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Valor Bruto da Produção agropecuária atinge R$ 1,2 trilhão em agosto
Mercado

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão

Por Redação 17/07/2026
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção agropecuária atinge R$ 1,2 trilhão em agosto

O levantamento mensal do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) aponta que, em junho, o indicador foi estimado em R$ 1,4 trilhão.

Do total, R$ 893,1 bilhões correspondem ao faturamento da lavoura, segmento responsável por 64% do VBP. A pecuária representa R$ 511,1 bilhões, equivalente a 36% do valor estimado. O VBP mede o faturamento da produção agropecuária dentro dos estabelecimentos rurais.

Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja apresenta valor estimado de R$ 335,8 bilhões. Na sequência, estão bovinos (R$ 249,5 bilhões), milho (R$ 155,3 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 108,7 bilhões) e frangos (R$ 107,3 bilhões). Em conjunto, esses itens correspondem a 68,3% do VBP nacional.

A soja representa 23,9% do valor total estimado, enquanto a bovinocultura responde por aproximadamente 17,5% do indicador.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com R$ 167,8 bilhões (12%), e São Paulo, com R$ 158,4 bilhões (11,3%).

Cálculo

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

 

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A estratégia da Cummins para reduzir máquinas paradas no campo
Tecnologia

A estratégia da Cummins para reduzir máquinas paradas no campo

Por Redação 17/07/2026
Escrito por Redação

Cummins - A estratégia da Cummins para reduzir máquinas paradas no campo

Conteúdo patrocinado – No agro, a gente sabe bem: a janela para colher é pequena, e qualquer hora parada custa caro. Manter máquinas e equipamentos em funcionamento é um fator decisivo para a rentabilidade das propriedades. Neste sentido, o pós-venda deixou de ser detalhe: sem estrutura local e resposta rápida, a coisa não funciona.

Para atender a essa demanda, a Cummins combina inteligência de dados com soluções de remanufatura, ampliando a disponibilidade de componentes, promovendo a economia circular e entregando ao produtor rural uma alternativa sustentável, confiável e com os padrões de qualidade da engenharia Cummins.

A fabricante mantém no Brasil uma rede nacional de distribuidores especializada no atendimento de equipamentos off-highway, cobrindo as principais regiões produtoras com técnicos treinados, ferramentas dedicadas e suporte especializado.

O que mudou de verdade foi começar a usar dados estatísticos para entender onde estão as máquinas equipadas com tecnologia Cummins em todo o país. O levantamento direciona investimentos em peças, treinamento técnico, logística e expansão física dos pontos de serviço.

Atualmente, estados como Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Goiás concentram 62% dessas máquinas em operação. “Essa concentração guia nossos investimentos em pós-venda para fortalecer nossa presença, ao mesmo tempo em que expandimos nossa rede em áreas estratégicas”, afirma Marcos Nigro Schiesari, gerente executivo de Suporte ao Cliente da Cummins Brasil. “O objetivo é ganhar eficiência logística, proximidade com novas fronteiras agrícolas e maior agilidade no atendimento.”

Como parte de sua estratégia para oferecer um pós-venda cada vez mais eficiente e sustentável, a Cummins alia soluções de economia circular, por meio da remanufatura de componentes, à expansão contínua de sua rede de distribuidores. Nos últimos meses, a rede Cummins ganhou novas unidades na Bahia, Tocantins, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, ampliando sua capilaridade e aproximando ainda mais peças, serviços e suporte técnico dos clientes.

O plano de expansão também inclui investimentos pesados em treinamento técnico, digitalização dos atendimentos em campo e uso de IA aplicada à gestão da cadeia de suprimentos.

Tudo isso foca em um único objetivo: aumentar a disponibilidade de peças, reduzir o tempo de resposta e elevar a eficiência operacional no suporte ao produtor rural.

 

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17/07/2026 0 Comentários
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Tecnologia

Forrageiras são fundamentais para a pecuária do semiárido

Por Redação 17/07/2026
Escrito por Redação

Forrageiras são fundamentais para a pecuária do semiárido

Em quase dez anos de pesquisas, o Forrageiras para o Semiárido passou por fases de testes em campo que garantiram o sucesso do projeto e a possibilidade de entregar, aos produtores rurais do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, as melhores tecnologias e resultados concretos.

Agora, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do Instituto CNA, lança, no dia 3 de agosto em Baixa Grande (BA), o Rally Forrageiras. Nessa nova fase, o objetivo é disseminar o conhecimento adquirido durante esses anos de pesquisas.

