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https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-federal-aprova-credito-extraordinario-de-r-60-milhoes-para-o-mapa
Notícias

Governo aprova crédito extraordinário de R$ 60 mi para Agricultura

Por Redação 30/09/2024
Escrito por Redação

Governo aprova crédito extraordinário de R$ 60 milhões para o Mapa

A Medida Provisória nº 1.260, que autoriza a liberação de R$ 1,659 bilhão em crédito extraordinário, foi sancionada em favor dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Portos e Aeroportos (MPOR), e para Operações Oficiais de Crédito. Aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a MP foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (30).

Do valor total, R$ 60,643 milhões serão destinados ao Mapa para investimentos em meteorologia, climatologia e defesa agropecuária, com recursos direcionados para o estado do Rio Grande do Sul.

Com foco na agropecuária sustentável, foram aprovados R$ 25,143 milhões para a produção e divulgação de informações meteorológicas e climatológicas.

Embarques de soja devem atingir 5,8 mi de toneladas em setembro

Para o fortalecimento da defesa agropecuária, foram alocados R$ 35,500 milhões, que serão utilizados no reforço do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

O crédito extraordinário, autorizado em função do estado de calamidade, será distribuído por diversos setores no Rio Grande do Sul. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) receberá R$ 998,121 milhões para a formação de estoques públicos. Já para os pequenos produtores rurais gaúchos, serão disponibilizados R$ 6,554 milhões para assistência técnica e extensão rural.

 

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Produtividade da cana segue em queda no Centro-Sul em agosto
Notícias

Moagem da cana atinge 43 milhões/t na 1ª quinzena de setembro

Por Redação 30/09/2024
Escrito por Redação

Moagem da cana atinge 43 milhões de toneladas na 1ª quinzena de setembro

Na primeira quinzena de setembro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 42,93 milhões de toneladas ante a 41,9 milhões da safra 2023/2024 – o que representa crescimento de 2,46%. No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de setembro, a moagem atingiu 466,2 milhões de toneladas, ante 448,5 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior.

Ao término da quinzena, permanecem em operação 259 unidades no Centro-Sul, sendo 240 unidades com processamento de cana-de-açúcar, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. Nessa quinzena, uma unidade encerrou a moagem. No ciclo anterior em mesma data, nenhuma usina havia terminado seu período de processamento.

Governo aprova crédito extraordinário de R$ 60 mi para Agricultura

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de setembro foi de 159,52 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 153,41 kg por tonelada na safra 23/24 – variação positiva de 3,98%. No acumulado da safra, o indicador marca o valor de 139,35 kg de ATR por tonelada (+0,43%).

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na primeira quinzena de setembro totalizou 3,123 milhões de toneladas, praticamente a mesma produção registrada em igual período na safra 2023/2024 (3,126 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 16 de setembro, a fabricação do adoçante totalizou 30,29 milhões de toneladas, contra 29,27 milhões de toneladas do ciclo anterior (+3,49%).

A proporção de cana-de-açúcar direcionada para a fabricação do adoçante continua sendo prejudicada pela qualidade da matéria-prima e apresentou retração significativa na primeira metade de setembro, alcançando apenas 47,86% da matéria-prima utilizada na produção de açúcar neste ano, ante 51,04% registrada na mesma quinzena da safra anterior.

Paraná: chuva favorece plantio e produção de soja é estimada em 22,4 milhões/t

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, esclarece que “apesar de ter sido registrado 6kg a mais de ATR por tonelada de cana processada na primeira quinzena de setembro, o teor de sacarose por tonelada é praticamente o mesmo observado em mesmo período do ciclo anterior, visto que a pureza do caldo caiu em mais de 2 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2023”.

O executivo da Unica explica que no acumulado da safra, de abril a agosto, foi possível observar um aumento de 11% na quantidade de açúcares redutores na comparação com o índice registrado no ano anterior.

“A condição climática desfavorável observada desde o último verão, os incêndios recentes que impactaram a lavoura e a colheita de cana processada fora do cronograma inicialmente previsto estão entre os principais fatores responsáveis por esse cenário nas últimas semanas”, acrescentou Rodrigues.

Na primeira metade de setembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,43 bilhões de litros, sendo 1,60 bilhão de litros de etanol hidratado (+26,66%) e 833,77 milhões de litros de etanol anidro (-3,90%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 22,95 bilhões de litros (+8,15%), sendo 14,66 bilhões de etanol hidratado (+17,88%) e 8,29 bilhões de anidro (-5,62%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de agosto, 14% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 336,06 milhões de litros neste ano, contra 285,33 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2023/2024 – aumento de 17,78%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 3,47 bilhões de litros – avanço de 26,01% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Nos primeiros quinze dias de setembro, as vendas de etanol totalizaram 1,32 bilhão de litros, o que representa um ligeiro aumento de 0,70% em relação ao mesmo período da safra 2023/2024.

