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Mercado

Produção de milho 1ª safra dispara 41% no estado de SP no ciclo 2025/26

Por Redação 28/08/2026
Escrito por Redação

Produção de milho 1ª safra dispara 41% no estado de SP no ciclo 2025/26

A cultura do milho primeira safra registrou um salto expressivo na produção paulista de 41%. É o que aponta o terceiro levantamento de previsão e estimativa da safra 2025/26, realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, em parceria com a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI). O estudo confirma o otimismo das previsões parciais do milho 1ª safra e também aponta as estimativas finais para outras culturas relevantes no cenário paulista, como soja, amendoim e seringueira.

A produção do milho 1ª safra atingiu 2,06 milhões de toneladas, com o aumento de 26,5% na área plantada (277,8 mil hectares) e ganho de 11,5% na produtividade. A região de Itapeva liderou o estado, concentrando 26% desse volume. Além dela, destacam-se as regionais de São João da Boa Vista (11,5%), Itapetininga (7,7%) e Avaré (7,5%), totalizando 52,7% da produção estadual.

A soja, um dos principais pilares da agricultura paulista, fechou o ciclo 25/26 em 4,12 milhões de toneladas, mantendo estabilidade frente ao período anterior. Embora a área total tenha encolhido 5,1%, a produtividade cresceu 5,4% (média de 3.603 kg/ha). Esse cenário reflete uma forte otimização técnica nas principais regiões produtoras do estado: Itapeva (19,3%), Ourinhos (10,5%), Assis (10,3%), Itapetininga (7,0%), Orlândia (6,6%) e Avaré (5,0%), que totalizam 58,7%.

São Paulo mantém a liderança nacional na produção de amendoim, respondendo por 80%. Contudo, a retração nos preços internos da casca e as cotações externas desfavoráveis encolheram a área plantada em 8,7% e a produção em 2,8%. O impacto só não foi maior devido à alta de 6,4% na produtividade média. Jaboticabal e Presidente Prudente lideram o ranking estadual. Já a seringueira operou em estabilidade.

A safra encerra com 263,6 mil toneladas de coágulo de látex, leve recuo de 1,0%. A regional de São José do Rio Preto detém 31,7% do mercado do estado. O próximo levantamento trará os resultados finais das culturas anuais do milho segunda safra, trigo e triticale e das culturas perenes banana e café. O relatório é fruto do trabalho de campo conjunto de técnicos das Casas da Agricultura e analistas do IEA.

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Tecnologia

Famato esclarece regras para aplicação de defensivos agrícolas após decisão do TJMT

Por Redação 27/08/2026
Escrito por Redação
Famato esclarece regras para aplicação de defensivos agrícolas após decisão do TJMT

o Tribunal manteve a distância de 90 metros para grandes propriedades, reconheceu a distância de 25 metros para pequenas e médias propriedades e estabeleceu, para as pequenas propriedades, tratamento específico conforme a modalidade de aplicação / Foto: CNA

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) atuou como amicus curiae no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que discutiu a constitucionalidade da Lei Estadual nº 12.859/2025, que estabelece critérios para a aplicação terrestre de defensivos agrícolas em Mato Grosso. Durante o processo, a entidade apresentou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) argumentos jurídicos e informações técnicas sobre a atividade agropecuária, as tecnologias de aplicação e as medidas de redução da deriva.

A decisão do TJMT representa um avanço importante para o setor produtivo ao reconhecer a constitucionalidade da legislação estadual e, consequentemente, admitir critérios diferenciados para as distâncias mínimas na aplicação de defensivos agrícolas. Antes da edição da lei, prevalecia a regulamentação do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), que estabelecia, de forma geral, o distanciamento mínimo de 90 metros, sem a diferenciação posteriormente introduzida pelo legislador. Com o julgamento desta terça-feira (25), o Tribunal manteve a distância de 90 metros para grandes propriedades, reconheceu a distância de 25 metros para pequenas e médias propriedades e estabeleceu, para as pequenas propriedades, tratamento específico conforme a modalidade de aplicação.

Na prática, o novo cenário traz uma regulamentação mais adequada às diferentes realidades produtivas. Nas pequenas propriedades, de até quatro módulos fiscais (unidade de medida expressa em hectares, estabelecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para cada município), a aplicação manual ou costal poderá ser realizada sem distância mínima, desde que observadas as demais exigências legais e técnicas. Para a aplicação mecanizada ou tratorizada nessas propriedades, o TJMT fixou a distância mínima de 25 metros.

