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NotíciasTecnologia

Silo bolsa é alternativa durante construção de armazenamento definitivo

Por Redação 20/01/2025
Escrito por Redação

Silo bolsa é alternativa durante construção de armazenamento definitivo

O Brasil enfrenta um desafio estrutural que ameaça a eficiência do setor: a incapacidade de armazenar adequadamente os grãos produzidos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o IBGE, o déficit atual na capacidade estática de armazenagem é de 110 milhões de toneladas, e pode alcançar 170 milhões até 2030. Esse cenário decorre do descompasso entre o crescimento anual da produção agrícola, de 5%, e o aumento na capacidade de armazenamento, que cresce apenas 3%.

Os silos estáticos são a base de um sistema eficiente de armazenagem, garantindo a preservação da produção agrícola por longos períodos, com controle rigoroso de temperatura e umidade. Contudo, sua construção envolve investimentos elevados e um prazo que pode se estender por até 14 meses.

Durante esse intervalo, os produtores muitas vezes enfrentam a urgência de armazenar suas safras, especialmente em períodos de alta colheita. Diante desta necessidade, o silo bolsa se apresenta como uma solução provisória e eficaz, funcionando como um apoio estratégico até a conclusão das estruturas permanentes.

Sem pretender substituir os silos estáticos, ele atende à demanda emergencial dos produtores, oferecendo rapidez e flexibilidade. Com capacidade média de até 200 toneladas, o silo bolsa é fácil de implementar, exigindo apenas uma área compactada e limpa, além de máquinas específicas como embolsadeiras e desembolsadeiras.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

O especialista Tadeu Vino, engenheiro agrícola e parceiro da empresa Nortène reforça que essa alternativa é ideal para períodos de colheita, nos quais os grãos precisam ser armazenados de forma rápida e segura, evitando perdas e garantindo a continuidade do processo produtivo. Entre os grãos que podem ser armazenados estão milho, soja, trigo, sorgo e arroz, além de silagem para alimentação animal.

Planejamento

É importante destacar que o processo de construção do silo metálico exige planejamento antecipado e recursos financeiros. A linha de crédito PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) é uma das opções disponíveis, mas sua disponibilidade nem sempre cobre todo o ano safra, o que pode atrasar projetos e aumentar a demanda por alternativas como o silo bolsa.

Embora o silo bolsa seja uma solução prática, seu uso requer também atenção a detalhes técnicos. Os grãos devem estar secos e limpos, com umidade máxima de 14%, para evitar deterioração.

“Recomendamos o monitoramento periódico da temperatura e umidade, fundamental para preservar a qualidade até que possa ser transferido para os silos estáticos ou transportado para venda”, ressalta Vino. “Quando utilizado de maneira adequada, o silo bolsa não apenas protege a produção, mas também ajuda a classe agrícola a ganhar tempo até que suas estruturas permanentes estejam disponíveis”, completa o especialista.

Expansão e relevância no cenário agrícola

A adoção do silo bolsa é particularmente expressiva no Centro-Oeste, onde a expansão agrícola e o rápido aumento da produção exigem soluções ágeis. Sua flexibilidade o torna uma ferramenta estratégica tanto para pequenas quanto para grandes fazendas.

Embora o Brasil ainda não ofereça incentivos diretos para a aquisição de silos bolsa, o financiamento das máquinas necessárias por meio de programas como o Moderfrota tem viabilizado sua adoção. “A tecnologia é uma solução que combina custo-benefício, rapidez e eficiência, permitindo ao produtor maior controle sobre sua safra e oportunidades para melhores negociações no mercado”, conclui Vino.

 

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BNB contrata 52% a mais na agricultura familiar e supera R$ 8,6 bi em financiamentos
Notícias

BNB contrata 52% a mais na agricultura familiar e supera R$ 8,6 bi em financiamentos

Por Redação 20/01/2025
Escrito por Redação

BNB contrata 52% a mais na agricultura familiar e supera R$ 8,6 bi em financiamentos

O Agroamigo, programa de microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste (BNB), contratou R$ 8,6 bilhões em 2024 em sua área de atuação, que abrange os estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. O volume de crédito representa um aumento de 52% em comparação com o ano anterior, quando foram financiados R$ 5,6 bilhões. O avanço de 2024 é ainda maior (126%) com relação a 2022, que registrou R$ 3,8 bilhões em contratos.

