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Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro
MercadoNotícias

Exportações do agro mineiro alcançam marca histórica no acumulado de 2024

Por Redação 21/10/2024
Escrito por Redação

Exportações do agro mineiro alcançam marca histórica no acumulado de 2024

As exportações dos produtos do agro mineiro, no acumulado de janeiro a setembro deste 2024, registraram novos patamares históricos. Com um total de US$ 12,4 bilhões e 13,9 milhões de toneladas embarcadas para 167 destinos globais, o setor experimentou um crescimento de 17% na receita e de 12% no volume, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Para fins de comparação, no período anterior, de janeiro a agosto deste ano, os montantes apurados foram de US$ 11,1 bilhões em receita e 12,4 milhões de toneladas embarcadas para 165 destinos globais. Até então, esses eram considerados os melhores resultados desde o início da série histórica, em 1997. E a projeção é otimista: se o cenário atual se mantiver, a previsão é que a receita anual atinja cerca de US$ 17 bilhões.

“Os números do agro em Minas Gerais são sempre muito significativos, sua representatividade na nossa economia é inquestionável – e o setor continua crescendo, mesmo diante das adversidades de clima e de preço do mercado internacional. Apoiar e incentivar quem quer produzir, inovar e gerar empregos é um compromisso do Governo de Minas”, avalia o vice-governador de Minas, Professor Mateus.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Thales Fernandes, lembra que a nova quebra de recorde é reflexo do empenho dos produtores rurais mineiros e do trabalho sério feito pelo governo para apoiar o setor.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

“O crescimento constante da nossa comercialização com mercados internacionais prova que, quem busca conhecimento e segue as boas práticas de produção e ambientais, alcança reconhecimento. E quando esse reconhecimento vem em forma de renda para o campo e receita para o Estado, é ainda melhor. A economia se movimenta e todos ganham”, analisa o secretário.

Especificamente no mês de setembro deste ano, os números foram de US$ 1,4 bilhão em receita e 1,2 milhão de toneladas embarcadas. O café obteve valorização e, por sua grande participação na pauta exportadora do agro (52% no mês), influenciou positivamente a receita arrecadada.

Café à frente

O café continua sendo o carro-chefe do desempenho do setor. Café verde, torrado, extratos e derivados totalizaram US$ 5,2 bilhões, com o embarque de 21,9 milhões de sacas para 85 países. Foi mais um recorde para o setor, tanto na receita quanto no volume embarcado. O café ainda responde por cerca de 42% das exportações do agronegócio de Minas Gerais, representando um acréscimo de 37% na receita e 28% no volume.

Todos os principais mercados importadores de café seguiram com acréscimos nas aquisições.

Soja e produtos sucroalcooleiros

O chamado complexo soja, formado pela soja em grãos, farelo de soja e óleo de soja, atingiu a marca de US$ 3,1 bilhões e 7 milhões de toneladas. Os números, no entanto, revelam uma leve queda de 3,2% na receita obtida, em comparação com o ano anterior. O volume exportado aumentou em 16%, mas também aponta para um cenário de desvalorização no preço médio. A China segue sendo o maior destino de soja, com 77% dos envios.

No grupo de produtos formado por açúcar de cana, álcool e demais açúcares, o açúcar vem mantendo as vendas aquecidas com aumento de 30% no valor e 24% no volume exportado. No total, o complexo sucroalcooleiro representou 14% das exportações mineiras, com receita de US$ 1,7 bilhão e comercialização de 3,6 milhões de toneladas.

Carnes registram crescimento

As proteínas bovinas, suínas e de frango aumentaram em 10% a quantidade embarcada no período, com 351 mil toneladas. A receita somou US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 9%. A carne bovina ainda é a principal venda do grupo, com 73% da receita. Foram US$ 816 milhões e 190 mil toneladas – um novo recorde para o volume embarcado.

Os principais clientes dessa proteína são a China, os Estados Unidos, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

A carne suína manteve desempenho positivo com acréscimos de 8% no valor e 25% no volume embarcado, com receita de US$ 40 milhões e 21 mil toneladas. Já o frango registrou quedas em seus números e no volume de compras pela China, que recuou em cerca de 40%.

No entanto, os outros principais países compradores da ave, como Emirados Árabes Unidos, México e Singapura, aumentaram suas aquisições. No período apurado, a exportação de frango alcançou US$ 256 milhões em receita e 135 mil toneladas embarcadas.

Silvicultura

No grupo formado pela celulose, madeira, papel, borrachas e gomas naturais, as exportações totalizaram US$ 888 milhões, com embarque de 1,3 milhão de toneladas. A celulose, principal produto do setor, voltou a apresentar crescimento nas vendas, alcançando um total de US$ 865 milhões e 1,2 milhão de toneladas, o que equivale a 97% da receita do segmento.

Mercado comprador

Os principais parceiros comerciais de Minas Gerais no exterior foram a China (US$ 3,6 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,2 bilhão milhões), Alemanha (US$ 919 milhões), Itália (US$ 544 milhões) e Bélgica (US$ 515 milhões).

Em relação ao cenário nacional, Minas Gerais se posiciona no quarto lugar como principal estado fornecedor de produtos agropecuários, responsável por 10% das exportações brasileiras.

