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Notícias

Produção de biometano pode gerar 20 mil empregos no estado de SP

Por Redação 03/10/2024
Escrito por Redação

Produção de biometano pode gerar 20 mil empregos no estado de SP

Com a adoção de incentivos, investimentos e políticas de fomento, a produção de biometano pode gerar até 20 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, segundo estudo inédito.

A pesquisa destaca que a capacidade instalada ou em instalação atualmente no estado é de 0,4 milhão de m³ por dia. Com o desenvolvimento da cadeia de biometano, a oferta potencial é estimada em 6,4 milhões de m³ por dia – ou seja, 16 vezes da capacidade atual. A maior parte desse gás (84%) pode vir do setor sucroenergético – ou seja, do aproveitamento da cana-de-açúcar. Outros 16% podem ser gerados nos aterros sanitários, a partir da decomposição da matéria orgânica.

Essa produção equivale a cerca de 40% do consumo total de gás natural em São Paulo e a 25% do consumo de óleo diesel no setor de transportes, incluindo veículos pesados. Por isso, o biometano é um combustível com menor pegada de carbono que contribui para reduzir o aquecimento global.

Vendas de máquinas crescem 8,4% em agosto, mas queda persiste no ano

O trabalho foi desenvolvido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo Governo de São Paulo, numa iniciativa conjunta das secretarias de Agricultura e Abastecimento; Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e Desenvolvimento Econômico, por meio da InvestSP.

Com um potencial que pode alavancar uma nova indústria ligada à bioeconomia, o estudo aponta que São Paulo deve se posicionar como líder na transição energética, desenvolvendo um mercado de biometano estratégico para a descarbonização da indústria e do setor de transportes e o alcance das metas de redução de gases de efeito estufa.

 

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03/10/2024 0 Comentários
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Conectividade rural e mecanização na agricultura familiar será tema de seminário da Abimaq
Notícias

Conectividade e mecanização na agricultura familiar será tema de seminário da Abimaq

Por Redação 02/10/2024
Escrito por Redação

A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSMIA/Abimaq) realizará um seminário na próxima sexta-feira (4) com tema “Conectividade Rural e Mecanização na Agricultura Familiar”. O evento ocorrerá na sede da entidade, na capital paulista, das 8h às 16h, em formato híbrido, permitindo a participação presencial ou online.

O seminário visa discutir as inovações tecnológicas necessárias para integrar a conectividade no campo e os desafios de mecanização enfrentados pela agricultura familiar, fundamental para o crescimento agronegócio brasileiro. Além disso, temas macroeconômicos e as tendências globais das commodities agrícolas estarão em pauta.

Vendas de máquinas crescem 8,4% em agosto, mas queda persiste no ano

Especialistas irão conduzir palestras e debates ao longo do evento. Entre os nomes confirmados estão Pedro Estevão, presidente da CSMIA; Fernanda Machiaveli, Secretária Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Guilherme Panes, Head de Agricultura Digital da Jacto; Renato Bueno, Diretor de Redes Móveis para Empresas na América Latina da Nokia; Carlos Cogo, Sócio Diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio; Ângelo Vieira dos Reis, Professor da UFPel e Pesquisador da Embrapii Inovagro-UFPel e Myriã Bast, Superintendente da Área Econômica do Bradesco.

O evento é uma oportunidade para empresários, acadêmicos e gestores atualizarem-se sobre as mais recentes tendências tecnológicas e econômicas do setor agrícola e cenários futuros, além de promoverem networking e trocarem experiências com profissionais influentes.

O evento será gratuito para associados e não associados através do canal da ABIMAQ no YouTube. 

 
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02/10/2024 0 Comentários
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NotíciasTecnologia

El Niño reduz chuvas no Distrito Federal e impacta produtividade da soja

Por Redação 02/10/2024
Escrito por Redação

El Niño reduz chuvas no Distrito Federal e impacta produtividade da soja

Muito se fala sobre a influência do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS) sobre o clima no Brasil, mas, pela primeira vez, pesquisadores da Embrapa identificaram e quantificaram de que forma o aquecimento da superfície do mar no Oceano Pacífico muda o regime de chuvas e, consequentemente, a produtividade da soja em uma região do Cerrado brasileiro.

