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John Deere amplia rede de Construção com dois novos distribuidores
Empresas

John Deere amplia rede de Construção com dois novos distribuidores

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

John Deere amplia rede de Construção com dois novos distribuidores

A John Deere anunciou a incorporação da Agrosul e M.A. Máquinas à sua rede de distribuidores de Construção e Pavimentação. As duas empresas, que já são concessionárias da linha agrícola da marca, passam a representar também a divisão de Construção. Com a novidade, a companhia solidifica seu posicionamento como a maior estrutura de atendimento do setor, com mais de 140 pontos de venda entre seus distribuidores.

“Este é um movimento planejado. Tanto a M.A. Máquinas quanto a Agrosul já estão profundamente familiarizadas com o nosso modelo de atendimento ao cliente. Essa expertise, somada à forte presença capilar que elas possuem vai nos permitir levar soluções integradas de construção para novas regiões importantes do país”, afirma Adilson Butzke, diretor de Vendas e Marketing da divisão de Construção da John Deere para a América Latina.

Atuação consolidada no Sul

Parceira da John Deere na linha agrícola desde 1996, a M.A. Máquinas agora expande seus horizontes para representar também a divisão de Construção e Pavimentação da marca nos estados do Paraná e Santa Catarina.

O novo distribuidor operará a partir de suas lojas de Cascavel, Palotina, Medianeira, Assis Chateaubriand, Umuarama, Ubiratã, Goioerê, Campo Mourão, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Cianorte, Vitorino, Realeza, Palmas, Dois Vizinhos e Mangueirinha; incorporando à operação 5 novas lojas em Maringá, Telêmaco Borba, Chapecó, Palhoça e Curitiba, que será o centro principal das operações para o negócio de construção.

Os locais estratégicos nos estados de Paraná e Santa Catarina foram escolhidos para garantir um seguro e completo atendimento aos clientes deste segmento.

Ao longo de sua trajetória, a M.A Máquinas recebeu oito vezes o título de Concessionário Classe Mundial e três vezes o prêmio Leaders Club, reconhecimentos que destacam sua excelência em gestão, atendimento, serviços e resultados. A estrutura da companhia conta com mais de 750 colaboradores e uma frota de 308 veículos, além de investimentos que somam mais de R$ 100 milhões em infraestrutura nos últimos anos.

Expansão no Nordeste

Concessionária John Deere há mais de 30 anos, a Agrosul agora consolida sua presença no Nordeste ao assumir a divisão de construção no Piauí e no Oeste da Bahia. A empresa foi fundada em 1991, em Barreiras (BA), como um escritório de referência de adubos e sementes.

Quatro anos depois, ingressou na rede de concessionários da John Deere e abriu sua primeira filial em Luís Eduardo Magalhães, cidade que hoje abriga sua matriz. Desde então, ampliou sua presença na região com unidades modernas em Bom Jesus, Formosa do Rio Preto, Uruçuí, Roda Velha, Rosário e Baixa Grande, e agora se prepara para abrir sua primeira loja focada na linha de construção em Teresina, no Piauí.

Rede e soluções integradas

Com conhecimento de mercado e dedicação a soluções sob medida, a rede de distribuidores John Deere garante atendimento em todas as regiões do Brasil, abrangendo os estados da Bahia, Paraná, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Pará, Tocantins, Maranhão, Amapá, Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima. Além da M.A. Máquinas e da Agrosul, completam o grupo os distribuidores SLC, Terraverde, Inova, Veneza Equipamentos, RZK, Nissey, Iguaçu e Agro Baggio, que juntos somam mais de 140 lojas no país.

A produção acompanha essa estrutura. Duas unidades fabris em Indaiatuba (SP) abastecem o Brasil e mais de 50 mercados internacionais, oferecendo seis linhas de produtos e mais de 30 modelos de máquinas. Em Campinas (SP), o Centro de Distribuição de Peças (SA-PDC) assegura disponibilidade imediata e eficiência logística para qualquer região do País. Já os Centros de Soluções Conectadas, presentes em todos os distribuidores, permitem o monitoramento remoto das máquinas, aumentando a produtividade e reduzindo custos para os clientes.

