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Tecnologia

Projeto da Valtra leva maior expedição de tratores do mundo para o Oeste da Bahia

Por Redação 14/08/2026
Escrito por Redação

Projeto da Valtra leva maior expedição de tratores do mundo para o Oeste da Bahia

A Valtra anunciou o destino da 5ª edição do projeto Viajando com V de Valtra, que acontece entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026. A expedição desembarcará no Oeste da Bahia, região reconhecida globalmente como uma das principais fronteiras agrícolas do país e referência em índices de produtividade em culturas como algodão, soja e banana, além do uso intensivo de tecnologia.

Realizada em parceria com a concessionária NOSSA, uma das representantes da Valtra na Bahia, a edição Caminhos do Oeste Baiano reunirá 14 tratores em um percurso de 206 quilômetros por uma das áreas mais dinâmicas do agronegócio brasileiro, na região de influência de Luís Eduardo Magalhães, em um trajeto que liga os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa.

Com mais de 2,2 milhões de hectares cultivados com soja, o Oeste da Bahia responde pela maior parte da produção de grãos do Estado e figura entre os principais motores do agronegócio nacional. O nível de mecanização, a ampla adoção da agricultura de precisão, o uso intensivo de irrigação e as condições favoráveis de solo e clima transformaram a região em referência de produtividade e sustentabilidade.

O analista de mercado agrícola Carlos Cogo destaca a Bahia como um dos estados com maior potencial de crescimento dentro da região do Matopiba (polo produtivo formado pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), impulsionada pela incorporação de tecnologia, correção de solos, agricultura de precisão e profissionalização da gestão das propriedades.

Vale destacar que, na safra 2025/26, o Oeste da Bahia registrou um recorde histórico ao alcançar produtividade média de 71 sacas de soja por hectare, uma das mais altas do País. Além da soja, o milho apresenta rendimentos expressivos, com médias superiores a 180 sacas por hectare. O desempenho reafirma a região como a locomotiva econômica da Bahia, liderando não apenas em volume de produção, mas também em eficiência por área cultivada.

“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Projeto

O Viajando com V de Valtra é a maior expedição de tratores do mundo a cruzar as principais regiões produtoras do Brasil. O evento reúne agricultores, comunicadores e admiradores da marca para uma imersão no dia a dia do campo. O comboio é formado por tratores de diversas gerações e tecnologias, desde os modelos clássicos da Valmet até os mais modernos equipamentos da Valtra. O propósito é valorizar o agronegócio nacional, destacando a cultura regional, a história, as paisagens e a riqueza dos diferentes biomas brasileiros. Nesta edição, os tratores irão cruzar estradas, rios, fazendas e paisagens que retratam a força do agro no Oeste baiano.

O roteiro, com 206 quilômetros de extensão, será percorrido por estradas vicinais e caminhos de terra, passando por áreas de cultivo de algodão e soja, além de regiões dedicadas à pecuária e à fruticultura. A jornada de três dias parte do município de Correntina (região das Sete Ilhas) e passa pela cidade de Santa Maria da Vitória e por pequenos vilarejos, com parada especial na Fazenda Busato, referência em produtividade e tecnologia no agronegócio brasileiro e pioneira na adoção da irrigação por pivô central para a cultura do algodão na região. O encerramento acontece com a travessia da imponente Ponte Gercino Coelho, sobre o Rio São Francisco, finalizando a expedição no tradicional Santuário do Bom Jesus da Lapa.

Nos anos anteriores, as edições do Viajando com V de Valtra percorreram trajetos históricos e simbólicos para o agronegócio brasileiro. Em 2022, a caravana cruzou parte do Caminho da Fé, rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Já em 2023, a jornada aconteceu nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, o percurso foi pela Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, a caravana, com dezenas de tratores, percorreu os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.

