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Vendas de tratores e colheitadeiras recuam no primeiro bimestre
Mercado

Mercado de máquinas agrícolas recua 21,3% no primeiro semestre

Por Redação 29/07/2026
Escrito por Redação

 

Mercado de máquinas agrícolas recua 21,3% no primeiro semestre

Clarisse Sousa – O primeiro semestre de 2026 foi de forte retração para a indústria de máquinas e implementos agrícolas, com queda de faturamento, vendas de tratores e colheitadeiras e redução do emprego no setor, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira (29).

De janeiro a junho, a receita líquida total do setor caiu 21,3%, somando R$ 26,6 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado. Somente em junho, a queda foi de 22,3% em relação ao mesmo mês de 2025.

“O mercado segue bastante restritivo”

“Desde o mês passado, trabalhamos com a perspectiva de uma retração próxima de 20% em 2026. A nossa avaliação é que esse cenário não deve piorar. Junho e julho costumam ser meses mais travados por causa da transição do Plano Safra, e muitos produtores adiaram a compra de máquinas aguardando a entrada dos recursos do Move Brasil”, avalia Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq.

A expectativa é que, a partir de agosto, o mercado apresente uma “pequena melhora”, embora, na avaliação de Estevão, isso não seja suficiente para reverter o resultado do ano.

“Se o mercado simplesmente parar de piorar, devemos encerrar 2026 com queda em torno de 20%. O principal fator continua sendo a baixa rentabilidade das lavouras. Com margens reduzidas, o produtor adia investimentos e, além disso, não esperamos expansão da área plantada neste ano, o que elimina um importante fator de demanda por máquinas. O mercado segue bastante restritivo”, disse.

As vendas no mercado doméstico continuam em retração, refletindo a menor disposição do produtor rural para investir em máquinas e equipamentos. No mercado interno, a receita líquida do setor somou R$ 22,1 bilhões entre janeiro e junho, queda de 24,9% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, as exportações cresceram 17,5%, segundo os dados da Abimaq.

O setor também registrou redução do emprego, com média de 116,6 mil trabalhadores no semestre, queda de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tratores e colheitadeiras em queda

De acordo com os dados da Abimaq, as vendas de tratores ao usuário final caíram 11,5% no primeiro semestre, enquanto as vendas de fábrica recuaram 16,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

Em junho, foram comercializados 3.146 tratores ao usuário final e 3.636 unidades pela indústria, ambos com queda superior a 20% em relação a junho do ano passado. Um dos poucos indicadores positivos foi o das exportações, que avançaram 40,2% no acumulado do ano.

As colheitadeiras seguem como o segmento mais afetado pela retração dos investimentos. No primeiro semestre, as vendas ao usuário final caíram 31,1%, enquanto as vendas de fábrica despencaram 45,2%.

Em junho, foram vendidas 140 colheitadeiras ao usuário final e apenas 78 unidades pela indústria. As exportações do segmento cresceram 48,7%, mas também não compensaram o recuo do mercado interno.

 

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29/07/2026 0 Comentários
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Mercado

Setor hortigranjeiro comercializou 16,6 milhões de toneladas em 2025

Por Redação 29/07/2026
Escrito por Redação

Setor hortigranjeiro comercializou 16,6 milhões de toneladas em 2025

O setor hortigranjeiro movimentou 16,6 milhões de toneladas no ano de 2025, com R$ 68,7 bilhões comercializados. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (28) e fazem parte das ações do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). A pesquisa avaliou o valor transacionado por 54 Centrais de Abastecimento (Ceasas) por subgrupos de hortaliças e de frutas, com o objetivo de verificar o comportamento de cada segmento.

De acordo com o levantamento, as centrais com maior comercialização de hortigranjeiros em 2025 foram a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), na unidade da capital paulista, com volume de 2,99 milhões de toneladas e montante de R$ 13,9 bilhões; o Mercado Municipal de Juazeiro/BA, com cerca de 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões; a CeasaMinas, localizada em Contagem, com 1,499 milhão de toneladas e R$ 6 bilhões; e a Ceasa/RJ, na capital fluminense, com 1,497 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões comercializados.

