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Novos mercados e segurança energética pautam primeiro dia da FenaBio
Feiras & Eventos

Novos mercados e segurança energética pautam primeiro dia da FenaBio

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

A 2ª edição da FenaBio começou nesta quarta-feira (12), durante a Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP). No primeiro dia, a conferência reuniu representantes da indústria, do setor produtivo, do mercado e da academia para discutir as transformações da matriz energética e as oportunidades para a bioenergia.

Segundo Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a FenaBio foi criada para ampliar esse debate e aproximar diferentes visões sobre o futuro da bioenergia. “Temos uma cadeia que já é muito desenvolvida, mas que continua abrindo novas frentes de mercado, incorporando tecnologias e buscando mais eficiência”, afirma.

Novos mercados

Entre os mercados em expansão está o Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Especialistas apontaram a disponibilidade de biomassa, a experiência brasileira com biocombustíveis e a diversidade de rotas tecnológicas como vantagens para o desenvolvimento dessa cadeia no país.

Segundo Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil e presidente do Conselho de Administração da Helibras, o país tem potencial para ser a Arábia Saudita do SAF, podendo ser o maior produtor mundial. “O Brasil pode produzir quase dez vezes mais do que aquilo que a gente consome. É um potencial muito grande”, afirmou durante o painel “SAF: Viabilizando o potencial de liderança do Brasil”.

Segurança energética e presença internacional

A ampliação da oferta de etanol também passou pela integração entre cana-de-açúcar e milho. Os participantes destacaram a complementaridade entre as duas matérias-primas, que permite estender a operação das usinas ao longo do ano e gerar ganhos de produtividade.

O tema também se conectou às mudanças no cenário internacional. No painel sobre geopolítica, especialistas avaliaram que a busca dos países por maior segurança energética abre oportunidades para o Brasil ampliar sua presença como fornecedor de biocombustíveis.

“O xadrez geopolítico abriu uma oportunidade para a bioenergia brasileira, que ganhou espaço por se apresentar como uma alternativa viável para a transição energética. Nosso país tem maturidade tecnológica e potencial para se consolidar como fornecedor confiável de biocombustíveis”, afirmou Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), no painel “Geopolítica, conflitos e consequências para as bioenergias”.

Mobilidade sustentável

Os biocombustíveis também estiveram no centro do debate sobre o futuro da mobilidade. No painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável”, representantes de montadoras apresentaram inovações e estratégias voltadas à descarbonização do transporte.

João Irineu Medeiros, vice-presidente da Stellantis, reforçou que o Brasil é uma referência na produção de alternativas sustentáveis e também nas políticas públicas de incentivo aos biocombustíveis. “Nós estamos dando um exemplo, com políticas públicas, de redução de 35% da emissão de carbono em dez anos. Sem contar a frota de veículos de etanol já rodando”, destacou.

A programação da FenaBio continua nesta quinta-feira, dia 13, com novos debates sobre a bioeconomia brasileira. A Fenasucro & Agrocana segue até sexta-feira, dia 14.

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Tecnologia

Primeiro Centro de Treinamento em irrigação do Brasil começa oficialmente a funcionar

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

Primeiro Centro de Treinamento em irrigação do Brasil começa oficialmente a funcionar

O primeiro Centro de Treinamento em Irrigação do Brasil começou oficialmente a funcionar nesta quarta-feira (12), em Uberaba (MG). Inaugurada pela Valley, marca da Valmont Industries, a estrutura inicia suas atividades com capacitação técnica voltada à injeção de fertilizantes.

Instalado na Cidade do Agro, da Uniube, o Centro recebeu investimento de aproximadamente R$ 1,2 milhão e foi desenvolvido para se tornar uma estrutura permanente de formação em agricultura irrigada. A expectativa inicial é capacitar cerca de 400 pessoas por ano, reunindo desde estudantes e produtores rurais até operadores, técnicos, projetistas, engenheiros, agrônomos e gestores.

