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LS Tractor anuncia reestruturação no setor de pós-venda
EmpresasNotícias

LS Tractor anuncia reestruturação no setor de pós-venda

Por Redação 23/07/2024
Escrito por Redação

LS Tractor anuncia reestruturação no setor de pós-venda

Clarisse Sousa – A LS Tractor concluiu recentemente uma reestruturação do seu departamento de pós-venda. A reorganização integrou diversos setores, centralizando o atendimento ao cliente sob uma única gestão, com reporte direto para a vice-presidência de Operações Comerciais. Essa mudança unificou os departamentos de Peças, Serviços, Treinamentos, Garantia e Satisfação do Cliente. Segundo Felippe Vieira, recém-nomeado gerente sênior de Pós-Venda, a nova estrutura visa melhorar a eficiência e a qualidade do atendimento ao cliente.

Vieira, formado em Administração de Empresas, Engenharia de Suprimentos e Agronegócios, está na LS Tractor desde a sua entrada no mercado brasileiro em 2013. Ele explica que os processos que culminaram na reestruturação começaram há pelo menos dois anos.

Exportações de soja em grão devem atingir R$ 10,4 mi de toneladas em julho

A decisão de criar uma gestão unificada para o atendimento ao cliente fez parte de um projeto de expansão da marca, que inclui a entrada em novos mercados, como o Nordeste, onde a LS Tractor ainda não atuava.

Segundo Vieira, a reestruturação exigiu a implantação de novos conceitos, investimentos em sistemas, recursos humanos, estrutura física e treinamentos, tanto para o público interno quanto externo, especialmente para os colaboradores da rede de concessionárias.

“Ações como essas demandam mudanças na forma de pensar e agir de toda equipe, em perceber que o foco é a satisfação do cliente, mas isso não acontece de um dia para o outro, precisa um tempo para que cada pessoa que vai atuar nestas tarefas se adapte à nova realidade e entregue o resultado de satisfação esperado pelo cliente”, salienta o gerente.

A partir de agora, a ideia é tornar a comunicação entre o cliente e a fábrica mais ágil, com foco principal na redução do tempo de resposta às demandas dos produtores no campo. Para o gerente, é “essencial implementar um sistema eficiente de pesquisa de satisfação para avaliar os pontos fortes e fracos do atendimento ao cliente”. Isso permitirá, segundo ele, direcionar melhor as orientações à rede de concessionárias e investir rapidamente em melhorias internas.

“Crescemos significativamente no mercado ao longo destes 10 anos e estamos em expansão em todo território brasileiro, por isto que esta mudança chega na hora certa”, assinala Vieira, ressaltando ainda que está no seu foco melhorar a performance do fator de absorção dos concessionários para que eles consigam aumentar a satisfação dos clientes e a lucratividade de seu pós-vendas.

 

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Notícias

Paraná prorroga por mais 180 dias emergência contra a gripe aviária

Por Redação 23/07/2024
Escrito por Redação
Paraná prorroga por mais 180 dias de emergência zoossanitária contra gripe aviária

Paraná prorroga por mais 180 dias de emergência zoossanitária contra gripe aviária // Foto: Ari Dias/AEN

O Governo do Paraná decretou nesta segunda-feira (22) a prorrogação do estado de emergência zoossanitária no Estado pelo prazo de 180 dias adicionais. O objetivo é continuar com as ações de prevenção e controle da gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate à doença.

O Decreto 6811 segue em conformidade com a Portaria n.º 587 de 22 de maio de 2023 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Decreto n.º 2893 de 25 de julho de 2024 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A emergência zoossanitária foi decretada no Paraná pela primeira vez em 25 de julho de 2023 e prorrogada, uma vez, em 25 de janeiro de 2024. Em maio deste ano, o Mapa também prorrogou em território nacional por 180 dias a vigência do estado de emergência zoossanitária.

