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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
MercadoNotícias

Projeção aponta crescimento de 27% na safra de grãos nos próximos dez anos

Por Redação 30/10/2024
Escrito por Redação

Projeção aponta crescimento de 27% na safra de grãos nos próximos dez anos

A produção de grãos no Brasil deve atingir 379 milhões de toneladas nos próximos dez anos, com crescimento de 27%, especialmente nas culturas de soja, milho da safra de inverno, arroz, feijão, sorgo e trigo. As culturas perenes como café, cacau e frutas também sinalizam um crescimento sustentável no período.

Os dados são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 20203/2024 a 2033/2034, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Neste período, a área plantada aumentará 15,5%, atingindo 92,2 milhões de hectares, mostrando a produtividade como importante fator de crescimento na próxima década, como indica o estudo.

Para o diretor de Análise Econômica e Políticas Públicas do Mapa, Silvio Farnese, “é relevante considerar que parte importante do crescimento da área plantada será apoiada pelo Programa de Recuperação de Áreas Degradadas, com linhas de crédito favorecidas para regeneração produtivas de superfícies, atualmente com baixa produtividade”, enfatizou.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

As culturas que terão maior crescimento nas áreas plantadas são soja (25,1%), milho da safra de inverno (24,9%), trigo (18,4%), arroz (+20,3%) e, feijão (+38,1%).

A participação do consumo interno de milho, farelo e óleo de soja sustentam o crescimento na produção de proteína de origem animal, mantendo o consumo interno e garantindo as exportações destas proteínas, de 24,7 milhões de toneladas.

Principais culturas

A produção de arroz deverá aumentar em 3,1 milhões de toneladas, atingindo 13,7 milhões de toneladas, permitindo o atendimento ao consumo que está estimado 10,8 milhões de toneladas, havendo espaço para os compromissos de exportação do setor produtivo, atualmente da ordem de 1,3 milhão de toneladas.

Já a cultura do milho, atingirá 153,1 milhões de toneladas com crescimento de 32,3%, e aumento de 37,4 milhões de toneladas principalmente na safra de inverno, seguindo a prática adotada pelos produtores de plantio em sucessão à soja. O consumo estimado em 109,8 milhões de toneladas, crescendo 30,4% está sintonizado com a crescente utilização do grão para a produção de etanol que, atualmente processa 17,0 milhões de toneladas.

A soja continuará com maior produção entre os grãos, com estimativa de atingir 199,4 milhões de toneladas, com aumento de 52,0 milhões de toneladas, e o farelo de soja atingirá 48,5 milhões de toneladas, aumentando 8,36 milhões de toneladas nos próximos 10 anos.

Quanto ao café, as estimativas mostram aumento de produção de 31,9%, atingindo 72,0 milhões de sacos, ou seja, uma maior oferta de 17,0 milhões de sacos que cobrirão o aumento no consumo crescendo para 27,0 milhões de sacos e, as exportações, que estão estimadas em 45,0 milhões de sacos.

Na estimativa da produção de proteína animal, o maior crescimento será de aves (+28,4%), seguido por suínos (+27,5%) e, bovina (+10,2%). O consumo terá um crescimento menor com aves crescendo 26,9%, suíno com 25,4% e, bovina com 0,6%.

As exportações destas proteínas estão estimadas com crescimento de 29,7% para aves, 22,5% para suínos e, 27,1% para bovinos. Este cenário está sendo fortalecido pelos diversos acordo feitos pelo governo brasileiro com países consumidores, representando fortalecimento de mercados já sedimentados e, novos países que importarão carnes brasileiras, garantindo a posição de destaque no mercado internacional.

 

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30/10/2024 0 Comentários
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Safra 2025/26 de soja em Mato Grosso deve superar 51,5 milhões de toneladas, projeta Imea
MercadoNotícias

PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode cair 5,77% em 2024, aponta Cepea

Por Redação 29/10/2024
Escrito por Redação

PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode cair 5,77% em 2024

O PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode cair 5,77% em 2024, totalizando R$ 521,3 bilhões. A redução, após um 2023 de forte alta de 22%, está atrelada à quebra da safra de soja e seus reflexos negativos sobre os agrosserviços. É o que destaca o levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), com base em dados disponíveis até o segundo trimestre deste ano.

Os números mostram ainda que o bom desempenho esperado para a indústria deve amenizar a queda do PIB da cadeia produtiva, em especial a indústria do biodiesel, que terá aumento de 26,92%.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Embora em queda, o PIB da cadeia da soja e do biodiesel em 2024 ainda deverá superar significativamente o patamar anterior à pandemia e deve representar 20,8% do PIB do agronegócio nacional e 4,5% da economia brasileira como um todo.

Os preços continuaram desfavoráveis frente a 2023, mas houve uma melhora no segundo trimestre. A queda estimada dos preços relativos é de 17,1%, implicando redução de 21,88% da renda real.

