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MercadoNotícias

Anfavea divulga dados do setor e critica importações públicas de máquinas

Por Redação 23/01/2025
Escrito por Redação

Anfavea divulga dados do setor e critica importações públicas de máquinas

Clarisse Sousa – O setor de máquinas e equipamentos agrícolas enfrentou um cenário desafiador em 2024, marcado por uma combinação de fatores econômicos e estruturais. A redução na safra de grãos, a queda nos preços das commodities, o aumento das taxas de juros e as questões climáticas foram determinantes para o resultado, que registrou uma queda de 20%. Além disso, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), outro elemento influenciou diretamente o mercado: a presença de máquinas importadas em compras públicas.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (23), a associação apresentou dados e análises sobre o setor. O presidente Márcio de Lima Leite criticou as aquisições de máquinas agrícolas importadas pelo Governo Federal e destacou as perspectivas para o segmento.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

A produção agrícola teve um impacto importante no desempenho do setor em 2024. A safra de grãos 2023/24 registrou uma queda de 23 milhões de toneladas em comparação com a anterior, representando uma redução de 7,2%. Em 2024, o Valor Bruto da Produção (VBP) também sofreu uma retração, de 3,2%, totalizando R$ 847 bilhões.

Esse cenário, combinado com o aumento das taxas de juros, que reduziram a atratividade das linhas de financiamento, influenciou negativamente as vendas de máquinas agrícolas, conforme destacou o presidente da Anfavea.

“Em anos de juros baixos, vimos um grande aumento nas vendas, que chegaram a 70,3 mil unidades em 2022. Nesses períodos, observamos taxas de juros muito mais atrativas, inferiores a 3%. Atualmente, esse cenário é bem diferente”, comentou Leite.

Queda nas vendas: impacto em números

De acordo com os dados apresentados pela Anfavea, em 2024, foram comercializadas 45.609 unidades de tratores de rodas, o que representa uma retração de 15,2%, e 3.288 colheitadeiras de grãos, totalizando 48.897 máquinas vendidas – uma redução de 54,2%. No total, o segmento teve uma queda de 19,8% no ano em relação a 2023.

O vice-presidente da entidade, Alexandre Bernardes de Miranda, apontou que o segmento de tratores de maior potência foi o mais prejudicado, enquanto máquinas destinadas à agricultura familiar, com linhas de crédito mais acessíveis, “apresentaram um leve aumento”, disse.

A exportação de máquinas agrícolas também teve queda no ano. Foram exportadas 6.034 unidades de tratores de rodas e colheitadeiras, uma queda de 20% em relação ao ano anterior.

Importações chinesas geram preocupação

O presidente da Anfavea demonstrou preocupação com o aumento da participação da China nas importações de máquinas agrícolas e de construção na América Latina. Em 2024, essa participação dobrou, passando de 20,7% para 43% nas máquinas de construção e de 7,7% para 12,7% nas agrícolas.

“Hoje, uma em cada duas máquinas vendidas na América Latina vem da China. Esse mercado está sob um ataque que, se não for contido com políticas públicas adequadas, trará sérios problemas para o setor”, afirmou Leite.

Segundo ele, o Brasil, com tarifas de importação mais baixas que outros grandes produtores, “enfrenta dificuldades para competir”. Leite lembrou que, enquanto a China adota taxas de importação de 13% a 14%, o Brasil mantém uma tarifa entre 8% e 10%, o que favorece a entrada de produtos estrangeiros.

Críticas às compras públicas

A Anfavea criticou duramente o aumento das compras públicas de máquinas importadas, especialmente de empresas que não possuem fábricas no Brasil. Um estudo preliminar realizado pela associação (com previsão de conclusão em abril/2025) revelou que 32% das máquinas compradas pelo Governo Federal em 29 licitações analisadas foram de empresas sem etapas produtivas no País.

Essas compras representam um “grave problema”, na opinião do presidente da Anfavea. “Quando empresas sem compromisso com o mercado local ganham espaço, isso afeta diretamente o emprego, a pesquisa, o desenvolvimento e toda a cadeia produtiva do setor”, avaliou Márcio.

Ele também disse que muitas dessas empresas possuem processos produtivos extremamente simples, empregando menos de 20 funcionários ou, em alguns casos, apenas estabelecendo escritórios temporários no Brasil.