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14/08/2026 0 Comentários
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Conab mantém projeção para a safra de grãos no ciclo 2025/26, com ligeiro aumento de 0,3%
Mercado

Conab estima produção de grãos em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

Conab estima produção de grãos em 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

A estimativa para a produção de grãos na safra 2025/26 é de 360,8 milhões de toneladas, um incremento de 2,4%, o que representa um volume de 8,5 milhões de toneladas a mais que o volume colhido no ciclo passado. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, com destaque para soja, milho e sorgo. Já a produtividade média nacional das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado em 2024/25.

Produto com maior área semeada na segunda safra, o milho deve atingir uma produção total de 143 milhões de toneladas na atual temporada. Com a colheita finalizada, a primeira safra do grão tem produção estimada em 29,5 milhões de toneladas.

No segundo ciclo do cereal, a Conab estima que sejam colhidas cerca de 111 milhões de toneladas. Em relação à terceira safra de milho, a estimativa é de uma produção de outras 2,4 milhões de toneladas. Semeado na região Nordeste, as condições climáticas ocorridas desde junho influenciaram de maneira negativa o desenvolvimento das lavouras da cultura principalmente no nordeste da Bahia, Sergipe e parte de Alagoas.

Para o algodão, a Conab prevê uma produção aproximada de 5,8 milhões de toneladas para o produto em caroço, o que resulta em 4,1 milhões de toneladas de pluma. A colheita, iniciada em junho, atinge 43,7% da área destinada para a cultura. O índice é inferior à média dos últimos cinco anos, porém superior ao registrado no ano passado, quando no mesmo período estava em 39%. As condições climáticas, de modo geral, favoreceram o bom desenvolvimento das lavouras.

Já o feijão deve registrar uma produção total próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa.O volume estimado atualmente representa uma redução de 3,2% comparado com o ciclo 2024/25. Ainda assim, a produção garante o abastecimento no mercado interno.

Na primeira safra do grão no ciclo 2025/26, a Conab estima que foram colhidas 973,9 mil toneladas. No segundo ciclo da leguminosa, a colheita está em fase final e a estimativa é de uma produção de 1,3 milhão de toneladas. Na terceira safra, predominantemente cultivada em áreas irrigadas no Centro-Sul e em áreas de sequeiro no Nordeste, a produção esperada é de 681 mil toneladas.

Produtos da safra de verão, soja e arroz têm produção estimada em 180,5 milhões de toneladas e 11,1 milhões de toneladas, respectivamente. No caso da oleaginosa, destaques para o Mato Grosso, maior produtor do grão no país, com 51,6 milhões de toneladas, e para a Bahia, estado com a maior produtividade média estimada em 4.260 kg/ha.

Para o arroz, a Conab identificou uma redução na produção devido ao plantio da cultura ter sido realizado em uma área 14% inferior em relação ao ciclo 2025/26. Mesmo com a queda, o volume colhido atende a demanda do mercado doméstico.

Dentre os produtos de inverno, a semeadura das culturas foi finalizada. Principal produto cultivado, o trigo deve registrar uma produção de 5,8 milhões de toneladas, redução de 26,2% em relação à safra de 2025. Essa redução na produção está relacionada à retração de 20,4% na área.

Mercado

Neste 11º levantamento, a Conab atualiza as projeções do quadro de suprimentos da safra 2025/26 para o milho. A Companhia aumentou em 152,2 mil toneladas o consumo interno do cereal, atualmente estimado em 95 milhões de toneladas. Mesmo com esse ajuste, o estoque de passagem do cereal ao final do ciclo está previsto em 15,58 milhões de toneladas.

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Novos mercados e segurança energética pautam primeiro dia da FenaBio
Feiras & Eventos

Novos mercados e segurança energética pautam primeiro dia da FenaBio

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

A 2ª edição da FenaBio começou nesta quarta-feira (12), durante a Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP). No primeiro dia, a conferência reuniu representantes da indústria, do setor produtivo, do mercado e da academia para discutir as transformações da matriz energética e as oportunidades para a bioenergia.