O Rally vai reunir produtores rurais, integrantes do Sistema CNA/Senar, Federações estaduais de agricultura e pecuária, técnicos, instrutores, sindicatos, pesquisadores, entidades e lideranças do setor.

Além da apresentação dos resultados, uma série de atividades está prevista para o “Dia de Campo” em Baixa Grande como, por exemplo, visitas in loco às estações de pesquisa, chamadas de Unidades de Referência Tecnológicas (URTs) e entrega de um guia técnico aos produtores com informações detalhadas que facilitam a aplicação prática do conhecimento. O evento também vai contar com o apoio da Carreta Agro pelo Brasil.

A coordenadora do Projeto Forrageiras, Alenilda Carvalho, explica que no Semiárido brasileiro, a irregularidade pluviométrica e a longa estiagem impõem ao produtor a necessidade de planejamento forrageiro.

“A dependência exclusiva do pasto resulta em queda de desempenho animal e elevação dos custos de produção. O Projeto Forrageiras para o Semiárido traz uma solução que é a diversificação de fontes forrageiras, compondo um cardápio forrageiro estruturado em três pilares: palma forrageira, gramíneas anuais e perenes, que garante volumoso, energia, proteína e água ao longo do ano, promovendo uma pecuária sustentável.”

Início

A partir de uma demanda do presidente da CNA, João Martins, o Projeto Forrageiras para o Semiárido foi criado em 2017 em parceria com a Embrapa e envolveu o Sistema CNA/Senar, o Instituto CNA, as Federações, sindicatos e produtores rurais do Nordeste e do Norte de Minas.

Na prática, o projeto selecionou variedades de gramíneas perenes e anuais, arbóreas leguminosas e cactáceas que melhor se adaptam às condições climáticas de cada estado inserido no Semiárido. Os experimentos também indicaram o melhor manejo para cada variedade selecionada.

Confira abaixo alguns dos resultados do Programa Forrageiras para o Semiárido a partir de cada fase da iniciativa.

Fase 1: Avaliação das espécies forrageiras

Na primeira fase do programa, foram avaliadas diferentes espécies forrageiras com o objetivo de identificar aquelas com maior adaptação às condições climáticas da região. Entre as gramíneas anuais, foram testados os milhos Gorotuba Bandeirante BR2022 e Dow 2B655, os sorgos Ponta Negra e BRS 658, além dos milhetos BRS 1501 e IPA Bulk.

Entre as gramíneas perenes, foram avaliados os capins Buffel Aridus e Biloela, Andropogon, Massai, Corrente, Aruana, BRS Tamani, BRS Quênia, Grama-estrela-africana, BRS Paiaguás, Piatã e Tifton 85. O estudo também contemplou cactáceas, como as palmas Orelha de Elefante Mexicana, Orelha de Elefante Africana, Orelha de Onça, Gigante, Miúda, IPA Sertânia e Palma Redonda, além das arbóreas leguminosas Gliricídia, Leucena e Moringa.

Os resultados permitiram identificar quais espécies apresentaram melhor adaptação às diferentes condições de precipitação do Semiárido. De forma geral, nas regiões com índices pluviométricos inferiores a 400 mm por ano, os milhetos BRS 1501 e IPA Bulk apresentaram melhor desempenho entre as gramíneas anuais.

Nas áreas com precipitação entre 400 mm e 600 mm anuais destacaram-se os sorgos Ponta Negra e BRS 658. Entre as gramíneas perenes, o capim Buffel Aridus foi o mais resiliente às condições adversas, enquanto o Massai apresentou maior produtividade. Já entre as cactáceas, as palmas Orelha de Elefante Mexicana e Miúda obtiveram os melhores resultados.

Fase 2: Avaliação com os animais

Com base nos resultados obtidos na primeira fase, foram selecionadas as espécies mais produtivas e resilientes para a segunda etapa do projeto, que incorporou o componente animal aos experimentos.

O objetivo passou a ser avaliar o desempenho das forrageiras em condições reais de pastejo, considerando o efeito do pisoteio e a resposta dos diferentes sistemas de produção.

Nos sistemas voltados à bovinocultura de leite foram utilizados o sorgo Ponta Negra (como gramínea anual) para produção de silagem; os capins Massai, Aruana, Andropogon, Buffel Aridus, BRS Piatã e BRS Tamani entre as gramíneas perenes; e as palmas Miúda e Orelha de Elefante Mexicana entre as cactáceas.