No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 811,22 milhões de litros, aumento de 2,04% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 475,50 milhões de litros, avanço de 3,64%.

No acumulado da safra 24/25, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 16,21 bilhões de litros, registrando crescimento de 16,76%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 10,52 bilhões de litros (+32,61%), enquanto o de anidro alcançou 5,69 bilhões de litros (-4,37%).

 

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30/09/2024 0 Comentários
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Notícias

Seca prolongada ameaça produção agrícola e pressiona custos no Brasil

Por Redação 27/09/2024
Escrito por Redação

Seca prolongada ameaça produção agrícola e pressiona custos no Brasil

A seca prolongada que atinge o Brasil em 2024 está provocando impactos significativos na produção agropecuária do país, além de intensificar os custos de produção – especialmente pelo aumento nas tarifas de energia elétrica. Neste contexto, culturas essenciais, como a soja, já enfrentam quedas de produtividade: segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2023/24 foi afetada pelo El Niño e a expectativa para 2024/25 é que a seca, agravada pela possível ocorrência de La Niña (prevista para ocorrer entre setembro e novembro), prejudique ainda mais a produção.

O milho também deve ser comprometido pela falta de chuvas – especialmente a terceira safra. Isso pode levar à elevação nos preços do produto no mercado interno. “A expectativa é que a seca prolongada afete a próxima produção, considerando o histórico de anos como 1998, 2015 e 2020, quando a colheita também foi reduzida em função dos cenários de seca intensa”, afirma Isadora Araújo, economista da GEP Costdrivers, plataforma de análise e projeção de dados no Brasil.

Agroindústria acumula alta de 3,3% no ano até julho, diz FGVAgro

Além dos impactos nas lavouras, a seca prolongada deve elevar o custo com energia elétrica. Considerando os aumentos já realizados em 2024, a projeção da GEP COSTDRIVERS é que a tarifa média Brasil apresente aumento anual acumulado de 9,48% nas tarifas de energia elétrica. Isso tem pressionado ainda mais os custos de produção de grãos, especialmente nas regiões mais afetadas pela estiagem – a exemplo dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemanden), mais de 1.500 municípios tiveram suas zonas produtivas prejudicadas pela seca em agosto de 2024; desse total, 963 viram mais de 80% de suas áreas agropecuárias afetadas.

“A seca prolongada está afetando tanto a agricultura quanto a pecuária, e o aumento das tarifas de energia elétrica agrava o cenário. Embora a alta na energia pressione os custos, a queda nos preços de insumos, como fertilizantes, pode aliviar parte desse impacto”, explica a economista, que é responsável pelas análises de agropecuária na LATAM.

A baixa qualidade das pastagens também está afetando a pecuária e pode comprometer a oferta de alimentos. Pequenos produtores, especialmente os que não possuem sistemas de irrigação eficientes, ficam mais vulneráveis à secura.

A agricultura familiar, que é responsável por uma parte significativa do abastecimento de alimentos, é especialmente impactada. O Cemaden, inclusive, alerta para o risco que atinge regiões como o Norte, e que pode culminar em aumentos consideráveis no preço dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

“Essa combinação de seca, aumento nos custos de produção e alta nas tarifas de energia reflete diretamente na inflação. Em 2024, o IPCA já atingiu o teto da meta estipulada pelo Banco Central, com um acumulado de 4,5% nos últimos 12 meses. Esse cenário aumenta a preocupação com a inflação nos próximos meses, podendo pressionar o Banco Central a manter a taxa Selic elevada, impactando o crédito e o consumo no país”, conclui Isadora.

Os impactos no transporte

A seca prolongada também afeta a geração de energia no Brasil, já que as hidrelétricas, responsáveis por mais de 50% da energia do país, estão com reservatórios baixos. A necessidade de acionar usinas termelétricas, mais caras e menos eficientes, eleva as tarifas para consumidores e empresas.

Igualmente impactada, a logística também sofre, especialmente na região Norte, onde a distribuição de produtos é prejudicada. Em locais como o interior do Amazonas, a falta de transporte adequado já levou ao desabastecimento de alimentos e ao aumento expressivo dos preços.

