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Feiras & Eventos

Casale apresenta soluções de maquinário para a pecuária na Coopercitrus Expo

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação

Casale apresenta soluções de maquinário para a pecuária na Coopercitrus Expo

A Casale estará entre as empresas expositoras da Coopercitrus Expo 2026, realizada de 27 a 31 de julho, em Bebedouro (SP). A fabricanten apresenta seu portfólio de equipamentos voltados à alimentação animal e à mecanização da pecuária, com tecnologias desenvolvidas para aumentar a eficiência operacional, otimizar o manejo nutricional dos rebanhos e contribuir para uma produção mais sustentável.

Segundo o Supervisor Regional de Vendas, Guilherme Sundfeld, a participação da Casale na Coopercitrus Expo é estratégica. “Esse trabalho conjunto tem fortalecido tanto a marca Casale quanto a Coopercitrus em todas as regiões onde a cooperativa atua. Mais uma vez, estaremos presentes no evento para prestigiar nossos parceiros, fortalecer esse relacionamento e atender de perto os clientes que passarem pela feira. Aproveito também para convidar todos os participantes a visitarem o estande da Casale, conhecerem nossos lançamentos e entenderem melhor como nossos equipamentos podem contribuir para o desenvolvimento de suas operações”, reforça.

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Tecnologia

Famato orienta produtores sobre procedimentos em caso de incêndio

Por Redação 27/07/2026
Escrito por Redação
Famato orienta produtores sobre procedimentos em caso de incêndio

Registrar a ocorrência é importante porque pode fazer diferença caso o produtor precise comprovar que foi vítima do incêndio e que adotou as medidas cabíveis // Ana Frutuoso / Fonte: Sistema Famato

Um incêndio em uma propriedade rural causa prejuízos incalculáveis. Além de comprometer lavouras, pastagens, maquinários, cercas e estruturas, o fogo destrói a palhada utilizada para cobertura do solo, afeta a produtividade das áreas e, principalmente, coloca vidas em risco durante o combate às chamas. Diante desse cenário, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais sobre as medidas que devem ser adotadas para preservar a segurança das pessoas e reunir documentos que podem ser fundamentais para o respaldo legal da ocorrência.

Assim que identificar um incêndio, o produtor deve acionar o Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT). Além de comunicar os órgãos competentes quando necessário. O atendimento gera registros oficiais da ocorrência, que podem ser utilizados em eventuais processos administrativos ou judiciais.

Outra orientação importante é documentar os danos causados pelo fogo. Fotografias, vídeos, imagens de drone, registros com data e localização, além de relatórios técnicos e documentos emitidos pelos órgãos competentes, ajudam a comprovar a extensão da área atingida e as providências adotadas pelo produtor.

Embora a legislação não estabeleça a obrigatoriedade de apresentar imagens do combate ao incêndio, esse tipo de registro pode demonstrar que o produtor adotou todas as medidas possíveis para conter as chamas, colaborou com o trabalho das equipes de combate e não permaneceu omisso diante da situação. Da mesma forma, registros da utilização de tratores, caminhões-pipa, aceiros, brigadas particulares e demais equipamentos também podem servir como elementos de comprovação.

O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Famato e presidente do Sindicato Rural de Cláudia, Zilto Donadello, destaca que reunir essas evidências é uma medida importante para resguardar o produtor, mas reforça que nenhuma documentação deve ser obtida colocando vidas em risco.

“Registrar a ocorrência é importante porque pode fazer diferença caso o produtor precise comprovar que foi vítima do incêndio e que adotou as medidas cabíveis. Mas nenhuma foto ou vídeo vale mais do que uma vida. A prioridade deve ser sempre a segurança das pessoas envolvidas no combate e o acionamento dos órgãos competentes”, reforça Zilto.

