sábado, outubro 17, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
sábado, outubro 17, 2026
  • Início
  • Quem Somos
  • Assinatura
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Login/Register
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Início
  • Notícias
  • Especial
  • Manutenção
  • TV MIA
  • Acervo
  • Newsletter
  • Curiosidade
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
Mahindra
Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Portal Máquinas Agrícolas
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Assinatura
  • Assuntos
    • Notícias
    • Tecnologia
    • Revista
    • Manutenção
    • Opinião
    • Coluna
  • Fale Conosco

@2024 - Todos os direitos reservados. Site por:Código 1 TI

Crédito rural empresarial atinge R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026
Mercado

Crédito para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/27

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Crédito para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/27

A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!
11/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer

Por Redação 10/08/2026
Escrito por Redação

Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer

Após a ocorrência de precipitações acima do esperado na semana antecedente, a colheita de café arábica voltou a ganhar ritmo na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), evoluindo para 74% até a última sexta-feira, 7 de agosto.

Desse volume, 56% foram beneficiados e o rendimento médio observado é de aproximadamente 500 litros de café em coco por saca de 60 kg beneficiada.

Na comparação com a safra anterior, que foi menor em volume frente à temporada atual, há leve atraso, uma vez que os trabalhos estavam em 80% nessa mesma época em 2025.

Conforme boletim técnico da Expocacer, a colheita avançou de forma significativa na semana passada, favorecida pelas condições de tempo seco e firme, que proporcionaram maior ritmo às operações nas propriedades dos cooperados na região do Cerrado Mineiro.

Os técnicos de campo da cooperativa informam que a maior parte dos lotes colhidos se encontra no estágio seco, condição que tem reduzido o tempo de permanência nos terreiros e contribuído para maior eficiência das operações de pós-colheita.

No que tange à qualidade, observou-se novo aumento no percentual de catação ao longo da semana passada, que se mantém acima de 15%. Segundo eles, esse cenário exige maior atenção durante o beneficiamento, uma vez que pode impactar tanto o rendimento quanto a qualidade final dos lotes.

Clima

Até o próximo dia 12 de agosto, os modelos meteorológicos indicam manutenção do tempo seco, sem previsão de chuvas na região do Cerrado Mineiro. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 31°C, enquanto as mínimas ficam entre 13°C e 17°C, mantendo elevada amplitude térmica.

A continuidade das condições secas, conforme os técnicos da Expocacer, tende a favorecer o avanço das operações de colheita e a secagem dos cafés nos terreiros. A ausência de chuvas também contribuirá para a redução gradual da umidade do solo, especialmente caso esse modelo climático persista.

Considerando que podem ocorrer variações locais nas condições climáticas, eles recomendam que os produtores acompanhem atentamente as atualizações meteorológicas de cada município e propriedade.

Também de acordo com os profissionais da Expocacer, é importante redobrar a atenção na finalização da colheita nas plantas e no recolhimento do café de chão nesse período, antes da ocorrência de novas chuvas, as quais podem dificultar os trabalhos e comprometer a qualidade dos frutos.

Os técnicos da cooperativa pontuam, ainda, que é fundamental evitar atrasos nas demais operações de manejo das lavouras após a colheita para garantir que os tratos necessários sejam realizados no momento adequado, com foco na proteção das lavouras e na preparação para a próxima safra.

Com faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2025 e um quadro com mais de 800 produtores associados, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026.

Contando atualmente com 19,4 mil hectares de café certificados em cafeicultura regenerativa e 29 mil hectares conduzidos sob manejo regenerativo, a Expocacer se tornou a primeira cooperativa do mundo a conquistar a certificação em Agricultura Regenerativa da Regenagri®, concedida pela Control Union após auditoria independente.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!
10/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Tecnologia

Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet

Por Redação 10/08/2026
Escrito por Redação

Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet

A Receita Federal disponibiliza a partir desta segunda-feira (10) a versão web do serviço Minhas Declarações do ITR, que permite preencher, transmitir, retificar e consultar online a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), sem necessidade de instalar programas no computador, segundo informações da “Agência Brasil”.

O acesso será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal com conta gov.br nível prata ou ouro.

O uso da plataforma será obrigatório para pessoas jurídicas e físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares. Proprietários de áreas de até 100 hectares também poderão apresentar a declaração por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).