Em um trabalho que acaba de ser publicado na Revista Agrometeoros, Alfredo Luiz, da Embrapa Meio Ambiente (SP), e Fernando Macena, da Embrapa Cerrados (DF), encontraram uma relação entre os anos de El Niño com uma forte redução na precipitação acumulada nos meses de outubro, novembro e dezembro, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. Os pesquisadores analisaram registros da série histórica de 1974 a 2022, além de observações diárias na estação meteorológica localizada na área experimental da Embrapa no DF.

“Foi impressionante constatar que a mudança na temperatura da superfície de um oceano distante milhares de quilômetros do Planalto Central brasileiro altera de forma tão impactante a chuva nessa região”, diz Luiz, ao comentar que os resultados mostram uma média nos anos de El Niño (372 mm) 40% inferior à média dos anos de La Niña (623 mm).

Como foi feito o estudo

Os cientistas utilizaram os valores mensais do Indicador Oceânico Niño (ION), um índice fornecido pela Agência Espacial Norte-americana (Nasa), desde 1950, que traz uma média da temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico. Eles consideraram os 12 valores de ION de cada ano, desde 1974 até 2022 (período em que estavam disponíveis dados da estação meteorológica da Embrapa- foto da estação ao lado), para classificar os anos em cinco grupos.

O grupo em que os valores mensais do ION foram predominantemente maiores que +0,5 °C foi considerado como de anos de El Niño. De modo análogo, o grupo em que predominaram variações menores que -0,5 °C foi denominado de anos de La Niña. Grupos sem predominância de valores maiores que +0,5 ou menores que -0,5 °C ou com uma mistura deles foram chamados de: Fim de El Niño; Neutro; e Início de La Niña.

Vendas de máquinas crescem 8,4% em agosto, mas queda persiste no ano

Depois de separados os anos em grupos, foi calculada a média da quantidade de chuva acumulada nos meses de outubro, novembro e dezembro, principal período relacionado ao ciclo vegetativo da soja na região.

Para complementar a pesquisa, os cientistas usaram um simulador de crescimento e rendimento de plantas, chamado STICS, que foi alimentado com dados de clima, solo e planta, considerando o plantio de duas variedades de soja, no solo dos campos experimentais da Embrapa Cerrados. Os dados de solo e das plantas são sempre os mesmos, entretanto, para os dados de clima foram utilizados os valores de chuva, temperatura e radiação solar realmente observados diariamente para cada ano, de 1974 até 2022.

Com o uso desse modelo computacional, foi possível simular a produtividade da soja para plantios em diversas datas, de setembro a dezembro, em todos os anos. Ao fim, foram calculadas as médias de produtividade por época de plantio para cada ano e por grupos de anos derivados do ENOS.

A produtividade da soja foi muito inferior no grupo de anos de El Niño em comparação com os demais grupos, diferença que foi ainda mais evidente quando o plantio simulado se deu nos meses de setembro e outubro. No pior caso, quando semeada no início de setembro, a cultivar de soja BRS 8383IPRO produziu, em média, 2.418 kg por hectare nos anos de La Niña e apenas 493 kg por hectare nos anos de El Niño. Importante destacar que essa diferença diminuiu muito quando a semeadura simulada da soja se deu nos meses de novembro e dezembro.

“O estudo comprovou que os efeitos das fases do ENOS variaram de acordo com a data de semeadura na região de Planaltina, quando as fases do El Niño tiveram impacto negativo na produtividade da soja nas primeiras datas de semeadura e resultados opostos foram encontrados para anos de La Niña”, destaca Macena.

Próximo passo: sistemas de antecipação e previsibilidade

“Sabemos que os sistemas de alerta precoce e as ações antecipadas podem ajudar a reduzir os impactos negativos das condições meteorológicas extremas exacerbadas pelo ENOS ou ainda aproveitar os benefícios de condições favoráveis”, completa Luiz.