 

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21/10/2024 0 Comentários
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Notícias

CNA: produtores estão com dificuldades para acessar crédito do Plano Safra

Por Redação 21/10/2024
Escrito por Redação

Produtores estão com dificuldades para acessar crédito do Plano Safra, alerta CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última sexta-feira (18), do evento “Nova Resolução Fiagro: Potencial do mercado de capitais no financiamento do agro”, na Arena B3, em São Paulo.

O encontro foi realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), B3, CNA, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Ecoagro, Instituto Brasileiro de Direito Administrativo (IBDA) e Nova Futura.

O principal objetivo foi discutir sobre a Resolução CVM 214, que regulamenta os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro). Com a nova norma, os fundos podem operar de forma multimercado, com maior flexibilidade e sem a necessidade de concentrar seus recursos em um único fator de risco.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, palestrou no painel “Panorama do Agronegócio” e falou sobre o comportamento dos preços das principais commodities (soja, milho, boi, cacau e café) e suas particularidades.

“Cada uma dessas cadeias está em uma fase diferente, umas com preços mais estáveis, outras com valores mais elevados, como é o caso do café e do cacau, o que mostra a diferença de dinâmica de mercado”, disse.

Diante desse cenário, Bruno destacou os dados do crédito rural oficial no país e a importância da política pública para manter o setor dinâmico e tecnológico. De acordo com o Banco Central, nos três primeiros meses do Plano Safra 2024/2025, os recursos tiveram redução de mais de 30% em sua aplicação.

Segundo o diretor, os produtores não têm conseguido acessar os recursos por diversos fatores, como a manutenção das taxas de juros, alíquota do Proagro elevada, atraso do anúncio do Plano, instituições financeiras com maior cautela na análise, não atendimento dos produtores do Rio Grande do Sul e atratividade das fontes privadas.

“O agro tem momentos cíclicos, de altos e baixos, mas é um setor consolidado e o mercado de capitais surge como uma importante ferramenta para que os produtores continuem mais fortes e resilientes”.

Bruno Lucchi mostrou que o crédito privado tem sido uma tendência e uma alternativa ao crédito oficial, inclusive para os pequenos produtores. Em agosto deste ano, por exemplo, o patrimônio líquido do Fiagro totalizou R$ 39,97 bilhões, um aumento de 138% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o diretor técnico da CNA, o setor agropecuário brasileiro é dinâmico, tem suas particularidades e precisa de crédito e seguro rural robustos para seguir batendo recordes de produção e exportação.

“Não podemos focar em um segmento ou outro ou achar que existe uma crise generalizada. Memos porque os momentos que já passamos também foram recorrentes no passado. E cada vez que o setor sai desses momentos de baixa, sai mais forte, competitivo e ajudando o país”.

O consultor da CNA José Angelo Mazzillo também participou do evento como moderador do terceiro painel, que discutiu o aprimoramento do ambiente de negócios das finanças do agro.

Fonte: Datagro

 

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21/10/2024 0 Comentários
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Redução de áreas de trigo no Sudeste e Sul pode impactar a produção nacional
Notícias

Safra de trigo em SP encerra 2024 com queda por instabilidade climática

Por Redação 18/10/2024
Escrito por Redação

Safra de trigo em São Paulo sofre com instabilidade climática e encerra 2024 com volume menor

Em consequência às variações climáticas enfrentadas em 2024, a produção paulista de trigo deve encerrar o ano com números abaixo do esperado. O cenário foi debatido durante a Reunião da Câmara Setorial do Trigo, realizada na manhã da quinta-feira (17), na unidade da Castrolanda, em Itaberá (SP).

Segundo o presidente da Câmara, Nelson Montagna a safra 2023/24 foi marcada por diferentes frustrações. “Nós estávamos com uma expectativa de produção entre 320 e 350 mil toneladas para este ano, mas, aparentemente, pelos números apresentados na reunião, não chegaremos nem a 300 mil. Essa é uma queda expressiva, resultante dos efeitos climáticos e do incentivo à produção de outras culturas em detrimento do plantio de trigo na região”, detalhou Montagna.

Durante a reunião, Montagna reforçou o potencial do estado e a possibilidade do incremento da produção de trigo em terras paulistas, com melhor qualidade. “Temos acompanhado de perto a evolução do grão no estado, que cresceu em qualidade nos últimos anos, o que anima o setor moageiro e auxilia na garantia de compra pela indústria”, reforça.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Em uma rápida apresentação, o presidente mostrou aos participantes dados de uma pesquisa promovida pelo Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo, que ouviu os 10 moinhos associados e contabilizou que juntos, entre setembro de 2023 e agosto de 2024, as empresas de São Paulo adquiriram 586,01 mil toneladas de trigo, um aumento de 27,9% em comparação com o mesmo período da safra anterior (2022/23).

“O número nos pareceu um pouco elevado, quando comparamos aos trazidos pela Câmara, mas mostra que o trigo de São Paulo tem mercado e ainda muito espaço para crescer”, enfatiza Montagna.