“Essa medida é de extrema importância, pois a prorrogação do estado de emergência zoossanitária permite agir de maneira ágil e mais eficaz em caso de detecção da gripe aviária”, afirma o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Para o chefe do Departamento de Saúde Animal (DESA) da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a prorrogação da emergência zoossanitária contribui para manter esse status perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

“A emergência sanitária permite ao governo mobilizar recursos financeiros e logísticos de forma mais eficiente para combater a doença. Isso inclui a articulação entre diferentes níveis de governo e organizações não governamentais para implementar medidas de controle e erradicação” afirma.

Dias ainda aponta que o decreto ajuda a manter a confiança dos mercados internacionais na segurança dos produtos avícolas brasileiros. “Manter o status de país livre de gripe aviária é importante para as exportações e para a reputação internacional do Brasil em termos de segurança sanitária”, ressalta.

Ministério da Agricultura descarta novos casos de doença aviária no RS

A influenza aviária é uma doença com distribuição global e ciclos pandêmicos ao longo dos anos, com sérias consequências para o comércio internacional de produtos avícolas. No ano passado foi detectada pela primeira vez em território brasileiro, em aves silvestres, o que não afetou a condição de país livre da doença com vistas ao comércio.

“A influenza aviária é altamente contagiosa entre aves. A presença de influenza aviária pode levar à perda de mercados internacionais e à destruição de aves infectadas, resultando em grandes prejuízos econômicos” explica Dias.

 

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MercadoNotícias

Exportações de soja em grão devem atingir R$ 10,4 mi de toneladas em julho

Por Redação 23/07/2024
Escrito por Redação

Exportações de soja em grão devem atingir R$ 10,4 mi de toneladas em julho

Em seu relatório semanal, divulgado nesta terça-feira (23), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informa que os embarques de soja em grão devem atingir 10,434 milhões de toneladas em julho, contra 8,606 milhões de toneladas de igual mês do ano passado.

Ministério da Agricultura descarta novos casos de doença aviária no RS

Já os embarques de farelo de soja devem alcançar 2,401 milhões de toneladas em julho, contra 2,166 milhões de toneladas do mesmo mês de 2023. As exportações de milho devem chegar a 4,564 milhões de toneladas em julho, contra 5,938 milhões de toneladas de igual mês do ano passado.

Fonte: Datagro

 

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Notícias

Produtividade da cana tem queda de 2,5% nesta safra, diz CTC

Por Redação 23/07/2024
Escrito por Redação

Produtividade da cana tem queda de 2,5% nesta safra, diz CTC

Embora a safra de cana 2024/25 no Centro-Sul venha se mostrando similar em produtividade quando comparada a 2023/2024, a falta de chuvas preocupa produtores em diversas regiões. A produtividade dos canaviais colhidos no mês de junho no Centro-Sul (89,9 t/ha) foi 1,5% inferior à registrada na safra passada (91,2 t/ha).

No acumulado da safra (abril a junho), a produtividade também se mantém próxima à observada no ciclo anterior, com variação de aproximadamente -2,5% (89,7 t/ha nesta safra, contra 92 t/ha em 2023/24).

É o que mostram os dados do Boletim de Olho na Safra, divulgados hoje pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). Segundo o boletim, os canaviais que serão colhidos em ciclo médio/tardio deverão sofrer um maior impacto devido ao elevado déficit hídrico acumulado.

Ministério da Agricultura descarta novos casos de doença aviária no RS

Já a qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de junho foi superior em praticamente todas as regiões, com exceção das regiões de Assis e dos estados Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No acumulado dos três meses de safra, o resultado é bastante similar – aumento da qualidade da matéria prima em praticamente todos os estados (125,0 kg/tc em 2023/24 para 125,7 kg/tc nesta safra), condição esperada visto que o clima mais seco propicia o acúmulo de sacarose pela cultura.

