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MercadoNotícias

Crédito rural alcança R$ 96 bilhões no primeiro semestre de 2024

Por Redação 09/12/2024
Escrito por Redação

Crédito rural soma R$ 96 bilhões no primeiro semestre de 2024

Informações exclusivas, divulgadas na nova edição do Boletim Agro da Serasa Experian, revelaram o cenário de concessão em linhas de crédito rural e agroindustrial. De acordo com o levantamento, a comparação entre o primeiro semestre de 2024 e o mesmo período de 2023 registrou alta de 6,6% – um acréscimo de R$ 6 bilhões que, na prática, levou o montante concedido de R$ 90,5 para 96,6 bilhões. Apesar disso, a relação trimestral teve baixa. Ou seja, analisando o segundo trimestre de 2024, frente ao do ano anterior, houve queda de 5,6% na concessão ao campo.

Os dados foram analisados com base em cerca de 9,8 milhões de donos de propriedades rurais, aqueles que contrataram financiamentos rurais ou agroindustriais distribuídos dentre o universo de pessoas físicas que autorizam o seu uso no Cadastro Positivo e/ou que possuem registro de atividade de produtor rural.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, “o aumento semestral do fim da safra 23/24 refletiu a confiança no setor em superar desafios, como a instabilidade climática e a volatilidade dos preços das commodities. Contudo, a baixa no segundo trimestre em relação ao ano anterior e as notícias de que tem ocorrido uma queda nos novos financiamentos nesses primeiros meses da safra 24/25 pode ser um reflexo de uma cautela em virtude de um aumento das taxas de inadimplência, quantidades de recuperações judiciais e queda no perfil financeiro dos aplicantes”.

Em relação ao segundo trimestre de 2024, sobre a concessão de crédito rural e agroindustrial, o levantamento mostrou no recorte das regiões que o “Centro-Oeste Agro” teve destaque, com o maior montante de crédito (R$ 17 bilhões), valor por contrato (R$ 509 mil), número de contratos por CPF (1,40) e ticket médio por CPF (R$ 715 mil). Por outro lado, a região Sul liderou a quantidade de novos contratos (106 mil), bem como com o número de CPFs com contratos (82 mil).. Veja os detalhes sobre as demais regiões agro no mapa abaixo:

IA pode impulsionar acesso ao crédito

De acordo com os especialistas da Serasa Experian, o uso de tecnologia é um fator presente no agronegócio brasileiro e que deve continuar expandindo. Nesse sentido, a adesão da Inteligência Artificial (IA) acontece em diferentes áreas e segmentos da cadeia rural a fim de potencializar serviços e ferramentas que trazem mais desempenho e transparência ao setor.

Em relação ao mercado de crédito rural, é possível observar o Agro Score da Serasa Experian que, atuando como uma datatech, emprega o uso de Machine Learning – um subcampo da IA – em suas ferramentas para cruzar e analisar dados a fim de prever padrões e decisões que auxiliam credores a concederem crédito e mitigarem riscos, impulsionando a democratização do acesso ao crédito.

Por exemplo, no comparativo do segundo trimestre de 2023 com o mesmo período de 2024, o Agro Score revelou um aumento na média de pontuação dos produtores rurais brasileiros que atuam como pessoa física, indo de 623 para 641 – o que mostra uma melhora nos perfis financeiros analisados.

Essa evolução foi possível pelo uso de IA, que utiliza algoritmos avançados para identificar padrões comportamentais e projetar a evolução financeira dos perfis, viabilizando acesso a um crédito de qualidade para todos, desde o pequeno até o grande produtor, além de contemplar aqueles que não tem registro de cadastro rural, ou seja, arrendatários e grupos econômicos.

“Aqui na Serasa Experian demos início à nossa jornada no agronegócio com o objetivo principal de democratizar o acesso ao crédito e à informação justamente pelos resultados que alcançamos com o uso de IA para a avaliação de scores. Construímos um time especialista para ampliar a análise de imagens de satélite com IA e temos projetos pilotos com aplicação de GenAI em outras soluções”, diz Pimenta.

 

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Notícias

Embrapa abre concurso para 1.027 vagas com salários de R$ 5 mil a R$ 12 mil

Por Redação 09/12/2024
Escrito por Redação

- Embrapa abre concurso para 1.027 vagas com salários de R$ 5 mil a R$ 12 mil

O edital do concurso público da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (6). A banca organizadora é o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

São 1.027 vagas divididas entre cargos de assistente, técnico, analista e pesquisador. As inscrições estarão abertas de 16/12/2024 a 07/01/2025 e podem ser realizadas no site do Cebraspe. O concurso será nacional e as provas objetivas e discursivas estão previstas para acontecer em 23/03/2025, em todas as capitais do país e nas cidades com unidades da Embrapa.

