deere anuncia produção de componentes eletrônicos no Brasil

A John Deere anunciou a ampliação de sua operação industrial em Canoas (RS) com a implantação de uma área dedicada à montagem de componentes eletrônicos para máquinas agrícolas e de construção. A unidade, que atualmente produz os pulverizadores 1025E, tem previsão de iniciar a nova operação de componentes eletrônicos em julho de 2027.

Voltado exclusivamente ao atendimento do mercado brasileiro, o projeto representa um investimento de R$ 75 milhões, ampliando ainda mais a atuação da John Deere no País.

“Estamos avançando de forma consistente no fortalecimento da nossa presença industrial e tecnológica no país, com uma visão de longo prazo e o compromisso de oferecer soluções que contribuam para operações mais produtivas e eficientes. Essa mudança amplia ainda mais nossa capacidade de integrar sistemas eletrônicos essenciais aos equipamentos com agilidade, reforçando nossa constante agenda de inovação e o desenvolvimento de recursos cada vez mais conectados às necessidades dos clientes brasileiros”, afirma Joaquin Fernandez, vice-presidente de Manufatura da John Deere para a América do Sul.

A nova linha será focada na montagem final de componentes e sistemas eletrônicos fundamentais, incluindo módulos inteligentes de controle (o cérebro eletrônico das máquinas), receptores de sinal GPS de alta precisão (como o StarFire™), monitores e guias de orientação de última geração.

A expansão também faz parte da estratégia global de manufatura da companhia para otimizar sua cadeia de suprimentos, contribuindo para a eficiência logística global da John Deere e aproveitando a capacidade técnica da unidade e os talentos de tecnologia da região.

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24/07/2026 0 Comentários
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