Para os novilhos de corte, os experimentos concentraram-se nos capins Buffel Aridus, Massai, BRS Piatã, BRS Paiaguás e Marandu.

Já para os ovinos de corte foram avaliados os sorgos Ponta Negra e o milheto BRS 1501 entre as gramíneas anuais; os capins Massai, Aruana, Tamani, Corrente e Buffel Aridus entre as gramíneas perenes; além da palma Orelha de Elefante Mexicana.

Os resultados demonstraram que, para novilhas de leite, os melhores desempenhos animais foram obtidos com os capins Aruana, Massai e Piatã. Para os novilhos de corte, destacaram-se os capins BRS Paiaguás, Piatã e Massai. Já para os ovinos de corte, os melhores resultados foram registrados com os capins Aruana e Massai.

Nova fase

O Rally representa a transição do Projeto Forrageiras para o Semiárido para uma nova fase que passa a concentrar esforços na transferência de tecnologia e na adoção das soluções pelos produtores rurais.

Os produtores rurais terão acesso a um “cardápio forrageiro” mais adequado em cada um dos dez estados do semiárido para que consigam manter o rebanho alimentado e saudável, mesmo em períodos de grande estiagem.

 

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17/07/2026 0 Comentários
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Brasil exporta recorde de 4,2 milhões de sacas de café em abril
Mercado

Exportação de café tem queda de 15,7% na safra 2025/2026

Por Redação 16/07/2026
Escrito por Redação

Exportação de café tem queda de 15,7% na safra 2025/2026

O Brasil exportou 38,46 milhões de sacas de café para 125 países no ano-safra 2025/26 (julho de 2025 a junho de 2026), volume 15,7% inferior ao registrado no ciclo anterior, segundo dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Apesar da retração nos embarques, a receita cambial somou US$ 14,6 bilhões, recuo de apenas 1% em relação à temporada anterior e o segundo maior resultado da série histórica, atrás apenas do recorde registrado em 2024/25.

Somente em junho, as exportações alcançaram 3,06 milhões de sacas, alta de 16,9% sobre o mesmo mês do ano anterior. A receita, no entanto, caiu 6%, para US$ 972,8 milhões.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o Brasil embarcou 17,83 milhões de sacas, queda de 8,3% em comparação com igual período de 2025. A receita cambial totalizou US$ 6,53 bilhões, recuo de 13,3%.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a redução nas exportações já era esperada devido à menor disponibilidade de café no mercado. “Após exportações recordes em 2024, os estoques brasileiros reduziram significativamente. Aliado a isso, a safra 2025 foi afetada por adversidades climáticas, o que diminuiu a oferta de café”, explica.

Além da menor oferta, o desempenho foi impactado pelos gargalos logísticos nos portos brasileiros, que provocaram atrasos nos embarques e aumento dos custos para os exportadores.

Outro fator relevante foi a tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro entre agosto e novembro de 2025. Durante o período de vigência da medida, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 54,9%, passando de 2,92 milhões para 1,32 milhão de sacas na comparação com o mesmo intervalo de 2024.

Mesmo após a retirada da sobretaxa para a maior parte dos cafés brasileiros, Ferreira avalia que o fluxo comercial ainda não voltou à normalidade. Segundo ele, as incertezas em torno da política comercial dos Estados Unidos continuam afetando os negócios, especialmente diante da expectativa pelo resultado das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

O presidente do Cecafé também destaca que a boa situação financeira dos produtores influenciou o ritmo das vendas. Capitalizados pelos preços elevados registrados nos últimos anos e diante de estoques limitados durante a entressafra, muitos cafeicultores optaram por comercializar o produto apenas quando encontravam condições mais favoráveis de mercado, reduzindo a oferta para exportação.

Apesar da queda no volume embarcado, o preço médio das exportações atingiu US$ 379,48 por saca, o maior da série histórica e 17,4% superior ao registrado no ciclo anterior. Segundo Ferreira, a combinação entre oferta restrita nos principais países produtores, problemas climáticos e os investimentos dos produtores brasileiros em tecnologia e qualidade sustentou as cotações internacionais ao longo da safra.

Para o início do novo ciclo 2026/27, o cenário ainda é de cautela. As incertezas climáticas e o atraso na colheita da variedade arábica limitaram as vendas antecipadas, enquanto o mercado acompanha a evolução da safra e a qualidade dos grãos, fatores que deverão influenciar o desempenho das exportações nos próximos meses.