“O próximo passo será identificar períodos-chave, anteriores ao plantio da soja, nos quais a variabilidade do ION ou de outro indicador do ENOS esteja fortemente relacionada com a produtividade da cultura. É uma forma de reconhecer com antecedência a maior probabilidade de aumento ou redução da chuva durante a fase crítica do ciclo da cultura, para que os tomadores de decisão possam, a tempo, planejar alternativas de manejo, data de plantio, mudança de cultura ou ciclo de cultivar para reduzir os prejuízos com possíveis efeitos adversos ou obter vantagem quando as condições climáticas previstas forem mais favoráveis.”

 

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Notícias

Produtor afetado pela seca em Minas Gerais poderá renegociar dívidas

Por Redação 02/10/2024
Escrito por Redação

Produtor afetado pela seca em MG poderá renegociar dívidas

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) anunciou, após reunião com o Banco do Brasil, que os agricultores afetados pela seca severa no estado poderão rever suas dívidas com condições exclusivas.

O gerente de Agronegócios do Banco do Brasil para Minas Gerais, Bruno Machado, afirmou que o banco vai renegociar os contratos de custeio e as parcelas que tenham vencimento ainda este ano. Ele acrescentou que, mesmo com a renegociação, os agricultores continuam tendo acesso a linhas de crédito, sejam pequenos, médios ou grandes produtores.

Para saber como acessar as condições, os produtores devem procurar uma agência do Banco do Brasil.

Minas Gerais é, hoje, a maior carteira agrícola do banco, com R$ 52 bilhões aplicados no estado, frente a um total de R$ 330 bilhões em todo o Brasil, conforme Bruno Machado.

Vendas de máquinas crescem 8,4% em agosto, mas queda persiste no ano

O secretário Thales Fernandes destaca que é fundamental apoiar o produtor frente às intempéries climáticas.

“Essa parceria mostra a força que o agro mineiro tem e a importância das linhas de financiamento para impulsionar a nossa agropecuária, para que ela continue a gerar renda, emprego e alavancando Minas Gerais. São oportunidades para que o produtor rural se mantenha no negócio e se fortaleça cada vez mais”, analisou.

Garantia safra

Os recursos do Programa Garantia-Safra são outra possibilidade para quem foi afetado pela estiagem. Este ano, o Governo de Minas repassou cerca de R$ 5,7 milhões ao Fundo Garantia-Safra 2023/2024, aproximadamente 12% a mais em relação ao repasse feito na safra anterior. O aumento do aporte ampliou em 11% o número de agricultores beneficiados, chegando a aproximadamente 40 mil.

O benefício anual de R$ 1,2 mil é pago aos agricultores dos municípios que comprovem perdas de 50% ou mais das culturas cobertas pelo programa em razão de secas ou chuvas em excesso. O programa é destinado a residentes na região de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Ações de prevenção e mitigação

Para além dos recursos financeiros, os agricultores estão se adaptando à seca com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

Os extensionistas rurais ensinam técnicas para reter água no solo, como o uso de plantas de cobertura para melhorar a infiltração de água e o uso da palhada, que sobra após o corte destas plantas, para proteger e ajudar na diminuição da sua temperatura do solo.

Outras práticas de conservação do solo e da água ao alcance dos agricultores são a construção de barraginhas para captação de água, o terraceamento (também conhecido como ‘curva de nível’), e investir no cercamento de nascentes e recomposição das matas ciliares em rios e córregos.

 

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MercadoNotícias

Vendas de máquinas crescem 8,4% em agosto, mas queda persiste no ano

Por Redação 01/10/2024
Escrito por Redação

Vendas de máquinas crescem 8,4% em agosto, mas queda persiste no ano

Clarisse Sousa – As vendas de máquinas agrícolas cresceram 8,4% em agosto em relação ao mês anterior, totalizando R$ 6,4 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (1) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No mês, o setor manteve praticamente os mesmos patamares de crescimento de julho, quando o aumento foi de 8,9%.

Apesar do desempenho positivo em agosto, o setor ainda registra uma queda no acumulado do ano. Nos oito primeiros meses de 2024, as vendas totais apresentaram uma retração de 25,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na comparação com agosto de 2023, a queda é de 15,8%.

