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Conheça os componentes essenciais do sistema elétrico do trator
Notícias

Setor de máquinas agrícolas tem alta em setembro, diz Fenabrave

Por Redação 05/11/2024
Escrito por Redação

Fenabrave: setor de máquinas agrícolas tem alta em setembro

Clarisse Sousa – O mercado de máquinas agrícolas registrou um crescimento de 5,33% em setembro de 2024 em comparação com agosto, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (4/11) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Apesar desse avanço mensal, o setor enfrenta desafios significativos, com uma queda acumulada de 25,32% no ano, em relação ao mesmo período de 2023.

A retração é atribuída à redução na rentabilidade dos produtores rurais, impactada por condições climáticas adversas, como secas e enchentes em diferentes regiões do país.

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

O presidente da Fenabrave, Andreta Jr., destacou outro fator crucial: “a queda nos preços das commodities, que também forçou os agricultores a adiar a decisão de compra de novas máquinas ou renovação das atuais.”

A Federação esclarece que, por não serem emplacados, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

 

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Opinião

Quais os benefícios da fenação para o bolso do produtor rural

Por Redação 04/11/2024
Escrito por Redação

Quais os benefícios da fenação para o bolso do produtor rural

Lucas Zanetti* – A fenação tem se mostrado uma prática essencial para pecuaristas e criadores de cavalos que buscam eficiência e economia na alimentação dos animais. O Brasil, com um rebanho bovino de mais de 234,4 milhões de cabeças, entre gado de corte e produção leiteira, tem na pecuária uma atividade de grande relevância econômica, e, na criação de equinos, o 4° maior rebanho do mundo, com mais de 5,7 milhões de cabeças.

Um dos principais desafios enfrentados pelos produtores é garantir uma alimentação de qualidade para os animais, especialmente em épocas de escassez de chuvas. Nesse cenário, a produção de feno e pré-secado vem ganhando destaque como uma solução eficaz para manter o rebanho bem nutrido o ano todo.

Além de garantir a nutrição adequada, essas técnicas de conservação de forragem impactam diretamente no bolso do produtor. Ao utilizar feno ou pré-secado, o pecuarista pode economizar nos custos com ração externa ou silagem de milho, ainda bastante utilizada. Isso se traduz em maior segurança alimentar para o rebanho e menos flutuações nos gastos com alimentação, beneficiando a rentabilidade da atividade.

Tanto a fenação quanto o pré-secado apresentam vantagens distintas, atendendo a diferentes necessidades dentro da propriedade rural. O feno, com seu baixo teor de umidade, é conhecido pela durabilidade e facilidade de armazenamento, podendo ser utilizado ao longo de meses sem perder suas propriedades nutritivas. Já o pré-secado, que se caracteriza por ter de 30 a 40% de umidade a mais que o feno, é produzido de forma muito mais rápida, sendo cortado e enfardado em um único dia. Essa agilidade faz dele excelente opção para regiões com altos índices de precipitação, visto que pode ser armazenado no próprio local de produção após embalado.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

A produção do pré-secado também traz outras vantagens. Como o tempo entre o corte e o enfardamento é reduzido, há menor exposição ao clima, o que garante uma melhor preservação dos nutrientes da planta. Assim, o alimento produzido mantém uma alta qualidade, beneficiando a saúde do rebanho e, consequentemente, a produtividade da fazenda.

Com a demanda crescente por maior eficiência na produção de alimentos para o gado, a mecanização da fenação tem se tornado indispensável. Equipamentos especializados garantem um processo mais rápido e eficiente, desde o corte da forragem até o enfardamento do produto final. O manejo adequado da forragem, seja para a produção de feno ou pré-secado, deve seguir os mesmos cuidados com tratos culturais de qualquer outra cultura, utilizando máquinas que elevem o rendimento operacional e preservem a qualidade.

Com um portfólio completo de máquinas e tecnologias voltadas à fenação, a Massey Ferguson oferece soluções que ajudam o produtor a melhorar a eficiência operacional e a qualidade do produto final. Essa tecnologia reduz o tempo de trabalho no campo e garante que o alimento oferecido aos animais seja da mais alta qualidade, maximizando o retorno financeiro ao produtor.

