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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
Notícias

Colheita de trigo no Brasil alcança 97,7% da área projetada em 2024

Por Redação 03/12/2024
Escrito por Redação

Colheita de trigo no Brasil alcança 97,7% da área projetada em 2024

A colheita do trigo chegou a 97,7% da área projetada para o Brasil em 2024, após avançar 3,3 pontos percentuais em sete dias, mostra levantamento da Datagro Grãos, com base em dados coletados até a última sexta-feira (29).

No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 98,5%; na média das últimas quatro temporadas, em 97,2%.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

A colheita foi finalizada no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás/DF, Mato Grosso do Sul e Bahia.

Os trabalhos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina avançaram na última semana, alcançando 96% (+6 p.p.) e 86% (+16 p.p.) da área estimada, respectivamente.

 

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Notícias

Comissão de Agricultura debate desafios para expansão do seguro rural

Por Redação 03/12/2024
Escrito por Redação

Comissão de Agricultura do Senado desafios para expansão do seguro rural

Nesta terça-feira (3), às 14h, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) promove uma audiência pública para discutir a modernização do seguro rural no Brasil. O evento foi solicitado pelos senadores Jayme Campos (União-MT) e Tereza Cristina (PP-MS), autores do (Requerimento 28/2024 – CRA). O objetivo é debater propostas para modernizar esse seguro, considerado importante para mitigar riscos, proteger os produtores de perdas inesperadas e garantir estabilidade financeira no setor agropecuário.

Segundo a “Agência Senado”, a audiência também abordará o PL 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, que propõe a criação de um fundo privado de seguro rural com recursos públicos e privados para cobrir riscos extraordinários. O projeto está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob relatoria do senador Jayme Campos.

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Os senadores destacaram que a modernização do seguro rural é fundamental para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Eles enfatizaram que o seguro rural atua como uma ferramenta essencial para mitigar riscos, evitar renegociações de dívidas onerosas e incentivar o investimento em inovação.

Entre os convidados estão:

Vinicius Ratton Brandi, subsecretário de Reformas Microeconômicas e Regulação Financeira do Ministério da Fazenda;

Diego Melo de Almeida, diretor substituto do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura e Pecuária;

Alessandro Serafin Octaviani Luis, superintendente de Seguros Privados (Susep);

Guilherme Augusto Costa Rios, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);

Dyogo Oliveira, diretor-presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg);

Nilson Leitão, presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA);

Gláucio Nogueira Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

A comissão ainda agurada confirmação de presença de um representante da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber).

 

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Notícias

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

Por Redação 03/12/2024
Escrito por Redação

PIB da agropecuária recua 0,9% no terceiro trimestre de 2024

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu (0,9%) na passagem do segundo trimestre para o terceiro. As altas nos Serviços (0,9%) e na Indústria (0,6%) contribuíram para essa taxa positiva, ainda que a Agropecuária tenha recuado 0,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Agropecuária registrou queda de 0,8% frente a igual período em 2023. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado em novembro mostrou que alguns produtos, cujas safras são significativas no terceiro trimestre, apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como cana (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%).

Nova projeção da Fazenda indica queda de 1,7% no PIB da agropecuária

Esses recuos suplantaram o bom desemprenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), que também possuem safras relevantes no período.

PIB acumula crescimento de 3,3% até setembro

No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, o PIB cresceu 3,3% em relação a igual período de 2023. Nessa comparação, a Agropecuária (-3,5%) caiu, enquanto a Indústria (3,5%) e os Serviços (3,8%) ficaram no campo positivo.

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Notícias

Câmara aprova projeto que proíbe o leite sintético no Brasil

Por Redação 02/12/2024
Escrito por Redação

Câmara aprova projeto que proíbe o leite sintético no Brasil

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou semana passada o projeto de lei que proíbe a fabricação e a comercialização de leite sintético no Brasil. A proposta visa proteger a bovinocultura leiteira nacional, setor de grande importância econômica e social para o país, diante da possível concorrência com alternativas sintéticas.