A operação começa com um portfólio de 24 treinamentos prioritários, abrangendo projetos de irrigação, operação, manutenção, tecnologia, gestão, serviços, manejo da irrigação e aftermarket, entre outras áreas. “Não criamos apenas um espaço físico para realização de cursos. O projeto foi estruturado para desenvolver competências em diferentes níveis e para diferentes profissionais da agricultura irrigada”, explica Carlos Augusto Ferreira, responsável pelo projeto na Valley.

A atividade, realizada nesta quarta-feira, foi destinada ao público interno da companhia. Os treinamentos abertos ao público terão inscrições divulgadas individualmente, com informações sobre público-alvo, pré-requisitos, carga horária, modalidade e número de vagas.

Da ideia à primeira aula. O início das atividades encerra uma etapa de quase três anos de desenvolvimento. As primeiras conversas sobre o projeto começaram no final de 2023, ainda durante a construção da parceria entre a Valley e a Universidade do Agro. Desde então, o trabalho envolveu não apenas a implantação da estrutura física, mas também a definição do modelo educacional, desenvolvimento do portfólio de cursos, formação de instrutores e preparação dos recursos tecnológicos e didáticos.

A programação mais estruturada de capacitações está sendo desenvolvida com colaboração pedagógica da Uniube e será lançada em 2027. O modelo deverá combinar treinamentos presenciais e híbridos e, progressivamente, conteúdos digitais. As atividades serão organizadas em trilhas de aprendizagem, considerando diferentes perfis profissionais e níveis de conhecimento. Cursos com maior componente prático terão turmas reduzidas, enquanto conteúdos teóricos e híbridos poderão receber grupos maiores.

Um dos principais diferenciais da estrutura será aproximar teoria e aplicação. Os treinamentos poderão utilizar equipamentos, componentes, sistemas de controle, ferramentas de diagnóstico e softwares, reproduzindo situações semelhantes às encontradas em propriedades irrigadas.

O conteúdo irá de fundamentos de hidráulica e elétrica a temas como pivôs centrais, dimensionamento, montagem, manutenção preventiva, diagnóstico de equipamentos, conectividade, automação, manejo da irrigação e tecnologias digitais. “O objetivo é reduzir a distância entre conhecer o conceito e saber aplicá-lo. À medida que os sistemas se tornam mais tecnológicos, o profissional precisa integrar conhecimentos de hidráulica, elétrica, agronomia, automação, conectividade, dados, manutenção e gestão”, afirma Ferreira.

Embora esteja localizado em Uberaba, o Centro foi estruturado para receber profissionais de diferentes regiões brasileiras e até mesmo de outros mercados onde a Valley atua, especialmente América Latina e África. “Tecnologia, por si só, não transforma a agricultura. A transformação ocorre quando pessoas qualificadas conseguem convertê-la em resultado. O Centro nasce para aproximar essas duas dimensões”, conclui.

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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,3 bilhões em julho de 2026, o maior valor da história para o mês, segundo levantamento da Consultoria Agro Itaú BBA com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado representa alta de 5% em relação a julho de 2025 e foi impulsionado principalmente pelo desempenho do complexo soja.

O principal destaque foi a soja em grãos, cujos embarques somaram 13,4 milhões de toneladas, avanço de 9,3% na comparação anual. A receita atingiu US$ 5,9 bilhões, sustentada também pela valorização dos preços internacionais. O farelo de soja registrou crescimento de 18% no volume exportado, enquanto o óleo de soja apresentou um salto de 130% sobre julho do ano passado.

Apesar do recorde em valor, o relatório mostra que parte importante da pauta exportadora registrou queda nos volumes embarcados. A carne bovina in natura recuou 18%, o açúcar bruto (VHP) caiu 19%, o milho teve retração de 20% e o café verde registrou redução de 5% em relação a julho de 2025.

No caso da carne bovina, a desaceleração das compras chinesas e os preços elevados reduziram a competitividade do produto brasileiro. Já o açúcar foi pressionado pelo aumento da oferta global e pela demanda internacional mais fraca, especialmente nos mercados asiáticos.