Com a mecanização adequada e o uso de tecnologias que facilitam o processo de produção, os pecuaristas conseguem aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir a sustentabilidade de suas operações. Mais do que uma solução nutricional, a fenação é uma estratégia que contribui para o sucesso da pecuária e criação de equinos no Brasil.

*Lucas Zanetti é gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson

 

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NotíciasOpinião

Como a inovação está transformando a produção de soja no Brasil

Por Redação 04/11/2024
Escrito por Redação

Como a inovação está transformando a produção de soja no Brasil

Leandro Viegas* – A agricultura brasileira, especialmente no setor da soja, está passando por uma revolução tecnológica que está mudando a forma como o país cultiva e colhe suas safras. Já consolidado como o maior produtor mundial do grão, a adoção de novas tecnologias tem sido essencial para garantir a competitividade no mercado global, ao mesmo tempo em que o setor lida com os desafios das mudanças climáticas e da sustentabilidade. A safra de soja 2024/25 será um exemplo claro de como a inovação tecnológica pode ser a chave para enfrentar os desafios e maximizar as oportunidades.

Podemos dizer que uma das principais inovações é a agricultura de precisão. Essa abordagem permite aos produtores monitorar e gerenciar suas lavouras com maior eficiência, utilizando tecnologias como drones, sensores de solo, satélites e software de análise de dados. Essas ferramentas fornecem informações detalhadas sobre as condições das áreas, umidade, saúde das plantas e até mesmo sobre a presença de pragas e doenças.

Em Mato Grosso, onde a oleaginosa é a principal cultura, a agricultura de precisão tem ajudado a otimizar o uso de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas. Em vez de aplicá-los de forma homogênea em toda a plantação, os produtores podem direcionar as áreas que realmente necessitam de intervenção, economizando recursos e reduzindo o impacto ambiental. A precisão no manejo também contribui para aumentar a produtividade, mantendo a saúde do solo e das plantas em níveis ideais.

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

Além disso, o uso de drones está crescendo, principalmente para o monitoramento das lavouras. Esses dispositivos podem mapear grandes áreas em minutos, fornecendo imagens detalhadas que ajudam os agricultores a tomar decisões informadas sobre irrigação, aplicação de insumos e até o momento certo para a colheita. Isso resulta em uma gestão mais eficiente da produção, redução de custos e aumento de produtividade, um avanço importante para fazendas como as do Estado, de extensões elevadas.

Outra melhoria é o desenvolvimento de cultivares geneticamente modificadas e resistentes a condições adversas. As mudanças climáticas têm trazido desafios significativos, como a seca prolongada e a irregularidade das chuvas, especialmente nas principais regiões produtoras, como Mato Grosso e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Nesse sentido, a biotecnologia tem permitido o desenvolvimento de sementes mais resistentes à seca, pragas e doenças, o que é essencial para garantir a produção estável mesmo nestes cenários. Empresas especializadas e instituições de pesquisa, como a Embrapa, têm investido no melhoramento genético de cultivares de soja para que possam suportar longos períodos sem chuva e ainda assim produzir com eficiência. Essas cultivares avançadas são fundamentais para que o Brasil continue a aumentar sua produtividade.

Boa produção mesmo em períodos de seca

Com as previsões climáticas indicando secas mais frequentes e longos períodos de estiagem, o uso de sistemas de irrigação inteligente tem se tornado uma prática cada vez mais comum entre os produtores de soja. Tecnologias de gotejamento e pivôs centrais automatizados, controlados por sensores, permitem que a água seja distribuída de forma eficiente e precisa, apenas nas áreas onde é necessária.

Esse uso eficiente da água é crucial para garantir a produtividade, especialmente em áreas como o Centro-Oeste, onde a seca é um problema recorrente. Além disso, esses sistemas podem ser monitorados e controlados remotamente por meio de aplicativos, permitindo que os produtores façam ajustes em tempo real, economizando água e reduzindo custos operacionais. Esse crescimento na adoção desses sistemas tende a aumentar, com o agricultor obtendo bons resultados e com as recentes investidas dos governos estaduais em projetos para difundir a irrigação.