Houve crescimento também no número de famílias atendidas. Foram mais de 688 mil operações – alta de 17% em relação às contratações de 2023.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, o Agroamigo está ampliando sua atuação. “O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo, em 2024. São famílias que nunca tinham tido acesso a esse crédito e agora estão recebendo recursos para aplicar na sua plantação, criação de animais ou beneficiando sua produção. O presidente Lula nos deu essa missão de levar oportunidades a todos os lugares, atendendo principalmente os pequenos”, afirma.

Expansão da clientela feminina

Assim como ocorreu no ano anterior, o Agroamigo encerrou 2024 com mais financiamentos a mulheres do que para homens. No total, 51,4% dos contratos realizados e 51,6% do montante financiado foram voltados ao público feminino.

Com contratação de R$ 4,44 bilhões, mais de 353 mil microempreendedoras rurais foram beneficiadas com crédito e orientação para desenvolver suas atividades e contribuir com o sustento da família.

 

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Contratações do Plano Safra 2025/26 crescem 7% e Plano Safra 2025/26 e totalizam R$ 354,4 bilhões até fevereiro
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FPA diz que veto à isenção dos Fiagros impacta oferta de crédito rural

Por Redação 20/01/2025
Escrito por Redação

FPA diz que veto à isenção dos Fiagros impacta oferta de crédito rural

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou, na última sexta-feira (17), comunicado à imprensa profissional, no qual manifesta sua discordância ao veto presidencial que altera o regime tributário dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros).

Esses instrumentos, destaca o colegiado de parlamentares ligados ao agro, foram criados para democratizar o acesso ao mercado de capitais, estimular investimentos em setores estratégicos como o agronegócio e o imobiliário, e fortalecer o crédito privado no Brasil.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

Os FIIs, com quase 3 milhões de investidores e patrimônio superior a R$ 300 bilhões, têm um terço de seus recursos destinados a crédito. Já os Fiagros, criados em 2021, acumulam mais de R$ 40 bilhões em patrimônio, quase totalmente aplicados no crédito rural, beneficiando 600 mil investidores, majoritariamente pequenos poupadores. Esses fundos desempenham papel essencial na economia, com aportes acessíveis a partir de R$ 6,00.

De acordo com a FPA, no agronegócio, que emprega 28,6 milhões de pessoas e responde por quase 25% do PIB nacional, os Fiagros são indispensáveis para suprir a lacuna do crédito público e bancário. A taxação desses fundos, ressalta o colegiado, compromete a competitividade, aumenta os custos para produtores e afeta a oferta de crédito. Além disso, atinge setores como a construção civil, que também depende dos FIIs para financiar projetos habitacionais e sustentar milhares de empregos.

Na avaliação da FPA, o veto presidencial tem o potencial de elevar os juros, restringir o crédito e desacelerar setores que são motores do crescimento econômico. Em nota, o colegiado diz que trabalhará no Congresso Nacional para derrubar o veto presidencial, garantindo o correto tratamento dos fundos, preservando a inclusão de pequenos investidores e fortalecendo o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.

Fonte: Datagro

 

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Setor tem 28,4 milhões de pessoas ocupadas no 3º trimestre de 2024

Por Redação 20/01/2025
Escrito por Redação

Setor registra 28,4 milhões de pessoas ocupadas no 3º trimestre de 2024

A população ocupada no agronegócio foi de 28,4 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2024, um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2023, segundo o boletim “Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro”.

A publicação foi feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Moagem de cana no Centro-Sul registra queda em dezembro

O agronegócio inclui quatro segmentos: insumos para a agropecuária, produção agropecuária primária, agroindústria (processamento) e agrosserviços.

Segundo a publicação, com o resultado, a população ocupada no agro respondeu por 26% do total de pessoas empregadas no país.

 

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IBGE prevê crescimento de 7,0% na safra 2025 frente a 2024
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Plantio da soja no RS atinge 99% da área projetada, afirma Emater/RS-Ascar

Por Redação 17/01/2025
Escrito por Redação

Plantio da soja no RS atinge 99% da área projetada, afirma Emater/RS-Ascar

O plantio da soja no Rio Grande do Sul alcançou 99% da área projetada, após avançar 1 ponto percentual em sete dias, mostra o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, publicado nesta quinta-feira (16).

