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Notícias

Fávaro destaca protagonismo das mulheres no sucesso do agro brasileiro

Por Redação 24/10/2024
Escrito por Redação

Fávaro destaca protagonismo das mulheres no sucesso do agro brasileiro

Nesta quarta-feira (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da 9ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA), realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Durante o evento, que ocorreu nos dias 23 e 24 de outubro, Fávaro abordou o papel do Brasil no mercado agropecuário global e ressaltou a importância crescente das mulheres no setor.

Durante o discurso, Fávaro destacou que, ao longo dos últimos 50 anos, o Brasil consolidou sua vocação como produtor de alimentos de qualidade, com práticas agrícolas modernas e sustentáveis, o que tornou o agronegócio a mola propulsora da economia nacional. Ele enfatizou que esse avanço teve início com a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que hoje é presidida por Silvia Massruha, a primeira mulher a ocupar o cargo.

“A agropecuária brasileira vem se fortalecendo cada vez mais por meio da adoção de boas práticas, e a presença feminina tem sido fundamental nesse processo. As mulheres estão transformando o campo e, no setor público, não é diferente. Pela primeira vez, a Embrapa é liderada por uma mulher, e, em sua diretoria, composta por cinco membros, três são mulheres. Essa representatividade impulsiona o papel feminino na agropecuária e garante a continuidade de uma produção agrícola cada vez mais sustentável”, afirmou Fávaro.

O ministro também mencionou o recente descerramento da pedra fundamental da nova Unidade Mista de Pesquisa e Inovação da Embrapa, que será instalada em Nossa Senhora do Livramento (MT), na Baixada Cuiabana. A unidade terá foco na agricultura familiar e em cadeias produtivas como fruticultura, olericultura, mandiocultura, piscicultura, além de sistemas agroflorestais (SAF) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

“Conto essa história para deixar uma mensagem especial: se você quer sucesso em empreendimentos como uma propriedade agrícola, uma distribuidora de frutas ou uma empresa de fruticultura, a presença feminina é essencial. O ponto de vista das mulheres faz toda a diferença”, acrescentou o ministro.

Fávaro também abordou temas como clima e sanidade, destacando que o clima é um dos grandes ativos do Brasil para impulsionar sua produção. Ele reafirmou o compromisso dos produtores brasileiros com a sustentabilidade ambiental. “O Brasil continuará a intensificar sua produção, mas sempre com responsabilidade ambiental. É essa postura que nos permite acessar mercados mais exigentes e garantir a continuidade da nossa produção”, destacou.

Além disso, o ministro ressaltou a importância do sistema de defesa agropecuária do Brasil. “Nosso sistema é altamente eficiente, garantindo qualidade e competitividade. Um exemplo é a gripe aviária, que circula no mundo há 15 anos, mas o Brasil continua sendo um dos dois únicos países livres da doença em plantéis comerciais. Isso é fruto da competência dos nossos produtores e da atuação do sistema público. O resultado? Quase 40% do frango consumido no mundo é produzido aqui, gerando empregos e oportunidades”, explicou.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

O ministro destacou o momento q favorável para as relações diplomáticas do Brasil no setor agropecuário. “Lançamos o Programa Nacional de Recuperação de Pastagens Degradadas, que abrange 40 milhões de hectares aptos para recuperação. Isso nos permitirá dobrar a produção sem derrubar uma única árvore”, afirmou.

Por fim, o ministro celebrou as oportunidades que essas iniciativas criam para o agronegócio brasileiro. “Nos últimos 20 meses, abrimos 265 novos mercados para os produtos agropecuários, abrangendo 61 países, com recordes inéditos, como a exportação de carne para o México e de algodão para o Egito. E em breve teremos novos anúncios”, concluiu Fávaro.

 

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Notícias

Produtividade na cana segue abaixo da média da safra passada, diz CTC

Por Redação 24/10/2024
Escrito por Redação

Produtividade na cana segue abaixo da média da safra passada, diz CTC

A região Centro-Sul do Brasil enfrentou um severo déficit hídrico entre outubro de 2023 e setembro de 2024, prejudicando o desenvolvimento dos canaviais colhidos na atual safra. Esse cenário refletiu diretamente na produtividade agrícola de setembro, que ficou abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior (69,7 t/ha contra 83,4 t/ha), conforme o Programa de Benchmarking do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira).

Apesar dessa queda pontual, o acumulado da safra até setembro de 2024 atingiu 83,2 toneladas por hectare, mantendo-se acima da média das últimas dez safras, que é de 79,7 t/ha, segundo o CTC.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

A qualidade da matéria-prima (ATR) em setembro foi superior à observada na safra passada, como consequência da falta de chuvas . No acumulado desta safra, o ATR apresenta um valor de 136,71 kg de ATR/t de cana, enquanto na safra passada foi de 136,1 kg/t.

O CTC – Centro de Tecnologia Canavieira é uma empresa de biotecnologia e inovação, líder global em ciência da cana-de-açúcar.

 

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CNMA amplia debate sobre os novos desafios globais das mulheres do agro

Por Redação 23/10/2024
Escrito por Redação

CNMA amplia debate sobre os novos desafios globais das mulheres do agro

Com o tema “Mulher Agro Brasileira: Voz para o Mundo”, teve início, nesta quarta (23/10), a 9ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agro – CNMA, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

A mesa-redonda de abertura “Mulher Agro Brasileira: voz para o mundo” contou com a moderação do embaixador Especial da FAO para as Cooperativas, Roberto Rodrigues, e contribuições da diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza; da chefe da Coordenação-Geral de Gestão dos Adidos Agrícolas, Carolina Aquino de Sá; da presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos; da diretora Sênior de Assuntos Corporativos e Governamentais na Mondelēz Brasil, Maria Claudia Souza; do presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa; e da presidente da Embrapa, Silvia Masshurá.