Assim, embora o julgamento tenha estabelecido essa limitação específica para a aplicação mecanizada nas pequenas propriedades, o resultado geral é positivo, pois supera a antiga lógica de aplicação indistinta dos 90 metros e consolida, em lei reconhecida como constitucional pelo Tribunal, critérios proporcionais ao porte da propriedade e à forma de aplicação.

Por isso, antes de realizar uma aplicação, o produtor deve verificar o porte da propriedade e qual método será utilizado. Nas grandes propriedades, permanece a exigência de 90 metros; nas médias, de 25 metros; e, nas pequenas, a distância dependerá do método de aplicação. Se a operação for manual ou costal, não há distância mínima estabelecida pela decisão. Se for realizada com máquina ou trator, deverão ser observados 25 metros.

O produtor também precisa observar as exigências previstas nas bulas e rótulos dos produtos, registros, licenças e demais normas federais, estaduais e municipais aplicáveis. Caso exista uma exigência mais restritiva, ela deverá ser respeitada.

Outro ponto importante é que a segurança da aplicação não depende apenas da distância física. Durante sua atuação no processo, a entidade apresentou argumentos técnicos demonstrando que fatores como tamanho das gotas, tipo de ponta de pulverização, pressão do equipamento, condições meteorológicas, calibração do maquinário, tecnologia empregada e capacitação dos operadores influenciam diretamente o potencial de deriva.

A deriva ocorre quando gotas ou partículas do produto se deslocam para fora da área que está sendo tratada. Por isso, mesmo quando a distância mínima prevista na decisão estiver sendo cumprida, o produtor deve planejar a operação considerando condições como velocidade e direção do vento, temperatura, umidade, tamanho das gotas, pressão e altura da barra de pulverização, além das condições de manutenção e regulagem do equipamento.

Segundo o gestor jurídico da Famato, Rodrigo Bressane, a entidade defende que a regulamentação da aplicação de defensivos agrícolas deve considerar a evolução tecnológica e as boas práticas adotadas no campo. Equipamentos modernos, pontas de pulverização com indução de ar, sistemas de controle de deriva, sensores meteorológicos e tecnologias de agricultura de precisão são ferramentas que podem contribuir para maior controle da aplicação e redução da dispersão para áreas não alvo.

“A atuação da Famato no processo buscou contribuir para que a discussão considerasse, além da proteção ambiental, a realidade da produção agropecuária e os avanços tecnológicos disponíveis. Sustentando também que a legislação deve compatibilizar a tutela ambiental, as novas tecnologias e a função social da propriedade com o desenvolvimento econômico sustentável, garantindo segurança operacional e jurídica para o uso dos defensivos agrícolas”, explica Bressane.

A decisão do TJMT reforça a importância de estabelecer critérios que conciliem a proteção ambiental e a segurança com a realidade da produção agropecuária. A entidade defende que a regulamentação sobre o uso de defensivos agrícolas seja baseada em evidências científicas, critérios técnicos e no avanço das tecnologias de aplicação, considerando que a redução dos riscos não depende apenas de distâncias, mas também de equipamentos adequados, condições meteorológicas, capacitação dos operadores e boas práticas agrícolas.

“A Federação continuará acompanhando os desdobramentos da decisão e atuando para que as normas aplicáveis ao setor promovam segurança jurídica aos produtores, proteção ambiental e condições para a continuidade de uma produção responsável em Mato Grosso”, reforça o gestor.

 

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Expointer é importante termômetro para a retomada do setor de máquinas agrícolas, diz Simers
ExpointerMercado

Expointer será termômetro para retomada do setor de máquinas agrícolas, diz Simers

Por Redação 27/08/2026
Escrito por Redação

Expointer será termômetro para retomada do setor de máquinas agrícolas, diz Simers

A Expointer poderá marcar o início de um novo momento para a indústria de máquinas e implementos agrícolas. Primeira grande feira do agro após o anúncio do Plano Safra 2026/2027, o evento será também o primeiro grande termômetro para medir a reação do mercado às novas condições de financiamento e a capacidade de transformar a intenção de compra dos produtores em investimentos. Essa é a expectativa do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS), co-promotor da Expointer.

Realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a Expointer reúne fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, produtores rurais e compradores nacionais e internacionais. 

“A Expointer é uma vitrine estratégica para a indústria. É aqui que muitas empresas apresentam seus lançamentos, fortalecem o relacionamento com os produtores e transformam a tecnologia exposta em oportunidades de negócios. A presença de cerca de 135 empresas mostra que o setor continua apostando na feira e na força do mercado. Temos uma expectativa positiva de que esta edição ajude a movimentar as vendas e sinalize uma retomada dos investimentos no campo”, afirma o presidente do SIMERS, Claudio Bier.

