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Notícias

SP anuncia aporte de R$ 50 milhões no primeiro Fiagro Estadual do País

Por Redação 13/12/2024
Escrito por Redação

SP anuncia aporte de R$ 50 milhões no primeiro Fiagro Estadual do País

O investimento do governo de São Paulo no agronegócio paulista por meio do Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (FIAGRO) teve seu primeiro aporte anunciado nesta quinta-feira (12/12), no Palácio dos Bandeirantes. Com um valor inicial de R$ 50 milhões, a quantia é a primeira anunciada de um montante que somará meio bilhão. O investimento é feito por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e da Desenvolve SP.

“Nosso primeiro FIAGRO é voltado para logística, agricultura de precisão e armazenagem. Começamos a utilizar o mercado de capitais para financiar o agronegócio, dando maior autonomia aos investimentos do setor”, frisou o governador, Tarcísio de Freitas.

O montante será gerido pela Rio Bravo Investimentos, responsável pela estruturação e gestão do FIDC AGRO. Por meio deste fundo, o governo se utilizará da moderna estrutura de investimentos do mercado de capitais para financiar o agronegócio paulista. Além disso, investidores privados (outras Assets, Family Offices e a própria Rio Bravo) também coinvestirão no mesmo fundo, ancorado pela Desenvolve SP.

Safra de grãos 2024/25 deve bater recorde com alta de 8,2%, diz Conab

A iniciativa permitirá que os produtores rurais paulistas consigam alavancar seus negócios, gerando desenvolvimento regional, incrementando renda e emprego no interior do estado com as melhores práticas sustentáveis, além disso, o fundo prevê investimento na logística do agro paulista, com montante destinados especificamente à infraestrutura de escoamento da produção.

“Este é o primeiro de muitos aportes financeiros no agronegócio, fruto de um trabalho brilhante que fizemos com a Desenvolve SP”, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Fiagro

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) é um ativo financeiro criado por meio da Lei nº 14.130, publicada no dia 30 de março de 2021, com o objetivo de captar recursos de investidores para aplicar no desenvolvimento do setor agropecuário.

O Fiagro funciona como um fundo de investimento imobiliário, mas direcionado especificamente para o setor agropecuário. Ele permite que investidores adquiram cotas em fundos que possuíam como ativos imóveis rurais, tais como fazendas, sítios, terras e benfeitorias relacionadas. Dessa forma, o Fiagro permite a captação de recursos para financiar a aquisição e a exploração dessas propriedades, além de incentivar a modernização, a produtividade e a sustentabilidade da agricultura.

Para a Secretaria de Agricultura, o Fiagro é um instrumento por meio do qual poderá fomentar o desenvolvimento de um setor estratégico, tanto em termos de geração de empregos e renda quanto de segurança alimentar e produção de commodities agrícolas. Além de impulsionar a modernização das propriedades rurais, estimula a inovação tecnológica e contribui para aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

 

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13/12/2024 0 Comentários
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IBGE prevê crescimento de 7,0% na safra 2025 frente a 2024
MercadoNotícias

IBGE prevê crescimento de 7% na safra 2025 em relação a 2024

Por Redação 12/12/2024
Escrito por Redação

IBGE prevê crescimento de 7,0% na safra 2025 frente a 2024

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 314,8 milhões de toneladas em 2025. Trata-se de um valor 7,0% ou 20,5 milhões de toneladas maior do que a safra obtida em 2024.

O acréscimo da produção deve-se à maior estimativa prevista, principalmente, para a soja (12,9% ou 18 656 679 t), para o milho 1ª safra (9,3%ou 2 128 619t), para o arroz (6,5% ou 686 911 t) e para o feijão 1ª safra (29,0% ou 262 238 t). Para o algodão herbáceo em caroço foi estimado declínio de 0,8% ou – 40.885 toneladas; para o milho 2ª safra, declínio de 0,1% ou -136 331 toneladas; enquanto para o sorgo e para o trigo foram estimadas reduções de 4,9% ou -199 584 toneladas e 10,9% ou – 891 102 toneladas, respectivamente.

“Prevemos um aumento da produção, sendo uma recuperação das perdas que tivemos em 2024. Embora o ano agrícola de 2025 esteja atrasado por conta da demora das chuvas nas unidades da federação produtoras de grãos, com a chegada destas chuvas, os produtores se mobilizaram e plantaram rapidamente estas lavouras e, agora, elas estão relativamente bem, o que aumenta a expectativa do aumento da safra para 2025”, ressaltou Carlos Barradas.