Roberto Rodrigues fez uma análise do cenário global atual, destacando a crescente desordem parlamentar e a perda de protagonismo das grandes organizações multilaterais, como Organização das Nações Unidas (ONU), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, a falta de liderança dessas instituições cria um ambiente de incerteza, com países agindo individualmente, o que agrava a erosão da democracia e coloca em risco a paz mundial.

Rodrigues apontou, ainda, que essa conjuntura é marcada pelo que chamou de ‘quatro modernos cavaleiros do apocalipse’: insegurança ambiental, transição energética, mudanças climáticas e desigualdade social. Para ele, todos esses desafios afetam a população global e exigem uma solução urgente.

Nesse contexto, o Brasil tem um papel importante a desempenhar. O embaixador ressaltou o potencial do País em liderar uma nova era de desenvolvimento sustentável, com foco na região tropical, abrangendo América Latina e África. Ele destacou que a experiência brasileira em áreas como agricultura tropical pode ser replicada globalmente, dando ao País um papel de destaque na busca por estabilidade e paz universal.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, refletiu sobre seus 35 anos de trabalho dedicados à pesquisa e gestão, enfatizando a importância da ciência para o desenvolvimento da agricultura no Brasil. Silvia abordou ainda a trajetória da Embrapa, desde sua criação, há 51 anos, e o papel fundamental da pesquisa científica para garantir a segurança alimentar e apoiar o crescimento sustentável da agricultura brasileira.

“Embora o foco inicial fosse garantir a segurança alimentar no País, a Embrapa evoluiu para se tornar uma referência mundial em tecnologias sustentáveis. Nosso atual desafio é avançar para uma ‘agricultura multifuncional’, na qual as lições aprendidas possam ser aplicadas para melhorar e inovar ainda mais”, disse a presidente.

Em sua apresentação, Silvia também destacou a importância da comunicação e da transparência sobre as práticas sustentáveis da agricultura brasileira, especialmente em resposta às críticas internacionais sobre o impacto ambiental. “A Embrapa tem grande foco em desenvolver tecnologias de baixo carbono, como a soja de baixo carbono, e práticas agrícolas resilientes que podem ser referência para a agricultura tropical”.

Silvia concluiu destacando o avanço da participação feminina na Embrapa. Ela mencionou que as mulheres em posições de gestão passaram de 10% para 40% nos últimos 15 anos, e na pesquisa também representam 40%, acima da média global de 30%.

“Entre as ações voltadas às mulheres empreendedoras do agro, estamos investindo no ‘Observatório das Mulheres Rurais’, um projeto que visa apoiar políticas públicas e divulgar tecnologias agrícolas, além de iniciativas como a ‘Rede Embrapa Mulheres Rurais’ para promover o empreendedorismo feminino no campo”, destacou.

Participação das mulheres no comércio internacional

A diretora da Apex Brasil, Ana Repezza trouxe à tona a importância de aumentar a participação das mulheres no comércio internacional, destacando o papel fundamental da ciência e da promoção para o avanço do País. Ela ressaltou a necessidade de expor o que o Brasil é capaz de realizar e, mais especificamente, de incentivar as mulheres a se engajarem no mercado externo.

Ana destacou o programa “Mulheres e Negócios Internacionais”, iniciativa que visa capacitar e apoiar mulheres empreendedoras que desejam exportar ou ampliar seus mercados. Lançado em março de 2023, o programa já rendeu frutos e, recentemente, foi premiado pelo International Trade Center (ITC) – órgão vinculado à ONU e à OMC – pela sua abordagem de comércio inclusivo.

A iniciativa busca corrigir a disparidade de gênero no setor exportador, no qual apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras são lideradas por mulheres. No agronegócio, o número sobe para 16%, mas ainda está longe de ser ideal.

Para enfrentar esse desafio, a Apex Brasil adotou algumas medidas. Internamente, implementou uma política de equidade de gênero, garantindo que 50% dos cargos de liderança sejam ocupados por mulheres. Externamente, o programa “Elas Exportam”, parte do Mulheres e Negócios Internacionais, oferece mentoria para mulheres que estão começando a exportar ou que buscam aprimorar suas competências, tanto técnicas quanto socioemocionais.

A chefe da Coordenação-Geral de Gestão dos Adidos Agrícolas, Carolina Aquino de Sá, apontou o papel estratégico das representações internacionais para o agronegócio brasileiro e enfatizou a liderança feminina nesse projeto tão importante para o Brasil. “As adidâncias agrícolas são fundamentais para a defesa dos interesses brasileiros no exterior. Os adidos agrícolas passam por rigorosos processos seletivos, sendo servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária com experiência no setor, fluência em idiomas e conhecimento técnico especializado”, detalhou.

Atualmente, o Brasil conta com 29 adidos posicionados em 27 países, atuando tanto em negociações bilaterais, especialmente no âmbito fitossanitário, quanto em fóruns multilaterais como a OMC, FAO e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Pela primeira vez, 45% dessas posições são ocupadas por mulheres, o que representa um marco importante na igualdade de gênero no setor.

Essas adidâncias não se limitam à diplomacia comercial, mas desempenham também um papel político de destaque na representação do agronegócio brasileiro no exterior. “Recentemente, oito adidas brasileiras foram reconhecidas pela Forbes como algumas das mulheres que estão levando o agro brasileiro ao mundo, ecoando a potência do setor globalmente”, frisou Carolina.