Mercado de trabalho

A estimativa do segundo trimestre de 2024 para o número de pessoas ocupadas (PO) na cadeia da soja e do biodiesel manteve a tendência de queda em relação a 2023, com um total de 2,24 milhões de trabalhadores (redução de 4% na comparação entre os segundos trimestres).

Com isso, as participações da cadeia produtiva na PO do agronegócio (9,51%) e na da economia brasileira (2,23%) diminuíram, novamente. As quedas se devem às baixas registradas para a soja (-6,13%) e para os agrosserviços (-4,78%). Em sentido oposto, o segmento de insumos (1,92%) e a agroindústria (17,06%) aumentaram a quantidade de pessoas ocupadas nessa mesma comparação.

Comércio exterior

No segundo trimestre de 2024, o volume das exportações da cadeia de soja e do biodiesel (soja in natura, farelo de soja, óleo de soja, glicerol, biodiesel e proteína de soja) totalizaram 48,98 milhões de toneladas, redução de 3,71% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

O valor exportado também apresentou queda (-20,87%), totalizando US$ 24,24 bilhões. Esses números indicam uma desaceleração das exportações, resultante da diminuição dos preços no cenário internacional, da menor quantidade produzida de soja pelo Brasil e do aumento da demanda doméstica.

Entre os segundos trimestres de 2023 e 2024, observa-se aumento no volume exportado para a China (2,88%), Leste Asiático (8,56%), Oriente Médio (18,10%) e África (23,17%). Essas regiões, em conjunto, representaram 75% do volume total das exportações brasileiras da cadeia produtiva da soja e do biodiesel no segundo trimestre de 2024.

Por outro lado, houve redução das exportações para outras regiões, incluindo União Europeia (-3,26%), Sudeste Asiático (-9,89%) e América do Norte (-37,27%), que juntas representaram 20,54% do volume total exportado no período. Para os demais destinos (“Outros”), houve uma redução de 54,60% em comparação com o mesmo período do ano anterior, indicando uma diminuição na diversificação dos destinos de exportação no trimestre específico.

 

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29/10/2024 0 Comentários
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Produção de soja está estimada em 180,4 milhões de toneladas, diz Abiove
MercadoNotícias

Produção de grãos em SP deve crescer 19,4% na safra 2024/25, diz Faesp

Por Redação 28/10/2024
Escrito por Redação

Produção de grãos em SP deve crescer 19,4% na safra 2024/25, aponta Faesp

Clarisse Sousa – A produção de grãos em São Paulo para a safra 2024/25 deve alcançar 10,7 milhões de toneladas, um crescimento de 19,4%. A produtividade média está projetada em 3.988 kg/ha, um aumento de 17,4% em relação à safra anterior. Além disso, a área cultivada deve crescer 1,7%, totalizando 2,67 milhões de hectares.

Os dados são de um relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base nas projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Principais culturas

O destaque vai para a soja, com produção estimada de 4,75 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 30% em comparação à safra anterior. Segundo o relatório, a área destinada ao cultivo da oleaginosa deve crescer 3,9%, chegando a 1,36 milhão de hectares, enquanto a produtividade é projetada para aumentar 25,1%.

Para o amendoim, a previsão é de uma produção recorde de 832,3 mil toneladas, um salto de 40,6% em relação à safra anterior. Embora a área de cultivo deva permanecer estável, a produtividade projetada é de 3.900 kg/ha, também com um crescimento de 40,6% em comparação ao ciclo passado.

Cenário nacional

A estimativa da Conab para a safra de grãos 2024/25 é de 322,5 milhões de toneladas, um crescimento de 8,3% em comparação à safra anterior e 0,8% superior à safra recorde de 2022/23. A área plantada deve aumentar 1,9%, atingindo 81,3 milhões de hectares, enquanto a produtividade nacional deve crescer 6,2%, alcançando 3.964 kg/ha.

A produção de soja no Brasil, apesar do atraso no plantio, é estimada em 166 milhões de toneladas. Caso seja confirmada, representará um aumento de 12,7% e um novo recorde nacional. A área destinada ao cultivo da oleaginosa deve aumentar 2,8%, com uma produtividade projetada de 3.508 kg/ha, 9,6% superior à safra passada.

 

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NotíciasTecnologia

Ferramenta digital mede sustentabilidade de propriedades rurais

Por Redação 28/10/2024
Escrito por Redação

- Ferramenta digital mede sustentabilidade de propriedades rurais

A BrasilGAP, uma consultoria para o agronegócio, lançou em 2017, em parceria com a Embrapa, a metodologia Agrodimensões, um sistema que busca mensurar, de forma numérica, os impactos socioambientais das atividades rurais.

Diferente de outras ferramentas que não apresentam dados concretos, o Agrodimensões integra indicadores de desempenho socioambiental, aplicáveis em diversas escalas, desde pequenas propriedades até grandes corporações do agronegócio. Seu principal diferencial é oferecer uma visão quantificada e estruturada sobre o progresso ambiental, tornando-se uma ferramenta essencial na gestão de sustentabilidade para o setor agrícola.