A DITR é o documento usado para informar à Receita Federal os dados cadastrais do imóvel rural e de seu titular, as áreas do imóvel e outras informações necessárias para a apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

Devem apresentar a declaração os proprietários, usufrutuários, titulares do domínio útil ou detentores de imóveis rurais, pessoas físicas ou jurídicas. Em situações específicas, a obrigação também alcança condôminos, compossuidores e inventariantes.

Segundo a Receita Federal, o ambiente digital reúne, em um único local, declarações, recibos e documentos relacionados ao ITR, além de oferecer recursos como pré-preenchimento de dados cadastrais e acesso por dispositivos móveis.

A entrega da DITR fora do prazo está sujeita à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (Maed).

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!
10/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Trigo tem queda de 2% no valor de produção, enquanto arroz recua 12%
Mercado

Paraná terá o maior déficit de abastecimento de trigo de sua história

Por Redação 10/08/2026
Escrito por Redação

Paraná terá o maior déficit de abastecimento de trigo de sua história

O Paraná está prestes a enfrentar o maior déficit de abastecimento de trigo de sua história. A produção estadual projetada para a safra 2026/27 é de 2,2 milhões de toneladas, enquanto a moagem anual dos moinhos paranaenses, estimada pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), é de 3,85 milhões de toneladas.

O gap de cerca de 1,6 milhão de toneladas pressiona ainda mais o setor, que compõe o maior parque moageiro do país e responde por 30% da produção nacional de farinha. Os moinhos vêm de um período de margens apertadas pela dificuldade de repassar a alta do grão para o preço da farinha. O grão subiu no primeiro semestre, mas a farinha não acompanhou a mesma intensidade.

A presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo-PR), Paloma Venturelli, afirma que a indústria moageira opera sob pressão constante de variáveis internas e externas, mas este ciclo se desenha como particularmente desafiador.

“A subida do preço do grão sem o correspondente repasse para a farinha comprime as margens e afeta diretamente a rentabilidade dos moinhos. Some-se a isso o enfraquecimento do mercado de farelo de trigo, um dos principais coprodutos da moagem. É um momento que exige do setor atenção redobrada e medidas que preservem a competitividade e a eficiência operacional, sem abrir mão da qualidade”, frisa.

Para discutir esse cenário e aproveitando a proximidade do início da colheita do trigo no Estado, o Sinditrigo-PR realiza no próximo dia 11 de agosto a 9ª edição do Café Moageiro, a partir das 8 horas, na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina. O evento reunirá representantes dos moinhos, cooperativas, entidades do setor e especialistas em uma programação dirigida.

Cenário nacional crítico

O analista da Safras & Mercado, Élcio Bento, será um dos palestrantes do evento, apresentando um diagnóstico aprofundado do momento. Segundo ele, a retração paranaense acompanha um panorama crítico nacional. A safra brasileira, que no início do ano era estimada em 7,2 milhões de toneladas, foi revisada para 5,9 milhões – uma queda provocada pela combinação de desestímulo ao plantio, seca no Cerrado e perdas já consolidadas em lavouras em Minas Gerais e Goiás.

“Como consequência direta, a projeção é que o Brasil caminha para registrar a maior importação de trigo de sua história, com volume estimado em quase 9 milhões de toneladas”, pontua Bento.

No Paraná, a área plantada recuou para 740 mil hectares, retração de 13,5% em relação aos 855 mil hectares do ciclo anterior. O menor investimento tecnológico, reflexo do encarecimento de insumos importados – especialmente fertilizantes nitrogenados como a ureia – deve derrubar a produtividade média em 9,5%. O resultado é uma queda de 21% no potencial produtivo do Estado, que na safra anterior havia colhido 2,8 milhões de toneladas.

Mercado externo: oferta escassa, cara e com qualidade inferior

Se a dependência externa já é estrutural na cadeia brasileira, neste ciclo ela se torna mais aguda. A Argentina segue como a origem mais competitiva pela proximidade logística e pela inserção no Mercosul, mas carrega um problema qualitativo severo. A safra vigente, que abastece o mercado até novembro, apresenta baixo teor de proteína e de glúten úmido – resultado direto do menor uso de fertilizantes nitrogenados nas lavouras vizinhas, os mesmos que encareceram a produção no Brasil.