De acordo com o Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, essa redução já era esperada e alguns fenômenos contribuíram para essa queda.

“A seca tem sido muito severa e persistente, como ocorreu na safra de verão, resultando em grandes perdas de produtividade e baixo rendimento das lavouras. Diante de tudo isso, as pessoas ficam mais seletivas na hora de comprar uma máquina. Além disso, os preços das commodities caíram bastante, especialmente em relação aos grãos, o que impactou a rentabilidade dos produtores.”

Estevão lembrou que, no primeiro semestre, a falta de recursos do Plano Safra e os juros altos também contribuíram para a queda nas vendas. “Outro fenômeno que marcou 2024 foi a redução na área plantada, em contraste com o período de 2020 a 2023, quando houve um aumento de quase 15 milhões de hectares, passando de 63 milhões para 78 milhões. Esse aumento significativo não se repetiu neste ano. Ou seja, não tivemos um mercado de expansão, apenas de reposição, considerando as condições climáticas, os juros elevados e os preços altos”, explicou.

Governo aprova crédito extraordinário de R$ 60 mi para Agricultura

O ano tem sido bastante desafiador para o setor. A entidade mantém a previsão de uma retração de 25% ao final de 2024. “Esperamos que 2025 seja melhor, especialmente se o clima colaborar. Se a seca cessar e as chuvas retornarem em outubro, novembro e dezembro, poderemos ter um cenário mais favorável”, completou Estevão.

Exportações

De acordo com os dados apresentados pela Abimaq, as vendas externas de máquinas agrícolas caíram 2,9% em agosto em comparação a julho. No acumulado do ano, a redução é de 23,3%.

Tratores e colheitadeiras

As vendas internas de tratores e colheitadeiras caíram 29% de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 29.390 unidades contra 41.392 comercializadas em 2023.

No mesmo período, as exportações de tratores e colheitadeiras registraram uma redução de 29,9%, totalizando 3.860 unidades contra 5.503 do mesmo período do ano passado.

 

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Agro sustenta superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial brasileira em janeiro
Notícias

PIB da agropecuária deve recuar 0,7% este ano e crescer 2,5% em 2025

Por Redação 01/10/2024
Escrito por Redação

PIB da agropecuária deve recuar 0,7% este ano e crescer 2,5% em 2025

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta segunda-feira (30), a Visão Geral da Conjuntura, uma análise do desempenho da economia brasileira. O Grupo de Conjuntura da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea revisou a projeção de crescimento para 3,3% do produto interno bruto (PIB) brasileiro para 2024. Para 2025, a estimativa passou de 2,3% para 2,4%. O indicador do PIB da agropecuária deve recuar 0,7% este ano e subir 2,5% em 2025.

Ao contrário do que se poderia pensar em junho, durante o lançamento da última Visão Geral, os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul sobre o PIB agregado parecem ter se exaurido no curto prazo. Com efeito, os indicadores conjunturais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), talvez por questões amostrais, as enchentes apenas geraram volatilidade ao longo do segundo trimestre, com quedas acentuadas em maio sendo seguidas de fortes crescimentos em junho.

Impulsionado pela boa evolução do mercado de trabalho e por melhores condições de acesso ao crédito, o desempenho das vendas de bens e serviços às famílias manteve a tração ao longo de 2024, e segue como principal driver da economia.

Após um ano de 2023 decepcionante, a demanda por bens de capitais também se destacou positivamente, potencializando uma recuperação verificada na indústria de transformação, embora num ritmo ainda modesto. Como consequência, além do bom desempenho da produção interna, as importações seguem registrando expansão, fato também evidenciado pelo crescimento mais acelerado do Consumo Aparente (CA) de bens industriais, em relação à produção física. Já as exportações, com importante contribuição para o crescimento do PIB em 2023, vêm apesentado alguma desaceleração.

