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Senado avança em projeto que cria nova lei do trabalho rural e substitui regras de 1973
Notícias

Desembolso de crédito no Plano Safra atual chega a R$ 112,8 bi em três meses

Por Redação 16/10/2024
Escrito por Redação

Desembolso de crédito no Plano Safra atual chega a R$ 112,8 bi nos três primeiros meses

Relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base em dados da Matriz de Dados do Crédito Rural do Banco Central do Brasil, aponta que nos primeiros três meses do Plano Safra 2024/2025 em São Paulo foram desembolsados R$ 11 bilhões, uma queda de 30,4% em relação ao mesmo período da safra anterior. O número de contratos no estado -caiu de 18,9 mil para 16,4 mil, redução de 13,2%.

No Brasil, o desembolso de crédito rural no Plano Safra atual foi de R$ 112,8 bilhões, queda de 31,1% no valor contratado na comparação com o mesmo período da safra anterior. Também houve diminuição no número de operações, que caiu de 733 mil para 522 mil (-28,8%).

Primeira estimativa da safra de grãos 2024/25 projeta produção recorde

Apesar disso, o valor desembolsado via Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) apresentou crescimento tanto no Brasil (+5,8%) quanto em São Paulo (+10,8%), com aumento nas contratações. Em contrapartida, o valor contratado via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e agricultura empresarial, em ambos os cenários nacional e paulista, registrou queda.

Uma possível explicação para a queda no desembolso do Pronaf e aumento no do Pronamp no Plano Safra é a migração de produtores do Pronaf para o Pronamp devido a faixa de renda. Como não houve elevação da Renda Bruta Familiar (RBF) de enquadramento na Agricultura Familiar nesta safra, atualmente em R$ 500 mil, produtores anteriormente enquadrados no Pronaf podem agora estar sendo enquadrados no Pronamp.

 

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Notícias

Setor debate PL que busca tornar o seguro rural mais acessível e eficaz

Por Redação 15/10/2024
Escrito por Redação

Setor debate PL que busca tornar o seguro rural mais acessível e eficaz

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o Instituto Pensar Agro (IPA) e o Senado Federal, promoveram o workshop “Modernização do Seguro Rural no Brasil”. O evento, realizado na sede da Famato, em Cuiabá (MT), reuniu especialistas, produtores rurais, seguradoras e autoridades do setor para debater o Projeto de Lei (PL) nº 2951/2024.

Entre outros pontos, o PL busca tornar o seguro rural mais acessível e eficaz, em um momento em que apenas 21% da área plantada no Brasil está coberta, contra 80% nos Estados Unidos. A proposta visa aumentar a previsibilidade orçamentária e criar um fundo privado de seguro rural, previsto na Lei Complementar 137/2010, mas que até agora não foi implementado.

Entre os presentes no evento, destacam-se a senadora Tereza Cristina (PP-MS), autora do projeto, e o senador Jayme Campos (União-MT), relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Ambos participaram de um painel para discutir os próximos passos e as mudanças que o projeto pode trazer ao setor agrícola brasileiro.

Primeira estimativa da safra de grãos 2024/25 projeta produção recorde

Durante o workshop, a senadora Tereza Cristina ressaltou a importância de modernizar a legislação vigente para criar um seguro rural mais eficiente e abrangente, capaz de atender produtores de todos os portes. “Nós precisamos ter previsibilidade. Não dá para um setor como o nosso, que carrega a economia brasileira, ficar todo ano com o Ministério da Agricultura pedindo ao governo e ao Ministério da Fazenda se houver verba para a subvenção ao seguro”, afirmou.

Tereza também comparou o cenário brasileiro com o modelo norte-americano, mencionando o fundo agrícola de 45 bilhões de dólares dos EUA, que funciona sem contingenciamentos, garantindo suporte ao setor em situações de emergência. “Foi nesse modelo que nos inspiramos para modernizar a nossa lei”, disse a senadora, enfatizando a necessidade de uma base de dados sólida e atualizada sobre o setor agrícola brasileiro.