Na mesma época do ano passado e na média dos últimos anos, os trabalhos também estavam em 99%.

“O período foi caracterizado por umidade relativa do ar muito baixa em grande parte do Estado. As chuvas que ocorreram foram muito desuniformes e de baixos volumes e, em algumas localidades, acentuaram-se os sintomas de déficit hídrico. O plantio segue suspenso onde não choveu e, em certas lavouras, não há estande adequado de plantas.”, aponta o documento.

“Essas condições climáticas têm trazido preocupação para os produtores e podem causar perdas irreversíveis nas culturas de verão, principalmente soja.”, completa.

A área cultivada está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha. Os trabalhos de colheita ainda não foram iniciados.

 

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Algoritmos ajudam a tornar preciso o manejo integrado de pragas

Por Redação 17/01/2025
Escrito por Redação

Algoritmos ajudam a tornar preciso o manejo integrado de pragas

O Manejo Integrado de Pragas (MIP), em seu conceito, consiste em um conjunto de tecnologias que, quando utilizadas harmonicamente, permitem a condução dos cultivos por meio de táticas sustentáveis e econômicas no controle dos inimigos naturais das lavouras. Esse processo inclui o uso racional, principalmente, de defensivos, que são aplicados apenas quando necessários, de forma estratégica, bem como a utilização de biológicos.

Atualmente, o MIP destaca-se principalmente entre os produtores que buscam alcançar maiores níveis de produtividade, ampliando o volume colhido por hectare. Porém, sua condução deve ser feita sempre pensando na saúde preventiva das plantas. “Assim como é recomendado ao ser humano, prevenir é o melhor remédio, pois, à medida que a lavoura vai crescendo, cada etapa está sujeita a novas doenças, insetos, plantas daninhas, e a todo tempo diversos fatores podem comprometer a sua saúde. Dessa maneira, a prevenção deve ser pensada em cada estágio fenológico”, destacou o engenheiro agrônomo, Felipe de Carvalho, coordenador da Sima no Brasil.

Ao ter em mente a importância do manejo preventivo, o segundo passo para tornar eficiente o MIP é a organização, ou seja, poder agir rapidamente diante de qualquer adversidade. Esse planejamento passa obrigatoriamente pelo correto monitoramento das lavouras. Segundo Carvalho, nos últimos anos, o fator clima tem impactado cada vez mais no ciclo de plantio, e, se o produtor ou seu agrônomo não tiverem todas as informações muito bem catalogadas, o controle de aplicações torna-se difícil. “Fazer uma intervenção no tempo adequado é fundamental para qualquer controle de praga ou doença”, reforçou o especialista.

Moagem de cana no Centro-Sul registra queda em dezembro

O grande problema atualmente é que muitas fazendas não fazem esse monitoramento corretamente. Afinal, há uma grande diferença entre olhar a lavoura e monitorá-la. “É possível ver, por exemplo, a presença de uma mariposa voando entre as culturas, porém somente com monitoramento minucioso se saberá quantos ovos ou qual a quantidade de mariposas que estão afetando aquela região e o nível estrago que causaram”, citou o coordenador.

Por isso, ferramentas como as da Sima tornam-se importantes aliadas. Atualmente, presente em mais de oito milhões de hectares, o principal uso de sua tecnologia por parte dos produtores é no monitoramento das lavouras, pois a plataforma conta com algoritmos específicos que auxiliam neste objetivo.

De acordo com Carvalho, um dos grandes diferenciais da plataforma da agtech é que ela funciona de forma simples, objetiva e necessita de poucos cliques. Assim, é possível fazer o registro em tempo real no campo de qualquer cultura. “Com esses dados e o histórico de informações, há ainda os benefícios de ter o georreferenciamento detalhado por talhão, possibilitando quando necessário, a rápida intervenção de qualquer anormalidade sinalizada pela equipe de campo”, detalhou.