 

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Notícias

Trabalhadores rurais têm regras especiais para aposentadoria

Por Redação 22/07/2024
Escrito por Redação

Trabalhadores rurais têm regras especiais para aposentadoria

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Brasil tem cerca de 28 milhões de pessoas trabalhando no setor do agronegócio. Desses trabalhadores, mais de 3 milhões são assalariados rurais, conforme a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio. Esses trabalhadores enfrentam condições climáticas extremas, estão expostos ao contato direto com agrotóxicos, utilizam sua força braçal para o trabalho e são muito suscetíveis a acidentes. Por conta disso, têm condições especiais para a aposentadoria.

A advogada previdenciária Isabela Brisola explica que existem três pré-requisitos para aposentadoria de trabalho rural: por idade, híbrida e por tempo de contribuição, que diferem das aplicadas nos trabalhadores urbanos. “São compreendidas pela aposentadoria rural as atividades agrícolas e agropecuárias, extração e exploração vegetal e animal, produção de carvão vegetal, entre outras. A industrialização de produtos naturais não é considerada como atividade rural, pois há modificação nas características do produto”.

Aposentadoria rural por idade

A Reforma da Previdência não alterou os requisitos para aposentadoria por idade rural. Então, de acordo com Brisola, os trabalhadores que optarem por essa categoria devem ter 60 anos completos (homens), as mulheres entram na regra a partir dos 55 anos. Ambos os sexos devem comprovar pelo menos 180 meses (15 anos) de exercício na atividade rural.

Aposentadoria híbrida

Esse requisito é destinado aos trabalhadores que trabalharam tanto em atividades rurais quanto com atividades urbanas, em momentos diferentes. A Reforma da Previdência alterou os pré-requisitos dessa modalidade e os contribuintes que optarem por ela na hora da aposentadoria devem cumprir os seguintes requisitos:

  • 65 anos idade (homens)
  • 62 anos (mulheres)
  • 20 anos de contribuição (homens)
  • 15 anos de contribuição (mulheres)

“Essa regra é interessante para as pessoas que começaram a trabalhar em atividades rurais e depois partiram para atividades urbanas e têm como comprovar esse período de trabalho. Entretanto, mesmo que o trabalhador tenha começado a desempenhar suas atividades antes da Reforma da Previdência (12/11/2019), ele irá precisar cumprir os requisitos definidos na reforma”, ressalta a advogada.

Aposentadoria rural por tempo de contribuição

A Reforma da Previdência acabou com a possibilidade de utilizar o tempo de contribuição para aposentadoria rural. Então, trabalhadores que começaram a contribuir antes de 2019 e se enquadram nos requisitos de 35 anos de contribuição para homens e 30 para mulheres podem pedir aposentadoria, pois tem direito garantido.

BNDES destina R$ 14,8 bilhões para pequenos produtores

Para aqueles que já estavam filiados aos sistema da Previdência, mas não atingiram os requisitos para aposentadoria, devem observarregras de transição, que são:

Idade mínima progressiva (aumenta a cada ano)
  • Pedágio de 50%: o trabalhador rural precisa cumprir um pedágio equivalente a 50% do tempo que faltava para atingi-lo antes da reforma da previdência.
  • Pedágio de 100%: o trabalhador precisa atingir uma idade mínima de 60 anos, se homem, ou 57 anos, se mulher, e cumprir um pedágio equivalente a 50% do tempo que faltava para atingi-lo antes da reforma da previdência.
Aposentadoria por pontos

Isabela reforça que uma regra pode ser mais vantajosa que outra, sendo necessário analisar bem o caso e indica os trabalhadores rurais a procurarem orientação jurídica. “Não é necessário ter um advogado para requerer a aposentadoria rural. Entretanto, ressalto que um advogado irá analisar o caso e procurar a maneira mais vantajosa e rápida para o trabalhador conseguir a aposentadoria, o que provavelmente não vai acontecer dentro do INSS”.