Entre os destaques positivos fora do complexo soja, a carne de frango apresentou forte desempenho, com crescimento de 25% no volume exportado e receita de US$ 876 milhões, refletindo a recuperação dos embarques para mercados do Oriente Médio.

No acumulado de janeiro a julho, o complexo soja continua sendo o principal motor das exportações do agronegócio brasileiro. As vendas externas de soja em grãos somaram 83 milhões de toneladas, crescimento de 8%, enquanto farelo e óleo de soja avançaram 12% e 45%, respectivamente.

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EmpresasTecnologia

New Holland inaugura Centro de Treinamento em Uberaba (MG)

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

New Holland inaugura Centro de Treinamento em Uberaba (MG)

A New Holland e a Nova Holanda inauguraram nesta terça-feira, 11, o Centro de Treinamento New Holland, instalado na Cidade do Agro, novo complexo de ensino e inovação da Universidade do Agro | Uniube, em Uberaba (MG). A parceria deve beneficiar cerca de 8 mil estudantes.

Com investimento de R$ 2,8 milhões, a New Holland equipou o Centro de Treinamento com máquinas e soluções que passam a integrar as atividades da fazenda-escola da Cidade do Agro.

Em parceria com a concessionária Nova Holanda, foram disponibilizados dois tratores (TL5.80 e T6.140), uma colheitadeira de grãos CR 6 e um pulverizador Defensor 2500, equipamentos que serão utilizados na formação técnica dos estudantes e em programas de capacitação. Em breve a lista de equipamentos será complementada com um simulador cockpit de operação de colheitadeiras CR.

A inauguração do Centro de Treinamento – o primeiro em Minas Gerais – integra a abertura oficial da Cidade do Agro, projeto da Universidade do Agro | Uniube concebido para aproximar ensino, pesquisa, inovação e mercado. Dentro desse ecossistema, a New Holland passa a oferecer um ambiente de aprendizado conectado à realidade do campo, permitindo que alunos tenham contato direto com tecnologias utilizadas pelos produtores rurais em suas operações.

“Em um cenário de constante evolução tecnológica, preparar profissionais capazes de utilizar máquinas inteligentes, conectividade, automação e agricultura de precisão é fundamental para impulsionar a produtividade e promover uma agricultura cada vez mais eficiente e sustentável. Este Centro de Treinamento New Holland nasce para conectar conhecimento e prática em benefício de uma agricultura cada vez mais sustentável”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da New Holland para a América Latina.

Para o reitor da Universidade do Agro | Uniube, Marcelo Palmério, a participação da New Holland e da Nova Holanda amplia o potencial da Cidade do Agro como referência nacional na formação de profissionais para o setor. “A Cidade do Agro nasceu com o propósito de reunir, em um único ambiente, ensino, pesquisa, inovação e as principais empresas do setor.

A chegada do Centro de Treinamento New Holland materializa esse conceito, ampliando as oportunidades de formação, qualificação e desenvolvimento tecnológico. É uma parceria que fortalece não apenas a Uniube, mas todo o agronegócio brasileiro, ao aproximar a academia das demandas reais do mercado e contribuir para a formação de profissionais cada vez mais preparados”, destaca.

Formação conectada às tecnologias do campo

Além da formação prática dos estudantes, o Centro de Treinamento será utilizado para capacitação contínua de professores, concessionários, clientes e profissionais do setor, abordando temas como agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, conectividade, máquinas inteligentes e soluções para agricultura de baixo carbono.

O espaço também sediará workshops, treinamentos técnicos e transmissões ao vivo para alunos dos cursos presenciais e dos polos de educação a distância da Universidade do Agro em todo o Brasil, ampliando o alcance das atividades desenvolvidas no complexo.