De acordo com Leite, a próxima etapa do estudo avaliará as empresas que “estão maquiando a produção local por meio da importação de máquinas. Não podemos permitir que isso aconteça em um setor fundamental para o Brasil, tanto na construção quanto no agronegócio, onde possuímos tecnologias de ponta. O Brasil produz máquinas que competem nos principais mercados do mundo e exporta uma quantidade significativa delas, porque temos qualidade.”

“Nunca tivemos um ataque tão grande como a invasão das máquinas importadas nas compras públicas, tanto da China como da Índia, com destaque para as empresas sem etapas fabris no Brasil”, complementou.

Segundo a Anfavea, as importações de máquinas agrícolas e de construção aumentaram três vezes desde 2020, passando de 9 mil unidades naquele ano para 26,4 mil unidades em 2024.

Perspectivas e desafios

Apesar de enxergar oportunidades, como o crescimento de 2,2% para o PIB nacional, uma safra recorde de grãos (previsão da Conab para a safra 2024/25 é de recorde, com estimativa de 322,3 milhões de toneladas de grãos) e aumento da demanda mundial por alimentos e etanol, na avaliação da Anfavea, os riscos permanecem significativos. Entre eles, o aumento da taxa Selic para 14,25%, a desvalorização cambial de 5,9%, os preços das commodities, os impactos climáticos e os custos elevados de financiamento.

Com isso, a expectativa da entidade para máquinas agrícolas é de estabilidade no mercado interno, sem crescimento, mantendo o volume de vendas registrado em 2024. Já no mercado externo, as exportações devem apresentar um leve aumento, passando de 6% em 2024 para 6,1% em 2025.

Apesar das dificuldades, o setor mantém o otimismo, especialmente em relação à adoção de tecnologias e políticas públicas que possam aumentar a competitividade da indústria nacional.

“Os sinais que temos – e quando fazemos uma previsão para o futuro, até 2028 – mostram que o país possui um enorme potencial. Evidentemente, com condições atrativas, é possível ampliar cada vez mais as vendas de tecnologias para o campo”, avaliou o vice-presidente Miranda.

Para Leite, “o Brasil tem tecnologia e qualidade em suas máquinas. O que precisamos é de políticas mais sólidas para proteger e fomentar o crescimento do setor. Se não agirmos agora, podemos comprometer nossa posição no mercado global”, concluiu.

 

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23/01/2025 0 Comentários
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Seguro de máquinas agrícolas é aliado indispensável do produtor rural
EmpresasNotícias

Seguro de máquinas agrícolas é aliado indispensável do produtor rural

Por Redação 23/01/2025
Escrito por Redação

Seguro de máquinas agrícolas é aliado indispensável do produtor rural

O produtor rural brasileiro dispõe hoje de máquinas e equipamentos agrícolas cada vez mais avançados tecnologicamente, consolidando o País como um dos mais eficientes no setor do agronegócio. No entanto, essa alta tecnologia vem acompanhada de preços elevados, com algumas máquinas ultrapassando a casa de milhões de reais. Para proteger esse patrimônio essencial para a produção no campo, o seguro de máquinas e equipamentos agrícolas tem se tornado indispensável e crescido significativamente. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o mercado registrou um aumento de quase 300% nos últimos anos.

Inicialmente obrigatório apenas para bens dados em garantia em financiamentos, o seguro agora é contratado de forma permanente pelos produtores rurais, que reconhecem os benefícios da proteção. Essas máquinas, utilizadas de forma intensiva durante todo o ano, são cruciais para as operações no campo. Por isso, o seguro de máquinas e equipamentos agrícolas passou a ser visto como um investimento essencial para garantir a continuidade da produção e o sucesso financeiro do produtor.

As apólices oferecem ampla cobertura, incluindo panes elétricas, incêndios, furtos, tombamentos, danos pessoais ao operador, aluguel de máquinas substitutas, entre outros. Além disso, os seguros podem ser estendidos a pivôs centrais, silos, armazéns, aviários, motores, bombas e implementos agrícolas. Dessa forma, o produtor tem a flexibilidade de montar o seguro conforme os riscos específicos de sua operação.

Empresas de renome no setor oferecem opções personalizáveis, permitindo que o cliente escolha as coberturas que melhor atendem às suas necessidades. Outro ponto fundamental é contar com uma corretora de seguros confiável, que ofereça suporte durante a contratação e toda a vigência do contrato. Algumas corretoras, inclusive, disponibilizam assessoria jurídica permanente, garantindo ainda mais segurança ao produtor rural.