O leite sintético é produzido em laboratório a partir de processos biotecnológicos que replicam as proteínas e demais componentes do leite animal. Apesar de ser apresentado como uma inovação tecnológica e sustentável, especialistas e representantes do setor agropecuário alertam para os riscos que a comercialização desse produto poderia trazer à cadeia produtiva do leite no Brasil.

Atualmente, a bovinocultura de leite envolve cerca de 1,2 milhão de produtores rurais, muitos deles pequenos e médios, e movimenta uma cadeia econômica que vai da produção à distribuição, gerando empregos e renda em áreas rurais. A concorrência com o leite sintético poderia desestruturar esse mercado, causando prejuízos econômicos e sociais.

O projeto ainda precisa ser analisado por outras comissões da Câmara antes de ser encaminhado ao Senado e, posteriormente, à sanção presidencial. A decisão reforça o debate sobre os limites da biotecnologia na alimentação e a necessidade de equilíbrio entre inovação e proteção das atividades agropecuárias tradicionais.

 

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Notícias

Safra de verão da soja no RS pode superar 21,6 milhões de toneladas

Por Redação 02/12/2024
Escrito por Redação

Safra de verão da soja no RS pode superar 21,6 milhões de toneladas

A celebração dos 100 anos da soja em terras brasileiras seguiu neste sábado (30/11), com o ato simbólico do plantio da soja inserido na programação da Fenasoja, em Santa Rosa (RS), município que leva o título de Berço Nacional da Soja. Na oportunidade, também foram apresentadas pela Emater/RS-Ascar as estimativas preliminares atualizadas para a safra de soja 2024/25.

A apresentação conduzida pelo diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, revelou que a tendência, se as condições climáticas se mantiverem favoráveis, é que a produção na safra atual de soja deverá ser superior a 21,6 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul, valor 18,59% maior do que o colhido no ciclo 2023/2024.

Claudinei salientou que a oleaginosa deve ocupar 6.811.344 hectares no RS, com aumento de 1,54% na área de plantio em relação à safra passada. A produtividade esperada é 13,17% superior à obtida no ano passado, devendo chegar aos 3.179 kg/ha.

As lavouras semeadas no final de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e estande adequado. Aquelas plantadas a partir da segunda quinzena de novembro, com períodos de poucas chuvas, apresentaram algumas falhas de germinação, mas sem comprometer o estande da lavoura.

Nova projeção da Fazenda indica queda de 1,7% no PIB da agropecuária

Na região de abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa a área de produção de soja na safra 2024/25 é projetada em 779.119 hectares, com produtividade esperada de 3.132 kg/ha e produção de 2.440.201 toneladas do grão.

Até o momento já foi concluída a operação de plantio em 58% das áreas projetadas para a região de Santa Rosa, com evolução de 13% da área plantada se comparada com a semana anterior. O percentual está abaixo da média do Estado, que está em 65%.

O diretor técnico também destacou o trabalho realizado por meio do Programa Monitora Ferrugem RS, ação desenvolvida através de parceria entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Emater/RS-Ascar, em colaboração com laboratórios privados, instituições de ensino e pesquisa do Estado, que tem a finalidade de auxiliar os produtores no manejo da ferrugem asiática da soja no Rio Grande do Sul, a partir do monitoramento de esporos da ferrugem asiática nas regiões produtoras.

 

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NotíciasOpinião

A importância da capacitação do mecânico na era das máquinas inteligentes

Por Redação 02/12/2024
Escrito por Redação

A importância da capacitação do mecânico na era das máquinas inteligentes

Bruno Pianca* – A transformação tecnológica no campo tem impactado diretamente o perfil e as demandas da profissão de mecânico agrícola. As máquinas equipadas com pacotes tecnológicos exigem profissionais altamente capacitados, capazes de interpretar sistemas complexos e realizar ajustes precisos para garantir a máxima performance no campo. Essa realidade representa uma mudança significativa em relação ao passado, quando os mecânicos lidavam principalmente com equipamentos mecânicos, mais simples de operar e corrigir.