Sustentabilidade e redução do impacto ambiental

Além de aumentar a eficiência produtiva, a revolução tecnológica no agro está fortemente ligada à sustentabilidade. O uso de tecnologias que permitem a aplicação precisa de fertilizantes e defensivos agrícolas contribui diretamente para a redução do impacto ambiental, minimizando a contaminação do solo e dos recursos hídricos.

Práticas como o plantio direto, que mantém a cobertura do solo com restos de culturas anteriores, estão sendo amplamente adotadas com o objetivo de conservar a umidade e prevenir a erosão. Essa técnica também aumenta a retenção de carbono, o que contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

Além disso, o uso de energia renovável nas operações agrícolas, como painéis solares para alimentar equipamentos e irrigação, está se tornando mais comum e vemos isso cada vez mais no campo. Isso impacta para uma redução da dependência de combustíveis fósseis.

A sustentabilidade não é apenas uma necessidade ambiental, mas também um requisito demandado pelo mercado internacional. Países importadores, como a União Europeia, têm exigido que os produtos sigam padrões ambientais rigorosos. A adoção de tecnologias que garantem uma produção mais limpa e eficiente coloca o Brasil em uma posição favorável no mercado global de commodities.

Quando pensamos então no futuro da produção de soja no Brasil, percebemos que isso está intimamente ligado ao avanço dessas tecnologias mencionadas. A integração de inteligência artificial, machine learning e big data na gestão das lavouras promete levar a agricultura de precisão a um novo patamar, onde decisões serão tomadas com base em análises preditivas.

Além disso, a automatização das colheitas está se tornando uma realidade, o que pode reduzir a dependência de mão de obra e aumentar a eficiência das operações. Esses avanços são cruciais para que o País mantenha sua competitividade no cenário global, especialmente à medida que as demandas por alimentos e biocombustíveis continuam a crescer.

*Administrador, bacharel em Direito e CEO da Sell Agro

 

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EmpresasNotícias

Case IH realiza campanha promocional de peças de reposição

Por Redação 04/11/2024
Escrito por Redação

Case IH realiza campanha promocional de peças de reposição

Durante os meses de novembro e dezembro, a Case IH, marca da CNH, promoverá a ação Colheita Avançada, que vai oferecer aos produtores rurais peças de reposição para colheitadeiras com descontos de até 40%. São mais de 800 itens de reposição, como filtros, correias e rolamentos.

A campanha Colheita Avançada é válida até 31 de dezembro para compras nas mais de 170 concessionárias espalhadas pelo país, assim como no e-commerce.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Na loja online Case IH é possível adquirir itens de manutenção preventiva e corretiva com rapidez e facilidade, com cobertura de entrega em todo o território nacional. É possível também optar por retirar a compra diretamente na loja mais próxima.

“Programação e organização são fundamentais para quem deseja obter os melhores resultados no campo. E a qualidade das peças e dos serviços asseguram essa tranquilidade que o produtor precisa para ter maior desempenho e produtividade” ressalta Ludmila Giori, diretora de Marketing de Parts & Service da Case IH.

 

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NotíciasTecnologia

Senar debate tecnologias para produção de uvas no semiárido

Por Redação 01/11/2024
Escrito por Redação

Senar debate tecnologias para produção de uvas no semiárido

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) abordou, em live nesta quinta (31), a experiência internacional da produção de uvas e como as tecnologias aplicadas podem ser replicadas no semiárido brasileiro.

O assessor de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, Pollaco Gonçalves, conversou com o supervisor da ATeG do Senar Pernambuco, Elton Teles, que esteve na Espanha para participar do curso ‘Gestão Sustentável da Água e do Solo para uma Viticultura Resiliente’, no Instituto Agronômico Mediterrâneo de Zaragoza.

Teles começou abordando a produção de uva no mundo e mostrou que a China se destaca em primeiro lugar como produtora de uva de mesa, seguida da Turquia, que também produz uva-passa. Na produção de vinho, França e Itália se revezam em primeiro lugar, seguidas pela Espanha.

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

“Nas Américas, o Brasil aparece como um dos principais produtores de uva de mesa e Argentina e Chile, de uva para vinho.”

O técnico explicou que devido ao aumento das alterações climáticas ao longo dos anos, algumas tecnologias se destacam em favor da viticultura.