Para Bier, o potencial da feira está diretamente relacionado ao funcionamento efetivo do Plano Safra e à chegada dos recursos ao produtor. “O produtor continua acreditando na tecnologia como ferramenta para produzir mais e melhor. O que esperamos é que as linhas de crédito estejam plenamente operacionais e acessíveis durante a Expointer. Se o financiamento chegar efetivamente ao produtor, teremos um ambiente muito favorável para impulsionar os negócios e estimular novos investimentos”, destaca.

A vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, reforça que a disponibilidade de crédito será determinante para que o interesse do produtor se transforme em negócios.

“A indústria está preparada, e as empresas chegam à Expointer com inovação e soluções cada vez mais eficientes. O produtor demonstra interesse em investir e renovar seu parque de máquinas. O fator decisivo será a disponibilidade do crédito. Se os recursos do Plano Safra estiverem acessíveis, a feira terá todas as condições para acelerar negócios e sinalizar uma retomada consistente do mercado”, afirma.

A expectativa também é reforçada pela presença de produtores de diferentes regiões do Brasil e de compradores da Argentina e do Paraguai, mercados estratégicos para a indústria gaúcha de máquinas agrícolas. A combinação entre lançamentos, inovação, compradores qualificados e crédito disponível cria um ambiente favorável para novos investimentos e para o fortalecimento da competitividade do setor.

O cenário, no entanto, ainda exige atenção. A baixa rentabilidade das principais culturas, provocada pela combinação entre preços pressionados das commodities e elevados custos de produção, reduziu a capacidade de investimento do produtor rural ao longo dos últimos meses.

Para o SIMERS, esse contexto torna ainda mais importante que os recursos anunciados no Plano Safra estejam efetivamente disponíveis, com acesso simplificado e condições que permitam ao produtor tomar decisões de investimento.

Responsável por mais da metade da produção nacional de máquinas agrícolas, o Rio Grande do Sul chega à Expointer reafirmando seu protagonismo na fabricação de equipamentos e tecnologias para o agronegócio. Para o SIMERS, a edição de 2026 reúne elementos importantes para inaugurar um novo ciclo de investimentos: empresas preparadas, inovação, compradores qualificados e um ambiente de negócios consolidado. O passo decisivo será garantir que o crédito esteja disponível para transformar oportunidades em vendas.

“A Expointer sempre antecipou os movimentos do agronegócio brasileiro. Quando inovação, confiança e crédito caminham juntos, o produtor investe e toda a cadeia se fortalece. É essa combinação que esperamos ver nesta edição”, conclui Bier.

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Feiras & EventosTecnologia

Próximo salto da IA no campo será tema do SAE Brasil de Máquinas Agrícolas

Por Redação 27/08/2026
Escrito por Redação

Próximo salto da IA no campo será tema do SAE Brasil de Máquinas Agrícolas

A inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a ser critério de decisão de compra no agronegócio brasileiro. Sistemas que antes apenas registravam o que aconteceu na lavoura, hoje recomendam e executam a ação seguinte. É esse deslocamento, da telemetria para a decisão autônoma, que estará no centro do 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas, no dia 2 de setembro, no Teatro CIEE-RS Banrisul, em Porto Alegre (RS).

O encontro, tradicional no calendário do setor de máquinas agrícolas, reúne fabricantes, fornecedores e pesquisadores em torno das rotas tecnológicas da mecanização nacional. Entre os painéis previstos está o “IA no Campo: da Telemetria à decisão Autônoma”, que discutirá dados, inteligência embarcada e machine learning aplicado a partir de uma perspectiva global e terá Giancarlo Fasolin, gerente sênior de Marketing Estratégico da PTx para a América do Sul, como painelista.

A empresa reúne as tecnologias de agricultura de precisão da Precision Planting e da PTx Trimble e opera sobre uma premissa da compatibilidade entre marcas. “O produtor brasileiro raramente tem uma frota de uma única marca. Ele tem tratores, colhedoras e implementos de fabricantes e de anos diferentes convivendo na mesma operação. Qualquer discussão sobre inteligência artificial no campo passa por essa questão prática: de onde vêm os dados e se eles conversam entre si. Sem isso, o algoritmo não tem matéria-prima”, destaca Fasolin.

Retrofit como porta de entrada da autonomia

Um dos pontos que devem atravessar o debate é o papel do retrofit na difusão da automação. A adoção de tecnologia embarcada no Brasil tem avançado não apenas pela renovação de frota, mas pela atualização de máquinas já em operação — caminho que reduz a barreira de investimento e acelera a curva de adoção em propriedades de diferentes portes.