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07/07/2026 0 Comentários
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Por que a tecnologia é importante para o avanço da agricultura regenerativa?
Artigo TécnicoTecnologia

Como máquinas inteligentes contribuem para a agricultura regenerativa

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

Como máquinas inteligentes contribuem para a agricultura regenerativa

por Breno Cavalcanti – A agricultura vive um momento de transformação. Se antes o principal desafio era produzir mais para atender à crescente demanda por alimentos, hoje a missão vai além: produzir de forma eficiente, preservando os recursos naturais e garantindo a sustentabilidade das próximas gerações. Em meio a essa transformação, a agricultura regenerativa ganha cada vez mais espaço como uma abordagem capaz de conciliar produtividade, rentabilidade e conservação ambiental.

Entre os pilares desse modelo estão a saúde do solo, a redução da movimentação da terra, a manutenção da cobertura vegetal, o uso racional de insumos e a adoção de práticas que favoreçam a biodiversidade. E, embora muitas vezes o debate esteja concentrado nas técnicas agronômicas, a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem desempenhado um papel fundamental para tornar esses objetivos cada vez mais viáveis no campo.

A evolução tecnológica transformou equipamentos que antes executavam apenas operações mecânicas em plataformas tecnológicas capazes de gerar dados, aumentar a precisão das atividades e reduzir desperdícios. Essa combinação contribui diretamente para práticas alinhadas aos princípios da agricultura regenerativa.

Uma das principais contribuições está na agricultura de precisão. O piloto automático, por exemplo, reduz sobreposições e falhas durante o plantio, a pulverização e a adubação. Na prática, isso significa menos tráfego desnecessário sobre o solo, menor consumo de combustível e utilização mais eficiente dos insumos.

A compactação do solo, por exemplo, é um dos desafios enfrentados pelos produtores. O excesso de passadas de máquinas pode comprometer a infiltração de água, o desenvolvimento das raízes e a atividade biológica. Com recursos tecnológicos que otimizam rotas e aumentam a eficiência operacional, é possível reduzir esse impacto e preservar características fundamentais para a saúde do solo.

Outro aspecto importante é a capacidade de realizar aplicações mais precisas. Tecnologias de pulverização inteligente, associadas a sensores e sistemas de controle, permitem que os insumos sejam distribuídos de maneira mais uniforme e eficiente. Isso contribui para minimizar perdas, aumentar a eficiência agronômica e reduzir impactos ambientais.

O plantio também tem se beneficiado significativamente dos avanços tecnológicos. Equipamentos equipados com monitoramento em tempo real conseguem manter padrões mais consistentes de deposição de sementes e fertilizantes, favorecendo o estabelecimento das culturas e promovendo um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis no solo.

Além das operações no campo, a conectividade amplia a capacidade de gestão das propriedades. Dados gerados pelas máquinas permitem acompanhar indicadores operacionais, identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões baseadas em informações concretas. Essa inteligência operacional ajuda os produtores a adotar práticas cada vez mais eficientes, sustentáveis e alinhadas aos objetivos da agricultura regenerativa.

A tecnologia também exerce um papel importante na longevidade dos equipamentos. Soluções de monitoramento remoto e manutenção preditiva contribuem para aumentar a disponibilidade das máquinas e otimizar o uso dos recursos ao longo de todo o ciclo de vida dos equipamentos, reduzindo desperdícios e melhorando a eficiência operacional.

É importante destacar que a agricultura regenerativa não depende de uma única tecnologia ou prática isolada. Trata-se de uma construção contínua que envolve conhecimento técnico, planejamento e inovação. As máquinas agrícolas atuam como ferramentas estratégicas para que os produtores possam implementar práticas conservacionistas sem abrir mão da produtividade e da competitividade.

O futuro da agricultura depende da preservação dos recursos naturais, e o solo ocupa posição central nessa discussão. Investir em tecnologias que contribuam para sua conservação é investir na capacidade produtiva das próximas décadas. As máquinas agrícolas evoluíram para cumprir exatamente esse papel: transformar dados, precisão e eficiência em resultados que beneficiam tanto o produtor quanto o meio ambiente.

*Breno Cavalcanti é diretor de marketing Massey Ferguson

 

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07/07/2026 0 Comentários
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Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo
Mercado

Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

Banco do Brasil disponibiliza R$ 33 bilhões para a safra 2026/27 em São Paulo

O Banco do Brasil disponibilizará R$ 33 bilhões para financiar a safra 2026/27 no estado de São Paulo. Desse valor, R$ 2,55 bilhões serão destinados aos pequenos e médios produtores, e R$ 30,45 bilhões atenderão a agricultura empresarial.