Segundo Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, a FenaBio foi criada para ampliar esse debate e aproximar diferentes visões sobre o futuro da bioenergia. “Temos uma cadeia que já é muito desenvolvida, mas que continua abrindo novas frentes de mercado, incorporando tecnologias e buscando mais eficiência”, afirma.

Novos mercados

Entre os mercados em expansão está o Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Especialistas apontaram a disponibilidade de biomassa, a experiência brasileira com biocombustíveis e a diversidade de rotas tecnológicas como vantagens para o desenvolvimento dessa cadeia no país.

Segundo Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil e presidente do Conselho de Administração da Helibras, o país tem potencial para ser a Arábia Saudita do SAF, podendo ser o maior produtor mundial. “O Brasil pode produzir quase dez vezes mais do que aquilo que a gente consome. É um potencial muito grande”, afirmou durante o painel “SAF: Viabilizando o potencial de liderança do Brasil”.

Segurança energética e presença internacional

A ampliação da oferta de etanol também passou pela integração entre cana-de-açúcar e milho. Os participantes destacaram a complementaridade entre as duas matérias-primas, que permite estender a operação das usinas ao longo do ano e gerar ganhos de produtividade.

O tema também se conectou às mudanças no cenário internacional. No painel sobre geopolítica, especialistas avaliaram que a busca dos países por maior segurança energética abre oportunidades para o Brasil ampliar sua presença como fornecedor de biocombustíveis.

“O xadrez geopolítico abriu uma oportunidade para a bioenergia brasileira, que ganhou espaço por se apresentar como uma alternativa viável para a transição energética. Nosso país tem maturidade tecnológica e potencial para se consolidar como fornecedor confiável de biocombustíveis”, afirmou Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), no painel “Geopolítica, conflitos e consequências para as bioenergias”.

Mobilidade sustentável

Os biocombustíveis também estiveram no centro do debate sobre o futuro da mobilidade. No painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável”, representantes de montadoras apresentaram inovações e estratégias voltadas à descarbonização do transporte.

João Irineu Medeiros, vice-presidente da Stellantis, reforçou que o Brasil é uma referência na produção de alternativas sustentáveis e também nas políticas públicas de incentivo aos biocombustíveis. “Nós estamos dando um exemplo, com políticas públicas, de redução de 35% da emissão de carbono em dez anos. Sem contar a frota de veículos de etanol já rodando”, destacou.

A programação da FenaBio continua nesta quinta-feira, dia 13, com novos debates sobre a bioeconomia brasileira. A Fenasucro & Agrocana segue até sexta-feira, dia 14.

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Tecnologia

Primeiro Centro de Treinamento em irrigação do Brasil começa oficialmente a funcionar

Por Redação 13/08/2026
Escrito por Redação

Primeiro Centro de Treinamento em irrigação do Brasil começa oficialmente a funcionar

O primeiro Centro de Treinamento em Irrigação do Brasil começou oficialmente a funcionar nesta quarta-feira (12), em Uberaba (MG). Inaugurada pela Valley, marca da Valmont Industries, a estrutura inicia suas atividades com capacitação técnica voltada à injeção de fertilizantes.

Instalado na Cidade do Agro, da Uniube, o Centro recebeu investimento de aproximadamente R$ 1,2 milhão e foi desenvolvido para se tornar uma estrutura permanente de formação em agricultura irrigada. A expectativa inicial é capacitar cerca de 400 pessoas por ano, reunindo desde estudantes e produtores rurais até operadores, técnicos, projetistas, engenheiros, agrônomos e gestores.

A operação começa com um portfólio de 24 treinamentos prioritários, abrangendo projetos de irrigação, operação, manutenção, tecnologia, gestão, serviços, manejo da irrigação e aftermarket, entre outras áreas. “Não criamos apenas um espaço físico para realização de cursos. O projeto foi estruturado para desenvolver competências em diferentes níveis e para diferentes profissionais da agricultura irrigada”, explica Carlos Augusto Ferreira, responsável pelo projeto na Valley.