Luis Henrique Witzler, representante da BrasilGAP, explica que o Agrodimensões tem sido utilizado em projetos de agricultura regenerativa, um modelo produtivo em ascensão global que visa melhorar a qualidade do solo, das plantas e do ar.

“Essa ferramenta se diferencia por validar de maneira numérica o processo de regeneração, algo que outros protocolos não conseguem fazer”, afirma Witzler. Ele destacou que fundos internacionais têm financiado essa transição, reforçando o papel da metodologia na transformação sustentável do setor.

Um dos projetos em que o Agrodimensões está sendo aplicado é o Yggdrasil, inspirado na árvore da vida da mitologia nórdica, que simboliza a interconexão entre solo, ar, água e seres humanos. O projeto reflete a fase de transformação do agronegócio, e a utilização do Agrodimensões tem se mostrado crucial para mensurar a sustentabilidade de sistemas produtivos alinhados com a agricultura regenerativa.

A metodologia permite não só acompanhar o progresso ambiental como também gerar valor econômico, ao reduzir o uso de insumos e aumentar a produtividade líquida.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Entre os dias 10 e 11 de outubro de 2024, a equipe da BRGap participou de uma oficina em Pardinho, São Paulo, onde foi capacitada para aplicar a metodologia em campo. O evento, realizado em uma propriedade rural, possibilitou a realização de exercícios práticos que simularam a coleta e interpretação de dados sustentáveis por meio do Agrodimensões.

A oficina contou com a condução de Geraldo Stachetti, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que ressaltou a importância de aprimorar os procedimentos de coleta de evidências em campo para projetos de agricultura regenerativa. “A metodologia tem como base o sistema de indicadores Ambitec-Agro, criado pela Embrapa, que agora sustenta o desenvolvimento do Agrodimensões”, explicou Stachetti.

O Ambitec-Agro é uma ferramenta amplamente utilizada pela Embrapa para avaliar os impactos socioambientais das inovações tecnológicas no campo. Seu uso institucional inclui a elaboração do Balanço Social da Embrapa, um relatório que quantifica os benefícios das tecnologias desenvolvidas pela empresa.

Adaptado pela BrasilGAP, o sistema serviu de alicerce para o Agrodimensões, que agora combina a flexibilidade do Ambitec-Agro com a capacidade analítica do APOIA-NovoRural, outra ferramenta da Embrapa voltada para a mitigação de impactos ambientais.

Durante a oficina, Stachetti detalhou a lógica por trás dos indicadores do Ambitec-Agro, mostrando como esses indicadores permitem uma análise criteriosa sobre as práticas de manejo adotadas nas propriedades rurais. O sistema oferece uma análise detalhada dos impactos gerados pela adoção de novas tecnologias e inovações no campo, especialmente em relação à sustentabilidade socioambiental.

Na propriedade onde o evento foi realizado, o proprietário relatou que as práticas modernas, como o plantio direto e a adoção de variedades transgênicas, transformaram a fazenda ao longo dos anos, consolidando parcerias com empresas de biotecnologia e universidades para o desenvolvimento de novas técnicas agronômicas.

A fazenda, que conta atualmente com 3.000 hectares dedicados ao cultivo de grãos, café de alta qualidade e pecuária, também mantém uma biofábrica de controle biológico. Este tipo de inovação foi um dos pontos-chave discutidos durante a oficina, onde os coeficientes dos indicadores foram analisados detalhadamente para avaliar os impactos das práticas sustentáveis adotadas.

Witzler explicou que o Agrodimensões permitiu uma leitura clara sobre os desafios enfrentados pelos produtores, como a necessidade de grandes investimentos em maquinário moderno e os efeitos da variabilidade climática.

A parceria entre a BrasilGAP e a Embrapa resultou em um avanço significativo no desenvolvimento de ferramentas que possibilitam a mensuração de sustentabilidade no agronegócio. A integração entre o Ambitec-Agro e o APOIA-NovoRural fortaleceu a metodologia do Agrodimensões, que, além de ser um referencial em boas práticas agropecuárias e certificações, proporciona uma abordagem de gestão ambiental robusta, capaz de atender às demandas dos mercados internacionais por sustentabilidade.

O Agrodimensões é um marco no setor, oferecendo uma solução abrangente que possibilita não apenas a certificação de propriedades, mas também a inserção dessas no mercado com um diferencial socioambiental significativo.

Essa inovação coloca o Brasil na vanguarda das práticas agrícolas sustentáveis, ao mesmo tempo em que responde às demandas globais por uma produção mais responsável e alinhada com os desafios ambientais do século XXI.