O volume reafirma o compromisso da instituição com o desenvolvimento do agronegócio paulista, apoiando operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização. Os recursos também fortalecem a agricultura familiar e atendem produtores rurais de diferentes portes e segmentos, contribuindo para o crescimento de uma das cadeias produtivas mais diversificadas do país.

“São Paulo reúne um dos agronegócios mais fortes e diversificados do país e conta com produtores que buscam constantemente investir em inovação, eficiência e sustentabilidade. Os recursos do Plano Safra são fundamentais para apoiar esse movimento, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas e ampliando oportunidades para a agricultura familiar”, destaca Delio Cirino, superintendente do BB no interior de São Paulo.

“O Banco do Brasil tem orgulho de ser parceiro histórico dos produtores paulistas, sempre contribuindo para o desenvolvimento de um setor que historicamente desempenha papel essencial na economia do estado e do Brasil”, complementa Fabricio Valladares, superintendente do BB na Grande São Paulo.

Em âmbito nacional, o Banco do Brasil disponibilizará R$ 210 bilhões para o financiamento da safra 2026/27, reafirmando sua posição como um dos principais parceiros do agronegócio brasileiro. Do montante total, R$ 40 bilhões serão destinados aos pequenos e médios produtores, enquanto R$ 170 bilhões atenderão a agricultura empresarial.

Para a safra 2026/27, o Banco do Brasil mantém o foco na concessão responsável de crédito, aliando apoio financeiro, gestão de riscos e proximidade com os produtores rurais. A atuação busca oferecer soluções adequadas às necessidades do campo, contribuindo para a competitividade, a sustentabilidade e o crescimento da atividade agropecuária.

Com presença em todos os municípios paulistas por meio de sua rede de atendimento e atuação em todo o território nacional, o Banco do Brasil segue apoiando o desenvolvimento do setor por meio de crédito rural, seguros, soluções financeiras e instrumentos de mitigação de riscos, fortalecendo a produção agropecuária e a geração de valor no campo.

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07/07/2026 0 Comentários
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Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito para o Plano Safra 26/27
Mercado

Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito para o Plano Safra 26/27

Por Redação 07/07/2026
Escrito por Redação

Sicoob projeta liberação de R$ 70 bilhões em crédito para o Plano Safra 26/27

Com o anúncio do novo Plano Safra pelo governo federal, o Sicoob projeta a liberação de R$ 70 bilhões em crédito rural para a Safra 26/27. O anúncio acompanha o balanço final da Safra 25/26, encerrada com R$ 59,5 bilhões em crédito rural liberado, crescimento de 6,88% sobre o ciclo anterior, em mais de 194,7 mil operações realizadas em todo o Brasil.

Perspectivas para a Safra 26/27

Para a agricultura familiar, o Sicoob vai oferecer R$ 11,5 bilhões via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), volume 39% maior que o da safra anterior. Para os produtores de médio porte, serão R$ 15,8 bilhões via Pronamp (Programa de Apoio ao Médio Produtor Rural), aumento de 48% em comparação ao anterior, reforçando o papel do Sicoob no fortalecimento da base da produção agrícola nacional.

Para os demais produtores, serão disponibilizados R$ 42,7 bilhões, que consolida a atuação da instituição também junto aos grandes produtores e às principais cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.

Em relação às atividades produtivas, a expectativa é de que a agricultura concentre a maior parte do crédito projetado, em torno de R$ 27,8 bilhões (40%), seguida pela pecuária, com cerca de R$ 19,5 bilhões (28%), além de uma parcela sem direcionamento específico, estimada em R$ 22,7 bilhões (32%).

“A demanda do produtor rural por crédito segue forte e o Sicoob está preparado para crescer junto com ele, ampliando o acesso ao crédito mesmo nos municípios onde o sistema bancário tradicional tem menor presença. Nosso compromisso é seguir como parceiro de longo prazo do agro brasileiro, safra após safra”, afirma Marcelo Carneiro, diretor de Desenvolvimento Comercial e de Negócios do Sicoob.

Balanço da Safra 25/26

O desempenho do ciclo encerrado confirma o perfil histórico da carteira da instituição: 63% das operações atenderam pequenos e médios produtores, com ticket médio de R$ 155,3 mil. Mesmo em um ciclo marcado por taxas de juros elevadas e maior seletividade no crédito, o modelo cooperativista do Sicoob manteve o ritmo de concessões e a capilaridade, reafirmando seu compromisso com a produção agrícola em todo o território nacional.