Embarques de soja devem atingir 5,8 mi de toneladas em setembro

Por outro lado, alguns fatores indicam um crescimento menos robusto para o segundo semestre de 2024, em comparação com o primeiro. Enquanto o Banco Central iniciou, em setembro, um ciclo de aumento da taxa de juros, o impulso fiscal por parte do governo tende a ser menor do que o ocorrido anteriormente. Já com relação à situação financeira das famílias, embora a massa de rendimentos continue registrando ganhos reais, a trajetória de alguns índices de preços, notadamente no setor serviços, tem se tornado menos favorável.

A surpresa positiva em relação ao ritmo de crescimento do PIB no segundo trimestre, resultou em um elevado efeito de carregamento estatístico (2,7%) para o resultado de 2024. Em relação à previsão para o terceiro trimestre de 2024, estima-se que o PIB apresente crescimento de 0,4% na margem, com alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Pelo lado da oferta, o Ipea projeta uma alta de 0,3% para o setor de serviços na comparação com o segundo trimestre, com crescimento de 3,5% interanual. Ao longo do restante do horizonte de previsão, mesmo num ritmo menos intenso, espera-se que o setor continue sendo um dos principais motores do resultado do PIB, acumulando altas de 3,4% e 2,5% em 2024 e 2025, respectivamente.

Em relação à indústria, em um cenário com estoques abaixo do planejado e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) rodando acima da sua média histórica, a expectativa é de um avanço de 0,8% na margem, com alta de 3,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Considerando os efeitos do ciclo de aumento das taxas de juros iniciado em setembro, o Ipea prevê um desempenho mais modesto em 2025, com crescimento acumulado de 2,1%. Por fim, com base na piora das projeções para o resultado da lavoura em 2024, divulgadas no boletim Levantamento Sistemática da Produção Agropecuária, a previsão é de uma queda de 0,7% do PIB agropecuário no acumulado do ano. Em 2025, os pesquisadores projetam alta de 2,5%.

Pela ótica da demanda, o Ipea prevê mais um bom desempenho da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no terceiro trimestre de 2024, com crescimento de 1,5% na margem, resultado compatível com a alta de 8,7% comparação interanual. Com carry-over de 5,5% para este ano, em um ambiente econômico caracterizado por um mercado interno aquecido e pela recuperação da indústria manufatureira, projetamos aumentos de 6,2% em 2024 e de 3,2% em 2025.

O consumo de bens e serviços deve continuar crescendo, embora com menos folga no orçamento das famílias, em função de um cenário menos benigno para a inflação e da expectativa de um menor impulso fiscal no segundo semestre.

Com isso, a projeção de crescimento do consumo é um avanço de 0,6% com ajuste sazonal e alta de 4,3% sobre o mesmo trimestre de 2023. Para 2024, após um semestre que superou as expectativas dos pesquisadores, o Ipea aumentou o resultado acumulado para 4,6%. Com uma taxa de juros prevista para o fim de 2025 maior do que a anteriormente estimada, o consumo de bens de serviços desaceleraria para 2,5% em 2025.

No último trimestre, apesar da surpresa positiva causada pela queda mais acentuada dos preços dos alimentos em julho e agosto, houve uma deterioração do ambiente inflacionário, a partir de uma nova aceleração dos preços dos serviços e o surgimento de fatores de pressão adicionais sobre os preços dos alimentos, da energia e dos combustíveis. A alta de 4,2% do IPCA em agosto repercutiu os impactos da desvalorização cambial, especialmente sobre os preços comercializáveis, além dos efeitos do aquecimento do mercado de trabalho sobre a inflação dos serviços livres.

Embora a inflação em doze meses ainda mostre uma tendência de desaceleração ante à observada em 2023, a conjuntura atual revela que este processo de desinflação tende a ser mais lento que o projetado anteriormente. Por isso, a expectativa para os próximos meses é de leve aceleração da inflação em 12 meses.

 

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NotíciasTecnologia

New Holland apresenta atualização da linha de tratores T5 Dual Command

Por Redação 01/10/2024
Escrito por Redação

New Holland apresenta atualização da linha de tratores T5 Dual Command

A New Holland apresenta nesta semana, durante a feira Sommet de l’ Élevage 2024, que ocorre na França, de 1 a 4 de outubro, a atualização da linha de tratores T5 Dual Command, composta por cinco modelos de 80 a 117 cv. Os modelos são equipados com motores FPT F36 de quatro cilindros e 3,6 litros e ganhou um novo visual e novos recursos , com uma série de atualizações projetadas para melhorar a produtividade e o conforto do operador.