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, aproveitou o espaço para falar da importância das mulheres em sua família e o espaço que já havia sido aberto por sua avó, mãe e tia, permitindo que ela, sua irmã e cunhada pudessem hoje estar à frente dos negócios. Ela comentou sobre o desafio contínuo para ocupar cargos de liderança no setor, sendo parte de uma diretoria na qual metade dos integrantes são mulheres.

Em relação às dificuldades enfrentadas na produção de soja no Brasil, Caroline mencionou questões como o clima, instabilidades jurídicas e políticas que impactam o setor, ressaltando a importância de dar voz ao produtor e de comunicar a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, que respeita o Código Florestal.

“Em recente viagem à China, me impressionei com o tamanho da população e da demanda por alimentos. Nesse cenário, o Brasil tem uma responsabilidade muito grande como fornecedor de alimentos, não apenas para o gigante asiático, mas para o mundo”, observou Caroline Barcellos.

Importância da indústria de alimentos

Destacando a importância do setor agrícola e a resiliência dos produtores e produtoras frente aos desafios e adversidades para continuar alimentando o mundo, a diretora Sênior de Assuntos Corporativos e Governamentais na Mondelēz Brasil, Maria Claudia Souza salientou que a luta agora é combater a desinformação e as fake news, que têm sido uma grande ameaça tanto para o agronegócio, quanto para a indústria de transformação de alimentos. “Apesar dos esforços para garantir a segurança alimentar e a disponibilidade de alimentos de qualidade, o setor enfrenta constantes acusações e desinformações”.

Maria também destacou que o setor industrial depende diretamente da produção agrícola para transformar os alimentos que chegam às mesas. Ela alertou para a ameaça da fome, que pode agravar conflitos globais e fez uma homenagem às mulheres, ressaltando o seu papel fundamental na alimentação da humanidade, desde o cuidado materno até a produção agrícola.

Encerrando o painel, o presidente da Cargill no Brasil, Paulo Sousa destacou a importância da indústria de alimentos como o maior comprador do agronegócio brasileiro, responsável pela aquisição de cerca de 70% do que o setor produz. Ele reforçou que, apesar da relevância do agronegócio, é a indústria de alimentos que desempenha um papel central na economia do País.

“Muitos dos produtos consumidos pela plateia, como óleo de cozinha e produtos à base de tomate e chocolate, estão relacionados à Cargill, que atua fortemente na comercialização e na fabricação de alimentos. Presente no Brasil há quase 60 anos, a Cargill está em 60 países e é atualmente a nona maior empresa do País em termos de faturamento”, comentou Sousa. “Nesse cenário, a empresa tem grande responsabilidade em relação aos desafios globais, mencionados por Roberto Rodrigues, e como o Brasil está preparado para suprir a crescente demanda mundial por alimentos, principalmente em regiões como o Sudeste Asiático”, complementou.

Paulo Sousa destacou o grande potencial da agricultura brasileira, ressaltando a importância das mulheres no setor. “Estamos em amplo crescimento da participação feminina na empresa e o sucesso da Cargill se deve, em parte, à cultura de valorização do talento individual, independentemente de gênero”.

Para a gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do Transamerica Expo Center e organizadora do CNMA, Renata Camargo, o evento se tornou um importante encontro para o setor, pois destaca o papel fundamental das mulheres no agronegócio. “Juntas, estamos moldando o futuro e mostrando a força e a resiliência femininas. Há nove anos celebramos as nossas conquistas, aprendendo umas com as outras e fortalecendo nossa rede de apoio”.

“O Brasil é hoje uma referência global em diversos setores, com destaque para o agronegócio. Para manter essa posição, é fundamental dialogar com o mundo. E é aqui que as mulheres do agronegócio desempenham um papel único. Sua empatia e capacidade de conexão são a base para alcançar nossos objetivos, pois elas sabem que o caminho para o cérebro passa pelo coração”, afirma o professor, sócio-diretor da Biomarketing e curador de conteúdo do CNMA, José Luiz Tejon.

 

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NotíciasTecnologia

New Holland ganha prêmio da EIMA por sistema de orientação para tratores

Por Redação 23/10/2024
Escrito por Redação

New Holland ganha prêmio da EIMA por sistema de orientação para tratores

O sistema de orientação avançado desenvolvido para o trator europeu estreito New Holland T4 FNV ganhou o prêmio de Inovação Técnica que antecede a Exposição Internacional de Máquinas Agrícolas (EIMA). O evento ocorrerá em novembro na Itália. Junto com esse novo sistema, a New Holland também recebeu menções honrosas com o Seed Terminator, desenvolvido para a linha de colheitadeiras europeias CR, e com o sistema CropSpeed, ​​que está presente nas linhas de forrageiras europeias FR.

Desenvolvido para ajudar a resolver a limitação da mão de obra enfrentada por muitos produtores de culturas especiais e aliviar as cargas de trabalho desses produtores e de suas equipes, o Advanced Vision Assisted Guidance é baseado em LIDAR e gerencia os movimentos de direção nas linhas e nas extremidades das linhas, além do controle do implemento traseiro. Como resultado, ele é eficaz em situações em que os sistemas baseados em GPS não são a solução mais adequada.