Na Safra 25/26, 28% das operações foram destinadas à pecuária, principalmente bovinocultura. Cerca de 40% foram direcionados à agricultura, com destaque para soja, café, cana-de-açúcar e milho, além de uma parcela sem direcionamento específico, com 32% das operações.

Nas últimas cinco safras, o volume de financiamentos agropecuários cresceu 162%, expansão sustentada pelo aumento da rede de cooperativas, pela chegada a novos municípios e pelo aprofundamento do relacionamento com produtores de diferentes portes e regiões. Atualmente, o Sicoob conta com mais de 3.390 pontos de atendimento com crédito rural ativo e mais de 600 mil cooperados no segmento agro.

O presidente do Sicoob Central SC/RS, Ivair Chiella, reforça que a instituição possui um compromisso com o desenvolvimento no Sul e em todo o País, e quer estar próxima dos seus cooperados. “Não importa se o cenário é favorável ou mais desafiante, o Sicoob está sempre firme e forte, presente no dia a dia do produtor para oferecer as melhores soluções financeiras e isto se repete, novamente, com mais um Plano Safra”, diz o presidente.

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07/07/2026 0 Comentários
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Tecnologia

CNA orienta produtores sobre novo prazo para inscrição no CNPJ

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

CNA orienta produtores sobre novo prazo para inscrição no CNPJ

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta os produtores rurais sobre a prorrogação, para janeiro de 2027, do prazo para a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Apesar de ser um CNPJ, produtores enquadrados como “pessoa física” serão inscritos automaticamente no cadastro para emitir documentos fiscais.

A exigência, que anteriormente passaria a valer em julho de 2026, foi prorrogada pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS).

A medida, prevista na Lei Complementar nº 214/2025, amplia o período de adaptação dos contribuintes e permitirá que a Receita Federal conclua o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ.

Segundo o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, até a entrada em vigor da nova exigência, os produtores rurais pessoas físicas poderão continuar utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal para a emissão de documentos fiscais.

“A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ tem como objetivo padronizar os cadastros, simplificar procedimentos e integrar as informações aos sistemas eletrônicos de arrecadação e fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)”, explicou.

Conforme a Receita Federal, o novo sistema de inscrição deverá oferecer um processo totalmente digital, simplificado e automatizado, com menos exigências cadastrais e integração às plataformas de emissão de documentos fiscais eletrônicos.

E esclarece que a inscrição no CNPJ para essa finalidade não altera a natureza jurídica do produtor rural pessoa física, que continuará sendo pessoa física, sem passar automaticamente à condição de pessoa jurídica.

A CNA recomenda que os produtores acompanhem as orientações da Receita Federal e providenciem a adequação dentro do novo cronograma. A emissão correta dos documentos fiscais será fundamental para garantir a regularidade das operações, evitando transtornos, como a retenção de mercadorias durante o transporte e dificuldades no aproveitamento de créditos tributários.

 

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06/07/2026 0 Comentários
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Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo
Mercado

Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

Safra de verão recorde no Paraná alia clima favorável, tecnologia e qualificação no campo

O Paraná encerrou a safra de verão 2025/26 com novo recorde de produção de grãos. O Estado colheu 26,3 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no ciclo anterior, quando alcançou 24,7 milhões, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados no fim de junho.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela soja, que alcançou 21,8 milhões de toneladas. Mas também pela recuperação da produção de milho, que passou de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas.

“Já havia uma expectativa favorável, mas só se concretizou porque os produtores paranaenses vêm investindo, ano após ano, em tecnologia, manejo e qualificação”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Esse resultado recorde é a combinação de três fatores principais: condições climáticas favoráveis, expansão da área cultivada, especialmente de milho, e o nível tecnológico cada vez maior das lavouras paranaenses. Nossa entidade participa desse processo levando capacitação e difundindo boas práticas agronômicas que contribuem para o aumento da produtividade”, complementa.

Além disso, o avanço tecnológico das lavouras paranaenses, aliado à adoção de práticas agronômicas cada vez mais precisas, tem sido decisivo para elevar os índices de produtividade.

“O produtor tem intensificado o acompanhamento técnico e aprimorado continuamente o manejo das lavouras. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios que mudam a cada safra, como as condições climáticas e a pressão de pragas e doenças. Por isso, é fundamental investir em ajustes de manejo, controle fitossanitário e boas práticas de produção para manter a competitividade e continuar avançando em produtividade”, destaca Meneguette.