As vagas são distribuídas em 189 áreas e subáreas de atuação, chamadas de “opções” no edital. Elas foram definidas para atender às demandas estratégicas da Empresa, integrando competências humanas, tendências científicas e necessidades sociais.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Em atendimento a questões legais, o concurso vai destinar 20% de cota por cargo para pessoas pretas ou pardas (PPP) e 10% das vagas totais do concurso para pessoas com deficiência (PCD). Com esses percentuais, das 1.027 vagas do concurso, 719 vagas serão para ampla concorrência, 205 vagas para PPP e 103 vagas para PcD.

Haverá seleção para todas as carreiras da Embrapa: pesquisador, cuja formação mínima exigida neste concurso é mestrado; analista, com exigência de curso superior; técnico, com exigência de nível médio; e assistente, com nível fundamental incompleto. Os cargos terão etapas específicas de seleção.

“Temos a satisfação de anunciar este novo concurso público, uma oportunidade que permitirá a entrada de novos talentos na nossa empresa. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a renovação e a valorização de profissionais qualificados, alinhados à nossa missão de promover inovação e excelência. Com este processo, esperamos atrair pessoas que, além de competências técnicas, compartilhem nossos valores”, celebra a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

A gestora também falou sobre o desafio de definir os focos do certame. “Escolher os cargos e áreas é um exercício complexo em uma empresa da nossa dimensão, que atua em uma diversidade tão grande de frentes, da pesquisa em açaí ao melhoramento genético de zebu. Foi necessário um planejamento criterioso para equilibrar as demandas estratégicas e garantir que o processo contribua para a continuidade da inovação e do impacto positivo que buscamos gerar em cada setor”.

A diretora de Administração, Selma Beltrão, afirmou que a seleção foi muito aguardada – a última foi realizada há 15 anos. “A realização do concurso da Embrapa vem repleta de expectativas de que, em breve, contaremos com mais profissionais e novos perfis que contribuam para os desafios atuais e futuros da Empresa e para o necessário avanço da pesquisa agropecuária tropical”, disse, reforçando que os perfis do concurso foram objeto de ampla análise interna junto com os gestores das Unidades e equipes das áreas de pesquisa e de suporte à área fim da empresa.

Novas áreas

Haverá vagas para áreas já consolidadas na Embrapa, tais como advocacia, desenvolvimento humano, entomologia, recursos florestais, transferência de tecnologia, pedologia, melhoramento genético, entre várias outras.

Outras, porém, são demandas que surgiram ou ganharam mais evidência ao longo da última década, representando competências importantes para a Empresa. Alguns exemplos são: biologia sintética e ciências ômicas, ciência de dados, instrumentação em fotônica, nanotecnologia, inovação social e governança sustentável (ESG).

Salário-base
  • Pesquisador – Classe B: R$ 12.814,61
  • Analista – Classe B: R$ 10.921,33
  • Técnico – Classe B: R$ 5.556,81
  • Assistente – Classe C: R$ 2.186,19

 

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NotíciasOpinião

O que esperar do mercado de máquinas agrícolas para os próximos anos?

Por Redação 09/12/2024
Escrito por Redação

O que esperar do mercado de máquinas agrícolas para os próximos anos?

Camilo Ramos* – Nos próximos dois anos, o mercado de máquinas agrícolas está se preparando para uma transformação significativa, com a introdução de novas tecnologias e soluções que visam aumentar a eficiência, reduzir os custos operacionais e promover a sustentabilidade. Entre as principais inovações que deverão dominar o setor estão o desenvolvimento de máquinas multifuncionais, o avanço da eletrificação e a integração de soluções tecnológicas para o manejo preciso do solo. Além disso, o mercado de exportação se apresenta promissor, com novos investimentos. Porém, ainda há gargalos, como a conectividade rural, que continua sendo um desafio a ser superado.

Seguindo essa forte tendência de equipamentos que realizam diversas operações em uma única passada, a Piccin, fabricante de tecnologias para o preparo do solo, é um desses exemplos. A companhia desenvolveu o projeto de um implemento, a Master Elétrica, que propõe substituir os componentes hidráulicos por sistemas elétricos, eliminando o uso de óleos e filtros. Essa abordagem não apenas simplifica a manutenção das máquinas, mas também contribui para a redução do impacto ambiental, evitando a contaminação do solo e o descarte de filtros usados. Com isso, os produtores poderão operar de maneira mais eficiente, com menos custos com manutenção e maior durabilidade dos componentes.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

Além disso, a descompactação do solo, essencial para a melhoria da produtividade agrícola, também está sendo alvo de inovações. As novas máquinas para essa operação estão sendo desenvolvidas para oferecer maior eficiência, com a capacidade de combinar várias funções em um único equipamento, como descompactação, preparo do solo e plantio. Isso significa economia de tempo, combustível e redução do desgaste do trator, fatores cruciais para otimizar a operação no campo.