De acordo com Auri Orlando, diretor de Suporte ao Cliente e Concessionário da New Holland para a América Latina, o Centro de Treinamento New Holland foi planejado para oferecer uma experiência completa de aprendizagem, aproximando estudantes e profissionais das tecnologias presentes nas máquinas New Holland. “Nossa meta é contribuir para a formação de pessoas mais preparadas para atuar em um agronegócio cada vez mais tecnológico, conectado e sustentável”, pontua.

A parceria prevê ações de inovação, desenvolvimento de projetos em conjunto e programas de capacitação para colaboradores da CNH e da New Holland, fortalecendo a integração entre indústria, concessionários e universidade.

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Moagem de cana no Centro-Sul atinge 601 milhões de toneladas, queda de 2,22%
Mercado

Superávit do agro paulista registra US$ 12,16 bilhões de janeiro a julho de 2026

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Superávit do agro paulista registra US$ 12,16 bilhões de janeiro a julho de 2026

Nos primeiros sete meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 12,16 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 15,63 bilhões, frente a importações de US$ 3,47 bilhões. No período, o setor respondeu por 37,2% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,6% do total estadual.

O diretor da APTA, Carlos Nabil, mostra que os resultados da balança comercial do agro paulista evidenciam a diversidade da pauta exportadora do estado. “O desempenho dos diferentes grupos de produtos reflete tanto as condições do mercado internacional quanto a dinâmica da produção e da demanda em cada cadeia” , afirma.

Principais produtos

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 23,6% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$3,68 bilhões. Deste total, o açúcar representou 94,3% e o álcool etílico, etanol, 5,7%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,2% das vendas externas do setor, totalizando US$2,68 bilhões, com a carne bovina respondendo por 83,7%.

O complexo soja teve participação de 13,9% do total exportado, registrando US$2,17 bilhões, 82,6% referentes à soja em grãos e 11,5% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 12,3% do valor exportado, com US$1,91 bilhão, com 62,5% de celulose e 30,7% de papel.

Os sucos responderam por 7,0% de participação, somando US$1,09 bilhão, dos quais 96,1% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 79,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 5,7% de participação na pauta de exportações, somando US$893,75 milhões, 64% referentes ao café verde e 30,7% de café solúvel.

As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de soja (+20,2%), carnes (+16,3%) e produtos florestais (+8,2%), além de quedas nos grupos de sucos (-40,0%), sucroalcooleiro (-20,7%) e café (-19,0%).

Principais destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,5% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e produtos do setor sucroalcooleiro. A União Europeia aparece em seguida, com 14,1% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10%.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,1% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,4%).

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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Exportação de café do Brasil sobe 9,9% em julho, para 3 milhões de sacas

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Exportação de café do Brasil sobe 9,9% em julho, para 3 milhões de sacas

De acordo com o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 3,030 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto em julho, primeiro mês do ano-safra 2026/27, volume que implica alta de 9,9% em relação ao mesmo mês do ciclo anterior. A receita cambial, contudo, recuou 13,2% no mesmo intervalo comparativo, saindo de US$ 1,042 bilhão para os atuais US$ 903, 9 milhões.

Com o desempenho em julho, as exportações de café do Brasil chegaram a 20,897 milhões de sacas no acumulado dos sete primeiros meses deste ano, rendendo US$ 7,449 bilhões nas transações comerciais ao país. Na comparação com o intervalo entre janeiro e julho de 2025, há quedas de 5,9% em volume e de 13,1% em receita.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, comenta que o atraso na colheita e a continuidade dos gargalos logísticos nos portos brasileiros e seus entornos fizeram com que o volume de exportação de café do Brasil não avançasse como o esperado em julho.

“Aguardávamos uma evolução expressiva nos embarques no mês passado, principalmente com a chegada do café arábica, mas a ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras dessa variedade retardou os trabalhos de colheita, impactando as exportações. Além disso, a infraestrutura defasada nos principais portos de exportação do país seguem gerando dificuldade para as cargas conseguirem embarque, gerando milhões de reais em prejuízos aos exportadores com custos extras por causa de armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, explica.