 

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Consórcio vem conquistando produtores na aquisição de máquinas agrícolas
Notícias

Consórcio vem conquistando produtores na aquisição de máquinas agrícolas

Por Redação 27/09/2024
Escrito por Redação

Consórcio vem conquistando produtores na aquisição de máquinas agrícolas

Em 2023, o setor agrícola brasileiro representava cerca de 25% do PIB e respondia por aproximadamente 42% das exportações totais do país. Em 2024, até o momento, o PIB do agronegócio brasileiro foi de R$ 2,45 trilhões, sendo 1,65 trilhão referente ao ramo agrícola e 801 bilhões relativos ao ramo pecuário, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP.

A expansão desse setor não apenas reforça a posição do Brasil como um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo, mas também coloca em evidência a necessidade de modernização constante do maquinário agrícola para maximizar a produtividade.

Manutenção preventiva de tratores aumenta rentabilidade do produtor

Diante do aquecimento das atividades do agronegócio, o consórcio vem conquistando significativa participação por parte dos produtores, uma vez que permite a aquisição de maquinário de alto valor com parcelas acessíveis.

Setor aquecido

Segundo dados da ABAC, de janeiro a julho, o consórcio de veículos pesados, que reúne caminhões, tratores, implementos rodoviários e agrícolas, apontou boas performances em quatro de seis indicadores, em comparação com o mesmo período de 2023: participantes ativos (10%), tíquete médio mensal (83%), contemplações (10%) e créditos disponibilizados (30%).

Apesar da retração observada nas vendas de cotas, o tíquete médio mensal apresentou um avanço notável, alcançando R$ 195,47 mil em julho de 2024, em contraste com R$ 106,40 mil em julho de 2023. Além disso, o volume de créditos concedidos acumulados entre janeiro e julho/24 foi de R$ 8,73 bilhões.

Seguindo os bons resultados do setor, o Consórcio New Holland, administrado pela Ademicon, movimentou até agosto deste ano, mais de R$ 732 milhões em créditos comercializados, com 2.372 cotas negociadas, valor aplicado, em grande parte, na alta tecnologia no campo.

 

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27/09/2024 0 Comentários
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Secretaria de Agricultura SP prevê programa para incentivar jovens no agro
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Secretaria de Agricultura SP prevê programa para incentivar jovens no agro

Por Redação 26/09/2024
Escrito por Redação

Agricultura SP prevê programa para incentivar jovens no agro

Com o objetivo de incentivar a participação da juventude no agronegócio paulista, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo elabora um decreto para instituir o programa Agro Jovem, que prevê políticas públicas para integrar as novas gerações ao campo.

Reduzir o êxodo rural e garantir a sucessão familiar é um desafio enfrentado pelo setor agrícola há décadas, especialmente no que diz respeito à participação da juventude rural. O programa da SAA surge como uma resposta estratégica e necessária para integrar as novas gerações na atividade agropecuária.

Estamos falando da força de trabalho de quase 2,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos no Estado de São Paulo, segundo o censo de 2022 do IBGE, uma parte da população que possui maior vocação com as novas tecnologias.

“O foco do programa é aproximar esses jovens da realidade atual do agronegócio. Também é uma via de mão dupla para a juventude, que terá no agro carreiras promissoras, um setor econômico relevante e grande gerador de postos de trabalho”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de SP.

Para implementar o programa, o Governo de SP pretende se aproximar dessa importante parcela da população. “O primeiro passo é promover eventos de escuta da juventude rural em municípios estratégicos, onde serão coletadas opiniões e necessidades dos jovens do campo. Assim, iremos elaborar uma proposta de trabalho mais eficaz e assertiva e indicar os membros do Conselho Estadual da Juventude do Agronegócio”, destaca Luiz Eduardo D’Urso, coordenador do Programa Agro Jovem da Secretaria de Agricultura.

Embarques de soja devem atingir 5,8 mi de toneladas em setembro

Segundo D’Urso, com o conselho formado, as atividades poderão ser planejadas e coordenadas, levando conscientização sobre o agronegócio. Um plano de estágios também está previsto, e oferecerá aos jovens a chance de aplicar seus conhecimentos no setor agrícola, desenvolvendo habilidades práticas e promovendo a integração com a iniciativa privada e o poder público.

Por fim, o decreto prevê ainda instituir o Prêmio “Jovem Inovador do Agro Paulista” para reconhecer inovações no agronegócio, dividido em categorias por diferentes faixas etárias. “Olhando para o futuro no campo, esses jovens estarão inseridos em um ambiente de hackathons, como maratonas tecnológicas, recebendo capacitação em diferentes matérias”, complementa D’Urso.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento será responsável pela organização e divulgação do prêmio, incentivando a participação da juventude no desenvolvimento do agronegócio paulista.