De acordo com o advogado e assessor jurídico em seguros Marcelo Repetti, da corretora Via ConSeguros, a contratação do seguro é hoje um diferencial estratégico. A empresa faz parte do Grupo Via Máquinas, que também opera com a Via Consulti (Tabela de Preços) e o Leilão Usadão Máquinas, o maior leilão brasileiro especializado em bens de capital agrícola e de construção, com mais de 15 anos de atuação em todo o território nacional.

Com o avanço tecnológico e os custos elevados das máquinas, o seguro agrícola se consolida como uma ferramenta indispensável para o fortalecimento do agronegócio brasileiro, assegurando a continuidade da produção e a proteção do patrimônio dos produtores.

 

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NotíciasShow Rural Coopavel

Show Rural apresenta novidades na programação com foco em tecnologia

Por Redação 22/01/2025
Escrito por Redação

Show Rural apresenta novidades na programação com foco em tecnologia

O Show Rural Coopavel, que celebra sua 37ª edição em fevereiro, reafirma sua posição como um dos principais eventos do agronegócio no Brasil. Reconhecendo a crescente influência da tecnologia no setor agrícola, o evento inovou ao lançar, em 2019, um espaço dedicado exclusivamente a startups e empresas de inovação, promovendo a integração entre soluções tecnológicas e a produção rural. O Show Rural Digital trará novidades neste ano, como temáticas que serão aprofundadas em cada um dos cinco dias do evento técnico, de 10 a 14 de fevereiro.

“O objetivo dessa novidade é ter um evento ainda mais abrangente e instigante, relevando aos visitantes inovações e possibilidades transformadoras que assumirão papel determinante para o futuro do agronegócio brasileiro e mundial”, observa o coordenador geral do Show Rural Digital, José Rodrigues da Costa Neto.

Cada um dos cinco dias oficiais de visitação será dedicado a um tema específico, com a presença de autoridades nos assuntos apresentados, bem como a realização de inúmeras atividades e interações.

Produção de soja está estimada em 171,7 milhões de toneladas, diz Abiove

O tema Conexão Ecossistema abrirá na segunda-feira, 10, a programação e destacará o papel do Iguassu Valley, ecossistema de inovação do Oeste do Paraná do qual a Coopavel faz parte. Um dos grandes atrativos será o Iguassu Valley Show, realizado na Arena Hackathon Paraná, reunindo atores do movimento de inovação em atividades voltadas à geração de conhecimentos e ao fortalecimento de parcerias.

Agroindústrias do futuro

O segundo dia, terça-feira, 11, trará como temática Cooperativas e Agroindústrias do Futuro. Nesse dia, o Fórum de TI das Cooperativas será realizado juntamente com um evento internacional, que contará com a participação de representantes do Brasil, Chile, Paraguai e Argentina. O debate focará em tecnologias emergentes e estratégias inovadoras que impulsionam o setor, comenta Neto.

GovTech Conecta

Na quarta-feira, 12, o GovTech Conecta será o destaque da programação. Essa temática colocará o governo estadual no centro das atenções, promovendo ações em parceria com entidades como a Celepar, a Secretaria de Inovação e a SETI (Transformação Digital). Uma das principais atrações do dia será o Catalisa Paraná, iniciativa do Sebrae que buscará incentivar soluções inovadoras para os desafios governamentais.

Investing Day

A programação seguirá na quinta-feira, 13, com o Investing Day, que promete aproximar startups e investidores. Grandes players do mercado, como BRDE, Fomento Paraná, Embrapii e fundos de investimento, estarão presentes, criando oportunidades reais para negócios, comenta o coordenador do Show Rural Digital. Com uma abordagem prática, o evento conectará empreendedores a aceleradoras e venture builders em busca de projetos promissores.

A sexta-feira, 14, será marcada pelo Hack & Sabores, uma fusão de inovação e tradição. Enquanto a Arena Hackathon Paraná abrigará competições intensas da maratona de tecnologia, o Sebrae apresentará uma seleção de comidas típicas do Paraná com Identificação Geográfica (IG).

Essa proposta une tecnologia e cultura, celebrando a riqueza do Estado em sabores autênticos. “Queremos surpreender e mostrar que a inovação é e continuará como força motriz do desenvolvimento no campo”, pontua José Rodrigues da Costa Neto.