Os trabalhadores que se enquadram para receber a aposentadoria rural são divididos em quatro categorias:
  • Segurado empregado rural: trabalhador rural com carteira assinada;
  • Trabalhador avulso que preste serviço de natureza rural: trabalhador que presta serviços pontuais a outros trabalhadores e empresas rurais;
  • Contribuinte individual rural: autônomos;
  • Segurado especial: pessoa física que exerce atividade rural de forma individual ou em regime de economia familiar para seu próprio sustento e/ou sustento de sua família.

O valor da aposentadoria vai depender da forma de aposentadoria escolhida, da categoria do trabalhador, média salarial e tempo de contribuição. Entretanto, deve ficar entre o valor de um salário mínimo e o teto do INSS, atualmente R$7.786,00.

 

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Notícias

Ministério da Agricultura descarta novos casos de doença aviária no RS

Por Redação 22/07/2024
Escrito por Redação

Ministério da Agricultura descarta novos casos de doença aviária no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou neste domingo (21) que três casos suspeitos de doença de Newcastle (DNC) no Rio Grande do Sul foram descartados, após as análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP) revelarem resultado negativo para o vírus. A doença viral atinge aves silvestres e comerciais e é altamente contagiosa para os animais. 

As amostras foram coletadas na sexta-feira (19) em três propriedades suspeitas, localizadas na zona de proteção estabelecida para DNC pela equipe de vigilância e defesa sanitária animal do estado em conjunto com a equipe do Mapa.

Na última quarta-feira (18) foi identificado um foco da doença em uma granja de criação comercial de aves para corte, localizada no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. O diagnóstico positivo também foi feito pelo LFDA-SP.

“Os resultados negativos são uma sinalização extremamente positiva sobre a contenção desse evento sanitário, o que é importante para resolução rápida da situação, e reforça a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil”, disse o ministério neste domingo.

O Mapa informou ainda que estão sendo montadas barreiras sanitárias na região do Vale do Taquari para controlar a movimentação e evitar a entrada e passagem de aves na área do foco, conforme determina o Plano Nacional de Contingência para DNC. Além disso, as investigações epidemiológicas continuam na zona de vigilância de proteção e em todo o Rio Grande do Sul.

“A população não deve se preocupar e pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da própria região afetada. O Mapa reforça que o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanecem seguros e sem contraindicações”, continuou o ministério.

Após a confirmação do primeiro caso, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) divulgaram uma nota afirmando que estão acompanhando e dando suporte à ação do Mapa e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul.

“As autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves. Os protocolos oficiais estabelecidos para a mitigação da situação pontual foram acionados e o entorno segue monitorado”, disse a entidade.

Fazenda revisa PIB da agropecuária e aponta queda de 2,5% em 2024

Neste domingo, a ABPA comemorou o resultado negativo dos testes e disse que continua apoiando os trabalhos de vigilância e as tratativas lideradas pelo governo brasileiro para o restabelecimento do fluxo dos mercados. No ano passado, foram produzidas 14,83 toneladas de carne de frango, segundo a ABPA. “É uma notícia importante, que confirma se tratar de uma situação isolada”, disse a associação.

Na última sexta-feira (19), o Ministério da Agricultura fez uma revisão dos protocolos de emissão de certificação para exportações de carnes de aves e seus produtos. A restrição varia de acordo com os mercados, mas afeta as vendas para 44 países.

Doença de Newcastle

A DNC é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial. Além de aves, ela pode atingir répteis, mamíferos, e até mesmo seres humanos.

Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 e em aves de subsistência, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Brasil 

 

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Queda nos preços deve reduzir faturamento da agropecuária em 2026
MercadoNotícias

Fazenda revisa PIB da agropecuária e aponta queda de 2,5% em 2024

Por Redação 19/07/2024
Escrito por Redação

- Fazenda revisa PIB da agropecuária e aponta queda de 2,5% em 2024

Clarisse Sousa – O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2024 foi revisado para baixo pelo Ministério da Fazenda. Segundo o Boletim Macrofiscal, da Secretaria de Política Econômica, divulgado nesta quinta-feira (18), a variação esperada para o PIB caiu de -1,4% para -2,5%.