Produtividade histórica

Na prática, o recorde estadual se reflete em resultados expressivos dentro das propriedades. Em Guarapuava, na região Centro-Sul, o produtor rural Eduardo Pletz alcançou uma produtividade histórica de 369,9 sacas de milho por hectare na safra de verão. Segundo o agricultor, o desempenho é fruto de décadas de aperfeiçoamento do sistema produtivo.

“Desde a década de 1980 produzimos milho na propriedade. Ao longo desse período evoluímos em conhecimento, manejo do solo, rotação de culturas, integração e utilização de materiais genéticos mais produtivos”, conta.

Além do investimento técnico, o clima foi decisivo para alcançar o recorde. “Não faltou água para a cultura. Somando isso ao manejo do solo, à reposição de calcário, à adubação e aos cuidados durante todo o ciclo, conseguimos esse resultado, que coroa o trabalho de muitos anos e da dedicação da nossa família à atividade”, comemora.

Capacitação permanente

Associado ao Sindicato Rural de Guarapuava, Pletz sempre busca conhecimento por meio dos cursos promovidos pelo Sistema FAEP. Segundo o produtor, as capacitações contribuem diretamente para a qualificação da equipe e para a evolução da fazenda.

“O sindicato é uma segunda casa para o produtor. Sempre que precisamos de alguma informação ou capacitação, encontramos apoio. Já fizemos cursos de NR-31, aplicação de defensivos, trabalho em altura, manejo de bovinos de leite, entre outros”, comenta.

Para ele, investir na capacitação é tão importante quanto investir na lavoura. “A terra é o maior patrimônio do produtor rural. Conservação do solo, rotação de culturas e manejo adequado fazem toda a diferença. Nós vamos continuar nesse caminho, buscando evoluir de forma sustentável nos próximos anos”, finaliza Pletz.

 

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Mercado

Safra 2026/27 será mais desafiadora por causa do El Niño, aponta Itaú BBA

Por Redação 06/07/2026
Escrito por Redação

Safra 2026/27 será mais desafiadora por causa do do El Niño, aponta Itaú BBA

O Itaú BBA divulgou nesta quinta-feira (2) a 7ª edição do Visão Agro, relatório anual elaborado pela Consultoria Agro do banco que reúne as perspectivas para o agronegócio brasileiro no ciclo 2026/27. O estudo indica que a nova safra será marcada por um ambiente mais desafiador para os produtores, diante da combinação de riscos climáticos, custos elevados de produção, preços pressionados das commodities e incertezas no cenário internacional.

De acordo com o relatório, após quatro anos de margens comprimidas e oferta abundante de produtos agrícolas, o setor inicia um novo ciclo sob a influência de um forte fenômeno El Niño, que pode afetar a produtividade de forma diferente entre as regiões do país.

O estudo também destaca que o ambiente geopolítico continua sendo um fator de preocupação, especialmente pela dependência brasileira de fertilizantes importados. A volatilidade dos nitrogenados e os preços elevados dos fosfatados, aliados à fragilidade financeira de parte dos produtores, devem reduzir os investimentos em tecnologia na próxima safra, tornando o uso eficiente dos insumos e a qualidade da assistência agronômica fatores decisivos para a rentabilidade.

Segundo o Visão Agro, as commodities agrícolas iniciam o ciclo 2026/27 com preços pressionados. Uma recuperação mais consistente dependerá de ajustes na oferta global. Caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das safras, a expectativa é de manutenção desse cenário de preços mais baixos.

No mercado de grãos, o relatório aponta cenários distintos para soja e milho. Na soja, o mercado mundial inicia o ciclo 2026/27 com estoques mais ajustados, após a produção praticamente igualar o consumo na safra 2025/26, tornando os preços mais sensíveis a eventuais perdas de produtividade provocadas pelo clima. Já no milho, a boa safrinha de 2025/26 garante um balanço doméstico confortável para o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Apesar disso, a demanda segue aquecida, impulsionada principalmente pelos setores de proteínas animais e de etanol, enquanto os riscos climáticos associados ao El Niño permanecem no radar.

No algodão, a redução da produção entre importantes exportadores, como Estados Unidos e China, combinada ao crescimento moderado da demanda, reduz os estoques globais e favorece um viés positivo para os preços. O Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da pluma.