Clima interferiu em toda safra de trigo nacional

O cenário, segundo o representante da StoneX, Jonatan Pinheiro é resultado direto da quebra sofrida pelos produtores brasileiros logo no início da safra, o que desencadeou inúmeras baixas e interferiu na qualidade do trigo em todo o país, prejudicando os produtores e a indústria como um todo.

“No momento, com a colheita chegando ao fim, a expectativa é que a qualidade do trigo ainda seja superior à safra anterior, mesmo enfrentando a seca, principalmente na região Norte do país”, declarou Pinheiro.

Segundo ele, entre os principais fatores baixistas para o setor brasileiro, estão as melhorias climáticas nos Estados Unidos e na Rússia, a manutenção da exportação pelo Mar Negro e o ingresso da safra argentina, com produção e estoque disponíveis. Já os fatores altistas estão relacionados à maior demanda asiática por importação e consumo, ao menor estoque global, que resultará em uma crescente acessibilidade de mercados, e às restrições das exportações na Rússia, com maior imposto para exportação e preço mínimo acima do mercado.

Para 2025, as expectativas são positivas. De acordo com o presidente da Câmara, o trigo voltará a remunerar: “O mercado poderá observar preços mais firmes na safra 2024/25 e uma melhor qualidade do material produzido”, afirmou.

Na visão de Pinheiro, o ano também será positivo em precificação para o produtor, ponto que colabora diretamente para um melhor desenvolvimento da indústria. “Com a expectativa de melhor precificação, falamos, eventualmente, em ter menos dor de cabeça na hora de lidar com a farinha, que acessará um mercado melhor”, ponderou.

Trigo: um olhar 360

Ao analisar a produção global do trigo, o representante da StoneX, Jonatan Pinheiro, frisou a queda de 2,8 milhões de toneladas em comparação ao ano anterior. Segundo ele, o cenário é resultado das mudanças climáticas enfrentadas pelas principais regiões produtoras, como as Américas e a Europa.

“Os Estados Unidos apresentaram uma pequena redução de estoque – nada preocupante, uma vez que o país segue com uma ótima safra, já colhida e consolidada. A Europa, por sua vez, sofreu ao longo de toda a safra em decorrência de chuvas intensas, com volumes elevados de água, e por isso hoje apresenta uma redução muito significativa em relação aos resultados comparados às colheitas anteriores”, exemplificou.

A Rússia, por sua vez, sofre com a queda de mais de um milhão de toneladas. “No processo de colheita, constatou-se que os resultados, também em decorrência das questões climáticas – como períodos de seca seguidos de elevados índices de chuva e geadas – não seriam tão positivos para o país. Já a Ucrânia, até o momento, apresenta o terceiro reajuste positivo, com nítido aumento de produção”, complementou.

Em relação à Ásia, Índia e China seguem estáveis, com índices positivos de produção, colheita e consumo, sem causar impacto ao cenário global. “No entanto, os estoques indianos estão muito abaixo do esperado, por isso não podemos descartar a possibilidade de a Índia comprar trigo no mercado internacional”, indicou.

Por fim, a Austrália contará com uma safra melhor do que no ano anterior, porém uma geada entre o final de setembro e o início de outubro pode afetar a consolidação da safra. Um cenário similar foi vivido pela Argentina, que em setembro enfrentou uma forte seca, o que pode interferir na produtividade local.

“Para 2025, olhando para o desenvolvimento argentino – com a expectativa de uma grande safra e estoques elevados – o mercado nacional tem apontado uma alta nas cotações. Por isso, imaginamos que haverá uma pressão de safra, fazendo com que o mercado ceda um pouco. Contudo, é um momento interessante de compra para as indústrias, o que também colabora para uma melhor precificação no mercado interno. Em resumo, todas as cadeias se beneficiarão de uma safra argentina positiva”, afirmou.

Juntos por um setor cada vez mais forte

Representando o coordenador das Câmaras Setoriais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, José Carlos de Faria Cardoso Júnior, a assessora de pesquisa da Secretária do Estado de São Paulo, Raquel Nakazato pontuou como o órgão tem trabalhado continuamente para potencializar o desenvolvimento do setor no estado.

Segundo a profissional, segue em andamento o programa estadual CPL – Cadeias Produtivas Locais. A iniciativa, que também beneficiará as cooperativas de trigo, tem como objetivo fomentar a cooperação entre empresas e entidades públicas/privadas, compartilhando recursos, promovendo a aquisição coletiva de insumos, a troca de experiências e a inovação.

“Outra iniciativa é o plano de irrigação, que no momento está em fase de estruturação da Câmara de Irrigação. Nas reuniões, iremos definir planos para identificar a utilização e reuso das águas. Por isso, pedimos e contamos com a importante participação do setor de trigo nesse debate”, convidou.

Raquel ainda destacou que a Secretaria do Estado se reunirá com o Ministério da Fazenda para discutir as solicitações sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), levando em conta a realidade dos produtores e cooperativas do agronegócio estadual.

Uma alternativa eficaz

Na busca contínua por um produto eficiente e de qualidade elevada, o especialista em Qualidade da Cooperativa Castrolanda, Joany Anthony Simão, destacou como o ozônio pode ser uma peça-chave para os produtores de trigo. “Com o ozônio, é possível tratar altos volumes de trigo em até 72 horas, além de apresentar eficiência média de 30% a 70% na redução de micotoxinas, sem deixar resíduos, combatendo outros contaminantes, como bactérias e fungos”, detalhou.