Os benefícios incluem maior segurança e conforto devido à redução da fadiga do operador, permitindo que mais atenção seja dada à operação da máquina. A tecnologia tem o potencial de ajudar a reter operadores experientes, aliviando-os de tarefas repetitivas e árduas, ao mesmo tempo em que fornece suporte significativo aos menos qualificados. Maior precisão também significa menor risco ambiental e melhor desempenho devido ao uso otimizado de fertilizantes e produtos de proteção de culturas com base nas condições reais do pomar ou do campo de vinhedos.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

O sistema é baseado puramente na tecnologia de sensor LIDAR, usando algoritmos simultâneos de localização e mapeamento. Sem nenhum elemento GPS, não há risco de erros e incidentes resultantes de qualquer perda de sinal do satélite causada por fatores como cobertura de copa, rede, estufas próximas ou declives de vale.

Ele também é capaz de reconhecer extremidades de fileiras e incorpora um planejador de caminho para executar curvas de cabeceira, com diferentes formatos de caminho disponíveis. Contar com um mecanismo de verificação de colisão significa que se a cabeceira não tiver as características necessárias, o sistema avisará o operador, evitando possíveis colisões com árvores/plantas ou outros objetos.

O Advanced Vision Assisted Guidance integra o uso de controle de implementos baseado em percepção, permitindo a automação de várias tarefas para diferentes implementos. Com um pulverizador rebocado conectado via ISOBUS, por exemplo, ele pode ser usado para automatizar o controle de seção esquerda e direita nas extremidades das fileiras, ou contabilizar qualquer árvore/planta faltante na fileira.

“Estamos honrados em receber este prêmio de Inovação Técnica da EIMA por um desenvolvimento que representa um passo claro em direção à automação adicional de tratores e implementos integrados para dar suporte aos nossos agricultores. Ele ressalta nosso compromisso em investir e avançar na tecnologia de automação, e nossos esforços contínuos em pesquisa e desenvolvimento, visando dar suporte ao trabalho diário dos agricultores. Esses prêmios não apenas validam nossa dedicação, mas também nos motivam a continuar expandindo os limites da inovação para melhor servir à agricultura”, disse Carlo Lambro, presidente mundial da New Holland.

CR Seed Terminator e FR CropSpeed

Os sistemas CropSpeed e Seed Terminator também receberam menções honrosas. Novidade para as forrageiras europeias FR Forage Cruisers ano/modelo 2025, o sistema CropSpeed ​​foi projetado para permitir que os operadores explorem todo o potencial de suas máquinas, sabendo que o risco de “embuchamento” é significativamente reduzido. Ele usa um sensor de radar que monitora a velocidade do fluxo da colheita. Caso esse fluxo comece a diminuir significativamente, um aviso é emitido para reduzir a velocidade de avanço da máquina e o risco de bloqueio minimizado. Caso a velocidade do fluxo caia ainda mais, a operação do rolo de alimentação cessará imediatamente para minimizar o impacto na colheita.

Desenvolvido pela empresa australiana de mesmo nome, o sistema Seed Terminator integrado das colheitadeiras CR8.90 e CR9.90, usa moinhos de martelos multiestágios em um alojamento, para exterminar sementes de ervas daninhas vindas do sistema de limpeza e eliminar sua capacidade de germinar no solo.

Graças a esse novo recurso, os agricultores têm uma nova oportunidade de eliminar sementes de ervas daninhas durante o processo de colheita, reduzindo o uso de herbicida e melhorando a capacidade de lutar contra sementes de ervas daninhas resistentes. Uma característica fundamental da tecnologia, que a diferencia de qualquer outra disponível, é sua “agressividade”, que é ajustável da cabine ao nível adequado de infestação de ervas daninhas do campo.

 

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Notícias

BNDES disponibiliza mais R$ 2,2 bilhões para o Plano Safra 2024/25

Por Redação 23/10/2024
Escrito por Redação

BNDES disponibiliza mais R$ 2,2 bilhões para o Plano Safra 2024/25

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza nesta terça-feira, 22, mais R$ 2,2 bilhões para operações de crédito no âmbito de programas do Plano Safra 2024-2025. Com a medida, o total de recursos ainda disponível nos diferentes Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo Banco é de R$ 11,2 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2025.

Os recursos poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diversas finalidades, incluindo ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

“O BNDES é um dos principais apoiadores do setor agropecuário brasileiro, financiando os investimentos tanto do agro empresarial quanto dos pequenos agricultores. Seguindo estratégia do governo federal, aumentamos em 73% o orçamento para esta safra, chegando ao maior orçamento já oferecido pelo Banco”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

No total, o BNDES está disponibilizando R$ 66,5 bilhões no Plano Safra 2024/2025 (foram R$ 38,4 bilhões na última safra), sendo que R$ 14,8 bilhões estão destinados a pequenos produtores da agricultura familiar, o que representa aumento de 28% em relação ao último ano-safra.

Neste Plano Safra 2024-2025, o Banco já aprovou R$ 17,1 bilhões e atendeu a solicitações de mais de 81 mil operações, por meio de operações indiretas, realizadas pela rede de agentes financeiros credenciados.

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“O BNDES é um grande parceiro da agropecuária brasileira, atento às necessidades do setor e sempre buscando soluções para oferecer crédito para quem precisa investir, com linhas inovadoras, atendendo aos produtores e cooperativas, fomentando o desenvolvimento social”, afirma o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Além dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), o BNDES também oferece soluções próprias para garantir a oferta de crédito ao setor agropecuário durante todo o ano, como o BNDES Crédito Rural. Na atual safra, o produto já soma R$ 1,9 bilhão em operações aprovadas.