A área total estimada para cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2025, foi de 79,8 milhões de hectares, crescimento de 0,8% em relação a 2024. Com relação à área prevista, apresentam variações positivas o arroz em casca (5,2%), o feijão 1ª safra (7,1%), o algodão herbáceo em caroço (1,0%), o milho 2ª safra (0,9%) e a soja (1,4%), e variação negativa para o milho 1ª safra (-1,9%), para o sorgo (-4,7%) e para o trigo (-3,9%).

Safra de grãos 2024/25 deve bater recorde com alta de 8,2%, diz Conab

Houve aumentos nas estimativas de produção no Mato Grosso (1,9%), no Paraná (11,0%), no Rio Grande do Sul (12,4%), no Mato Grosso do Sul (24,1%), em Minas Gerais (6,1%), em Goiás (5,0%), na Bahia (6,7%), em São Paulo (16,3%), no Tocantins (0,3%), em Santa Catarina (4,6%), no Piauí (2,3%) e em Rondônia (10,6%). Os declínios nas estimativas da produção são esperados para o Maranhão (-0,2%), para Sergipe (-1,7%) e para o Pará (-7,7%).

Safra de 2024 deve ser 6,7% menor

A pesquisa também traz a estimativa de novembro para a safra de 2024 de cereais, leguminosas e oleaginosas, que alcançou 294,3 milhões de toneladas, 6,7% menor do que a obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas), diminuição de 21,1 milhões de toneladas. Em relação a outubro, houve acréscimo de 545,5 mil toneladas (0,2%).

A área a ser colhida este ano deve ser de 79,1 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 1,6% (1,2 milhão de hectares a mais) em relação à área colhida em 2023. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 416,4 mil hectares (0,5%).

“Esta queda de 6,7% na produção de cereais, leguminosos e oleaginosas em 2024 com relação a 2023 deve-se a problemas climáticos, que ocorreram na maioria das unidades da federação produtoras, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul. Nestas regiões, houve falta de chuvas e temperaturas elevadas nas duas safras. No estado do Rio Grande do Sul, ainda ocorreu um grande volume de chuvas nos meses de abril e maio deste ano”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.

Os principais destaques negativos da safra 2024 em relação a 2023 são as estimativas da produção de milho e sorgo. Na comparação com 2023, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (14,8%), do arroz (3,1%), do feijão (5,7%) e do trigo (5,0%).

Por outro lado, soja (-4,7%), milho (-11,9%) (sendo -17,8% no milho de 1ª safra e -10,3% no milho de 2ª safra) e sorgo (-5,8%) recuaram. O milho, a soja e o arroz representam 92,1% da estimativa da produção e são responsáveis por 87,2% da área colhida.

Ainda frente a 2023, mas no que se refere à área a ser colhida, ocorreu crescimento de 16,2% na do algodão herbáceo (em caroço), de 6,0% na do arroz em casca, de 7,1% na do feijão e de 4,0% na da soja. As áreas de milho (-3,1%, sendo -9,8% no milho 1ª safra e -1,0% no milho 2ª safra), de trigo (-11,7%) e de sorgo (-1,1%) apresentaram quedas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de setembro mostrou variação anual positiva para a Região Norte (10,1%), sendo que para as demais, a variação foi negativa: Sul (-1,0%), Centro-Oeste (-10,0%), Sudeste (-15,7%) e Nordeste (-4,0%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimento da produção a Região Sul (0,1%) e a Centro-Oeste (0,6%). As regiões Nordeste e Sudeste tiveram estabilidade (0,0%), enquanto na Região Norte houve declínio (-2,1%).

Em relação a outubro, houve aumentos nas estimativas da produção da uva (19,3% ou 282 034t), do sorgo (3,2% ou 124 788 t), do cacau (1,5% ou 4 177 t), do tomate (1,4% ou 57 947 t), da aveia (1,1%ou12 998 t), do feijão 2ª safra (1,0% ou 14 071 t), da soja (0,3% ou 363 238 t), do milho 2ª safra (0,1% ou 62210 t) e da cevada (0,0% ou 16 t).

No sentido oposto, houve declínios na estimativa da produção da castanha-de-caju (-0,8% ou -1 167 t), do trigo (-0,3% ou -24 736 t), do feijão 1ª safra (-0,2% ou -1 880 t) e do milho 1ª safra (-0,2% ou -45 758 t).

“Tivemos um aumento na produção de algodão em função do preço dele estar mais rentável em relação ao milho, durante o plantio da segunda safra. Assim, parte dos produtores ampliaram as áreas do algodão, tornando-a a maior da série histórica do IBGE”, acrescenta Carlos.