O impacto do tarifaço também foi sentido no ranking dos principais importadores dos cafés do Brasil no ano-safra 2025/26, com os Estados Unidos perdendo o posto de maior parceiro comercial do produto. A Alemanha assumiu a dianteira com a aquisição de 5,18 milhões de sacas, montante que representa 13,5% dos embarques totais do Brasil no período.

Os EUA aparecem na sequência, com 4,24 milhões de sacas – 11% do total –, o que representa um declínio de 43,2% ante os 12 meses do ciclo antecedente. 

 

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Medida Provisória autoriza renegociação dívidas rurais; saiba regras
Mercado

Medida Provisória autoriza renegociação dívidas rurais; saiba regras

Por Redação 16/07/2026
Escrito por Redação

As regras para renegociação de dívidas rurais contam com juros menores para auxiliar produtores impactados por eventos climáticos extremos. A Medida Provisória (MP) foi publicada em Diário Oficial Extra na noite dessa quarta-feira (15), depois de um acordo com o Congresso Nacional, informa a “Agência Brasil”.

Produtores que, entre 2019 e 2025, tiveram prejuízos de 30% em duas ou mais safras por causa de enxurradas e estiagem, entre outros eventos, ou por redução de preços podem pedir a linha especial de empréstimo.

  • Agricultores familiares têm limite de crédito de R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano;
  • Mini, pequenos e médios produtores, R$ 2 milhões com taxa de 9% ao ano;
  • E os demais podem pegar até R$ 4 milhões com juros 12% ao ano.

O prazo para pagamento é de oito anos.

Produtores que tiveram perdas de mais de 40% em três ou mais safras provocadas exclusivamente por eventos climáticos têm condições de limite e de juros melhores, além do tempo de pagamento ser de 10 anos.

Tentativas de fraude

O texto menciona também que produtores e técnicos que utilizarem documentos, relatórios ou laudos falsos para conseguir os financiamentos podem sofrer penalidades civis, administrativas e penais. Entre elas, a perda do benefício, devolução do dinheiro, além de ficar impedido de receber incentivos públicos por cinco anos.

A medida ainda prevê que a União poderá ser cotista de um fundo garantidor para cobertura de operações de crédito rural. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o aporte federal deve ser de R$ 2 bilhões.

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16/07/2026 0 Comentários
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Maquinário agrícola entra na lista de produtos tarifados em 25% pelos EUA
Mercado

Maquinário agrícola entra na lista de produtos tarifados em 25% pelos EUA

Por Redação 16/07/2026
Escrito por Redação

Maquinário agrícola entra na lista de produtos tarifados em 25% pelos EUA

Nesta quarta-feira (15), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil, como maquinário agrícola, ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados, conforme informações da “Agência Brasil”.

Itens de aviação civil, petróleo, carne bovina e café, que juntos responderam por um terço da pauta de exportações do Brasil para os Estados Unidos, no primeiro semestre deste ano, não estão sujeitos ao tarifaço imposto por aquele país aos produtos brasileiros.

As isenções foram estabelecidas pelos Estados Unidos para aqueles produtos brasileiros que não são produzidos internamente por lá em quantidade suficiente ou a preços razoáveis, evitando assim escassez de determinados produtos no mercado consumidor e perturbações na economia daquele país.

Também estão isentos da cobrança extra produtos como celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.

Tarifaço

As tarifas de 25% foram anunciadas nesta quarta-feira (15) e devem entrar em vigor no próximo dia 22, depois de uma investigação do USTR.

O USTR justificou suas taxas dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Já o governo brasileiro repudiou as novas tarifas, disse que não reconhece a legitimidade da investigação do USTR e acrescentou que não há justificativa para essas medidas.

O Brasil informou ainda que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC [Organização Mundial do Comércio]”.

Setor cafeeiro isento

Entidades representativas do setor cafeeiro, entre elas, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), celebraram o fato do café brasileiro ter ficado de fora desta tarifação. Elas destacam o trabalho feito em defesa do setor desde do primeiro tarifaço, em 2025, e mais recentemente em 6 e 7 de julho, nas audiências públicas do USTR.

Em comunicado conjunto, elas manifestaram que o “trabalho conjunto com a National Coffee Association (NCA), tendo fundamental apoio dos importadores dos EUA, resultou em duas vitórias ao café brasileiro: i) a manutenção dos cafés previamente sugeridos na lista de exceção no âmbito da investigação da Seção 301 do USTR; e ii) a ampliação da lista, que incluiu o café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos ao tarifaço”.

“Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café – na ordem de US$ 2,0 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial – e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos”, destacam ainda as entidades, na nota.

Abic, Abics e Cecafé ponderam, entretanto, o fato de existir ainda uma segunda “investigação do USTR na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, a qual pode trazer uma nova possibilidade de tarifas ao café brasileiro, da ordem de 12,5%”.

Diante disso, elas concluem que seguirão “em permanente trabalho de representação da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil em todo o mundo, de maneira que os interesses de todos os atores da cadeia produtiva sejam defendidos e contemplados”.

 

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Mercado

Agroindústria cai 2,8% em maio de 2026, ante o mesmo mês do ano passado

Por Redação 15/07/2026
Escrito por Redação

Cummins - Agroindústria cai 2,8% em maio de 2026, ante o mesmo mês do ano passado

Após duas altas consecutivas, o volume de produção da Agroindústria encolheu -2,8% no mês de maio ante o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, houve um leve recuo de -0,1%. Os dados são do Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) do FGVAgro.

A queda do setor em maio foi praticamente generalizada, exceto pelos setores de Biocombustíveis e de Fumo, ambos do segmento de Produtos Não Alimentícios, que conseguiram registrar expansão de 9,6% e 0,8%, respectivamente.

Dentro do segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas, a queda foi generalizada, com redução na produção de Alimentos de Origem Vegetal e Animal, bem como na de Bebidas Alcoólicas e Não Alcoólicas.

Nas próximas divulgações, o FGV Agro ressalta que é preciso observar se a contração da produção agroindustrial de maio é um ponto fora da curva ou uma reversão da resiliência que o setor vinha apresentando ao longo dos últimos meses.

 

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Mercado

Inadimplência no agro chega a 8,8% no primeiro trimestre de 2026

Por Redação 15/07/2026
Escrito por Redação

Inadimplência no agro chega a 8,8% no primeiro trimestre de 2026, segundo a Serasa Experian

Informações da Serasa Experian revelam que a inadimplência da população rural foi de 8,8% no primeiro trimestre de 2026. Feita a comparação com o mesmo período de 2025, houve alta de 1,2 ponto percentual. Também na análise trimestral, o indicador teve alta, essa de 0,6 ponto percentual.

O índice da datatech considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio. 

“A alta gradual da inadimplência mostra que, no início de 2026, os produtores rurais ainda enfrentam desafios para recompor sua capacidade financeira. Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor”, diz Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Com a análise por porte o índice identificou que os produtores rurais sem informação de registro rural — possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares/econômicos — registraram o maior nível de inadimplência, de 11%. Em ordem decrescente estavam os grandes proprietários rurais, com 9,9%. Os médios (8,6%) e os pequenos (8,3%).

Maior inadimplência

O recorte por faixa etária mostrou que a inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas se concentra na população que podemos chamar de economicamente mais ativa. No primeiro trimestre de 2026, os maiores índices foram registrados entre aqueles de 30 a 39 anos, seguidos pelos de 18 a 29 anos e de 40 a 49 anos. A partir dos 50 anos, os percentuais passam a apresentar queda gradual, indicando menor incidência de inadimplência entre os produtores de faixas etárias mais elevadas. Confira no gráfico a seguir:

Norte e Nordeste registram a maior taxa de inadimplência

Na análise regional, o Norte registrou a maior taxa de inadimplência entre os produtores rurais pessoas físicas no primeiro trimestre de 2026, com 13,2%. Na sequência aparecem o Nordeste (10,2%) e o Centro-Oeste (10,1%). Já o Sudeste (7,3%) e o Sul (6,2%) apresentaram os menores índices do país, reforçando as diferenças no comportamento da inadimplência rural entre as regiões brasileiras. 

IA amplia precisão na análise de risco no agronegócio

A análise do Agro Score, desenvolvido pela Serasa Experian, também reflete o cenário de maior pressão financeira no campo. A pontuação média dos produtores rurais caiu de 606 pontos, no primeiro trimestre de 2025, para 591 pontos no mesmo período de 2026, indicando uma maior percepção de risco de crédito e reforçando a necessidade de análises mais precisas para a concessão de crédito ao setor.

Em um contexto de aumento da inadimplência, a adoção de ferramentas capazes de avaliar o risco de crédito de forma mais assertiva torna-se ainda mais estratégica para o agronegócio. O Agro Score utiliza inteligência artificial e técnicas de machine learning para combinar informações financeiras, cadastrais e específicas da atividade rural, oferecendo uma visão mais completa sobre o perfil de crédito dos produtores.