A metodologia Agrodimensões e sua base no Ambitec-Agro continuam a evoluir, com a expectativa de que se tornem cada vez mais presentes no cotidiano do agronegócio brasileiro. Seu potencial para mensurar e comunicar o impacto das atividades agrícolas de forma transparente e precisa abre novas oportunidades para que produtores rurais e grandes empresas adotem práticas regenerativas com responsabilidade e eficácia, garantindo, assim, um futuro mais sustentável para o setor.

Parceria BrasilGAP e Embrapa

O desenvolvimento do Agrodimensões foi possível graças à integração das tecnologias Ambitec-Agro e APOIA-NovoRural, ambas criadas pela Embrapa. A metodologia do Agrodimensões foi concebida para ser aplicada de forma sequencial, combinando a simplicidade e flexibilidade do Ambitec-Agro com o detalhamento quantitativo e o monitoramento analítico proporcionados pelo APOIA-NovoRural, que é voltado para a mitigação de impactos nos empreendimentos rurais.

Essa integração permitiu que a BrasilGAP agregasse sua experiência em boas práticas agropecuárias, rastreabilidade, consultoria e certificações ao escopo metodológico e funcional do Agrodimensões, fortalecendo a capacidade da ferramenta em promover sustentabilidade no agronegócio.

Sistema Ambitec-Agro

Desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente, o sistema Ambitec-Agro é uma ferramenta composta por planilhas eletrônicas que integram critérios e indicadores ambientais e sociais, utilizando uma abordagem multicritério. Ele vem sendo amplamente utilizado para avaliar a adoção de inovações tecnológicas agropecuárias e contribuir para o desenvolvimento rural sustentável.

O Ambitec-Agro se destaca por sua versatilidade, podendo ser adaptado a diferentes tecnologias e públicos, dependendo das necessidades de cada projeto. A ferramenta inclui mais de 140 indicadores que abrangem aspectos ambientais, sociais e econômicos, permitindo uma análise abrangente dos impactos gerados pelas inovações adotadas no campo.

Todos os anos, as unidades da Embrapa realizam a avaliação de impacto de suas tecnologias utilizando o sistema Ambitec-Agro. Essa avaliação permite medir o retorno das inovações para a sociedade, além de oferecer subsídios para a implementação de ações que mitiguem impactos negativos no meio ambiente e nas comunidades rurais.

A metodologia é fundamental para garantir que o desenvolvimento tecnológico ocorra de forma sustentável, beneficiando tanto os produtores quanto o meio ambiente.

 

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28/10/2024 0 Comentários
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Notícias

BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no PR

Por Redação 28/10/2024
Escrito por Redação

BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no PR

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 37,6 milhões para a Geo bio gas&carbon ampliar a produção de biometano e de biogás na unidade de Tamboara, no Paraná. Ao todo, o projeto tem valor de R$ 41 milhões.

O financiamento aprovado conta com R$ 33,6 milhões do Fundo Clima e R$ 3,9 milhões do Finem Padrão B (destinado à aquisição de máquinas e equipamentos importados novos, sem similar nacional). O objetivo é ampliar a capacidade de produção de biometano de 70 Nm³/h para até 1.500 Nm³/h. E de biogás, de 1.750 Nm³/h para até 3.500 Nm³/h.

Inaugurada em 2012, a unidade de Tamboara foi a primeira planta de produção comercial de biogás em larga escala no Brasil a processar resíduos da produção sucroenergética: torta de filtro, vinhaça e palha. A quase totalidade do biogás produzido era utilizada, historicamente, para a geração de energia elétrica.

Após a conclusão do projeto, o biogás deverá ser utilizado, em sua maior parte, para a produção de biometano. É quando o biogás passa por um processo de upgrade, que consiste na remoção de outros gases (principalmente CO2) de forma a aumentar a concentração do metano (CH4) na molécula, atingindo o padrão de biometano definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Um diferencial da unidade é a produção constante de biometano ao longo do ano, independente de safra e entressafra. A planta utiliza uma tecnologia de biodigestão anaeróbica capaz de processar torta de filtro e outros resíduos sólidos, possíveis de serem estocados sem perda de matéria orgânica, fornecendo gás de forma constante.

“O incentivo à produção de biometano é uma diretriz importante do governo do presidente Lula porque tem grande impacto ambiental. O projeto aprovado pelo BNDES, após concluído, deverá resultar na produção de até 9,4 milhões de Nm³ de biometano por ano, um combustível renovável, que pode substituir cerca de 8,5 milhões de litros de diesel ou aproximadamente 7,4 milhões de quilos de GLP, combustíveis de origem fóssil, evitando a emissão de quase 340 mil toneladas de CO2 equivalentes por ano”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, a nova política industrial do governo federal e o Novo Fundo Clima têm como objetivo apoiar e estimular projetos que contribuam para a descarbonização e para uma indústria mais verde.

“Por isso, o Banco apoia a implantação e a ampliação de empreendimentos, além da aquisição de máquinas e equipamentos mais eficientes, para que o país aumente a produtividade, utilizando fontes de energia limpa.”