 

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Produção de cana-de-açúcar deve alcançar 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/26
Notícias

Moagem de cana acumula queda de 2,75% na safra 2024/2025

Por Redação 12/12/2024
Escrito por Redação

Moagem de cana safra 2024/2025 acumula queda de 2,75%

Clarisse Sousa – As usinas de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil processaram 20,35 milhões de toneladas na segunda quinzena de novembro, uma retração de 15,2% em relação às 24 milhões registradas na safra 2023/2024. No acumulado da safra 2024/2025, até 1º de dezembro, a moagem totalizou 602,94 milhões de toneladas, uma queda de 2,75% frente às 619,97 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (12) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Para o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, “as chuvas impactaram muito o ritmo de colheita no início de novembro e várias unidades produtoras postergaram o término das operações para o final do mês. Como resultado, a moagem nos últimos quinze dias novembro avançou cerca de 45% em São Paulo e 3% nos demais estados do Centro-Sul na comparação com a quantidade de cana moída na primeira quinzena do mês”.

Safra de grãos 2024/25 deve bater recorde com alta de 8,2%, diz Conab

Apesar da condição, o ritmo de colheita em 2024/2025 continua aquém daquele observado na safra passada, pois o número de empresas em operação neste ano é inferior àquele registrado no ciclo 2023/2024. “Até o início de dezembro, 135 unidades produtoras haviam encerrado a moagem, ante apenas 82 empresas na safra anterior”, explicou Rodrigues.

Neste cenário, 196 unidades produtoras estavam em operação na segunda quinzena de novembro deste ano, sendo 177 empresas dedicadas ao processamento de cana-de-açúcar, dez à produção de etanol a partir do milho e nove unidades flex (empresas que produzem etanol a partir do milho e da cana-de-açúcar).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de novembro alcançou 1,08 milhão de toneladas, uma retração de 23,06% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024, quando foram produzidas 1,41 milhão de toneladas.

No acumulado da safra até 1º de dezembro, a fabricação do adoçante mantém uma queda mais acentuada que a da moagem, totalizando 39,36 milhões de toneladas neste ano, contra 40,88 milhões de toneladas no ciclo anterior, o que representa uma redução de 3,72%. 

“A produção quinzenal de açúcar continua prejudicada pela pior qualidade da matéria-prima, com isso apenas 44,89% da cana-de-açúcar foi direcionada à fabricação do adoçante nessa quinzena, frente aos 46,54% registrados no mesmo período do ano passado”, acrescentou o executivo da UNICA.

Na segunda quinzena de novembro, as usinas do Centro-Sul produziram 1,19 bilhão de litros de etanol, com 774,50 milhões de litros de etanol hidratado, representando uma leve queda de 1,31%, e 414,8 milhões de litros de etanol anidro, com retração de 11,64%.

No acumulado da atual safra, a produção de biocombustíveis somou 31,17 bilhões de litros, um aumento de 4,31%, sendo 19,84 bilhões de litros de hidratado (+11,80%) e 11,33 bilhões de litros de anidro (-6,63%). 

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de novembro, 31% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 368,86 milhões de litros neste ano, contra 257,85 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 43,05%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 5,25 bilhões de litros – avanço de 29,67% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

No mês de novembro, as vendas de etanol totalizaram 2,93 bilhões de litros, o que representa variação positiva de 3,24% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,78 bilhão de litros, registrando aumento de 10,54% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 978,86 milhões de litros, alta de 4,24%.

No acumulado desde o início da safra até 1° de dezembro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 23,84 bilhões de litros, registrando crescimento de 13,13%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 15,42 bilhões de litros (+24,01%), enquanto o de anidro alcançou 8,42 bilhões de litros (-2,54%).

“A despeito da redução na moagem, a oferta de etanol ao mercado interno apresenta crescimento significativo, oferecendo opção competitiva para o consumidor economizar e descarbonizar a partir da escolha do biocombustível no momento do abastecimento”, afirmou Rodrigues.

 

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12/12/2024 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Notícias

Safra de grãos 2024/25 deve bater recorde com alta de 8,2%, diz Conab

Por Redação 12/12/2024
Escrito por Redação

Safra de grãos 2024/25 deve bater recorde com alta de 8,2%, diz Conab

A estimativa para a safra de grãos 2024/25 é de uma produção de 322,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 8,2%, ou seja, 24,5 milhões de toneladas superior ao volume obtido no ciclo 2023/24. Caso o resultado seja confirmado, esta será a maior safra registrada na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com relação à área, a expectativa é que sejam semeados 81,39 milhões de hectares na atual safra, somando todos os ciclos de produção, o que corresponde a uma adição de 1,45 milhão de hectares em relação à temporada anterior. Os números constam no terceiro levantamento da safra de grãos divulgado pela Companhia, nesta quinta-feira (12).

“As chuvas ocorridas até o momento favorecem as lavouras nos principais estados produtores. Em alguns locais tivemos curtos períodos de falta de chuva, mas não o suficiente para influenciar na estimativa de um novo recorde na produção brasileira de grãos”, destaca o presidente da Companhia, Edegar Pretto.