Ao ter este histórico de aplicações, o produtor passa a ter inúmeros benefícios. Por exemplo, ele conseguirá saber o que foi aplicado nas áreas das safras anteriores, o que deu certo e pode ser replicado, ou o que precisa ser mudado. Com essas informações em mãos, a estratégia torna-se mais precisa, sustentável e econômica. “Hoje, o portfólio de produtos para lavoura é gigantesco e, diante de tantas opções, o produtor tem que ser criterioso na hora de escolher. Quando ele guarda os dados do que foi testado, ele terá embasamento do que funcionou e do que não vale a pena investir mais no ano seguinte”, finalizou o engenheiro agrônomo.

 

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Moagem de cana no Centro-Sul registra queda em dezembro

Por Redação 16/01/2025
Escrito por Redação

- Moagem de cana no Centro-Sul registra queda em dezembro

A segunda quinzena de dezembro evidenciou uma desaceleração significativa no processamento de cana-de-açúcar na região Centro-Sul. As unidades produtoras registraram a moagem de apenas 1,73 milhão de toneladas, uma redução de 64,86% em comparação às 4,92 milhões de toneladas processadas no mesmo período da safra 2023/2024. No acumulado da safra 2024/2025 até 1º de janeiro, o volume atingiu 613,6 milhões de toneladas, 4,75% a menos que as 644,2 milhões registradas no ciclo anterior.

A quantidade de usinas em operação também reflete o cenário de retração. Na segunda metade de dezembro, 59 unidades estavam ativas, sendo 43 dedicadas ao processamento de cana, 10 à produção de etanol de milho e seis flex. Em contraste, no mesmo período da safra passada, 103 usinas estavam operando. Além disso, 38 unidades encerraram a moagem ao final da quinzena, totalizando 244 usinas concluídas até 1º de janeiro – mesmo número registrado no ciclo anterior.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de dezembro atingiu 121,58 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 136,46 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação negativa de 10,9%. No acumulado da safra, o indicador marca 141,28 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior (1,21%) ao do último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de dezembro totalizou apenas 63,52 mil de toneladas, registrando queda de 73,12% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2023/2024 (236,33 mil toneladas). No acumulado da safra, a fabricação do adoçante alcançou 39,78 milhões de toneladas, contra 42,06 milhões de toneladas do ciclo anterior (- 5,42%).

Na segunda metade de dezembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 485,66 milhões de litros, sendo 301,83 milhões de litros de etanol hidratado (-15,25%) e 183,83 milhões de litros de etanol anidro (+6,69%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 32,42 bilhões de litros (+3,07%), sendo 20,64 bilhões de etanol hidratado (+9,8%) e 11,78 bilhões de anidro (-6,93%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de dezembro, 82,79% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 402,08 milhões de litros neste ano, contra 279,39 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 43,92%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 6,03 bilhões de litros – avanço de 30,86% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de dezembro, as vendas de etanol totalizaram 2,95 bilhões de litros, o que representa uma variação positiva de 2,55% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,78 bilhão de litros, o que representa queda de 1,7% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 1,04 bilhão de litros, aumento de 15,54%.

No acumulado desde o início da safra até 1° de janeiro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 26,78 bilhões de litros, registrando crescimento de 11,84%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 17,29 bilhões de litros (+20,34%), enquanto o de anidro alcançou 9,49 bilhões de litros (-0,92%).

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, esclarece que “a despeito da menor moagem de cana-de-açúcar, as vendas de etanol foram sustentadas pela maior oferta do biocombustível fabricado a partir do milho, pelo menor nível de exportação, pela menor proporção de cana-de-açúcar direcionada à fabricação de açúcar e pelos estoques de passagem mais elevados no início do ciclo 2024/205”. O volume disponível nos tanques das usinas e a produção de etanol de milho no primeiro trimestre de 2025 oferecem amplo conforto para o abastecimento do mercado interno durante a entressafra, concluiu o executivo.

Mercado de CBios

A meta compulsória de descarbonização para 2024 estabeleceu a necessidade de aquisição e aposentadoria de 38,78 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) até 31 de dezembro. Conforme informações da ANP, a disponibilidade total de CBios para o cumprimento da meta de 2024, entre 1° de abril e 31 de dezembro (período de cumprimento da meta), foi de 50,04 milhões. Esses números evidenciam que, em nenhum momento, houve escassez de CBIOs no mercado.

“A emissão de títulos pelos produtores foi mais do que suficiente para atender às exigências legais das distribuidoras, garantindo o cumprimento das metas sem gerar qualquer tipo de estresse ou desequilíbrio no mercado”, explica Rodrigues.