A senadora também destacou a resistência de muitos produtores em regiões que abrangem o seguro rural, especialmente em Mato Grosso, que historicamente possuem uma estação chuvosa bem definida. No entanto, Tereza Cristina alertou para as mudanças climáticas, que tornam o cenário menos previsível e reforçam a necessidade de políticas mais robustas de proteção ao produtor.

“Se tivermos um seguro que funcione e resolva o problema, talvez os bancos comecem a dispensar as hipotecas e a diminuir os juros”, ponderou.

O senador Jayme Campos, relator da proposta, reforçou a relevância do projeto para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. “Não dá para mensurar a importância do que o projeto do Seguro Rural representa. Queremos fazer um projeto que seja perene, tanto para o agro quanto para o futuro do país”, afirmou.

Campos também destacou que, “além de Mato Grosso, o projeto tem impacto nacional, especialmente em estados que sofrem com maior variabilidade climática e perda de safras frequentes.”

O que disseram os integrantes da FPA

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) também enfatizou a necessidade de uma solução que contemple todos os produtores rurais. “Precisamos chegar a um denominador comum e encontrar um mecanismo para a modernização do Seguro Rural, garantindo que todos nós, produtores, tenhamos acesso a ele. Para isso, precisamos de compromissos do Governo Federal, do Ministério da Agricultura, dos governos estaduais e até mesmo do envolvimento dos municípios de todo o Brasil”, declarou Bagattoli.

Já o senador Wellington Fagundes (PL-MT) chamou a atenção para a importância de o Seguro Rural ser tratado como uma política de Estado, e não de governo. “O Seguro Rural precisa ser uma política de Estado, não uma política de governo. No mundo todo, fala-se em segurança alimentar. Por isso, parabenizo os senadores Jaime Campos e Tereza Cristina pela iniciativa”, afirmou Fagundes.

A deputada Gisela Simona (União-MT) destacou os riscos climáticos enfrentados pelo setor agropecuário. “O agro é uma indústria a céu aberto. Além dos riscos normais de todo negócio, temos o fator climático que nos deixa sujeitos a diversas adversidades. A proposta desse Seguro Rural é importante, já que os projetos vigentes não garantem a necessidade de segurança”, explicou.

Na mesma linha, a deputado Coronel Fernanda (PL-MT) reforçou que o seguro rural é essencial para a proteção do agronegócio, que é vital para a economia do país. “O agro brasileiro precisa ser respeitado por este governo, que tem causado prejuízos e não tem levado a sério as nossas necessidades. Os países desenvolvidos protegem seus produtores rurais porque entendem a responsabilidade com a segurança alimentar global, e o Brasil precisa seguir esse caminho”, finalizou.

 

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EmpresasNotícias

AGCO é credenciada no Programa Mover de Mobilidade Verde e Inovação

Por Redação 15/10/2024
Escrito por Redação

AGCO é credenciada no Programa Mover de Mobilidade Verde e Inovação

A AGCO, fabricante e distribuidora de máquinas agrícolas e tecnologia de precisão, foi credenciada no programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do governo federal. A iniciativa visa apoiar empresas que desenvolvem tecnologias inovadoras e sustentáveis, com foco na utilização de combustíveis de baixo carbono, por meio de créditos fiscais que reduzem os custos operacionais.

Segundo Ana Helena Andrade, diretora de assuntos governamentais da AGCO para a América do Sul, essa conquista demonstra o compromisso da empresa em liderar o desenvolvimento de soluções agrícolas de alta tecnologia e sustentável.

“Ser a primeira empresa de máquinas agrícolas a participar do Programa Mover é um reflexo da nossa visão de futuro. Estamos focados em fornecer produtos de alta tecnologia que ajudem os agricultores a enfrentar os desafios de produtividade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e eficiente”, ressalta.

“A participação no Programa Mover nos permitirá direcionar mais recursos em inovação, impulsionando o desenvolvimento de soluções que beneficiem tanto os agricultores quanto o meio ambiente”, afirma Fabricio Natal, vice-presidente global de engenharia AGCO.