A nova previsão leva em conta as estimativas de queda para as safras de soja, milho e trigo, além dos impactos das inundações recentes no Rio Grande do Sul, que também contribuíram para essa revisão negativa.

Para o segundo trimestre deste ano, a expectativa para o setor é de um recuo de 2,4%. A pecuária também deverá contribuir menos para o crescimento do setor no período. Em contrapartida, destacam-se as revisões para cima nas estimativas de safra para o café, uma cultura relevante para o desempenho da atividade no trimestre.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB da agropecuária deve recuar 3% no segundo trimestre. Um resultado semelhante ao registrado no primeiro. 

Impacto das enchentes

O Rio Grande do Sul, que representou 4,6% do abate nacional de bovinos, 10,6% do abate de frangos e 17,1% do abate de suínos em 2023, foi duramente atingido pelas chuvas, afetando tanto a pecuária quanto a agricultura. Diante disso, a Emater/RS estima perdas de cerca de 8,7% na safra de arroz, 11,4% na safra de soja, 6,8% na safra de milho e 22,9% na safra de feijão. Para culturas como trigo e fumo, as perdas foram pontuais em áreas recém-semeadas, que deverão ser replantadas.

Ministério da Agricultura declara emergência no RS por doença de Newcastle

De acordo com o Boletim, a produtividade e as intenções de plantio dessas e de outras culturas, como batata e tomate, tendem a ser prejudicadas, refletindo os danos causados ao solo e os prejuízos sofridos pelos produtores. A destruição de áreas de cultivo também deve impactar significativamente a produção de culturas perenes, como a uva.

Na pecuária, a produção de leite e ovos foi particularmente afetada devido aos problemas de escoamento e conservação causados pelas enchentes e interrupções no fornecimento de energia. Embora as perdas nos rebanhos de gado, suínos e aves sejam pequenas, a recuperação das áreas de pastagem e da infraestrutura produtiva será lenta.

 

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Notícias

Práticas de manejo de pastagem permitem aumento na produção de carne

Por Redação 19/07/2024
Escrito por Redação

Práticas de manejo de pastagem permitem aumento na produção de carne

O aumento da produtividade na pecuária de corte está relacionado com as condições das pastagens. A adoção de práticas de manejo pelos pecuaristas, tanto do pasto quanto do pastejo, reflete na produção de carne bovina a baixo custo e com preservação ambiental. No entanto, um estudo mostrou que o uso dessas técnicas em uma amostra de produtores ainda é baixo.

A Embrapa apresenta a publicação “Uso das práticas de manejo de forrageiras e de pastejo na bovinocultura de corte”. O estudo buscou identificar a situação da adoção de 20 práticas de manejo de pastagem e de pastejo empregadas em fazendas de corte no Brasil. Os dados analisados são provenientes de respostas voluntárias de usuários da plataforma digital app Pasto Certo, da Embrapa, entre dezembro de 2019 a maio de 2023.

O conjunto de técnicas adequadas diz respeito a práticas como manejo rotacionado de pastejo, que aparece como a mais utilizada pelos pecuaristas, com 64% de adoção entre os respondentes do estudo; controle de invasoras (48%), análise de solo (47%), correção de solo com calcário (44%), pastejo contínuo (44%), adubação de pastagens (40%) e diferimento de pastagem (34%).

VBP da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024

Já os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta estão entre as práticas que apresentaram menor uso. Apenas 2% dos participantes da pesquisa utilizam esse modelo de tecnologia, que além de contribuir para diversificação da renda, tem benefícios ambientais, sociais e econômicos.