Esta semana celebramos o Dia da Juventude do Brasil e temos que fortalecer os jovens no agro, para que o setor continue a ser um dos pilares da economia estadual e nacional, agora e no futuro”, ressalta Guilherme Piai.

 

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26/09/2024 0 Comentários
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MDA defende isenção tributária para agricultura familiar adquirir insumos
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MDA defende isenção tributária para agricultura familiar adquirir insumos

Por Redação 26/09/2024
Escrito por Redação

MDA defende isenção tributária para agricultura familiar adquirir insumos

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) apresentou à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, em audiência pública realizada na terça-feira (24), sugestões para aprimorar a regulamentação da Emenda Constitucional da Reforma Tributária (EMC 132). A proposta, pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, tem foco em regimes de tributação diferenciados, assegurando um tratamento especial para os produtores familiares.

Arnoldo de Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), destacou o impacto potencial da reforma tributária sobre o setor agropecuário, enfatizando que a agricultura familiar é responsável por uma parte significativa da produção de alimentos no Brasil.

“Temos o desafio de avaliar como a reforma tributária vai impactar esses produtores rurais. Com quase quatro milhões de estabelecimentos de agricultura familiar, é crucial que a tributação não prejudique esse setor”, afirmou.

Campos ainwda ressaltou a diversidade da agricultura familiar e a necessidade de uma abordagem cuidadosa para proteger esse público. “A reforma tributária precisa ter um cuidado especial com o público da agricultura familiar, incluindo silvicultores, agricultores extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e quilombolas. Esse é um segmento que não pode ser ignorado”, pontuou.

Destacando a relação entre agricultura familiar e produção de alimentos saudáveis a preços baixos para população brasileira, o representante do MDA afirmou: “Os alimentos da cesta básica, como hortifrutis, carnes e leite, têm uma participação importante da agricultura familiar. Precisamos de ajustes na tributação para garantir que esses produtos não sejam encarecidos”, reforçou.

Regime diferenciado para agricultura familiar

Um dos pontos centrais da reforma tributária é a criação de um regime diferenciado para produtores rurais com renda anual inferior a R$ 3,6 milhões. “Aqueles com faturamento inferior a R$ 3,6 milhões serão considerados não contribuintes, o que simplifica a vida desses pequenos produtores”, explicou Arnoldo de Campos, que ainda alertou sobre a necessidade de melhorias na atual proposta de regulamentação para que essa vantagem seja efetivada na regulamentação e promova justiça tributária e inclusão.

Outra preocupação levantada foi em relação ao diferimento de impostos na aquisição de insumos agropecuários. “Estamos preocupados com a questão dos insumos. O atual mecanismo de diferimento não alcança os pequenos produtores não contribuintes, e isso precisa ser corrigido para garantir que todos tenham as mesmas condições tributárias”, alertou Campos, concluindo que a agricultura familiar não pode pagar mais na aquisição de sementes, mudas e assistência técnica do que o grande produtor rural.

Fortalecimento das cooperativas e associações

O fortalecimento do cooperativismo e das associações de produtores rurais também foi um dos temas abordados durante a audiência. A PLP 68/2024 precisa garantir que essas organizações produtivas da agricultura familiar, quando possuem receitas anuais abaixo do limite de R$ 3,6 milhões, possam se beneficiar do tratamento de não contribuinte

Cooperativas e associações da agricultura familiar estão distribuídas em várias regiões do país, se forem enquadradas como pessoas jurídicas não contribuintes poderão usufruir de benefícios fiscais que aumentarão sua capacidade de competir com grandes produtores e promover um desenvolvimento rural mais inclusivo. Para o setor, que muitas vezes depende do cooperativismo para crescer, essa medida é considerada fundamental.

Garantia do espaço na produção de biodiesel

Outro ponto sensível na reforma é a manutenção de incentivos fiscais para a produção de biodiesel a partir de matérias-primas fornecidas pela agricultura familiar. O programa Selo Biocombustível Social, que envolve atualmente cerca de 70 mil famílias de agricultores, depende diretamente desse tratamento tributário diferenciado. Se a proposta atual não for ajustada, existe o risco de o programa perder sua atratividade, afetando negativamente a renda das famílias rurais que já participam dele.

Campos ressaltou que a continuidade desses benefícios tributários é essencial para garantir a participação da agricultura familiar no setor de biocombustíveis. “É muito importante que as usinas de biodiesel continuem tendo o estímulo tributário para incluir a agricultura familiar em suas cadeias produtivas”, disse.