Na análise de Bento, a próxima safra argentina ainda é uma incógnita. Com estimativa de produção próxima a 20 milhões de toneladas, o volume seria suficiente para tranquilizar o abastecimento – desde que a qualidade acompanhe.

Buscar qualidade em outras origens eleva drasticamente os custos. O trigo norte-americano chega a custar cerca de R$ 300 a mais por tonelada em relação ao argentino, pressionado pela menor safra dos Estados Unidos desde 1970 e pelo menor saldo exportável registrado desde 1960, segundo a série histórica do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No Mar Negro, o recrudescimento dos conflitos entre Rússia e Ucrânia, com ataques a navios cargueiros e graneleiros no Mar de Azov e no Mar Negro, inflacionou fretes e seguros marítimos.

O Paraguai, parceiro tradicional que costuma enviar trigo ao Paraná, também projeta redução em seu saldo exportável: de 600 mil toneladas no ciclo anterior para no máximo 350 mil toneladas.
A única variável que tem amenizado parcialmente o custo das importações é o câmbio. Com um dólar próximo de R$ 5, o trigo negociado em dólares fica mais barato em reais. A escalada dos preços internacionais, no entanto, tem superado esse alívio cambial, resultando em custos de importação mais elevados nesta temporada.

El Niño e o risco sobre a qualidade

Mesmo com o clima atualmente favorável, Bento alerta que a confirmação de um El Niño de alta intensidade adiciona incertezas a um cenário já comprometido. Segundo o analista, historicamente não há registros de safras sob El Niño de forte intensidade que tenham escapado de perdas qualitativas. O fenômeno, caso se confirme, pode agravar ainda mais o quadro de oferta restrita e pressionar os preços do cereal no mercado interno.

Programação do Café Moageiro

A abertura institucional do Café Moageiro, dia 11 de agosto, em Londrina, será com Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR, e Daniel Kümmel, presidente da Abitrigo, pontuando sobre o momento atual do setor.

Na sequência, Bento apresentará um panorama atualizado da safra.

Outro tema será o uso de coprodutos da indústria, com palestra da pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Terezinha Bertol, sobre os benefícios do DDG e do farelo, além das diferenças comerciais entre os dois produtos.

O evento será encerrado com um painel das cooperativas, conduzido por Flávio Turra, gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar. A conversa discutirá a visão das cooperativas sobre o atual cenário da cultura do trigo. O painel também deverá abordar como moinhos, sindicatos, cooperativas e governos podem atuar de forma coordenada para garantir o abastecimento e contribuir para a segurança alimentar.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

10/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
BNDES atinge R$ 7,1 bilhões de crédito aprovado para o Plano Safra 2026/27
Mercado

BNDES atinge R$ 7,1 bilhões de crédito aprovado para o Plano Safra 2026/27

Por Redação 10/08/2026
Escrito por Redação

BNDES atinge R$ 7,1 bilhões de crédito aprovado para o Plano Safra 2026/27

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou R$ 7,1 bilhões em aprovações de crédito do Plano Safra 2026/2027 para 29,1 mil operações. O volume foi alcançado em oito dias de operação, após a abertura do protocolo de recebimento de propostas.

Foram aprovados recursos dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF – R$ 6,8 bilhões) e do BNDES Crédito Rural (R$ 351 milhões).

O maior volume aprovado foi destinado às linhas de investimentos em instalações, máquinas e demais finalidades, abertas no dia 30, em 5,2 bilhões, em 16,9 mil operações. As linhas de custeio, abertas no dia 28, tiveram um total aprovado de R$ 1,9 bilhão para 12,2 mil operações.

Dos recursos aprovados, R$ 4,2 bilhões foram para agricultores familiares e pequenos e médios produtores rurais e cooperativas. Cerca de 2 mil municípios foram atendidos pelos recursos.