A semeadura da soja entra nos estágios finais e nesta semana o índice de plantio atingiu 94,1% dos 47,37 milhões de hectares destinados para a oleaginosa, como indica o Progresso de Safra publicado pela Companhia. O clima tem contribuído para a implantação e o desenvolvimento da cultura em grande parte dos estados produtores.

Crédito rural alcança R$ 96 bilhões no primeiro semestre de 2024

Em algumas regiões do Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Tocantins e Maranhão foram registrados curtos períodos de falta de chuva. Ainda assim, as condições climáticas são favoráveis e é esperada uma produção de 166,21 milhões de toneladas, uma alta 12,5% em relação ao volume colhido em 2023/24.

Arroz

Com crescimento de 9,8% na área destinada para o arroz, estimada em 1,77 milhão de hectares, o plantio da cultura também avança e já chega a 86,6%. De acordo com o levantamento da Conab, é esperado um incremento de área tanto no cultivo do arroz de sequeiro quanto sob irrigação. Com isso, a produção está estimada em torno de 12,1 milhões de toneladas do grão.

Feijão

No caso do feijão, é esperado um crescimento de 1,7% na área, estimada em 2,9 milhões de hectares. O maior incremento na área é esperado no primeiro ciclo de plantio da leguminosa, podendo chegar a 907 mil hectares, e a semeadura já atinge 60,5%. A produção total também deve crescer 3,5% com expectativa de atingir volume em torno de 3,36 milhões de toneladas.

Milho

Para o milho, a previsão é de uma produção total de 119,63 milhões de toneladas, 3,4% acima da safra anterior. Apenas no primeiro ciclo do cereal, é esperada uma colheita de 22,61 milhões de toneladas. A semeadura da primeira safra do cereal já ultrapassa 70% da área e as condições climáticas, nas principais regiões produtoras, favorecem as lavouras.

Algodão

A Conab também prevê uma elevação de 3% na área destinada ao cultivo de algodão, com o plantio chegando a aproximadamente 2 milhões de hectares, o que resulta em uma estimativa de produção de pluma em 3,69 milhões de toneladas.

Culturas de inverno

Já a colheita das lavouras de inverno da safra 2024 caminha para a sua finalização, com a conclusão prevista para meados deste mês. Para o trigo, principal produto cultivado, a estimativa é de uma colheita de 8,06 milhões de toneladas, redução de 0,4% do resultado obtido na safra anterior.

Essa menor produção foi ocasionada, principalmente, pela redução de 14,1% na área de plantio dos estados da Região Sul, que representam 85,4% da área ocupada com trigo no país, aliada ao comportamento climático desfavorável durante todo o ciclo da cultura no Paraná.

Mercado

Os preços internos para o arroz registraram queda de 13% na primeira semana de dezembro quando comparado com o mesmo período do mês anterior. A redução acompanha a expectativa de boa safra do grão, quando se prevê uma elevação de 14% em relação ao ciclo anterior, com um consumo interno estável de 11 milhões de toneladas para a safra 2024/25. A maior colheita também permite uma expectativa de alta nas exportações de 1,3 milhão de toneladas na safra 2023/24 para 2 milhões de toneladas na safra 2024/25.

Para a soja, mesmo com o dólar em alta, as estimativas de exportação não devem passar de 99 milhões de toneladas neste ano, resultado influenciado pela quebra registrada na safra 2023/24. No entanto, com a recuperação da produção estimada na temporada 2024/25, espera-se que as vendas ao mercado externo no próximo ciclo fiquem em torno de 105,48 milhões de toneladas.

 

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Opinião

Consórcio impulsiona recuperação do mercado de máquinas agrícolas no Brasil

Por Redação 11/12/2024
Escrito por Redação

Consórcio impulsiona recuperação do mercado de máquinas agrícolas no Brasil

por Eyji Cavalcante* – Após uma queda causada por diversos eventos climáticos, o mercado de máquinas agrícolas no Brasil apresenta sinais claros de recuperação. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) indicam que a receita líquida total do segmento cresceu 8,4% em agosto em comparação com julho, já considerando os ajustes sazonais.

Esse avanço reflete a retomada de investimentos no agronegócio, com produtores voltando a investir em tecnologia e modernização de suas operações. Dentro desse contexto, o consórcio se apresenta como uma solução inovadora, impulsionando o mercado de máquinas agrícolas no Brasil.

A modalidade se destaca por uma taxa administrativa fixa, o que oferece maior previsibilidade financeira. Essa característica, aliada à possibilidade de planejamento a longo prazo, torna a solução uma alternativa viável para pequenos e médios produtores que enfrentam dificuldades em obter outras formas de crédito.