O composto, como explica o especialista, é comumente gerado através da aplicação de alta tensão entre dois eletrodos. “O ambiente por onde passa o oxigênio recebe grandes descargas elétricas, de 15.000 volts ou mais, e o oxigênio que passa entre os dois eletrodos é quebrado e se reagrupa formando o ozônio”, contextualizou.

Na lida com o trigo, o tratamento com essa ferramenta funciona por meio da injeção instantânea, de forma multidirecional e com fluxo controlado, com concentrações variáveis, dependendo do tipo de microrganismo (de 30 a 160 ppm em um fluxo de 8.000 m³/h de injeção).

 

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Notícias

Redução na emissão de carbono poderá gerar desconto no seguro rural

Por Redação 18/10/2024
Escrito por Redação

Práticas para reduzir a emissão de carbono poderão render descontos no seguro rural

Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Conselho Nacional do Café (CNC) e a ONG ProNatura Internacional marca o início do projeto “Cafeicultura Brasileira Sustentável – Sistema de Compensação de Crédito de Carbono na Apólice de Seguro Rural no Brasil”. A iniciativa visa promover práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de café, integrando o sistema de compensação de crédito de carbono ao seguro rural como incentivo para que os produtores obtenham benefícios socioeconômicos e ambientais.

Nesta quinta-feira (17) foi dado o primeiro passo para a execução do projeto. Após análise e visitas in loco, a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), de Minas Gerais, foi selecionada como piloto da proposta. O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, se reuniu com o presidente do CNC, Silas Brasileiro, o presidente executivo do ProNatura Internacional, Marcelo de Andrade, o presidente da Cocatrel, Jacques Fagundes Miari e o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Luis Roberto Batista, além dos coordenadores do ACT, João Nicanildo Bastos dos Santos (coordenador de Monitoramento e Inovação no Departamento de Gestão de Risco do Mapa), Luiza Mantiça Kreimeier (assessora técnica do CNC) e Jose Rozinei da Silva (diretor executivo do ProNatura), para detalhar os próximos passos da “Cafeicultura Brasileira Sustentável”.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Conforme previsto no projeto, a partir da adoção de práticas sustentáveis que reduzam a emissão de carbono na atmosfera, conforme métricas a serem estabelecidas, produtores cooperados da Cocatrel poderão utilizar seus créditos de carbono para bonificação na apólice do seguro rural. A operação será feita junto a instituições financeiras internacionais.

A escolha da cooperativa foi feita após análise do perfil dos produtores. Atualmente, a Cocatrel conta com cerca de 8,5 mil cooperados, sendo que, aproximadamente 80% deles atuam em propriedades com área entre 5 e 12 hectares.

Produtores cooperados interessados em aderir ao projeto deverão aplicar as práticas estabelecidas pelas instituições parceiras. Trata-se de atividades que já são realizadas pelos cafeicultores, como a adubação verde, utilizando plantas de cobertura que evitam a erosão do solo, possibilitam maior reserva de água e da biodiversidade, ampliação do uso de compostos orgânicos, entre outros.

A partir da metodologia de aferição definida, os créditos de carbono poderão ser utilizados para compensação do valor da apólice do seguro rural. Além do benefício para que pequenos e médios produtores possam ter acesso ao Seguro Rural, a medida ainda agrega valor ao produto oferecido.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo – responsável por cerca de 38% da produção global – e tem a União Europeia, um dos mercados consumidores mais exigentes, como seu principal destino.

Para esta primeira etapa do projeto Cafeicultura Brasileira Sustentável, a expectativa é abranger uma área de 60 mil hectares. A Cocatrel atende 125 municípios.

O projeto propõe o incentivo a práticas agrícolas sustentáveis, encorajando a adoção de técnicas de cultivo que minimizem o impacto ambiental e promovam a preservação de recursos naturais; compensação financeira de créditos de carbono por meio de um sistema de geração e comercialização dos créditos para os produtores que adotarem práticas sustentáveis; redução das emissões de carbono na produção de café, implementando ações para diminuir as emissões de gases de efeito estufa ao longo do processo produtivo do café e apoio à segurança e estabilidade no setor agrícola, garantindo a proteção e a viabilidade financeira dos produtores de café por meio da integração dos créditos de carbono à apólice do seguro rural.

 

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Notícias

Valor Bruto da Produção deve recuar 2,2% este ano, segundo a CNA

Por Redação 18/10/2024
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção (VBP) deve recuar 2,2% este ano, segundo a CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou uma estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) para 2024 do setor agropecuário. A nova previsão indica que o VBP deve atingir R$ 1,24 trilhão em 2024, valor 2,2% abaixo do resultado do ano anterior.

O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços recebidos pelos produtores de todo o país.

Para a agricultura não houve grandes mudanças comparado ao mês anterior. A soja, cultura com maior participação no VBP agrícola (37,5%) segue registrando queda nos preços de 12,3%, acompanhada pela queda produção, que manteve uma baixa de 4,7%. Com isso, a projeção do VBP da oleaginosa é de recuo de 16,4% em 2024.