 

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22/01/2025 0 Comentários
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NotíciasTecnologia

Pesquisa usa tecnologia para definir “impressão digital” da carne gaúcha

Por Redação 22/01/2025
Escrito por Redação

Pesquisa da Embrapa usa tecnologia para definir “impressão digital” da carne gaúcha

Mais de 20 pesquisadores de diferentes instituições brasileiras compõem um estudo, capitaneado pela Embrapa Pecuária Sul (RS), que tem como objetivo identificar a “impressão digital” da carne bovina gaúcha, de acordo com os diversos sistemas de produção e territórios em que é produzida. A partir de ferramentas de metabolômica, ciência de ponta que permite conhecer a fundo o sistema biológico dos animais, a pesquisa vai fazer uma ampla caracterização da carne produzida no estado, relacionando a sua composição ao ambiente de criação e aos reflexos para a saúde humana. Para isso, conta com suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

Produção de soja está estimada em 171,7 milhões de toneladas, diz Abiove

O projeto, intitulado “Prospecção nutricional e metabolômica da carne bovina produzida em sistemas pecuários modais do Rio Grande do Sul e seus potenciais impactos na saúde humana”, é liderado pela pesquisadora da Embrapa Élen Nalério. A premissa é que diferentes sistemas produtivos, formas de criação animal, intensidades de produção, solo, raça, entre outros fatores, interferem nos sistemas biológicos dos animais e, por consequência, na carne produzida.

Em um primeiro momento, o projeto vai identificar os sistemas de produção de gado de corte modais, ou seja, os mais prevalentes no Rio Grande do Sul.

“Entre esses, vamos selecionar entre três e cinco a serem estudados. A partir daí, faremos uma ampla análise das características da carne, buscando relacionar com o tipo de sistema e o local em que foi produzida”, explica Nalério.

Para a caracterização da carne, serão utilizadas ferramentas inovadoras, como a metabolômica, uma área da ciência relativamente nova, que possibilita chegar a uma sinopse bioquímica de um sistema biológico, investigando, por exemplo, as relações e o impacto de determinado sistema produtivo na qualidade do produto final da pecuária de corte, que é a carne.

A técnica permite identificar os diferentes metabólitos formados na carne durante a vida do animal. “Com o refinamento da metabolômica, conseguimos ampliar a nossa visão e a compreensão sobre os muitos compostos presentes na carne, e não apenas dos macronutrientes”, complementa a pesquisadora.

Inteligência computacional 

Outra ferramenta que será utilizada é a inteligência computacional (IC) para o desenho de modelos com as características avaliadas em cada sistema de produção. Para tanto, será criado um banco de dados com todas as informações coletadas, como o tipo de solo, a região, o sistema produtivo, que tipo de alimentação o animal teve, a idade de abate, entre outras, além de dados obtidos em laboratório nas análises das amostras de carne.

A partir disso, será feito um processo de aprendizado de máquina com o objetivo de desenvolver algoritmos e modelos capazes de aprender padrões a partir dos dados coletados na pesquisa.

Com as ferramentas de IC será possível estabelecer padrões de perfis nutricionais vinculados ao ambiente produtivo que deu origem à carne. Segundo Nalério, uma vez estabelecidos esses padrões, os modelos poderão ser aplicados em sistemas similares para estimar o perfil nutricional em pesquisas e análises futuras.

“A IC também estabelecerá perfis de saudabilidade e como cada tipo de carne poderá contribuir para o suprimento das necessidades diárias de consumo de proteínas e de outros nutrientes”, acrescenta.

A pesquisadora destaca ainda a importância da equipe multidisciplinar que participa da pesquisa. “Temos representantes de diferentes áreas de atuação no estudo, como por exemplo, matemáticos e pesquisadores de TI para o trabalho com inteligência computacional”, pontua.

Além disso, o projeto conta com pesquisadores da Embrapa Gado de Leite (MG), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com expertises nas áreas de produção animal, química e engenharia de alimentos, ciência da carne, estatística, física e matemática aplicada.

Dados podem combater desinformações

Um dos resultados previstos no projeto é a disponibilização dessas informações para a sociedade, a partir de um dossiê com as características do produto carne nos diferentes sistemas de produção. A expectativa é que o conhecimento gerado contribua para a tomada de decisão consciente quanto à inclusão da carne nas dietas.