Incentivo a alimentos saudáveis e preservação ambiental

Outro destaque da audiência foi a necessidade de manter alíquotas diferenciadas para produtos da sociobiodiversidade que desempenham um papel estratégico na preservação dos biomas brasileiros, a exemplo da castanha-do-Brasil e a castanha-de-caju. Esses produtos não podem ficar sujeitos às alíquotas de imposto mais altas, são importantes para povos e comunidades tradicionais e para produção rural sustentável.

Embarques de soja devem atingir 5,8 mi de toneladas em setembro

Existe também uma preocupação de que o benefício fiscal para alimentos saudáveis seja perdido quando esses produtos passam por processos simples de beneficiamento, como congelamento ou embalagem, que facilitam o consumo diário. Campos destacou que esses processamentos não alteram a natureza dos alimentos saudáveis, incentivam o seu consumo pela população e não devem ser penalizados com alíquotas mais altas.

Além disso, destacou a importância de ajustar a tributação sobre agrotóxicos, considerando o nível de toxicidade desses produtos. “A tributação de agrotóxicos precisa ser revisada. Não faz sentido que produtos altamente tóxicos tenham o mesmo tratamento fiscal que bioinsumos, que são muito menos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde”, afirmou o representante do MDA.

A Reforma Tributária

O debate no Senado nesta terça-feira foi coordenado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que enfatizou a importância de coletar informações detalhadas para subsidiar o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Eduardo Braga (MDB-AM). Segundo ele, é crucial que a reforma seja ajustada de forma a equilibrar a arrecadação e a competitividade do setor produtivo, especialmente em um cenário pré-eleitoral.

A reforma tributária busca simplificar o sistema de impostos no Brasil, criando a Lei Geral do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo.

O objetivo principal é substituir o complexo emaranhado de tributos atuais por um sistema mais transparente e eficiente, facilitando o pagamento e a fiscalização de impostos no país. O governo espera votar o projeto ainda este ano.

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Notícias

Condições climáticas adversas prejudicam safra de laranja em SP e MG

Por Redação 25/09/2024
Escrito por Redação

Condições climáticas adversas prejudicam safra de laranja em SP e MG

A safra de laranja 2024/25 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro enfrenta um cenário desafiador, com redução significativa na produção. A nova previsão aponta para a produção de 215,78 milhões de caixas de laranja, o que representa uma redução de 7,1% em relação à estimativa inicial e uma queda de 29,8% em comparação com a safra 2023/24.

A seca prolongada, caracterizada por altas temperaturas e escassez de chuvas, comprometeu o desenvolvimento das plantas e a qualidade dos frutos. Paralelamente, o Greening continua a ser um desafio para a Citricultura, avançando rapidamente pelas regiões produtoras. A combinação desses fatores levou a uma queda de 29,6% no rendimento dos pomares, que passou de 911 para 642 caixas/ha da safra anterior para a atual.

Agroindústria acumula alta de 3,3% no ano até julho, diz FGVAgro

A fim de minimizar as perdas causadas pelo Greening, os produtores têm antecipado a colheita, medida que reduz o tempo de desenvolvimento dos frutos e, consequentemente, sua qualidade. Até a elaboração desta reestimativa, 45% da produção total já havia sido colhida, ilustrando o encurtamento do ciclo, uma vez que, em anos anteriores, a média de colheita nesse período era de 30%.

O setor Sul (municípios de Porto Ferreira e Limeira), que no levantamento inicial foi identificado como o mais afetado pela doença, continua apresentando a maior taxa de queda esperada, de 19,9% (anteriormente estimada em 21,2%). A previsão é que as variedades tardias, como Valência, Valência Folha Murcha e Natal, sejam as mais prejudicadas, com taxas de queda em torno de 20%.

Os números analisados pelo Departamento Econômico da Faesp são da Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).

 

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Feiras & EventosNotícias

Área demonstrativa de sistema ILPF será atração na Feicorte 2024

Por Redação 25/09/2024
Escrito por Redação

Área demonstrativa de sistema ILPF será atração na Feicorte 2024

Uma área demonstrativa do sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) estará disponível para visitação do público durante a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que será realizada entre os dias 19 e 23 de novembro, em Presidente Prudente (SP).

Serão dois mil metros quadrados reservados para demonstrar as possibilidades de trabalho com os componentes deste sistema, com exposição de tecnologias e soluções. Esta iniciativa é liderada pela CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) junto à Rede ILPF – parceria público-privada formada pelas empresas Bradesco, John Deere, Minerva Foods, Soesp, Suzano, Syngenta e Timac Agro, a cooperativa Cocamar e a Embrapa.