Além da documentação da ocorrência, o produtor também deve estar atento às normas estaduais de prevenção aos incêndios. A analista de Meio Ambiente da Famato, Tânia Arévalo, explica que a Resolução COMIF nº 3/2025 estabelece parâmetros mínimos obrigatórios para todos os imóveis rurais, reforçando a necessidade de planejamento e de adoção de medidas preventivas antes mesmo do período crítico de incêndios.

“Essa resolução define requisitos mínimos que devem ser observados pelos produtores rurais para reduzir os riscos de incêndios. Entre eles estão medidas de prevenção, manutenção de estruturas como aceiros e organização da propriedade para que ela esteja mais preparada para enfrentar situações de emergência, protegendo tanto a produção quanto o meio ambiente”, alerta a engenheira florestal.

O produtor rural já adota uma série de medidas para proteger sua propriedade e evitar a propagação do fogo. Quando, ainda assim, a propriedade é atingida por um incêndio, a elaboração de laudos técnicos pode complementar a documentação da ocorrência, contribuindo para o levantamento dos prejuízos e para eventuais procedimentos administrativos ou judiciais, explica Tânia.

Além de saber como agir durante uma emergência, a principal recomendação é investir continuamente na prevenção. Ela faz parte da rotina da propriedade rural e é a medida mais eficaz para proteger vidas, preservar o patrimônio e minimizar os impactos ambientais.

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27/07/2026 0 Comentários
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Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027
Mercado

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027

Por Redação 24/07/2026
Escrito por Redação

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros do Plano Safra 2026/2027

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

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John Deere anuncia produção de componentes eletrônicos no Brasil
Tecnologia

John Deere anuncia produção de componentes eletrônicos no Brasil

Por Redação 24/07/2026
Escrito por Redação

 John Deere anuncia produção de componentes eletrônicos no Brasil

A John Deere anunciou a ampliação de sua operação industrial em Canoas (RS) com a implantação de uma área dedicada à montagem de componentes eletrônicos para máquinas agrícolas e de construção. A unidade, que atualmente produz os pulverizadores 1025E, tem previsão de iniciar a nova operação de componentes eletrônicos em julho de 2027.

Voltado exclusivamente ao atendimento do mercado brasileiro, o projeto representa um investimento de R$ 75 milhões, ampliando ainda mais a atuação da John Deere no País.

“Estamos avançando de forma consistente no fortalecimento da nossa presença industrial e tecnológica no país, com uma visão de longo prazo e o compromisso de oferecer soluções que contribuam para operações mais produtivas e eficientes. Essa mudança amplia ainda mais nossa capacidade de integrar sistemas eletrônicos essenciais aos equipamentos com agilidade, reforçando nossa constante agenda de inovação e o desenvolvimento de recursos cada vez mais conectados às necessidades dos clientes brasileiros”, afirma Joaquin Fernandez, vice-presidente de Manufatura da John Deere para a América do Sul.

A nova linha será focada na montagem final de componentes e sistemas eletrônicos fundamentais, incluindo módulos inteligentes de controle (o cérebro eletrônico das máquinas), receptores de sinal GPS de alta precisão (como o StarFire™), monitores e guias de orientação de última geração.

A expansão também faz parte da estratégia global de manufatura da companhia para otimizar sua cadeia de suprimentos, contribuindo para a eficiência logística global da John Deere e aproveitando a capacidade técnica da unidade e os talentos de tecnologia da região.

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Tecnologia

Atualização corrige dados do Zarc para a cultura do milho no Rio Grande do Sul

Por Redação 23/07/2026
Escrito por Redação

Atualização corrige dados do Zarc para a cultura do milho no Rio Grande do Sul

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que foram atualizados os dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho 1ª safra no Rio Grande do Sul.

Após a publicação das portarias referentes ao zoneamento, foram recebidas manifestações do setor produtivo sobre o calendário de semeadura em municípios da região noroeste do estado. As demandas foram encaminhadas para reavaliação pelo grupo de trabalho responsável pelo Zarc do milho.