Hoje, o mecânico agrícola tornou-se um especialista qualificado para integrar tecnologia e eficiência operacional, com domínio de tecnologias avançadas e desenvolvimento de habilidades para entender qual ajuste é necessário em cada situação. Esse novo perfil de profissional também reflete a entrada de jovens no mercado, atraídos pela alta tecnologia presente nos equipamentos agrícolas modernos e pela facilidade em lidar com componentes tecnológicos.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

A capacitação tornou-se indispensável para que esses profissionais consigam atuar de forma eficiente. A indústria de máquinas tem investido fortemente em treinamentos e na qualificação técnica contínua. A Massey Ferguson, por exemplo, realiza cerca de 3.000 treinamentos por ano em seu Centro de Treinamento, sediado no estado de São Paulo. Além disso, os instrutores também passam por atualizações em fábricas da AGCO em outros países, como França e Estados Unidos, para garantir que as tecnologias mais recentes sejam ensinadas e aplicadas corretamente.

Com a digitalização crescente no agronegócio, a capacitação contínua garante a melhor performance dos equipamentos e posiciona os profissionais como pilares fundamentais para a evolução do setor, contribuindo para a produtividade e a sustentabilidade no campo.

* Bruno Pianca é gerente de serviços da Massey Ferguson

 

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Notícias

Nova lei garante mais recursos de crédito para a agricultura familiar

Por Redação 29/11/2024
Escrito por Redação

Nova lei garante mais recursos de crédito para a agricultura familiar

Entrou em vigor a Lei 15.034/24, que autoriza a União a usar o Fundo Garantidor de Operações (FGO) para empréstimos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), garantindo um aporte de R$ 500 milhões para essa finalidade.

O FGO garante aos bancos parte do pagamento das parcelas dos empréstimos que não forem pagas pelo tomador da dívida. Assim, o agricultor familiar poderá ter mais facilidade de conseguir um financiamento, já que o banco contará com esse novo mitigador de risco das operações.

Além disso, os valores não utilizados até 31 de dezembro de 2027 poderão ser destinados à garantia das operações financeiras no Pronaf. A partir de janeiro de 2028, novos valores serão definidos.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

O FGO também poderá ser reforçado com recursos remanescentes de garantias antes destinadas ao Programa Desenrola Brasil, desde que os valores não estejam comprometidos com outros custos ou operações já garantidas. A legislação também isenta a cobrança da comissão pecuniária para garantias concedidas no âmbito do Pronaf, reduzindo custos para os beneficiários.

A lei teve origem no PL 2750/24, do Poder Executivo. A nova legislação altera a Lei 13.999/20, que criou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), e a Lei 12.087/09, que regula o auxílio financeiro da União a estados, municípios e ao Distrito Federal.

Veto

O presidente Lula vetou dispositivo que exigia uma dotação orçamentária específica para que a União pudesse integralizar cotas no FGO. Segundo o governo, essa medida seria inconstitucional por violar o princípio da exclusividade orçamentária ao impor regras que interferem na gestão de fundos privados.

Além disso, argumentou-se que a exigência poderia criar barreiras operacionais, atrasando a execução dos recursos e impactando o atendimento ao Pronaf.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

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Primeira safra de feijão tem aumento de 55% de área plantada no Paraná
Notícias

Primeira safra de feijão tem aumento de 55% de área plantada no Paraná

Por Redação 29/11/2024
Escrito por Redação

Primeira safra de feijão tem aumento de 55% de área plantada no Paraná

A primeira safra de feijão 2024/25 do Paraná em novembro foi reavaliada para 167,5 mil hectares, 55% a mais em comparação com a primeira safra do ciclo anterior, que era de 107,8 mil hectares. Os dados fazem parte da Previsão Subjetiva de Safra (PSS) divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O documento também estima que a produção total das culturas de verão da safra 2024/25 chegue a 25,4 milhões de toneladas.

A região Sudoeste foi responsável por grande parte deste aumento, que normalmente se destaca na segunda safra, mas que neste ano mais que triplicou a área de produção de feijão já na primeira safra, passando de 10,2 mil hectares para 32,9 mil.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

Apesar do Sudoeste apresentar o maior aumento de área cultivada, a região Sul ainda comporta a maior parte da área utilizada para a cultura. No Sul, o feijão abrange atualmente 122,4 mil hectares, representando 73% da área cultivada.