“O uso de tecnologia na videira hoje é uma realidade e, se deixarmos de aplicar, faremos com que a produção não evolua ao longo dos anos. Por isso devemos repensar ainda a forma de condução da irrigação porque o aumento da temperatura tem exigido maior necessidade hídrica da planta.”

O técnico mostrou ainda algumas tecnologias usadas na Europa para a gestão eficiente do solo e da água na viticultura como sensor de fluxo de seiva, imagem por infravermelho térmico, maquinários específicos, entre outros.

“A tecnologia aplicada à agricultura deve ser considerada um caminho sem volta, onde devemos nos capacitar para utilizar as ferramentas de gestão da água e do solo de forma plena”, concluiu.

Assista a live na íntegra:
 

 

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Notícias

São Paulo lança plataforma para gestão de riscos de desastres naturais

Por Redação 01/11/2024
Escrito por Redação

São Paulo lança plataforma para gestão de riscos de desastres naturais

O Governo de São Paulo, por meio do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, inaugurou nesta quinta-feira (31/10) a Plataforma de Gestão de Riscos de Desastres Naturais. A nova ferramenta visa prevenir e mitigar desastres com base em informações geológicas, monitorando riscos e orientando ações de proteção em todo o Estado.

A plataforma cobrirá os 645 municípios paulistas, identificando perigos e vulnerabilidades, com foco na proteção da população e no planejamento territorial. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Municípios, 55% das prefeituras paulistas não estão preparadas para eventos climáticos extremos, reforçando a urgência desse sistema.

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento também busca expandir as estações meteorológicas, especialmente para monitorar a umidade do solo, com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola.

Localizada no Núcleo de Geociências, Gestão de Riscos e Monitoramento Ambiental do IPA, em São Paulo, a plataforma utiliza dados globais e cálculos desenvolvidos por pesquisadores locais para gerar informações estratégicas que orientarão políticas públicas para um São Paulo mais resiliente frente aos desafios climáticos.

O investimento previsto para o projeto é de cerca de R$ 2,5 milhões, de um acordo entre o IPA, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio.

 

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Notícias

Senado autoriza aporte de R$ 500 milhões para a agricultura familiar

Por Redação 31/10/2024
Escrito por Redação

Senado autoriza aporte de R$ 500 milhões para a agricultura familiar

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (30) o projeto de lei que autoriza a União a usar o Fundo Garantidor de Operações (FGO) para empréstimos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf – PL 2.750/2024). O texto também garante aporte de R$ 500 milhões no FGO para essa finalidade. O projeto, que tramitou em regime de urgência, será encaminhado à sanção presidencial.

O FGO garante aos bancos o pagamento das parcelas dos empréstimos que não forem pagas pelo tomador da dívida. Assim, o produtor familiar tem mais facilidade de conseguir um financiamento, já que o banco conta com a garantia do governo.

Além dos R$ 500 milhões a mais, o FGO do Pronaf deve ser reforçado com sobras de garantias antes direcionadas ao Programa Desenrola Brasil, de renegociação de dívidas da população de baixa renda (Lei 14.690, de 2023). Poderão ser usados recursos não comprometidos com empréstimos honrados pelo FGO ou não vinculados a custos de operacionalização do Desenrola.

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

De autoria do Poder Executivo, o projeto de lei havia sido aprovado na terça (29) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com relatório favorável da senadora Teresa Leitão (PT-PE), e seguiu para o Plenário em regime de urgência.

“Ao permitir que o FGO ofereça ou complemente as garantias exigidas por instituições financeiras, o governo federal estreita a relação entre mercado e produtores agropecuários, com benefícios para ambos os lados. Para o sistema financeiro, reduz os riscos incorridos, estimulando que crédito seja concedido para beneficiários que não teriam acesso sem a devida ajuda”, avalia Teresa em seu relatório.

A senadora destaca, ainda, que a agricultura familiar representa 77% dos estabelecimentos agrícolas do país e ocupa uma extensão de área de 80,9 milhões de hectares, o que significa 23% da área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Os dados são do último Censo Agropecuário, realizado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo também demonstrou que a agricultura familiar emprega quase 70% do total de pessoas ocupadas na agropecuária e é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros que têm até 20 mil habitantes.