A atividade, realizada nesta quarta-feira, foi destinada ao público interno da companhia. Os treinamentos abertos ao público terão inscrições divulgadas individualmente, com informações sobre público-alvo, pré-requisitos, carga horária, modalidade e número de vagas.

Da ideia à primeira aula. O início das atividades encerra uma etapa de quase três anos de desenvolvimento. As primeiras conversas sobre o projeto começaram no final de 2023, ainda durante a construção da parceria entre a Valley e a Universidade do Agro. Desde então, o trabalho envolveu não apenas a implantação da estrutura física, mas também a definição do modelo educacional, desenvolvimento do portfólio de cursos, formação de instrutores e preparação dos recursos tecnológicos e didáticos.

A programação mais estruturada de capacitações está sendo desenvolvida com colaboração pedagógica da Uniube e será lançada em 2027. O modelo deverá combinar treinamentos presenciais e híbridos e, progressivamente, conteúdos digitais. As atividades serão organizadas em trilhas de aprendizagem, considerando diferentes perfis profissionais e níveis de conhecimento. Cursos com maior componente prático terão turmas reduzidas, enquanto conteúdos teóricos e híbridos poderão receber grupos maiores.

Um dos principais diferenciais da estrutura será aproximar teoria e aplicação. Os treinamentos poderão utilizar equipamentos, componentes, sistemas de controle, ferramentas de diagnóstico e softwares, reproduzindo situações semelhantes às encontradas em propriedades irrigadas.

O conteúdo irá de fundamentos de hidráulica e elétrica a temas como pivôs centrais, dimensionamento, montagem, manutenção preventiva, diagnóstico de equipamentos, conectividade, automação, manejo da irrigação e tecnologias digitais. “O objetivo é reduzir a distância entre conhecer o conceito e saber aplicá-lo. À medida que os sistemas se tornam mais tecnológicos, o profissional precisa integrar conhecimentos de hidráulica, elétrica, agronomia, automação, conectividade, dados, manutenção e gestão”, afirma Ferreira.

Embora esteja localizado em Uberaba, o Centro foi estruturado para receber profissionais de diferentes regiões brasileiras e até mesmo de outros mercados onde a Valley atua, especialmente América Latina e África. “Tecnologia, por si só, não transforma a agricultura. A transformação ocorre quando pessoas qualificadas conseguem convertê-la em resultado. O Centro nasce para aproximar essas duas dimensões”, conclui.

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Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja
Mercado

Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Exportações do agronegócio registram recorde em julho, com destaque para a soja

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16,3 bilhões em julho de 2026, o maior valor da história para o mês, segundo levantamento da Consultoria Agro Itaú BBA com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado representa alta de 5% em relação a julho de 2025 e foi impulsionado principalmente pelo desempenho do complexo soja.

O principal destaque foi a soja em grãos, cujos embarques somaram 13,4 milhões de toneladas, avanço de 9,3% na comparação anual. A receita atingiu US$ 5,9 bilhões, sustentada também pela valorização dos preços internacionais. O farelo de soja registrou crescimento de 18% no volume exportado, enquanto o óleo de soja apresentou um salto de 130% sobre julho do ano passado.

Apesar do recorde em valor, o relatório mostra que parte importante da pauta exportadora registrou queda nos volumes embarcados. A carne bovina in natura recuou 18%, o açúcar bruto (VHP) caiu 19%, o milho teve retração de 20% e o café verde registrou redução de 5% em relação a julho de 2025.

No caso da carne bovina, a desaceleração das compras chinesas e os preços elevados reduziram a competitividade do produto brasileiro. Já o açúcar foi pressionado pelo aumento da oferta global e pela demanda internacional mais fraca, especialmente nos mercados asiáticos.

Entre os destaques positivos fora do complexo soja, a carne de frango apresentou forte desempenho, com crescimento de 25% no volume exportado e receita de US$ 876 milhões, refletindo a recuperação dos embarques para mercados do Oriente Médio.