 

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CNMA: evento voltado às mulheres do agro começa amanhã em São Paulo

Por Redação 22/10/2024
Escrito por Redação

CNMA: evento voltado às mulheres do agro começa amanhã em São Paulo

“Mulher Agro Brasileira: Voz Para o Mundo”. Esse é o tema da 9ª edição do CNMA – Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que tem como objetivo se posicionar como um mensageiro, utilizando a força feminina para expandir a visão mundial sobre o agro brasileiro e ajudar a criar uma percepção internacional justa do setor. Reconhecido como o maior evento global dedicado às mulheres do agro, este ano será realizado nos dias 23 e 24 de outubro, no Transamerica Expo Center, na capital paulista.

A temática foi pensada a partir da pesquisa “Percepção do Agronegócio Brasileiro na Europa” realizada em 2023 no Reino Unido, Alemanha, França e República Tcheca, e apresentada durante a 8ª edição do CNMA. O levantamento trouxe dados que expõem a necessidade do agronegócio se unir e comunicar de forma mais assertiva o trabalho realizado pelo setor no País.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Segundo o curador de conteúdo do CNMA, José Luiz Tejon, foi notória a percepção de que ‘somos um gigante desconhecido’ e, diante disso, há uma significativa necessidade de mostrar que o Brasil realiza as melhores práticas de agricultura regenerativa. “Utilizamos técnicas como plantio direto, modelos agrossilvipastoris, utilização de bioinsumos e devolvemos para o mundo segurança alimentar, energética e ambiental”.

Assim, em 2024, o objetivo do CNMA é ser palco da grande virada da percepção do agro brasileiro e para isso traz para os seus painéis players do setor para promover debates e promover novos insights.

“Estamos muito orgulhosos de ver como o CNMA tem acompanhado a evolução das mulheres no agronegócio, destacando suas contribuições e inovações ao longo dos anos. Nesta 9ª edição, nosso objetivo é ser um palco para amplificar suas vozes, mostrando ao mundo a força e a resiliência do agro brasileiro. Queremos que este evento seja um marco na promoção de uma percepção justa e positiva do nosso setor, evidenciando as práticas sustentáveis e a excelência que nossas mulheres trazem para o agronegócio”, salienta a gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do CNMA, Renata Camargo.

Programação

Durante toda a programação, os principais debates do evento serão realizados na Arena Master, por meio de mesas-redondas com importantes nomes do setor. A novidade deste ano é que ela será dividida para formar outros três espaços, formando as Arenas do Conhecimento, separadas entre Arena #OAGROÉDELAS, Arena #MINHAVOZNOAGRO e Arena #OAGRONÃOPARA, dedicadas aos patrocinadores e convidados especiais, permitindo às congressistas acompanharem diferentes experiências, talks shows e cases de sucesso.

Com o intuito de promover conversas mais técnicas e direcionadas, o CNMA traz ainda o HUB Técnico, com temas como o mercado de carbono, o uso de robôs e inteligência artificial, gestão digital e sucessão, bem-estar animal e tecnologia de drones, além de informações sobre o projeto “De olho no material escolar”.

Casa Mulher do Agro

Uma das novidades deste ano é a atração inédita Casa Mulher do Agro. Uma casa conceito com o objetivo de proporcionar um refúgio dentro do Congresso para a troca de conhecimento e experiências, porém trazendo mais proximidade e temas fora do agro, mas igualmente importantes para as mulheres, como saúde, bem-estar e autoestima. Com programação própria, a Casa terá talks e experiências de 30 minutos e limite de 50 pessoas por sessão.

Mantendo a sua tradição, serão conhecidas durante o CNMA as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro da Bayer, no primeiro dia de evento, às 13h40, na Arena Master. Com o objetivo de dar espaço e valorizar o trabalho das mulheres que fazem a diferença no setor, a premiação se destina a produtoras que estão à frente da gestão de pequenas, médias ou grandes propriedades agrícolas, e a pesquisadoras do agronegócio. Na categoria Ciência e Pesquisa, pesquisadoras atuantes em instituições com projetos ligados a ESG no agronegócio também serão premiadas.

Prato Brasil – Do Campo à Mesa

A grande final do reality show gastronômico “Prato Brasil – Do Campo à Mesa”, criado em parceria com a NewCo e exibido pelos canais Sabor & Arte e Terraviva, será no palco do CNMA, com a presença das cinco finalistas, que representam cada região do Brasil com um prato típico.

Os jurados da final são Larissa Januário, apresentadora do canal Sabor & Arte; Patrick Martin, chef e diretor-executivo do Le Cordon Bleu Brasil; Tavinho Ceschi, apresentador do programa Dia a Dia Rural, do canal Terraviva; Helô Palacio, empresária e assadora profissional em fogo de chão; Ju Lima, chef e churrasqueira e Felipe Titto, ator, apresentador e empresário.

A vencedora do Prato Brasil ganhará um workshop no Instituto Le Cordon Bleu, em Paris, incluindo aéreo e hospedagem. As participantes que ficarem em segundo e terceiro lugar ganharão um curso de curta duração no Instituto Le Cordon Bleu, em São Paulo.

 

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Notícias

Conab dobra investimentos em sua rede de armazenagem e alcança R$ 14,8 milhões

Por Redação 22/10/2024
Escrito por Redação

Conab dobra investimentos em sua rede de armazenagem

Com a retomada das políticas de abastecimento e segurança alimentar no Brasil, o Orçamento Geral da União destinado à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para investimentos, recuperação e manutenção da Rede de Armazéns da estatal dobrou de 2022 para 2024, passando de R$ 7,4 milhões para R$ 14,8 milhões.