O executivo da UNICA acrescenta que “o saldo final de CBios após o cumprimento de meta de 2024 resultou em um excedente superior a 16 milhões de créditos disponíveis para negociação. Esse volume disponível no início de 2025 já é equivalente a um terço da meta total estipulada para este ano”.

 

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Notícias

John Deere é processada nos EUA por práticas injustas de reparação de máquinas

Por Redação 16/01/2025
Escrito por Redação

John Deere é processada nos EUA por práticas injustas de reparação de máquinas

Nesta quarta-feira (15), a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) abriu um processo contra a fabricante de equipamentos agrícolas John Deere, acusando a empresa de aumentar ilegalmente os custos de reparo ao forçar agricultores a dependerem exclusivamente de sua rede de revendedores autorizados.

Segundo o comunicado da FTC, a John Deere restringiu o acesso ao software necessário para reparos, limitando-o apenas à sua rede de concessionárias e mecânicos autorizados. Isso, de acordo com a comissão, impediu agricultores de realizarem reparos independentes ou de utilizarem serviços de mecânicos não afiliados, consolidando um monopólio que resultou no aumento de preços.

Moagem de cana no Centro-Sul registra queda em dezembro

A presidente da FTC, Lina Khan, destacou que essas práticas podem ser prejudiciais aos agricultores, que dependem de reparos acessíveis e rápidos para manter a produtividade e garantir sua renda. “Restrições ilegais de reparos podem ser devastadoras para os agricultores”, afirmou.

O governo Biden, que está encerrando seu mandato, tem adotado uma postura firme contra práticas anticompetitivas na agricultura e em outros setores. A questão do direito de reparo, defendida por muitos consumidores e setores industriais, busca permitir que os proprietários de equipamentos tenham acesso às ferramentas e softwares necessários para realizar manutenções e consertos fora das redes autorizadas.

Além do setor agrícola, o governo Biden já tomou medidas para aumentar a competição em indústrias como as de processamento de carne e sementes, além de abordar práticas restritivas em tecnologia, incluindo smartphones e computadores.

Um porta-voz da John Deere informou que a empresa ainda não foi notificada pela FTC sobre o processo.

Fonte: Datagro

 

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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
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Valor Bruto da Cafeicultura atinge R$ 79,59 bilhões em 2024

Por Redação 16/01/2025
Escrito por Redação

Valor Bruto da Cafeicultura atinge R$ 79,59 bilhões em 2024

No ano-cafeeiro de 2024, o valor total estimado para o faturamento bruto dos Cafés do Brasil atingiu o montante de R$ 79,59 bilhões. Tal cifra contempla R$ 57,63 bilhões da receita calculada para os cafés da espécie Coffea arabica (café arábica), a qual correspondeu a 72,4% do total estimado, e, adicionalmente, R$ 21,95 bilhões para os cafés da espécie Coffea canephora (café robusta + café conilon), cujo montante, no caso, equivaleu a 27,6% do total do valor do ano-cafeeiro ora em destaque.

Tal desempenho do Valor Bruto da Produção – VBP, dos Cafés do Brasil, no ano-cafeeiro de 2024, que foi estimado em R$ 79,59 bilhões, conforme citado, correspondeu a um expressivo aumento de 50,8% em relação aos R$ 52,76 bilhões calculados para o ano-cafeeiro 2023. Vale ressaltar que o VBP é calculado pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, tendo como base a média dos preços recebidos pelos produtores no período analisado.

Nesse mesmo contexto, a SPA/MAPA fez também uma projeção do VBP dos Cafés do Brasil para o ano-cafeeiro 2025 com base nos preços médios recebidos pelos produtores exclusivamente no mês de dezembro de 2024, cuja estimativa apontou um montante de R$ 108,12 bilhões para o próximo ano-cafeeiro, o que poderá significar um aumento de 35,9% em relação ao VBP arrecadado em 2024, caso tal valor se confirme, e, ainda, um crescimento de 104,93%, se essa estimativa for comparada com o VBP do ano-cafeeiro de 2023.