Já o milho, segunda cultura com maior participação na agricultura (14,2%), também registra queda nos preços (-8,3%) e na produção (-12,3%). Dessa forma, é esperada uma retração de 19,6% no VBP dessa cultura.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

A cana-de-açúcar, que possui terceira maior participação na agricultura (12,2%), registrou alta de 4,9% nos preços e de 0,5% na produção. Com isso, espera-se um crescimento de 5,4% no VBP. Nesse contexto, o VBP estimado da agricultura é de R$ 846 bilhões em 2024, o que representa uma redução de 3,7% em relação ao registrado em 2023.

Na pecuária, o ajuste na produção – previsão de aumento de 6,6% comparado a 2023 – fez com que o VBP da carne bovina reduza a queda prevista anteriormente, mesmo com os preços (reais) 8,1% mais baixos que no último ano, lembramos que a carne bovina representa 44,3% do VBP da pecuária.

A pecuária leiteira, que representa 21,5% do VBP da pecuária, registrou uma leve queda nos preços reais, de 0,8%, e alta de 3,4% na produção. Com esse cenário, espera-se que o VBP do segmento pecuário atinja R$ 418,6 bilhões, 1% maior em comparação a 2023.

 

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Processamento de soja deve atingir 53,5 milhões de toneladas neste ano
MercadoNotícias

Abiove: produção de soja segue estável e exportações mostram crescimento

Por Redação 17/10/2024
Escrito por Redação

Abiove: produção de soja segue estável e exportações mostram crescimento

Clarisse Sousa – A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou os números do complexo da soja até agosto de 2024, apontando estabilidade na produção e aumento nas exportações.

A produção de soja em grão permanece inalterada, com expectativa de fechar o ciclo em 153 milhões de toneladas. O esmagamento segue em 54,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo se mantém em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

O processamento de soja em agosto foi de 4,4 milhões de toneladas, representando uma queda de 1,6% em relação a julho de 2024 e de 2,1% na comparação com agosto de 2023. No acumulado do ano, o recuo foi de 0,6% em relação a 2023.

Exportações em alta

As exportações de soja em grão foram mantidas em 97,8 milhões de toneladas. Já o farelo de soja registrou um pequeno aumento de 100 mil toneladas, atingindo 22,1 milhões de toneladas. O óleo de soja também teve crescimento, passando de 1,15 milhão para 1,3 milhão de toneladas. As receitas com exportações do complexo soja em 2024 estão estimadas em US$ 54,1 bilhões.

A projeção de importação de soja em grão subiu para 1 milhão de toneladas, com um incremento de 70 mil toneladas. A importação de óleo de soja também teve alta, passando para 150 mil toneladas.

 

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EmpresasNotícias

LS Tractor alcança a marca de 30 mil tratores entregues no mercado brasileiro

Por Redação 17/10/2024
Escrito por Redação

LS Tractor alcança a marca de 30 mil tratores entregues no mercado brasileiro

São mais de 70 lojas em todo o país e 30 mil tratores entregues ao longo dos 11 anos em que a LS Tractor, fabricante sul-coreana de tratores, instalou sua primeira fábrica fora da Ásia. Os números alcançados são altamente comemoráveis, considerando todos os obstáculos enfrentados ao longo deste período, como a pandemia, por exemplo.

Para o vice-presidente da LS Mtron Brasil, dona da marca LS Tractor, André Rorato, o que fez a empresa chegar a este patamar foi, principalmente, a oferta de tratores de pequena e média potência de até 100 cavalos com tecnologias não disponíveis naquele momento no Brasil.

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

“Estas novidades que apresentamos atraiu muito a atenção dos produtores brasileiros e gradativamente fomos conquistando clientes importantes na cafeicultura e citricultura, por conta dos tratores bastante especificados”, destaca o executivo.

Segundo ele também é preciso destacar a rede de concessionários, presente em quase todos os estados do País. O projeto inicial era chegar a 12 lojas em até 5 anos. Hoje a marca LS Tractor já está com mais de 70 e com o objetivo de fechar 2024 em 100 pontos de vendas.

“Eu credito este crescimento ao produto que oferecemos, mas também, aos empresários que acreditaram em nosso projeto para o Brasil, assim como em toda a infraestrutura que montamos para prestar atendimento técnico aos concessionários e os clientes”, salienta Rorato. Ele lembra que ao longo destes 11 anos a matriz da LS Tractor nunca deixou de investir no País, pois os resultados e o potencial de negócios sempre foram atrativos.

Com um portfólio de 12 modelos entre 25 e 145 cv nas mais diferentes configurações de rodagem e versões com cabine original de fábrica no modelos a partir de 65 cavalos, a empresa consegue atender desde pequenos produtores até frotistas.

“Tudo isto é fruto de muito trabalho, pois entrar com uma nova marca no Brasil demanda planejamento, esforço e produtos adequados. Esta é a razão pela qual ouvimos muito os nossos clientes e, em alguns casos, são criados produtos específicos para atendê-los, como exemplo o projeto dos novos modelos para cafeicultura e citricultura, e o mais recente lançamento, a série MT7, focado em culturas adensadas”, relata o Vice-presidente.