De acordo com Nalério, uma das ferramentas de IC que será desenvolvida prevê relacionar os requerimentos diários de nutrientes com a forma como as carnes podem ser utilizadas nesse processo. “As informações geradas também poderão subsidiar o Guia Alimentar para a População Brasileira, com dados mais precisos da carne gaúcha, além de combater desinformações sobre a composição das carnes e o impacto do seu consumo para a saúde humana”, ressalta.

Para ela, existe uma mudança do perfil dos consumidores, bem como muitas pressões sociais, comerciais e ambientais que têm constantemente questionado tanto a produção quanto o consumo de carne. Isso leva a uma preocupação em larga escala sobre os efeitos da carne na saúde humana e também nas mudanças do clima.

“Porém, nossos indícios apontam que as carnes gaúchas podem ofertar características interessantes para os consumidores, tanto sob o ponto de vista de eficiência de produção, quanto em termos de saudabilidade”, observa. Os dados gerados também poderão ser utilizados para a valorização da carne gaúcha, abrindo mercados e criando subsídios para distinções de origem ou selos de qualidade.

A pesquisadora afirma ainda que tem a intenção de fazer um projeto similar em todo o Brasil, abrangendo os diferentes sistemas de produção e biomas do País. “Um dos objetivos desse projeto no Rio Grande do Sul é expandir os conhecimentos para desenvolver e validar metodologias que poderão ser aplicadas em pesquisas em outras regiões”, enfatiza.

Dados dos ambientes produtivos e de laboratório

Nas propriedades pecuárias monitoradas serão coletadas as informações que vão compor o banco de dados para o estabelecimento das características do ambiente de produção e do perfil nutricional das carnes. Para tanto, serão avaliados dados referentes ao tipo de alimentação (dieta), raça, sexo, idade do abate, tempo na terminação, fertilidade e estoque de carbono de solo, taxa de lotação, localização geográfica, intensidade de emissões de metano entérico, produção e valor nutritivo do pasto.

Já as amostras de carne serão coletadas junto aos frigoríficos no dia do abate dos lotes de animais de cada estabelecimento rural. Uma porção entre a 11ª e a 13ª costelas, correspondente ao músculo Longissimus dorsi, será coletada para a realização das análises físico-químicas, de ácidos graxos, vitaminas e minerais e metabolômica.

Os dados de características de carcaça (peso de carcaça quente, acabamento de gordura, conformação e rendimento de carcaça), serão obtidos junto aos frigoríficos. As amostras, após serem submetidas ao congelamento rápido, serão encaminhadas para o Laboratório de Ciência e Tecnologia de Carnes da Embrapa Pecuária Sul e para a Unipampa para realização das análises.

 

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Moagem de cana no Norte e Nordeste segue em queda, mas produção de anidro está mantida
Notícias

Agro paulista contribui com US$ 25 bilhões para balança comercial do estado

Por Redação 22/01/2025
Escrito por Redação
Agro paulista contribui com US$ 25 bilhões para balança comercial do estado

Produção de cana-de-açucar. 07-2021. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Um relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que as exportações paulistas atingiram US$ 70,9 bilhões em 2024, sendo que o agronegócio respondeu por 43,2% desse total.

Com US$ 30,6 bilhões em mercadorias embarcadas, o agro paulista registrou aumento de 6,9% no valor exportado no período, em comparação com o ano anterior.

Produção de soja está estimada em 171,7 milhões de toneladas, diz Abiove

O documento destaca que o açúcar de cana bruto foi o produto que mais contribuiu para este resultado, com alta de 20,7% ou US$ 1,66 bilhão no valor total exportado. O preço médio de exportação do açúcar de cana bruto em 2024, conforme o relatório, foi inferior ao do ano anterior, porém, aponta, a quantidade desse mesmo produto enviada ao exterior cresceu 28,2% no mesmo comparativo.

Outros produtos tiveram aumento no valor total exportado, como: sucos de laranja (+30,3% ou US$ 673,4 milhões), carne bovina in natura (+18,6% ou US$ 368,7 milhões), algodão não cardado nem penteado (+145,1% ou US$ 352,1 milhões), celulose (+25% ou US$ 345,4 milhões), café verde (+47,1% ou US$ 291,5 milhões) e café solúvel (+45,2% ou US$ 98,8 milhões).

Dentre os principais produtos acompanhados neste relatório, apenas dois tiveram redução expressiva no valor exportado: álcool etílico (-34,1% ou US$ 443,1 milhões) e amendoim em grãos (-19,6% ou US$ 86,5 milhões).