O Censo Agropecuário também mostrou que, dentre os produtores que obtiveram financiamento do governo, 76% deles recorreram ao Pronaf. Mais de 1,8 milhão de operações foram realizadas no âmbito do programa na safra 2023/2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). 

Fonte: Agência Senado

 

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MercadoNotícias

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

Por Redação 30/10/2024
Escrito por Redação

Vendas de máquinas agrícolas caem 7,3% em setembro, diz Abimaq

Clarisse Sousa – O setor de máquinas agrícolas mantém a trajetória de queda nos resultados em 2024. Em setembro, as vendas recuaram 7,3% em relação a agosto, totalizando R$ 5,9 bilhões no período, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

De janeiro a setembro, o setor acumula uma retração de 25,1% em relação ao mesmo período de 2023. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 20,6%.

Para Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, o cenário atual, marcado por uma queda acumulada de 25% nas vendas, “pouco mudou”.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Segundo ele, essa “queda drástica” se deve a quatro fatores principais: seca, queda nos preços das commodities – com destaque para soja e milho –, juros elevados e a estagnação da área plantada. Ele destaca que a desvalorização significativa da soja e do milho, principais commodities do setor, impactou diretamente a rentabilidade dos produtores.

“Os juros altos têm desestimulado novos investimentos. Na safra 2023/24, 34% das vendas do setor foram impulsionadas por financiamento com juros subsidiados, enquanto outros 28% dependeram de juros de mercado, que são elevados e acabam restringindo os investimentos”, disse Bastos.

Para 2025, o cenário deve se manter semelhante. Ele não espera mudanças significativas e prevê “preços das commodities baixos, juros altos e sem perspectiva de aumento na área plantada”. No entanto, entre os quatro fatores considerados, “a expectativa é de que não enfrentemos uma nova seca”. Com essa perspectiva, ele afirma que o mercado “não deve piorar” e estima um aumento de 8% nas vendas no próximo ano.

Exportações

De acordo com os dados apresentados pela Abimaq, as exportações de máquinas agrícolas recuaram 6,8% em setembro em relação a agosto. No acumulado de janeiro a setembro, a retração alcança 21,3%.

Tratores e colheitadeiras

As vendas totais de tratores e colheitadeiras registraram uma queda de 28,1% no acumulado do ano em comparação ao mesmo período de 2023, somando 38.733 unidades frente às 53.863 comercializadas no ano passado.

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras tiveram uma redução de 32,2%, somando 4.280 unidades, em comparação com as 6.313 registradas no mesmo período do ano passado.

 

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Notícias

Novembro terá chuvas concentradas do noroeste ao sudeste do país

Por Redação 30/10/2024
Escrito por Redação

Novembro terá chuvas concentradas desde a faixa noroeste até o sudeste do país

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de novembro indica chuvas entre normal e acima da média em grande parte da região Sudeste, Goiás, centro-leste do Mato Grosso, Acre, Roraima, noroeste e sudeste do Amazonas. O Rio Grande do Sul terá precipitação na faixa normal, com algumas localidades acima da média.

Em grande parte da região Nordeste, centro-norte do Pará, Amapá, Roraima, bem como o sudoeste do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, são previstas chuvas próximas e abaixo da média climatológica.

Considerando o prognóstico climático do Inmet para novembro de 2024 e seus possíveis impactos nas principais culturas, a previsão de pouca chuva para o nordeste da região amazônica e grande parte da região Nordeste aponta para uma redução dos níveis de umidade no solo, principalmente no MATOPIBA (região que abrange os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o que pode dificultar o avanço do plantio da soja.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Já para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, o mês de novembro será marcado pela recuperação dos níveis de umidade no solo, devido a previsão de chuvas mais regulares que irão favorecer o plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

Em grande parte da Região Sul, a previsão é de chuvas próximas à média histórica e os níveis de umidade no solo permanecerão elevados e podem beneficiar os cultivos de inverno que se encontram na fase de enchimento de grãos, assim como o desenvolvimento da safra 2024/2025.