As inovações são particularmente importantes em um contexto em que o setor agrícola busca cada vez mais soluções eficientes e sustentáveis. A redução da necessidade de potência dos tratores significa menos combustíveis fósseis queimados, o que está em linha com os objetivos globais de sustentabilidade e de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Já no campo da tecnologia, a digitalização está ganhando força como uma ferramenta poderosa para melhorar a tomada de decisões e otimizar o uso de insumos. Podemos citar como exemplo o DNA do solo, que permite aos produtores mapear e analisar as propriedades em tempo real. Com essa solução, é possível identificar pontos específicos da propriedade que precisam de cuidados especiais, como descompactação mais profunda ou ajustes no uso de fertilizantes.

O uso dessa tecnologia permitirá que o produtor tome decisões mais precisas, não apenas em termos de manejo de solo, mas também no controle de pragas, doenças e no planejamento de atividades em função das condições climáticas. O Green X, por exemplo, é uma plataforma digital que prevê essas variáveis, ajudando o produtor a otimizar a aplicação de insumos e a reduzir desperdícios, o que, por sua vez, diminui os custos operacionais e o impacto ambiental.

Soluções cada vez mais verdes

Com a crescente demanda por soluções mais verdes e eficientes, o setor de máquinas também tem se posicionado e está se preparando para expandir sua presença internacional. Em 2024, muitos fabricantes, como no caso das empresas brasileiras, estão investindo para expandir suas operações em mercados que antes não atendiam. A exportação para países com grande potencial de crescimento, como os da América Latina e da Ásia, deve continuar sendo uma estratégia importante, especialmente em um cenário de câmbio favorável, que torna os produtos mais competitivos no exterior.

Além disso, a sustentabilidade tem sido um diferencial importante, com o desenvolvimento de máquinas que participam de programas voltados para a reforma de pastagens e outras práticas sustentáveis.

É importante destacar que não adianta tanto investir em novas tecnologias e soluções se não houver uma conexão adequada. A conectividade rural ainda representa um desafio significativo para esses avanços no campo. Embora tenha havido crescimento com a popularização de antenas satelitais, a cobertura é limitada, o que significa que nem todas as áreas rurais podem se beneficiar. O 5G, apesar de promissor, ainda não chegou de forma ampla às zonas rurais, e muitas regiões sequer contam com cobertura 4G.

Em resposta a esses desafios, muitas empresas estão desenvolvendo soluções de conectividade que não dependem de redes de telefonia de alta velocidade. O uso de estruturas mais simples e de baixo custo, que exigem pouca banda para transmitir dados, tem se mostrado uma solução viável para garantir que os produtores recebam as informações necessárias em tempo real, mesmo em áreas com conectividade limitada.

O mercado de máquinas agrícolas está em um ponto de inflexão, com o desenvolvimento de tecnologias que priorizam a eficiência, a sustentabilidade e a conectividade. A eletrificação das máquinas, as soluções multifuncionais e a digitalização do manejo de solo são apenas algumas das inovações que transformarão o setor nos próximos anos. Ao mesmo tempo, a busca por maior sustentabilidade e a redução de custos operacionais se tornarão essenciais para os produtores que desejam se manter competitivos em um mercado global cada vez mais exigente.

Embora desafios como a conectividade rural e o custo de implementação de novas tecnologias ainda precisem ser superados, as soluções inovadoras estão abrindo caminho para um futuro mais eficiente e sustentável para o agro. A adaptação rápida a essas mudanças será um fator decisivo para os produtores que buscam aproveitar as oportunidades oferecidas por essas novas tecnologias e garantir sua rentabilidade no longo prazo.

*Administrador e CEO do Grupo Piccin

 

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EmpresasNotícias

John Deere inaugura centro de P&D com foco na agricultura tropical

Por Redação 06/12/2024
Escrito por Redação

John Deere inaugura centro de P&D com foco na agricultura tropical

Clarisse Sousa – A John Deere inaugurou, nesta quinta-feira (5), um centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Com um investimento de R$ 180 milhões, a estrutura é a primeira unidade global da companhia voltada exclusivamente para o desenvolvimento e testes de soluções para a agricultura tropical.

O projeto, que ocupa 500 mil m², além de 400 mil m² para testes de campo, foi pensado para atender às especificidades do mercado brasileiro e deve contar com a atuação de 110 profissionais no desenvolvimento de produtos e tecnologias.

“O objetivo é atender às necessidades básicas e às dores do produtor brasileiro, promovendo a melhoria contínua das máquinas, inclusive de máquinas como colheitadeiras e plantadeiras que já estão no campo”, afirmou Antonio Carrere, vice-presidente de Vendas e Marketing para a América Latina, durante a cerimônia de inauguração.