“O BNDES atua para que o crédito rural chegue a quem precisa e em todas as suas frentes: capital de giro, investimento, aquisição de máquinas e equipamentos. São recursos que atendem tanto a agricultura empresarial quanto a familiar, e que chegam a todos os estados do país por meio da nossa rede de agentes financeiros parceiros, presente em mais de 94% do território nacional”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O BNDES opera por meio das instituições financeiras credenciadas. As mais de 20 linhas de financiamento do Plano Safra 2026/27 e do BNDES Crédito Rural estão sendo operadas por meio dos agentes financeiros credenciados. Cerca de 72% (R$ 4,9 bilhões) dos recursos foram operados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito, num total de 27,1 mil operações (94% do total)

Esse modelo de operação permite uma distribuição descentralizada de recursos por todo o país, facilitando a execução da política pública de apoio ao setor.

Recursos

Na Safra 2026/27, o BNDES está disponibilizando R$ 72 bilhões para investimentos na agricultura brasileira, no período entre 16 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. No período anterior, o montante disponibilizado foi de R$ 70 bilhões.

Serão R$ 40,5 bilhões em recursos equalizáveis que poderão ser acessados por meio de Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), que contam com prazos, taxas e orçamentos determinados. As principais linhas do PAGF são Pronaf, Pronamp, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

Deste montante, serão R$ 21,5 bilhões para médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8,0% e 12,5% ao ano; e R$ 18,9 bilhões para agricultura familiar, com juros entre 0,5% e 7,5% ao ano. Houve redução da taxa na maioria dos programas.

Para a agricultura empresarial, os recursos serão oferecidos por meio de nove programas, entre eles, Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA.

Já para a agricultura familiar, o BNDES opera com diferentes linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Neste Plano Safra, serão destinados R$ 18,9 bilhões para o Pronaf, valor 41% maior do que os R$ 13,4 bilhões no Plano Safra 2025/26. Para o Norte e Nordeste, serão destinados neste período R$ 646,9 milhões exclusivamente para os agricultores familiares dessas regiões.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!
10/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
PIB do agronegócio recuou 2% no primeiro trimestre de 2026, diz CNA
Mercado

PIB do agronegócio recuou 2% no primeiro trimestre de 2026, diz CNA

Por Redação 07/08/2026
Escrito por Redação

PIB do agronegócio recuou 2% no primeiro trimestre de 2026, diz CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), recuou 2,01% no primeiro trimestre de 2026.

Esse desempenho dá continuidade à tendência observada no quarto trimestre de 2025, quando o PIB apresentou retração em relação ao trimestre imediatamente anterior, interrompendo a trajetória de crescimento registrada até o terceiro trimestre daquele ano.

Embora essa reversão tenha marcado uma mudança de tendência no final de 2025, o PIB do agro encerrou o ano com crescimento acumulado, sustentado pelos resultados positivos observados nos três primeiros trimestres.

Segundo a CNA/Cepea, a retração no primeiro trimestre de 2026 foi puxada principalmente pelo setor agrícola, cujo PIB recuou 3,62%, enquanto o ramo pecuário apresentou modesto crescimento de 0,70%. Considerando os segmentos que compõem o agro, todos registraram queda no período, como insumos (-2,15%), segmento primário (-4,15%), agroindústria (-1,03%) e agrosserviços (-1,25%).

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

 

07/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Nova ferramenta mede potencial de sucesso de tecnologias digitais para a agricultura
Mercado

Nova ferramenta mede potencial de sucesso de tecnologias digitais para a agricultura

Por Redação 07/08/2026
Escrito por Redação

Nova ferramenta mede potencial de sucesso de tecnologias digitais para a agricultura

A agricultura digital avança com sensores, drones e inteligência artificial, prometendo decisões mais assertivas. Porém, nem sempre essas tecnologias são de fato adotadas. Algumas, por exemplo, não respondem às necessidades mais urgentes dos produtores ou carecem de infraestrutura digital ainda não totalmente acessível. Pesquisadores da Embrapa e da Unicamp, ligados ao projeto do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (Semear Digital), construíram uma metodologia que avalia as tecnologias digitais em desenvolvimento, buscando prever se elas têm condições reais de adoção bem-sucedida em um determinado contexto agrícola. O resultado foi publicado em junho de 2026 no periódico Smart Agricultural Technology.

“É uma ferramenta criada para apoiar a decisão, seja de produtores rurais, desenvolvedores de tecnologias para o campo ou investidores da área. Ao ter uma nota de viabilidade da tecnologia para aquele contexto, o produtor rural e extensionistas podem avaliar se ela será, de fato, útil para a propriedade. Essa nota também pode auxiliar no julgamento de investimentos, sejam privados ou do poder público, e no próprio processo de desenvolvimento dessas tecnologias em laboratório”, explica Luciana Romani, pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital e coordenadora de parcerias do centro Semear Digital.