Alessandro Gardemann, CEO da Geo, destacou o apoio do BNDES à Tamboara desde o seu início, em 2010, por meio de uma linha de financiamento à inovação, e os impactos desse novo empréstimo na trajetória da empresa.

“O apoio do BNDES foi determinante para essa usina ser implementada, assim como está sendo este novo financiamento, que permite à Geo dar um grande passo na ampliação de sua carteira de projetos para produção de biometano. E, principalmente, contribui na transição energética e na implementação das metas de descarbonização determinadas pela Lei do Combustível do Futuro. O aumento da oferta de biometano também vai permitir interiorizar a oferta de gás, de origem renovável, no país”, afirma.

Fornecedora de plataforma de tecnologia, a Geo concentra-se no desenvolvimento da produção de hidrocarbonetos verdes. A companhia desenvolveu um processo proprietário único e inovador para produção de biogás a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos e líquidos do agronegócio. Hoje, com quatro plantas operando nos estados do Paraná e São Paulo, a Geo já investiu mais de R$ 450 milhões na criação e instalação de projetos para produção de biogás.

A unidade de Tamboara (PR) produz biogás os 12 meses do ano. A partir dessa produção, que atinge cerca de 16 milhões de Nm3/ano, podem ser gerados aproximadamente 21.000 MWh/ano de energia elétrica, 53.000 toneladas de biofertilizantes sólidos e 1 milhão de m3 de biofertilizantes líquidos. O biogás e a energia elétrica são vendidos no mercado. Os biofertilizantes são doados como forma de contrapartida para a Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana Ltda (Coopcana), parceira da qual a Geo utiliza dejetos (vinhaça e torta de filtro) para a produção de biogás.

 

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Notícias

Moagem de cana cresce 2,75% e alcança 34 milhões de toneladas

Por Redação 25/10/2024
Escrito por Redação

Moagem de cana cresce 2,75% e alcança 34 milhões de toneladas

Na primeira quinzena de outubro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 33,83 milhões de toneladas ante a 32,93 milhões da safra 2023/2024 – aumento de 2,75%. No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de outubro, a moagem atingiu 538,85 milhões de toneladas, ante 526,43 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – crescimento de 2,36%.

Operaram na primeira quinzena de outubro 255 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 236 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 23/24, operaram 259 unidades produtoras.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Até o final da primeira quinzena de outubro, sete unidades encerraram a moagem. No acumulado, 12 unidades finalizaram as operações no ciclo 2024/2025. No mesmo período da safra anterior, quatro usinas haviam finalizado a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de outubro atingiu 160,30 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 149,84 kg por tonelada na safra 2023/2024 – variação positiva de 6,98%. No acumulado da safra, o indicador marca 142,23 kg de ATR por tonelada, índice levemente superior (1,03%) ao do último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de outubro foi de 2,44 milhões de toneladas. No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, a fabricação do adoçante totalizou 35,59 milhões de toneladas, contra 34,91 milhões de toneladas do ciclo anterior (+1,93%).

Na primeira quinzena de outubro apenas 47,28% da cana-de-açúcar foi destinada à fabricação de açúcar, uma queda em comparação aos 48,12% registrados no mesmo período do ano anterior.

A fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul, por sua vez, atingiu 2,01 bilhões de litros na primeira metade do mês, sendo 1,29 bilhão de litros de etanol hidratado (+21,95%) e 722,07 milhões de litros de etanol anidro (+3,56%). No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, a fabricação do biocombustível totalizou 27,21 bilhões de litros (+7,93%), sendo 17,39 bilhões de etanol hidratado (+16,81%) e 9,81 bilhões de anidro (-4,88%).

A produção quinzenal de etanol de milho representou 16,31% do biocombustível fabricado no Centro-Sul, atingindo 327,43 milhões de litros – aumento de 31,08%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 4,13 bilhões de litros – avanço de 27,35% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de outubro, as vendas de etanol totalizaram 1,46 bilhão de litros, o que representa uma variação positiva de 17,20% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 902,74 milhões de litros, o que representa um aumento de 14,10% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 532,29 milhões de litros, avanço de 28,77%.

No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 19,30 bilhões de litros, registrando crescimento de 16,29%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 12,51 bilhões de litros (+29,08%), enquanto o de anidro alcançou 6,79 bilhões de litros (- 1,66%).

Segundo o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, a despeito da expectativa de retração na moagem de cana-de-açúcar no ciclo 2024/2025, a oferta de etanol para o mercado interno deve ser compensada pelo crescimento da produção de etanol de milho, pelo menor mix de produção para açúcar no caso da cana, pela redução esperada nas exportações do biocombustível e pelo maior estoque de passagem no início desta safra. “Esse cenário garante conforto para o abastecimento até o final da entressafra e potencializa a descarbonização promovida pelo biocombustível no mercado nacional”, acrescentou o executivo.

Mercado de CBios

Dados da B3 até o dia 21 de outubro indicam a emissão de 33,76 milhões de créditos em 2024 pelos produtores de biocombustíveis. A quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 28,61 milhões de créditos de descarbonização.