Não à toa, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), os grupos de veículos pesados, que incluem caminhões, tratores e implementos agrícolas, apresentaram crescimento em três de seis indicadores no acumulado de janeiro a outubro.

O destaque foi o volume de créditos concedidos nas contemplações, que superaram R$ 13 bilhões, representando um aporte significativo no mercado. Além disso, o aumento no número de participantes ativos e contemplações evidencia a confiança crescente nessa modalidade.

Isso se reflete também no comércio de máquinas e equipamentos, cuja receita líquida total registrou alta de 12,4% no mesmo período de julho a agosto. E a combinação do reaquecimento com a expansão do consórcio tem gerado impactos positivos tanto para os produtores quanto para o setor como um todo.

Como em um efeito cascata, o crédito injetado por meio das contemplações estimula a modernização das operações agrícolas, promovendo o uso de tecnologias mais avançadas e aumentando a produtividade no campo. Este é o ciclo virtuoso que vem consolidando o consórcio como um motor essencial para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

A recuperação do mercado de máquinas agrícolas no Brasil não é apenas um sinal de retomada econômica, mas também de uma mudança estrutural na forma como os produtores acessam tecnologia e modernizam suas operações. A expansão do consórcio aponta para uma maior democratização do acesso ao crédito, beneficiando principalmente pequenos e médios produtores.

Esse movimento reforça ainda a resiliência do agronegócio diante de desafios, e estabelece um novo padrão de aquisição que privilegia planejamento e sustentabilidade, contribuindo para consolidar o Brasil como um líder global em produção agrícola.

 *Eyji Cavalcante é gerente comercial do Consórcio New Holland

 

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NotíciasTecnologia

AutoAgroMachines desenvolve máquina de reflorestamento 100% elétrica

Por Redação 11/12/2024
Escrito por Redação

AutoAgroMachines desenvolve máquina de reflorestamento 100% elétrica

A AutoAgroMachines, startup brasileira dedicada ao desenvolvimento de máquinas agrícolas inteligentes, desenvolveu a primeira máquina com propulsão 100% elétrica do mundo – a Forest.Bot ‘Reforma’. Produzida em Manaus, combina inteligência artificial com sistema híbrido de plantio, sendo especialmente projetada para áreas de reflorestamento que apresentam terrenos complexos.

Com investimento de R$ 8 milhões, por meio do Programa Prioritário Indústria 4.0 e Modernização Industrial (PPI4.0) – iniciativa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e do Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS) -, a Forest.Bot ‘Reforma’ visa modernizar o setor florestal com tecnologias de ponta que permitem maior produtividade no campo. Tanto que possui capacidade de plantar até 1.800 mudas por hora, o equivalente a 1,5 Maracanãs.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

De acordo com Marcello Guimarães, Fundador e CEO da AutoAgroMachines, a Forest.Bot ‘Reforma’ também se diferencia por embarcar suspensão inteligente e independente, o que possibilita enfrentar terrenos desafiadores, com resíduos como troncos, galhos e raízes, comuns em áreas de reflorestamento.

“É uma tecnologia inédita no mundo, desenvolvida por uma startup 100% nacional que vai contribuir ainda mais para a inovação no agronegócio brasileiro”, destaca.

Para viabilizar a construção do robô, a AutoAgroMachines conta com apoio de parceiros estratégicos, como o Instituto Conecthus, que atua como incubador e acelerador de startups, e o CITS, responsável pela gestão do projeto junto à Suframa. Esta supervisão assegura o uso correto dos recursos da Lei de Informática, que concede incentivos fiscais para empresas que buscam impulsionar outras companhias do setor de tecnologia que tenham como prática investir em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Segundo ressalta Vania Vial, Head de Novos Negócios do CITS, o projeto é um marco para o setor por seu caráter inovador e disruptivo.

“Estamos felizes em trilhar juntos esta jornada. A Forest.Bot é um exemplo da importância dos investimentos realizados em PD&I na região. Ter uma máquina que planta floresta, idealizada e construída na Amazônia por profissionais locais, é bastante relevante em todos os aspectos”,afirma.

Ao unir inteligência artificial, propulsão elétrica e design avançado, a Forest.Bot ‘Reforma’ representa um grande avanço para a automação de processos florestais e reflete o compromisso da AutoAgroMachines com a sustentabilidade e a preservação ambiental em larga escala.

“Acreditamos que a Forest.Bot ‘Reforma’ será uma referência para o setor florestal mundial. Nossa meta é seguir criando soluções tecnológicas que contribuam diretamente para a preservação do meio ambiente em grande escala”, conclui Marcello Guimarães.