Produção de grãos 2024/25 é estimada em 322,3 milhões de toneladas

Como os Cafés do Brasil são produzidos nas cinco regiões geográficas brasileiras, caso seja elaborado um ranking em ordem decrescente do faturamento bruto dessa importante atividade agrícola nessas respectivas regiões, no ano-cafeeiro objeto desta análise, constata-se que a Região Sudeste, de forma absoluta, lidera o faturamento com o total calculado de R$ 68,57 bilhões, o qual equivale a 86,1% do valor bruto geral em nível nacional. E, na sequência, com R$ 5,62 bilhões de receita bruta, figura a Região Nordeste, montante que representa 7,1% do total do valor bruto arrecadado.

Assim, complementando esse ranking, na terceira posição, destaca-se a Região Norte, que atingiu R$ 3,73 bilhões de faturamento, o qual corresponde a 4,7% do valor bruto nacional, seguida da Região Sul, na quarta posição, com R$ 969,70 milhões de receita, 1,2% do total nacional. E, por fim, vem a Região Centro-Oeste, a qual figura em quinto lugar com o faturamento do setor cafeeiro calculado em R$ 682,64 milhões, cifra que representa menos de 1% do faturamento bruto dos Cafés do Brasil no ano-cafeeiro 2024.

Convém também destacar nesta divulgação do Observatório do Café que esta análise do faturamento dos Cafés do Brasil, do ano-cafeeiro 2023, tem como base e referência os dados constantes do Valor Bruto da Produção – VBP – Dezembro 2024, estudo que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária – Mapa, o qual também está disponível na íntegra, assim como todas as demais edições anteriores desse documento, no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, rede integrada de pesquisa coordenada pela Embrapa Café.

Expandindo esta análise para o Valor Bruto de Produção das dezessete lavouras, que são utilizadas pela SPA/Mapa para a elaboração do presente estudo, constata-se que no ano-agrícola de 2024 o faturamento bruto em nível nacional atingiu o total de R$ 847,10 bilhões.

Da mesma forma, se for elaborado um ranking da receita bruta estimada para os cinco principais produtos agrícolas, verifica-se que a soja se destaca na primeira posição com o faturamento bruto de R$ 300,87 bilhões, montante que representa 35,52% do total geral citado anteriormente.

E, adicionalmente, que, na segunda posição desse ranking destaca-se o faturamento do milho, com R$ 125,81 bilhões (14,85%), seguido do valor da cana-de-açúcar, em terceiro lugar, com R$ 121,45 bilhões, o qual corresponde a 14,33% do total das lavouras.

Na quarta posição do ranking vem a receita bruta dos Cafés do Brasil, com os R$ 79,59 bilhões destacados anteriormente, que equivalem a 9,4% desse total. E, por fim, na quinta posição, figura o algodão, cujo faturamento foi calculado em R$ 34,35 bilhões de reais, montante que representa 4% da mesma base comparativa em destaque.

 

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TVH expande operações com um novo Centro de Distribuição em Goiás

Por Redação 15/01/2025
Escrito por Redação

TVH expande operações com um novo Centro de Distribuição em Goiás

A TVH anunciou a inauguração de um novo Centro de Distribuição (CD) em Goiás. A nova unidade será a quarta filial da empresa no Brasil, somando-se às unidades de Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco, além da matriz em São Paulo.

O Portal Máquinas Agrícolas conversou com Rafael Xavier, sales manager da TVH, que destacou a importância dessa nova unidade na região do Centro-Oeste.

Segundo ele, a escolha de Goiás foi estratégica, considerando o posicionamento geográfico privilegiado, a diversidade agrícola da região Centro-Oeste e a proximidade com importantes rodovias que cortam o país. O novo CD busca atender com maior eficiência os clientes locais, oferecendo rapidez na entrega de peças para máquinas agrícolas e de construção.

“Quando um trator quebra ou uma colheitadeira precisa de manutenção durante a colheita, a solução deve estar disponível de forma imediata”, destacou Rafael, enfatizando a importância da logística para o sucesso do negócio.

O executivo também mencionou que 80% das vendas do segmento agrícola são realizadas pelo e-commerce, proporcionando aos clientes acesso 24 horas aos estoques e serviços da TVH. Com a expansão, a empresa reforça seu compromisso em oferecer qualidade e inovação, fortalecendo parcerias e buscando novas oportunidades no mercado brasileiro.

Assista à entrevista completa: 

 

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15/01/2025 0 Comentários
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