Ele conclui dizendo que para 2025 o plano é consolidar a rede de concessionários, estudar novos mercados, ampliar a linha de produtos e intensificar a qualificação de pós-venda. “A LS Tractor é muito focada no atendimento das demandas do cliente, sua razão de existir, por isto este setor vai ganhar ainda mais atenção e força na empresa”, diz Rorato.

 

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ManutençãoNotíciasReportagem especial

Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Por Redação 17/10/2024
Escrito por Redação
Boas práticas na lubrificação aumentam vida útil de máquinas e evitam dores de cabeça

Lubrificação adequada previne o desgaste prematuro e a quebra de peças durante o funcionamento das máquinas, reduzindo o risco de acidentes e protegendo os trabalhadores no campo // Foto: Freepik

Gabriel Antunes – A manutenção preventiva do maquinário agrícola é fundamental para preservar os equipamentos e assegurar uma boa operação no campo. Além de aumentar a longevidade das máquinas, ela pode evitar dores de cabeça, como falhas mecânicas e quebra de peças em plena lavoura.

O Portal Máquinas Agrícolas conversou com especialistas que alertam para a importância dos cuidados com a lubrificação. Os custos para o emprego de materiais de qualidade e a adoção de boas práticas são baixos na comparação com outras áreas do negócio, e ainda menores em relação aos valores das peças que eventualmente precisem ser trocadas, e aos prejuízos de interromper os trabalhos em época de colheita, por exemplo.

A lubrificação evita o desgaste prematuro e a quebra de peças. Estes, normalmente, ocorrem quando a máquina está trabalhando. Há, ainda, o risco de acidentes e lesões envolvendo os trabalhadores do campo.

Custos e benefícios

Para o gerente executivo comercial da IMDEPA, João Bartell, “caro não é comprar uma máquina de R$ 2 milhões e uma engraxadeira de R$ 2 mil; caro é ter que colher antes de uma chuva, mas, porque lubrificou errado, quebra a máquina antes da colheita”.

Segundo o instrutor de operação e manutenção de máquinas agrícolas, Joel Alves, “o custo existe, não adianta tapar o sol com a peneira. Observamos muito na área rural que não existe muito o hábito de realizar as manutenções preventivas. O proprietário vai gastar para trocar óleo, filtro etc. Mas se não fizer, [a peça] vai estourar, e o custo vai ser maior”. Ele salienta que o ambiente da agricultura é insalubre, com poeira, terra, umidade, altas e baixas temperaturas, “nada muito agradável para a máquina”. Isso tudo favorece a ocorrência de contaminações e aumenta a importância de seguir as práticas recomendadas pelas fabricantes, tanto do maquinário, quanto dos lubrificantes.

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Como diz o clichê, “a agricultura é uma indústria a céu aberto”, sujeita a riscos dos mais variados, incluindo os climáticos. Por isso, é fundamental que a máquina esteja à disposição nas janelas adequadas a cada trabalho.

Alves explica que todos os conjuntos mecânicos que usam transferência de força são peças que estão em constante atrito e demandam lubrificação. São vários os pontos de lubrificação. Tomando um trator como exemplo, apenas com óleo, podem variar de quarenta a cinquenta pontos, daí a importância da troca periódica. “Não são pontos específicos de aplicação durante as inspeções, mas por onde o óleo circula através do sistema”. Normalmente, os pontos de troca são o óleo da transmissão, o hidráulico, o do motor e o do redutor de cubo.

“As graxeiras, se houver nas pontas de eixo, são, no máximo, meia dúzia. Não existe mais aquela demora no serviço de lubrificação. Mas ao mesmo tempo que está mais simples, é preciso estar de olho, pois se alguma peça estragar, o prejuízo vai ser maior”, reiterou.


TIPOS DE LUBRIFICANTES

Veja, a seguir, quais são os tipos de lubrificantes utilizados em um trator agrícola e as funções de cada um:
• Óleo de motor: Responsável por lubrificar e proteger as partes móveis do motor contra o desgaste e a corrosão. Também atua na dissipação da temperatura e na limpeza dos resíduos, principalmente da combustão.
• Óleo hidráulico: Utilizado no sistema hidráulico do trator, responsável pela transmissão da força hidráulica, para acionar implementos e controlar sistemas como levantamento e direção. Esses óleos devem ter propriedades específicas para evitar oxidação e desgaste das bombas e válvulas.
• Óleo de transmissão: Responsável por lubrificar as engrenagens e evitar o desgaste excessivo. Pode ser multiviscoso para garantir desempenho tanto em temperaturas altas quanto baixas.
• Graxa: Utilizada para lubrificar componentes que têm movimentos lentos ou que estão expostos a contaminantes, como articulações, eixos e rolamentos. A graxa tem uma função importante para proteger contra o atrito, o desgaste e a corrosão.
• Óleo para diferencial: Utilizado especificamente para lubrificar o conjunto de engrenagens do diferencial, garantindo que as rodas tenham tração adequada em terrenos irregulares.
• Fluido de freio: No caso de tratores com freios hidráulicos, o fluido de freio é essencial para transmitir a pressão do pedal para o sistema de frenagem, garantindo a eficiência.