Para Cristiano Correia, vice-presidente de Sistemas de Produção da John Deere para a América Latina, a “agricultura tropical não é vital apenas para a economia brasileira”, mas “desempenha um papel essencial no futuro do planeta. Por isso, vamos trabalhar para trazer soluções que transformarão o campo e atenderão de maneira ainda mais eficaz às necessidades dos nossos clientes brasileiros”, disse Correia.

Desafios para o acesso às tecnologias 

Além de ajustar suas máquinas às particularidades da agricultura tropical, a John Deere – assim como outras fabricantes – enfrenta outro desafio: ampliar o acesso às suas tecnologias. Dados da ConectarAgro mostram que apenas 23,8% das áreas agrícolas no Brasil possuem cobertura 4G ou 5G, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Essa limitação compromete diretamente a adoção e o uso das tecnologias embarcadas nas máquinas, afetando especialmente pequenos e médios produtores, que têm maior dificuldade em acessar essas inovações. Segundo Cristiano Correia, a John Deere está focada em enfrentar esse desafio, e o novo centro de pesquisa terá como uma de suas prioridades o desenvolvimento de soluções para aprimorar a conectividade das máquinas no campo.

“Na Agrishow deste ano, anunciamos uma parceria com a SpaceX, através da Starlink, para prover conectividade via satélite com cobertura nacional. Essa solução estará disponível a partir de 2025, possibilitando que produtores de qualquer região conectem suas máquinas no campo. Inclusive, essa tecnologia será integrada diretamente de fábrica nas máquinas John Deere”, explicou ao Portal Máquinas Agrícolas.

A expectativa é que a solução permita a utilização de tecnologias como compartilhamento de dados em tempo real, diagnósticos remotos, soluções de suporte técnico e comunicação entre máquinas.

O centro também será responsável por desenvolver tecnologias que podem ser instaladas em equipamentos já em uso, por meio de kits de atualização. “Podemos instalar modems JDLink, displays, receptores e antenas, permitindo que os clientes atualizem suas máquinas e acessem nossas soluções tecnológicas. É uma forma de modernizar os equipamentos que já estão no campo e maximizar sua eficiência”, acrescentou Cristiano.

 

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Irrigação por gotejamento pode ajudar o café durante secas severas
NotíciasTecnologia

Irrigação por gotejamento pode ajudar o café durante secas severas

Por Redação 06/12/2024
Escrito por Redação

Irrigação por gotejamento pode ajudar o café durante secas severas

O Brasil é o maior produtor de café do mundo há mais de 150 anos, especialmente porque tem condições climáticas e geográficas ideais para o cultivo. Paralelo a isso, a atividade também é uma das mais exigentes do mundo em relação às questões sociais e ambientais. E não bastasse isso, os cafeicultores, com destaque para os de Minas Gerais, ainda tem outros problemas, como as secas severas que ameaçam a produção do grão. Segundo o Diagnóstico Climático de Minas Gerais, divulgado pelo INMET – Instituto Nacional de Meteorologia, a falta de chuva foi o pior cenário vivido nas últimas seis décadas.

Tradicionalmente, a estação chuvosa no Estado ocorre entre os meses de outubro a março, mas o aumento global da temperatura e a alteração do ciclo hidrológico estão impactando isso, reduzindo as chuvas drasticamente. “Embora a média nacional anual seja de 1.760 mm, a precipitação em algumas áreas está despencando em até 50% abaixo das normas sazonais. O café é uma cultura, que assim como todas as outras, demanda muito da água para que seu ciclo seja plenamente desenvolvido e mantenha a qualidade da produção”, diz, Eduardo Botelho, CEO da Gota Azul Irrigação, parceiro da multinacional israelense Rivulis na região.

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Como o País produz um terço do café do mundo, a redução da produtividade pode afetar até o abastecimento Global, destacando a necessidade de soluções eficazes para ajudar os cafeicultores diante desse cenário. Nesse sentido, a Rivulis, juntamente com a Gota Azul, veem se mobilizando para ajudar os cafeicultores, especialmente, da região do Sul de Minas Gerais, que mais tem sofrido com a situação. “Estamos buscando estratégias inovadoras de irrigação para atender os produtores nesta fase tão crítica. O intuito é ajudá-los a produzirem mais, mesmo com seca”, reforça o executivo.

Irrigar para produzir

As demandas fisiológicas dos cafeeiros os tornam particularmente suscetíveis à seca. Mas, os sistemas de irrigação por gotejamento da Rivulis podem ajudar, e aumentar a produtividade do café de 1.740 Kg para 2.700 kg por hectare, ou seja, de 29 sc/ha para 45 sc/ha ou mais, em média. Isso representa um aumento de 55% na produtividade dos cafezais.