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22/01/2025 0 Comentários
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Notícias

Produção de soja está estimada em 171,7 milhões de toneladas, diz Abiove

Por Redação 21/01/2025
Escrito por Redação

Produção de soja está estimada em 171,7 milhões de toneladas, diz Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou nesta terça-feira (21) uma nova projeção para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2025, apresentando números recordes. A produção de soja está estimada em 171,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deverá atingir 57,1 milhões de toneladas. A produção de farelo de soja deve alcançar 44,1 milhões de toneladas, e para óleo de soja deve permanecer estável em 11,4 milhões de toneladas.

No campo das exportações, as projeções apontam para novos patamares históricos, com a expectativa de 106,1 milhões de toneladas de grãos exportados. O farelo de soja deve registrar exportações de 22,9 milhões de toneladas, enquanto o óleo de soja deverá exportar cerca de 1,05 milhão de toneladas.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

Além disso, espera-se um aumento nas importações de óleo de soja, que devem atingir 200 mil toneladas, enquanto as importações de soja devem somar 500 mil toneladas para suplementar o mercado interno.

Complexo da soja em 2024

Os dados consolidados até novembro de 2024 indicam resultados positivos para o setor. A produção de soja no ciclo foi de 153,5 milhões de toneladas, representando um leve crescimento de 0,1%. O esmagamento projetado foi revisado positivamente para 55 milhões de toneladas, um aumento de 0,9%.

A produção de farelo de soja deve acompanhar a elevação do esmagamento e apresentar crescimento de 1,9%, totalizando 42,5 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deverá crescer 0,5%, alcançando 11,05 milhões de toneladas.

Exportações

Em novembro de 2024, o volume processado foi de 4,1 milhões de toneladas, uma redução de 6,8% em relação a outubro, mas um aumento de 7,9% na comparação com novembro de 2023, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, o processamento cresceu 1,8% frente ao mesmo período de 2023, considerando os ajustes.

De acordo com os registros da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações também avançaram em 2024, com volume de soja atingindo 98,8 milhões de toneladas. O farelo de soja registrou 23,1 milhões de toneladas exportadas, enquanto o óleo de soja alcançou 1,4 milhão de toneladas. As importações de soja somaram 822 mil toneladas, refletindo o esforço para atender à demanda crescente.

 

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21/01/2025 0 Comentários
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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
Notícias

Produtividade da cana na safra 2024/25 apresenta queda de 10,8%, diz CTC

Por Redação 21/01/2025
Escrito por Redação

Produtividade da cana na safra 2024/25 apresenta queda de 10,8%, diz CTC

Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com base na Plataforma de Benchmarking da empresa, mostram que a safra 2024/25 foi concluída em dezembro no Centro-Sul com uma produtividade média 10,8% inferior em relação à safra passada. Em 2024/2025, o resultado acumulado foi de 78 toneladas por hectare, contra 87,5 toneladas por hectare em 2023/2024.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

A média de produtividade desta safra, porém, é 1,4 tonelada superior à média das últimas 10 safras.

No acumulado de ATR, a safra atual foi 1,8 kg ATR/t de cana superior à safra passada, com 136,3 kg de ATR/t de cana ante 134,5 kg de ATR/t . No mês de dezembro de 2024, observou-se uma queda na qualidade da matéria-prima (ATR) e na produtividade agrícola, em comparação com a safra anterior.

Fonte: Datagro

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21/01/2025 0 Comentários
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Cooxupé realiza 11ª Feira do Cerrado em Minas Gerais
Notícias

Safra de café em 2024 registra queda de 1,6% em relação à safra anterior

Por Redação 21/01/2025
Escrito por Redação

Safra de café em 2024 registra queda de 1,6% em relação à safra anterior

As condições climáticas se mostraram desafiadoras para o setor cafeeiro nos últimos quatro anos – geadas, restrição hídrica e altas temperaturas, ocasionadas pelos fenômenos climáticos. O clima adverso registrado no ano passado e no final de 2023 trouxe impacto para importantes regiões produtoras de café, influenciando negativamente na produtividade média das lavouras. Com isso, a safra do grão se encerra estimada em 54,2 milhões de sacas de 60kg, como mostra o 4º e último levantamento da cultura para o ciclo de 2024 divulgado nesta terça-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é 1,6% abaixo do volume produzido na safra de 2023. Quando comparado com 2022, último ano de alta de bienalidade, observa-se um crescimento de 3,3 milhões de sacas.