Intervalos de troca e cuidados especiais

Normalmente, as recomendações das montadoras são de troca de lubrificantes de transmissões num intervalo de 700 a 1.200 horas, no máximo; para o motor, a média é de 300 horas. Alves chama a atenção para os redutores de cubo. “Hoje, há fabricantes que recomendam a troca a cada 300 horas, junto com o óleo do motor. É necessário fazer isso, mas muitos não fazem, o que tem gerado muitos problemas atualmente. O pessoal acha que é o mesmo intervalo da transmissão, e não é”, alerta.

Conforme o diretor de tecnologia de lubrificantes industriais da Petronas, Luiz Silos, as normativas do mercado permitem a aplicação de um lubrificante com especificações que superam o recomendado pelas montadoras, possibilitando dobrar o intervalo de aplicações. “Obviamente, isso tudo é feito com respaldo de análises químicas de monitoramento”, e ele destaca que durante o período de garantia da máquina, a determinação da montadora precisa ser seguida, considerando que há um acordo comercial.

Desmistificando a lubrificação

Respeitar o manual do produto é essencial, mas o gerente executivo comercial da IMDEPA, João Bartell, vê uma resistência, em parte dos usuários, desde mecânicos a operadores, em acatar algumas das recomendações.

“É um trabalho incansável a divulgação da boa lubrificação. Há muita variedade, muito equipamento, existe a questão do paradigma: alguns clientes reclamam que o rolamento, por exemplo, vem com pouca graxa, mas não é isso, apenas. O importante é usar a graxa certa, na quantidade certa. Na cabeça deles, tem que colocar mais porque vem pouco”, diz Bartell. 

Ele considera “um erro” achar que a peça vem de fábrica com pouca graxa. “Fazendo errado, vai ter que trocar a peça com mais frequência, pois ela vai falhar antes do tempo. A falha que acontece de ter uma troca de peça não programada é muito mais comum por colocar graxa demais ou contaminada, do que por não lubrificar”, observou.

Bartell pondera que “o problema é que em certos momentos, mais graxa funciona. E falta esse entendimento”, segundo ele, quando a velocidade da operação é muito pequena, mais graxa pode ser benéfica para a peça”.

Contaminação

A contaminação é um dos principais problemas que afetam a lubrificação de maquinários agrícolas, sendo responsável por mais de 50% das falhas prematuras de rolamentos, segundo Bartell, da IMDEPA. Esses problemas podem ocorrer devido ao uso de lubrificantes inadequados, excesso ou falta de graxa, e principalmente pela contaminação por poeira, umidade e outros elementos externos.

Um dos principais contaminantes é a terra, que contém silício, um material extremamente abrasivo que, ao entrar em contato com as partes móveis das máquinas, pode criar uma película que acelera o desgaste. Além disso, a presença de água e variações de temperatura também comprometem a eficácia dos lubrificantes.

Boas práticas de armazenamento

As práticas inadequadas de armazenamento e manuseio contribuem para esse cenário. Tambores abertos, misturas de recipientes e uso repetido de baldes para diferentes tipos de lubrificantes podem causar contaminação cruzada, alterando a viscosidade dos lubrificantes e comprometendo a durabilidade dos componentes. A solução envolve manter os lubrificantes em locais cobertos, ventilados e protegidos da luz e umidade, além de garantir que cada recipiente seja exclusivo para um tipo de lubrificante.

Além disso, o uso de sistemas de filtragem adequados para óleos hidráulicos e de transmissão pode ajudar a manter o grau de pureza dos lubrificantes durante o uso, garantindo maior eficiência e proteção contra contaminantes. A utilização de aditivos também auxilia na proteção do lubrificante contra impurezas.

Nas oficinas, a implementação de sistemas automáticos de lubrificação, que aplicam a quantidade correta de lubrificante no momento adequado, pode reduzir significativamente o risco de contaminação.

Outro ponto crucial é o conhecimento técnico dos operadores e mecânicos sobre os lubrificantes adequados para cada tipo de máquina. A escolha incorreta de um lubrificante pode causar a formação de borra e fuligem no motor, levando à falha precoce dos componentes.

Por isso, é essencial que todos os envolvidos, desde o comprador até o operador, estejam cientes das especificações corretas para o equipamento e das melhores práticas para evitar a contaminação.

A resistência à adoção de novas tecnologias e práticas também é um desafio. Muitos operadores ainda seguem métodos antigos, herdados de gerações anteriores, sem considerar os avanços tecnológicos dos lubrificantes e motores modernos. No entanto, o uso de lubrificantes de alta performance e técnicas modernas de filtragem e vedação são fundamentais para maximizar a longevidade dos equipamentos agrícolas.

Capacitação da mão de obra

Joel Alves, que é professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no ramo de manutenção de máquinas, observa que os serviços de operação e manutenção, entre os quais consta a lubrificação, são “relativamente simples”, mas requerem conhecimento e treinamento. A capacitação da mão de obra, no entanto, ainda é um gargalo do setor.