Nessa frente, soluções de piloto automático e de correção de sinal permitem que equipamentos existentes passem a operar com precisão centimétrica, enquanto plataformas construídas sobre o protocolo ISOBUS viabilizam a integração entre máquinas de fabricantes distintos. O passo seguinte já está em campo: sistemas como o OutRun, da PTx Trimble, permitem que tratores executem tarefas sem operador na cabine, sob supervisão humana.

“A decisão autônoma não substitui o produtor, ela realoca a atenção dele. Quando a máquina executa exatamente o que foi planejado, sem desvio e sem interrupção, a mão de obra qualificada passa a ser empregada onde realmente faz diferença. É aí que a tecnologia deixa de ser custo e vira produtividade”, diz o executivo.

Agenda de descarbonização e eficiência

A edição de 2026 do simpósio se organiza em torno da discussão de máquinas agrícolas para um agro mais inteligente e descarbonizado — agenda em que eficiência operacional e redução de emissões deixaram de ser temas paralelos. Para o setor de máquinas, o desafio é traduzir volume crescente de dados em ganho mensurável no campo — tema que o painel pretende endereçar a partir de casos e resultados de diferentes mercados.

Serviço

  • 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas
    Data: 2 de setembro de 2026
    Local: Teatro CIEE-RS Banrisul – R. Dom Pedro II, 861, São João – Porto Alegre (RS)
    Painel: “IA no Campo: Da Telemetria à Decisão Autônoma. Foco em dados, inteligência embarcada e machine learning aplicado – uma perspectiva global”, apresentado por Giancarlo Fasolin
    Horário: 15h25 às 16h40
    Informações e inscrições: saebrasil.org.br
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EmpresasTecnologia

Parceria entre Senar MT e Case IH forma mais de 500 profissionais em tecnologias de automação

Por Redação 26/08/2026
Escrito por Redação

Parceria entre Senar MT e Case IH forma mais de 500 profissionais em tecnologias de automação

A necessidade contínua de profissionais qualificados para operar maquinários agrícolas de ponta tem transformado a realidade do agronegócio em Mato Grosso. Em parceria com a Case IH (grupo CNH), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) capacitou 582 em 69 cursos realizados entre janeiro e julho de 2026. As formações focam na operação, regulagem e manutenção de máquinas de alta tecnologia, atendendo a uma das maiores demandas dos produtores rurais da região.

As ações estão concentradas nos Centros de Treinamento (CT) de Campo Novo do Parecis e Rondonópolis, oferecendo uma estrutura onde trabalhadores e novos talentos aprendem na prática. Entre os cursos ministrados estão a Operação em Alta Performance Utilizando Colheitadeira de Grãos, Pulverizador Autopropelido, Trator, e Trator com Plantadeira.

O coordenador de regionais do Senar MT, Victor Fazinga, ressalta a relevância da aliança. “Essa parceria representa um importante avanço na qualificação de profissionais para o setor agrícola. Unindo a experiência do Senar MT em formação e capacitação à tecnologia e inovação da Case IH, essa iniciativa prepara operadores para os desafios do campo, garantindo mais eficiência, segurança e produtividade nas operações”, pontua.

A oferta de treinamentos busca sanar um gargalo histórico do setor produtivo. Segundo o supervisor regional do Senar MT, José Pio, a escassez de operadores preparados é uma queixa frequente entre os produtores rurais atendidos pelos sindicatos da região sul do estado, como Rondonópolis, Pedra Preta, Jaciara e Jucimeira.

“Hoje, a gente sabe que uma das grandes dores do produtor é não ter uma mão de obra qualificada na região. Nosso objetivo é formar profissionais aptos para atender a essa demanda e trabalhar de forma efetiva nas propriedades. A gente abre os cursos para o público urbano que quer se qualificar ou aperfeiçoar sua aptidão com máquinas. Grande parte das pessoas vem da cidade já com noções de direção para operar o equipamento com segurança”, completa o supervisor.

Além de suprir a demanda do mercado, os cursos têm se consolidado como uma porta de entrada para a inclusão feminina em atividades historicamente dominadas por homens. Alunas do curso de colheitadeiras no CT de Rondonópolis destacam a transformação profissional e o fim dos preconceitos na mecanização agrícola.

Natural de Rondônia e atualmente morando em Rondonópolis, Aylla Maciel, de 32 anos, é técnica agrícola e motorista de caminhão. Ela enxergou no treinamento a chance de se reconectar com suas raízes rurais e expandir sua atuação.