A área total destinada à cafeicultura no país, em 2024, totaliza 2,23 milhões de hectares, sendo 1,88 milhão de hectares com lavouras em produção e 353,6 mil hectares em formação. A produtividade média nacional de café, finalizada em 28,8 scs/ha, é 1,9% abaixo da obtida na safra de 2023.

Maior estado produtor de café no país, responsável por 52% da produção, Minas Gerais registra uma colheita de 28,1 milhões de sacas, queda de 3,1% em comparação ao total colhido na safra anterior. Essa redução se deve às estiagens acompanhadas por altas temperaturas durante o ciclo das lavouras e, agravadas, a partir de abril, quando as chuvas praticamente cessaram em todo o estado, com registros de precipitações pontuais e de baixos volumes.

Arábica e conilon

Entre as espécies, apesar deste ano de ciclo de bienalidade positiva, o desempenho médio do arábica apresenta pequeno incremento de 0,2% devido às adversidades climáticas durante o desenvolvimento das lavouras observadas, principalmente, em Minas Gerais. Com isso, a produção de arábica totaliza 39,6 milhões de sacas de café beneficiado, aumento de 1,8% em relação à safra passada.

Já para o conilon, a Conab verifica redução de 5,9% na produtividade média, chegando a 39,2 scs/ha, o que resulta em uma safra de 14,6 milhões de sacas. Apenas no Espírito Santo, a produção atingiu 9,8 milhões de sacas, redução de 3,1% em relação ao volume obtido em 2023.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

Apesar do ciclo no estado capixaba ter apresentado um potencial produtivo muito bom no seu início, as condições climáticas entre outubro e dezembro de 2023, com episódios de ondas de calor intensas, proporcionaram uma quebra deste potencial na safra de 2024.

O levantamento da safra cafeeira no Espírito Santo é realizado em conjunto com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper. As possíveis diferenças com outras instituições são sempre motivo de análise pela Conab.

Outro importante produtor de conilon, Rondônia registra uma safra de pouco mais de 2 milhões de sacas de café, 31,2% abaixo do resultado obtido na safra anterior. Assim como no Espírito Santo, o clima adverso registrado no final de 2023 também impactou no volume colhido no ano passado, além do ajuste de área devido ao mapeamento.

Mercado

O Brasil exportou 50,5 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2024, número que representa um novo recorde e alta de 28,8% na comparação com o ano anterior, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Essa exportação gerou uma receita de US$ 12,3 bilhões em 2024, o maior valor já registrado no Brasil, representando uma alta de 52,6% na comparação com 2023.

A quantidade exportada pode ser composta de estoques de produção de diferentes anos-safra. Nesse sentido, entende-se que o quadro de suprimento não pode levar em consideração apenas o volume produzido na última safra.

Entre os motivos que contribuíram para o crescimento nas exportações de café do país em 2024 estão a valorização do produto no mercado internacional e a valorização do dólar.

O cenário de oferta e demanda global ajustado influenciou a alta dos preços do produto no ano passado, mesmo com a recuperação da produção em alguns países. Outro fator altista para os preços foi a ocorrência de novas adversidades climáticas em importantes países produtores, que limita a recuperação da oferta futura.

 

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NotíciasTecnologia

Pá carregadeira da New Holland Construction vence o prêmio Good Design

Por Redação 20/01/2025
Escrito por Redação

Pá carregadeira da New Holland Construction vence o prêmio Good Design

A W40X Electric Power, a nova carregadeira de rodas compacta da New Holland Construction, venceu o Good Design, um dos prêmios de design mais importantes do mundo. Ele reconhece o papel desempenhado pelo estilo ao complementar os aspectos práticos da engenharia de máquinas.

Destinada a ser utilizada em áreas urbanas e ambientes internos, a W40X Electric Power, com apenas 1650 mm de largura, produz zero emissões e baixos níveis de ruído, graças a um sistema de propulsão totalmente elétrico. Ele é alimentado por uma bateria de 23 kWh (que tem uma garantia de três anos) capaz de gerar uma potência nominal de 39 kW (equivalente a 53 cv), com um tempo de trabalho de 3h a 6h, dependendo da aplicação.