A pesquisa da Conab também apontou estabilidade no volume total de hortigranjeiros vendidos nos entrepostos atacadistas considerados, com redução de 0,82% em relação a 2024. Para o quantitativo negociado, a queda de 9,29% está associada aos patamares superiores de preços verificados em 2024, devido às condições climáticas adversas. No comparativo por regiões, o Sudeste foi responsável por 52% do volume de vendas de hortigranjeiros em 2025 e por 54% do total negociado.

Entre as 26 Ceasas que compõem a base de dados do Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros (Simab), a movimentação de hortaliças cresceu em seis unidades, com maiores percentuais em Rio Branco/AC (44,9%), Belo Horizonte/MG (4,4%) e Foz do Iguaçu/PR (4,2%). No total, houve redução de 2,8% na quantidade de produtos comercializados em 2025. O documento evidencia a interferência das condições climáticas adversas sobre a produção.

Para as frutas, a Companhia registrou aumento no quantitativo transacionado em 11 Ceasas. Os maiores indicadores foram apurados em Rio Branco/AC (24,11%) e Goiânia/GO (21,04%). No comparativo anual, o levantamento apontou queda de 1,52% na comercialização de frutas no último ano. De acordo com a análise, a variação reflete um mercado resiliente, com influência de variações térmicas e regime de chuvas sobre o volume ofertado.

Exportações

O Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025, com elevação de 19,7% em relação a 2024. Entre janeiro e dezembro do último ano, o faturamento cresceu 29%, atingindo U$S 1,56 bilhão. Os números resultam do aumento dos envios de mangas, melões, melancias, limões e limas para o mercado exterior, que representam mais de 73,5% do total exportado. O principal destino das frutas brasileiras foi a União Europeia.

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29/07/2026 0 Comentários
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Embarques de soja em grão devem atingir 3,2 milhões de toneladas em janeiro
Mercado

Embarques de soja em grão devem fechar julho em 12,4 milhões de toneladas

Por Redação 29/07/2026
Escrito por Redação

Embarques de soja em grão devem fechar julho em 12,4 milhões de toneladas

Os embarques de soja em grão devem atingir 12,486 milhões de toneladas em julho, contra 11,943 milhões de igual mês de 2025, indicam projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Já as exportações de farelo devem alcançar 2,600 milhões de toneladas em julho, contra 2,143 milhões do mesmo mês do ano passado. Os embarques de milho devem chegar a 3,704 milhões de toneladas em julho, contra 3,339 milhões de igual mês de 2025.

Fonte: Datagro

29/07/2026 0 Comentários
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Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul
Mercado

Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul

Por Redação 29/07/2026
Escrito por Redação

Mais de 85% da dívida rural do RS fica fora da MP de renegociações, aponta Farsul

Um levantamento da Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) mostra que 88,3% do saldo devedor de uma amostra de contratos de crédito rural analisados pela entidade não conseguem, hoje, acessar as condições facilitadas da Medida Provisória nº 1.376/2026, que criou linhas de crédito para renegociação de dívidas do setor. Dos R$ 93 milhões em saldo devedor analisados, apenas R$ 10,85 milhões (11,7%) reúnem as condições de enquadramento previstas na norma.

“Nós fizemos um estudo com casos reais, de produtores que se disponibilizaram a passar seus contratos para a gente avaliar o quanto se enquadraria e o quanto não se enquadraria, porque víamos que a MP era muito limitada, sobretudo no que diz respeito às CPRs e aos investimentos. Rodamos as operações de cada um dos produtores e o valor deu pouco mais de 11% do estimado. Temos um universo de dívida que não para de crescer, dobrando a cada 12 meses, e uma solução que não chega nem perto do problema”, afirma o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

O ponto mais crítico é a Cédula de Produto Rural (CPR), que já responde por 42,8% de todo o crédito rural concedido no Brasil na safra 2025/26 (ante 37,4% na safra anterior), segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, superando o custeio tradicional como principal instrumento de financiamento da produção. Mesmo assim, a porta de entrada mais vantajosa da MP, com juros controlados entre 6% e 12% ao ano, menciona apenas custeio, comercialização e industrialização, sem incluir a CPR.

Um produtor com CPR em dia, renegociada com o credor, não tem hoje nenhuma via de acesso às condições facilitadas. Na amostra da Farsul, essas operações somam R$ 10,55 milhões. Para quem já está inadimplente, a MP prevê uma via específica, mas restrita a CPR emitida em favor de bancos, deixando de fora as emitidas para cooperativas e fornecedores de insumo, comuns no financiamento da produção gaúcha.