“Eu venho da área rural e da área de transporte, que são duas paixões. Vi a oportunidade de voltar para o agro e quero pegar firme nisso. Na área de transporte ou de máquinas, ninguém espera uma mulher, mas hoje não existe mais isso de mulher ficar só no fogão. Uma mulher pode dirigir um caminhão, uma máquina ou um avião. É preciso ter atenção aos detalhes do solo e da máquina para não estragar os equipamentos, e a instrução técnica nos dá essa base com excelência”, relatou Aylla.

Para Raquel Ferreira, estudante de Gestão de Recursos Humanos que se mudou para Mato Grosso há anos, o curso representou um desafio superado. “Para mim está sendo desafiador porque não tinha vivência na área, mas estou gostando muito. Até pouco tempo não tínhamos espaço, e hoje estamos fazendo um curso que antes era só para homens, quebrando paradigmas e preconceitos. As mulheres são capazes, e encorajo todas a virem sem medo”, afirmou.

Já a aluna Andressa Santos destacou o aprendizado detalhado sobre a tecnologia interna do maquinário e o cuidado diferenciado que a presença feminina agrega ao campo.

“É uma experiência muito válida para entender desde o funcionamento interno até a operação. A tecnologia ajuda, mas é preciso estar ciente dos sinais que a máquina dá. A mulher tem um cuidado a mais, um zelo e uma visão sistêmica do negócio. Isso faz diferença nos detalhes da manutenção, na verificação pós-colheita e na limpeza do equipamento”, explicou Andressa.

Os interessados em participar dos próximos cursos de mecanização agrícola devem procurar o Sindicato Rural de seu município para verificar a disponibilidade de turmas para realizar a inscrição.

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26/08/2026 0 Comentários
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Permite consultas rápidas e visualizações de gráficos sobre produção, distribuição territorial, risco climático e produção científica
Tecnologia

Embrapa lança plataforma com informações sobre a cafeicultura brasileira

Por Redação 26/08/2026
Escrito por Redação
Permite consultas rápidas e visualizações de gráficos sobre produção, distribuição territorial, risco climático e produção científica

Ferramenta permite consultas rápidas e visualizações de gráficos sobre produção, distribuição territorial, risco climático e produção científica // Foto: Renata Silva

Já está no ar o Painel – Café em Números, plataforma on-line interativa que reúne, em um único ambiente, informações oficiais sobre a cafeicultura brasileira. Desenvolvida em parceria entre a Embrapa Café (DF) e a Embrapa Territorial (SP), a ferramenta organiza e integra informações oficiais provenientes de diferentes instituições, facilitando o acesso e a visualização de indicadores estratégicos do setor.

O painel utiliza bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Censo Agropecuário, do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e da própria Embrapa, permitindo consultas rápidas e visualizações de gráficos sobre produção, distribuição territorial, perfil socioeconômico, risco climático e produção científica relacionada ao café.

Segundo a analista Daniela Maciel, da Embrapa Territorial, responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, o setor convive com um grande volume de informações oficiais, mas distribuídas em diferentes sistemas, metodologias e de difícil utilização. “Faltava um ponto único e integrado de consulta”, explica ela.

A plataforma reúne informações sobre as duas principais espécies cultivadas no País — Coffea arabica e Coffea canephora — com recortes nacionais, regionais, estaduais e municipais. A série histórica de produção abrange o período de 2014 a 2024, enquanto os dados sobre estabelecimentos agrícolas e perfil dos produtores utilizam o Censo Agropecuário de 2017. A plataforma será atualizada sempre que forem publicados novos dados oficiais.

Para a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, ter informações integradas, oficiais e confiáveis é estratégico para a cafeicultura brasileira. “O Painel Café em Números fortalece a capacidade do setor de planejar, antecipar riscos, orientar investimentos e subsidiar decisões e políticas públicas baseadas em evidências”, destaca.

Módulos

O painel está organizado em sete módulos temáticos que apresentam diferentes dimensões da cafeicultura brasileira. A seção Visão Geral reúne indicadores nacionais de produção, área colhida, produtividade e valor da produção, com séries históricas e comparação entre cafés arábica e canéfora. Em Distribuição Territorial, o usuário pode consultar rankings de estados produtores, dados por região e mapas municipais da produção. Já o módulo Geografia da Produção detalha informações como valor gerado, produtividade média, área plantada, área colhida e rendimento por localidade.

Os demais módulos ampliam a análise para aspectos estruturais, sociais, climáticos e científicos. Estabelecimentos Agrícolas apresenta o número e o perfil das propriedades produtoras, incluindo a participação da agricultura familiar; Dados Socioeconômicos reúne informações sobre gênero, faixa etária e envelhecimento dos produtores; Zarc – Risco Climático mostra mapas e períodos de menor risco para o cultivo; e Café na Embrapa concentra a produção científica e tecnológica da Empresa, com dados sobre publicações, autores, temas de pesquisa e ativos tecnológicos.