“Somando os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2024, já temos cerca de 97% dos títulos necessários para o atendimento integral da quantidade exigida pelo Programa para o final deste ano”, destacou o diretor da UNICA.

 

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25/10/2024 0 Comentários
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PIB da agropecuária cresce 11,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE
MercadoNotícias

Colheita do trigo no Rio Grande do Sul registra expressivo avanço

Por Redação 25/10/2024
Escrito por Redação

Colheita do trigo no Rio Grande do Sul registra expressivo avanço

A colheita do trigo 2024 no Rio Grande do Sul alcançou 29% da área projetada, após avançar 26 pontos percentuais em sete dias, mostra o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar publicado nesta quinta-feira (24).

Na mesma época do ano passado, os trabalhos estavam em 43%; na média das últimas cinco temporadas, em 31%.

De acordo com o relatório, a colheita da cultura apresentou ritmo acelerado na última semana, especialmente na regiões central e noroeste do estado, sendo interrompida apenas em 15/10 devido à ocorrência de chuvas.

“A qualidade do produto colhido está inferior ao obtido antes do período chuvoso, assim como o peso hectolitro (PH) dos grãos”, explica a Emater/RS-Ascar, associando a redução na qualidade dos grãos à alta incidência de doenças, como brusone e giberela.

“Essas condições também favoreceram a germinação prematura dos grãos na espiga, comprometendo, ainda mais, a qualidade final do produto”, completa.

As lavouras remanescentes se encontram principalmente nas fases de maturação (48%), e enchimento de grãos (20%). A área cultivada, conforme dados da Emater/RS-Ascar, é de 1.312.488 hectares, e a produtividade prevista permanece em 3.100 kg/ha.

Fonte: Datagro

 

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MercadoNotícias

Estoque de financiamento do agro via Fiagros cresce 5,3% em 2024

Por Redação 25/10/2024
Escrito por Redação

Estoque de financiamento do agro via Fiagros cresce 5,3% em 2024

O estoque de recursos destinados ao agronegócio por meio dos Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) no final de agosto desse ano já era 5,3% superior ao registrado em dezembro de 2023, mostra a nova edição do Relatório de Análises de Mercado da ANBIMA Data. O montante somava R$ 40 bilhões em agosto, ante R$ 38 bilhões do encerramento de 2023.

“Apesar de ainda terem menor representatividade frente às formas de financiamento tradicionais, os Fiagros vêm ganhando espaço rapidamente desde que criados em 2021. A nova regulamentação e os incentivos fiscais, aliados à flexibilização que essas carteiras propõem, impulsionam seu potencial de expansão. Entre 2022 e os dados mais recentes, o patrimônio desses fundos cresceu quatro vezes”, afirma o diretor, Sérgio Cutolo.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

O ritmo de crescimento do estoque dos Fiagros de janeiro a agosto foi similar ao registrado para as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), de 6,1%. Esses papéis de emissão bancária são hoje o produto de financiamento às atividades no campo com o maior estoque (R$ 487 bilhões), seguido pelas CPRs (Cédulas de Produto Rural), com R$ 398 bilhões.

Entre todos os produtos de financiamento – além de Fiagros, LCAs, CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CDCAs (Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio) – as CPRs apresentaram o maior avanço percentual de crescimento no período de janeiro a agosto: 33,5%. Os CRAs aumentaram o estoque em 14,9% (para R$ 147 bilhões) e as CDCAs, em 25,8% (para R$ 39 bilhões).

Panorama da indústria

O crescimento dos Fiagros foi acelerado tanto em quantidade de fundos quanto em patrimônio. De agosto de 2023 até agosto de 2024, o número de Fiagros existentes teve alta de 58%, chegando a 116 fundos, enquanto o patrimônio líquido da indústria avançou 141%, alcançando R$ 41,7 bilhões.

O relatório ressalta que o ambiente de mercado para esses produtos tem hoje vários desafios, sendo os principais a elevada taxa de juros e os impactos de eventos climáticos extremos, que podem aumentar o risco de crédito. “A Selic alta aumenta os custos financeiros da produção, com efeitos negativos diretos sobre o fluxo de caixa dos produtores. Isso intensifica os riscos de inadimplência, principalmente em casos de quebra de safra”, observa Cutolo.

Não por acaso, o cenário adverso para o agronegócio diminuiu a diferença entre os dividendos pagos pelos Fiagros imobiliários e os fundos imobiliários tradicionais. Em 2023, essa distância era de 2,2% (com os Fiagros à frente), percentual que neste ano recuou para 0,8%.