O levantamento chama atenção para o que descreve como um “paradoxo gaúcho”. Segundo a Serasa Experian, o RS tem a menor taxa de inadimplência rural do Brasil, 5,3% no quarto trimestre de 2025. Ao mesmo tempo, dados do Banco Central mostram que o Estado concentra a maior carteira de crédito rural problemática do país em valor absoluto, sendo R$ 39,9 bilhões em abril de 2026, quase o dobro do Mato Grosso, segundo colocado, com R$ 21,8 bilhões.

“O Rio Grande do Sul, de acordo com o Banco Central, tem a maior carteira estressada do Brasil, com a maior quantidade de prorrogação e renegociação. Mas, por outro lado, o produtor gaúcho é o que tem a menor inadimplência do país. Para se manter adimplente, ele aceitou prorrogações e renegociações absurdamente caras e difíceis de honrar, mas foi lá e fez, à espera de uma solução mais estruturada. E a MP deixou de fora justamente esse produtor, que fez um sacrifício para manter a adimplência. É um erro grave ao punir quem mais se esforçou”, diz Antônio da Luz.

“Mesmo o custeio adimplente, categoria com melhor desempenho na amostra, exige renegociação prévia formalizada; o investimento adimplente não tem hoje nenhuma porta de entrada”, completa.

Com base nesse diagnóstico, a Farsul leva seis propostas de alteração de texto ao Congresso durante o prazo de conversão da MP em lei, que se encerra 120 dias após a publicação: incluir a CPR entre os instrumentos do inciso I, sob as condições do custeio; ampliar o artigo 6º para aceitar CPR emitida em favor de cooperativas e fornecedores de insumo; permitir que investimentos renegociados por aditivo formal, mesmo sem declaração expressa de inadimplência, acessem a linha facilitada; trocar a data-limite fixa de 31 de maio de 2026 (anterior à própria publicação da MP, em 15 de julho) por um critério vinculado à data de contratação da nova linha; abrir exceção à vedação para quem renegociou sob a MP 1.314/2025, quando houver um novo evento de perda; e criar uma porta para capital de giro, hoje sem enquadramento em nenhum inciso da norma.

Juntas, as propostas endereçariam os R$ 82,15 milhões hoje fora do alcance da MP na amostra, sem alterar os parâmetros de mérito já definidos pelo legislador.

A MP 1.376/2026, publicada em 15 de julho, autoriza linhas de crédito rural para renegociação de dívidas de custeio, investimento e CPR, além da participação da União em um fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos, com juros de 6% a 12% ao ano e prazos de até dez anos para quem se enquadra.

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Tecnologia

El Niño: especialista dá 5 dicas para enfrentar o fenômeno climático na safra 2026/27

Por Redação 29/07/2026
Escrito por Redação

El Niño: especialista dá 5 dicas para enfrentar o fenômeno climático na safra 2026/27

A influência do El Niño sobre a safra 2026/27 deverá ir muito além das alterações no regime de chuvas. Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático, especialistas defendem que o produtor precisará adaptar sua estratégia de manejo para reduzir perdas e aumentar a capacidade de resposta das lavouras diante das adversidades.

A preocupação ganha força em um momento em que o ambiente econômico exige decisões cada vez mais precisas. O relatório Visão Agro 2026, do Itaú BBA, aponta que o agronegócio brasileiro inicia o novo ciclo convivendo com juros elevados, maior seletividade no crédito, preços pressionados para diversas commodities e custos de produção ainda elevados.

Ao mesmo tempo, o estudo destaca o El Niño como um dos principais fatores de risco para culturas como soja, milho, trigo, café e citros, reforçando que o comportamento climático continuará exercendo forte influência sobre a produtividade das lavouras.

Segundo o coordenador de Excelência Técnica da Vitalforce, Felipe Crepaldi, embora seja impossível controlar o clima, é possível aumentar a capacidade da lavoura de responder aos seus efeitos. “A forma como a planta reage ao estresse é construída muito antes dos primeiros sintomas aparecerem. Solo, raízes, microbiologia, cobertura vegetal e monitoramento fazem parte dessa preparação”, afirmou.

A seguir, Crepaldi destacou cinco pontos que merecem atenção especial no planejamento da safra.