“Recentemente, aprovamos o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar e os nossos armazéns são peças fundamentais para diversas políticas, como a de estoques reguladores, o Programa de Venda em Balcão (milho), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), também para o armazenamento das cestas de alimentos destinadas às populações vulneráveis”, afirma o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

Apenas nos últimos dois anos, o investimento chega a 26,8 milhões ao considerarmos os recursos empenhados e também os direcionados pela Lei Orçamentária Anual (LOA), uma vez que apenas no ano passado foram destinados para a manutenção das unidades armazenadoras da Companhia R$ 12 milhões.

“Passamos muitos anos sem investir adequadamente em nossos equipamentos de armazenagem. Agora, precisamos melhorar e integrar a gestão da nossa rede, assim como recuperá-la e atualizá-la frente aos novos desafios postos pela Política de Abastecimento estabelecida pelo Governo Federal”, reforça o diretor.

A fim de fortalecer a rede armazenadora e melhorar a gestão dos armazéns, a Companhia reúne, a partir de hoje (22) até esta quinta-feira (24) em Brasília, os gerentes das suas 64 Unidades Armazenadoras para debater as operações atualmente desempenhadas, promover a troca de experiências, além de buscar iniciativas visando o aprimoramento da gestão e da integração entre as UAs.

Por meio da rede armazenadora, a Companhia comercializou em 2023 cerca de 57,3 mil toneladas de milho a pequenos criadores e criadoras do país a partir do ProVB. Os armazéns da Conab também prestaram suporte de guarda e conservação das cestas de alimentos destinadas à população em insegurança alimentar. No ano passado, aproximadamente 198,2 mil cestas de alimentos passaram pelas unidades da estatal. Foram 4,33 milhões de quilos que beneficiaram 83,6 mil famílias.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Além das ações de abastecimento realizadas pelo Governo Federal, a Companhia também apoia as políticas e ações sociais realizadas por demais instituições, por meio de abono tarifário para diferentes órgãos públicos e instituições. “Esse apoio viabiliza, também, o suporte para distribuição de alimentos, sementes, equipamentos e ferramentas para fomento da agricultura familiar em diversos estados, além de propiciar apoio logístico em diversas ações de entes públicos ao setor agropecuário nacional”, ressalta o superintendente de Armazenagem da Companhia, Stelito dos Reis Neto. Ao todo foram 12 pedidos de abonos tarifários concedidos pela estatal.

Atualmente a rede de armazéns da Conab estoca grãos, como milho, trigo e soja, além de outros produtos como leite em pó, feijão, derivados de milho e cestas de alimentos destinados às populações em situação de insegurança alimentar ou afetados por eventos climáticos extremos.

 

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Notícias

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024

Por Redação 22/10/2024
Escrito por Redação

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024

Um mapeamento feito pela Embrapa das áreas impactadas pelas queimadas durante o período de seca no Brasil em 2024 revela que os principais focos ocorreram em áreas de formação florestal, principalmente na Amazônia e no Pantanal matogrossense.

“O levantamento das áreas de matas impactadas pelo fogo mostra que os estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas foram os mais atingidos. O município de São Félix do Xingu, no Pará, com 3.846 queimadas em áreas de mata (imagem acima, extraída do Google Earth), foi o que registrou o maior número de focos no País. Os municípios paraenses de Altamira e Novo Progresso, e o amazonense Apuí também registraram mais de 2 mil focos de queimadas em 2024”, expõe o pesquisador da área de Agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Daniel Pereira Guimarães.

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024

Durante a estiagem de 2023, foram registrados cerca de 90 mil focos de calor no País. Em 2024, esse número foi superior a 200 mil entre os meses de maio até o fim de setembro, com forte intensificação da incidência de queimadas em agosto, segundo o pesquisador (Figura 4).

“Identificados pelo sensor Modis, embarcado nos satélites Aqua e Terra, seis municípios brasileiros tiveram mais de 5 mil focos de calor, dentro e fora de áreas de matas”, informa Guimarães.

São eles: São Félix do Xingu (PA), com 7.657 focos de queimadas; Altamira (PA), com 6.687 focos no mesmo período; Apuí (AM), com 5.906 focos; Corumbá (MS), totalizando 5.860 registros; Novo Progresso (PA), com 5.498 queimadas; e Lábrea (AM), chegando a 5.205 focos (Figura 3).

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

As imagens do sensor Modis, de Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer, são analisadas pelo Programa Earth Science Data Systems (ESDS) da agência espacial norte-americana (Nasa) e distribuídas em diferentes formatos em seu site. “Os pontos com cores quentes vistos nas imagens são as queimadas”, explica o cientista da Embrapa.

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024

Na visão de Guimarães, o cenário de forte estiagem visto em 2024, em que as queimadas atingiram com maior intensidade as áreas com formação florestal no Brasil, apresenta peculiaridades e desafios para a recuperação desses biomas.

“A vegetação florestal não está adaptada aos impactos das queimadas e tende a perecer, enquanto as áreas de campo, como as de Cerrado e pastagens, se recuperam mais facilmente com a chegada do período chuvoso. Outra questão diz respeito ao grande volume de matéria seca existente nas áreas de mata cuja queima provocou os altos índices de poluição atmosférica no País”, pondera.

“Essas mudanças são também percebidas nas alterações dos índices de vegetação obtidos das imagens de satélite. Os resultados foram os altos índices de queimadas e a escassez de água nos rios da região”, completa.