“O espaço demonstrará o sistema com plantio de eucalipto, pastagem e milho consorciado com pastagem, além de uma área com mix de adubação verde do Departamento de Sementes e Mudas”, detalha o diretor da CATI Regional Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes.

A ILPF é uma maneira de adequar a produção agropecuária às demandas da Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) e à adoção de tecnologias sustentáveis. A tecnologia consiste na produção agrícola, pecuária e florestal em plantios consorciados, em sucessão e/ou em rotação de culturas. Esses sistemas integrados de produção agropecuária contribuem para diversificação de renda, recuperação das áreas degradadas, conservação das pastagens e florestas, e redução da emissão de gases do efeito estufa.

Fabricantes equilibram leis e demandas do mercado na produção de motores

Na Unidade Demonstrativa de ILPF na Feicorte, o público vai conhecer as tecnologias que tornam possível aplicar, na prática, esse sistema que se sustenta, preserva e produz, pontua o diretor Executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro.

“A pecuária tem evoluído no Brasil e a idade de abate caiu muito justamente porque o produtor está aplicando tecnologia em pastos e solo. Mas, há muito a evoluir. Estima-se que o Brasil ainda possua 40 milhões de hectares com um nível alto de degradação. E é nessas áreas que trabalhamos para levar informação e tecnologia”, explica Matturro.

 

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Agricultura do Paraná foi afetada pela seca e altas temperaturas em agosto

Por Redação 25/09/2024
Escrito por Redação

Agricultura do Paraná foi afetada pela seca e altas temperaturas em agosto

Agosto foi um mês bastante seco no Paraná. Em geral, o cenário agrícola do Paraná em agosto foi desfavorável devido a condições climáticas adversas, como secas e geadas. O clima seco favoreceu o aumento da incidência de focos de incêndio na zona rural do Estado. Os dados são do Boletim Agrometeorológico elaborado pelo do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e técnicos do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com apoio do Simepar.

A precipitação foi um pouco maior no Litoral, Norte e em partes das regiões Oeste e da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), variando entre 45 e 77 mm, mas ainda assim considerada baixa. Nas demais áreas do Estado, o total acumulado não ultrapassou 41 mm. O maior volume de precipitação mensal foi registrado em Guaraqueçaba, no Litoral, com 77 mm, enquanto o menor índice foi de apenas 7,2 mm, em Ubiratã, no Oeste do Estado.

Embarques de soja devem atingir 5,8 mi de toneladas em setembro

Segundo o boletim, as precipitação em todo o Estado foram significativamente inferiores à média histórica. O Sudoeste e o Sul registraram os menores acumulados de chuva, com déficits de 86,4 mm e 69,3 mm, respectivamente.

O Litoral, embora tenha sido a região menos afetada pela seca, também apresentou um déficit de 37,7 mm. As demais regiões apresentaram condições intermediárias em relação à quantidade de chuva. A média estadual de precipitação foi de 37,6 mm, enquanto a média histórica é de 88,6 mm.

Temperaturas

De maneira geral, as temperaturas máximas ficaram acima da média histórica, exceto no Litoral e em uma pequena região no extremo oeste paranaense. No Litoral, por exemplo, a temperatura máxima foi 1 °C abaixo da média histórica. Por outro lado, as demais regiões apresentaram temperaturas entre 1º a 3º C acima da média histórica. A maior temperatura máxima média de agosto foi de 29,1°C, em Cambará, no Norte do Estado. Enquanto que a menor temperatura máxima média ocorreu em Palmas e foi de 19,4 °C.

As temperaturas mínimas apresentaram uma grande variação, mas, de modo geral, foram inferiores ou próximas à média histórica. Considerado todo o período do outono e inverno, agosto foi o mês mais frio, enquanto os demais meses foram considerados quentes para essas estações.

Em Jaguariaíva, no Norte do Estado, a média das temperaturas mínimas foi de 7,2 °C, a menor do Estado. Em Loanda, no Noroeste, a temperatura mínima média foi de 16,3 °C, a mais alta registrada. Em relação à média histórica, as temperaturas mínimas apresentaram desvios de -2,5º C graus e as máximas +2,5 °C.