Na revisão, a equipe técnica da Embrapa identificou um equívoco na programação de pós-processamento dos dados relativos ao mês de agosto, referente aos decêndios críticos para ocorrência de geada.

Na configuração utilizada, foram considerados como críticos os decêndios da semeadura, quando o correto era considerar os decêndios da fase de pós-emergência da cultura. Como consequência, o risco de geada em alguns municípios foi superestimado, impactando as janelas indicadas para semeadura.

Os dados foram corrigidos e já estão disponíveis no Painel de Indicação de Riscos.

Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, mantendo diferenças em relação à safra anterior em razão das alterações metodológicas incorporadas nesta versão.

Entre as mudanças implementadas no Zarc para a cultura do milho estão a atualização da base de dados meteorológicos, com utilização da série histórica de 1992 a 2022 e ampliação do número de estações meteorológicas consideradas, além da adoção do modelo de classificação de solos em seis níveis de água disponível (AD). A classificação considera a proporção de areia, silte e argila no solo, substituindo o modelo anterior, que utilizava três classes de solo (arenoso, médio e argiloso).

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23/07/2026 0 Comentários
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Feiras & Eventos

Valtra leva inovações com alta tecnologia para a Coopercitrus Expo

Por Redação 23/07/2026
Escrito por Redação

Valtra leva inovações com alta tecnologia para a Coopercitrus Expo

A Valtra estará presente na 27ª edição da Coopercitrus Expo, que acontece de 27 a 31 de julho, em Bebedouro (SP) e tem a expectativa de superar o recorde de 25 mil visitantes, em comparação à edição anterior.

Para essa edição histórica, na qual o evento celebra 50 anos da cooperativa, a Valtra preparou um estande com uma seleção robusta e diversificada de máquinas, projetada para atender desde a agricultura familiar até os grandes players, englobando as principais culturas da região, como o setor sucroenergético.

“Trouxemos soluções para o produtor com foco na produtividade e na redução de custos, com um portfólio dedicado a atender as necessidades dos agricultores de diferentes perfis e diversas culturas, que possuem em comum a busca por inovação”, destaca Claudio Esteves, Diretor Comercial da Valtra.

Entre as soluções, o público da Coopercitrus poderá conferir de perto a robustez da Série S6, família de tratores de maior potência da marca, com motores de 345cv, 375 cv e podendo chegar até 425 cv e torque de até 1.750 Nm, desenvolvida para operadores experientes que valorizam o alto desempenho e precisam de um torque responsivo, eficiente e confiável, com baixo custo de operação.

Seu motor AGCO Power de 8,4 litros possui grande volume e novo sistema de admissão de ar com turbo único, o que significa maior economia de combustível e confiabilidade, atingindo potências máximas a 1.850 rpm do motor. Ou seja, 7% menos rotações e entre 10% a 15% menos consumo de combustível. A transmissão CVT da Valtra proporciona aceleração eficiente e mudanças de velocidade sem trocas de marchas ou interrupções. A Série S6 ganhou os prêmios de Good Design Award, o iF DESIGN AWARD e o prestigiado Prêmio Red Dot Award: Design de Produto 2025.

Outros grandes destaques do estande são as máquinas da Série Q, representadas pelo Q305 e pelo Q285, que se sobressaem pelo reconhecimento internacional e pela combinação de força e inteligência no campo. Os tratores da linha são equipados com motor AGCO Power de 7,4 litros e transmissão CVT da Valtra, garantindo alta performance, manobrabilidade e um nível superior de visibilidade. A tecnologia SmartTurn permite a realização automática das manobras de cabeceira, sem intervenção do operador, trazendo mais precisão e eficiência às operações.