O cenário permanece desafiador para arroz e trigo. No arroz, o excesso de oferta ainda pressiona as cotações, tornando necessária uma nova redução da área plantada para permitir a recuperação dos preços. No trigo, margens pouco atrativas devem limitar investimentos e reduzir a área cultivada, cenário que pode ser agravado pelos efeitos do El Niño.

No setor sucroenergético, a queda dos preços do açúcar e do etanol, associada aos elevados custos de fertilizantes e diesel, leva os produtores a adotarem maior cautela nos investimentos nos canaviais. Apesar disso, a expectativa é de uma safra volumosa, com maior direcionamento da produção para o etanol. O principal risco está na execução da colheita, caso ocorram limitações operacionais ou eventos climáticos adversos.

Para o café, a projeção é de uma safra recorde em 2026/27, impulsionada pela recuperação da produção de arábica. O aumento da oferta deve aliviar o balanço global e favorecer uma acomodação dos preços, embora eles permaneçam em níveis historicamente elevados, garantindo boas margens aos produtores mais eficientes.

Na citricultura, mesmo com uma safra considerada baixa em termos históricos, a pressão sobre os preços da fruta continua elevada. Segundo o relatório, os melhores resultados tendem a ser obtidos pelos produtores com maior produtividade e contratos mais vantajosos com a indústria.

No segmento de proteínas animais, o custo da ração segue relativamente favorável. No entanto, aves e suínos enfrentam pressão sobre os preços das carnes devido ao aumento da oferta, com destaque para a piora das margens na suinocultura. Para o boi gordo, o segundo semestre inspira cautela diante da expectativa de redução das exportações para a China, embora o banco projete uma recuperação gradual do mercado no início de 2027, acompanhando a transição do ciclo pecuário.

“Diante desse pano de fundo, a preservação da liquidez e a disciplina na tomada de decisão passam a exercer um papel central. Assim, mais do que buscar ganhos de produtividade, torna-se fundamental proteger margens, equilibrar o fluxo de caixa e garantir flexibilidade financeira para atravessar períodos de maior estresse”, finaliza Cesar de Castro Alves, gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA.

 

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06/07/2026 0 Comentários
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Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave
Mercado

Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

Vendas de tratores caem 15% no ano até maio, diz Fenabrave

As vendas de tratores registraram queda de 15,1% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano ante igual intervalo de 2025, enquanto que a comercialização de colheitadeiras recuou 51,5% na mesma base comparativa, indica balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta quinta-feira (2).

“O segmento de tratores continua sofrendo os reflexos de um forte endividamento por parte dos produtores rurais que, mesmo com a redução das taxas de juros, não conseguiram ir para o consumo desses bens”, avalia o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, que acrescenta: “a redução das taxas de juros ofertadas pelo Moderfrota foi insuficiente para impulsionar a renovação da frota de tratores, situação que deve permanecer assim até a operacionalização do Move Agrícola e de algum programa de renegociação de dívidas”, diz.

De acordo com o dirigente, sem mudanças no cenário, a Fenabrave projeta uma queda de 15% no mercado de tratores este ano, considerando algum incremento provocado pelo Plano Safra 2026/2027.

Em maio, as vendas de tratores subiram levemente, 1,7%, ante abril, mas recuaram 16,6% no comparativo anual. No caso das colheitadeiras, a comercialização caiu 25,99% em maio ante abril e 82,1% no comparativo com o mesmo mês de 2025.

“As vendas de colheitadeiras não demonstram grandes expectativas de recuperação, enquanto o Move Agrícola não tiver início de sua operacionalização. Com os anunciados R$ 14 bilhões, que devem fazer parte do Move Agrícola, é possível reduzir a queda acumulada até o momento, e podemos chegar a uma redução de 27% em 2026”, conclui Arcelio.

A Fenabrave esclarece que por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.

Fonte: Datagro

 

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03/07/2026 0 Comentários
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Abimaq lança guia prático de armazenagem com orientações e boas práticas
Tecnologia

Abimaq lança guia prático de armazenagem com orientações e boas práticas

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

Abimaq lança guia prático de armazenagem com orientações e boas práticas

O Brasil caminha para mais uma safra histórica de grãos, mas um gargalo estrutural continua limitando o potencial do agronegócio nacional. Com produção estimada em 353 milhões de toneladas por ciclo, o país dispõe de capacidade para armazenar apenas 62% desse volume, deixando cerca de 135 milhões de toneladas sem estrutura adequada para estocagem.