Integração

Para Daniela Maciel, uma das principais contribuições do painel é oferecer uma visão integrada da cafeicultura brasileira. “Ele permite enxergar onde o café está sendo produzido, como essa produção evoluiu ao longo do tempo e quais características sociais, territoriais e produtivas estão associadas a cada região”, detalha. A analista ressalta que esse tipo de informação pode subsidiar decisões de diferentes públicos. “Vejo um potencial muito grande de utilização por pesquisadores, extensionistas, estudantes, gestores públicos e também pelo próprio setor produtivo. O objetivo é facilitar o acesso à informação e apoiar decisões baseadas em evidências.”

Outro diferencial é a integração dos dados do Zarc, que passam a estar disponíveis em um ambiente específico para a cultura do café. “A ideia é simplesmente facilitar o acesso às informações relacionadas exclusivamente à cafeicultura”, esclarece.

Inteligência Territorial

De acordo com Renata Silva, o painel é o primeiro passo para a construção da Plataforma Nacional de Inteligência Territorial do Café, que pretende ser um espaço construído coletivamente com instituições públicas, privadas e representativas da cafeicultura brasileira. Mais do que reunir informações, ela buscará consolidar dados oficiais e cientificamente validados que fortaleçam a tomada de decisão, orientem políticas públicas, apresentem a realidade brasileira, atraiam investimentos e ampliem a competitividade do setor.

“A Plataforma terá um papel estratégico na apresentação e comunicação da realidade da cafeicultura brasileira, oferecendo ao mercado nacional e internacional uma visão confiável, transparente e baseada em evidências sobre produção, produtores, sustentabilidade e os avanços do café brasileiro”, explica.

A Plataforma Nacional de Inteligência do Café reunirá dados georreferenciados, indicadores estratégicos, mapas interativos e análises sobre produção, mercado, logística, competitividade e riscos climáticos. Além da integração de bases oficiais, incorporará informações derivadas de sensoriamento remoto, permitindo o mapeamento e o monitoramento da cafeicultura brasileira por meio de imagens de satélite e outras tecnologias geoespaciais.

Também utilizará ferramentas de inteligência artificial em campo para apoiar a validação de dados estratégicos e o monitoramento de períodos de produção. A iniciativa está em fase de estruturação, com articulação de parcerias e viabilização de recursos para sua implementação em escala nacional.

Daniela Maciel destaca que a construção de uma plataforma completa demanda investimentos significativos. “Integrar e organizar dados sobre a cafeicultura brasileira utilizando imagens de satélite ou manter equipes dedicadas exclusivamente ao processamento e atualização dessas informações exige recursos humanos e financeiros. Por isso, optamos por iniciar com uma parte desse trabalho: reunir os principais dados oficiais já disponíveis e organizá-los de forma acessível.”

Transformando dados em informação

Embora as informações utilizadas no Painel Café em Números sejam públicas, transformar grandes bases estatísticas, com metodologias diversas, em um ambiente intuitivo e integrado exigiu um extenso trabalho de preparação dos dados.

“Quando você baixa uma tabela do IBGE, por exemplo, ela não está pronta para ser utilizada em um painel interativo. Primeiro é preciso identificar quais variáveis serão utilizadas, padronizar estruturas, reorganizar tabelas enormes e converter tudo para formatos compatíveis com processamento em banco de dados”, descreve Maciel.

Segundo ela, esse processo permite transformar milhares de linhas e colunas em informações organizadas, facilitando a navegação e a comparação entre diferentes indicadores. “No painel, quando o usuário faz uma consulta, ele não acessa diretamente o site do IBGE. Os dados já foram processados, tratados e estruturados pela equipe, ficando armazenados em ambiente próprio para consultas rápidas”, finaliza a analista.

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26/08/2026 0 Comentários
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ExpointerTecnologia

LS Tractor apresenta nova série MT3 e amplia portfólio de máquinas na Expointer

Por Redação 26/08/2026
Escrito por Redação

LS Tractor apresenta nova série MT3 e amplia portfólio de máquinas na Expointer

A LS Tractor chega à Expointer 2026 com uma estratégia voltada à renovação de seu portfólio e à ampliação das opções de mecanização para diferentes perfis de produtores. Entre as principais novidades da marca está a apresentação, em primeira mão, da nova série MT3, composta por modelos de 50 cv e 65 cv, além da presença da série Plus PRO, lançada recentemente no mercado brasileiro.

A Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio, no Rio Grande do Sul, ocupa uma posição estratégica no calendário da LS Tractor. 

Segundo Felippe Vieira, diretor comercial da LS Tractor, por sua história e relevância, a Expointer é um dos principais encontros do agronegócio. “É uma feira multissetorial, que aproxima o campo da cidade e reúne produtores, empresas e toda a cadeia produtiva. Por isso, sempre buscamos levar novidades e reforçar nossa presença no evento”, afirma.

Novidades 

A grande novidade da LS Tractor será a apresentação da nova série MT3. Com modelos de 50 cv e 65 cv, a linha foi desenvolvida para atender atividades agrícolas que exigem equipamentos compactos, ágeis e capazes de operar em áreas com espaço restrito. “Os modelos são indicados para aplicações como parreirais, pomares, aviários e outras atividades que demandam mecanização em locais com limitações de circulação e manobra”, destacou Vieira.

Mesmo com dimensões compactas, a série MT3 incorpora tecnologias e recursos voltados ao conforto e à eficiência operacional. A proposta é oferecer ao produtor uma alternativa para ampliar a mecanização de atividades em propriedades que possuem áreas de difícil acesso para máquinas de maior porte.

Série Plus PRO reforça o portfólio

Outro destaque da marca durante a Expointer será a nova série Plus PRO, apresentada ao mercado durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP). A linha conta com modelos de 80 cv a 105 cv e chega para substituir a consagrada série Plus. Os novos tratores utilizam motorização Perkins e transmissão LS, combinando componentes reconhecidos pelo mercado com a tecnologia desenvolvida pela fabricante sul-coreana.

A chegada das novas séries faz parte da estratégia da empresa de ampliar e atualizar continuamente sua linha de produtos, buscando atender diferentes necessidades de mecanização no campo. Atualmente, a LS Tractor possui 11 diferentes modelos produzidos no Brasil, com diversas configurações e potências que variam de 25 cv a 150 cv, abrangendo mais de 70% do mercado brasileiro de máquinas agrícolas.

Crédito e investimentos 

Além das novidades em produtos, a LS Tractor acompanha com expectativa positiva as perspectivas de ampliação dos investimentos no setor agrícola. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões em crédito rural para a agricultura empresarial, com R$ 140,2 bilhões destinados a investimentos. Para a agricultura familiar, a previsão é de R$ 85,2 bilhões em recursos para operações do Pronaf, incluindo modalidades voltadas à mecanização.

Programas como Moderfrota, Pronamp e Inovagro estão entre as alternativas disponíveis para apoiar investimentos e modernização das propriedades rurais. Além das linhas tradicionais de crédito, a LS Tractor também trabalha com alternativas próprias para facilitar o acesso do produtor à mecanização, entre elas o Consórcio Nacional LS Tractor.

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26/08/2026 0 Comentários
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Empresas

AGCO e TNC Brasil impulsionam a recuperação de 40 mil hectares de pastagens degradadas no Cerrado

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

AGCO e TNC Brasil impulsionam a recuperação de 40 mil hectares de pastagens degradadas no Cerrado

A parceria entre a AGCO, pela atuação da AGCO Agriculture Foundation (AAF), e a The Nature Conservancy Brasil (TNC) demonstra que é possível fortalecer a produção agropecuária no Cerrado de forma sustentável. Por meio de duas frentes complementares, recuperação de pastagens degradadas e restauração da vegetação nativa, a iniciativa apoia 30 produtores rurais em mais de 40 mil hectares com assistência técnica, diagnósticos e recomendações para melhorar o desempenho das áreas produtivas.

Em 11 mil hectares de pastagens, práticas sustentáveis foram implementadas diretamente com apoio técnico especializado. Nas demais áreas, os produtores receberam diagnósticos e recomendações para orientar ações de restauração da vegetação nativa e adequação ambiental. Esses resultados estão alinhados à construção de governança local e articulação interinstitucional, demonstrando o potencial de um modelo em que produtividade e conservação avançam de forma integrada e consolidando bases concretas para que sejam ampliadas no curto prazo.

Desenvolvida em Mato Grosso, a iniciativa combina assistência técnica, capacitação e acompanhamento contínuo das propriedades rurais para apoiar os produtores na adoção de práticas de agricultura regenerativa. Entre as atividades desenvolvidas estão a recuperação da saúde do solo, a restauração de pastagens, a integração entre lavoura e pecuária, o manejo eficiente da água e o monitoramento de indicadores que permitem avaliar a evolução dos sistemas produtivos.