Ferreira acredita que os embarques devem ganhar maior ritmo a partir da segunda quinzena de agosto, com o avanço da colheita de arábica no Brasil, possibilitando que o país atinja um bom volume no acumulado ao final do ano.

“A expectativa é que alcancemos um bom nível exportado nos 12 meses de 2026, mas isso não deve ser visto de imediato, já que, com os produtores capitalizados devido aos bons preços nas safras recentes, o fluxo de café deve se manter cadenciado, com os cafeicultores aproveitando os momentos de alta para vender e, eventualmente, saindo do mercado nas baixas. Ainda assim, entendo como possível uma recuperação ante 2025”, projeta.

Outro ponto que deve favorecer o crescimento das exportações é uma virtual retomada de importações substanciais por parte dos Estados Unidos, que, até o momento, têm queda de mais de 30% nas aquisições neste ano.

“O trabalho que o Cecafé realizou, em parceria com (Associação Brasileira da Indústria de Café) Abic, (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) Abics e a National Coffee Association (NCA) permitiu a retirada das tarifas americanas sobre todos os cafés brasileiros. Considerando que a vigência do tarifaço começou em agosto passado, a não existência dessas tarifas a partir deste mês deve estimular o avanço das exportações ao nosso principal mercado importador”, estima.

Em relação à queda na receita cambial, o presidente do Cecafé conclui que ela reflete, além do volume inferior de café remetido ao exterior, o menor preço médio por embarque, que é US$ 356,45 por saca nos sete primeiros meses de 2026, valor 7,7% aquém dos US$ 386,26 por saca registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Destinos

Os Estados Unidos figuram como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado dos sete primeiros meses de 2026, com a aquisição de 2,590 milhões de sacas, montante que representa 12,4% dos embarques totais no período, mesmo significando um recuo de 30,5% ante mesmo intervalo em 2025.

A Alemanha ocupa a segunda posição, com 2,426 milhões de sacas – 11,6% do total –, o que implica queda de 8,9% frente aos sete primeiros meses do ano passado. Na sequência aparecem Itália, com 1,881 milhão de sacas e alta de 8,3%; Bélgica, com 1,577 milhão de sacas e incremento de 14,4%; e Japão, fechando o top 5 com 1,114 milhão de sacas e queda de 23,6%.

Tipos de café

O café arábica, com 14,987 milhões de sacas, é o tipo mais exportado pelo Brasil de janeiro ao fim de julho de 2026. Esse montante equivale a 71,7% do total, mesmo representando declínio de 16,6% na comparação com o primeiro setimestre do ano passado.

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,387 milhões de sacas (16,2% do total), apresentando substancial crescimento de 73,5% em relação ao remetido ao exterior nos sete primeiros meses de 2025.

O segmento do café solúvel, com 2,486 milhões de sacas (11,9% do geral) e o setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.456 sacas (0,2%) completam a lista.

Cafés especiais

Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais respondem por 16,7% das exportações totais brasileiras entre janeiro e o fim de julho de 2026, com o envio de 3,498 milhões de sacas ao exterior, volume que significa recuo de 26,5% ante o registrado no mesmo intervalo de 2025.

A um preço médio de US$ 419, 57 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,468 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro setimestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 27,6% inferior ao apurado entre janeiro e julho do ano passado.

OS EUA também lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 464.885 sacas, o equivalente a 13,3% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 390.478 sacas e representatividade de 11,2%; Bélgica, com 378.900 sacas (10,8%); Itália, com 357.109 sacas (10,2%); e Suécia, com 203.959 sacas (5,8%).

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Feiras & EventosFenasucro & Agrocana

Fenasucro começa nesta terça com expectativa de gerar R$ 13 bi em negócios

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Fenasucro começa nesta terça com expectativa de gerar R$ 13 bi em negócios

A 32ª Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), com expectativa de movimentar R$ 13 bilhões em negócios. Maior feira do mundo voltada exclusivamente à cadeia da bioenergia, segue até sexta-feira, dia 14, e reunirá empresas, compradores, investidores, especialistas e representantes do setor produtivo do Brasil e do exterior.