A metodologia cruza os requisitos de uma tecnologia, seja um software ou um hardware, com as características da propriedade e seu contexto geográfico, a prontidão da infraestrutura digital existente, o perfil do produtor rural e suas habilidades para lidar com a tecnologia proposta e a viabilidade econômica. “A ideia foi justamente suprir essa necessidade de saber se dá certo aplicar aquela tecnologia digital num contexto agrícola específico”, reforça Thais Dibbern, docente da FCA/Unicamp e pesquisadora associada ao Semear Digital.

Etapas do estudo

O trabalho foi construído em cinco etapas metodológicas. Primeiro, uma análise bibliométrica avaliou 814 publicações científicas sobre adoção de tecnologias digitais, das quais 20 estudos de caso foram aprofundados. Em seguida, os pesquisadores mapearam dez índices e indicadores já utilizados por instituições nacionais e internacionais, como o Índice de Digitalização da Agricultura do Banco Mundial e o Ambitec-Agro da Embrapa. Esse mapeamento serviu tanto para identificar variáveis relevantes para a metodologia criada quanto para demonstrar seu ineditismo. “Essa análise comparativa mostrou que, até o momento, não existia uma metodologia parecida com o que estávamos propondo”, afirma Thais Dibbern.

Entre os diferenciais em relação a outros índices, a ferramenta incorpora variáveis que costumam escapar das avaliações tradicionais, como relevo do terreno, geração de resíduos poluentes, aumento do consumo de água e até mesmo questões jurídicas.

“A posse da terra, por exemplo, acaba influenciando o produtor a querer adotar uma tecnologia digital ou não. Não é apenas o custo, não é apenas a capacidade de entender como funciona, mas também a confiança que ele atribui a esse tipo de ferramenta”, detalha a pesquisadora.

Além desses índices e indicadores, os pesquisadores também analisaram a bibliografia sobre barreiras e fatores de adoção de tecnologias no campo. “Com base nas barreiras e nas variáveis dos indicadores estudados é que formulamos esse novo instrumento de avaliação das tecnologias digitais”, explica Dibbern. “Depois disso, começamos a etapa de validação com especialistas de diferentes áreas e, em seguida, a prova de conceito com duas tecnologias reais.”

O instrumento de avaliação foi submetido à validação de 22 especialistas das áreas de agronomia, engenharia, ciências da computação e estatística, que ajudaram a atribuir pesos e a construir a escala final de avaliação, que vai de 1 a 5. “Eles contribuíram muito nesse processo dos pesos. Foi a partir dessa troca que construímos as fórmulas e a nossa escala”, relata a pesquisadora.

A prova de conceito testou a metodologia em duas tecnologias contrastantes desenvolvidas dentro do ecossistema da Embrapa: o software Aquicultura Certa, voltado à gestão da piscicultura, e um hardware que, acoplado a uma sacola de colheita, conta automaticamente o número de frutas colhidas e identifica as árvores mais produtivas. Os resultados revelaram comportamentos distintos.

No caso do Aquicultura Certa, as notas divergiram entre os dois perfis analisados. Para os desenvolvedores da tecnologia, a viabilidade foi considerada moderada, com nota 3. Já para os potenciais adotantes (produtores que testavam o sistema), a nota subiu para 4. A diferença, segundo o artigo, não indica erro de medição, mas sim um diagnóstico útil: o desenvolvedor, ao considerar todo o universo de propriedades possíveis, incluindo aquelas com infraestrutura precária de conectividade, enxerga barreiras que o usuário real, já instalado em um local com eletricidade e internet, considera superadas.

“Talvez o desenvolvedor não capte a transformação que a tecnologia causa nem o impacto na vida do produtor. Eles não imaginavam que geraria esse impacto todo no campo, e o resultado vem sendo muito positivo”, observa Thais Dibbern.

Já o hardware de contagem de frutas recebeu nota 4 em ambos os perfis — desenvolvedor e adotante. Por demandar poucos pré-requisitos de infraestrutura e funcionar com comunicação autônoma baseada em Bluetooth, a tecnologia gerou consenso sobre sua alta viabilidade. “Os resultados indicam que o modelo proposto, em ambos os perfis, é consistente e confiável”, concluem os pesquisadores.