Impacto na agricultura

As áreas agrícolas também foram muito afetadas, e os canaviais os mais impactados, com a ocorrência de mais de quatro mil focos de queimadas em 2024 (Figura 5) – em 2023, foram registrados 650 focos, segundo o pesquisador. “Veremos perdas tanto pela ação do fogo quanto pela queda de produtividade causada pelo estresse hídrico”, apresenta. Segundo Guimarães, a forte estiagem terá impactos na próxima safra.

“As áreas de cultivo de soja se encontravam em época de pousio e as perdas estão relacionadas com a queima da matéria orgânica e da cobertura do solo. Já as lavouras de café tiveram baixa incidência de queimadas, mas terão forte impacto devido à deficiência de água na zona radicular. Condição similar ocorre nas áreas de fruticultura”, relata Guimarães.

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024Eventos extremos

A chegada do período chuvoso em grande parte do País na segunda semana de outubro marcou o fim da estiagem que causou a maior incidência de queimadas no Brasil, com enormes prejuízos econômicos e danos ambientais incalculáveis.

De acordo com Guimarães, a intensidade das estiagens está sendo avaliada com base na extensão do período sem chuvas e na atuação do fenômeno El Niño Oscilação Sul (Enso). “Isso conduz a erros de interpretações e atrasos na tomada de ações para mitigar os danos causados pela seca, como verificado nessa última estação de estiagem. As chuvas ocorridas nas regiões Sudeste e Nordeste ficaram próximas das normais climatológicas; na Região Sul foram maiores que as médias históricas; já na Região Norte ficaram abaixo da média. Essas variações sazonais e a condição de neutralidade da temperatura do Pacífico desde o início de maio não serviram de alerta para a tragédia que se avizinhava”, explica Guimarães.

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024

Segundo o pesquisador, a forte estiagem foi ocasionada pela perda de água dos solos em razão das altas temperaturas, dos baixíssimos índices de umidade relativa do ar e da ação dos ventos, causando uma estação de inverno atípica, com secagem precoce das gramíneas e uma perda excessiva de folhagem nas áreas florestais.

“Esses impactos já eram claramente observáveis em agosto de 2024 (Figura 2,), quando vários estados já apresentavam excessiva escassez hídrica nos solos. Essas mudanças são também percebidas nas alterações dos índices de vegetação obtidos das imagens de satélite. A forte estiagem na região amazônica foi prevista com antecedência pelos modelos de previsão de clima. Os resultados foram os altos índices de queimadas e a escassez de água nos rios da região”, apresenta.

Focos de queimadas atingem número recorde em áreas de matas em 2024

Medidas de prevenção

Daniel Guimarães comenta que os eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes, com catástrofes causadas pelas chuvas como as ocorridas na Região Sul do País, e as estiagens, que atingiram áreas enormes. “Porém, nossas bases de informações, principalmente as obtidas a partir de sensores orbitais, são suficientes para o monitoramento em tempo real e para orientar as tomadas de decisões mais assertivas”, diz.

O pesquisador reforça que as condições de umidade dos solos e os níveis de estresse da vegetação permitem que ações sejam tomadas, como campanhas educativas, proibição do uso de queimadas e ações de fiscalização, com pelo menos dois meses antes do período crítico.

“A mitigação desse problema nacional depende do monitoramento e da previsão das condições climáticas, da análise da geolocalização dos focos de incêndios em tempo real em integração com as bases de relevo, uso do solo e Cadastro Ambiental Rural (CAR), além da fiscalização das áreas de risco com o apoio de sensores remotos”, conclui.

 

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9º CNMA aborda os desafios femininos no empreendedorismo do agro

Por Redação 21/10/2024
Escrito por Redação

9º CNMA aborda os desafios femininos no empreendedorismo do agronegócio

Neste ano, além de patrocinar o 9º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que ocorrerá nos dias 23 e 24 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP), o Sebrae participará com um painel especial, com a gestora Nacional do Programa Sebrae DELAS, Renata Malheiros. O painel abordará os principais desafios que as mulheres enfrentam no ambiente de negócios.

De acordo com a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, o CNMA tem alinhamento com suas estratégias e com a missão do Sebrae de apoiar e fomentar o empreendedorismo no Brasil.

“Estamos falando de um evento que incentiva o protagonismo feminino no agronegócio e tem sinergia total com a pauta prioritária de empreendedorismo feminino da nossa diretoria. Vejo nossa participação como uma grande oportunidade de conexão com as mulheres que desejam prosperar no agro, promovendo um ambiente de inovação, inspiração e fortalecimento para todas as participantes”, enfatiza a diretora de Administração e Finanças.

Para Margarete, o congresso se destaca como um grande impulsionador de mudanças, não apenas dentro do setor, mas também na vida das mulheres que nele atuam. Com o apoio de instituições, organizações e empresas de referência, ela acredita que o evento proporciona um ambiente favorável para o diálogo e a troca de experiências, essencial para o desenvolvimento de novas ideias e projetos.

“Isso impulsiona a característica de liderança das mulheres do agronegócio, além de fortalecer suas capacidades, ajudando-as a enfrentar os desafios não somente desse ambiente de negócios, mas também impactando, de forma positiva, suas vidas pessoais. Investir em eventos voltados para mulheres contribui com a promoção da diversidade e inclusão nos negócios. A diversidade de gênero é fundamental para a inovação e a criatividade, levando a soluções mais eficazes para os desafios enfrentados pelo setor. O apoio a eventos que focam no empoderamento feminino contribui para a construção de uma sociedade mais justa”, destaca.