A cerimônia de abertura oficial ocorre às 15h e terá a presença de Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana; Hugo Cagno Filho, presidente de honra da edição e presidente da UDOP; Antônio Eduardo Tonielo, presidente emérito da Fenasucro & Agrocana; Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br; Zezinho Gimenes, prefeito de Sertãozinho; Ricardo Silva, prefeito de Ribeirão Preto; entre outras autoridades.

“Chegamos à abertura da 32ª edição, que amplia a presença internacional da Fenasucro & Agrocana e reúne uma programação conectada às demandas atuais da cadeia. São quatro dias para aproximar empresas, compradores e investidores e apresentar tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos, sustentabilidade e novas oportunidades para a bioeconomia brasileira”, afirma Montabone.

Congresso internacional

A agenda internacional começou nesta segunda-feira (10), em Ribeirão Preto, com a abertura do 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC – “José Paulo Stupiello”. Realizado pela primeira vez no Brasil, o encontro segue até sexta-feira, dia 14, reunindo profissionais, pesquisadores, empresas e instituições da América Latina e do Caribe para o intercâmbio de conhecimento e experiências sobre a cadeia bioenergética.

A programação de abertura contou com três palestras magnas. Plínio Nastari, da Datagro, falou sobre a diversificação como estratégia para aumento da renda, segurança e sustentabilidade. Glaucia Mendes Souza, professora da Universidade de São Paulo (USP), abordou a contribuição do etanol de cana-de-açúcar brasileiro para a mitigação das mudanças climáticas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Já Chris Meniw apresentou a palestra “A 6ª revolução industrial”.

Promovido pela STAB, CEISE Br e Fenasucro & Agrocana, o ATALAC integra a estratégia de internacionalização desta edição, com uma programação voltada às discussões sobre o futuro da bioenergia e aproximação das delegações internacionais com as tecnologias apresentadas na feira.

FenaBio

Outro destaque será a 2ª edição da FenaBio, realizada nos dias 12 e 13 de agosto. A conferência reunirá especialistas e executivos para discutir temas como biogás, combustível sustentável de aviação (SAF), etanol, bioeletricidade, distribuição de energia e novos mercados para a bioenergia.

Negócios e tecnologia

Em uma área superior a 100 mil metros quadrados, a Fenasucro & Agrocana terá mais de 600 marcas expositoras, cerca de 3 mil produtos nacionais e internacionais e mais de 100 horas de conteúdo. A expectativa é receber visitantes de mais de 80 países e representantes de 100% das usinas brasileiras, conectando fornecedores, compradores e profissionais de diferentes elos da cadeia.

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Mercado

Inflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da meta

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Inflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da metaInflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta do Banco Central, que é de 3% de inflação ao ano, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

Foi o quarto mês seguido de queda da inflação. Em março de 2026, inflação foi de 0,88%, com reduções em abril (0,67%), maio (0,58%), junho (0,16%) e julho (0,07%).

Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, com -0,14 p.p. de impacto. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário, 0,99% em Habitação, e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

Alimentação e bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

A variação de Transportes (0,05%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas, o recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

O grupo Habitação acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), puxado pela alta da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%, e exerceu o principal impacto individual no mês (0,13 p.p.). Esse resultado contempla os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. Em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.

Ainda em Habitação, destaque também para taxa de água e esgoto (0,40%), que reflete os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. A redução de 0,04% no gás encanado se deu devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%), vigente desde 1º de junho.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,40%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e o plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,32%) ocorreu em Rio Branco, por influência de passagem aérea (12,27%) e energia elétrica residencial (2,66%). Já a menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).

INPC fica em -0,01% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.

Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e conserto de automóvel (2,61%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e açaí (-14,24%).