Da pesquisa para inovação e política pública

Neste momento, a metodologia opera em uma planilha eletrônica, e a intenção é transformá-la em um aplicativo ou plataforma digital de acesso amplo. Para isso, uma segunda rodada de validação está planejada, pois, ao final do primeiro ciclo, a equipe percebeu que novas questões surgiram e precisam ser incorporadas e testadas, como facilidade de uso da tecnologia e impactos sobre bem-estar animal, por exemplo.

“Precisamos fazer uma nova validação para que a escolha das tecnologias seja cada vez mais assertiva, para que não haja custos desnecessários e, até mesmo, para que o próprio desenvolvedor consiga ter uma percepção mais apurada do público-alvo que deseja atingir”, afirma Thais Dibbern.

Além da aplicação direta no campo, os pesquisadores enxergam potencial para que o instrumento influencie o desenvolvimento de tecnologias em startups e a formulação de políticas públicas. “No caso das startups, serve para uma mudança de rumo, ou pivotagem, se você aplicar essa avaliação logo no início do período de ideação da proposta”, explica Luciana Romani. “Isso é especialmente útil quando você ainda não conhece o público profundamente e está em fase de imaginar as possibilidades de aplicação da nova tecnologia”.

Já para as políticas públicas, a lógica é que, ao mapear de forma sistemática as barreiras de adoção, como infraestrutura de conectividade, necessidade de treinamento e suporte técnico, o poder público possa direcionar investimentos de forma mais precisa. “Traduzir esse processo de adoção da tecnologia em políticas públicas, principalmente vinculadas ao suporte do Estado, considerando essas barreiras, é o que mais me chama a atenção”, conclui Thais Dibbern.

O Semear Digital é um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Lançado em abril de 2023, e sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP), o projeto tem como foco ampliar o acesso a tecnologias digitais em pequenas e médias propriedades rurais. Além da Embrapa, as instituições associadas ao Semear Digital são a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), o Instituto Agronômico (IAC/SP), o Instituto de Economia Agrícola (IEA/SP), o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), entre outros parceiros.

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!
07/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Curso gratuito da Embrapa ensina o passo a passo para fazer uma horta comunitária
Tecnologia

Curso gratuito da Embrapa ensina o passo a passo para fazer uma horta comunitária

Por Redação 07/08/2026
Escrito por Redação

Curso gratuito da Embrapa ensina o passo a passo para fazer uma horta comunitária

A plataforma e-Campo da Embrapa, que oferece capacitações on-line em ambiente virtual de aprendizagem, disponibiliza uma nova formação no tema de produção de hortaliças. O curso intitulado “Tá na Horta” foca na formação técnica de agentes de desenvolvimento em Agricultura Urbana e Periurbana (AUP), com ênfase na instalação de horta comunitária.

Acesse aqui o curso “Tá na Horta”

Organizado em cinco módulos, o curso possui carga horária de 30 horas e oferece uma formação prática sobre a legislação brasileira aplicada ao tema. O conteúdo aborda a mobilização das comunidades e estratégias para a articulação com prefeituras e instituições parceiras para identificar áreas disponíveis e viabilizar iniciativas locais.

As hortas comunitárias podem promover segurança alimentar e nutricional, especialmente em territórios em situação de vulnerabilidade. O curso apresenta caminhos para mobilizar moradores e fortalecer o trabalho coletivo, com conhecimentos que podem ser aplicados em comunidades, escolas, associações e projetos sociais.

Conteúdo prático

A parte prática ensina o passo a passo da implantação e manejo de hortas — desde a produção de mudas até a colheita e pós-colheita — com base em sistemas orgânicos e agroecológicos. Além disso, o curso apresenta estratégias para o aproveitamento do excedente da produção.

Pelo formato on-line e autoinstrucional, os alunos têm a flexibilidade de estudar em seu próprio ritmo, o que facilita a participação de pessoas de diferentes regiões do Brasil e a conciliação com outras atividades profissionais ou acadêmicas.