No acumulado de janeiro a julho, o complexo soja continua sendo o principal motor das exportações do agronegócio brasileiro. As vendas externas de soja em grãos somaram 83 milhões de toneladas, crescimento de 8%, enquanto farelo e óleo de soja avançaram 12% e 45%, respectivamente.

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EmpresasTecnologia

New Holland inaugura Centro de Treinamento em Uberaba (MG)

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

New Holland inaugura Centro de Treinamento em Uberaba (MG)

A New Holland e a Nova Holanda inauguraram nesta terça-feira, 11, o Centro de Treinamento New Holland, instalado na Cidade do Agro, novo complexo de ensino e inovação da Universidade do Agro | Uniube, em Uberaba (MG). A parceria deve beneficiar cerca de 8 mil estudantes.

Com investimento de R$ 2,8 milhões, a New Holland equipou o Centro de Treinamento com máquinas e soluções que passam a integrar as atividades da fazenda-escola da Cidade do Agro.

Em parceria com a concessionária Nova Holanda, foram disponibilizados dois tratores (TL5.80 e T6.140), uma colheitadeira de grãos CR 6 e um pulverizador Defensor 2500, equipamentos que serão utilizados na formação técnica dos estudantes e em programas de capacitação. Em breve a lista de equipamentos será complementada com um simulador cockpit de operação de colheitadeiras CR.

A inauguração do Centro de Treinamento – o primeiro em Minas Gerais – integra a abertura oficial da Cidade do Agro, projeto da Universidade do Agro | Uniube concebido para aproximar ensino, pesquisa, inovação e mercado. Dentro desse ecossistema, a New Holland passa a oferecer um ambiente de aprendizado conectado à realidade do campo, permitindo que alunos tenham contato direto com tecnologias utilizadas pelos produtores rurais em suas operações.

“Em um cenário de constante evolução tecnológica, preparar profissionais capazes de utilizar máquinas inteligentes, conectividade, automação e agricultura de precisão é fundamental para impulsionar a produtividade e promover uma agricultura cada vez mais eficiente e sustentável. Este Centro de Treinamento New Holland nasce para conectar conhecimento e prática em benefício de uma agricultura cada vez mais sustentável”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da New Holland para a América Latina.

Para o reitor da Universidade do Agro | Uniube, Marcelo Palmério, a participação da New Holland e da Nova Holanda amplia o potencial da Cidade do Agro como referência nacional na formação de profissionais para o setor. “A Cidade do Agro nasceu com o propósito de reunir, em um único ambiente, ensino, pesquisa, inovação e as principais empresas do setor.

A chegada do Centro de Treinamento New Holland materializa esse conceito, ampliando as oportunidades de formação, qualificação e desenvolvimento tecnológico. É uma parceria que fortalece não apenas a Uniube, mas todo o agronegócio brasileiro, ao aproximar a academia das demandas reais do mercado e contribuir para a formação de profissionais cada vez mais preparados”, destaca.

Formação conectada às tecnologias do campo

Além da formação prática dos estudantes, o Centro de Treinamento será utilizado para capacitação contínua de professores, concessionários, clientes e profissionais do setor, abordando temas como agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, conectividade, máquinas inteligentes e soluções para agricultura de baixo carbono.

O espaço também sediará workshops, treinamentos técnicos e transmissões ao vivo para alunos dos cursos presenciais e dos polos de educação a distância da Universidade do Agro em todo o Brasil, ampliando o alcance das atividades desenvolvidas no complexo.

De acordo com Auri Orlando, diretor de Suporte ao Cliente e Concessionário da New Holland para a América Latina, o Centro de Treinamento New Holland foi planejado para oferecer uma experiência completa de aprendizagem, aproximando estudantes e profissionais das tecnologias presentes nas máquinas New Holland. “Nossa meta é contribuir para a formação de pessoas mais preparadas para atuar em um agronegócio cada vez mais tecnológico, conectado e sustentável”, pontua.

A parceria prevê ações de inovação, desenvolvimento de projetos em conjunto e programas de capacitação para colaboradores da CNH e da New Holland, fortalecendo a integração entre indústria, concessionários e universidade.