Para os produtores que demandam precisão e alto desempenho, a Valtra destaca a Série T CVT, com modelos de 195 a 250 cavalos, com a melhor relação de tecnologia e desempenho, além do conforto operacional e inovação. Os tratores são equipados com motor eletrônico AGCO Power de 6 cilindros, de alto torque em baixas rotações e menor consumo de combustível. A combinação entre o câmbio CVT e o Motor AGCO Power garante máxima eficiência para realizar as tarefas na medida em que possibilita realizar manobras de maneira mais rápida e precisa, além de aumentar a rotação mantendo uma velocidade constante.

Completando o portfólio de tratores, a Valtra apresentará a força da linha BH e a robustez e tradição da linha BM, que tem mais de 20 anos de história no setor sucroenergético e é reconhecida pelo alto rendimento e por levar até 15% de economia ao produtor.

Já para o segmento de plantio, a Valtra preparou uma vitrine tecnológica que inclui as plantadeiras Compact de 3 linhas, máquina que mais se adéqua a quem busca rapidez e qualidade na agricultura familiar, e a HiTech 10 linhas, conhecida por permitir um plantio de alta precisão e uma economia de insumos na ordem de 20%. A Plantadeira Momentum também será exibida no estande em sua versão compacta de 18 linhas, que entrega versatilidade alinhada à máxima eficiência, gerando economia de insumos durante as operações, aumento de entrega na emergência e maior produtividade.

Para o máximo retorno na fase de tratos culturais, a marca destaca o Pulverizador R 530. A máquina é equipada com Motor AGCO Power de 6 cilindros, que garante uma performance 30% mais econômica devido ao baixo consumo de combustível. Ele defende a rentabilidade do produtor reduzindo sobreposições e economizando até 73% de defensivos graças à sua tecnologia de controle de vazão. A linha foi desenvolvida para médios e grandes produtores, e possui barras disponíveis nas versões com 24, 30, 32 e 36 metros.

“O papel da Valtra vai além de fabricar máquinas. Nosso compromisso é ser um parceiro estratégico na evolução da gestão do campo, pois sabemos que o produtor rural acaba enfrentando diversos desafios durante as safras. Por isso, desenvolvemos tecnologias que se traduzem em segurança financeira, eficiência operacional e sustentabilidade de ponta a ponta”, conclui Esteves.

 

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23/07/2026 0 Comentários
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Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a valer; saiba mais
Mercado

Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a valer; saiba mais

Por Redação 22/07/2026
Escrito por Redação
Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a valer; saiba mais

A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) // Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Começou a vigorar nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. O tarifaço atinge cerca de 20% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, conforme informações da “Agência Brasil”.

A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).

Entre os 2,3 mil produtos afetados, a maioria integra os setores de eletroeletrônicos; máquinas e equipamentos; autopeças e calçados. Praticamente, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.

Pesquisa mostra alta demanda por operadores de máquinas agrícolas no MT

Segundo o governo, o mercado estadunidense é o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos. O país responde por cerca de um quarto das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com o estado economicamente mais forte do país concentrando, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca, segundo dados da Apex-Brasil.

Políticas brasileiras

O tarifaço adotado pelo governo Trump baseou-se em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos.

Os estadunidenses elencaram seis temas para decidir sobre a taxação:

  • pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais;
  • desmatamento ilegal;
  • acesso ao mercado de etanol;
  • combate à corupção;
  • proteção da propeidade intelectual;
  • acordos preferenciais com México e Índia.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.

Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Avalia também flexibilizar temporariamente regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.

Já a Apex-Brasil prevê a divulgação, em agosto, de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente, para União Europeia, países que integram a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, além de nações da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão.