Temperatura

Quanto às temperaturas, a previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país, com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso, principalmente em áreas do norte das regiões Norte e Nordeste, onde as temperaturas médias poderão ultrapassar os 28ºC.

Em algumas localidades do leste da região Sudeste e região Sul, são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média em algumas localidades pontuais, devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura.

 

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NotíciasTecnologia

Nova ferramenta digital vai apoiar pecuaristas no planejamento forrageiro

Por Redação 30/10/2024
Escrito por Redação

Nova ferramenta digital vai apoiar pecuaristas no planejamento forrageiro

A Embrapa Pecuária Sul (RS) desenvolveu o EstriboSim, ferramenta digital destinada a auxiliar pecuaristas e técnicos no uso da cultivar BRS Estribo de capim-sudão, gerando laudos financeiros a partir de indicadores fornecidos pelos produtores. Elaborado em parceria com a Lotus Web Systems, esse software web fornece o lucro mais provável, valores de risco e uma análise tríplice de cenários bioeconômicos da utilização dessa variedade, amplamente cultivada há mais de dez anos na Região Sul.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Vinícius Lampert, o EstriboSim oferece mais agilidade na tomada de decisão durante o planejamento forrageiro, pois faz os cálculos a partir dos valores fornecidos pelos produtores.

“A pecuária enfrenta desafios complexos, uma vez que suas margens são muito dependentes do custo, preço e produtividade, sendo influenciadas principalmente pelo mercado, fertilidade do solo, manejo eficiente das pastagens e desempenho animal. Por isso, ferramentas inovadoras, como o EstriboSim podem se tornar essenciais para proporcionar mais segurança e previsibilidade dos retornos produtivos e financeiros nas fazendas. Os cenários de lucro da cultivar são efetuados de forma prática e simplificada, sem papel e caneta, mas com uma ferramenta digital na palma da mão”, ressalta.

O EstriboSim calcula cenários de lucro operacional efetivo potencial por hectare, considerando três variáveis principais: custo da pastagem por hectare (R$/hectare), preço de comercialização do animal (R$/kg peso vivo) e produtividade (kg peso vivo/hectare). A partir dessas informações, o software web faz uma análise, apresentando os possíveis resultados bioeconômicos da implantação dessa pastagem em diferentes sistemas de produção.

Projeção aponta crescimento de 27% na safra de grãos nos próximos dez anos

A ferramenta também faz uma análise tríplice de cenários bioeconômicos que simula três situações diferentes para cada parâmetro inserido, ajudando a identificar as combinações de preço, custo e produtividade que resultam em lucro ou prejuízo. Lampert destaca a importância dessa funcionalidade:

“A simulação permite que os produtores visualizem de forma clara e objetiva como diferentes cenários podem impactar seus resultados financeiros. Com isso, eles podem tomar decisões mais assertivas, reduzindo riscos ao prever o lucro em função das variáveis informadas”.

Desenvolvido para ser acessível, o EstriboSim possui uma interface amigável, facilitando o uso por produtores com pouca familiaridade tecnológica. Ele apresenta resultados em uma matriz colorida intuitiva. Desempenhos lucrativos são destacados em verde, situações de equilíbrio em amarelo, e prejuízos em vermelho.

Essa abordagem visual permite identificar diferentes estratégias e pontos que requerem ajustes, facilitando significativamente o processo de tomada de decisão pelo produtor. Outra funcionalidade da ferramenta é a indicação de fatores para a obtenção de lucro utilizando essa forrageira, como a produtividade mínima, o custo máximo de implantação e o preço mínimo da comercialização.

Segundo o pesquisador, o EstriboSim permite uma análise rápida dos cenários bioeconômicos e acurácia nos cálculos, utilizando variáveis críticas para fornecer uma estimativa do lucro operacional. Para isso, é essencial que o produtor insira informações de referência sobre produtividade, custos e preços esperados.

Com base nesses dados, o EstriboSim gera laudos personalizados que auxiliam na implementação das melhores práticas de manejo. Mais informações sobre o impacto bioeconômico do BRS Estribo estão disponíveis aqui.