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90
➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!
07/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Exportações do agro somam US$ 12,05 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês
Mercado

Agropecuária exporta US$ 50,5 bilhões entre janeiro e julho, aponta MDIC

Por Redação 07/08/2026
Escrito por Redação

Agropecuária exporta US$ 50,5 bilhões entre janeiro e julho, aponta MDIC

As exportações da agropecuária brasileira somaram US$ 50,48 bilhões entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Esse resultado foi influenciado pelo crescimento das vendas de animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos, soja (15,3%) e algodão em bruto (13,6%).

Somente em julho, os embarques do setor alcançaram US$ 7,82 bilhões, um avanço de 9,3% na comparação com julho de 2025.

O desempenho da agropecuária contribuiu para o crescimento das exportações brasileiras no período. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as vendas externas totais do país atingiram US$ 218,55 bilhões, alta de 10,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

07/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Mercado

Copom baixa taxa Selic para 14%; entidades avaliam que redução ainda é insuficiente

Por Redação 06/08/2026
Escrito por Redação
Copom baixa taxa Selic para 14% e entidades avaliam que ainda é insuficiente

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano, segundo informações da “Agência Brasil”.  

Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o BC, em nota.

Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o órgão.

Já em relação ao cenário doméstico, o BC reforçou que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião “sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido”.

Entidades reagem 

O corte na Selic foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial, ainda de acordo com informações da “Agência Brasil”.

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

“O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse a entidade.

Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

“A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação”.

Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

“Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia”, disse a entidade, em nota.

Expectativa

Gestor de portfólio da Oby Capital, Camilo Cavalcanti avaliou que o Copom manteve a mensagem de que a magnitude total do ciclo de redução dos juros ainda será definida à luz de novos dados, sem qualquer pré-compromisso, e reforçou o balanço de riscos assimétrico para cima.

“No fechamento do comunicado, o Copom passou a citar explicitamente a desancoragem das expectativas e os riscos elevados em torno do cenário-base como justificativa para ‘serenidade e cautela’ na condução da política monetária. Diante desse contraste entre um cenário corrente mais favorável e uma comunicação prospectiva ainda cautelosa, avaliamos que o Copom ainda mantém aberta a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes de juros na próxima reunião, mas ressalta os argumentos para uma pausa”, observou.

 

ASSINE MÁQUINAS E INOVAÇÕES AGRÍCOLAS – A PARTIR DE R$ 6,90

➜ Siga a Máquinas & Inovações Agrícolas no Instagram e no Linkedin!

06/08/2026 0 Comentários
0 FacebookTwitterPinterestEmail
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Portal Máquinas Agrícolas

O Portal Máquinas Agrícolas é uma plataforma integrada de informação, conhecimento e serviços sobre mecanização e inovações agrícolas.

 

R. Cristóvão Pereira, 1626 
04620-012 – São Paulo/SP
Tel. + 55 (11) 5042-5260

Fale Conosco
  • Saiba mais
    • Quem Somos
    • Assine
    • Anuncie
    • Login
  • Acesse Também
    • TV MIA
    • Acervo Digital
  • REDES SOCIAIS
Facebook Instagram Youtube Linkedin
  • Categorias
    • Artigo Técnico
    • Coluna
    • Empresas
    • Entrevistas
    • Feiras
    • Manutenção
    • Mercado
    • Opinião
    • Especial
    • Tecnologia

Newsletter

Obrigado!

Seu cadastro foi realizado com sucesso! 

LOCALIZAR NOTÍCIA NO PORTAL

  • CONHEÇA O GRUPO
BMCOMM
TN MEDIA 60 ANOS

Acesse a nossa
Política de Privacidade

© BMComm | Portal Máquinas Agrícolas  ::: Site desenvolvido por Código 1 TI

Máquinas e Inovações Agrícolas (MIA)
  • Home
  • Notícias
  • Coluna
  • Manutenção
  • Agrometeorologia
    • Balanço hidríco climático
    • Balanço hídrico de cultivo e produtividade
    • Balanço hídrico sequencial
    • Mapas do boletim agroclimatológico
    • Índice de conforto térmico bovino
  • Multimídias
    • Youtube
Acessar

Mantenha-me conectado até eu sair

Esqueceu a senha?

Recuperação de senha

Uma nova senha será enviada para você por e-mail.

Recebeu uma nova senha? Acesse aqui