 

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Notícias

PIB do agronegócio pode chegar a 5% em 2025, avalia CNA

Por Redação 11/12/2024
Escrito por Redação

PIB do agronegócio pode chegar a 5% em 2025, avalia CNA

Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro tem previsão de crescimento para 2025, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse avanço, que pode chegar a 5%, deve ocorrer mesmo diante de cenários desafiadores, como a política fiscal, oscilações cambiais, inflação e a alta da taxa Selic. Os dados são de um balanço apresentado pela Confederação nesta terça-feira (10).

A CNA avalia que o avanço do PIB será impulsionado pelo aumento da produção primária agrícola, com destaque para os grãos, e pelo crescimento da indústria de insumos e da agroindústria exportadora.

Crédito rural alcança R$ 96 bilhões no primeiro semestre de 2024

No mercado externo, ainda que a conclusão das negociações do acordo Mercosul-União Europeia tenha sido anunciada na primeira semana de dezembro, o cenário continuará desafiador e conturbado com o acirramento nas tensões entre as principais economias mundiais, e com as sanções do próprio bloco europeu aos produtos agropecuários brasileiros por meio de medidas como a Lei Antidesmatamento (EUDR).

Dólar

Outra preocupação apontada pela CNA para o próximo ano é em relação à valorização do dólar que, apesar de favorecer as negociações antecipadas das principais commodities agrícolas, pressiona os custos de insumos, como fertilizantes e pacotes tecnológicos, para o produtor brasileiro, por serem, em boa parte, importados.

Selic

Segundo avaliação da CNA, a condução da política monetária será um desafio em 2025. Frente aos desafios fiscais e às expectativas inflacionárias, é esperada a manutenção da taxa Selic em patamar elevado, com projeção de 13,50% ao final do próximo ano. Juros altos impactarão negativamente as concessões de crédito em 2025.

Inflação

A respeito da inflação, a entidade projeta desaceleração nos preços dos alimentos, com alta de 5,75% em 2025, comparada a 8,49% em 2024, devido à recuperação da safra agrícola. O Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve arrefecer para 4,59% ao ano, ficando acima do teto da meta de inflação de 4,50% para o ano que vem.

Crédito e seguro

Para a CNA, a política agrícola brasileira deve encontrar no orçamento público desafios a serem superados em 2025. O agro precisará se organizar para fortalecer a gestão de riscos, manter o crescimento das fontes alternativas de financiamento, como o mercado de capitais, e adotar estratégias que assegurem a sustentabilidade econômica diante do aumento nos custos de produção.

Segundo a entidade, o orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) não deve sinalizar aumento para o próximo ano. O recurso previsto de R$ 1,06 bilhão é insuficiente diante da demanda do setor por R$ 4 bilhões. No entanto, o agro aposta em novas alternativas para modernizar o seguro, como o Projeto de Lei 2.951/2024, que traz mudanças no Fundo Catástrofe e outros pontos que devem consolidar a ferramenta.

VBP

Neste ano, o Valor Bruto da Produção está estimado em R$ 1,34 trilhão, o que representa um leve aumento de 0,3% em relação ao ano anterior. O resultado é puxado pela receita agrícola de R$ 886,55 bilhões, mesmo com redução projetada de 2,5%. Já a receita pecuária deve crescer 6,2%, atingindo R$ 453,3 bilhões.

Para 2025, a expectativa é de crescimento de 7,4% comparado a 2024, totalizando uma receita de R$ 1,43 trilhão. O segmento agrícola deve alcançar R$ 937,55 bilhões, mostrando a recuperação da produção após a quebra de safra em 2024. Já o VBP da pecuária deve crescer 9,2%, alcançando R$ 495,13 bilhões, com destaque para a bovinocultura de corte, que deve registrar, puxada pelos preços, crescimento de 20,9%.

Balanço 2024

Em 2024, o PIB do agronegócio pode apresentar aumento de até 2%, revertendo a tendência de retração do indicador. A melhora nos preços de alguns produtos agropecuários, sobretudo da cadeia da bovinocultura de corte deve reverter a tendência de queda que era observado até alguns meses atrás.

Neste ano, o ciclo de aperto monetário elevou a taxa Selic, pressionou o custo de equalização do crédito rural e aumentou as taxas de juros com recursos livres. Com o avanço da inflação, o IPCA deve encerrar o ano acima do teto da meta de 4,50%.

No Brasil, o comércio internacional de produtos do agro ficou estável, em valor e volume, se comparado com o ano passado. Até novembro, foram exportados US$ 152,6 bilhões em bens derivados do setor, variação negativa de apenas 0,3% em relação ao mesmo período de 2023. A estimativa é que o valor alcance cerca de US$ 166 bilhões até o fim do ano. A participação do agronegócio na pauta das exportações também esteve em patamares parecidos com 2023, figurando em 49%.