Primeira estimativa da safra de grãos 2024/25 projeta produção recorde

Lançado em dezembro de 2023, a iniciativa integra a Política Automotiva Brasileira e amplia as exigências de sustentabilidade da frota do país, estimulando a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística. A meta do programa é reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030, estabelecendo requisitos mínimos para que os veículos saiam das fábricas mais econômicos, mais seguros e menos poluentes.

 

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Safra 2024/25 começa a ganhar ritmo no Oeste da Bahia, com previsão de 780 mil toneladas de algodão
MercadoNotícias

Estimativa de setembro do IBGE aponta queda de 6,4% na safra 2024

Por Redação 15/10/2024
Escrito por Redação

Estimativa de setembro do IBGE aponta queda de 6,4% na safra 2024

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (15) pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar 295,1 milhões de toneladas em 2024. Trata-se de um valor 6,4% ou 20,2 milhões de toneladas menor do que a safra obtida em 2023 (315,4 milhões de toneladas). Na comparação com agosto, a estimativa registrou queda de 0,4%, com decréscimo de 1,2 milhão de toneladas.

A área a ser colhida este ano deve ser de 78,7 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 1,1% (817,3 mil hectares a mais) em relação à área colhida em 2023. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 101,3 mil hectares (0,1%).

“Em comparação ao que vimos no ano passado, a safra de 2024 tem mostrado grandes perdas na safra de verão e na segunda safra. Os períodos de seca prolongaram-se e afetaram fortemente a produção em diversos estados, principalmente em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Paraná. Além disso, no Rio Grande do Sul a colheita não aconteceu do jeito que se esperava, pois as enchentes que atingiram o estado em abril e maio deste ano prejudicaram a safra”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas. Ele lembra que, mesmo assim, a produção gaúcha apresenta crescimento em relação a 2023.

Os principais destaques negativos da safra 2024 em relação a 2023 são as estimativas da produção de milho e soja. O milho, a soja e o arroz representam 92,1% da estimativa da produção e são responsáveis por 87,2% da área colhida.

Na comparação com 2023, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (14,2%), do arroz (2,4%), do feijão (5,5%) e do trigo (9,0%). Por outro lado, soja (-4,9%), milho (-11,0%, sendo -17,4% no milho de 1ª safra e -9,3% no milho de 2ª safra) e sorgo (-8,7%) recuaram.

Ainda frente a 2023, mas no que se refere à área a ser colhida, ocorreu crescimento de 15,6% na do algodão herbáceo (em caroço), de 5,4% na do arroz em casca, de 6,6% na do feijão e de 3,3% na da soja. As áreas de milho (-3,3%, sendo -9,3% no milho 1ª safra e -1,4% no milho 2ª safra), de trigo (-11,9%) e de sorgo (-2,2%) apresentaram quedas.

Confira também a primeira estimativa da CONAB para a safra 2024/25

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de setembro mostrou variação anual positiva somente para a Região Norte (12,5%). Sul (-0,7%), Centro-Oeste (-9,9%), Sudeste (-15,8%) e Nordeste (-3,8%) registraram índices negativos. Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos o Norte (0,4%), o Nordeste (0,3%) e o Centro-Oeste (0,4%). Sudeste (-4,6%) e Sul (-0,9%) tiveram reduções.

Em relação a agosto, os principais aumentos nas estimativas de produção ficaram por conta da batata 2ª safra (11,3% ou 152 109 t), do sorgo (2,9% ou 111 874 t), do algodão herbáceo – em caroço (2,7% ou 230 351 t), da batata 3ª safra (2,6% ou 29 944 t), do feijão 3ª safra (1,0% ou 8 047 t), do feijão 2ª safra (0,9% ou 13 102 t), do milho 2ª safra (0,1% ou 96 150 t) e da batata 1ª safra (0,0% ou 68 t).