1. O preparo da lavoura começa antes do plantio

A estrutura física do solo influencia diretamente a infiltração e o armazenamento de água, enquanto a atividade biológica contribui para a disponibilidade de nutrientes e para o desenvolvimento das raízes. Em anos de maior instabilidade climática, essas características passam a exercer papel ainda mais relevante.

2. A palhada também precisa entrar no planejamento

Depois da colheita, a atenção do produtor costuma se voltar rapidamente para a implantação da próxima cultura. Entretanto, os resíduos vegetais deixados sobre o solo podem concentrar parte importante dos desafios sanitários da safra seguinte.

Segundo Crepaldi, estudos de campo conduzidos pela equipe técnica do prof. Erich Reis , do Núcleo de BioSoluções de Bandeirantes – PR, Biocentro da Vitalforce, indicam que aproximadamente 93% das doenças presentes na área permanecem associadas ao solo e à palhada, tornando essa etapa uma oportunidade importante para reduzir riscos antes mesmo do novo plantio.

“Grande parte dos produtores olha para a próxima safra sem avaliar o que ficou da anterior. A palhada pode funcionar como reservatório de patógenos. Por isso, antes de definir qualquer estratégia de manejo, é importante conhecer a realidade daquela área.”

Esse conceito norteia a iniciativa Blitz do Patógeno da Vitalforce, que incentiva a coleta de amostras de palhada para análise laboratorial, permitindo identificar os principais patógenos presentes na área antes da definição das estratégias de manejo. O objetivo é tornar as decisões mais técnicas e reduzir intervenções baseadas somente na observação visual da lavoura.

3. O manejo deve considerar as diferenças entre as regiões

Embora o El Niño seja um único fenômeno climático, seus efeitos sobre as lavouras brasileiras serão bastante distintos. No Norte, Nordeste, Centro-Oeste e em parte do Sudeste, a tendência é de temperaturas mais elevadas, redução das chuvas em períodos importantes do desenvolvimento das culturas e maior pressão de pragas como o percevejo da soja e a cigarrinha-do-milho.

Já na região Sul, o excesso de chuvas deverá favorecer o encharcamento do solo e aumentar a incidência de doenças associadas à elevada umidade.

4. Raízes saudáveis aumentam a capacidade de resposta das plantas

Quando ocorre um período de estresse hídrico, a capacidade da planta de acessar água e nutrientes passa a depender diretamente do desenvolvimento do sistema radicular. Raízes mais profundas conseguem explorar um volume maior de solo, aumentando a disponibilidade de água durante períodos de estiagem e favorecendo maior estabilidade fisiológica.

Da mesma forma, em ambientes sujeitos ao excesso de umidade, solos bem estruturados favorecem a drenagem e reduzem o tempo de permanência da água junto às raízes.

5. Monitorar a lavoura deixa de ser rotina e passa a ser gestão de risco

Em anos de maior instabilidade climática, alterações relativamente pequenas no ambiente podem acelerar a multiplicação de pragas ou favorecer o desenvolvimento de doenças. Por isso, é necessário intensificar o monitoramento desde as fases iniciais da cultura. A identificação precoce permite decisões mais assertivas e reduz o risco de perdas econômicas decorrentes da evolução dos problemas ao longo do ciclo.

O aumento da complexidade da agricultura faz com que decisões baseadas somente na experiência ou na observação visual sejam cada vez menos suficientes.

Análises de solo, avaliação das condições físicas da área, identificação de patógenos presentes na palhada e acompanhamento das condições climáticas ajudam a direcionar estratégias mais eficientes e racionalizam o uso de tecnologias ao longo da safra.

“O clima continuará sendo uma variável impossível de controlar. O que está ao alcance do produtor é preparar o sistema produtivo para responder melhor aos desafios que surgirão ao longo da safra. Em um ano de maior risco, essa preparação poderá fazer toda a diferença”, conclui Crepaldi.

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Mercado

Colheita de café arábica na área da Expocacer avança a 60% do previsto

Por Redação 28/07/2026
Escrito por Redação

Colheita de café arábica na área da Expocacer avança a 60% do previsto

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro avança em ritmo satisfatório, tendo alcançado 60% do previsto na safra 2026/27, conforme recente boletim semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), datado de 24 de julho.

Do volume colhido, 40% do produto se encontra beneficiado, apresentando rendimento médio de 515 litros por saca de 60 kg beneficiada. Na mesma época da safra anterior, que teve volume inferior ao atual, os trabalhos se encontravam em 63%.