A oferta de cursos de especialização é insuficiente, e faltam instrutores. Do outro lado, a remuneração para operadores e mecânicos varia, mas a área não costuma ser valorizada, fazendo com que os trabalhadores busquem áreas administrativas. “Todo mundo quer trabalhar entre quatro paredes, ninguém quer sujar as mãos”, criticou. Ao mesmo tempo, as máquinas estão cada vez mais complexas e “temos muitas pessoas trabalhando sem os conhecimentos técnicos necessários para operá-las.”

 

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MercadoNotícias

PIB do agronegócio brasileiro recua 1,28% no segundo trimestre de 2024

Por Redação 17/10/2024
Escrito por Redação

PIB do agronegócio recua 1,28% no segundo trimestre de 2024

Clarisse Sousa – O PIB do agronegócio brasileiro caiu 1,28% no segundo trimestre de 2024, acumulando uma retração de 3,5% no ano, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com isso, a expectativa é que o PIB do agro corresponda a 21,8% do PIB nacional em 2024, abaixo dos 24% registrados no ano passado.

O resultado negativo do agronegócio segue influenciado pelos menores preços, movimento que vem sendo observado desde 2023, conforme pesquisadores do Cepea/CNA. Segundo eles, a queda do PIB do agronegócio também está atrelada à redução da produção de importantes produtos do setor, em especial para a agricultura dentro da porteira, com destaque negativo para soja, milho e cana-de-açúcar.

Primeira estimativa da safra de grãos 2024/25 projeta produção recorde

Cálculos do Cepea/CNA indicam que o PIB do ramo agrícola apresentou queda de 1,22% no segundo trimestre, acumulando forte baixa de 5,1% no ano. O PIB da pecuária, por sua vez, também caiu no trimestre (-1,2%), mas ainda sustenta alta em 2024, de 0,5%. Neste caso, o avanço no ramo pecuário na parcial do ano se deve sobretudo ao desempenho positivo nos segmentos agroindustrial e de agrosserviços, que registram respectivos aumentos de 5,29% e de 3,78% em 2024.

 

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Notícias

Produtores incluídos no Certifica Minas terão redução de juros no Plano Safra

Por Redação 16/10/2024
Escrito por Redação

Produtores incluídos no Certifica Minas terão redução de juros em linha do Plano Safra

Mais de 950 produtores certificados pelo Programa de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais de Minas Gerais (Certifica Minas) serão beneficiados com o abatimento de 0,5% na taxa de juros do crédito rural obtido através do Plano Safra.

Anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a medida reconhece que a política pública do Governo de Minas atende aos requisitos de boas práticas agrícolas estabelecidas pelo Ministério e estende a todos os produtores certificados pelo programa a redução na taxa de juros.

Anteriormente, o benefício tinha sido concedido somente aos produtores de café com a certificação do programa. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), apresentou ao Mapa os critérios e informações sobre as demais atividades inseridas no programa, para que todos os produtores do Certifica Minas fossem beneficiados com esta redução na taxa de juros no crédito rural.

Agora, além do café, passam a ter direito ao benefício os produtores de outras atividades que fazem parte do programa: algodão, azeite, cachaça, produtos orgânicos e Sem Agrotóxico (SAT), carne bovina, frango caipira, ovos caipiras, hortaliças, leite, mel e Queijo Minas Artesanal. O benefício estará disponível para os produtores a partir de janeiro de 2025.

Na avaliação do gerente de certificação do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Rogério Fernandes, essa medida é uma ação estratégica que reforça o compromisso do ministério com a sustentabilidade. “Ao se alinhar aos objetivos do Certifica Minas, este reconhecimento impulsiona a melhoria contínua da qualidade, sustentabilidade e competitividade dos produtos agropecuários mineiros.”

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“A redução nas taxas de juros no Plano Safra representa um incentivo decisivo para os produtores certificados pelo IMA. O benefício fortalecerá ainda mais a produção sustentável e a excelência do agronegócio mineiro, premiando os produtores que, com visão e inovação, abraçaram o Certifica Minas”, observa o gerente de certificação do IMA.

Além dos produtores que adotam boas práticas agrícolas, também serão beneficiados com a redução de 0,5% na taxa de juros os produtores que tiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado pelo Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

Os produtores certificados pelos programas que utilizam boas práticas agrícolas e que tiverem o CAR analisado terão direito aos dois benefícios, totalizando a redução de 1% nos juros do crédito rural.

Nas propriedades certificadas pelo programa, os resultados são a otimização no uso dos recursos naturais, a mitigação dos impactos ambientais, a preservação da biodiversidade, além do cumprimento das leis trabalhistas.

Como funciona

A Emater-MG leva as orientações aos produtores para a adequação de seus sistemas produtivos, o IMA é o órgão responsável pelas auditorias nas propriedades e agroindústrias, pela validação e publicação das normas de certificação e também pela emissão do selo e certificado do programa.

Já a Epamig desenvolve pesquisas agropecuárias voltadas para a certificação, além de participar das capacitações e treinamentos promovidos pela Secretaria de Agricultura. Com adesão voluntária, o produtor interessado deve procurar os escritórios da Emater-MG ou do IMA em seu município.

 

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