Edição especial

Para combinar com a sua tecnologia de propulsão, a W40X Electric Power foi estilizada numa edição especial criada exclusivamente para a Agritechnica 2023 pela equipa de design industrial da CNH. Com a cor ‘Clean Blue’, que caracteriza todos os produtos elétricos da New Holland, o estilo incorpora o símbolo icónico da folha da marca na traseira.

As principais tendências e desafios para o avanço da agricultura digital

Imitando o formato da caçamba da carregadeira, o tema triangular geométrico interligado é transportado por todo o comprimento da máquina, do capô do motor na parte traseira até o vidro transparente da porta do motorista e até a lança da carregadeira, unificando a linguagem de design do modelo.

O peso operacional total é de 3,9t e a carga útil da caçamba é de 1,0t (com uma caçamba de 0,5 m3). Uma ligação de fixação inovadora foi concebida especificamente para veículos elétricos a bateria, oferecendo a mesma resistência e durabilidade que um design padrão, mas com peso reduzido e uma vantagem de 5% na energia de trabalho necessária.

As funções automatizadas, incluindo o retorno à escavação, o retorno ao curso e o retorno à altura, facilitam o controle da lança e da caçamba para o operador. Os controles eletro-proporcionais podem ser personalizados de forma independente para se adequarem ao tipo e preferência de trabalho, e o sistema hidráulico sensível à carga permite um movimento simultâneo preciso para total segurança e eficiência.

“Este prêmio é um grande reconhecimento do papel da nossa equipa de design na produção do estilo da W40X Electric Power que corresponde à inovação da máquina. Ela exigia um estilo marcante para mostrar que oferece algo diferente no seu interior, e estamos muito satisfeitos por isso ter sido reconhecido pelo júri do GOOD DESIGN”, disse David Wilkie, diretor de Design Industrial da CNH.

 
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20/01/2025 0 Comentários
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Notícias

Obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica para o produtor rural é prorrogada

Por Redação 20/01/2025
Escrito por Redação

Obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica para o produtor rural é prorrogada

A obrigatoriedade da emissão de Nota Fiscal Eletrônica passa a valer a partir de 3 de fevereiro para produtores rurais que vendem para fora do Estado ou faturaram mais de R$ 360 mil nos anos anteriores. Para os demais produtores rurais, a Nota Fiscal Eletrônica torna-se obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2026.

A história da implantação da Nota Fiscal Eletrônica vem desde abril de 2022 e até o momento não entrou em vigor em caráter obrigatório. Para a advogada Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro Agronegócios, a emissão das notas de forma digital é um caminho natural e bastante seguro para a gestão do produtor rural.

“A tecnologia vem para ajudar e o produtor rural precisa entender que o cruzamento de dados por parte da Receita Federal já existe e o monitoramento tem se tornado cada vez mais natural”, explica Viviane, que reforça a importância do produtor estar mais aberto às facilidades tecnológicas.

Se por um lado a utilização da Nota Fiscal Eletrônica pelo produtor rural trará mais segurança para a gestão do negócio, por outro, ainda esbarra na falta de infraestrutura das propriedades rurais e do acesso à rede de internet. O advogado Gustavo Venâncio, diretor comercial da Lastro Agronegócios, alerta para o fato de que grande parte das propriedades rurais não tem cobertura de internet, o que pode dificultar a emissão da nota na prática.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

“O Brasil é muito grande e a realidade no campo é completamente diferente da realidade dos grandes centros. Embora a emissão digital da nota seja simples, nem sempre a estrutura permite a execução dela. A falta da nota pode gerar uma certa insegurança no transporte da carga”, explica o advogado.

Sistemas específicos de emissão de nota foram criados e oferecem a possibilidade do produtor preencher o documento offline e emitir a nota assim que houver acesso à rede. No entanto, essa medida ainda precisa ser testada de forma eficiente.

Viviane Morales também alerta para o fato de que os sistemas precisam estar disponíveis não apenas para smartfones, mas também para os computadores. “O produtor que fizer o uso da Nota Fiscal Eletrônica e deixar os documentos armazenados no aplicativo, corre um sério risco de perder as informações diante de qualquer problema que envolva o aparelho. É preciso ter um sistema de backup eficiente”, alerta a advogada.

A nova prorrogação da obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica traz mais um fôlego para que essas questões possam ser resolvidas. Enquanto isso, é importante que o produtor rural busque alternativas para se adaptar ao novo sistema de emissão de nota, que será uma realidade, muito embora a data ainda seja incerta em função de tantas alterações.

 

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