Em agosto, ocorreram duas incursões de massas polares que provocaram geadas em grande parte do Estado, variando de fortes a fracas dependendo do local. A primeira onda de frio foi menos intensa e se deu entre os dias 9 e 14, enquanto a segunda ocorreu de 25 a 29 de agosto e foi bem intensa, especialmente no Sul do Paraná. A temperatura mais baixa registrada foi de -2,7 °C no dia 26, no município de Pinhão, na região Central do Estado.

Milho 2ª safra

A colheita do milho foi praticamente concluída em agosto, beneficiada pelo tempo seco. No entanto, devido a estiagem, grande parte das lavouras apresentaram produtividades abaixo da estimativa inicial. Apesar disso, os resultados foram surpreendentes, considerando as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura.

Milho 1ª safra

Iniciou-se a semeadura do milho 1ª safra, com 18% da área já implantada. Os agricultores relataram problemas de germinação e perdas devido às geadas.

Soja

Alguns produtores decidiram semear a soja no final do mês, logo após as chuvas, mas a maioria está aguardando melhores condições para intensificar os trabalhos.

Trigo

A colheita do trigo foi iniciada, mas a produtividade ficou abaixo do esperado. No final do mês, as condições das lavouras no Paraná eram desfavoráveis: apenas 36% foram classificadas como boas, 36% como médias e 28% como ruins.

A principal causa desse desempenho insatisfatório foram as condições climáticas adversas, incluindo seca intensa, temperaturas elevadas durante a fase vegetativa e geadas fortes e frequentes em agosto, especialmente nas regiões Sul, Oeste e Sudoeste do Estado, durante a fase inicial de formação dos grãos.

Outros cereais de inverno

As lavouras de aveia nas regiões Norte e Noroeste do Paraná tiveram a produtividade reduzida por causa da seca. No Sul e Sudoeste, as geadas causaram prejuízos significativos à cultura. Outros cereais comumente cultivados mais ao sul do Estado, como canola, centeio e triticale, também foram afetados pelas geadas.

No caso da cevada, devido ao seu período de desenvolvimento vegetativo mais longo, não houve muitas áreas suscetíveis a perdas por geada.

Café

A colheita do café avançou para 98% em agosto, beneficiada pelo tempo seco. No entanto, a estiagem e altas temperaturas durante a formação dos frutos resultaram em produtividades e rentabilidades abaixo do esperado, com grãos pequenos e leves. Além disso, o clima seco contribuiu para uma maior infestação de bicho mineiro e queda precoce das folhas.

Fruticultura

A produção de laranja foi prejudicada pela estiagem, o que afetou a produtividade e causou má formação dos frutos, além de abortos de flores e frutos. A situação atual é mais severa do que em períodos anteriores de falta de chuvas. A colheita do morango também foi realizada, mas os rendimentos ficaram abaixo do esperado. Além disso, a cultura do maracujá foi impactada pelo clima atípico, com temperaturas elevadas, resultando em baixos rendimentos.

Mandioca

A seca provocou queda na produtividade e dificultou a colheita das raízes da mandioca.

Cana-de-açúcar

A colheita da cana foi beneficiada pelo clima seco. Até o momento, a cultura apresentou boas produtividades; no entanto, há uma tendência de redução devido às adversidades climáticas.

Olericultura

Nas hortas que não estavam protegidas por mantas de TNT, as geadas causaram danos significativos às plantações de alface, brócolis, couve-flor, repolho e outras folhosas, resultando em perdas e comprometendo a qualidade dos produtos. As áreas com fortes geadas também afetaram o tomate, tanto nas poucas lavouras de inverno quanto nas plantas já transplantadas para o novo ciclo.

Pastagens

As áreas de pastagens apresentaram baixa produção de massa verde. Além de terem sido afetadas pela estiagem e pelo aumento de focos de incêndio durante o inverno, parte dessas áreas também sofreu com as geadas ocorridas em agosto.

 

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ManutençãoNotícias

Manutenção preventiva de tratores aumenta rentabilidade do produtor

Por Redação 25/09/2024
Escrito por Redação

Manutenção preventiva de tratores aumenta rentabilidade do produtor

A manutenção preventiva de equipamentos agrícolas, feita de maneira correta e constante, é essencial para que essa máquina possa ajudar, de maneira verdadeiramente eficaz, na otimização do trabalho, aumento de produtividade e consequente rentabilidade de uma cultura. A revisão desse maquinário também é fator importante para que sua vida útil e desempenho sejam os melhores possíveis, mesmo com o passar dos anos e uso constante.