 

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EmpresasNotícias

Startup cria soluções em sensoriamento para atender demandas do campo

Por Redação 25/10/2024
Escrito por Redação

Startup cria soluções em sensoriamento para atender demandas do campo

Presente no Cerrado brasileiro, a Calliandra spp. é um arbusto robusto que nas épocas mais árduas do ano floresce e se destaca na vegetação seca. Foi justamente inspirado na resiliência da planta, que dois amigos se uniram no Oeste da Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, e fundaram a Kalliandra em 2017, uma startup que surgiu com o propósito de desenvolver soluções em sensoriamento, com foco em atender os desafios do produtor rural brasileiro.

A solução consiste em sistema de monitoramento que funciona independente da rede elétrica de maneira totalmente autônoma, e é capaz de resistir às mais diversas intempéries climáticas e de operações agrícolas. Para isso, a Kalliandra utiliza uma rede MESH proprietária, onde permite que todos os equipamentos trabalhem como sensores e também como repetidores de sinal, dessa forma possibilita uma cobertura completa de toda a propriedade com menos infraestrutura e em tempo real, sem atraso e com confiabilidade.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Entre suas soluções, além da plataforma tecnológica com software próprio, também oferece um portfólio de sensores para monitoramento. O carro chefe é o pluviômetro digital, um importante instrumento utilizado para coletar e medir as chuvas, e que hoje, representa cerca de 70% dos negócios da empresa no campo.

Somada a isso, dispõe de estação meteorológica, monitor de pivô central, de nível, de hidrômetro, umidade de solo, de poço artesiano entre outras soluções.

“Quando estruturamos a empresa focamos a princípio na irrigação, porém com o tempo também surgiu o interesse de produtores de sequeiro e fizemos o pluviômetro digital pensando nessa demanda o qual tem uma procura muito grande”, destacou Gabriel Xavier Ferreira, CEO e um dos fundadores da Kalliandra.

A agtech também quebrou paradigmas com seu modelo de negócio, pois os equipamentos não são vendidos, e sim cedidos aos produtores na forma de comodato. “Instalamos as soluções na fazenda e os mesmos ficam por lá o ano inteiro. Geralmente antes do período das águas nossa equipe vai até o local, faz a manutenção dos equipamentos para certificar a eficiência e seu funcionamento”, detalhou Ferreira.

Avanço no mercado

Atualmente a startup ultrapassou as barreiras de Luís Eduardo Magalhães, e já tem em sua base mais de 250 mil hectares monitorados. Conta com mais de 700 equipamentos próprios instalados no campo, distribuídos nos estados do Maranhão, Piauí, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. A projeção para este ano é atingir 1.200 equipamentos instalados. “Somos uma empresa bem verticalizada e focamos sempre reduzir o custo para tornar as tecnologias cada vez mais acessíveis a toda classe produtora”, confidenciou o CEO.

A Kalliandra avança no campo oferecendo uma solução de baixo investimento inicial, atualizações constantes de software e hardware sem custos adicionais, além de manutenções preventivas e corretivas também sem custos. Desta forma, nos últimos anos tem crescido a média de 70% com capital próprio, tornando-se uma empresa com grande potencial no mercado. “Em nosso atual modelo de negócios conseguimos ter um avanço orgânico e saudável. O nosso objetivo é ser referência nesse segmento”, reforçou Ferreira.

Trajetória de sucesso

Com sete anos no mercado, a trajetória de Kalliandra começou a ser traçada bem antes disso, em Viçosa/MG, a mais de 1.000 Km de Luís Eduardo do Magalhães. Tudo começou quando Ferreira, então estudante de agronomia, ingressou na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Lá, conheceu e foi colega de república de Waldir Denver Muniz Meireles Filho, que cursava ciência da computação e que anos mais tarde se tornaria seu sócio.

Os dois construíram uma boa amizade e sempre conversavam sobre ideias, tecnologias, projetos, mas cada um sempre focado em sua área. Ainda durante a faculdade Meireles Filho, atualmente CTO da Kalliandra, participou de alguns projetos de iniciação científica e um deles foi voltado para a parte agrícola na área de monitoramento de equipamentos utilizando uma rede de sensores sem fio de baixo consumo de energia. Estes possibilitam coletar dados em uma área grande sem a necessidade de muita infraestrutura. “Na época conversei sobre a ideia com o Gabriel e ele enxergou a possibilidade de empregar essa tecnologia no agro, algo que até então existia”, lembrou Meireles Filho.

O tempo passou, ambos se formaram e cada um seguiu o seu caminho. Enquanto o cientista da computação foi para Belo Horizonte em busca de oportunidades na capital mineira, o agrônomo retornou para o Oeste da Bahia onde foi trabalhar com consultoria de manejo de irrigação. Anos mais tarde, Ferreira iniciou um MBA na área agrícola e a apresentação do seu trabalho de conclusão de curso foi inspirada naquela ideia que lá de trás teve com o seu colega de república. “Os professores elogiaram o projeto, pois era uma oportunidade de negócio interessante com muita demanda e aquilo ficou na minha cabeça”, lembrou.