 

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Notícias

PIB do agronegócio paulista cresce 1,81% entre 2010 e 2023

Por Redação 10/12/2024
Escrito por Redação

PIB do agronegócio paulista cresce 1,81% entre 2010 e 2023

O PIB do agronegócio do estado de São Paulo foi de R$ 609,7 bilhões em 2023, representando 18,9% do PIB total do estado, 5,6% do PIB total brasileiro e 23,6% do PIB do agronegócio brasileiro. Esses dados são calculados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com Departamento de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Deagro).

O setor manteve em 2023 sua característica mais marcante: ser baseado sobretudo nos segmentos “fora da porteira”. As agroindústrias de insumos e processamento representaram 39,4% (R$ 240 bilhões) e os agrosserviços, 45,8% (R$ 279,5 bilhões) do PIB do setor, ao passo que a agropecuária representou 14,8% (R$ 90,2 bilhões). Com isso, o setor manteve-se como grande exportador de produtos agropecuários industrializados e de insumos agropecuários para o resto do Brasil – além de se posicionar como grande exportador de diversos produtos para o resto do mundo.

Crédito rural alcança R$ 96 bilhões no primeiro semestre de 2024

PIB do agronegócio de São Paulo cresce pouco desde 2010 – Entre 2010 e 2023, cálculos do Cepea e do Deagro/Fiesp mostram que o crescimento do PIB do agronegócio (medido pela perspectiva da renda real) foi modesto, de apenas 1,81% – o valor monetário total evoluiu de R$ 599 milhões para R$ 609,7 bilhões, a preços de 2023.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o pequeno crescimento esteve atrelado ao aumento de 3,4% no volume agregado, com redução de 1,6% nos preços relativos. Então, em 2023, a produção superava a de 2010, mas as condições de preços estavam menos favoráveis ao setor. Mas esse crescimento em volume foi relativamente baixo no setor: o agronegócio brasileiro avançou 19,1%; a economia brasileira, 14,7% e a economia paulista, 7,7% no mesmo período.

Fonte: Datagro

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10/12/2024 0 Comentários
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Banco do Brasil supera R$ 115 bilhões de desembolso na safra 2024/25
MercadoNotícias

Banco do Brasil supera R$ 115 bilhões de desembolso na safra 2024/25

Por Redação 10/12/2024
Escrito por Redação

Banco do Brasil supera R$ 115 bilhões de desembolso na safra 2024/25

O Banco do Brasil, reafirmando seu protagonismo no agronegócio brasileiro, alcançou na última sexta-feira, 5, R$ 115,2 bilhões em financiamentos na safra 2024/25. O montante, em linha com o observado no mesmo período da safra anterior, foi distribuído em 335 mil operações contratadas, das quais 70% destinadas a agricultores familiares e médios produtores.

Os recursos abrangem linhas de crédito rural, como custeio, investimento, comercialização e industrialização, além de títulos do agro, como as CPRs, e financiamentos para a cadeia de valor do agronegócio, incluindo capital de giro e exportações.

Crédito rural alcança R$ 96 bilhões no primeiro semestre de 2024

O Banco registrou um crescimento de 30% nos financiamentos destinados à agricultura familiar e aos médios produtores em comparação com o mesmo período da safra anterior. Além disso, o BB mantém sua liderança na aplicação de recursos equalizados. Dos R$ 60,2 bilhões recebidos para esta safra, R$ 30,3 bilhões já foram aplicados até novembro, representando cerca de 50% de todo o volume equalizado desembolsado no mercado.

Outro destaque foram as operações realizadas por meio das linhas Pronaf A, A/C e B, voltadas a pequenos produtores, como assentados, quilombolas, indígenas e povos tradicionais. Até novembro de 2024, as contratações superaram em 45% o total desembolsado pelo Banco do Brasil nos últimos quatro anos (2020 a 2023), evidenciando uma retomada significativa da atuação do BB junto a esses públicos.

“Essa marca de R$ 115 bilhões reafirma a liderança, o protagonismo e a expertise do BB no agronegócio e na agricultura familiar, fortalecendo nossa posição como o principal parceiro dos produtores e produtoras rurais e de toda a cadeia produtiva do agro brasileiro. Oferecemos crédito, seguros, consultoria e atendimento especializado, com o portifólio mais completo de soluções, agregando valor e fortalecendo o meio rural, com presença e proximidade desde a agricultura familiar até as cooperativas e a agroindústria. Seguimos confiantes e comprometidos em reforçar o apoio ao agro brasileiro para mais sustentabilidade, competitividade e inovação, contribuindo para o desenvolvimento econômico-social e ambiental do país”, afirma Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil.