 

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22/07/2026 0 Comentários
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Mercado

Sicredi ultrapassa os R$ 70 bilhões em carteira de consórcios

Por Redação 21/07/2026
Escrito por Redação

Sicredi ultrapassa os R$ 70 bilhões em carteira de consórcios

Com R$ 71,1bilhões em créditos ativos registrados até junho de 2026, aumento de 27,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, a operação de consórcios do Sicredi apresenta expansão. Um dos fatores que têm colaborado para esse crescimento é a evolução dos tíquetes médios dos créditos em consórcios. Nos últimos cincos anos, o aumento foi de 52%, com a média passando de R$ 79,8 mil no primeiro trimestre de 2022, para R$ 121,4 mil no mesmo período de 2026.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o tíquete médio de mercado registrou uma valorização nominal de 50,1% nos meses de janeiro compreendidos no último quinquênio. Quando descontada a inflação acumulada do período (IPCA de 21,4%), o setor ainda entrega um ganho real de 23,6%, considerando a evolução de R$ 60,3 mil, em janeiro de 2022, para R$ 90,5 mil no mesmo mês de 2026.

No comparativo anual mais recente, o valor de janeiro deste ano representou uma alta de 9,5% frente aos R$ 82,6 mil registrados em 2025, confirmando que o interesse do brasileiro por cotas de maior valor permanece em ascensão e compatível com a capacidade financeira dos consorciados.

“Esse aumento indica que o consórcio se consolidou como uma ferramenta estratégica, não só para aquisições de menor valor, como também de planejamento para aumento de patrimônio. Com isso e ainda considerando todas as vantagens da solução como, por exemplo, a não incidência de juros, tem atraído cada vez mais adeptos, incluindo o público de maior poder aquisitivo”, destaca Thiago Rossoni, diretor executivo de Produtos e Serviços.

Dentro do Sicredi, o destaque fica para o segmento de Pessoa Física, cujo tíquete médio apresentou um salto de 63% nos últimos quatro anos, superando a média geral da instituição. Destaque para o público considerado alta renda que, em março, registrou um tíquete médio de R$ 149,5 mil. Entre as finalidades dos consórcios, automóveis teve o maior crescimento percentual, registrando alta de 48% entre 2022 e 2026. Já os tíquetes para imóveis subiram 40% no período.

Atualmente, a maior média de valores para aquisições via consórcios é da categoria pesados que engloba caminhões e tratores, por exemplo. As aquisições relacionadas a veículos elétricos por meio de consórcios também têm se destacado. Nos últimos nove meses, o Sicredi já concedeu mais de R$ 124 milhões em cartas de crédito para carros e carregadores elétricos.

“A versatilidade do consórcio permite que as cotas de pesados também possam ser usadas para veículos de maior valor”, explica Rossoni.

21/07/2026 0 Comentários
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Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização
Artigo Técnico

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverização

Por Redação 21/07/2026
Escrito por Redação

Deriva é um desperdício invisível que aumenta o custo da pulverizaçãopor Marcelo Hilário* – Na agricultura moderna, muito se fala sobre investimentos em sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas, combustível e mão de obra. No entanto, existe um custo silencioso que raramente aparece com clareza na planilha: a deriva. Ela ocorre quando gotas, partículas ou vapores de um produto aplicado se deslocam para fora do alvo pretendido durante ou logo após a pulverização.

Mais do que um problema ambiental, a deriva representa uma falha de eficiência. Quando parte da calda não atinge folhas, colmos, pragas, doenças ou plantas daninhas, o produtor paga por uma aplicação incompleta. O resultado pode ser controle abaixo do esperado, necessidade de reaplicação, aumento da pressão de seleção de resistência e maior risco de resíduos em áreas sensíveis. Em outras palavras, parte do investimento realizado na lavoura simplesmente não gera o retorno esperado.

O desperdício direto de produto é uma das consequências mais evidentes. Em uma aplicação de herbicidas, fungicidas ou inseticidas, cada litro de calda conta para o tratamento da lavoura. Quando gotas são carregadas pelo vento ou evaporam antes de atingir o alvo, parte do ingrediente ativo deixa de exercer seu papel. Essa perda costuma ser agravada por regulagens inadequadas, como escolha incorreta das pontas, pressão excessiva, altura de barra inadequada ou velocidade operacional incompatível com a estabilidade do jato.