E a ideia persistiu em seu pensamento por um bom tempo até que o agrônomo se preparou e resolveu dar um novo rumo a sua carreira. Foi quando convidou o ex-colega de república a conhecer sua cidade e apresentou o projeto de abrir uma startup. “Foi uma surpresa a ligação e o convite para ir até Luís Eduardo Magalhães. Eu já tinha vontade de empreender e resolvi apostar no projeto. Sabíamos que tínhamos uma boa ideia, o desafio era aprimorar e adaptar à realidade do agro. Visitei a cidade e pouco tempo depois me mudei de vez para lá”, lembrou Meireles Filho.

Com investimento próprio, um sonho e muita determinação, os empreendedores seguiram de 2017 até 2019 focados 100% no desenvolvimento da tecnologia, testes e prospecção de clientes. A grande virada na vida de ambos aconteceu em 2020, quando conheceram a Cyklo Agritech, uma aceleradora de startups, 100% dedicada ao agronegócio. Fizeram a inscrição, foram selecionados e durante quase um ano passaram a fazer parte do ecossistema de inovação.

Segundo o cientista da computação, durante o período de incubação os mentores da Cyklo auxiliaram em diversas modificações do sistema e adaptações às oportunidades. “Para a gente 2020 foi um ano de ajustes. Dividimos as tarefas, meu sócio ficou responsável pela parte comercial e prospecção de clientes e eu fiquei focado na parte de desenvolvimento do software, hardware e eletrônicos. Após estes ajustes, conseguimos fechar um grande cliente, uma fazenda renomada da região e a partir dali criamos muitas soluções, que nos serviram de laboratório na prática e aí a empresa decolou”, lembrou o CTO.

Ferreira também relembra e reforça a importância da aceleradora na trajetória da Kalliandra. “Foi uma escola, eu já tinha alguma noção sobre atuação de empresas, mas startup é um outro universo. Tivemos lá toda a base necessária para o desenvolvimento do nosso plano de negócio, desde melhorias internas até a abordagem com os clientes. Eles nos ajudaram até a apresentar melhor as nossas soluções precificando corretamente. Somos gratos e sempre reforçamos a importância de profissionais especializados”, finalizou o CEO.

 

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EmpresasNotícias

Mecânicos de Vacaria (RS) e Patos de Minas (MG) vencem 2º Master Mechanic

Por Redação 25/10/2024
Escrito por Redação

Massey Ferguson divulga vencedores do 2º Master Mechanic

A dupla formada por Anderson Rodrigues, da concessionária Sotrima, em Vacaria (RS), e Darlon Mota, da concessionária Redemaq, em Patos de Minas (MG), é a campeã da segunda temporada do Master Mechanic, reality show da Massey Ferguson que reúne os melhores mecânicos agrícolas do Brasil.

Com foco em máquinas de alta tecnologia, o programa, exibido no canal da marca no YouTube, destacou a capacidade dos profissionais em interpretar e entender a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas. Além do troféu exclusivo, cada integrante da dupla vencedora recebeu um prêmio de R$ 20 mil e uma viagem com acompanhante para Buenos Aires, incluindo uma visita à fábrica da Massey Ferguson, em General Rodriguez.

Para Anderson, participar da disputa foi uma oportunidade de mostrar a importância do trabalho dos mecânicos agrícolas. “A competição foi intensa e dei o meu melhor para conquistar o prêmio. Essa experiência só reforça a importância de estarmos sempre atualizados com as novas tecnologias”, declarou.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Darlon destacou o espírito de equipe e a preparação técnica. “Esse prêmio é resultado de muito estudo e parceria. Acredito que o Master Mechanic abriu portas para que mais mecânicos possam se inspirar e buscar qualificação para interpretar e aplicar a tecnologia no campo”.

A dupla campeã enfrentou provas que testaram suas habilidades na configuração do conjunto formado pelo trator MF 8S e pela plantadeira Momentum. Os jurados avaliaram a capacidade técnica dos mecânicos em ajustar e calibrar o conjunto para assegurar precisão nas atividades.

“A adequação entre o trator e o implemento é essencial para garantir que os equipamentos trabalhem em harmonia, entregando a produtividade esperada pelo agricultor”, explicou Bruno Pianca, gerente de serviços da Massey Ferguson.

Segundo José Fernando Schlosser, um dos jurados e professor da Universidade Federal de Santa Maria, o nível técnico desta temporada superou expectativas. “Os participantes lidaram com máquinas que exigem uma compreensão profunda da tecnologia embarcada. As provas foram rigorosas, mas os mecânicos mostraram que estavam preparados para superá-las com excelência “, comentou.

O programa contou com a participação de seis mecânicos, selecionados entre os profissionais das concessionárias da marca, vindos do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, divididos em duplas por sorteio. Os mecânicos Antônio Carlos Rocha e Patrick Steffanello conquistaram o segundo lugar e Emerson Gonçalves e Higor de Freitas Larson ficaram na terceira posição.

Todos os episódios da segunda temporada podem ser assistidos no canal da Massey Ferguson Brasil no YouTube.

 

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