A cultura apresenta bom desenvolvimento, com 95% da área em boas condições, mas o calor excessivo dos últimos dias causa preocupação aos produtores. A colheita deve começar em breve, pois 4% da área plantada já se encontra em maturação.

O agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, explica que as expectativas de produção para a safra são grandes. “Se as condições de tempo continuarem ajudando, poderemos colher uma grande safra, que deve se aproximar de 320 mil toneladas. E caso seja concretizada nesse patamar, vai ser praticamente o dobro da safra que a gente colheu no ano passado, quando tivemos perdas, especialmente em função da nebulosidade alta nas lavouras”, afirmou.

Grãos de inverno

Quanto à safra de grãos de inverno 2024, que teve sua colheita recém encerrada, a produção total foi de 3 milhões de toneladas. Os números ficaram 31% inferiores aos da safra anterior, quando foram registrados 4,4 milhões.

A seca prejudicou a produção de trigo, principal cultura do período. Em contrapartida, a produção de cevada teve uma recuperação, especialmente em termos de qualidade.

Grãos de verão

O plantio da primeira safra 2024/25 de soja chegou ao fim. As condições das lavouras apresentaram uma piora na última semana, especialmente por conta das irregularidades climáticas em algumas regiões, com 92% da área considerada em boas condições, que era 99% na semana anterior.

Em relação ao milho, o plantio também foi encerrado e as condições são boas para a maior parte da área. Foram 156 mil hectares plantados da cultura e a expectativa é de que a produção chegue a 2,6 milhões de toneladas.

A batata primeira safra 2024/25 está 100% plantada e 6% colhida, com uma estimativa de produção de 522 mil toneladas, 33% a mais em relação ao ciclo anterior.

Na cebola houve um salto de 29% na colheita por conta das condições do clima. De 10% em outubro passou para 39% em novembro. A área superou em quase 40% a produção do ano anterior, refletindo no preço.

 

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Colheita de trigo alcança 97% da área projetada no RS, afirma Emater/RS
Notícias

Colheita de trigo alcança 97% da área projetada no RS, afirma Emater/RS

Por Redação 29/11/2024
Escrito por Redação

Colheita de trigo alcança 97% da área projetada no RS, afirma Emater/RS

A colheita do trigo 2024 no Rio Grande do Sul alcançou 97% da área projetada, após avançar 5 pontos percentuais em sete dias, mostra o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, publicado nesta quinta-feira (28).

Na mesma época do ano passado, os trabalhos também estavam em 97%; na média das últimas cinco temporadas, em 95%. A área cultivada totaliza 1.322.167 hectares, e a estimativa de produtividade está em 3.116 kg/ha, no entanto, o órgão afirma que deve revisar o valor no final da safra.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

De acordo com o relatório, a operação foi concluída na maior parte do território estadual, mas restam lavouras em final de maturação fisiológica, principalmente nas regiões da Campanha, Sul e Campos de Cima da Serra, que possuem condições climáticas específicas que condicionam o plantio e a colheita mais tardios.

“A produtividade e a qualidade dos grãos apresentam variações expressivas entre as diferentes regiões, o que ainda poderá impactar negativamente a produtividade estadual. No Noroeste, Planalto Médio, Centro e Metade Sul, os resultados ficaram abaixo da projeção inicial em decorrência das chuvas prolongadas, que dificultaram o manejo fitossanitário, favoreceram a proliferação de patógenos e interferiram no momento da colheita”, informa o documento.

“Em compensação, no Nordeste do Estado, a colheita transcorre de forma satisfatória, configurando uma safra bem-sucedida”, complementa.

Fonte: Datagro

 

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MercadoNotícias

Produção de cana cai 4,8% devido a condições climáticas adversas

Por Redação 28/11/2024
Escrito por Redação

Produção de cana-de-açúcar cai 4,8% devido a condições climáticas adversas

A produção de cana-de-açúcar do Brasil para a safra 2024/25, conforme o terceiro levantamento divulgado nesta quinta-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), está estimada em 678,67 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição de 4,8% em relação à safra anterior. No entanto, a área destinada à colheita apresentou crescimento de 4,3%, alcançando 8,7 milhões de hectares, resultando em um aumento na extensão plantada. A produtividade média também sofreu queda, com previsão de 78.048 kg/ha, o que representa uma redução de 8,8% comparada à safra passada.