Além do desperdício, há redução da eficiência do controle. Muitas vezes, o produtor atribui o problema a um produto de baixa qualidade, à resistência da praga ou à dose utilizada, quando a principal causa pode estar na própria aplicação mal feita. A pergunta mais importante não é apenas qual produto foi utilizado, mas quanto dele realmente chegou ao alvo, com que uniformidade e em quais condições ambientais. Sem essa resposta, qualquer avaliação da eficiência da pulverização fica incompleta.

Os impactos vão além da porteira

As perdas também podem ultrapassar os limites da propriedade. Uma pulverização mal conduzida pode atingir culturas vizinhas sensíveis, áreas de preservação, cursos d’água, apiários, hortas, moradias, animais e trabalhadores. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) define a deriva como o movimento de gotas ou partículas de pesticidas para qualquer local diferente da área pretendida durante ou logo após a aplicação. Isso demonstra que seus impactos vão muito além da lavoura, alcançando dimensões ambientais, econômicas e jurídicas.

Causas e efeitos

Se a deriva representa desperdício, a pergunta seguinte é inevitável: por que ela acontece? Entre os principais fatores estão o tamanho das gotas, a velocidade do vento, a umidade relativa do ar, a temperatura, a altura da barra e o tipo de equipamento utilizado. Gotas muito finas proporcionam excelente cobertura, mas permanecem mais tempo suspensas no ar e evaporam com maior facilidade. Já gotas mais grossas reduzem o risco de deriva, embora possam comprometer a cobertura em determinados alvos. Por isso, não existe uma “gota perfeita”, e sim a mais adequada para cada situação, considerando o produto, o alvo biológico, o equipamento e as condições ambientais.

O clima também faz parte da regulagem da pulverização. Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa aceleram a evaporação das gotas, enquanto ventos mais intensos favorecem seu deslocamento para fora da área de aplicação. A Embrapa destaca que temperatura, umidade e velocidade do vento devem ser avaliadas antes da operação, pois uma aplicação realizada fora da janela climática adequada pode comprometer boa parte da eficiência do tratamento.

Outro aspecto decisivo é a altura da barra de pulverização. Quanto maior a distância entre a ponta e o alvo, maior o tempo de exposição das gotas ao vento e à evaporação. Barras instáveis, excesso de velocidade, terrenos irregulares e falhas no controle de altura aumentam a variabilidade da deposição e reduzem a uniformidade da aplicação. Nesse contexto, tecnologia de aplicação significa integrar máquina, operador, clima, produto e alvo biológico em uma única estratégia.

Soluções

A boa notícia é que a deriva pode ser reduzida de forma significativa. Pontas com indução de ar, modelos antideriva, ajustes de pressão, altura correta da barra e adoção de faixas de segurança estão entre as práticas mais eficientes para minimizar perdas. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece que determinadas pontas redutoras de deriva podem reduzir essas perdas em mais de 95%, dependendo das condições de uso. Além disso, a escolha correta do adjuvante é essencial para garantir que além do equipamento, a calda atinja o alvo minimizando perdas por deriva e evaporação.

Entretanto, reduzir deriva não significa simplesmente produzir gotas maiores. Cada situação exige equilíbrio entre segurança e eficácia. Fungicidas protetores, por exemplo, dependem de boa cobertura da superfície foliar; herbicidas sistêmicos podem trabalhar com gotas mais grossas, desde que haja deposição suficiente; inseticidas destinados a pragas instaladas no interior do dossel exigem maior capacidade de penetração. A escolha da tecnologia deve considerar simultaneamente o alvo biológico, o modo de ação do produto e as condições de aplicação.

Registrar informações como horário da aplicação, condições climáticas, velocidade do vento, pressão, volume de calda, pontas utilizadas e operador responsável deixou de ser apenas um procedimento burocrático e passou a representar uma importante ferramenta de gestão de risco. Isso porque em regiões onde há diferentes culturas que convivem lado a lado, aplicações mal conduzidas podem provocar conflitos entre vizinhos, prejuízos comerciais e questionamentos por parte dos órgãos fiscalizadores.