O novo T5 Dual Command vem com uma oferta de pneus traseiros mais ampla e uma escolha de eixos dianteiros – uma unidade padrão para trabalhos mais leves e aplicações estreitas, ou um novo eixo HD para tratores que devem executar trabalhos pesados ​​de carregadeira e tarefas intensivas de campo.

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Além disso, uma opção de eixo dianteiro SuperSteer exclusiva da New Holland apresenta um ângulo de direção de 76° para melhorar ainda mais a manobrabilidade e a produtividade em curvas fechadas de cabeceiras, campos pequenos e em pátios agrícolas. A distância entre eixos de 2,35 m combina essa manobrabilidade com estabilidade.

Os tratores equipados com o eixo dianteiro padrão se beneficiam de um aumento de 20% na capacidade de direção sob carga para curvas mais rápidas , enquanto um eixo HD mais robusto aumenta o peso bruto do veículo permitido para 7.000 kg.

Quando equipados com pneus traseiros de 38 pol., os tratores T5 combinam alta distância do solo de 480 mm e baixa altura geral abaixo de 2,67 m , minimizando o risco de danos à colheita e maximizando a acessibilidade do edifício.

Os modelos T5 Dual Command também ganham um aumento de capacidade de elevação traseira de 7%, para 4.700 kg, enquanto uma nova bomba hidráulica de 82 l/min fornece 30% mais fluxo hidráulico , para rápido engate do implemento na cabeceira e tempos de ciclo de carregamento rápidos.

Mais tecnologia e conforto

A transmissão nos novos modelos T5 Dual Command é a unidade Dual Command 24F/24R, com quatro velocidades, três faixas e um powershift de duas velocidades, além de um inversor eletrônico.

Um novo bloqueio automático do diferencial e engate automático da tração nas quatro rodas nos modelos T5 Dual Command simplificam as curvas em cabeceiras, enquanto uma nova tomada de força dianteira a disco úmida, mais silenciosa e fácil de engatar, que dispensa manutenção, segundo a fabricante, proporciona mais conforto e versatilidade.

Os novos tratores T5 apresentam um estilo novo com novas grades frontais e laterais, além de novos decalques que combinam com os de outras máquinas New Holland recentemente atualizadas. Um novo escapamento em formato de U garante visão frontal desimpedida, enquanto luzes de trabalho e faróis atualizados com um pacote de luz LED opcional melhoram a visão e a segurança no campo e na estrada, e há novas luzes LED ‘de assinatura’.

Os tratores T5 Dual Command se beneficiam da suspensão mecânica da cabine Comfort Ride, para uma viagem mais suave no campo e na estrada. Esses modelos também apresentam um novo painel de instrumentos digital com um design revisado que torna as informações mais fáceis de ler.

Com a demanda crescente entre os proprietários de tratores utilitários pelos mesmos padrões de tecnologia de agricultura de precisão estabelecidos em modelos de maior potência, os novos modelos T5 Dual Command podem ser equipados com telemática e um conjunto completo de tecnologias de agricultura de precisão , incluindo autoguidance, o terminal touchscreen IntelliView 12 e conexão de implemento ISOBUS Classe 2.

O monitoramento de dados da máquina em tempo real – incluindo localização precisa e status de serviço – mais a visualização remota de displays na cabine e a visualização de camadas de dados agronômicos podem ser gerenciados para várias faixas de máquinas por meio da plataforma New Holland FieldOps disponível em todo o mundo.

Segundo a fabricante, as primeiras unidades do novo T5 Dual Command chegarão às concessionárias da marca N no final deste ano.

 

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Notícias

Outubro terá chuvas acima da média em grande parte da região Sul, MS, SP, RJ e MG

Por Redação 30/09/2024
Escrito por Redação

Outubro terá chuvas acima da média em grande parte da região Sul, MS, SP, RJ e MG

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de outubro indica chuvas acima da média em grande parte da Região Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, com chances do retorno gradual das chuvas para a parte central do País, durante a segunda quinzena de outubro.