 

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Acordo Mercosul-União Europeia prevê cotas específicas para o setor sucroenergético
Notícias

Fávaro destaca a importância do acordo Mercosul-UE para o agro brasileiro

Por Redação 09/12/2024
Escrito por Redação

Fávaro destaca a importância do acordo Mercosul-UE para o agro brasileiro

Após 25 anos de negociações, os presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, juntamente com a Comissão Europeia, celebraram na sexta-feira (6) a conclusão definitiva do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia. Este pacto promete alavancar o comércio entre os blocos, formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que abrange 449 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 18,59 trilhões.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirma que o momento representa um marco histórico para a diplomacia brasileira e um avanço estratégico para o agronegócio nacional.

“Graças à dedicação do presidente Lula, a conclusão deste acordo coloca o Brasil no centro de um dos maiores mercados globais e consolida o agronegócio como pilar do comércio internacional. Este acordo prevê mais liberdade comercial, como zero tarifa para frutas, café e outros produtos brasileiros, além de quotas significativas para açúcar, carnes e etanol. Agora, vamos mostrar nossa competência e acessar esse mercado tão importante que é a União Europeia. É o Brasil e o Mercosul ganhando muito com esse tratado formalizado”, afirmou o ministro.

O acordo traz benefícios significativos para o agronegócio brasileiro, que exportou US$ 18,7 bilhões em produtos agrícolas para a União Europeia em 2023, representando 40% da pauta exportadora ao bloco e prevê a liberalização total ou parcial de 99% das exportações agrícolas brasileiras ao mercado europeu.

John Deere inaugura centro de P&D com foco na agricultura tropical

Entre os produtos que terão acesso facilitado ao mercado europeu destacam-se frutas frescas, como abacates, limões, melões e uvas, que terão tarifas eliminadas em até 7 anos; café em diversas formas (verde, torrado e solúvel), com tarifas zeradas no mesmo período; e carnes e etanol, que contarão com cotas preferenciais e eliminação gradual de tarifas.

Para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional. “O alto valor agregado da nossa pujante agricultura e pecuária faz do Brasil uma garantia para a segurança alimentar de diversos países, sempre atendendo aos mais rigorosos padrões sanitários e ambientais. Não aceitaremos tentativas de difamar a reconhecida qualidade e segurança dos nossos produtos. O Brasil vai propor o lançamento de um programa de cooperação para a Agricultura de Baixo Carbono e a promoção de exportações agrícolas sustentáveis no âmbito do Mercosul Verde”, declarou.

Liberalização tarifária

No caso da carne bovina, o acordo estabelece quotas de 99 mil toneladas com tarifas reduzidas para 7,5%. Já o etanol terá quotas de 650 mil toneladas, sendo 450 mil destinadas à indústria com tarifa zero. Essas condições representam um avanço significativo para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu.

Em contrapartida, o Mercosul também fez concessões, como a redução de tarifas para 96% das importações europeias em até 15 anos. No entanto, produtos sensíveis, como queijos, vinhos e chocolates, terão períodos de transição mais longos ou restrições específicas para proteger o mercado regional.

Sustentabilidade e desenvolvimento

O capítulo de comércio e desenvolvimento sustentável destaca compromissos com práticas agrícolas responsáveis e proteção ambiental. A União Europeia reconheceu as ações do Brasil em sustentabilidade, e ambos os blocos se comprometeram a seguir diretrizes do Acordo de Paris, evitando medidas protecionistas disfarçadas de regulamentações ambientais.

O chamado Princípio da Precaução, que permite a adoção de medidas protetivas mesmo sem comprovação científica conclusiva, foi incluído no texto com salvaguardas que evitam seu uso como barreira comercial. As medidas deverão ser baseadas em evidências científicas, revisadas periodicamente e compatíveis com o nível de proteção de cada país.

Indicações geográficas e defesa comercial

Outro ponto de destaque é o reconhecimento de 37 indicações geográficas brasileiras, como o Café da Alta Mogiana e a Cachaça da Região de Salinas, enquanto o Mercosul concedeu proteção a 346 indicações europeias. Além disso, foram estabelecidas regras específicas para a origem dos produtos, garantindo benefícios tarifários para exportadores do bloco sul-americano.

No campo da defesa comercial, o acordo mantém mecanismos antidumping e salvaguardas, com maior transparência e consultas bilaterais, promovendo a confiança entre os blocos.

Além dos benefícios diretos ao agronegócio, o acordo abre portas para novos mercados interessados em negociar com o Mercosul. Ele nivela o acesso do Brasil ao mercado europeu com outros concorrentes e promete aumentar a competitividade e a qualidade dos produtos exportados.

Este marco fortalece a posição do Brasil como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, estabelecendo condições para um crescimento sustentável e diversificado. Com este novo patamar de integração, o agronegócio nacional consolida seu papel de liderança na segurança alimentar global.

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