Nesse processo, a agricultura digital tornou-se uma aliada importante. Estações meteorológicas, sensores embarcados, controladores de seção, telemetria, mapas de aplicação e registros automáticos aumentam a rastreabilidade da operação e oferecem informações valiosas para a tomada de decisão. Ainda assim, nenhuma tecnologia substitui os fundamentos agronômicos. Um pulverizador moderno, mal regulado e operado fora da janela climática, continua sendo uma máquina extremamente eficiente para errar com precisão.

Quando o tanque vazio não conta toda a história

Embora o produtor veja o tanque vazio e o talhão pulverizado, dificilmente consegue medir quanto do produto realmente permaneceu sobre o alvo. Avaliações com papéis hidrossensíveis, inspeções da deposição, calibrações frequentes e treinamento dos operadores tornam essas perdas visíveis e permitem corrigi-las antes que comprometam o desempenho da lavoura.

No fim, a tecnologia de aplicação não representa apenas a etapa final do manejo fitossanitário, mas um dos principais fatores responsáveis por transformar investimento em resultado. Comprar um produto de alta qualidade e aplicá-lo de forma inadequada equivale a investir em uma semente de elevado potencial produtivo sem regular corretamente a profundidade de plantio. Em ambos os casos, dificilmente o retorno será o esperado.

Em um cenário em que a agricultura é cada vez mais cobrada por produtividade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, controlar a deriva deixou de ser apenas uma exigência técnica. É uma estratégia para proteger a rentabilidade da lavoura, reduzir desperdícios, preservar relações de vizinhança e garantir que cada litro aplicado cumpra exatamente a função para a qual foi adquirido. Tornar a deriva visível é, acima de tudo, transformar investimento em resultado. Afinal, na agricultura, cada gota que chega ao alvo representa eficiência, já as são perdidas, representam custo.

*Químico industrial, mestre e pesquisador em Agronomia e responsável técnico da Sell Agro.

 

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21/07/2026 0 Comentários
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Nova tecnologia de sequenciamento genético amplia pesquisas em trigo
Tecnologia

Nova tecnologia de sequenciamento genético amplia pesquisas em trigo

Por Redação 21/07/2026
Escrito por Redação

Nova tecnologia de sequenciamento genético amplia pesquisas em trigo

Uma nova plataforma de genotipagem automatiza o preparo de amostras de DNA na Embrapa Trigo (RS) e amplia a capacidade de análise genética da cultura do trigo. A tecnologia reduz de dias para cerca de 12 horas o tempo necessário para essa etapa, reduzindo os custos da pesquisa e acelerando a identificação de marcadores genéticos ligados à produtividade e à resistência a doenças.

Esse avanço foi possível graças à evolução do processo de genotipagem — técnica que permite identificar variações no DNA de um indivíduo. “Em duas décadas, o protocolo foi modernizado, com a substituição das análises manuais em gel por sistemas de eletroforese — que usam campo elétrico para separar moléculas — e, mais recentemente, pelo sequenciamento, que permite a genotipagem em larga escala e com alta precisão”, conta o laboratorista Jordalan Muniz.

O sequenciamento de segunda geração foi incorporado à rotina do Laboratório de Biotecnologia da Embrapa Trigo com a chegada de dois novos equipamentos: o ION Chef, responsável pelo preparo das amostras, e o ION GeneStudio S5 Plus (foto abaixo), que realiza o sequenciamento. “Podemos dizer que o trabalho de um ano agora pode ser realizado em apenas uma semana. É um ganho de eficiência que reduz custos e acelera a obtenção de dados moleculares em apoio ao programa de melhoramento genético do trigo na Embrapa”, explica o pesquisador Luciano Consoli.