“À medida que o estágio crítico de floração se aproxima na primavera, chuvas insuficientes podem inibir a capacidade da planta de florescer, e mais importante, prejudicando diretamente o pegamento desta florada, levando à reduções significativas na produtividade”, explica Botelho.

Outra vantagem da técnica é a possiblidade de se fazer a fertirrigação, que consiste na aplicação de fertilizantes solúveis na água de irrigação, fornecendo os nutrientes diretamente no sistema radicular ativo do cafeeiro, de forma parcelada e de acordo com a necessidade da planta. Isso também gera economia de manejo. Leandro Lance, diretor de vendas da Rivulis, enfatiza a importância dos métodos de irrigação sustentáveis.

“Com a tecnologia de irrigação por gotejamento, levamos aos cafeicultores do Sul de Minas Gerais uma solução eficiente que maximiza o uso de água, melhora a qualidade do café e aumenta a produtividade. E com o apoio estratégico de nossos revendedores parceiros, garantimos um atendimento especializado e próximo ao produtor, oferecendo suporte técnico local que faz toda a diferença na lavoura”, afirma.

Cafés especiais também se beneficiam

A produção de cafés especiais em Minas Gerais é uma das mais renomadas e importantes do Brasil e do mundo. O estado, que é o maior produtor nacional, destaca-se pela alta qualidade de seus grãos, especialmente o arábica, que são preferidos por sua suavidade e complexidade de sabor.

A produção de cafés especiais, que são grãos de alta qualidade, é caracterizada por cuidados meticulosos em cada etapa do processo, desde o cultivo até a torra. O Sul de Minas é a maior região produtora do estado e é reconhecida pela qualidade de seus cafés. Os grãos são referência por sua doçura, acidez equilibrada e notas de frutas.

Minas Gerais tem investido fortemente em inovações tecnológicas e práticas sustentáveis na cafeicultura. O uso de tecnologias de precisão para monitoramento de irrigação e controle de pragas, por exemplo, tem contribuído muito para a produção de cafés de maior qualidade.

“Os cafés especiais podem ter um diferencial de preço de até 50% nos mercados globais, quando comparado ao do tipo commodity. Isso só ressalta a necessidade da adoção de soluções de irrigação que possam melhorar a produtividade e a qualidade”, endossa, o diretor de vendas da Rivulis.

Opções

Dentre o portfólio de produtos Rivulis, e que a revendedora Gota Azul disponibiliza aos produtores, destacam-se os filtros de areia e os tubos gotejadores D5000 PC. Que são indicados para condições mais adversas – seja em solos mais secos, terrenos declivosos, ou áreas com água de menor qualidade.

“Esses sistemas são confiáveis para funcionar de forma eficaz nos ambientes mais desafiadores e intensivos, fornecendo água e nutrientes consistentes para as plantas, mesmo em extensões longas e terrenos inclinados, devido ao mecanismo de compensação de pressão em cada gotejador D5000 PC”, explica o CEO da Gota Azul.

“A parceria com a multinacional nos permite trazer soluções de última geração para os cafeicultores da região. Ao investir em sistemas de irrigação por gotejamento, eles podem aumentar seu rendimento, além de garantir a sustentabilidade de suas operações a longo prazo”, completa Botelho.

 

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NotíciasTecnologia

Yanmar incorpora sistema de telemetria em tratores da linha Solis

Por Redação 06/12/2024
Escrito por Redação

Yanmar incorpora sistema de telemetria em tratores da linha Solis

A Yanmar anunciou um novo sistema de telemetria para os tratores da linha Solis. Trata-se do Yanmar Proctecion, uma novidade que utiliza comunicação via GPRS e GPS e monitora em tempo real a geolocalização do trator e fornece dados como horas trabalhadas e alertas automáticos sobre revisões programadas. 

“Sabemos que a tecnologia já é uma realidade no campo, mas ainda pouco acessível e não completamente disponível para o produtor rural, principalmente no contexto da agricultura familiar. Embora este perfil represente um dos maiores volumes de produção no Brasil, o acesso a novas tecnologias ainda é limitado e, muitas vezes, pouco funcional”, comenta Fábio Miskulin, gerente de Pós-Vendas e de Marketing da YANMAR South America.

Cenário atual

De acordo com um estudo conduzido pela pesquisadora Maira de Souza Regis, da Universidade de Brasília (UnB), mais de 95% dos produtores rurais utilizam algum tipo de tecnologia digital em suas propriedades. Apesar da alta adesão, o avanço mais robusto dessas ferramentas é dificultado pela conectividade precária no campo. O levantamento mostra que o uso de softwares de gestão é maior no Centro-Oeste, adotado por 80% dos produtores, enquanto no Nordeste, essa porcentagem é de apenas 41%.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Ainda segundo o estudo, tecnologias digitais também têm sido aceitas em propriedades a partir de 100 hectares e 10 funcionários, sendo mais comuns entre fazendas de grande extensão e produtores com maior renda bruta anual. A pesquisa reforça que a adoção da agricultura digital é um caminho sem volta, mas destaca a necessidade de soluções acessíveis e funcionais para pequenos e médios produtores.