 

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Congresso da ABAG debate sustentabilidade, crédito e planejamento de longo prazo
Feiras & Eventos

Congresso da Abag debate sustentabilidade, crédito e planejamento de longo prazo

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Congresso da ABAG debate sustentabilidade, crédito e planejamento de longo prazo

O 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), abordou assuntos estratégicos voltados ao desenvolvimento econômico e à inserção do Brasil no comércio internacional. O evento reuniu lideranças do setor, especialistas e representantes públicos para debater as diretrizes e os desafios da produção agropecuária no país. 

Entre os temas inseridos na programação do evento, destacaram-se a negociação de acordos internacionais, o panorama do comércio exterior e a adoção de práticas de sustentabilidade nas cadeias produtivas.

O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, que tem defendido um Plano Brasil — conjunto de medidas de planejamento e investimento de longo prazo ao setor — como o apresentado hoje durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, parabenizou a organização por colocar este tema como destaque.

“O acompanhamento das demandas globais exige investimentos contínuos na capacitação do produtor rural, no acesso a inovações tecnológicas e na busca por estabilidade jurídica. A oferta de planejamento e previsibilidade a quem produz é um fator fundamental para garantir a eficiência da produção e a segurança alimentar. O Plano Safra anual como vem sendo feito é ineficaz para o setor produtivo.”

Ingo Plöger, presidente da ABAG, disse durante a abertura oficial do Congresso irá enviar aos candidatos à Presidência da República um plano estratégico para o setor, que foi construído com base em uma análise de mais de 80 fatores considerados prioritários ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, construindo assim uma agenda de longo prazo. Ao final de sua exposição entregou cópia do documento ao vice-presidente Geraldo Alckmin.

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Tecnologia

Manutenção antecipada reduz riscos de paradas durante a safra

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Manutenção antecipada reduz riscos de paradas durante a safra

Com a aproximação de uma nova safra, a manutenção preventiva das máquinas agrícolas ganha importância no planejamento. As inspeções realizadas durante a entressafra permitem avaliar as condições de tratores, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras antes do início das atividades no campo.

“A revisão pré-safra dá ao produtor algo que ele quase nunca tem durante a operação: tempo para decidir. Quando um desgaste é identificado com a máquina parada na fazenda ou na concessionária, ainda é possível planejar a compra de peças, reservar mão de obra, organizar o transporte e testar o equipamento depois do reparo”, explica Vinícius Oliveira, gerente de Marketing de Serviços AGCO América Latina.

A manutenção preventiva reduz a exposição a paradas não programadas. Um rolamento aquecendo, uma mangueira ressecada, um filtro restrito ou uma bateria enfraquecida costumam ser problemas simples quando encontrados cedo. Se forem ignorados, podem provocar danos em outros componentes e transformar uma intervenção de rotina em uma parada longa e cara.

Revisão deve considerar cada tipo de máquina

A inspeção começa por uma base comum a todos os equipamentos: motor, combustível, lubrificação, arrefecimento, filtros, transmissão, sistema hidráulico, elétrica, bateria, pneus ou rodados, freios, direção, vazamentos, proteções e códigos de falha. Depois, a avaliação precisa considerar a função de cada máquina.

Nos tratores, a revisão inclui transmissão e embreagem, tomada de potência, levante, comandos hidráulicos, direção, freios, pneus, lastro, engates e comunicação com o implemento. Nas plantadeiras, devem ser avaliados discos de corte, sulcadores, rolamentos, correntes, dosadores, tubos condutores, sistema pneumático, pressão de linha, profundidade, rodas compactadoras, sensores e calibração de sementes e fertilizante.

Nos pulverizadores, a inspeção envolve bomba, filtros, mangueiras, bicos, válvulas, seções, barras, controle de altura, pressão, vazão, agitação, sensores e calibração da aplicação.

Nas colheitadeiras, a atenção deve estar voltada para plataforma e sistema de corte, canal alimentador, correias, correntes, rolamentos, rotor ou sistema de trilha, separação e limpeza, elevadores, sem-fins, redutores finais, circuitos hidráulico e hidrostático, arrefecimento, elétrica, sensores e limpeza das áreas de acúmulo de resíduos.