No sudoeste do Amazonas e do Pará, bem como no norte de Rondônia, a precipitação também será ligeiramente acima da média. Já em grande parte do Nordeste, norte de Minas Gerais e de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará, são previstas chuvas próximas e abaixo da média climatológica.

Considerando o prognóstico climático do Inmet para outubro de 2024 e seus possíveis impactos nas principais culturas, a previsão de pouca chuva para o centro-norte aponta para uma redução dos níveis de umidade no solo, principalmente no Matopiba (região que abrange os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Seca prolongada ameaça produção agrícola e pressiona custos no Brasil

Já no norte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, este cenário poderá beneficiar a finalização da colheita do algodão e do feijão terceira safra. Já as culturas de verão, podem ser beneficiadas em áreas do Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais, onde prevê-se o retorno gradual das chuvas. Em grande parte da Região Sul, a previsão de chuvas acima da média pode ser favorável para o início do plantio e desenvolvimento da safra 2024/2025.

Temperatura

Quanto às temperaturas, a previsão indica que deverão ser acima da média em grande parte do país, devido à redução das chuvas, com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso, principalmente em áreas do Mato Grosso, oeste da Bahia, Piauí, Maranhão, onde as temperaturas médias poderão ultrapassar os 28ºC.

Em algumas localidades do leste de Pernambuco, Rio Grande do Norte, sudeste do Amazonas, sudoeste de São Paulo, sudeste do Paraná e centro de Santa Catarina, são previstas temperaturas próximas à média.

Já no Rio Grande do Sul e áreas pontuais de Santa Catarina e Paraná, são previstos valores abaixo da média. Em áreas de maior altitude das regiões Sul e Sudeste, são previstas temperaturas inferiores à 17ºC.

 

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MercadoNotícias

Paraná: chuva favorece plantio e produção de soja é estimada em 22,4 milhões/t

Por Redação 30/09/2024
Escrito por Redação
Paraná: chuvas favorecem plantio e produção de soja é de 22,4 milhões de t

Safra da soja no Paraná – Foto: Gilson Abreu/AEN

A Projeção Subjetiva de Safra (PSS) divulgada pelo Deral nesta quinta-feira (26) mostra que o clima dos últimos dias foi favorável para o plantio das culturas de verão, como a soja e o milho. Por outro lado, o documento refina os dados das perdas na safra de trigo 2023/2024, em decorrência da seca e das geadas.

Cerca de 10% dos 5,8 milhões de hectares de soja previstos para a safra 2024/2025 já foram semeados. Essa área é recorde no Estado. A produção esperada é de 22,4 milhões de toneladas, que se confirmada será 21% maior que a safra anterior, que foi de 18,5 milhões. “Os produtores tiveram um avanço significativo no plantio em um curto espaço de tempo”, diz Edmar Gervásio, analista do Deral.

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A primeira safra de milho 2024/25 segue dentro da normalidade e o plantio deve ser finalizado nos próximos 15 dias. A previsão neste momento é de que sejam produzidas 2,6 milhões de toneladas em uma área de 257,3 mil hectares.

O relatório deste mês também atualiza a situação do trigo do Paraná, que registrou perda de 32% sobre a projeção de produção, que era de 3,8 milhões de toneladas. Atualmente, espera-se uma produção de 2,6 milhões de toneladas. Segundo o Deral, as perdas financeiras relativas ao cereal superam R$ 1 bilhão, mas podem ser amenizadas pelos contratos de seguro.

Soja

Os técnicos do Deral avaliam que, na próxima semana, o plantio da soja pode avançar ainda mais, beneficiada pelo clima favorável. No Sul do Estado, onde se concentra a maior parte da produção de soja, espera-se que sejam plantados 1,67 milhão de hectares nesta safra, 28,7% do total da área paranaense destinada ao grão. A segunda principal região é o Norte, com 1,48 milhão de hectares ou 25,4%.