Os principais fatores que contribuíram para essa diminuição incluem o impacto das condições climáticas adversas, como baixos índices pluviométricos e altas temperaturas, especialmente nas regiões Centro-Sul, que são responsáveis por 91% da produção nacional. Além disso, as queimadas nos canaviais, que afetaram diversas áreas no ciclo de produção, também prejudicaram o rendimento das lavouras.

A maior parte da produção de cana no Brasil vem da região Sudeste, que prevê uma retração de 7,4% na safra de 2024/25, com uma estimativa de 434,48 milhões de toneladas. São Paulo, o maior estado produtor, será o principal responsável por essa queda, com uma redução de 35,24 milhões de toneladas. Apesar disso, a área destinada à colheita no Sudeste deve crescer 5,7%, totalizando 5,39 milhões de hectares. A produtividade, por sua vez, deverá cair 12,3%, com uma estimativa de 80.650 kg/ha.

Setor de máquinas agrícolas deve encerrar 2024 com retração de 23%

No Centro-Oeste, a produção de cana-de-açúcar deve alcançar 148,62 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação à safra anterior. A área destinada à colheita nesta região crescerá 3,9%, somando 1,85 milhão de hectares. No entanto, a produtividade média da região sofrerá uma leve queda de 1,3%, com uma previsão de 80.451 kg/ha.

Na região Nordeste, espera-se um aumento de 2,2% na produção de cana, com um total estimado de 57,72 milhões de toneladas. A colheita segue em andamento e deve atingir 55% até o final de novembro. Já no Sul, a produção sofrerá uma queda de 12,8%, totalizando 33,76 milhões de toneladas, devido à diminuição da produtividade e da área cultivada. Por fim, a região Norte, que responde por 0,6% da produção nacional, verá um crescimento de 3,8%, com uma estimativa de 4,09 milhões de toneladas, sendo que a colheita já foi concluída em 93%.

Subprodutos

A produção de açúcar, estimada em 44 milhões de toneladas, é 3,7% inferior à safra 2023/24, devido à menor disponibilidade de cana-de-açúcar para moagem. Nas regiões Centro-Sul e Norte, as atividades das unidades sucroenergéticas estão quase concluídas, confirmando a expectativa de queda na produção do adoçante. Embora ainda haja moagem no Nordeste e em algumas áreas das demais regiões, a menor oferta de matéria-prima impacta diretamente o total produzido nesta safra.

Em relação ao etanol, a produção total, que inclui tanto o derivado da cana-de-açúcar quanto o do milho, deverá atingir 36,08 bilhões de litros, representando um crescimento de 1,3% em comparação à safra anterior. Desse total, 28,86 bilhões de litros serão de etanol proveniente da cana, com uma redução de 2,8% devido às condições climáticas desfavoráveis.

O etanol produzido a partir do milho terá um aumento significativo de 22,1%, com uma previsão de 7,22 bilhões de litros. Desse total, o etanol anidro será responsável por 2,87 bilhões de litros, enquanto o hidratado deverá somar 4,35 bilhões de litros.

Mercado

Na safra 2024/25, o mercado internacional de açúcar brasileiro permanece aquecido, com mais de 23,1 milhões de toneladas exportadas, um aumento de 23% em relação ao mesmo período da safra anterior (abril/outubro de 2023). Este é o maior volume embarcado da série histórica, apesar da retração na produção nacional. Embora o valor das exportações tenha alcançado US$ 10,9 bilhões, houve uma queda de 10% no preço médio, impactado pelo aumento na oferta de açúcar de países como Tailândia, China e Índia.

Por outro lado, as exportações de etanol caíram 25,3%, totalizando 1,08 bilhão de litros na safra 2024/25. A Coreia do Sul continua como o principal destino, com 43% do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos e Holanda, que, juntos, representam 68% do total. As previsões para os próximos meses indicam uma pressão baixista nos preços do açúcar no mercado internacional, enquanto o mercado doméstico tende a manter valores mais firmes, sustentados pela boa demanda externa e pela redução da produção interna.

 

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