Além do acompanhamento técnico nas propriedades rurais, a parceria também contribuiu na formação e disseminação do conhecimento. Uma Unidade Demonstrativa instalada na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), em Nova Xavantina, já capacitou mais de 200 participantes em temas relacionados à saúde do solo, integração lavoura-pecuária e agricultura regenerativa. Do total de participantes, 66,8% eram homens, 32,7% mulheres e 47% jovens, evidenciando a participação de diferentes perfis na formação e na disseminação de práticas inovadoras no campo.

As atividades de capacitação também incluíram a realização de quatro dias de campo, que reuniram produtores rurais, estudantes e profissionais do setor para compartilhar experiências e apresentar os resultados da adoção de técnicas regenerativas. A iniciativa também envolveu 15 recém-graduados em atividades de assistência técnica, contribuindo para a formação de novos profissionais preparados para apoiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis.

Os resultados observados nas propriedades participantes demonstram, na prática, os benefícios da adoção de sistemas produtivos regenerativos. Em Nova Xavantina (MT), uma propriedade de pecuária leiteira registrou aumento de 27% na produtividade de leite após três anos de recuperação de pastagens e aprimoramento do manejo do rebanho, diversificando a renda e otimizando o uso da terra.

Em Ribeirão Cascalheira (MT), um produtor elevou a taxa de lotação animal de 0,8 para 1,17 Unidade Animal por hectare (UA/ha) ao longo de três anos de acompanhamento técnico, por meio de ajustes de manejo animal e técnicas de manejo sustentável da pastagem para recuperação pastagens degradadas, demonstrando que é possível produzir mais e restaurar a terra simultaneamente. Já em outra propriedade de Nova Xavantina, a taxa de lotação passou de 0,4 para 1 UA/ha em apenas um ano de assistência técnica, aumentando a produção na área já utilizada para a atividade. Entre as principais técnicas de reforma das pastagens, destacam-se a utilização de bioinsumos, compostagem e pó de rocha, pois tornam os sistemas ainda mais regenerativos.

Para Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO, os resultados mostram como a combinação entre conhecimento técnico, planejamento e práticas regenerativas pode contribuir para recuperar áreas degradadas, aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da pecuária no Cerrado. “Na AGCO, acreditamos que inovação e sustentabilidade caminham juntas. A parceria com a TNC reforça nosso compromisso em ampliar o acesso ao conhecimento e às soluções que ajudam os produtores a evoluir seus sistemas produtivos, combinando maior eficiência, conservação dos recursos naturais e resiliência no campo”, destaca o executivo.

“O marco de mais de 40 mil hectares em processo de transição para modelos regenerativos traduz o potencial de transformação de iniciativas ancoradas em ciência, assistência técnica e engajamento dos produtores. O Cerrado tem um papel estratégico para a conservação da biodiversidade aliada à manutenção e aprimoramento da capacidade produtiva, e parcerias como a construída com a AGCO são fundamentais para ampliar a adoção de sistemas produtivos regenerativos e gerar impacto positivo em escala”, afirma Julia Mangueira, Diretora de Conservação para o Cerrado.

25/08/2026 0 Comentários
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Tecnologia

John Deere anuncia acordo para distribuição de produtos da CMAK Agro Forest

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

John Deere anuncia acordo para distribuição de produtos da CMAK Agro Forest

A John Deere acaba de anunciar um acordo de distribuição com a CMAK Agro Forest, empresa brasileira focada em soluções inovadoras de silvicultura.

Nos termos da colaboração, a CMAK será responsável pela fabricação das plantadoras florestais e irrigadores de mudas, enquanto a John Deere fará a distribuição dos equipamentos, marcando mais um passo na estratégia da empresa de ampliar seu portfólio de soluções mecanizadas para o setor florestal.

“Este movimento estratégico nos permite entregar um ecossistema ainda mais completo e integrado ao produtor”, afirma Mary Pat Tubb, vice-presidente global da divisão Florestal da John Deere. “As tecnologias da CMAK ajudarão os clientes da John Deere a conduzir e manter seus projetos de reflorestamento com muito mais agilidade e eficiência.”

A princípio, os equipamentos serão distribuídos somente por meio da unidade Florestal da John Deere no Brasil, com previsão de expansão a mercados adicionais no futuro.

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25/08/2026 0 Comentários
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Medida Provisória autoriza renegociação dívidas rurais; saiba regras
Mercado

CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais

Por Redação 25/08/2026
Escrito por Redação

cultura do milho - CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais

Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento, segundo informações da “Agência Brasil”.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações.

Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural.

A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes.

Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

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