Potencial de uso da plataforma

O genoma do trigo é 5 vezes maior do que o genoma humano. Com o sequenciamento do genoma dessa espécie em 2018, a partir de um consórcio internacional de instituições de pesquisa, foi possível avançar em novas ferramentas de apoio ao trabalho da biotecnologia.

Atualmente, a equipe de Genética Molecular da Embrapa Trigo dispõe de informações de 5 mil marcadores moleculares para o trigo e de 3.500 marcadores para cevada compatíveis com essa plataforma. Segundo a laboratorista Tatiane Crespi, a identificação de marcadores moleculares, associados a genes de interesse, contribui para a seleção de linhagens com características agronômicas desejáveis.

Esse conhecimento resultou no desenvolvimento de um painel de marcadores para serem utilizados na cultura do trigo. Com o uso da plataforma de sequenciamento de segunda geração, é possível fazer a análise simultânea de 384 amostras com 202 marcadores, gerando aproximadamente 80 mil data points.

Além disso, a plataforma de genotipagem possibilita avaliar regiões específicas nas sequências de DNA. “O primeiro resultado do uso dessa tecnologia para a geração de dados moleculares de genotipagem é o aumento da eficiência do processo de geração de novas cultivares e na identificação de alelos ou partes de genes de interesse para os programas de melhoramento. Se antes tínhamos uma representação cartográfica, agora temos algo mais detalhado, com ruas e placas de sinalização”, afirma Consoli.

Avanços para o melhoramento genético

As cultivares ou linhagens de trigo analisadas, que possuem os marcadores moleculares de interesse, poderão ser utilizadas nos blocos de cruzamentos dos programas de melhoramento. No caso do trigo, essas análises já vêm sendo conduzidas, como no trabalho para ampliar a base da resistência genética às doenças, a exemplo da brusone, uma das frentes de trabalho consolidadas com o uso de análises moleculares e seleção assistida na Embrapa Trigo:

“Identificada, numa determinada cultivar, a presença de um marcador molecular associado à resistência, como por exemplo à brusone, suas plantas podem ser incorporadas ao programa de melhoramento para a realização de cruzamentos”, pontua a pesquisadora Gisele Torres. Porém, ela lembra que, no decorrer das avaliações a campo, é fundamental analisar a reação das plantas em condições de exposição ao fungo causador da doença:

“A simples presença de um determinado marcador, mesmo quando fragmentos do DNA são conhecidos por conferirem resistência, não é suficiente para que as plantas que o possuem sejam resistentes. O trabalho da biotecnologia é complementar ao trabalho do melhoramento. Assim, para verificar a efetividade de um determinado marcador molecular, é essencial que os melhoristas avaliem a reação das plantas frente ao patógeno a campo”, complementa Torres.

Outras potencialidades de uso prático da plataforma de sequenciamento de segunda geração estão sendo exploradas pela equipe. Em solos, por exemplo, é possível fazer a extração do DNA de uma amostra para identificar os microrganismos que podem beneficiar o cultivo do trigo numa determinada região. Em outras palavras, identifica-se um perfil molecular daquele solo, o qual será, então, correlacionado com fatores de produção.

No desafio de desenvolver trigos para celíacos, é possível caracterizar marcadores moleculares associados a genes codificadores de proteínas relacionadas à resposta imunológica ao glúten. Os pesquisadores pretendem, ainda, explorar outras possibilidades de análises em expressão gênica por RNAseq, em sequenciamento de pequenos genomas (microrganismos), entre outras.

Consoli destaca o entusiasmo com o potencial de uso da ferramenta: “Antigamente utilizávamos uma lupa, passávamos para o microscópio e evoluímos para ver o que está dentro das plantas. Agora, conseguimos identificar todo tipo de variação presente nos fragmentos de DNA da planta que estão associados à defesa e ao uso de recursos do ambiente”.

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21/07/2026 0 Comentários
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