Milho

O plantio da primeira safra de milho 2024/25 chegou a 60% dos 257 mil hectares esperados para esta safra e, assim como a soja, deve finalizar nos próximos 15 dias, se as condições climáticas forem favoráveis. As duas principais regiões produtoras, Ponta Grossa e Guarapuava, têm o plantio concluído em 85% e 70% da área, respectivamente. Os preços estão estáveis e acima do custo de produção.

A produção estimada no Paraná, em condições normais, é de 2,6 milhões de toneladas, 3% superior à registrada na safra passada, de 2,5 toneladas. “Até o momento, temos a expectativa de uma boa safra”, avalia Gervásio.

Feijão

A área de feijão 2024/25 foi reavaliada no relatório de setembro. A estimativa inicial era de que fossem plantados 131 mil hectares na primeira safra. Agora, os técnicos estimam uma área de 138 mil. “Esse aumento está relacionado aos preços do feijão preto. Atualmente as cotações estão superiores a R$ 300,00 a saca, praticamente 30% a mais do que no ano passado, que foi de R$ 225,00”, explica o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho.

De acordo com ele, as chuvas das últimas semanas ajudaram a restabelecer uma boa condição hídrica principalmente na região Sul do Paraná. Porém, como o ciclo está no início, é necessário que o clima permaneça favorável para que uma safra cheia, hoje estimada em 266,8 mil toneladas, se confirme.

Cereais de inverno

Com a colheita se aproximando da metade da área de trigo semeada no Paraná, a estimativa de produção foi atualizada. Os novos dados projetam que o volume colhido totalize 2,58 milhões de toneladas em uma área de 1,15 milhão de hectares.

“As perdas médias no Estado são calculadas em 32% e são decorrentes especialmente da seca severa que atingiu o Paraná ao longo do inverno, mas também de geadas. Em termos de volume, são 1,2 milhão de toneladas a menos que os potenciais 3,8 milhões estimados inicialmente”, acrescenta o agrônomo Carlos Hugo Godinho.

A cevada também apresentou perdas devido aos mesmos problemas, mas menores. A produção está projetada em 291 mil toneladas, valor 14% inferior ao potencial de 340 mil que poderia ser obtido nos 77,8 mil hectares dedicados à cultura. Já as aveias devem registrar perdas de 26%. Porém, a característica da cultura no Estado, com a possibilidade de colheita em áreas alternativas, pode fazer com que esses números sejam reavaliados.

Mandioca

Para a cultura da mandioca, estima-se um crescimento de 4% na área, de 139,6 mil hectares no ciclo 2023/24 para 145,3 mil hectares na atual safra. Com isso, a produção também deve subir 8% e chegar a 3,8 mil toneladas, contra 3,5 mil toneladas colhidas anteriormente. Apesar da seca, há boas produtividades, devido à grande resiliência da cultura.

 

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Notícias

Governo aprova crédito extraordinário de R$ 60 mi para Agricultura

Por Redação 30/09/2024
Escrito por Redação

Governo aprova crédito extraordinário de R$ 60 milhões para o Mapa

A Medida Provisória nº 1.260, que autoriza a liberação de R$ 1,659 bilhão em crédito extraordinário, foi sancionada em favor dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Portos e Aeroportos (MPOR), e para Operações Oficiais de Crédito. Aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a MP foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (30).

Do valor total, R$ 60,643 milhões serão destinados ao Mapa para investimentos em meteorologia, climatologia e defesa agropecuária, com recursos direcionados para o estado do Rio Grande do Sul.

Com foco na agropecuária sustentável, foram aprovados R$ 25,143 milhões para a produção e divulgação de informações meteorológicas e climatológicas.

Embarques de soja devem atingir 5,8 mi de toneladas em setembro

Para o fortalecimento da defesa agropecuária, foram alocados R$ 35,500 milhões, que serão utilizados no reforço do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

O crédito extraordinário, autorizado em função do estado de calamidade, será distribuído por diversos setores no Rio Grande do Sul. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) receberá R$ 998,121 milhões para a formação de estoques públicos. Já para os pequenos produtores rurais gaúchos, serão disponibilizados R$ 6,554 milhões para assistência técnica e extensão rural.

 

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