De acordo com uma das autoras, a pesquisadora Claudia De Mori, os resultados sugerem que o uso desses manejos está aquém para obtenção de produção satisfatória de pasto em quantidade e qualidade para uma pecuária eficiente. Além disso, a adoção por região ou por perfil de sistema é bastante variada.

A atividade pecuária está em praticamente todo o território nacional e é muito heterogênea. “Existe potencial para melhorias no desempenho da pecuária de corte nacional e o manejo de alimentação é um dos principais pilares para atingir os níveis de produção desejados em cada situação”, explica a pesquisadora Patrícia Menezes Santos.

A adoção desses manejos permite aos pecuaristas aumentar a produtividade da atividade, manter a longevidade das pastagens e otimizar o uso de recursos, aumentando a rentabilidade e reduzindo a pressão para abertura de novas áreas.

“As práticas de adubação e correção dos solos, com base em análises, possibilitam às plantas expressarem produções mais próximas do seu potencial produtivo, resultando em produtividades mais elevadas em termos de ganho de peso na produção animal. Na pecuária, essas práticas, aliadas a um manejo de pastagem adequado, permitem maior longevidade das pastagens e aumento na produção de carne por hectare. Ainda, tais práticas, aplicadas conjuntamente com técnicas de conservação do solo e da água, são essenciais para evitar a perda de fertilidade e estrutura de solo, erosão, assoreamento de rios e escassez de água em quantidade e qualidade para plantas e animais”, reforça Santos.

No estudo também foi observada a distinção do uso dessas técnicas por região/bioma em relação a análise do solo, correção com calcário, adubação de pastagem, pastejo rotacionado, diferimento de pastagem, dentre outras. Ainda, foi constatada uma associação entre o comportamento de adoção de práticas e perfil de sistemas de produção.

Por exemplo, propriedades que englobam as fases mais ao final do processo de produção (recria e/ou engorda) são mais propícias à adoção de tecnologia, em oposição às propriedades de cria. Ainda, há relação entre o tamanho da propriedade e a aplicação de algumas práticas, dentre elas a de acompanhamento/ controle de taxa de lotação das pastagens.

Detalhes das práticas de manejo e de como estão sendo adotadas pelos pecuaristas estão na publicação organizada pela Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Gado de Corte e Embrapa Pantanal.

Pastagens no Brasil

No país, as pastagens constituem o principal uso da terra, ocupando cerca de 163,9 milhões de hectares, segundo informações do MapBiomas, em 2022.

A capacidade produtiva da pastagem pode ser comprometida pela incidência de pragas e doenças, por condições climáticas extremas, pelo superpastejo e por outros fatores que favorecem a perda de vigor das forrageiras e, como consequência o aparecimento de áreas de solo descoberto (sem vegetação) ou a proliferação de plantas daninhas.

Já existem tecnologias disponíveis para o pecuarista melhorar a produtividade do pasto e a maior eficiência do pastejo. A Embrapa desenvolve soluções em todos os biomas brasileiros, contribui para aprimorar os métodos de diagnóstico de degradação, disponibiliza boas práticas para manejo sustentável e recuperação de pastagem e oferece alternativas de capins mais produtivos e adequados a diferentes condições. Além disso, promove capacitações para técnicos e produtores rurais.

 

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Ministério da Agricultura declara emergência no RS por doença de Newcastle

Por Redação 19/07/2024
Escrito por Redação

Ministério da Agricultura declara emergência no RS por doença de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (19), uma portaria que declara estado de emergência zoossanitária no estado do Rio Grande do Sul. A medida vale por um prazo de 90 dias, em função da detecção da infecção pelo vírus patogênico da doença de Newcastle em aves comerciais.

A declaração de emergência prevê uma vigilância epidemiológica de forma mais ágil com a aplicação dos procedimentos de erradicação do foco estabelecidos no Plano de Contingência de Influenza Aviária e doença de Newcastle.