Iniciativas para o público feminino

Segundo a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho, em 2024, a entidade criou a Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão (UEDI) que desempenha um papel fundamental na promoção e fortalecimento do empreendedorismo feminino no Brasil, além de trabalhar para a diversidade e inclusão no ambiente de negócios dos diferentes grupos sub-representadas. “Essa iniciativa do Sebrae é essencial para construir um futuro em que todos, independentemente de gênero, etnia ou condição, tenham a oportunidade de empreender e prosperar no ambiente de negócios”, ressalta.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Foi criado, também, o programa nacional ‘Sebrae Delas’, voltado para o desenvolvimento do empreendedorismo feminino, com o objetivo de fortalecer e incentivar as mulheres a empreenderem. “Ajudamos as mulheres a superarem barreiras específicas no mundo dos negócios, como a desigualdade de oportunidades, a falta de acesso a redes de apoio e financiamento, além de proporcionarmos capacitação especializada, incluindo o agronegócio. Lembro ainda do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que possui a categoria Produtora Rural e reconhece histórias de empreendedoras no agronegócio”, explana Margarete.

Sebrae no agronegócio

Além dessas iniciativas para o público feminino, Margarete Coelho esclarece que o Sebrae possui inúmeras outras soluções que apoiam quem deseja empreender no campo.

“Dentro da nossa Unidade de Competitividade, temos uma coordenação exclusiva voltada para apoio aos pequenos negócios do agro. Desenvolvemos uma série de programas e ações de apoio à produtora e ao produtor rural. O Sebrae mantém um acordo de cooperação técnica com a CNA/SENAR, com o objetivo de realizar assistência técnica e gerencial nas propriedades, com foco no desenvolvimento do negócio”, explica.

Ainda de acordo com a diretora de Administração e Finanças, o Sebrae atua junto aos produtores, disseminando conhecimento e técnicas em planejamento, análise de mercado, gestão, inovação, entre outros atributos inerentes ao sucesso de um negócio, além de trabalhar na estruturação de parcerias com governos voltadas às compras públicas, em especial no programa de aquisição de alimentos da merenda escolar, para que os alimentos comprados sejam provenientes da agricultura familiar, e o Sebrae ajuda essas produtoras e produtores a se estruturarem para serem fornecedores do governo.

“Temos ainda soluções como o SEBRAETEC, que promove o acesso a inovações tecnológicas com diversas fichas técnicas de orientação para as melhores práticas em negócios do agro; adequação de agroindústrias a diversas certificações que garantem acesso a novos mercados; o EMPRETEC Rural, focado no desenvolvimento de competências empreendedoras; o ALI Rural (agente local de inovação), que estimula a inovação e a competitividade no campo. Temos ainda o programa JUNTOS PELO AGRO, que oferece atendimento personalizado para diversas cadeias de produção em setores como leite, café, fruticultura, apicultura, piscicultura, entre outros. São mais de 200 projetos de atendimento em todos os estados, com foco de atuação no agro”, conclui Margarete Coelho.

 

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Fomento Rural inclui mais de 2,7 mil famílias e paga R$ 10 mi em outubro

Por Redação 21/10/2024
Escrito por Redação

Fomento Rural inclui mais de 2,7 mil famílias e paga R$ 10 mi em outubro

O Programa Fomento Rural iniciou, na última sexta-feira (18/10), o pagamento da folha de outubro, com um investimento total de R$ 9,83 milhões. São 2.720 novas famílias na iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que visa fortalecer a agricultura familiar, auxiliar na produção de alimentos e promover o desenvolvimento rural sustentável em todo o País.

O Fomento Rural combina a transferência de um benefício não reembolsável no valor de R$ 4,6 mil, com o acompanhamento técnico às famílias para que o recurso seja aplicado no desenvolvimento de suas atividades produtivas. O pagamento é feito em duas parcelas, com intervalo mínimo de três meses entre elas.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Neste mês, 1.382 famílias receberão a segunda parcela do benefício, além das 2.720 famílias incluídas no Programa que terão a primeira parcela. Essa medida garante a continuidade do apoio financeiro para o desenvolvimento dos projetos produtivos.

“A inclusão de novas famílias no Programa Fomento Rural permite que ele chegue a áreas onde os beneficiários têm maior dificuldade em acessar as políticas de assistência técnica. Além disso, possibilita o investimento em mais projetos produtivos que auxiliem na manutenção da renda e da segurança alimentar das famílias em situação de pobreza”, explicou Ana Amélia da Silva, coordenadora-geral de Fomento à Inclusão Produtiva Rural.

Destaca-se também neste mês a inclusão de 359 famílias atendidas pela integração com o Programa Cisternas. Nessa parceria, as famílias beneficiárias acessam os dois programas simultaneamente, com a construção de uma cisterna de produção, o benefício financeiro do Fomento Rural e a assistência técnica.

O Pará é o estado com o maior número de inclusões no Fomento Rural em outubro, com 816 novas famílias beneficiadas. Outro destaque no mês é Roraima, que inicia sua participação no Programa com 46 famílias.

Segundo a coordenadora da Unidade Técnica Estadual do Pará do Programa Nacional do Crédito Fundiário e engenheira agrônoma da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Martha Nilvia Pina, o Fomento Rural tem impactado a vida das famílias do Pará.

“Esperamos que essas medidas proporcionem melhoria na qualidade de vida e aumento de renda para essas famílias, além de favorecer toda a cadeia econômica ligada à atividade rural em questão”, destacou Martha Nilvia.

“O programa vai promover um impacto na vida dessas famílias através de duas ações principais: a transferência direta de recursos para investimentos em projetos produtivos e o acompanhamento social e produtivo, realizado pela Emater do Estado do Pará”, completou a engenheira agrônoma.

 

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