Embora atualmente o software web seja específico para a cultivar BRS Estribo, Lampert vê como próximo passo a adaptação da ferramenta para outras cultivares e tecnologias. “Nosso objetivo é expandir a aplicabilidade do EstriboSim, tornando-o um sistema ainda mais versátil e útil no setor agropecuário, abrangendo uma gama mais ampla de cultivares e tecnologias”, finaliza.

Lançamento

O EstriboSim será lançado oficialmente no evento Universo Pecuária, em Lavras do Sul (RS), entre os dias 29 de outubro e 3 de novembro.

Em breve, a tecnologia estará disponível no site da Embrapa Pecuária Sul, facilitando o acesso dos produtores e técnicos a essa ferramenta inovadora e amigável.

Cultivo da BRS Estribo abrange mais de 3,3 milhões de hectares

A cultivar de capim-sudão BRS Estribo vem se consolidando como uma alternativa eficiente de forrageira para a pecuária de corte e de leite na Região Sul do Brasil. Segundo levantamento feito pela equipe da Embrapa, em 2022, a cultivar foi utilizada em aproximadamente 440 mil hectares. Se forem somadas as áreas anuais de cultivo ao longo de mais de 10 anos desde seu lançamento, estima-se que o plantio ultrapasse 3,3 milhões de hectares. De acordo com dados da Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), a BRS Estribo é a segunda cultivar de espécie forrageira mais produzida e comercializada no estado do Rio Grande do Sul.

Trata-se de uma forrageira anual de verão que tem apresentado excelente desempenho técnico e produtivo desde que foi lançada. De acordo com o também pesquisador da Embrapa e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da BRS Estribo, Daniel Montardo, uma das principais vantagens da cultivar é o ciclo longo e a alta produção de forragem. “Outro aspecto positivo apontado pelos produtores é a grande flexibilidade de manejo, podendo ser utilizada tanto em pastejo contínuo como rotativo, com alta resposta ao condicionamento da estrutura da pastagem”, complementa.

Produtores indicam ainda outras características importantes da cultivar, como a alta capacidade de perfilhamento, rebrote e produtividade. Segundo Montardo, ela tem se mostrado eficaz em consorciação com outras forrageiras, propiciando seu uso em conjunto com uma ampla gama de espécies e cultivares, inclusive de ciclo hibernal.

“Toda essa flexibilidade tem levado a novas inserções, como, por exemplo, a semeadura mais tardia na Região Sul do Brasil (entre fevereiro e abril), tanto para atuar como mitigadora de vazios forrageiros outonais, como para produzir palhada após a colheita da soja e antes do plantio do trigo. Além disso, destaca-se a sua indicação para composição de consórcios, mesclas e cadeias forrageiras, como a tecnologia Pasto sobre Pasto, também desenvolvida pela Embrapa”, destaca o pesquisador.

A avaliação dos impactos dessa tecnologia, realizada anualmente pela Embrapa, atesta os bons resultados produtivos e a satisfação dos produtores entrevistados. Segundo a metodologia utilizada nesse trabalho, apenas no ano de 2022, o impacto econômico da utilização da cultivar BRS Estribo foi superior a R$ 98 milhões.

Parceria possibilitou lançamento de cultivares de forrageiras para clima temperado

O capim-sudão BRS Estribo é um dos frutos da parceria formada entre a Embrapa, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Associação Sul-Brasileira para o Fomento e a Pesquisa de Forrageiras (Sulpasto), instituição que integra empresas produtoras de sementes dos três estados da Região Sul. A parceria foi firmada com o objetivo de desenvolver e lançar cultivares de espécies forrageiras para essa Região. Constituída no final de 2011, a iniciativa já disponibilizou cultivares de espécies como azevém, trevo-branco, trevo-vermelho, trevo-vesiculoso, cornichão, aveias forrageiras, entre outras.

Montardo observa que a cultivar também integra o Programa de Melhoramento Genético e de Produção de Sementes de Espécies de Forrageiras para a Região Sul, desenvolvido por diferentes unidades da Embrapa. Além do desenvolvimento de cultivares, o programa atua ainda em pesquisas para melhorar a qualidade de sementes, a partir de sistemas de produção, técnicas de colheita e de beneficiamento, controle de plantas invasoras, entre outras.

 

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30/10/2024 0 Comentários
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