Os técnicos de campo da entidade apontam que a safra continua caracterizada pela desuniformidade na maturação dos frutos, com predominância de grãos passa e seco, além de um percentual de cafés verdes acima da média histórica.

De acordo com eles, a baixa participação de frutos na fase cereja, no período atual, reduziu a disponibilidade para o processamento via cereja descascado.

A Expocacer informa que, no ciclo de sete dias encerrado em 24 de julho, observou-se nova melhora na qualidade de bebida dos cafés recebidos, mas o percentual de catação permanece acima de 15%. Ademais, teve início o aumento no recebimento de grãos de chão, um comportamento esperado nessa fase mais avançada da colheita.

Os técnicos da cooperativa anotam que, apesar dos desafios observados ao longo da safra, as condições climáticas previstas para as próximas semanas são favoráveis à conclusão das operações em campo, com o tempo seco, aliado à elevação das temperaturas, acelerando a colheita do café remanescente nas plantas e proporcionando melhores condições operacionais para o recolhimento dos frutos de chão.

Esse cenário contribui para o aumento da eficiência das operações e à recuperação do atraso registrado no início da safra. Dessa forma, eles acreditam que a colheita seja concluída ainda dentro da janela ideal de tempo, *até o início de setembro*.

Condições climáticas

Na sexta-feira e no sábado, dias 24 e 25 de julho, foram registradas chuvas significativas em algumas áreas do Cerrado Mineiro, o que interferiu no andamento da colheita e na secagem dos cafés.

Para os próximos dias, contudo, os modelos meteorológicos não preveem novas precipitações intensas, com previsão média de apenas 0,1 milímetro de chuva na região, e elevação das temperaturas máximas.

Além de possibilitar o avanço da colheita, essa conjuntura favorece o secamento dos cafés, proporciona melhores condições às operações mecanizadas e reduz interrupções causadas pela umidade.

Esse cenário também contribui para uma maior eficiência operacional e à preservação da qualidade dos grãos durante a pós-colheita.

Os técnicos da Expocacer ponderem, entretanto, que, apesar do predomínio do tempo seco, os produtores devem continuar acompanhando as condições meteorológicas em seus municípios e propriedades, já que as chuvas previstas apresentam distribuição irregular e podem ocorrer de forma mais intensa em alguns locais.

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Curso em parceria vai formar especialistas em colheitadeiras no RS
Tecnologia

Curso em parceria vai formar especialistas em colheitadeiras no RS

Por Redação 28/07/2026
Escrito por Redação

Curso em parceria vai formar especialistas em colheitadeiras no RS

A AGCO firmou uma parceria com o Instituto Federal Farroupilha (IFFAR) – Campus Santo Augusto (RS), para oferecer um curso técnico de operação e assistência de colheitadeiras. Com caráter social, a iniciativa é voltada a estudantes dos cursos de Ciências Agrárias e busca contribuir para a formação de profissionais preparados para atender à crescente demanda por mão de obra especializada no setor de máquinas agrícolas.

O curso é resultado da primeira iniciativa conjunta entre um Instituto Federal e uma fabricante de máquinas agrícolas para oferecer uma capacitação teórica e prática nessa área. A primeira turma será formada por 20 estudantes de Agronomia do IFFAR – Campus Santo Augusto, que atende alunos de 21 municípios da região noroeste do Rio Grande do Sul.

A capacitação terá carga horária de 60 horas, divididas em duas etapas: 20 horas de conteúdo on-line, por meio da AGCO Academy, e 40 horas de atividades presenciais na fábrica da AGCO, em Santa Rosa (RS). Durante a etapa prática, os participantes terão contato com tecnologias, processos de operação, manutenção e assistência de colheitadeiras.

“Nosso objetivo é aproximar os estudantes da realidade do setor de máquinas agrícolas, oferecendo uma formação que une conhecimento técnico e experiência prática. Essa conexão entre a academia e a indústria contribui para preparar profissionais mais qualificados para atender às demandas do agronegócio, que hoje conta com tecnologias de ponta no campo”, afirma Vitor Kaminski, gerente de Treinamento Técnico da AGCO.

Além de complementar a formação acadêmica, o curso foi estruturado para atender a uma necessidade identificada na região de abrangência do IFFAR por profissionais capacitados para atuar com colheitadeiras agrícolas. A iniciativa amplia o acesso dos estudantes a conteúdos sobre funcionamento das máquinas, cadeia produtiva, demandas operacionais e assistência técnica, temas que nem sempre podem ser aprofundados na carga horária regular dos cursos de graduação.