Diante desse cenário, a ABIMAQ lança o Guia Prático de Armazenagem Eficiente, e-book gratuito que reúne informações, orientações e boas práticas para auxiliar produtores, gestores e profissionais do setor a enfrentar um dos principais desafios da agricultura brasileira.

A iniciativa integra uma campanha da associação voltada à conscientização sobre a importância dos investimentos em armazenagem para reduzir perdas, melhorar a logística e ampliar a rentabilidade das operações agrícolas.

A entidade destaca ainda que o país conta com tecnologia e capacidade industrial para ampliar sua infraestrutura de armazenagem. A Câmara Setorial deEquipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG) reúne empresas nacionais especializadas no desenvolvimento de sistemas e equipamentos para atender desde pequenos produtores até grandes operações agrícolas.

Déficit que impacta toda a cadeia

A insuficiência da capacidade estática de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola brasileira e compromete a competitividade do setor. Semestrutura adequada, produtores ficam mais expostos a perdas, custos logísticos elevados e à necessidade de vender a safra em períodos de maior oferta, quandoos preços tendem a ser menos atrativos.

Como acessar

O Guia Prático de Armazenagem Eficiente pode ser acessado gratuitamente mediante preenchimento de formulário em conteudo.abimaq.org.br/armazenagem.

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Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas
Mercado

Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas

Por Redação 03/07/2026
Escrito por Redação

Produção industrial cai 0,2% em maio e interrompe quatro altas seguidas

A produção industrial variou –0,2% em maio, na comparação com abril, o primeiro resultado negativo após quatro meses seguidos de alta. Com esse resultado, a indústria está 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,0% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (3), pelo IBGE.

Entre as atividades, na comparação com abril, as influências negativas mais intensas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%).

“Ambas as atividades interromperam cinco meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele afirma ainda que álcool etílico e gasolina exerceram as maiores pressões negativas em derivados do petróleo, enquanto minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural puxaram o recuo da indústria extrativa.

Já entre as atividades com avanço na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%) exerceram as principais influências. “A indústria farmacêutica interrompeu quatro meses consecutivos de queda, enquanto o setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças. Já produtos químicos eliminou o recuo de 2,8% registrado em abril”, analisa o gerente da pesquisa.

Outros impactos positivos vieram dos setores de metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com abril, bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) tiveram o maior recuo e intensificaram o resultado negativo de abril (-0,3%). Bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram taxas negativas. Enquanto bens de consumo duráveis (3,6%) foram o único resultado positivo, eliminando o recuo de 3,1% de abril, quando interrompeu três meses consecutivos de expansão.

Produção industrial varia 0,2% frente a maio de 2025

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria variou 0,2% em maio de 2026, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 27 dos 80 grupos e 39,0% dos 789 produtos pesquisados.

As atividades que exerceram as principais influências positivas foram coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%), indústrias extrativas (3,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%) impulsionadas, principalmente, pela maior produção dos itens óleo diesel, álcool etílico, querosenes de aviação e naftas, na primeira; óleos brutos de petróleo e gás natural, na segunda; automóveis, autopeças e veículos para o transporte de mercadorias, na terceira; e medicamentos, na quarta.

Entre as atividades que recuaram, produtos alimentícios (-3,7%) e máquinas e equipamentos (-9,5%) exerceram as maiores influências. Destaque também para os impactos negativos dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,7%), produtos de metal (-4,0%), celulose, papel e produtos de papel (-2,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%), produtos têxteis (-5,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,3%) e bebidas (-2,6%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (1,5%) e bens intermediários (1,4%) assinalaram os resultados positivos entre as grandes categorias econômicas. Já bens de consumo semi e não duráveis (-1,1%) e de bens de capital (-6,7%) tiveram taxas negativas.

Acumulado no ano cresce 1,4%

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 1,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 8 dos 25 ramos, 28 dos 80 grupos e 42,1% dos 789 produtos pesquisados.

Por atividades, as principais influências positivas foram indústrias extrativas (7,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,1%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural, na primeira; e álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas e óleos combustíveis, na segunda. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,5%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,2%) e de produtos alimentícios (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2026 mostrou maior dinamismo para bens intermediários (2,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,5%). Bens de consumo duráveis (0,6%) também apontou resultado positivo. Já bens de capital (-6,2%) assinalou a única taxa negativa, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital de uso misto (-15,7%), agrícolas (-16,9%) e para fins industriais (-4,5%).

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