Entre as ações previstas no Plano de Contingência estão ações de sacrifício ou abate de todas as aves onde o foco foi confirmado, limpeza e desinfecção do local, adoção de medidas de biosseguridade, demarcação de zonas de proteção e vigilância em todas propriedades existentes no raio de 10km, definição de barreiras sanitárias, entre outras.

A população não deve se preocupar e pode continuar consumindo carne de frango e ovos, inclusive da própria região afetada. O Mapa reforça que o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanecem seguros e sem contraindicações.

PL para emergência

Com objetivo de reforçar as ações de enfrentamento à situações de emergência fitossanitária ou zoossanitária, o Ministério da Agricultura e Pecuária elaborou um Projeto de Lei (PL), já aprovado pela Casa Civil e que se encontra neste momento em análise pelo Congresso Nacional.

Caso aprovado, entre outros objetivos, a nova lei permitirá o acionamento de todo o sistema governamental – união, estados e municípios – para atuarem em operações de defesa agropecuária convocadas pelo Ministério, de forma mais mais ágil e tempestiva.

No dia 17 de julho, foi confirmado pelo Mapa o diagnóstico positivo para doença de Newcastle (DNC) no município de Anta Gorda (RS).

A análise foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

A investigação epidemiológica do caso foi conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi).

 

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Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024
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VBP da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024

Por Redação 18/07/2024
Escrito por Redação

Valor Bruto da Produção da agropecuária deve encolher 4,1% em 2024

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deve atingir R$ 1,2 trilhão em 2024, valor 4,1% menor que o resultado do ano anterior, segundo informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O VBP é o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com a média de preços recebidos pelos produtores de todo o país.

Para agricultura, a cultura de maior participação no VBP é a soja, que na projeção atual representa 37% do total. A quantidade produzida da oleaginosa deve registrar queda de 5% e o preço de 13,9%, com isso, projeta-se uma retração de 18,2% no VBP.

No caso do milho, também há previsão de queda na produção, de 14,5%, e no preço, de 6,8%. Dessa forma, é esperada uma retração de 20,4% no seu VBP. O trigo atualmente registra aumento na projeção do VBP em torno de 12,4%, em decorência do aumento de 17,7% da produção, apesar da projeção de queda dos preços em 4,6%. Nesse contexto, o VBP estimado da agricultura é de R$ 822,7 bilhões em 2024, representando redução de 4,5% em relação a 2023.

BNDES destina R$ 14,8 bilhões para pequenos produtores

Na pecuária, a bovinocultura de corte apresenta previsão de aumento na produção em 1,75%. A maior oferta vem pressionando os preços, que registram continuidade de queda, como ocorre desde 2023. Os preços devem registrar redução de 8,2% em 2024.

Com isso, o VBP da bovinocultura de corte está com projeção de queda de 6,6%. A pecuária leitera deve registrar aumento na produção em 1,2%, e redução de 4,0% nos preços. Dessa forma, projeta-se queda no VBP do leite de 10,3% no ano. A projeção para o VBP da pecuária em 2024 é de R$ 393,2 bilhões, queda de 3,2% na comparação com 2023.

Ressalte-se que houve impacto na produção e nos preços de algumas culturas consideradas para o cálculo do VBP produzidas no Rio Grande do Sul, que impactaram a estimativa atual.

Uma das maiores preocupações, segundo a CNA, foi sobre a produção de arroz em razão de o estado ser o maior produtor do País, responsável por cerca de 70% da produção nacional, mas estima-se que mais de 80% do cereal já havia sido colhido antes das enchentes que atingiram o estado. Mesmo frente às perdas, a produção nacional deve registrar crescimento de 5,19% no ano. Os preços registram alta, influenciados pelas dificuldades iniciais de logística a jusante da cadeia, mas devem se ajustar ao longo do ano.

 

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18/07/2024 0 Comentários
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