“Esta parceria inédita com a AGCO representa um marco para o IFFAR – Campus Santo Augusto, pois conecta diretamente o conhecimento acadêmico às tecnologias de ponta do agronegócio. Além de enriquecer a formação prática dos nossos acadêmicos de Agronomia com experiências reais de operação e assistência técnica em colheitadeiras, a iniciativa cumpre nosso papel social ao fortalecer o perfil profissional dos estudantes e qualificar o capital humano regional voltado à agricultura e áreas afins”, destaca Marcia Fink, diretora geral do IFFar – Campus Santo Augusto.

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Tecnologia

Simpósio da SAE BRASIL debate IA, descarbonização e o futuro das máquinas

Por Redação 28/07/2026
Escrito por Redação

A transformação digital, a inteligência artificial e a descarbonização estarão no centro dos debates do 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas, que reunirá especialistas, empresas e lideranças do setor para discutir as principais tendências que estão moldando o futuro da mecanização agrícola.

Realizado em formato híbrido, com programação presencial em Porto Alegre e transmissão online, o simpósio terá como foco os desafios e as oportunidades gerados pela evolução tecnológica das máquinas agrícolas, cada vez mais conectadas e integradas às estratégias de gestão das propriedades rurais.

A programação será aberta com um painel sobre os cenários e perspectivas para o agronegócio, abordando fatores que influenciam a competitividade da cadeia produtiva e os desafios para os próximos anos.

Na sequência, especialistas discutirão a descarbonização do powertrain agrícola, avaliando os impactos da transição energética para fabricantes, produtores e fornecedores, além das oportunidades relacionadas ao desenvolvimento de novas tecnologias.

A aplicação da inteligência artificial no campo também será tema de um painel internacional, que abordará a evolução da telemetria, do uso de dados e do machine learning para ampliar a eficiência das operações e viabilizar sistemas cada vez mais autônomos.

Outro destaque da programação será o debate sobre o papel das máquinas agrícolas como plataformas de dados. A proposta é discutir como a conectividade vem transformando os equipamentos em ferramentas capazes de gerar inteligência, novos serviços e modelos de negócios para o agronegócio.

Além do conteúdo técnico, o evento contará com espaço para networking e uma área de exposição com 14 empresas, que apresentarão soluções voltadas à inovação, conectividade, automação e sustentabilidade no setor agrícola.

Em sua 18ª edição, o Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas busca promover o intercâmbio entre indústria, academia e produtores, reunindo discussões sobre tecnologias que devem influenciar o desenvolvimento da mecanização agrícola nos próximos anos.

A transformação digital, a inteligência artificial e a descarbonização estarão no centro dos debates do 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas, que reunirá especialistas, empresas e lideranças do setor para discutir as principais tendências que estão moldando o futuro da mecanização agrícola.

Realizado em formato híbrido, com programação presencial em Porto Alegre e transmissão online, o simpósio terá como foco os desafios e as oportunidades gerados pela evolução tecnológica das máquinas agrícolas, cada vez mais conectadas e integradas às estratégias de gestão das propriedades rurais.

A programação será aberta com um painel sobre os cenários e perspectivas para o agronegócio, abordando fatores que influenciam a competitividade da cadeia produtiva e os desafios para os próximos anos.

Na sequência, especialistas discutirão a descarbonização do powertrain agrícola, avaliando os impactos da transição energética para fabricantes, produtores e fornecedores, além das oportunidades relacionadas ao desenvolvimento de novas tecnologias.

A aplicação da inteligência artificial no campo também será tema de um painel internacional, que abordará a evolução da telemetria, do uso de dados e do machine learning para ampliar a eficiência das operações e viabilizar sistemas cada vez mais autônomos.

Outro destaque da programação será o debate sobre o papel das máquinas agrícolas como plataformas de dados. A proposta é discutir como a conectividade vem transformando os equipamentos em ferramentas capazes de gerar inteligência, novos serviços e modelos de negócios para o agronegócio.

Além do conteúdo técnico, o evento contará com espaço para networking e uma área de exposição com 14 empresas, que apresentarão soluções voltadas à inovação, conectividade, automação e sustentabilidade no setor agrícola.