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Moagem de cana no Centro-Sul atinge 601 milhões de toneladas, queda de 2,22%
Mercado

Superávit do agro paulista registra US$ 12,16 bilhões de janeiro a julho de 2026

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Superávit do agro paulista registra US$ 12,16 bilhões de janeiro a julho de 2026

Nos primeiros sete meses de 2026, o agronegócio paulista registrou superávit de US$ 12,16 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 15,63 bilhões, frente a importações de US$ 3,47 bilhões. No período, o setor respondeu por 37,2% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 6,6% do total estadual.

O diretor da APTA, Carlos Nabil, mostra que os resultados da balança comercial do agro paulista evidenciam a diversidade da pauta exportadora do estado. “O desempenho dos diferentes grupos de produtos reflete tanto as condições do mercado internacional quanto a dinâmica da produção e da demanda em cada cadeia” , afirma.

Principais produtos

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 23,6% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$3,68 bilhões. Deste total, o açúcar representou 94,3% e o álcool etílico, etanol, 5,7%. O setor de carnes veio logo em seguida com 17,2% das vendas externas do setor, totalizando US$2,68 bilhões, com a carne bovina respondendo por 83,7%.

O complexo soja teve participação de 13,9% do total exportado, registrando US$2,17 bilhões, 82,6% referentes à soja em grãos e 11,5% de farelo de soja. Produtos florestais representaram 12,3% do valor exportado, com US$1,91 bilhão, com 62,5% de celulose e 30,7% de papel.

Os sucos responderam por 7,0% de participação, somando US$1,09 bilhão, dos quais 96,1% são referentes ao suco de laranja. Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 79,7% das exportações do agronegócio paulista. O café ocupa a sexta posição, com 5,7% de participação na pauta de exportações, somando US$893,75 milhões, 64% referentes ao café verde e 30,7% de café solúvel.

As variações nos valores exportados, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos nas vendas dos grupos de soja (+20,2%), carnes (+16,3%) e produtos florestais (+8,2%), além de quedas nos grupos de sucos (-40,0%), sucroalcooleiro (-20,7%) e café (-19,0%).

Principais destinos

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 27,5% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e produtos do setor sucroalcooleiro. A União Europeia aparece em seguida, com 14,1% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10%.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,1% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,4%).

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Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Mercado

Exportação de café do Brasil sobe 9,9% em julho, para 3 milhões de sacas

Por Redação 12/08/2026
Escrito por Redação

Exportação de café do Brasil sobe 9,9% em julho, para 3 milhões de sacas

De acordo com o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 3,030 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos do produto em julho, primeiro mês do ano-safra 2026/27, volume que implica alta de 9,9% em relação ao mesmo mês do ciclo anterior. A receita cambial, contudo, recuou 13,2% no mesmo intervalo comparativo, saindo de US$ 1,042 bilhão para os atuais US$ 903, 9 milhões.

Com o desempenho em julho, as exportações de café do Brasil chegaram a 20,897 milhões de sacas no acumulado dos sete primeiros meses deste ano, rendendo US$ 7,449 bilhões nas transações comerciais ao país. Na comparação com o intervalo entre janeiro e julho de 2025, há quedas de 5,9% em volume e de 13,1% em receita.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, comenta que o atraso na colheita e a continuidade dos gargalos logísticos nos portos brasileiros e seus entornos fizeram com que o volume de exportação de café do Brasil não avançasse como o esperado em julho.

“Aguardávamos uma evolução expressiva nos embarques no mês passado, principalmente com a chegada do café arábica, mas a ocorrência de chuvas em importantes regiões produtoras dessa variedade retardou os trabalhos de colheita, impactando as exportações. Além disso, a infraestrutura defasada nos principais portos de exportação do país seguem gerando dificuldade para as cargas conseguirem embarque, gerando milhões de reais em prejuízos aos exportadores com custos extras por causa de armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, explica.