“Nesta linha o Yanmar Protection responde a essa demanda da agricultura familiar se tornando uma solução prática e viável”, pontua Miskulin. Disponível via aplicativo ou web, a ferramenta permite que produtores planejem manutenções de maneira eficiente, assegurando o cumprimento dos intervalos necessários para preservar a garantia do equipamento.

Além disso, um módulo opcional de proteção do motor desliga automaticamente a máquina em caso de anomalias como superaquecimento ou baixa pressão de óleo, prevenindo danos mais graves.

O sistema, integrado aos tratores Solis, destaca-se por sua simplicidade de uso e aplicação prática. No momento da entrega técnica, distribuidores oferecem orientações detalhadas sobre a utilização do sistema, garantindo que mesmo produtores com pouca familiaridade tecnológica possam aproveitar ao máximo os recursos oferecidos.

Inicialmente, o Yanmar Protection está sendo disponibilizado como item de série no trator Yanmar Solis 105, sem custo adicional por um período inicial de dois anos. Após esse prazo, a renovação do contrato é opcional, garantindo flexibilidade aos clientes. Para outros modelos da linha, o sistema estará disponível como item opcional, podendo ser incorporado gradualmente de acordo com a demanda do mercado.

 

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Notícias

SP lança procedimentos para produção de biocombustíveis em propriedades rurais

Por Redação 06/12/2024
Escrito por Redação

- SP lança procedimentos para produção de biocombustíveis em propriedades rurais

O Governo de São Paulo anunciou, nesta sexta-feira (6), novos procedimentos para a geração de biocombustíveis, biogás e biometano, em propriedades rurais no estado. As novas diretrizes abrangem uma ampla gama de atividades agropecuárias, incluindo avicultura, suinocultura, bovinocultura, frigoríficos e abatedouros. Por meio do licenciamento, o produtor tem celeridade na obtenção da permissão para instalação e produção de combustíveis renováveis, além de a medida atrair investimentos para o segmento a partir de sua padronização.

Os novos procedimentos foram definidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) braço executivo de políticas ambientais da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP (Semil), em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A produção de biogás e biometano a partir dos resíduos da produção agropecuária traz uma série de benefícios. A decomposição da palha com as fezes dos animais gera gases do efeito estufa, como o metano, o que contribui para o aquecimento global.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Quando eles são reaproveitados, há uma redução nessas emissões. Além disso, com os novos procedimentos, os produtores rurais poderão filtrar e processar esses gases para transformá-los em combustível mais limpo – biogás e biometano -, que poderão ser utilizados na produção industrial, por exemplo.

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás), apenas os dejetos dos suínos podem gerar aproximadamente 2,7 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano. O volume seria suficiente para substituir em torno de 2,6 bilhões de litros de diesel. Ainda de acordo com a entidade, o Brasil conta com 885 unidades de biogás instaladas e utiliza apenas 2% do potencial do país.

“Durante 2024, nos comprometemos a apresentar até o fim do ano seis procedimentos para produção de biocombustíveis. Este é o penúltimo e de grande impacto para o estado, uma vez que a atividade agrícola é uma das forças de São Paulo”, explica o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo. “Com os procedimentos, os empreendedores interessados têm maior facilidade para solicitar suas licenças e a Cetesb consegue agir de modo mais ágil e assertivo, preservando a qualidade do trabalho prestado”, afirma.

“Neste ano, junto à Cetesb, já aprovamos o licenciamento para o setor sucroenergético. E agora estamos dando continuidade ao trabalho para que todos os setores do agro possam investir e colaborar na descarbonização e melhorar a rentabilidade de suas propriedades”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

A produção de biocombustíveis

O potencial do setor agropecuário paulista para a produção de biocombustíveis desponta entre as maiores do país. O rebanho bovino paulista em 2023 foi de mais de 10 milhões de cabeças de gado. No caso dos suínos, são 1,25 milhão de animais, e, em aves, o número chega à quase 126 milhões.

De acordo com dados do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás (RCGI), o potencial de energia elétrica gerada ao ano, a partir de biogás em São Paulo, é de aproximadamente 36.197 gigawatt-hora (GWh), o que corresponde a 93% do consumo residencial do estado.

Além disso, o potencial anual de biometano poderia exceder 3,87 bilhões de normal metro cúbico (Nm³), o que seria suficiente para substituir 72% do diesel comercializado no estado. Essas estimativas incluem resíduos de criação animal, resíduos urbanos e o setor sucroalcooleiro, com o setor sucroalcooleiro apresentando o maior potencial de aproveitamento de biogás.