“Cuidar dos tratores reduz custos ao evitar quebras, potencializa sua durabilidade e até mesmo contribui para aumentar a produtividade da lavoura, uma vez que um equipamento com a manutenção e revisão em dia está sempre pronto para o uso. Além disso, as inspeções de prevenção garantem a segurança da operação e do próprio operador, pontos essenciais para um bom funcionamento da propriedade rural”, afirma o coordenador de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.

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Como o próprio nome diz, a manutenção preventiva previne futuros problemas, por isso deve ser baseada em um cronograma de cuidados previamente elaborado, considerando a vida útil dos componentes e o tempo de serviço do trator. Esse cuidado constante evita a entrada e acúmulo de impurezas, o desgaste das peças e vazamentos de água, óleo e combustível.

“A frequência com que a manutenção deve ser feita e o que deve ser revisado variam de acordo com o modelo do trator, ano de fabricação, indicações do manual do usuário, condições do terreno e outras características”, observa Oliveira.

Alguns cuidados, porém, devem ter uma frequência pré-estabelecida e podem ser adotados pelo proprietário cotidianamente. Um exemplo é a troca de óleo do motor dentro do período especificado pelo manual do fabricante do trator. “A troca regular de óleo e filtros, conforme as especificações da fabricante, assegura que o motor permaneça limpo e livre de contaminação, evitando o desgaste prematuro.”

Uma dica para que a manutenção tenha baixo impacto na produção é que os reparos sejam realizados em épocas do ano em que a necessidade de uso do equipamento seja menor. Para facilitar a manutenção cotidiana, o produtor pode organizar um check list de cuidados do equipamento. Algumas atividades podem ser feitas diariamente, como limpar os filtros e tirar poeira e outros resíduos que possam se acumular; verificar o nível de água; drenar o sistema de combustível e abastecer o tanque de combustível após o fim da jornada de trabalho.

Já uma vez por semana, o produtor pode verificar pneus e tração; reapertar os rodados e porcas de fixação; verificar o nível de óleo; conferir o sistema elétrico e fazer uma limpeza geral no trator, entre outros cuidados. Mensalmente, ou após algumas centenas de horas de uso, ele deve realizar a troca de óleo; substituir o filtro do combustível; conferir da bomba injetora; verificar os filtros de ar e checar o estado da caixa de marcha e diferencial.

A cada seis meses, ou após milhares de horas de uso, é indicado que seja feita a troca de óleo do sistema de transmissão e componentes; o desmonte das rodas; engraxamento; limpeza do radiador e troca de água; e troca da garra de tração desgastada.

Higienização constante

No caso dos tratores cabinados, a cabine deve estar sempre limpa, para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para o operador. Além disso, a higienização constante evita o desgaste do equipamento, deixando-o livre de resíduos agrícolas, poeira e sujeira que podem se acumular com o uso diário.

Outro ponto importante da manutenção é realizar a inspeção regular da integridade da vedação da cabine para proteger o operador de elementos externos e ruídos. Junto a isso, é preciso sempre fazer uma verificação para assegurar que todos os componentes estejam funcionando corretamente, incluindo displays, alavancas, botões e outros dispositivos de controle.

No caso do motor, Oliveira destaca que cada trator Agritech é projetado para oferecer potência e eficiência nas operações. “Porém, para manter essa performance, algumas práticas são essenciais para garantir a operação eficaz e a longevidade do motor, como a manutenção do sistema de arrefecimento”, destaca Oliveira.

Isso ocorre porque esse sistema tem papel crucial na prevenção do sobreaquecimento do motor. Assim, a verificação regular do nível do líquido de arrefecimento e a limpeza do radiador evitam obstruções que podem levar ao sobreaquecimento.

O sistema de combustível precisa estar sempre limpo para maximizar sua eficiência do combustível e o desempenho do motor. A troca regular dos filtros de combustível e a verificação de linhas e conexões evita vazamentos ou obstruções.

“Outros componentes do motor, como bicos de injeção e a correia do alternador, precisam ser checados sempre para garantir que estejam em bom estado e, caso necessário, devem ser trocados antes que seu desgaste cause paradas inesperadas e reparos dispendiosos”, alerta Oliveira.

Por último, é importante estar com a revisão do equipamento sempre em dia. “Infelizmente, por falta de conhecimento, muitos produtores ainda acham que não há problema em trabalhar com o equipamento tendo seus lubrificantes e componentes vencidos. Aqui na Agritech temos o cuidado de orientar nossos clientes para não deixarem os tratores sem a revisão dentro do período exato, porque isso reduz as despesas com manutenções e aperfeiçoa a utilização das máquinas, aumentando a produção agrícola e a vida útil dos equipamentos”, finaliza o coordenador de Vendas da Agritech.

 

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