Ferreira acredita que os embarques devem ganhar maior ritmo a partir da segunda quinzena de agosto, com o avanço da colheita de arábica no Brasil, possibilitando que o país atinja um bom volume no acumulado ao final do ano.

“A expectativa é que alcancemos um bom nível exportado nos 12 meses de 2026, mas isso não deve ser visto de imediato, já que, com os produtores capitalizados devido aos bons preços nas safras recentes, o fluxo de café deve se manter cadenciado, com os cafeicultores aproveitando os momentos de alta para vender e, eventualmente, saindo do mercado nas baixas. Ainda assim, entendo como possível uma recuperação ante 2025”, projeta.

Outro ponto que deve favorecer o crescimento das exportações é uma virtual retomada de importações substanciais por parte dos Estados Unidos, que, até o momento, têm queda de mais de 30% nas aquisições neste ano.

“O trabalho que o Cecafé realizou, em parceria com (Associação Brasileira da Indústria de Café) Abic, (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) Abics e a National Coffee Association (NCA) permitiu a retirada das tarifas americanas sobre todos os cafés brasileiros. Considerando que a vigência do tarifaço começou em agosto passado, a não existência dessas tarifas a partir deste mês deve estimular o avanço das exportações ao nosso principal mercado importador”, estima.

Em relação à queda na receita cambial, o presidente do Cecafé conclui que ela reflete, além do volume inferior de café remetido ao exterior, o menor preço médio por embarque, que é US$ 356,45 por saca nos sete primeiros meses de 2026, valor 7,7% aquém dos US$ 386,26 por saca registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Destinos

Os Estados Unidos figuram como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado dos sete primeiros meses de 2026, com a aquisição de 2,590 milhões de sacas, montante que representa 12,4% dos embarques totais no período, mesmo significando um recuo de 30,5% ante mesmo intervalo em 2025.

A Alemanha ocupa a segunda posição, com 2,426 milhões de sacas – 11,6% do total –, o que implica queda de 8,9% frente aos sete primeiros meses do ano passado. Na sequência aparecem Itália, com 1,881 milhão de sacas e alta de 8,3%; Bélgica, com 1,577 milhão de sacas e incremento de 14,4%; e Japão, fechando o top 5 com 1,114 milhão de sacas e queda de 23,6%.

Tipos de café

O café arábica, com 14,987 milhões de sacas, é o tipo mais exportado pelo Brasil de janeiro ao fim de julho de 2026. Esse montante equivale a 71,7% do total, mesmo representando declínio de 16,6% na comparação com o primeiro setimestre do ano passado.

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,387 milhões de sacas (16,2% do total), apresentando substancial crescimento de 73,5% em relação ao remetido ao exterior nos sete primeiros meses de 2025.

O segmento do café solúvel, com 2,486 milhões de sacas (11,9% do geral) e o setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 36.456 sacas (0,2%) completam a lista.

Cafés especiais

Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais respondem por 16,7% das exportações totais brasileiras entre janeiro e o fim de julho de 2026, com o envio de 3,498 milhões de sacas ao exterior, volume que significa recuo de 26,5% ante o registrado no mesmo intervalo de 2025.

A um preço médio de US$ 419, 57 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,468 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro setimestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 27,6% inferior ao apurado entre janeiro e julho do ano passado.

OS EUA também lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 464.885 sacas, o equivalente a 13,3% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 390.478 sacas e representatividade de 11,2%; Bélgica, com 378.900 sacas (10,8%); Itália, com 357.109 sacas (10,2%); e Suécia, com 203.959 sacas (5,8%).

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Feiras & EventosFenasucro & Agrocana

Fenasucro começa nesta terça com expectativa de gerar R$ 13 bi em negócios

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Fenasucro começa nesta terça com expectativa de gerar R$ 13 bi em negócios

A 32ª Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP), com expectativa de movimentar R$ 13 bilhões em negócios. Maior feira do mundo voltada exclusivamente à cadeia da bioenergia, segue até sexta-feira, dia 14, e reunirá empresas, compradores, investidores, especialistas e representantes do setor produtivo do Brasil e do exterior.