No sentido oposto, houve quedas nas estimativas da produção da laranja (-13,0% ou -1 963 109 t), da cevada (-8,1% ou -37 814 t), do trigo (-6,1% ou -553 632 t), do café canephora (-4,7% ou -49 953 t), da cana-de-açúcar (-2,1% ou -15 004 711 t), da aveia (-1,7% ou -21 229 t), do tomate (-1,6% ou -70 662 t), da uva (-1,4% ou -20 122 t), do feijão 1ª safra (-1,3% ou -12 448 t), da soja (-0,5% ou -777 186 t), do milho 1ª safra (-0,4% ou -84 346 t) e do café arábica (-0,2% ou -5 358 t).

“A produção de algodão herbáceo (em caroço) estabeleceu novo recorde histórico em setembro, com uma estimativa de 8,8 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 2,7% na comparação com os dados de agosto”, acrescenta Carlos.

 

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Venda de máquinas cai 15,6% em janeiro e Abimaq já prevê retração em 2026
MercadoNotícias

Primeira estimativa da safra de grãos 2024/25 projeta produção recorde

Por Redação 15/10/2024
Escrito por Redação

Primeira estimativa da safra de grãos 2024/25 projeta produção recorde

A primeira estimativa para a safra de grãos na temporada 2024/2025, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para uma produção de 322,47 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 8,3% ao obtido em 2023/24, ou seja, 24,62 milhões de toneladas a serem colhidas a mais que no ciclo anterior, estabelecendo um novo recorde na série histórica caso o resultado se confirme ao final do ano agrícola.

Para a área, estima-se crescimento de 1,9% sobre a safra anterior, passando para 81,34 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Companhia, nesta terça-feira (15), durante o anúncio do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.

Exportações do agro batem recorde e alcançam US$ 14,19 bi em setembro

Neste ciclo, o arroz deverá apresentar novo crescimento de 9,9% na área semeada. A alta é verificada em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste e o Sudeste, onde o incremento chega a 33,5% e 16,9% respectivamente. Só em Mato Grosso, os produtores irão destinar mais de 133 mil hectares para o cultivo do grão, com uma elevação de 39,3% quando comparada com a área registrada na temporada de 2023/24.

Em Goiás esse aumento chega a 24%, índice pouco menor que o registrado em Minas Gerais, onde se verifica uma alta de 25,1%. O Sul, principal região produtora de arroz no país, também tende a registrar uma maior área cultivada, chegando a cerca de 1,16 milhão de hectares. Esse cenário influencia na expectativa de maior produção, com a colheita sendo estimada em aproximadamente 12 milhões de toneladas, recuperando o volume obtido na safra 2017/2018.

“Com esses números, a previsão é de que o Brasil volte ao patamar das maiores safras de arroz da sua história. Isso é o resultado do trabalho dos nossos produtores, em parceria com o governo federal, que voltou a elaborar políticas públicas para todo o campo agrícola brasileiro, contemplando pequenos, médios e grandes produtores”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Feijão

Para o feijão, a Conab também espera um ligeiro aumento na área semeada, saindo de 2,86 milhões de hectares em 2023/24 para 2,88 milhões de hectares no atual ciclo. Cultivado ao longo do ano, a maior elevação é esperada para a área semeada na primeira safra da leguminosa, com uma alta de 2,3%, sendo estimada em 881,3 mil hectares, resultando em uma produção de 947,3 mil toneladas.

Já a expectativa de produção total do grão no país, somando-se os três ciclos cultivados, é de 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.

Soja

No caso da soja, os produtores também devem destinar uma maior área para a cultura, com elevação de 2,8% quando comparada com a temporada passada. No entanto, o percentual de crescimento de área da oleaginosa está arrefecido nesta safra, sendo este o terceiro menor percentual de incremento registrado desde o ciclo 2009/2010.

O atraso do início das chuvas, sobretudo nos estados da região Centro-Oeste, vem atrapalhando os trabalhos de preparo do solo e do plantio. Ainda assim, a produção está estimada em 166,05 milhões de toneladas.