Em sua 18ª edição, o Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas busca promover o intercâmbio entre indústria, academia e produtores, reunindo discussões sobre tecnologias que devem influenciar o desenvolvimento da mecanização agrícola nos próximos anos

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Mercado

Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em 2026

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação
Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em 2026

No caso do Produto Interno Bruto (PIB), as projeções do mercado financeiro permanecem em 1,99% em 2026 // Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Pela quarta semana consecutiva, o mercado financeiro reduz as expectativas de inflação para 2026 no Brasil. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve fechar o ano em 5,12%, conforme informações da “Agência Brasil”.

Na semana passada, a inflação projetada para o ano estava em 5,15%. Há quatro semanas, as projeções para este índice estava em 5,33%.

Para os anos subsequentes (2027 e 2028), as expectativas inflacionárias do mercado financeiro são, respectivamente, de 4,22% e 3,80%.

Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as projeções do mercado se mantêm estáveis há, pelo menos, quatro semanas.

PIB e dólar

No caso do Produto Interno Bruto (PIB), as projeções do mercado financeiro permanecem em 1,99% em 2026. Para 2027 e 2028, o mercado projeta, para a economia, crescimentos de 1,60% e 2%, respectivamente

Segundo o Boletim Focus, as projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há seis semanas, com cotação de R$ 5,20 para o dólar ao final do ano. Para os anos subsequentes, são esperadas cotações de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.

Taxa Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quinta semana consecutiva.

A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final de 2026.

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.

Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa.

Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas – ajudando a conter pressões inflacionárias.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

 

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27/07/2026 0 Comentários
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ManutençãoTecnologia

Armazenamento adequado de máquinas agrícolas reduz custos de manutenção

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação

Armazenamento adequado de máquinas agrícolas reduz custos de manutenção

Os tratores estão presentes em praticamente todas as etapas da produção agrícola e exigem atenção mesmo durante períodos de menor utilização. O armazenamento correto durante a entressafra ou em momentos de inatividade é fundamental para preservar componentes, evitar desgastes prematuros e reduzir custos com manutenção.

Embora muitos produtores estejam atentos às revisões e inspeções periódicas, os cuidados adotados quando a máquina permanece parada por semanas ou meses também têm impacto direto em seu desempenho e vida útil. Exposição prolongada ao sol, chuva e umidade, por exemplo, podem acelerar processos de corrosão, comprometer sistemas elétricos e reduzir a durabilidade de peças e componentes.

Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Trator da Massey Ferguson, algumas medidas simples ajudam a preservar o equipamento e garantir que ele esteja pronto para operar quando necessário, reduzindo riscos de falhas e despesas inesperadas. Entre as principais recomendações está a limpeza completa da máquina antes do período de inatividade. “A remoção de resíduos de terra, palha, fertilizantes e defensivos evita o acúmulo de umidade e reduz o risco de corrosão em partes metálicas”, detalha.

Outro cuidado importante é escolher um local adequado para o armazenamento. “Ambientes cobertos, ventilados e protegidos das intempéries ajudam a preservar a pintura, os componentes eletrônicos e os elementos de borracha. Quando possível, a máquina deve permanecer protegida da incidência direta do sol e da chuva”, afirma o especialista.

A conservação da máquina durante a entressafra também passa por cuidados com pneus e fluidos. A calibragem correta ajuda a evitar deformações causadas pelo peso do equipamento durante períodos prolongados de parada, enquanto a inspeção do óleo do motor, do fluido hidráulico e do líquido de arrefecimento permite identificar eventuais necessidades de manutenção antes que elas se transformem em problemas operacionais.

Outra medida sugerida é ligar o trator a cada 15 dias por aproximadamente 20 minutos. Esse procedimento favorece a circulação do lubrificante pelos componentes internos, ajudando a manter a proteção das peças e a preservar as condições de funcionamento do equipamento.

Inspeções periódicas em períodos de armazenamento também são recomendadas. Verificar possíveis vazamentos, sinais de corrosão ou a presença de animais em componentes da máquina pode evitar problemas que muitas vezes só seriam identificados no momento de retomar as operações. “Pequenos cuidados podem gerar ganhos significativos ao produtor. Além de contribuir para a disponibilidade operacional da máquina, eles ajudam a reduzir custos de manutenção e preservam o valor do equipamento ao longo dos anos”, destaca Pinheiro.

 

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