A cerimônia de abertura oficial ocorre às 15h e terá a presença de Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana; Hugo Cagno Filho, presidente de honra da edição e presidente da UDOP; Antônio Eduardo Tonielo, presidente emérito da Fenasucro & Agrocana; Rosana Amadeu, presidente do CEISE Br; Zezinho Gimenes, prefeito de Sertãozinho; Ricardo Silva, prefeito de Ribeirão Preto; entre outras autoridades.

“Chegamos à abertura da 32ª edição, que amplia a presença internacional da Fenasucro & Agrocana e reúne uma programação conectada às demandas atuais da cadeia. São quatro dias para aproximar empresas, compradores e investidores e apresentar tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos, sustentabilidade e novas oportunidades para a bioeconomia brasileira”, afirma Montabone.

Congresso internacional

A agenda internacional começou nesta segunda-feira (10), em Ribeirão Preto, com a abertura do 13º Congresso Latino-Americano da ATALAC – “José Paulo Stupiello”. Realizado pela primeira vez no Brasil, o encontro segue até sexta-feira, dia 14, reunindo profissionais, pesquisadores, empresas e instituições da América Latina e do Caribe para o intercâmbio de conhecimento e experiências sobre a cadeia bioenergética.

A programação de abertura contou com três palestras magnas. Plínio Nastari, da Datagro, falou sobre a diversificação como estratégia para aumento da renda, segurança e sustentabilidade. Glaucia Mendes Souza, professora da Universidade de São Paulo (USP), abordou a contribuição do etanol de cana-de-açúcar brasileiro para a mitigação das mudanças climáticas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Já Chris Meniw apresentou a palestra “A 6ª revolução industrial”.

Promovido pela STAB, CEISE Br e Fenasucro & Agrocana, o ATALAC integra a estratégia de internacionalização desta edição, com uma programação voltada às discussões sobre o futuro da bioenergia e aproximação das delegações internacionais com as tecnologias apresentadas na feira.

FenaBio

Outro destaque será a 2ª edição da FenaBio, realizada nos dias 12 e 13 de agosto. A conferência reunirá especialistas e executivos para discutir temas como biogás, combustível sustentável de aviação (SAF), etanol, bioeletricidade, distribuição de energia e novos mercados para a bioenergia.

Negócios e tecnologia

Em uma área superior a 100 mil metros quadrados, a Fenasucro & Agrocana terá mais de 600 marcas expositoras, cerca de 3 mil produtos nacionais e internacionais e mais de 100 horas de conteúdo. A expectativa é receber visitantes de mais de 80 países e representantes de 100% das usinas brasileiras, conectando fornecedores, compradores e profissionais de diferentes elos da cadeia.

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Mercado

Inflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da meta

Por Redação 11/08/2026
Escrito por Redação

Inflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da metaInflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta do Banco Central, que é de 3% de inflação ao ano, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

Foi o quarto mês seguido de queda da inflação. Em março de 2026, inflação foi de 0,88%, com reduções em abril (0,67%), maio (0,58%), junho (0,16%) e julho (0,07%).

Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, com -0,14 p.p. de impacto. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário, 0,99% em Habitação, e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

Alimentação e bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

A variação de Transportes (0,05%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas, o recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

O grupo Habitação acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), puxado pela alta da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%, e exerceu o principal impacto individual no mês (0,13 p.p.). Esse resultado contempla os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. Em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.

Ainda em Habitação, destaque também para taxa de água e esgoto (0,40%), que reflete os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. A redução de 0,04% no gás encanado se deu devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%), vigente desde 1º de junho.

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,40%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e o plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,32%) ocorreu em Rio Branco, por influência de passagem aérea (12,27%) e energia elétrica residencial (2,66%). Já a menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).

INPC fica em -0,01% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.

Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e conserto de automóvel (2,61%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e açaí (-14,24%).

 

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