 

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Vendas de máquinas agrícolas devem recuar 25% este ano, projeta Fenabrave
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Vendas de máquinas agrícolas devem recuar 25% este ano, projeta Fenabrave

Por Redação 04/12/2024
Escrito por Redação

Vendas de máquinas agrícolas devem recuar 25% este ano, projeta Fenabrave

A comercialização de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno recuou 11,98% em outubro no comparativo mensal e 13,83% ante igual mês de 2023, apontam dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No acumulado dos dez primeiros meses do ano, as vendas registram queda de 24,23% na comparação com igual período de 2023.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

De acordo com o presidente da entidade, José Maurício Andreta Jr., o segmento de máquinas agrícolas deverá ter uma retração em torno de 25% em suas vendas neste ano, provocada pelas altas taxas de juros, desempenho ruim da agricultura, que sofreu com secas e enchentes, e pela retração de preços das commodities agrícolas no mercado internacional. “Além disso, na comparação a anos anteriores, como 2022, que trouxeram recordes de volumes em vendas, o ano de 2024 foi bem abaixo do esperado.”

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacados, tratores e máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

 

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EmpresasNotícias

Parceria entre empresas vai promover agricultura regenerativa no Cerrado

Por Redação 04/12/2024
Escrito por Redação

Parceria entre empresas vai promover agricultura regenerativa no Cerrado

A AGCO Agriculture Foundation anunciou uma nova parceria com o Instituto de Conservação Ambiental, The Nature Conservancy (TNC) Brasil. Por meio de um aporte de 300 mil dólares ao longo dos próximos 24 meses, a Fundação apoiará programas da TNC Brasil que visam ajudar agricultores a adotar práticas de agricultura regenerativa.

A TNC Brasil é uma das duas organizações sem fins lucrativos cujas propostas de subsídios foram selecionadas no Edital de Chamadas para Propostas de Subsídios (CAG) de 2023. A iniciativa ajudará agricultores a aumentar a produtividade, recriar ambientes saudáveis e conservar sistemas naturais que produzem água limpa e absorvem emissões de carbono.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

“Enquanto a Fundação continua seu compromisso em apoiar programas e iniciativas que contribuem para alimentar o mundo de forma sustentável, vemos uma grande oportunidade de fortalecer o conhecimento dos agricultores e suas capacidades de implementar práticas agrícolas sustentáveis”, disse Roger Batkin, Presidente do Conselho da Fundação.

“Por meio da nossa parceria com a TNC Brasil, trabalharemos com agricultores e suas comunidades para melhorar a qualidade do solo, aumentar a produtividade, conservar a natureza e ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa.”

Com o apoio financeiro da Fundação, a TNC Brasil se concentrará em duas áreas principais:

  • Promover treinamentos em agricultura sustentável em um local de demonstração na região de Nova Xavantina, operado pela Universidade Federal de Mato Grosso.
  • Estabelecer um programa de assistência técnica com parceiros locais para treinar e envolver graduados agrícolas, como agrônomos.

Nos próximos dois anos, o projeto apoiará mais de 30 fazendas, que somam 15.000 hectares de pastagens degradadas, capacitando pelo menos 50 técnicos agrícolas de campo e 15 estudantes de pós-graduação.

“Restaurar pastagens degradadas no Cerrado é uma das principais oportunidades que temos para avançar em nossos resultados de conservação, pois isso ajuda a melhorar os meios de subsistência, restaurar solos, melhorar os sistemas hídricos nos campos agrícolas e promover a saúde do solo”, afirmou Julia Mangueira, Diretora no Cerrado da TNC Brasil.

A TNC Brasil pretende expandir o programa de assistência técnica para alcançar até 5.000 agricultores no Brasil nos próximos cinco anos.

 

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Notícias

Governo anuncia R$ 546,6 bilhões para impulsionar cadeias agroindustriais

Por Redação 04/12/2024
Escrito por Redação

Governo anuncia R$ 546,6 bilhões para impulsionar cadeias agroindustriais sustentáveis

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou R$ 546,6 bilhões em investimentos para impulsionar cadeias agroindustriais sustentáveis. O anúncio foi feito durante a cerimônia da Nova Indústria Brasil, realizada nesta terça-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília. 

A Nova Indústria Brasil (NIB) tem como objetivo melhorar a vida cotidiana da população, estimular o desenvolvimento produtivo e tecnológico, ampliar a competitividade da indústria brasileira, promover melhores empregos e fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional.

A NIB define metas para cada uma das seis missões que guiarão os esforços até 2033. Essas metas contam com áreas prioritárias para investimentos e ações coordenadas por ministérios membros do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pelo setor produtivo nacional.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Os anúncios realizados pelo Governo Federal são para a Missão 1 da NIB que visa desenvolver as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para a segurança alimentar, nutricional e energética.