Milho e algodão

Para o milho, a Conab projeta uma recuperação de 3,5% na safra, sendo estimada uma colheita total em torno de 119,74 milhões de toneladas, com uma área se mantendo em 21 milhões de hectares. Na primeira safra do cereal, tanto a produção como a área cultivada a expectativa é de redução de 1,1% e 5,4% respectivamente, passando para 3,76 milhões de hectares semeados, com a produção estimada em 22,72 milhões de toneladas.

No caso do algodão, a primeira previsão indica crescimento de 2,9% na área a ser semeada, para um total de 2 milhões de hectares, e produção de pluma em 3,67 milhões de toneladas.

Safra de grãos: culturas de inverno

A primeira expectativa de produção acima de 12 milhões de toneladas para as culturas de inverno não se confirmou, influenciada principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras. O trigo, principal cultura dentre os cultivos de inverno, teve a previsão de safra reduzida para 8,26 milhões de toneladas neste levantamento.

Problemas no clima durante todo o ciclo, sobretudo no Paraná, como estiagem no início, a falta de clima frio predominante, ocorrência de dois períodos de geadas em agosto e de doenças justificam tal redução. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o cenário é mais positivo.

Mercado

Com a perspectiva de maior disponibilidade interna de arroz, os preços do produto no mercado interno devem seguir um comportamento de arrefecimento, mas, mesmo com a possível queda, deve-se manter a rentabilidade ao produtor.

A alta na produção também possibilita tanto uma elevação nas exportações do grão, que podem chegar a 2 milhões de toneladas, como um aumento nos estoques de passagem ao final da safra 2024/25, estimada em aproximadamente 840 mil toneladas.

Para o milho, as atenções se voltam para a safra de verão do cereal cultivado na América Latina. Brasil e Argentina, os principais produtores do grão na região, devem reduzir a área destinada para a cultura neste primeiro momento, e essa menor oferta sul-americana pode refletir em uma recuperação nos preços no mercado externo.

Apesar da redução na primeira safra do cereal, a Conab prevê uma produção total de milho em 119,7 milhões de toneladas, um acréscimo esperado de 3,5%, comparada ao ciclo anterior. As exportações estão projetadas em 34 milhões de toneladas no ciclo 2024/2025 e a demanda no mercado interno pelo grão deverá se manter aquecida, devido ao bom desempenho do mercado exportador de proteína animal e pela produção de etanol.

Já para a soja, as exportações para 2025 estão projetadas em 105,54 milhões de toneladas do grão, com base no aumento da produção e da demanda mundial, especialmente da China. Os estoques finais estão estimados em 4,16 milhões de toneladas.

No caso do trigo, os danos causados pelas adversidades climáticas no Paraná influenciam na valorização dos preços do cereal no mercado doméstico. O clima adverso em outras importantes regiões produtoras no mundo, bem como os conflitos geopolíticos enfrentados também foram fatores para a alta nas cotações verificada pela Companhia.

 

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EmpresasEntrevistaNotíciasVídeos

Agro é prioridade para a Modefer, que vê oportunidades no setor

Por Redação 14/10/2024
Escrito por Redação

MIA TV: agro é prioridade para a Modefer, que vê oportunidades no setor

A Modefer, empresa com 36 anos de atuação no mercado, está consolidando sua presença no setor de máquinas agrícolas e mineração, com destaque para o sistema de arrefecimento, que inclui embreagens viscosas e hélices ventiladores. De acordo com Carlos Barbosa, gerente de Vendas e Marketing da empresa, “hoje, nosso core é a linha de transporte, que representa 75% do faturamento.” No entanto, a empresa está expandindo sua atuação para atender grandes marcas agrícolas, como Caterpillar, Komatsu, John Deere e Massey Ferguson.

Com um portfólio em crescimento, a Modefer prevê um aumento no segmento agrícola. “Nosso plano para 2024 é alcançar um crescimento de 15% nessa família de produtos,” afirma o diretor. Ele destaca também a evolução tecnológica da empresa, mencionando que a nova Embreagem Eletromecânico, por exemplo, oferece uma economia de combustível de até 7%, tornando o sistema mais eficiente.