“Cada propriedade rural possui características próprias, e compreender essas particularidades é essencial para uma análise de risco mais assertiva. Com o Agro Score, reunimos inteligência de dados e informações específicas do agronegócio para apoiar instituições financeiras, cooperativas e empresas do setor na tomada de decisões mais seguras e equilibradas”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

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Tecnologia

Capacitação reduz falhas operacionais e aumenta a produtividade no campo

Por Redação 15/07/2026
Escrito por Redação

A evolução tecnológica das máquinas agrícolas tem ampliado a necessidade de qualificação profissional no agronegócio

A evolução tecnológica das máquinas agrícolas tem ampliado a necessidade de qualificação profissional no agronegócio. Agricultura de precisão, sistemas digitais e equipamentos conectados exigem operadores e técnicos cada vez mais preparados para aproveitar o potencial das tecnologias disponíveis e garantir maior eficiência nas operações.

Além de contribuir para ganhos de produtividade, a capacitação ajuda a reduzir falhas operacionais, otimizar o uso de recursos e aumentar a segurança no ambiente de trabalho. O conhecimento técnico também permite que os profissionais realizem ajustes mais precisos nos equipamentos e identifiquem rapidamente possíveis problemas, evitando interrupções durante atividades críticas da safra.

Para Vitor Kaminski, gerente de treinamento técnico da AGCO, líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão, a qualificação tornou-se um fator decisivo para transformar inovação em resultados práticos no campo.

“A evolução das máquinas trouxe novas possibilidades para o produtor, mas também ampliou a necessidade de capacitação. O profissional que conhece os recursos disponíveis consegue realizar ajustes mais precisos, utilizar melhor os equipamentos e alcançar maior eficiência nas operações”, afirma.

Os benefícios do treinamento podem ser observados ao longo de toda a jornada produtiva. No plantio, a regulagem adequada das máquinas favorece uma distribuição mais uniforme de sementes e insumos. Na pulverização e na colheita, o uso correto das tecnologias embarcadas contribui para operações mais precisas e eficientes.

A qualificação também influencia diretamente no bom funcionamento dos equipamentos. Profissionais treinados conseguem identificar sinais de desgaste, realizar inspeções preventivas e seguir corretamente os procedimentos de manutenção, reduzindo o risco de paradas não programadas.

A segurança é outro ganho importante. O domínio dos procedimentos operacionais e das recomendações de uso das máquinas contribui para minimizar riscos e tornar as atividades mais seguras para operadores e equipes de campo.

“A segurança começa pela preparação das pessoas. Quando o operador conhece a máquina e entende como utilizar seus recursos corretamente, ele trabalha com mais confiança e reduz a possibilidade de incidentes durante a operação”, destaca Kaminski.

A demanda por qualificação acompanha o avanço da digitalização no agro. Além do conhecimento mecânico, profissionais da área precisam cada vez mais interpretar dados, utilizar ferramentas digitais e compreender sistemas eletrônicos embarcados nas máquinas.

Esse movimento tem levado fabricantes e concessionárias a ampliar investimentos em treinamento e desenvolvimento técnico. Na AGCO, que atende produtores por meio de marcas líderes como Fendt, Massey Ferguson, PTx e Valtra, os programas de capacitação buscam preparar profissionais para acompanhar a evolução tecnológica do setor e contribuir para operações mais eficientes, produtivas e seguras.

À medida que novas soluções chegam ao campo, a combinação entre tecnologia e conhecimento tende a ganhar ainda mais relevância para a competitividade do agronegócio, reforçando o papel da capacitação como um dos pilares da agricultura moderna.

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Mercado

CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolina para 32%

Por Redação 14/07/2026
Escrito por Redação

CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolina para 32%

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14/7), resolução que eleva temporariamente, de 30% para 32% (E32), o percentual obrigatório da mistura de etanol anidro adicionado à gasolina comercializada em todo o território nacional. A medida terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, uma única vez, por igual período.

A atualização do teor da mistura, prevista na Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, vai fazer com que o país deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano.

A decisão considera o mercado internacional de volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, marcado pela volatilidade no abastecimento global. Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira.

A adoção da mistura E32 foi subsidiada por estudos técnicos realizados no âmbito da implementação da Lei do Combustível do Futuro. Os ensaios, coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), avaliaram o desempenho da nova mistura em veículos leves e motocicletas representativos da frota nacional.

No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex.

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