Dos R$ 546,6 bilhões, R$ 250,2 bilhões são de recursos públicos em linhas de crédito, sendo que R$ 198,1 bilhões foram alocados em 2023 e 2024. E R$ 52,18 bilhões estão disponíveis para 2024 a 2026. Já o setor privado prevê investimentos de R$ 296,3 bilhões até 2029.

“Em 2023, encontramos um Brasil marcado pelo fechamento de fábricas. Agora, com o programa Nova Indústria Brasil, estamos retomando os investimentos industriais, gerando empregos, renda e impulsionando o crescimento do PIB”, destacou o presidente Lula.

Já Alckmin apresentou as novas metas da Missão 1 da NIB para 2026 e 2033, aprovadas pelo CNDI. A primeira é a de elevar o crescimento do PIB Renda Agroindústria para 3% ao ano, em 2026, e 6% ao ano, em 2033. A segunda meta é de aumentar a mecanização da agricultura familiar para 28%, em 2026, e 35%, em 2033. E a terceira é aumentar a tecnificação da agricultura familiar para 43%, em 2026, e 66%, em 2033. Tecnificação é o uso de equipamentos e tecnologias agrícolas que vão além da mecanização. Atualmente, 35% dos estabelecimentos são tecnificados.

“É inovação sustentabilidade consequentemente Renda pra sociedade brasileira como um todo queria só adicionar esses pontos”, ressaltou o ministro interino do Mapa.

Já o secretário-executivo em exercício do Mapa, Cléber Soares, destacou: “Projetamos uma taxa de crescimento médio de 3% ao ano para 2024-2026 na agroindústria e de 6% ao ano entre 2027-2033. Com essas metas, esperamos atingir um PIB do agronegócio brasileiro na faixa de pelo menos R$ 4 trilhões até 2033”.

O CNDI também definiu as cadeias produtivas prioritárias da missão 1, que vão ajudar a impulsionar o setor e a alcançar as metas definidas. A primeira cadeia vai disseminar o uso da agricultura de precisão, com estímulo à produção nacional de drones.

O governo também quer adensar a cadeia de produção de fertilizantes e biofertilizantes, gerando valor aos produtos nacionais e reduzindo a dependência brasileira desses insumos importados. Além disso, o governo vai fortalecer a produção nacional de máquinas agrícolas e suas partes e componentes.

Na ocasião, o vice-presidente Alckmin destacou o trabalho do ministro Carlos Fávaro nas relações comerciais internacionais. “Mais de 280 acordos comerciais foram abertos na agricultura, destacar o trabalho do Fávaro e do Irajá importantes também”, afirmou.

“O compromisso de aumentar o consumo interno de algodão para 1 milhão de toneladas (lançado no Congresso Brasileiro de Algodão em setembro, em Fortaleza, entre a Abrapa e a ABIT), não é um mero objetivo numérico, é a conexão entre a indústria o agronegócio com agregação de valor em nosso território. Na verdade, representará a criação de milhares de novos empregos e fortalecimento da soberania, inclusive industrial, e o desenvolvimento sustentável que tanto buscamos”, exemplificou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel, lembrando que o setor parte do campo, com o cultivo sustentável do algodão, reconhecido mundialmente por sua qualidade, e chegando ao produto final que veste e emprega milhões de brasileiros e brasileiras.

Fortalecimento da produção agropecuária

Durante a cerimônia, o Mapa e a Petrobras assinaram o Protocolo de Intenções para fortalecer a produção e o desenvolvimento de fertilizantes e insumos para nutrição de plantas.

O acordo prevê a ampliação e modernização de instalações fabris para produção nacional de fertilizantes; capacitação de profissionais; desenvolvimento de tecnologias avançadas; aprimoramento da infraestrutura e logística; transferência de tecnologia; além do desenvolvimento rural sustentável.

A Finep vai assinou dois contratos, de R$ 250 milhões cada, para o desenvolvimento de produtos inovadores para o setor agropecuário. A empresa Ouro Fino Saúde Animal vai desenvolver a primeira vacina de dose única do mundo contra a doença de Glässer para suínos.

Para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores que gerem impacto no processamento industrial, o outro acordo da Finep será com a Lar Cooperativa Agroindustrial. O projeto prevê o desenvolvimento de soluções ligadas a alimentos e suprimentos para aves, buscando a automação dos processos e o uso de novas tecnologias da Indústria 4.0 visando ao aumento de produtividade, redução de custos de produção e segurança alimentar.

O Banco do Nordeste (BNB) assinou o contrato com a empresa Inpasa para o financiamento de uma nova planta de etanol de milho e sorgo no município de Balsas no Maranhão. Com financiamento de R$ 600 milhões do BNB, o projeto terá um investimento total de R$ 1,3 bilhão, com potencial de geração de 351 empregos diretos na nova planta.

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