O setor agrícola é uma prioridade para a empresa, dada sua importância para a economia do País. “Sabemos que 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil está voltado para o agronegócio, o que representa um mar de oportunidades”, acredita. A empresa está atenta a regiões como o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com foco em produtos voltados para culturas de soja e algodão e também ao interior de São Paulo que tem uma rica cultura de cana-de-açucar.

Além disso, a Modefer está investindo na capacitação de sua rede de distribuição e expandindo sua atuação para a América Latina. “Estamos iniciando um trabalho via Latam, focando em Argentina, Chile, Colômbia e México, com grandes perspectivas de crescimento”, explica o gerente.

“Nos últimos doze meses, fizemos muitos investimentos em desenvolvimento de produto e capacitação técnica, sempre buscando proporcionar a melhor experiência com nossos produtos para os clientes. Tenho, inclusive, o orgulho de anunciar que, nos dias 6 e 7 de novembro de 2024, estaremos inaugurando nosso Centro de Treinamento Modefer. Na inauguração, estarão presentes os principais distribuidores do mercado de autopeças”, completa.

Confira a entrevista completa na MIA TV:

 
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Banco do Brasil supera R$ 115 bilhões de desembolso na safra 2024/25
MercadoNotícias

BB aumenta participação nos desembolsos do Plano Safra 2024/25

Por Redação 14/10/2024
Escrito por Redação
BB aumenta participação nos desembolsos totais do atual Plano Safra

Este é o maior Plano Safra da história do BB, com R$ 260 bilhões disponíveis para financiamento da safra 2024/25 // Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Clarisse Sousa – O Banco do Brasil (BB) já disponibilizou R$ 81 bilhões em crédito para o setor agropecuário no Plano Safra 2024/25. Esse montante foi liberado entre julho e o início de outubro, em mais de 225 mil operações de crédito. Com uma participação de 45% nas contratações do setor, o BB ampliou sua presença em relação aos 39% registrados no mesmo período da safra anterior.

Do total de desembolsos, R$ 69,4 bilhões foram destinados ao crédito rural e títulos como CPRs, enquanto R$ 11,5 bilhões financiaram a cadeia de valor do agro. Somente em setembro, o BB desembolsou R$ 25,5 bilhões, um aumento de 14% em comparação com o mesmo mês de 2023.

Exportações do agro batem recorde e alcançam US$ 14,19 bi em setembro

Entre os beneficiados estão os agricultores familiares, atendidos pelo Pronaf, e os médios produtores, pelo Pronamp, que juntos receberam R$ 21,3 bilhões, um crescimento de 22% em relação ao ciclo anterior.

Este é o maior Plano Safra da história do BB, com R$ 260 bilhões disponíveis para financiamento da safra 2024/25. As taxas de juros variam de 0,5% a 6,0% ao ano para a Agricultura Familiar, entre 7,5% e 10,5% ao ano para os médios produtores e de 7,0% a 12,0% ao ano para os demais produtores.

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage, destacou que o aumento da participação do Banco do Brasil nos desembolsos do Plano Safra atual “reafirma a sua posição de maior parceiro do agronegócio e agricultura familiar”, oferecendo soluções para cada produtor e segmento da cadeia produtiva, “tão estratégica para o país quanto ao desenvolvimento econômico, geração de divisas, emprego e renda, segurança alimentar e nutricional e combate à fome e inflação, além de mais qualidade de vida no campo e na cidade”, completou.

 

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Notícias

Exportações do agro batem recorde e alcançam US$ 14,19 bi em setembro

Por Redação 14/10/2024
Escrito por Redação

Exportações do agro batem recorde e alcançam US$ 14,19 bi em setembro

No mês de setembro, as exportações do agro brasileiro atingiram cifra recorde, totalizando US$ 14,19 bilhões em vendas externas, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo período de 2023. Esse resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os principais setores exportadores foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações, além do café. Esses seis setores representaram 84,6% da pauta de exportações do agro brasileiro.

Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro

O secretário Luis Rua destacou que o valor recorde de setembro também é resultado da abertura de mercados realizada nos últimos meses para produtos agropecuários brasileiros.

“Quando abrimos mercados para uma cadeia produtiva que eventualmente não exporta muito, criamos novas oportunidades e, assim, impulsionamos outros mercados,” afirmou o secretário, durante entrevista para jornalistas na sede do Mapa.

Produtos em destaque

As exportações de carnes tiveram grande destaque, com o setor bovino registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina alcançaram US$ 1,25 bilhão, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde histórico de volume embarcado, com 251,76 mil toneladas (+29,1%). A China manteve-se como o principal mercado comprador da carne brasileira.

O complexo sucroalcooleiro exportou US$ 1,92 bilhão em setembro de 2024 (+6,4%). O principal produto desse setor foi o açúcar, responsável por quase 95% das vendas externas do complexo. Em setembro de 2024, os embarques de açúcar de cana em bruto atingiram um volume recorde de 3,47 milhões de toneladas (+25,9%) para os meses de setembro.

Os produtos florestais, que incluem celulose, papel, e madeiras e suas obras, também registraram forte desempenho. A celulose foi o único produto do setor a atingir a marca de US$ 1 bilhão em vendas, com US$ 1,04 bilhão exportados, estabelecendo um novo recorde para os meses de setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores de celulose.

Outro destaque foi o café verde, com vendas externas que subiram de US$ 573,84 milhões em setembro de 2023 para US$ 1,07 bilhão em setembro de 2024 (+86,6%), cifra recorde para os meses de setembro. O volume embarcado também foi recorde, atingindo 243,1 mil toneladas comercializada.

Últimos 12 meses

Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agro brasileiro alcançaram a cifra de US$ 166,19 bilhões, o que significou elevação de 1,8% em comparação aos US$ 163,19 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores.

 

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MercadoNotícias

Moagem de cana registra queda de 13,6% na 2ª quinzena de setembro

Por Redação 11/10/2024
Escrito por Redação

Moagem de cana registra queda de 13,6% na 2ª quinzena de setembro

Clarisse Sousa – As usinas da região Centro-Sul processaram 38,83 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de setembro, uma queda de 13,62% em relação às 44,95 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra 2023/2024. No acumulado da safra 2024/2025, até 1º de outubro, a moagem de cana alcançou 505,08 milhões de toneladas, um aumento de 2,35% comparado às 493,50 milhões de toneladas do ciclo anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11/10) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Na segunda quinzena de setembro, 258 unidades produtoras operaram na região Centro-Sul, sendo 239 com processamento de cana, nove com produção de etanol a partir de milho e dez usinas flex. No mesmo período da safra 2023/2024, 261 unidades estavam em operação. Duas usinas encerraram a moagem de cana na quinzena, totalizando quatro no acumulado da safra. No ciclo anterior, até o fim de setembro, três usinas já haviam concluído a moagem, conforme a Unica.

Açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de setembro foi de 2,83 milhões de toneladas, uma queda de 16,21% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024, que registrou 3,38 milhões de toneladas. No acumulado da safra até 1º de outubro, a fabricação atingiu 33,15 milhões de toneladas, contra 32,65 milhões do ciclo anterior.

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, acrescenta que na última quinzena de setembro apenas 47,79% da cana-de-açúcar foram direcionadas à fabricação do adoçante, registrando queda em relação aos 51,10% verificados em igual período do ano anterior.

“O rendimento acumulado na produção de açúcar atingiu 65,64 quilos do adoçante por tonelada de cana até 1º de outubro desta safra, contabilizando retração em relação aos 66,17 quilos verificados em igual período do ciclo anterior”, afirmou o executivo.

A produção de etanol no mesmo período alcançou 2,24 bilhões de litros, com 1,44 bilhão de litros de etanol hidratado (+3,33%) e 792,4 milhões de litros de etanol anidro (-4,89%). No acumulado da safra até 1º de outubro, a fabricação totalizou 25,20 bilhões de litros (+7,44%), sendo 16,11 bilhões de etanol hidratado (+16,43%) e 9,10 bilhões de anidro (-5,50%).