“Muitas paradas começam com sinais conhecidos: correias trincadas ou fora de tensão, rolamentos com folga ou temperatura elevada, filtros saturados, radiadores e telas sujos, mangueiras deterioradas, vazamentos, terminais de bateria oxidados, falhas de carregamento e combustível contaminado. Também são frequentes os problemas causados por regulagem inadequada ou por componentes que já estavam próximos do limite de desgaste”, afirma o especialista.

Hora de programar a revisão

O processo deve começar na entressafra, assim que o equipamento for liberado da operação anterior. Em vez de estabelecer um prazo único, o produtor pode trabalhar a partir da data prevista de retorno ao campo, reservando tempo para inspeção, diagnóstico, aprovação, chegada de peças, execução do serviço e um novo teste.

Frotas maiores, máquinas sem equipamento reserva e colheitadeiras que possam exigir intervenções mais complexas devem entrar primeiro na programação. O erro mais comum é deixar a avaliação completa para a última semana. Nessa situação, mesmo um reparo simples pode ficar condicionado à agenda da oficina ou ao prazo de fornecimento de um componente.

Uma intervenção programada também permite comprar a peça correta, combinar deslocamento, organizar a mão de obra e testar a máquina sem a pressão da operação. Além disso, filtros limpos, pneus calibrados, sistema de arrefecimento em ordem e regulagens corretas ajudam o equipamento a trabalhar próximo da condição para a qual foi projetado, sem esforço ou consumo desnecessário.

Agricultura de precisão também entra na revisão

Pilotos automáticos, monitores, sensores e softwares também precisam ser avaliados. A verificação deve começar pela alimentação elétrica, incluindo bateria, alternador, aterramentos, fusíveis, chicotes e conectores. Baixa tensão ou instabilidade de conexão podem gerar vários códigos de falha e dar a impressão de um problema de software.

Depois, entram terminal, receptor e antena de posicionamento, sensores, câmeras, unidades eletrônicas, comunicação com o implemento, fonte de correção, calibrações e versões de software. As atualizações devem seguir a orientação aplicável ao modelo e ser concluídas com configuração e teste. Também é recomendável preservar mapas, parâmetros e dados importantes antes de qualquer intervenção.

Teste final evita surpresas na operação

A revisão não termina quando o reparo é concluído. Depois dos serviços, o equipamento precisa atingir a temperatura de trabalho e passar por um teste funcional. Quando possível, o teste deve ser realizado com a plataforma ou o implemento que será usado. É nessa etapa que podem aparecer vazamentos sob pressão, aquecimento, falhas intermitentes e regulagens que pareciam corretas com a máquina parada.

A inspeção visual também pode ser combinada com teste de bateria e análise de fluidos. Óleo, combustível e líquido de arrefecimento podem revelar contaminação, diluição ou desgaste antes de o problema ficar evidente.

O operador também tem papel importante. Ele é o primeiro sensor da máquina e pode perceber alterações de ruído, temperatura, vibração, potência e qualidade do trabalho. A rotina diária deve incluir limpeza, níveis, vazamentos, pontos de lubrificação, pneus, proteções, alarmes e condição visual dos principais componentes.

Entre os erros que mais aceleram o desgaste estão continuar trabalhando com alarme ou sintoma ativo, operar acima da capacidade, usar regulagem incompatível com a condição da lavoura, negligenciar a limpeza de radiadores e áreas com palha, atrasar lubrificação, abastecer com combustível de procedência duvidosa e contornar proteções ou intertravamentos.

“Não é necessário que o operador faça o diagnóstico completo, mas ele precisa saber quando parar e acionar o suporte. Um sintoma que aparece apenas sob carga ou depois de algumas horas pode não se repetir na oficina. Por isso, vale registrar a condição de trabalho, o código exibido e, quando possível, fotos ou vídeos”, completa Vinícius Oliveira.

 

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