Do total de etanol produzido na segunda quinzena de setembro, 15% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 329,84 milhões de litros neste período, contra 238,45 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 38,33%. No acumulado desde o início da safra até 1º de outubro, a produção de etanol de milho atingiu 3,80 bilhões de litros – avanço de 26,99% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Em setembro, as vendas de etanol somaram 2,94 bilhões de litros, representando um crescimento de 6,24% em comparação com o mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, as unidades do Centro-Sul venderam 1,73 bilhão de litros de etanol hidratado, um aumento de 4,36% em relação à safra anterior. Já as vendas de etanol anidro chegaram a 1,03 bilhão de litros, registrando um avanço de 10,72%.

Brasil exporta recorde de 4,5 milhões de sacas de café em setembro

No acumulado desde o início da safra até o término de setembro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 17,84 bilhões de litros, registrando crescimento de 16,23%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 11,58 bilhões de litros (+30,74%), enquanto o de anidro alcançou a marca de 6,25 bilhões de litros (-3,58%).

“Seguindo movimento observado desde o início de 2024, as vendas de etanol hidratado continuam registrando crescimento importante, refletindo a competitividade do biocombustível na bomba. Desde agosto de 2023, o etanol hidratado apresenta paridade abaixo de 73% do preço da gasolina em São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, oferecendo a possibilidade de descarbonização com economia aos proprietários de veículos flex-fuel”, explicou Rodrigues.

 

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Notícias

Mapa e Fazenda dialogam sobre medidas de incentivo para produtores rurais

Por Redação 11/10/2024
Escrito por Redação

Mapa e Fazenda dialogam sobre medidas de incentivo para produtores rurais

Os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad, reuniram-se na última quarta-feira (9) para tratar de temas voltados aos produtores rurais brasileiros com objetivo de buscar melhorias para o setor.

Aquisição de maquinário para agricultura de precisão visando auxiliar os pequenos produtores rurais na recuperação do perfil de solos degradados, aplicando a tecnologia para automatização dos processos, aumentando a produtividade, atuando no controle de pragas, na aplicação de bioinsumos e sobretudo, melhoramento dos solos, foi um dos pontos do encontro realizado na quarta-feira (09), no Ministério da Fazenda.

“Foi uma reunião muito produtiva, com muitos avanços significativos para o agro. E tenho certeza de que, com as equipes técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda juntas, em breve teremos boas notícias para os nossos produtores”, disse o ministro Fávaro.

As medidas para a flexibilização das restrições de acesso ao crédito rural foram outro assunto debatido. Com a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.081 de 2023, condições foram estabelecidas para a concessão do crédito rural pelos agentes financeiros.

Rio Grande do Sul

No que diz respeito às medidas de apoio aos produtores gaúchos, após a decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo governo federal de 26 de abril até 31 de julho de 2024, os debateram soluções para pequenos entraves que existem na concessão do crédito.

Proposta facilita crédito e seguro para agricultura familiar

Foi citada pelo ministro Fávaro a alteração da Resolução nº 5.140/2024, publicada CMN, que estabelece as condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento disponibilizadas com recursos do superávit financeiro do Fundo Social.

A mudança publicada na Resolução n° 5.172/2024 é mais um aperfeiçoamento que inclui as cooperativas agropecuárias, produtores rurais, cerealistas e fornecedores de insumos agrícola na possibilidade de renegociar dívidas.

De acordo com o documento, a delimitação georreferenciada não se aplicará a operações de capital de giro quando contratadas por produtores rurais, cooperativas de produção agropecuária, cerealistas e fornecedores de insumos agrícolas, que estejam localizados nos municípios do estado afetados.

“Estamos trabalhando para que o produtor tenha mais tranquilidade para executar a safra de verão, que já está em andamento”, terminou Fávaro.

 

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